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19ª EDIÇÃO
RIO DE JANEIRO
2021 
REALIZAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS
SUPERVISÃO E COORDENAÇÃO METODOLÓGICA
DIRETORIA DE ENSINO TÉCNICO
ASSESSORIA TÉCNICA
RODRIGO MAIA JORGE - 2021 
MAURÍCIO VIOT – 2020/2019
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS – GERÊNCIA DE CONTEÚDO E PLANEJAMENTO
PICTORAMA DESIGN
É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou de partes dele, 
sob quaisquer formas ou meios, sem permissão expressa da Escola.
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da Escola de Negócios e Seguros
E73p Escola de Negócios e Seguros. Diretoria de Ensino Técnico.
 Previdência complementar / Supervisão e coordenação metodológica da 
 Diretoria de Ensino Técnico; assessoria técnica de Rodrigo Maia Jorge. 
 -- 19. ed.-- Rio de Janeiro : ENS, 2021.
 96 p. ; 28 cm
 
 1. Previdência complementar. I. Jorge, Rodrigo Maia II. Título.
0021-2553 CDU 368.025.55 (072)
A 
Escola de Negócios e Seguros promove, desde 1971, diver-
sas iniciativas no âmbito educacional, que contribuem 
para um mercado de seguros, previdência complementar, 
capitalização e resseguro cada vez mais qualificado.
Principal provedora de serviços voltados à educação continuada, para 
profissionais que atuam nessa área, a Escola de Negócios e Seguros 
oferece a você a oportunidade de compartilhar conhecimento e expe-
riências com uma equipe formada por especialistas que possuem sólida 
trajetória acadêmica.
A qualidade do nosso ensino, aliada à sua dedicação, é o caminho 
para o sucesso nesse mercado, no qual as mudanças são constantes 
e a competitividade é cada vez maior.
Seja bem-vindo à Escola de Negócios e Seguros.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 1. PREVIDÊNCIA SOCIAL 8
 A CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURIDADE SOCIAL 9
 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA SEGURIDADE SOCIAL 11
 FONTES DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL 12
Receitas que Compõem o Orçamento 12
 O DIREITO À PREVIDÊNCIA 13
Organização da Previdência 14
Benefícios 14
 CONSIDERAÇÕES GERAIS 15
 FIXANDO CONCEITOS 1 16
 2. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 19
 UM POUCO DE HISTÓRIA 20
 UMA ALTERNATIVA DE POUPANÇA 21
 ESTRUTURA DO SISTEMA 22
Entidades Abertas de Previdência Complementar – EAPC 23
Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC 23
 FIXANDO CONCEITOS 2 25
SUMÁRIO
INTERATIVO
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 3. PLANOS DE ENTIDADES ABERTAS 
 DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 29
 ESTRUTURA BÁSICA 30
 MODALIDADES DE ESTRUTURAÇÃO DAS COBERTURAS 32
Benefício Definido 32
Contribuição Variável 33
 PERÍODOS DE DIFERIMENTO E COBERTURA 34
 ADMISSÃO 35
Proposta de Inscrição 35
Certificado 36
 CONTRIBUIÇÕES 36
 CARREGAMENTO 37
 VALORES GARANTIDOS 38
 GARANTIAS TÉCNICAS 39
 APURAÇÃO DE RESULTADOS 40
 FIXANDO CONCEITOS 3 41
 4. PLANOS COM COBERTURA 
 POR SOBREVIVÊNCIA 44
 COMERCIALIZAÇÃO 45
Tipos de Planos de Cobertura por Sobrevivência 45
Regras para os Fundos de Investimento Especialmente Constituídos 49
 MODALIDADES DE RENDA 50
 FATORES QUE INFLUENCIAM O VALOR DA RENDA A SER 
 RECEBIDA EM FUNÇÃO DA SOBREVIVÊNCIA 51
Parâmetros Técnicos 51
Taxas Cobradas 52
Modalidade de Renda e Idade de Aposentadoria 52
Montante Acumulado 53
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 VALORES GARANTIDOS NO PERÍODO DE DIFERIMENTO 54
Resgate 54
Portabilidade 55
 FIXANDO CONCEITOS 4 59
 5. PLANOS COM COBERTURA DE RISCO 63
 PLANOS COM COBERTURA DE RISCO 
 – MORTE E INVALIDEZ TOTAL E PERMANENTE 64
 PLANOS QUE PAGAM BENEFÍCIO POR INVALIDEZ 65
Plano de Renda por Invalidez 65
Plano de Renda por Invalidez com Prazo Mínimo Garantido 65
Plano de Pecúlio por Invalidez 66
 PLANOS QUE PAGAM BENEFÍCIO POR MORTE 67
Plano de Pensão ao Cônjuge ou Companheiro(a) 67
Plano de Pensão aos Menores 68
Plano de Pensão por Prazo Certo 68
Plano de Pecúlio por Morte 69
 FIXANDO CONCEITOS 5 70
 6. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 72
 ASPECTOS TRIBUTÁRIOS 73
PGBL x VGBL 74
Legislação 76
Dedução 77
Tributação 78
Formas de Pagamento do Imposto 80
 ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 84
 ATUALIZAÇÃO DE VALORES 85
 FIXANDO CONCEITOS 6 89
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ESTUDOS DE CASO 92
 GABARITO 93
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 96
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 8
UNIDADE 101
PREVIDÊNCIA
SOCIAL
 ■ Conhecer o Sistema de 
Previdência Brasileiro 
(Seguridade Social, 
Previdência Social e 
Previdência Privada) 
considerando seus 
componentes, público e 
privado, relacionando-
os à administração de 
planos previdenciários e às 
negociações comerciais. 
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
 ■ Compreender a Previdência 
Social por meio da 
análise de seus órgãos e 
dos regimes que adota, 
qualificando seus segurados 
e dependentes, bem como 
seus respectivos benefícios.
⊲ A CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA 
DE SEGURIDADE SOCIAL
⊲ PRINCÍPIOS BÁSICOS 
DA SEGURIDADE SOCIAL
⊲ FONTES DE CUSTEIO 
DA SEGURIDADE SOCIAL
⊲ O DIREITO À PREVIDÊNCIA
⊲ FIXANDO CONCEITOS 1
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 9
UNIDADE 1
 A CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA 
 DE SEGURIDADE SOCIAL 
A ideia de proteção está intimamente associada ao instinto de sobrevi-
vência, ao sentimento de insegurança e à incerteza. No entanto, durante 
séculos, os indivíduos se viram desprovidos de qualquer ação por parte 
dos governos que viesse a protegê-los na velhice ou em caso de doença e 
incapacidade física. A previdência estava, diretamente, ligada à livre inicia-
tiva de caráter assistencial e não, propriamente, previdencial.
Nesse dualismo – assistência ou previdência –, cresceu a Previdência Social 
Brasileira, que passou, nos últimos anos, por várias mudanças conceituais 
e estruturais, compreendendo, entre outros aspectos, o grau de cobertura, 
o elenco de benefícios oferecidos e a forma de financiamento do sistema.
Com essa evolução, a Previdência Social Brasileira adquiriu personalidade 
própria, expandindo consideravelmente sua área de atuação e constituin-
do-se, efetivamente, em um sistema de seguridade social.
Entende-se por seguridade social “um conjunto integrado de ações de 
iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar 
os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social”, como 
disposto no artigo 194 da Constituição Brasileira.
Previdência é um sistema que, mediante contribuições, tem por finalida-
de assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, 
decorrentes de incapacidade física, desemprego involuntário, idade avan-
çada, tempo de contribuição ou morte.
A história da Previdência, no Brasil, foi marcada por fatos relevantes, con-
forme se observa no quadro a seguir.
UNIDADE 1
10PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ Regulamentação do direito à aposentadoria dos empregados dos 
Correios, por meio do Decreto 9.912-A, de 26 de março de 1888.
 ■ Criação de uma Caixa de Aposentadoria e Pensões para os empre-
gados de cada empresa ferroviária, em 24 de janeiro de 1923, por 
meio do Decreto 4.682, conhecido como Lei Elói Chaves e consi-
derado um marco inicial na história previdenciária.
 ■ Criação de uma Caixa Única de Aposentadoria e Pensões dos Fer-
roviários e Empregados em Serviços Públicos, por meio do Decre-
to 34.586, de 12 de novembro de 1953.
 ■ Em 26 de agosto de 1960, a Lei 3.807 criou a Lei Orgânica de Pre-
vidência Social – LOPS –, unificando a legislação referente aos Ins-
titutos de Aposentadorias e Pensões.
 ■ Criação do Instituto Nacional de Previdência Social – INPS –, por 
meio do Decreto-Lei 72, de 21 de novembro de 1966, que reuniu seis 
dos sete Institutos de Aposentadoria e Pensões até então existentes.
 ■ Criação do Ministério da Previdência e Assistência Social, des-
membrado do Ministério do Trabalho e Previdência Social por 
meio da Lei 6.036, de 1o de maio de 1974.
 ■ A Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a organiza-
ção da seguridade social e institui o novo Plano de Custeio, sendo 
regulamentada pelo Decreto 2.173, de 5 depermitindo o acompanhamento diário da rentabi-
lidade dos diversos fundos e viabilizando a comparação entre a 
rentabilidade dos diversos planos. Após vermos todos os planos, 
falaremos mais sobre os fundos de investimento.
Plano Gerador de Benefício Livre Programado 
(PGBL Programado) 
Funciona exatamente como o PGBL, porém conta com a possibili-
dade de contratação, durante o período de diferimento, de paga-
mentos financeiros programados, na forma definida no Regula-
mento e na Nota Técnica Atuarial.
Plano Previdência Vida Planejada
É quando, no ato da contratação de um PGBL ou PGBL Progra-
mado, o FIE já prevê um percentual decrescente de exposição a 
investimentos de maior risco durante o período de diferimento.
Plano com Desempenho Referenciado (PDR) 
Quando apresentar, durante o período de diferimento, garantia 
mínima de desempenho, segundo critérios definidos no plano, e a 
reversão, parcial ou total, de resultados financeiros, sendo também 
sempre estruturado na modalidade de contribuição variável.
Plano com Remuneração Garantida e Performance 
sem Atualização (PRSA)
Quando garantir aos participantes, durante o período de diferi-
mento, remuneração por meio da contratação de taxa de juros 
e a reversão, parcial ou total, de resultados financeiros e sempre 
estruturados na modalidade de contribuição variável.
Plano com Remuneração Garantida e Performance 
(PRGP)
Quando garantir aos participantes, durante o período de diferi-
mento, remuneração por meio da contratação de índice de atuali-
zação de valores mais taxa de juros e a reversão, parcial ou total, 
de resultados financeiros.
Plano com Atualização Garantida e Performance 
(PAGP)
Quando garantir aos participantes, durante o período de diferimento, 
por meio da contratação de índice de preços, apenas a atualização 
de valores e a reversão, parcial ou total, de resultados financeiros. 
Plano de Renda Imediata (PRI)
Quando, mediante contribuição única, garantir o pagamento do 
benefício por sobrevivência, sob a forma de renda imediata.
Atenção
FIE é o fundo de investimento 
especialmente constituído ou o fundo 
de investimento em quotas de fundos 
de investimento especialmente 
constituídos, cujos únicos quotistas 
sejam, direta ou indiretamente, 
sociedades seguradoras e entidades 
abertas de Previdência Complementar 
ou no caso de fundo com patrimônio 
segregado, segurados e participantes 
de planos VGBL – Vida Gerador de 
Benefício Livre – ou PGBL – Plano 
Gerador de Benefício Livre.
UNIDADE 4
48PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Plano Tradicional
Nada mais é do que um plano com cobertura por sobrevivência, 
estruturado na forma de benefício definido ou de contribuição 
variável, com a característica de garantir, durante a fase de acumu-
lação dos recursos (período de diferimento), algum tipo de remune-
ração mínima garantida (normalmente IGPM + 6% a.a.). Além disso, 
era comum a possibilidade de reversão de resultados financeiros 
(excedentes) durante a fase de acumulação ou de pagamento do 
benefício sob a forma de renda.
PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA DURANTE A FASE DE ACUMULAÇÃO
PLANO MODALIDADE
PERÍODO DE ACUMULAÇÃO DOS RECURSOS – PERÍODO DE DIFERIMENTO
REMUNERAÇÃO (TAXA 
DE JUROS)
ATUALIZAÇÃO 
(ÍNDICE DE 
PREÇOS)
REVERSÃO DE RESULTADOS 
FINANCEIROS
PGBL
CV
Não há garantia de taxa 
de juros. A remune-
ração é baseada na 
rentabilidade da carteira 
do FIE em que estão 
aplicados os recursos.
Não há.
Não há, pois a totalidade da rentabilida-
de é repassada ao participante.
PGBL 
Programado
Não há, mas pode oferecer a possibili-
dade de contratação, durante o período 
de diferimento, de pagamentos finan-
ceiros programados.
PDR
Com garantia mínima de desempenho, 
segundo critérios definidos no plano, e 
a reversão, parcial ou total, de resulta-
dos financeiros.
PRSA
Contratada 
até 6% a.a. É obrigatória, com base em percentual 
 contratado.PRGP
CV ou BD
Com base em 
índice de preços 
contratado.
PAGP Não há.
Planos 
Tradicionais
Pode ser contratada 
até 6% a.a.
Pode ser prevista.
CV – Contribuição Variável 
BD – Benefício Definido
Atenção
O PRGP e o PAGP podem ser estruturados na modalidade de contribuição variável 
ou na modalidade de benefício definido.
Em todos os tipos de plano, poderão ser previstos, contratualmente, a reversão de resul-
tados financeiros durante o período de pagamento do benefício sob a forma de renda.
Atenção
Apesar de não serem mais 
comercializados, você pode 
encontrar clientes que ainda são 
participantes de um Plano Tradicional 
de previdência, fortemente 
comercializado na década de 90. 
UNIDADE 4
49PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 — Regras para os Fundos de 
Investimento Especialmente 
Constituídos
Conforme determinado pela SUSEP, todos os planos aqui apresentados, 
com exceção do Plano Tradicional, podem ter as carteiras de seus “Fundos 
de Investimento Especialmente Constituídos” estruturadas sob as seguin-
tes modalidades:
 ■ Unicamente por títulos de emissão do Tesouro Nacional ou do Ban-
co Central do Brasil e créditos securitizados do Tesouro Nacional.
 ■ Por títulos de emissão do Tesouro Nacional ou do Banco Central do 
Brasil, por créditos securitizados do Tesouro Nacional e por investi-
mentos de renda fixa, nas modalidades e dentro dos critérios, diver-
sificação e diversidade admitidos pela regulamentação vigente.
 ■ Nas modalidades, critérios de diversificação, diversidade e demais 
aspectos admitidos pela regulamentação vigente, sendo que os 
investimentos de renda variável obedecerão aos limites mínimo e 
máximo de aplicação sobre o patrimônio líquido do FIE, nos termos 
estabelecidos em normativo específico da Conselho Monetário 
Nacional – CMN.
Já o Conselho Monetário Nacional – CMN determina os limites das apli-
cações de planos abertos de previdência complementar e de seguros de 
pessoas com cobertura por sobrevivência, cuja remuneração esteja cal-
cada na rentabilidade de carteiras de investimentos durante o prazo de 
diferimento. Os mais importantes para você conhecer são:
 ■ na modalidade Renda Fixa: até 100% (cem por cento), observados 
os limites especificados na resolução; 
 ■ na modalidade Renda Variável: até 70% (setenta por cento), obser-
vados os limites especificados na resolução.
Já as aplicações em Renda Variável dos mesmos planos destinados exclu-
sivamente a Investidores Qualificados podem chegar a até 100% (cem por 
cento) do capital investido.
Apesar de existirem outras possibilidades previstas pelo CMN, os fundos 
que você mais encontrará no mercado são aqueles com 100% do capital 
investido em Renda Fixa e aqueles com um percentual do capital investido 
em Renda Fixa e outro em Renda Variável.
Vale ainda ressaltar que o seu papel como corretor será identificar os fundos oferecidos pelas 
empresas com as quais você for trabalhar e apresentar as opções ao seu cliente. A escolha 
será dele e você deverá se certificar de que ele esteja confortável com isso. 
O conceito de investidores 
qualificados é definido pela 
Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM). De acordo com as 
normas vigentes (Instrução CVM 
554/2019), são considerados 
investidores qualificados: 
(I) investidores profissionais; 
(II) pessoas naturais ou jurídicas 
que possuam investimentos 
financeiros em valor superior 
a R$ 1.000.000,00 e que, 
adicionalmente, atestem por 
escrito sua condição de investidor 
qualificado mediante termo 
próprio; 
(III) pessoas naturais que tenham 
sido aprovadas em exames de 
qualificação técnica ou possuam 
certificações aprovadas pela 
CVM como requisitos para o 
registro de agentes autônomos de 
investimento;
(IV) clubes de investimento 
cuja carteira seja gerida por 
um ou mais cotistas que sejam 
investidores qualificados.
UNIDADE 4
50PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Observação
Cada FIE possui uma taxa de administração que incide sobre o patrimônio líquido do 
fundo e cobre as despesas com a administraçãodos recursos. Essa taxa, apesar de ser 
visualizada em um percentual anual, é descontada diariamente. Quando você for avaliar 
a rentabilidade de um determinado plano de previdência, ou seguro por sobrevivência, 
é importante considerar que ela já é demonstrada líquida da taxa de administração, ou 
seja, o impacto da taxa já está considerado no resultado. 
 MODALIDADES DE RENDA 
Finda a fase de acumulação de recursos, o participante pode optar por 
receber, à vista, o saldo acumulado em sua provisão matemática de bene-
fícios a conceder ou transformá-la em um tipo de renda, cujo valor é calcu-
lado em função da idade, da modalidade de renda escolhida e dos parâ-
metros técnicos do plano contratado (taxa de juros e tábua biométrica). As 
modalidades de renda são:
Renda Mensal Vitalícia
Consiste em uma renda mensal a ser paga vitalícia e exclu-
sivamente ao participante a partir da data escolhida para con-
cessão do benefício. O pagamento da renda cessa com a morte 
do participante.
Renda Mensal Temporária
Consiste em uma renda mensal a ser paga temporária e exclu-
sivamente ao participante, cessando com o seu falecimento ou 
com o fim da temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro.
Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido
Consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir 
da data escolhida para concessão do benefício. No entanto, se 
durante o período de percepção da renda ocorrer o falecimento do 
participante, antes de ter completado o prazo mínimo de garantia 
escolhido, a renda será paga aos beneficiários pelo período res-
tante do prazo mínimo de garantia.
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário 
Indicado 
Consiste em uma renda mensal paga vitaliciamente ao participante 
a partir da data escolhida para concessão do benefício. Ocorrendo 
o falecimento do participante, durante a percepção dessa renda, 
um percentual do seu valor estabelecido na proposta será rever-
tido vitaliciamente ao beneficiário indicado. Na hipótese de faleci-
mento do beneficiário, antes do participante e durante o período 
UNIDADE 4
51PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
de percepção da renda, a reversibilidade da renda estará extinta, 
sem direito a compensações ou devoluções dos valores pagos. 
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com 
Continuidade aos Menores
Consiste em uma renda mensal paga vitaliciamente ao participan-
te a partir da data escolhida para concessão do benefício. Ocor-
rendo o falecimento do participante durante a percepção dessa 
renda, um percentual do seu valor estabelecido na proposta será 
revertido vitaliciamente ao cônjuge e na falta deste, será reversível 
temporariamente aos menores até que o mais novo complete uma 
idade para maioridade estabelecida no regulamento do plano.
Renda Mensal por Prazo Certo
Consiste em uma renda mensal a ser paga por um prazo preestabe-
lecido ao participante/assistido. O participante indicará, na proposta 
de inscrição, o prazo máximo contado a partir da data de conces-
são do benefício, em que será efetuado o pagamento da renda. Se 
durante o período de pagamento do benefício, ocorrer o falecimen-
to do participante/assistido antes da conclusão do prazo indicado, o 
benefício será pago ao beneficiário (ou beneficiários), na proporção 
de rateio estabelecida, pelo período restante do prazo determinado.
O pagamento da renda cessará com o término do prazo 
estabelecido.
 FATORES QUE INFLUENCIAM 
 O VALOR DA RENDA A SER 
 RECEBIDA EM FUNÇÃO DA 
 SOBREVIVÊNCIA 
 — Parâmetros Técnicos
Estudamos, com o fim da fase de acumulação de recursos, que o partici-
pante pode optar por receber, à vista, o saldo acumulado em sua provisão 
matemática de benefícios a conceder ou transformá-la em um tipo de ren-
da, cujo valor é calculado em função da idade, da modalidade de renda 
escolhida e dos parâmetros técnicos do plano contratado (taxa de juros e 
tábua de mortalidade).
Observação
Todos os planos 
podem oferecer essas 
modalidades de renda.
Atenção
A Renda Mensal por Prazo 
Certo é a única renda não 
estruturada em um regime 
atuarial, sendo, portanto, uma 
renda financeira..
UNIDADE 4
52PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Observação
Em 2010, a SUSEP adotou as tábuas BR-EMS como tábuas padrão (standard) para o mercado 
segurador brasileiro (Circular SUSEP nº 402, de 18/03/2010). A tábua, denominada Experiência 
do Mercado Segurador Brasileiro, BR-EMS, consiste em quatro variantes abrangendo as cober-
turas de sobrevivência e mortalidade, masculina e feminina, sendo atualizada a cada cinco anos. 
Com relação à taxa de juros, a regulamentação estabelece que no período 
(ou períodos) em que houver garantia mínima de remuneração, a taxa de 
juros contratualmente prevista deverá respeitar o limite fixado pela SUSEP, 
observado o máximo de 6% a.a. ou seu equivalente efetivo mensal.
Já para as tábuas de mortalidade, a regulamentação estabelece que a tábua 
de mortalidade utilizada para cálculo do fator de renda será aquela definida 
no plano submetido à aprovação da SUSEP, devendo ser observado o limite 
máximo da taxa de mortalidade constante da tábua AT-2000 Male.
Observe que a regulamentação impõe limites, tanto para a taxa de juros 
quanto para a tábua biométrica, que podem ser utilizados na estrutura-
ção de um plano de Previdência Complementar Aberta com cobertura por 
sobrevivência. Esse cuidado decorre do risco que a EAPC tem no caso de 
uma melhora na expectativa de vida ou de uma redução dos juros reais.
Na apostila “Risco e Precificação de Benefícios” você poderá ver, de forma 
detalhada, um comparativo entre diferentes tábuas biométricas conside-
rando diferentes taxas de juros.
 — Taxas Cobradas
Quanto maiores forem as taxas cobradas (carregamento ou administração), 
maior será o impacto negativo na acumulação dos recursos. Faz parte, por-
tanto, do papel do corretor identificar as melhores opções disponíveis no 
mercado e oferecer para o seu cliente.
 — Modalidade de Renda e 
Idade de Aposentadoria
A tábua biométrica e a taxa de juros contribuem de forma significativa no 
cálculo do valor de renda. Entretanto, se agora fixarmos a tábua biométrica 
e a taxa de juros, veremos que a modalidade de renda escolhida afetará 
também o valor a ser recebido.
UNIDADE 4
53PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Suponha, por exemplo, uma família constituída da seguinte forma: homem 
com 60 anos, mulher com 58 anos, com um filho de 10 anos. Suponha que 
esse homem tenha um plano de Previdência (as bases técnicas do plano 
são AT-2000 e 3% a.a.), com saldo acumulado de R$ 1.000.000,00, que 
será transformado em renda. A seguir, apresentaremos os valores de ren-
da, calculados com essas informações:
 ■ renda mensal vitalícia: R$ 5.141,30;
 ■ renda mensal vitalícia reversível 100% ao cônjuge: R$ 4.255,38;
 ■ renda mensal vitalícia reversível 100% ao cônjuge com continuida-
de de 100% aos menores: R$ 4.240,64;
 ■ renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido de 15 anos: R$ 
4.871,03; 
 ■ renda mensal temporária de 15 anos: R$ 7.439,24.
Essas diferenças são explicadas em função das diferenças existentes 
entre os compromissos assumidos pelas entidades de Previdência. 
Exemplo: Observe que o valor da renda mensal vitalícia é maior do que o 
valor da renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge. Isso porque enquanto 
no primeiro caso, a obrigação da EAPC termina com a morte do participante, 
no segundo caso, essa obrigação pode continuar a existir, bastando para 
isso, que no momento da morte do participante, o seu cônjuge esteja vivo. 
Raciocínio análogo pode ser feito para as outras modalidades de renda.
Caso as idades no nosso exemplo fossem diferentes (suponha que o 
homem não tenha 60 anos, mas sim 58 anos), todos os valores seriam 
alterados. O valor, por exemplo, da renda mensal vitalícia seria menor do 
que os R$ 5.141,30 calculados anteriormente, pois agora, a EAPC espera 
ter um compromisso maior (a chance de se pagaremrendas vitalícias para 
uma pessoa de 58 anos é maior do que para uma pessoa de 60 anos).
Novamente, chamamos a atenção dos alunos que os valores anterior-
mente apresentados são decorrentes de cálculos atuariais complexos, 
que fogem ao objetivo do curso.
 — Montante Acumulado
Quanto maior o montante acumulado no momento da aposentadoria, 
maior será o valor do benefício. Portanto, é fundamental que os participan-
tes fiquem atentos aos custos envolvidos na contratação do plano, bem 
como na rentabilidade auferida pelo plano durante a fase de acumulação 
dos recursos – período de diferimento.
No caso do carregamento, é evidente que quanto menor for esse custo, 
maior será a parcela da contribuição destinada à formação da provisão 
matemática de benefícios a conceder (reserva que financiará a renda).
UNIDADE 4
54PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Similar ao carregamento, a rentabilidade auferida ao longo dos anos 
terá forte influência sobre o montante acumulado. Um aporte único de 
R$ 1.000,00 transforma-se, ao final de 20 anos, em R$ 10.892,55 ou em 
R$ 13.812,66, dependendo se a rentabilidade do plano será igual a 1% 
ou a 1,1% ao mês, respectivamente.
 VALORES GARANTIDOS NO 
 PERÍODO DE DIFERIMENTO 
Nos Planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura por 
sobrevivência, é obrigatória a previsão de dois valores garantidos: res-
gate e portabilidade.
 — Resgate
O participante poderá solicitar, independentemente do número de contri-
buições pagas, resgate parcial ou total de recursos do saldo da provisão 
matemática de benefícios a conceder, após o cumprimento de período de 
carência, que deverá estar compreendido entre 60 dias e 60 meses, a 
contar da data de protocolo da proposta de inscrição na EAPC.
Uma vez solicitado o primeiro resgate, outro pedido somente pode ser 
feito após o cumprimento de intervalo estabelecido no plano, que deverá 
estar compreendido entre 60 dias e 6 meses.
Entretanto, devemos ficar atentos ao fato de que os resgates ficarão sus-
pensos enquanto não quitadas todas as contraprestações relativas à assis-
tência financeira contratada pelo participante, na proporção correspon-
dente ao saldo devedor da assistência financeira, acrescidos dos impostos 
e carregamentos devidos.
UNIDADE 4
55PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Atenção
Nos planos estruturados na modalidade de benefício definido é vedado o resgate parcial.
Nos planos com estrutura puramente financeira, na ocorrência de invalidez ou morte do 
participante, os saldos da provisão matemática de benefícios a conceder e da provisão 
técnica de excedentes financeiros, mediante solicitação devidamente instruída e regis-
trada na EAPC, serão postos à disposição do participante ou beneficiário (ou beneficiá-
rios), sem qualquer prazo de carência, sendo o pagamento efetuado somente após o 
pleno reconhecimento do evento gerador pela EAPC.
A provisão técnica de excedentes financeiros somente existe nos períodos (acumu-
lação ou de pagamento do benefício sob a forma de renda) em que seja garantida a 
reversão de resultados financeiros.
O pagamento do resgate será efetivado da seguinte forma:
 ■ o resgate total será efetivado considerando o valor dos saldos da 
provisão matemática de benefícios a conceder e da provisão técni-
ca de excedentes financeiros, calculados, na forma da regulamenta-
ção em vigor, até o 3º (terceiro) dia útil anterior à data de pagamento;
 ■ o resgate parcial será efetivado considerando o valor ou percen-
tual estipulado pelo participante e com base, exclusivamente, no 
saldo da provisão matemática de benefícios a conceder, calculado, 
na forma da regulamentação em vigor, até o 3º (terceiro) dia útil 
anterior à data de pagamento.
O pagamento deve ser efetuado em cheque cruzado, intransferível, crédito 
em conta-corrente, documento de ordem de crédito – DOC – ou transfe-
rência eletrônica disponível – TED –, até o quinto dia útil subsequente às 
respectivas datas determinadas pelo participante.
Ressalvado o carregamento postecipado, não será permitida a cobrança 
de quaisquer despesas por ocasião do resgate.
 — Portabilidade
Independentemente do número de contribuições pagas, o participante 
poderá solicitar a portabilidade, total ou parcial, para outro plano de Previ-
dência Complementar, de recursos do saldo da provisão matemática de 
benefícios a conceder, após o cumprimento do período de carência a con-
tar da data de protocolo da proposta de inscrição na EAPC.
Não poderão ser solicitadas portabilidades com intervalo inferior a 60 dias.
Quando se tratar de portabilidades entre planos de Previdência com 
cobertura por sobrevivência da mesma EAPC, poderão ser estabelecidos 
períodos inferiores aos mencionados anteriormente.
Observação
Para o PGBL ou PGBL 
Programado, o período de 
carência será de 60 dias. Para 
os planos do tipo PRGP, PAGP, 
PRSA e PDR, o período de 
carência de que trata o caput 
deverá estar compreendido 
entre 60 dias e 24 meses.
UNIDADE 4
56PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Atenção
Da mesma forma que no resgate, as portabilidades também ficarão suspensas en-
quanto não forem quitadas todas as contraprestações relativas à assistência financeira 
contratada pelo participante, bem como fica vedada a portabilidade parcial nos planos 
estruturados na modalidade de benefício definido.
Com vistas a limitar o seu risco, é facultado à EAPC estabelecer critérios objetivos no 
regulamento do plano para aceitação de valores oriundos de portabilidades, sendo ve-
dadas cláusulas que prevejam qualquer tipo de discricionariedade e cujos efeitos não 
sejam claros e transparentes para os participantes.
A portabilidade será efetivada da seguinte forma:
 ■ a portabilidade total será efetivada com base no valor dos saldos 
da provisão matemática de benefícios a conceder e da provisão 
técnica de excedentes financeiros, calculados, na forma da regu-
lamentação em vigor, até o 3º (terceiro) dia útil anterior à data de 
transferência dos recursos.
 ■ a portabilidade parcial será efetivada considerando o valor ou 
percentual estipulado pelo participante e com base no saldo da 
provisão matemática de benefícios a conceder, calculado, na for-
ma da regulamentação em vigor, até o 3º (terceiro) dia útil anterior 
à data de transferência dos recursos, devendo ser adicionado o 
valor da parcela proporcional do saldo da provisão de excedentes 
financeiros, apurado, também, até o 3º (terceiro) dia útil anterior à 
data de transferência dos recursos.
A portabilidade se dará mediante solicitação do participante, devidamente 
registrada na EAPC, informando:
 ■ plano de Previdência Complementar, quando da mesma EAPC;
 ■ plano de Previdência Complementar e respectiva EAPC, quando 
para outra entidade;
 ■ respectivo valor ou percentual do saldo da provisão matemática 
de benefícios a conceder;
 ■ respectivas datas.
UNIDADE 4
57PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Observação
Deverá ser anexado pelo participante, à solicitação de portabilidade, documento expe-
dido pela EAPC cessionária, contendo a data em que foi contratado o plano receptor 
e declaração de que não se opõe à portabilidade, especialmente no que se refere ao 
valor a ser portado.
Nos casos de portabilidade para plano de Previdência no qual o participante não esteja 
inscrito, deverá ser previamente formalizado o preenchimento de proposta de inscrição 
e adotadas todas as demais providências necessárias.
No caso de portabilidade de recursos para plano de benefício definido, a EAPC re-
ceptora deverá providenciar que o participante seja previamente informado do critério 
técnico de aproveitamento do valor portado.
A EAPC cedente dos recursos deverá efetivar a portabilidade até o 10° 
(décimo) dia útil subsequente ao protocolo da solicitação efetuada pelo 
participante na EAPC ou a data por ele programada para a efetivação da 
portabilidade.
Os recursos financeiros serão portados diretamente entre as entidades de 
Previdência, ficando vedado seutrânsito, sob qualquer forma, pelo parti-
cipante, e deverão ser recepcionados e contabilizados na provisão mate-
mática de benefícios a conceder até o segundo dia útil subsequente à sua 
efetiva disponibilidade.
Importante
Caberá ao diretor responsável pelos controles internos, ou a outro diretor designado 
pela EAPC cedente, a responsabilidade pelo cumprimento do prazo para efetivação da 
portabilidade, prestando, dentro desse prazo, à EAPC cessionária dos recursos por-
tados, no mínimo, as seguintes informações, entre outras consideradas necessárias à 
plena identificação da operação de portabilidade:
1) valor correspondente ao montante de recursos portados de planos de benefícios 
de entidades fechadas de Previdência Complementar, discriminando as parcelas 
constituídas por contribuições do patrocinador e do participante;
2) dados relativos ao participante, número do processo SUSEP do plano receptor e 
identificação do documento de depósito feito em favor da EAPC cessionária.
 O participante deverá receber documento fornecido pela EAPC:
UNIDADE 4
58PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ cedente dos recursos, no prazo máximo de sete dias úteis, a con-
tar da data de sua portabilidade, atestando a data da efetivação, o 
valor e a EAPC cessionária;
 ■ cessionária dos recursos, no prazo máximo de sete dias úteis, a 
contar da data de sua recepção, atestando a data de recebimento, 
o valor e o plano.
Atenção
É vedada: 
1) à EAPC receptora, a cobrança de carregamento sobre o valor dos recursos portados;
2) a portabilidade de recursos entre participantes;
3) à EAPC cedente dos recursos, a cobrança de quaisquer importâncias, exceto as rela-
tivas às tarifas bancárias necessárias à portabilidade e ao carregamento postecipado.
 
FIXANDO CONCEITOS
59PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 4 
Marque a alternativa correta:
1. Sobre o PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre –, pode-se afirmar que:
(a) Somente pode ser contratado de forma individual.
(b) Durante a fase de acumulação dos recursos, oferece reversão de 
resultados financeiros.
(c) O fundo atrelado ao plano não permite aplicação dos recursos em 
renda variável.
(d) Sua característica fundamental é a ausência de rentabilidade míni-
ma durante a fase de acumulação dos recursos.
(e) É um plano estruturado na modalidade de benefício definido.
2. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
I) O PGBL é um plano estruturado na forma de benefício definido.
II) O PGBL não garante índice de preços durante o período de diferi-
mento.
III) Não existem planos que prevejam reversão de resultados financei-
ros durante o período de diferimento.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente I e III são proposições verdadeiras.
(e) Somente II e III são proposições verdadeiras.
FIXANDO CONCEITOS
60PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
3. Com o auxílio da tabela “planos de previdência complementar 
aberta durante a fase acumulação”, marque a alternativa correta:
(a) O PRGP deve garantir, durante o período de diferimento, remunera-
ção somente por meio da contratação de taxa de juros e a reversão 
de resultados financeiros.
(b) O PAGP deve garantir, durante o período de diferimento, atualiza-
ção de valores, taxa de juros e a reversão de resultados financeiros.
(c) O PAGP e o PRGP podem ser estruturados na modalidade de contri-
buição variável ou na modalidade de benefício definido.
(d) O PRSA somente pode ser estruturado na modalidade de benefício 
definido.
(e) O PRSA não garante, durante o período de diferimento, a reversão 
de resultados financeiros.
4. Com o auxílio da tabela “planos de previdência complementar aberta 
durante a fase acumulação”, pode-se afirmar que os planos que devem ofere-
cer reversão de resultados financeiros durante o período de diferimento são:
(a) PGBL e PRSA.
(b) PRGP, PRSA e PRI.
(c) PRGP, PAGP e PRSA.
(d) PGBL, PAGP e PRGP.
(e) PAGP, PRGP e PRI.
5. Marque a alternativa correta:
(a) A rentabilidade divulgada de um FIE é sempre bruta, pois não consi-
dera o valor da taxa de administração. 
(b) A Renda Mensal por Prazo Certo é a única renda não atuarial dispo-
nível para os planos de previdência. 
(c) O PGBL é um plano estruturado na modalidade de benefício definido.
(d) O PGBL garante resultados financeiros durante o período de acumu-
lação dos recursos.
(e) No FIE em que a composição seja exclusiva de títulos de emissão do 
Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil e créditos securi-
tizados do Tesouro Nacional, pode haver investimento em renda 
variável, desde que o percentual não exceda a 49%.
FIXANDO CONCEITOS
61PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
6. Marque a alternativa correta:
(a) O PGBL não permite a portabilidade parcial dos recursos acumulados.
(b) Na portabilidade parcial, os recursos passam pela conta-corrente 
do participante.
(c) No PGBL, o período de carência para pedido da primeira portabili-
dade é igual a 60 dias.
(d) A EAPC receptora dos recursos portados pode cobrar carregamen-
to sobre os recursos portados.
(e) É permitida a portabilidade entre participantes, desde que sejam da 
mesma família.
Marque a alternativa que preencha corretamente a(s) lacuna(s):
7. Com o auxílio da tabela “planos de previdência complementar aberta 
durante a fase acumulação”, pode-se afirmar que o Plano com Remune-
ração Garantida e Performance sem Atualização (PRSA) é um plano estru-
turado na modalidade de _____________ e tem como característica 
_____________ reversão de resultados financeiros durante o período de 
diferimento.
(a) contribuição variável ou benefício definido / garantir.
(b) benefício definido / garantir.
(c) contribuição variável / garantir.
(d) benefício definido / não garantir.
(e) contribuição variável / não garantir.
8. No caso de _____________, os recursos financeiros deverão ser 
movimentados diretamente entre as entidades de Previdência, ficando 
_____________ que transitem, de qualquer forma, pelo participante.
(a) portabilidade / vedado.
(b) resgate parcial / vedado.
(c) resgate total / vedado.
(d) portabilidade / permitido.
(e) resgate total / permitido.
FIXANDO CONCEITOS
62PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
9. Quanto aos planos de sobrevivência, é correto afirmar que:
I) Quanto à propaganda e à promoção do plano feitas por parte da averba-
dora, da instituidora ou da corretora, é a EAPC que fica responsável pela 
fidedignidade das informações contidas nas divulgações realizadas.
II) Os planos tradicionais com cobertura por sobrevivência garantiam 
ao participante, durante o período de diferimento, algum tipo de 
remuneração mínima (normalmente IGP-M + 6% a.a.).
III) O PGBL somente pode ser estruturado na modalidade de contribui-
ção variável.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente II é proposição verdadeira.
(b) Somente III é proposição verdadeira.
(c) Somente I e II são proposições verdadeiras.
(d) Somente I e III são proposições verdadeiras.
(e) I, II, e III são proposições verdadeiras.
Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque 
a alternativa correta:
10. Quando nos referimos aos fatores que influenciam o valor da renda 
a ser recebida em função da sobrevivência, é correto afirmar que:
( ) A regulamentação estabelece que, no período em que houver 
garantia mínima de remuneração, a taxa de juros contratualmente 
prevista deverá respeitar o limite fixado pela SUSEP, observado o 
limite máximo de 12% a.a. ou seu equivalente efetivo mensal.
( ) A regulamentação estabelece que a tábua biométrica a ser utiliza- 
da para cálculo do fator de renda será aquela definida no plano 
submetido à aprovação da SUSEP, devendo ser observado o limite 
máximo da taxa de mortalidade da tábua AT-2000 Male.
( ) Quanto menor for o carregamento, maiorserá a parcela da contri- 
buição destinada à formação da provisão matemática de benefícios 
a conceder.
(a) V, F, F.
(b) V, F, V.
(c) F, V, F.
(d) V, V, V.
(e) F, V, V.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 63
UNIDADE 505
PLANOS com 
 ■ Entender as características técnicas e operacionais 
dos planos com cobertura de risco, permitindo a 
comercialização de produtos de previdência em 
conformidade com as condições gerais propostas.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de: TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
COBERTURA de RISCO
⊲ PLANOS COM COBERTURA 
DE RISCO – MORTE E 
INVALIDEZ TOTAL E 
PERMANENTE
⊲ PLANOS QUE PAGAM 
BENEFÍCIO POR INVALIDEZ
⊲ PLANOS QUE PAGAM 
BENEFÍCIO POR MORTE
⊲ FIXANDO CONCEITOS 5
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 64
UNIDADE 5
 PLANOS COM COBERTURA 
 DE RISCO – MORTE E 
 INVALIDEZ TOTAL E 
 PERMANENTE 
Os planos com cobertura de morte têm por objetivo conceder um bene-
fício, à vista ou sob a forma de renda, aos beneficiários indicados, em 
decorrência da morte do participante ocorrida durante o período de 
cobertura, desde que tenha sido cumprido o período de carência estabe-
lecido pelo plano, se houver.
Já os planos com cobertura de invalidez total e permanente têm por 
objetivo conceder um benefício, à vista ou sob a forma de renda, ao pró-
prio participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente 
ocorrida durante o período de cobertura, desde que tenha sido cumprido o 
período de carência estabelecido pelo plano, se houver.
A invalidez total e permanente é aquela para a qual não se pode esperar a recuperação ou 
reabilitação com os recursos terapêuticos disponíveis no momento de sua constatação.
É comum, nos planos com cobertura de morte ou de invalidez total e per-
manente, o estabelecimento de período de carência, que nada mais é do 
que o período contado a partir da data de início de vigência, durante o qual, 
na ocorrência do evento gerador (morte ou invalidez total e permanente), 
o participante ou os beneficiários não terão direito à percepção dos bene-
fícios contratados.
UNIDADE 5
65PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
O período de carência, quando existir, será fixado na nota técnica atua-
rial e no regulamento, não podendo exceder dois anos. O período de 
carência pode, contudo, ser substituído por declaração pessoal de saú-
de ou exame médico.
Quando a morte ou invalidez total e permanente for causada por aci-
dente, não será considerado período de carência.
O período de cobertura, deduzido o período de carência, seja ele total ou 
parcial, não poderá ser inferior a cinco anos.
A seguir, apresentaremos os principais planos existentes no mercado e 
suas principais características.
 PLANOS QUE PAGAM 
 BENEFÍCIO POR INVALIDEZ 
 — Plano de Renda por Invalidez
Este plano tem por objetivo a concessão de renda mensal vitalícia ao pró-
prio participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente ocor-
rida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carên-
cia estabelecido em cada plano.
Ocorrendo o falecimento do participante, antes ou após a concessão da 
renda por invalidez, o benefício ficará automaticamente cancelado, sem 
que seja devida qualquer devolução ou indenização de qualquer natureza.
 — Plano de Renda por Invalidez 
com Prazo Mínimo Garantido
Este plano tem por objetivo a concessão de renda mensal vitalícia, com 
prazo mínimo garantido, ao próprio participante, em decorrência de sua 
invalidez total e permanente, ocorrida durante o período de cobertura e 
após cumprido o período de carência estabelecido em cada plano.
Ocorrendo falecimento do participante após o início do recebimento do 
benefício e antes do término do prazo mínimo garantido, a renda será 
revertida ao(s) beneficiário(s) indicado(s), na proporção estabelecida pelo 
participante, até que se esgote o referido prazo.
UNIDADE 5
66PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Havendo mais de um beneficiário e ocorrendo o falecimento de qualquer um, 
a renda será rateada proporcionalmente à participação dos remanescentes 
pelo número de meses faltantes para completar o prazo mínimo garantido.
Se não houver beneficiários remanescentes, a renda será paga aos suces-
sores legítimos, na forma da lei, até o término do prazo mínimo garantido, 
podendo a EAPC quitar os benefícios futuros em uma única parcela.
Ocorrendo falecimento do participante antes da concessão da renda por 
invalidez com prazo mínimo garantido ou após o término do prazo míni-
mo garantido, o benefício será automaticamente cancelado, sem que seja 
devida qualquer devolução ou indenização de qualquer natureza.
 — Plano de Pecúlio por Invalidez
O objetivo deste plano é a concessão de um pecúlio ao próprio participante, em 
decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de 
cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido em cada plano.
Em todos esses planos, para habilitar-se ao recebimento do benefício, o 
participante deverá apresentar a seguinte documentação:
 ■ documento de identidade e CPF;
 ■ boletim de ocorrência policial e laudo de exame de corpo de deli-
to, em caso de acidente; 
 ■ declaração médica comprovando a invalidez.
Entretanto, deve ficar claro que o regulamento do plano pode prever situa-
ções em que o benefício por invalidez total e permanente não será devido. 
A seguir, apresentaremos algumas situações comumente estabelecidas 
nos regulamentos.
Não é devido o benefício de invalidez total e permanente quando:
 ■ a invalidez total e permanente do participante decorrer de doen-
ça, lesão ou sequelas preexistentes à contratação do plano, não 
declaradas na proposta de inscrição e comprovadamente de 
conhecimento do participante ou decorrente de evento gerador 
ocorrido durante o período de suspensão da cobertura por inadim-
plência, quando for o caso;
 ■ a invalidez total e permanente do participante for em consequência:
 » do uso de material nuclear para quaisquer fins, incluindo a 
explosão nuclear provocada ou não, bem como a contaminação 
radioativa ou exposição a radiações nucleares ou ionizantes;
 » de atos ou operações de guerra, declarada ou não, de guer-
ra química ou bacteriológica, de guerra civil, de guerrilha, de 
UNIDADE 5
67PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
revolução, agitação, motim, revolta, sedição, sublevação ou 
outras perturbações de ordem pública e delas decorrentes;
 » direta ou indireta de quaisquer alterações mentais consequen-
tes do uso do álcool, de drogas, de entorpecentes ou de subs-
tâncias tóxicas;
 » de furacões, ciclones, terremotos, maremotos, erupções vulcâ-
nicas e outras convulsões da natureza;
 » de ato reconhecidamente perigoso, que não seja motivado 
por necessidade justificada e da prática, por parte do partici-
pante, de atos ilícitos ou contrários à lei;
 » de qualquer tipo de hérnia e suas consequências;
 » de perturbações e intoxicações alimentares de qualquer espé-
cie, bem como de intoxicações decorrentes da ação de produ-
tos químicos, drogas ou medicamentos, salvo quando prescri-
tos por médico, em decorrência de acidente coberto;
 » de tentativa de suicídio nos primeiros 24 meses de vigência 
do contrato; 
 » choque anafilático e suas consequências.
Apesar das situações acima serem comuns nos planos de invalidez total e 
permanente, deve-se observar que não se considera como risco excluído 
a invalidez do participante proveniente da utilização de meio de transporte 
mais arriscado, da prestação de serviço militar, da prática de esporte ou de 
atos de humanidade em auxílio de outrem.
 PLANOS QUE PAGAM 
 BENEFÍCIO POR MORTE 
 — Plano de Pensão ao Cônjuge 
ou Companheiro(a)
Esse plano tem por objetivo a concessão de uma renda mensal vitalícia 
ao cônjuge ou companheiro(a), em decorrência da morte do participante, 
ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de 
carência estabelecido em cada plano.
O participante indicará, nominalmente, na proposta de inscrição, somente 
um beneficiáriopara esse benefício, que deverá ser o cônjuge ou compa-
nheiro(a) legalmente reconhecido(a).
UNIDADE 5
68PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Caso o beneficiário venha a falecer antes do participante ou perca a condição 
de cônjuge ou companheiro(a), o benefício será automaticamente cancelado.
Caso o beneficiário venha a falecer após o início da percepção do benefí-
cio, este será extinto.
O participante poderá alterar, por escrito, o beneficiário anteriormente indi-
cado, mediante recálculo, se for o caso, das respectivas contribuições.
No caso de o participante indicar outra pessoa que não seja o cônjuge ou 
companheiro(a), não reconhecida legalmente, tal pessoa não terá direito 
ao benefício contratado.
 — Plano de Pensão aos Menores
O objetivo desse plano é a concessão de uma renda mensal temporária 
aos beneficiários indicados, menores de 21 anos, na condição de filhos 
ou dependentes econômicos, em decorrência de morte do participante 
ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de 
carência estabelecido em cada plano.
O participante indicará, nominalmente, na proposta de inscrição, um ou 
mais menores de 21 anos, na condição de filho ou dependente econômico 
para fins de imposto de renda.
O participante poderá alterar, por escrito, os beneficiários anteriormente 
indicados, mediante recálculo, se for o caso, das respectivas contribuições.
Caso todos os beneficiários venham a falecer antes do participante ou 
tenham atingido a idade de 21 anos antes da ocorrência do evento gera-
dor, o benefício estará automaticamente cancelado sem que seja devida 
qualquer devolução ou indenização de qualquer natureza.
Caso o participante, no momento da contratação do benefício ou da pro-
posta de inscrição, venha a indicar como beneficiário outra pessoa menor 
de 21 anos, que não seja filho ou dependente econômico para fins de 
imposto de renda, tal pessoa não terá direito ao benefício contratado.
 — Plano de Pensão por Prazo Certo
O objetivo desse plano é a concessão de uma renda mensal por prazo 
certo ao(s) beneficiário(s) indicado(s), em decorrência da morte do partici-
pante ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período 
de carência estabelecido em cada plano.
Estando os beneficiários em fase de recebimento do benefício, quando 
um deles falecer, será realizado um novo rateio de benefício, proporcional-
mente à participação dos beneficiários remanescentes.
UNIDADE 5
69PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Não havendo beneficiários remanescentes, a renda será paga aos suces-
sores legítimos na forma da lei.
Com o término do prazo certo, extingue-se o benefício, desobrigando-se a 
EAPC do pagamento de quaisquer valores.
 — Plano de Pecúlio por Morte
O objetivo desse plano é a concessão de um pecúlio ao(s) beneficiário(s) 
indicado(s), em decorrência da morte do participante ocorrida durante o 
período de cobertura, após cumprido o período de carência estabelecido 
em cada plano.
Em todos esses planos, para se habilitar ao recebimento do benefício, o 
beneficiário deverá apresentar a seguinte documentação:
 ■ documento de identidade do participante;
 ■ certidão de óbito do participante;
 ■ documento de identidade, certidão de casamento ou certidão de 
nascimento, CPF dos beneficiários e dos representantes legais, se 
for o caso, e respectiva comprovação de união;
 ■ boletim de ocorrência policial e laudo de necropsia do Instituto 
Médico-Legal, se for o caso; e
 ■ laudo do médico assistente do participante.
FIXANDO CONCEITOS
70PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 5 
Correlacione as colunas abaixo e depois marque a alternativa correta
1. Relacione o nome à descrição de alguns planos com cobertura de risco 
– invalidez e morte – comercializados no mercado:
1) Plano de Pecúlio por Morte.
2) Plano de Renda por Invalidez.
3) Plano de Renda por Invalidez com Prazo Mínimo Garantido.
4) Plano de Pecúlio por Invalidez.
( ) O objetivo deste plano é a concessão de um pecúlio ao(s) beneficiá-
rio(s) indicado(s), em decorrência da morte do participante.
( ) O objetivo deste plano é a concessão de um pecúlio ao próprio 
participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente.
( ) Este plano tem por objetivo a concessão de renda mensal vitalí-
cia ao próprio participante, em decorrência de sua invalidez total 
e permanente.
( ) Este plano tem por objetivo a concessão de renda mensal vitalícia, 
com prazo mínimo garantido, ao próprio participante, em decorrên-
cia de sua invalidez total e permanente.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) 1, 2, 3, 4. (c) 1, 4, 2, 3. (e) 1, 4, 3, 2.
(b) 1, 2, 4, 3. (d) 2, 1, 3, 4.
Marque a alternativa correta
2. Ainda em relação aos planos de risco – invalidez e morte –, quando a 
morte ou invalidez for causada por acidente, é correto afirmar que:
(a) Haverá carência gradual.
(b) Não haverá período de carência.
(c) Não haverá carência para invalidez.
(d) Não haverá carência para morte natural.
(e) Haverá carência para morte e para invalidez.
FIXANDO CONCEITOS
71PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
3. A principal característica de um produto de Previdência Complementar 
elaborado na modalidade de benefício definido é:
(a) Ser exclusivo a pessoas jurídicas.
(b) O valor do benefício não ser previamente definido.
(c) O prazo ser somente conhecido previamente.
(d) O valor ser somente conhecido previamente.
(e) Serem estabelecidos previamente na proposta de inscrição: o valor 
do benefício e o valor da contribuição.
4. Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois 
marque a alternativa correta
Trata-se de planos que apresentam coberturas de risco: 
( ) Plano de Renda por Invalidez.
( ) Plano de Renda por Invalidez com Prazo Mínimo Garantido.
( ) Plano de Pensão ao Cônjuge ou Companheiro(a). 
( ) Plano de Pensão aos Menores.
( ) Plano de Pecúlio por Morte.
(a) V, V, F, V, F.
(b) V, V, F, V, V.
(c) V, V ,V, V, F.
(d) F, F, F, V, V.
(e) V, V, V, V, V.
5. Marque a alternativa que preencha corretamente a(s) lacuna(s): 
Quando a morte ou a invalidez total e permanente for causada por 
______________, ______________ para a liquidação do benefício.
(a) acidente / não será considerado período de carência.
(b) doença / será considerado período de carência de cinco anos.
(c) acidente / será considerado período de carência de até dois anos.
(d) doença / será considerado período de carência de até cinco anos.
(e) acidente / será considerado período de carência de dois anos.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 72
UNIDADE 606
INFORMAÇÕES
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de: TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
COMPLEMENTARES
 ■ Compreender a comercialização de produtos de previdência 
complementar em conformidade com as condições gerais 
de cada plano oferecido no mercado, reconhecendo as 
características técnicas, operacionais, os aspectos tributários 
e o perfil de assistência financeira e de atualização de 
valores dos planos de previdência complementar.
⊲ ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
⊲ ASSISTÊNCIA FINANCEIRA
⊲ ATUALIZAÇÃO DE VALORES
⊲ FIXANDO CONCEITOS 6
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 73
UNIDADE 6
 Há mais de 100 anos, surgiram as primeiras sugestões para a implantação do 
imposto sobre a renda no Brasil. Já em meados do século XIX, quando nossa 
economia era quase inteiramente agrária, alguns homens públicos do Brasil 
já pensavam em adotar o Imposto de Renda aos moldes do que já acontecia 
na Inglaterra. Em 1891, Rui Barbosa elaborou um relatório com dezenas de 
páginas analisando e fornecendo um parecer favorável ao assunto.
Nos primeiros anos do regime republicano, começaram as tentativas da 
implantação do Imposto sobre a Renda no Brasil, começando sua arreca-
dação “timidamente” a partir de 31 de dezembro de 1922. Os rendimentos 
foram classificados em categorias e tributados proporcionalmente, onde 
a sua soma constituía a renda bruta, que, depois de algumas deduções, 
sofria o imposto progressivo. 
Logo depois,o imposto sofreu sua primeira evolução separando as pes-
soas jurídicas e as físicas e, em 1955, iniciou-se o desconto na fonte para 
os rendimentos fixos, aumentando, dessa forma, sua arrecadação.
O objetivo do Imposto de Renda é aumentar a receita do Estado, possibi-
litando assim a manutenção do seu caixa para o custeio de suas obriga-
ções gerais.
 ASPECTOS TRIBUTÁRIOS 
A política tributária é um elemento chave para o estabelecimento de um 
sistema de Previdência Privada. A dedutibilidade na base de cálculo do 
imposto de renda devido, na formação do fundo previdenciário, é justifi-
cável economicamente em função dos efeitos positivos na alocação da 
poupança financeira.
UNIDADE 6
74PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Uma equação básica de economia nos diz que quanto maior a poupança 
interna de um país, maior é a sua capacidade de investimento. Quanto maior 
for sua capacidade de investimento maior será sua capacidade de gerar 
empregos e tudo mais que possa promover o bem-estar necessário à popu-
lação. Tudo isso gera uma maior riqueza da nação, constituindo uma econo-
mia sólida e saudável que possibilita um crescimento sustentável do Estado.
Além disso, vale ressaltar o aumento de nossa atratividade econômica no 
cenário internacional, gerado pelo crescimento da poupança interna brasilei-
ra, ou seja, mais empresas se interessam em investir por aqui. Os planos de 
previdência complementar são uma das melhores formas para constituir essa 
poupança interna e, por isso, é notório o seu incentivo por parte do governo.
Mencionamos no capítulo 4 que a diferença entre os produtos de previ-
dência com cobertura por sobrevivência dos seus “irmãos gêmeos” no 
segmento de seguros de pessoas é o tratamento tributário dado aos valo-
res pagos e recebidos pelo cliente.
Assim, como veremos a seguir, as contribuições pagas para os planos de 
previdência (por exemplo, PGBL) podem ser deduzidas da base de cálculo 
do imposto de renda, e, no ato do regate ou recebimento do benefício, 
o respectivo valor será tributado integralmente de acordo com a tabela 
escolhida pelo cliente. Já os valores pagos para os planos de seguros de 
pessoas (por exemplo, VGBL) não são dedutíveis da base de cálculo do 
imposto de renda e, no ato do resgate ou recebimento do benefício, a 
tributação, de acordo com a tabela escolhida pelo cliente, ocorrerá apenas 
sobre o ganho de capital.
 — PGBL x VGBL
Como dito anteriormente, esses dois produtos, apesar de serem de seg-
mentos distintos (previdência e pessoas), possuem a mesma estrutura 
técnica/financeira e o mesmo objetivo: a acumulação de valores para o 
recebimento de um benefício futuro, estando a única diferença por conta 
do aspecto tributário. Vamos ver cada um deles:
PGBL
Foi lançado em 1998 com o objetivo de oferecer maior flexibilidade 
e transparência para os clientes de planos de Previdência Comple-
mentar e substituiu rapidamente os Planos Tradicionais até então 
comercializados. 
Por ser um plano de previdência, o PGBL permite o abatimento das 
contribuições feitas por pessoas físicas e jurídicas da base de cálculo 
do Imposto de Renda. Contudo, no ato do regate ou do recebimento 
da renda, o valor retirado deve ser tributado de acordo com as regras 
da tabela escolhida pelo cliente, a progressiva ou a regressiva.
UNIDADE 6
75PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
A vantagem para o cliente é que, enquanto a sua reserva não for 
retirada, esse valor ficará totalmente isento de cobrança de impos-
tos sendo, portanto, integralmente investido ao longo do tempo, o 
que representa um verdadeiro benefício fiscal.
A principal questão é que, para usufruir do benefício da dedutibi-
lidade, o cliente deve, além de estar contribuindo para o RGPS 
ou para um RPPS, utilizar a declaração completa para o ajuste 
anual do imposto de renda, uma vez que, na declaração sim-
plificada, os valores a serem deduzidos já são previamente defi-
nidos pela Receita Federal. Sendo assim, caso o cliente utilize a 
declaração simplificada e contrate um PGBL, não terá como utilizar 
o benefício do abatimento dos valores contribuídos e, no ato do 
resgate ou recebimento da renda, ainda será tributado.
Dessa forma, para atender aqueles que não utilizam a declaração 
completa do imposto de renda, surgiu, em 2002, o VGBL.
VGBL
O Vida Gerador de Benefício Livre surgiu em 2002, basicamente, 
para atender a quem não utiliza a declaração completa de ajuste 
anual do imposto de renda. Para que pudesse ter um tratamento 
tributário diferenciado do PGBL, o VGBL foi classificado como um 
seguro de pessoas por sobrevivência, ainda que seja tecnicamen-
te igual ao plano de previdência. 
As contribuições feitas para o VGBL não podem ser abatidas 
pelo contribuinte, porém, no ato do resgate ou do recebimento 
do benefício, apenas o ganho de capital será tributado de acordo 
com a tabela escolhida pelo cliente, a progressiva ou a regressiva.
A grande vantagem desse produto quando comparado a outros 
investimentos financeiros está no fato de que, assim como no 
PGBL, a tributação ocorre apenas quando da retirada do valor 
investido, seja na forma de resgate ou na forma de renda.
UNIDADE 6
76PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 —
Importante
Em resumo, o que irá definir o melhor produto para o cliente, PGBL ou VGBL, é o tipo de 
declaração de imposto de renda feita por ele. 
O PGBL é indicado, única e exclusivamente, para o contribuinte que utilize a declaração 
completa e que contribua para o RGPS ou para um RPPS. Todas as demais pessoas que não 
se enquadrem nessas características devem optar pelo VGBL. 
Vale ressaltar ainda que, como o limite de dedução para pessoas físicas é de 12% da sua 
renda bruta anual, caso o cliente utilize a declaração completa e faça contribuições acima 
desse limite, o ideal é que contrate um PGBL e um VGBL. No PGBL, ele deverá colocar o 
valor equivalente aos 12% da sua renda bruta anual e, assim, usufruir do benefício fiscal na 
sua totalidade. O valor residual ele deverá aplicar no VGBL, uma vez que já atingiu o limite 
de dedução no seu plano de previdência. No ato do recebimento do benefício, o cliente, de 
acordo com a sua vontade, poderá receber duas rendas complementares e com tratamentos 
tributários distintos, uma proveniente do PGBL e outra do VGBL. Vejamos um exemplo com 
uma simulação de um cliente com 40 anos que deseja se aposentar aos 65, considerando 
uma rentabilidade anual estimada de 4%:
 ■ Renda bruta anual do cliente: R$100.000,00.
 ■ Limite anual de dedução da previdência complementar: R$12.000,00.
 ■ Valor anual que deseja contribuir para sua aposentadoria: R$18.000,00.
 ■ Valor de contribuição anual que deverá fazer ao PGBL: R$12.000,00.
 ■ Valor de contribuição anual que deverá fazer ao VGBL: R$6.000,00.
 ■ Renda vitalícia bruta estimada no PGBL: R$3.124,00.
 ■ Renda vitalícia a bruta estimada no VGBL: R$1.562,00.
No momento do recebimento da renda, cada plano receberá o seu tratamento tributário 
específico, ou seja, a renda proveniente do PGBL será tributada integralmente e a renda 
proveniente do VGBL terá tributada apenas a parte da renda relacionada ao ganho de 
capital, ambos de acordo com a tabela escolhida pelo cliente, progressiva ou regressiva.
Legislação
Em 1995, através da edição das Leis 9.249 e 9.250, o Governo Federal deu 
os primeiros passos no sentido de incentivar a Previdência Complementar, 
com vistas a estimular a formação de poupança de longo prazo, porém 
nessas leis, não foi estipulado qualquer limite para a dedução, ocasionan-
do uma grande perda de arrecadação. Essas leis previam apenas que as 
contribuições para as entidades de Previdência Privada domiciliadas no 
país, cujo ônus fosse do contribuinte – pessoa jurídica (9.249) e pessoa físi-
ca (9.250) –, destinadas a custear benefícios complementares assemelha-
dos aos da Previdência Social, poderiam ser deduzidas na determinação 
da base de cálculo sujeita à incidência do imposto de renda.UNIDADE 6
77PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Dois anos depois, o Governo Federal corrigiu a questão da falta dos limites 
de dedução por meio da promulgação da Lei 9.532, em 10 de dezembro de 
1997. Vejamos:
 ■ foi estabelecido que as contribuições de planos de Previdência 
Privada poderiam ser deduzidas, para a apuração da base de cál-
culo do imposto devido no ano-calendário, até o limite de 12% do 
total dos rendimentos computados na determinação da base de 
cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos; 
 ■ o valor das despesas com contribuições para a Previdência Priva-
da, cujo ônus fosse da pessoa jurídica, poderia ser deduzido no 
momento da determinação do lucro real e da base de cálculo da 
contribuição social sobre o lucro líquido, não podendo exceder, em 
cada período de apuração, 20% do total dos salários dos emprega-
dos e da remuneração dos dirigentes da empresa vinculados ao 
plano de Previdência.
Apenas em 2004, por meio da Lei 10.887 de 18 de junho, a dedução das 
contribuições feitas para a Previdência Privada ficou condicionada ao reco-
lhimento de contribuições, por parte do participante, para o RGPS ou para 
um RPPS.
“Art. 11. As deduções relativas às contribuições para entidades de previ-
dência privada, a que se refere a alínea e do inciso II do art. 8º da Lei 
nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e às contribuições para o Fundo 
de Aposentadoria Programada Individual – Fapi, a que se refere a Lei nº 
9.477, de 24 de julho de 1997, cujo ônus seja da própria pessoa física, ficam 
condicionadas ao recolhimento, também, de contribuições para o regime 
geral de previdência social ou, quando for o caso, para regime próprio de 
previdência social dos servidores titulares de cargo efetivo da União, dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, observada a contribuição 
mínima, e limitadas a 12% (doze por cento) do total dos rendimentos com-
putados na determinação da base de cálculo do imposto devido na decla-
ração de rendimentos.”
 — Dedução
De forma simplificada, podemos afirmar que o benefício da dedução nada 
mais é do que o direito que o cliente possui de não sofrer tributação ime-
diata sobre a parte de sua renda que será destinada para o plano de previ-
dência. Esse valor, que no caso da não contratação deveria já ser pago em 
forma de imposto de renda, será aplicado no FIE escolhido por ele e ren-
derá, a juros compostos, ao longo dos anos. A tributação ocorrerá apenas 
quando o resgate for efetuado ou o cliente entrar em gozo de benefício.
Por meio da tabela abaixo, analisaremos o efeito da dedução no cálculo do 
imposto a ser pago pelo participante:
Saiba mais
FAPI
O FAPI é um fundo de 
investimento constituído sob 
a forma de condomínio aberto 
criado em 1997 por meio 
da Lei 9.477, de 24 de julho, 
que tem por objetivo apenas 
a acumulação de recursos 
para a aposentadoria e que 
perdeu espaço no mercado 
com a chegada do PGBL e, 
posteriormente, do VGBL. 
UNIDADE 6
78PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
IMPOSTO DE RENDA COM 
PREVIDÊNCIA PRIVADA
IMPOSTO DE RENDA SEM 
PREVIDÊNCIA PRIVADA
Rendimento Bruto Anual: R$ 100.000,00 Rendimento Bruto Anual: R$ 100.000,00
Depósito em Previdência: R$ 12.000,00 Depósito em Previdência: R$ 0,00
Base de Cálculo: R$ 88.000,00 Base de Cálculo: R$ 100.000,00
Alíquota do Imposto de Renda: 27,5% Alíquota do Imposto de Renda: 27,5%
Imposto de Renda: R$ 24.200,00 Imposto de Renda: R$ 27.500,00
ECONOMIA DE IMPOSTO: R$ 3.300,00
Obs.: Para efeito de exemplificação, consideramos apenas a 
dedução da previdência complementar, excluindo outras deduções 
possíveis e também a utilização da parcela a deduzir, prevista na 
tabela progressiva do imposto de renda. 
Na tabela, podemos verificar o efeito positivo da contribuição para um pla-
no de previdência complementar. Como as contribuições são dedutíveis 
da base de cálculo, a base de incidência da alíquota será menor, o que, 
consequentemente, representará um valor de imposto de renda a ser pago 
também menor – R$24.200,00 x R$27.500,00.
Nesse exemplo, portanto, a economia anual no imposto de renda foi de R$ 
3.300,00, um valor que deveria ser pago pelo cliente para a Receita Fede-
ral, mas que, por conta da previdência contratada, será devido apenas no 
futuro. O ideal é que o cliente utilize esse valor economizado a seu favor, 
reinvestindo-o em seu planejamento de aposentadoria. Nesse caso, como 
ele já usufruiu do benefício fiscal total da previdência, o indicado é que 
coloque a economia em um seguro de vida por sobrevivência, como um 
VGBL, por exemplo.
Entretanto, nunca é demais lembrar que essa dedução somente será 
possível se o cliente que contribuiu para o plano de previdência utilizar o 
modelo completo de declaração anual de ajuste do imposto de renda e for 
contribuinte do RGPS ou de um RPPS.
Importante registrar novamente a dedução limitada a 12% da renda bruta 
anual do contribuinte. Assim, se na tabela anterior o participante contribuís-
se com R$ 20.000,00 para o seu plano de previdência, a base de cálculo 
continuaria a ser R$ 88.000,00, pois o máximo que pode ser deduzido é 
12% de R$ 100.000,00, ou seja, R$ 12.000,00.
 — Tributação
Agora que você já entendeu melhor como funciona o incentivo fiscal, che-
gou a hora de falarmos da tributação de acordo com cada tipo de tabela 
UNIDADE 6
79PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
existente. Nessa etapa vamos conhecer as tabelas e depois vamos ver 
como são aplicadas em cada caso.
Tabela progressiva
Até 2004 o participante de planos de previdência não possuía 
direito de escolha, uma vez que a única tabela existente era a 
tabela progressiva. Nessa tabela o valor de imposto de renda a ser 
cobrado é maior de acordo com o montante a ser tributado.
Esta é a tabela progressiva para cálculo anual que está em vigor:
BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A 
DEDUZIR DO IRPF (R$)
Até R$ 22.847,76
De R$ 22.847,77 até R$ 33.919,80 7,5 R$ 1.713,58
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 15 R$ 4.257,57
De R$ 45.012,61 até R$55.976,16 22,5 R$ 7.633,51
Acima de R$ 55.976,16 27,5 R$ 10.432,32
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/
orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-ren-
da-pessoa-fisica#c-lculo-anual-do-irpf
Tabela regressiva
Em 2004, a Lei 11.053, que teve por objetivo disciplinar a tributa-
ção do imposto de renda em aplicações financeiras e Previdên-
cia Complementar, definiu um novo critério de tributação para os 
planos previdenciários e para Seguros de Vida com cobertura por 
sobrevivência, estruturados na modalidade de contribuição variá-
vel, contratados a partir de 1º de janeiro de 2005. Esse novo cri-
tério foi denominado Regime de Tributação por Alíquotas Decres-
centes ou simplesmente tabela regressiva.
Esse novo critério tributário prevê que o resgate de recursos ou o recebi-
mento do benefício estarão sujeitos à incidência, na fonte, e de forma 
 definitiva1, de imposto de renda calculado com base em alíquotas decres-
centes, de acordo com o prazo de acumulação do respectivo valor, confor-
me tabela a seguir.
ALÍQUOTAS DECRESCENTES PREVISTAS NA LEI 11.053/2004
PRAZO DE 
ACUMULAÇÃO 
DOS RECURSOS*
ATÉ 2 
ANOS
DE 2 A 
4 ANOS
DE 4 A 
6 ANOS
DE 6 A 
8 ANOS
DE 8 A 
10 ANOS
ACIMA 
DE 10 
ANOS
Alíquota do imposto 
de renda na fonte
35% 30% 25% 20% 15% 10%
1. A tributação definitiva implica 
que o valor pago a título de 
imposto de renda na fonte não 
poderá ser compensado ou 
ajustado na declaração de ajuste 
anual de imposto de renda.
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#c-lculo-anual-do-irpf
UNIDADE 6
80PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
* O intervalo da faixa é sempre fechado à direita. Por exemplo: a alíquota 
para 4 anos é de 30%.
Em março de 2005, a Instrução Normativa Conjunta 524/05 foi elabora-
da pelas Secretarias da Receita Federal, de Previdência Complementar 
e pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.Essa norma 
regulamentou a contagem do prazo de acumulação utilizado no novo 
regime tributário.
 — Formas de Pagamento 
do Imposto
Agora vamos entender como o imposto de renda será cobrado de acordo 
com a tabela escolhida pelo participante e de acordo com o fato gerador, 
o recebimento de resgate ou o recebimento de benefício. Nesta parte, 
vamos considerar um plano de caráter previdenciário, lembrando que para 
o VGBL a tributação irá ocorrer apenas sobre o ganho de capital.
Tabela Progressiva
Para Recebimento de Resgate
Até 2004, os resgates eram tributados na fonte de acordo com a 
tabela e, posteriormente, o cliente deveria incluir os valores na sua 
declaração de ajuste anual do imposto de renda para que fosse 
calculado se ele teria direito a alguma restituição ou obrigação de 
pagar um complemento do imposto.
A Lei 11.053/2004 alterou a forma de tributação dos saques ante-
cipados dos planos enquadrados no regime de tributação antigo, 
sujeitos à tabela progressiva do IR. Nesse regime, ao sacar os recur-
sos do plano, independentemente do valor, a pessoa física passou 
a ter uma tributação, na fonte, de imposto de renda calculado na 
base de 15%, como antecipação do imposto devido na declaração 
de ajuste anual, sendo que a diferença, a maior ou a menor, será 
acertada na referida declaração, com base na tabela progressiva.
O cálculo por meio da declaração faz-se necessário, pois, todo e 
qualquer valor recebido de um plano de previdência complemen-
tar deve ser somado às demais rendas do cliente para determina-
ção da alíquota correta e realização do cálculo final do imposto 
devido. O valor resgatado, portanto, faz parte da renda bruta do 
participante, impactando na base de cálculo do imposto.
Importante
A opção pelo regime tributário 
deverá ser exercida até o último 
dia útil do mês subsequente 
ao do ingresso nos planos e 
serão irretratáveis, mesmo 
nas hipóteses de portabilidade 
de recursos e de transferência 
de participantes e respectivas 
reservas.
UNIDADE 6
81PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Para Recebimento de Benefício
Ao iniciar o recebimento da sua renda de aposentadoria o valor do 
benefício será tributado de acordo com a tabela progressiva men-
sal vigente. Nesta etapa o contribuinte também deverá incluir os 
valores recebidos na sua declaração anual para efeito de ajuste.
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/
orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-ren-
da-pessoa-fisica#tabelas-de-incid-ncia-mensal
Tabela Regressiva
Para Recebimento de Resgate
Foi estabelecido o sistema PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que 
Sai) para os resgates ocorridos antes da concessão do benefício, 
significando que os valores serão resgatados a partir das contri-
buições mais antigas, sempre levando em consideração os rendi-
mentos. Dessa forma, o prazo de acumulação será contado a partir 
da data do aporte de cada contribuição e, por esse motivo, o plano 
do cliente poderá ter alíquotas diferentes de acordo com a data de 
efetivação de cada pagamento.
Para Recebimento de Benefício
Estabeleceram-se critérios distintos para benefícios estruturados 
ou não em regime atuarial. Entende-se por regime atuarial aquele 
cuja manutenção dos benefícios concedidos tenha por premissa o 
mutualismo dos respectivos recursos garantidores.
Para o pagamento de benefício que não esteja estruturado em 
regime atuarial estabeleceu-se critério idêntico ao utilizado para 
os resgates, ou seja, o sistema PEPS, enquanto que para o paga-
mento de benefício estruturado em regime atuarial estabele-
ceu-se como referência inicial de prazo de acumulação um Pra-
zo Médio Ponderado (PMP), relativo aos recursos e ao tempo de 
investimento de cada participante.
Assim, no caso de pagamento de benefício estruturado em regi-
me atuarial teremos as seguintes características:
BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A 
DEDUZIR DO IRPF (R$)
Até R$ 1.903,98
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 7,5 R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15 R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5 R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,68 27,5 R$ 869,36
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#tabelas-de-incid-ncia-mensal 
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#tabelas-de-incid-ncia-mensal 
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/irpf-imposto-de-renda-pessoa-fisica#tabelas-de-incid-ncia-mensal 
UNIDADE 6
82PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ será calculado com base no Prazo Médio Ponderado (PMP);
 ■ o PMP será a referência para aplicação das alíquotas de IR 
e, após o pagamento da primeira prestação do benefício, o 
prazo de acumulação continuará sendo contado;
 ■ em relação aos benefícios não programados decorrentes da 
reversão em pecúlio ou pensão por morte do participante, a 
tributação será determinada considerando o prazo de acu-
mulação apurado para o benefício que vinha sendo pago ao 
participante falecido, com a redução progressiva da alíquota, 
em razão do decurso do prazo de pagamento do benefício;
 ■ e calculado com base na média dos prazos de permanência 
dos recursos, ponderada pelo valor aportado em cada data;
 ■ o cálculo abrange o período compreendido desde o dia 1º 
até a data de entrada em gozo de benefício, estando previs-
to que os valores estejam expressos ou sejam convertidos 
em cotas ou frações ideais atribuíveis ao participante; 
 ■ o prazo de acumulação é expresso em fração de ano.
O prazo médio ponderado é obtido por meio da soma das Contribui-
ções Atualizadas (CA) remanescentes (não resgatadas) multiplicadas 
pelo respectivo Prazo Decorrido (PD) da data do aporte até a data 
de conversão em benefício, dividido pelo total do saldo atualizado.
PMP = (CA1 × PD1) + (CA 2 × PD2) + (CA3 × PD3) + ..... + (Cau × Pdu)
Saldo Atualizado
EXEMPLO DE RESGATE (MÉTODO PEPS)
CONTRIBUIÇÃO DATA QUANTIDADE 
DE COTAS
01 30/12/2005 100
02 30/12/2006 200
03 30/12/2007 200
04 30/12/2008 100
05 30/12/2009 200
06 30/12/2010 300
07 30/12/2011 300
08 30/12/2012 350
09 30/12/2013 400
10 30/12/2014 400
UNIDADE 6
83PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
11 30/12/2015 400
RESGATE 30/06/2016 700
TABELA REGRESSIVA
PRAZO DE ACUMULAÇÃO ALÍQUOTA NA FONTE
até 2 anos 35%
acima de 2 anos até 4 anos 30%
acima de 4 anos até 6 anos 25%
acima de 6 anos até 8 anos 20%
acima de 8 anos até 10 anos 15%
acima de 10 anos 10%
CÁLCULO DE RESGATE
DATA DO 
APORTE
RESGATE 
(COTAS)
PRAZO ATÉ 
30/06/2016 ALÍQUOTA IRF 
(COTAS)
RESGATE 
LÍQUIDO 
(COTAS)
30/12/05 100 10,5 anos 10% 10 90
30/12/06 200 9,5 anos 15% 30 170
30/12/07 200 8,5 anos 15% 30 170
30/12/08 100 7,5 anos 20% 20 80
30/12/09 100 6,5 anos 20% 20 80
TOTAL 700 15,7% 110 590
EXEMPLO DE CÁLCULO DO PMP
DATA DAS 
CONTRIBUIÇÕES CA (COTAS) PD ATÉ 
30/12/2015
01 30/12/05 200 10 anos
02 30/12/07 200 8 anos
03 30/12/09 350 6 anos
04 30/12/11 150 4 anos
05 30/12/13 100 2 anos
TOTAL 1.000
UNIDADE 6
84PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
PMP = (200 × 10) + (200 × 8) + (350 × 6) + (150 × 4) + (100 × 2)
 1.000
PMP = 6.500
 1.000
PMP = 6,5 anos
CÁLCULO SIMPLIFICADO DO PMP
DATA DAS 
CONTRIBUIÇÕES
VALOR DO 
APORTE 
CA – COTAS
PRAZO 
DECORRIDO 
(PD) ATÉ 
30/12/2015
CA × PD
01 30/12/05 200 × 10 anos 2.000
02 30/12/07 200 x 8 anos 1.600
03 30/12/09 350 x 6 anos 2.100
04 30/12/11 150 x 4 anos 600
05 30/12/13 100 x 2 anos 200
TOTAL 1.000 6.500
PMP = 6.500
 1.000
PMP = 6,5 anos
PMP em 31/12/2015 = 6,5 anos – Alíquota de IR = 20%
PD (ANOS) ALÍQUOTA IR 
DEFINITIVO PERÍODO
6,5 a 8 20% 31/12/15 a 30/06/17
8 a 10 15% 01/07/17 a 30/06/19
Mais de 10 10% 01/07/19 em diante
 ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 
A assistência financeira é o empréstimo concedido com recursos próprios 
da EAPC ou da sociedade seguradora a titular ou assistido de plano de 
previdência complementar aberta, estruturadoem qualquer regime finan-
ceiro, ou a titular de plano de seguro de pessoas, estruturado no regime 
financeiro de capitalização. 
UNIDADE 6
85PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
A assistência financeira será concedida mediante contrato formalizado 
com o titular e somente poderá ser concedida durante o período anterior à 
concessão do benefício. A regulamentação em vigor estabelece algumas 
vedações, à EAPC entre as quais se destacam:
 ■ conceder assistência financeira com recursos de provisões, reser-
vas técnicas e fundos;
 ■ manter com o mesmo titular, simultaneamente, mais de um contra-
to de assistência financeira, exceto nos casos de contratos vincula-
dos a planos estruturados no regime financeiro de capitalização ou 
quando as contraprestações periódicas da assistência financeira 
forem pagas por meio de consignação em folha de pagamento; 
 ■ cobrar quaisquer despesas, a qualquer título, exceto aquelas referen-
tes aos encargos de juros, multa e atualização monetária ou even-
tuais tributos relacionados à operação da assistência financeira.
Observação
O plano de previdência complementar ou de seguro de pessoas não poderá ser can-
celado enquanto não forem pagas todas as contraprestações relativas às assistências 
financeiras a ele vinculadas.
Importante
A SUSEP, por meio da regulamentação específica para Assistência Financeira, considera 
como ato nocivo condicionar a concessão de assistência financeira à contratação de outros 
produtos ou serviços. Esteja atento a isso!
Atenção
Em planos de previdência complementar aberta com cobertura por sobrevivência, durante 
o período de diferimento, o saldo devedor da assistência financeira não poderá ser superior 
a 70% do saldo da provisão matemática de benefícios a conceder relativa à cobertura por 
sobrevivência. 
Para planos previdência complementar aberta com cobertura de risco, estruturados no regi-
me financeiro de capitalização, esse percentual passa a ser de 80% da provisão matemática 
de benefícios a conceder relativa às coberturas de risco.
 ATUALIZAÇÃO DE VALORES 
Os planos de Previdência Complementar Aberta, com coberturas estru-
turadas na modalidade de benefício definido, deverão conter cláusula de 
atualização anual de valores com base em índice pactuado.
UNIDADE 6
86PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Dessa forma, os benefícios e as contribuições serão atualizados na data 
de aniversário da contratação, com base no índice pactuado, ficando facul-
tado o estabelecimento de outra data-base, desde que os valores contra-
tualmente previstos sejam atualizados até essa outra data-base e a partir 
de então, seja respeitada a periodicidade anual.
Entretanto, quando as coberturas de risco forem custeadas mediante o paga-
mento de contribuição única, os valores dos benefícios deverão ser atualiza-
dos pelo índice pactuado até a data de ocorrência do evento gerador.
Alternativamente à atualização de valores, existe a possibilidade de adoção 
de cláusula de recálculo do valor do benefício durante o período que ante-
cede a ocorrência do evento gerador, segundo fatores objetivos (variação 
salarial, mensalidade escolar) expressos no regulamento, no certificado, 
na proposta e no contrato, devendo ser observado que essa possibilidade 
está restrita às coberturas estruturadas no regime financeiro de repartição 
e que tenham sido contratadas sob a forma coletiva.
Já os planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura estru-
turada na modalidade de contribuição variável poderão conter cláusu-
la de atualização anual dos prêmios com base em índice pactuado.
Em resumo:
PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA
Com coberturas 
estruturadas na modalidade 
de benefício definido.
DEVERÃO conter cláusula 
de atualização anual de 
valores com base em índice 
pactuado.
Obrigatório
Com cobertura estruturada 
na modalidade de 
contribuição variável.
PODERÃO conter cláusula 
de atualização anual dos 
prêmios com base em 
índice pactuado.
Tem que estar previsto no 
regulamento
Entretanto, quando as coberturas de risco forem custeadas 
mediante o pagamento de contribuição única, os valores 
dos benefícios DEVERÃO ser atualizados pelo índice 
pactuado até a data de ocorrência do evento gerador.
Obrigatório
Obs.: Nos planos de previdência aberta complementar é prevista cláusula 
de atualização monetária, sendo o indexador e a periodicidade previstos 
no regulamento. Além da atualização, no regulamento dos planos contra-
tados está previsto o reajuste por idade ou faixa etária atingida (planos de 
pecúlio, pensão e invalidez estruturados no regime financeiro de reparti-
ção). Para os planos de renda por sobrevivência estruturados na Modalida-
de de Benefício Definido, o aumento da contribuição acima do indexador 
previsto no plano será em decorrência da repactuação (consultar a defini-
ção de extratos para fins de repactuação).
UNIDADE 6
87PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Ocorrido o evento gerador de pagamento do benefício, os valores das ren-
das serão, a partir da data de sua concessão, atualizados anualmente, com 
base no índice pactuado, e acrescidos do valor resultante da diferença 
gerada entre a atualização mensal da provisão matemática de benefícios 
concedidos e a atualização anual aplicada à renda.
Exemplo
Suponha que determinado participante, com 60 anos de idade, comece a receber uma 
renda mensal vitalícia de valor igual a R$ 1.000,00. Suponha que a inflação mensal seja 
igual a 1%, o que equivale a 12,68% de inflação anual.
Nesse caso, seria razoável imaginar que, ao final de 1 ano, o valor da renda desse assis-
tido passaria para R$ 1.126.83 (R$ 1.000,00 × 1,1268).
Entretanto, como a provisão matemática de benefícios concedidos deve ser atualiza-
da mensalmente, existe uma “sobra” nessa provisão, que deve ser repassada para o 
 assistido que está recebendo renda. Essa sobra, sendo assim, equivale a R$ 2,96 (cál-
culo atuarial) e deve ser incorporada ao valor da renda ou ser paga à vista ao assistido.
Dessa forma, caso a EAPC opte por incorporar o valor de R$ 2,96 à renda, o assistido 
passará a receber R$ 1.129,78.
UNIDADE 6
88PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Atenção
O índice e a periodicidade de atualização de valores deverão constar do regulamento, 
da proposta e, quando for o caso de plano coletivo, do respectivo contrato.
O índice pactuado para a atualização de valores relativos às operações de Previdência 
Complementar Aberta deverá ser estabelecido em consonância com as seguintes opções:
 ■ Índice Nacional de Preços ao Consumidor/Fundação Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística – INPC/IBGE;
 ■ Índice de Preços ao Consumidor Amplo/Fundação Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística – IPCA/IBGE;
 ■ Índice Geral de Preços para o Mercado/Fundação Getúlio Vargas – IGPM/FGV;
 ■ Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna/Fundação Getúlio Vargas – 
IGP-DI/FGV;
 ■ Índice Geral de Preços ao Consumidor/Fundação Getúlio Vargas – IPC/FGV; 
 ■ Índice de Preços ao Consumidor/Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas 
da Universidade de São Paulo – IPC/FIPE.
No caso de extinção do índice pactuado, deverá ser utilizado o IPCA/IBGE, caso 
não tenha sido convencionado, no ato da contratação, índice substituto entre os 
previstos acima.
Exceção à regra de atualização de valores é o plano de Previdência Complementar 
Aberta, destinado, exclusivamente, à recepção de grupos de participantes e respecti-
vas provisões, transferidos de outros planos de benefícios. Nesses casos, a legislação 
admite a manutenção do critério de atualização de valores originalmente contratado.
FIXANDO CONCEITOS
89PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 6 
1. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
I) A política tributária não é um elemento chave para o estabelecimento 
de um sistema de Previdência Privada.
II) Existem incentivos fiscais às empresas que pagam contribuições para 
planos de Previdência de seusmarço de 1997.
 ■ Em 24 de julho de 1991, a Lei 8.213 institui o Plano de Benefícios da 
Previdência Social, sendo regulamentada pelo Decreto 2.172, de 5 
de março de 1997.
 ■ A Emenda Constitucional 20, de 15 de dezembro de 1998, modifica 
o Sistema de Previdência Social e estabelece normas de transição.
 ■ A Lei 9.876, de 26 de novembro de 1999, dispõe sobre a contribui-
ção previdenciária do contribuinte individual e o cálculo do bene-
fício, e altera dispositivos das Leis 8.212 e 8.213, de julho de 1991.
 ■ A Lei 10.887, de 21 de junho de 2004, dispõe sobre as contribuições 
ao FAPI – Fundo de Aposentadoria Programada Individual – e à Pre-
vidência Complementar para efeito de dedução no Imposto de Ren-
da, que ficam condicionadas aos recolhimentos do Regime Geral de 
Previdência Social.
 ■ A Lei Complementar 142, de 8 de maio de 2013, regulamenta o 
§ 1o do art. 201 da Constituição Federal, no tocante à aposenta-
doria da pessoa com deficiência segurada do Regime Geral de 
Previdência Social – RGPS.
UNIDADE 1
11PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ Emenda Constitucional Nº 103, de 12 de novembro de 2019, – 
 altera o sistema de previdência social e estabelece regras de tran-
sição e disposições transitórias , sendo regulamentada pelo Decre-
to 10.410, de 30 de junho de 2020, que alterou o regulamento da 
Previdência Social.
 PRINCÍPIOS BÁSICOS 
 DA SEGURIDADE SOCIAL 
A seguridade social brasileira foi organizada, observando-se os princípios 
básicos definidos no texto constitucional. São eles:
Universalidade da cobertura e do atendimento
Todos, sem distinção, têm direito à seguridade social.
Seletividade e distributividade na prestação de 
benefícios e serviços
O legislador deve “selecionar” as contingências sociais mais 
importantes e “distribuí-las” a um maior número possível de pes-
soas acometidas de necessidades.
Uniformidade e equivalência dos benefícios e servi-
ços às populações urbanas e rurais
Trabalhadores urbanos e rurais passam a ter os mesmos direitos.
Diversidade da base de financiamento 
Visa garantir maior estabilidade da Seguridade Social, na medida 
em que impede que se atribua o ônus do custeio a segmentos 
específicos da sociedade. Desse modo, quanto maior for a base 
de financiamento (ou seja, sendo a obrigação do custeio imposta 
a um maior número possível de segmentos da sociedade), maior 
será a capacidade da seguridade social fazer frente aos seus obje-
tivos, constitucionalmente, traçados.
Irredutibilidade do valor dos benefícios
Tem por objetivo impedir a redução nominal das prestações da 
seguridade social.
Ampliando 
conhecimentos
Além de contribuir para o 
custeio da seguridade social, a 
União é uma espécie de fiadora 
da Previdência Social, ou seja, 
por lei, quando os recursos da 
Previdência Social não forem 
suficientes para o pagamento 
dos benefícios, caberá à União 
complementá-los.
UNIDADE 1
12PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Equidade na forma de participação do custeio
O custeio da seguridade social deve ser feito de forma proporcional à 
capacidade contributiva de todos que a ele estão obrigados.
Preexistência do custeio em relação aos benefícios 
ou serviços
Tem por objetivo impedir que benefícios ou serviços da segurida-
de social sejam criados ou majorados sem que antes sejam esta-
belecidas as correspondentes fontes de custeio/financiamento 
dessas prestações.
Caráter democrático e descentralizado da gestão 
administrativa
Visa à aproximação dos cidadãos às organizações e aos proces-
sos de decisão dos quais dependem seus direitos.
 FONTES DE CUSTEIO 
 DA SEGURIDADE SOCIAL 
A seguridade social é financiada por toda a sociedade, de forma direta ou 
indireta, mediante recursos provenientes da União, dos estados, do Distri-
to Federal, dos municípios e de contribuições sociais.
 — Receitas que Compõem 
o Orçamento
O orçamento da seguridade social, no âmbito federal, é composto das 
seguintes receitas:
Recursos da União
Recursos adicionais do orçamento fiscal, fixados obrigatoriamente 
na Lei Orçamentária Anual.
Contribuições sociais
a) das empresas, que incidem sobre a folha de salários dos segu-
rados empregados e demais pessoas físicas a seu serviço, e sobre 
o faturamento e o lucro;
b) das empresas exclusivamente rurais, incidentes sobre o valor da 
venda da produção;
UNIDADE 1
13PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
c) das empresas agroindustriais, que incidem sobre a folha de salá-
rio dos segurados empregados e demais pessoas físicas a seu ser-
viço, e sobre o faturamento e o lucro;
d) dos empresários e empregadores domésticos;
e) dos trabalhadores em geral (empregados, empregados domés-
ticos, autônomos, equiparados a autônomos, avulsos, facultativos), 
incidentes sobre a remuneração;
f) dos produtores rurais, pessoas físicas e dos segurados especiais;
g) incidentes sobre os chamados concursos prognósticos (loterias 
em geral, corridas de cavalo);
h) dos clubes de futebol profissional, que incidem sobre a renda 
dos espetáculos desportivos de que participam no território nacio-
nal e de contratos de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e 
símbolos, de publicidade ou propaganda e transmissão dos espe-
táculos desportivos.
Outras fontes
Constituem outras receitas da seguridade social:
a) multas, atualização monetária e juros moratórios, como as multas 
pelo atraso no recolhimento das contribuições, que variam de acor-
do com cada caso, aplicadas às empresas e contribuintes individuais;
b) remuneração recebida pela prestação de serviços de arreca-
dação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros. Essa fonte 
de receita vem do serviço prestado pelo INSS e de arrecadação e 
fiscalização das contribuições devidas pelas empresas urbanas e 
rurais, para o salário educação e para outros fundos e entidades 
(SESI, SESC, SEST, SENAC, SENAR, SENAI, INCRA, entre outros);
c) demais receitas patrimoniais, industriais, financeiras e outras 
receitas.
 O DIREITO À 
 PREVIDÊNCIA 
O direito à Previdência é garantido pela Constituição como parte integran-
te do conjunto de ações que compõem a seguridade social.
UNIDADE 1
14PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 — Organização da Previdência
A Previdência Social é organizada sob a forma de dois regimes:
Regime Geral de Previdência Social – RGPS
Esse regime, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, 
garante um conjunto de benefícios tanto ao segurado quanto a seus 
dependentes. Todo cidadão tem o direito de vinculação ao Regime 
Geral de Previdência Social – RGPS –, mediante contribuição.
É exclusivo aos funcionários da iniciativa privada. Entre os contri-
buintes, encontram-se os empregadores, os empregados assala-
riados, os domésticos, os autônomos, os contribuintes individuais e 
os trabalhadores rurais.
Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS
Esses regimes, voltados para os funcionários públicos e militares, 
garantem um conjunto de benefícios tanto ao segurado quanto a 
seus dependentes.
É exclusivo aos servidores públicos titulares de cargo efetivo, man-
tido pelos entes públicos da Federação (União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios).
A previdência social pode ser vista como um pacto de gerações, onde os par-
ticipantes ativos financiam, com as suas contribuições, os benefícios pagos 
para os inativos. Logo, não há reservas individualizadas na previdência social.
Por esse motivo, não há possibilidade do segurado da previdência social trans-
ferir os recursos que ele pagou para um plano de previdência complementar.
 — Benefícios
Alguns dos principais benefícios do Regime Geral da Previdência Social:
PARA OS SEGURADOS PARA OS DEPENDENTES
aposentadoria – por tempo de contribuição, 
especial, por idade ou por invalidez, aposenta-
doria especial a pessoas com deficiência.
pensão por morte do segurado, homem ou mu-
lher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes.
auxílio-doença auxílio-reclusão
Quanto ao valor dos benefícios, o texto constitucional estabelece que:
 ■ nenhum benefíciofuncionários.
III) O benefício fiscal significa que o imposto de renda que deixa de ser 
pago no presente não será cobrado no futuro.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente I e II são proposições verdadeiras.
(e) Somente II e III são proposições verdadeiras.
2. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
I) O valor da assistência financeira é sempre limitado a 50% do saldo 
da previsão matemática de benefícios a conceder.
II) A assistência financeira deve ser concedida por meio de recursos 
próprios da EAPC ou da Sociedade Seguradora.
III) Não pode ser concedida assistência financeira a titular de plano de 
pecúlio.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente I e II são proposições verdadeiras.
(e) Somente I e III são proposições verdadeiras.
3. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
I) O plano PGBL deverá conter, obrigatoriamente, cláusula de atuali-
zação anual das contribuições.
II) O plano PRGP poderá conter cláusula de atualização anual das con-
tribuições.
FIXANDO CONCEITOS
90PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
III) Alternativamente à atualização de valores, existe, para as cober-
turas estruturadas no regime financeiro de capitalização, a possi-
bilidade de adoção de cláusula de recálculo do valor do benefício 
durante o período que antecede a ocorrência do evento gerador.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente I e II são proposições verdadeiras.
(e) Somente I e III são proposições verdadeiras.
4. Marque a alternativa correta:
(a) O índice e a periodicidade de atualização de valores deverão cons-
tar somente do regulamento.
(b) O Índice Nacional de Custo da Construção/Fundação Getúlio Var-
gas – INCC/FGV – é um dos índices que podem ser utilizados para 
atualização dos planos de Previdência Complementar Aberta.
(c) No caso de extinção do índice pactuado, deverá ser utilizado o IPC/
FGV, caso não tenha sido convencionado no ato da contratação.
(d) Quando as coberturas de risco forem custeadas mediante o paga-
mento de contribuição única, os valores dos benefícios deverão ser 
atualizados pelo índice pactuado até a data de ocorrência do even-
to gerador.
(e) Os valores dos benefícios pagos sob forma de renda serão, a partir 
da data de sua concessão, atualizados mensalmente.
Marque a alternativa correta:
5. Para definir o melhor produto para o cliente, entre PGBL e VGBL, o 
corretor deverá analisar:
(a) Apenas o tipo de declaração de imposto de renda utilizada pelo cliente.
(b) O valor de sua contribuição, pois o PGBL é destinado apenas para 
valores elevados.
(c) As taxas cobradas pelas EAPCs e sociedades seguradoras.
(d) O tipo de declaração de IR utilizado pelo cliente, se é contribuinte do 
RGPS ou de um RPPS e o percentual da sua renda bruta anual que 
deseja contribuir.
(e) A rentabilidade.
FIXANDO CONCEITOS
91PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Marque a alternativa correta:
6. O cálculo do imposto de renda devido através do sistema PEPS é utili-
zado para:
(a) Resgates dos clientes que optaram pela tabela progressiva do 
imposto de renda.
(b) Contribuições superiores ao limite de 12% anual.
(c) Resgates ou recebimento de benefício não atuarial para clientes 
que optaram pela tabela regressiva do imposto de renda.
(d) Qualquer tipo de resgate e recebimento de renda de planos 
previdenciários.
(e) Recebimento de rendas atuariais.
Marque a alternativa correta:
7. O limite de dedução das contribuições previdenciárias no imposto de 
renda é:
(a) 12% para o VGBL e 15% para o PGBL.
(b) Variável de acordo com a tabela progressiva do imposto.
(c) Ilimitado desde que o cliente seja contribuinte do RGPS ou de um 
RPPS.
(d) Determinado pelo tempo de permanência do cliente no plano.
(e) 12% da renda bruta anual da pessoa física.
8. Marque a alternativa correta:
(a) Reinvestir o valor economizado por conta do benefício fiscal é uma 
excelente forma do cliente aumentar o valor futuro da sua renda de 
aposentadoria.
(b) Somente as pessoas que utilizam o modelo simplificado de declara-
ção anual de imposto de renda fazem jus ao benefício fiscal.
(c) As alíquotas decrescentes de IR para a previdência tornaram-se pos-
síveis desde o lançamento do PGBL.
(d) Para pagamento de resgate, ficou estabelecido o sistema PMP – Pra-
zo Médio Ponderado – para a tributação.
(e) Para um prazo de acumulação de até dois anos, a alíquota do impos-
to de renda na fonte será de 20% no caso de tabela regressiva.
92
ESTUDOS DE CASO
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ESTUDOS DE CASO 
Caso 1
Arthur tem interesse em contratar um plano visando uma renda futura 
quando deixar de trabalhar, porém ainda não está certo de qual seria a 
melhor opção e desenho de plano para ele. Liste todas as perguntas que 
você deverá fazer para indicar a melhor solução para o Arthur tanto de 
plano como de desenho do mesmo.
Caso 2
Marcos tem 30 anos e deseja contratar um plano de previdência do tipo 
PGBL com o objetivo de receber uma renda mensal vitalícia aos 60 anos 
de idade. Seu objetivo é depositar, ao longo dos próximos 30 anos, R$ 
500,00 por mês, o que implica fazer 360 depósitos sempre ao final do 
mês. As seguradoras que Marcos procurou dispõem de planos de previ-
dência com as seguintes características:
1) Seguradora A:
a) Carregamento: 10% para planos de contribuição variável e 25% para 
planos de benefício definido.
b) Rentabilidade líquida do fundo de investimento especialmente cons-
tituído onde serão aplicados os recursos do PGBL: 0,72% ao mês.
c) Renda mensal vitalícia calculada com base na tábua biométrica 
AT-49 Male + 6% a.a.
2) Seguradora B:
a) Carregamento: 0% para planos de contribuição variável e 10% para 
planos de benefício definido.
b) Rentabilidade líquida do fundo de investimento especialmente consti-
tuído onde serão aplicados os recursos do PGBL: 0,7% ao mês.
c) Renda mensal vitalícia calculada com base na tábua biométrica 
AT-83 Male + 5% a.a.
3) Seguradora C:
a) Carregamento: 8% para planos de contribuição variável e 15% para 
planos de benefício definido.
b) Rentabilidade líquida do fundo de investimento especialmente cons-
tituído onde serão aplicados os recursos do PGBL: 0,94% ao mês.
c) Renda mensal vitalícia calculada com base na tábua biométrica 
AT-2000 Male + 2% a.a.
Qual Seguradora oferecerá a Marcos um valor de renda mensal vitalícia maior?
93PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
GABARITO
 GABARITO 
Fixando Conceitos
UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3
1 – C 1 – C 1 – A
2 – A 2 – E 2 – C
3 – A 3 – A 3 – B
4 – E 4 – D 4 – D
5 – E 5 – D 5 – A
6 – E 6 – C
7 – B 7 – B
8 – D
9 – B
10 – B
UNIDADE 4 UNIDADE 5 UNIDADE 6
1 – D 1 – C 1 – B
2 – B 2 – B 2 – B
3 – C 3 – E 3 – B
4 – C 4 – E 4 – D
5 – B 5 – A 5 – D
6 – C 6 – C
7 – C 7 – E
8 – A 8 – A
9 – E
10 – E
94
ESTUDOS DE CASO
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Estudos de Caso
Caso 1
Vamos apresentar aqui alguns exemplos das principais perguntas que 
podem ser utilizadas, contudo não temos a pretensão de esgotar as possi-
bilidades, uma vez que o universo previdenciário é bastante vasto.
Para determinar o tipo de plano você precisará fazer basicamente três per-
guntas:
1. Qual o tipo de declaração de IR você utiliza?
2. Você contribui para o RGPS ou para um RPPS?
3. Com qual percentual de sua renda bruta você deseja contribuir?
Já para o desenho do plano você precisará trabalhar com um rol maior de 
perguntas. Vejamos algumas sugestões: 
Necessidade de contratação de uma cobertura de risco
1. Possui alguém que dependa financeiramente de você?
2. Já possui algum tipo de seguro de vida ou cobertura de risco?3. Caso algo aconteça e você venha a ficar inválido, será possível manter 
o seu padrão de vida atual?
Orientação do tipo de fundo para aplicação
1. Em quanto tempo você deseja se aposentar?
2. Como investidor, você se considera com perfil conservador, moderado 
ou agressivo?
3. Você possui algum capital reservado para emergências ou existe o risco 
de ter que realizar resgates no plano antes da data prevista para sua apo-
sentadoria?
Definição do tipo de renda de aposentadoria para efeitos de simula-
ção de valores (de acordo com o simulador utilizado)
1. Ao se aposentar você deseja receber uma renda até que venha a falecer 
ou apenas por um determinado período?
2. Sendo por um determinado período, qual seria esse tempo?
3. Caso você venha a falecer durante o recebimento da sua renda, é dese-
jável que ela seja revertida para alguém?
4. Devendo ser revertida, qual a idade do beneficiário e qual o percentual 
você deseja reverter?
95
ESTUDOS DE CASO
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Escolha do tipo de tabela para tributação
1. Ao se aposentar você terá algum outro tipo de renda ou apenas seus 
benefícios previdenciários?
2. De quanto você estima que será o valor total recebido?
3. Por quanto tempo você acredita que deixará os valores aplicados?
Caso 2
Com base nas informações contidas na Unidade 4 “Fatores que Influenciam 
o Valor da Renda a Ser Recebida em Função da Sobrevivência”, em seu 
tópico “Parâmetros Técnicos”, e considerando que Marcos é um investidor 
racional, preferindo sempre a opção em que sua riqueza é maximizada, e 
também que não há diferença do ponto de vista de segurança econômico-
-financeira entre as seguradoras, qual deve ser a opção de Marcos?
Solução: Primeiro, deve-se encontrar o montante acumulado em cada uma 
das seguradoras ao longo dos próximos 30 anos (360 depósitos de R$ 
500,00). Como o PGBL é um plano puramente financeiro durante o período 
de acumulação dos recursos (período de diferimento), a conta que se deve 
fazer é uma conta puramente financeira, na qual se deseja calcular o valor 
futuro de uma série uniforme de pagamentos mensais. Dessa forma, para 
a seguradora A teremos:
Valor Futuro = Prestação × [(1+i)n – 1]/i
Onde: i = 0,72% - rentabilidade líquida do fundo; prestação = R$ 500,00 
× (1 – 0,10), pois o carregamento é 10%, em face de o PGBL ser um plano 
estruturado na modalidade de contribuição variável.
Logo:
Valor Futuro = 450 × [(1,0072)360 – 1]/0,0072 = R$ 764.562,20
Fazendo-se procedimento análogo para as seguradoras B e C, 
 encontram-se, respectivamente, R$ 808.568,78 e R$ 1.371.488,22.
Depois disso, deve-se encontrar o valor da renda mensal vitalícia com 
base nas informações contidas na Unidade 4 – “Fatores que Influenciam 
o Valor da Renda a Ser Recebida em Função da Sobrevivência”, em seu 
tópico “Parâmetros Técnicos”, onde ficamos sabendo que uma pessoa de 
60 anos de idade precisa acumular, com base na tábua biométrica AT-49 
Male + 6% a.a. (Seguradora A), R$ 124.659,13 para receber R$ 1.000,00 de 
renda mensal vitalícia. Desse modo, utilizando uma regra de três, teremos:
R$ 124.659,13 para receber R$ 1.000,00
R$ 764.562,20 para receber X
Resolvendo a equação (multiplicação em cruz), encontramos R$ 6.133,22.
Fazendo-se procedimento análogo para as seguradoras B e C, 
 encontram-se, respectivamente, R$ 5.261,83 e R$ 6.088,30.
Dessa forma, apesar de na seguradora A, o cliente ter o menor saldo acu-
mulado, as bases técnicas contratadas são favoráveis a ele, conduzindo a 
um valor de renda mensal vitalícia maior.
96PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BARR, Nicholas. The truth about pension reform. Finance and Development, 
v. 38, n. 3, set. 2001. 
BECKER, Alfredo Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. 3 ed. São 
Paulo: Lejus, 1998.
BALEEIRO, Aliomar. Direito Tributário Brasileiro. 10 ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 1983.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Previdên-
cia complementar. Assessoria técnica de Marcos Antônio Simões Peres. 12 
ed. 1ª reimpressão. Rio de Janeiro: Funenseg, 2015, p. 102.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Previdên-
cia complementar. Assessoria técnica de Maurício Viot. 13 ed. Rio de Janeiro: 
Funenseg, 2016, p. 102.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Previdên-
cia complementar. Assessoria técnica de Daniel Medeiros Schaefer. 14 ed. 
Rio de Janeiro: ENS, 2017, p. 106.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Previdên-
cia complementar. Assessoria técnica de Maurício Viot. 15 ed. Rio de Janeiro: 
ENS, 2018, p. 111.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino e Produtos. Segu-
ros de pessoas. Assessoria técnica de Marcos Antonio Simões Peres. 4 ed. 
Rio de Janeiro: Funenseg, 2009, p. 118.
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS. Diretoria de Ensino Técnico. Segu-
ros de pessoas. Assessoria técnica de Elizabeth Vieira Valente Bartolo. 11 
ed. Rio de Janeiro: ENS, 2017, p. 136.
Sites
http://novosite.susep.gov.br/
https://www.gov.br/imprensanacional/pt-br
https://www.bcb.gov.br/
https://www.gov.br/cvm/pt-br/
https://www.planalto.gov.br/
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br
https://www.gov.br/inss/pt-br
http://novosite.susep.gov.br/
https://www.gov.br/imprensanacional/pt-br
https://www.bcb.gov.br/
https://www.gov.br/cvm/pt-br/
https://www.planalto.gov.br/
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br
https://www.gov.br/inss/pt-br
	PREVIDÊNCIA
	SOCIAL
	 A CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA 
 DE SEGURIDADE SOCIAL 
	 PRINCÍPIOS BÁSICOS 
 DA SEGURIDADE SOCIAL 
	 FONTES DE CUSTEIO 
 DA SEGURIDADE SOCIAL 
	Receitas que Compõem o Orçamento
	 O DIREITO À 
 PREVIDÊNCIA 
	Organização da Previdência
	Benefícios
	 CONSIDERAÇÕES 
 GERAIS 
	 FIXANDO CONCEITOS 1 
	PREVIDÊNCIA 
	COMPLEMENTAR
	 UM POUCO 
 DE HISTÓRIA 
	 UMA ALTERNATIVA 
 DE POUPANÇA 
	 ESTRUTURA 
 DO SISTEMA 
	Entidades Abertas de Previdência Complementar – EAPC
	Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC
	 FIXANDO CONCEITOS 2 
	PLANOS de ENTIDADES ABERTAS de
	PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
	 ESTRUTURA BÁSICA 
	 MODALIDADES DE ESTRUTURAÇÃO 
 DAS COBERTURAS 
	Benefício Definido
	Contribuição Variável
	 PERÍODOS DE 
 DIFERIMENTO E COBERTURA 
	 ADMISSÃO 
	Proposta de Inscrição
	Certificado
	 CONTRIBUIÇÕES 
	 CARREGAMENTO 
	 VALORES 
 GARANTIDOS 
	 GARANTIAS TÉCNICAS 
	 APURAÇÃO 
 DE RESULTADOS 
	 FIXANDO CONCEITOS 3 
	PLANOS com 
	COBERTURA por SOBREVIVÊNCIA
	 COMERCIALIZAÇÃO 
	Tipos de Planos de Cobertura por Sobrevivência
	Regras para os Fundos de Investimento Especialmente Constituídos
	 MODALIDADES DE RENDA 
	 FATORES QUE INFLUENCIAM 
 O VALOR DA RENDA A SER 
 RECEBIDA EM FUNÇÃO DA 
 SOBREVIVÊNCIA 
	Parâmetros Técnicos
	Taxas Cobradas
	Modalidade de Renda e Idade de Aposentadoria
	Montante Acumulado
	 VALORES GARANTIDOS NO 
 PERÍODO DE DIFERIMENTO 
	Resgate
	Portabilidade
	 FIXANDO CONCEITOS 4 
	PLANOS com 
	COBERTURA de RISCO
	 PLANOS COM COBERTURA 
 DE RISCO – MORTE E 
 INVALIDEZ TOTAL E 
 PERMANENTE 
	 PLANOS QUE PAGAM 
 BENEFÍCIO POR INVALIDEZ 
	Plano de Renda por Invalidez
	Plano de Renda por Invalidez com Prazo Mínimo Garantido
	Plano de Pecúlio por Invalidez
	 PLANOS QUE PAGAM 
 BENEFÍCIO POR MORTE 
	Plano de Pensão ao Cônjuge ou Companheiro(a)
	Plano de Pensão aos Menores
	Plano de Pensão por Prazo Certo
	Plano de Pecúlio por Morte
	 FIXANDO CONCEITOS 5 
	INFORMAÇÕES
	COMPLEMENTARES
	 ASPECTOS TRIBUTÁRIOS 
	PGBL x VGBL
	Legislação
	Dedução
	Tributação
	Formas de Pagamento do Imposto
	 ASSISTÊNCIA FINANCEIRA 
	 ATUALIZAÇÃo DE VALORES 
	 FIXANDO CONCEITOS 6 
	 ESTUDOS DE CASO 
	 gabarito 
	 Referências Bibliográficasque substitua o salário de contribuição ou o 
rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao 
salário-mínimo;
UNIDADE 1
15PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de 
benefício serão devidamente atualizados na forma da lei; 
 ■ é assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em 
caráter permanente, o valor real conforme critérios definidos em lei.
 CONSIDERAÇÕES 
 GERAIS 
Evidentemente, o universo da Previdência Social Brasileira é muito maior e 
bem mais complexo, englobando seus cálculos, suas reformas e regras de 
transição. Contudo, o objetivo deste material é apresentar seu conteúdo de 
forma que você possa compreender minimamente o seu funcionamento. 
Caso você queira se aprofundar no tema, consulte a página da Previdência 
Social na Internet, leia a legislação e consulte especialistas desse segmento, 
afinal, conhecimento nunca é demais! 
Daqui para frente, focaremos na Previdência Complementar e em todas suas 
nuances. Você conhecerá a história, aprender como funcionam os produtos 
e as opções existentes para que possa desenhar as melhores soluções para 
o seu cliente.
FIXANDO CONCEITOS
16PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 1 
Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
1. Um segurado que contribui para a Previdência Social deseja transferir 
sua contribuição para um plano de Previdência Complementar. Sobre esta 
afirmação, é correto declarar que:
I) Ele pode fazer a transferência, porque a legislação garante a ele 
esse direito.
II) Caso transfira sua contribuição, o segurado terá mais vantagens 
financeiras.
III) Ele pode transferir sua contribuição, porque a Previdência Social é 
de caráter contributivo e de filiação obrigatória.
IV) A transferência não é possível, porque a Previdência Social não 
possibilita a constituição de reserva individualizada.
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente IV é proposição verdadeira.
(d) Somente II e III são proposições verdadeiras.
(e) Somente III e IV são proposições verdadeiras.
2. As receitas que compõem, no âmbito federal, o orçamento da segurida-
de social são:
(a) Da União, das contribuições sociais e de outras fontes.
(b) Das empresas e dos empregados.
(c) Dos empregados, da União e dos trabalhadores.
(d) Da Previdência Complementar, dos trabalhadores e dos empregados.
(e) Das receitas de jogos prognósticos, da União e dos trabalhadores.
FIXANDO CONCEITOS
17PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
3. Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque a 
alternativa correta:
( ) Existem dois regimes na Previdência Social.
( ) Os dependentes têm direito à pensão e auxílio-doença.
( ) Os benefícios pagos pela Previdência Social podem ser inferiores a 
um salário mínimo.
( ) Os dependentes têm direito a pensão e auxílio-reclusão.
( ) Os segurados têm direito aos benefícios de aposentadoria e 
auxílio-doença.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) V, F, F, V, V.
(b) F, V, F, F, V.
(c) V, F, V, V, V.
(d) V, V, F, F, V.
(e) V, V, F, V, F.
4. Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque a 
alternativa correta:
( ) Todo cidadão tem direito de vinculação ao Regime Geral de Previ-
dência Social mediante contribuição.
( ) O Regime Geral de Previdência Social tem caráter contributivo e 
filiação obrigatória.
( ) Universalidade da cobertura e do atendimento é um dos princípios 
básicos definidos no texto constitucional.
( ) A União funciona como uma espécie de fiadora da Previdência 
Social a cada três exercícios.
( ) As contribuições sociais não integram as fontes de custeio da Pre-
vidência Social.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) F, V, V, V, F.
(b) V, F, V, F, F.
(c) V, V, F, V, V.
(d) F, F, V, V, V.
(e) V, V, V, F, F.
FIXANDO CONCEITOS
18PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque 
a alternativa correta:
5. No que se refere à Seguridade Social, é correto afirmar que:
( ) A Seguridade Social é financiada somente por recursos provenien-
tes da União.
( ) Um dos princípios básicos da Seguridade Social, que prevê que 
todos, sem distinção, têm direito à seguridade social, é a universali-
dade da cobertura e do atendimento.
( ) As contribuições sociais das empresas, que incidem sobre a folha 
de salários dos segurados empregados e demais pessoas físicas a 
seu serviço e sobre o faturamento e o lucro dessas empresas, são 
exemplos de uma das receitas que compõem o orçamento da Segu-
ridade Social no âmbito federal.
( ) As contribuições incidentes sobre os chamados concursos prognós-
ticos (loterias em geral, corridas de cavalo, entre outros) são exem-
plos de uma das receitas que compõem o orçamento da Segurida-
de Social no âmbito federal.
(a) V, F, V, F.
(b) V, F, F, F.
(c) F, V, F, F.
(d) V, V, F, F.
(e) F, V, V, V.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 19
UNIDADE 202
PREVIDÊNCIA 
COMPLEMENTAR
 ■ Conhecer os aspectos 
históricos da Previdência 
Privada no Brasil, 
correlacionando tais 
aspectos com a operação 
do mercado de seguros da 
atualidade.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de:
 ■ Reconhecer os planos 
de contratação e a 
estrutura do sistema de 
previdência complementar, 
considerando as 
características das 
Entidades Abertas de 
Previdência Complementar 
– EAPC.
TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ UM POUCO DE HISTÓRIA
⊲ UMA ALTERNATIVA 
DE POUPANÇA
⊲ ESTRUTURA DO SISTEMA
⊲ FIXANDO CONCEITOS 2
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 20
UNIDADE 2
 UM POUCO 
 DE HISTÓRIA 
Algumas iniciativas no sentido de instituir planos de Previdência no Brasil ocor-
reram no final do século XVIII e início do XIX. Entre elas, destaca-se a criação 
do Montepio Geral de Economia dos Servidores – MONGERAL – em 1835.
Até o início da década de 1980, os planos de Previdência disponíveis ao 
público eram administrados em sua maior parte, por entidades sem fins 
lucrativos e ligados a setores de atividades relativos ao funcionalismo 
público ou outras atividades relacionadas às profissões chamadas liberais.
A falta de regulamentação específica bem como de fiscalização adequada, 
aliada ao desconhecimento e ao embasamento técnico-atuarial insuficiente, 
criou nos participantes um conjunto de frustrações em relação aos produtos 
adquiridos e, consequentemente, um descrédito em relação a esses produtos.
No decorrer da década de 1980, com a criação de regulamentação especí-
fica, verificou-se a introdução de novos planos previdenciários no mercado 
e o aparecimento de administradores especializados, além de segurado-
ras que se estruturaram para operar esses produtos no mercado.
No que se refere aos fundos de pensão, verifica-se que seu marco ini-
cial ocorreu em 16 de abril de 1904, quando foi fundada a Caixa de 
Montepio dos Funcionários do Banco do Brasil, antecessora da Previ, 
criada por poucos funcionários do Banco com o objetivo de proporcio-
nar aos seus dependentes o pagamento de uma pensão a partir de seu 
falecimento. Outras iniciativas de criação de fundos de pensão ocor-
reram durante a década de 1970, em face do crescimento econômico 
vivenciado pelo país.
UNIDADE 2
21PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
A regulamentação da Previdência Complementar teve seu início com a 
promulgação da Lei 6.435, de 15 de julho de 1977, que passou a dispor 
sobre as entidades de Previdência Privada. Essa lei foi regulamentada, no 
que concerne às entidades abertas, pelo Decreto-Lei 81.402/78, por reso-
luções do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP – e por circu-
lares da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. Em 2001, a Lei 
6.435/77 teve seu contexto legal reformulado pela Lei Complementar 109, 
de 29 de maio de 2001.
 UMA ALTERNATIVA 
 DE POUPANÇA 
A previdência complementar, também conhecida como previdência priva-
da, é um sistema que permite ao cidadãoguardar uma parcela de recursos 
ao longo do tempo, para garantir uma renda futura melhor para si mesmo 
e sua família, ou seja, representa uma alternativa de poupança, de caráter 
exclusivamente privado, destinada à manutenção do poder aquisitivo, caso 
haja perda da capacidade laborativa ou, simplesmente, uma forma alterna-
tiva de investimento.
Em linhas gerais, aquele que contrata um plano de Previdência Comple-
mentar deseja garantir, principalmente na aposentadoria, uma renda próxi-
ma àquela que recebia quando ativo, ou seja, quando inserido no mercado 
de trabalho.
É importante ter em mente que para qualquer país, a poupança é fundamen-
tal, pois é a origem do investimento. Para se fazer qualquer investimento, 
a condição indispensável é que se tenha prévia ou simultaneamente uma 
poupança. É nesse contexto de formadora e mantenedora de poupança 
de médio e longo prazos que se insere a Previdência Complementar.
A pessoa física que contrata um plano de Previdência Complementar é 
denominada participante, enquanto a pessoa física em gozo do recebi-
mento do benefício é denominada assistido.
Uma maneira de se precaver contra o risco de não haver recursos na apo-
sentadoria é economizar parte do salário, acumulando esses recursos em 
fundos individuais, para usufruir dos recursos acumulados na aposentado-
ria. Este é o princípio de funcionamento dos planos de complementação 
de aposentadoria. Por isso, a existência da previdência complementar se 
justifica, também, pelo fato de ser uma alternativa para a complementação 
dos benefícios pagos pela Previdência Social.
Benefício
Pagamento efetuado pela 
entidade ao participante ou
beneficiário, em contrapartida
às contribuições feitas para
custeio do plano.
UNIDADE 2
22PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Quando financiada pelas empresas, a Previdência Complementar se justifica 
pela necessidade cada vez mais evidente que as companhias têm de atrair, 
reter e desenvolver talentos, capazes de trabalhar em equipe e com com-
prometimento, descentralizando decisões para gestores e colaboradores.
Contratar e reter bons funcionários passa a ser uma tarefa primordial 
para qualquer companhia, visando, sobretudo, evitar uma grande rota-
tividade, que pode abalar o seu sucesso, especialmente se a perda de 
qualquer de seus colaboradores ocorrer para uma empresa concor-
rente. Nesse caso, além da perda de um funcionário que custou tem-
po e dinheiro para ser treinado, a companhia fornece à concorrência 
 informações e talentos importantes.
Um outro fator que merece destaque refere-se à oxigenação dos colabo-
radores e é um dos motivos mais fortes que levam as empresas a criar pla-
nos de Previdência Complementar, tornando possível manter ou mesmo 
aumentar a competitividade delas no mercado, por intermédio da subs-
tituição dos funcionários mais velhos e com maior dificuldade em acom-
panhar padrões de produtividade e criatividade. Com a complementação 
da aposentadoria, esses funcionários mais antigos acabam aceitando com 
tranquilidade a decisão de se aposentar, uma vez que seu padrão de renda 
não declinará, mantendo-se próximo do atual.
É certo também que a política de remuneração da empresa exerce papel 
fundamental na atração, retenção e motivação de talentos. Entretanto, 
apesar dos diversos componentes da remuneração total que um indiví-
duo pode ter (salário-base e adicionais, remuneração variável de curto 
prazo, benefícios e incentivos de longo prazo), o plano de Previdência 
Complementar é um dos benefícios mais significativos em termos de 
custo e de valor, em face das vantagens fiscais sobre outras alternativas 
de remuneração.
Entretanto, é importante esclarecer que há limites para a dedução do que 
as empresas e as pessoas físicas pagam para planos de previdência com-
plementar, ou seja, o que é pago não é 100% abatido no imposto de renda.
 ESTRUTURA 
 DO SISTEMA 
A Previdência Complementar no Brasil é operada por entidades de Previ-
dência Complementar, que têm por objetivo principal instituir e executar 
planos de benefícios de caráter previdenciário.
UNIDADE 2
23PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Essas entidades são classificadas em Entidades Abertas de Previ-
dência Complementar (EAPC) e Entidades Fechadas de Previ-
dência Complementar (EFPC). As entidades fechadas de previdên-
cia complementar são também conhecidas por Fundos de Pensão.
 — Entidades Abertas de Previdência 
Complementar – EAPC
São aquelas constituídas unicamente sob a forma de sociedades 
anônimas¹, que têm por objetivo principal instituir planos que podem 
ter coberturas de morte, invalidez ou sobrevivência.
A Lei Complementar 109/2001 permitiu que as sociedades segu-
radoras que operem exclusivamente no Ramo de Seguro de Pes-
soas sejam autorizadas a comercializar planos de Previdência 
Complementar.
As EAPCs encontram-se subordinadas ao Ministério da Economia e 
têm como órgãos normativo e fiscalizador, respectivamente, o Con-
selho Nacional de Seguros Privados – CNSP – e a Superintendência 
de Seguros Privados – SUSEP.
Os planos das entidades abertas podem ser contratados sob a forma 
individual ou coletiva. Os planos individuais são aqueles acessí-
veis a quaisquer pessoas físicas, enquanto os planos coletivos são 
aqueles destinados a pessoas físicas vinculadas, direta ou indireta-
mente, a uma pessoa jurídica contratante, que pode participar do 
custeio do plano, conforme disposições constantes no contrato cele-
brado entre a pessoa jurídica contratante e a entidade aberta.
 — Entidades Fechadas 
de Previdência 
Complementar – EFPC
São aquelas organizadas sob a forma de fundações de direito priva-
do ou de sociedade civil, conhecidas também como fundo de pen-
são, sem fins lucrativos, acessíveis exclusivamente:
 ■ aos empregados de uma empresa, ou grupo de empresas, 
e aos servidores da União, dos estados, do Distrito Federal 
e dos municípios, entes denominados patrocinadores²; 
 ■ aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter 
profissional, classista ou setorial, denominados instituidores³.
1. Inicialmente, a Lei 6.435/77 
permitiu que as entidades 
abertas fossem organizadas 
sob a forma de sociedades 
anônimas, quando tivessem fins 
lucrativos, ou sociedades civis ou 
fundações, sem fins lucrativos. 
Entretanto, com o propósito 
de conferir maior segurança 
e credibilidade ao Sistema de 
Previdência Complementar, a Lei 
Complementar 109/01 restringiu 
a constituição das entidades 
abertas unicamente à forma 
de sociedades anônimas, o 
que representou um avanço no 
controle e na transparência.
2. A Lei Complementar 109/01 
ampliou a figura do patrocinador, 
ao incluir nessa categoria a 
União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, quando 
estes instituírem suas entidades 
de Previdência Complementar.
3. A Lei Complementar 109/01 
passou a permitir que pessoas 
jurídicas de caráter profissional, 
classista ou setorial – os 
instituidores – optem por criar 
uma entidade fechada de 
Previdência Complementar para 
seus associados ou membros.
UNIDADE 2
24PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
As EFPCs têm a finalidade de administrar e operar planos de 
benefícios previdenciários criados por empresas (patrocinado-
res) para seus empregados (participantes) ou por pessoas jurí-
dicas de caráter profissional, classista ou setorial (instituidores) 
para seus associados (participantes).
As entidades fechadas encontram-se subordinadas ao Ministério da 
Economia4 e têm como órgão normativo o Conselho Nacional de 
Previdência Complementar – CNPC – e órgão fiscalizador a Supe-
rintendência Nacionalde Previdência Complementar – PREVIC5.
Observe como está organizada a Previdência Complementar no 
Brasil pelo organograma que segue:
Fechada
Previdência Complementar
Ministério da Economia 
Sem Fins Lucrativos
Montepios
Fundações – Sociedades Civis
Conselho Nacional de 
Previdência Complementar 
(CNPC)
Conselho Nacional de 
Seguros Privados(CNSP)
Superintendência Nacional de
 Previdência Complementar – 
PREVIC
Aberta
Ministério da Economia
SUSEP
Sem Fins 
Lucrativos*
Com Fins 
Lucrativos*
EAPC e
Sociedades
Seguradoras
*A Lei Complementar 109/2001 vetou a constituição de entidades abertas de Previdência 
Complementar sem fins lucrativos. Dessa forma, somente aquelas que existiam antes da 
promulgação da lei é que continuam operando planos de benefícios.
4. Em 2016, o Ministério da 
Previdência Social foi incorporado 
ao Ministério da Fazenda, de 
acordo com a Lei 13.341, de 29 
de setembro de 2016. A partir de 
2019, o Ministério da Fazenda 
passou a ser chamado de 
Ministério da Economia.
5. Criada pela Lei 12.154, de 
23 de dezembro de 2009, a 
Superintendência Nacional
de Previdência Complementar – 
PREVIC –, autarquia de natureza 
especial, dotada de autonomia 
administrativa e financeira, e 
patrimônio próprio, vinculada 
ao Ministério da Previdência 
Social, com sede e foro no 
Distrito Federal, e atuação em 
todo o território nacional, atua 
como entidade de fiscalização 
e de supervisão das atividades 
das entidades fechadas de 
Previdência Complementar 
e de execução das políticas 
para o regime de Previdência 
Complementar operado 
pelas entidades fechadas de 
Previdência Complementar, 
observadas as disposições 
constitucionais e legais aplicáveis.
FIXANDO CONCEITOS
25PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 2 
1. Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque a 
alternativa correta:
( ) As entidades fechadas são organizadas sob a forma de sociedades 
anônimas.
( ) A regulamentação da Previdência Complementar teve seu início 
com a promulgação da Lei 6.435, de 15 de julho de 1977, que passou 
a dispor sobre as entidades de Previdência Privada. 
( ) Em 2001, a Lei 6.435/77 teve seu contexto legal reformulado pela Lei 
Complementar 109, de 29 de maio de 2001.
( ) A Previdência Complementar no Brasil é operada por entidades de 
Previdência Complementar, que têm por objetivo principal instituir e 
executar planos de benefícios de caráter previdenciário.
( ) Os planos das entidades abertas podem ser contratados sob a forma 
individual ou coletiva.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) V, F, F, V, V. (c) F, V, V, V, V. (e) V, V, V, F, F.
(b) F, F, V, V, V. (d) F, V, F, V, F.
Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque 
a alternativa correta:
2. A Previdência Complementar se constitui em uma grande ferramenta de 
recursos humanos para a empresa.
( ) O plano de Previdência Complementar é um dos benefícios mais sig-
nificativos, em termos de custo e valor, em face das vantagens fiscais.
( ) A Previdência Complementar propicia uma política de renovação de 
quadros na organização que implanta um programa de aposentadoria.
( ) A Previdência Complementar serve para promover a retenção de 
pessoal qualificado na empresa.
( ) A Previdência Complementar melhora a relação entre empregado 
e empregador.
( ) As despesas do empregado e da empresa são totalmente abatidas 
no imposto de renda.
Agora assinale a alternativa correta:
(a) V, F, F, V, V. (c) F, V, F, V, F. (e) V, V, V, V, F.
(b) F, F, V, V, V. (d) V, V, V, F, F.
FIXANDO CONCEITOS
26PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Marque a alternativa correta:
3. Os órgãos governamentais normativo e fiscalizador, respectivamente, 
das entidades fechadas de previdência complementar são:
(a) CNPC e PREVIC.
(b) CNSP e PREVIC.
(c) CNSP e Banco Central.
(d) CVM e Banco Central.
(e) SUSEP e PREVIC.
4. Os órgãos governamentais normativo e fiscalizador, respectivamente, 
das entidades abertas de previdência complementar são:
(a) Banco Central e SUSEP.
(b) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Banco Central.
(c) CVM e Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).
(d) CNSP e SUSEP.
(e) Banco Central e CNSP.
5. A partir da publicação da Lei Complementar 109/2001, as entidades 
abertas de Previdência Complementar estão organizadas sob a forma de:
(a) Fundos de pensão.
(b) Fundação sem fins lucrativos.
(c) Sociedade civil sem fins lucrativos.
(d) Sociedades anônimas.
(e) Fundação ou sociedade civil com fins lucrativos.
6. As entidades fechadas de Previdência Complementar são acessíveis:
(a) A toda e qualquer pessoa física.
(b) A toda e qualquer pessoa física vinculada ou não a uma pessoa jurídica.
(c) Somente aos diretores de uma empresa.
(d) Somente aos servidores da União.
(e) Aos associados ou membros de pessoas jurídicas, de caráter profis-
sional, classista ou setorial.
FIXANDO CONCEITOS
27PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
7. Analise se as proposições são verdadeiras ou falsas e depois marque a 
alternativa correta:
( ) As EAPC são fiscalizadas pela SUSEP.
( ) As EAPC são fiscalizadas pela Superintendência Nacional de Previ-
dência Complementar – PREVIC.
( ) As entidades são classificadas em abertas e fechadas.
( ) As EFPC são também conhecidas como fundos de pensão.
( ) As EFPC são acessíveis aos associados ou membros de pessoas 
jurídicas de caráter professional. 
Agora assinale a alternativa correta:
(a) V, F, F, V, V. (d) F, V, F, V, F.
(b) V, F, V, V, V. (e) V, V, V, V, V.
(c) V, V, V, V, F.
8. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta
Quando nos referimos à estrutura do sistema de Previdência Complemen-
tar, é correto afirmar que:
(a) As entidades abertas de Previdência Complementar – EAPC – são 
fiscalizadas pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC.
(b) As entidades são classificadas como abertas, fechadas e mistas.
(c) A Lei 6.435/77 restringiu a constituição das entidades abertas unica-
mente à forma de sociedades anônimas.
(d) As entidades fechadas de Previdência Complementar – EFPC – são 
aquelas organizadas sob a forma de fundação ou sociedade civil 
sem fins lucrativos.
(e) As entidades fechadas têm como órgão normativo o Ministério da 
Previdência e Assistência Social – MPAS.
Marque a alternativa correta
9. O órgão fiscalizador das entidades fechadas de Previdência Comple-
mentar – EFPC – é o(a):
(a) Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP.
(b) Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC.
(c) Conselho de Gestão da Previdência Complementar – CGPC.
(d) Banco Central – BACEN.
(e) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
FIXANDO CONCEITOS
28PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Marque a alternativa que preencha corretamente a(s) lacuna(s):
10. A pessoa física que contrata um plano de Previdência Complementar 
é denominada _____________. Por outro lado, a pessoa física em gozo 
de recebimento do benefício é denominada ____________ , sendo que 
benefício é o pagamento em dinheiro, efetuado pela entidade ao partici-
pante ou beneficiário, em contraposição ______________ para custeio 
do plano.
(a) cliente / participante / ao saldamento efetuado.
(b) participante / assistido / às contribuições feitas.
(c) assistido / participante / ao resgate efetuado.
(d) assistido / beneficiário / às contribuições feitas.
(e) assistido / participante / ao carregamento cobrado.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 29
UNIDADE 303PLANOS de 
ENTIDADES 
ABERTAS de
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ Entender as características técnicas e operacionais 
dos planos comercializados pelas Entidades Abertas 
de Previdência Complementar (EAPC), considerando 
a comercialização de produtos de previdência em 
conformidade com as condições gerais propostas.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de: TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ ESTRUTURA BÁSICA
⊲ MODALIDADES DE 
ESTRUTURAÇÃO DAS 
COBERTURAS
⊲ PERÍODOS DE 
DIFERIMENTO E COBERTURA
⊲ ADMISSÃO
⊲ CONTRIBUIÇÕES
⊲ CARREGAMENTO
⊲ VALORES GARANTIDOS
⊲ GARANTIAS TÉCNICAS
⊲ APURAÇÃO DE RESULTADOS
⊲ FIXANDO CONCEITOS 3
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 30
UNIDADE 3
 ESTRUTURA BÁSICA 
Os planos de Entidades Abertas de Previdência Complementar – EAPC – 
são estruturados com a finalidade de conceder benefíciosa pessoas físi-
cas, vinculadas ou não a uma pessoa jurídica, que preencham as condi-
ções estabelecidas para participação no plano.
Os planos comercializados pelas entidades abertas de Previdência Com-
plementar podem oferecer, isoladamente ou em conjunto, coberturas de 
morte ou invalidez total e permanente ou cobertura por sobrevivência.
Os planos com cobertura por sobrevivência têm por objetivo conceder ao 
próprio participante que sobreviver ao prazo de diferimento contratado o 
recebimento de um benefício à vista ou sob a forma de renda.
Em contrapartida, os planos com cobertura de morte têm por objetivo con-
ceder um benefício, à vista ou sob a forma de renda, aos beneficiários 
indicados, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o 
período de cobertura, desde que tenha sido cumprido o período de carên-
cia estabelecido pelo plano, se houver.
Já os planos com cobertura de invalidez total e permanente têm por objeti-
vo conceder um benefício, à vista ou sob a forma de renda, ao próprio par-
ticipante, em decorrência de sua invalidez total e permanente, ocorrida 
durante o período de cobertura, desde que tenha sido cumprido o período 
de carência estabelecido pelo plano, se houver.
Independentemente do tipo de cobertura oferecida, os planos podem ser 
contratados de forma individual ou coletiva:
Individual 
Quando acessível a quaisquer pessoas físicas. 
UNIDADE 3
31PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Coletiva
Quando acessível a pessoas físicas vinculadas, direta ou indire-
tamente, a uma pessoa jurídica contratante. A vinculação indireta 
refere-se exclusivamente ao caso de contratação por uma asso-
ciação representativa de pessoas jurídicas, envolvendo pessoas 
físicas vinculadas a suas filiadas.
O plano coletivo deverá ser disponibilizado, obrigatoriamente, a todos 
os componentes do grupo que mantenham vínculo jurídico de mesma 
 natureza com a instituidora/averbadora. No entanto, a adesão é facultativa, 
podendo ser admitidos como participantes: o cônjuge, o(a) companheiro(a) 
e os filhos e os enteados menores considerados dependentes econômicos 
do componente do grupo.
No caso de contratação coletiva, temos dois tipos de planos:
Plano coletivo averbado
Plano em que a pessoa jurídica propõe a contratação, ficando 
investida de poderes de representação exclusivamente para con-
tratá-lo, sem participar do custeio do plano. Neste caso, a pes-
soa jurídica é denominada averbadora.
Plano coletivo instituído 
Plano em que a pessoa jurídica propõe a contratação, ficando inves-
tida de poderes de representação exclusivamente para contratá-lo, 
participando, total ou parcialmente, do custeio do plano. Nes-
se caso, a pessoa jurídica é denominada instituidora.
Atenção
Além das características e dos benefícios, dos planos de 
entidades abertas de Previdência Complementar que vere-
mos a seguir, um plano coletivo instituído pode prever ainda, 
entre suas cláusulas, a possibilidade de vesting.
Tais cláusulas constam, obrigatoriamente, do contrato entre a EAPC e a 
instituidora e são, portanto, de expresso e prévio conhecimento do partici-
pante. Envolvem condições como mínimos de idade, anos de serviço ou de 
vinculação ao plano e podem não dar direito à totalidade das contribuições 
da instituidora. As cláusulas variam de plano para plano.
Vesting
É o conjunto de cláusulas 
que o participante é obriga-
do a cumprir para ter acesso 
aos recursos das provisões 
decorrentes das contribui-
ções pagas pela instituidora, 
líquidos de carregamento, 
quando for o caso.
UNIDADE 3
32PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
EXEMPLO DE CLÁUSULAS DE VESTING:
TEMPO DE 
CONTRIBUIÇÃO (t)
% RESGATÁVEL DA 
CONTRIBUIÇÃO PAGA 
PELA EMPRESA
tpura
Período contributivo 
Período 
de diferimento
Fundo
Período de recebimento da renda
Período de pagamento 
do benefício25
25
60
Período de Cobertura
70
70
UNIDADE 3
35PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ADMISSÃO 
A contratação de qualquer plano de Previdência Complementar Aberta se 
dará mediante assinatura da proposta de inscrição, sua protocolização e 
aceitação pela EAPC, e consequente remessa do certificado de participante.
A EAPC pode determinar limites de idade, mínimos e máximos, para 
ingresso em seus planos. Se o proponente for menor, eles terão de ser 
 representados ou assistidos pelos pais, tutores ou curadores, devendo ser 
observado o que dispuser a legislação vigente.
Para sua aceitação como participante, a pessoa física deve assinar a propos-
ta de inscrição e protocolá-la junto à EAPC. Para aceitação da proposta de 
inscrição, a EAPC poderá exigir comprovação de renda ou provas de saúde, 
como declaração complementar de saúde ou de atividade laborativa, relató-
rio médico, exames específicos e perícia médica.
A partir da data do protocolo da proposta de inscrição, a aceitação se dará 
automaticamente, caso não haja manifestação em contrário da EAPC, no 
prazo máximo de 15 dias. Contudo, esse prazo pode ser suspenso nos 
casos em que seja necessária, comprovadamente, a requisição de outros 
documentos ou dados para análise do risco, devendo ficar claro que a 
suspensão cessará com a protocolização dos documentos ou dos dados 
solicitados para análise do risco.
 —
Importante
Se o participante, por si ou por seu representante, fizer declarações inexatas ou omitir 
circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta de inscrição ou na mensura-
ção da contribuição, perderá o direito ao benefício contratado, além de ficar obrigado à 
contribuição vencida.
Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de má-fé do participante, a 
EAPC terá direito a resolver o contrato ou a cobrar, mesmo após a ocorrência do evento 
gerador, a diferença da contribuição.
Proposta de Inscrição
Da proposta de inscrição devem constar várias informações, tais como:
 ■ denominação e CNPJ da EAPC;
 ■ número do processo SUSEP;
 ■ índice e critério a serem utilizados na atualização de valores;
 ■ percentual de carregamento;
UNIDADE 3
36PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 ■ valores de benefício e contribuição discriminados por cobertura 
contratada;
 ■ data prevista para a concessão do benefício.
Aceita a proposta de inscrição pela EAPC, o participante receberá um cer-
tificado. O prazo máximo para entrega desse certificado é de 30 dias, a 
contar da data de protocolo da proposta de inscrição.
 — Certificado
Do certificado do participante devem constar várias informações tais como:
 ■ denominação e CNPJ da EAPC;
 ■ número do processo SUSEP;
 ■ identificação do participante; 
 ■ data do início de vigência do plano.
O Regulamento atualizado do plano será colocado à disposição do propo-
nente, previamente à contratação, sendo obrigatoriamente remetido ao par-
ticipante no ato da inscrição, como parte integrante da proposta de inscrição.
 CONTRIBUIÇÕES 
Contribuição é o valor correspondente aos aportes efetuados para custeio 
do plano.
Nos planos em que sejam oferecidas diversas coberturas, deverão ser 
discriminados, na proposta de inscrição, no certificado de participante, no 
extrato e nos documentos de cobrança, os valores destinados ao custeio 
de cada uma das coberturas contratadas.
O valor e a periodicidade de pagamento das contribuições poderão ser 
definidos na proposta de inscrição, sendo facultado ao participante, no 
caso de cobertura por sobrevivência estruturada na modalidade de con-
tribuição variável, efetuar pagamentos adicionais a qualquer tempo. Entre-
tanto, fica facultado à EAPC estabelecer critérios objetivos no regulamento 
do plano, limitando o valor máximo de aportes extraordinários. Também 
ficam vedadas cláusulas que prevejam qualquer tipo de discricionariedade 
e cujos efeitos não sejam claros e transparentes para os participantes.
O pagamento das contribuições poderá ser efetuado em dinheiro, cheque, 
ordem de pagamento, documento de ordem de crédito, débito em con-
UNIDADE 3
37PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ta-corrente, desconto em folha de pagamento ou por meio de cartão de 
crédito, devendo ser facultado ao participante o pagamento por mais de 
uma das formas previstas.
Nos planos coletivos instituídos, o documento de cobrança deverá dis-
criminar os valores a serem pagos pela instituidora e pelos participantes, 
quando for o caso.
Sob sua exclusiva responsabilidade perante os participantes, a EAPC 
poderá delegar à instituidora/averbadora o recolhimento das contribui-
ções, ficando esta responsável pelo repasse das contribuições, nos prazos 
contratualmente estabelecidos.
A ausência de repasse à EAPC de contribuições de responsabilidade de 
participantes, recolhidas pela instituidora/averbadora, não poderá prejudi-
cá-los em relação a seus direitos.
Quando a cobertura contratada for estruturada na modalidade de benefí-
cio definido e custeada integralmente pela instituidora, o não pagamento 
de contribuição ensejará o cancelamento da cobertura, respondendo a 
EAPC pelo pagamento dos benefícios cujo evento gerador venha a ocorrer 
até a data da formalização do cancelamento.
 CARREGAMENTO 
Poderá ser cobrado carregamento para fazer face às despesas adminis-
trativas e de comercialização, ficando vedada a cobrança de inscrição e 
quaisquer outros encargos ou comissões incidentes sobre o valor das con-
tribuições, inclusive a título de intermediação.
O valor ou percentual de carregamento, o critério e a forma de cobran-
ça deverão constar da proposta de inscrição, da nota técnica atuarial, do 
regulamento e, no caso de plano coletivo, também do respectivo contrato. 
O valor, ou percentual estabelecido, não poderá sofrer aumento, ficando 
sua redução a critério da EAPC. Entretanto, a redução do percentual de 
carregamento deve ser feita para todos os participantes.
Parte do carregamento poderá ser destinada à remuneração dos trabalhos 
realizados pela instituidora/averbadora, relacionados à divulgação, propa-
ganda, serviços de adesão, cobrança, repasse e prestação de informações.
O carregamento poderá ser cobrado na data de pagamento da respectiva 
contribuição, exclusivamente sobre o valor pago, e/ou no momento do res-
gate ou da portabilidade. Neste último caso, o carregamento incidirá sobre 
a parcela do valor do resgate ou sobre a parcela dos recursos portados, 
correspondente ao valor nominal das contribuições pagas.
UNIDADE 3
38PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 VALORES 
 GARANTIDOS 
Representam direitos dos participantes ou dos beneficiários, previstos em 
determinadas modalidades de planos de Previdência Complementar Aberta.
Nos planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura por 
sobrevivência, é obrigatória a previsão de dois valores garantidos: resgate 
e portabilidade.
O resgate corresponde ao direito que os participantes e quando tecnicamen-
te possível, os beneficiários têm, durante o período de diferimento e observa-
das determinadas regras, de retirar os recursos da provisão matemática de 
benefícios a conceder.
Já a portabilidade é o direito garantido aos participantes, durante o período 
de diferimento e observadas determinadas regras, de movimentar os recur-
sos da provisão matemática de benefícios a conceder para outros planos.
Em contrapartida, nos planos de Previdência Complementar Aberta com 
cobertura de morte ou invalidez total e permanente, e desde que 
essas coberturas sejam estruturadas no regime financeiro de capita-
lização, é possível a previsão dos seguintes valores garantidos: resgate, 
 saldamento, benefício prolongado e portabilidade.
O resgate permite ao participante, antes da ocorrência da morte ou da 
invalidez total e permanente, retirar os recursos da provisão matemática 
de benefícios a conceder.
A portabilidadepermite ao participante, antes da ocorrência da morte ou 
da invalidez total e permanente, movimentar os recursos da provisão mate-
mática de benefícios a conceder para outro plano de Previdência Comple-
mentar Aberta.
Como as coberturas de morte e invalidez total e permanente são sem-
pre coberturas estruturadas na modalidade de benefício definido, deve 
ficar claro que só são permitidos resgates ou portabilidades totais.
O saldamento consiste na manutenção da cobertura originalmente con-
tratada, com redução proporcional do valor do benefício contratado, na 
eventualidade da interrupção definitiva do pagamento das contribuições.
Já o benefício prolongado consiste na redução do período de cobertura 
contratado, com a manutenção do mesmo valor de benefício contrata-
do, na eventualidade de ocorrer a interrupção definitiva do pagamento 
das contribuições.
Atenção
Nos planos de Previdência 
Complementar Aberta com 
cobertura por sobrevivência 
estruturada na modalidade 
de benefício definido, são 
vedados o resgate parcial e 
a portabilidade parcial.
Atenção
No caso de portabilidades, os 
recursos financeiros deverão 
ser movimentados diretamente 
entre as entidades de 
Previdência, ficando vedado 
que transitem, de qualquer 
forma, pelo participante.
UNIDADE 3
39PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Exemplo
Exemplo de Saldamento e Benefício Prolongado:
Suponha que uma pessoa com 20 anos de idade decida contratar um plano de Previ-
dência com cobertura de morte estruturada no regime financeiro de capitalização. Uma 
característica desse plano é que a cobertura será garantida pela entidade de Previdên-
cia de forma vitalícia. O valor do benefício contratado é de R$ 100.000,00 e as con-
tribuições serão pagas anualmente, com valor igual a R$ 453,23. Transcorridos cinco 
anos de vigência desse contrato, o participante comunica à entidade de Previdência 
que não tem mais condições de continuar pagando a contribuição do plano, mas que 
gostaria de continuar a ter algum tipo de cobertura do plano de Previdência. Dessa 
forma, a entidade de Previdência faz duas propostas ao seu participante.
A primeira delas refere-se ao saldamento, que consistirá em não cobrar mais contribui-
ções desse participante e continuar a dar cobertura contra o risco de morte vitalicia-
mente. Entretanto, em face do valor de reserva apurado pela entidade de Previdência, o 
valor do benefício será reduzido de R$ 100.000,00 para aproximadamente R$ 18.540,00. 
Note que, apesar de deixar de pagar as contribuições anuais do contrato de Previdência, 
o valor do seu benefício será reduzido, pois a cobertura continuará sendo vitalícia.
A segunda proposta refere-se ao benefício prolongado, que consistirá em não cobrar 
mais contribuições desse segurado e continuar a garantir R$ 100.000,00 de benefício 
em caso de morte. Todavia, em face do valor da reserva apurado pela entidade de Pre-
vidência, para continuar a garantir o mesmo valor de benefício, o período de cobertura 
do plano de Previdência deverá ser alterado. Como antes a cobertura era vitalícia, ago-
ra ela passará a ser temporária por, aproximadamente, mais 15 anos. Note que, apesar 
de deixar de pagar as contribuições anuais do contrato de Previdência e do valor do 
benefício continuar a ser o mesmo, o plano deixará de dar cobertura vitalícia, passando 
a ser uma cobertura temporária por mais 15 anos aproximadamente.
Observação: os cálculos acima foram feitos com base na tábua biométrica CSO-80 e 
na taxa de juros de 6% a.a. Deixamos de apresentar mais detalhes sobre os cálculos, 
pois eles envolvem aspectos atuariais de maior complexidade.
 GARANTIAS TÉCNICAS 
Para garantia de suas operações, as entidades abertas de Previdência 
Complementar constituirão, mensalmente, provisões matemáticas quando 
tecnicamente necessárias e de acordo com o regime financeiro adotado. 
Apresentaremos, abaixo, alguns exemplos:
UNIDADE 3
40PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
I – Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG); 
II – Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL);
III – Provisão de Sinistros Ocorridos e Não Avisados (IBNR);
IV – Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBAC); 
V – Provisão Matemática de Benefícios Concedidos (PMBC); 
VI – Provisão Complementar de Cobertura (PCC);
VII – Provisão de Despesas Relacionadas (PDR); 
VIII – Provisão de Excedentes Técnicos (PET);
IX – Provisão de Excedentes Financeiros (PEF);
X – Provisão de Resgates e Outros Valores a Regularizar (PVR).
 APURAÇÃO 
 DE RESULTADOS 
Alguns planos de Previdência Complementar podem prever a reversão de 
resultados financeiros – excedentes ou déficits. Alguns exemplos desses 
planos são: PRGP e PAGP.
Considera-se resultado financeiro o valor correspondente, ao final do últi-
mo dia útil do mês, à diferença entre o valor da parcela do patrimônio 
líquido do FIE1, correspondente à PMB2, em que estejam aplicados direta-
mente os respectivos recursos e o saldo da PMB.
Se o valor do resultado financeiro for positivo, há excedente. Neste 
caso, o valor correspondente ao percentual de reversão deverá 
ser incorporado à provisão técnica de excedentes financeiros per-
tinente, deduzindo-se eventuais déficits cobertos pela entidade 
de Previdência.
Se o valor do resultado financeiro for negativo, há déficit. Nesse caso, a 
entidade de Previdência deverá cobri-lo totalmente, mediante aporte de 
recursos à parcela do patrimônio líquido do FIE em que estejam aplicados 
diretamente os respectivos recursos correspondentes à PMB.
1. Considera-se FIE o fundo de 
investimento especialmente 
constituído ou o fundo de 
investimento em quotas de fundos 
de investimento especialmente 
constituídos cujas únicas quotistas 
sejam, direta ou indiretamente, 
sociedades seguradoras e 
entidades abertas de Previdência 
Complementar ou no caso de 
fundo com patrimônio segregado, 
segurados e participantes de 
planos VGBL – Vida Gerador de 
Benefício Livre – ou PGBL – Plano 
Gerador de Benefício Livre.
2. Refere-se à Provisão 
Matemática de Benefícios 
a Conceder ou à Provisão 
Matemática de Benefícios 
Concedidos, dependendo se o 
resultado financeiro é calculado 
na fase de acumulação de 
recursos ou na fase de pagamento 
do benefício sob a forma de renda.
FIXANDO CONCEITOS
41PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
 FIXANDO CONCEITOS 3 
Marque a alternativa correta:
1. A pessoa jurídica contratante que não participa do custeio de um plano 
de previdência complementar aberta é chamada de:
(a) Averbadora. (b) Estipulante. (c) Fundo de pensão.
(d) Patrocinadora. (e) Instituidora.
2. A pessoa jurídica contratante que participa, integral ou parcialmente, do 
custeio de um plano de Previdência Complementar Aberta é chamada de:
(a) Estipulante. (b) Averbadora. (c) Instituidora.
(d) Patrocinadora. (e) Fundo de pensão.
3. Sobre os valores garantidos, podemos afirmar que:
(a) Nos planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura 
por sobrevivência, é obrigatória a previsão de dois valores garanti-
dos: resgate e saldamento.
(b) Nos planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura 
por sobrevivência, é possível que os beneficiários retirem os recur-
sos da provisão matemática de benefícios a conceder.
(c) Nos planos de Previdência Complementar Aberta com cobertura 
por sobrevivência, a portabilidade dos recursos é um direito garan-
tido ao segurado e seus beneficiários.
(d) Nos planos de Previdência Complementar Aberta com coberturas de 
risco (morte ou invalidez total e permanente) estruturadas no regime 
financeiro de repartição, é possível a previsão de saldamento.
(e) O saldamento somente é possível nos planos com cobertura por 
sobrevivência.
4. Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta:
I) A cobertura de morte é sempre estruturada na modalidade de 
benefício definido.
II) A cobertura por sobrevivência somente pode ser estruturada na 
modalidade de contribuição variável.
III) Na modalidade de contribuiçãovariável, o valor do benefício é cal-
culado ao final do período de diferimento.
IV) O valor do benefício de invalidez é definido previamente na propos-
ta de inscrição.
FIXANDO CONCEITOS
42PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Agora assinale a alternativa correta:
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III e IV são proposições verdadeiras.
(d) Somente I, III e IV são proposições verdadeiras.
(e) Somente II, III e IV são proposições verdadeiras.
Analise as proposições a seguir e depois marque a alternativa correta
5. Quando nos referimos à estrutura básica dos planos de entidades aber-
tas de Previdência Complementar, é correto afirmar que:
I) Os planos são estruturados com a finalidade de conceder benefícios 
a pessoas físicas, vinculadas ou não a uma pessoa jurídica, que 
preencham as condições estabelecidas para participação no plano.
II) O plano que é contratado de forma coletiva caracteriza-se por ser 
acessível a qualquer pessoa física.
III) A pessoa jurídica é denominada instituidora quando não participa do 
custeio do plano.
IV) No caso de contratação coletiva, a adesão é obrigatória.
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente IV é proposição verdadeira.
(c) Somente I e III são proposições verdadeiras.
(d) Somente II e IV são proposições verdadeiras.
(e) Somente I, II e IV são proposições verdadeiras.
Marque a alternativa correta:
6. No que se refere aos planos de entidades abertas de Previdência Com-
plementar, podemos afirmar que:
(a) As coberturas de morte e invalidez total e permanente são sempre 
estruturadas na modalidade de contribuição variável.
(b) Período de diferimento é o resultado numérico calculado mediante a 
utilização de taxa de juros e tábua biométrica.
(c) Somente a cobertura por sobrevivência pode ser estruturada na 
modalidade de contribuição variável.
(d) O período de cobertura é aquele em que o assistido fará jus ao paga-
mento do benefício sob a forma de renda, podendo ser vitalício ou 
temporário.
(e) A cobertura de sobrevivência nunca pode ser estruturada na moda-
lidade de benefício definido.
FIXANDO CONCEITOS
43PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
7. Sobre as contribuições e carregamento, é correto afirmar que:
(a) O pagamento das contribuições somente pode ser efetuado em 
dinheiro, cheque e cartão de crédito.
(b) O valor ou percentual de carregamento não poderá sofrer aumento, 
ficando sua redução a critério da EAPC.
(c) O carregamento poderá ser cobrado para fazer face às despesas 
administrativas e de comercialização, cobrança de inscrição e 
outros encargos ou comissões incidentes sobre o valor das contri-
buições.
(d) Parte do carregamento não poderá ser destinada à remuneração 
dos trabalhos realizados pela instituidora relacionados à divulgação 
do plano.
(e) O carregamento será cobrado, exclusivamente, na data de pagamento 
da respectiva contribuição.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 44
UNIDADE 404
PLANOS com 
COBERTURA por SOBREVIVÊNCIA
 ■ Entender as características técnicas e operacionais dos 
planos com cobertura por sobrevivência, permitindo 
a comercialização de produtos de previdência em 
conformidade com as condições gerais propostas.
Após ler esta unidade, você deverá ser capaz de: TÓPICOS 
DESTA UNIDADE
⊲ COMERCIALIZAÇÃO
⊲ MODALIDADES DE RENDA
⊲ FATORES QUE INFLUENCIAM 
O VALOR DA RENDA A SER 
RECEBIDA EM FUNÇÃO DA 
SOBREVIVÊNCIA
⊲ VALORES GARANTIDOS NO 
PERÍODO DE DIFERIMENTO
⊲ FIXANDO CONCEITOS 4
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 45
UNIDADE 4
Os Planos com Cobertura por Sobrevivência garantem o pagamento do 
capital segurado, pela sobrevivência do segurado ao período de diferimento 
contratado ou pela compra, mediante pagamento único, de renda imediata.
 COMERCIALIZAÇÃO 
Quanto à comercialização do plano, poderão ser divulgadas tabelas com 
valores de contribuições e benefícios, sendo vedada, porém, a utilização 
de valores de inflação projetada para datas futuras. De todo modo, o mais 
comum, é a utilização de simuladores por parte das EAPCs.
No caso dos planos coletivos, a propaganda e a promoção do plano por 
parte da averbadora (pessoa jurídica contratante de um plano de previ-
dência que não participa do custeio do plano), instituidora ou corretora 
somente podem ser feitas com autorização expressa da Entidade Aberta 
de Previdência Complementar, respeitadas as condições do regulamento, 
do contrato e das normas vigentes, ficando a EAPC responsável pela fide-
dignidade das informações contidas nas divulgações realizadas.
As cláusulas relativas às obrigações e aos direitos dos participantes devem 
ser redigidas em destaque e em linguagem de fácil compreensão, permi-
tindo seu imediato e amplo entendimento.
 — Tipos de Planos de Cobertura 
por Sobrevivência
A seguir serão apresentados os tipos de planos com cobertura por sobre-
vivência, que podem ser comercializados pelas empresas de previdência 
complementar aberta.
UNIDADE 4
46PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Entretanto, apesar de existirem vários planos regulamentados pela SUSEP, 
que poderiam ser oferecidos aos clientes, atualmente, a comercialização 
restringe-se basicamente ao Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – 
Previdência Complementar – e ao Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) 
– Seguro de Pessoas.
E qual a relação com um produto de seguro de pessoas? Isso acontece 
porque grande parte dos produtos previdenciários que você verá aqui são 
idênticos aos produtos de seguros de pessoas com cobertura por sobrevi-
vência que são apresentados na apostila Seguros de Pessoas. Podemos, 
inclusive, afirmar que um produto do tipo PGBL (plano de previdência) fun-
ciona da mesma forma que um produto do tipo VGBL (plano de seguro de 
pessoas). O que diferencia os produtos de previdência com cobertura por 
sobrevivência de seus “irmãos gêmeos”, no segmento de seguros de pes-
soas, é o tratamento tributário dado aos valores pagos e recebidos pelo 
cliente, algo que veremos melhor na última unidade dessa apostila.
Com relação à preferência do mercado pelo PGBL – e VGBL –, como vere-
mos mais à frente, ambos são planos que não oferecem qualquer garantia 
durante a fase de acumulação de recursos (também chamada de perío-
do de diferimento). Por esse motivo, as empresas preferem comercializar 
esses produtos ao invés de produtos que tenham algum tipo de garantia, 
evitando ficar expostas aos riscos inerentes à promessa de taxa de juros 
ou de índice de atualização de valores.
Ainda assim, é importante que você conheça todas as opções regulamentadas 
pela SUSEP e saiba distinguir suas principais diferenças. 
Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)
Durante o período de diferimento, quando a remuneração da 
 provisão matemática de benefícios a conceder for baseada na 
 rentabilidade da(s) carteira(s) de investimentos de FIE(s), no(s) 
qual(is) esteja aplicada a totalidade dos respectivos recursos, sem 
garantia de remuneração mínima e de atualização de valores, e 
sempre estruturados na modalidade de contribuição variável.
O PGBL é um produto do tipo unit link (ou unidade de conta), vin-
culando a acumulação de recursos de uma conta individualizada à 
performance de um fundo de investimento financeiro especialmen-
te constituído sem qualquer tipo de garantia de rentabilidade duran-
te a fase de acumulação, ou seja, não há qualquer risco biométrico 
ou financeiro para a EAPC durante o período de diferimento.
Tendo em vista que o PGBL é um plano de contribuição variável, 
o participante pode fazer aportes variáveis de acordo com sua 
conveniência, desde que a EAPC não tenha estabelecido em 
seu regulamento, critérios objetivos limitando o valor máximo de 
 aportes extraordinários.
UNIDADE 4
47PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Com a regulamentação do PGBL, uniformizou-se e propiciou-se a 
transparência ao cálculo e à divulgação da rentabilidade de cada 
plano, idêntica à do respectivo FIE em que foi aplicado o montante 
das contribuições,

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