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<p>Língua Portuguesa: Histórico e</p><p>Aplicação na Educação Básica</p><p>Metodologia</p><p>do Ensino da</p><p>Linguagem</p><p>Diretor Executivo</p><p>DAVID LIRA STEPHEN BARROS</p><p>Gerente Editorial</p><p>CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA</p><p>Projeto Gráfico</p><p>TIAGO DA ROCHA</p><p>Autoria</p><p>DALILA REGINA MOTA DE MELO</p><p>AUTORIA</p><p>Dalila Regina Mota de Melo</p><p>Sou licenciada em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual</p><p>da Paraíba (2007), mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural</p><p>do Semiárido (2010) e doutora em Fitotecnia pela Universidade Federal</p><p>Rural do Semiárido (2014). Ao longo da minha carreira, trabalhei no ensino</p><p>fundamental e médio e, atualmente, atuo na área Técnica das Ciências</p><p>Agrárias e formação de professores. Além disso, desenvolvo materiais</p><p>didáticos como professora conteudista nas áreas das Ciências Agrárias,</p><p>das Licenciaturas, e áreas correlatas. Amo o que faço e estou muito feliz</p><p>em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Então, conte</p><p>comigo!</p><p>ICONOGRÁFICOS</p><p>Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez</p><p>que:</p><p>OBJETIVO:</p><p>para o início do</p><p>desenvolvimento de</p><p>uma nova compe-</p><p>tência;</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>houver necessidade</p><p>de se apresentar um</p><p>novo conceito;</p><p>NOTA:</p><p>quando forem</p><p>necessários obser-</p><p>vações ou comple-</p><p>mentações para o</p><p>seu conhecimento;</p><p>IMPORTANTE:</p><p>as observações</p><p>escritas tiveram que</p><p>ser priorizadas para</p><p>você;</p><p>EXPLICANDO</p><p>MELHOR:</p><p>algo precisa ser</p><p>melhor explicado ou</p><p>detalhado;</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>curiosidades e</p><p>indagações lúdicas</p><p>sobre o tema em</p><p>estudo, se forem</p><p>necessárias;</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>textos, referências</p><p>bibliográficas e links</p><p>para aprofundamen-</p><p>to do seu conheci-</p><p>mento;</p><p>REFLITA:</p><p>se houver a neces-</p><p>sidade de chamar a</p><p>atenção sobre algo</p><p>a ser refletido ou dis-</p><p>cutido sobre;</p><p>ACESSE:</p><p>se for preciso aces-</p><p>sar um ou mais sites</p><p>para fazer download,</p><p>assistir vídeos, ler</p><p>textos, ouvir podcast;</p><p>RESUMINDO:</p><p>quando for preciso</p><p>se fazer um resumo</p><p>acumulativo das últi-</p><p>mas abordagens;</p><p>ATIVIDADES:</p><p>quando alguma</p><p>atividade de au-</p><p>toaprendizagem for</p><p>aplicada;</p><p>TESTANDO:</p><p>quando o desen-</p><p>volvimento de uma</p><p>competência for</p><p>concluído e questões</p><p>forem explicadas;</p><p>SUMÁRIO</p><p>Aprender e Ensinar Língua Portuguesa na Escola - Aspectos</p><p>Básicos ............................................................................................................. 10</p><p>Definições.............................................................................................................................................. 10</p><p>Aprender e Ensinar ......................................................................................................................... 15</p><p>Língua Portuguesa na Escola: Histórico ............................................ 19</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação do Ensino</p><p>Fundamental .................................................................................................29</p><p>Objetivos ............................................................................................................................................... 31</p><p>Conteúdos ............................................................................................................................................32</p><p>Orientações Didáticas .................................................................................................................35</p><p>Avaliação .............................................................................................................................................. 36</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação no Ensino</p><p>Médio ................................................................................................................40</p><p>Objetivos ................................................................................................................................................44</p><p>Conteúdos ............................................................................................................................................45</p><p>Orientações Didáticas .................................................................................................................45</p><p>Avaliação .............................................................................................................................................. 46</p><p>7</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>8</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Ao se pensar em Metodologia do Ensino da Linguagem, é preciso</p><p>levar em consideração três aspectos: o aluno, a língua e o ensino. Além</p><p>disso, é necessário entendermos que cada momento da história humana</p><p>é marcado por determinada exigência social em relação ao uso da</p><p>linguagem. Atualmente, as esferas da leitura e da escrita se elevaram</p><p>e, consequentemente, a escola assume um importante papel diante</p><p>deste cenário. Assim, a escola precisa atender à demanda crescente da</p><p>sociedade, revisando constantemente a didática do ensino, exercida na</p><p>instituição. Desse modo, iremos discutir e abordar os aspectos básicos</p><p>referentes a aprender e ensinar a Língua Portuguesa na escola, o histórico</p><p>da Língua Portuguesa e os objetivos, os conteúdos, as orientações</p><p>didáticas e a avaliação em Língua Portuguesa e Linguagem para a</p><p>Educação nos anos finais do ensino fundamental e da Educação para</p><p>o ensino médio. Ao longo desta unidade letiva, você vai imergir neste</p><p>mundo da Língua Portuguesa! Está preparado? Vamos?</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>9</p><p>OBJETIVOS</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é auxiliar</p><p>você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o</p><p>término desta etapa de estudos:</p><p>1. Identificar os aspectos básicos acerca de aprender e ensinar a</p><p>Língua Portuguesa na escola.</p><p>2. Compreender o histórico da Língua Portuguesa na escola e suas</p><p>etapas.</p><p>3. Reconhecer os objetivos, os conteúdos, as orientações didáticas e</p><p>a avaliação em Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação</p><p>nos anos finais do ensino fundamental.</p><p>4. Reconhecer os conteúdos, as orientações didáticas e a avaliação</p><p>em Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação para o</p><p>ensino médio.</p><p>Então, agora convido vocês para entrar nessa jornada em busca de</p><p>expandir nossos conhecimentos. Vamos juntos ao trabalho!</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>10</p><p>Aprender e Ensinar Língua Portuguesa</p><p>na Escola - Aspectos Básicos</p><p>OBJETIVO:</p><p>Ao término deste capítulo, você será capaz de entender</p><p>os aspectos básicos acerca de aprender e ensinar Língua</p><p>Portuguesa na escola; compreender o histórico da Língua</p><p>Portuguesa na escola e ainda conhecer os objetivos, os</p><p>conteúdos, as orientações didáticas e a avaliação em</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação, nos</p><p>anos finais, do ensino fundamental e da Educação para o</p><p>ensino médio. E agora? Está preparado para desenvolver</p><p>estas competências? Então vamos lá!</p><p>Definições</p><p>Antes de adentrarmos ao conteúdo propriamente dito, veremos</p><p>o conceito de aprender e ensinar para nos ajudar a entender o que é e</p><p>como ocorre o ensino da Língua Portuguesa.</p><p>Aprender é:</p><p>Passar a ter conhecimento sobre; instruir-se; aprender um</p><p>novo idioma; nunca conseguiu aprender.</p><p>Passar a possuir habilidade técnica (em): aprendeu uma</p><p>nova modalidade de judô; certos animais têm dificuldades</p><p>para aprender (AURÉLIO, 2020).</p><p>Quando se fala em aprendizagem, aprender se refere à “ação,</p><p>processo, efeito ou consequência de aprender; aprendizado.”</p><p>Mas, o que significa ensinar?</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>11</p><p>Ensinar é:</p><p>Transmitir conhecimento sobre alguma coisa a alguém;</p><p>lecionar: ensinar inglês a brasileiros.</p><p>[Por Extensão] Dar instruções sobre alguma coisa a alguém;</p><p>instruir: o pintor deve ensinar sua técnica aos estudantes</p><p>(AURÉLIO, 2020).</p><p>Diante disto, percebemos que antes de ensinar a Língua Portuguesa,</p><p>é preciso aprendê-la. E como sabemos esta não é uma língua de fácil</p><p>aprendizado.</p><p>Neste momento, vamos fazer uma análise da Língua Portuguesa.</p><p>A Língua Portuguesa é um dos dez idiomas mais falados do mundo;</p><p>é constituído de</p><p>uma lista significativa de regras e acordos empregados</p><p>pela Academia Brasileira de Letras e também a língua oficial de mais de</p><p>260 milhões de pessoas.</p><p>Esta língua é constituída por um sistema de distintas formas e</p><p>significados e de suas misturas. Com isso, é organizada em três áreas</p><p>distintas (Figura 1).</p><p>Figura 1 - Áreas da Língua Portuguesa</p><p>Morfologia: estuda os morfemas, ou seja, tudo que nos diz sobre</p><p>gênero e número dos substantivos; tempo, modo, número e</p><p>pessoa de um verbo e classe gramatical.</p><p>Sintaxe: estuda o modo como o falante transmite a informação,</p><p>a maneira com que organiza e relaciona as palavras em uma</p><p>oração.</p><p>Semântica: estuda o significado das palavras, os sentidos que</p><p>elas podem tomar de acordo com o contexto.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>12</p><p>Ainda pode ser diferenciada em norma culta e coloquial.</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>A norma culta se refere à “obediência às normas e regras</p><p>da comunicação”, sendo mais empregada para produção</p><p>de textos para reportagem, redação, leitura científica, entre</p><p>outros. Já a norma coloquial, pode ser compreendida como</p><p>“a mais próxima da fala”, podendo ser utilizada em cartoon,</p><p>fábula e cartaz (VILARINHO, 2020, p. 1).</p><p>Nossa língua é originária de Portugal, nosso colonizador, por</p><p>isso recebe adjetivação de “portuguesa”. Todavia, o português vindo de</p><p>Portugal não continuou em sua colônia de maneira legítima. Ganhou uma</p><p>nova conotação, e devido a este fato, falamos do português do Brasil.</p><p>Entre outros países também colonizados pelos portugueses e que falam</p><p>o português, estão: Moçambique, Angola, Ilha da Madeira, Arquipélago</p><p>dos Açores, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.</p><p>ACESSE:</p><p>A história do desenvolvimento da Língua Portuguesa no</p><p>Brasil é indispensável para quem deseja aprender e ensinar</p><p>esta língua. Portanto, para seu melhor aprendizado e</p><p>revisão sobre a história da nossa língua, acesse ao vídeo:</p><p>História da Língua Portuguesa no Brasil, clicando aqui.</p><p>Dessa maneira, é realizado o estudo da gramática da língua</p><p>portuguesa, entendida como “a averiguação da correspondência entre</p><p>o que se fala ou escreve e as normas ou leis vigentes para o uso da</p><p>comunicação de forma culta, polida” (VILARINHO, 2020, p. 1).</p><p>A linguagem pode ser entendida como uma ação interindividual</p><p>norteada por um objetivo específico e esse processo é realizada por meio</p><p>das práticas sociais dos diversos grupos de uma sociedade, em diferentes</p><p>épocas de sua história.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=O0LjsjqdLlY (Acesso 07/02/2020) (MACEDO, 2017)</p><p>13</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A concepção de linguagem determina o que e como</p><p>ensinar. Assista o vídeo, clicando aqui.</p><p>Uma interação por meio da linguagem pode ocorrer de diversas</p><p>maneiras, por exemplo, um e-mail pessoal, uma conversa entre amigos,</p><p>uma redação, um relatório de uma empresa, entre outros.</p><p>Diante de tudo que vimos até agora, você ainda pode se questionar</p><p>sobre o que é a língua?</p><p>Basicamente, a língua</p><p>Nos remete a um órgão do corpo que é usado na</p><p>comunicação, e é a partir daí que começamos a entender</p><p>que o idioma escrito hoje foi, um dia, apenas falado.</p><p>(VILARINHO, 2020)</p><p>Seguindo este princípio de fala, a língua pode ser definida como “o</p><p>conjunto de letras que formam palavras com sentidos diversos.” Sendo</p><p>a relação dessas palavras e suas significações entendida como sistema.</p><p>Portanto, a língua é um sistema, isto é, “um conjunto de elementos que</p><p>relacionam entre si e formam um significado” (VILARINHO, 2020).</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A língua é um órgão constituído de músculo e revestido de</p><p>mucosa e que está relacionado à deglutição, ao paladar e à</p><p>fala. Faz parte do aparelho digestório. Leia o texto de Varela</p><p>(2020), no qual ele descreve anatomicamente este órgão,</p><p>clicando aqui.</p><p>Conforme percebemos, a língua é um código social, podendo ser</p><p>entendida como uma combinação de letras, que em diferentes acordos</p><p>entre si contraem distintos significados, dependendo do grupo social.</p><p>Porém, existe um acordo linguístico que continua em uma sociedade para</p><p>que a comunicação em meio aos falantes possa ocorrer. Entretanto, não</p><p>significa dizer que a escrita e a fala de todas as pessoas serão iguais, pois</p><p>cada um tem uma peculiaridade e uma finalidade ao se comunicar.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=JUrY60mK2g8 (Acesso 07/02/2020) (ESCOLA, 2020)</p><p>https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/lingua</p><p>14</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse o vídeo - Por</p><p>que estudar a Língua Portuguesa? clicando aqui.</p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (5ª a 8ª séries) vão dizer</p><p>que aprender a língua não significa aprender apenas “palavras e saber</p><p>combiná-las em expressões complexas, mas apreender pragmaticamente</p><p>seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas</p><p>entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.”.</p><p>Como sabemos cada período da vida proporciona ao indivíduo</p><p>desafios que são indispensáveis para o seu desenvolvimento. Por isso que</p><p>o ser humano permanece no processo de aprendizagem e este processo</p><p>sofre influência de vários fatores que podem ser de ordem biológica,</p><p>social ou ainda histórica. Porém, lembrando que estes são responsáveis</p><p>pela constituição de um indivíduo de maneira isolada.</p><p>Nesse processo de aprendizagem, o homem designa formas</p><p>para se relacionar com o mundo e o convívio social está diretamente</p><p>ligado com a história individual e coletiva do ser humano. Portanto, para</p><p>entender o desenvolvimento não podem ser considerados apenas os</p><p>fatores biológicos.</p><p>O processo do desenvolvimento do sujeito acontece devido aos</p><p>diferentes fatores e ações que se instituem ao longo de sua vida. Com</p><p>isso, podemos afirmar que a interação com as diferentes pessoas é</p><p>indispensável para haver a formação pessoal.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=c4tg612X_YQ (Acesso 07/02/2020) (FRAIMAN, 2016)</p><p>15</p><p>Aprender e Ensinar</p><p>Ao analisar a relação entre aprender e ensinar, precisamos ponderar</p><p>que para ambos acontecerem não é necessário depender um do outro,</p><p>entretanto, juntos podem obter grandes resultados (figura 2).</p><p>Figura 2 - Aprender e ensinar</p><p>Fonte: Freepik.</p><p>Imagine a seguinte situação:</p><p>Alguém lhe faz um questionamento e, no mesmo instante, você</p><p>com suas próprias palavras reponde à indagação da pessoa mostrando</p><p>que, anteriormente, aprendeu o que era necessário para que pudesse</p><p>passar a informação adiante, ou seja, ensinar.</p><p>Quando refletirmos sobre aprender e ensinar, logo nos lembramos</p><p>da relação professor-aluno a qual está perpetuada na história e muitas</p><p>foram às reflexões sobre o oficio de educar. Grandes nomes e as obras</p><p>dos pensadores da educação influenciam a prática pedagógica com suas</p><p>ideias até hoje.</p><p>Como a nossa vida e a sociedade são dinâmicas, torna-se necessário</p><p>sempre pararmos, pensarmos e revermos a nossa prática docente, e, se</p><p>for preciso, iniciar um novo caminho e uma nova história para que de fato</p><p>a aprendizagem aconteça. Neste sentido, é importante lembrarmos que</p><p>enquanto vivermos, temos a possibilidade de aprender algo novo.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>16</p><p>Conforme Freire (1996, p.12) “[...] ensinar não é transferir conhecimento,</p><p>mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.”</p><p>Neste sentido, é necessário termos imaginação, persistência,</p><p>sermos criativos e gostar daquilo que fazemos. Atualmente, cabe ao</p><p>professor manter a disciplina do aluno e ainda despertar a sua curiosidade.</p><p>Pode até parecer uma tarefa fácil, porém, ao adentrarmos no nosso atual</p><p>contexto social, conseguir despertar o interesse e curiosidade do aluno é</p><p>verdadeiramente uma arte.</p><p>Alguns autores defendem a prática docente como um trabalho</p><p>humano sendo edificada por sujeitos socialmente delimitados por um</p><p>espaço histórico. Por este motivo, o passo mais importante para formação</p><p>deste profissional seja o primeiro</p><p>contato com a sala de aula, porque</p><p>é a chance de colocar em prática toda a teoria absorvida ao longo da</p><p>graduação e ainda proporciona um momento de reflexão sobre a atuação</p><p>como docente.</p><p>Neste sentido, o momento do estágio supervisionado (ES) das</p><p>licenciaturas, especificamente, auxilia no processo de aplicação da teoria-</p><p>prática. Após a experiência do ES, o aluno começa a ter um olhar mais</p><p>acurado e mais crítico em relação às futuras metodologias de ensino. Até</p><p>porque com o avanço das tecnologias, é preciso repensar a prática da</p><p>docência, inovando, criando e recriando formas para ministrar os conteúdos.</p><p>Percebemos então que</p><p>O dinamismo dessa era em que as inovações são frequentes</p><p>requer acadêmicos cada vez mais multifuncionais, todavia</p><p>tal exigência faz com que a demanda por qualificações</p><p>seja algo rotineiro e cada vez maior, ao mesmo tempo em</p><p>que é lançado o desafio da inovação constante no mediar</p><p>para aprender. (MELO, 2018, p. 20)</p><p>Para alguns autores, “o professor representa o espelho social</p><p>de uma nação”, por isso ”o trabalho do professor tem uma relevância</p><p>importantíssima para a formação de uma sociedade” (MELO, 2018, p. 19).</p><p>Neste sentido, podemos compreender que é necessária a formação</p><p>de um profissional adequado aos aspectos teórico e prático, abrangendo</p><p>os conhecimentos específicos e pedagógicos que auxiliem na ação</p><p>educativa para a criação de outras práticas pedagógicas.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>17</p><p>Portanto, no atual campo de aprendizagem, as escolas carecem</p><p>de docentes dinâmicos, independentes, competentes, inventivos,</p><p>capazes de questionarem as situações e encontrarem alternativas para</p><p>ultrapassarem os desafios.</p><p>Neste cenário, é importante o professor “procurar sempre saber</p><p>mais e nunca chegar ao ponto de dizer que sabe tudo e que já tem o</p><p>suficiente e sim que está sempre faltando algo para ele aprender e buscar</p><p>no seu dia a dia” (MELO, 2018, p. 51).</p><p>Afinal, não podemos deixar de acreditar na capacidade que o ser</p><p>humano tem para aprender, se transformar e ainda transformar o outro.</p><p>Sabemos que não temos capacidade e poder para mudar tudo, entretanto</p><p>podemos buscar uma educação de melhor qualidade e não perder a fé</p><p>que um dia este sonho possa se tornar realidade!</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse o artigo</p><p>- A prática docente no contexto da sala de aula frente às</p><p>reformas curriculares, clicando aqui.</p><p>Em relação ao ensino da Língua Portuguesa, este tem sido</p><p>caracterizado por uma sequência de conteúdos, ou seja, “ensina-se a</p><p>juntar sílabas (ou letras) para formar palavras, a juntar palavras para formar</p><p>frases e a juntar frases para formar textos”. Essa metodologia aditiva</p><p>induziu a escola a utilizar “textos” que não fazem sentido fora da escola.</p><p>Já no tocante à linguagem, esta é realizada por meio de atividades</p><p>de caráter reflexivo, isto é, uma análise linguística. Reflexão que é essencial</p><p>para a ampliação da habilidade para produzir e interpretar textos.</p><p>No Brasil, a Língua Portuguesa é constituída de diversas variedades</p><p>dialetais. Geralmente, se identificam as pessoas geográfica e socialmente</p><p>pela maneira como falam. Infelizmente, em nosso país, ainda há muitos</p><p>preconceitos devido ao valor social que é atribuído aos diferentes modos de</p><p>falar. O que deve ser levando em consideração é a maneira de utilizar a fala,</p><p>observando os aspectos da comunicação e não se o falar é certo ou errado.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://www.scielo.br/pdf/er/n29/13.pdf</p><p>18</p><p>Mas, atenção! O aluno saber escrever não significa dizer que</p><p>conseguirá compreender e produzir textos em linguagem escrita.</p><p>Para tanto, é necessário que seja realizado um trabalho pedagógico</p><p>sistemático. Porque se o aluno não conviver com verdadeiros escritores</p><p>fica muito difícil ensiná-lo a escrever textos.</p><p>O ensino da Língua Portuguesa nas escolas passou por várias fases</p><p>e mudanças, as quais veremos no próximo item. Acompanhem!</p><p>RESUMINDO:</p><p>Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu tudo mesmo?</p><p>Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir</p><p>tudo o que vimos. Você deve ter entendido que aprender é</p><p>quando você passa a conhecer algo novo e ensinar é o ato</p><p>de transferir este conhecimento adquirido a alguém. Por</p><p>exemplo, é necessário aprender a Língua Portuguesa, antes</p><p>de ensiná-la. Organizada por sistema de diversas maneiras</p><p>e significados e suas misturas, a Língua Portuguesa é</p><p>constituída de três áreas diferentes: morfologia, sintaxe</p><p>e semântica. Vimos também que aprender e ensinar são</p><p>ações independentes, porém quando são desenvolvidas</p><p>juntamente produzem bons resultados. Aprendemos</p><p>ainda que devido a nossa sociedade ser dinâmica, há</p><p>a necessidade de constante reflexão e atualização da</p><p>prática docente para que a aprendizagem seja realmente</p><p>alcançada. Além de percebermos que o ensino da Língua</p><p>Portuguesa passou por diversas modificações ao longo da</p><p>nossa história.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>19</p><p>Língua Portuguesa na Escola: Histórico</p><p>OBJETIVO:</p><p>Agora faremos uma viagem no tempo para entendermos</p><p>a história do ensino da Língua Portuguesa na escola</p><p>brasileira..</p><p>No Brasil, até o século XVIII, não havia uma língua oficial. Apesar do</p><p>português, oriundo pelos colonizadores ser oficial, não era dominante no</p><p>momento, pois existiam as línguas indígenas e o latim. Ainda, ela não fazia</p><p>parte do currículo escolar.</p><p>Nas escolas menores, o idioma português servia apenas como</p><p>instrumento para a alfabetização e ainda era traduzido para o latim,</p><p>seguindo as instruções do programa de estudos da Companhia de Jesus,</p><p>programa esse utilizado mundialmente naquela época.</p><p>Uma das explicações para esse fato ocorrer era que raras eram as</p><p>pessoas que tinham acesso à escola, pois quem tinha este privilégio na</p><p>colônia era apenas quem pertencia à elite.</p><p>Foi a partir de 1750 que o Português se tornou a língua obrigatória</p><p>do Brasil pelas mãos do Marquês de Pombal. Ele também proibiu a</p><p>utilização de outras línguas e incluiu o português na escola, ocorrendo</p><p>assim a sua valorização nacionalmente. E ainda, posterior às reformas, o</p><p>aluno começou a estudar também a gramática da língua portuguesa, não</p><p>mais apenas aprender a ler e escrever.</p><p>No entanto, a língua portuguesa, presente no currículo, era</p><p>estudada de maneira retórica, poética e gramatical. Foi só no fim do</p><p>Império que houve a unificação destas disciplinas e ficou conhecida como</p><p>Português. Sendo que até o fim do século XIX, a língua conservou em</p><p>seus conteúdos e componentes curriculares a gramática e a retórica -</p><p>incluindo a poética. Logo depois, a poética se tornou um componente</p><p>curricular independente.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>20</p><p>O privilégio de somente a elite ter acesso ao conhecimento se</p><p>manteve até o século XX, por volta dos anos 1940. Até este momento,</p><p>o ensino do Português continuava sendo gramática, retórica e poética.</p><p>Como percebemos, a escola era para poucos e o ensino da Língua</p><p>Portuguesa era realizado de acordo com os interesses culturais da elite.</p><p>Este cenário de apenas a elite ter acesso aos estudos começou a</p><p>mudar a partir dos anos 1950 e 1960 como resultado das reivindicações</p><p>das classes populares que lutavam pelo direito à escolarização. Com</p><p>isso, a escola precisava rever sua função e objetivo, adequação dos</p><p>componentes curriculares, sobretudo a Língua Portuguesa, pois o público</p><p>agora tinha uma diversidade linguística jamais vista na escola.</p><p>Com esta mudança e o aumento do número de alunos, os</p><p>professores começaram a ser menos exigentes. Até porque não tinha</p><p>professor suficiente para a demanda de estudantes e, muitas vezes, os</p><p>que tinham não estavam preparados para atendê-los.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto sobre a história do</p><p>ensino da Língua Portuguesa no Brasil, acesse o artigo</p><p>de Malfacini (2015) - Breve histórico do Ensino de Língua</p><p>Portuguesa no Brasil: da Reforma</p><p>Pombalina ao uso de</p><p>materiais didáticos apostilados, clicando aqui.</p><p>Diante do exposto, percebemos que a implantação da Língua</p><p>Portuguesa no Brasil foi marcada por quatro períodos diferentes, veja a</p><p>Figura 3.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://www.institutodeletras.uerj.br/idioma/numeros/28/Idioma28_a04.pdf</p><p>21</p><p>Figura 3 - Períodos da implantação Língua Portuguesa no Brasil</p><p>Primeiro</p><p>Da colonização até a</p><p>saída dos holandeses do</p><p>Brasil em 1954</p><p>Períodos</p><p>Segundo</p><p>Terceiro</p><p>Quarto</p><p>Começa com a saída</p><p>dos holandeses e até a</p><p>chegada da família real</p><p>portuguesa ao Brasil em</p><p>1808.</p><p>Se inicia 1826, com a</p><p>transformação da língua</p><p>do colonizador em língua</p><p>da nação brasileira.</p><p>Se inicia 1826, com a</p><p>transformação da língua</p><p>do colonizador em língua</p><p>da nação brasileira.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Até os anos 1970, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)</p><p>mostram que o processo de aprendizagem da Língua Portuguesa era</p><p>comparado a um foguete em dois estágios. No primeiro estágio, ia até a</p><p>criança ser alfabetizada, aprendendo o sistema de escrita. No segundo, já</p><p>se iniciava quando a criança tivesse o domínio básico da escrita e então</p><p>seria convidada a produzir textos, observar as normas gramaticais e ler as</p><p>produções clássicas (figura 4).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>22</p><p>Figura 4 - Aprendizagem da Língua Portuguesa. Primeiro estágio (A) e segundo estágio (B)</p><p>Fonte: Freepik (2020).</p><p>Ainda nos anos de 1970, uma nova mudança conceitual modificou</p><p>as práticas escolares. A linguagem passou a ser entendida como um</p><p>instrumento da comunicação, no qual envolve um interlocutor e a</p><p>mensagem a ser compreendida e não apenas como a expressão do</p><p>pensamento. No processo de transmissão de mensagens, todos os</p><p>gêneros começaram a ser observados como instrumentos importantes.</p><p>Com isso, é necessário que o aluno aprenda os aspectos de cada um</p><p>deles para então reproduzi-los na escrita e ainda identificá-los nos textos</p><p>lidos.</p><p>Mas, a partir dos anos 1980, o ensino começou a ser visto como um</p><p>processo contínuo, não mais uma sucessão de etapas. Para que o aluno</p><p>desenvolva diversas habilidades e competências, ao longo dos anos, são</p><p>necessários ter acesso a um processo de dificuldades progressivas do</p><p>conteúdo.</p><p>Deste momento em diante, os trabalhos básicos desenvolvidos no</p><p>ensino fundamental eram os seguintes, apresentados na Figura 5.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>23</p><p>Figura 5 - Trabalhos básicos da Língua Portuguesa - ensino fundamental</p><p>Ler e ouvir a leitura do docente. Escrever.</p><p>Produzir textos oralmente para</p><p>um educador-escriba (quando</p><p>o aluno ainda não compreende</p><p>o sistema).</p><p>Fazer atividades para</p><p>desenvolver a linguagem oral.</p><p>Enfrentar situações de análise e reflexão sobre a língua e a</p><p>sistematização de suas características e normas.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Este novo modelo caracterizava-se por apresentar diversas</p><p>diferenças, quando comparada com as perspectivas anteriores. Do</p><p>século XIX a meados do século XX, a linguagem era apresentada como</p><p>sendo uma demonstração do pensamento. Ler e escrever bem eram uma</p><p>decorrência do pensar e as metodologias, utilizadas pelos professores,</p><p>eram centradas na discussão em torno das particularidades descritivas e</p><p>normativas da língua.</p><p>Analisada como um código de transcrição da fala, a aprendizagem</p><p>da escrita necessitaria ser desenvolvida nos primeiros anos da disciplina.</p><p>Por vários anos reinaram dois tipos de métodos de alfabetização. Observe-</p><p>os na figura 6.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>24</p><p>Figura 6 - Tipos de método de alfabetização</p><p>Métodos de alfabetização</p><p>Sintéticos</p><p>Começavam da parte e</p><p>iam para o todo, mostrando</p><p>pequenas partes das palavras,</p><p>como as letras e as sílabas,</p><p>para, então, formar sentenças.</p><p>Compõem o grupo os</p><p>métodos alfabético, fônico e</p><p>silábico.</p><p>Começavam no sentido oposto,</p><p>o que garantiria uma visão mais</p><p>ampliada do aluno sobre aquilo</p><p>que estava no papel, facilitando o</p><p>seu entendimento. Pelo modelo, o</p><p>ensino partia das frases e palavras,</p><p>decompostas em sílabas ou letras.</p><p>Analíticos</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>O objetivo principal destes métodos era “o treinamento da</p><p>capacidade de identificar, suprimir, agregar ou comparar fonemas.” Com</p><p>isso, o leitor estaria formado.</p><p>Quando o aluno dominava a primeira fase da aprendizagem, passava</p><p>para a fase seguinte. Ao se tratar da escrita, era necessário que o aluno</p><p>reproduzisse consagrados textos da literatura e ainda apresentasse uma</p><p>letra bem desenhada. No tocante à leitura, o aluno precisava compreender</p><p>com clareza o que o autor quis transmitir naquele texto.</p><p>O foco das aulas eram as características normativas e descritivas da</p><p>língua e não se estudavam os textos. A língua informal não era considerada</p><p>no âmbito escolar.</p><p>Com o avanço das correntes acadêmicas, uma nova concepção de</p><p>linguagem foi apresentada por Mikhail Bakhtin. A partir de então foi dada a</p><p>atenção à relação interpessoal, as diferentes situações de comunicação, o</p><p>contexto de produção dos textos, os gêneros, a interpretação e a intenção</p><p>de quem o produz.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>25</p><p>Com isso, o aluno começou a ser compreendido como um sujeito</p><p>ativo e atuante no momento da leitura e escrita.</p><p>Esta nova metodologia fortaleceu-se com as pesquisas com base</p><p>na aprendizagem construtivista que considera o sujeito como elaborador</p><p>do conhecimento, não apenas aquele transmitido pelo mestre.</p><p>Os teóricos fundamentais desta linha de pensamento são Lev</p><p>Vygostsky e Jean Piaget. O primeiro foi quem apresentou o valor da</p><p>interação social, bem como as trocas de saberes entre as crianças. O</p><p>segundo é considerado o pai da teoria construtivista.</p><p>Nesse período, foi desenvolvida uma pesquisa pelas autoras Emilia</p><p>Ferreiro e Ana Teberosky sobre a alfabetização, na qual se mostrou que</p><p>o aluno elabora hipóteses sobre a escrita e ainda aprende ao reorganizar</p><p>esses dados em sua mente. Logo depois, o conhecimento sobre o ensino</p><p>e a aprendizagem foi produzido a partir de pesquisas sobre a didática de</p><p>leitura e escrita.</p><p>Atualmente, a proposta é que algumas atividades sejam realizadas</p><p>com os alunos de todas as séries para que seja desenvolvida as habilidades</p><p>de leitura e escrita. Algumas destas atividades podem ser as leituras e</p><p>escritas elaboradas pelo professor e os alunos da turma para aprender os</p><p>gêneros do discurso, pode ser utilizada, também, a comunicação oral e as</p><p>análises e reflexões sobre a língua.</p><p>É importante atentar para uma prática que não pode faltar em sala</p><p>de aula: a leitura realizada de forma individual e coletiva que pode ser feita</p><p>em voz baixa ou alta.</p><p>Quanto à linguagem oral, esta necessita ser desenvolvida por</p><p>meio de exposições de diversos conteúdos, discussões e arguições,</p><p>comentário sobre determinado assunto lido. A devida atenção à fala é</p><p>necessária para que haja a adequação para as diversas situações sociais</p><p>de comunicação oral.</p><p>Nesse sentido, os objetivos da educação são alterados devido à</p><p>compreensão da leitura, escrita e oralidade. Assim, os leitores e escritores</p><p>passam a ter destaque nos conteúdos básicos do ensino.</p><p>Com isso podemos entender que o educador precisa ir, além da</p><p>escrita escolar, e considerar as práticas sociais de seus alunos. Fazendo</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>26</p><p>assim, os alunos terão a oportunidade de ter contato com os gêneros que</p><p>se aplicam a sua vida real.</p><p>Agora observe na figura 7 a linha do tempo do ensino da Língua</p><p>Portuguesa no Brasil.</p><p>Figura 7 - Linha do tempo do ensino da Língua Portuguesa no Brasil</p><p>1759 - A Reforma Pomba-</p><p>lina torna obrigatório no</p><p>Brasil o ensino de Língua</p><p>Portuguesa nas escolas. A</p><p>intenção é transmitir o co-</p><p>nhecimento da norma culta</p><p>da língua materna aos filhos</p><p>das classes mais abastadas.</p><p>1800 - A linguagem é vista</p><p>como uma expressão do</p><p>pensamento e a capaci-</p><p>dade de escrever é con-</p><p>sequência do pensar. Na</p><p>escola, os textos literários</p><p>são valorizados, e os regio-</p><p>nalismos, ignorados..</p><p>1850 - A maneira unânime</p><p>de ensinar a ler é o método</p><p>sintético. As letras, as sílabas</p><p>e o valor sonoro das letras</p><p>servem de ponto de partida</p><p>para o entendimento das</p><p>palavras.</p><p>1860 - Desde os primeiros</p><p>registros sobre o ensino da</p><p>língua, a escrita é vista inde-</p><p>pendentemente da leitura e</p><p>como uma habilidade mo-</p><p>tora, que demanda treino e</p><p>cópia do formato da letra por</p><p>parte do aprendiz.</p><p>1876 - O poeta João de</p><p>Deus (1830-1896) lança a</p><p>Cartilha Maternal. Defende</p><p>a palavração, modelo que</p><p>mostra que o aprendizado</p><p>deve se basear na análise</p><p>de palavras inteiras. É um</p><p>dos marcos de criação do</p><p>método analítico.</p><p>1911 - O método analítico se</p><p>torna obrigatório no ensino</p><p>da alfabetização no estado</p><p>de São Paulo. A regra é vá-</p><p>lida até 1920, quando a Re-</p><p>forma Sampaio Dória passa</p><p>a garantir autonomia didática</p><p>aos professores.</p><p>1920 - Inicia-se uma disputa</p><p>acirrada entre os defenso-</p><p>res dos métodos analíticos</p><p>e sintéticos. Alguns profes-</p><p>sores passam a mesclar as</p><p>ideias básicas defendidas</p><p>até então, dando origem aos</p><p>métodos mistos.</p><p>1930 - O termo alfabetiza-</p><p>ção é usado para deter-</p><p>minar o processo inicial de</p><p>aprendizagem de leitura</p><p>e escrita. Esta passa a ser</p><p>considerada um instrumen-</p><p>to de linguagem e é ensina-</p><p>da junto com a leitura.</p><p>1940- As primeiras edições</p><p>das cartilhas Caminho Suave</p><p>e Sodré são lançadas nessa</p><p>década, respeitando a téc-</p><p>nica dos métodos mistos, e</p><p>marcam a aprendizagem de</p><p>gerações.</p><p>1997 - São publicados os</p><p>PCNs pelo governo fede-</p><p>ral para todo o ensino fun-</p><p>damental, defendendo as</p><p>práticas sociais (interação)</p><p>de linguagem no ensino da</p><p>Língua Portuguesa.</p><p>1984 - Lançamento do li-</p><p>vro Psicogênese da Língua</p><p>Escrita, de Emilia Ferreiro</p><p>e Ana Teberosky. A con-</p><p>cepção de linguagem é</p><p>modificada nessa década e</p><p>influencia o ensino até hoje:</p><p>o foco deveria estar na inte-</p><p>ração entre as pessoas.</p><p>1970 - A linguagem passa</p><p>a ser vista como um instru-</p><p>mento de comunicação. O</p><p>aluno deve respeitar mo-</p><p>delos para construir textos</p><p>e transmitir mensagens. Os</p><p>gêneros não literários são</p><p>incorporados às aulas.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora com base em SANTOMAURO (2009).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>27</p><p>Como percebemos cada época foi e é marcada por características</p><p>específicas. Como foi mostrado na Figura 7, a partir do ano de 1997 e até</p><p>nossos dias, o professor da Língua Portuguesa usa como base de suas</p><p>aulas os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).</p><p>O PCN é um documento que foi elaborado com intuito de ajudar</p><p>aos educadores a desenvolverem suas atividades junto aos educandos,</p><p>com a finalidade de proporcionar melhor rendimento dos professores e</p><p>alunos.</p><p>Para auxiliar, na execução da proposta dos PCNs, são utilizados</p><p>os livros didáticos (LD) e, para tanto o governo criou uma comissão para</p><p>analisar e classificar os LDs que existem no mercado, observando se estes</p><p>atendem a sua orientação para o ensino da Língua Portuguesa.</p><p>Entretanto, devido à complexidade da realidade em nosso país e</p><p>os vários problemas que enfrentamos para termos uma educação de</p><p>qualidade e efetiva, são necessários alguns avanços como a formação</p><p>de professores, melhores condições de trabalho e de situação social dos</p><p>alunos e seus familiares.</p><p>Quanto ao ensino da Língua Portuguesa, como deve ocorrer? Para</p><p>que o ensino da Língua Portuguesa seja desempenhado na escola é</p><p>necessário desenvolver diversas atividades nas quais os gêneros textuais</p><p>façam parte como a utilização de jornais, receitas, revistas etc. Em relação</p><p>aos recursos culturais, estes dependerão da atitude do professor, pois ele</p><p>pode aproveitar os recursos disponíveis na sala de aula em sua escola.</p><p>Vale lembrar, também, que independente da condição da escola, o</p><p>acesso aos materiais citados anteriormente não é difícil. Principalmente se</p><p>o professor for aquele profissional que permanece em crescimento, saberá</p><p>tranquilamente desenvolver suas atividades, transmitindo efetivamente o</p><p>conteúdo, conforme a idade e a série de seus alunos.</p><p>Entretanto, é valioso ressaltar que, quando a escola tem uma</p><p>estrutura com biblioteca, constituída de um bom acervo de livros, vários</p><p>materiais, laboratórios das diversas áreas, recursos audiovisuais, entre</p><p>outras, será muito mais fácil para os professores diversificarem a dinâmica</p><p>de suas aulas.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>28</p><p>Ainda não esqueça que mais importante que passar o conteúdo</p><p>de maneira lúdica, a missão dos educadores deve ser preparar os alunos</p><p>para enfrentarem a vida fora dos muros da escola, aproveitando as</p><p>particularidades de cada cultura que vem junto com eles.</p><p>Por isso, os PCNs servem para auxiliar as discussões entre</p><p>orientadores e professores e, com as devidas adequações, seguir a</p><p>realidade de cada estado, cidade e escola.</p><p>RESUMINDO:</p><p>Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo?</p><p>Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir</p><p>tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a história</p><p>da língua portuguesa no Brasil só se tornou obrigatória,</p><p>a partir de 1970 pelo Marquês de Pombal. Até esse</p><p>momento a escola era direito apenas da elite da Colônia,</p><p>sendo estudada de forma retórica, poética e gramática.</p><p>Entretanto, a partir dos anos 1950 e 1960, a escola passou a</p><p>ser um direito de todos e não apenas para a elite, fruto das</p><p>reivindicações das classes populares. Foi nos anos de 1970,</p><p>com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN),</p><p>um novo conceito mudou as práticas escolares. A partir de</p><p>então, entendeu-se a linguagem como um instrumento da</p><p>comunicação, envolvendo um interlocutor e a mensagem</p><p>a ser compreendida. Nos anos de 1980, o ensino foi</p><p>compreendido como um processo contínuo, no qual o</p><p>aluno é considerado um sujeito ativo e atuante na hora</p><p>da leitura e escrita. Vimos também uma demonstração da</p><p>linha do tempo do ensino da Língua Portuguesa no Brasil.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>29</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a</p><p>Educação do Ensino Fundamental</p><p>OBJETIVO:</p><p>Com a finalidade de superar o desafio da educação em</p><p>nosso país, o governo brasileiro tem procurado elaborar</p><p>estratégias que visam à universalização do ensino em toda</p><p>a nação, com base na demanda da sociedade e também</p><p>nas ideias de cada governo. Atualmente, vigora a proposta</p><p>dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), como vimos</p><p>anteriormente..</p><p>O objetivo dos PCNs com o ensino de Língua Portuguesa é</p><p>estabelecer uma “referência para as discussões curriculares da área em</p><p>curso há vários anos em muitos estados e municípios” e ainda, servir de</p><p>base para auxiliar os técnicos e professores no processo de revisão e</p><p>elaboração de propostas didáticas (BRASIL, 1998).</p><p>O ser humano só terá uma participação ativa na sociedade, se ele</p><p>conseguir se comunicar. Para tanto, é preciso dominar a língua oral e</p><p>escrita, podendo a partir de então ter acesso à informação e conseguir</p><p>questionar e defender sua opinião sobre determinado tema.</p><p>Portanto, a escola tem o papel de ensinar a seus alunos os saberes</p><p>linguísticos para que seja possível a sua atuação na sociedade, exercendo</p><p>assim a sua cidadania, que é um direito inegável a todos.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse os</p><p>Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos</p><p>do ensino fundamental - Língua Portuguesa e conheça</p><p>seus objetivos, clicando aqui.</p><p>O PCN para o ensino médio está estruturado por área e ciclos. Veja</p><p>na figura 8.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf</p><p>30</p><p>Figura 8 - Organização dos ciclos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)</p><p>1º Ciclo 1ª e 2ª séries</p><p>C</p><p>ic</p><p>lo</p><p>s</p><p>2º Ciclo</p><p>3º Ciclo</p><p>4º Ciclo</p><p>3ª e 4ª séries</p><p>5ª e 6ª séries</p><p>7ª e 8ª séries</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Mas lembre-se de que a Lei Federal nº 11.114, aprovada em maio</p><p>de 2005, alterou quatro artigos da Lei de Diretrizes e Bases</p><p>da Educação</p><p>(LDB) e agora o ensino fundamental de 1ª a 8ª séries precisa ser distendido</p><p>para nove anos.</p><p>Mas o que de fato aconteceu? Ocorreu que foi extinta a nomenclatura</p><p>‘alfabetização do ensino infantil’ e substituída por 1ª série, com isso</p><p>o ensino fundamental agora fica com nove anos. Assim poderíamos</p><p>fazer uma retificação na distribuição no s ciclos do ensino fundamental,</p><p>conforme consta na figura 9.</p><p>Figura 9 - “Atualização” da organização dos ciclos dos Parâmetros Curriculares Nacionais</p><p>(PCN)</p><p>1º Ciclo 2ª e 3ª séries</p><p>C</p><p>ic</p><p>lo</p><p>s</p><p>2º Ciclo</p><p>3º Ciclo</p><p>4º Ciclo</p><p>4ª e 5ª séries</p><p>6ª e 7ª séries</p><p>8ª e 9ª séries</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>31</p><p>Diante disso, pode-se afirmar que o ensino da Língua Portuguesa</p><p>e Linguagem para a Educação, nos anos finais do ensino fundamental,</p><p>se referem aos 3º e 4º ciclos. Nesta fase, é preciso que os educadores</p><p>tenham total compreensão para entender que os alunos se encontram na</p><p>adolescência, pois é nesse momento que o indivíduo passa por diversas</p><p>mudanças em vários sentidos de sua vida.</p><p>Portanto nesse período, as maneiras didáticas devem ser aplicadas</p><p>de forma que possam auxiliar na formação do indivíduo. É necessário levar</p><p>em consideração as especificidades dos alunos, da escola, da linguagem</p><p>e suas técnicas.</p><p>A partir de agora veremos quais são os objetivos, conteúdos,</p><p>orientações didáticas e maneira de avaliação. Preparado? Vamos em</p><p>frente!</p><p>Objetivos</p><p>Entre as atividades realizadas pela escola, seu principal objetivo deve</p><p>ser favorecer o desenvolvimento do aluno para que ele chegue ao domínio</p><p>da “expressão oral e escrita em situações de uso público da linguagem”,</p><p>observando a condição da produção social e material do texto para ter</p><p>base para escolher os gêneros apropriados para o desenvolvimento da</p><p>produção textual, respeitando os aspectos pragmáticos, semânticos e</p><p>gramaticais da Língua Portuguesa.</p><p>Agora veja na Figura 10 os processos da aprendizagem da Língua</p><p>Portuguesa nos anos finais do ensino fundamental. Os respectivos</p><p>objetivos estão apresentados no PCNs – Língua Portuguesa (terceiro e</p><p>quarto ciclos do ensino fundamental).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>32</p><p>Figura 10 - Objetivos da Língua Portuguesa - anos finais do ensino fundamental</p><p>Processos</p><p>Produção de</p><p>Textos Orais</p><p>Produção</p><p>de Textos</p><p>Escritos</p><p>Análise</p><p>Linguística</p><p>Escuta de</p><p>Textos Orais</p><p>Leitura</p><p>de Textos</p><p>Escritos</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino</p><p>fundamental - Língua Portuguesa, clicando aqui.</p><p>Conteúdos</p><p>Nos anos finais do ensino fundamental, os conteúdos serão</p><p>aplicados para promover a competência discursiva e linguística do</p><p>estudante com base nos objetivos referentes a cada ciclo.</p><p>Os PCNs apresentam todos os conteúdos conceituais e</p><p>procedimentais alusivos a cada prática citada anteriormente nos objetivos.</p><p>Veremos na quadro 1, os gêneros de trabalhos com a finalidade ajudar</p><p>na seleção dos conteúdos para desenvolver as atividades de análise</p><p>linguística.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/pcn/portugues.pdf</p><p>33</p><p>Quadro 1 - Gêneros privilegiados - escuta e leitura de textos</p><p>GÊNEROS PRIVILEGIADOS PARA A PRÁTICA DE ESCUTA</p><p>E LEITURA DE TEXTOS</p><p>LINGUAGEM ORAL LINGUAGEM ESCRITA</p><p>LITERÁRIOS</p><p>- cordel, causos e</p><p>similares</p><p>- texto dramático</p><p>- canção</p><p>LITERÁRIOS</p><p>- conto</p><p>- novela</p><p>- romance</p><p>- crônica</p><p>- poema</p><p>- texto dramático</p><p>DE IMPRENSA</p><p>- comentário</p><p>radiofônico</p><p>- entrevista</p><p>- debate</p><p>- depoimento</p><p>DE IMPRENSA</p><p>- notícia</p><p>- editorial</p><p>- artigo</p><p>- reportagem</p><p>- carta do leitor</p><p>- entrevista</p><p>- charge e tira</p><p>DE</p><p>DIVULGAÇÃO</p><p>CIENTÍFICA</p><p>- exposição</p><p>- seminário</p><p>- debate</p><p>- palestra</p><p>DE</p><p>DIVULGAÇÃO</p><p>CIENTÍFICA</p><p>- verbete</p><p>enciclopédico</p><p>(nota/artigo)</p><p>- relatório de</p><p>experiências</p><p>- didático (textos,</p><p>enunciados de</p><p>questões)</p><p>- artigo</p><p>PUBLICIDADE - propaganda PUBLICIDADE - propaganda</p><p>Fonte: BRASIL (1998).</p><p>Vejamos agora no quadro 2, quais são os gêneros indicados nos</p><p>PCNs com a finalidade de auxiliar na seleção dos conteúdos para trabalhar</p><p>a produção de textos orais e escritos.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>34</p><p>Quadro 2 – Gêneros- de produção de textos orais e escritos</p><p>GÊNEROS SUGERIDOS PARA A PRÁTICA DE PRODUÇÃO</p><p>DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS</p><p>LINGUAGEM ORAL LINGUAGEM ESCRITA</p><p>LITERÁRIOS</p><p>- canção</p><p>- textos</p><p>dramáticos</p><p>LITERÁRIOS</p><p>- crônica</p><p>- conto</p><p>- poema</p><p>DE IMPRENSA</p><p>- notícia</p><p>- entrevista</p><p>- debate</p><p>- depoimento</p><p>DE IMPRENSA</p><p>- notícia</p><p>- artigo</p><p>- carta do</p><p>leitor</p><p>- entrevista</p><p>DE</p><p>DIVULGAÇÃO</p><p>CIENTÍFICA</p><p>- exposição</p><p>- seminário</p><p>- debate</p><p>DE</p><p>DIVULGAÇÃO</p><p>CIENTÍFICA</p><p>- relatório de</p><p>experiências</p><p>- esquema e</p><p>resumo de</p><p>artigos ou</p><p>verbetes de</p><p>enciclopédia</p><p>Fonte: BRASIL (1998).</p><p>Quanto aos valores e atitudes subjacentes, relacionados às práticas</p><p>de linguagem, deve-se levar em consideração a variedade de gêneros,</p><p>por isso os PCNs priorizam os principais para que haja a participação</p><p>socialmente efetiva.</p><p>Outro detalhe importante é que a escola precisa atender à demanda</p><p>específica de seu público. Assim, poderão ser selecionados outros</p><p>materiais com esta finalidade.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino</p><p>fundamental - Língua Portuguesa, clicando aqui.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/pcn/portugues.pdf (Acesso 10/02/2020) (BRASIL, 1998)</p><p>35</p><p>Orientações Didáticas</p><p>Ao selecionar um conteúdo para alcançar determinado objetivo já</p><p>é uma ação didática. Neste sentido, quando o professor planeja esta ação</p><p>necessita levar em consideração qual a competência desejada para seu</p><p>aluno. A definição deste alvo determina quais os conteúdos e como serão</p><p>aplicados para que seu objetivo seja alcançado.</p><p>Quando se trata da Língua Portuguesa, outro fator que irá auxiliar na</p><p>aprendizagem dos alunos é a imagem que ele constrói da maneira como</p><p>o professor lida com a própria linguagem.</p><p>Portanto, para que o currículo da Língua Portuguesa seja elaborado</p><p>na escola, é preciso estabelecer com clareza as atividades de cada</p><p>professor em relação a cada série, conforme o objetivo de cada uma</p><p>delas. Lembrando que esta missão não cabe apenas ao professor, mas é</p><p>uma ação coletiva, ou seja, envolve todos do projeto educativo.</p><p>Ao organizar os conteúdos de Língua Portuguesa devem ser</p><p>observados os princípios apresentados na figura 11.</p><p>Figura 11- Princípios básicos para organização dos conteúdos de Língua Portuguesa</p><p>USO</p><p>REFLEXÃO</p><p>USO</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>A atenção dada aos conteúdos caracteriza-se por uma atitude</p><p>metodológica que agrega a reflexão com as atividades linguísticas dos</p><p>estudantes de maneira que eles ampliem sua habilidade discursiva nas</p><p>aulas de escuta, leitura e produção de textos.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>36</p><p>Figura 12 - Atitude metodológica para reflexão das atividades linguísticas</p><p>AÇÃO REFLEXÃO AÇÃO</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Sendo assim, quando o professor faz o planejamento de suas</p><p>ações leva em consideração identificar a maneira como as habilidades</p><p>almejadas para seus alunos, ao terminarem o ensino fundamental, serão</p><p>convertidas em objetivos no projeto educativo de sua escola.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino</p><p>fundamental - Língua Portuguesa para entender quais os</p><p>princípios e orientações para o trabalho didático, com os</p><p>conteúdos para a prática de escuta de e leitura de textos</p><p>escritos, e produção de textos orais e escritos, clicando aqui.</p><p>Avaliação</p><p>Conforme os PCNs a avaliação:</p><p>Deve ser compreendida como conjunto de ações</p><p>organizadas com a finalidade de obter informações</p><p>sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais</p><p>condições. Para tanto, é preciso elaborar um conjunto</p><p>de</p><p>procedimentos investigativos que possibilitem o ajuste e a</p><p>orientação da intervenção pedagógica para tornar possível</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/pcn/portugues.pdf (Acesso 10/02/2020) (BRASIL, 1998)</p><p>37</p><p>o ensino e a aprendizagem de melhor qualidade. (BRASIL,</p><p>1998, p. 93)</p><p>A avaliação também deve ser uma ferramenta que permita ao</p><p>professor analisar-se de maneira crítica e, ainda, permitir que o aluno</p><p>acompanhe seus progressos, desafios e suas possibilidades. Assim, precisa</p><p>ser realizada ao longo do desenvolvimento do ensino e aprendizagem e</p><p>não como, geralmente, acontece, sendo efetivada apenas em situações</p><p>específicas, por exemplo, ao concluir uma etapa de um trabalho.</p><p>Quando pensamos em avaliação, logo nos vem à mente: quais</p><p>os critérios de avaliação? Bem, esses critérios são definidos com base</p><p>nos objetivos do ensino. Estes precisam ter uma definição clara para que</p><p>o professor concretize seu trabalho de maneira eficiente e os alunos</p><p>consigam responder com qualidade o que lhes foi proposto.</p><p>Observe na Figura 13, os critérios que são apresentados nos PCNs</p><p>para avaliação da aprendizagem dos anos finais do ensino fundamental.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>38</p><p>Figura 13- Critérios para avaliação da aprendizagem dos anos finais do ensino fundamental</p><p>Demonstrar compreensão</p><p>de textos orais, nos gêne-</p><p>ros previstos para o ciclo,</p><p>por meio de retomada dos</p><p>tópicos do texto..</p><p>Atribuir sentido a textos</p><p>orais e escritos, posicio-</p><p>nando-se criticamente</p><p>diante deles.</p><p>Ler de maneira indepen-</p><p>dente textos com os quais</p><p>tenha construído familiari-</p><p>dade.</p><p>Produzir textos orais nos</p><p>gêneros previstos para o ci-</p><p>clo, considerando as espe-</p><p>cificidades das condições</p><p>de produção.</p><p>Redigir textos na moda-</p><p>lidade escrita nos gêne-</p><p>ros previstos para o ciclo,</p><p>considerando as especifi-</p><p>cidades das condições de</p><p>produção.</p><p>Escrever textos coerentes</p><p>e coesos, observando as</p><p>restrições impostas pelo</p><p>gênero.</p><p>Redigir textos , utilizando</p><p>alguns recursos próprios</p><p>do padrão escrito relativos</p><p>à paragrafação, pontuação</p><p>e outros sinais gráficos, em</p><p>função do projeto textual.</p><p>Escrever textos, sabendo</p><p>utilizar os padrões da es-</p><p>crita, observando regulari-</p><p>dades linguísticas e orto-</p><p>gráficas.</p><p>Revisar os próprios textos</p><p>com o objetivo de aprimo-</p><p>rá-los.</p><p>Utilizar os conceitos e pro-</p><p>cedimentos constituídos na</p><p>prática de análise linguísti-</p><p>ca.</p><p>Selecionar procedimentos</p><p>de leitura adequados a di-</p><p>ferentes objetivos e interes-</p><p>ses e a características do</p><p>gênero e suporte</p><p>Coordenar estratégias de</p><p>leitura não lineares, uti-</p><p>lizando procedimentos</p><p>adequados para resolver</p><p>dúvidas na compreensão</p><p>e articulando informações</p><p>textuais com conhecimen-</p><p>tos prévios.</p><p>Compreender textos a</p><p>partir do estabelecimento</p><p>de relações entre diversos</p><p>segmentos do próprio tex-</p><p>to e entre o texto e outros</p><p>diretamente implicados por</p><p>ele.</p><p>Fonte: BRASIL ,(1998).</p><p>Por fim, é importante ponderar que os critérios apresentados nos</p><p>PCNs são úteis para avaliação de alunos que estão inseridos em escolas</p><p>que utilizam adequadamente as práticas indicadas neste documento e as</p><p>devidas adequações são realizadas pelas equipes de cada escola.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>39</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino</p><p>fundamental - Língua Portuguesa e aprecie todos objetivos</p><p>para cada processo de aprendizado, incluindo ensino e</p><p>avaliação, clicando aqui.</p><p>RESUMINDO:</p><p>Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo:</p><p>Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir</p><p>tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que no Brasil,</p><p>os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) é o documento</p><p>que rege toda metodologia de ensino e aprendizagem do</p><p>ensino fundamental. Havendo as devidas adequações</p><p>nas próprias escolas, conforme a demanda de seus</p><p>alunos. Vimos que as séries do ensino fundamental estão</p><p>organizadas em ciclos e os anos correspondem aos 3º e</p><p>4º ciclos. Também destacamos quais as sugestões dos</p><p>PCNs para os objetivos, conteúdos, orientações didáticas e</p><p>avalição do ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa</p><p>e Linguagem para a Educação nos anos finais do ensino</p><p>fundamental.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/pcn/portugues.pdf</p><p>40</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a</p><p>Educação no Ensino Médio</p><p>OBJETIVO:</p><p>E agora, está preparado para o último capítulo desta</p><p>unidade? Vamos juntos analisar este item!.</p><p>Conforme a Base Nacional Curricular Comum- BNCC, no período</p><p>do ensino médio os alunos:</p><p>Intensificam o conhecimento sobre seus sentimentos,</p><p>interesses, capacidades intelectuais e expressivas;</p><p>ampliam e aprofundam vínculos sociais e afetivos; e</p><p>refletem sobre a vida e o trabalho que gostariam de ter.</p><p>Encontram-se diante de questionamentos sobre si próprios</p><p>e seus projetos de vida, vivendo juventudes marcadas por</p><p>contextos socioculturais diversos. (EDUCAÇÃO, 2018, p.</p><p>481)</p><p>Assim, espera-se que o aluno, ao concluir o ensino médio</p><p>desenvolva habilidades capazes de desempenhar as possibilidades que</p><p>estão apresentadas na Figura 14.</p><p>Figura 14 - Possibilidades para o aluno que conclui o ensino médio</p><p>Possibilidades do</p><p>ensino médio</p><p>Avançar em níveis mais complexos de estu-</p><p>dos.</p><p>Integrar-se ao mundo do trabalho, com condi-</p><p>ções para prosseguir, com autonomia, no ca-</p><p>minho de seu aprimoramento profissional</p><p>Atuar, de forma ética e responsável, na socie-</p><p>dade, tendo em vista as diferentes dimensões</p><p>da prática social.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>null</p><p>null</p><p>41</p><p>O ensino da linguagem é responsável por promover a oportunidade</p><p>ao aluno de consolidar e ampliar as suas competências de uso e reflexão</p><p>da linguagem artística, corporal e verbal, as quais são estudadas nos</p><p>diferentes componentes do ensino médio.</p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino médio - PCNs</p><p>(BRASIL, 2000) consideram o currículo como instrumento de uma cidadania</p><p>democrata que precisa abranger conteúdos e táticas de aprendizagem</p><p>que auxiliem o indivíduo a desenvolver a habilidade dos três domínios de</p><p>sua ação (figura 15), com a finalidade de integrar os homens e as mulheres</p><p>no universo da “política, do trabalho e da simbolização subjetiva.”.</p><p>Figura 15 - Critérios para avaliação da aprendizagem dos anos finais do ensino fundamental</p><p>Vida em sociedade</p><p>Atividade produtiva</p><p>Experiência subjetiva</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Nesse contexto, as diretrizes da proposta curricular têm como base</p><p>os elementos, apresentados pela Organização das Nações Unidas para</p><p>a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), sendo entendidos como</p><p>pilares da educação em nossa sociedade (figura 16).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>42</p><p>Figura 16 - Pilares da Educação</p><p>PILARES DA</p><p>Educação</p><p>Aprender a</p><p>ser</p><p>Aprender a</p><p>fazer</p><p>Aprender a</p><p>conhecer</p><p>Aprender a</p><p>viver</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>Conforme os PCNs</p><p>As propostas de mudanças qualitativas para o processo</p><p>de ensino-aprendizagem no nível médio indicam a</p><p>sistematização de um conjunto de disposições e atitudes</p><p>como pesquisar, selecionar informações, analisar,</p><p>sintetizar, argumentar, negociar significados, cooperar,</p><p>de forma que o aluno possa participar do mundo social,</p><p>incluindo-se aí a cidadania, o trabalho e a continuidade</p><p>dos estudos. (BRASIL, 2000, p. 5),</p><p>A linguagem tem sido considerada como transdisciplinar, pois todas</p><p>as disciplinas a tem como objeto de estudo.</p><p>Os PCNs definem a linguagem como</p><p>A capacidade humana de articular significados coletivos e</p><p>compartilhá-los, em sistemas arbitrários de representação,</p><p>que variam de acordo com as necessidades e experiências</p><p>da vida em sociedade. A principal razão de qualquer ato de</p><p>linguagem é a produção de sentido.</p><p>(BRASIL, 2000, p. 5)</p><p>Assim, é importante perceber que as linguagens e seus códigos</p><p>permanecem em constante dinâmica, conforme o tempo e o espaço, em</p><p>decorrência de seu caráter sociológico, histórico e antropológico.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>43</p><p>Segundo os PCNs, a linguagem transpõe “o conhecimento e as</p><p>formas de conhecer, o conhecimento e as formas de pensar e modos de</p><p>comunicar, a ação e os modos de agir” (BRASIL, 2000). Esta mobiliza o</p><p>homem e é mobilizada pelo homem. É originada das práticas sociais da</p><p>humanidade e apresenta em um só tempo as características apresentadas</p><p>na Figura 17.</p><p>Figura 17 - Características da linguagem</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>O maior objetivo da linguagem é o desenvolvimento da comunicação</p><p>entre os indivíduos de uma comunidade linguística.</p><p>Atualmente, a produção é principalmente simbólica e para existir</p><p>um diálogo é necessário que o indivíduo tenha o domínio das linguagens.</p><p>Ainda, devido à informação imediata, a reflexão da linguagem e seus</p><p>sistemas são vitais para uma vida socialmente ativa.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (ensino médio): Parte I - Bases</p><p>Legais, clicando aqui.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>44</p><p>Objetivos</p><p>Toda a descrição dos objetivos do ensino da Língua Portuguesa,</p><p>no ensino médio, aparece nos PCNs e estes levam em consideração a</p><p>visão geral da área a ser desenvolvida, ao longo do processo de ensino e</p><p>aprendizagem, neste período de formação do aluno.</p><p>A proposta dos PCNs é delimitar quais competências o aluno</p><p>que conclui o ensino médio necessita desempenhar para que este dê</p><p>prosseguimento aos estudos e também participe ativamente de uma vida</p><p>social.</p><p>Agora veja na figura 18, os objetivos que precisam ser alcançados</p><p>pelo aluno que conclui o ensino médio.</p><p>Figura 18 - Objetivos que os alunos que concluem o ensino médio precisam alcançar</p><p>Compreender e usar os</p><p>sistemas simbólicos das</p><p>diferentes linguagens</p><p>como meios de organiza-</p><p>ção cognitiva da realidade</p><p>pela constituição de signi-</p><p>ficados, expressão, comu-</p><p>nicação e informação.</p><p>Analisar, interpretar e</p><p>aplicar os recursos ex-</p><p>pressivos das linguagens,</p><p>relacionando textos com</p><p>seus contextos, mediante</p><p>a natureza, função, orga-</p><p>nização das manifesta-</p><p>ções, de acordo com as</p><p>condições de produção e</p><p>recepção.</p><p>Confrontar opiniões e</p><p>pontos de vista sobre as</p><p>diferentes linguagens</p><p>e suas manifestações</p><p>específicas.</p><p>Respeitar e preservar as</p><p>diferentes manifestações</p><p>da linguagem, utilizadas</p><p>por diferentes grupos so-</p><p>ciais; usufruir do patrimô-</p><p>nio nacional e internacional</p><p>e construir categorias de</p><p>diferenciação, apreciação</p><p>e criação.</p><p>Utilizar-se das linguagens</p><p>como meio de expressão,</p><p>informação e comu-</p><p>nicação em situações</p><p>intersubjetivas e saber</p><p>colocar-se como prota-</p><p>gonista no processo de</p><p>produção/recepção.</p><p>Compreender e usar a Lín-</p><p>gua Portuguesa como lín-</p><p>gua materna, geradora de</p><p>significação e integradora</p><p>da organização de mundo</p><p>e da própria identidade.</p><p>Fonte: BRASIL (2000).</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (ensino médio): Parte II - Linguagens,</p><p>Códigos e suas Tecnologias, clicando aqui.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>45</p><p>Conteúdos</p><p>Em relação aos conteúdos da Língua Portuguesa, no ensino médio,</p><p>quando lemos os PCNs percebemos que os conteúdos tradicionais foram</p><p>inseridos em outra perspectiva, na qual a linguagem foi compreendida</p><p>como um universo dialógico, do qual os locutores se comunicam entre si.</p><p>Neste sentido, os conteúdos são selecionados para que o aluno</p><p>desenvolva esta habilidade, ou seja, consiga se comunicar com o outro.</p><p>Já os conteúdos clássicos da Língua Portuguesa, a gramática</p><p>e a literatura são estudadas como conteúdos secundários. Com isso, a</p><p>gramática é utilizada para que seja possível a “compreensão, interpretação</p><p>e produção de textos” e a literatura está agregada com o âmbito da leitura.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (ensino médio): Parte II - Linguagens,</p><p>Códigos e suas Tecnologias, clicando aqui.</p><p>Orientações Didáticas</p><p>As orientações didáticas, propostas no PCNs para o processo de</p><p>ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa, devem ser apresentadas</p><p>de maneira interativa, atuando a língua e a linguagem de forma conjunta,</p><p>pois são importantes no desenvolvimento do pensamento constitutivo e</p><p>simbólico dos alunos em sua vida tanto individual como comunitária.</p><p>Com isso, as atividades dos professores precisam ser focadas no</p><p>desenvolvimento e na sistematização da linguagem no interior de cada</p><p>estudante. Os alunos, por sua vez, precisam ser incentivados a verbalizar</p><p>a linguagem que foi construída.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Caso queira se aprofundar no assunto, acesse os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (ensino médio): Parte II - Linguagens,</p><p>Códigos e suas Tecnologias, clicando aqui.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>null</p><p>46</p><p>Avaliação</p><p>A avaliação, ao longo do desempenho do ensino da Língua</p><p>Portuguesa no ensino médio, observa se o aluno conseguiu desenvolver</p><p>as competências e as habilidades propostas nos PCNs, conforme vemos</p><p>no Quadro 3.</p><p>Quadro 3 - Competências e habilidades que os alunos precisam desenvolver no ensino da</p><p>Língua Portuguesa ao final do ensino médio</p><p>COMPETÊNCIAS E HABILIDADES</p><p>REPRESENTAÇÃO E</p><p>COMUNICAÇÃO</p><p>INVESTIGAÇÃO E</p><p>COMPREENSÃO</p><p>CONTEXTUALIZAÇÃO</p><p>SOCIOCULTURAL</p><p>- Confrontar</p><p>pontos de vista</p><p>sobre as diferentes</p><p>manifestações da</p><p>linguagem verbal.</p><p>- Analisar os recursos</p><p>expressivos da</p><p>linguagem verbal,</p><p>relacionando textos/</p><p>contextos, mediante</p><p>a natureza, função,</p><p>organização, estrutura,</p><p>de acordo com as</p><p>condições de produção</p><p>e recepção.</p><p>- Considerar a Língua</p><p>Portuguesa como fonte de</p><p>legitimação de acordos e</p><p>condutas sociais e como</p><p>representação simbólica</p><p>de experiências humanas</p><p>manifestas nas formas de</p><p>sentir, pensar e agir na vida</p><p>social.</p><p>- Compreender e usar</p><p>a Língua Portuguesa</p><p>como língua materna.</p><p>- Recuperar, pelo</p><p>estudo do texto</p><p>literário, as formas</p><p>instituídas de</p><p>construção do</p><p>imaginário coletivo,</p><p>o patrimônio</p><p>representativo</p><p>da cultura e as</p><p>classificações</p><p>preservadas e</p><p>divulgadas, no eixo</p><p>temporal e espacial.</p><p>- Entender os impactos</p><p>das tecnologias de</p><p>comunicação na vida, nos</p><p>processos de produção,</p><p>no desenvolvimento do</p><p>conhecimento e na vida</p><p>social.</p><p>- Aplicar as</p><p>tecnologias de</p><p>comunicação e da</p><p>informação na escola,</p><p>no trabalho e em</p><p>outros contextos</p><p>relevantes da vida.</p><p>- Articular as redes</p><p>de diferenças e</p><p>semelhantes entre a</p><p>língua oral e escrita</p><p>e seus códigos</p><p>sociais, contextuais e</p><p>linguísticos.</p><p>Fonte: BRASIL (2000).</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>47</p><p>Nas próximas unidades, vamos entender como a fala funciona, qual</p><p>sua variação linguística, a fonologia na escola, o que é ler, quais os tipos</p><p>de leitura, a leitura na escola, o ato de escrever, como ocorre a construção</p><p>textual e análise das produções de textos, quais os jogos e brincadeiras,</p><p>utilizados no ensino da linguagem e as metodologias ativas.</p><p>RESUMINDO:</p><p>Enfim, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu tudo</p><p>mesmo? Agora, só para termos certeza de que você</p><p>realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos</p><p>resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que em</p><p>nosso país, o ensino da Língua Portuguesa e da Linguagem,</p><p>no ensino médio, é orientado pelos Parâmetros Curriculares</p><p>Nacionais (PCN). Este documento serve como guia para as</p><p>atividades que precisam ser desenvolvidas na escola para</p><p>que o aluno consiga desempenhar todas as competências</p><p>e habilidades</p><p>que lhes são propostas. E claro, que quando</p><p>for preciso, as escolas realizam adequações, conforme as</p><p>necessidades de seus alunos. Vimos que, no ensino médio,</p><p>os conteúdos e as metodologias são utilizados para que</p><p>os alunos desempenhem a comunicação em seu meio</p><p>social. Ainda estudamos quais as sugestões dos PCNs para</p><p>os objetivos, conteúdos, orientações didáticas e avalição</p><p>do ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e da</p><p>Linguagem para a Educação no ensino médio.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>48</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AURÉLIO. Dicionário digital. 2020. Disponível em: https://www.</p><p>dicio.com.br/aprender/. Acesso em: 4 fev.2020.</p><p>BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa.</p><p>Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível aqui: http://portal.mec.gov.br/seb/</p><p>arquivos/pdf/portugues.pdf. Acesso em: 4 fev.2020.</p><p>BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto</p><p>ciclos do ensino fundamental: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/</p><p>SEF, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/</p><p>portugues.pdf Acesso em: 4 fev.2020.</p><p>BRASIL.. Parâmetros curriculares nacionais (ensino médio) Parte</p><p>I - Bases Legais . Brasília:MEC/SEF, 2000.Disponível em: http://portal.mec.</p><p>gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf. Acesso em: 11.fev.2020.</p><p>BRASIL.. Parâmetros curriculares nacionais (ensino médio) Parte</p><p>II - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEF, 2000.</p><p>Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf.</p><p>Acesso em: 11.fev.2020.</p><p>ESCOLA, N. (2020). A concepção de linguagem determina o</p><p>que é e como ensinar. Disponível em: https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=JUrY60mK2g8 Acesso em: 7 fev.2020.</p><p>FONSECA, T. M. (2008). Ensinar x aprender. Disponível em: http://</p><p>www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1782-6.pdf</p><p>Acesso em: 7 fev. 2020.</p><p>FRAIMAN, L. (05 de 2016). Por que estudar a Língua Portuguesa?</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=c4tg612X_YQ. Acesso</p><p>em:7 fev.2020.</p><p>FREIRE, P. Não há docência sem discência. In: P. FREIRE, ensinar</p><p>não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua</p><p>produção ou a sua construção. São Paulo: Paz e Terra, 1996.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf</p><p>49</p><p>MACEDO, M. História da língua portuguesa no Brasil. Disponível</p><p>em: https://www.youtube.com/watch?v=O0LjsjqdLlY Acesso em:7 fev.</p><p>2020.</p><p>MALFACINI, A. C. Breve histórico do ensino de língua portuguesa</p><p>no Brasil: da Reforma Pombalina ao uso de materiais didáticos</p><p>apostilados. Idioma, 45-59, [s.l.] 2015. Disponível em: http://www.</p><p>institutodeletras.uerj.br/idioma/numeros/28/Idioma28_a04.pdf. Acesso</p><p>em:7 fev.2020.</p><p>MELO, D. R. Estágio supervisionado na formação docente.</p><p>Campina Grande-PB: EDUEPB,2018.</p><p>NASCIMENTO, M. R. (2020). Desafios do ensino da Língua</p><p>Portuguesa. Disponível em : https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/</p><p>portugues/desafios-ensino-lingua-portuguesa.htm Acesso em: 7 fev.</p><p>2020.</p><p>SANTOMAURO, B. O que ensinar em Língua Portuguesa. Disponível</p><p>em: https://novaescola.org.br/conteudo/303/o-que-ensinar-em-lingua-</p><p>portuguesa. Acesso em: 9 fev.2020.</p><p>VILARINHO, S. (2020). Língua Portuguesa. Disponível em: https://</p><p>brasilescola.uol.com.br/portugues/lingua-portuguesa.htm. Acesso em: 5</p><p>fev.2020.</p><p>Metodologia do Ensino da Linguagem</p><p>Aprender e Ensinar Língua Portuguesa na Escola - Aspectos Básicos</p><p>Definições</p><p>Aprender e Ensinar</p><p>Língua Portuguesa na Escola: Histórico</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação do Ensino Fundamental</p><p>Objetivos</p><p>Conteúdos</p><p>Orientações Didáticas</p><p>Avaliação</p><p>Língua Portuguesa e Linguagem para a Educação no Ensino Médio</p><p>Objetivos</p><p>Conteúdos</p><p>Orientações Didáticas</p><p>Avaliação</p>

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