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<p>Apostila: Módulo 3</p><p>MATERIAL ATUALIZADO</p><p>Pra ficar por dentro de todas as</p><p>novidades, siga a gente no Instagram:</p><p>Planejamento de Aposentadoria</p><p>Clique aqui para</p><p>acessar outros materiais</p><p>@academiarafaeltoro</p><p>ou Escaneie o QR Code</p><p>Exame 48 CFP®</p><p>https://www.academiarafaeltoro.com.br/simulados-gratuitos/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>SOBRE NÓS</p><p>Com mais de 50 mil alunos, a Academia Rafael Toro</p><p>(também chamada de ART), foi fundada em 2017, tendo o</p><p>professor Rafael Toro como idealizador e fundador. Movido</p><p>pela vontade de transformar a maneira com que as pessoas</p><p>aprendiam, o Toro desenvolveu uma metodologia de</p><p>aprendizado que revolucionou o mercado de Certificações</p><p>no Brasil e já aprovou milhares de pessoas nas principais</p><p>provas da Anbima, Planejar, Ancord e Apimec.</p><p>Sumário Módulo III</p><p>Planejamento da Aposentadoria</p><p>Módulo III: Objetivo ............................................................................................................................ 04</p><p>Capítulo 1: Princípios da Aposentadoria ............................................................................................. 05</p><p>Capítulo 2: Análise e projeções de necessidades na aposentadoria ................................................. 26</p><p>Capítulo 3: Previdência Social ............................................................................................................. 39</p><p>Capítulo 4: Previdência Complementar (Aberta ou Fechada) ........................................................... 63</p><p>Capítulo 5: Produtos de Previdência Complementar.......................................................................... 99</p><p>5.1 Conceitos dos Produtos ................................................................................................ 100</p><p>5.2 Tributação dos Planos de Previdência PGBL e VGBL ......................................................... 107</p><p>5.3 Tipos de Fundos de Investimentos .................................................................................. 129</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>Planejamento de Aposentadoria</p><p>Objetivos</p><p>Estabelecer nível adequado de conhecimento dos profissionais sobre como dimensionar o</p><p>capital necessário para gerar renda na aposentadoria, considerando o orçamento</p><p>estimado, a sobrevida, os objetivos de sucessão (se houver) e o retorno esperado da</p><p>carteira de ativos do cliente.</p><p>Avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia, otimizando-as e priorizando os</p><p>passos para auxiliar o cliente em sua implementação. Avaliar o conhecimento do</p><p>profissional em relação aos fundamentos da previdência social e às principais</p><p>características e dos planos de previdência privada abertos e fechados.</p><p>Formular estratégias de utilização de planos de previdência privada no planejamento de</p><p>aposentadoria, considerando a escolha do produto mais adequado, o regime de</p><p>tributação aplicável em conformidade com o perfil tributário do cliente e o tipo de fundo</p><p>adequado para o perfil de risco e horizonte de tempo do cliente participante do plano,</p><p>além de aspectos relacionados a custos e regras de portabilidade.</p><p>A capacidade de geração de renda de ativos mobiliários e imobiliários que compõem o</p><p>patrimônio do cliente, além dos produtos previdenciários, também serão avaliados.</p><p>4</p><p>Capítulo 1:</p><p>Princípios da Aposentadoria</p><p>5</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>6</p><p>6</p><p>Necessidade do Planejamento da Aposentadoria</p><p>Introdução</p><p>Com o passar do tempo, o ser humano não consegue ter mais a mesma “energia” para</p><p>poder trabalhar e produzir renda. No entanto, os custos para se manter continuando</p><p>existindo, podendo até mesmo aumentar. Desta forma, fica a pergunta: da onde virá os</p><p>recursos para nos mantermos na terceira idade?</p><p>O seguro social (previdência pública) surge para minimizar os impactos da falta de</p><p>planejamento individual nos momentos em a pessoa não poderá produzir renda, sendo</p><p>um desses casos, a aposentadoria. Porém, este valor possui um teto, o que pode causar</p><p>falta de recursos se suas despesas forem maior que o valor do recebimento da</p><p>previdência pública (no qual utiliza o Sistema de Distribuição). No Brasil, em 2021, este</p><p>valor era de R$ 6.433,57.</p><p>Assim sendo, é de suma importância ter acumulado reservas financeiras próprias durante</p><p>a vida para complementar a previdência pública ou até mesmo, ser a fonte de renda para</p><p>suprir os gastos na terceira idade. Essa acumulação pode ser feita na Previdência Privada,</p><p>que utilizada o Sistema de Contribuição.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>7</p><p>7</p><p>As 3 fontes básicas para a aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>As pessoas podem utilizar de três fontes básicas para arcar os custos de uma vida na</p><p>aposentadoria. São elas:</p><p>Ø Previdência Social: nesta fonte de renda, o governo estará repassando recursos</p><p>para a sobrevivência do cidadão. No entanto, há dois principais problemas. O</p><p>primeiro é a existência de um valor máximo de recebimento e o segundo é o risco de</p><p>mudanças nas regras da previdência social (as regras de hoje, podem ser diferentes</p><p>de quando a pessoa for se aposentar);</p><p>Ø Previdência Privada Complementar (aberta ou fechada): nesta estratégia, o</p><p>investidor contribui para um plano de previdência complementar e os recursos</p><p>aportados mais os seus devidos rendimentos, serão repassados através um</p><p>pagamento único ou em forma de renda;</p><p>Ø Acumulação própria de patrimônio: o investidor terá sua renda através dos</p><p>rendimentos das suas aplicações financeiras (Ativos de Mobiliários: CDBs, títulos</p><p>públicos, debêntures, ações, fundos multimercados; e Ativos Imobiliários: salas</p><p>comerciais, fundos imobiliários, renda por aluguel).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>8</p><p>8</p><p>Acumulação Própria de Patrimônio</p><p>Conceito</p><p>As pessoas podem, além da Previdência Pública e da acumulação através da Previdência</p><p>Privada, optar por acumular recursos próprios através de aplicações financeiros como:</p><p>Ø Ativos de Renda fixa: principalmente os que são atrelados a inflação como as</p><p>Debentures e NTN-Bs (para manter o poder de compra no longo prazo);</p><p>Ø Ativos de Renda Variável: investir empresas para longo prazo é um boa</p><p>alternativa, pois um dos principais riscos é o de mercado (volatilidade). Sendo de</p><p>longo prazo, este risco é diluído com o tempo e na aposentadoria, viver de renda</p><p>com os dividendos ou até mesmo com o benefício fiscal da isenção de IR para vendas</p><p>mensais abaixo de R$ 20 mil;</p><p>Ø Ativos Imobiliários: os imóveis tendem a proteger o investidor do risco de</p><p>inflação, podendo gerar uma renda mensal através do aluguel. São diversas as</p><p>estratégias atuais para se adquirir imóveis: comercial, residencial, fundos</p><p>imobiliários, aquisição na planta... Importante ressaltar que, através do aluguel, a</p><p>renda do investidor estará protegida pela inflação, pois os contratos são corrigidos</p><p>pela inflação. Em contrapartida, há o risco de vacância (não conseguir um locatário) e</p><p>alto risco de liquidez, caso seja necessário vende-lo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>9</p><p>9</p><p>Juros Compostos e o Fator Tempo</p><p>Conceito</p><p>Quando tratamos de aplicações financeiras (como por exemplo, na previdência privada),</p><p>duas variáveis são de suma importância para facilitar a alcançar os objetivos da</p><p>aposentadoria: (1) os Juros Compostos e o (2) Fator Tempo.</p><p>Foi atribuído ao gênio da física Albert Einstein, “(1) os Juros Compostos são a oitava</p><p>maravilha do mundo, aquele o entende, ganha, quem não entende, paga”, apesar de não</p><p>saber se realmente foi dita por ele. Isto ocorre por que, no final de cada período de</p><p>aplicação, o valor é atualizado e a taxa de juros acaba sendo aplicada não somente sobre</p><p>o valor investido, mas também sobre o “lucro” gerado. Desta forma, surge a segunda</p><p>variável, o (2) Fator Tempo.</p><p>Quanto mais tempo o valor investidor ficar aplicado, maior será o benefício gerado pelos</p><p>Juros Compostos. Desta forma, quanto mais iniciarmos o projeto da aposentadoria, menor</p><p>será o “esforço” (valores a serem investidos)</p><p>de</p><p>deve escolher o plano que possui:</p><p>Ø Menor de taxa de administração (CUSTO);</p><p>Ø Menor taxa de carregamento (CUSTO);</p><p>Ø Maior taxa de Juros (BENEFÍCIO);</p><p>Ø Maior Excedente Financeiro (BENEFÍCIO);</p><p>Ø Tábuas Atuarias mais Antigas (BENEFÍCIO).</p><p>Além disso, o investidor também deve se importar com o tipo de risco que ele deseja</p><p>assumir através da composição da carteira de investimentos do FIE. Esta adequação</p><p>deverá ser adequada ao seu perfil de risco. Importante ressaltar que, na fase de</p><p>diferimento dos Plano PGBL ou VGBL (antes de converter em renda), não há garantia de</p><p>rentabilidade, podendo até mesmo ser negativa. Dentro das classificações dos FIE,</p><p>podemos ter a classificação pelo CMN, pela SUSEP e pela ANBIMA.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 80</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Contribuição</p><p>A contribuição nada mais é que o valor que o cliente está aportando no plano de</p><p>previdência. Este valor poderá através de aportes únicos (esporádicos) ou com</p><p>periodicidade previamente estabelecidos.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Para contribuições com periodicidade (por exemplo, aportes mensais), a</p><p>seguradora deverá atualizar o valor da contribuição anualmente pela variação de</p><p>índice pactuado no contrato (IGP-M ou IPCA). Caso não seja definido no plano, a</p><p>atualização será pelo IPCA.</p><p>Ø A Entidade de Previdência poderá estabelecer um valor mínimo de contribuição;</p><p>Ø Normalmente são permitidos aportes extraordinários.</p><p>Ø Planos Individuais: As contribuições efetuadas pelo participante poderão ser</p><p>débito bancário, boleto ou cartão de crédito, conforme pactuado no contrato.</p><p>Ø Planos Coletivos: Para a contribuição do empregado, a Entidade poderá recolher</p><p>diretamente dos participantes ou delegar à empresa (instituidora ou averbadora) o</p><p>recolhimento via folha de pagamento e posterior repasse à EAPC.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 81</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Taxa de Administração (TAF)</p><p>A Taxa de Administração (TAF) é uma taxa expressa ao ano (252 DU), calculada sobre o</p><p>valor do patrimônio líquido do fundo, de acordo com os saldos médios diários,</p><p>provisionada diariamente, mas cobrada mensalmente. Desta forma, o valor da cota</p><p>divulgada diariamente, já é líquida da taxa de administração. Ela serve paga pagar os</p><p>prestadores de serviço, como por exemplo, o administrador e o gestor do fundo.</p><p>Para podermos calcular a rentabilidade descontada da taxa de administração,</p><p>necessitamos dividir a taxa nominal pela TAF e não apenas fazer uma subtração simples.</p><p>Com isso, podemos calcular da mesma forma como calculamos a taxa real. Por exemplo,</p><p>se um fundo tem uma rentabilidade de 10% a.a. e uma TAF de 4% a.a, o retorno será:</p><p>q Cálculo do Retorno Líquido da TAF (*):</p><p>Ø FV = 110 → Motivo: “100 + 10”</p><p>Ø PV = 104 [CHS] → Motivo: “100 + 4”</p><p>Ø n = 1</p><p>Ø i = ? = 5,7692% de retorno líquido da TAF</p><p>(*) Rever aula de Matemática Financeira</p><p>q Método 2 para calcular:</p><p>Ø i = (1,10 ÷ 1,04)</p><p>Ø i = 1,057692</p><p>Ø i = (1,057692 – 1) x 100</p><p>Ø i = 5,7692%</p><p>CFP - Certified Financial Planner 82</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Taxa de Carregamento</p><p>Segundo a resolução CNSP 349/17, a taxa de carregamento é um valor ou percentual</p><p>incidente sobre o valor nominal das contribuições pagas destinado a atender às despesas</p><p>administrativas e de comercialização dos planos de previdência. O carregamento poderá</p><p>ser cobrado na data do pagamento da contribuição (chamado de entrada ou antecipada)</p><p>e/ou no momento do resgate ou da portabilidade (chamado de postecipado ou de saída),</p><p>exclusivamente SOBRE O VALOR DE CONTRIBUIÇÃO. Quando houver este tipo de custo, o</p><p>percentual máximo cobrado nos planos de benefício definido corresponderá será de 30%</p><p>e de 10% para planos de contribuição variável.</p><p>Importante ressaltar que, mesmo que a taxa de carregamento seja do tipo postecipada, o</p><p>valor financeiro cobrado será sobre o valor da contribuição e não sobre o valor</p><p>resgatado. É como se fosse uma “dívida” adquirida do participante do plano com a</p><p>seguradora no momento que ele fez a contribuição, e como tal, poderá ser isentada</p><p>quando ocorrer a “saída”. Além disso, quando o participante decidir converter em renda,</p><p>não poderá ser considerado “postecipado” e com isso, não haverá cobrança de</p><p>carregamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 83</p><p>CARREGAMENTO ANTECIPADO</p><p>(NA ENTRADA)</p><p>CARREGAMENTO POSTECIPADO</p><p>(NA SAÍDA)</p><p>q Exemplo:</p><p>Ø Contribuição Bruta = R$ 10.000,00</p><p>Ø Carregamento = 5% (R$ 500,00)</p><p>Ø Contribuição líquida = R$ 9.500,00</p><p>Ø Rentabilidade = 10%</p><p>Resgate líquido = R$ 10.450,00</p><p>A rentabilidade irá ocorrer sobre o valor da</p><p>contribuição descontado do valor do</p><p>carregamento (R$ 9.500,00).</p><p>q Exemplo:</p><p>Ø Contribuição Bruta = R$ 10.000,00</p><p>Ø Rentabilidade = 10%</p><p>Ø Valor do Resgate = R$ 11.000,00</p><p>Ø Base de cobrança = R$ 10.000,00</p><p>Ø Carregamento = 5% (R$ 500,00)</p><p>Resgate líquido = R$ 10.500,00</p><p>A rentabilidade irá ocorrer sobre o valor da</p><p>contribuição. Futuramente, no momento</p><p>do resgate ou da portabilidade, é que será</p><p>descontado o valor do carregamento</p><p>devido sobre a contribuição (R$ 500,00).</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Carregamento: Entrada x Saída</p><p>CFP - Certified Financial Planner 84</p><p>Taxa Plano A Plano B</p><p>Taxa de Carregamento na Entrada 10% 5%</p><p>Taxa de Administração Financeira (TAF) 1% a.a. 2% a.a.</p><p>PLANO A:</p><p>Ø PV = 90.000 [CHS] → (Contribuição de</p><p>R$ 100 mil – 10% de carregamento)</p><p>Ø i = (1,10 ÷ 1,01) = 1,08911 = 8,911%</p><p>Ø n = 30 (anos)</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø FV = 1.165.150,00 (R$)</p><p>PLANO B:</p><p>Ø PV = 95.000 [CHS] → (Contribuição de</p><p>R$ 100 mil – 5% de carregamento)</p><p>Ø i = (1,10 ÷ 1,02) = 1,078431 = 7,843%</p><p>Ø n = 30 (anos)</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø FV = 915.129,23 (R$)</p><p>Resposta: plano A, pois ele terá um valor final maior que no plano B!</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>TAF X Carregamento</p><p>Um cliente irá fazer um aporte único de R$ 100 mil em um plano de previdência e resgatar</p><p>em 30 anos. Estimando um retorno de 10% ao ano, o plano mais vantajoso será:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 85</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Taxa Performance</p><p>Da mesma forma que os fundos de investimentos, os planos de previdência privada</p><p>classificados com VGBL ou PGBL, por terem seus investimentos através de FIE (Fundos de</p><p>Investimentos Especialmente constituído) também podem ter taxa performance.</p><p>A taxa performance é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo de</p><p>previdência na qual supere a variação de um índice de desempenho previamente</p><p>determinado. Esse índice de desempenho é conhecido no mercado financeiro como</p><p>“benchmark”. Ressaltamos que as regras para o gestor do FIE poder cobrar a taxa</p><p>performance, seguem as mesmas regras definidas pela CVM, que são:</p><p>Ø Conceito Linha d’Água: a cobrança não é permitida caso o valor da cota do fundo</p><p>seja inferior ao valor da cota da última cobrança.</p><p>Ø Cobrada no mínimo semestralmente e provisionada diariamente.</p><p>Ø Realizada após a dedução de todas as despesas (inclusive taxa de administração).</p><p>Ø Somente pode ser cobrada em caso de retorno positivo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 86</p><p>PLANOS INDIVIDUAIS PLANOS COLETIVOS</p><p>Ø Resgate livre.</p><p>Ø Carência inicial para resgates parciais</p><p>ou totais, entre 60 dias e 60 meses. Já</p><p>os planos destinados exclusivamente a</p><p>investidores qualificados, o prazo</p><p>mínimo será estendido para 180 dias.</p><p>Ø Intervalo mínimo entre resgates será</p><p>entre 60 dias e 6 meses (24 meses</p><p>quando for planos para exclusivamente</p><p>para Investidores Qualificados).</p><p>Ø Planos averbados: mesmas regras dos</p><p>planos individuais.</p><p>Ø Contribuições dos participantes em planos</p><p>instituídos: mesmas regras dos planos</p><p>individuais, podendo ocorrer punição com a</p><p>perda das contribuições efetuadas pela</p><p>instituidora;</p><p>Ø Contribuições das empresas estão sujeitas</p><p>às regras de “vesting” criadas pela instituidora.</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Resgate</p><p>Resgate é a possibilidade dada aos participantes de planos de previdência, durante o</p><p>período de acumulação e conforme regulamentação, de retirar os recursos da provisão</p><p>matemática de benefícios a conceder, ou seja, do valor acumulado no fundo de</p><p>investimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 87</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Portabilidade</p><p>É a possibilidade dada aos participantes de planos de previdência, durante o período de</p><p>ACUMULAÇÃO e na forma regulamentada, de transferir os recursos da provisão</p><p>matemática de benefícios a conceder para outros planos, ou seja, do valor acumulado no</p><p>fundo de investimento SEM COBRANÇA de imposto de renda.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Não é possível a portabilidade entre planos distintos (PGBL e VGBL). VGBL faz</p><p>portabilidade com VGBL e PGBL com PGBL;</p><p>Ø Não é possível a portabilidade entre pessoas;</p><p>Ø O período de carência deverá ser de 60 dias, a contar da data de protocolo da</p><p>proposta de contratação, podendo ser inferior caso seja na mesma seguradora. O</p><p>prazo de 60 dias, será estendido para 180 dias para planos destinados</p><p>exclusivamente para investidores qualificados.</p><p>Ø MUDANÇA DE REGIME TRIBUTÁRIO: Somente é possível fazer a mudança de</p><p>Regime Tributário se o plano estiver no Regime Progressivo, alterando para o</p><p>Regressivo (do regressivo para o progressivo é proibido). Essa mudança poderá</p><p>ocorrer até ocorrer o primeiro resgate ou até converter o saldo em renda.</p><p>Ø Não há incidência de IR na portabilidade (portabilidade não é resgate).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 88</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tributação</p><p>A previdência complementar é a unidade modalidade que se pode escolher mais de um</p><p>tipo de tributação. Desta forma, quando aderido o plano de previdência complementar, o</p><p>participante deverá escolher entre o Regime Compensável (chamado também de</p><p>tributação progressiva, pois varia entre 0 a 27,5%), que irá compor a renda tributável do</p><p>contribuinte na declaração de ajuste anual do imposto de renda; ou entre o Regime</p><p>Definitivo ou Exclusivo na Fonte (também chamado de tabela regressiva, pois varia de</p><p>35% a 10%), sendo que esta não irá compor a renda tributável do contribuindo na</p><p>declaração de ajuste anual do imposto de renda.</p><p>Já a base de cálculo para a tributação dependerá de alguns fatores, dentre eles:</p><p>Ø Entre o plano ser PGBL (sobre o valor total) ou VGBL (sobre o lucro);</p><p>Ø Se resgate ou conversão para benefício.</p><p>Iremos tratar mais sobre a tributação no capítulo 5 – Produtos de Previdência</p><p>Complementar.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 89</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Excedente Financeiro</p><p>É o resultado superior à garantia mínima prevista em contrato, obtida pelo administrador</p><p>do plano, no mercado financeiro. No caso dos planos tradicionais, a maioria dos planos de</p><p>previdência repassa aos seus participantes uma parte deste excedente financeiro (de 50 a</p><p>80%). Os percentuais de excedentes financeiros dependem do tempo de permanência do</p><p>participante no plano. No caso de resgates ou cancelamento do plano, poderão ser</p><p>aplicados redutores sobre a reserva de excedente financeiro disponível.</p><p>q Exemplo 1: quando há a conversão dos recursos do FIE por renda, o dinheiro do</p><p>participante continuará aplicado, rendendo frutos. Este fruto é o excedente financeiro, o</p><p>qual a instituição poderá passar parte dele ao participante.</p><p>q Exemplo 2: Alguns Planos de Previdência possuem garantia de rentabilidade. No</p><p>entanto, em muitos casos o rendimento do FIE é superior ao retorno garantido. Com isso,</p><p>a instituição poderá passar parte aos participantes.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 90</p><p>Expectativa de</p><p>vida de algumas</p><p>tábua biométricas</p><p>utilizadas no Brasil:</p><p>TÁBUAS 45 ANOS 55 ANOS 65 ANOS</p><p>AT 49 75,57 77,20 80,01</p><p>AT 83 80,57 81,78 83,64</p><p>AT 2000 82,94 83,89 85,45</p><p>BR EMS 83,7 84,50 86,00</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tábua Biométrica</p><p>Tabela de dados utilizada na administração de planos de previdência e seguros de vida</p><p>com a finalidade de calcular as probabilidades de vida e morte de uma população, em</p><p>função da idade. Quanto maior a expectativa de vida, menor o valor de recebimento.</p><p>Por exemplo, uma pessoa aos 65 anos pela AT-49 tem expectativa de vida até os 80,01</p><p>anos. Já pela BR-EMS, ele viverá em média até os 86 anos. Desta forma, se o participante</p><p>optar por converter seus recursos em renda, se o seu plano estiver na AT-49, ele receberá</p><p>um valor mensal maior do que na AT-49.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 91</p><p>Renda vitalícia sem</p><p>continuidade</p><p>(AT + Juros anuais)</p><p>TÁBUA + JUROS Benefício para o saldo de</p><p>R$ 500mil aos 60 anos</p><p>AT 2000 + 4% R$ 2.794,32</p><p>AT 2000 + 3% R$ 2.500,65</p><p>AT 2000 + 0% R$ 1.697,23</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Taxa de Juros</p><p>A taxa de juros é um percentual de juros pactuado para o plano de previdência que,</p><p>juntamente com a tábua biométrica, irá compor o fator de cálculo do benefício.</p><p>Por exemplo, um participante com 60 anos que converta R$ 500 mil em renda pela tábua</p><p>AT-2000 com juros de 4% receberá R$ 2.794,32. Caso os juros sejam zero, o seu valor será</p><p>de apenas R$ 1.697,23.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 92</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tipos de Renda (I)</p><p>Os planos de previdências possuem o benefício de conversão do saldo acumulado em</p><p>diversos tipos de renda, sendo ela escolhida pelo participante das quais a seguradora se</p><p>propõe a disponibilizar comercialmente. Ao total, são seis tipos de rendas que as</p><p>seguradoras podem disponibilizar comercialmente, que são:</p><p>Ø Renda Mensal Vitalícia: consiste em uma renda paga vitalícia e exclusivamente ao</p><p>participante a partir da data de concessão do benefício. O benefício cessa com o</p><p>falecimento do participante.</p><p>Ø Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado: consiste em uma</p><p>renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefício</p><p>escolhida. Ocorrendo o seu falecimento, o percentual do seu valor estabelecido na</p><p>proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao beneficiário indicado quando</p><p>ele vier a falecer, o benefício cessará.</p><p>Ø Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores:</p><p>Renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data da concessão. Ocorrendo</p><p>o falecimento do participante, um percentual desta renda será revertido</p><p>vitaliciamente ao cônjuge e na falta deste, reversível temporariamente ao(s)</p><p>menor(es) até que completem a maioridade (18, 21 ou 24) estabelecida no</p><p>regulamento e conforme o percentual de reversão estabelecido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 93</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tipos de Renda (II)</p><p>q Continuação:</p><p>Ø Renda Mensal Temporária: Renda paga temporária e exclusivamente ao</p><p>participante. O benefício cessa com o falecimento do participante ou o fim da</p><p>temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro</p><p>Ø Renda Mensal por Prazo Certo: Renda paga por um prazo pré-estabelecido ao</p><p>participante. Se, durante o período de pagamento do benefício, ocorrer o</p><p>falecimento do participante antes da conclusão do prazo indicado, o benefício será</p><p>pago ao(s) beneficiário(s) na proporção de rateio estabelecida, pelo período restante</p><p>do prazo determinado. Neste tipo de renda, devemos ficar atentos em 3 regras:</p><p>§ Na hipótese de um dos beneficiários falecer, a parte a ele destinada será paga</p><p>aos sucessores legítimos, observada a legislação vigente;</p><p>§ Na falta de beneficiário nomeado, a renda será paga aos sucessores legítimos</p><p>do participante, observada a legislação vigente</p><p>§ Este tipo de renda, não leva em consideração a expectativa de vida do</p><p>participante, portanto, a tábua atuarial é INDIFERENTE em sua análise.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 94</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tipos de Renda (III)</p><p>q Continuação:</p><p>Ø Renda Mensal Vitalícia com prazo Mínimo Garantido: Renda paga vitaliciamente</p><p>ao participante a partir da data da concessão do benefício. Se durante o período de</p><p>percepção do benefício ocorrer o falecimento do participante, antes de ter</p><p>completado o prazo mínimo de garantia escolhido, o benefício será pago aos</p><p>beneficiários conforme os percentuais indicados na proposta de inscrição, pelo</p><p>período restante do prazo mínimo de garantia.</p><p>Caso seja após o prazo mínimo</p><p>garantido, benefício ficará automaticamente cancelado. Neste tipo de renda,</p><p>devemos ficar atentos em duas regras específicas, que são:</p><p>§ No caso de um dos beneficiários falecer antes de ter completado o prazo</p><p>mínimo de garantia, o valor da renda será rateado entre os beneficiários</p><p>remanescentes até o vencimento do prazo mínimo garantido;</p><p>§ Não havendo qualquer beneficiário remanescente, a renda será paga aos</p><p>sucessores legítimos do participante, pelo prazo restante da garantia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 95</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Morte do Participante</p><p>Nas coberturas por morte ou invalidez, empresas de previdência privada podem negar</p><p>pagamento de benefício por doença pré-existente se o participante omitir esta</p><p>informação na contratação do plano (como nos contratos de seguros). Isto não envolve o</p><p>pagamento do saldo acumulado no fundo de previdência, somente sobre o seguro</p><p>contratado.</p><p>q OBSERVAÇÕES RELEVANTES:</p><p>Ø Com o falecimento do participante, os beneficiários ou herdeiros legais recebem o</p><p>saldo sem a necessidade de inventário;</p><p>Ø Quando os beneficiários do plano da previdência não forem Herdeiros</p><p>Necessários, ter cuidado para que estes não ultrapassem 50% do patrimônio do</p><p>participante (parte da Legítima, no qual ele pode destinar a quem quiser);</p><p>Ø Valores recebidos pelos beneficiários são tributáveis conforme Regime Tributário</p><p>escolhido pelo participante, respeitando base de cálculo determinada (PGBL ou</p><p>VGBL). Caso o plano do titular estiver no Regime Tributário Regressivo e existirem</p><p>recursos com prazo inferior a 6 anos, no pagamento do saldo dos beneficiários, a</p><p>alíquota a ser aplicada será de 25% sobre esta parte do recurso.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 96</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Riscos do Produto</p><p>O participante de uma previdência privada aberta, através de planos de contribuição</p><p>variável (VGBL e PGBL), possui riscos como em qualquer outra aplicação financeira. No</p><p>entanto, os seus riscos que o participante incorre são divididos entre FASE DE</p><p>DIFERIMENTO e FASE DE BENEFÍCIO, já que são planos através de contribuição variável.</p><p>Na FASE DE DIFERIMENTO, o participante incorre em dois tipos: o risco dos ativos do</p><p>fundo e o risco de crédito da segurado. Mesmo o risco da instituição financeira sendo</p><p>praticamente nula, pois a Lei 11.196/05, art. 78, define que os ativos aplicados são</p><p>segregados (o dinheiro do cliente não faz parte do patrimônio da seguradora em caso de</p><p>falência e com isso a SUSEP pode transferir esses ativos para outra seguradora),</p><p>consideramos que ele existe. Já na FASE DO BENEFÍCIO, o risco passa ser a apenas a</p><p>Seguradora, já que o participante "entrega" todo o seu recurso em troca de uma renda</p><p>estabelecida, não sendo mais o risco advindo do resultado das aplicações financeiras.</p><p>Nos demais tipos de planos (principalmente os planos de previdência fechados),</p><p>necessitamos verificar se são através de Contribuição Definida (CD) ou através de</p><p>Benefício Definido (BD). Isso por que no BD, o principal risco é o de mutualismo do plano</p><p>e o da Contribuição Definida, passa a ser o risco de mercado dos ativos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 97</p><p>FECHADA</p><p>Empresas, Sindicatos ou Entidades de Classe</p><p>Ø Complemento à Previdência Social.</p><p>Ø Alternativa de Investimento.</p><p>Ø Benefícios Fiscais.</p><p>Ø Uma modalidade de plano.</p><p>Ø Planos destinados SOMENTE às</p><p>pessoas vinculadas aos patrocinadores.</p><p>Ø Risco patrocinadora / grupo de</p><p>participantes.</p><p>Entidades Abertas X Entidades Fechadas</p><p>ABERTA</p><p>Empresas ou Pessoas Físicas</p><p>Ø Complemento à Previdência Social.</p><p>Ø Alternativa de investimento.</p><p>Ø Benefícios fiscais.</p><p>Ø Variadas modalidades de planos.</p><p>Ø Planos destinados às pessoas</p><p>vinculadas a empresas e indivíduos sem</p><p>vínculo.</p><p>Ø Risco Entidade de Previdência.</p><p>Resumo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 98</p><p>COLETIVOS</p><p>AVERBADOS INSTITUÍDOS</p><p>Empresa propõe a</p><p>contratação, ficando</p><p>investida de poderes de</p><p>representação, SEM</p><p>participar do custeio do</p><p>plano.</p><p>Empresa propõe a</p><p>contratação, ficando</p><p>investida de poderes de</p><p>representação,</p><p>participando, total ou</p><p>parcialmente, do</p><p>custeio.</p><p>INDIVIDUAIS</p><p>Acessíveis a qualquer</p><p>Pessoa Física</p><p>Planos Individuais x Planos Coletivos</p><p>Resumo</p><p>Capítulo 5:</p><p>Produtos de Previdência</p><p>Complementar</p><p>99</p><p>CFP - Certified Financial Planner 100</p><p>5.1 Conceito dos Produtos</p><p>100</p><p>CFP - Certified Financial Planner 101</p><p>Conceito dos Produtos</p><p>Definição</p><p>Os dois principais produtos de previdência complementar aberta são o VGBL (Vida</p><p>Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e a única</p><p>diferença entre eles se dá em função do benefício fiscal (veremos a seguir). No restante,</p><p>as principais características são:</p><p>Ø Não possuem garantia de rentabilidade;</p><p>Ø O participante terá a sua rentabilidade baseada no retorno da composição da</p><p>carteira de investimentos do FIE escolhido (Fundo de Investimentos Especialmente</p><p>constituídos);</p><p>Ø No final do período de diferimento (acumulação), o investidor terá como opção</p><p>um pagamento único (resgate) ou na transformação de uma renda mensal (essa</p><p>renda poderá ser vitalícia, temporária, por prazo certo ...);</p><p>Ø Não possuem antecipação do imposto de renda (come-cotas);</p><p>Ø Produtos com característica de longo prazo;</p><p>Ø Tributação escolhida pelo segurado através da tabela progressiva ou regressiva;</p><p>Ø PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO: Em tese, o VGBL está sendo considerado um</p><p>seguro de vida e o PGBL uma alternativa de investimentos. No entanto, o STF julgará</p><p>a incidência de ITCMD sobre planos de previdência privada, através do TEMA 1.214</p><p>de Repercussão Geral.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 102</p><p>Conceito dos Produtos</p><p>PGBL x VGBL</p><p>A diferença entre os planos PGBL e VGBL são:</p><p>Ø PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre):</p><p>§ Permite abatimento das contribuições da base de cálculo de IR, até o limite de</p><p>12% da renda bruta tributável anual;</p><p>§ No momento do resgate ou do recebimento de renda, a tributação ocorrerá</p><p>sobre o valor total recebido;</p><p>§ Necessário ser contribuinte ou beneficiário da previdência social (RGPS ou</p><p>RPPS) para poder utilizar os aportes para abatimento da base de cálculo do IR;</p><p>§ Sempre constituído como Contribuição Variável.</p><p>Ø VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre):</p><p>§ Os valores aportados anualmente NÃO podem ser utilizados para abatimento</p><p>da base de cálculo do IR;.</p><p>§ No momento do resgate ou do recebimento de renda, a tributação ocorrerá</p><p>sobre os rendimentos do plano e não sobre o valor total;</p><p>§ Sempre constituído como Contribuição Variável;</p><p>§ Também utilizado para planejamento sucessório, pois não entra em inventário.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 103</p><p>Conceito dos Produtos</p><p>Rendas Tributáveis Compensáveis</p><p>Conforme dito, os 12% do PGBL deverão ser sobre as rendas tributáveis compensáveis e</p><p>nem todas as rendas existentes no Brasil, são compensáveis. Diante disso, segue os</p><p>principais tipos de rendas tributáveis compensáveis:</p><p>Ø Aluguéis;</p><p>Ø Royalties;</p><p>Ø Pró-labore;</p><p>Ø Resgates de planos de previdência com a TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA;</p><p>Ø Rendas de planos de previdência com a TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA;</p><p>Ø Rendimentos do trabalho com vínculo empregatício (Salário);</p><p>Ø Rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício.</p><p>q OBSERVAÇÃO 1: O 13º salário e PLR (Participação sobre Lucros e Resultados) não são</p><p>rendimentos tributáveis compensáveis. Eles são rendimentos de tributação definitiva ou</p><p>exclusiva de fonte, não podendo ser considerados para o cálculo dos 12% para determinar</p><p>o limite do benefício fiscal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 104</p><p>Declaração Completa Desconto Simplificado</p><p>Para apuração da base de cálculo do imposto de renda</p><p>é permitido deduzir da Renda Bruta Tributável os</p><p>seguintes valores:</p><p>Ø Dependentes (R$ 2.275,08);</p><p>Ø Despesas com instrução (R$ 3.561,50);</p><p>Ø Despesas médicas (sem limite);</p><p>Ø Previdência Pública (RGPS ou RPPS);</p><p>Ø Previdência Privada até 12% da Renda Bruta. Vale</p><p>ressaltar que, esses 12%, não são exclusivos de PGBL,</p><p>mas sim, do somatório de previdências privadas</p><p>permitidas,</p><p>como por exemplo, FAPI e EFPC.</p><p>Corresponde a 20% do valor</p><p>da Renda Bruta Tributável</p><p>limitado a R$ 16.754,34 (*)</p><p>(*) Valores de 2023</p><p>Qual Plano de Previdência Escolher?</p><p>Declaração de IR Anual</p><p>A cada ano, o contribuinte precisa escolher entre ser tributado utilizando as Deduções</p><p>Legais pela modelo de Declaração Completa ou ser tributado pelo modelo da</p><p>Simplificado. Veja a comparação:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 105</p><p>ANUAL Sem PGBL Com PGBL</p><p>(+) Renda Bruta Anual R$ 100.000,00 R$ 100.000,00</p><p>DEDUÇÕES PERMITIDAS</p><p>(-) INSS</p><p>(-) Dependentes (1)</p><p>(-) Despesas com Educação</p><p>(-) Despesas Médicas</p><p>(-) Previdência PGBL</p><p>TOTAL DAS DEDUÇÕES</p><p>DEDUÇÕES PERMITIDAS</p><p>(5.795,12)</p><p>(2.275,08)</p><p>(3.561,50)</p><p>(6.000,00)</p><p>-</p><p>(17.631,19)</p><p>DEDUÇÕES PERMITIDAS</p><p>(5.795,12)</p><p>(2.275,08)</p><p>(3.561,50)</p><p>(6.000,00</p><p>(12.000,00)</p><p>(29.631,19)</p><p>(=) Base de Cálculo para IR R$ 82.368,30 R$ 70.368,30</p><p>Alíquota IR (27,5%)</p><p>(-) Parcela a Deduzir (TABELA)</p><p>R$ 22.651,28</p><p>̶ R$ 10.432,32</p><p>R$ 19.351,28</p><p>̶ R$ 10.432,32</p><p>(-) IR Anual Devido R$ 12.218,96 R$ 8.918,96</p><p>Diferença IR Anual Postergação do Imposto: R$ 3.300,00</p><p>Qual Plano de Previdência Escolher?</p><p>Exemplo de Declaração de IR Anual</p><p>CFP - Certified Financial Planner 106</p><p>Quando escolher o PGBL Quando escolher o VGBL</p><p>Ø Contribuintes pelo MODELO COMPLETO</p><p>do IR (o aporte no PGBL deve ser no</p><p>máximo de 12% da renda bruta). Isto por</p><p>que as Despesas dedutíveis são:</p><p>ü Despesas Médicas;</p><p>ü Despesas com Educação;</p><p>ü Despesas com Dependentes;</p><p>ü Previdência Pública;</p><p>ü PGBL (até 12% da renda bruta).</p><p>Ø Contribuintes pelo Modelo simplificado</p><p>do IR (Desconto fixo de 20% da renda</p><p>bruta, limitado a R$ 16.754,34); ou</p><p>Ø Contribuintes pelo modelo completo do</p><p>IR, mas que desejam fazer aportes</p><p>SUPERIORES a 12% da renda bruta em</p><p>previdência (contribuição será o</p><p>excedente).</p><p>Ø Contribuinte isentos ou não declarante.</p><p>Qual Plano de Previdência Escolher?</p><p>Conclusão</p><p>Desta forma, devemos escolher o PGBL e/ou o VGBL nos seguintes casos:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 107</p><p>5.2 Tributação dos Planos de</p><p>Previdência PGBL e VGBL</p><p>107</p><p>CFP - Certified Financial Planner 108</p><p>!"#$%&$	()	*)+(, = .,%)	/0123&á01, 	 5	 (78í:3$&,)</p><p>VGBL ou PGBL</p><p>(lucro) (total)</p><p>Progressiva ou Regressiva</p><p>(compensável) (definitivo)</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Definição</p><p>Como a previdência possui características próprias de tributação, o segurado poderá</p><p>escolher a sua alíquota entre a tabela progressiva (de 0 a 27,5%) e a tabela regressiva (de</p><p>35% a 10%). Já a base tributária da previdência são os Planos PGBL (a tributação ocorrerá</p><p>sobre o valor total recebido) e VGBL (a tributação ocorrerá sobre os rendimentos do plano</p><p>e não sobre o valor total), reforçando que a tributação de qualquer produto financeiro</p><p>parte do seguinte princípio:</p><p>Lembre-se que o conceito de Base Tributária é “sobre qual valor será tributado o</p><p>imposto”, e o de Alíquota é “qual o percentual que será cobrado sobre a Base Tributária”.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 109</p><p>PGBL VGBL</p><p>q RESGATE:</p><p>o IR sobre o saldo total resgatado ou</p><p>renda</p><p>o Exemplo:</p><p>Depósito → R$ 10.000,00</p><p>+ Rendimento → R$ 2.000,00</p><p>= Saldo Total → R$ 12.000,00</p><p>Base de Cálculo</p><p>q RESGATE:</p><p>o IR sobre o rendimento proporcional no</p><p>resgate ou na renda (não há come-cotas),</p><p>o Exemplo:</p><p>Depósito → R$ 10.000,00</p><p>+ Rendimento → R$ 2.000,00</p><p>= Saldo Total → R$ 12.000,00</p><p>Base de Cálculo</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Base Tributária</p><p>Por exemplo, Rafael aplicou R$ 10.000,00 em dois planos de previdência: um PGBL e</p><p>outro VGBL. Após certo período, ele possui R$ 12.000,00 em cada plano de previdência e</p><p>deseja saber como funcionará a base tributária se ele resgatar seus recursos. Com sua</p><p>ajuda, você poderá demonstrar que sobre o PGBL será sobre o Saldo Total e no VGBL</p><p>sobre o Rendimento!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 110</p><p>REGIME TRIBUTÁRIO</p><p>PROGRESSIVO</p><p>REGIME TRIBUTÁRIO</p><p>REGRESSIVO</p><p>q RESGATE:</p><p>o 15% de IR na fonte, sem</p><p>deduções para qualquer valor</p><p>+</p><p>o Ajuste na declaração anual</p><p>(Tabela Progressiva)</p><p>q BENEFÍCIO:</p><p>o Tabela Progressiva Mensal do IR.</p><p>q RESGATE:</p><p>o É utiliza-se a regra PEPS: Primeiro</p><p>recurso que Entra, é o Primeiro recurso</p><p>que Sai.</p><p>q BENEFÍCIO:</p><p>o Calcula-se o prazo médio ponderado do</p><p>período de acumulação para determinar a</p><p>alíquota inicial de IR. Haverá redução até</p><p>chegar a 10%.</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Alíquota</p><p>A Alíquota dependerá de qual regime tributário foi escolhido pelo participante, podendo</p><p>ser escolhido entre o regime PROGRESSIVO e o regime REGRESSIVO. No entanto, a forma</p><p>como será tributado dependerá se está ocorrendo um RESGATE ou em recebimento de</p><p>BENEFÍCIO DE RENDA, conforme demonstrado na tabela abaixo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 111</p><p>TABELA PROGRESSIVA DE IR: EXERCÍCIO 2019, ANO-CALENDÁRIO 2018</p><p>BASE DE CÁLCULO (R$)</p><p>Alíquota</p><p>DEDUÇÃO (R$)</p><p>Mês Ano Mês Ano</p><p>Até 1.903,98</p><p>De 1.903,99 até 2.826,65</p><p>De 2.826,66 até 3.751,05</p><p>De 3.751,06 até 4.664,68</p><p>Acima de 4.664,69</p><p>Até 22.847,76</p><p>De 22.847,77 até 33.919,80</p><p>De 33.919,81 até 45.012,60</p><p>De 45.012,61 até 55.979,76</p><p>Acima de 55.979,76</p><p>0,00%</p><p>7,50%</p><p>15,0%</p><p>22,5%</p><p>27,5%</p><p>0,00</p><p>142,80</p><p>354,80</p><p>636,13</p><p>869,36</p><p>0,00</p><p>1.713,58</p><p>4.257,57</p><p>7.633,51</p><p>10.432,32</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Tabela Progressiva</p><p>A tabela progressiva parte do princípio que quanto mais se ganha, mais se paga. Ela é</p><p>aconselhada para segurados que terão um valor baixo para resgatar ou transformar em</p><p>renda. Ela também é chamada de compensável, pois a renda obtida desta forma deverá</p><p>ser somada com as demais rendas anuais compensáveis (salário, alugueis,...) para a</p><p>Declaração de Ajuste de IR. Assim sendo, o IR pago na fonte não é definitivo!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 112</p><p>PRAZO DE ACUMULAÇÃO</p><p>DOS RECURSOS</p><p>ALÍQUOTA EXCLUSIVA E</p><p>DEFINITIVA NA FONTE</p><p>NA MORTE DO</p><p>PARTICIPANTE O IR SERÁ:</p><p>Até 2 anos 35% 25%</p><p>Acima de 2 anos até 4 anos 30% 25%</p><p>Acima de 4 anos até 6 anos 25% 25%</p><p>Acima de 6 anos até 8 anos 20% 20%</p><p>Acima de 8 anos até 10 anos 15% 15%</p><p>Acima de 10 anos 10% 10%</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Tabela Regressiva</p><p>A tabela regressiva é baseada no tempo em que os recursos estão aplicados no FIE,</p><p>partindo do princípio que quanto mais tempo ficar aplicado, menos se paga. Ela é</p><p>aconselhada para segurados que terão uma renda alta e que manterão por um longo</p><p>período. Diferentemente da Tabela Progressiva, esta tabela é definitiva e exclusiva na</p><p>fonte, ou seja, possui o mesmo princípio do recolhimento dos fundos de investimentos e</p><p>das rendas fixas (pagasse no ato do recolhimento e nada mais).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 113</p><p>PGBL VGBL</p><p>q Contribuição:</p><p>o As contribuições efetuadas no ano, devem</p><p>ser declaradas no campo (36) Contribuições</p><p>a Entidades de Previdência Privada, na ficha</p><p>“PAGAMENTOS EFETUADOS”, a reduzindo a</p><p>base tributária em até 12% da renda bruta.</p><p>q Saldo do Plano:</p><p>o Os valores não constituem patrimônio,</p><p>mas sim, expectativa de direito da Reserva</p><p>Técnica Financeira, portanto, não há item na</p><p>declaração de IR para sua declaração.</p><p>q Contribuição:</p><p>o NÃO pode ser declarado como</p><p>pagamento e doações efetuados,</p><p>desta forma, não configura despesa</p><p>dedutível da base de cálculo do IR.</p><p>q Saldo do Plano:</p><p>o Deve ser declarado somente o</p><p>principal depositado (soma das</p><p>contribuições sem rendimentos)</p><p>como “BENS E DIREITOS” no código</p><p>97-VGBL.</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Declaração no IR Anual</p><p>Quando o contribuinte for realizar a sua Declaração de Imposto de Renda Anual, as</p><p>CONTRIBUIÇÕES REALIZADAS nos planos de previdência PGBL e VGBL, devem seguir as</p><p>seguintes regras:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 114</p><p>Regime Tributário</p><p>Progressivo</p><p>Regime Tributário</p><p>Regressivo</p><p>q Valores recebidos a título de resgates</p><p>ou renda:</p><p>o Rendimentos tributáveis recebidos</p><p>de PJ pelo titular (fonte pagadora é a</p><p>Entidade de Previdência)</p><p>o Considerar:</p><p>§ PGBL: O valor total recebido;</p><p>§ VGBL: Somente a parte que</p><p>corresponde ao lucro (rendimento)</p><p>do valor recebido.</p><p>q Valores recebidos a título de resgates</p><p>ou renda:</p><p>o Rendimentos Sujeitos à Tributação</p><p>Exclusiva (Código 07 – Outros)</p><p>o Considerar:</p><p>§ PGBL: O valor total recebido;</p><p>§ VGBL: Somente a parte corresponde</p><p>ao lucro (rendimento) do valor</p><p>recebido.</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Declaração no IR Anual</p><p>Quando o contribuinte for realizar a sua Declaração de Imposto de Renda Anual, os</p><p>VALORES RECEBIDOS dos planos de previdência PGBL e VGBL, devem seguir as seguintes</p><p>regras:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 115</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 1</p><p>q RESGATE de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO:</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Nenhuma.</p><p>Ø SOLUÇÃO:</p><p>o 15% na fonte a título de antecipação do IR;</p><p>o R$ 10.000,00 × 15% = R$ 1.500,00;</p><p>o Resgate líquido = R$ 10.000,00 − R$ 1.500,00 = R$ 8.500,00;</p><p>o Na declaração de ajuste o valor resgatado será somado as outras fontes de</p><p>renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do IR.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 116</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 2</p><p>q RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO,</p><p>sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Nenhuma.</p><p>Ø SOLUÇÃO:</p><p>o Aplicação da Tabela Progressiva, por se tratar de renda;</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota) – Parcela a Deduzir</p><p>§ IR = R$ 10.000,00 × 27,5% = R$ 2.750,00;</p><p>§ R$ 2.750,00 − R$ 869,36 (parcela a deduzir);</p><p>o IR a ser pago = R$ 1.880,64</p><p>o Valor da renda = R$ 10.000,00 − R$ 1.880,64 = R$ 8.119,36</p><p>o Na declaração de ajuste o valor resgatado será somado as outras fontes de</p><p>renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do IR.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 117</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 3</p><p>q RESGATE de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO, sendo</p><p>R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento:</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Nenhuma.</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o 15% na fonte a título de antecipação do IR (por ser resgate);</p><p>o Parte tributável = R$ 1.000,00:</p><p>o IR = R$ 1.000,00 × 15% = R$ 150,00</p><p>o Resgate líquido = R$ 10.000,00 − R$ 150,00 = R$ 9.850,00</p><p>o Na declaração de ajuste a parte tributável do valor resgatado será somado as</p><p>outras fontes de renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do</p><p>IR.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 118</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 4</p><p>q RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO,</p><p>sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Nenhuma.</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o Aplicação da Tabela Progressiva, por se tratar de renda;</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota) – Parcela a Deduzir</p><p>§ Parte tributável = R$ 1.000,00 e este valor é isento na tabela;</p><p>o Resgate líquido = R$ 10.000,00</p><p>o Na declaração de ajuste a parte tributável do valor resgatado será somado as</p><p>outras fontes de renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do</p><p>IR.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 119</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 5</p><p>q RESGATE de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário REGRESSIVO e com as</p><p>seguintes informações extras:</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Saldo com prazo de 1 ano = R$ 1.000,00</p><p>o Saldo com prazo de 3 ano = R$ 4.000,00</p><p>o Saldo com prazo de 5 ano = R$ 5.000,00</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o Aplicação da Tabela Regressiva;</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ R$ 1.000,00 × 35% = R$ 350,00 de IR</p><p>§ R$ 4.000,00 × 30% = R$ 1.200,00 de IR</p><p>§ R$ 5.000,00 × 25% = R$ 1.250,00 de IR</p><p>o IR Total = R$ 2.800,00 de IR</p><p>o Resgate líquido = R$ 10.000,00 − R$ 2.800,00 = R$ 7.200,00</p><p>o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR</p><p>CFP - Certified Financial Planner 120</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 6</p><p>q RESGATE de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário REGRESSIVO, sendo</p><p>R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento (R) e com as seguintes informações</p><p>extras:</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>o Saldo com prazo de 1 ano = R$ 1.000,00</p><p>o Saldo com prazo de 3 ano = R$ 4.000,00</p><p>o Saldo com prazo de 5 ano = R$ 5.000,00</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o Aplicação da Tabela Regressiva;</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ R$ 100,00 × 35% = R$ 35,00 de IR</p><p>§ R$ 400,00 × 30% = R$ 120,00 de IR</p><p>§ R$ 500,00 × 25% = R$ 125,00 de IR</p><p>o IR Total = R$ 280,00 de IR</p><p>o Resgate líquido = R$ 10.000,00 − R$ 280,00 = R$ 9.720,00</p><p>o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR</p><p>CFP - Certified Financial Planner 121</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 7</p><p>q RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário REGRESSIVO e com</p><p>as seguintes informações extras:</p><p>Ø INFORMAÇÕES:</p><p>o Prazo Médio Ponderado das aplicações de 18 anos.</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o Aplicação da tabela regressiva para 18 anos = 10%</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ R$ 10.000,00 × 10% = R$ 1.000,00 de IR</p><p>o IR = R$ 1.000 ,00</p><p>o Valor da renda = R$ 10.000,00 − R$ 1.000,00 = R$ 9.000,00</p><p>o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR</p><p>CFP - Certified Financial Planner 122</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Exemplo 8</p><p>q RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário REGRESSIVO,</p><p>sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento e com as seguintes</p><p>informações extras:</p><p>Ø INFORMAÇÕES EXTRAS:</p><p>oPrazo Médio Ponderado de 9 anos.</p><p>Ø CÁLCULO:</p><p>o Aplicação da tabela regressiva 9 anos = 15%.</p><p>o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ R$ 1.000,00 × 15% = R$ 150,00 de IR</p><p>o IR TOTAL = R$ 150,00</p><p>o Renda líquida = R$ 10.000,00 − R$ 150 = R$ 9.850,00</p><p>o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR</p><p>q OBS: Neste caso, o Prazo Médio Ponderado poderá chegar a 10 anos, fazendo com que</p><p>a tributação reduza à 10%, pois na fase de recebimento de renda, o tempo de acumulação</p><p>continua sendo contado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 123</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Escolhendo Regime de Tributação</p><p>Para escolhermos o melhor regime de tributação ao cliente, devemos analisar diversas</p><p>variáveis, mas com principal foco em:</p><p>Ø Necessidade de liquidez;</p><p>Ø Prazo para utilização dos recursos;</p><p>Ø Forma de utilização dos recursos: resgate ou renda;</p><p>Ø Composição com outras fontes de renda (tributáveis, exclusiva na fonte, isentas).</p><p>Mas podemos deixar como um padrão o seguinte raciocínio:</p><p>Ø Regime Progressivo: Deve-se escolher este regime quando a renda do segurado</p><p>for baixa ou quando o resgate ocorrer num curto espaço de tempo;</p><p>Ø Regime Regressivo: Deve-se escolher este regime quando a renda do segurado for</p><p>alta E quando o resgate ocorrer num prazo longo (mínimo de 4 anos).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 124</p><p>Regime Tributário Progressivo</p><p>x</p><p>Regime Tributário Regressivo</p><p>Base de Cálculo Anual (R$) e Alíquotas de IR</p><p>Renda até</p><p>22.847,76</p><p>De 22.847,77</p><p>até 33.919,80</p><p>De 33.919,81</p><p>até 45.012,60</p><p>De 45.012,61</p><p>até 55.979,76</p><p>Acima de</p><p>55.979,76</p><p>Prazo de</p><p>Acumulação</p><p>Alíquota IR</p><p>na fonte 0% 7,5% 15% 22,50% 27,50%</p><p>Até 2 anos 35% Progressivo Progressivo Progressivo Progressivo Progressivo</p><p>Acima de 2</p><p>até 4 anos 30% Progressivo Progressivo Progressivo Progressivo Progressivo</p><p>Acima de 4</p><p>até 6 anos 25% Progressivo Progressivo Progressivo Progressivo REGRESSIVO</p><p>Acima de 6</p><p>até 8 anos 20% Progressivo Progressivo Progressivo REGRESSIVO REGRESSIVO</p><p>Acima de 8</p><p>até 10 anos 15% Progressivo Progressivo Progressivo REGRESSIVO REGRESSIVO</p><p>Acima de</p><p>10 anos 10% Progressivo Progressivo REGRESSIVO REGRESSIVO REGRESSIVO</p><p>Tributação dos Planos PGBL e VGBL</p><p>Tabela para Escolha do Regime</p><p>CFP - Certified Financial Planner 125</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>Problema 1</p><p>Um cliente fez um investimento em um aporte único em VGBL há 20 anos. O saldo atual</p><p>é de R$ 100.000,00 e deste valor, R$ 80.000,00 é referente a contribuição e R$ 20.000,00</p><p>são rendimentos. Desta forma, responda as seguintes questões:</p><p>Ø PERGUNTA 1: Dado que o cliente quer fazer um resgate parcial de R$ 50.000,00,</p><p>qual será o imposto a ser retido na fonte, considerando tratar-se de Regime</p><p>Tributário Regressivo?</p><p>Ø PERGUNTA 2: Caso fosse um PGBL e o cliente desejasse resgatar R$ 50.000,00,</p><p>qual seria o</p><p>IR a ser recolhido na fonte, considerando tratar-se de Regime Tributário</p><p>Regressivo?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 126</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>Solução 1</p><p>q REPOSTA DA PERGUNTA 1: Como a aplicação é em VGBL, o imposto de renda será</p><p>somente sobre o rendimento e proporcional (lucro total de R$ 20.000,00). Portanto, a</p><p>parte correspondente aos R$ 50.000,00 (50% do valor total), corresponde a</p><p>R$ 10.000,00.</p><p>Ø IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ Base tributável (Lucro) = R$ 10.000,00</p><p>§ Alíquota = 10% (prazo maior que 10 anos)</p><p>Ø IR = R$ 10.000,00 × 10%</p><p>Ø IR = R$ 1.000,00</p><p>q RESPOSTA DA PERGUNTA 2: Como a aplicação é em PGBL, o imposto será sobre o valor</p><p>total retirado e não somente sobre o lucro. Desta forma:</p><p>Ø IR = (Base Tributária) x (Alíquota)</p><p>§ Base tributável (valor total) = R$ 50.000,00</p><p>§ Alíquota = 10% (prazo maior que 10 anos)</p><p>Ø IR = R$ 50.000,00 × 10%</p><p>Ø IR = R$ 5.000,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner 127</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>Problema 2</p><p>Um cliente de 38 anos quer investir R$ 2.000,00 por mês em um plano de previdência.</p><p>Esse valor corresponde a 15% do seu salário bruto e o cliente declara pelo modelo</p><p>completo de IR.</p><p>Ø PERGUNTA 1: Qual o valor acumulado aos 60 anos? Considerar taxa de</p><p>carregamento na entrada de 3% e que o fundo renderá 0,5% a.m.</p><p>Ø PERGUNTA 2: Qual o melhor produto a ser escolhido: PGBL ou VGBL? No caso da</p><p>resposta contemplar os dois, em que proporção?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 128</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>Solução 2</p><p>q REPOSTA DA PERGUNTA 1: Primeiramente devemos retirar das contribuições 3% do</p><p>valor, pois o carregamento será na entrada. Desta forma, o nosso cálculo será:</p><p>Ø PMT = -1.940,00 (HP-12C: 2.000 [ENTER] 3 [%] [‒])</p><p>Ø PV = 0</p><p>Ø n = (60 – 38) x 12 = 264 meses</p><p>Ø i = 0,5% a.m</p><p>Ø FV = ? = R$ 1.059.678,18</p><p>q RESPOSTA DA PERGUNTA 2: Como o PGBL permite abatimento das contribuições da</p><p>base de cálculo de IR, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual, recomenda-se</p><p>que o cliente coloque até este limite em PGBL o restante (3%) em VGBL. Desta forma:</p><p>Ø Valor em PGBL: 12% de 15%, ou seja, 80% da contribuição.</p><p>§ 2000 [ENTER]</p><p>§ 80 [%]</p><p>§ R = 1.600,00</p><p>Ø Valor em VGBL: R$ 400,00, ou seja, o valor restante para os R$ 2.000,00 (20% da</p><p>contribuição).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 129</p><p>5.3 Tipos de Fundos de Investimentos</p><p>129</p><p>CFP - Certified Financial Planner 130</p><p>Classificação SUSEP</p><p>A SUSEP classifica a composição dos fundos de previdência em três tipos. São elas:</p><p>Ø Tipo Soberano (Renda Fixa): Os fundos classificados como Soberano devem</p><p>investir somente em Títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do BACEN, e</p><p>créditos securitizados do Tesouro Nacional. Portanto, podemos dizer que investem</p><p>somente em títulos públicos, possuindo somente risco soberano.</p><p>Ø Tipo Renda Fixa Crédito Privado: Nesta classificação, o fundo pode investir nos</p><p>mesmo ativos do plano soberano, porém, podendo aplicar também em</p><p>investimentos de renda fixa com risco de crédito privado (CDB, Debêntures, ...).</p><p>Ø Tipo Composto (Multimercado incluindo Renda Variável): Pela classificação</p><p>SUSEP, este é o único tipo que poderia investir em renda variável (por exemplo,</p><p>ações ou commodities), desde que não ultrapasse 49% do patrimônio do fundo</p><p>neste tipo de investimento.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 131</p><p>Em 2015, o Conselho Monetário Nacional, através da Resolução 4.444, definiu novas</p><p>regras para a composição dos recursos das reservas técnicas dos planos de previdência</p><p>complementar, sendo um marco para o setor. A Resolução CMN 4.993/2022, revogou a</p><p>CMN 4.444/15, trazendo ainda mais novidades. A seguir iremos ver os principais itens</p><p>para a certificação, sendo a principal a composição da carteira dos FIEs:</p><p>MODALIDADE INVESTIDOR COMUM INVESTIDOR QUALIFICADO</p><p>Renda Fixa Até 100% Até 100%</p><p>Renda Variável Até 70% Até 100%</p><p>Imóveis Até 20% Até 40%</p><p>Investimentos sujeitos a</p><p>variação cambial Até 20% Até 40%</p><p>Outros (tais como</p><p>Multimercados, COE) Até 20% Até 40%</p><p>NÃO ADMITEM ALAVANCAGEM</p><p>Resolução CMN 4.444/15</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 132</p><p>Modalidade: Renda Fixa (I e II)</p><p>Resumidamente, na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser</p><p>observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal interna;</p><p>Ø Créditos securitizados pela Secretaria do Tesouro Nacional;</p><p>Ø Cotas de FIE, constituídos sob a forma de condomínio aberto e com a finalidade</p><p>específica de receber recursos de reservas técnicas e provisões, cujas carteiras</p><p>estejam representadas exclusivamente pelos títulos da Dívida Pública Mobiliária</p><p>Federal interna ou créditos securitizados pela Secretaria do Tesouro Nacional,</p><p>posições em mercados de derivativos e disponibilidades de caixa, que poderão ser</p><p>investidas em operações compromissadas, dos quais as sociedades seguradoras, as</p><p>sociedades de capitalização, as entidades abertas de previdência complementar ou</p><p>os resseguradores locais sejam os únicos cotistas;</p><p>Ø Cotas de FIE admitidas à negociação no mercado secundário por intermédio de</p><p>bolsa de valores cujas carteiras de ativos financeiros visem refletir as variações e</p><p>rentabilidade de índice de renda fixa composto exclusivamente pelos títulos da</p><p>Dívida Pública Mobiliária Federal interna ou créditos securitizados pela Secretaria do</p><p>Tesouro Nacional.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 133</p><p>Modalidade: Renda Fixa (III)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser observados os seguintes</p><p>limites e ativos admitidos:</p><p>(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório de valores mobiliários ou outros</p><p>ativos financeiros de renda fixa emitidos por companhia aberta cuja oferta pública</p><p>tenha sido registrada na Comissão de Valores Mobiliários, ou que tenha sido objeto de</p><p>dispensa e/ou em debêntures de infraestrutura que possuam garantia de títulos</p><p>públicos federais que representem pelo menos 30% do principal da dívida.</p><p>(III) até 50% (cinquenta por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Obrigações ou coobrigações de instituições financeiras autorizadas a funcionar</p><p>pelo Banco Central do Brasil;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento aberto, cuja carteira tenha como principal fator</p><p>de risco a variação da taxa de juros doméstica, ou de índice de preços ou ambos, ou</p><p>cotas de FIC (Fundos de Investimento em Cotas) de fundos de investimento com tais</p><p>características (Fundos Renda Fixa), conforme legislação da CVM; e</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento fechado negociados em bolsa de valores, na</p><p>forma regulamentada pela CVM, cujas carteiras sejam compostas por ativos</p><p>financeiros que busquem refletir as variações e rentabilidade de índices de</p><p>referência de renda fixa (Fundo de Índice de Renda Fixa).</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 134</p><p>Modalidade: Renda Fixa (IV)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser observados os seguintes</p><p>limites e ativos admitidos:</p><p>(IV) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Valores mobiliários ou outros ativos financeiros de renda fixa cuja oferta pública</p><p>tenha sido registrada na CVM, ou que tenha sido objeto de dispensa, emitidos por</p><p>Sociedade de Propósito Específico, constituída sob a forma de sociedades por ações,</p><p>excetuada a hipótese prevista no item II (até 75%);</p><p>Ø Certificados de recebíveis de emissão de companhias securitizadoras, conforme</p><p>legislação CVM;</p><p>Ø Obrigações de organizações financeiras internacionais das quais o Estado brasileiro</p><p>faça parte, admitidas à negociação no Brasil;</p><p>Ø Cotas de classe sênior de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC)</p><p>e as cotas FIC de fundos de investimento em direitos creditórios (FICFIDC); e</p><p>Ø Títulos ou valores mobiliários de renda fixa não relacionados neste artigo, desde</p><p>que com cobertura integral de seguro de crédito, observada a regulamentação</p><p>específica do CNSP (Conselho</p><p>Nacional de Seguros Privados) e da SUSEP.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 135</p><p>Modalidade: Renda Variável (I)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os</p><p>seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Ações de emissão de companhias abertas, correspondentes bônus de subscrição,</p><p>recibos de subscrição e certificados de depósito, admitidas à negociação em</p><p>segmento especial, instituído por bolsa de valores no Brasil, que assegurem, por</p><p>meio de vínculo contratual entre a bolsa e o emissor, práticas diferenciadas de</p><p>governança corporativa, que contemplem, pelo menos, a obrigatoriedade de no</p><p>mínimo 25% de ações permanentemente em circulação (free float) e previsão</p><p>expressa no estatuto social da companhia de que seu capital social seja dividido</p><p>exclusivamente em ações ordinárias; e</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,</p><p>cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,</p><p>correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de</p><p>tais ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento</p><p>com tais características, conforme regulamentação estabelecida pela CVM.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 136</p><p>Modalidade: Renda Variável (II)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os</p><p>seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Ações de emissão de companhias abertas que permitam a existência de ações ON</p><p>e PN (com direitos adicionais), correspondentes bônus de subscrição, recibos de</p><p>subscrição e certificados de depósito, admitidas à negociação em segmento especial,</p><p>instituído por bolsa de valores no Brasil, que contemplem previsão expressa no</p><p>estatuto social da companhia de que o conselho de administração deve ser</p><p>composto por no mínimo cinco membros, dos quais pelo menos 20% devem ser</p><p>independentes com mandato unificado de até dois anos, conforme critério</p><p>estabelecido pela bolsa de valores; e</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,</p><p>cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,</p><p>correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de</p><p>tais ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento</p><p>com tais características, conforme regulamentação estabelecida pela CVM.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 137</p><p>Modalidade: Renda Variável (III)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os</p><p>seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(III) até 50% (cinquenta por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Ações de emissão de companhias abertas cuja composição do Conselho de</p><p>Administração possua um mínimo de três membros (conforme legislação), com</p><p>mandato unificado de até dois anos, admitidas à negociação em segmento especial,</p><p>instituído por bolsa de valores no Brasil e correspondentes bônus de subscrição,</p><p>recibos de subscrição e certificados de depósito;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,</p><p>cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,</p><p>correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de</p><p>tais ações, e as cotas de FIC com tais características;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento fechados negociados em bolsa de valores cujas</p><p>carteiras sejam compostas por ativos financeiros que busquem refletir as variações e</p><p>rentabilidade de índices de referência de renda variável.</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,</p><p>cuja carteira seja referenciada em índice composto por, no mínimo, 50 ações</p><p>divulgado por bolsa de valores no Brasil.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 138</p><p>Modalidade: Renda Variável (IV)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os</p><p>seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(IV) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Ações sem percentual mínimo em circulação (free float), correspondentes bônus</p><p>de subscrição, recibos de subscrição e certificados de depósito, admitidas à</p><p>negociação em bolsa de valores no Brasil;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,</p><p>cuja carteira seja composta por ações admitidas à negociação em mercados</p><p>organizados, bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de tais</p><p>ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento</p><p>com tais características;</p><p>Øregulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários; e</p><p>Ø Debêntures com participação nos lucros, ou conversíveis em ações ou permutáveis</p><p>em ações, cuja oferta de distribuição tenha sido previamente registrada na CVM, ou</p><p>cujo registro tenha sido, por esta, dispensado.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 139</p><p>Modalidade: Imóveis</p><p>Serão admitidas aplicações de até 100% (cem por cento) em cotas de fundos de</p><p>investimento imobiliário (FII) e em cotas de fundos de investimento em cotas de fundos</p><p>de investimento com tais características (FICFII), conforme regulamentação estabelecida</p><p>pela Comissão de Valores Mobiliários.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 140</p><p>Modalidade: Variação Cambial (I)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,</p><p>devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal cuja remuneração seja associada à</p><p>variação da cotação de moeda estrangeira;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento abertos classificados com Fundo Cambial</p><p>(carteira seja composta por pelo menos 80% de ativos relacionados à variação de</p><p>preços de moeda estrangeira ou à variação do cupom cambial) ou cotas de FIC de</p><p>Fundos de Investimento Cambial, conforme legislação CVM;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento aberto classificado como Fundo de Renda Fixa</p><p>Dívida Externa (carteira seja composta por pelo menos 80% de seu patrimônio</p><p>líquido, por títulos da dívida externa de responsabilidade da União) ou cotas de FIC</p><p>de Fundo de Renda Fixa Dívida Externa, conforme legislação CVM;</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento aberto, das classes Renda Fixa, Ações,</p><p>Multimercado e Cambiais que incluam em sua denominação o sufixo “Investimento</p><p>no Exterior”, ou cotas de FIC de fundos de investimento com tais características,</p><p>conforme legislação CVM;</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 141</p><p>Modalidade: Variação Cambial (I)</p><p>Na aplicação dos recursos na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,</p><p>devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento fechados negociados em de bolsa de valores no</p><p>Brasil, cujas carteiras sejam compostas por ativos financeiros que busquem refletir as</p><p>variações de índices de referência em renda fixa ou renda variável no exterior (Fundo</p><p>de Índice em Investimento no Exterior), desde que registrados na Comissão de</p><p>Valores Mobiliários (CVM);</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento aberto classificados como Multimercado cuja</p><p>política de investimento permita a compra de ativos ou derivativos com risco</p><p>cambial, ou cotas de FIC de fundos de investimento com tais características (Fundos</p><p>Multimercado), conforme legislação CVM;</p><p>Ø Certificados de Operações Estruturadas (COEs) com Valor Nominal Protegido</p><p>referenciados em taxas de câmbio ou variação cambial.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 142</p><p>Modalidade: Variação Cambial (II e III)</p><p>Na aplicação dos recursos</p><p>na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,</p><p>devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(II) até 75% no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Certificados de depósito de valores mobiliários com lastro em ações de emissão de</p><p>companhia aberta ou assemelhada com sede no exterior – Brazilian Depositary</p><p>Receipts (BDR), negociados em bolsa de valores no País; e</p><p>Ø Cotas dos fundos de investimento que possuam em seu nome a designação “Ações</p><p>- BDR Nível I”, constituídos sob a forma de condomínio aberto.</p><p>(III) até 50% em títulos e valores mobiliários representativos de corporativa de</p><p>empresas brasileiras S/A aberto, emitidos e negociáveis no exterior.</p><p>(IV) até 25% no somatório dos seguintes títulos emitidos ou incondicionalmente</p><p>garantidos por instituições financeiras no exterior em moeda estrangeira:</p><p>Ø Depósitos a prazo fixo por até seis meses, renováveis;</p><p>Ø Certificados de depósitos.</p><p>Ø Títulos emitidos por governos centrais de jurisdições estrangeiras e respectivos</p><p>bancos centrais, desde que a classificação externa de risco da emissão, seja igual ou</p><p>superior a AA- ou classificação equivalente.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 143</p><p>Modalidade: Outros (I e II)</p><p>Na aplicação dos recursos na qual não se enquadre nas modalidade anteriores, devem ser</p><p>observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Cotas de fundos de investimento classificados como Multimercado, constituídos</p><p>sob a forma de condomínio aberto, ou cotas de fundos de investimento em cotas de</p><p>fundos de investimento com tais características (Fundos Multimercado), nas formas</p><p>regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários; e</p><p>Ø COE com Valor Nominal Protegido.</p><p>(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIPs) qualificados como</p><p>Entidades de Investimento, nas formas regulamentadas pela Comissão de Valores</p><p>Mobiliários; e</p><p>Ø Cotas de Fundos de Investimento classificados como “Ações - Mercado de Acesso”,</p><p>observada a regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 144</p><p>Modalidade: Outros (III)</p><p>Na aplicação dos recursos na qual não se enquadre nas modalidade anteriores, devem ser</p><p>observados os seguintes limites e ativos admitidos:</p><p>(III) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:</p><p>Ø COE com Valor Nominal em Risco;</p><p>Ø Certificados de Reduções Certificadas de Emissão (RCE) ou de créditos de carbono</p><p>do mercado voluntário, admitidos à negociação em bolsa de valores, mercadorias e</p><p>futuros ou mercado de balcão organizado, registrados ou depositados,</p><p>respectivamente, em entidade registradora ou depositário central, autorizados pelo</p><p>Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores Mobiliários nas suas respectivas</p><p>áreas de competência, para desempenhar as referidas atividades.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 145</p><p>Derivativos</p><p>A atuação do FIE em mercados de derivativos:</p><p>Ø deverá observar a avaliação prévia dos riscos envolvidos;</p><p>Ø estará condicionada à existência de sistemas de controles adequados às suas</p><p>operações;</p><p>Ø não pode gerar, a qualquer tempo, a possibilidade de perda superior ao valor do</p><p>patrimônio líquido do fundo de investimento;</p><p>Ø não pode gerar, a qualquer tempo, a possibilidade de que o cotista seja obrigado a</p><p>aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo;</p><p>Ø não pode realizar operações de venda de opção a descoberto;</p><p>Ø não pode ser realizada sem garantia da contraparte central da operação.</p><p>q OBS: A sociedade seguradora, a sociedade de capitalização, a entidade aberta de</p><p>previdência complementar e o ressegurador local devem informar à Superintendência de</p><p>Seguros Privados, quando solicitados, as características, as contrapartes, os prêmios</p><p>pagos, as margens depositadas, bem como a exposição dos contratos derivativos</p><p>celebrados</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>9e46a302cb2537afbd7d6e2b7013bcb30cf0b3a8a6de7a736ad3c4a5cca512a0.pdf</p><p>a1450730405a8a8426fc8e3ff379ce3cd883ed09da0e5b8be34849fab2b8b19f.pdf</p><p>9e46a302cb2537afbd7d6e2b7013bcb30cf0b3a8a6de7a736ad3c4a5cca512a0.pdf</p><p>para atingir o objetivo da aposentadoria (ou</p><p>até mesmo, da independência financeira).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>10</p><p>10</p><p>Juros Compostos e o Fator Tempo</p><p>Conceito</p><p>Para ficar mais claro o “poder” dos juros compostos, uma pessoa que faça uma aplicação</p><p>inicial de mil reais e invista todos os meses R$ 100,00, por 30 anos em um investimento</p><p>que renda 1% ao mês, ao final deste período teria contribuído para a sua aposentadoria</p><p>R$ 37 mil. No entanto, teria acumulado R$ 385 mil reais. Ou seja, o seu esforço financeiro</p><p>foi de R$ 37 mil e aproximadamente R$ 350 mil foram gerados pelos Juros Compostos.</p><p>Caso a aplicação fosse em Juros Simples, o valor seria aproximadamente de R$ 100 mil.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>11</p><p>11</p><p>Impacto do Imposto e da Inflação</p><p>Conceito</p><p>Quando a pessoa decide pelas estratégias da previdência complementar ou pela</p><p>acumulação própria de recursos, é muito importante analisar o impacto da inflação e do</p><p>imposto de renda nas devidas projeções.</p><p>A escolha por produtos financeiros atrelados a inflação, faz com que este risco – que é o</p><p>principal deles – seja minimizado no longo prazo. O mais importante não é o valor</p><p>nominal que se tem de patrimônio, mas sim o quanto esse valor pode adquirir de bens e</p><p>pagar por serviços. Portanto, o importante é o “valor real” dos recursos financeiros.</p><p>O segundo ponto, e não menos importante, é o impacto dos impostos. Em períodos de</p><p>inflação alta, o ganho real líquido (o valor financeiro real após o pagamento dos impostos)</p><p>pode ser negativo, mesmo sendo aplicado em ativos cuja remuneração esteja atreladas as</p><p>inflação. Isso ocorre pois a tributação incide sobre o ganho financeiro total e não somente</p><p>sobre a rentabilidade real. Desta forma, ativos isentos de imposto de renda acabam sendo</p><p>muito interessantes nos objetivos de longo prazo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>12</p><p>12</p><p>Necessidade do Fluxo de Caixa Real</p><p>Conceito</p><p>O planejamento de aposentadoria considera que o cliente deva acumular recursos</p><p>periodicamente em aplicações financeiras para que os rendimentos possam ajudar neste</p><p>trabalho de acumulação. No entanto, é importante saber que no Brasil a inflação tem</p><p>efeito relevante neste planejamento. Historicamente o Brasil possui índices de inflação na</p><p>casa de 4% ao ano, o que quer dizer que os preços sobem, diminuindo o valor do dinheiro</p><p>no tempo.</p><p>Desta forma, nos cálculos de planejamento de aposentadoria, é aconselhado que seja</p><p>utilizado a taxa de juros real, que nada mais é que a taxa de juros nominal, descontada da</p><p>inflação (lembrando que por se tratar de juros compostos, o desconto é através de divisão</p><p>e não por subtração). Assim sendo, utilização a seguinte fórmula para o cálculo:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>13</p><p>13</p><p>Necessidade do Fluxo de Caixa Real</p><p>q Cálculo da Taxa Real (*):</p><p>Ø FV = 110 → Motivo: “100 + 10”</p><p>Ø PV = 104 [CHS] → Motivo: “100 + 4”</p><p>Ø n = 1</p><p>Ø i = ? = 5,7692</p><p>(*) Rever aula Matemática Financeira</p><p>q Cálculo da aplicação Necessária:</p><p>Ø n = 20</p><p>Ø i = 5,7692</p><p>Ø PMT= 0</p><p>Ø FV = 1.000.000</p><p>Ø PV = ? = R$ 325.698,00</p><p>Aportando R$ 325.698 ele terá o valor</p><p>equivalente a R$ 1.000.000,00 de hoje.</p><p>Conceito</p><p>Um cliente deseja ter R$ 1 milhão de reais, a valores de hoje, em 20 anos. Qual o valor</p><p>aproximado que ele deverá depositar hoje, sabendo que a aplicação rende 10% ao ano e a</p><p>inflação projetada no Brasil para este período é de 4% ao ano?</p><p>q RESPOSTA: Primeiramente devemos descobrir a taxa de real da aplicação para depois</p><p>calcularmos na HP-12C:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>14</p><p>14</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Introdução</p><p>Cada indivíduo possui objetivos de vida diferentes e isso também vale para os objetivos da</p><p>aposentadoria. Algumas pessoas desejam ter uma aposentadoria que supra as suas</p><p>necessidade básicas, outros desejam manter seu alto padrão de estilo de vida.</p><p>Desta forma, não cabe ao profissional financeiro dizer o que é o certo e o que é o errado,</p><p>mas sim, mensurar e demonstrar como o cliente poderá atingir os objetivos de vida</p><p>desejado. Dentro disso, alguns pontos são de extrema importância para o devido</p><p>planejamento, tais como:</p><p>Ø Idade do cliente;</p><p>Ø Rendas disponíveis;</p><p>Ø Atividades na aposentadoria;</p><p>Ø Custos da terceira idade;</p><p>Ø Expectativa de Sobrevida;</p><p>Ø Impacto dos Cenários Políticos e Econômicos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>15</p><p>15</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Idade do Cliente</p><p>Quanto mais jovem for iniciada a acumulação de recursos destinada para a aposentadoria,</p><p>melhor será a distribuição do esforço de poupança ao longo do tempo, ou seja, quanto</p><p>mais tempo o cliente tiver para atingir o seu objetivo, mais fácil será.</p><p>Para compreensão, imagine que você necessite acumular R$ 480 mil para atingir o seu</p><p>objetivo da aposentadoria aos 60 anos. Sem considerar a remuneração das aplicações</p><p>financeiras, se você tem 20 anos (40 anos para o objetivo, ou seja, 480 meses), o valor</p><p>necessário para guardar por mês seria de R$ 1.000,00. Mas caso você tenha 50 anos, o</p><p>seu esforça deverá ser muito maior, pois necessitará poupar R$ 4.000,00 por mês.</p><p>Essa diferença fica ainda mais agravada quando incidimos uma remuneração sobre as</p><p>aplicações, pois, durante muito mais tempo, os juros compostos trabalharam para você.</p><p>Se a necessidade de poupança está muito elevada, o mais aconselhado não é tomar mais</p><p>risco em suas aplicações financeiras, mas sim, reajustar o seu objetivo (podendo ser a</p><p>postergação da aposentadoria ou até mesmo a diminuição da renda desejada).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>16</p><p>16</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Rendas Disponíveis</p><p>Para atingir os objetivos da aposentadoria, o cliente poderá dispor de diversas rendas, tais</p><p>como:</p><p>Ø Benefícios da Previdência Social (Ex: INSS);</p><p>Ø Planos de Previdência Fechada;</p><p>Ø Planos de Previdência Aberta;</p><p>Ø Ativos Imobiliários (Ex: Aluguel);</p><p>Ø Ativos Mobiliários (Ex: títulos públicos);</p><p>Ø Herança;</p><p>Ø Atividades na aposentadoria (consultorias, aulas, trabalhos eventuais);</p><p>Em relação as Atividades na Aposentadoria, o centro de estudos Institute of Economics</p><p>Affairs (IEA), publicou em 2013 que, no período da aposentadoria, o indivíduo pode</p><p>aumentar em 60% a probabilidade de aparecer um problema físico, além de elevar em</p><p>40% as chances de desenvolver depressão. Desta forma, mais da metade da população</p><p>planeja continuar com alguma atividade remunerada, auxiliando mentalmente e</p><p>financeiramente. Com isso, será necessário uma acumulação menor durante o período de</p><p>acumulação, postergando a utilização dos recursos acumulados para a aposentadoria</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>17</p><p>17</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Custos na Terceira idade</p><p>Estima-se ser possível manter o padrão de consumo na fase de aposentadoria com 70%</p><p>da renda do período ativo. Isto porque, alguns custos diminuirão ou até mesmo deixarão</p><p>de existir (por exemplo, financiamento da moradia) e outros tendem a aumentar</p><p>consideravelmente (por exemplo, medicamentos). As principais variáveis que sofrerão</p><p>mudanças são:</p><p>Ø AUMENTO NO CUSTO:</p><p>o Gastos com plano saúde;</p><p>o Gastos com medicamentos;</p><p>o Gastos com viagens e passeios.</p><p>Ø DIMINUIÇÃO NO CUSTO:</p><p>o Gastos com consolidação do patrimônio (imóveis, carros);</p><p>o Gastos com transporte;</p><p>o Gastos com vestuário;</p><p>o Gastos com dependentes;</p><p>o Esforço de poupança.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>18</p><p>18</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Expectativa de Sobrevida</p><p>Para analisar o valor necessário que um indivíduo necessitará na aposentadoria, devemos</p><p>estimar por quanto tempo deverá ser utilizado os devidos recursos, ou seja, qual a</p><p>expectativa de vida da pessoa. Desta forma, três são os principais modelos para isto:</p><p>Ø IBGE: O governo monitora a evolução da expectativa de vida da população, através</p><p>de estudo pelo IBGE;</p><p>Ø Tábuas Atuariais: Este é o modelo utilizado pelas Entidades de Previdência;</p><p>Ø Histórico Familiar: Para o indivíduo, é importante observar histórico familiar e a</p><p>própria saúde, pois é uma análise mais individual do que as generalizadas acima</p><p>(IBGE e Tábuas Atuariais).</p><p>Também a possibilidade</p><p>de calcular como os recursos acumulados perdurassem</p><p>eternamente, ao invés de estimar que será todo utilizado na aposentadoria. Esse conceito</p><p>chamamos de Renda Perpétua.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>19</p><p>19</p><p>Objetivos de Estilo de Vida</p><p>Impacto dos Cenários Políticos e Econômicos</p><p>As mudanças nos cenários políticos e econômicos podem impactar nos resultados das</p><p>aplicações financeiras no longo prazo. Se estimar e projetar essas mudanças no curto e</p><p>médio prazo já são de extrema complexidade, como fazer isso para o longo prazo?</p><p>A solução para o nosso planejamento é, ao invés de fazermos os cálculos com a taxa</p><p>nominal, utilizarmos nas nossas projeções, a taxa de juros real. Com isso, estamos</p><p>eliminando o risco inflacionário que é um dos principais fatores que causam erros nas</p><p>conquistas dos objetivos de estilo de vida.</p><p>No entanto, não podemos esquecer que, nada adianta somente planejar e implantar a</p><p>estratégia uma única vez. As estratégias devem ser acompanhadas e ajustadas com o</p><p>passar do tempo, minimizando os riscos de distorções agressivas nos cenários políticos e</p><p>econômicos da sociedade.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>20</p><p>20</p><p>Cálculo do Capital Necessário</p><p>Definição de Metas Acessíveis</p><p>Há uma grande diferença entre a Renda Desejada pelo cliente e a Renda Necessária para</p><p>manter o seu padrão de vida. Isto porque, a maioria dos indivíduos não conseguem</p><p>estimar qual o verdadeira valor que ele necessitará na sua aposentadoria, desejando</p><p>muitas vezes rendas que serão inatingíveis para a sua capacidade de poupança.</p><p>Desta forma, o profissional financeiro possui extrema responsabilidade nesse projeto,</p><p>devendo demonstrar ao cliente, quais são os itens relevantes, para que o Planejamento</p><p>de Aposentadoria, seja viável com prazos condizentes com o objetivo do indivíduo.</p><p>Por se tratar de um projeto de longo prazo, este planejamento deve ser monitorado e</p><p>mensurado ao longo do tempo, para que se possa fazer ajustes necessários em quanto há</p><p>tempo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>21</p><p>21</p><p>Risco da Longevidade</p><p>Conceito</p><p>Quando projetamos o valor necessário a ser acumulado para poder viver na</p><p>aposentadoria, a estratégia de conversão do capital em geração de renda (esgotar o</p><p>capital), necessitamos estimar uma data de sobrevivência. Desta forma, surge o risco da</p><p>longevidade.</p><p>O risco da longevidade consiste em o indivíduo viver mais do que o estimado, pois o</p><p>mesmo acumulou menos recursos do que o necessário para o uso dos recursos na</p><p>aposentadoria. Para minimizar essa situação, partimos para a estratégia de renda</p><p>perpétua, na qual o cliente consumirá somente os juros gerados pelo capital acumulado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>22</p><p>22</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda com esgotamento de capital acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>Neste tipo de renda, projetasse que o valor acumulado será todo consumido até certa</p><p>idade. Desta forma, o indivíduo possui risco de esgotamento de capital, ou seja, os</p><p>recursos podem acabar antes do seu falecimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>23</p><p>23</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda com estratégia para herança</p><p>$Valor que se deseja</p><p>deixar para herança</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>Nesta estratégia o indivíduo deseja utilizar mais que os juros incidentes da sua aplicação</p><p>financeira, porém, mantendo ainda algum patrimônio para os herdeiros. Assim sendo,</p><p>esta é uma estratégia que mescla as duas anteriores, sendo necessário um capital</p><p>acumulado menor que a renda vitalícia, porém maior que por esgotamento de capital.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>24</p><p>24</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda Vitalícia</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>JUROS</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>A renda vitalícia consiste um utilizar somente os juros da aplicação financeira. Neste</p><p>conceito, o indivíduo não possui risco de esgotamento de capital, pois ele não utiliza o</p><p>valor acumulado, somente os juros da aplicação. Aqui, será necessário uma acumulação</p><p>de patrimônio maior, pois todo o recursos acumulado, ficará para os herdeiros.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>25</p><p>25</p><p>Prioridades das Necessidades Financeiras</p><p>Conceito</p><p>Dentro das necessidades financeiras, é importante analisar e classificar os custos possíveis</p><p>na aposentadoria. Podemos classificar os custos em quatro tipos:</p><p>Ø Custos Fixos e Liquidáveis (hipoteca): estes são os custos fixos durante o período</p><p>de acumulação que tenderão a desaparecer na aposentadoria. Como exemplo, está o</p><p>custo da moradia, no qual o indivíduo contrai um empréstimo por 20-30 anos e</p><p>acaba liquidando aproximadamente na sua aposentadoria.</p><p>Ø Custos Fixos e Permanentes: já estes custos são aqueles que não terminarão no</p><p>período da aposentadoria, mesmo eles variando de um mês para o outro. Podemos</p><p>elencar o aluguel (caso o indivíduo não tenha adquirido um imóvel próprio),</p><p>condomínio, água, luz, alimentação.</p><p>Ø Custos Variáveis e Liquidáveis (suporte a familiares): aqui devemos analisar os</p><p>possíveis custos que familiares ainda necessitem do aposentado. Pode ser a</p><p>educação dos netos, ou até mesmo a moradia dos filhos.</p><p>Ø Custos Variáveis e Permanentes (custo de vida básico): nos custos variáveis e</p><p>permanentes deve-se analisar os gastos com viagens, novas atividades, serviços de</p><p>cuidadores, etc.</p><p>Capítulo 2:</p><p>Análise e projeções de</p><p>necessidades na aposentadoria</p><p>26</p><p>CFP - Certified Financial Planner 27</p><p>Cálculo do Capital Necessário</p><p>Definição de Metas Acessíveis</p><p>Há uma grande diferença entre a Renda Desejada pelo cliente e a Renda Necessária para</p><p>manter o seu padrão de vida. Isto porque, a maioria dos indivíduos não conseguem</p><p>estimar qual o verdadeira valor que ele necessitará na sua aposentadoria, desejando</p><p>muitas vezes rendas que serão inatingíveis para a sua capacidade de poupança.</p><p>Desta forma, o profissional financeiro possui extrema responsabilidade nesse projeto,</p><p>devendo demonstrar ao cliente, quais são os itens relevantes, para que o Planejamento</p><p>de Aposentadoria, seja viável com prazos condizentes com o objetivo do indivíduo.</p><p>Por se tratar de um projeto de longo prazo, este planejamento deve ser monitorado e</p><p>mensurado ao longo do tempo, para que se possa fazer ajustes necessários em quanto há</p><p>tempo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 28</p><p>Cálculo do Capital Necessário</p><p>Passo a Passo</p><p>Para calcularmos o valor necessário para atingir os objetivos de vida de cada pessoa,</p><p>devemos separar o problema em duas etapas, nesta respectiva ordem:</p><p>Ø Etapa 1 (Período da Aposentadoria): Nesta etapa, precisamos descobrir qual o</p><p>valor necessário a ser acumulado na aposentadoria. Como estamos analisando</p><p>somente o período da aposentadoria, o valor necessário a ser acumulado, será o</p><p>valor inicial dessa etapa, ou seja, será o VALOR PRESENTE (PV) desse período.</p><p>Ø Etapa 2 (Período de Acumulação): Este é o período no qual o indivíduo estará</p><p>contribuindo para atingir seus objetivos. Normalmente, calculamos como se o cliente</p><p>fizesse aplicações mensais. Mas, o mais importante neste processo é que, como</p><p>calculamos na ETAPA 1 o valor necessário a ser acumulado para atingir o devido</p><p>objetivo, este valor que foi o PV da ETAPA 1, agora será o VALOR FUTURO (FV) da</p><p>ETAPA 2</p><p>q PARA A PROVA: Em todos os casos, a taxa de juros utilizada poderá ser uma taxa</p><p>nominal, real ou até mesmo uma taxa real líquida. Além disso, algumas pessoas possuem</p><p>valores iniciais para atingir os seus objetivos, outras não. Assim sendo, o Valor Presente da</p><p>ETAPA 2 poderá ser zero ou ter algum valor a ser inserido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 29</p><p>Cálculo do Capital Necessário</p><p>Tipos de Estratégias</p><p>Agora que vimos como se deve proceder os cálculos para a aposentadoria, devemos ficar</p><p>atentos na peculiaridades dos devidos cálculos. Essas peculiaridades envolvem</p><p>principalmente nas estratégias das rendas na aposentadoria.</p><p>As principais são:</p><p>Ø RENDA COM ESGOTAMENTO DE CAPITAL ACUMULADO: nesta renda, o indivíduo</p><p>consumirá todo o capital acumulado. Para o cálculo do PV da Etapa 1 (Período da</p><p>Aposentadoria), deve-se utilizar o valor zero no FV.</p><p>Ø RENDA COM ESTRATÉGIA PARA HERANÇA: Aqui o cliente deseja manter um valor</p><p>de herança para os herdeiros e este valor deverá ser inserido no [FV] da Etapa 1</p><p>(Período da Aposentadoria).</p><p>Ø RENDA VITALÍCIA: nesta estratégia, somente será utilizado os juros gerados pelo</p><p>patrimônio acumulado. Para o cálculo do PV da Etapa 1 (Período da Aposentadoria),</p><p>deve-se utilizar o conceito de PV perpétuo, seguindo os seguintes passos na HP-12C:</p><p>§ [Taxa de retorno] [ENTER]</p><p>§ [Renda Perpétua desejada]</p><p>§ [%T] → este será o PV Perpétuo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 30</p><p>Risco da Longevidade</p><p>Conceito</p><p>Quando projetamos o valor necessário a ser acumulado para poder viver na</p><p>aposentadoria, a estratégia de conversão do capital em geração de renda (esgotar o</p><p>capital), necessita ser estimado uma data na qual o indivíduo irá falecer. Desta forma,</p><p>surge o risco da longevidade.</p><p>O risco da longevidade consiste em o indivíduo viver mais do que o estimado, pois o</p><p>mesmo acumulou menos recursos do que o necessário para o uso dos recursos na</p><p>aposentadoria. Para minimizar essa situação, partimos para a estratégia de renda</p><p>perpétua, na qual o cliente consumirá somente os juros gerados pelo capital acumulado</p><p>CFP - Certified Financial Planner 31</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda com esgotamento de capital acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>Neste tipo de renda, projetasse que o valor acumulado será todo consumido até certa</p><p>idade. Desta forma, o indivíduo possui risco de esgotamento de capital, ou seja, os</p><p>recursos podem acabar antes do seu falecimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 32</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø Etapa 1 (Período da Aposentadoria):</p><p>§ n = 240 (20 anos x 12 meses)</p><p>§ i = 1</p><p>§ FV = 0</p><p>§ PMT = + 10.000</p><p>§ PV = ?= ‒ 908.194,16</p><p>Ø Etapa 2 (Período de Acumulação):</p><p>§ n = 360 (30 anos x 12 meses)</p><p>§ i = 1</p><p>§ FV = +908.194,16</p><p>§ PV = 0</p><p>§ PMT= ? = ‒ R$ 259,86</p><p>908.194</p><p>0,00</p><p>806030 idade</p><p>R$</p><p>Acumulação</p><p>PVFV</p><p>GRÁFICO COMPLETO</p><p>$</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda com esgotamento de capital acumulado</p><p>Cálculo</p><p>Rafael, com 30 anos, deseja ter, dos 60 anos até os 80 anos, uma renda de R$ 10 mil por</p><p>mês. Estimando uma taxa de retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve</p><p>aportar mês a mês?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 33</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda com estratégia para herança</p><p>$Valor que se deseja</p><p>deixar para herança</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>Nesta estratégia o indivíduo deseja utilizar mais que os juros incidentes da sua aplicação</p><p>financeira, porém, mantendo ainda algum patrimônio para os herdeiros. Assim sendo,</p><p>esta é uma estratégia que mescla as duas anteriores, sendo necessário um capital</p><p>acumulado menor que a renda vitalícia, porém maior que por esgotamento de capital.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 34</p><p>Renda com estratégia para herança</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø Etapa 1 (Período da Aposentadoria):</p><p>§ n = 240 (20 anos x 12 meses)</p><p>§ i = 1</p><p>§ FV = + 500.000</p><p>§ PMT = + 10.000</p><p>§ PV = ?= ‒ 954.097,08</p><p>Ø Etapa 2 (Período de Acumulação):</p><p>§ n = 360 (30 anos x 12 meses)</p><p>§ i = 1</p><p>§ FV = + 954.097,08</p><p>§ PV = 0</p><p>§ PMT= ? = ‒ R$ 272,99</p><p>954.097</p><p>0,00</p><p>806030 idade</p><p>R$</p><p>Acumulação</p><p>PVFV</p><p>GRÁFICO COMPLETO</p><p>$</p><p>$</p><p>Aposentadoria</p><p>500 mil</p><p>Cálculo</p><p>Rafael, com 30 anos, deseja ter dos 60 anos até os 80 anos uma renda de R$ 10 mil por</p><p>mês, deixando um valor de R$ 500 mil de herança para os netos. Estimando uma taxa de</p><p>retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve aportar mês a mês?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 35</p><p>$</p><p>Recurso Acumulado</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Renda Vitalícia</p><p>Idade de</p><p>Aposentadoria</p><p>JUROS</p><p>Período de</p><p>Acumulação</p><p>Período da</p><p>Aposentadoria</p><p>Conceito</p><p>A renda vitalícia consiste um utilizar somente os juros da aplicação financeira. Neste</p><p>conceito, o indivíduo não possui risco de esgotamento de capital, pois ele não utiliza o</p><p>valor acumulado, somente os juros da aplicação. Aqui, será necessário uma acumulação</p><p>de patrimônio maior, pois todo o recursos acumulado, ficará para os herdeiros.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 36</p><p>Renda Vitalícia</p><p>1.000.000</p><p>0,00</p><p>∞ 6030 idade</p><p>R$</p><p>Acumulação Aposentadoria</p><p>PVFV</p><p>Gráfico Completo</p><p>JUROS</p><p>$</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø Etapa 1 (Período da Aposentadoria):</p><p>§ 1 [ENTER]</p><p>§ 10.000</p><p>§ [%T]</p><p>§ PV Perpétuo = R$ 1.000.000,00</p><p>Ø Etapa 2 (Período de Acumulação):</p><p>§ n = 360 (30 anos x 12 meses)</p><p>§ i = 1</p><p>§ FV = +1.000.000</p><p>§ PV = 0</p><p>§ PMT= ? = ‒ R$ 286,13</p><p>Cálculo</p><p>Rafael, com 30 anos, deseja iniciar seu planejamento de aposentadoria para que, aos 60</p><p>anos, ele tenha uma renda perpétua de R$ 10 mil reais por mês. Estimando uma taxa de</p><p>retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve aportar mês a mês?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 37</p><p>Prioridades das Necessidades Financeiras</p><p>Conceito</p><p>Dentro das necessidades financeiras, é importante analisar e classificar os custos possíveis</p><p>na aposentadoria. Podemos classificar os custos em quatro tipos:</p><p>Ø Custos Fixos e Liquidáveis (hipoteca): estes são os custos fixos durante o período</p><p>de acumulação que tenderão a desaparecer na aposentadoria. Como exemplo, está o</p><p>custo da moradia, no qual o indivíduo contrai um empréstimo por 20-30 anos e</p><p>acaba liquidando aproximadamente na sua aposentadoria.</p><p>Ø Custos Fixos e Permanentes: já estes custos são aqueles que não terminarão no</p><p>período da aposentadoria, mesmo eles variando de um mês para o outro. Podemos</p><p>elencar o aluguel (caso o indivíduo não tenha adquirido um imóvel próprio),</p><p>condomínio, água, luz, alimentação.</p><p>Ø Custos Variáveis e Liquidáveis (suporte a familiares): aqui devemos analisar os</p><p>possíveis custos que familiares ainda necessitem do aposentado. Pode ser a</p><p>educação dos netos, ou até mesmo a moradia dos filhos.</p><p>Ø Custos Variáveis e Permanentes (custo de vida básico): nos custos variáveis e</p><p>permanentes deve-se analisar os gastos com viagens, novas atividades, serviços de</p><p>cuidadores, etc.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 38</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Formular estratégias de planejamento de aposentadoria e avaliar as vantagens</p><p>e desvantagens de cada uma destas estratégia;</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de planejamento de</p><p>aposentadoria.</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de planejamento de aposentadoria.</p><p>Ø Coletar dados sobre possíveis fontes de renda de aposentadoria;</p><p>Ø Coletar dados sobre as despesas estimadas na aposentadoria;</p><p>Ø Determinar os objetivos de aposentadoria do cliente, as atitudes com relação a</p><p>este tema e o seu conforto com premissas de planejamento de aposentadoria.</p><p>Ø Fazer projeções financeiras com base na posição atual. Concluir se os objetivos</p><p>de aposentadoria do cliente são realistas.</p><p>Ø Considerar possíveis estratégias de planejamento de aposentadoria.</p><p>Ø Avaliar os requisitos financeiros na data da aposentadoria.</p><p>Ø Avaliar o impacto de mudanças das premissas nas projeções financeiras.</p><p>Ø Avaliar trade-offs necessários para atingir os objetivos de aposentadoria</p><p>Planejamento de Aposentadoria</p><p>Capítulo 3:</p><p>Previdência Social</p><p>39</p><p>CFP - Certified Financial Planner 40</p><p>AposentadosPopulação Ativa</p><p>Previdência Social</p><p>Conceito</p><p>As contribuições dos trabalhadores ativos servem para custear os benefícios dos</p><p>trabalhadores inativos, sendo desta forma, um SEGURO SOCIAL. O valor pago por cada</p><p>pessoa através de impostos (por exemplo, CSLL e INSS), fica em uma “conta comum”</p><p>administrada pelo governo, gerando a incerteza do valor a ser recebido no futuro (Risco</p><p>de leis mudarem; População ativa não conseguir arcar os custos dos aposentados; etc).</p><p>Vale ressaltar também, que nenhum segurado poderá receber menos que um salário</p><p>mínimo através dos benefícios, e também que há um valor máximo que uma pessoa</p><p>aposentada pelo INSS pode receber (em 2021 o valor é de R$ 6.433,57).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 41</p><p>Previdência Social</p><p>Regime de Repartição</p><p>A previdência social brasileira tem como financiamento o regime financeiro de repartição</p><p>simples, que tem por fundamento a solidariedade entre os indivíduos e um pacto entre as</p><p>gerações, sendo adotado pelas previdências públicas em quase todos os países do</p><p>mundo. Desta forma, os contribuintes ativos (trabalhadores da geração atual) pagam os</p><p>benefícios dos inativos (geração passada), e futuramente, quando estes ativos se</p><p>transformarem em inativos, seus benefícios dependerão dos contribuintes da geração</p><p>futura (novos trabalhadores que ingressarem no sistema previdenciário).</p><p>q OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Também chamado de “pacto intergeracional”, pois as contribuições da população</p><p>ativa são utilizadas para cobrir os gastos da população inativa (gerações diferentes);</p><p>Ø Não há formação individualizada de reserva financeira;</p><p>Ø Envelhecimento da população é um grande risco no longo prazo;</p><p>Ø Nível de desemprego é um grande risco, vide que haverá menos contribuintes;</p><p>Ø A previdência pública brasileira é dividida entre dois principais tipos (regimes). Um</p><p>deles é chamado de RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e o outro de RGPS</p><p>(Regime Geral de Previdência Social).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 42</p><p>Conceito</p><p>O RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) é o sistema de previdência específico, de</p><p>filiação obrigatória, de cada ente federativo, que assegura, no mínimo, os benefícios de</p><p>aposentadoria e pensão por morte dos seus segurados (servidores públicos ou militares),</p><p>ou seja, dos servidores titulares de cargo efetivo e de seus beneficiários, mas não de</p><p>servidores que ocupam cargos comissionados, ou transitórios.</p><p>Este modelo pode ser instituído apenas por entidades públicas (União, estados, Distrito</p><p>Federal e municípios), mas não é obrigatório aos entes, ou seja, se um determinado</p><p>município desejar não ter seu RPPS, os servidores estarão vinculados ao INSS (RGPS).</p><p>RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 43</p><p>Aposentadoria</p><p>O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:</p><p>Ø por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido,</p><p>quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização</p><p>de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que</p><p>ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente</p><p>federativo;</p><p>Ø compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos</p><p>70 anos de idade, ou aos 75 anos de idade, na forma de lei complementar;</p><p>Ø no âmbito da União, aos 62 anos de idade, se mulher, e aos 65 anos de idade, se</p><p>homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade</p><p>mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas,</p><p>observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei</p><p>complementar do respectivo ente federativo.</p><p>RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 44</p><p>OBSERVAÇÕES</p><p>Alguns pontos são importantes serão ressaltados do modelo RPPS:</p><p>Ø É vedado expressamente por lei, um RPPS emprestar dinheiro do fundo ao seu</p><p>devido ente (um fundo de RPPS do município XYZ, emprestar dinheiro para o próprio</p><p>município). Isto vem através da Lei 9717/98, bem como a Lei Complementar nº</p><p>101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).</p><p>Ø A partir da EC 103/2019 foi garantido aos RPPS o direito de instituírem as regras</p><p>que entenderem cabíveis aos seus segurados desde que respeitado o déficit atuarial.</p><p>Portanto, as regras instituídas na EC 103/2019 serão válidas aos entes municipais,</p><p>estaduais e distrito federal a partir do momento que forem regulamentadas por lei</p><p>própria do ente federativo, podendo o RPPS definir qual grupo de segurados será</p><p>abrangido pela regra ou não.</p><p>Ø A partir da EC 103/2019 se faz necessário a avaliação individual de cada RPPS para</p><p>entender qual a regra está sendo aplicada ao segurado.</p><p>Ø É proibido a criação de novos RPPS, conforme disposto na EC 103/2019.</p><p>RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 45</p><p>Conceito</p><p>O RGPS (Regime Geral de Previdência Social) é um regime público administrado pelo</p><p>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores da iniciativa</p><p>privada, servidores não filiados a regimes próprios e contribuintes facultativos. Toda</p><p>pessoa que contribui para o RGPS/INSS é uma pessoa segurada, podendo estar apta a</p><p>receber sua aposentadoria, outros benefícios temporários ou de risco e sua família possa</p><p>receber a pensão por morte.</p><p>q OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O benefício do INSS é corrigido anualmente pelo INPC, calculado pelo IBGE.</p><p>Ø Na previdência social, existe a “contagem recíproca”. Esta contagem é o direito de</p><p>“somar” o tempo contribuído entre o regime do RGPS para o RPPS, ou vice-versa,</p><p>devendo ser solicitado a emissão da CTC (Certidão de Tempo de Contribuição) ao</p><p>regime que pretende “retirar o tempo” a ser somado.</p><p>Ø Conforme art. 201 da Constituição Federal, §5º, “É vedada a filiação ao regime</p><p>geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa</p><p>participante de regime próprio de previdência”. No entanto, é possível estar</p><p>vinculado ao RPPS e ao RGPS, se for de forma obrigatório, como por exemplo, ser</p><p>enfermeiro concursado e também trabalhar em um hospital privado.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 46</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>Contribuintes</p><p>No RGPS podemos ter segurados obrigatórios e os segurados facultativos, que são:</p><p>Ø Empregado: Aquele que presta serviço à empresa mediante pagamento de salário</p><p>e possui carteira assinada.</p><p>Ø Empregado Doméstico: É o trabalhador com carteira assinada que presta serviço</p><p>de natureza contínua em residência de outra pessoa ou família, mediante</p><p>pagamento, como por exemplo, cozinheira, jardineiro e motorista.</p><p>Ø Trabalhador Avulso: É a pessoa que trabalha para diversas empresas sem vínculo</p><p>empregatício, sendo contratada com a intermediação do sindicato ou órgão gestor</p><p>de mão-de-obra, como por exemplo, vigias e pedreiros.</p><p>Ø Contribuinte individual: Profissional que trabalha por conta própria (autônomo),</p><p>sem vínculo empregatício e sem intermediação de sindicatos ou órgão gestor, como</p><p>por exemplo, os dentistas.</p><p>Ø Segurado Especial: É o agricultor familiar, que exerce atividade rural para a própria</p><p>subsistência, o pescador artesanal e o indígena reconhecido pela FUNAI que exerce</p><p>suas atividades de forma individual ou em regime de economia familiar.</p><p>Ø Segurados Facultativos: Todas as pessoas com mais de 16 anos, que não possuem</p><p>renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social, como por exemplo,</p><p>desempregados, estudantes e as donas de casa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 47</p><p>Os principais benefícios que o Seguro Social proporciona são:</p><p>q OBS: O SEGURO DESEMPREGO não é um benefício pago pelo INSS, mas sim, um direito</p><p>do trabalhador ou do empregado doméstico demitido SEM JUSTA CAUSA e também dos</p><p>trabalhadores resgatados de trabalho similar à escravidão.</p><p>Para os SEGURADOS</p><p>APOSENTADORIA AUXÍLIOS</p><p>Ø Regra Geral</p><p>Ø Especial</p><p>Ø Por invalidez</p><p>Ø Incapacidade</p><p>Temporária (Doença)</p><p>Ø Acidente</p><p>Ø Salário-Família</p><p>Ø Salário-Maternidade</p><p>Ø Seguro-Defeso</p><p>Para os DEPENDENTES</p><p>PENSÃO AUXÍLIO</p><p>Ø Por morte do</p><p>ssssegurado</p><p>Ø Reclusão</p><p>Principais Benefícios</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 48</p><p>Nova Previdência</p><p>A Nova Previdência, promulgada pelo Congresso Nacional em novembro de 2019, trouxe</p><p>diversas modificações ao sistema de aposentadoria brasileira. As principais mudanças</p><p>ocorreram na idade de aposentadoria e no novo tempo mínimo de contribuição, não</p><p>existindo mais a aposentadoria somente por tempo de contribuição. Também</p><p>houveram</p><p>mudanças nos percentuais cobrados para o seguro social e no cálculo do recebimento, já</p><p>que a regra da média dos 80% maiores salários de contribuição, NÃO EXISTE MAIS.</p><p>As novas regras valem, não somente para os segurados do RGPS (Regime Geral de</p><p>Previdência Social), mas também para os segurados do RPPS (Regime Próprio de</p><p>Previdência Social da União).</p><p>Nesta mudança, há novas regras para o período de transição para quem já está no</p><p>mercado de trabalho, podendo ser possível escolher a forma mais vantajosa para o</p><p>contribuinte. No RGPS, são cinco regras de transição possíveis a serem escolhidas: quatro</p><p>por tempo de contribuição e uma por idade. Já para o RPPS, são duas opções de</p><p>transição.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 49</p><p>Nova Previdência</p><p>Os novos parâmetros para APOSENTADORIA PELA REGRA GERAL faz com que seja</p><p>necessário um tempo mínimo de idade E um tempo mínimo de contribuição,</p><p>diferentemente do que ocorria antigamente, no qual era um tempo mínimo de idade e</p><p>contribuição OU um tempo mínimo de contribuição. Desta forma, não é mais possível se</p><p>aposentar por tempo de contribuição SEM atingir uma idade mínima.</p><p>No RGPS (Regime Geral de Previdência Social), para trabalhadores da iniciativa privada e</p><p>de municípios (área urbana) sem sistema previdenciário próprio, entre outros, a regra</p><p>geral de aposentadoria passa a exigir:</p><p>Ø Mulheres: pelo menos 62 anos de idade E 15 anos de contribuição.</p><p>Ø Homens: 65 anos de idade E 20 anos de contribuição. No entanto, os homens que</p><p>estiverem filiados ao RGPS antes de a emenda constitucional entrar em vigor, o</p><p>tempo de contribuição mínimo permanecerá em 15 anos.</p><p>Categorias como professores, policiais, agente penitenciário, agente socioeducativo,</p><p>policial legislativo, policial federal, policial rodoviário federal, policial ferroviário federal e</p><p>policial civil do Distrito Federal possuem prazos distintos.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 50</p><p>Nova Previdência</p><p>q VALOR DOS BENEFÍCIOS: Ao atingir a idade e o tempo de contribuição mínimos, os</p><p>trabalhadores do RGPS poderão se aposentar com 60% da média de TODAS as</p><p>contribuições previdenciárias efetuadas desde julho de 1994. A cada ano a mais de</p><p>contribuição, além do mínimo exigido, serão acrescidos dois pontos percentuais aos</p><p>60%. Assim, para ter direito à aposentadoria no valor de 100% da média de contribuições,</p><p>as mulheres deverão contribuir por 35 anos e os homens, por 40 anos. Em resumo:</p><p>Ø NENHUM BENEFÍCIO terá valor mensal INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO;</p><p>Ø O pagamento da aposentadoria pelo RGPS não pode superar o teto do INSS;</p><p>Ø Todos os salários de contribuição serão atualizados na forma da lei;</p><p>Ø O valor será definido levando em consideração todas as contribuições feitas pelo</p><p>segurado desde julho de 1994;</p><p>Ø O percentual do benefício recebido poderá ultrapassar 100% para mulheres que</p><p>contribuírem por mais de 35 anos e para homens que contribuírem por mais de 40</p><p>anos – sempre limitado ao teto do RGPS.</p><p>Caso o contribuinte deseje ter uma renda maior na sua aposentadoria, ele deverá buscar</p><p>alternativas como a previdência privada ou acumulando recursos em ativos financeiros.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 51</p><p>Nova Previdência</p><p>q REGRAS DE TRANSIÇÃO: A partir da sanção da reforma, o Brasil vai ficar até 2033 em</p><p>período de transição. Com isso, o contribuinte que já estava no mercado de trabalho pelo</p><p>Regime Geral (RGPS) terá cinco opções de regras de transição: quatro por tempo de</p><p>contribuição e uma por idade. Já para os contribuintes pelo Regimes Próprios (RPPS),</p><p>terão duas opções de transição. Vale ressaltar que estas opções não são obrigatórias,</p><p>somente se o contribuinte achar mais vantajoso.</p><p>Em relação ao RGPS, as opções de transição são:</p><p>Ø Sistema de pontos;</p><p>Ø Tempo de contribuição e idade mínima;</p><p>Ø Fator previdenciário − pedágio de 50%;</p><p>Ø Idade mínima e pedágio de 100%;</p><p>Ø Aposentadoria por idade (RGPS).</p><p>A seguir, veremos cada um desses regras de transições, lembrando sempre que serão</p><p>apresentadas as regras gerais e não as exceções, como por exemplo, professores da</p><p>educação básica.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 52</p><p>Nova Previdência</p><p>q SISTEMA DE PONTOS: Esta é a regra na qual já existia de soma de pontos, no qual se</p><p>soma o tempo de contribuição com a idade do contribuinte. As mulheres poderão se</p><p>aposentar a partir de 86 pontos, respeitando o tempo mínimo de contribuição de 30 anos.</p><p>Já os homens poderão se aposentar com 96 pontos, com tempo mínimo de contribuição</p><p>de 30 anos. A cada ano a partir de 2019, será exigido um ponto a mais, totalizando 100</p><p>pontos para as mulheres em 2033 e a 105 pontos para os homens, em 2028.</p><p>q TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO E IDADE MÍNIMA: Com esta escolha, os homens poderão</p><p>se aposentar aos 61 anos, desde que tenham pelo menos 35 anos de contribuição. Já as</p><p>mulheres, a idade mínima será de 56 anos e 30 anos de contribuição. A idade mínima</p><p>exigida subirá seis meses a cada ano, até chegar aos 65 anos de idade para eles, em 2027,</p><p>e 62 anos de idade para elas, em 2031.</p><p>q APOSENTADORIA POR IDADE: Esta regra tem impacto somente para as mulheres, pois</p><p>para os homens mantém idade mínima de 65 anos. Para as elas, a idade mínima começa</p><p>em 60 anos, em 2019, e sobe seis meses a cada ano, até chegar a 62 anos em 2023. O</p><p>tempo de contribuição mínima, em ambos os casos, é de 15 anos.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 53</p><p>Nova Previdência</p><p>q FATOR PREVIDENCIÁRIO − PEDÁGIO DE 50%: Aqui os homens com mais de 33 anos de</p><p>contribuição e as mulheres com mais de 28 anos de contribuição poderão escolher pela</p><p>aposentadoria sem idade mínima, desde que paguem um pedágio de 50% sobre o tempo</p><p>mínimo que faltava para se aposentar (35 anos para eles e 30 anos para elas). Por</p><p>exemplo, um homem com 33 anos de contribuição poderá se aposentar sem idade</p><p>mínima, desde que contribua por três anos (2 anos normais para os 35 anos e mais 1 ano</p><p>adicional, correspondente ao pagamento do pedágio de 50% que faltava para a</p><p>aposentadoria). O valor da aposentadoria aqui será diferente. Será calculado pela a média</p><p>de todas as contribuições desde julho/1994, aplicando-se o fator previdenciário.</p><p>q IDADE MÍNIMA E PEDÁGIO DE 100%: Nesta regra além de um pedágio de 100% sobre</p><p>o tempo mínimo que faltava para se aposentar, também possuo uma idade mínima. Para</p><p>os homens, a idade mínima será de 60 anos e, para as mulheres, de 57 anos. Por exemplo,</p><p>uma mulher de 57 anos de idade e 28 anos de contribuição necessitará trabalhar por mais</p><p>quatro anos (dois anos normais para os 30 anos, mais dois anos de pedágio), para solicitar</p><p>o benefício. O valor da aposentadoria aqui também será diferente. Corresponderá a 100%</p><p>da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 54</p><p>Demais Benefícios para os Segurados</p><p>q APOSENTADORIA ESPECIAL: Benefício concedido ao cidadão que trabalha exposto a</p><p>agentes nocivos à saúde, como calor ou ruído, de forma contínua e ininterrupta, em níveis</p><p>de exposição acima dos limites estabelecidos em legislação própria. Com o novo decreto,</p><p>entende-se que todos os contribuintes possuem direito a aposentadoria especial,</p><p>inclusive os contribuintes individuais e os autônomos, desde que comprovem sua</p><p>condição.</p><p>q APOSENTADORIA POR INVALIDEZ: Também conhecida como “Aposentadoria por</p><p>Incapacidade Permanente”, ela é um benefício devido ao trabalhador permanentemente</p><p>incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e que também não possa ser reabilitado</p><p>em outra profissão, de acordo com a avaliação da perícia médica do INSS. O benefício é</p><p>pago enquanto persistir a incapacidade e pode ser reavaliado pelo INSS a cada dois anos.</p><p>q SEGURO DEFESO: também chamado de Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal</p><p>(SDPA), é um benefício pago ao pescador artesanal,</p><p>que fica proibido de exercer a</p><p>atividade pesqueira durante o período de defeso de alguma espécie. O benefício tem o</p><p>valor de um salário-mínimo mensal, e é pago enquanto durar o defeso até o limite de 5</p><p>meses. A duração do defeso é definida pelo IBAMA, de acordo com a época de</p><p>reprodução de cada espécie. Estão excluídos todos demais tipos de contribuintes.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 55</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>q AUXÍLIO-ACIDENTE: pago ao segurado quando desenvolver sequela permanente que</p><p>reduza sua capacidade laborativa. Este direito é analisado pela perícia médica do INSS, no</p><p>momento da avaliação pericial. O benefício é pago como uma forma de indenização em</p><p>função do acidente e, portanto, não impede o cidadão de continuar trabalhando. Desde</p><p>1997, este benefício perdeu a sua natureza vitalícia e, atualmente, não é mais possível</p><p>receber juntamente com a aposentadoria, mas podendo receber com os demais</p><p>benefícios sim. Além disso, não se pode receber mais de um auxílio-acidente. Este</p><p>benefício não tem carência e estão excluídos do benefício os segurados na condição de</p><p>contribuinte individual ou contribuinte facultativo. No entanto, foi aprovado em 2022, o</p><p>projeto de lei 1347/2015 que prevê a concessão deste benefício ao contribuinte</p><p>individual, aguardando apenas a análise das devidas comissões para atualização.</p><p>q AUXÍLIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA (AUXÍLIO-DOENÇA): benefício pago por</p><p>incapacidade laboral temporário devido ao segurado do INSS acometido por uma doença</p><p>ou acidente, substituindo a renda mensal do mesmo. Possui carência de 12 contribuições,</p><p>porém, será isento de carência em caso de acidente de qualquer natureza ou causa e de</p><p>doença profissional ou do trabalho (analisada por perito médico vinculado ao INSS); ou</p><p>for acometido de alguma doença específicas, como por exemplo, Doença de Parkinson.</p><p>Demais Benefícios para os Segurados</p><p>CFP - Certified Financial Planner 56</p><p>q SALÁRIO-FAMÍLIA: valor pago ao empregado (inclusive o doméstico) e ao trabalhador</p><p>avulso, de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua. Isso significa que</p><p>os segurados especiais, segurados facultativos, contribuintes individuais e</p><p>Microempreendedores Individuais (MEIs) não tem direito ao Salário Família. Filhos</p><p>maiores de quatorze anos não têm direito, exceto no caso dos inválidos (para quem não</p><p>há limite de idade). Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de</p><p>renda estipulado pelo governo federal. Este benefício NÃO POSSUI CARÊNCIA.</p><p>q SALÁRIO-MATERNIDADE: Benefício devido a pessoa que se afasta de sua atividade por</p><p>motivo de nascimento de filho, adoção ou guarda judicial, aborto não criminoso ou</p><p>natimorto (feto que não sobrevive no útero da mãe ou logo após o parto). De acordo com</p><p>as decisões do STF (ADIS 2110 e 2111, votadas em 2024), não se poderá exigir carência</p><p>dos contribuintes (antigamente não havia carência apenas para o Empregado, Empregado</p><p>Doméstico ou o Trabalhador Avulso). Contudo, é exigido a qualidade de segurado. Além</p><p>disso, o salário-maternidade poderá ser pago aos homens, quando for adotante do sexo</p><p>masculino, seja para adoção, quanto para guarda para fins de adoção. Também poderá ser</p><p>pago ao homem, cônjuge ou companheiro, quando a mãe biológica vier a falecer, bem</p><p>como a um dos pais do casal homoafetivo. O benefício será pago por 120 dias.</p><p>Demais Benefícios para os Segurados</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 57</p><p>Benefícios para os Dependentes</p><p>q PENSÃO POR MORTE: este benefício, que NÃO POSSUI CARÊNCIA, mas exige</p><p>qualidade de segurado, caso o segurado não seja aposentado. Ele é pago aos</p><p>dependentes do segurado do INSS que vier a falecer ou, em caso de desaparecimento,</p><p>tiver sua morte presumida declarada judicialmente. A Lei considerada como beneficiários:</p><p>(I) o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer</p><p>condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou</p><p>mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado por juiz;</p><p>(II) os pais; e</p><p>(III) o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos</p><p>ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou</p><p>relativamente incapaz, assim declarado judicialmente.</p><p>Os dependentes de uma mesma classe concorrem entre si em igualdade de condições,</p><p>sendo que a comprovação da dependência, respeitada a sequência das classes, exclui</p><p>definitivamente o direito dos dependentes das classes seguintes. A duração do benefício é</p><p>variável conforme a idade e o tipo de beneficiário, tornando-se vitalícia para o</p><p>cônjuge/companheiro a partir dos 45 anos de idade e se o segurado falecido possuir mais</p><p>de 18 contribuições.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 58</p><p>Benefícios para os Dependentes</p><p>q AUXÍLIO-RECLUSÃO: benefício devido apenas aos dependentes, ou seja, cônjuge ou</p><p>companheiro, filhos e equiparados (até 21 anos, salvo se for inválido ou com deficiência),</p><p>pais ou irmãos do segurado de baixa renda do INSS preso em regime fechado, durante o</p><p>período de reclusão ou detenção. A partir da EC 103/2019 o valor pago corresponde a um</p><p>salário-mínimo e o segurado deverá ter realizado, no mínimo, 24 contribuições e possuir</p><p>qualidade de segurado. A duração do benefício é variável conforme a idade e o tipo de</p><p>beneficiário, bem como só será pago caso o segurado não receba remuneração da</p><p>empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, de pensão por morte, de salário-</p><p>maternidade, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço. Ainda, É</p><p>necessário que a média dos salários de contribuição apurados no período de 12 meses</p><p>anteriores ao mês do recolhimento à prisão (ou seja, nos 12 meses antes de ser preso)</p><p>esteja dentro do limite previsto pela legislação, que, em 2024, não poderia ser superior a</p><p>R$ 1.819,26 (Portaria MPS nº 2/2024).</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 59</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>Tabela dos Diretos dos Segurados & Dependentes</p><p>Benefícios do RGPS</p><p>(INSS) Empregado Empregado</p><p>Doméstico</p><p>Trabalhador</p><p>Avulso</p><p>Segurado</p><p>Especial</p><p>Contribuinte</p><p>Individual</p><p>Segurado</p><p>Facultativo</p><p>Aposentadoria</p><p>Regra Geral SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>Aposentadoria</p><p>Especial SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO</p><p>Aposentadoria</p><p>por Invalidez SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>Auxílio por</p><p>Incapacidade</p><p>Temporária</p><p>SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>Auxílio-Acidente SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO</p><p>Seguro-Defeso NÃO NÃO SIM NÃO NÃO NÃO</p><p>Salário-Maternidade SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>Salário-Família SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO</p><p>Auxílio-Reclusão SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>Pensão por Morte SIM SIM SIM SIM SIM SIM</p><p>CFP - Certified Financial Planner 60</p><p>BPC – LOAS</p><p>Segundo o site do governo (INSS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei</p><p>Orgânica da Assistência Social (LOAS) é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa</p><p>com deficiência ou pessoa idosa a partir dos 65 anos de idade que comprove não possuir</p><p>meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.</p><p>Tem direito ao BPC o brasileiro, nato ou naturalizado, e as pessoas de nacionalidade</p><p>portuguesa, desde que comprovem residência fixa no Brasil e renda por pessoa do grupo</p><p>familiar inferior a 1/4 de salário mínimo atual.</p><p>Por se tratar de um benefício assistencial, não é necessário ter contribuído para o INSS</p><p>para ter direito a ele. No entanto, este benefício não paga 13º salário e não deixa pensão</p><p>por morte. O atendimento deste serviço será realizado à distância, não sendo necessário</p><p>o comparecimento presencial nas unidades do INSS, a não ser quando solicitado para</p><p>eventual comprovação.</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 61</p><p>Fator Previdenciário</p><p>O Favor Previdenciário foi criado com o objetivo evitar solicitações de aposentadoria</p><p>excessivamente prematuras e atualmente, será usado somente quando contribuinte</p><p>escolher a regra de transição por FATOR PREVIDENCIÁRIO − PEDÁGIO DE 50%. Sua</p><p>aplicação pode aumentar ou diminuir o valor do “salário de benefício”. Sua fórmula é:</p><p>Ø f = fator previdenciário</p><p>Ø Tc = tempo de contribuição do trabalhador</p><p>Ø a = alíquota de contribuição 0,31 (11% + 20%)</p><p>Ø Es = expectativa de sobrevida do trabalhador na data da aposentadoria</p><p>Ø Id = idade do trabalhador na data da aposentadoria</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 62</p><p>0,8503 0,8879 0,9239 0,9624</p><p>0,8762 0,9149 0,9520 0,9916</p><p>0,9022 0,9420 0,9801</p><p>0,9282 0,9692</p><p>0,9544 0,9965</p><p>1,0084</p><p>0,9806</p><p>Fator Previdenciário: Tabela</p><p>RGPS (Regime Geral da Previdência Social)</p><p>Capítulo 4:</p><p>Previdência Complementar</p><p>(Aberta ou Fechada)</p><p>63</p><p>CFP - Certified Financial Planner 64</p><p>Previdência Complementar</p><p>Conceito</p><p>Existem duas formas institucionalizadas de ser realizada a previdência complementar no</p><p>Brasil e, mesmo sendo muito parecidas, elas são bem diferentes. São elas:</p><p>Ø EFPC: Entidade FECHADA de Previdência Complementar, fiscalizadas pela PREVIC;</p><p>Ø EAPC: Entidade ABERTA de Previdência Complementas, fiscalizadas pela SUSEP.</p><p>A previdência fechada, também conhecida como “Fundos de Pensão”, é realizada por ou</p><p>para empresas (Plano Patrocinado por Empregador) ou para associações (Plano Instituído</p><p>por Entidade Associativa), sendo exclusiva aos funcionários da empresa ou aos associados</p><p>destes grupos (Conselhos Profissionais, Sindicatos, Cooperativas ou Associações).</p><p>Já a previdência aberta é “aberta a qualquer pessoa”, ou seja, pode ser aderida por</p><p>qualquer participante pessoa física ou jurídica, disponibilizadas por seguradoras através</p><p>de bancos e corretoras.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 65</p><p>Entidades Fechadas (EFPC)</p><p>Conceito</p><p>As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) são sociedades limitadas ou</p><p>fundações fiscalizadas pela Previc, sem fins lucrativos, com objeto social de instituir</p><p>planos privados de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares</p><p>ou assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus participantes,</p><p>dos respectivos empregadores ou de ambos. São acessíveis exclusivamente aos</p><p>empregados de uma só empresa ou de um grupo de empresas, as quais são</p><p>denominadas patrocinadoras.</p><p>q Resolução CMN 3.792/2009: é a regulamentação onde estão as principais diretrizes</p><p>dos investimentos executados pelas EFPC para buscar rentabilizar as reservas dos</p><p>participantes dos planos de benefícios. A legislação abrange:</p><p>Ø Planos de benefícios previdenciários;</p><p>Ø Planos de assistência financeira; e</p><p>Ø Planos de gestão administrativa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 66</p><p>Entidades Fechadas (EFPC)</p><p>Patrocinada</p><p>Segundo o Governo Federal, os Patrocinadores são empresas ou grupos de empresas, a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, suas autarquias, fundações,</p><p>sociedades de economia mista e outras entidades públicas que instituam, para seus</p><p>empregados ou servidores, plano de benefícios de caráter previdenciário, administrado</p><p>por uma EFPC. O nome patrocinador surge, pois, literalmente, é um patrocínio ao plano</p><p>de previdência: a empresa contribui com um valor proporcional para o seu empregado,</p><p>podendo colocar um limitador para este benefício.</p><p>Por exemplo, para cada R$ 1,00 que o trabalhador coloca no plano, a empresa também</p><p>coloca R$ 1,00, mas este patrocínio não significa que, obrigatoriamente, deve ser igual.</p><p>Em muitos casos, o funcionário contribui com 5% e a patrocinadora, contribui com outros</p><p>4%, mas também pode ser que o funcionário contribuía com 5% e a empresa contribua</p><p>com o dobro (10%). Estes valores são acordados no início do plano.</p><p>Vale ressaltar que a parte que a empresa aporta para o seu funcionário, será lançado</p><p>como despesa no balanço da companhia e não como despesa no imposto de renda da</p><p>pessoa física.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 67</p><p>Entidades Fechadas (EFPC)</p><p>Multipatrocinada</p><p>Como vimos nas patrocinadas, as companhias podem criar seus próprios fundos de</p><p>pensão. No entanto, só tende a ser vantajoso criar um plano próprio individualizado,</p><p>quando este plano for de um alto valor. Isso ocorre por conta dos custos elevados de se</p><p>manter esta estrutura, que é muito técnica e complexa, necessitando de auditoria</p><p>externa, gestão de riscos, atuários, entre outros. Diante dessas dificuldades, surge o</p><p>conceito de Multipatrocinada, onde muitas empresas optam por aderir a uma mesma</p><p>EFPC, rateando toda essa estrutura.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Permiti a participação de empresas distintas, mantendo as características próprias</p><p>de cada plano de benefícios, de forma que se mantenha adequado à cada empresa;</p><p>Ø Cada empresa tende a ter as suas próprias regras para a adesão ao plano,</p><p>concessão dos benefícios e seu próprio estudo atuarial (perfil demográfico). Com</p><p>isso, havendo déficit atuarial na fase de pagamentos dos benefícios em algum dos</p><p>planos, não haverá corresponsabilidade financeira entre os demais planos, ou seja, a</p><p>responsabilidade recairá apenas sobre a empresa patrocinadora e seus empregados.</p><p>Ø A gestão e a administração das contribuições é unificada.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 68</p><p>Entidades Abertas (EAPC)</p><p>Conceito</p><p>Diferentemente das EFPCs, que não possuem fins lucrativos, as EAPCs são sociedades</p><p>anônimas acessíveis a quaisquer pessoas físicas e têm por objetivo instituir e operar</p><p>planos de previdência com benefícios concedidos em forma de renda continuada ou</p><p>pagamento único. A SUSEP define as EAPC como “Entidade Abertas de Previdência</p><p>Complementar ou Sociedades Seguradoras autorizada a instituir planos de Previdência</p><p>Complementar Aberta” (SUSEP, Glossário).</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Normatização cabe ao CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados);</p><p>Ø São sociedades anônimas autorizadas e fiscalizadas pela SUSEP;</p><p>Ø Acessível a qualquer pessoa física;</p><p>Ø Os planos podem ser individuais ou coletivos;</p><p>Ø Natureza contratual.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 69</p><p>Previdência Complementar</p><p>Instituído e Averbado</p><p>Existem duas maneiras das empresas participarem do plano de aposentadoria dos seus</p><p>funcionários. A primeira é pela forma “Instituído”, no qual ela participa do custeio do</p><p>plano de previdência. A segunda é chamada de “Averbado”, na qual ela não contribui com</p><p>recursos financeiros, tendo somente poderes para representar seus funcionários perante</p><p>as seguradoras ou entidades abertas.</p><p>Em relação ao plano coletivo Instituído, suas principais características são:</p><p>Ø A instituidora é a pessoa jurídica que propõe a contratação de plano coletivo,</p><p>ficando investida de poderes de representação exclusivamente para contratá-lo com</p><p>a seguradora ou com a Entidade Aberta (EAPC);</p><p>Ø Participa do custeio do plano (total ou parcialmente);</p><p>Ø As contribuições feitas pela empresa Instituidora pela forma de PGBL, podem ser</p><p>utilizadas como despesa operacional (até o limite de 20% da folha salarial total dos</p><p>participantes do plano) para abatimento da base de cálculo do IRPJ e da CSLL;</p><p>Ø Sobre estas contribuições, não incidem encargos trabalhistas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 70</p><p>Previdência Complementar</p><p>Vesting</p><p>O conceito de Vesting é “conjunto de cláusulas que o participante (funcionário), tendo</p><p>expresso e prévio conhecimento, é obrigado a cumprir para que lhe possam ser</p><p>oferecidos e postos a sua disposição os recursos da provisão decorrente das</p><p>contribuições pagas pela empresa instituidora do plano”. Desta forma, será informado os</p><p>percentuais de direito da parte alocada pela empresa instituidora do plano, conforme as</p><p>regras descritas (usualmente essas regras se referem ao tempo de serviço prestado à</p><p>empresa ou da vinculação do plano de previdência).</p><p>Assim, se o trabalhador sair da empresa, podem ser dadas até 4 opções a ele:</p><p>Ø Autopatrocínio: situação em que ele assume as duas partes de contribuição (a</p><p>dele e a da patrocinadora);</p><p>Ø Benefício Proporcional Diferido: o empregado escolhe parar de contribuir, mas</p><p>deixa o valor acumulado rendendo</p><p>para retirar a integralidade do valor quando</p><p>estiver elegível a se aposentar.;</p><p>Ø Resgate: empregado resgata o valor acumulado;</p><p>Ø Portabilidade: empregado transfere para outro plano de previdência.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 71</p><p>Previdência Complementar</p><p>Eventos Geradores de Benefícios</p><p>São três os tipos de eventos que podem gerar benefícios aos beneficiários dos planos de</p><p>previdência aberta (desde que o benefício esteja contemplado no plano. São eles:</p><p>Ø Sobrevivência: Permite ao participante que sobreviver ao período de acumulação</p><p>contratado, escolher o recebimento de benefício de aposentadoria (caráter vitalício</p><p>ou temporário);</p><p>Ø Morte: Garante pagamento ao(s) beneficiários(s) indicados na proposta, de um</p><p>benefício em decorrência da morte do participante no período de cobertura, desde</p><p>que cumprido o prazo de carência, se houver;</p><p>Ø Invalidez: Garante um benefício ao próprio participante, em decorrência de sua</p><p>invalidez total e permanente no período de cobertura, desde que cumprido o prazo</p><p>de carência, se houver.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 72</p><p>Previdência Complementar</p><p>Conceito</p><p>Segue abaixo, significados importantes da Previdência Complementar:</p><p>Ø Plano: Conjunto de regras estabelecidas em regulamento e Nota Técnica Atuarial,</p><p>com objetivo de atender de forma geral ou particular, às necessidades</p><p>previdenciárias dos participantes. Junto ao plano aderido, o participante poderá</p><p>contratar espontaneamente seguros como de vida, doenças graves, invalidez caso</p><p>haja a opção disponível no plano.</p><p>Ø Benefício: Pagamento em dinheiro efetuado pela entidade ao participante ou</p><p>beneficiário em contrapartida às contribuições feitas para custeio do plano.</p><p>Ø Participante: Pessoa física que contrata um plano de Previdência.</p><p>Ø Ativo: Participante que não se encontra em gozo de benefício.</p><p>Ø Assistido: Participante, ou seus beneficiários, que se encontram em gozo de</p><p>benefício de aposentadoria ou pensão previsto no plano.</p><p>Ø Período de Diferimento: Período que estarão ocorrendo as contribuições.</p><p>Ø Período de Benefício: Período que o Assistido estará recebendo a renda</p><p>contratada do plano.</p><p>Ø Período de Cobertura: Período que engloba o Período de Diferimento, mais o</p><p>Período de Benefício, ou seja, do início ao fim do plano.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 73</p><p>Previdência Complementar</p><p>Tipos de Planos</p><p>Os planos de previdência complementar, tanto na previdência aberta, quanto na fechada,</p><p>podem ser constituídos em até três tipos de planos que são:</p><p>Ø Benefício Definido (BD)</p><p>Ø Contribuição Definida (CD)</p><p>Ø Contribuição Variável (CV)</p><p>Comercialmente, o que ocorre hoje em dia, é que os planos de Benefício Definido (BD) e</p><p>Contribuição Definida (CD) são utilizados nos planos de Entidades Fechadas de</p><p>Previdência Complementar, os fundos de pensão. Já a Contribuição Variável (CV) é muito</p><p>utilizada dentro das Entidades Abertas (EAPCs) por ser a mescla do BD com o CD,</p><p>conforme iremos aprender a seguir.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 74</p><p>Previdência Complementar</p><p>Benefício Definido (BD)</p><p>Os planos classificados como Benefício Definido (BD) tem como principal característica</p><p>que o participante tenha o valor da sua renda pré-determinada desde a adesão do plano,</p><p>contribuindo através de um fundo mútuo entre todos os participantes, com a sua</p><p>contribuição sendo calculada em função do seu benefício. Estes planos possuem portanto</p><p>o princípio do mutualismo contributivo, onde o custo (incluindo o risco de um déficit</p><p>atuarial) sendo distribuído entre todos: o patrocinador, os participantes e os assistidos.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Sua tributação SEMPRE será TABELA PROGRESSIVA (compensável), ou seja, não é</p><p>possível escolher a tabela regressiva neste tipo de plano;</p><p>Ø Contribuição é calculada em função do benefício;</p><p>Ø Valor do Benefício Definido no início do plano;</p><p>Ø Taxa de Carregamento de Máximo de 30%;</p><p>Ø Risco de Mutualismo (todos arcam com o déficit atuarial);</p><p>Ø Sua utilização ocorre principalmente em EFPCs (Entidades Fechadas);</p><p>Ø Neste plano, o participante poderá resgatar os seus recursos ou converter em</p><p>qualquer tipo de renda.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 75</p><p>Previdência Complementar</p><p>Contribuição Definida (CD)</p><p>Os planos classificados como Contribuição Definida (CD) tem como principal característica</p><p>serem aplicações financeiras em contas individualizadas desde a adesão do plano, ou seja,</p><p>é uma poupança individualizada em um plano previdenciário. Ao invés de se ter um</p><p>“Benefício Definido”, este plano será de um benefício Indefinido, pois dependerá dos</p><p>valores acumulados e do resultado financeiro do plano.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Sua tributação poderá ser alterada de Progressiva para Regressiva;</p><p>Ø Valor da Contribuição Definida;</p><p>Ø Taxa de Carregamento de Máximo de 10%;</p><p>Ø NÃO possui risco de déficit atuarial;</p><p>Ø Sua utilização ocorre principalmente em EFPCs (Entidades Fechadas).</p><p>Ø Neste plano, o participante SOMENTE PODERÁ RESGATAR os seus recursos ou</p><p>converter em RENDA PRAZO CERTO;</p><p>Ø NÃO é possível converter em renda vitalícia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 76</p><p>Previdência Complementar</p><p>Contribuição Variável (CV)</p><p>Os planos classificados como Contribuição Variável (CV) tem como principal característica</p><p>serem um plano misto que combina as modalidades Benefício Definido (BD) e</p><p>Contribuição Definida (CD). Durante o período de contribuição, o participante possui sua</p><p>conta individualizada (CD) e no momento da aposentadoria ele pode converter em</p><p>qualquer tipo de renda (BD – Benefícios Pré-Determinados). Os planos do tipo VGBL e</p><p>PGBL somente podem ser constituídos sob a forma de Contribuição Variável.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Sua tributação poderá ser alterada de Progressiva para Regressiva;</p><p>Ø Taxa de Carregamento de Máximo de 10%;</p><p>Ø Sua utilização ocorre em EAPCs;</p><p>Ø Neste plano o participante poderá converter em qualquer tipo de renda;.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 77</p><p>FASE DE PAGAMENTO</p><p>DAS CONTRIBUIÇÕES</p><p>FASE DE PAGAMENTO</p><p>DOS BENEFÍCIOS</p><p>Ø FIE: Fundos de Investimentos</p><p>Ø Contribuições</p><p>Ø Carregamento</p><p>Ø Taxa de Adm. Financeira</p><p>Ø Taxa performance</p><p>Ø Resgates</p><p>Ø Portabilidade</p><p>Ø Carências</p><p>Ø Risco do produto</p><p>Ø Incentivo Fiscal</p><p>Ø Tributação</p><p>Ø Benefícios</p><p>Ø Parâmetros Técnicos:</p><p>o Tábua biométrica;</p><p>o Taxa de juros;</p><p>o Excedente financeiro.</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>Tipos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 78</p><p>Os planos de previdência investem através dos FIE que são “Fundos de Investimento</p><p>Especialmente constituído ou o fundo de investimento em quotas de fundos de</p><p>investimento especialmente constituídos, CUJOS ÚNICOS QUOTISTAS sejam, direta ou</p><p>indiretamente, sociedades seguradoras e EAPC (Entidades Abertas de Previdência</p><p>Complementar) ou, no caso de fundo com patrimônio segregado, segurados e</p><p>participantes de planos VGBL ou PGBL” (Circular SUSEP 338/07).</p><p>Desta forma, os ativos dos fundo em previdência pertencem a seguradora, fazendo com</p><p>que o cotista tenha, além do risco dos ativos que compõem a carteira de investimentos do</p><p>FIE, o risco da seguradora. Esta é a grande diferença entre um FIE (Fundos de</p><p>Investimentos na previdência) e os FI (Fundos de Investimentos comercializados no</p><p>mercado), pois, no restante, possuem similaridades: não garantem rentabilidade;</p><p>repassam 100% do retorno para o segurado, descontados os custos; possuem políticas de</p><p>investimentos; regras para a composição da carteira; etc.</p><p>Vale ressaltar dois pontos: (1) os recursos dos participantes nos FIE, em caso de sucessão,</p><p>não entrarão em inventário; e (2) o gestor do FIE deve ser registrado na CVM e seguir as</p><p>suas mesmas obrigações.</p><p>FIE: Fundos de Investimentos</p><p>Características Técnicas dos Planos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 79</p><p>Cada Entidade de Previdência pode definir qual o valor a ser cobrado de taxa de</p><p>administração e de carregamento dos seus fundos de previdência no seu período de</p><p>diferimento (período de acumulação), além dos benefícios que o plano ter quando houver</p><p>conversão de renda (taxa de juros e excedente financeiro). Desta forma, o investidor</p>

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