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<p>EXAMES</p><p>P O R</p><p>D R A . P O L L Y A N A</p><p>L A B O R A T O R I A I S P A R A E N F E R M E I R O S N A A P S</p><p>E I , E N F E R M E I R O ( A ) ,</p><p>V O C Ê P O D E A T U A R N A A T E N Ç Ã O B Á S I C A</p><p>C O M S E G U R A N Ç A , M E S M O S E M</p><p>E X P E R I Ê N C I A .</p><p>O M A T E R I A L D E S T Á D I S P O N Í V E L A P E N A S C O M O P A R Â M E T R O D E E S T U D O S P A R A E S T E . É P R O I B I D A Q U A L Q U E R F O R M A D E</p><p>C O M E R C I A L I Z A Ç Ã O O U D I S T R I B U I Ç Ã O D O M E S M O S E M A A U T O R I Z A Ç Ã O E X P R E S S A . O S C R É D I T O S D O C O N T E Ú D O A Q U I C O N T I D O S Ã O</p><p>D A D O S A O S S E U S R E S P E C T I V O S A U T O R E S D E S C R I T O S N A S R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S .</p><p>S U M Á R I O</p><p>E X A M E S M A I S C O M U N S</p><p>P A R A A V A L I A Ç Ã O D O</p><p>E N F E R M E I R O N A A P S</p><p>3</p><p>RESOLUÇÃO COFEN</p><p>HEMOGRAMA</p><p>GRUPO ABO, RH E COOMBS</p><p>VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VHS)</p><p>URINA(EAS)</p><p>PARASITOLÓGICO(EPF)</p><p>GLICEMIA</p><p>CURVA , TOTG, TTG</p><p>HEMOGLOBINA GLICADA</p><p>CREATININA</p><p>URÉIA</p><p>LIPIDOGRAMA</p><p>ÁCIDO ÚRICO</p><p>TGO, AST</p><p>TG/ALT</p><p>GAMA-GT</p><p>BILIRRUBINAS</p><p>PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES</p><p>SÓDIO</p><p>POTÁSSIO</p><p>CÁLCIO</p><p>FERRO</p><p>FERRITINA</p><p>INSULINA</p><p>TSH</p><p>HORMÔNIO LH</p><p>HORMÔNIO FSH</p><p>HORMÔNIO ESTRADIOL</p><p>PROGESTERONA</p><p>BETA-HCG</p><p>TESTOSTERONA</p><p>PSA</p><p>ELETRÓLITOS (SÓDIO, POTÁSSIO,CÁLCIO E FOSFORIO SÉRICO)</p><p>TSH E T4 LIVRE</p><p>PCR</p><p>PSA</p><p>ALBUMINA</p><p>PARASIOLÓGICO FEZES(EPF)</p><p>VITAMINA D</p><p>SOROLOGIAS :</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>9.</p><p>10.</p><p>11.</p><p>12.</p><p>13.</p><p>14.</p><p>15.</p><p>16.</p><p>17.</p><p>18.</p><p>19.</p><p>20.</p><p>21.</p><p>22.</p><p>23.</p><p>24.</p><p>25.</p><p>26.</p><p>27.</p><p>28.</p><p>29.</p><p>30.</p><p>31.</p><p>32.</p><p>33.</p><p>34.</p><p>35.</p><p>36.</p><p>37.</p><p>38.</p><p>39.</p><p>HEPATITE B</p><p>SIFILIS</p><p>TOXOPLASMOSE</p><p>CITOMEGALOVIRUS</p><p>RUBÉOLA</p><p>HIV</p><p>S U M Á R I OR E S O L U Ç Õ E S</p><p>O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no uso das atribuições previstas no artigo 8º,</p><p>incisos IX e XIII da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, no artigo 16, incisos XI e XIII do Regimento</p><p>da Autarquia aprovado pela Resolução COFEN-52/79 e cumprindo deliberação do Plenário em</p><p>sua 253ª Reunião Ordinária,</p><p>Considerando a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, no seu artigo 11, incisos I alíneas “i” e “j” e II,</p><p>alíneas “c”, “f” , “g”, “h” e “i”;</p><p>Considerando o Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, no artigo 8º, incisos I, alíneas “e” e “f”</p><p>e II, alíneas “c”, “g” , “h”, “i” e “p”;</p><p>Considerando as inúmeras solicitações de consultas existentes sobre a matéria;</p><p>Considerando que para a prescrição de medicamentos em programa de saúde pública e em</p><p>rotina aprovada pela instituição de saúde, o Enfermeiro necessita solicitar exame de rotina e</p><p>complementares para uma efetiva assistência ao paciente sem risco para o mesmo;</p><p>Considerando os programas do Ministério da Saúde:</p><p>“DST/AIDS/COAS”;</p><p>“Viva Mulher”;</p><p>“Assistência Integral e Saúde da Mulher e da Criança (PAISMC)”;</p><p>“Controle de Doenças Transmissíveis” dentre outros,</p><p>Considerando Manuais de Normas Técnicas publicadas pelo Ministério da Saúde: “Capacitação</p><p>de Enfermeiros em Saúde Pública para SUS – Controle das Doenças Transmissíveis”;</p><p>“Pré-Natal de Baixo Risco” – 1986;</p><p>“Capacitação do Instrutor/Supervisor/Enfermeiro na área de controle da Hanseníase” – 1988;</p><p>“Procedimento para atividade e controle da Tuberculose”- 1989;</p><p>“Normas Técnicas e Procedimentos para utilização dos esquemas Poliquimioterapia no</p><p>tratamento da Hanseníase”- 1990;</p><p>“Guia de Controle de Hanseníase” – 1994;</p><p>“Normas de atenção à Saúde Integral do Adolescente” – 1995;</p><p>Considerando o Manual de Treinamento em Planejamento Familiar para Enfermeiro da</p><p>Associação Brasileira de Entidades de Planejamento Familiar (ABEPF);</p><p>Considerando que a não solicitação de exames de rotina e complementares quando necessários</p><p>para a prescrição de medicamentos é agir de forma omissa, negligente e imprudente, colocando</p><p>em risco seu cliente (paciente); e,</p><p>Considerando o contido nos PADs COFEN nº 166 e 297/91,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º – O Enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares quando no exercício</p><p>de suas atividades profissionais.</p><p>Art. 2º – A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.</p><p>Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1997.</p><p>Gilberto Linhares Teixeira</p><p>COREN-RJ nº 2.380</p><p>Presidente Dulce Dirclair Huf Bais</p><p>COREN-MS nº 10.244</p><p>Primeira-Secretária</p><p>http://www.cofen.gov.br/justica-garante-direito-a-solicitacao-de-exames-por-enfermeiros_68886.html</p><p>4</p><p>S U M Á R I O</p><p>Anemia;</p><p>Leucemia;</p><p>Causas de sintomas, como fraqueza, febre e perda de peso;</p><p>Policitemia;</p><p>Infecções virais;</p><p>Infecções bacterianas;</p><p>Alergias.</p><p>Série vermelha</p><p>Série branca</p><p>Plaquetas</p><p>Esse exame serve para confirmar ou indagar um diagnóstico. Também serve</p><p>para monitorar algum tratamento que está sendo feito pelo paciente ou apenas</p><p>para a saúde e se há alguma alteração no organismo do indivíduo. Um</p><p>hemograma pode detectar as seguintes doenças:</p><p>Se divide em 3 séries celulares:</p><p>H E M O G R A M A</p><p>5</p><p>S U M Á R I O</p><p>*Número de Eritrócitos: É o total de glóbulos vermelhos presente em</p><p>1,0 microlitro de sangue.</p><p>*Hemoglobina: O teste consiste em hemolisar todos os glóbulos</p><p>vermelhos do sangue e então dosar a hemoglobina que estava</p><p>presente no interior destes glóbulos.</p><p>*Hematócrito: Corresponde à proporção encontrada de parte sólida</p><p>(eritrócitos, leucócitos e plaquetas) em relação à parte líquida do</p><p>sangue (plasma) sendo representada em porcentagem (%).</p><p>Eritrograma</p><p>H E M O G R A M A</p><p>6</p><p>H T O U H C T</p><p>- H E M A T Ó C R I T O</p><p>H B -</p><p>H E M O G L O B I N A</p><p>R E P R E S E N T A A</p><p>P O R C E N T A G E M</p><p>D O V O L U M E</p><p>O C U P A D O P E L A S</p><p>H E M Á C I A S N O</p><p>V O L U M E T O T A L</p><p>D E S A N G U E</p><p>É U M D O S</p><p>C O M P O N E N T E S D A S</p><p>H E M Á C I A S E É</p><p>R E S P O N S Á V E L P E L O</p><p>T R A N S P O R T E D E</p><p>O X I G Ê N I O</p><p>A L T O : D E S I D R A T A Ç Ã O ,</p><p>P O L I C I T E M I A E C H O Q U E ;</p><p>B A I X O : A N E M I A , P E R D A E X C E S S I V A</p><p>D E S A N G U E , D O E N Ç A R E N A L ,</p><p>D E F I C I Ê N C I A D E F E R R O E D E</p><p>P R O T E Í N A S E S E P S E .</p><p>A L T A : P O L I C I T E M I A ,</p><p>I N S U F I C I Ê N C I A C A R D Í A C A ,</p><p>D O E N Ç A S P U L M O N A R E S E E M</p><p>A L T I T U D E S E L E V A D A S ;</p><p>B A I X A : G R A V I D E Z , A N E M I A P O R</p><p>D E F I C I Ê N C I A D E F E R R O , A N E M I A</p><p>M E G A L O B L Á S T I C A , T A L A S S E M I A ,</p><p>C Â N C E R , D E S N U T R I Ç Ã O , D O E N Ç A</p><p>H E P Á T I C A E L Ú P U S .</p><p>S U M Á R I OH E M O G R A M A</p><p>7</p><p>Os Índices Hematimétricos são o VCM, o HCM e o CHCM.</p><p>Por outro lado são importantes na detecção de desequilíbrio, por</p><p>exemplo: um aumento no número de eritrócitos dentro da normalidade</p><p>e uma redução também dentro da normalidade da hemoglobina, o que</p><p>resultaria em índices de eritrócitos e hemoglobina normais, porém o</p><p>HCM estaria reduzido.</p><p>VCM: Volume Corpuscular Médio (VCM)</p><p>É muito útil na determinação do tipo de anemia, uma vez que direciona</p><p>o clínico para a pesquisa da causa da anemia. O achado de microcitose é</p><p>comum em anemiaspor deficiência de ferro, nas doenças crônicas,nas</p><p>talassemias, etc. O aparecimento de macrocitose pode estar associado à</p><p>presença de um grande número de reticulócitos, ao tabagismo, à</p><p>deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico, etc. Corresponde ao</p><p>Volume Corpuscular Médio, ou seja, o tamanho médio dos eritrócitos</p><p>presentes no sangue , que pode estar aumentada em alguns tipos de</p><p>anemia, como por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, alcoolismo</p><p>ou alterações na medula óssea. Caso esteja diminuído, pode indicar</p><p>anemia por deficiência de ferro ou de origem genética, como a</p><p>Talassemia.</p><p>HCM: É a Hemoglobina Corpuscular Média</p><p>A quantidade média de hemoglobina presente dentro de cada</p><p>eritrócito.Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) .O HCM é o Índice</p><p>Hematimétrico que corresponde à média de hemoglobina por eritrócito.</p><p>Pode estar elevado na presença de macrocitose e diminuído na presença</p><p>de hemácias microcíticas. Se obtido por contadores eletrônicos</p><p>distúrbios hidroeletrolíticos que podem ocorrer em diversas</p><p>patologias.</p><p>Os rins têm a capacidade de conservar ou excretar grandes quantidades de</p><p>sódio, dependendo do conteúdo de sódio do líquido extracelular e do volume de</p><p>sangue. Normalmente, 60 a 75% do sódio filtrado nos glomérulos são</p><p>reabsorvidos nos túbulos contorcidos proximais, e maior parte do restante é</p><p>reabsorvido sob ação da aldosterona nos túbulos contorcidos distais.</p><p>Valores de Referência: Soro: 135 - 155 mEq/l.</p><p>S Ó D I O</p><p>4 8</p><p>S U M Á R I O</p><p>Também está relacionado à condução de estímulos nervosos e ao equilíbrio</p><p>hídrico das células. Ao contrário do sódio, encontra-se em maior</p><p>concentração no meio intracelular e em menor concentração no meio</p><p>extracelular, esse transporte é feito por meio da “bomba de sódio”; o</p><p>contrário, a difusão para fora é lenta. O processo de excreção consiste da</p><p>filtração glomerular, reabsorção nos túbulos contorcidos proximais e,</p><p>finalmente, excreção por intermédio da troca por íons Na+ nos túbulos</p><p>contorcidos distais.</p><p>O controle rigoroso da concentração de K+ no líquido extracelular é</p><p>essencial, porque taxas elevadas de K+ (acima de 7,5 mEq/l) podem inibir</p><p>seriamente a irritabilidade muscular, incluindo o coração, a ponto de</p><p>provocar uma parada cardíaca.</p><p>Níveis baixos de K+ (abaixo de 3,0 mEq/l) são também perigosos porque</p><p>aumentam a irritabilidade muscular podendo provocar uma parada</p><p>cardíaca por contração (sístole).</p><p>Valores de Referência: Soro: 3,6 a 5,5 mEq/lL.</p><p>P O T Á S S I O</p><p>4 9</p><p>S U M Á R I O</p><p>A maior parte do cálcio encontrado no organismo está sob a forma</p><p>insolúvel (sais de cálcio) como componente do esqueleto. Está presente sob</p><p>a forma iônica nos músculos, participando da contração muscular, nos</p><p>líquidos intercelulares, linfa e no plasma sanguíneo, em que auxilia no</p><p>processo de coagulação. O cálcio sérico é mantido dentro dos limites</p><p>fisiológicos pela ação combinada do paratormônio e vitamina D, por meio</p><p>de seus efeitos sobre os ossos, intestinos e rins.</p><p>Na maioria das vezes a hipercalcemia indica a presença de</p><p>hiperparatireoidismo ou de doenças malignas. As causas mais comuns de</p><p>hipocalcemia são: hipoparatireoidismo idiopático, insuficiência renal,</p><p>desordens do metabolismo da vitamina D, deficiência de magnésio,</p><p>pancreatite aguda, transfusões sanguíneas múltiplas, entre outros.</p><p>Concentração sérica de cálcio inferior a 7,0 mg/dl é considerada crítica, pois</p><p>pode levar à tetania. Também são considerados críticos resultados</p><p>superiores a 12,0 mg/dl, pois podem induzir ao coma.</p><p>Valores de Referência: Cálcio (soro ou plasma): 8,8 a 11,0 mg/dl; Cálcio</p><p>Ionizado : 4,6 a 5,4 mg/dl; Cálcio (urina): até 200 mg/24 horas (com dieta</p><p>restrita de cálcio: 500 mg/24 horas).</p><p>C Á L C I O</p><p>5 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>O ferro é absorvido principalmente na parte superiordo duodeno e no</p><p>jejuno. Uma vez absorvido, se liga à transferrina plasmática. A maior parte</p><p>do ferro circulante é captada pelos precursores eritroides na medula óssea</p><p>para compor a hemoglobina. A hemoglobina utiliza cerca de 80% do ferro</p><p>corporal. O restante é armazenado no interior das células reticulares da</p><p>medula óssea, baço e fígado, 60% sob a forma de ferritina e cerca de 40%</p><p>como hemossiderina.</p><p>Portanto, a distribuição do ferro corporal é feita entre compartimentos: o</p><p>funcional – hemoglobina, mioglobina, enzimas heme e não heme, o de</p><p>transporte transferrina – e o de reserva – ferritina e hemossiderina. A maior</p><p>parte do ferro corporal é oriunda da dieta. É ingerido no estado férrico e,</p><p>para sua absorção, precisa estar em sua forma reduzida (ferroso). Por isso, a</p><p>absorção é influenciada por fatores redutores gastrointestinais, pH gástrico</p><p>e composição da dieta, como a presença de ácido ascórbico, que mantém o</p><p>ferro no estado ferroso.</p><p>Outra fonte do ferro é a proveniente do processo de degradação da</p><p>hemoglobina, quando o ferro é liberado da hemoglobina e retorna à</p><p>transferrina plasmática. Diferentemente de outros elementos, a</p><p>homeostase do ferro é regulada pelo controle da absorção, estando</p><p>diretamente relacionada às reservas de ferro e ao nível de eritropoiese.</p><p>Quando as reservas de ferro diminuem ou o nível de eritropoiese aumenta,</p><p>a taxa de absorção de ferro aumenta de forma compensatória. Os sinais</p><p>clínicos da deficiência de ferro resultam de um longo período de</p><p>desequilíbrio no balanço de ferro.</p><p>Inicialmente ocorre uma depleção das reservas, sem alterações nos níveis</p><p>de ferro sérico, o que pode ser evidenciado pela redução dos níveis de</p><p>ferritina. Essa diminuição das reservas leva ao aumento da absorção</p><p>intestinal de ferro.</p><p>F E R R O</p><p>5 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Em um segundo momento, com as reservas já depletadas, mas com o nível de</p><p>hemoglobina ainda normal, algumas alterações já podem ser evidenciadas, como a</p><p>presença de hemácias microcíticas no exame do sangue periférico, mesmo com volume</p><p>corpuscular médio (VCM) normal, presença de anisocitose, diminuição da saturação de</p><p>transferrina e da ferritina e aumento do TIBC (capacidade total de combinação do ferro).</p><p>Finalmente, os níveis de hemoglobina começam a cair, instalando-se um quadro clássico</p><p>de anemia ferropriva, com diminuição do ferro sérico, da hemoglobina, do VCM, da</p><p>saturação da transferrina e da ferritina. A deficiência de ferro pode ocorrer por diferentes</p><p>mecanismos: por aumento das necessidades, como ocorre na gravidez, na lactação e em</p><p>fase de rápido crescimento. Por diminuição da ingesta, em uma dieta pobre em proteínas</p><p>animais. Por diminuição da absorção, como nos casos de cirurgias ou de patologias que</p><p>levem à má absorção. Por perda excessiva, como sangramentos agudos ou crônicos.</p><p>A perda sanguínea constitui a causa mais importante de deficiência de ferro em adultos.</p><p>Em homens e mulheres na pós-menopausa, quase sempre é consequência de perda de</p><p>sangue pelo tubo gastrointestinal, causada por patologias benignas e malignas. O uso</p><p>crônico de medicamentos como anti-inflamatórios, corticoesteroides, salicilatos e também</p><p>o uso de álcool podem causar ou agravar os quadros gastrointestinais. Nas mulheres, o</p><p>sangramento vaginal é também um fator importante.</p><p>Quando a perda é aguda leva a uma anemia normocrômica e normocítica, e, quando</p><p>crônica, a uma anemia microcítica hipocrômica. O sangramento crônico quase sempre</p><p>consegue esgotar as reservas corporais de ferro, pelo esforço contínuo da medula em</p><p>restaurar os níveis circulantes de hemoglobina.</p><p>A pesquisa de sangue oculto é um exame importante na investigação dos pacientes com</p><p>anemia ferropriva e deve ser realizada em amostras múltiplas para burlar a possibilidade</p><p>de negatividade quando os sangramentos são intermitentes. A deficiência de ferro por</p><p>ingesta inadequada quase sempre é subclínica. A infecção por ancilostomídeos é uma</p><p>causa mundialmente frequente de perda de sangue.</p><p>F E R R O</p><p>5 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>Anemia ferropriva;</p><p>Hipotireoidismo;</p><p>Sangramento gastrointestinal;</p><p>Sangramento menstrual intenso;</p><p>Alimentação pobre em ferro e vitamina C;</p><p>COVID-19;</p><p>Anemia hemolítica;</p><p>Anemia megaloblástica;</p><p>Doença hepática alcoólica;</p><p>Linfoma de Hodgkin;</p><p>Infarto do miocárdio em homens;</p><p>Leucemia;</p><p>Hemocromatose;</p><p>A ferritina é uma proteína produzida pelo fígado, responsável pelo armazenamento do ferro</p><p>no organismo. Assim, o exame de ferritina sérica é feito com o objetivo de verificar a falta ou</p><p>excesso de ferro no organismo, por exemplo. Normalmente, em indivíduos saudáveis o valor</p><p>de referência da ferritina sérica é de 23 a 336 ng/mL em homens e de 11 a 306 ng/mL em</p><p>mulheres, podendo variar de acordo com o laboratório. Porém, na mulher é normal existir</p><p>ferritina baixa na gravidez devido ao aumento da quantidade de sangue e da passagem de</p><p>ferro pela placenta para o bebê.</p><p>A ferritina baixa normalmente indica que os níveis de ferro estão baixos e, por isso, o fígado</p><p>não produz a ferritina, já que não há ferro disponível para ser armazenado. As principais</p><p>causas de ferritina baixa são:</p><p>Os sintomas de ferritina baixa, geralmente, incluem cansaço, fraqueza, palidez, falta de</p><p>apetite, queda de cabelo, dores de cabeça e tonturas. Seu</p><p>tratamento pode ser feito com a</p><p>ingestão diária de ferro ou com dietas ricas em alimentos com vitamina C e ferro, como</p><p>carne, feijão ou laranja.</p><p>Os sintomas de ferritina alta podem indicar o acúmulo excessivo de ferro, porém, em alguns</p><p>casos, também pode ser sintoma de inflamações ou infecções, já que se trata de uma</p><p>proteína de fase aguda, podendo estar aumentada nas seguintes situações:</p><p>Geralmente, os sintomas do excesso de ferritina são dor nas articulações, cansaço, falta de ar</p><p>ou dor abdominal e o tratamento para ferritina alta depende da causa, mas normalmente</p><p>também é complementado com a retirada de sangue para equilibrar os níveis de ferro e a</p><p>adoção de dietas com poucos alimentos ricos em ferro ou vitamina C.</p><p>F E R R I T I N A</p><p>5 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>O Exame Insulina é usado para medir os níveis de insulina no sangue. O resultado</p><p>dele ajuda no diagnóstico de insulinoma, que são tumores endócrinos, além de</p><p>identificar resistência à insulina e insulina elevada, problemas que podem evoluir</p><p>para doenças crônicas, como o diabetes.</p><p>Na grande maioria das vezes a descompensação da insulina se desenvolve em</p><p>resposta ao sedentarismo e má alimentação, e este é o passaporte para o</p><p>diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Não bastasse a situação que já é</p><p>delicada, a insulina por si só quando descontrolada apresenta um potencial</p><p>inflamatório altíssimo para todas nossas células e assim causando um efeito</p><p>"bola de neve" piorando toda a situação do paciente que vê seu emagrecimento</p><p>cada vez mais difícil. Este quadro é muito conhecido também como Resistencia</p><p>à insulina.</p><p>A insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia, promovendo o</p><p>ingresso de glicose nas células. Ela também é essencial no consumo de</p><p>carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios. É</p><p>produzida nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino. Ela age em</p><p>uma grande parte das células do organismo, como àquelas presentes em</p><p>músculos e no tecido adiposo, apesar de não agir em células particulares como</p><p>as células nervosas.</p><p>Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose se acumula no sangue e</p><p>na urina, matando as células de fome: é a diabetes mellitus. Para pacientes</p><p>nessa condição, a insulina é provida por meio de injeções, ou bombas de insulina.</p><p>Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina</p><p>pode ser utilizada para estudos de outras causas de hipoglicemia (diagnóstico</p><p>diferencial). Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes mecanismos,</p><p>vêm sendo descritas. A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade,</p><p>que apresenta níveis de insulina elevados, com resposta exagerada após a</p><p>sobrecarga glicídica. Nesses casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis</p><p>normais ou elevados da glicemia.</p><p>I N S U L I N A</p><p>5 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>O hormônio tireoestimulante (TSH) é uma glicoproteína secretada pela adeno-</p><p>hipófise, tendo como principal efeito o de estimular a tireoide a liberar T3 e T4. A</p><p>secreção e os níveisséricos de TSH são controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH</p><p>hipotalâmico. A dosagem do TSH é importante no diagnóstico de hipotireoidismo</p><p>primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição.</p><p>Está aumentado principalmente do hipotireoidismo primário, tireoidite de Hashimoto,</p><p>tireoidite subaguda e na secreção inapropriada de TSH (tumores hipofisários</p><p>produtores de TSH). Está diminuído principalmente no hipertireoidismo primário,</p><p>hipertireoidismo secundário ou terciário e nas síndromes de hipertireoidismo</p><p>subclínico.</p><p>O exame de tireoide (TSH) é responsável por analisar problemas na tireoide dos</p><p>pacientes. A função do tireoide no organismo humano é agir no coração, cérebro,</p><p>fígado, rins e produzir os hormônios T3 (triidotironina) e T4 (tiroxina), que agem no</p><p>controle do metabolismo. O nível irregular pode afetar nosso corpo de várias maneiras</p><p>negativas.</p><p>Exame de T4: serve para avaliar a quantidade de T4 total e T4 livre. Esse exame é uma</p><p>investigação complementar, após a realização do TSH.</p><p>Hipertireoidismo é quando a tireoide produz mais hormônios do que deveria. Já o</p><p>hipotireoidismo é quando a tireoide produz menos hormônios do que deveria. Em</p><p>adultos, a doença de Hashimoto (quando o sistema imunológico ataca a glândula da</p><p>tireoide) é a causa mais comum do hipotireoidismo. Há casos em que o</p><p>hipotireoidismo está presente desde o nascimento, onde a tireoide não se desenvolveu</p><p>adequadamente.</p><p>O hipotireoidismo é quando a tireoide produz menos hormônio do que deveria.</p><p>T S H</p><p>5 5</p><p>S I N T O M A S D E H I P O T I R E O I D I S M O</p><p>C A N S A Ç O ;</p><p>D E P R E S S Ã O ;</p><p>Q U E D A D E C A B E L O ;</p><p>G A N H O D E P E S O ;</p><p>D O R E S M U S C U L A R E S F R E Q U E N T E S ;</p><p>L A P S O S D E M E M Ó R I A ;</p><p>I N T E S T I N O P R E S O ;</p><p>C O L E S T E R O L A L T O .</p><p>S I N T O M A S D E H I P E R T I R E O I D I S M O</p><p>P E R D A D E P E S O S E M M O T I V O ;</p><p>I N S Ô N I A ;</p><p>D I A R R E I A ;</p><p>N E R V O S I S M O ;</p><p>A R R I T M I A C A R D Í A C A ;</p><p>T R E M O R E S .</p><p>S U M Á R I O</p><p>Suspeita de doenças da tireoide,</p><p>Gestação</p><p>Suspeita de câncer de tireoide;</p><p>Infertilidade feminina;</p><p>Aumento ou diminuição do metabolismo;</p><p>Presença de bócio, que é o aumento da glândula tireóide.</p><p>Presença de nódulos na tireoide</p><p>O exame de T4 Livre é feito a partir de uma coleta de sangue e permite a dosagem da</p><p>quantidade livre (não ligada a proteínas) do hormônio T4 no organismo. O T4 livre é um</p><p>dos hormônios ativos da tireoide e portanto a sua dosagem permite avaliar o</p><p>funcionamento da glândula tireóide.</p><p>Os exames de T4 Livre e TSH devem ser feitos após a suspeita de situações como:</p><p>T S H</p><p>5 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>Diagnosticar infertilidade;</p><p>Avaliar a capacidade de produção de espermatozoides pelo homem;</p><p>Verificar se a mulher entrou na menopausa;</p><p>Avaliar as causas da ausência de menstruação;</p><p>Verificar se há produção adequada de óvulos no caso das mulheres;</p><p>Auxiliar no diagnóstico de tumor na hipófise, por exemplo.</p><p>O LH é o hormônio estimulador das células intersticiais nos ovários e nos</p><p>testículos. No sexo feminino, seu grande aumento no meio do ciclo induz à</p><p>ovulação. Se for dosado de maneira seriada, pode determinar a data da ovulação.</p><p>É secretado de maneira pulsátil, o que parece ser fundamental para a sua ação.</p><p>O hormônio luteinizante, também chamado de LH, é um hormônio produzido</p><p>pela hipófise e que, nas mulheres, é responsável pelo amadurecimento dos</p><p>folículos, ovulação e produção de progesterona, possuindo papel fundamental</p><p>na capacidade reprodutiva da mulher. Nos homens, o LH também está</p><p>diretamente relacionado à fertilidade, atuando diretamente nos testículos e</p><p>influenciando a produção de espermatozoides.</p><p>No ciclo menstrual, o LH se encontra em maiores concentrações durante a fase</p><p>ovulatória, no entanto está presente em toda a vida da mulher, possuindo</p><p>diversas concentrações de acordo com a fase do ciclo menstrual.</p><p>Além de ter papel importante na verificação da capacidade reprodutiva de</p><p>homens e mulheres, a concentração de LH no sangue auxilia no diagnóstico de</p><p>tumores na hipófise e alterações nos ovários, como a presença de cistos,</p><p>Na Síndrome dos Ovários Policísticos pode encontrar-se em valores acima do</p><p>normal, valorizando-se a relação LH/FSH maior que dois. Eleva-se na menopausa</p><p>mais tardiamente que o FSH.</p><p>H O R M Ô N I O L H</p><p>5 7</p><p>https://www.tuasaude.com/ciclo-menstrual/</p><p>S U M Á R I O</p><p>As causas da falta da menstruação ou menstruação irregular;</p><p>A puberdade precoce ou atrasada;</p><p>A impotência sexual nos homens;</p><p>Se a mulher já entrou na menopausa;</p><p>Se os testículos ou ovários estão funcionando corretamente;</p><p>A baixa contagem de espermatozoides nos homens;</p><p>Se a mulher está produzindo óvulos de forma adequada;</p><p>A função da glândula pituitária e a presença de tumor, por exemplo.</p><p>O FSH, conhecido por hormônio folículo-estimulante, é produzido pela</p><p>hipófise e tem como função regular a produção de espermatozoides e a</p><p>maturação dos óvulos durante a idade fértil. Dessa forma, o FSH é um</p><p>hormônio</p><p>ligado à fertilidade e a sua concentração no sangue ajuda a</p><p>identificar se os testículos e os ovários estão funcionando corretamente.</p><p>Os valores de referência do exame FSH variam de acordo com a idade e</p><p>gênero da pessoa e, no caso das mulheres, com a fase do ciclo menstrual,</p><p>podendo também ser útil para confirmar a menopausa.</p><p>Esse exame normalmente é pedido para avaliar se o casal tem sua</p><p>fertilidade preservada, caso estejam com dificuldades para engravidar,</p><p>mas também pode ser pedido pelo ginecologista ou endocrinologista</p><p>para avaliar:</p><p>O FSH eleva-se nas deficiências ovarianas ou testiculares, nos quadros de</p><p>tumores secretores de gonadotropinas, alcoolismo e menopausa.</p><p>Encontram-se valores inadequadamente baixos em doenças hipofisárias</p><p>ou hipotalâmicas e na produção ectópica de hormônios esteroides.</p><p>Eleva-se, precocemente, na instalação da menopausa. Algumas</p><p>situações que podem alterar o resultado do exame FSH são o uso de</p><p>pílulas anticoncepcionais, realização de exames com contraste</p><p>radioativo, como os feitos para tiroide, assim como o uso de remédios</p><p>como Cimetidina, Clomifeno e Levodopa,</p><p>H O R M Ô N I O F S H</p><p>5 8</p><p>S U M Á R I O</p><p>Na fase folicular: 3,4 - 21,6 mUI/mL</p><p>Na fase ovulatória: 5,0 - 20,8 mUI/ml</p><p>Na fase lútea: 1,1 - 14,0 mUI/ml</p><p>Menopausa: 23,0 - 150,5 mUI/ml</p><p>Na Mulher: Perda da função ovariana antes dos 40 anos, pós-menopausa,</p><p>síndrome de Klinefelter, uso de medicamentos com progesterona, estrogênio.</p><p>No Homem: Perda da função dos testículos, castração, aumento da</p><p>testosterona, síndrome de Klinefelter, uso de medicamentos com testosterona,</p><p>quimioterapia, alcoolismo.</p><p>Na mulher: Os ovários não estão produzindo óvulos de forma adequada,</p><p>gravidez, anorexia nervosa, uso de corticosteroides ou da pílula</p><p>anticoncepcional.</p><p>No homem: Pouca produção de espermatozoides, diminuição da função da</p><p>hipófise ou do hipotálamo, estresse ou baixo peso.</p><p>Os valores de referência do FSH podem variar de acordo com o laboratório, e por</p><p>isso deve-se observar os valores que cada laboratório usa como referência.</p><p>Entretanto, aqui está um exemplo:</p><p>Crianças: até 2,5 mUI/ml</p><p>Homem adulto: 1,4 - 13,8 mUI/mL</p><p>Mulher adulta:</p><p>FSH Alto</p><p>FSH Baixo</p><p>H O R M Ô N I O F S H</p><p>5 9</p><p>S U M Á R I O</p><p>O 17-betaestradiol é o estrogênio mais ativo e importante na mulher em</p><p>idade reprodutiva. Na mulher, encontra-se em níveis baixos no</p><p>hipogonadismo primário e secundário. O estradiol é medido para estudo</p><p>dos casos de amenorreia e como guia para a monitoração do</p><p>desenvolvimento folicular durante indução da ovulação. Estradiol é</p><p>também produzido pelas glândulas adrenais, testículos e pela conversão</p><p>periférica da testosterona. Pode-se observar níveis elevados nos tumores</p><p>ovarianos, tumores feminilizantes adrenais, puberdade precoce feminina,</p><p>doença hepática e ginecomastia masculina.</p><p>Em mulheres menopausadas, a estrona, mais do que o estradiol, é o</p><p>estrogênio circulante predominante. Em virtude das dosagens do</p><p>estradiol ainda apresentarem grande variação entre diferentes</p><p>laboratórios, sugere-se seu controle em um único laboratório.</p><p>H O R M Ô N I O</p><p>E S T R A D I O L</p><p>6 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>Gravidez de risco;</p><p>Menstruação irregular;</p><p>Dificuldade para engravidar.</p><p>Cistos no ovário;</p><p>Funcionamento excessivo das glândulas supra-renais;</p><p>Câncer de ovário ou das glândulas supra-renais.</p><p>A progesterona é um hormônio, produzido pelos ovários, que tem um papel muito</p><p>importante no processo de gravidez, sendo responsável por regular o ciclo menstrual da</p><p>mulher e preparar o útero para receber o óvulo fertilizado, evitando que seja expulso pelo</p><p>corpo.</p><p>Normalmente, os níveis de progesterona aumentam após a ovulação e mantêm-se altos</p><p>caso exista uma gravidez, para que o corpo mantenha as paredes do útero se</p><p>desenvolvendo e não produza um aborto. No entanto, caso não exista gravidez, os ovários</p><p>deixam de produzir progesterona e, por isso, o revestimento do útero é destruído e</p><p>eliminado naturalmente através da menstruação.</p><p>Assim, a diminuição dos níveis normais deste hormônio pode resultar em problemas de</p><p>fertilidade, na mulher que está tentando engravidar, ou consequências graves, como</p><p>gravidez ectópica ou aborto, na mulher grávida.</p><p>O exame de progesterona geralmente está indicado para o caso de mulheres com:</p><p>Este exame normalmente é feito nas consultas de pré-natal, mas pode ser necessário</p><p>repetir mais vezes, caso a grávida apresente diminuição dos valores entre cada consulta.</p><p>Embora possa ser usado na gravidez, este tipo de exame não serve para confirmar se existe</p><p>uma gestação, sendo que o mais exato e recomendado é o exame de HCG.</p><p>Porém, se os níveis se mantêm elevados, mesmo quando a mulher ainda não fecundou,</p><p>pode ser sinal de alguns problemas como:</p><p>Quando o valor de progesterona é inferior a 10 ng/mL, a produção deste hormônio é</p><p>considerada baixa. Nestes casos, a mulher pode apresentar dificuldade para engravidar,</p><p>pois a quantidade de progesterona não é suficiente para preparar o útero para a gestação,</p><p>acabando por acontecer a menstruação com eliminação do óvulo fecundado. Estas</p><p>mulheres normalmente precisam utilizar suplementos de progesterona para aumentar as</p><p>chances de engravidar.</p><p>P R O G E S T E R O N A</p><p>6 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>O beta-HCG é sensível o bastante para detectar uma gravidez normal</p><p>às vezes tão cedo quanto após sete dias da implantação, embora o</p><p>mais seguro seja 15 dias após a implantação. HCG é a sigla que</p><p>representa o hormônio gonadotrofina coriônica, que só é produzido</p><p>quando a mulher está grávida ou possui alguma alteração hormonal</p><p>grave, que esteja sendo causada por alguma doença. Normalmente o</p><p>exame de sangue beta HCG só é realizado quando há suspeita de</p><p>gravidez, já que a presença desse hormônio no sangue é mais</p><p>indicativo de gravidez que a presença desse hormônio na urina, que</p><p>é detectado por meio do teste de gravidez de farmácia.</p><p>Está aumentado na gravidez, coriocarcinoma, mola hidatiforme, e</p><p>neoplasias de células germinativas dos ovários e testículos. Pode</p><p>estar pouco elevado na gravidez ectópica e na gravidez de risco (risco</p><p>de aborto) quando os níveis podem cair progressivamente .</p><p>B E T A - H C G</p><p>6 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>Testosterona é o andrógeno mais abundante secretado pelas células de</p><p>Leydig. Testosterona é tanto um hormônio quanto um pró-hormônio</p><p>que pode ser convertido em outro potente androgênio (di-</p><p>hidrotestosterona) e um hormônio estrogênio (estradiol).</p><p>Encontra-se aumentada na puberdade precoce (masculina), resistência</p><p>androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, Síndrome dos</p><p>Ovários Policísticos, tumores ovarianos, tumores adrenais. Sua</p><p>concentração pode estar reduzida no atraso puberal (masculino),</p><p>deficiência de gonadotropina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas.</p><p>T E S T O S T E R O N A</p><p>6 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>O PSA, conhecido por Antígeno Prostático Específico, é uma enzima</p><p>produzida pelas células da próstata cujo aumento da concentração</p><p>pode indicar alterações na próstata, como prostatite, hipertrofia</p><p>benigna da próstata ou câncer de próstata.</p><p>O antígeno prostático específico é uma protease produzida quase que</p><p>exclusivamente pelas células epiteliais do tecido prostático. Está</p><p>presente em altas concentrações no líquido seminal. Níveis pré-</p><p>operatórios correlacionam-se (ainda que imperfeitamente) com a</p><p>extensão da doença em pacientes com câncer prostático.</p><p>O PSA é útil na detecção de tumor prostático e no seguimento do seu</p><p>tratamento. Normalmente o exame de sangue de PSA é indicado pelo</p><p>menos 1 vez ao ano em todos os homens a partir dos 45 anos de idade,</p><p>mas pode ser usado sempre que existirem suspeitas de alguma</p><p>alteração urinária ou na próstata.</p><p>Geralmente, homens saudáveis têm valores de PSA total inferiores a 2,5</p><p>ng/ml, antes dos 65 anos, ou inferiores a 4,0 no/ml, acima dos 65 anos.</p><p>Nem sempre o aumento da concentração de PSA total é indicativo de</p><p>câncer de próstata, sendo necessários outros exames para confirmar o</p><p>diagnóstico.</p><p>Aproximadamente 25% a 46% dos homens com hiperplasia prostática</p><p>benigna têm concentração elevada de PSA. Pacientes com prostatite</p><p>também exibem elevações do PSA. O nível de PSA não é utilizado</p><p>isoladamente para estadiamento e seleção de candidatos para</p><p>prostatectomia radical.</p><p>P S A</p><p>6 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>Inflamação da próstata, conhecida por prostatite (aguda ou crônica);</p><p>Hipertrofia benigna da próstata, conhecida por HBP;</p><p>Câncer de próstata.</p><p>Na maioria dos casos, o exame PSA é pedido pelo médico para avaliar a</p><p>possível presença de algum problema na próstata como:</p><p>No entanto, o valor de PSA também pode estar aumentado devido a alguma</p><p>infecção urinária, retenção urinária ou devido à realização recente de algum</p><p>procedimento médico na região, como cistoscopia, toque retal, biópsia,</p><p>cirurgia da próstata ou resseção trans-uretral da próstata.</p><p>Quando o homem tem PSA total acima da normalidade, o urologista indica</p><p>a realização do PSA livre, para refinar a investigação do câncer de próstata. A</p><p>partir do resultado do PSA livre e total, é feita a relação entre esses dois</p><p>resultados para verificar se a alteração na próstata é benigna ou maligna,</p><p>sendo nesses casos recomendado a realização de biópsia da próstata.</p><p>Quando a relação entre o PSA livre e total é superior a 15% é indicativo de</p><p>que o aumento da próstata é benigno, podendo indicar que estão se</p><p>desenvolvendo doenças benignas, como hipertrofia benigna da próstata ou</p><p>infecção urnária, por exemplo. No entanto, quando essa relação é menor que</p><p>15%, é normalmente indicativo de câncer de próstata, sendo recomendada a</p><p>realização de biópsia da próstata para que seja confirmado o diagnóstico e</p><p>iniciado o tratamento</p><p>P S A</p><p>6 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>A Proteína C Reativa (PCR) é, por vezes, confundida com uma técnica</p><p>laboratorial denominada PCR (Polimerase Chain Reaction), uma</p><p>reação que possibilita a amplificação de fragmentos de DNA e em</p><p>seguida analisá-los. As reações inflamatórias são respostas do</p><p>organismo aos diferentes tipos de agressão tecidual, como as</p><p>infecções virais, bacterianas, parasitárias ou fúngicas, e às agressões</p><p>físicas, químicas e imunológicas.</p><p>A determinação da concentração plasmática dessas proteínas ajuda,</p><p>clinicamente, a avaliar a presença, a extensão e a atividade do</p><p>processo inflamatório e a monitorar a evolução e a resposta</p><p>terapêutica. A proteína C reativa (PCR) é uma das proteínas</p><p>plasmáticas de fase aguda. Foi identificada no soro de pacientes com</p><p>pneumonia pneumocócica, em reação de precipitação do</p><p>polissacarídeo C da parede do pneumococo (gram-positivo), agente</p><p>etiológico da patologia. É usada rotineiramente para monitorar a</p><p>resposta de fase aguda, sendo considerada uma das mais sensíveis, por</p><p>apresentar algumas características, como meia-vida curta (entre 8 a 12</p><p>horas) e valores normais muito baixos (< 0,5 mg/dL), que, em resposta a</p><p>estímulos inflamatórios, podem atingir valores até 100 vezes o normal</p><p>em menos de 24 horas. Além de elevar-se rapidamente após o</p><p>estímulo inflamatório (4 a 6 horas), na ausência de estímulo crônico,</p><p>normaliza-se em três a quatro dias.</p><p>A proteína C reativa deve ser utilizada como auxiliar no diagnóstico,</p><p>controle terapêutico e acompanhamento de diversas patologias, uma</p><p>vez que é o mais sensível e precoce indicador de processos</p><p>inflamatórios resultantes de infecções, carcinomas, necrose tecidual e</p><p>cirurgias. Depois de 24 horas, a velocidade de hemossedimentação</p><p>(VHS) é complementar à PCR. Durante muitos anos a PCR foi utilizada</p><p>apenas no contexto de avaliação de processos inflamatórios, mas,</p><p>atualmente, vem assumindo outros papéis importantes na clínica</p><p>devido ao desenvolvimento de técnicas que possibilitam dosar a</p><p>quantidade desta proteína em valores mínimos; e tal técnica é descrita</p><p>como PCR Ultrassensível.</p><p>P R O T E Í N A C R E A T I V A</p><p>6 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>O exame de vitamina D, também conhecido como exame de</p><p>hidroxivitamina D ou 25(OH)D, tem como objetivo verificar a</p><p>concentração de vitamina D no sangue, já que é uma vitamina essencial</p><p>para a regulação dos níveis de fósforo e cálcio no sangue, possuindo</p><p>papel fundamental no metabolismo ósseo.</p><p>O exame da vitamina D é feito principalmente para diagnosticar a</p><p>deficiência de vitamina D, além da hipervitaminose D. Esse exame</p><p>quando houver sinais e sintomas de descalcificação óssea, já que a</p><p>vitamina D é um dos fatores responsáveis por regular a concentração de</p><p>cálcio e fósforo, além de promover a mineralização dos ossos.</p><p>Esse exame também é solicitado para monitorar a terapia de reposição</p><p>com vitamina D e para auxiliar no diagnóstico diferencial de raquitismo,</p><p>osteoporose e osteomalácia, que é uma doença caracterizada pelos</p><p>ossos frágeis e quebradiços nos adultos. Para isso, além da dosagem de</p><p>vitamina D, pode ser solicitada a avaliação dos níveis de cálcio,</p><p>paratormônio e fósforo no sangue, já que o fósforo também está</p><p>relacionado com o processo de formação óssea e quando há sinais e</p><p>sintomas relacionados à descalcificação óssea, como dor e fraqueza</p><p>muscular, por exemplo, sendo na maioria das vezes solicitado</p><p>juntamente com a dosagem de cálcio, PTH e fósforo no sangue.</p><p>V I T A M I N A D</p><p>6 7</p><p>S U M Á R I O</p><p>VDRL (LUES)</p><p>A prova do VDRL (Veneral Disease Research Laboratories Test) é um dos</p><p>testes não treponêmicos utilizados rotineiramente no teste de triagem</p><p>no imunodiagnóstico da sífilis. Devido ao baixo custo e praticidade</p><p>quanto à sua realização, vem sendo usado em larga escala na maioria</p><p>dos laboratórios de unidades de atenção primária de saúde.</p><p>As dosagens quantitativas do VDRL, expressas em títulos, em geral se</p><p>elevam até o estágio secundário.</p><p>Com a infecção corretamente tratada, o VDRL tende a se negativar</p><p>entre 9- 12 meses, embora a reatividade em baixos títulos (< 1:8) possa</p><p>perdurar por vários anos ou até por toda a vida. Os anticorpos estão</p><p>presentes nas primeiras semanas da doença e, quando em títulos iguais</p><p>ou maiores de 1/16, sugerem fortemente casos de sífilis; títulos inferiores,</p><p>geralmente até 1/8, são encontrados em diferentes patologias,</p><p>especialmente no lúpus eritematoso sistêmico e como títulos residuais</p><p>(cicatriz sorológica) de sífilis anteriormente tratada.</p><p>A pesquisa de anticorpos treponêmicos, que são específicos contra o</p><p>Treponema pallidum, é indicada como testes confirmatórios e pode ser</p><p>realizada pela imunofluorescência indireta (FTA-ABS). O FTA-ABS</p><p>(Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) é o mais sensível e</p><p>específico para Sífilis e auxilia no diagnóstico de diferentes estágios da</p><p>doença. Permite a pesquisa de anticorpos IgG e IgM, fundamental na</p><p>investigação diagnóstica da sífilis congênita, assim como na avaliação</p><p>do estágio da doença. Quando positivos, permanecem por toda a vida</p><p>como cicatriz sorológica. Quando negativos, afastam o diagnóstico de</p><p>sífilis.</p><p>S I F I L I S</p><p>6 8</p><p>S U M Á R I O</p><p>Resultados falso-positivos são relatados em diferentes patologias. Sua</p><p>sensibilidade é similar à do FTA-ABS, com exceção da investigação da</p><p>fase primária, quando é menos sensível. Assim como no FTA-ABS, se</p><p>positivos, os anticorpos permanecem por toda a vida como cicatriz</p><p>sorológica. O diagnóstico da sífilis congênita baseia-se na presença de</p><p>anticorpos IgM, sendo o método de escolha a pesquisado FTA-ABS IgM.</p><p>Entretanto, um resultado negativo não afasta a possibilidade de</p><p>infecção, já que a positividade só acontece em cerca de 80% dos casos.</p><p>A persistência de reações sorológicas positivas, treponêmicas e não</p><p>treponêmicas, por mais de seis meses após o nascimento é altamente</p><p>indicativa de sífilis congênita.</p><p>DEVE SER SOLICITADO NOS EXAMES TRIMESTRAIS DA GESTANTE , E</p><p>EM PACIENTES COM DIGNÓSTICO DE IST .</p><p>S I F I L I S</p><p>6 9</p><p>S U M Á R I O</p><p>A tripanossomíase americana ou doença de Chagas é uma parasitose endêmica causada</p><p>pelo Trypanosoma cruzi. Pode cursar com infecções agudas ou crônicas. A forma aguda</p><p>em geral é uma doença febril discreta. Podem evoluir especialmente em crianças, com</p><p>um quadromais exuberante, que se caracteriza por febre, anorexia, edema da face e dos</p><p>membros inferiores, linfadenopatia e hepatoesplenomegalia discreta. Mais raramente</p><p>ocorre miocardite. Após a fase aguda, o paciente permanece infectado e passa</p><p>para uma</p><p>fase crônica assintomática.</p><p>A doença crônica sintomática irá se manifestar anos ou mesmo décadas após a fase</p><p>aguda. As clássicas manifestações crônicas se relacionam com distúrbios de ritmo e</p><p>condução cardíaca, tromboembolias, miocardiopatia chagásica, megaesôfago e</p><p>megacólon. Nas situações de imunossupressão pode ocorrer a reativação do quadro, que</p><p>muitas vezes é fatal. A transmissão ocorre por vetores hematófagos, mas pode se dar por</p><p>via congênita, transfusional e outras formas menos frequentes, como a inoculação</p><p>involuntária em laboratório.</p><p>Os métodos sorológicos para diagnóstico da doença de Chagas apresentam</p><p>sensibilidade e especificidade elevadas, sendo úteis para o diagnóstico nas fases aguda e</p><p>crônica da doença. Entretanto, é possível a reação positiva por reatividade cruzada com</p><p>as leishmanioses, especialmente com a forma visceral e as formas cutâneo-mucosas da</p><p>leishmaniose tegumentar, e com outros antígenos em comum.</p><p>Na fase aguda, anticorpos das classes IgM e IgG são detectáveis. Na fase crônica são</p><p>encontrados anticorpos da classe IgG. Os níveis de reatividade diferem para cada método</p><p>e de acordo com a finalidade do diagnóstico. Os valores considerados para triagem de</p><p>doadores de sangue são sempre inferiores aos considerados para o diagnóstico clínico.</p><p>D O E N Ç A D E C H A G A S</p><p>7 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>O derivado proteico purificado (PPD) é um antígeno utilizado na realização</p><p>do teste cutâneo que pode ser usado na avaliação da imunidade</p><p>celularcomo auxiliar no diagnóstico de infecção pelo Mycobacterium</p><p>tuberculosis (MB) e na avaliação após vacinação específica para MB. A</p><p>avaliação da resposta considera a presença ou não de halo de enduração,</p><p>que resulta da indução de uma reação de hipersensibilidade mediada</p><p>por células (tipo IV), causada por linfócitos T sensibilizados</p><p>após contato com o antígeno.</p><p>A formação de um halo eritematoso pode acontecer logo após a aplicação</p><p>intradérmica do antígeno. Não deve ser valorizada por se tratar de uma</p><p>reação inespecífica. A reação específica ocorre 24 a 72 horas após a</p><p>aplicação na forma de uma enduração medida e liberada em milímetros. A</p><p>leitura deve ser realizada 48 horas após a aplicação.</p><p>A ausência de enduração significa um teste negativo, conforme esperado</p><p>em pacientes não vacinados, que nunca tiveram contato com o</p><p>microrganismo ou em situações que levem à alergia cutânea, como por</p><p>exemplo: sarampo, sarcoidose, uso de corticoide ou de drogas</p><p>imunossupressoras, lepra lepromatosa, entre outras. A positividade</p><p>encontrada em pacientes vacinados ou que já tiveram contato prévio com</p><p>o microrganismo é normalmente entre 5 a 10 mm de enduração, podendo</p><p>ser encontradas reações superiores geralmente associadas à presença de</p><p>flictenas.</p><p>P P D ( P R O T E Í N A P U R I F I C A D A</p><p>D E R I V A D A )</p><p>7 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Reagente: Significa que a pessoa esteve e contato e se contaminou com o</p><p>vírus da AIDS;</p><p>Não reagente: Significa que a pessoa não está contaminada com o vírus da</p><p>AIDS;</p><p>Indeterminado: É preciso repetir o teste porque a amostra não foi clara o</p><p>suficiente. Algumas situações que levam a este tipo de resultado são a</p><p>gravidez e vacinação recente.</p><p>O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é isolado de casos de síndrome de</p><p>imunodeficiência adquirida (AIDS), doença que se caracteriza por uma</p><p>progressiva e fatal deterioração do sistema imune. Associados à infecção HIV</p><p>ocorrem doenças oportunistas (pneumocistose, toxoplasmose, candidíase),</p><p>neoplasias (sarcoma de Kaposi, linfomas B) e complexo demencial.</p><p>O exame para o HIV é feito com o objetivo de detectar a presença do vírus HIV</p><p>no organismo e deve ser feito pelo menos 30 dias após a exposição a situações</p><p>de risco, como relações sexuais desprotegidas ou contato com sangue ou</p><p>secreções de pessoas portadoras do vírus HIV.O teste de HIV é simples e é feito</p><p>principalmente por meio da análise de uma amostra de sangue, mas também</p><p>pode ser utilizada a saliva para verificar a presença do vírus no organismo. Todos</p><p>os testes de HIV pesquisam os dois tipos de vírus existentes, o HIV 1 e o HIV 2.</p><p>O teste para o HIV deve ser realizado no mínimo 1 mês após o comportamento</p><p>de risco, pois a janela imunológica, que corresponde ao tempo entre o contato</p><p>com o vírus e a possibilidade de detecção do marcador da infecção, é de 30 dias,</p><p>podendo haver a liberação de um resultado falso negativo caso o exame seja</p><p>realizado antes dos 30 dias.</p><p>O vírus entra no organismo na forma livre ou por meio de células infectadas; é</p><p>transmitido por via sexual, produtos sanguíneos e aleitamento, dando início ao</p><p>processo patogênico que resultará em morte em longo prazo do indivíduo. Na</p><p>viremia inicial, poucas semanas após a infecção, há replicação de vírus com uma</p><p>só especialidade, embora a população de vírus doador seja</p><p>antigenicamente heterogênea. O diagnóstico laboratorial pode ser feito pela</p><p>pesquisa de anticorpos contra o HIV-1.</p><p>H I V</p><p>7 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>O testes imunoenzimáticos, licenciados e comercializados atualmente,</p><p>apresentam sensibilidade e especificidade que ultrapassam 98% a 99%.</p><p>Segundo recomendações do Ministério da Saúde, a liberação de um</p><p>teste sorológico anti-HIV positivo só pode ser concretizada se pelo</p><p>menos dois testes forem realizados em paralelo, com a mesma</p><p>amostra, por metodologia de diferente procedência (outro fabricante,</p><p>outro tipo de antígeno ou diferente princípio metodológico).</p><p>Se os resultados forem positivos ou discordantes (+/ -), necessita-se da</p><p>realização de um teste confirmatório, sendo o Western-blot o utilizado</p><p>na rotina da maioria dos laboratórios privados. Caso após estas duas</p><p>etapas o resultado final se caracterize como positivo, uma segunda</p><p>amostra clínica deve ser solicitada para a repetição do procedimento</p><p>realizado na primeira amostra. Havendo discordância entre os</p><p>resultados da 1ª amostra com os obtidos na 2ª amostra, solicita-se uma</p><p>nova coleta.</p><p>H I V</p><p>7 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>O vírus linfotrópico de células T humanas tipo I (HTLV I) foi o</p><p>primeiro retrovírus humano a ser descoberto. O HTLV (vírus T-</p><p>linfotrópico humano) é um vírus que pertence à mesma família do</p><p>HIV, o vírus causador da AIDS. Ele atinge os linfócitos T, ou seja, as</p><p>células de defesa do organismo.</p><p>Existem dois tipos desse vírus: o HTLV-I e o HTLV-II.</p><p>O subtipo I é o mais perigoso e está relacionado a doenças</p><p>neurológicas degenerativas graves e doenças hematológicas, como</p><p>a leucemia e o linfoma de células T do adulto.</p><p>Outra forma de transmissão é a vertical, que ocorre da mãe para o</p><p>filho durante a gestação, parto ou aleitamento materno. A</p><p>transmissão do vírus por meio da amamentação ocorre em 20% a</p><p>30% dos bebês amamentados por mães infectadas. A transmissão</p><p>intrauterina ou no período periparto (período que vai desde o</p><p>último mês de gravidez até cinco meses após o parto) ocorre em</p><p>menos de 5% dos casos.</p><p>O HTLV-I causa a leucemia/linfoma de células T do adulto (LLcTA), a</p><p>paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV</p><p>(TSP/HAM), uveíte associada ao HTLV (HAU), além de anormalidades</p><p>dermatológicas e imunológicas.</p><p>O subtipo II não se mostrou associado a nenhuma doença até o</p><p>momento.</p><p>Como não há tratamento, é importante que as pessoas que forem</p><p>diagnosticadas com o vírus HTLV sejam acompanhadas</p><p>periodicamente por meio de exames para que seja verificada a</p><p>capacidade reprodutiva do vírus e as probabilidades de transmissão</p><p>viral.</p><p>H T L V</p><p>7 4</p><p>https://hilab.com.br/blog/qual-e-a-diferenca-entre-hiv-e-aids/</p><p>S U M Á R I O</p><p>Os métodos utilizados para confirmação dos casos pelos Laboratórios</p><p>Centrais de Saúde Pública têm sido a sorologia IgM e IgG e avidez de</p><p>IgG. Eventualmente, realizam PCR de acordo com a capacidade</p><p>laboratorial.</p><p>Interpretação dos anticorpos IgG: surgem em uma a duas semanas;</p><p>pico em um a dois meses; caem variavelmente, podendo persistir por</p><p>toda vida.</p><p>Valores elevados com IgM negativo não significam maior</p><p>probabilidade de infecção recente. Interpretação dos anticorpos IgM:</p><p>Surgem em cinco dias, diminuindo</p><p>em poucas semanas ou meses.</p><p>Podem persistir por até 18 meses, não significando necessariamente</p><p>infecção recente. Um resultado de IgM negativo ou positivo na</p><p>gravidez não diagnostica ou afasta infecção aguda, sendo necessário</p><p>complementação diagnóstica.</p><p>Interpretação dos anticorpos IgA: detectados em infecções agudas e</p><p>na doença congênita. Podem persistir por meses, até mais de um ano.</p><p>Maior sensibilidade que IgM na infecção congênita.</p><p>T O X O P L A S M O S E</p><p>7 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>O teste de avidez de IgG é importante para determinar a época da infecção pelo</p><p>toxoplasma na gestante, visto que alta avidez indica que os anticorpos foram</p><p>produzidos há mais de 12-16 semanas . Portanto, quando se verifica alta avidez</p><p>em gestantes que apresentam IgG e IgM positivos já na primeira amostra</p><p>coletada no primeiro trimestre de gestação, conclui-se que a toxoplasmose foi</p><p>adquirida há mais de 4 meses, consequentemente antes da concepção.</p><p>A presença de baixa avidez de IgG associada ao resultado positivo de IgM e IgG</p><p>indica uma infecção recente, adquirida durante a gestação ou antes dela, pois</p><p>baixos índices de avidez podem durar até um ano. Nesses casos, a repetição da</p><p>sorologia após 2 a 3 semanas pode mostrar elevação dos títulos dos anticorpos</p><p>IgM e IgG evidenciando uma infecção aguda, ou mostrar títulos estáveis de IgG e</p><p>persistentemente baixos de IgM mostrando que a infecção ocorreu há alguns</p><p>meses e estamos diante de IgM residual. É importante destacar que, na gestante,</p><p>a associação entre baixa avidez de IgG e títulos elevados de IgM e IgG são</p><p>fortemente sugestivos de infecção aguda adquirida na gestação.</p><p>T O X O P L A S M O S E</p><p>7 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>Fadiga, fraqueza</p><p>Dor de garganta</p><p>Aumento de linfonodos</p><p>Febre</p><p>Cefaleia (dor de cabeça0</p><p>Dores musculares</p><p>O citomegalovírus (CMV) é membro do grupo dos beta-herpesvírus.</p><p>Hoje, é reconhecido como um patógeno que afeta a todas as faixas</p><p>etárias, tendo caráter endêmico em todo o mundo e levando a graves</p><p>lesões congênitas. A infecção pelo CMV causa um grande espectro de</p><p>manifestações clínicas, variando de evoluções assintomáticas e</p><p>infecções subclínicas a quadros de maior gravidade, dependendo da</p><p>condição imunológica do paciente.</p><p>Quando sintomática em pacientes imunocompetentes, geralmente</p><p>evolui com um quadro semelhante ao de mononucleose, com febre,</p><p>linfadenopatia, alterações hematológicas (leucopenia e</p><p>trombocitopenia) e, muitas vezes, com sinais e sintomas hepáticos,</p><p>pulmonares, gastrintestinais ou neurológicos.</p><p>A transmissão pode ocorrer por via transplacentária, respiratória,</p><p>oral, venérea, por intermédio do aleitamento, de transplante de</p><p>órgãos e transfusão sanguínea. O antígeno já pode ser detectado a</p><p>partir da 4ª semana que se segue à infecção (período de incubação).</p><p>Na fase aguda, o vírus pode ser identificado em diferentes</p><p>secreçõescorporais. Os anticorpos da classe IgM aparecem logo no</p><p>início da fase aguda, e os da classe IgG, uma semana mais tarde.</p><p>Os exames para citomegalovírus são pedidos, junto com exames para</p><p>influenza, mononucleose e vírus de Epstein-Barr (EBV), em jovens</p><p>adultos, mulheres grávidas ou pessoas imunodeprimidas com sinais</p><p>e sintomas como:</p><p>C I T O M E G A L O V Í R U S</p><p>7 7</p><p>https://labtestsonline.org.br/understanding/analytes/influenza</p><p>https://labtestsonline.org.br/understanding/analytes/mono</p><p>https://labtestsonline.org.br/understanding/analytes/ebv</p><p>https://labtestsonline.org.br/glossary/immunocompromised</p><p>https://labtestsonline.org.br/glossary/sign</p><p>https://labtestsonline.org.br/glossary/symptom</p><p>S U M Á R I O</p><p>Quando há suspeita de uma infecção atual ou passada por</p><p>citomegalovírus (CMV). É importante determinar infecção anterior em</p><p>receptores de transplantes, porque o vírus pode permanecer inativo</p><p>durante longos períodos e ser reativado quando há diminuição da</p><p>imunidade.</p><p>Quando um adulto jovem, uma mulher grávida ou uma pessoa</p><p>imunodeprimida tem sintomas sugestivos de infecção por CMV. Em</p><p>recém-nascidos com anormalidades congênitas múltiplas, icterícia ou</p><p>anemia não explicadas, convulsões ou problemas de desenvolvimento</p><p>que podem ser devidos ao CMV. Antes de transplantes de órgãos.</p><p>Infecção pelo CMV apresenta maior significado clínico nas mulheres</p><p>grávidas, em recém-nascidos (infecção congênita), nos imunossuprimidos,</p><p>como os casos de pacientes transplantados, portadores de neoplasias, pós-</p><p>operatório de cirurgia cardíaca, em curso de grandes agressões infecciosas</p><p>e nos indivíduos com AIDS.</p><p>C I T O M E G A L O V Í R U S</p><p>7 8</p><p>https://labtestsonline.org.br/glossary/immunocompromised</p><p>https://labtestsonline.org.br/glossary/congenital</p><p>https://labtestsonline.org.br/understanding/conditions/jaundice</p><p>https://labtestsonline.org.br/understanding/conditions/anemia</p><p>S U M Á R I O</p><p>Causada por um vírus RNA do gênero Rubivirus, a rubéola continua a se</p><p>manifestar na população, apesar das campanhas de vacinação, que</p><p>conseguiram diminuir a incidência da doença. É uma doença</p><p>normalmente moderada, com complicações pouco frequentes, que</p><p>pode ser assintomática em cerca de 50% dos casos ou cursar com</p><p>manifestações clínicas discretas.</p><p>Entretanto, quando acomete gestantes suscetíveis, especialmente</p><p>durante o primeiro trimestre e, com menor frequência, no segundo</p><p>trimestre de gravidez, pode levar ao aborto espontâneo ou à síndrome</p><p>de rubéola congênita, com comprometimentos cardíacos, oculares,</p><p>auditivos e do sistema nervoso fetal. Os riscos abortivos e teratogênicos</p><p>da infecção em mulheres grávidas tornam de grande importância à</p><p>investigação pré-natal de anticorpos contra o vírus da rubéola.</p><p>Os anticorpos antirrubéola são detectáveis logo após o</p><p>desaparecimento do rash cutâneo. Os primeiros a aparecer são da</p><p>classe IgM, detectáveis cerca de quatro a cinco semanas após a infecção</p><p>(ou vacinação). Atualmente, métodos ultrassensíveis possibilitam sua</p><p>detecção por mais tempo (seis meses ou mais). A seguir, aparecem os</p><p>da classe IgG, que, quer por infecção natural ou por vacinação,</p><p>persistem pelo resto da vida.</p><p>A infecção quase sempre confere imunidade permanente. Entretanto, a</p><p>reinfecção pode ocorrer, especialmente nos indivíduos vacinados,</p><p>apresentando aumento da concentração de anticorpos da classe IgG. A</p><p>resposta de anticorpos da classe IgM está tipicamente ausente ou baixa,</p><p>mas pode acontecer, embora raramente, o que dificulta</p><p>significativamente sua interpretação.</p><p>R U B É O L A</p><p>7 9</p><p>S U M Á R I O</p><p>A presença de soroconversão é conclusiva de infecção aguda. A</p><p>presença de anticorpos IgM indica infecção aguda. Porém, pode</p><p>ser atribuída a níveis residuais de infecção passada ou reação pós-</p><p>vacinação. Atualmente, para definir a fase da doença, dispomos</p><p>da avaliação dos testes de avidez dos anticorpos IgG. Esses testes</p><p>baseiam-se na característica de baixa avidez que os anticorpos</p><p>apresentam pelo antígeno, durante o início da resposta</p><p>imunológica. Portanto, na infecção recente, estão presentes os</p><p>anticorpos IgG de baixa avidez e nas infecções mais antigas</p><p>encontramos os de alta avidez.</p><p>Consideram-se de baixa avidez índices inferiores a 30%, que</p><p>indicam que a infecção ocorreu nos últimos três meses. Índices</p><p>superiores a 60% são considerados de alta avidez, apontando</p><p>para uma infecção ocorrida há mais de três meses. Valoresentre</p><p>30% e 60% não permitem a caracterização da fase da doença.</p><p>R U B É O L A</p><p>8 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>Concentração de anti-hbs menor que 10 mUI/ mL - não reagente.</p><p>Essa concentração de anticorpos não é suficiente para proteger</p><p>contra a doença, sendo importante que a pessoa seja vacinada</p><p>contra o vírus. No caso do diagnóstico da hepatite B já ter sido</p><p>feito, essa concentração indica que não houve cura e que o</p><p>tratamento não está sendo eficaz ou está em fase inicial;</p><p>O HBsAg é uma proteína presente na superfície do vírus da hepatite B</p><p>e é útil para diagnosticar a hepatite B aguda, recente ou crônica.</p><p>Normalmente o exame HBsAg é solicitado juntamente com o exame</p><p>anti-hbs, pois assim é possível verificar se o vírus está circulando na</p><p>corrente sanguínea e se o organismo está atuando sobre ele. Quando</p><p>a pessoa possui hepatite</p><p>B, no laudo consta HBsAg reagente, sendo o</p><p>resultado importante para o médico, pois assim é possível inciar o</p><p>tratamento.</p><p>O exame anti hbs é solicitado para verificar se a pessoa possui</p><p>imunidade contra o vírus da hepatite B, seja ela adquirida por meio da</p><p>vacinação ou através da cura da doença.O exame anti hbs serve para</p><p>avaliar a produção de anticorpos pelo organismo contra uma proteína</p><p>presente na superfície do vírus da hepatite B, a HBsAg. Assim, por</p><p>meio do exame anti-hbs o médico pode verificar se a pessoa foi</p><p>imunizada ou não contra a hepatite B, por meio da vacinação, além de</p><p>verificar se o tratamento é eficaz ou houve cura, quando o diagnóstico</p><p>para a hepatite B foi confirmado.</p><p>O resultado do exame anti-hbs varia de acordo com a concentração</p><p>de anticorpos contra o vírus da hepatite B na corrente sanguínea,</p><p>sendo os valores de referência:</p><p>H E P A T I T E B</p><p>8 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Concentração de anti-hbs entre 10 mUI/ mL e 100 mUI/ mL -</p><p>indeterminado ou satisfatório para vacinação. Essa concentração pode</p><p>indicar que a pessoa foi vacinada contra o vírus da hepatite B ou que</p><p>está em tratamento, não sendo possível determinar se houve cura da</p><p>hepatite B. Nesses casos, é recomendado que o exame seja repetido</p><p>após 1 mês;</p><p>Concentração de anti-hbs maior que 100 mUI/ mL - reagente. Essa</p><p>concentração indica que a pessoa possui imunidade contra o vírus da</p><p>hepatite B, seja por meio da vacinação ou através da cura da doença.</p><p>Além de avaliar o resultado do exame anti-hbs, o médico também</p><p>analisa o resultado do exame HBsAg. Assim, quando se está fazendo</p><p>acompanhamento de uma pessoa já diagnosticada com hepatite B, o</p><p>resultado HBsAg não reagente e anti-hbs positivo indica que a pessoa</p><p>está curada e que não há mais vírus circulantes no sangue. A pessoa</p><p>que não possui hepatite B também apresenta os mesmos resultados e a</p><p>concentração de anti-hbs superior a 100 mUI/ mL.</p><p>No caso de HBsAg e anti-hbs positivos, é indicado repetir o exame após 15 a</p><p>30 dias, pois pode indicar um resultado falso positivo, formação de</p><p>complexos imunológicos (imunocomplexos) ou infecção por subtipos</p><p>diferentes do vírus da hepatite B.</p><p>H E P A T I T E B</p><p>8 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de</p><p>detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que</p><p>poderão causar lesões irreversíveis no bebê. Por ser realizado por meio da</p><p>análise de amostras de sangue que podem ser coletadas do calcanhar do</p><p>recém-nascido, porém não necessariamente, o exame ficou popularmente</p><p>conhecido como Teste do Pezinho. O rastreamento de um grande número</p><p>de doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e</p><p>infecções, pode ser realizado pela análise de gotas de sangue do neonato em</p><p>papel filtro: O Teste do Pezinho (TP). É sugerido que o teste seja realizado</p><p>entre 3 e 30 dias de vida (1,2,3,4,5).</p><p>A maioria das doenças pesquisadas pode ser tratada com sucesso desde que</p><p>identificadas antes mesmo de manifestar seus sintomas claramente, para</p><p>pais e médicos. Neste sentido, todos os recém-nascidos devem ser</p><p>submetidos ao teste, a partir do terceiro dia de vida, tempo que o bebê já foi</p><p>alimentado e podem ser detectadas doenças do metabolismo. Após este</p><p>período, o mais breve possível, mesmo os que não apresentam nenhum</p><p>sintoma clínico anormal.</p><p>Existem várias formas de Teste do Pezinho e as mesmas variam na</p><p>quantidade de exames que englobam e de maneira geral são padronizadas</p><p>como:</p><p>Pesquisa de Fenilcetonúria (PKU): É uma doença genética, de caráter</p><p>autossômico recessivo decorrente da deficiência da enzima fenilalanina-</p><p>hidroxilase. Em consequência, a fenilalanina acumula-se no sangue do</p><p>recém-nascido, com efeitos tóxicos do sistema nervoso central, podendo</p><p>causar até a deficiência mental severa. O tratamento precoce previne estas</p><p>alterações. Portanto, o exame a ser solicitado é a dosagem da Fenilalanina</p><p>(PKU).</p><p>Pesquisa de Hipotireoidismo Congênito (HC): É uma doença com frequência</p><p>muito elevada (cerca de 1:4500 nascimentos), que envolve a deficiência</p><p>parcial ou total dos hormônios da tireoide. Com determinação conjunta de</p><p>T4 e TSH, todos os tipos de hipotireoidismo congênito podem ser detectados.</p><p>O tratamento precoce desta patologia previne a deficiência mental.</p><p>Portanto, os exames a serem solicitados são TSH Neonatal (TSH) e T4</p><p>Neonatal (T4).</p><p>T E S T E D O P E Z I N H O</p><p>8 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>Pesquisa de Toxoplasmose Congênita: A maioria dos recém-nascidos</p><p>infectados é assintomática, podendo, entretanto, apresentar sintomas</p><p>neurológicos e oftalmológicos graves, anos mais tarde. O diagnóstico</p><p>precoce por intermédio de anticorpos da classe IgM e o tratamento da</p><p>infecção podem evitar ou minimizar complicações futuras. Portanto, o</p><p>exame a ser solicitado é o antitoxoplasma gondii IgM (TOXO M).</p><p>Pesquisa da Deficiência de Biotinidase: Doença genética, de caráter</p><p>autossômico recessivo. A deficiência desta enzima resulta na</p><p>incapacidade de liberar biotina dos alimentos, com consequente</p><p>deficiência secundária da atividade de várias enzimas mitocondriais.</p><p>Indivíduos com deficiência severa podem apresentar convulsões,</p><p>ataxia, hipotonia, dermatite, queda de cabelos e atraso no</p><p>desenvolvimento. O diagnóstico precoce e a suplementação diária de</p><p>altas doses de biotina previne o desenvolvimento das manifestações</p><p>clínicas. Portanto, o exame a ser solicitado é a pesquisa da atividade da</p><p>Biotinidase (BIOT).</p><p>Pesquisa de Hiperplasia Congênita de Suprarrenal (HCS): Os níveis</p><p>elevados de 17 OH-Progesterona no sangue do recém-nascido levam a</p><p>suspeitar desta patologia. Seu diagnóstico precoce é importante para</p><p>evitar a virilização da idade óssea e, em alguns casos, severa crise de</p><p>perda de sal que pode levar à morte nas primeiras semanas de vida. O</p><p>exame a ser solicitado é a 17 OH- Progesterona Neonatal (17 OHP).</p><p>Pesquisa de Anemia Falciforme: O diagnóstico precoce desta doença</p><p>possibilita a instituição de medidas profiláticas diminuindo a</p><p>morbidade. O exame a ser solicitado é a Pesquisa de</p><p>Hemoglobinopatias (AN. FALC.) que, uma vez presente, deverá ser</p><p>confirmada por exames complementares.</p><p>T E S T E D O P E Z I N H O</p><p>8 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>Doença de Chagas: É uma parasitose causada pelo Trypanossoma</p><p>cruzi, que pode ser transmitida por transfusão, por via</p><p>transplacentária ou pelo vetor (percevejo vulgarmente conhecido</p><p>por barbeiro). Dentre os sintomas podemos citar:</p><p>hepatoesplenomegalia, anemia, dores ósseas e musculares,</p><p>alterações cardíacas (cardiomegalia). O recém-nascido pode</p><p>apresentar sinais clínicos desde o nascimento ou passar anos</p><p>assintomático.</p><p>Citomegalovirose: A citomegalovirose é causada por um vírus</p><p>(CMV) específico, que pode ser transmitido por via placentária, no</p><p>canal de parto ou contágio após o nascimento. A infecção</p><p>normalmente é benigna, mas a infecção materna primária pode</p><p>resultar em graves consequências para o feto, tais como:</p><p>corioretinite, microcefalia, calcificações cerebrais, hidrocefalia,</p><p>hepatoesplenomegalia. Recém-nascidos normais podem</p><p>tardiamente apresentar: perda auditiva, deficiência visual e retardo</p><p>mental. A infecção pode atingir 1% dos recém-nascidos vivos.</p><p>Rubéola: A rubéola é uma infecção altamente contagiosa, causada</p><p>por um vírus. A mãe infectada pode apresentar quadro clínico</p><p>pouco significativo, o que não diminui a importância da infecção</p><p>fetal. O fator de maior importância é a fase da gestação em que</p><p>ocorre a infecção, sendo mais grave nos três primeiros meses. A</p><p>síndrome de rubéola congênita pode incluir retardo do</p><p>crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata,</p><p>comprometimento do SNC, hepatoesplenomegalia.</p><p>T E S T E D O P E Z I N H O</p><p>8 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>Pesquisa de Fibrose Cística: É a mais frequente das doenças genéticas</p><p>detectáveis por meio do “Teste do Pezinho” na população branca,</p><p>embora seja uma doença incurável, o diagnóstico e tratamento</p><p>precoces melhoram incrivelmente a qualidade de vida e sobrevida. A</p><p>Fibrose Cística cursa com aumento de cloreto de sódio no suor,</p><p>deficiência pancreática exócrina e doença pulmonar</p><p>obstrutiva</p><p>crônica. Nos recém-nascidos com Fibrose Cística, o nível de Tripsina</p><p>Imunorreativa (IRT) eleva-se, e com o passar do tempo vai caindo,</p><p>devido à disfunção pancreática na produção de tripsina. ATENÇÃO: Um</p><p>teste positivo não faz o diagnóstico, mas indica que há grande</p><p>possibilidade de Fibrose Cística. O exame a ser solicitado é Tripsina</p><p>Imunorreativa (IRT).</p><p>Pesquisa de Galactosemia: É uma doença genética, autossômica</p><p>recessiva, que se caracteriza por icterícia, convulsão, catarata, cirrose</p><p>hepática, deficiência mental, podendo ocasionar a morte. O defeito</p><p>genéticofundamenta-se na deficiência da enzima galactose-1-fosfato</p><p>uridil transferase que torna o recém-nascido incapaz de metabolizar a</p><p>galactose, um açúcar presente no leite e derivados. O exame a ser</p><p>solicitado é a pesquisa da atividade da Glactose-1-Fosfato Uridil</p><p>Transferase (GALAC).</p><p>Pesquisa da Deficiência da G6PD: A glicose-6-fosfato de-hidrogenase</p><p>(G6PD) é uma enzima das hemácias, com herança genética ligada ao X,</p><p>que é importante na manutenção da hemoglobina. As inúmeras</p><p>mutações genéticas já encontradas resultam em deficiência da G6PD,</p><p>levando à hemólise prematura quando a enzima é submetida a</p><p>situações de desequilíbrio, ou em doença hemolítica do recém-</p><p>nascido. O diagnóstico precoce permite o controle dos fatores de risco</p><p>e a melhora da qualidade de vida do paciente. Portanto, o exame a ser</p><p>pedido é a Triagem da atividade da glicose-6-fosfato de-hidrogenase</p><p>(G-6-PDH).</p><p>T E S T E D O P E Z I N H O</p><p>8 6</p><p>S U M Á R I OT E S T E D O P E Z I N H O</p><p>8 7</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>3 0</p><p>CARVALHO, William de Freitas. Técnicas Médicasde Hematologia e Imuno- Hematologia. 7. ed. Belo Horizonte: Coopmed,</p><p>2002.</p><p>CDC - CENTERS FOR DISEASE CONTROLAND PREVENTION. Disponível em:</p><p><www.cdc.gov>. Acesso em: 03 abr. 2010.</p><p>CROLL, N. A. The population bologyof Ascaris lumbricoides ina rural community in Iran. Trans. R. Soc. Trop. Med.Hyg. 76:</p><p>187-197, 1982.</p><p>CROMPTON, D. W. T. The prevalence of ascariasis. Parasitol. Today 4: 162-169, 1988.</p><p>DIGGS, L. W.; STURM,D.; BELL, A. The Morphology of Human Blood Cells. 5. ed. Abbott Laboratories, 1985.</p><p>FAILACE, Renato. Hemograma, manual de interpretação. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 1995.</p><p>FERREIRA, A. W.; ÁVILA, S. L. M. Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças Infecciosas e Autoimunes. Rio de</p><p>Janeiro:Guanabara & Koogan,1996.</p><p>MOURA, R. A. Colheita de Material para Exames de Laboratório. São Paulo: Atheneu, 1998.</p><p>NATIONAL COMMITTEE FOR CLINICAL LABORATORY STANDARDS (NCCLS). NCCLS Document H20-A 1; 1992.</p><p>NEVES, DavidPereira. Parasitologia Dinâmica. 2. ed. São Paulo: Atheneu,2008. PACHECO, S. E.; SHEARER, W. T. Aspectos</p><p>laboratoriais da imunologia.</p><p>Clínicas Pediátricas da América do Norte, 1994; 4: 655-87.</p><p>Protocolo de Notificação e Investigação: Toxoplasmose gestacional e congênita [recurso eletrônico]/ Ministério da Saúde,</p><p>Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da</p><p>Saúde, 2018.</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e</p><p>Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com</p><p>Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de</p><p>Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2020.</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-</p><p>Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016.</p><p>http://www.cdc.gov/</p><p>Dra. Pollyana Lima</p><p>Enfermeira na área</p><p>Minha missão é te mostrar o caminho para você</p><p>desenvolver o melhor trabalho na Atenção</p><p>Básica.</p><p>Hoje, após 12 anos de experiência, sei que é</p><p>possível fazer o melhor trabalho na área.</p><p>@enfermeiranaarea</p><p>61 98234-7497</p><p>é uma</p><p>excelente ferramenta para detectar desequilíbrios, porém, se obtidos</p><p>pelo método manual tem-se as mesmas observações para o VCM.</p><p>S U M Á R I O</p><p>Concentração De Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM)</p><p>É a avaliação da hemoglobina encontrada em 100ml de hemácias, esse</p><p>índice permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no</p><p>eritrócito. A saturação da hemoglobina normal indica a presença de</p><p>hemácias ditas normocrômicas. Quando diminuída, teremos hemácias</p><p>denominadas hipocrômicas e, quando aumentadas, hemácias</p><p>hipercrômicas. Atualmente, com o advento dos contadores eletrônicos, o</p><p>CHCM passou a ser o melhor índice para determinar hipocromia, uma vez</p><p>que independe da contagem de eritrócitos. É a Concentração de</p><p>Hemoglobina Corpuscular Média, ou seja, é a concentração média de</p><p>hemoglobina em 100 ml de eritrócitos , estando normalmente diminuído</p><p>nas anemias, sendo essa situação denominada hipocromia</p><p>Red Cell Distributions Width (RDW)</p><p>RDW: O índice de RDW corresponde ao índice de variação do tamanho</p><p>dos eritrócitos e em outras palavras significa anisocitose. Quanto maior for</p><p>valor do RDW maior será a variação no tamanho dos eritrócitos, ou seja,</p><p>maior será a anisocitose. o que pode ser uma pista para o início de</p><p>anemias por deficiência de ferro ou vitaminas, por exemplo, e seus valores</p><p>de referência estão entre 10 a 15%. A variação do tamanho das hemácias é</p><p>analisada eletronicamente pela variação de pulsos obtidos durante a</p><p>leitura. A análise dessa variação permite a obtenção desse novo índice, que</p><p>representa a amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos, servindo</p><p>como um índice de anisocitose, que se altera precocemente na deficiência</p><p>de ferro, mesmo antes da alteração de outros parâmetros, como a</p><p>alteração do VCM e a diminuição da hemoglobina.</p><p>H E M O G R A M A</p><p>8</p><p>S U M Á R I O</p><p>ERITRÓCITOS</p><p>O número de eritrócitos no sangue é o grande responsável pela determinação</p><p>do hematócrito, uma vez que representa aproximadamente 45% do volume</p><p>sanguíneo. Vale ressaltar que estudos científicos comprovaram que o</p><p>coeficiente de variação na contagem de eritrócitos é de 5,0% ou seja, em uma</p><p>contagem de eritrócitos de 5 milhões, em 95% dos casos, a contagem não é</p><p>exatamente 5 milhões e sim algum valor entre 4,5 e 5,5 milhões.</p><p>Um número elevado de eritrócitos consequentemente eleva o valor do</p><p>hematócrito, exceto em casos de microcitose severa, que será descrita na</p><p>análise do VCM.A eritrocitose é o aumento do número de eritrócitos no sangue</p><p>e deve ser primeiramente analisada a pseudoeritrocitose, que nada mais é que</p><p>uma eritrocitose causada não pelo aumento no número de eritrócitos e sim</p><p>pela diminuição do volume plasmático, o que resulta em uma concentração</p><p>maior de eritrócitos.</p><p>Doenças como tumores secretantes de eritropoetina são mais graves. A mais</p><p>comum é o hipernefroma, um tumor no rim e como este órgão produz</p><p>eritropoetina (hormônio que estimula a produção de hemácias) há um</p><p>aumento de eritrócitos proporcional ao tumor. Cardiopatias congênitas e</p><p>hemoglobinopatias também elevam aprodução de hemácias como forma de</p><p>compensar a deficiência na oxigenação dos tecidos.</p><p>H E M O G R A M A</p><p>9</p><p>HEMOGLOBINA</p><p>A hemoglobina é uma proteína presente no interior dos eritrócitos e</p><p>eventualmente ligada a proteínas plasmáticas (quando há destruição de</p><p>eritrócitos). É responsável por 97% da composição seca de uma hemácia e 35%</p><p>de sua composição total, o que significa dizer que o eritrócito possui água e o</p><p>restante é composto de 97% de hemoblogina e outras substâncias.</p><p>O grupoheme possui um átomo de ferro (Fe++) que se liga ao oxigênio. A globina</p><p>é formada por quatro cadeias globínicas (polipeptídios). São sempre pareadas</p><p>duas a duas. A Hemoglobina A1 (HbA1) corresponde a 97% das hemoglobinas em</p><p>pacientes normais e possui duas cadeias α (141 aminoácidos) e duas cadeias β</p><p>(146 aminoácidos).</p><p>S U M Á R I O</p><p>HEMATÓCRITO</p><p>O Hematócrito (Ht) é a proporçãode elementos figurados em relação</p><p>ao plasma, sendo uma representação geral acumulada das alterações</p><p>de eritrócitos e hemoglobina.</p><p>As dosagens de Hemoglobina e Hematócrito da amostra revelam a</p><p>massa eritrocitária e a hemoglobina total, havendo uma relação entre</p><p>a massa eritrocitária da amostra e a total.</p><p>O aumento do volume plasmático (pseudoanemia) reduz o</p><p>hematócrito e pode ser encontrado na gravidez, insuficiência renal,</p><p>esplenomegalia e uso excessivo de líquidos endovenosos (soro).</p><p>A diminuição do volume plasmático (pseudoeritrocitose) aumenta o valor</p><p>do hematócrito, podendo ser observado com o uso de diuréticos, na</p><p>obesidade, no estresse e em queimaduras. O valor de hematócrito normal</p><p>pode ser encontrado na diminuição harmônica da volemia, como ocorre nas</p><p>hemorragias e na elevação harmônica da volemia, como ocorre nas</p><p>transfusões de sangue total.</p><p>H E M O G R A M A</p><p>1 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>Os leucócitos são constituídos por diversas células, das quais apenas seis são</p><p>encontradas em sangue periférico de pacientes normais adultos: linfócito,</p><p>monócito, neutrófilo (ou segmentado), eosinófilo, basófilo e bastão</p><p>(segmentado jovem). Metamielócitos podem eventualmente ser encontrados</p><p>no sangue periférico, porém em valores muito baixos, sem significado clínico.</p><p>A presença de células jovens no sangue periférico, ou seja, diferentes das seis</p><p>apresentadas, é um indicativo de alteração podendo esta alteração ser</p><p>fisiológica ou não. Algumas infecções severas, gestação, anemias, leucemias,</p><p>etc. são alguns casos em que podemos encontrar células jovens no sangue</p><p>periférico. A contagem diferencial dos leucócitos é representada em</p><p>porcentagem e em valores absolutos. Os valores absolutos são apenas</p><p>calculados com base na porcentagem dos leucócitos presentes com a</p><p>contagem global de leucócitos.</p><p>L E U C O G R A M A</p><p>1 1</p><p>N E U T R Ó F I L O S</p><p>A L T O : I N F E C Ç Õ E S , I N F L A M A Ç Ã O , C Â N C E R , T R A U M A , E S T R E S S E ,</p><p>D I A B E T E S O U G O T A .</p><p>B A I X O : F A L T A D E V I T A M I N A B 1 2 , A N E M I A F A L C I F O R M E , U S O D E</p><p>E S T E R O I D E S , P Ó S C I R U R G I A O U P Ú R P U R A T R O M B O C I T O P Ê N I C A .</p><p>E O S I N Ó F I L O S</p><p>A L T O : A L E R G I A , V E R M I N O S E S , A N E M I A P E R N I C I O S A , C O L I T E</p><p>U L C E R A T I V A O U D O E N Ç A D E H O D G K I N .</p><p>B A I X O : U S O D E B E T A B L O Q U E A D O R E S , C O R T I C O I D E S , E S T R E S S E ,</p><p>I N F E C Ç Ã O B A C T E R I A N A O U V I R A L .</p><p>B A S Ó F I L O S</p><p>A L T O : A P Ó S R E T I R A D A D O B A Ç O , L E U C E M I A M I E L Ó I D E C R Ô N I C A ,</p><p>P O L I C I T E M I A , C A T A P O R A O U D O E N Ç A D E H O D G K I N .</p><p>B A I X O : H I P E R T I R E O I D I S M O , I N F E C Ç Õ E S A G U D A S , G R A V I D E Z O U</p><p>C H O Q U E A N A F I L Á T I C O .</p><p>L I N F Ó C I T O S</p><p>A L T O : M O N O N U C L E O S E I N F E C C I O S A , C A X U M B A , S A R A M P O E</p><p>I N F E C Ç Õ E S A G U D A S .</p><p>B A I X O : I N F E C Ç Ã O O U D E S N U T R I Ç Ã O .</p><p>M O N Ó C I T O S</p><p>A L T O : L E U C E M I A M O N O C Í T I C A , D O E N Ç A D E A R M A Z E N A M E N T O L I P Í D I C O ,</p><p>I N F E C Ç Ã O P O R P R O T O Z O Á R I O S O U C O L I T E U L C E R A T I V A C R Ô N I C A .</p><p>B A I X O : A N E M I A A P L Á S I C A .</p><p>S U M Á R I O</p><p>LEUCÓCITOS</p><p>A contagem global e diferencial de leucócitos e suas alterações quantitativas e</p><p>qualitativas são as principais informações fornecidas na análise da série branca. A</p><p>contagem diferencial é de grande importância, podendo definir perfis patológicos, e</p><p>é fornecida pela análise conjunta dos equipamentos automatizados e pela leitura do</p><p>esfregaço corado, que avalia as diferentes formas leucocitárias .</p><p>A leucocitose é uma condição na qual o número de leucócitos, ou seja, os glóbulos</p><p>brancos do sangue, estão num valor acima do normal, que no adulto é de até 11.000</p><p>por mm³.Uma vez que a função destas células é combater infecções e ajudar no</p><p>trabalho do sistema imune, o seu aumento geralmente</p><p>indica que existe um</p><p>problema que o corpo está tentando combater e, por isso, pode ser um primeiro sinal</p><p>de infecção, por exemplo.</p><p>A leucocitose é uma alteração relativamente normal na gravidez, sendo que o</p><p>número de leucócitos podem até ir aumentando ao longo de toda a gestação para</p><p>valores até 14.000 por mm³.</p><p>Além disso, os leucócitos também tendem a aumentar depois do parto devido ao</p><p>estresse causado no corpo. Dessa forma, a mulher que esteve grávida pode</p><p>apresentar leucocitose mesmo depois da gravidez, por algumas semanas</p><p>A análise das alterações morfológicas dos leucócitos também é realizada por</p><p>observação microscópica do esfregaço corado. Os leucócitos podem ser divididos em</p><p>granulócitos (promielócito, mielócito, metamielócito, bastão, neutrófilo, eosinófilo e</p><p>basófilo), monócitos e linfócitos. Células mais jovens como blastos</p><p>(Mieloblasto,linfoblasto, monoblasto, eritroblasto e megacarioblasto) são</p><p>raramente encontrados no sangue periférico e quando estão presentes é</p><p>significativo e é mau prognóstico.</p><p>L E U C O G R A M A</p><p>1 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>Neutrófilos</p><p>Os neutrófilos possuem grânulos (lisossomos) contendo enzimas como a</p><p>mieloperoxidade responsável pela destruição de agentes estranhos. A função</p><p>dos neutrófilos é fagocitose, quimiotaxia e morte bacteriana, logo, dentre as</p><p>causas de leucocitose com neutrofilia temos: inflamações, intoxicações,</p><p>septicemia, infecção grave, destruição tecidual, predomínio de células</p><p>jovens,intoxicação por veneno, alterações fisiológicas como gravidez, frio, calor,</p><p>estresse, alterações metabólicas e químicas.</p><p>Em casos de infecções graves pode haver o que chamamos de desvio à</p><p>esquerda que nada mais é que um deslocamento das células jovens mieloides</p><p>para a corrente sanguínea, obedecendo a uma proporção. Como forma de</p><p>combater a infecção a medula óssea “libera” segmentados imaturos para o</p><p>sangue periférico.</p><p>Como causa de leucopenia com neutropenia temos: estágios iniciais de</p><p>doenças infecciosas, como febre tifoide, viroses, malária, septicemia; alterações</p><p>imunológicas como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES); alterações</p><p>hematológicas como agranulocitose, aplasia tóxica medular; e causas</p><p>medicamentosas como quimioterapia, antibióticos (cloranfenicol), analgésicos.</p><p>Eosinófilos</p><p>Participam do processo de distribuição de algumas parasitoses, de reações de</p><p>defesa humoral do tipo imunológica contra corpos estranhos e principalmente</p><p>contra proteínas induzidas no organismo. Causas de Leucocitose Eosinofílicas:</p><p>parasitose intestinal ou de pele, alergias, radiação, infecção, doença</p><p>dermatológica como pênfigo, eczema, psoríase.</p><p>Basófilos</p><p>Pelo fato de possuírem receptores para IgE, estão envolvidas com fenômenos</p><p>de Hipersensibilidade Sistêmica. São causas de Leucocitose Basofílica: reações</p><p>alérgicas, radiação, doenças mieloproliferativas.</p><p>L E U C O G R A M A</p><p>1 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>Linfócitos</p><p>Os linfócitos estão diretamente relacionados às respostas imunes, são</p><p>basicamente divididos em dois grupos:Linfócitos T (LT) e Linfócitos B (LB),</p><p>além das Células Natural Killer (NK). O LT tem origem e maturação no timo</p><p>e está envolvido na imunidade celular e na regulação da síntese de</p><p>anticorpos. O LB tem origem medular e participa apenas dos processos de</p><p>imunidade humoral.</p><p>As células NK possuem a propriedade de destruir outras células, como na</p><p>resposta humoral. Dentre as causas de Linfocitose temos as Viroses Agudas:</p><p>infecciosa, mononucleares (sarampo, caxumba e rubéola) e hepatite;</p><p>Infecções Crônicas ocorridas após fase aguda (tuberculose); Infecções</p><p>Bacterianas Agudas como coqueluche, febre tifoide.</p><p>Monócitos e Macrófagos</p><p>Os monócitos são os macrófagos do sangue, a nomenclatura macrófago é</p><p>dada quando aqueles atravessam a parede vascular (diapedese) e se</p><p>infiltram no tecido, no tecido os monócitos recebem o nome de macrófago.</p><p>A principal função desta célula é a fagocitose. Fagocita e digere todosos</p><p>agentes infecciosos (bactéria, vírus e fungos). Estão levemente aumentados</p><p>(dentro do limite de normalidade) nas Infecções Bacterianas: tuberculose,</p><p>alguns casos de septicemias, brucelose, sífilis, após a fase aguda de</p><p>infecções bacterianas; nas Infecções Parasitárias: protozoários: malária,</p><p>calazar, tripanossomíase, toxoplasmose; nas infecções virais: mononucleose</p><p>infecciosa; nas neoplasias: leucemia monocítica, linfomas, doenças</p><p>mieloproliferativas; nas Doenças do Colágeno: LES, artrite reumatoide.</p><p>L E U C O G R A M A</p><p>1 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>A avaliação das plaquetas pode ser feita de forma quantitativa,</p><p>pela avaliação das características analisadas no esfregaço corado,</p><p>o que permite a identificação de alterações morfológicas das</p><p>plaquetas.</p><p>As plaquetas são, na verdade, fragmentos de células que são</p><p>muito importantes por serem responsáveis pelo início do processo</p><p>de coagulação. O valor normal das plaquetas normal deve estar</p><p>entre 150.000 a 450.000/ mm³ de sangue. As plaquetas elevadas</p><p>são preocupantes pois podem causar coágulos e trombos</p><p>sanguíneos, havendo risco de trombose e embolia pulmonar, por</p><p>exemplo. Já quando estão reduzidas, podem aumentar o risco de</p><p>sangramentos.</p><p>O aumento do número de plaquetas no sangue periférico está</p><p>associado a algumas alterações principalmente na fase inicial de</p><p>algumas infecções graves e a posterior redução é um péssimo</p><p>prognóstico uma vez que indica possível Coagulação Intravascular</p><p>Disseminada (CID). A redução das plaquetas é um forte indicativo</p><p>de falência hepática, sendo observada em algumas infecções virais</p><p>como hepatites e dengue.</p><p>P L A Q U E T A S</p><p>1 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>DETERMINAÇÃO DO GRUPO SANGUÍNEO</p><p>A denominação grupos sanguíneos não se restringe apenas ao sistema</p><p>de antígenos encontrados nas hemácias, podendo também ser expressa</p><p>por outros constituintes sanguíneos como leucócitos, plaquetas e o</p><p>próprio plasma. Esses antígenos são definidos geneticamente e, de</p><p>acordo com as combinações de suas expressões na superfície das</p><p>células sanguíneas, formam os sistemas que identificam os diferentes</p><p>grupos.</p><p>Os principais antígenos eritrocitários e seus anticorpos correspondentes</p><p>mais utilizados nas avaliações de imuno-hematologia de rotina são os</p><p>sistemasABO e o Rhesus (Rh). O sistema ABO tem uma característica</p><p>peculiar. A maioria dos indivíduos normais apresenta anticorpos</p><p>(hemaglutininas potentes) contra os antígenos que não possuem, e é</p><p>nessa singularidade que os mecanismos de identificação do grupo ABO</p><p>se baseiam.</p><p>Portanto, para classificar os diferentes grupos podemos realizar a</p><p>chamada prova direta, em que são utilizados soros padrões que</p><p>permitem identificar a presença de um determinado antígeno na</p><p>superfície das hemácias. Outra forma é chamada prova reversa</p><p>(confirmatória), na qual se utilizam células com antígenos conhecidos,</p><p>permitindo a pesquisa de anticorpos livres no plasma ou no soro. É</p><p>importante a realização das duas provas, para maior segurança da</p><p>classificação do grupo sanguíneo.</p><p>G R U P O A B O , R H E</p><p>C O O M B S</p><p>1 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>G R U P O A B O , R H E</p><p>C O O M B S</p><p>Quando se está grávida</p><p>No momento de Transfusão Sanguínea</p><p>Existem dois momentos onde é fundamental saber o fator RH:</p><p>Saber o fator RH da mãe é de suma importância quando se está grávida,</p><p>pois a diferença entre o fator Rh da mãe e do bebê podem acabar</p><p>gerando a eritroblastose fetal ou doença de Rhesus, que faz com que o</p><p>corpo da mãe crie anticorpos e ataque as hemácias do bebê. Felizmente</p><p>essa doença pode ser evitada, mas é fundamental saber qual é o fator Rh</p><p>dos pais para que o tratamento possa ser feito.</p><p>A explicação da expressão do fator Rh é complexa e envolve a</p><p>manifestação dos diferentes antígenos em grupos de três.</p><p>Para simplificar o entendimento, consideremos que, do ponto de vista</p><p>prático, apenas se utiliza o soro anti-D para classificação dos grupos Rh</p><p>positivos, negativos e fracamente positivos (variante Du). Portanto,</p><p>didaticamente, são indivíduos Rh(+) (85% da população) os que</p><p>apresentam o antígeno D, e Rh(-) (15% da população) os que não</p><p>apresentam o antígeno D. A variante Du é avaliada em todos os casos</p><p>negativos. Quando positivo, o indivíduo será tratado como Rh(+).</p><p>1 7</p><p>S U M Á R I O</p><p>TESTE DE COOMBS DIRETO</p><p>O teste de Coombs direto é um método que permite a identificação da presença</p><p>de anticorpos fixados sobre as hemácias. Tecnicamente, baseia-se no fato deque</p><p>os anticorpos que recobrem as hemácias podem ser identificados pela adição de</p><p>anticorpos antigamaglobulina humana. Quando positivo, ou seja, indicando a</p><p>presença de anticorpos aderidos às hemácias, formam-se pontes entre elas,</p><p>levando ao fenômeno visível de aglutinação.</p><p>O teste de Coombs contribui diretamente para o diagnóstico da anemia</p><p>autoimune, pois sua positividade confirma que o anticorpo foi fixado in vivo à</p><p>hemácia do paciente, auxiliando dessa forma o diagnóstico diferencial com</p><p>outras anemias hemolíticas, como as causadas por alterações da hemoglobina</p><p>ou da estrutura da hemácia. É importante também no diagnóstico das anemias</p><p>hemolíticas do recém-nato e das anemiasinduzidas por drogas.</p><p>Embora o teste de Coombs seja extremamente sensível, um resultado negativo</p><p>não exclui a presença de anticorpos ligados às hemácias.</p><p>TESTE DE COOMBS INDIRETO</p><p>O teste de Coombs indireto permite a identificação de anticorpos</p><p>antieritrocitários no soro. É importante para a avaliação de gestantes Rh (-)</p><p>(avaliação de sensibilização), em pacientes com Rh (-) para avaliação da variante</p><p>Du e nas fases pré-transfusionais, especialmente em pacientes já transfundidos,</p><p>em que pode ter ocorrido sensibilização para Rh e outros sistemas.</p><p>A ocorrência de aglutinação e/ou de hemólise durante quaisquer das etapas</p><p>indica a possibilidade da presença de anticorpos irregulares.</p><p>G R U P O A B O , R H E</p><p>C O O M B S</p><p>1 8</p><p>S U M Á R I O</p><p>VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VHS)</p><p>A velocidade de hemossedimentação (VHS) reflete o resultado entre as</p><p>forças envolvidas no movimento de sedimentação das hemácias e os</p><p>mecanismos oponentes exercidos por substâncias plasmáticas,</p><p>principalmente o fibrinogênio e as proteínas de fase aguda.</p><p>É um exame de sangue muito utilizado para detectar alguma inflamação</p><p>ou infecção no organismo, podendo indicar desde um simples resfriado,</p><p>infecções por bactérias, até doenças inflamatórias como uma artrite ou uma</p><p>pancreatite aguda, por exemplo.</p><p>Assim, quando há um processo inflamatório na corrente sanguínea, são</p><p>formadas proteínas que diminuem a viscosidade do sangue e aceleram a</p><p>velocidade de hemossedimentação, provocando como resultado um VHS</p><p>alto, que costuma ser acima de 15 mm no homem e 20 mm na mulher.</p><p>A presença de proteínas anômalas, como no mieloma, de hemácias</p><p>alteradas em número, forma ou tamanho e o uso de medicamentos podem</p><p>levar a uma alteração da VHS, mesmo na ausência de resposta de fase</p><p>aguda. As principais alterações que podem levar a um aumento</p><p>significativo da VHS (=100mm na 1a hora) são processos infecciosos, doenças</p><p>do tecido conjuntivo, neoplasias e doenças renais.</p><p>Desta forma, o VHS é um exame muito sensível, pois consegue detectar</p><p>facilmente uma inflamação, porém é pouco específico, ou seja, não é capaz</p><p>de indicar qual o tipo, o local ou a gravidade da inflamação ou infecção que</p><p>ocorre no corpo .</p><p>V H S</p><p>1 9</p><p>S U M Á R I OV H S</p><p>2 0</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>EAS (elementos anormais do sedimento) ou urina tipo 1*.</p><p>URINA DE 24 HORAS.</p><p>UROCULTURA.</p><p>Aspectos físicos: cor, densidade e aspecto;</p><p>Aspectos químicos: pH, nitritos, glicose, proteínas, cetonas,</p><p>bilirrubinas e urobilinogênio;</p><p>Elementos anormais: sangue, bactérias, fungos, protozoários,</p><p>espermatozoides, filamentos de muco, cilindros e cristais.</p><p>Trata-se de um exame indolor, de simples coleta e resultado rápido, O</p><p>exame sumário da urina pode nos fornecer pistas importantes sobre</p><p>doenças, principalmente sobre problemas nos rins e nas vias urinárias .</p><p>Condicões de poliúria : diabetes mellitus , afecções do sistema nervoso</p><p>, amiloidose , rim contraído , emoções , frio e ingestão excessiva de</p><p>líquido .</p><p>Condições de Oligúria : nefrite aguda , febre , diarréia, vômito , choque ,</p><p>desidratação , moléstias cardíacas e pulmonares .</p><p>As três análises de urina mais comuns são:</p><p>O EAS é divido em duas partes. A primeira é feita através de reações</p><p>químicas e a segunda por visualização de gotas da urina pelo</p><p>microscópio.</p><p>O volume e odor não são informações relevantes clinicamente .</p><p>2 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Densidade : ajuda a avaliar a filtração e concentrações renais , bem como</p><p>estado de hidratação do corpo. A densidade da água pura é igual a 1000.</p><p>Quanto mais próximo deste valor, mais diluída está a urina. Quanto</p><p>menos água houver na urina, maior será sua densidade. Urinas com</p><p>densidade próxima de 1035 costumam ser muito amareladas .</p><p>Análise física :</p><p>Densidades diminuídas podem ser encontradas na administração</p><p>excessiva de líquidos por via intravenosa, reabsorção de edemase</p><p>transudatos, insuficiência renal crônica, uso de drogas, quadros de</p><p>hipotermia, aumento da pressão intracraniana, diabetes e hipertensão.</p><p>Densidades elevadas podem ser encontradas na desidratação, diarreia,</p><p>vômitos, febre, diabetes , glomerulonefrite, insuficiência cardíaca</p><p>congestiva,insuficiência suprarrenal, proteinúria, síndrome de secreção</p><p>inapropriada de hormônio antidiurético (SIHAD), toxemia gravídica,</p><p>uropatias obstrutivas e no uso de algumas substâncias, como contrastes</p><p>radiológicos e sacarose.</p><p>U R I N A ( E A S )</p><p>2 2</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>pH.</p><p>Aspecto normal é límpido. Entretanto, uma ligeira turvação não é</p><p>necessariamente patológica, podendo ser decorrente da precipitação de cristais</p><p>e de sais amorfos não patológicos. A turvação patológica pode ser</p><p>consequência da presença de células epiteliais, leucócitos, hemácias,</p><p>cristais, bactérias e leveduras.</p><p>Pode ocorrer a presença de depósito por excesso de muco em função de</p><p>processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato genital, ou pela</p><p>presença de grande quantidade de outros elementos anormais.</p><p>A cor da urina pode ser alterada por uso de medicamentos , patologias e acidez</p><p>. O uso de diversos medicamentos e a ingestão de corantes alimentares</p><p>também pode causar alteração da cor da urina. Há numerosas</p><p>possibilidades de variação de cor, sendo a mais frequente a cor</p><p>avermelhada (rosa, vermelha, Em mulheres, deve-se sempre afastar a</p><p>possibilidade contaminação vaginal.</p><p>Avalia a capacidade de manutenção renal da concentração de íons</p><p>hidrogênio no plasma e líquidos extracelulares. Portanto, o pH da urina</p><p>reflete o pH plasmático e é um indicador da função tubular renal. Normalmente</p><p>variando entre 5,0 e 7,0. Valores elevados podem ser encontrados na alcalose</p><p>respiratória, em dietas com grande ingestão de vegetais e frutas cítricas,</p><p>hiperêmese ou o uso prolongado e sonda nasogátrica, na presença de</p><p>cálculos renais, infecção das vias urinárias,especialmente por</p><p>microrganismos que utilizam ureia hiperaldosteronismo, hipocalemia,</p><p>insuficiência renal, síndrome de Fanconi e superdosagem de álcalis. As drogas</p><p>também podem alterar o pH urinário, como os diuréticos e a terapia alcalina</p><p>(bicarbonatos). Valores diminuídos podem ser encontrados em acidose</p><p>metabólica e espiratória, perda de potássio, dieta rica em proteínas,</p><p>infecção das vias urinárias Escherichia coli, diarreias severas, diminuição de</p><p>cloro, fenilcetonúria e tuberculose renal. O uso de anestésicos e de ácido</p><p>ascórbico, assim como de outras drogas, pode diminuir o pH urinário.</p><p>2 3</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Cetonas.</p><p>Urobilinogênio e bilirrubina.</p><p>Os corpos cetônicos, principalmente a acetona, é um</p><p>subproduto do metabolismo da gordura e dos ácidos graxos que</p><p>proporciona fonte de energia para as células quando as reservas de</p><p>glicose estão exauridas ou quando a glicose não pode penetrar nas</p><p>células devido à falta de insulina. A acetona que passa para a</p><p>corrente</p><p>sanguínea é quase totalmente metabolizada no fígado. O jejum</p><p>ou a dieta podem determinar o aparecimento de corpos cetônicos na</p><p>urina. O uso de algumas drogas pode levar a resultados falso-negativos,</p><p>entre elas o captopril, a levodopa e o paraldeído.</p><p>São oriundas do metabolismo da hemoglobina, formadas pelas</p><p>células do sistema retículo-endotelial. Encontra-se no sangue sob</p><p>as formas livre (não conjugada) e combinada (conjugada ao ácido</p><p>glicurônico e à albumina). A bilirrubina na urina é observada quando a</p><p>bilirrubina sérica conjugada encontra-se acima de 2 mg/dL e pode ser</p><p>detectada antes da coloração amarela da pele e mucosas. Valores</p><p>elevados podem ser encontrados em doenças hepáticas e</p><p>biliares, lesões parenquimatosas, obstruções intra e extra-hepáticas,</p><p>neoplasias hepáticas ou do trato biliar. Ao contrário, estará sempre</p><p>ausente nas icterícias por hemólise. Alguns casos de doença biliar</p><p>obstrutiva crônica podem cursar com níveis alterados de bilirrubina</p><p>sérica e ausência de bilirrubina na urina. Falso-negativos podem ser</p><p>induzidos pelo uso de ácido ascórbico e exposição da urina à luz intensa</p><p>por longo tempo. O aumento do urobilinogênio na urina indica a</p><p>presença de processos hemolíticos ou disfunção hepática. Acha-se</p><p>elevada também na policitemia, no cisto hemorrágico do ovário, na</p><p>doença hemolítica perinatal, em alguns estágios da malária, na</p><p>insuficiência cardíaca e na cirrose hepática.</p><p>2 4</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Glicose.</p><p>Proteínas.</p><p>Vários hidratos de carbono (glicose, lactose, galactose, frutose)</p><p>podem ocasionalmente estar presentes na urina. O mais frequente é a</p><p>glicose, constituindo a glicosúria. A glicose presente na urina reflete</p><p>os níveis séricos da glicose associados à capacidade de filtração</p><p>glomerular e de reabsorção tubular. Normalmente, a glicosúria só</p><p>se manifesta quando os níveis séricos se encontram acima de</p><p>160/180 mg/dL. A glicosúria pode ser causada tanto pelo diabetes ,</p><p>como outras patologias como doenças renais que afetem a reabsorção</p><p>tubular e nos quadros de hiperglicemia de outras origens que não a</p><p>diabética.</p><p>Em indivíduos normais, uma pequena quantidade de proteína é filtrada</p><p>pelo glomérulo (albumina, alfa-1 e alfa-2-globulinas), sendo sua</p><p>maior parte reabsorvida por via tubular e eliminada em pequenas</p><p>quantidades pela urina. São considerados normais valores de até 150</p><p>mg/24h. O aumento da quantidade de proteínas na urina é indicador</p><p>inicial de patologia renal. Entretanto, não são todas as patologias renais</p><p>que cursam com proteinúria, a qual não é uma condição exclusiva de</p><p>doença renal, podendo aparecer em patologias não renais e em</p><p>algumas condições fisiológicas. As proteínas são excretadas em</p><p>velocidades diferentes e em momentos variáveis durante o período</p><p>de 24 horas, sendo maior durante o dia e menores durante a noite.</p><p>As proteinúrias podem ser classificadas, quanto à sua origem, como pré-</p><p>renal, renal e pós-renal.</p><p>2 5</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Pré-renal : Algumas patologias não renais, como hemorragia, estados febris,</p><p>algumas endocrinopatias, distúrbios convulsivos, neoplasias, queimaduras</p><p>extensas, mioglobinúria, hemoglobinúria, mielomas, superexposição a</p><p>certas substâncias ácido sulfossalicílico, arsênico, chumbo, éter, fenol,</p><p>mercúrio, opiáceos), lesão do sistema nervoso central, leucemia (mielocítica</p><p>crônica), obstrução intestinal, reação de hipersensibilidade, toxemia, toxinas</p><p>bacterianas (difteria, escarlatina )</p><p>A proteinúria transitória pode surgir em consequência de estados não</p><p>patológicos, como estresse físico (exercícios intensos) ou emocional,</p><p>desidratação, dieta (proteínas em excesso), exposição ao frio e posição do</p><p>corpo (proteinúria ortostática).</p><p>Pós-renal: Pode ocorrer em decorrência de comprometimento glomerular,</p><p>tubular ou intersticial, glomerulonefrites, síndrome nefrótica, nefropatia</p><p>diabética, hipertensão (maligna, renovascular), amiloidose, doença</p><p>policística, lúpus eritematoso sistêmico, nefropatia membranosa,</p><p>pielonefrite (crônica), tumores, malformações congênitas, trombose da veia</p><p>renal, acidose tubular renal, necrose tubular aguda, intoxicação por metais</p><p>pesados e algumas drogas.</p><p>Pós-renal : Contaminação por material de área genital (uretral e genital),</p><p>infecções do trato urinário superior e inferior (uretrites e cistites) e</p><p>prostatites.</p><p>ANÁLISE MICROSCÓPICA DO SEDIMENTO</p><p>A finalidade da análise microscópica é detectar e identificar os elementos</p><p>insolúveis. Esses elementos incluem: eritrócitos, leucócitos, células epiteliais,</p><p>bactérias, leveduras, parasitas, muco, espermatozoides, cristais e artefatos.</p><p>Como alguns não tem significado clínico e outros são considerados normais,</p><p>a menos que presentes em quantidades muito grandes, o exame do</p><p>sedimento urinário deve compreender tanto a identificação quanto a</p><p>quantificação dos elementos encontrados. O exame microscópico ainda é</p><p>um auxiliar valioso no diagnóstico.</p><p>2 6</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Hemácias (sangue).</p><p>Leucócitos.</p><p>Nitrito.</p><p>Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal (3 a 10 por</p><p>campo), porém a presença aumentada de hemácias na urina tem relação</p><p>com lesões na membrana glomerular ou nos vasos do sistema urogenital. O seu</p><p>número também ajuda a determinar a extensão da lesão renal. A observação</p><p>de hematúria microscópica pode ser essencial para o diagnóstico de</p><p>cálculos renais. Também é preciso considerar a possibilidade de</p><p>contaminação menstrual em amostras de urina feminina.</p><p>A presença de hematúria indica lesões inflamatórias, infecciosas ou</p><p>traumáticas dos rins ou vias urinárias. O exercício extenuante pode</p><p>levar à hematúria discreta. A forma da apresentação das hemácias,</p><p>segundo alguns autores, pode indicar sua origem, servindo como um</p><p>diagnóstico diferencial de hematúrias de origens glomerular e não glomerular.</p><p>Quando se apresentam em sua forma esférica habitual, seriam de origem</p><p>mais distal no trato urinário; quando crenadas (irregulares), teriam origem</p><p>glomerular.</p><p>Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal (5 a 10 por</p><p>campo). Normalmente neutrófilos. Quantidades aumentadas indicam a</p><p>presença de lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas em qualquer nível</p><p>do trato urinário. Deve-se sempre excluir contaminação por via genital.</p><p>Embora os leucócitos, assim como as hemácias, possam passar para a urina</p><p>por meio de uma lesão glomerular ou capilar. O número elevado de leucócitos</p><p>na urina é chamado de piúria e indica a presença de infecção ou inflamação</p><p>no sistema urogenital. Entre as causas mais frequentes de piúria estão as</p><p>infecções bacterianas, tais como pielonefrite, cistite, prostatite e uretrite, mas</p><p>a presença de leucócitos também pode ser observada em doenças não</p><p>bacterianas, como a glomerulonefrite, o lúpus eritematoso e tumores.</p><p>A presença de nitrito na urina indica infecção das vias urinárias, causadas por</p><p>microrganismos que reduzem o nitrato a nitrito. O achado de reação positiva</p><p>indica a presença de infecção nas vias urinárias, principalmente por bactérias</p><p>entéricas.</p><p>2 7</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Cristais.</p><p>Células epiteliais</p><p>Cilindros.</p><p>Bactérias.</p><p>Muco.</p><p>É um achado frequente na análise do sedimento urinário normal, raramente com</p><p>significado clínico e com ligação direta com a dieta. Os cristais são formados pela</p><p>precipitação dos sais da urina submetidos à alteração de pH, temperatura ou</p><p>concentração, o que afeta sua solubilidade. A principal razão para a</p><p>identificação dos cristais urinários é detectar a presença de alguns tipos</p><p>relativamente anormais , que podem representar um sinal de distúrbios físico-</p><p>químicos na urina ou tem significado clínico específico, como os de cistina,</p><p>leucina, tirosina</p><p>e fosfato amoníaco magnesiano. A tirosina e a leucina são</p><p>resultados de catabolismo proteico, seu aparecimento na urina sob a forma de</p><p>cristais pode indicar necrose ou degeneração tecidual importante. Os cristais de</p><p>fosfato amoníaco magnesiano estão relacionados a infecções por bactérias</p><p>produtoras de urease.</p><p>É comum o achado de algumas células epiteliais. Podem ser de três tipos de acordo</p><p>com seu local de origem: células pavimentosas, transicionais e dos túbulos renais. A</p><p>maioria não tem significado clínico, representando uma descamação de células</p><p>velhas do revestimento epitelial do trato urinário. O achado de células com atípicas</p><p>nucleares ou morfológicas pode indicar a presença de processos neoplásicos</p><p>necessitando de investigação específica.</p><p>São elementos exclusivamente renais compostos por proteínas e moldados,</p><p>principalmente, na luz dos túbulos contornados distais e túbulos coletores</p><p>Indivíduos normais, principalmente após exercícios extenuantes, febre e uso de</p><p>diuréticos, podem apresentar pequena quantidade de cilindros, geralmente hialinos.</p><p>Normalmente a urina não tem bactérias. No entanto, se as amostras não forem</p><p>colhidas em condições estéreis, pode ocorrer contaminação bacteriana sem</p><p>significado clínico. A presença de nitrito na fita reativa é um dado complementar</p><p>a presença de bactérias na urina, mais precisamente enterobactérias.</p><p>Produzido pelo epitélio do túbulo renal e células epiteliais. A presença excessiva</p><p>de muco decorre de processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato</p><p>genital. O muco é um material proteico produzido por glândulas e</p><p>célulasepiteliais do sistema urogenital. Não é considerado clinicamente significativo</p><p>e sua quantidade é maior quando há contaminação vaginal.</p><p>2 8</p><p>S U M Á R I OU R I N A ( E A S )</p><p>Auxilia o clínico no diagnóstico das infecções do trato urinário.As urinas</p><p>submetidas à cultura são provenientes de pacientes com sintomas ou algum</p><p>fator de riscopara o desenvolvimento de infecçãodo trato urinário.As</p><p>infecções do trato urinário têm frequentemente como agentes etiológicos</p><p>bactérias com características de crescimento rápido,como Escherichia coli,</p><p>Enterococcus faecalis, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter</p><p>cloacae, Proteus mirabilis, Pseudomonas spp. e Staphylococcus</p><p>saprophyticus, representando a maioriados isolamentos em pacientes</p><p>hospitalizados, assim como nos da comunidade.</p><p>As culturas negativas são liberadas como ausência de crescimento</p><p>bacteriano.</p><p>Os prováveis contaminantes são definidos como difteroides, estreptococos</p><p>alfa-hemolíticos, lactobacilos, Estafilococos Coagulase-Negativa, ou o</p><p>crescimento de três microrganismos diferentes.</p><p>As culturas são consideradas positivas quando a contagem de colônias for</p><p>superior a 105 UFC (Unidade Formadora de Colônia), com isolamento de um</p><p>único agente etiológico, ou na presença de dois microrganismos, quando</p><p>houver indicação clínica, ou ainda com contagens inferior 105 com o</p><p>isolamento de um único microrganismo associado a um dado clínico e/ou</p><p>laboratorial.</p><p>Deve-se coletar o jato médio urinário após higiene da genitália externa. Em</p><p>crianças, que não controlam a micção, fazer a higiene e colocar o saco coletor</p><p>adesivo, que deve ser trocado a cada 30 minutos quando não tiver sido</p><p>possível coletar a urina. A urina de paciente em uso de sonda vesical deve ser</p><p>coletada na válvula lateral do equipo, após a desinfecção do mesmo.</p><p>A urina do jato médio pode ser da primeira micção ou de qualquer amostra</p><p>urinária, desde que o paciente retenha a urina por um período mínimo de</p><p>quatro horas. A urina é um fluido normalmente estéril; por conseguinte, uma</p><p>coleta inapropriada pode torná-la contaminada com a microbiota do períneo,</p><p>da uretra e da vagina. As amostras permanecem estáveis até duas horas após</p><p>a coleta ou em geladeira (2ºC - 8ºC).</p><p>CULTURA DE URINA (UROCULTURA)</p><p>2 9</p><p>S U M Á R I O</p><p>PESQUISA DE ELEMENTOS ANORMAIS NAS FEZES</p><p>É pesquisada a presença de hemácias, leucócitos, pH, rotavírus, etc. Como os leucócitos e as</p><p>hemácias são rapidamente destruídos no lúmen intestinal, quando presentes, sugerem a</p><p>presença de lesões intestinais mais altas, associadas ao aumento do trânsito intestinal, ou</p><p>de lesões de partes mais baixas do cólon, como colites ulcerativas, disenterias bacilares,</p><p>diverticulite e tuberculose intestinal. A presença de leucócitos isolados sugere infecções</p><p>bacterianas, colites inflamatórias e, quando em menor quantidade, pode estar associada a</p><p>lesões parasitárias.</p><p>GORDURA FECAL</p><p>A presença de gordura fecal é indicativa de má absorção de gorduras pelo intestino. É</p><p>importante como diagnóstico de triagem da esteatorreia associada a patologias do</p><p>intestino delgado, fibrose cística de pâncreas, pancreatite crônica, doenças inflamatórias</p><p>intestinais, enteropatias virais, bacterianas e parasitárias.</p><p>PESQUISA DE SANGUE OCULTO</p><p>A pesquisa de sangue oculto nas fezes é útil para a identificação de lesões do tubo</p><p>gastrointestinal que cursam sem sangramento clinicamente visível. As causas mais comuns</p><p>são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações</p><p>medicamentosas da mucosa gastrointestinal (aspirina, antiinflamatórios), neoplasias</p><p>gástricas ou de cólon, diverticulite, colites, algumas parasitoses, hemorragias deglutidas de</p><p>boca ou trato respiratório superior. É utilizada também no diagnóstico de anemias</p><p>ferroprivas, resistente ao tratamento, especialmente em crianças. Para um resultado</p><p>fidedigno, o exame deverá ser realizado de forma seriada em dias diferentes, tanto para</p><p>certificar a negatividade, um falso-positivo ou o caráter crônico do sangramento.</p><p>P A R A S I T O L Ó G I C O ( E P F )</p><p>3 0</p><p>S U M Á R I O</p><p>Glicemia casual ≥ 200 com sintomas clássicos</p><p>Glicemia em Jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões distintas</p><p>Teste de Tolerância Oral a Glicose (TTG) com glicemia ≥ 200 mg/dl 2h</p><p>após 75g de glicose anidra, em qualquer uma das medidas do teste.</p><p>Hemoglobina Glicada (HbA1c)> 6,5%</p><p>A glicose é essencial para as funções do cérebro, dos eritrócitos e das</p><p>demais células. O excesso de glicose é armazenado na forma de glicogênio</p><p>no fígado e nas células musculares. A dosagem de glicose no sangue é um</p><p>dos exames mais solicitados aos laboratórios clínicos e tem como</p><p>finalidade diagnosticar e acompanhar o tratamento de portadores de</p><p>algum distúrbio no metabolismo de carboidratos que levem a situações de</p><p>hipo ou hiperglicemia .</p><p>Um dos problemas mais frequentes envolvendo carboidratos é o diabetes</p><p>mellitus, que pode ser descrito como um grupo de doenças metabólicas de</p><p>diversas etiologias, caracterizado por hiperglicemia, glicosúria e outras</p><p>manifestações clínicas decorrentes do comprometimento, principalmente,</p><p>do sistema vascular e do sistema nervoso, levando a lesões em múltiplos</p><p>órgãos, em especial olhos, rins e coração.</p><p>Valores que definem diagnóstico de DM:</p><p>G L I C E M I A</p><p>3 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Também conhecida como curva glicêmica consiste na administração de Glicose sob</p><p>a forma de Dextrosol (geralmente 75g, em alguns casos, 100g). Após a coleta do</p><p>primeiro tempo da curva (jejum), a solução aquosa a 25% de Dextrosol é</p><p>administrada por via oral e, em seguida realizam-se coletas seriadas de sangue, nos</p><p>tempos solicitados, para a dosagem de glicose. Quando não houver solicitação a</p><p>padronização é a coleta nos tempos, 30 minutos, 60 minutos, 120 minutos e 180</p><p>minutos. Em crianças, administra-se 1,75 g/kg de peso corporal até a dose máxima de</p><p>75 g.</p><p>O exame da curva glicêmica, também chamado de teste oral de tolerância à glicose,</p><p>ou TOTG, é um exame que pode ser solicitado pelo médico com o objetivo de auxiliar</p><p>no diagnóstico de diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina ou outras alterações</p><p>relacionadas às células pancreáticas.</p><p>Esse exame é feito a partir da análise da concentração de glicose no sangue em jejum</p><p>e depois da ingestão de um líquido açucarado fornecido pelo laboratório. Assim, o</p><p>médico pode avaliar como o organismo funciona frente a elevadas concentrações de</p><p>glicose. O TOTG é um exame importante durante a gestação, sendo incluído na lista</p><p>de exames pré-natais, pois a diabetes gestacional pode representar risco tanto para a</p><p>mãe quanto para o bebê</p><p>Valor de glicemia em jejum</p><p>Normal</p><p>Inferior a 100 mg/dL</p><p>Tolerância diminuída</p><p>Entre 100 e 125 mg/dL</p><p>Diabetes</p><p>Igual ou superior a 126 mg/dL</p><p>Valor da glicemia em 120 minutos</p><p>Normal</p><p>140 mg/dL</p><p>Tolerância diminuída</p><p>Entre 140 e 199 mg/dL</p><p>Diabetes</p><p>Igual ou superior a 200 mg/dL</p><p>C U R V A , T O T G , T T G</p><p>3 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>4 vezes ao ano se fora da meta terapêutica + Glicemia em jejum</p><p>2 vezes ao ano se dentro da meta terapêutica + Glicemia em Jejum</p><p>O processo pelo qual a hemoglobina e outras proteínas se ligam à glicose é</p><p>denominado glicação e corresponde à adição de forma não enzimática de</p><p>resíduos de açúcar a grupos de aminoácidos da proteína e, desta forma, o</p><p>termo correto é hemoglobina glicada e não hemoglobina glicosilada, que</p><p>corresponde à adição enzimática de glicose na hemoglobina, o que não é o</p><p>caso.</p><p>A glicação da hemoglobina ocorre durante os 120 dias do período de</p><p>sobrevida das hemácias. Entretanto, a glicose presente no sangue depende</p><p>de um intervalo de tempo para glicar a hemoglobina. A glicemia dos</p><p>últimos 30 dias antes da dosagem contribui com 50% da hemoglobina</p><p>glicada dosada, e as glicemias dos últimos meses (dois a quatro), com 25%.</p><p>A dosagem final, portanto, corresponde à média ponderada dos níveis das</p><p>glicemias das seis a oito últimas semanas antes da dosagem. O exame</p><p>serve para controlar o diabetes já existente e para diagnosticar a pré-</p><p>diabetes e diabetes de pacientes que ainda não sabem que têm a doença.</p><p>Um valor persistentemente elevado serve como indicador da possibilidade</p><p>de ocorrência de complicações crônicas relacionadas ao diabetes mellitus.</p><p>A hemoglobina glicosilada HbA1 é uma hemoglobina de migração rápida</p><p>na eletroforese, que tem um açúcar ligado ao local de maior reatividade</p><p>para glicação, o aminoácido N-terminal da cadeia beta. É encontrada em</p><p>níveis aumentados nos pacientes com hiperglicemia mantida e dentro dos</p><p>limites de referência em indivíduos normais.</p><p>No diagnóstico</p><p>H E M O G L O B I N A</p><p>G L I C A D A</p><p>3 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>A constância na formação e excreção da creatinina faz dela um marcador</p><p>muito útil da função renal, principalmente da filtração glomerular, sendo o</p><p>teste mais utilizado para esta finalidade. É o produto de degradação da</p><p>creatina, sendo sua concentração sérica não só dependente da taxa de</p><p>filtração renal, mas também da massa muscular, idade, sexo, alimentação,</p><p>concentração de glicose, piruvato, ácido úrico, proteína, bilirrubina e do uso</p><p>de medicamentos (cefalosporinas, salicilato, trimetoprim, cimetidina,</p><p>hidantoína, anticoncepcionais e anti-inflamatórios).</p><p>A creatina é uma substância naturalmente produzida no corpo, pelos rins e</p><p>fígado, e tem como função fornecer energia para o músculo e favorecer o</p><p>desenvolvimento das fibras musculares, resultando no ganho de massa</p><p>muscular, melhora do desempenho físico e diminuição do risco de lesões.</p><p>Níveis baixos podem ser encontrados nos estados que cursam com</p><p>diminuição da massa muscular. A determinação da creatinina plasmática é</p><p>um teste de função renal mais seguro do que a ureia. Nas doenças renais, a</p><p>creatinina se eleva mais vagarosamente que a ureia e se reduz mais devagar</p><p>com a hemodiálise. Valores de Referência: Homens: 0,7 a 1,2</p><p>mg/dl;Mulheres: 0,5 a 1,0 mg/dl.</p><p>C R E A T I N I N A</p><p>3 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>Clearance de Creatinina</p><p>Teste utilizado para avaliação da taxa de filtração glomerular, sendo</p><p>mais sensível que a determinação sérica isolada. No Clearance de</p><p>Creatinina valores séricos e urinários são medidos e a depuração é</p><p>calculada e corrigida tendo em vista a superfície corporal. Clearance</p><p>elevado pode ser encontrado após exercícios, na gravidez e no</p><p>diabetemellitus. Variação intraindividual desse teste pode chegar a</p><p>15%. Armazenamento da urina por muito tempo, em altas</p><p>temperaturas, pode causar conversão da creatina à creatinina,</p><p>acarretando aumentos espúrios.</p><p>C R E A T I N I N A</p><p>3 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>A ureia é um produtodo catabolismo de aminoácidos e proteínas.</p><p>Geradano fígado, é a principal fonte de excreção do nitrogênio do</p><p>organismo. É difundida por meio da maioria das membranas celulares, e a</p><p>sua maior parte é excretada pela urina, sendo que pequenas quantidades</p><p>podem ser liberadas pelo suor e degradadas por bactérias intestinais.</p><p>É livremente filtradapelos glomérulos e é dependente da velocidade do</p><p>fluxo urinário, ligado diretamente ao grau de hidratação. Grande parte da</p><p>ureia filtrada é reabsorvida passivamente nos túbulos proximais. No</p><p>indivíduo saudável, sua concentração varia de acordo com diferentes</p><p>fatores tais como o conteúdo proteico da dieta e a hidratação.</p><p>Os níveis séricos da ureia são alterados por diferentes formas de ação sobre</p><p>seu metabolismo. No entanto, sua elevação é mais precoce, e não sofre com</p><p>a variação da massa muscular. A avaliação conjunta com a creatinina é útil</p><p>no diagnóstico diferencial das causas de lesão renal. Os aumentos dos</p><p>níveis séricos da ureia podem ser classificados, de acordo com a sua origem,</p><p>como pré-renais, renais e pós-renais. O quadro abaixo apresenta essa</p><p>classificação níveis séricos diminuídos são mais raros e decorrem de</p><p>importante restrição da ingesta de proteínas, desidratação, reposição</p><p>excessiva de líquidos, durante a gestação e nas doenças hepáticas graves</p><p>por diminuição da síntese da ureia. Valores de referência: Soro ou Plasma: 15</p><p>a 40 mg/dl.</p><p>U R É I A</p><p>3 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>O Colesterol é um esterol encontrado em todos os tecidos animais.</p><p>Desempenha importantes funções fisiológicas, incluindo a síntese de ácidos</p><p>biliares, vitamina D, hormônios esteroides e constituintes da dupla camada das</p><p>membranas celulares. O colesterol está presente na parede intestinal, oriundo</p><p>de três fontes: dieta, secreção biliar e intestinal e células. Alimentos de origem</p><p>animal, em especial carne, gema de ovos, frutos do mar e laticínios, aumentam</p><p>o aporte de colesterol na dieta.O colesterol é feito em quantias necessárias e é</p><p>armazenado no corpo. Está especialmente concentrado no fígado, rim,</p><p>glândula suprarrenal e o cérebro. O colesterol é requerido para a estrutura de</p><p>paredes de células, deve estar disponível para o corpo produzir vitamina D, é</p><p>essencial à produção de sucos digestivos, isola fibras nervosas e é a base para</p><p>produção de hormônios.</p><p>O colesterol total apresenta-se aumentado na hipercolesterolemia primária e</p><p>secundariamente na síndrome nefrótica, no hipotireoidismo, no diabetes</p><p>mellitus, na cirrose biliar primária e na hipoalbuminemia.</p><p>Níveis baixos podem ser encontrados na desnutrição e no hipertireoidismo.</p><p>Têm sido observadas variações sazonais do colesterol. Por exemplo, níveis</p><p>séricos são mais elevados no outono e no inverno e mais baixos no verão e na</p><p>primavera.</p><p>Alguns fatores podem interferir como a postura antes e durante a coleta,</p><p>estresse emocional e ciclo menstrual . O Consenso recomenda que os adultos</p><p>com idades acima de 20 anos realizem o perfil lipídico. Nos casos de resultados</p><p>dentro das faixas desejáveis e sem outros fatores de risco, a avaliação deve ser</p><p>repetida a cada cinco anos, desde que os hábitos de vida e as condições</p><p>clínicas não se alterem. Nos casos com valores alterados a avaliação deverá ser</p><p>repetida de acordo com os graus de risco.</p><p>No adulto, deve ser investigado na presença de pancreatite aguda,</p><p>xantomatose, obesidade ou outros fatores de risco de doença coronariana. Os</p><p>fatores de risco coronariano incluem: sexo masculino; história familiar</p><p>prematura de doença cardiovascular; fumo; hipertensão; níveis baixos de HDL-</p><p>colesterol; diabetes mellitus; doença cerebrovascular ou vascular periférica</p><p>oclusiva; obesidade e sedentarismo.</p><p>L I P I D O</p><p>G R A M A</p><p>3 7</p><p>S U M Á R I O</p><p>. A ingestão de álcool deve ser evitada por pelo menos 72 horas, pois</p><p>interfere diretamente nos valores dos lipídios, especialmente dos</p><p>triglicerídeos. O exame não deve ser realizado antes de oito semanas</p><p>posteriores à recuperação de traumas, cirurgias, infecções bacterianas e</p><p>virais agudas ou doenças crônicas debilitantes.</p><p>A dosagem isolada de colesterol não necessita de jejum, que, entretanto,</p><p>deve ser solicitado, visto que os valores de referência foram obtidos com</p><p>jejum de 12 horas. Em pacientes que apresentem valores alterados em</p><p>relação aos desejáveis para a idade, recomenda-se a validação com a</p><p>repetição da dosagem dentro de um intervalo mínimo de sete dias e</p><p>máximo de dois meses.</p><p>O colesterol total é transportado pelo organismo ligado a três classes de</p><p>lipoproteínas: As Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL), as de Baixa</p><p>Densidade (LDL) e as de Muito Baixa Densidade (VLDL).</p><p>L I P I D O G R A M A</p><p>3 8</p><p>VLDL-colesterol</p><p>O VLDL-colesterol é avaliado a partir da concentração de triglicérides. Uma</p><p>vez que esta avaliação inclui a dosagem de triglicérides, todos os cuidados</p><p>pré- analíticos necessários para a dosagem deste parâmetro devem ser</p><p>respeitados, ou seja: manutenção dos hábitos alimentares, abstinência de</p><p>ingestão de bebidas alcoólicas nos três dias que antecedem ao exame e</p><p>jejum de 12 horas para a coleta de sangue.</p><p>S U M Á R I O</p><p>HDL-colesterol (colesterol contido nas HDL)</p><p>É inversamente proporcional ao risco de desenvolvimento de doenças</p><p>coronarianas. Níveis superiores a 60 mg/dl são associados a um efeito</p><p>protetor, enquanto níveis séricos abaixo de 40 mg/dl relacionam-se a risco</p><p>mais elevado de desenvolvimento de doença coronariana. Essa capacidade</p><p>protetora parece estar relacionada ao mecanismo de transporte reverso do</p><p>colesterol, no qual a HDL está envolvida, captando colesterol não</p><p>esterificado dos tecidos periféricos pela ação enzimática da LCAT (lecitina-</p><p>colesterol-acil-transferase) e formando as HDL maduras, que irão levar o</p><p>colesterol até o fígado de forma direta ou transferindo-o para outras</p><p>lipoproteínas, especialmente as VLDL.</p><p>LDL-colesterol</p><p>O LDL- colesterol (colesterol contido nas lipoproteínas LDL) tem sido</p><p>apontado por diversos autores como um indicador de risco de</p><p>desenvolvimento de arteriosclerose melhordo que o colesterol total, já que</p><p>está diretamente envolvido no mecanismo de desenvolvimento da lesão</p><p>arterosclerótica. O endotélio tem participação ativa no processo de</p><p>aterogênese, e sofre a ação dos fatores de risco, como aumento do LDL-</p><p>colesterol, tabagismo, suscetibilidade hereditária, entre outros.</p><p>L I P I D O G R A M A</p><p>3 9</p><p>S U M Á R I OL I P I D O G R A M A</p><p>4 0</p><p>Os triglicerídeos circulantes são provenientes da dieta (fonte exógena) e</p><p>do fígado (fonte endógena). Triglicerídeos, ésteres de ácidos graxos de</p><p>glicerol, representam a maior quantidade de gordura no organismo. Sua</p><p>função primária é armazenar e providenciar energia para as células. A</p><p>concentração de triglicerídeos do plasma é dada pelo balanço entre as</p><p>taxas de entrada e de eliminação dessas moléculas no organismo.</p><p>As concentrações de triglicerídeos no plasma variam conforme a idade e</p><p>o sexo. Aumentos moderados ocorrem durante o crescimento e o</p><p>desenvolvimento. Dosagens de triglicerídeos são usadas para avaliar</p><p>hiperlipidemias. Altas concentrações podem ocorrer com</p><p>hipoparatireoidismo, síndromenefrótica, doenças de depósitos de</p><p>glicogênio e diabetes mellitus.</p><p>Concentrações extremamente elevadas de triglicerídeos são</p><p>comumente encontradas em casos de pancreatite aguda. Algumas</p><p>drogas como anticoncepcionais orais e estrogênio podem levar a</p><p>resultados falsamente elevados. O papel dos triglicerídeos no risco de</p><p>desenvolvimento de doença arterial coronariana tem sido bastante</p><p>discutido. Até agora, os trabalhos apontavam os triglicerídeos não como</p><p>fatores de risco independentes, mas sim como associados à presença de</p><p>outros fatores de risco, variando inversamente com os valores de HDL-</p><p>colesterol e diretamente com os níveis séricos do LDL-colesterol.</p><p>S U M Á R I O</p><p>O ácido úrico é o maior produto do catabolismo das purinas. É armazenado</p><p>no organismo, sendo oriundo do catabolismo das proteínas da dieta e de</p><p>fontes endógenas, concentrando-se principalmente no fígado. O ácido</p><p>úrico é excretado principalmente por via renal. Apenas uma pequena</p><p>parcela (1/3) é eliminada por via gastrointestinal. Não existe uma relação</p><p>direta entre os valores séricos e os valores urinários.</p><p>Os níveis séricos do ácido úrico são determinados pela relação entre a dieta,</p><p>a produção endógena e os mecanismos de reabsorção e de excreção. Os</p><p>mecanismos de reabsorção e de excreção renais são complexos, e podem</p><p>ocorrer alterações na filtração glomerular, na reabsorção tubular proximal,</p><p>na secreção tubular e na reabsorção após secreção.</p><p>Diversos fatores como dieta, predisposição genética, sexo, idade, peso,</p><p>medicamentos, uso de álcool e associação com outras patologias como</p><p>diabetes mellitus e distúrbios lipídicos podem alterar os valores séricos e</p><p>levar a um desequilíbrio entre a absorção e a excreção de ácido úrico. Seus</p><p>valores sofrem uma variação diurna, com valores mais elevados pela manhã</p><p>e mais baixos à noite.</p><p>Numerosas doenças, condições fisiológicas, alterações bioquímicas, fatores</p><p>sociais e ambientais estão associados a elevações na concentração</p><p>plasmática de ácido úrico. Entre as etiologias da hiperuricemia estão</p><p>insuficiência renal, cetoacidose, excesso de lactato e o uso de diuréticos. O</p><p>aumento de urato está positivamente relacionado à hiperlipidemia,</p><p>obesidade, aterosclerose, diabetes mellitus e hipertensão, embora os</p><p>mecanismos destas alterações ainda não sejam bem compreendidos.</p><p>Portanto, os níveis séricos do ácido úrico podem apresentar-se alterados em</p><p>uma gama de situações clínicas, incluindo a gota. A gota é responsável por</p><p>apenas 10 a 15% das hiperuricemias. A maioria dos pacientes com gota</p><p>sofre tanto de superprodução como de hipoexcreção. A gota caracteriza-se</p><p>clinicamente por hiperuricemia, precipitação de urato monossódico em</p><p>fluidos biológicos supersaturados e depósito de urato por todo o corpo,</p><p>com exceção do sistema nervoso central, mas com maior predisposição</p><p>para articulações, cartilagem periarticular, ossos, bursa e tecidos moles</p><p>subcutâneos.</p><p>Á C I D O Ú R I C O</p><p>4 1</p><p>S U M Á R I O</p><p>Para checar o excesso (hiperuricemia) ou a falta (hipouricemia) do</p><p>ácido úrico no organismo. No primeiro caso, ele se deposita em</p><p>alguns órgãos, como os rins, e lá causa a formação de cálculos renais</p><p>até insuficiência.</p><p>Além disso, sua abundância afeta as articulações e é um sinal</p><p>importante da doença conhecida como gota, que causa inflamação e</p><p>dor intensa. Alguns estudos relacionam níveis altos de ácido úrico a</p><p>um maior risco de disfunções cardiovasculares .</p><p>Já a hipouricemia é uma condição mais rara. Ela está ligada a</p><p>determinados males hepáticos e renais, assim como à exposição de</p><p>substâncias tóxicas.</p><p>São comuns ataques recorrentes de artrite, nefropatia e,</p><p>frequentemente, nefrolitíase. A gota, manifestação clínica da</p><p>hiperuricemia, é classificada como primária, secundária e idiopática.</p><p>Valores de Referência: Soro: Homens: 2,5 a 7,0 mg/dl; Mulheres: 1,5 a</p><p>6,0 mg/dl; Urina: 250 a 750 mg/24 horas.</p><p>Á C I D O Ú R I C O</p><p>4 2</p><p>S U M Á R I O</p><p>A enzima Aspartato Aminotransferase (AST), antigamente denominada</p><p>Transaminase Oxaloacética (TGO), é encontrada em diversos órgãos e tecidos</p><p>como fígado, coração, músculo esquelético e eritrócitos. Elevações das</p><p>transaminases ocorrem nas hepatites (viral e tóxica), hepatite por drogas, na</p><p>mononucleose, cirrose, colestase, carcinoma hepático primário ou metastático,</p><p>pancreatite, traumatismo extenso e no choque prolongado.</p><p>Está presente no citoplasma e também nas mitocôndrias e, portanto, sua</p><p>elevação indica um comprometimento celular mais profundo. No caso do</p><p>hepatócito, isso se revela por uma elevação por tempo mais prolongado no curso</p><p>das hepatites virais agudas e uma elevaçãoseletiva nos casos de</p><p>hepatitesalcoólicas,</p><p>metástases hepáticas e necroses medicamentosas e</p><p>isquêmicas.</p><p>Aumentos da AST no soro são comumente encontrados no infarto agudo do</p><p>miocárdio, elevando-se nas primeiras 12 horas e apresentando um pico sérico</p><p>após algo em torno de 24 horas, com retorno aos valores normais em um período</p><p>de três a cinco dias.</p><p>Valores discretamente elevados podem ser encontrados também no infarto</p><p>pulmonar, no infarto renal ou em casos de grandes tumores, na embolia</p><p>pulmonar, distrofias musculares, dermatomiosite, traumas da musculatura</p><p>esquelética, no pós-operatório, especialmente de cirurgias cardíacas, cirrose</p><p>alcoólica, hepatite induzidapor drogas, mononucleose infecciosa,</p><p>citomegaloviroses, anemias hemolíticas, pancreatite aguda e acidente vascular</p><p>cerebral.</p><p>Valores de Referência: Mulheres - 10-37 U/L; Homens: 11-39 U/L. Os níveis na</p><p>infância são duas a três vezes superiores àqueles encontrados nos adultos</p><p>T G O / A S T</p><p>4 3</p><p>S U M Á R I O</p><p>A enzima alanina aminotransferase (ALT) era antigamente denominada</p><p>transaminase pirúvica (TGP) e é encontrada abundantemente no fígado, em</p><p>quantidades moderadas no rim e em pequenas quantidades no coração e</p><p>na musculatura esquelética. Sua origem é predominantemente</p><p>citoplasmática, fazendo com que se eleve rapidamente após a lesão</p><p>hepática, tornando-a um marcador sensível da função do fígado. Como</p><p>marcador hepatocelular, apresenta valores alterados em patologias que</p><p>cursam com necrose do hepatócito, como hepatites virais, mononucleose,</p><p>citomegalovirose e hepatites medicamentosas.</p><p>Entretanto, é um marcador menos sensível que a AST para hepatopatias</p><p>alcoólicas, cirrose ativa, obstruções extra-hepáticas e lesões metastáticas no</p><p>fígado. Pode se apresentar elevadaem situações de trauma da musculatura</p><p>esquelética, miosites e miocardites e normal ou discretamente elevada nos</p><p>casos de infarto agudo do miocárdio.</p><p>Em recém-nascidos, podem ser encontrados valores superiores aos de</p><p>referência, o que é atribuído à imaturidade dos hepatócitos nos neonatos,</p><p>que apresentam as membranas celulares mais permeáveis. Os valores se</p><p>igualam aos níveis do adulto em torno dos três meses de idade.</p><p>Valores de ALT são iguais ou superiores aos de AST na maioria dos pacientes</p><p>com hepatite viral, icterícia pós- hepática ou colestase intra-hepática. Nos</p><p>casos de cirrose hepática, hepatite alcoólica ou carcinoma metastático, os</p><p>valores de ALT são inferiores aos de AST.</p><p>No infarto agudo do miocárdio, os valores de ALT encontram-se dentro da</p><p>faixa de referência ou ligeiramente aumentados.</p><p>Valores de Referência: Soro: 4 a 32U/L; os níveis na infância são</p><p>discretamente superiores àqueles encontrados em adultos.</p><p>T G / A L T</p><p>4 4</p><p>S U M Á R I O</p><p>A gama glutamil transpeptidase ou transferase (GGT) é uma enzima presente</p><p>nas membranas celulares e nas frações microssômicas envolvidas no transporte</p><p>de aminoácidos por meio da membrana celular. Está presente em ordem</p><p>decrescente de abundância no túbulo proximal renal, fígado, pâncreas e</p><p>intestino. Os níveis séricos da GGT são principalmente de origem hepática. Sua</p><p>meia-vida é de sete a 10 dias, aumentando para 28 dias nas lesões hepáticas</p><p>ligadas ao álcool.</p><p>O exame GGT, também conhecido por Gama GT ou gama glutamil transferase, é</p><p>normalmente solicitado para verificar a presença de problemas no fígado ou</p><p>obstrução biliar, já que nessas situações a concentração de GGT está elevada.</p><p>Os valores são aproximadamente 50% mais elevados nos homens do que nas</p><p>mulheres e são diretamente proporcionais à massa corporal, ao consumo de</p><p>álcool, ao fumo e ao nível de atividade física. Por mecanismo ainda não muito</p><p>bem esclarecido, pacientes com diabetes mellitus, hipertireoidismo, artrite</p><p>reumatoide e doença pulmonar obstrutiva crônica frequentemente</p><p>apresentam valores aumentados de GGT.</p><p>Valores muito elevados são encontrados nos quadros de colestase crônica,</p><p>como na cirrose biliar primária ou na colangite esclerosante e em outras</p><p>patologias hepáticas e biliares. Apresenta-se frequentemente elevada em</p><p>alcoólatras, mesmo sem hepatopatia, na obesidade e no uso de drogas como</p><p>analgésicos, anticonvulsivantes, quimioterápicos, estrogênio e contraceptivos</p><p>orais. Nos períodos após infarto agudo do miocárdio, a GGT pode permanecer</p><p>alterada por semanas.</p><p>G A M A - G T</p><p>4 5</p><p>S U M Á R I O</p><p>A dosagem de bilirrubina é importante na investigação de alguns tipos de</p><p>anemia, assim como de doenças do fígado e da vesícula biliar. Ela também é</p><p>importante em pessoas que ingerem bebidas alcóolicas em excesso e por isso</p><p>têm maior risco de ter doença no fígado. A principal manifestação da bilirrubina</p><p>aumentada é cor da pele e dos olhos amarelada, o que é chamado de icterícia.</p><p>Esse aumento pode ser da bilirrubina direta, indireta ou de ambas.</p><p>A dosagem de bilirrubina total e frações são úteis na avaliação de hepatopatias e</p><p>de quadros hemolíticos, em particular, na avaliação da icterícia do recém-nascido</p><p>A bilirrubina é o principal produto do metabolismo do heme da hemoglobina.</p><p>Cerca de 70% da bilirrubina são provenientes da destruição de eritrócitos velhos,</p><p>15% provêm de fontes hepáticas, e o restante é proveniente da destruição de</p><p>células vermelhas defeituosas na medula óssea e nos citocromos. Essa bilirrubina</p><p>recém-formada circula no sangue ligada à albumina sérica (forma não</p><p>conjugada).</p><p>Os níveis séricos da bilirrubina não conjugada (bilirrubina indireta) são</p><p>determinados pela velocidade de produção e pela velocidade de remoção dessa</p><p>bilirrubina da circulação.</p><p>Os níveis séricos da bilirrubina conjugada (bilirrubina direta) são determinados pela</p><p>capacidade de excreção da bilirrubina pelo fígado, ou seja, pela integridade</p><p>fisiológica do hepatócito e da permeabilidade das vias biliares intra e extra-</p><p>hepáticas.</p><p>B I L I R R U B I N A S</p><p>4 6</p><p>S U M Á R I O</p><p>P R O T E Í N A S T O T A I S E</p><p>F R A Ç Õ E S</p><p>4 7</p><p>As proteínas do sangue são compostas basicamente pela Albumina e um</p><p>grupo de proteínas denominado Globulinas, além de uma pequena fração</p><p>de fibrinogênio e outras proteínas. A dosagem de proteínas totais é utilizada</p><p>na avaliação do estado nutricional e na investigação de edemas. Aumentos</p><p>são encontrados na desidratação, doença hepática, neoplasias,</p><p>mieloma, macroglobulinemia Waldenströn, hanseníase, leishmaniose,</p><p>doenças granulomatosas, colagenoses, uso de corticoides, digitais,</p><p>furosemida e contraceptivos orais.</p><p>Valores baixos podem ocorrer na gravidez, cirrose, imobilização prolongada,</p><p>insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, neoplasias, enteropatias</p><p>perdedoras de proteínas, desnutrição, hipertireoidismo, queimaduras,</p><p>doenças crônicas, e no uso de carvedilol e laxativos. Hemólise pode causar</p><p>aumentos espúrios.</p><p>A albumina é a proteína mais abundante no plasma. Sintetizada pelas</p><p>células do parênquima hepático, tem meia-vida de 15 a 19 dias. Sua função</p><p>primária é manter a pressão coloidosmótica do plasma. Níveis elevados</p><p>podem ocorrer na desidratação aguda sem significado clínico.</p><p>Normalmente espera-se uma razão albumina/globulina maior ou igual a 1.</p><p>VALORDE REFERÊNCIA: ALBUMINA: 3,5 A 5,5G/DL;GLOBULINAS: 1,4 A 3,2G/DL; TOTAIS: 6,4</p><p>A 8,3G/DL.</p><p>S U M Á R I O</p><p>O exame de sódio no sangue é usado para detectar concentrações anormais de</p><p>sódio, denominadas hiponatremia (baixo sódio) e hipernatremia(sódio elevado).</p><p>Pode ser feito para determinar se a doença/estado clínico que compromete o</p><p>cérebro, pulmões, fígado, coração, rins, tireoide ou glândulas adrenais esteja</p><p>causando ou sendo agravada pelo excesso ou deficiência de sódio.</p><p>É o único íon que deve ser adicionado artificialmente à alimentação sob a forma</p><p>de cloreto de sódio (NaCl - sal de cozinha), pois não se encontra nos alimentos</p><p>em concentrações compatíveis com as necessidades celulares humanas. Está</p><p>ligado à condução de estímulos nervosos nos neurônios. A concentração de sódio</p><p>plasmático depende muito da ingestão e excreção de água e, em menor grau, da</p><p>regulação do sódio pelos rins. A dosagem do íon sódio tem aplicação clínica na</p><p>avaliação dos</p>