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<p>GUIA</p><p>POLIGLOTA</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO</p><p>JOHN BECKER</p><p>Do zero à conversação</p><p>DO</p><p>FILOSOFIA ZEPPELIN</p><p>LIVRO SUPREMO</p><p>@letsbecker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO</p><p>DA</p><p>DE APRENDIZADO ABERTO</p><p>1.0 Conhecendo o 1º idioma estrangeiro</p><p>1.1 O que é a bolha da língua inglesa</p><p>1.2 Modelos de aprendizado</p><p>1.3 Fluência vs. Competência comunicativa</p><p>1.4 Habilidades e estratégias de longo prazo</p><p>3.0 Mitos do aprendizado</p><p>3.0.1 Mito da memorização</p><p>3.0.2 Mito da idade</p><p>3.0.3 Mito do "aprender é caro"</p><p>3.0.4 Mito da gestão de tempo</p><p>3.0.5 Mito da fluência</p><p>3.0.6 Mito do "segunda eu começo"</p><p>3.1 Dont's (O que NÃO fazer)</p><p>3.1.1 Propósito confuso e falta de direção</p><p>3.1.2 Gramática, gramática, gramática</p><p>3.1.3 Tradução irresponsável</p><p>3.1.4 Começar "com foco em"</p><p>3.1.5 Apostar na intensidade</p><p>3.1.6 Caderninho-Muleta</p><p>3.1.7 Pronúncia perfeita</p><p>3.1.8 Múltiplos idiomas simultaneamente</p><p>2.0 A metodologia Let's Zeppelin</p><p>2.1 As 3 etapas do aprendizado</p><p>2.1.1 Preparação</p><p>2.1.2 Transição</p><p>2.1.3.  Consolidação</p><p>2.2 A fórmula do aprendizado</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE COMEÇAR</p><p>1. FUNDAMENTOS</p><p>2. METODOLOGIA</p><p>3. QUEBRANDO PARADIGMAS</p><p>PREPARAÇÃO</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>4.1 Youtube</p><p>4.2 Google</p><p>4.3 Google Translate</p><p>4.4 Spotify</p><p>4.5 Quizlet</p><p>4.6.  WhatsApp</p><p>4.7.  Instagram</p><p>5.1 Momentos primários, secundários e terciários</p><p>5.2 Identificando Gaps diários</p><p>5.3 Metas de DLZ (metas de curto prazo)</p><p>5.4 Conteúdos semanais</p><p>5.5 A jornada do herói: Conclusão de preparação</p><p>4. FERRAMENTAS PARA VIVER IDIOMAS</p><p>5. CRONOGRAMA DE CONTEÚDOS</p><p>O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE COMEÇAR</p><p>7. DLZ: O DESAFIO LET'S ZEPPELIN</p><p>8. CONSOLIDAÇÃO: O JOGO INFINITO</p><p>PREPARAÇÃO</p><p>CONSOLIDAÇÃO</p><p>TRANSIÇÃO</p><p>8.1 Rotina pós DLZ</p><p>8.2 Jogos finitos vs. Jogos infinitos</p><p>6. TÉCNICAS POLIGLOTAS DE CONVERSAÇÃO & LISTENING</p><p>6.1 J.A.M. (just a minute)</p><p>6.2 Fisher Technique</p><p>6.3 Pops (expressões-chave)</p><p>6.4 Conversation Club</p><p>7.1 Adaptação ao DLZ</p><p>7.2 Comprometimento & Trade Offs</p><p>7.3 Passo a passo DLZ</p><p>7.4 As 20 missões semanais</p><p>7.5 Estudo ativo & Estudo passivo</p><p>7.6 Perfil de DLZ, Close Friends e LIVES mensais</p><p>O Brasil é o país com o maior número de escolas de idiomas em TODO O MUNDO. Entretanto, apenas</p><p>5% da população tem alguma noção de comunicação básica em um segundo idioma e menos de 3%</p><p>têm nível conversacional em um idioma estrangeiro.</p><p>Infelizmente, a industria de educação no mundo inteiro é uma criatura monstruosa que movimenta</p><p>trilhões de dólares todos os anos e não tem CONSIDERAÇÃO NENHUMA com os sentimentos ou com</p><p>a realidade socioeconômica dos indivíduos.</p><p>O sistema educacional predominante no mundo é previsível, professor cêntrico e apoiado em livros.</p><p>E você sabe por quê?! Porque é bom para os negócios! Gera empregos, movimenta o mercado</p><p>editorial e permite às empresas estabelecerem padrões de qualidade baseados em certificações.</p><p>Eu  acredito em um futuro diferente, no qual o aprendizado aberto é lei. O compartilhamento</p><p>assumirá o lugar do individualismo e o conhecimento será patrimônio da humanidade. As</p><p>metodologias ativas tomarão o lugar do ensino tradicional expositivo e as pessoas vão entender que</p><p>"junto é melhor" (Sinek, 2016).</p><p>Escrevi esse livro para que juntos, pessoas como você e eu, consigamos quebrar esse ciclo.</p><p>A parte filosófica desse livro, eu escrevi para que a parte prática seja, de fato, prática para você.</p><p>Quero que você APLIQUE esse conhecimento e finalmente consiga estourar a bolha e começar a</p><p>viver fora da Matrix, ou como diria um gaúcho poliglota amigo meu, fora da caverna de Platão.</p><p>Se você estudar esse pergaminho supremo dos idiomas com bastante cuidado e atenção, eu te</p><p>garanto que a sua vida jamais será a mesma!</p><p>Let's go?</p><p>Let's bora?</p><p>Let's Zeppelin!</p><p>EU TE VEJO DO OUTRO LADO!</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>PREFÁCIO SUPREMO</p><p>PALAVRINHA DO JOHN</p><p>QUEM É JOHN BECKER?</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>Fui instrutor de idiomas por 8 anos, nos quais mais de mil alunos passaram</p><p>por mim. Desde 2012, sou Master in English pelo Cultural Norte Americano,</p><p>certificado em Business Strategy & Marketing Management pela escola de</p><p>negócios italiana, Fondazione CUOA Business School em 2017, e em</p><p>Business English e Advanced Business Management pela Pearson College</p><p>London, em 2020.</p><p>Atualmente falo 6 idiomas e sou Mentor de Idiomas. Trabalho com</p><p>metodologias ativas de ensino, e em 2019 desenvolvi uma nova abordagem</p><p>ao aprendizado de idiomas estrangeiros: o método Let's Zeppelin.</p><p>Entusiasta do universo dos idiomas, poliglota, escritor, apaixonado por</p><p>autoconhecimento, bons livros, adrenalina e grandes desafios.</p><p>Sou natural de Tocantins, no Norte do Brasil. Comecei em 2007 a desenvolver hábitos</p><p>como jogar videogames, ouvir música internacional e pesquisar as traduções de todas as</p><p>letras das bandas que eu gostava. Esses hábitos me levaram ao domínio da língua inglesa em</p><p>questão de meses. Eu digo desde então que "aprendi inglês sem perceber". Anos depois</p><p>consolidei o inglês ensinando a outras pessoas.</p><p>Após mais de 10 anos de estudo e com novas ferramentas, como treinamentos e aplicativos</p><p>móveis, tive o insight para transformar uma simples ideia em projeto de vida. Assim nasceu o</p><p>Let's Zeppelin: O aprendizado aberto e compartilhado de tudo.</p><p>2007 2018 202020131995</p><p>PREPARAÇÃO</p><p>POR ONDE COMEÇAR</p><p>1.0 Conhecendo o 1º idioma estrangeiro</p><p>Aprender o 1º idioma estrangeiro é o momento no qual colocamos todo o nosso "banco</p><p>de dados" linguístico em contraste com algo totalmente novo.</p><p>É como ser criança de novo e aprender algo do zero. Aprender a falar novamente e</p><p>entender o mundo por uma nova perspectiva. Além disso, aprender uma nova língua</p><p>absolutamente não significa passar essa nova visão de mundo por um "filtro do</p><p>português". Significa, pelo contrário, que a partir de agora tudo terá duas ou mais</p><p>perspectivas diferentes, desde palavras a fatores culturais.</p><p>No Brasil, os primeiros idiomas estrangeiros com os quais se tem contato na escola</p><p>são o inglês e o espanhol, mas quase ninguém aprende de fato a falar essas línguas</p><p>somente com as aulas de gramática da escola. O Brasil infelizmente está contaminado</p><p>com o sistema de ensino tradicional expositivo e esse é um dos principais motivos pelos</p><p>quais o brasileiro está parado no tempo.</p><p>Qual é o primeiro idioma estrangeiro que se deve aprender? Existe um "caminho</p><p>certo"? Uma ordem, ou algo do tipo? Não. O fato é que se alguém começa pelo inglês,</p><p>tudo fica mais fácil. Aprender novas coisas, novos idiomas, qualquer coisa fica mais fácil</p><p>para quem sabe inglês, pois é após estourar a bolha do inglês que a brincadeira começa.</p><p>93% é o dado. Que dado é esse?</p><p>Impressionantes 93% de todo o conteúdo na internet, de todos os livros, artigos,</p><p>vídeos, filmes, séries, cursos, PDFs, podcasts, audiobooks, sites, blogs, músicas,</p><p>documentários e notícias. Essa é a infinidade de conteúdo que você está deixando de</p><p>consumir se não dominar o inglês.</p><p>Os outros 7%, adivinha?!</p><p>Está o amontoado de informação caótica nos mais de 6 mil idiomas e dialetos de todo</p><p>o mundo... todo mundo dividindo os sufocantes 7%. Esse horizonte intelectual apertado</p><p>é a bolha na qual vivem as pessoas que não falam inglês. Domine inglês primeiro. O</p><p>próximo passo é você que escolhe, afinal depois do inglês, você literalmente</p><p>desbloqueou infinitos caminhos e possibilidades de aprendizado.</p><p>1. FUNDAMENTOS</p><p>1.1 O que é a bolha da língua inglesa</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 01</p><p>1.2 Modelos de aprendizado</p><p>1.3 Fluência vs. Competência comunicativa</p><p>Dentre as principais influências metodológicas do Let's Zeppelin, estão os métodos ativos: Problem Based</p><p>Learning, Inverted Classroom, Blended Learning.</p><p>"Ter competência comunicativa é</p><p>conseguir entender e ser</p><p>entendido."</p><p>O termo</p><p>está em desenvolvimento desde os</p><p>anos 50 graças ao trabalho dos linguistas</p><p>Chomsky e Hymes, que com diferentes</p><p>abordagens inspiraram gerações inteiras a</p><p>engrandecer essa ciência.</p><p>Os fatores determinantes da competência</p><p>comunicativa são: fala, escuta, leitura e</p><p>escrita. A partir do desenvolvimento gradativo</p><p>destes ocorre a comunicação verbal.</p><p>M</p><p>etodologias Ativas</p><p>William Glasser</p><p>Dell Hymes Noam Chomsky</p><p>Principais expoentes</p><p>(Communicative competence)</p><p>Existe muita confusão envolvendo o termo fluência, no mundo do idiomas estrangeiros. Entretanto, esse</p><p>termo bonito, que gera cobiça no coração das pessoas não é originalmente do universo dos idiomas e é</p><p>erroneamente usado todos os dias. As palavrinhas que deveriam ser usadas são competência comunicativa.</p><p>Menos glamouroso e comercial, porém adequado.</p><p>O que é</p><p>fluência?</p><p>M</p><p>etodologias Passivas</p><p>Psiquiátra americano</p><p>(1925 - 2013)</p><p>Escritor e desenvolvedor da</p><p>pirâmide do aprendizado</p><p>Seu trabalho mudou a maneira de ver o</p><p>processo de aprendizado e retenção de</p><p>conhecimento.</p><p>Em  contraste com o modelo tradicional</p><p>expositivo nascido durante o Iluminismo no</p><p>século XVII, as metodologias ativas não giram</p><p>em torno da figura do professor. São métodos</p><p>baseados na aplicação e difusão do</p><p>conhecimento.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 02</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>1.4 Habilidades e estratégias de longo prazo</p><p>Falar idiomas é uma habilidade de LONGO PRAZO e deve ser tratado tal qual, com estratégia de longo prazo.</p><p>Um dos equívocos clássicos do ser humano é investir em estratégias de curtíssimo prazo e esperar</p><p>resultados duradouros e prosperidade a longo prazo. E adivinha?! Não funciona.</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 03</p><p>Acima temos 2 personagens meramente ilustrativos: O Joãozinho e o Zé, ambos estão na mesma situação,</p><p>com um mesmo desafio pela frente. Porém atitudes e resultados diferentes.</p><p>TEMPO INVESTIDO</p><p>- Joãozinho é muito ocupado e quer "achar um tempinho" para o TL (idioma alvo), nas horas vagas do seu dia.</p><p>- Zé é igualmente ocupado, mas procura sempre por novas formas de inserir o TL no seu dia ainda mais.</p><p>IMPACTO DO TL</p><p>- Joãozinho precisa que a sua vida sofra o MÍNIMO impacto possível, pois não poder deixar o TL entrar em</p><p>conflito com seus vários projetos em andamento.</p><p>- Zé quer passar a EXISTIR em um novo idioma, e para isso ele quer um verdadeiro "choque térmico"</p><p>principalmente nos primeiros 6 meses, pois sabe que isso será determinante para consolidar o TL.</p><p>TRADE OFFS</p><p>- Joãozinho quer FAZER TUDO sem ABRIR MÃO DE NADA. Não está disposto a fazer escolhas difíceis.</p><p>- Zé está DECIDIDO a trocar as coisas de sempre, por coisas novas no TL.</p><p>PROPÓSITO</p><p>- Joãozinho se apoia em eventos de CURTO PRAZO: viagens, eventos, provas, coisas que passam.</p><p>- Zé pensa no LONGO PRAZO: em quem ele quer SER, sem limitações, livre e sem dependência de terceiros.</p><p>2. METODOLOGIA</p><p>2.0 A metodologia Let's Zeppelin</p><p>Os três pilares que fundamentam o método Let's Zeppelin são o compartilhamento, a frequência (ou</p><p>constância), e o ensino. Todos estruturais para o processo de aprendizado.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 04</p><p>A constância é a responsável pelo RESULTADO. Sem conversação, não tem conversação. Contato com o TL</p><p>(idioma alvo) TODOS OS DIAS, incluindo fins de semana e feriados, sem historinha. Ponto.</p><p>“A sua visão é apenas acionável se você a diz em voz alta. Se você a mantiver</p><p>para si mesmo, ela irá continuar a ser um fragmento da sua imaginação”</p><p>Simon Sinek</p><p>COMPARTILHAMENTO</p><p>O compartilhamento é responsável pelo  COMPROMETIMENTO  com seu aprendizado. Quanto maior o</p><p>compartilhamento, maior a colaboração, mais rico é o feedback e melhor é o aprendizado.</p><p>O COMPARTILHAMENTO É O PULO DO GATO, POIS FALAR IDIOMAS É UMA HABILIDADE ACIMA DE TUDO SOCIAL.</p><p>FREQUÊNCIA (CONSTÂNCIA)</p><p>ENSINO</p><p>O ensino é responsável pela QUALIDADE. A ideia é simples: se você se propõe a ensinar um pouquinho do que</p><p>está aprendendo, consequentemente irá aprender de forma ativa e não repassará conhecimento para</p><p>ninguém de forma menos que decente. Além disso, William Glasser demonstrou que a forma mais eficiente e</p><p>eficaz de aprender algo é explicando algo a terceiros.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>2.1 As 3 etapas do aprendizado</p><p>O aprendizado é um jogo infinito. Existem infinitas formas de fazer uma mesma coisa. Lembre dessas duas</p><p>afirmações.</p><p>Crianças e adultos aprendem de formas distintas, por isso existem a pedagogia e a andragogia. A aquisição</p><p>de idiomas, entretanto, acontece da mesma forma com qualquer pessoa, de qualquer idade, em três etapas</p><p>bem definidas: a preparação, transição e consolidação.</p><p>Imagine uma maratona. Cada pessoa vai correr no seu ritmo, do seu jeito, a uma passada diferente, pisando</p><p>em partes distintas do solo e com táticas diferentes para chegar à linha de chegada. Entretanto, todos</p><p>correm o mesmo trajeto, saindo do mesmo ponto, passando pelas mesmas curvas e chegando a um ponto</p><p>comum.</p><p>2.1.1 Preparação</p><p>A preparação é tudo que vem ANTES do início do estudo formal, alfabetização, etc. Consiste no contato</p><p>inicial com o TL, através de imersão audiovisual TODOS OS DIAS, por horas.</p><p>Com as crianças vai dos zero anos até a pré alfabetização. Com os adultos geralmente leva de 1 a 3 meses</p><p>de imersão no TL (dependendo da abordagem), antes do início do estudo formal.</p><p>2.1.2 Transição</p><p>A transição vai da alfabetização e início do estudo formal até a comunicação total e articulada no TL, e</p><p>pleno uso das 4 competências comunicativas (fala, escuta, leitura e escrita).</p><p>Com as crianças vai da alfabetização até aproximadamente o fim do ginásio, dependendo da criança. Com</p><p>os adultos varia de acordo com a abordagem. No Let's Zeppelin são exatos 5 meses de transição.</p><p>2.1.3.  Consolidação</p><p>A consolidação é o início do jogo infinito, afinal de contas ninguém "termina" de aprender um idioma, nem</p><p>mesmo nosso idioma materno.</p><p>A terceira e última fase do aprendizado é igual para adultos e crianças: sair do nível intermediário de</p><p>comunicação e alcançar aos poucos um nível mais avançado.</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 05</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 06</p><p>2.2 A fórmula do aprendizado</p><p>A poliglota húngara, Kató Lomb, dominava em diferentes níveis um total de 16 idiomas antes mesmo da</p><p>internet existir como ela é hoje e foi pioneira na compreensão e racionalização do poliglotismo.</p><p>Seu principal legado foi a obra "Polyglot - How I learn languages" e também a famigerada equação,</p><p>conhecido por muitos como a "fórmula da fluência", representada abaixo.</p><p>"invested time + interestedness" deveria ser uma multiplicação e</p><p>não uma soma;</p><p>Uma metodologia bem definida afeta total e diretamente o</p><p>resultado alcançado.</p><p>Na fórmula temos que:</p><p>Resultado = tempo investido + grau de interesse/ inibição</p><p>Em outras palavras, Lomb racionaliza que, o tempo investido</p><p>diariamente ao aprendizado de um idioma e o real interesse são</p><p>variáveis essenciais, que sofrem influência de fatores externos</p><p>(forças inibidoras).</p><p>Seguindo a linha de raciocínio, se uma pessoa investir horas por dia</p><p>a um determinado idioma e possui um alto grau de interesse pelo</p><p>idioma, com poucos ou nenhum agente inibidor, o resultado é certo.</p><p>Entretanto, há duas considerações a serem feitas acerca da</p><p>fórmula de Lomb:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>"João, você acha que Lomb estava errada?"</p><p>ABSOLUTAMENTE NÃO. Longe de mim sugerir algo assim. Apenas acredito que o raciocínio estava 95%</p><p>completo e que a cereja do bolo é o seguinte:</p><p>Resultado = (Tempo investido . Grau de interesse) Fator M / Inibição</p><p>Tempo e interesse se multiplicam, pois se qualquer dos dois for igual a zero, o resultado será zero.</p><p>E o fator multiplicador M, de METODOLOGIA, também afeta diretamente o resultado.</p><p>Esse varia em uma</p><p>escala de 1 a 10 de forma que, quanto mais bem definidos os processos, melhor o resultado. Portanto se</p><p>uma pessoa estudar de forma caótica e desorganizada, medindo 1 na escala, essa terá um resultado x. Se</p><p>essa mesma pessoa seguir um método organizado, validado e bem definido, o resultado poderá ser 10x.</p><p>3.0 Mitos do aprendizado</p><p>3. QUEBRANDO PARADIGMAS</p><p>3.0.1 Mito da memorização</p><p>Nós sempre encontramos uma historinha para não fazer o que tem que ser feito. Essa</p><p>seção tem o objetivo de "vacinar" você contra esse tipo de falácia e te transformar em um</p><p>resolvedor de situações, diferente do apontador de problemas que se esconde atrás das</p><p>conjunções adversativas (mas/porém/entretanto/contudo/todavia/só que).</p><p>Memorização é diferente de compreensão. Saber o que significa o verbo "to get", por</p><p>exemplo, não significa compreender a versatilidade do verbo e suas dezenas de</p><p>aplicações automaticamente. Todos os idiomas possuem uma carga cultural embutida</p><p>nas suas informalidades. Memorizar palavras soltas e frases feitas é diferente de</p><p>entender na prática a subjetividade de cada estrutura. Aprender novas palavras é</p><p>ESSENCIAL, mas decorar listas de palavras cegamente, sem fazer revisões espaçadas e</p><p>sem aplicar e contextualizar o conhecimento não traz resultados de longo prazo.</p><p>"Não tenho mais idade pra isso" é a historinha número um de quem passou dos 35 anos.</p><p>"Crianças aprendem tudo mais rápido", complementam. Qualquer professor de idiomas</p><p>sabe que, muito pelo contrário, os adultos aprendem mais rapidamente, tendo em vista</p><p>que já "aprenderam a aprender" e possuem um idioma completo no seu "banco de dados".</p><p>Desta forma, o aprendizado passa a ocorrer por associação. Apenas adultos conseguem</p><p>aprender os números, por exemplo, de zero a 1 milhão em poucos minutos. Ponto.</p><p>3.0.3 Mito do "aprender é caro"</p><p>3.0.2 Mito da idade</p><p>Pesquisa o termo "custo de oportunidade" no google. Agora reflita se é mais caro passar a</p><p>investir sempre em educação, cultura e saúde, ou passar uma vida inteira vivendo na</p><p>bolha da ignorância. Existem inúmeros meios de suporte ao aprendizado de idiomas,</p><p>desde cursos, professores particulares a metodologias low budget (como o Let's</p><p>Zeppelin, por exemplo). A historinha do "aprender é caro", é coisa de quem tem preguiça</p><p>de gastar 5 minutos pesquisando opções. Se você tem acesso a internet e um dispositivo</p><p>móvel, acorda pra vida.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 07</p><p>Gestão de tempo NÃO EXISTE, pois só existe gestão daquilo que se controla e que pode</p><p>ser contornado de alguma forma. E o tempo, adivinha? Ninguém controla a passagem</p><p>dele... se ele passa mais rápido ou devagar. O dia de todo mundo tem 24 horas, e o que</p><p>deve ser feito, na verdade, se chama GESTÃO DE PRIORIDADES. Essa todo mundo faz</p><p>todos os dias, com maior ou menor sabedoria. Fazer escolhas! Decidir entre A ou B, invés</p><p>de tentar abraçar o mundo com as mãos e fazer 30 coisas por dia, sem abrir mão de</p><p>NADA. Quem tenta fazer tudo acaba não fazendo nada bem feito. Prioridades e escolhas.</p><p>A palavra mais bonita do universo dos idiomas: FLUÊNCIA, foi adotada há</p><p>aproximadamente 30 anos pelas escolas de idiomas para seduzir as pessoas, e é vendida</p><p>massivamente até agora. Visando maximar seu lucro, essas empresas criaram a cultura</p><p>do endeusamento da fluência e o Brasil é um dos países mais contaminados do mundo.</p><p>1º: fluência é relativo e não existe consenso internacional entre os linguístas sobre o</p><p>termo (perante idiomas estrangeiros);</p><p>2º: cada um tem seu processo e seu tempo, portanto se você se deparar com um anúncio</p><p>de "fluência em x meses", veja tudo com pensamento crítico e tenha cuidado.</p><p>Deixar as coisas pra segunda-feia é um hábito que começa na escola e no trabalho, que</p><p>as pessoas levam pro resto da vida. Vou te contar um segredo: o sentimento de fresh</p><p>start (recomeço) não vem da segunda-feira, vem de dar o primeiro passo...de COMEÇAR.</p><p>Esse é o mito mais perigoso de todos. É o diabinho no seu ombro que ta fala que tudo</p><p>bem se hoje passar em branco e que todos os seus problemas vão ser resolvidos pelo seu</p><p>"eu do futuro", que vai ser uma pessoa renovada e diferente na segunda-feira de manhã</p><p>depois de tomar o cafezinho de sempre.</p><p>“A única coisa que te impede de conquistar tudo o que você quer na vida, é aquela historinha DE MERDA</p><p>que você conta pra si mesmo, de porque você não pode fazê-lo agora.”</p><p>Jordan Belfort (Lobo de wallstreet)</p><p>3.0.4 Mito da gestão de tempo</p><p>3.0.5 Mito da fluência</p><p>3.0.6 Mito do "segunda eu começo"</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 08</p><p>3.1 Dont's (O que NÃO fazer)</p><p>3.1.1 Propósito confuso e falta de direção</p><p>Por causa daquela viagem pro exterior, da certificação da empresa, aquela entrevista de</p><p>emprego, o exame de proficiência, aquele evento, etc. Essas coisas são CONSEQUÊNCIAS de</p><p>aprender uma nova língua, porém são coisas que "passam" e portanto, não são sustentáveis no</p><p>longo prazo.</p><p>Qual é a sua visão de futuro e como esse idioma é essencial? Sem perspectiva de curto, médio e</p><p>principalmente longo prazo, seu combustível logo se esgota.</p><p>Em primeiro lugar, a culpa NÃO é sua. O modelo tradicional expositivo (criado no século XVII)</p><p>pelo qual você passou boa parte da sua vida, te viciou em ter professor, em querer fazer tudo</p><p>certo e ter medo de errar, e em se preocupar com números arbitrários (notas) como forma de</p><p>feedback.</p><p>A gramática é fundamental para o processo sim, pois ela é o denominador comum entre todos</p><p>os idiomas e dialetos. Contudo ela deve vir sempre depois da compreensão básica das</p><p>estruturas. Para "tratar" o seu vício, entenda primeiro contextos para depois entender as</p><p>regrinhas. Compreensão vem antes de gramática.</p><p>Chega a ser óbvio: primeiro você precisa entender "o que é tal coisa", depois "o por quê é assim".</p><p>O uso de tradutores como o Google Translate, por exemplo, é um excelente hábito que indica</p><p>curiosidade e iniciativa. Contudo, existe uma maneira responsável de fazê-lo. Essas</p><p>ferramentas ainda não alcançaram precisão total, portanto é preciso evitar ao máximo traduzir</p><p>palavras soltas. Repito, EVITE TRADUZIR PALAVRAS SOLTAS e busque sempre entender frases</p><p>e contextos.</p><p>Mesmo que muitas vezes palavras apareçam aleatoriamente e sem contexto, a forma</p><p>responsável de traduzir é aplicar tudo que se aprende.</p><p>Aprendeu, aplicou em uma frase, conferiu se está certo e bola pra frente!</p><p>3.1.2 Gramática, gramática, gramática</p><p>3.1.3 Tradução irresponsável</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 09</p><p>3.1.4 Começar "com foco em"</p><p>"Quero aprender idiomas com foco na minha área". Ok, mas não se engane. Esse "foco" é algo que</p><p>você só vai conseguir desenvolver com qualidade, depois que a sua base estiver formada.</p><p>Depois que você conhecer as estruturas básicas do idioma e conseguir conversar com outras</p><p>pessoas, nesse caso pode ser definido um foco. Caso contrário, foca no feijão com arroz</p><p>primeiro.</p><p>Constância SEMPRE vence intensidade no longo prazo. Os maiores líderes, desportistas,</p><p>escritores e artistas de todos os tempos eram consistentes no seu trabalho e colheram frutos</p><p>no longo prazo. Estudar 6 horas seguidas durante apenas um dia semanal, JAMAIS será melhor</p><p>que estudar todos os dias por 60 minutos, jamais.</p><p>Essa analogia foi criada para descrever o comportamento de quem "se escora" no caderno como</p><p>desculpa/escudo para não praticar conversação todos os dias. Essa história todo mundo já</p><p>ouviu: você teve um dia insano, então tudo bem se hoje você der só aquela revisada com o</p><p>caderno (só hoje, você pensa). Não se esconda atrás dessa historinha. O estudo com caderno</p><p>não te exime da conversação diária. Se você não falar, sua fala não melhora. Se não tiver</p><p>conversação, não há como haver conversação.</p><p>Se você é iniciante A SUA PRONÚNCIA É INICIANTE TAMBÉM. Não tem nada de errado nisso,</p><p>nem motivo</p><p>para ter vergonha. Se você tem um sotaque carregado significa que você está no</p><p>mínimo em vias de ser bilíngue e não é conformado em ser monolíngue. Se aproprie disso com</p><p>orgulho e tenha paciência, pois grandes resultados levam tempo e dedicação.</p><p>3.1.5 Apostar na intensidade</p><p>3.1.6 Caderninho-Muleta</p><p>3.1.7 Pronúncia perfeita</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 10</p><p>Existem poliglotas que aprendem 2 idiomas ao mesmo tempo? sim. Mas isso não justificativa pra</p><p>quem só fala 1 ou 2 línguas querer fazer o mesmo.</p><p>É um exercício extremamente complexo que exige muita experiência e normalmente é feito por</p><p>pessoas hiperpoliglotas que já falam 8 ou mais línguas. Se não for o seu caso, baixa a bolinha e</p><p>dê a devida atenção e respeito a um idioma por vez, pra fazer bem feito e evitar retrabalho.</p><p>3.1.8 Múltiplos idiomas simultaneamente</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>4.1 YouTube: A maior escola do mundo</p><p>Você certamente já aprendeu alguma coisa no YouTube, por interesse próprio ou por necessidade,</p><p>mas a maioria das pessoas vê o YouTube como apenas um site de entretenimento. Vamos entender</p><p>então, como usar o YouTube a seu favor, a acessar os conteúdos certos na hora certa.</p><p>No YouTube, você vai evoluir principalmente o seu conhecimento formal da gramática do idioma</p><p>alvo, que de certa forma te ajuda com as 4 competências. Mas eu repito que o importante nessa</p><p>plataforma é ACESSAR OS CONTEÚDOS CERTOS NA ORDEM CERTA.</p><p>Como assim João?! É muito simples, dependendo da etapa do aprendizado em que você se</p><p>encontra, você vai consumir conteúdos diferentes no YouTube. Aprender as coisas certas, na ordem</p><p>certa é o caminho das pedras.</p><p>PREPARAÇÃO: Pessoas que nem começaram ainda a estudar pra valer o idioma alvo.</p><p>O QUE CONSUMIR: Vídeo clipes musicais, Podcasts didáticos, entrevistas legendadas.</p><p>TRANSIÇÃO: Pessoas que já estão vivendo um novo idioma, rumo à conversação.</p><p>O QUE CONSUMIR: Tutoriais gramaticais curtos (3 a 10 min) + tudo o que já estava sendo consumido.</p><p>CONSOLIDAÇÃO: Pessoas que já conversam no idioma alvo e buscam deixar o platô intermediário,</p><p>rumo ao nível avançado, "native-like accent".</p><p>O QUE CONSUMIR: Tutoriais gramaticais mais completos (mais de 10 min) + tutoriais de diversos</p><p>temas e entretenimento internacional em geral.</p><p>Ao se deparar com uma pesquisa simples, observe a duração do vídeo, e indicadores de credibilidade</p><p>(número de views, assinantes do canal, etc). Em seguida, decida qual conteúdo assistir primeiro.</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 11</p><p>4. FERRAMENTAS PARA VIVER IDIOMAS ESTRANGEIROS</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>4.2 Google: A enciclopédia da informação e conhecimento</p><p>A maioria das pessoas passa a vida inteira recorrendo ao Google para todo tipo de coisa, todos os</p><p>dias, mas na hora de aprender um novo idioma, o coitado do Google é totalmente</p><p>subutilizado/negligenciado pelo público em geral.</p><p>O Google pode e deve ser o braço direito de qualquer aprendiz de idiomas estrangeiros pelo seu fácil</p><p>acesso gratuito à informação.</p><p>Pois bem, vamos entender o poder do google por partes, e não vou nem citar a extensão do</p><p>Translate aqui ainda, pois vale passar uma seção só para ele.</p><p>1) Para encontrar referências teóricas:</p><p>No google, se você quiser se aprofundar em qualquer conteúdo, seja ele gramatical ou não, existe</p><p>um oceano de conteúdo gratuito de qualidade disponível.</p><p>2) Para baixar listas de exercícios:</p><p>Algumas pessoas funcionam melhor preenchendo listas de exercícios, como forma de fixação de</p><p>conteúdo ao invés de utilizar ferramentas virtuais de SRS (sistema de repetição espaçada).</p><p>3) Para conferir expressões formais e informais:</p><p>Muitas vezes nos pegamos pensando em como podemos dizer uma expressão específica em um</p><p>idioma estrangeiro. Advinha? Quase sempre o Google tem uma boa resposta pra te dar.</p><p>4) Para buscar scripts de séries/filmes:</p><p>Existem sites na internet onde é possível baixar roteiros originais de séries estrangeiras sem custo</p><p>nenhum. Quanto mais conhecida a série, mais fácil de encontrar no Google com uma boa pesquisa.</p><p>5) Para encontrar letras de músicas:</p><p>Se você for uma pessoa musical, que já acorda com música e gosta de ouvir alguma coisa sempre</p><p>que pode, uma ótima ideia é começar a desvendar as letras dos seus artistas favoritos, disponíveis</p><p>em dezenas e dezenas de sites na internet.</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 12</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 13</p><p>4.3 Google Translate: Uma ferramenta complexa</p><p>Muitos criticam a ferramenta de tradução do google como falha e não confiável e de fato a</p><p>ferramenta não é perfeita, mas aqui vão algumas considerações que os céticos não costumam</p><p>dizer em voz alta:</p><p>1) Nenhuma ferramenta de tradução no mundo alcançou a capacidade humana de leitura e</p><p>interpretação ainda (pode ser que demore alguns anos);</p><p>2) Outras ferramentas de tradução automática, como o DeepL e o Linguee, possuem suas</p><p>qualidades, mas nenhuma ferramenta na internet se atualiza na mesma frequência com a</p><p>ferramenta do Google o faz;</p><p>3) O google hoje é a empresa do mundo que mais investe em inteligência artificial e machine learning</p><p>e provavelmente será a empresa pioneira no mundo no desenvolvimento de software inteligente tal</p><p>qual os filmes hollywoodianos;</p><p>4) A ferramenta em si, não é um perigo para ninguém. O que ocorre é que o público leigo utiliza a</p><p>ferramenta de forma leiga, e tratando-se de idiomas, existe muita subjetividade por trás das</p><p>palavras, especialmente na linguagem coloquial;</p><p>5) Em resumo, o Google translate é excepcional e é a ferramenta mais versátil do mercado hoje, mas</p><p>as pessoas não sabem usar-lo com autorresponsabilidade e consciência.</p><p>6) O jeito prudente de se usar o Google translate é sempre buscando contexto e evitando palavras</p><p>soltas, pois uma mesma palavra pode significar duas coisas completamente diferentes.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 14</p><p>4.4 Spotify: O aceano azul da imersão auditiva</p><p>Você e a maior parte das pessoas que você conhece, usam, usaram ou usarão o Spotify para escutar</p><p>músicas dos seus artistas preferidos. E tudo bem ouvir música no Spotify, afinal de contas os hits</p><p>musicais são o carro chefe da plataforma.</p><p>Aqui vai um novo ponto de vista para você:</p><p>1) O primeiro passo do aprendizado de idiomas estrangeiros é a imersão cultural e auditiva;</p><p>2) Para se comunicar em vários idiomas é preciso consumir conteúdo e vivenciar vários idiomas;</p><p>3) O Spotify é a plataforma número 1 em Podcasts no mundo (semelhantes a programas de</p><p>entrevistas de rádio), com conteúdos dos mais diversos assuntos e em inúmeros idiomas;</p><p>4) É possível seguir playlists prontas e montar playlists colaborativas com amigos dentro do Spotify;</p><p>5) Antes de PENSAR em começar a estudar uma nova língua, é preciso horas e horas de consumo de</p><p>conteúdo estrangeiro para ganhar familiaridade com o idioma.</p><p>Portanto, apesar de ser uma ferramenta paga, com preço acessível diga-se de passagem, é um dos</p><p>aplicativos de bolso que todo aprendiz deveria assinar como um investimento em educação, que nas</p><p>horas vagas pode ser usado para ouvir música nacional e descontrair.</p><p>Em outras palavras, o Spotify é a principal imersão auditiva que pode ser feita de qualquer lugar e a</p><p>qualquer momento, dispensando viagens internacionais caríssimas como "única alternativa" de</p><p>imersão.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 15</p><p>4.5 Quizlet: O poder da repetição espaçada</p><p>Desde os anos 80, os SRS (Spaced Repetition Systems) avançaram e se popularizaram no mundo do</p><p>aprendizado de idiomas através de aplicações como o Duolingo, Memrise, Anki e o Quizlet.</p><p>Sem deméritos às demais ferramentas, vou te apresentar a minha favorita e que professores de</p><p>idiomas e poliglotas do mundo todo usam no seu dia a dia: O Quizlet.</p><p>O Quizlet, apesar de possuir versão</p><p>premium, conta com uma plataforma colaborativa, na qual alunos</p><p>e professores coexistem.</p><p>Além dos tradicionais flashcards de memorização, o Quizlet conta com o modo APRENDER, no qual o</p><p>aluno tem contato com uma porção de expressões por vez, e conforme há o avanço essas</p><p>expressões já conhecidas voltam a aparecer gradativamente.</p><p>Diferente de outras ferramentas de SRS, o Quizlet não consiste em memorização pura e sem</p><p>sentido. Afinal de contas, saber usar 1000 palavras bem, é melhor que memorizar 3000 palavras e</p><p>não saber usá-las e contextos reais.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 16</p><p>4.6 WhatsApp: A óbvia, porém negligenciada ferramenta de conversação</p><p>Lançado em maio de 2009, o WhatsApp levou alguns anos para se popularizar em massa, e tornou-</p><p>se um fenômeno que revolucionou a maneira com que as pessoas trocam mensagens instantâneas</p><p>de texto, áudio e vídeo.</p><p>O que a maioria das pessoas não param para pensar é que essas mesmas funções de envio de</p><p>mensagens de textos, áudios e vídeos em tempo real pode e DEVE muito bem ser usada para o</p><p>aprendizado de novos idiomas.</p><p>Aqui vai uma listinha de coisas simples que VOCÊ pode fazer no seu WhatsApp para vivenciar um</p><p>idioma estrangeiro.</p><p>1) CRIAR LISTAS DE TRANSMISSÃO COM AMIGOS;</p><p>2) ENVIAR/ RECEBER MENSAGENS DE TEXTO NO SEU IDIOMA ALVO SOBRE QUALQUER ASSUNTO;</p><p>3) ENVIAR/ RECEBER ÁUDIOS NO SEU IDIOMA ALVO SOBRE QUALQUER ASSUNTO;</p><p>4) FAZER CHAMADAS DE ÁUDIO COM AMIGOS PARA PRATICAR CONVERSAÇÃO;</p><p>5) FAZER VÍDEO CHAMADAS COM GRUPOS DE AMIGOS PARA PRATICAR CONVERSAÇÃO;</p><p>6) CRIAR GRUPOS DE ESTUDOS COM AMIGOS;</p><p>7) CRIAR UM GRUPO SEU CONSIGO MESMO, E MANTER UM DIÁRIO PESSOAL DE ÁUDIOS DIÁRIOS;</p><p>E essas são apenas as coisas que EU faço. Algumas diariamente, outras semanalmente, mas todas</p><p>com frequência.</p><p>O WhatsApp é particular popular em países ocidentais, ideal para pessoas que querem conhecer</p><p>nativos e praticar inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, por exemplo.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 17</p><p>4.7 Instagram: A MELHOR ferramenta do mundo para viver idiomas</p><p>É o quê? Instagram para aprender idiomas? Como assim?!</p><p>É isso mesmo, jovem gafanhoto... O INSTAGRAM É O PODER!</p><p>Se ajeita na cadeira e presta atenção que eu vou te contar como eu desenvolvi minha conversação</p><p>em francês, espanhol e alemão usando todas essas ferramentas que eu citei aqui, MAIS o bendito do</p><p>Instagram, como protagonista do meu aprendizado.</p><p>1) Falando nos STORIES  que eu estava aprendendo esses idiomas e a procura de pessoas para</p><p>conversação;</p><p>2) Pesquisando por páginas de conteúdo gratuito de francês, espanhol e alemão no Instagram;</p><p>3) Seguindo pessoas poliglotas, sugeridas pelo próprio Instagram;</p><p>4) Seguindo HASHTAGS relacionadas ao meu idioma alvo;</p><p>5) Anunciando nos STORIES um desafio pessoal de conversação no idioma alvo;</p><p>6) Falando sobre mim e minha rotina nos STORIES todos os dias, durante 20 semanas consecutivas;</p><p>7) Fazendo DEZENAS DE AMIGOS. Isso mesmo, amigos. Não apenas usando pessoas de forma</p><p>transacional como "ferramentas extras" para o meu benefício, mas desenvolvendo relações de</p><p>amizade com pessoas do mundo inteiro. Tudo isso em poucos meses vivendo idiomas no Instagram.</p><p>Acredite ou não, fazer isso de forma aberta pela primeira vez na vida foi desafiador e mudou a minha</p><p>vida, pois deixei da ser apenas bilíngue e tornei-me poliglota em menos de 2 anos.</p><p>O Instagram é tão genial que possui ainda as funções de close friends e filtros, para as pessoas que</p><p>são mais tímidas e para aqueles dias que a gente tá se sentindo particularmente de cara amassada.</p><p>Basicamente, você escolhe a sua audiência. E quanto mais gente te acompanha mais rico é o</p><p>processo, pois há mais colaboração, feedback e novos inputs.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 18</p><p>IMERSÃO AUDIO VISUAL</p><p>REPETIÇÃO ESPAÇADA</p><p>(expansão de repertório)</p><p>CONVERSAÇÃO</p><p>PRÁTICA DIÁRIA ESTUDO FORMAL</p><p>INTERPRETAÇÃO</p><p>Essas são apenas ferramentas de mídia social, pesquisa, estudo e interpretação básica que irão</p><p>te ajudar e te guiar no seu processo, mas nunca esqueça que AS PESSOAS são nossos maiores</p><p>aliados no aprendizado de qualquer idioma estrangeiro, afinal é um fenômeno social que permite</p><p>que você faça parte de um novo universo antes inexplorado.</p><p>A cada idioma aprendido, passamos a fazer parte de um grupo de pessoas que também estão</p><p>aprendendo esse idioma, ou simplesmente nativos e podemos agora muito mais facilmente ter</p><p>empatia e real conexão com essas pessoas.</p><p>Portanto, essa lista de ferramentas é suplementar ao contato humano, que é de fato o leva</p><p>qualquer pessoa ao nível conversacional. Novas amizades e se cercar de pessoas com objetivos</p><p>convergentes. Essa é a chave do processo.</p><p>5.2 Identificando Gaps diários</p><p>Ouvir música estrangeira durante o banho;</p><p>Escutar a um Podcast durante o café da manhã;</p><p>Aproveitar a pausa do café das 10:00 para trocar áudios com um amigo;</p><p>Ouvir músicas/Podcasts enquanto dirige (Sem prestar muita atenção ao som);</p><p>Usar apps de idiomas enquanto espera em uma fila de banco/supermercado;</p><p>Assistir a filmes e séries legendados após o jantar;</p><p>Assistir a conteúdos estrangeiros no youtube, Instagram e Tik Tok antes de dormir;</p><p>Trocar áudios com um amigo contando seu dia e desejando boa noite.</p><p>Do inglês, lacuna, os Gaps diários são momentos secundários e terciários do seu dia, nos quais</p><p>você pode inserir o idioma alvo.</p><p>Um Gap, não necessariamente precisa ser um horário ocioso. Na verdade, a maioria deles ocorre</p><p>simultaneamente a outras atividades como um banho, uma refeição, ou ao dirigir de um lugar a</p><p>outro. O objetivo e usar esses momentos como oportunidades para imersão.</p><p>No pensamento leigo, a palavra imersão pode significar estar em um país estrangeiro, ou passar</p><p>um dia inteiro sem falar português. De fato, esses são alguns exemplos mais extremos, mas para</p><p>a sua tranquilidade, é possível SIMULAR esse ambiente de imersão em casa, no trabalho,</p><p>durante atividades físicas e refeições, por exemplo. Aqui vão alguns exemplos práticos:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>5. CRONOGRAMA DE CONTEÚDOS</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 19</p><p>5.1 Momentos primários, secundários e terciários</p><p>Momentos Primários ou "Hora de vencer na vida"</p><p>Horários de trabalho e estudo</p><p>Momentos Secundários ou "Os entretempos" (de um momento primário para outro)</p><p>Café da manhã, almoço, lanches, jantar e refeições em geral</p><p>Deslocamentos de ponto A a ponto B (andando, dirigindo, ou em transporte público)</p><p>Tarefas de casa como lavar a louça, fazer um faxina, ou organizar algo</p><p>Idas ao banheiro, para banhos ou necessidades gerais</p><p>Momentos Terciários ou "Imprevistos"</p><p>Todo tipo de atividade não recorrente fora do previsto para o dia</p><p>Cada pessoa tem uma rotina, mas existe um padrão nos eventos cotidianos que vira</p><p>denominador comum na gestão de prioridades de todo mundo. Todos temos três tipos de</p><p>momentos distintos, independente do dia da semana, ou do mês do ano.</p><p>1.</p><p>a.</p><p>2.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>d.</p><p>3.</p><p>a.</p><p>Observe esses momentos na sua rotina e pense em formas de inserir o TL nos 3 momentos do dia.</p><p>Realize o exercício abaixo quantas vezes forem necessárias, até que pelo menos 3 Gaps</p><p>tenham sido identificados. Em seguida, pense de que maneira você irá fazer a gestão de</p><p>prioridades para cada lacuna encontrada no seu dia. Se necessário faça duas linhas distintas:</p><p>uma para dias de semana e outra para finais de semana.</p><p>GAP 01: Imersão auditiva - Spotify - Músicas & Podcasts</p><p>GAP 02: Conversação - WhatsApp - Fazer um rápido telefonema a um amigo</p><p>GAP 03: Leitura - "Livro x" - 20 minutos de leitura</p><p>GAP 04: Imersão visual e auditiva - Netflix - Assistir "série x" com legendas</p><p>GAP 01 GAP 02 GAP 03 GAP 04</p><p>Gestão de prioridades (por horário)</p><p>Vale ressaltar que absolutamente todas as pessoas possuem Gaps no dia (pelo menos dois). Os</p><p>mais recorrentes são:</p><p>a) De quando</p><p>acorda até começar a trabalhar/estudar</p><p>Para algumas pessoas, esse Gap dura 15 minutos, para outras são horas, mas para todos,</p><p>existem entretempos e lacunas entre atividades, ou atividades que permitem o consumo do</p><p>idioma alvo.</p><p>b) De quando chega em casa à noite até a hora de dormir</p><p>A duração desse Gap também varia muito, mas é quando a maioria desacelera e se ocupa de</p><p>atividades familiares e de lazer. Atividades estas que, em sua grande maiora podem (e devem)</p><p>coexistir com idiomas estrangeiros.</p><p>Por mais cansado que um indivíduo possa estar aqui, a meta é não ir dormir sem ouvir alguns</p><p>minutos de Podcast, música, ou séries no idioma alvo. Diga-se de passagem, esse deve ser um</p><p>momento de descanso mental e tranquilidade...e não uma obrigação. Tem que ser algo</p><p>estimulante e do gosto de quem está aprendendo, mas definitivamente tem que acontecer.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 20</p><p>Falar o idioma alvo todos os dias por 15 dias seguidos;</p><p>Conseguir entender as estruturas do passado e do futuro;</p><p>Falar o idioma alvo todos os dias por 30 dias seguidos;</p><p>Conseguir no idioma alvo com 5 pessoas diferentes no mesmo dia;</p><p>Escrever uma redação de 20 linhas no idioma alvo;</p><p>Falar o idioma alvo todos os dias por 60 dias seguidos;</p><p>Entender o primeiro meme no idioma alvo;</p><p>Conseguir conversar por 30 minutos seguidos no idioma alvo, sem traduções.</p><p>Antes de montar o seu cronograma individual de estudo e prática diária, é bom desenvolver a sua</p><p>métrica de sucesso/satisfação pessoal, para ter um senso de avanço com o tempo.</p><p>Para "ver os resultados" decida primeiro quais são estes resultados e em quanto tempo você</p><p>espera alcançá-los.</p><p>Os MILESTONES são pequenos marcos (menores que o objetivo de longo prazo), ao longo de um</p><p>caminho maior. Neste contexto serão as suas metas intermediárias. Aqui vão alguns</p><p>exemplinhos:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>Esses Milestones, grandes marcos na sua trajetória de aprendizado, deve sem sombra de dúvida</p><p>ser escritos no papel, no espelho do banheiro, nas paredes, na casinha do cachorro e no teto na</p><p>sala (brincadeira, no teto é só se você quiser).</p><p>Compartilhe eles com seus melhores amigos, para que eles possam te apoiar, te cobrar e</p><p>acompanhar o seu progresso.</p><p>Recapitulando, o Milestones são o seu indicador de desempenho principal, que vai servir como</p><p>bússola para você saber que está indo no caminho certo. Se certifique de que tenha definido</p><p>metas SMART (específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo definido).</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 21</p><p>5.1 Metas de DLZ (metas de curto prazo)</p><p>Saudações (como se apresentar)</p><p>Rotina cotidiana (todo tipo de coisas que você vê e faz ao longo dos seus dias)</p><p>Falar do passado</p><p>Falar do futuro</p><p>Conectar ideias e expressar opinião (conjunções e preposições)</p><p>Situações hipotéticas (verbos modais)</p><p>Números cardinais e ordinais</p><p>Atividades em andamento (gerúndio)</p><p>Trabalho, hobbies e habilidades</p><p>Comparativo e superlativo</p><p>Direções e partes da cidade</p><p>Comidas e bebidas</p><p>Supondo que você fez tudo certinho até aqui e completou suas semanas de preparação com</p><p>sucesso. A essa altura você já está sentindo um gostinho do que é viver seu idioma alvo</p><p>cotidianamente e compreendeu que está entrando em um jogo infinito. Está na hora de montar seu</p><p>cronograma semestral de estudo.</p><p>Se você está começando um novo idioma e não possui nenhuma base ainda, aqui vai a lista do</p><p>caminho das pedras do "feijão com arroz dos idiomas" (pode ser que o seu cronograma seja</p><p>diferente, afinal cada um tem um ponto de partida e um ponto de chegada).</p><p>De qualquer forma, aqui está a minha sugestão para quem está começando (ou recomeçando) a</p><p>viver um novo idioma. São conteúdos que, quando dominados, permitem o diálogo em qualquer</p><p>língua:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>9.</p><p>10.</p><p>11.</p><p>12.</p><p>Sempre que você sentir que está pisando em um novo território, pode ser que o passo seja maior</p><p>que a sua perna. Nesse caso, volte a essa lista e reforce o que está aqui.</p><p>Michael Jordan, o maior atleta da história da NBA, era conhecido pela sua disciplina e foco nos</p><p>fundamentos. Sempre que estiver se sentindo "travado" fortaleça a sua base.</p><p>5.2 Conteúdos semanais</p><p>Feijão com arroz</p><p>dos idiomas</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 22</p><p>Construa seu planejamento semanal e seus Milestones do DLZ em</p><p>torno do seu "Feijão com Arroz".</p><p>Se essa etapa for bem feita, evitamos muito retrabalho.</p><p>Para ter êxito no desafio de aprender um idioma estrangeiro é preciso saber o caminho que será</p><p>trilhado. O autor Joseph Campbell organizou em 3 atos distintos, a trajetória pela qual todas as</p><p>grandes histórias de superação passam. Em analogia com o trabalho de Campbell, saiba sempre</p><p>aonde você está, por onde irá passar e onde quer chegar.</p><p>Lembre-se que aprender é um jogo infinito e que depois de viver um idioma, o herói nunca mais é o</p><p>mesmo. Não existe fim, nem linha de chegada e o atual estado das coisas sempre existirá. Quem</p><p>muda é você, mas não sem antes quebrar paradigmas e aceitar o chamado para EXISTIR EM UM</p><p>NOVO IDIOMA. Quando bater o frio na barriga e você sentir que o seu grande medo está próximo,</p><p>lembre-se que as melhores coisas da vida estão do outro lado do medo.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 23</p><p>5.3 A jornada do herói: Conclusão da preparação</p><p>1º ato</p><p>2º ato</p><p>3º ato</p><p>Atual estado das coisas</p><p>Chamado para o desafio</p><p>Superação da</p><p>relutância</p><p>Testes e encontro</p><p>com aliados</p><p>Aproximação do</p><p>medo maior</p><p>Confronto e</p><p>provação suprema</p><p>Recompensa</p><p>Retorno</p><p>A volta por cima</p><p>link do vídeo: youtube.com/watch?v=lA2dfejGwl4</p><p>Assumir abertamente que está</p><p>aprendendo o idioma (Day 01)</p><p>Primeira conversa com outra pessoa</p><p>Se comunicar em ambiente de campo</p><p>aberto (com pessoas desconhecidas)</p><p>Primeira conversa com um nativo</p><p>Primeira avaliação de nível</p><p>Usar o idioma para resolver um</p><p>problema real e urgente</p><p>Aqui estão os maiores momentos de</p><p>provação suprema de quem decide</p><p>aprender um novo idioma:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6. No vídeo ao lado, Will Smith fala sobre o</p><p>seu confronto diário com o medo.</p><p>Ele expõe a ideia de que as coisas mais</p><p>incríveis da vida estão do outro lado do</p><p>medo.</p><p>Ao entender que as provações e erros na</p><p>vida são confrontos INEVITÁVEIS, resta a</p><p>coragem para seguir em frente.</p><p>A coragem, não de superar um medo, mas</p><p>de seguir em frente APESAR DO MEDO.</p><p>Do inglês, Just a Minute, consiste em uma técnica de conversação que ocorre através de rodadas de</p><p>comunicação de 60 segundos cada, com pausas para ajustes e melhoria.</p><p>Exemplo de aplicação em 6 passos:</p><p>1. É definido um tema qualquer como culinária brasileira, por exemplo, sem estudo prévio;</p><p>2. Por 60 segundos ininterruptos, fale sobre esse tema no seu idioma alvo;</p><p>3. Pare de falar e pesquise na internet, de 3 a 5 minutos, como falar melhor as partes onde houve</p><p>maior dificuldade;</p><p>4. Fale sem parar por mais 60 segundos sobre o tema, adicionando as melhorias;</p><p>5. Pare novamente, pesquise e tente ir um pouco além e falar algo a mais sobre o tema;</p><p>6. Pela terceira e última vez, fale sem parar, tudo o que você conseguir por 60 segundos.</p><p>Cada sessão de J.A.M. deve durar aproximadamente 15 minutos.</p><p>O J.A.M. possui uma estrutura que permite não apenas que a pronúncia seja gravada e assistida</p><p>posteriormente para autoavaliação, mas também torna propício o COMPARTILHAMENTO do</p><p>exercício com terceiros (amigos e seguidores).</p><p>Ferramentas como o Instagram e o WhatsApp, por exemplo, são bons meios para compartilhar</p><p>sessões de J.A.M. e ainda obter feedback no processo.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 24</p><p>Ao exercitar o meu LISTENING (habilidade da escuta) em qualquer idioma, o que eu e muitos amigos</p><p>poliglotas fazemos consiste basicamente em "pescar" palavras de forma seletiva e consciente.</p><p>Ao "pescar" palavras e expressões-chave, foque</p><p>sempre no quanto você JÁ ENTENDE, invés de se</p><p>preocupar com o que você AINDA NÃO ENTENDE. Busque aqueles 20% das palavras usadas,</p><p>aquelas mais frequentes, que são facilmente detectadas em qualquer conversa.</p><p>Com  o fone de ouvido, escute a Podcasts, músicas, séries, filmes, entrevistas e todo tipo de</p><p>conteúdo no idioma alvo. Em seguida, anote no seu caderno as palavras e expressões mais</p><p>familiares, que são constantemente repetidas. Por último pesquise por elas no google translate</p><p>para confirmar a sua escrita e significado.</p><p>6.1 J.A.M. (just a minute)</p><p>6. TÉCNICAS POLIGLOTAS DE CONVERSAÇÃO & LISTENING</p><p>6.2 Fisher Technique</p><p>Não fui eu quem inventei essa técnica e não tem nada de mais nela, mas</p><p>resolvi chamar esse exercício de "técnica de pescador" (do inglês, Fisher)</p><p>para facilitar na explicação.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>I think...</p><p>Je pense que...</p><p>Yo creo que...</p><p>Ich glaube...</p><p>6.3 Pops (expressões-chave)</p><p>6.4 Conversation Club</p><p>Anexos à metodologia Let's Zeppelin, essas duas ferramentas têm o objetivo de maximizar a</p><p>autoconfiança e minimizar o medo de falar, tornando a fala mais fluida.</p><p>Pops: "Estalos", ou Empowering Expressions, são palavras e expressões-chave já</p><p>familiares, que dão autoconfiança ao serem pronunciadas. São as primeiras expressões</p><p>aprendidas em um novo idioma. Anote e COLECIONE seus Pops.</p><p>I like...</p><p>Je veux...</p><p>I want to...</p><p>Ich will...</p><p>Quiero...</p><p>J'aime...</p><p>Me gusta...</p><p>Ich mag...</p><p>Exemplos:</p><p>DER HAMMER!</p><p>AWESOME!</p><p>¡INCREÍBLE!</p><p>GÉNIAL!</p><p>Duração média do CC: 6 meses</p><p>Frequência: 3 encontros semanais de até 2 horas, em dias e horários fixos</p><p>De 6 a 8 pessoas por reunião</p><p>Definir o tema do próximo encontro sempre ao final de cada reunião</p><p>Pelo menos uma pessoa precisa ter nível intermediário/semi conversacional</p><p>Quanto mais diverso o grupo, melhor.</p><p>Caso os integrantes sejam trilingues ou poliglotas, deve haver um idioma de suporte</p><p>Falar o idioma materno deve ser evitado ao máximo e usado apenas em último caso</p><p>A técnica de Conversation Club é mais simples do que parece. Contudo, simples é diferente e fácil e</p><p>a parte complicada de um CC (conversation club) é a sustentabilidade do grupo.</p><p>Um CC é um projeto, portanto tem início, meio e fim. Assim, por mais que o grupo se mantenha em</p><p>contato, as reuniões recorrentes não ocorrem para sempre.</p><p>Lembro também que existem infinitas formas de fazer uma mesma coisa, aqui vai uma maneira que</p><p>tem dado certo com meus alunos e amigos de conversação.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 25</p><p>TRANSIÇÃO</p><p>DO ZERO À CONVERSAÇÃO</p><p>Essa sessão é somente para aqueles que estiverem dispostos a FAZER O QUE TEM DE SER</p><p>FEITO para viver o idioma alvo.</p><p>Caso você decida viver um idioma estrangeiro publicamente por 20 semanas, saiba aonde você</p><p>está na jornada do herói e onde pretende chegar ao final do desafio.</p><p>Não existe uma forma única e universal de viver o Let's Zeppelin, apenas os fundamentos são</p><p>iguais para todos, mas a cada um se adapta ao Zeppelin da sua forma.</p><p>Sem scripts prontos, é preciso seguir a filosofia do mestre Bruce Lee para ter sucesso no</p><p>processo de adaptação.</p><p>UMA BOA PREPARAÇÃO É O PASSO ZERO</p><p>Antes de começar a estudar ativamente um novo idioma, é fundamental saber a sua real</p><p>inspiração para buscar o idioma, compreender o verdadeiro grau de complexidade do desafio a</p><p>diante e saber quais são os recursos disponíveis na internet para aprender essa língua.</p><p>Feito isso, é recomendável no mínimo 30 dias de imersão audiovisual no idioma alvo, para</p><p>familiarização com os sons e estruturas mais recorrentes do idioma, bem como a sua lógica.</p><p>- O que significa aprender um novo idioma?</p><p>- Como funcionam as metodologias ativas/passivas?</p><p>- O que é o Let's Zeppelin? Como funciona?</p><p>- Como isso se encaixa na minha vida?</p><p>- O que vou colocar em prática?</p><p>- Quais atividades do meu dia são compatíveis?</p><p>- Quais interesses meus envolvem meu idioma alvo?</p><p>1. CONHEÇA A SUA ARTE</p><p>2. ABSORVA O QUE LHE É ÚTIL</p><p>3. ELIMIME O QUE LHE É INÚTIL</p><p>4. ADICIONE SUA PERSONALIDADE</p><p>- O que é totalmente distante da minha realidade?</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 27</p><p>7. DLZ: O DESAFIO LET'S ZEPPELIN</p><p>7.1. Adaptação ao DLZ</p><p>O Desafio Let's Zeppelin (DLZ) é aprender idiomas de forma aberta e colaborativa, durante 20</p><p>semanas consecutivas. É a aplicação dos três fundamentos do Let's Zeppelin.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 28</p><p>7.2 Comprometimento & Trade Offs</p><p>7.3 Passo a passo - DLZ</p><p>Preparação para o DLZ</p><p>Imersão audiovisual intensa de ao menos 60 minutos por dia</p><p>Inserir o idioma alvo na rotina, de manhã, tarde e noite</p><p>Internalize os três fundamentos do Let's Zeppelin e sua interação</p><p>Compartilhamento, frequência e ensino = comprometimento, resultado e qualidade</p><p>Certifique-se de ter buscado todos os recursos que irá usar durante o DLZ</p><p>Checklist de ferramentas digitais e conteúdos gratuitos</p><p>Caderninho dos idiomas e fone de ouvido</p><p>Analise seus Gaps diários e faça a gestão de prioridades</p><p>Defina como irá inserir o idioma alvo nos momentos primários e secundários</p><p>Esteja sempre com um par de fones de ouvido, em caso de imprevistos</p><p>Não trate o idioma alvo como algo secundário e de pouca importância</p><p>Defina seus Milestones para as próximas 20 semanas</p><p>Encontre as lacunas no seu Feijão com a Arroz</p><p>Quais estruturas você não domina ainda? Quais assuntos te fazem "travar"?</p><p>Organize 1 semana de cada vez</p><p>Saiba sempre o objetivo semanal, tarefas a serem cumpridas e resultado esperado</p><p>Faça o 1º anúncio e lance o desafio</p><p>Grave e publique o seu anúncio publicamente para todos os seus amigos e seguidores</p><p>Comece os Zeppelins diários e NÃO PARE.</p><p>20 semanas de Zeppelin com consistência e disciplina, sem segredo.</p><p>1.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>2.</p><p>a.</p><p>3.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>4.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>c.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>a.</p><p>7.</p><p>a.</p><p>8.</p><p>a.</p><p>9.</p><p>a.</p><p>Quem tenta fazer TUDO sem abrir mão de NADA, acaba fazendo tudo de qualquer jeito sem fazer</p><p>nada direito.</p><p>Comprometimento de verdade consiste em fazer escolhas difíceis. Portanto tornar-se</p><p>conversacional em um idioma estrangeiro é uma ESCOLHA. É deixar de fazer o que se quer, para</p><p>fazer o que se precisa. Se trata de fazer trade offs, ou seja, trocar uma coisa A por outra coisa B.</p><p>É deletar filme e série dublado pra sempre da vida, trocar o idioma do celular, é ter um playlist no</p><p>Spotify pra cada idioma, é ter hábito de ouvir podcast ao invés de rolar o feed vendo coisa que</p><p>não agrega. É trocar o total a absoluto nada pelo "alguma coisa útil" e acima de tudo é declarar</p><p>guerra à procrastinação como estilo de vida e decidir virar uma pessoa que FAZ O QUE É</p><p>PRECISO, sem historinha, sem desculpinha, apenas execução, consistência e disciplina.</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 29</p><p>7.4 As 20 missões semanais</p><p>7.6 Perfil de DLZ, Close Friends e LIVES mensais</p><p>7.5 Estudo ativo & Estudo passivo</p><p>"Ah João, mas eu sou tímido"</p><p>Usa os close friends até perder a timidez e muda pro aberto o mais rápido possivel.</p><p>"João, uso meu perfil para vender produtos/serviços da minha empresa"</p><p>Cria um studygram (perfil de estudo) só pra fazer o DLZ e adiciona NO MÍNIMO umas 200</p><p>pessoas.</p><p>"Eu até postaria no público, mas tem um fulano que eu não quero que me veja"</p><p>Vai nas configurações e bloqueia apenas esse fulano de ver os seus stories e vida que segue.</p><p>"Ah, eu não tenho nenhuma restrição, mas PRECISA MESMO ser no aberto?!"</p><p>Só se você quiser ficar conversacional ainda esse ano. O COMPARTILHAMENTO é o pulo do gato.</p><p>Objetivo da semana</p><p>definido conforme o feijão com arroz da conversação</p><p>Tarefas da semana</p><p>O que de fato precisa ser feito a cada semana, tarefas específicas, atingíveis, mensuráveis</p><p>e coerentes com o objetivo da semana</p><p>Em média são 7 a 10 coisas possíveis de serem feitas dentro de 7 dias corridos;</p><p>Resultados esperados</p><p>Aquilo que será atingido se as tarefas da semana forem executadas</p><p>O avanço comunicativo que será</p><p>buscado na semana</p><p>A cada semana de DLZ, três coisas precisam estar claras como o dia para você:</p><p>1.</p><p>a.</p><p>2.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>3.</p><p>a.</p><p>b.</p><p>Primeiramente, essa historinha de "não tenho tempo para aprender idiomas" NÃO EXISTE.</p><p>Infelizmente o leigo, não compreende o que tem que ser feito para sanar a sua desorganização.</p><p>Uma pessoa não precisa necessariamente estudar uma hora por dia o seu idioma alvo, todos os</p><p>dias, sem pausas. Contando que haja muito CONSUMO do idioma, está tudo certo.</p><p>Uma coisa é estudo formal, com direito a exercício, repetição e compreensão gramatical. Outra</p><p>coisa completamente diferente é consumo do idioma alvo, diluído em parcelas ao longo do dia.</p><p>Todo poliglota faz isso ao decidir aprender um novo idioma. Esse consumo constante do idioma</p><p>alvo, em momentos secundários e terciários é o que distingue os pequenos dos gigantes. A chave é</p><p>absorver passivamente o idioma ENQUANTO se executa uma outra atividade... um banho, uma</p><p>faxina, uma corrida, uma louça, um filme ou série, uma refeição qualquer. Todo tipo de atividade</p><p>que permite a imersão audiovisual através do consumo de podcasts, músicas, vídeos e afins.</p><p>CONSOLIDAÇÃO</p><p>O JOGO INFINITO</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 31</p><p>O erro do jovem é chegar ao topo do mundo e achar que tá tudo bem dar uma paradinha pra</p><p>respirar.</p><p>Lembra a seleção brasileira que ganhou a copa de 2002? Lembra o que aconteceu em 2006?</p><p>Ninguém quer DESAPRENDER tudo o que foi aprendido, mas as pessoas depois que "terminam um</p><p>idioma" se sentem no direito de colocar o idioma novo na gaveta do "o dia que eu precisar, ta ai".</p><p>Mas não se engane. As pessoas concluem apenas cursos, imersões, provas, e etapas do</p><p>aprendizado, mas NINGUÉM, absolutamente ninguém termina um idioma.</p><p>Por isso, planeje e saiba em que momentos do seu dia e ao longo das suas semanas você se</p><p>manterá em contato com o seu novo idioma.</p><p>Tenha certeza de uma coisa, se você parar completamente de ver, ouvir e falar o idioma que acabou</p><p>de aprender, você VAI ESQUECER quase tudo. Você não quer que isso aconteça.</p><p>8.1 Rotina pós DLZ</p><p>8.2 Jogos finitos vs. Jogos infinitos</p><p>8. CONSOLIDAÇÃO: O JOGO INFINITO</p><p>Existem dois tipos de jogos: os finitos e os infinitos. No livros "Finite and Infinite Games" e "The</p><p>Infinite Game" de James P. Carse e Simon Sinek, respectivamente, essa distinção foi feita</p><p>brilhantemente e fica que claro que: APRENDER É UM JOGO INFINITO.</p><p>Sinek explica que, para jogar um jogo infinito é preciso pensar</p><p>de forma infinita e atemporal.</p><p>Nos jogos infinitos o objetivo não é vencer, é evoluir. Ou seja,</p><p>evoluir é melhor do que "ser o melhor", afinal não existem</p><p>vencedores ou perdedores no jogo infinito.</p><p>O objetivo não é vencer, é continuar jogando.</p><p>Com idiomas o objetivo não é aprender melhor ou mais rápido</p><p>que outros, é continuar aprendendo sempre. É saber mais que</p><p>ontem e menos que amanhã.</p><p>Você, eu, e todo mundo que vive o DLZ devemos muita gratidão</p><p>ao mestre Simon Sinek, inspire on!</p><p>0 1 2 3 104 5 6 7 8 9</p><p>Use a escala abaixo para fazer sua autoavaliação e definir quais são seus objetivos de DLZ</p><p>(dentro de 20 semanas).</p><p>Entenda aonde está seu real desafio (fala, escuta, leitura, escrita) e encare suas maiores</p><p>dificuldades de frente. Foca em evoluir significativamente aonde você tem mais dificuldade.</p><p>Let's go? Let's bora? Let's Zeppelin!</p><p>Zero =   Total desconhecimento do idioma</p><p>alvo.</p><p>Um =   Conhecer algumas poucas palavras</p><p>avulsas.</p><p>Dois =   Conhecer várias expressões, porém</p><p>desconexas.</p><p>Três =   Conseguir fazer pequenas</p><p>interações, muito limitadas.</p><p>Quatro =   Conseguir as primeiras pequenas</p><p>conversas.</p><p>Cinco = Conseguir manter uma conversa</p><p>simples + ler e escrever coisas simples</p><p>Seis = Conversar, ler e escrever bem,</p><p>porém com limitações</p><p>Sete = Comunicação elevada com</p><p>autoconfiança e autonomia</p><p>Oito = Comunicação avançada, com</p><p>entonação e estruturas completas</p><p>Nove = Profundo domínio cultural,</p><p>formal e informal do idioma alvo.</p><p>Dez = Saber absolutamente tudo que há</p><p>pra se saber de um idioma.</p><p>PONTO DE PARTIDA - Onde estou hoje (De zero a dez):</p><p>Fala Escuta Leitura Escrita</p><p>MILESTONE - Como estarei pós DLZ (De zero a dez):</p><p>Fala Escuta Leitura Escrita</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO 32</p><p>ANTES DE IR PRO CAMPO DE BATALHA</p><p>Existem infinitas formas de fazer uma mesma coisa.</p><p>O desafio Let's Zeppelin não é o único meio de aprender algo.</p><p>É apenas um meio.</p><p>O Let's Zeppelin não é a solução de todos os seus problemas.</p><p>Você é a solução. A sua atitude é a chave de tudo.</p><p>Let's Zeppelin é um ideal, uma visão de futuro, aonde todos</p><p>protagonizam o seu próprio aprendizado e a reciprocidade,</p><p>colaboração e empatia são virtudes de todos.</p><p>Independente da metodologia e do que você quer aprender, o</p><p>protagonista do processo sempre será você. Você é o ator</p><p>principal do filme da sua vida, responsável por todas as suas</p><p>conquistas, fracassos e tudo o que você faz todos os dias.</p><p>@LETSBECKER</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO</p><p>"My favorite day is today. Be Awesome Today"</p><p>John Becker</p><p>AFTERWORD</p><p>GUIA DO POLIGLOTA: DO ZERO À CONVERSAÇÃO John Becker</p><p>linktr.ee/letsbecker</p><p>TE VEJO DO OUTRO LADO!</p><p>JOHN BECKER</p><p>MÉTODO LET'S ZEPPELIN DE APRENDIZADO</p>

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