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Instrumentos para Extração Dentária

Resumo de instrumentação e técnicas de exodontia: partes e manuseio do fórceps, indicações de tipos (150, 18R/18L, 151, 17, 69, 16), movimentos extrativos (intrusão, lateralidade, rotação, tração), alavancas/Seldin, seccionamento dental e instrumentos (Allis, Backhaus, porta-agulha, Dietrich).

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<p>Re</p><p>Fórceps</p><p>Deve ter cabo estriado e boa apreensão.</p><p>O fórceps a ser utilizado dependerá de seu</p><p>formato e anatomia do colo do dente a ser</p><p>removido.</p><p>Dividido em 3 parte: cabo, articulação e ponta ativa.</p><p>Cabo e ponta ativa.</p><p>Cabo</p><p>Deve ser estriado para não escorregar e ter boa</p><p>apreensão.</p><p>É onde a força é realizada.</p><p>Ponta Ativa</p><p>Dependendo do seu do formato será a indicação</p><p>de seu uso. Encaixa-se no colo do dente. Pode ser:</p><p>Sem garra;</p><p>Com garra;</p><p>Fina.</p><p>Colocar a palma da sua mão no corpo do fórceps</p><p>e o seu polegar na articulação;</p><p>A ponta ativa é voltada para o dente que for</p><p>extraído;</p><p>A extração de dentes superiores e inferiores a</p><p>posição das mãos é a mesma;</p><p>Durante a força de extração, você irá extrair o</p><p>dente usando o corpo porque a força ela não</p><p>deverá ser transmitida ao seu pulso, mas sim ela vai</p><p>ser transmitida ao seu corpo. Você vai posicionar o</p><p>fórceps e vai promover a extração com seu corpo.</p><p>Isso impede problemas de articulação e potencializa</p><p>sua força. Ademais, a posição será sempre essa:</p><p>Fórceps 150</p><p>Indicação: pré a pré-molares superiores</p><p>Fórceps 18 R</p><p>Indicação: molares superiores (lado direito).</p><p>Fórceps 18 L</p><p>Indicação: molares superiores (lado esquerdo).</p><p>Fórceps 151</p><p>Indicação: pré a pré-molares inferiores</p><p>Fórceps 17</p><p>Indicação: molares inferiores</p><p>Fórceps 69</p><p>Indicação: raiz residual</p><p>Fórceps 16</p><p>Indicação: molares inferiores com</p><p>comprometimento de furca periodontal; molar</p><p>inferior instruído; destruição coronária extensa.</p><p>Tipo chifre de boi;</p><p>Abraça o dente na região de furca.</p><p>Intrusão</p><p>É o deslocamento do dente no sentido apical;</p><p>É o primeiro movimento a ser realizado;</p><p>Além de romper as fibras do ápice do dente ele</p><p>cria um fulcro (ponto de apoio) para os próximos</p><p>movimentos.</p><p>Lateralidade</p><p>É o deslocamento do dente no sentido vestíbulo-</p><p>lingual ou vestíbulo-palatino. A força de extração é</p><p>progressiva, ou seja, começando com pequenos</p><p>movimentos e expandindo aos poucos.</p><p>A função do movimento de lateralidade é fazer a</p><p>expansão do alvéolo, porque você expandindo o</p><p>alvéolo ósseo fica mais fácil para ser extraído.</p><p>A característica biodinâmica do movimento de</p><p>lateralidade é o movimento pendular, em forma de</p><p>pêndulo.</p><p>Rotação</p><p>É quando você desloca (gira) o dente no seu</p><p>próprio eixo, como se fosse uma rotação de um</p><p>parafuso.</p><p>O movimento de rotação não deverá ser feito em</p><p>dentes multiradiculares, pois causa fratura de raiz.</p><p>Extração</p><p>Força de tração, consagração da extração</p><p>(remoção do dente).</p><p>Após a extração, faz-se uma manobra (manobra de</p><p>chompret) de compressão bimanual para</p><p>reestabelecer a posição original das paredes do</p><p>alvéolo que foram expandidas</p><p>Dessa maneira, o cirurgião-dentista utiliza os dedos</p><p>para pressionar a parede lingual e vestibular do</p><p>alvéolo, logo após a remoção de um dente.</p><p>Extratores/Alavancas</p><p>Composto de 3 partes:</p><p>Cabo: porção para apreensão do instrumento.</p><p>Haste: transmite a força realizada no cabo à ponta</p><p>ativa.</p><p>Ponta ativa: parte onde será colocada entre o</p><p>dente a ser removido e o osso sadio adjacente.</p><p>Onde a força será despendida.</p><p>Seldin reta nº 2</p><p>Seldin nº 1R</p><p>Seldin nº 1L</p><p>Apical 304</p><p>Alavanca</p><p>Inserção do instrumental reto entre o dente e o</p><p>osso com apoio no tecido ósseo (fulcro); realiza</p><p>força no sentido de alavanca, deslocando o dente;</p><p>Ponta ativa paralela ao longo eixo do dente e</p><p>movimentando a haste para baixo fazendo com</p><p>que a ponta ativa da alavanca faça uma pressão no</p><p>dente e o force a extração.</p><p>Sarilho</p><p>Coloca-se o extrator perpendicular ao longo eixo</p><p>do dente, apoiando-se na canaleta. Gira-se o</p><p>extrator no seu próprio eixo (rotação).</p><p>O extrator usado é o de tipo flâmula (seldin R e L).</p><p>Cunha</p><p>É quando deslocamos o instrumento na região</p><p>apical, forçando o extrator no sentido apical, de tal</p><p>modo que a própria presença do instrumental vai</p><p>fazer com o que o dente seja expulso.</p><p>Esse movimento precede o da alavanca, veio</p><p>primeiro.</p><p>Ele se faz valer pela lei de newton: dois corpos não</p><p>podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo</p><p>tempo.</p><p>Seccionamento dental</p><p>São utilizadas brocas para realizar ostectomia e</p><p>odontosecção;</p><p>Mandíbula: vestíbulo-lingual;</p><p>Maxila: separa as 3 raízes: palatina, mesio-vestibular</p><p>e disto-vestibular</p><p>Ex: broca 703 cirúrgica (HL, peça reta).</p><p>Pinça Allis</p><p>Responsável pela antissepsia (limpeza da face do</p><p>paciente para que se realize o procedimento com</p><p>o máximo de biossegurança);</p><p>Apreensão e afastamento de tecidos moles.</p><p>Pinça Backaus</p><p>Estabilização e fixação do campo cirúrgico e</p><p>sugador;</p><p>Responsável por prender o campo operatório na</p><p>roupa do paciente para que o campo não fique</p><p>saindo da posição.</p><p>Porta Agulha</p><p>Sua principal finalidade é prender na altura da agulha</p><p>do fio e tornar possível a passagem da agulha no</p><p>tecido mole a ser suturado.</p><p>Pinça Dietrich</p><p>É indicada para apreensão de tecidos moles.</p><p>Pinça Hemostática</p><p>Proporciona hemostasia através do pinçamento de</p><p>vasos.</p><p>Lima para osso</p><p>Aplainamento e remodelação do osso alveolar.</p><p>Pinça Goiva</p><p>Utilizada para realização de ostectomia (remoção</p><p>de fragmento ósseo).</p><p>Exo=para fora/ odontos= dente</p><p>Cárie extensa;</p><p>Periodontites;</p><p>Fraturas radiculares;</p><p>Pericoronarite;</p><p>Ortodônticos;</p><p>Supra-numerários;</p><p>Razões estéticas;</p><p>Patologias;</p><p>Falha endodôntica;</p><p>Protéticas;</p><p>Inclusões;</p><p>Dentes em traço de fratura;</p><p>Motivos socioeconômicos.</p><p>Tumores;</p><p>Processo inflamatório agudo;</p><p>Radioterapia prévia;</p><p>Medicamentos;</p><p>Distúrbios metabólicos;</p><p>Distúrbios cardíacos;</p><p>Distúrbios sanguíneos;</p><p>Gravidez.</p><p>Anamnese</p><p>Exame Clínico</p><p>Exames imaginológicos</p><p>Cuidados pré-operatórios</p><p>Topografia dento-alveolar</p><p>Posição do paciente</p><p>Instrumentais</p><p>Técnicas de exodontia</p><p>Pós-operatório</p><p>Técnicas Exodônticas</p><p>Santos Pinto & Marzola classificaram as técnicas</p><p>cirúrgicas para exodontias, de acordo com as vias,</p><p>em Alveolar, Não Alveolar e por Apicectomia.</p><p>Via Alveolar Sem Seccionamento</p><p>Dentes unirradiculares</p><p>Dentes íntegros ou com a coroa parcialmente</p><p>destruída</p><p>Ponto de apoio para os fórceps e extratores</p><p>Dentes uni ou multirradiculares com raízes normais,</p><p>expulsivas ou fusionadas</p><p>Anestesia</p><p>Incisão</p><p>Sindesmotomia/descolamento</p><p>Luxação</p><p>Exérese</p><p>Síntese</p><p>Via Alveolar Por Seccionamento</p><p>Dentes multirradiculares com coroas destruídas por</p><p>cáries extensas</p><p>Dentes multirradiculares com restaurações extensas</p><p>Dificuldade técnica</p><p>Redução da resistência coronária</p><p>Eliminar impedimento mecânico</p><p>Evitar fratura do rebordo</p><p>Evitar fratura radicular</p><p>Simplificar a extração</p><p>Eliminar impactação de dentes retidos</p><p>Brocas (703, 06, etc.);</p><p>Odontosecção:</p><p>Mandíbula: vestíbulo-lingual;</p><p>Maxila: separa as 3 raízes: palatina, mesio-vestibular</p><p>e disto-vestibular</p><p>Via Não Alveolar Por Alveolectomia</p><p>A alveolectomia é a extração de um dente por</p><p>meio da remoção da tábua óssea alveolar, através</p><p>de retalho;</p><p>A operação aberta ou a retalho, consiste em</p><p>desprender o dente dos tecidos circunjacentes, por</p><p>meio da dissecção destes;</p><p>A extração por alveolectomia, consiste na</p><p>eliminação do órgão dental por meio de prévia</p><p>ressecção da tábua óssea que o recobre.</p><p>Ela se divide em dois tipos: parcial e total.</p><p>A alveolectomia parcial é o ato cirúrgico pelo qual a</p><p>tábua óssea externa é eliminada parcialmente.</p><p>Indicações Clínicas:</p><p>Dentes com anomalia de posição;</p><p>Dentes portadores de pivô;</p><p>Dentes com coroa de jaquetas;</p><p>Dentes multirradiculares que não permitam o uso</p><p>de</p><p>estruturas nobres como os</p><p>vasos e os nervos, evitando-se incisões que</p><p>coloquem em risco a integridade dessas estruturas;</p><p>Retalho em envelope;</p><p>Retalho em L ou com relaxante.</p><p>Deve-se tomar bastante cuidado para que a incisão</p><p>não seja direcionada para a região lingual, onde o</p><p>bisturi cairia no “vazio”, pelo fato da mandíbula não</p><p>seguir o contorno do arco dentário.</p><p>Considerações durante a incisão para 3º molar:</p><p>Proximidade do nervo lingual com a face interna da</p><p>mandibula;</p><p>Divergencia da mandibula para lateral</p><p>Retalho em L: mais utilizado</p><p>Envelope: utilizado quando as cúspides estiverem</p><p>aparentes na cavidade bucal</p><p>Incisão relaxante:</p><p>Maior visibilidade;</p><p>Maior campo;</p><p>Ostectomia vestibular.</p><p>Retalho em trapézio</p><p>Incisão Horizontal</p><p>Dentes inclusos localizados apicalmente às raízes;</p><p>Retalho em fundo de vestíbulo;</p><p>Simplifica o tempo cirúrgico;</p><p>Mentoplastia.</p><p>Divulsão</p><p>Utilização de instrumentais específicos;</p><p>Deve ser realizada lentamente para não dilacerar o</p><p>retalho.</p><p>Ostectomia</p><p>Varia de acordo com a posição e angulação do</p><p>dente e morfologia radicular;</p><p>Evitar ostectomia lingual (relação com o nervo</p><p>lingual);</p><p>3º molar inferior: remover o osso distal, oclusal e</p><p>vestibular;</p><p>3º molar superior: remover o osso vestibular até a</p><p>linha cervical e após remover o osso mesial;</p><p>Alta rotação/baixa rotação;</p><p>Cinzel e martelo;</p><p>Brocas 702 e esférica nº6.</p><p>Odontosecção</p><p>A odontosecção permite, ao fragmentar o dente,</p><p>que ele seja removido através de uma janela óssea</p><p>menor.</p><p>Não deve ser completada pela ação da broca;</p><p>Finalização com a introdução de uma alavanca reta;</p><p>Extensão vestíbulo-lingual;</p><p>Secção: 2/3 ou ¾ do diâmetro vestíbulo-lingual;</p><p>Vantagens</p><p>Menor osteotomia;</p><p>Menor probabilidade de lesar dentes;</p><p>Menor risco de fraturas ósseas;</p><p>Menor risco de lesar nervo alveolar inferior;</p><p>Menor descolamento;</p><p>Melhor pós-operatório.</p><p>Exodontia ou Avulsão</p><p>A remoção do elemento dental deve ser feita no</p><p>sentido da abertura óssea preparada anteriormente,</p><p>de acordo com a inclinação das raízes, evitando</p><p>fratura do ápice das mesmas.</p><p>Maior prevalência de inclusão óssea;</p><p>Anestesia: Bloqueio do NAI, N. Lingual e N. Bucal;</p><p>Acesso cirúrgico: descolamento de papila e incisão</p><p>vestibularizada na distal do 2º molar;</p><p>Considerações anatômicas: nervo lingual.</p><p>Inclusão Vertical</p><p>Usualmente de fácil remocção;</p><p>Necessita de pequena osteoomia distal, vestibular e</p><p>mesial;</p><p>Separação das raízes mesial e distal em alguns</p><p>casos.</p><p>Inclusão Mésio-angular</p><p>Barreira física que impede a saída dos dentes é o</p><p>2º molar;</p><p>Separação das suas raízes e remoção inicial da raiz</p><p>distal;</p><p>Pode ser realizada uma odontosecção formando</p><p>um fragmento distal para a remoção dental</p><p>Inclusão Horizontal</p><p>Separação coroa-raiz;</p><p>Deslocamento das raízes para anterior;</p><p>Pode-se confeccionar uma canaleta óssea para</p><p>facilitar o uso da alavanca;</p><p>Separação das raízes em casos de dilaceração.</p><p>Inclusão Disto-angular</p><p>Difícil remoção;</p><p>Deve-se realizar uma secção distal;</p><p>Deslocamento em direção ao ramo mandibular</p><p>Não representa um procedimento de alta</p><p>complexidade;</p><p>Em geral realiza-se apenas osteotomia;</p><p>Bloqueio no NAS e N. Palatino Maior;</p><p>Retalho em L.</p><p>Inicialmente realizar análise radiográfica;</p><p>Separação coroa-raiz</p><p>Abordagem Inclusão</p><p>Vestibular</p><p>Inclusão Palatina</p><p>Exodontia Simples Complexa</p><p>Odontosecção 1 ou mais 1 ou várias</p><p>Acesso cirúrgico Depende da</p><p>altura em que o</p><p>dente se</p><p>encontra</p><p>Descolamento de</p><p>papila</p><p>Exigem abordagens cirúrgicas específicas para cada</p><p>situação clínica</p><p>Cuidados com o Alvéolo</p><p>Remoção do folículo pericoronário;</p><p>Remoção de espículas ósseas e arestas ortantes;</p><p>Curetagem do alvéolo;</p><p>Irrigação abundante;</p><p>Compressão bidigital das paredes do alvéolo;</p><p>A permanência de tecidos enfermos no interior do</p><p>alvéolo podem comprometer o reparo e dar</p><p>origem a outras entidades patológicas.</p><p>Sutura</p><p>Para dentes inclusos as suturas devem, sempre que</p><p>possível, serem feitas de modo a coaptar as bordas</p><p>da ferida cirúrgica e permitir a cicatrização por</p><p>primeira intenção.</p><p>Anatomia</p><p>Osteologia</p><p>Avaliação Inicial</p><p>Inspeção;</p><p>Palpação;</p><p>Exames de imagem:</p><p>Radiografias:</p><p>Perfil de crânio;</p><p>P.A. de crânio</p><p>Water’s</p><p>Water’s reversa;</p><p>Towe;</p><p>Hirtz;</p><p>Tomografia computadorizada (TC)</p><p>Crânio;</p><p>Axial;</p><p>Coronal;</p><p>TC Reconstrução em 3D</p><p>Classificação</p><p>Le Fort I (Maxilar transversa/ Guerin);</p><p>Le Fort II (Piramidal);</p><p>Le Fort III (Disjunção craniofacial).</p><p>A fratura Le Fort I (figura 1), ou também chamada</p><p>como horizontal, é resultante de uma força de</p><p>lesão direcionada horizontalmente à maxila,</p><p>separando-a através da abertura piriforme em</p><p>direção a sutura pterigomaxilar, podendo envolver</p><p>o processo pterigoide</p><p>Sinais e sintomas:</p><p>Edema;</p><p>Hematoma;</p><p>Mobilidade;</p><p>Crepitação (ruído/estalo);</p><p>Dor;</p><p>Alteração da oclusão;</p><p>Mordida aberta anterior;</p><p>Parestesia do N. Infraorbitário;</p><p>Enfisema (passagem forçada de ar para o interior</p><p>dos tecidos).</p><p>Fixação</p><p>A fratura Le Fort II acontece devido às forças</p><p>aplicadas em direção mais superior em relação à</p><p>maxila, gerando fraturas no complexo nasal, ossos</p><p>lacrimais, assoalho e margem inferior da órbita. Essa</p><p>fratura separa a maxila e o complexo nasal da base</p><p>do crânio.</p><p>Sinais e sintomas:</p><p>Edema periorbitário bilateral;</p><p>Hematoma periorbitário bilateral;</p><p>Degrau rebordo infraorbitário;</p><p>Degrau sutura nasofrontal;</p><p>Mobilidade;</p><p>Crepitação (ruído/estalo);</p><p>Dor;</p><p>Alteração da oclusão;</p><p>Parestesia do N. infraorbitário;</p><p>Epistaxe (sangramento nasal);</p><p>Fístula liquórica;</p><p>Diplopia (visão dupla);</p><p>Oftalmoplegia (paralisia ou fraqueza dos músculos</p><p>oculares).</p><p>Fixação</p><p>A fratura Le Fort III, ou seja, a disjunção crânio</p><p>facial ocorre devido a aplicação de um força</p><p>bastante alta para afetar o complexo naso-órbito-</p><p>etmoidal (NOE), envolvendo então as suturas</p><p>frontozigomático, frontomaxilar e frontonasal.</p><p>Sinais e sintomas</p><p>Edema periorbitário bilateral;</p><p>Hematoma periorbitário bilateral;</p><p>Alongamento da face;</p><p>Degrau sutura nasofrontal;</p><p>Mobilidade do complexo zigomático-maxilar;</p><p>Crepitação (ruído/estalo);</p><p>Dor;</p><p>Alteração da oclusão;</p><p>Mordida aberta anterior;</p><p>Epistaxe (sangramento nasal);</p><p>Fístula liquórica;</p><p>Telecanto traumático (aumento da distância entre</p><p>os cantos dos olhos);</p><p>Diplopia (visão dupla);</p><p>Oftalmoplegia (paralisia ou fraqueza dos músculos</p><p>oculares).</p><p>Fixação</p><p>fórceps e extratores.</p><p>Indicações Radiográficas:</p><p>Relação com as estruturas anatômicas;</p><p>Pouca resistência coronária.</p><p>A alveolectomia total é o ato cirúrgico pelo qual a</p><p>tábua óssea é eliminada totalmente.</p><p>Indicações Clínicas:</p><p>Na falência das outras técnicas exodônticas.</p><p>Indicações Radiográficas:</p><p>Anquilose;</p><p>Hipercementoses;</p><p>Dilacerações apicais.</p><p>Sequência:</p><p>Incisão;</p><p>Descolamento do retalho;</p><p>Alveolectomia: cinzéis e brocas;</p><p>Luxação: extratores;</p><p>Extração: Fórceps</p><p>Limpeza da cavidade e sutura.</p><p>Via Não Alveolar por Osteotomia</p><p>Osteotomia é o processo de remoção de osso de</p><p>suporte que pode ser realizado com instrumentos</p><p>rotatórios, ultrassónicos ou manuais.</p><p>É a dissecção cirúrgica de osso.</p><p>Raízes ou dentes retidos;</p><p>Deve ter refrigeração contínua;</p><p>Tem a função de dar acesso ao cirurgião e</p><p>expansão da cavidade cirúrgica.</p><p>Maxila: cinzel a pressão manual.</p><p>Mandíbula: com brocas de aço multilaminadas.</p><p>Apicectomia</p><p>A apicectomia, também conhecida como cirurgia</p><p>periapical, é um procedimento cirúrgico realizado</p><p>no ápice da raiz.</p><p>Não possui.</p><p>Cirurgias apicais;</p><p>Hipercementoses;</p><p>Dilacerações apicais em dentes unirradiculares.</p><p>Higidez das tábuas ósseas interna e externa;</p><p>Preenchimento total do alvéolo por sangue;</p><p>Altura, espessura e formas dos septos radiculares;</p><p>Necessidade de curetagem.</p><p>Sutura:</p><p>As bordas gengivais (papilas) devem ser</p><p>regularizadas e suturadas.</p><p>Orientações:</p><p>Alimentação;</p><p>Ocorrência de dor moderada;</p><p>Ocorrência de sangramento moderado;</p><p>Ocorrência de edema;</p><p>Medidas fisioterápicas;</p><p>Medicação prescrita – antibiotico, anti-inflamatório,</p><p>analgésico e colutórios;</p><p>Compressão local com gaze;</p><p>Cicatrização por 2º intenção.</p><p>Processo de reparo alveolar = conjunto de reações</p><p>teciduais desencadeadas no interior do álveolo em</p><p>seguida à exodontia</p><p>Reparação</p><p>É um termo genérico e significa a substituição das</p><p>células mortas ou lesadas por novas células</p><p>originadas dos elementos parenquimatosos ou</p><p>estroma do tecido lesado.</p><p>Regeneração</p><p>É a reconstituição da massa celular de um órgão</p><p>ou de uma estrutura lesada, onde os tecidos são</p><p>constituídos principalmente de células lábeis.</p><p>Cicatrização</p><p>É quando a reparação é feita principalmente à</p><p>custa do tecido conjuntivo. O tecido fibroso (cicatriz)</p><p>substitui os elementos parenquimatosos. As células</p><p>ativas são perdidas diminuindo a capacidade</p><p>funcional do órgão ou tecido lesado.</p><p>Fases Histomorfológicas</p><p>Caracterizada pelo desenvolvimento adequado da</p><p>fibrina</p><p>Marcada pela proliferação fibroblástica e vascular.</p><p>Evidenciada pela síntese de colágeno e ossificação.</p><p>Fatores que interferem no processo de reparo</p><p>alveolar</p><p>Tipos de osteotomias;</p><p>Fratura da crista óssea alveolar;</p><p>Curetagem pós-exodôntica;</p><p>Sutura da mucosa gengival.</p><p>Idade;</p><p>Hábitos (fumo, álcool);</p><p>Doenças cardiovasculares;</p><p>Doenças hematológicas;</p><p>Doenças imunológicas;</p><p>Disfunção endócrina;</p><p>Deficiências nutricionais.</p><p>Alveolite Seca X Alveolite Úmida;</p><p>A alveolite ou osteíte alveolar é caracterizada por</p><p>dor pulsátil e que não alivia com administração</p><p>farmacológica de analgésicos, manifestando-se entre</p><p>o segundo e o terceiro dia, com possibilidades de</p><p>se estender até o quinto ou após a remoção das</p><p>suturas. Pode estar associada a desintegração</p><p>parcial ou total do coágulo alveolar ou à infecção</p><p>alveolar, sendo classificada como seca ou purulenta</p><p>- úmida respectivamente.</p><p>A alveolite seca ocorre devido à ausência do</p><p>coágulo, causando uma dor intensa, pois as</p><p>terminações nervosas do alvéolo ficam expostas</p><p>(imagem 1).</p><p>Na alveolite purulenta ou úmida o alvéolo apresenta-</p><p>se com um coágulo em desarranjo ou com a</p><p>presença de corpos estranhos, acompanhado de</p><p>exsudato purulento (imagem 2).</p><p>Cisto - cavidade patológica que pode ocorrer em</p><p>tecidos duros ou moles, contendo no seu interior</p><p>material líquido, semi-líquido e gasoso.</p><p>Epitelial</p><p>Não Epitelial</p><p>Pseudo-cistos</p><p>Epitelial</p><p>1 – Do Desenvolvimento</p><p>Gengival da infância;</p><p>Gengivaal do adulto;</p><p>Periodontal lateral;</p><p>Dentígero (folicular);</p><p>De erupção;</p><p>Odontogênico Calcificante (cisto ou tumor de</p><p>Gorlin).</p><p>2 – Inflamatório</p><p>Radicular (apical, residual e lateral);</p><p>Paradental (colateral).</p><p>Do Ducto Nasopalatino (canal incisivo);</p><p>Nasolabial (nasoalveolar);</p><p>Medianos Palatino e Mandibular e Alveolar;</p><p>Globulomaxilar.</p><p>Não Epitelial</p><p>Ósseo simples;</p><p>Ósseo traumático;</p><p>Hemorrágico;</p><p>Solitário;</p><p>Ósseo aneurismático.</p><p>Pseudo-cistos</p><p>Defeito Hematopoiético;</p><p>Cisto de Retenção (mucocele).</p><p>Diagnóstico</p><p>Características Clínicas;</p><p>Características Radiográficas;</p><p>Evolução (lenta): 5 mm/ano</p><p>Sintomatologia</p><p>Exame Histopatológico</p><p>Exame Radiográfico</p><p>Tamanho;</p><p>Localização;</p><p>Definição de Limites;</p><p>Radiolucidez do conteúdo.</p><p>Exame Histopatológico</p><p>Biópsia por Punção</p><p>Biópsia Incisional</p><p>Biópsia Excisional</p><p>Origem do Conteúdo Líquido no Interior do</p><p>Cisto</p><p>Transudação de líquido dos tecidos comprimidos</p><p>através da parede epitelial do cisto para o interior</p><p>da cavidade.</p><p>Desintegração das células epiteliais que degeneram</p><p>e caem no interior da cavidade</p><p>Técnicas Cirúrgicas</p><p>Cistectomia:</p><p> Enucleação (remoção total do cisto).</p><p>Cistostomia:</p><p> Fenestração ou Marsupialização (remoção parcial</p><p>do cisto).</p><p> Descompressão</p><p>Partsch I (Marsupialização) – 1892: descompressão</p><p>Partsch II com sutura imediata – 1910</p><p>Partsch II sem sutura imediata: com ou sem</p><p>tamponamento.</p><p>Ostectomia da Tábua óssea externa:</p><p>Praticamente reabsorvida: pinça goiva.</p><p>Delgada: Pinça goiva ou cinzel.</p><p>Resistente e espessa: brocas esféricas.</p><p>Partsch I (Marsupialização)</p><p>Refere-se à criação de janela cirúrgica na parede</p><p>do cisto, esvaziando seu conteúdo e mantendo a</p><p>continuidade entre o cisto e a cavidade oral, o seio</p><p>maxilar ou a cavidade nasal.</p><p>A única parte do cisto a ser removida é o pedaço</p><p>retirado para a confecção da janela.</p><p>Esse processo diminui a pressão intracística e</p><p>promove tanto a redução do cisto como o</p><p>preenchimento ósseo.</p><p>A marsupialização pode ser utilizada como terapia</p><p>isolada para um cisto ou como etapa preliminar no</p><p>tratamento, com a enucleação adiada para um</p><p>segundo momento cirúrgico</p><p>Cistos médios ou grandes localizados no maxilar, os</p><p>quais estão em íntimo contato com as fossas nasais</p><p>ou seio maxilar.</p><p>Na mandíbula, quando o cisto está em íntimo</p><p>contato com o feixe vásculo-nervoso do canal da</p><p>mandíbula.</p><p>Cistos volumosos com o objetivo de provocar uma</p><p>descompressão e redução do volume, para numa</p><p>etapa futura enucleá-lo</p><p>Facilidade de execução;</p><p>Boa visibilidade do campo operatório;</p><p>Proteção das estruturas importantes pela</p><p>conservação de parte da membrana cística.</p><p>Permanência do epitélio cístico: deixar tecido</p><p>patológico in situ, sem a análise histopatológica de</p><p>toda a amostra</p><p>Acúmulo de alimentos: odor fétido</p><p>Gaze Iodoformada (Carvalho et al., 1979): trocas de</p><p>24/24 horas.</p><p>Gaze Furacinada (Gregori et al., 1977): até 20 dias.</p><p>Atualmente: gaze + antibiótico = proteção da ferida</p><p>Funções:</p><p>Proteger a cavidade óssea contra a possível</p><p>penetração e desenvolvimento de microrganismos;</p><p>Permitir a formação do tecido de granulação sobre</p><p>o tecido ósseo.</p><p>A cavidade cística deve ser mantida limpa para prevenir</p><p>infecções, porque a cavidade frequentemente retém</p><p>restos alimentares. Na maioria dos casos, isso significa</p><p>que o paciente deve irrigar a cavidade diversas vezes</p><p>ao dia com o auxílio de uma seringa. Isso pode levar</p><p>vários meses, dependendo do tamanho da cavidade</p><p>cística e da taxa de reparo ósseo.</p><p>Descompressão ou Marsupialização Modificada</p><p>Para a realização da descompressão cirúrgica é</p><p>instalado um dreno que proporciona uma</p><p>comunicação entre a cavidade oral e o interior da</p><p>lesão cística, possibilitando irrigação intralesional</p><p>semelhante à marsupialização.</p><p>O tempo</p><p>de manutenção do dreno em posição no</p><p>interior da lesão é fator importante para o sucesso</p><p>da técnica de descompressão</p><p>É indicada para cistos volumosos onde a</p><p>enucleação imediata seria mutilante e predisporia a</p><p>fraturas ósseas.</p><p>Facilidade de execução;</p><p>Proteção das estruturas importantes pela</p><p>conservação de parte da membrana cística.</p><p>Cuidados especiais com a cavidade cística –</p><p>irrigação, higiene adequada, retorno periódico;</p><p>Risco de infecção óssea.</p><p>Partsch II com Sutura Imediata</p><p>Enucleação total da membrana cística – remoção</p><p>total da lesão.</p><p>Preenchimento da cavidade óssea por coágulo</p><p>sanguíneo;</p><p>Sutura.</p><p>Quando houver cisto dentígero envolvendo um</p><p>dente em paciente jovem;</p><p>Na presença de cistos volumosos em que</p><p>estruturas anatômicas deverão ser preservadas;</p><p>Quando o cisto envolcer dentes com vitalidade</p><p>pulpar.</p><p>Partsch II sem Sutura Imediata</p><p>Enucleação total da membrana cística;</p><p>Proteção da ferida com gaze iodoformada</p><p>(tamponamento);</p><p>Atualmente essa técnica caiu em desuso.</p><p>Considerações Finais</p><p>Exame radiográfico como rotina;</p><p>Exame citológico em lesões radiolúcidas;</p><p>Histopatológico nos fragmentos da membrana</p><p>cística;</p><p>Que seja realizada o acompanhamento radiográfico</p><p>de tratamentos cirúrgicos de cistos durante 2 anos</p><p>pós-operatórios;</p><p>Na radiografia, havendo um espaço de 4mm entre</p><p>a linha óssea que delimita o dente e a coroa dental,</p><p>em 75% dos casos já se trata de um cisto;</p><p>A maior prevalência dos cistos periapicais é na</p><p>maxila;</p><p>Respeite as particularidades de seu cisto para o</p><p>correto tratamento;</p><p>O diagnóstico definitivo direciona nossa proservação</p><p>e nosso tratamento.</p><p>Infecções odontogênicas derivam dos elementos</p><p>dentários e têm uma microbiota característica.</p><p>Cáries, doenças periodontais e pulpites são</p><p>infecções iniciais que podem se disseminar além</p><p>dos dentes para os processos alveolares e para os</p><p>tecidos profundos da face, da cavidade oral, da</p><p>cabeça e do pescoço.</p><p>Etiologia</p><p>Cárie;</p><p>Necrose pulpar;</p><p>Infecção Periapical.</p><p>Gengivite;</p><p>Bolsa periodontal.</p><p>Microbiologia</p><p>As infecções odontogênicas são causadas por</p><p>bactérias que constituem a flora bucal normal.</p><p>Flora mista – aeróbia e anaeróbia.</p><p>Bactérias aeróbicas:</p><p>Estreptococos (gram-positivos).</p><p>Bactérias anaeróbicas:</p><p>Estreptococos e peptostreptococos (gram-</p><p>positivos).</p><p>Bacilos (gram-negativos).</p><p>Bacilos</p><p>Prevotela</p><p>Porfiromonas</p><p>Fusobacterium</p><p>A infecção odontogênica dificilmente é causada por</p><p>um único micro-organismo, mas frequentemente é</p><p>polimicrobianas; e podem ser isolados, em alguns</p><p>casos, até 6 espécies bacterianas diferentes:</p><p>Cerca de 60% de todas as infecções</p><p>odontogênicas são causadas por bactérias aeróbias</p><p>e anaeróbias.</p><p>Cerca de 35% das infecções são causadas apenas</p><p>por bactérias anaeróbias.</p><p>Cerca de 5% das infecções são causadas apenas</p><p>por bactérias aeróbias.</p><p>Vias de propagação</p><p>A via de propagação mais frequente das infecções</p><p>ontogênicas é a “Por Continuidade”. Como o próprio</p><p>nome indica, está via se estabelece por</p><p>continuidade, na medida em que são atingidos os</p><p>tecidos adjacentes ao foco infeccioso.</p><p>Cárie – polpa – periápice – espaços.</p><p>Venosa</p><p>Arterial</p><p>Fatores Determinantes da Localização Inicial</p><p>A localização da infecção oriunda de um dente</p><p>especifica é determinada por dois fatores principais:</p><p>(1) a espessura do osso que cobre o ápice do dente</p><p>e (2) a relação do local da perfuração no osso com</p><p>as inserções musculares na maxila e mandíbula.</p><p>Vestibular;</p><p>Lingual;</p><p>Apical.</p><p>Vestíbulo bucal;</p><p>Espaços fasciais</p><p>Na maxila, a maioria dos ápices radiculares se</p><p>localiza abaixo das inserções musculares. Portanto, a</p><p>maioria dos abscessos se apresenta como</p><p>abscessos vestibulares. Alguns dentes podem</p><p>ocasionalmente drenar para o palato.</p><p>Dente Cortical Músculo Relação Local</p><p>Incisivo</p><p>central</p><p>Vestibular Vestibular Abaixo Vestíbulo</p><p>Incisivo</p><p>lateral</p><p>Vestibular</p><p>Palatina</p><p>Orbicular</p><p>da boca</p><p>--</p><p>Abaixo</p><p>--</p><p>Vestíbulo</p><p>Palato</p><p>Canino Vestibular Elevador</p><p>do âng. da</p><p>boca</p><p>Abaixo</p><p>Acima</p><p>Vestíbulo</p><p>Espaço</p><p>canino</p><p>Pré-</p><p>molares</p><p>Vestibular Bucinador Abaixo Vestíbulo</p><p>Molares Vestibular</p><p>Palatina</p><p>Bucinador</p><p>--</p><p>Abaixo</p><p>Acima</p><p>--</p><p>Vestíbulo</p><p>Espaço</p><p>Bucal</p><p>Palato</p><p>Na mandíbula os abscessos originados pelos</p><p>incisivos, caninos e pré-molares em geral drenam</p><p>através da parede vestibular. Na região de molares,</p><p>as infecções perfuram cada vez mais a parede</p><p>lingual, na medida em que caminham em direção</p><p>distal.</p><p>Fatores que influenciam na mandíbula:</p><p>Espessura de cortical;</p><p>Inclinação dentária;</p><p>Relação com o músculo bucinador;</p><p>Relação com o músculo milo-hióideo.</p><p>Dente Cortical Músculo Relação Local</p><p>Incisivos Vestibular Mentual Acima</p><p>Abaixo</p><p>Vestíbulo</p><p>Espaço</p><p>submentual</p><p>Canino Vestibular</p><p>Depressor</p><p>do âng. da</p><p>boca</p><p>Acima</p><p>Abaixo</p><p>Vestíbulo</p><p>Espaço</p><p>submentual</p><p>Pré-</p><p>molar</p><p>Vestibular Bucinador Acima</p><p>Vestíbulo</p><p>1º e 2º</p><p>molar</p><p>Vestibular</p><p>Lingual</p><p>Bucinador</p><p>Milo-</p><p>hiódeo</p><p>Acima</p><p>Abaixo</p><p>Acima</p><p>Vestíbulo</p><p>Espaço bucal</p><p>Espaço</p><p>sublingual</p><p>2º e 3º</p><p>molar</p><p>Lingual Milo-</p><p>hiódeo</p><p>Abaixo</p><p>Espaço</p><p>submandibular</p><p>Espaços Fasciais</p><p>Espaços virtuais em pessoas saudáveis, mas que</p><p>durante infecção, preenche-se de exsudato</p><p>inflamatório ou pus.</p><p>Os espaços fasciais são compartimentos teciduais</p><p>revestidos por fáscia, preenchidos por tecido</p><p>conjuntivo frouxo, que podem torna-se inflamados</p><p>quando invadidos por micro-organismos</p><p>Os espaços fasciais podem ser divididos em</p><p>primário e secundário de acordo com a localização:</p><p>o espaço primário envolve a região da maxila e</p><p>mandíbula, espaços secundários incluem a região</p><p>mastigatória e os espaços cervicais.</p><p>Maxilares: canino; bucal; infratemporal.</p><p>Mandibulares: bucal; lingual; submandibular;</p><p>submentoniado.</p><p>Estreito espaço localizado entre os músculos</p><p>Elevador do ângulo da boca e Elevador do lábio</p><p>superior;</p><p>Geralmente a infecção se origina da raiz do canino</p><p>O espaço bucal encontra-se limitado superiormente</p><p>pelo arco zigomático, inferiormente pela mandíbula,</p><p>lateralmente pela pele e tecido subcutâneo da face</p><p>e medialmente pelo músculo bucinador.</p><p>Quando esse espaço encontra-se envolvido por um</p><p>processo infeccioso, é possível observar um</p><p>aumento de volume característico acima do corpo</p><p>da mandíbula e abaixo do arco zigomático</p><p>O envolvimento do espaço bucal pelo processo</p><p>infeccioso manifesta-se pelo edema da bochecha,</p><p>inferiormente ao arco zigomático e superiormente</p><p>ao bordo inferior da mandíbula. Também pode-se</p><p>observar limitação da abertura da boca, caso a</p><p>infecção tenha progredido posteriormente para o</p><p>músculo masseter.</p><p>Raramente se torna infectado;</p><p>Relacionado a terceiros molares superiores;</p><p>Limitado pela lâmina lateral do processo pterigoideo</p><p>(lateralmente) e base de crânio (superiormente);</p><p>Quando o espaço infratemporal se encontra</p><p>infectado, verifica-se limitação e dor na abertura da</p><p>boca com desvio da mandíbula para o lado afetado,</p><p>edema na região anterior à orelha e acima do arco</p><p>zigomático, bem como edema palpebral.</p><p>O espaço submandibular localiza-se entre o</p><p>músculo milo-hióideo e a camada superficial da</p><p>fáscia profunda.</p><p>Esse espaço pode ser contaminado devido a uma</p><p>infecção na região de molares inferiores ou por</p><p>resultado de outras patologias, como linfadenite e</p><p>fratura mandibular, laceração do pavimento da boca.</p><p>Encontra-se limitado superiormente pelo pavimento</p><p>da boca, inferiormente pelo músculo milo-hióideo,</p><p>anteriormente pela mandíbula e posteriormente</p><p>estabelece comunicação com o espaço</p><p>submandibular.</p><p>Pode ser resultante de uma infecção na região de</p><p>pré-molares ou primeiros molares inferiores.</p><p>Sinais clínicos: inchaço intrabucal,</p><p>elevação do soalho</p><p>da boca e língua.</p><p>De cado lado do espaço submentoniano encontra-</p><p>se o espaço submandibular. Dessa forma, uma</p><p>infecção no espaço submandibular, que ultrapasse o</p><p>ventre anterior do músculo digástrico, dissemina-se</p><p>também pelo espaço submentoniano.</p><p>Seu envolvimento pode ser em decorrência de</p><p>uma infecção na região dos dentes anteriores</p><p>inferiores</p><p>Apresenta-se como um aumento de volume</p><p>endurecido e doloroso na região</p><p>submentoniana/região da linha média.</p><p>Espaços Secundários</p><p>Espaço mastigatório.</p><p>Infecções dos espaços primários não tratadas –</p><p>mais severas e perigosas;</p><p>Estão relacionadas a musculatura da mastigação –</p><p>são conhecidos em conjunto como espaço</p><p>mastigador.</p><p>Espaço submassetérico; pterigomandibular;</p><p>temporal superficial; temporal profundo.</p><p>Espaços parafaríngeos/cervicais;</p><p>Espaço faríngeo lateral;</p><p>Espaço retro faríngeo;</p><p>Espaço pré-vertebral.</p><p>Complicações via descendente e ascendente</p><p>Infecções nos espaços fasciais podem se propagar</p><p>em trajetória descendente através dos espaços</p><p>fasciais secundários. Pode evoluir para mediastinite.</p><p>É uma complicação por via descendente com</p><p>comprometimento iminente de vias aéreas;</p><p>Acometimento do espaço submentual, dos espaços</p><p>submandibulares e sublinguais bilateralmente;</p><p>Processo infecto-inflamatório de natureza</p><p>polimicrobiana, podendo ser proveniente de</p><p>envolvimento periapical ou periodontal de um molar</p><p>inferior, traumatismos penetrantes do assoalho bucal</p><p>ou osteomielite em fratura exposta;</p><p>Alta taxa de mortalidade no passado;</p><p>Encaminhar ao serviço médico com extrema</p><p>urgência – se demorado a tratar, grande chance de</p><p>evoluir ao óbito;</p><p>Antibioticoterapia agressiva + incisão e drenagem</p><p>mandatórios. .</p><p>A mediastinite é uma inflamação do mediastino (a</p><p>cavidade torácica que contém o coração, o timo,</p><p>alguns linfonodos e partes do esôfago, aorta e</p><p>glândulas tireoide e paratireoides). As pessoas têm</p><p>dor torácica grave, falta de ar e febre.</p><p>Quando não tratado e o paciente não vai a óbito, a</p><p>angina de Ludwig pode evoluir para Mediastinite</p><p>Descendente Necrosante;</p><p>A taxa de mortalidade da Mediastinite é de 40%;</p><p>As infecções nos espaços fasciais também podem</p><p>ter propagação ascendente:</p><p>Complicações:</p><p>Celulite orbitária;</p><p>Trombose de seio cavernoso...</p><p>É uma inflamação ou infecção que acomete a</p><p>cavidade orbitária;</p><p>Origem – espaço canino; dacriocistite; seio maxilar;</p><p>Riscos – evolução para trombose do seio</p><p>cavernoso e danos ao conteúdo da órbita;</p><p>Caracteriza-se pela presença de um trombo</p><p>infectado em região de seio cavernoso.</p><p>Origem – disseminação hematogênica da infecção:</p><p>propagação pelo sistema circulatório;</p><p>Trajetória – plexo venoso pterigoide e veias</p><p>emissárias; veia angular e veias oftálmica superior e</p><p>inferior;</p><p>Localização – base do crânio ao lado da sela</p><p>túrcica;</p><p>Apresentação clínica - oftalmoplegia; ptose</p><p>palpebral; lacrimejamento; perda de visão</p><p>temporária ou permanente;</p><p>Pode evoluir para meningite e/ou abcesso cerebral.</p><p>Formas de Infecção Odontogênica</p><p>Celulite</p><p>Abscesso</p><p>Característica Celulite Abcesso</p><p>Duração Aguda Crônica</p><p>Dor Intensa e</p><p>generalizada</p><p>Localizada</p><p>Volume Grande Pequeno</p><p>Localização Limites difusos Bem delimitado</p><p>Palpação Endurecida Flutuante</p><p>Presença de</p><p>pus</p><p>Não Sim</p><p>Grau de</p><p>gravidade</p><p>Maior Menor</p><p>Bactérias Aeróbicas Anaeróbicas</p><p>Abcesso:</p><p>Aprisionamento de microrganismos patógenos em</p><p>um espaço fechado;</p><p>Pode guiar a formação de uma passagem ou fístula</p><p>na pele, mucosa da cavidade oral ou mesmo no</p><p>osso.</p><p>Celulite</p><p>Inflamação difusa dos tecidos moles;</p><p>Sinais e sintomas – dor, aumento da sensibilidade,</p><p>vermelhidão e edema difuso nos espaços,</p><p>determinando um inchaço maciço e firme.</p><p>Princípios de Tratamento</p><p>Tempo de evolução da infecção;</p><p>Presença de aumento de volume intra e/ou extra-</p><p>oral;</p><p>Tamanho da tumefação e localização de sua área</p><p>anatômica;</p><p>Sinais e sintomas clínicos;</p><p>Condição sistêmica.</p><p>Sinais e sintomas clínicos:</p><p>Mal-estar;</p><p>Febre;</p><p>Dificuldade de deglutir e falar;</p><p>Linfadenopatia;</p><p>Trismus.</p><p>Mal-estar+fadiga+indisposição+febre =</p><p>envolvimento sistêmico da infecção.</p><p> Condição sistêmica do paciente:</p><p>Comprometimento de defesas do hospedeiro.</p><p> Condições sistêmicas comprometedoras do sistema</p><p>imune:</p><p>Medicamentos imunossupressores</p><p>Quimioterapia para o câncer</p><p>Princípio de tratamento</p><p>Buscar a causa da infecção – exame</p><p>clínico+imaginológico;</p><p>Tratamento cirúrgico da infecção – em geral,</p><p>deve-se realizar a remoção da causa + incisão e</p><p>drenagem de abcesso;</p><p>Para casos iniciais de celulite, onde não há coleções</p><p>purulentas, o tratamento fica limitado à remoção de</p><p>causa e antibioticoterapia.</p><p>Remoção da causa</p><p>Deve-se realizar o acesso endodôntico ou</p><p>exodontia do dente causador da infecção;</p><p>Remoção de nicho de proliferação bacteriana e</p><p>encurtamento da duração de tratamento.</p><p>Incisão e drenagem:</p><p>O objetivo da incisão e drenagem é realizar o</p><p>acesso à loja de pus, removendo todo o seu</p><p>conteúdo.</p><p>O dreno fica contido no local até que cesse toda a</p><p>drenagem de material purulento e deve ser</p><p>removido entre 2 e 5 dias.</p><p>Para drenagem – Dreno de Penrose;</p><p>Improviso – Dique de borracha estéril ou luva</p><p>cirúrgica.</p><p>Indicações para Antibioticoterapia</p><p>Aumento de volume de evolução rápida;</p><p>Celulite;</p><p>Sistema imune comprometido;</p><p>Envolvimento de espaços fasciais;</p><p>Pericoronite grave;</p><p>Osteomielite.</p><p>Não há necessidade de uso de antibióticos:</p><p>Abcesso crônico bem localizado;</p><p>Abcessos reduzidos situados em vestibular;</p><p>Alveolite;</p><p>Pericoronite branda.</p><p>Antibioticoterapia</p><p>A flora bacteriana da cavidade oral é conhecida;</p><p>Mais de 90% das infecções odontogênicas são</p><p>causadas por estreptococos, peptostreptococos,</p><p>prevotela, porfiromonas e fusobactérias;</p><p>A sensibilidade destas bactérias é bem estabelecida;</p><p>Para as infecções de rotina, a cultura de bactérias e</p><p>o antibiograma é desnecessário;</p><p>Utiliza-se antibioticoterapia empírica;</p><p>Antibiótico de escolha – Penicilina.</p><p>Alergia às penicilinas – Clindamicina.</p><p>Deve-se utilizar antibiótico até 48 horas após a</p><p>remissão dos sinais e sintomas clínicos – evitar</p><p>recidiva.</p><p>Cliclo de aproximadamente 7 dias de uso.</p><p>Associação às vezes utilizada – Penicilina +</p><p>Metronidazol.</p><p>Infecções graves – Penicilina + Metronidazol +</p><p>Aminoglicosídeo.</p><p>Bactericida de custo relativamente baixo;</p><p>Baixa toxicidade (parede celular) – poucos efeitos</p><p>colaterais;</p><p>Espectro direcionado para as bactérias da cavidade</p><p>oral.</p><p>Indicações para cultura e antibiograma</p><p>Infecção pós-operatória;</p><p>Paciente imunodeprimido;</p><p>Osteomielite;</p><p>Infecção recidivante;</p><p>Infecção que não responde ao tratamento</p><p>convencional;</p><p>Suspeita de actinomicose cérvico-facial.</p><p>Tratamento Hospitalar</p><p>Infecção de progressão rápida;</p><p>Dificuldade de respiração;</p><p>Dificuldade de deglutição;</p><p>Trismus severo (menos de 10mm de abertura</p><p>bucal);</p><p>Envolvimento de grandes espaços anatômicos;</p><p>Envolvimento sistêmico.</p><p>Exame Clínico</p><p>Na avaliação clínica do paciente deve ser observado</p><p>o estado geral de saúde além de suas afecções</p><p>loco-regional.</p><p>No que diz respeito à avaliação clínica do paciente,</p><p>deve ser apurada a história pregressa e familiar do</p><p>mesmo, o tempo de evolução da entidade mórbida</p><p>e possíveis tratamentos prévios.</p><p>Na avaliação loco-regional, devem ser observados</p><p>os sinais e sintomas presentes: trismo, tumefação,</p><p>fístulas, áreas de coleção purulenta,</p><p>comprometimento das vias aéreas, disfagia e outros</p><p>problemas.</p><p>Além da clínica que é soberana por si, devemos</p><p>fazer uso dos exames complementares por</p><p>imagem e laboratoriais visto a necessidade de uma</p><p>avaliação pormenorizada do quadro clínico.</p><p>Exodontia = perda da função primária do processo</p><p>alveolar = diminuição do tamanho e arquitetura</p><p>trabecular interna (reabsorção)</p><p>Patofisiologia da perda óssea</p><p>Fatores fisiológicos – anatômicos e metabólicos</p><p>Fatores Patológicos</p><p>Fatores Traumáticos</p><p>Considerações Anatômicas</p><p>Osso basal não modifica a forma;</p><p>Osso alveolar modifica a forma;</p><p>Mudança no osso alveolar: padrão previsível;</p><p>Perda óssea: varia o local;</p><p>Reabsorção alveolar: variações entre maxila e</p><p>mandíbula</p><p>Adaptação Protética Ideal</p><p>Relação maxilo-mandibular normal;</p><p>Processos alveolares largos, sem protuberâncias de</p><p>tecidos moles;</p><p>Rebordos com altura suficiente e em forma de “U”;</p><p>Ossos e tecidos moles sem lesões patológicas;</p><p>Gengiva firme e com espessura uniforme;</p><p>Sulcos vestibulares e lingual sem tecido cicatricial,</p><p>pólipos ou tecidos hipertróficos;</p><p>Língua com mobilidade normal, sem invandir o</p><p>espaço protético;</p><p>Glândulas salivares com função secretória normal,</p><p>mantendo a umidade bucal – auxílio na retenção.</p><p>Estabilizadoras previamente à colocação da</p><p>prótese;</p><p>Estabilizadora após uso de prótese;</p><p>Reconstrutoras.</p><p>1 - Estabilizadoras previamente à colocação de</p><p>prótese</p><p>São realizadas previamente à confecção dos</p><p>aparelhos protéticos.</p><p>Tórus: exérese dos tórus palatino mediano, palatino</p><p>lateral ou mandibular;</p><p>Frênulos: frenulotomia ou frenulectomia;</p><p>Bridas: bridotomia ou bridectomia;</p><p>Exodontia e regularização do rebordo alveolar;</p><p>Prótese imediata;</p><p>Lábio duplo;</p><p>Implantes;</p><p>Outras técnicas: exérese cística, exérese de</p><p>neoplasia, extração de dente incluso ou de raiz</p><p>residual ou de resíduo de raiz, cálculo salivar.</p><p>Exostose benigna</p><p>Palato:</p><p>20 a 25% população adulta;</p><p>Prevalencia: mulheres 2x maior;</p><p>Etiologia desconhecida;</p><p>Osso cortical com pouca medular;</p><p>Crescimento lento.</p><p>Mandíbula: caninos e pré-molares;</p><p>Bilaterais frequentemente;</p><p>5 a 10 % população adulta;</p><p>Distribuição equivalente entre os gêneros;</p><p>Osso cortical com pouca medular.</p><p>Indicação cirúrgica:</p><p>Dificultar mastigação, fonação e deglutição;</p><p>Crescimento exagerado;</p><p>Traumatismo severo da mucosa;</p><p>Dificultar a reabilitação protética.</p><p>Tipos de incisões</p><p>Pós-operatório:</p><p>Proteção do palato: guia cirúrgico + condicionador</p><p>de tecido; gaze sob pressão durante 3h iniciais pós-</p><p>operatório;</p><p>Analgésico;</p><p>Substituir condicionador de tecido no 7º dia pós-</p><p>operatório;</p><p>Higienização bucal com anti-séptico;</p><p>Remoção de sutura no 7º dia pós-operatório.</p><p>Indicações cirúrgicas:</p><p>Diastema interincisivo persistente após erupção dos</p><p>incisivos laterais e caninos superiores por indicação</p><p>ortodôntica ou periodontal;</p><p>Interferir na estética;</p><p>Ocasionar problemas periodontais;</p><p>Trauma com frequência;</p><p>Dificultar estabilização protética.</p><p>Pós-operatório</p><p>Bandagem compressiva extrabucal com micropore</p><p>24 a 48h;</p><p>Analgésico no 1º e 2º dia pós-operatório se</p><p>necessário;</p><p>Bochechos com solução anti-séptica;</p><p>Sutura removida 7º dia pós-operatório.</p><p>Frenulectomia</p><p>Duplo pinçamento (Técnica de Archer);</p><p>Pinçamento único na bissetriz (Archer modificada,</p><p>1968)</p><p>Frenulotomia</p><p>Zetaplastia (Técnica de Howe, 1966)</p><p>Reinserção do frênulo/Reposição apical (Ries-</p><p>Centeno, 1934).</p><p>Duplo pinçamento (Técnica de Archer)</p><p>A frenectomia consiste na remoção completa do</p><p>freio.</p><p>A Técnica de Archer, mais conhecida como dupla</p><p>pinçagem, faz uso de duas pinças hemostáticas que</p><p>apreendem o freio, sendo posicionadas na região</p><p>mais próxima do rebordo alveolar e na região da</p><p>mucosa labial, ocasionando o toque entre ambas as</p><p>pinças.</p><p>A incisão circunda a parte externa da pinça e, logo</p><p>após a remoção das inserções musculares,</p><p>suturam-se os bordos incisados.</p><p>Pinçamento único na bissetriz (Archer modificada)</p><p>A Técnica de Archer Modificada, também</p><p>denominada de pinçamento simples, uma vez que</p><p>utiliza apenas uma pinça hemostática posicionada na</p><p>bissetriz do freio, facilitando a mobilidade e incisão</p><p>ao redor, sendo que logo após a remoção das</p><p>inserções musculares, suturam-se as bordas</p><p>incisadas.</p><p>Ries-Centeno - 1934</p><p>Frenulotomia: reinserção do frênulo por reposição</p><p>apical.</p><p>Indicações cirúrgicas:</p><p>Aderido na face ventral e ponta da língua e sobre o</p><p>rebordo alveolar;</p><p>Transtornos na deglutição;</p><p>Ocasionar problemas periodontais e psicológicos.</p><p>Frenulotomia</p><p>Corte na bissetriz do ângulo formado por sua</p><p>inserção e soalho da boca.</p><p>Pós-operatório:</p><p>Analgésico;</p><p>Anti-inflamatório;</p><p>Cuidados na alimentação e movimentos com a</p><p>língua;</p><p>Bochechos com anti-séptico;</p><p>Remoção da sutura 5º e 7º dia pós-operatório;</p><p>15º dia pós-operatório – exercícios com a língua.</p><p>Cirurgia de estabilização após uso de prótese, com</p><p>objetivo de ajustar a área de suporte da prótese,</p><p>aumentar a retenção e facilitar a adaptação.</p><p>Reduzir irregularidades alveolares;</p><p>Arrendondar bordos e septos;</p><p>Eliminar papila e mucosa excedente.</p><p>Pós-operatório:</p><p>Remoção de sutura 7º dia pós-operatório;</p><p>Higienização com anti-sépticos bucais;</p><p>Prescrição de analgésico e anti-inflamatório;</p><p>Antibióticos no pré e/ou pós-operatório se</p><p>necessário e de acordo com o trauma cirúrgico.</p><p>Prótese provisória/temporária</p><p>Indicação – extrações múltiplas</p><p>Vantagens</p><p>Hemostasia;</p><p>Cicatrização;</p><p>Menor reabsorção do rebordo;</p><p>Tônus muscular;</p><p>Nutrição do paciente.</p><p>Desvantagens (protéticas)</p><p>Tempo e gastos;</p><p>Registro numa relação cêntrica incorreta.</p><p>2 - Estabilizadoras após uso de prótese</p><p>Indicadas em: regiões edêntulas, resultantes de</p><p>planejamento inadequado das próteses; casos de</p><p>confecção inadequada de prótese; casos de uso</p><p>prolongado da prótese.</p><p>Gengiva flácida: gengivoplastia ou gengivectomia;</p><p>Hiperplasia fibrosa inflamatória;</p><p>Hiperplasia papilar inflamatória do palato;</p><p>Regularização e/ou aprofundamento do rebordo</p><p>alveolar lingual;</p><p>Tubérculo geniano;</p><p>Aprofundamento do fórnix do vestíbulo;</p><p>Reposição do forame mentoniano.</p><p>Mucosa flácida, hipertrófica e sem suporte ósseo;</p><p>Uso de próteses mal adaptadas.</p><p>Tratamentos:</p><p>Excisão em cunha</p><p>Vestibuloplastia interna (Keagle & Rahn – 1974).</p><p>Irritação crônica da prótese – mal adaptada;</p><p>Inflamação – característica comum;</p><p>Tecido inflamado = avermelhado, flácido e</p><p>sangrante;</p><p>Tecido conjuntivo fibroso;</p><p>Tratamento:</p><p>Remoção da prótese;</p><p>Excisão total;</p><p>Considerar epitelização secundária.</p><p>Aprofundamento do sulco do fundo de vestíbulo</p><p>Sulcoplastia por epitelização secundária (Kazanjian -</p><p>1924)</p><p>Sulcoplastia por transposição de retalho (Kethley &</p><p>Gamble – 1978)</p><p>3 - Reconstrutoras</p><p>Aumento do rebordo alveolar com enxertos de</p><p>tecidos moles ou duros;</p><p>Vestibuloplastia associada aos enxertos;</p><p>Correções das deformidades maxilo-mandibulares</p><p>(cirurgia ortognática)..</p><p>Indicações:</p><p>Recuperar ou corrigir deformidades congênitas;</p><p>Recuperar perdas de tecido adquiridas (neoplasias);</p><p>Recuperar altura de rebordo alveolar.</p><p>Os seios maxilares são espaços aéreos que</p><p>ocupam o osso maxilar bilateralmente. O seio</p><p>maxilar desenvolve-se embriologicamente como</p><p>uma invaginação da mucosa que cresce</p><p>lateralmente a partir do meato médio da cavidade</p><p>nasal em direção ao futuro osso maxilar</p><p>Etiologia</p><p>O grande volume do seio maxilar, associado à</p><p>fragilidade de sua parede anterior e a proximidade</p><p>de seu soalho com os ápices dos dentes maxilares</p><p>posteriores, aumenta a probabilidade de uma</p><p>comunicação entre a cavidade bucal e o seio</p><p>maxilar.</p><p>A relação anatômica mais intima dos dentes</p><p>maxilares em relação ao seio maxilar, obedece a</p><p>seguinte ordem:</p><p>1º molar</p><p>2º molar</p><p>2º pré-molar</p><p>3º molar</p><p>1º pré-molar</p><p>Canino</p><p>Esta relação pode tornar-se ainda mais estreita</p><p>quando, após a perda prematura de um dente,</p><p>ocorrer a pneumatização do seio maxilar em</p><p>direção ao processo alveolar.</p><p>Acidentes e Complicações</p><p>Os acidentes operatórios são as causas mais</p><p>comuns de comunicação buco-sinusais, ocorrendo</p><p>após:</p><p>Extrações dentárias ou restos radiculares;</p><p>Curetagens alveolares após extrações;</p><p>Remoção cirúrgica de dentes inclusos;</p><p>Fratura da tábua óssea</p><p>Cistos</p><p>Enucleação de cistos</p><p>Tumores com intima relação com o seio</p><p>Lesões traumáticas da maxila por objetos perfuro</p><p>cortantes;</p><p>Projéteis de armas de fogo;</p><p>Armas brancas;</p><p>Lesões patológicas que envolvam o seio maxilar ou</p><p>a cavidade bucal;</p><p>O apoio incorreto dos instrumentais cirúrgicos,</p><p>como as alavancas, causando não só uma</p><p>comunicação buco-sinusal, como também podem</p><p>deslocar o elemento dental para o interior do seio</p><p>maxilar.</p><p>Diagnóstico Clínico</p><p>As comunicações buco-sinusais podem ser</p><p>classificadas didaticamente em:</p><p>Comunicações buco-sinusais recentes ou imediatas</p><p>Fístulas – comunicações buco sinusais tardias.</p><p>São aquelas ocasionadas durante o ato operatório e</p><p>que, se diagnosticadas e tratadas prontamente,</p><p>fornecem um bom prognóstico ao paciente.</p><p>São comunicações não diagnosticadas que</p><p>sofreram epitelização pelas células do epitélio da</p><p>mucosa oral e sinusal, formando um canal de</p><p>comunicação permanente entre a cavidade oral e o</p><p>seio maxilar.</p><p>A fístula buco-sinusal é acompanhada</p><p>frequentemente por infecções do seio maxilar</p><p>devido a entrada de líquidos ou alimentos dentro do</p><p>seio durante a alimentação. A fístula buco-sinusal</p><p>possui, portanto, um prognóstico pior quando</p><p>comparado à comunicação buco-sinusal recente.</p><p>Características clínicas:</p><p>Bordas lisas ou com área de hiperplasia;</p><p>Geralmente relacionada com exodontia recente;</p><p>Infecção no seio maxilar pela contaminação oriunda</p><p>das bactérias da boca;</p><p>Secreção purulenta e sintomatologia dolorosa;</p><p>Relata passagem de ar/líquidos</p><p>O diagnóstico clínico das fístulas buco-sinusais torna-</p><p>se fácil pelo aspecto característico pelo exame intra</p><p>bucal, associado sempre à história clínica do</p><p>paciente, que relata uma exodontia realizada há</p><p>meses e que não cicatrizou normalmente.</p><p>Toda comunicação sinusal não tratada vai evoluir</p><p>para uma fístula buco-sinusal?????</p><p>Exame clínico</p><p>Sondagem Alveolar</p><p>Sondagem minuciosa do alvéolo;</p><p>Durante a sondagem utiliza-se a cureta para alvéolo</p><p>com o intuito de checar as paredes do alvéolo e,</p><p>principalmente, a integridade do soalho do seio</p><p>maxilar.</p><p>Realização de manobra de Vasalva.</p><p>É solicitado que o paciente faça uma expiração</p><p>forçada pela cavidade nasal, com as narinas ocluídas</p><p>e a boca aberta. Neste momento o ar sairá sobre</p><p>pressão e, estando as narinas fechadas, entrará no</p><p>seio maxilar.</p><p>Neste exame, quando realizado imediatamente após</p><p>uma exodontia, pode-se observar a saída de ar</p><p>pelo orifício da comunicação e, se houver presença</p><p>de sangue no alveolo, observa-se a formação de</p><p>pequenas bolhas de ar.</p><p>Nas comunicações maiores esta manobra é muitas</p><p>vezes desnecessária, uma vez que a presença do</p><p>orifício da comunicação torna-se bem evidente ao</p><p>exame clínico.</p><p>Imagem Radiográfica</p><p>Técnicas extra bucais são mais indicadas para o</p><p>estudo de imagens do seio maxilar:</p><p>Radiografia de Waters: seio maxilar – PA mento-</p><p>naso;</p><p>Radiografia PA de crânio;</p><p>Radiografia perfil de crânio;</p><p>Radiografia oclusal;</p><p>Radiografia panorâmica;</p><p>Tomografia computadorizada.</p><p>Alterações radiográficas:</p><p>O espessamento da mucosa;</p><p>O selamento do seio maxilar;</p><p>Presença de pólipos nasais ou antrais.</p><p>Tratamento das Comunicações Buco-sinusais</p><p>O tratamento das complicações buco-sinusais</p><p>depende de alguns fatores:</p><p>Tempo de existência;</p><p>Tamanho;</p><p>Presença ou não de infecção.</p><p>O tratamento das comunicações buco-sinusais</p><p>poderá ser feito imediatamente quando a abertura</p><p>é criada, ou posteriormente como nos casos de</p><p>fístula buco-sinusais ou no insucesso na tentativa de</p><p>um fechamento primário.</p><p>O melhor tratamento é a realização do pré-</p><p>operatório com planejamento correto do caso</p><p>proposto, com avaliação radiográfica detalhada,</p><p>analisando as estruturas anatômicas adjacentes;</p><p>cuidados essenciais na prevenção das</p><p>comunicações buco-sinusais.</p><p>Avaliando o exame radiográfico cuidadosamente,</p><p>verificando a possibilidade da presença de:</p><p>Seio maxilar pneumatizado;</p><p>Presença de raízes longas, divergentes e/ou</p><p>dilaceradas que podem causar fraturas do soalho</p><p>sinusal e exposição acidental do seio maxilar</p><p>durante exodontias.</p><p>Tratamento das comunicações buco-sinusais imediatas.</p><p>Pequenas (até 3mm) Grande (>3mm)</p><p>Limitadas a região apical.</p><p>Tratamento:</p><p>acompanhamento da</p><p>cicatrização alveolar.</p><p>Coaptação das bordas.</p><p>Tentativa de fechamento</p><p>primário do alvéolo.</p><p>Pode ser necessário</p><p>alveoloplastia.</p><p>Objetivos</p><p>Estipular cuidados trans e pós-operatórios que</p><p>visem à formação e a manutenção do coágulo</p><p>sanguíneo no álveolo do dente que fora extraído;</p><p>Em algumas situações o fechamento primário, sem</p><p>tensão, necessita de alveloplastia;</p><p>Pequenas comunicações, comuns em exodontias</p><p>convencionais, podem ser acompanhadas sem a</p><p>necessidade de fechamento primário, desde que</p><p>não haja sinusite maxilar prévia.</p><p>Nos casos de comunicações imediatas, não há</p><p>necessidade de realização de retalhos cirúrgicos</p><p>imediatos. Deve-se sim ser realizado uma “teia” com</p><p>o fio de sutura, já que trata-se de uma</p><p>comunicação de calibre pequeno, haverá o</p><p>fechamento das bordas alveolares.</p><p>Tratamento das Comunicações Buco-sinusais Tardias</p><p>ou Fístulas</p><p>Sem infecção:</p><p>Pequenas (até 3mm) Grandes (>3mm)</p><p>Avivamento e</p><p>coaptação das bordas</p><p>para o fechamento</p><p>primário.</p><p>Rotação de retalho</p><p>vestibular ou palatino.</p><p>Com infecção:</p><p>Pequenas (até 3mm) Grandes (>3mm)</p><p>Tratamento primário</p><p>da infecção com</p><p>antibióticos, inalação e</p><p>descongestionantes</p><p>sistêmicos. Posterior</p><p>fechamento cirúrgico</p><p>com avivamento e</p><p>coaptação das bordas.</p><p>Tratamento primário</p><p>da infecção com</p><p>antibiótivos, inalação e</p><p>descongestionantes</p><p>sistêmicos. Posterior</p><p>fechamento cirúrgico</p><p>com avivamento e</p><p>coaptação das bordas.</p><p>A condição clínica do seio maxilar é de grande</p><p>importância no tratamento das fístulas, pois na</p><p>maioria das vezes, apresentam-se como infecções</p><p>agudas ou crônicas e com secreções purulentas.</p><p>Se faz necessário, antes do tratamento cirúrgico,</p><p>através de irrigação do seio maxilar, inalações,</p><p>instilações nasais e antibioticoterapia.</p><p>Irrigações</p><p>Com soro fisiológico 0,9% ou água destilada</p><p>(remoção de anaeróbicos);</p><p>Devem ser realizadas diariamente para o</p><p>tratamento da sinusite maxilar já instalada;</p><p>Remover secreções, coágulos e restos alimentares;</p><p>Devem ser injetadas dentro do seio maxilar, através</p><p>do orifício fistular, realizando lavagem mecânica;</p><p>Sairá pelo mesmo orifício, pela cavidade nasal,</p><p>através do orifício de drenagem do seio, abaixo do</p><p>meato médio;</p><p>Geralmente, após a cirurgia, não se faz necessário</p><p>a continuação da irrigação.</p><p>Inalações</p><p>A inalação por nebulização se faz importante na</p><p>eliminação de secreções e coágulos sanguíneos,</p><p>auxiliando na circulação e na desobstrução nasal;</p><p>Pode ser realizada com vapores de água destilada</p><p>pura ou associada a medicamentos contendo</p><p>substância inalatórias mucolíticas.</p><p>Instilação Nasal</p><p>Soluções podem ser gotejadas nas narinas 2 a 3x</p><p>ao dia, como descongestionantes nasais ou água</p><p>destilada;</p><p>Importante: o uso de soluções contendo</p><p>vasoconstritores promovem a constrição da</p><p>mucosa nasal, melhorando significativamente a</p><p>aeração e a drenagem do seio maxilar</p><p>Antibióticos</p><p>O uso de antibióticos específicos deve ser mantido</p><p>até a infecção ser eliminada;</p><p>Penicilinas – amoxicilinas – 500mg, por um período</p><p>médio de 15 dias, em doses terapêuticas;</p><p>Após o tratamento clínico e ausência de sinais</p><p>purulentos, estará apto ao tratamento cirúrgico.</p><p>Retalhos Cirúrgicos</p><p>Os retalhos cirúrgicos tanto para fístulas buco-</p><p>sinusais, quanto para comunicação buco-sinusais</p><p>imediatas, são os mesmos</p><p>Somente nos casos de comunicação imediata, os</p><p>retalhos devem ser realizados no mesmo ato</p><p>cirúrgico.</p><p>Os mais utilizados são: os retalhos deslizantes</p><p>vestibulares ou palatinos.</p><p>Planejamento pré-operatório:</p><p>Avaliar o tamanho e a localização da fístula;</p><p>Altura das paredes óssea entre o seio</p><p>maxilar e a</p><p>cavidade bucal;</p><p>Condição da mucosa adjacente;</p><p>Presença de elementos dentais vizinhos a área.</p><p>Importante:</p><p>Ter a percepção e lembrança de que o defeito</p><p>ósseo em torno da fistula é sempre maior que a</p><p>deformidade de tecido mole visível clinicamente;</p><p>Remover completamente o epitélio que recobre a</p><p>fístula, para que a região torne-se cruenta e apta a</p><p>receber o retalho cirúrgico;</p><p>Íntegros, ou seja, sem lacerações;</p><p>Margens suturadas com fios reabsorvíveis.</p><p>Insucessos:</p><p>Não poderá ser lacerado ou tencionado;</p><p>Natureza friável do tecido que circunda a fístula;</p><p>Dificuldade de realização da técnica cirúrgica;</p><p>Infecções agudas ou crônicas que acometem o seio</p><p>maxilar (alteram a mucosa do seio maxilar),</p><p>podendo causar - tecidos necróticos, hiperplasias,</p><p>pólipos sinusais.</p><p>Devem ser preferencialmente mucoperiosteais;</p><p>Criados com a base igual ou mais ampla que o</p><p>ápice, devido a vascularização do retalho;</p><p>Podem ser deslizantes ou rotatórios.</p><p>Deslizantes</p><p>Incisões relaxantes que deverão ser nítidas, precisas</p><p>e incluir o periósteo;</p><p>Em alguns casos poderá haver a necessidade de</p><p>aumento de fundo de vestíbulo, posteriormente.</p><p>Rotatórios</p><p>Tem a vantagem de serem mais espessos que os</p><p>vestibulares;</p><p>Possuem melhor vascularização, pela presença da</p><p>artéria palatina em seu interior;</p><p>Indicados no insucesso do deslizante vestibular;</p><p>Podem ser deslizantes ou rotatórios;</p><p>Deslizantes</p><p>Não lesar a artéria palatina maior que emerge do</p><p>forame palatino maior, nas proximidades dos 2º e</p><p>3º molares superiores;</p><p>Realizar a incisão medialmente a artéria</p><p>Rotatórios</p><p>Indicado para comunicações grandes, por ser mais</p><p>espesso e melhor vascularização;</p><p>Incluir a artéria palatina maior na confecção do</p><p>retalho;</p><p>Desvantagem – por propiciar uma área cruenta</p><p>palatina extensa;</p><p>Confecção de prótese palatina em acrílico, para</p><p>maior conforto do paciente;</p><p>Existem casos de comunicações buco-sinusais que</p><p>a infecção e a sintomatologia dolorosa são devidas</p><p>À presença de corpo estranho no seio maxilar -</p><p>dentes ou raiz residual; implantes dentários.</p><p>Indicações:</p><p>Corpos estranhos;</p><p>Mucosa hiperplásica;</p><p>Poderá ser realizada na mesma oportunidade</p><p>cirúrgica de correção de grandes fístulas ou</p><p>comunicações buco-sinusais.</p><p>Acesso cirúrgico</p><p>Incisão no fundo do vestíbulo maxilar de pré e</p><p>molares superiores;</p><p>Deslocamento mucoperiosteal;</p><p>Acesso à fossa canina;</p><p>Osteotomia acima dos ápices dos pré-molares, na</p><p>fossa canina, com comunicação ao seio maxilar.</p><p>Cuidados Pós-operatórios</p><p>Após o tratamento cirúrgico o paciente deverá ser</p><p>observado em um período de 48 a 72h e</p><p>cuidadosamente instruído em relação aos cuidados</p><p>pós-operatórios rotineiros convencionais de</p><p>qualquer intervenção cirúrgica.</p><p>Pacientes devem ser medicados com antibiótico,</p><p>descongestionantes nasais sistêmicos e inalantes,</p><p>além de seguir rigorosamente uma série de</p><p>cuidados pós-operatórios.</p><p>Deverão ser seguidos de 10 a 14 dias:</p><p>Não assoar o nariz ou realizar sucção;</p><p>Não fumar;</p><p>Não fazer pressão na cavidade nasal;</p><p>Evitar espirrar pelo nariz (com a boca aberta);</p><p>Evitar qualquer traumatismo local e movimentos</p><p>que possam romper as suturas.</p><p>A arte e a ciência de corrigir deformidades</p><p>dentofaciais por meio de movimentação dentária</p><p>ortodôntica e reposicionamento cirúrgico das</p><p>estruturas mandibulares é chamada cirurgia</p><p>ortognática.</p><p>Opções de tratamento</p><p>Para alterações dento-maxilo-faciais:</p><p>Correções ortodônticas: compensações</p><p>Tratamento ortodôntico-ortopédico: fase de</p><p>crescimento</p><p>Tratamento cirúrgico-ortodôntico: final da fase de</p><p>crescimento</p><p>Indicações da Cirurgia Ortognática</p><p>Retrognatismo mandibular;</p><p>Prognatismo mandibular com deficiência maxilar;</p><p>Mordida aberta esquelética;</p><p>Assimetria.</p><p>Sorriso Gengival</p><p>Objetivos dos Tratamentos</p><p>Harmonia facial;</p><p>Harmonia dentária;</p><p>Oclusao funcional;</p><p>Estruturas orofaciais saudáveis;</p><p>Estabilidade.</p><p>Devolver aos dentes suas posições normais em</p><p>suas bases ósseas (eliminar as compensações</p><p>dentárias)</p><p>Devolver às bases ósseas suas posições normais</p><p>em relação ao crânio.</p><p>Queixa Principal</p><p>Ouvir o paciente para entender suas expectativas;</p><p>Interagir, perguntar e permitir que o paciente</p><p>expresse o que gostaria que fosse tratado;</p><p>Normal que o paciente omita algumas expectativas;</p><p>Relação de confiança;</p><p>Importante participação do ortodontista: maior</p><p>contato com o paciente.</p><p>Uma avaliação minuciosa e abrangente do indivíduo</p><p>é necessária antes de se formular um plano de</p><p>tratamento. Uma avaliação ortognática consiste nas</p><p>seguintes opções:</p><p>História: a história médica do paciente pode ser</p><p>obtida por meio de um questionário que o paciente</p><p>preenche na primeira consulta. Tratamentos</p><p>restauradores, ortodônticos e periodontais prévios e</p><p>dor facial, incluindo na ATM, devem ser revistos</p><p>Avaliação clínica: é provavelmente o mais valioso de</p><p>todos os procedimentos diagnósticos. O rosto é</p><p>avaliado sistematicamente, a partir de vista frontal,</p><p>vista de perfil e vista de meio-perfil.</p><p>Investigações especiais: radiografias cefalométricas e</p><p>panorâmicas e modelos dentários são essenciais. No</p><p>entanto, exames da ATM, cintilografia óssea com</p><p>tecnécio, radiografias do punho, tomografias</p><p>computadorizadas etc. são exames</p><p>complementares que podem ser necessários.</p><p>Osteotomias Maxilares Técnica Le Fort I</p><p>1927 – Wassmund: osteotomias nos pilares</p><p>zigomáticos e caninos sem mobilização;</p><p>1934 – Axhausen: mobilizou a maxila</p><p>incompletamente;</p><p>1967 – Hogeman e Wilmar: descreveram a</p><p>osteotomia Le Fort I, avançando os processos</p><p>pterigoides junto com a maxila;</p><p>1975 – Wilmar: publicou 106 casos operador;</p><p>1980 – Epker e Schendel: algumas modificações</p><p>difundindo a técnica.</p><p>Osteotomias Mandibulares Técnica Sagital do</p><p>Ramo</p><p>1955 – Obwegeser: osteotomia sagital;</p><p>1957 – Trauner e Obwegeser;</p><p>1959 – Modificação por Dal Pont;</p><p>1977 – Epker: osteossíntese na borda superior dos</p><p>fragmentos;</p><p>1977 – Fixação rígida.</p><p>Tratamento cirúrgico de toda a região periapical,</p><p>perirradicular e adjacências, para onde se estendem</p><p>as complicações endodônticas.</p><p>A cirurgia parendodôntica é um procedimento</p><p>cirúrgico seguro e adequado, para o tratamento de</p><p>dentes com lesões periapicais, que não respondem</p><p>ao tratamento endodôntico convencional, ou</p><p>quando o retratamento não é possível de ser</p><p>realizado</p><p>Consiste na remoção do agente etiológico, sendo a</p><p>presença de bactérias e outros irritantes</p><p>microbianos, nos canais radiculares, a mais</p><p>frequente consiste em vedar, todos os orifícios de</p><p>entrada disponíveis no sistema de canais radiculares...</p><p>Indicações</p><p>Estabelecimento de drenagem;</p><p>Complicações anatômicas;</p><p>Problemas iatrogênicos;</p><p>Traumatismos;</p><p>Falhas em tratamentos previamente realizados;</p><p>Problemas durante o tratamento;</p><p>Problemas periodontais;</p><p>Necessidade de biópsia.</p><p>Contra-indicações</p><p>Para qualquer procedimento</p><p>Má-higiene oral;</p><p>Patologias periodontais avançadas;</p><p>Processo inflamatório agudo;</p><p>Comprimento radicular insuficiente;</p><p>Limites da cirurgia paraendodôntica</p><p>Comprometimento dentário;</p><p>Comprometimento periodontal;</p><p>Codições do meio bucal;</p><p>Quantidade e qualidade óssea;</p><p>Anatomia dos tecidos moles;</p><p>Complexidade técnica e complicações</p><p>Considerações anatômicas</p><p>Anatomia topográfica dos maxilares;</p><p>Relações anatômicas com estruturas nobres;</p><p>Relação dos ápices radiculares com cavidades</p><p>anatômicas.</p><p>Pré-operatório</p><p>Anamnese</p><p>Exames Laboratoriais</p><p>Estabilizar as condições sistêmicas</p><p>Medicações</p><p>Profilaxia antibiótica</p><p>Analgésicos e anti-inflamatórios</p><p>Bochechos com antissépticos</p><p>Planejamento Cirúrgico</p><p>Avaliar anatomia da área</p><p>Avaliar presença de lesão;</p><p>Extensão da lesão para cavidades</p><p>anatômicas;</p><p>Dentes envolvidos;</p><p>Determinar o acesso cirúrgico;</p><p>Determinar a modalidade terapêutico-cirúrgica;</p><p>Prognóstico do caso;</p><p>Planejamento da incisão;</p><p>Instrumental cirúrgico;</p><p>Medicação pré e pós-operatória;</p><p>Acompanhamento do caso.</p><p>Princípios de cirurgia</p><p>Incisão</p><p>Divulsão</p><p>Ostectomia</p><p>Sutura</p><p>Visibilidade;</p><p>Nutrição;</p><p>Menor traumatismo;</p><p>Permitir ampliação;</p><p>Superposição e readaptação;</p><p>Incisão firme e contínua;</p><p>Lâmina 15;</p><p>Evitar incisão sobre defeito ósseo já existentes ou</p><p>que será criado pela cirurgia;</p><p>Incisão horizontal deve ser realizada sobre gengiva</p><p>inserida por preferência;</p><p>A extensão da incisão deve ser dada no mínimo</p><p>um dente a frente e um para trás da região a ser</p><p>operada;</p><p>A incisão vertical deve ser feita na concavidade das</p><p>eminencias alveolares e divergentes para a apical;</p><p>A incisão vertical não deve se extender além da</p><p>prega mucobucal;</p><p>Evitar incisão na papila, freios ou bridas musculares;</p><p>A base do retalho deve ser maior que sua parte</p><p>superior;</p><p>Tipos de incisão:</p><p>Incisão linear</p><p>Incisão triangular: Portland; Neuman;</p><p>Incisão trapezoidal: Wassmund; Ochsenbein e</p><p>Luebke; Neuman e Novak;</p><p>Incisão Semilunar</p><p>Iniciar descolamento pelo encontro das incisões;</p><p>Descolr cuidadosamente para não lacerar os</p><p>tecidos;</p><p>Contornar estruturas antomicas importantes;</p><p>Manter tecidos afastados, apoiando sempre em</p><p>osso;</p><p>Manter afastamento com fio de sutura quando</p><p>necessário;</p><p>Planejamento correto da trepanação óssea;</p><p>Ampliar a loja cirúrgica para boa visualização do</p><p>campo operatório;</p><p>Regularizar o contorno do rebordo ósseo;</p><p>Irrigação contínua para evitar necrose;</p><p>Técnicas Cirúrgicas</p><p>Curetagem Perirradicular;</p><p>Apicetomia e apicoplastia;</p><p>Obturação Retrógada;</p><p>Retroinstrumentação com Retrobturação e</p><p>Obturação retrógada.</p><p>Curetagem Perirradicular</p><p>Consiste na remoção de tecido patológico ou</p><p>corpo estranho (material obturador extravasado e</p><p>fragmento de instrumento) junto à área apical que</p><p>está perturbando o reparo.</p><p>Periapicopatias crônicas ou corpos estranhos na</p><p>região apical.</p><p>Inacessibilidade cirúrgica;</p><p>Raiz curta;</p><p>Perda óssea acentuada;</p><p>Canal deficientemente tratado.</p><p>Apicetomia e Apicoplastia</p><p>A apicectomia é a remoção cirúrgica da porção</p><p>apical de um dente. É indicada em inúmeras</p><p>situações clínicas, tais como: lesões periapicais</p><p>persistentes ao tratamento convencional,</p><p>perfurações, instrumentos fraturados, remoção de</p><p>deltas apicais.</p><p>O corte da raiz é feito com broca troncocônica,</p><p>disposta perpendicular ao eixo radicular, cortando-se</p><p>o mínimo possível e efetuando o corte de distal</p><p>para mesial em movimento de introdução e</p><p>remoção, como se estivesse serrando a raiz. É</p><p>importante lembrar que durante o corte, a broca</p><p>deve ser refrigerada por meio de irrigação com</p><p>soro fisiológico, evitando o aquecimento.</p><p>Reabsorções apicais;</p><p>Inacessibilidade ao ápice;</p><p>Perfurações apicais;</p><p>Instrumentos fraturados;</p><p>Obturação Retrógrada</p><p>A técnica de obturação retrógrada consiste na</p><p>ressecção da porção apical radicular, seguida da</p><p>confecção de uma cavidade e preenchimento da</p><p>mesma com um material retrobturador</p><p>A obturação retrógrada é uma técnica indicada em</p><p>casos de inacessibilidade pela via coronária, pela</p><p>obstrução por núcleo metálico, fragmentos de</p><p>instrumentos, material obturador, defeitos de</p><p>instrumentação, má formação anatômica e</p><p>reabsorções internas. Essas alterações impedem o</p><p>acesso ao canal radicular, resultando no</p><p>comprometimento da cirurgia paraendodôntica mais</p><p>simples, como a apicectomia.</p><p>O material retrobturador deverá selar</p><p>hermeticamente o ápice seccionado e aprisionar os</p><p>irritantes remanescentes, no interior do sistema de</p><p>canais, promovendo o reparo cementogênico apical.</p><p>Preparo apical utilizando ultrasson – pontas de aço</p><p>liso ou preparo com broca cirúrgica.</p><p>Canais inacessíveis;</p><p>Dentes com prótese a pino com canal tratado</p><p>satisfatoriamente;</p><p>Perfurações radiculares;</p><p>Curvaturas acentuadas para a palatina que dificulte o</p><p>acesso cirúrgico.</p><p>Retroinstrumentação com Retrobturação e Obturação</p><p>Retrógrada</p><p>Ela é feita para conseguir melhor selamento apical,</p><p>do que aquela que usa apenas obturação</p><p>retrógrada ou a retrointrumentação com</p><p>retrobturação. Após a instrumentação e a</p><p>obturação do canal, via apical, no local</p><p>correspondente ao canal prepara-se a cavidade</p><p>retrógrada e seu selamento com material</p><p>retrobturador.</p><p>O propósito da utilização de um material</p><p>retrobturador é de selar ou vedar o remanescente</p><p>radicular, para que não ocorram infiltrações, nem</p><p>que resíduos de microrganismos migrem para o</p><p>periápice.</p><p>Dentes com prótese suportada com pino e canal</p><p>deficientemente tratado;</p><p>Necessidade de cirurgia paraendodôntica por outros</p><p>motivos.</p><p>Materiais Obturadores</p><p>Compatibilidade biológica;</p><p>Fácil manipulação;</p><p>Fácil introdução;</p><p>Adesividade às paredes da cavidade;</p><p>Estabilidade dimensional;</p><p>Impermeabilidade;</p><p>Não ser reabsorvível;</p><p>Ter radiopacidade.</p><p>Materiais Utilizados:</p><p>Amálgama;</p><p>Óxido de zinco e eugenol;</p><p>Guta percha;</p><p>EBA ou Super EBA (óxido de zinco e eugenol</p><p>melhorado);</p><p>Ionômero de vidro;</p><p>MTA.</p><p>Materiais</p><p>Kit Bernabé: utilizado para levar cimentos às</p><p>retrocavidades.</p><p>Ultrassom: preparo apical utilizando pontas de aço</p><p>liso.</p><p>Avanços em Cirurgia Parandodôntica</p><p>Uso de microscópio</p><p>Inspeção do campo cirúrgico com magnitude;</p><p>Facilita a visualização para remoção de tecidos de</p><p>granulação;</p><p>Distinção mais precisa entre raiz e osso.</p><p>Fundamentos</p><p>Quando e como o acidente ocorreu?</p><p>Inconsciência? Amnesia? Cefaleia?</p><p>Náusea? Vômitos?</p><p>Houve lesão anterior dos dentes?</p><p>Existe algum distúrbio ao morder?</p><p>Existe alguma reação ao frio e/ou calor?</p><p>História médica</p><p>Tecido mole</p><p>Tecido duro</p><p>Mobilidade anormal</p><p>Deslocamento dental</p><p>Sensibilidade à percussão</p><p>Fratura Coronária</p><p>Lascas e rachaduras limitadas ao esmalte, as quais</p><p>não ultrapassam a junção esmalte-dentina.</p><p>Tratamento:</p><p>Rebaixamento seletivo da borda incisal</p><p>Restauração com resina composta e ataque ácido</p><p>Ângulos inciso-proximais, bordas incisais e as</p><p>cúspides dos dentes posteriores</p><p>Tratamento:</p><p>Restauração com resina composta ou colagem do</p><p>fragmento coronário</p><p>Envolvem esmalte, dentina e polpa, e o grave</p><p>envolvimento pulpar vai desde uma exposição</p><p>semelhante a ponta de um alfinete até a perda total</p><p>do teto da câmara coronária.</p><p>Tratamento</p><p>Capeamento pulpar ou pulpotomia</p><p>Acompanhamento: 1 a 2 meses/ 1 ano</p><p>Teste de sensibilidade: imediatamente após a lesão/</p><p>após 6 meses;</p><p>Radiografia: imediatamente após a lesão/ após 6</p><p>meses.</p><p>Fratura corono-radicular</p><p>Inicialmente a fratura seguirá os prismas de esmalte</p><p>da superfície vestibular da coroa, para então seguir</p><p>um curso oblíquo abaixo da crista gengival palatina,</p><p>durante o seu curso através da dentina, a fratura</p><p>frequentemente expõe a polpa.</p><p>Fratura Radicular</p><p>Terço apical;</p><p>Terço médio;</p><p>Terço gengival.</p><p>O principal fator na determinação do prognóstico e,</p><p>portanto, no direcionamento do tratamento, é a</p><p>posição da fratura em relação à margem gengival:</p><p>Terço Gengival/Cervical:</p><p>O dente deve ser removido, ou o fragmento</p><p>coronário removido e o tratamento endodôntico</p><p>realizado na raiz, a qual pode ser restaurada com</p><p>pino e núcleo.</p><p>Terço Médio:</p><p>Com deslocamento dos fragmentos: exodontia;</p><p>Sem deslocamento dos fragmentos: endodontia +</p><p>prótese (prognóstico duvidoso)</p><p>Terço Apical:</p><p>Cirurgia paraendodôntica</p><p>Fraturas radiculares localizadas entre os terços</p><p>médio e apical têm bom prognóstico quanto a</p><p>sobrevivência da polpa e cicatrização dos</p><p>fragmentos radiculares entre si. Essas fraturas</p><p>devem ser tratadas com reposicionamento (se</p><p>qualquer mobilidade for notada) e imobilização rígida</p><p>por 2 a 3 meses.</p><p>Rígida</p><p>Não rígida</p><p>Não traumatizar o dente e o periodonto;</p><p>Imobilizar o dente</p><p>em sua posição normal;</p><p>Promover fixação adequada;</p><p>Não interferir na higienização;</p><p>Não interferir na oclusão;</p><p>Ser de fácil remoção;</p><p>Permitir quando necessário o tratamento</p><p>endodôntico;</p><p>Lesões envolvendo fibras periodontais:</p><p>aproximadamente 15 dias;</p><p>Lesões envolvendo dentina e cemento:</p><p>aproximadamente 60-90 dias;</p><p>Lesões envolvendo osso alveolar aproximadamente</p><p>30-60 dias.</p><p>Concussão</p><p>Lesão às estruturas de suporte do dente sem</p><p>mobilidade ou deslocamento anormal do dente, mas</p><p>com acentuada sensibilidade à percussão.</p><p>Hemorragia e edema no ligamento periodontal;</p><p>Sensível a percussão e mastigação;</p><p>Radiograficamente não há sinais de patologia;</p><p>Reponde positivamente aos testes de sensibilidade</p><p>pulpar.</p><p>Subluxação</p><p>Sensível a percussão;</p><p>Mobilidade aumentada;</p><p>Ruptura de algumas fibras do ligamento periodontal;</p><p>Ligeiro sangramento so sulco gengival;</p><p>Responde + - aos testes de sensibilida.</p><p>Tratamento</p><p>Alivio das interferências oclusais</p><p>Dieta alimentar</p><p>Imobilização</p><p>Acompanhamento: teste de sensibilidade de 1-2</p><p>meses após o traumatismo.</p><p>Prognóstico geral: raramente necrose pulpar;</p><p>reabsorção radicular</p><p>Luxação Extrusiva</p><p>Lesão periodontal e pulpar combinada;</p><p>O dente é deslocado axialmente para fora do seu</p><p>alvéolo;</p><p>É mantido no local por algumas fibras.</p><p>Tratamento:</p><p>Reposicionamento + fixação rígida.</p><p>Acompanhamento: imobilização por 2-3 semanas;</p><p>reabsorção radicular; observação por 12 meses.</p><p>Luxação Lateral</p><p>Deslocamento do dente para labial, lingual, distal ou</p><p>mesialmente; compressão e zona de ruptura no</p><p>ligamento periodontal, polpa e osso.</p><p>Dor severa;</p><p>Som à percussão é alto e metálico (anquilose);</p><p>Demonstração radiográfica depende da angulação</p><p>do feixe central;</p><p>Lesão pulpar e periodontal combinada.</p><p>Lacerações gengivais frequentemente</p><p>acompanham esse tipo de lesão.</p><p>O dente e o osso alveolar devem ser</p><p>reposicionados manualmente, o dente, esplintado, e</p><p>os tecidos moles, suturados</p><p>Tratamento:</p><p>Reposicionamento + fixação rígida (parede óssea).</p><p>Acompanhamento: imobilização por 6-8 semanas;</p><p>necrose pulpar; observação por 12 meses.</p><p>Intrusão</p><p>A intrusão traumática de dentes indica que o</p><p>alvéolo dentário sofreu fratura compressiva para</p><p>promover a nova posição do dente;</p><p>Na percussão, o dente emite um som metálico</p><p>similar ao do dente anquilosado;</p><p>Esse tipo de traumatismo dentário tem o pior</p><p>prognóstico.</p><p>Prognóstico geral</p><p>Rizogênese incompleta: sobrevida pulpar – 58%</p><p>reabsorção.</p><p>Rizogênese completa: extirpação pulpar – 70%</p><p>reabsorção</p><p>Tratamento:</p><p>Rizogênese incompleta: re-erupção espontânea 2-4</p><p>meses.</p><p>Rizogênese completa: aguardar re-erupção;</p><p>extrusão ortodôntica; extirpar a polpa.</p><p>Avulsão</p><p>É o deslocamento, com saída total, do dente do</p><p>interior do alvéolo.</p><p>Os fatores mais importantes para determinar o</p><p>sucesso do tratamento são o tempo em que o</p><p>dente ficou fora de seu alvéolo, o estado do dente</p><p>e dos tecidos periodontais e a maneira pela qual o</p><p>dente foi preservado antes do reimplante. Quanto</p><p>mais cedo o dente for reimplantado, melhor será o</p><p>prognóstico</p><p>Inspeção visual da área do alvéolo;</p><p>Contusão ou fratura das paredes do alvéolo;</p><p>Laceração da gengiva;</p><p>História do paciente;</p><p>Plano de tratamento.</p><p>A área apical deve ser inspecionada para verificar</p><p>possível fratura;</p><p>Presença do ápice intacto;</p><p>Nível de inserção da raiz;</p><p>Contaminação macroscópica.</p><p>O resultado final de um reimplante depende</p><p>basicamente do período fora do alvéolo e da</p><p>conservação do dente nesse período</p><p>Água destilada</p><p>Soro fisiológico – agua de coco</p><p>Viasporan</p><p>Leite bovino</p><p>Saliva – saliva artificial</p><p>Tratamento:</p><p>Imobilização/esplintagem</p><p>Exame radiográfico;</p><p>Antibioticoterapia;</p><p>Profilaxia do tétano;</p><p>Acompanhamento pós-trauma.</p><p>Reimplante mediato X Reimplante imediato</p><p>Mediato:</p><p>Nos casos em que o período de tempo extra-</p><p>alveolar for menor que 60 minutos e o meio de</p><p>armazenamento seja fisiológico (soro, saliva, leite,</p><p>etc.)</p><p>Imediato:</p><p>Em pacientes com desenvolvimento radicular</p><p>completo e um período extra-alveolar em meio</p><p>seco maior que 60 minutos</p><p>Sob o ponto de vista cirúrgico, dente incluso é</p><p>aquele que, depois de passado seu período de</p><p>erupção, permanece alojado na maxila ou na</p><p>mandíbula, recoberto por tecido ósseo ou pela</p><p>mucosa.</p><p>Terminologia</p><p>Inclusão -> franceses;</p><p>Impactação ou não erupção -> americanos</p><p>(impacted ou unerupted)</p><p>Retenção -> hispânicos e alemães</p><p>Incidência</p><p>Terceiros molares inferiores;</p><p>Terceiros molares superiores;</p><p>Caninos superiores;</p><p>Supranumerários;</p><p>Pré-molares inferiores;</p><p>Caninos inferiores.</p><p>Etiologia</p><p>Causas locais</p><p>Causa embriológicas</p><p>Causas sistêmicas</p><p>Causas traumáticas</p><p>Hipercalcificação do tecido ósseo;</p><p>Perda prematura do decíduo;</p><p>Fibrose gengival;</p><p>Atraso na exfoliação do decíduo;</p><p>Presença de cisto;</p><p>Presença de neoplasia;</p><p>Falta de espaço (causa mais comum);</p><p>Má posição do germe dental permanente.</p><p>Filogenética (evolução humana);</p><p>Fenda palatina;</p><p>Miscigenação;</p><p>Doenças hereditárias: acondroplastia; progeria;</p><p>oxicefalia; disostose cleidocranial; osteogênese</p><p>imperfeita; osteopetrose.</p><p>Doenças infecto-contagiosas: sífilis, tuberculose;</p><p>Alteração metabólica: anemia, má-nutrição;</p><p>Disfunção endócrina: raquitismo, alteração no nível</p><p>plasmático de cálcio.</p><p>Anomalias dentárias: coroa e raiz;</p><p>Anquilose dental;</p><p>Trauma de parto.</p><p>Exames de Imagem</p><p>Acrescido do exame clínico de inspeção e</p><p>palpação, permitem determinar a localização e a</p><p>posição do dente incluso, auxiliando no</p><p>planejamento cirúrgico.</p><p>Periapicais: Clark, Donovam, Miller-Winter;</p><p>Oclusais;</p><p>Extrabucais: panorâmica, telerradiografia;</p><p>Tomografias computadorizadas: médicas e</p><p>odontológicas.</p><p>Planejamento</p><p>Na avaliação clínica e radiográfica considerar:</p><p>Morfologia radicular;</p><p>Densidade óssea;</p><p>Folículo pericoronário (linha radiolúcida ao redor da</p><p>coroa/ estágio em que deixa de ser folículo =</p><p>maior que 3mm, tornando-se um cisto dentígero);</p><p>Contato com o 2º molar;</p><p>Estruturas anatômicas;</p><p>Lesões associadas;</p><p>Posição (classificação):</p><p>Winter - Longo eixo do 2º molar</p><p>Pell & Gregori, 1933 - Relação dente-ramo (cIasse I,</p><p>II, III)</p><p>Pell & Gregori, 1933 – Profundidade:</p><p>A: mesma linha do plano oclusal;</p><p>B: meia coroa abaixo de adjacente;</p><p>C: totalmente abaixo.</p><p>Caninos e demais dentes inclusos</p><p>1) Alveolar; 2) Pré-alveolar; 3)Trans-alveolar; 4)</p><p>Retro-alveolar.</p><p>Indicações para Exodontia</p><p>Doneça periodontal;</p><p>Cárie dentária;</p><p>Pericoronarite;</p><p>Cistos e tumores odontogênicos;</p><p>Reabsorção radicular;</p><p>Fratura de mandíbula;</p><p>Dor desconhecida;</p><p>Maloclusão;</p><p>Transtorno mecânico.</p><p>Contraindicações para Exodontia</p><p>Condição médica comprometida;</p><p>Idade do paciente;</p><p>Proximidade com estruturas nobres.</p><p>Tipos de Tratamento</p><p>Exodontia;</p><p>Tracionamento;</p><p>Transplante.</p><p>Quando remover?</p><p>Faixa etária dos 18 aos 25 anos (Raley et al., 1975);</p><p>Entre os 15 e 18 anos (Saad Neto et al., 1985):</p><p>Tecido ósseo menos calcificado;</p><p>Raiz em fase de formação (1/3 a 2/3 formada);</p><p>Reparo mais rápido.</p><p>Planejamento</p><p>Anamnese;</p><p>Exame clínico e físico;</p><p>Exame radiográfico;</p><p>Estado geral e psicológico do paciente;</p><p>Avaliar necessidade de medicação profilática;</p><p>Técnica cirúrgica.</p><p>Técnica Cirurgica</p><p>Conjunto de medidas que devem ser tomadas</p><p>diante da oportunidade cirúrgica e que começam</p><p>no pré-cirúrgico e somente terminam na conclusão</p><p>da cirurgia.</p><p>Anestesia;</p><p>Incisão;</p><p>Descolamento;</p><p>Ostectomia;</p><p>Odontossecção;</p><p>Extração dental;</p><p>Cuidados com o alvéolo;</p><p>Sutura;</p><p>Orientações para o paciente;</p><p>Controle pós-operatório.</p><p>Incisão</p><p>Na remoção dos terceiros molares é de vital</p><p>importância que o retalho seja grande o suficiente</p><p>para permitir adequado acesso e melhor</p><p>visualização do campo operatório;</p><p>Deve-se respeitar as</p>

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