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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
CENTRO DE CIÊNCIAS 
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA ANALÍTICA E FÍSICO-QUÍMICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUÍMICA ANALÍTICA 
QUALITATIVA 
 
MANUAL DE LABORATÓRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROFª Helena Becker 
 
 
 
 
2016 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
QUÍMICA ANALÍTICA: É a ciência que estuda os princípios e a teoria dos métodos de análise 
química que nos permitem determinar a composição química das substâncias ou de misturas das 
mesmas. 
 
QUÍMICA ANALÍTICA QUALITATIVA: Trata da determinação dos constituintes (elementos, grupo 
de elementos ou íons) que formam uma dada substância ou mistura. 
 
QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA: Trata da determinação das quantidades ou proporções dos 
constituintes, previamente identificados, numa dada substância ou mistura. 
 
Nos métodos químicos de Análise Qualitativa, o elemento ou íon pesquisado é transformado num 
composto que possua determinadas propriedades características que nos permitam ter a certeza de que 
foi esse o composto obtido. A transformação química chama-se reação analítica e a substância que a 
provoca chama-se reagente. 
Conforme a quantidade de substância com a qual se opera para realizar as reações analíticas, distinguem-
se os seguintes métodos de Análise Qualitativa: macroanálise, microanálise, semimicroanálise e 
ultramicroanálise. 
 
Macroanálise: ensaiam-se quantidades relativamente grandes de substância: 0,5 a 1 g ou, no caso de 
solução 20 a 50 ml. As reações realizam-se em tubos de ensaio comuns (10 a 20 ml) ou em balões. Os 
precipitados são separados das soluções por filtração através de papel de filtro. 
 
Microanálise: empregam-se quantidades bem menores de substância, cerca de alguns miligramas de 
substância sólida ou uns décimos de mililitros de solução. Usam-se reagentes de grande sensibilidade, 
que permitem identificar a presença de vários componentes, mesmo que existam somente vestígios de 
alguns. As reações realizam-se pelo método microcristaloscópico ou pelo método da gota: 
 
método microcristaloscópico: as reações devem realizar-se sobre uma lâmina de vidro, identificandose 
o íon ou o elemento pela forma dos cristais que se formam, observados ao microscópio. 
 
método da gota: (reações gota a gota): usam-se reações que são acompanhadas de uma viragem da 
coloração da solução ou da formação de precipitados corados. As reações realizam-se numa tira de papel 
de filtro onde se depositam sucessivamente e numa ordem bem definida, gota a gota, a solução em estudo 
e os reagentes. Como resultado da reação, no papel de filtro aparece uma mancha corada, cuja cor permite 
comprovar a presença na solução do íon a identificar. 
 
Semimicroanálise: ocupa um lugar intermediário entre a macro e a microanálise. Utilizam-se 
quantidades de substâncias da ordem de 1/20 ou 1/25 das usadas na macroanálise, ou seja, cerca de 50 
mg de substância sólida ou 1 ml de solução. A semi microanálise apresenta inúmeras vantagens sobre a 
macroanálise e, sendo o trabalho devidamente esmerado, obtêm-se resultados tão precisos quanto os da 
macroanálise. 
 
Ultramicroanálise: usam-se quantidades de substâncias inferiores a 1mg. Todas as operações analíticas 
efetuam-se as observando ao microscópio. 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 2. NORMAS BÁSICAS DE CONDUTA EM LABORATÓRIO QUÍMICO 
 
2.1. PROTEÇÃO FÍSICA 
 
- Diversos produtos são tóxicos e, portanto não devem ser ingeridos. Recomenda-se não fumar ou 
lanchar no laboratório e manter as mãos sempre bem lavadas. 
 
- Evitar o contato de produtos tóxicos com a pele, pois a maioria dos reagentes químicos são corrosivos. 
Muito cuidado ao manusear ácidos ou bases concentrados. ÁCIDOS E BASES CONCENTRADAS 
ATACAM A PELE E ROUPA, por essa razão, devem ser utilizadas com o máximo de cuidado, 
principalmente na neutralização de um com o outro, pois a reação é violenta. Lavar imediatamente, 
com bastante água, qualquer respingo deles sobre o corpo ou bancada. No caso de queimadura com 
H2SO4 concentrado, secar muito bem a parte afetada, depois lavar com água fria. 
 
- Ao efetuar a adição de ácidos, principalmente o ácido sulfúrico, a ordem de adição é sempre a água 
primeiro e depois, lentamente e com o recipiente contendo a água sob resfriamento, o ácido. 
 
- Ao observar o cheiro de uma substância não se deve colocar o rosto diretamente sobre o frasco que a 
contém. Abanando com a mão por cima do frasco aberto, desloque na sua direção uma pequena 
quantidade do vapor para cheirar. 
 
- As roupas são convenientemente protegidas pelo uso de um avental. É indispensável o USO DE 
AVENTAL de algodão. O avental não deve ser de tecido sintético facilmente inflamável. 
 
- O aluno deve TRAJAR CALÇAS COMPRIDAS E SAPATOS FECHADOS. Não é permitido o uso 
de bermudas, shorts e chinelos. 
 
- IMPORTANTE. O ALUNO QUE NÃO ESTIVER DE AVENTAL, TRAJANDO ROUPAS 
APROPRIADAS SERÁ IMPEDIDO DE PERMANECER E REALIZAR EXPERIMENTO NO 
LABORATÓRIO. NÃO HAVERÁ REPOSIÇÃO DAS AULAS PERDIDAS. 
 
- PRENDER OS CABELOS, evitando que estes caiam no rosto, sobre o frasco contendo reagente 
químico ou próximo ao fogo. 
 
- O laboratório é um lugar de trabalho sério. EVITE QUALQUER TIPO DE BRINCADEIRAS. 
 
- Reagentes que desprendem vapores corrosivos e irritantes (como por exemplo: evaporações de 
soluções ácidas, amoniacais, etc.) devem ser manipulados na capela, bem como aquecimentos e 
evaporações. 
 
- Não se devem pipetar, com a boca, reagentes tóxicos ou concentrados. Usar uma pró-pipeta. 
 
- Antes de iniciar e após o término dos experimentos MANTENHA SEMPRE LIMPA A VIDRARIA E 
A BANCADA DE TRABALHO. 
 
- Verificar cuidadosamente o rótulo do frasco que contém um dado reagente antes de tirar dele qualquer 
porção de seu conteúdo. Leia o rótulo duas vezes para se certificar de que tem o frasco certo. 
 
- Antes de iniciar uma atividade experimental procure obter informações sobre a toxidez dos reagentes 
envolvidos para se trabalhar com segurança. ESTUDAR com atenção os experimentos antes de 
executá-los, registrando, no caderno de laboratório, as observações e conclusões que fez, após a 
execução dos mesmos. 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
- Deve-se evitar o desperdício de soluções, reagentes sólidos, gás e água destilada. 
 
- Ao se aquecer um tubo de ensaio, deve-se fazê-lo de maneira adequada, caso contrário, o conteúdo do 
mesmo poderá ser projetado para fora, atingindo o operador ou outras pessoas que estiverem do seu 
lado. 
 
- Dar tempo suficiente para que um vidro quente resfrie. Lembre-se de que o vidro quente apresenta o 
mesmo aspecto de um vidro frio. Não o abandone sobre a mesa, mas sim, sobre uma tela com amianto. 
 
- Não é permitido o uso de rádio ou walkman durante as aulas. 
 
- INFORME O PROFESSOR DE QUALQUER ACIDENTE QUE OCORRA, MESMO QUE SEJA 
UM DANO DE PEQUENA IMPORTÂNCIA. 
 
- Só é permitida a permanência no laboratório de alunos matriculados na disciplina. Fora do horário de 
aula o aluno não poderá realizar experimentos no laboratório. 
 
 
2.2. MANIPULAÇÃO DE REAGENTES E VIDRARIA 
 
- Nenhum frasco de reagentes deve permanecer aberto por um intervalo de tempo mais longo do que o 
necessário; lembrar que vapores tóxicos passam para o ar que você está respirando. 
 
- Não colocar a tampa do reagente em cima da bancada suja e esteja atento para não fechar um frasco 
com a tampa de outro reagente. 
 
- Antes de dar início a qualquer experimento, garantir que a vidraria a ser utilizada encontra-se 
criteriosamente limpa. As lavagens dos materiais de vidro são realizadas inicialmente com água 
corrente e posteriormente com pequenos volumes de água destilada. Em alguns casos, é necessário o 
empregode sabão ou detergente e escova. Sempre enxaguar a vidraria utilizada com água destilada. 
 
- Não descartar sólidos na pia (papéis, vidros quebrados, etc.), existem lixeiras no laboratório próprias 
para esse tipo de resíduos. 
 
- Procurar orientação, com o professor ou monitor, sobre o descarte dos resíduos obtidos na prática. 
 
- Na preparação ou diluição de uma solução, usar ÁGUA DESTILADA. 
 
- Deve-se tomar o máximo cuidado para não contaminar os reagentes sólidos e as soluções com outras 
substâncias ou íons, respectivamente. 
 
- Em semimicro análise, trabalha-se sempre com pequenas quantidades de substância (cerca de 50 mg) 
e volumes de até 1 mL (1 gota padrão = 0,05 mL). 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 3. TÉCNICAS EM ANÁLISE SEMI MICRO 
 
T-1. AMOSTRAGEM 
É essencial que a amostra tomada para análise de uma grande quantidade de material seja representativa, 
ou seja, ela deve conter todos os constituintes da amostra. No caso de uma solução, basta somente 
misturar bem antes de a amostra ser retirada. Se ela contiver material em suspensão, agitar vigorosamente 
e remover a amostra rapidamente antes dos sólidos sedimentarem. Materiais sólidos podem não ser 
homogêneos. Mesmo após cuidadosamente misturados, os constituintes podem voltar a se separar, se as 
suas densidades forem muito diferentes. Examinar o material com uma lente manual para verificar a não 
homogeneidade e misturar antes de tomar uma amostra. 
 
T-2. DISSOLVENDO A AMOSTRA 
Serão consideradas aqui apenas as situações mais simples. Maiores detalhes serão fornecidos em 
capítulos posteriores. O solvente mais desejável é água. Testar a solubilidade de uma pequena quantidade 
(menos de 20 mg) em várias gotas de água. Se a dissolução não se efetuar prontamente, à temperatura 
ambiente, após agitada com um bastão, acrescentar mais água e agitar. Se não der resultado, tentar 
aquecê-la durante alguns minutos em banho-maria. Se ficar algum resíduo insolúvel na água, testar a 
solubilidade em ácido nítrico ou clorídrico 6 mol.L-1. Dar tempo suficiente para a dissolução se 
processar. Alguns sais hidrolizam-se em água formando precipitados. Dissolver esses sais diretamente 
em ácidos. 
 
T-3. MEDINDO QUANTIDADES 
(a) A quantidade de soluções é medida em gotas ou mL. Uma gota padrão corresponde a 0,05 mL, 
dessa forma, 20 gotas correspondem a 1 mL. 
(b) A quantidade de sólidos é tomada com uma espátula e “a grosso modo”, podemos considerar que 
o equivalente a uma pitada é suficiente para a análise semi micro. 
 
T-4. ADICIONANDO REAGENTES 
É imperiosa a preservação dos reagentes contra o perigo de contaminação. Os gotejadores dos frascos 
de reagentes devem ser mantidos acima dos demais frascos e não se deve deixar tocá-los. Manter o bulbo 
do conta-gotas descomprimido e remover qualquer fração de gota, primeiro para um bastão limpo e, em 
seguida, para a solução. 
 
T-5. MISTURANDO 
Em análise química os resultados satisfatórios podem, muitas vezes, depender do simples ato de agitar. 
Quando se misturam duas soluções, elas não difundem rapidamente, por isso, a menos que seja dito o 
contrário, TODAS as soluções devem ser agitadas com bastão de vidro quando ocorrer adição de 
reagente. NÃO UTILIZAR O DEDO PARA TAMPAR O TUBO E AGITAR, pois pode contaminar a 
solução e a você! As seguintes regras são mais adequadas: 
(a) Se a solução ocupar menos da metade do tubo de ensaio, você pode golpear a base do tubo com 
o dedo indicador, usar um bastão de vidro ou usar uma pipeta capilar, sugando a solução e 
expelindo-a no fundo do tubo, pelo menos duas vezes. 
(b) Se a solução ocupar mais da metade do tubo de ensaio, transferir o líquido para outro tubo, e 
vice-versa, pelo menos duas vezes. 
 
T-6. AQUECENDO SOLUÇÕES 
Soluções contidas em caçarolas ou cadinhos podem ser colocadas diretamente sobre uma chama ou 
chapa de aquecimento. Uma solução contida em um pequeno tubo de ensaio não pode ser aquecida, com 
segurança, diretamente na chama ou chapa de aquecimento. Soluções em tubos devem ser aquecidas em 
banho-maria, devido à uniformidade no aquecimento e evitar a formação de bolhas de vapor na parte 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
inferior do tubo, as quais tendem a projetar o material quando elas sobem e vão crescendo e, 
consequentemente, perda de parte ou de todo o líquido. Manusear os recipientes quentes com uma pinça. 
T-7. EVAPORANDO SOLUÇÕES 
Os recipientes mais adequados para evaporações são os cadinhos ou caçarolas de porcelana. As 
evaporações devem ser efetuadas sem projeções do material (salpicos), para evitar perdas ou acidentes. 
Um superaquecimento deve ser evitado, pois pode haver volatilização do analito de interesse ou ele 
mudar para uma forma menos solúvel durante a calcinação. À medida que a evaporação vai 
prosseguindo, a parte central contida no fundo do cadinho ou caçarola tende a secar primeiro, assim 
sendo, fazer movimentos giratórios e inclinados para uniformizar o conteúdo do recipiente. ANTES DE 
SER COMPLETADA A SECURA, retire o recipiente da fonte de aquecimento e deixe o calor absorvido 
completar a evaporação. 
 
T-8. CENTRIFUGAÇÃO 
Quando se deseja separar um sólido de um líquido comumente pode-se filtrar ou centrifugar. Para 
pequenas quantidades a centrifugação é uma operação mais rápida que a filtração. Quando uma solução 
que contém um sólido é centrifugada, o sólido é forçado para o fundo do tubo de centrífuga em uma 
forma compacta. O líquido é denominado de solução sobrenadante e o sólido é o precipitado. Uma 
centrífuga submete um objeto a uma força superior a da gravidade, fazendo com que o precipitado 
sedimente mais rápido. Ao se usar uma centrífuga, obedecer rigorosamente os seguintes pontos: 
(a) Contrabalançar o tubo que contém a amostra com outro contendo igual volume de água, 
colocando-o no lado oposto da centrífuga, para que o cabeçote da centrífuga fique equilibrado, 
pois uma centrífuga desbalanceada trepidará, “passeará” na bancada, podendo até “voar”, o que 
poderá danificá-la e por em perigo a segurança das pessoas. 
(b) Centrifugar só durante alguns segundos para dar chance a outras pessoas. 
 
T-9. SEPARANDO A SOLUÇÃO SOBRENADANTE DO PRECIPITADO 
A solução sobrenadante pode ser separada do precipitado através do uso de uma pipeta capilar, a qual 
deve ser comprimida ANTES da introdução no tubo contendo a solução sobrenadante para expelir o ar 
e não dispersar o precipitado; é melhor fazer várias retiradas de solução do que drenar uma só vez e a 
ponta da pipeta deve penetrar o mais possível a cada vez. Se o precipitado estiver bem sedimentado, 
você pode simplesmente verter o líquido para outro tubo. Precipitados aderidos à parede não 
sedimentarão e não tem problema, podendo ser descartados. Alguns precipitados são leves e flutuam, 
devendo-se então retirá-los com um bastão ou tentar deixá-los aderidos a parede do tubo ou usar um 
pouco de algodão na ponta da pipeta. 
 
T-10. LAVANDO PRECIPITADOS 
Após a remoção da solução sobrenadante, a separação nunca é perfeita, pois o precipitado remanescente 
no tubo está “molhado” com a solução original e, consequentemente, está contaminado com os íons da 
solução remanescente. Tais íons podem causar interferências na análise do precipitado e são comumente 
removidos por lavagem. A lavagem é efetuada adicionando-se a quantidade requerida de solução de 
lavagem e agitando-se o sólido e a solução com um bastão de vidro. A mistura é, então, centrifugada e 
o líquido de lavagem é removido com uma micropipeta. Como regra geral, é mais eficaz fazer a lavagem 
com duas pequenas porções da solução de lavagem do que uma com o mesmo volume total. Duas 
lavagens de 10 gotas removem três vezes mais contaminantes do que uma com 20 gotas, uma vez que a 
lavagem é simplesmente uma questãode diluição. 
 
T-11. TRANSFERINDO PRECIPITADOS 
Se for necessário transferir o precipitado para outro tubo, como, por exemplo, na reunião de dois ou mais 
precipitados, adicionar água ao precipitado, dispersar com uma pipeta, sugar várias vezes, levando para 
o outro tubo, a cada vez. 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
T-12. VERIFICANDO A ACIDEZ 
Muitas vezes o pH da solução é de vital importância para o êxito de determinada etapa da análise 
sistemática. A técnica em escala semi micro utiliza o papel de tornassol para acerto de acidez ou 
basicidade. O papel de tornassol é um papel de filtro impregnado com uma mistura de indicadores e 
exibem coloração diferente, dependendo do pH da solução testada. Soluções aquosas ácidas tornam 
VERMELHO o papel de tornassol. As soluções aquosas alcalinas tornam AZUL o papel de tornassol. 
Quando a solução estiver em um tubo de ensaio ou em outro pequeno recipiente não é conveniente 
mergulhar o papel na solução, porque a mesma ou o precipitado podem mudar de cor e interferir na 
análise. Para tanto, recomenda-se colocar pequenos pedaços de papel tornassol azul e vermelho sobre 
um vidro de relógio e testar o pH da solução da seguinte maneira: AGITAR a solução com um bastão 
de vidro e encostar o bastão no papel, umedecendo-o, e observar se há mudança de coloração. Tomar 
cuidado para não encostar o bastão nas paredes internas do tubo. 
 
T-13. PRECIPITAÇÃO COMPLETA 
Se duas soluções forem misturadas e houver formação de um sólido, o processo é denominado 
precipitação. Em escala semimicro as precipitações são efetuadas em tubo de centrífuga. Os reagentes 
devem ser adicionados lentamente (gota a gota) e a solução resultante deve ser homogeneizada, sob 
agitação, com bastão de vidro. Nas reações de precipitação devemos executar testes para verificar se as 
precipitações foram completas. O sucesso de análises sistemáticas depende da precipitação completa. 
Isso é obtido adicionando-se o reagente precipitante gota a gota, observando-se se há turvação da solução 
após cada adição. No caso de ocorrer turvação é necessário centrifugar e, logo após, adicionar mais uma 
gota do reagente. Quando a adição dessa gota não provocar mais precipitação (solução sobrenadante 
límpida) diz-se que a precipitação está completa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
4. PRÁTICANDO CONCEITOS 
 
4.1. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (pH) 
Adicionar 1 gota das soluções de ácido nitríco 6M, ácido acético 6M, hidróxido de sódio 0,1M, amônia 
aquosa 0,1M, cloreto de amônio 6M e acetato de sódio 0,1M, em pedaços de papel de tornassol distintos 
e anotar os resultados obtido na tabela abaixo. Pesquisar a força das soluções, anotar e completar a tabela 
com a fórmula química e as espécies nas soluções. Comentar sobre o pH encontrado. 
 
Eletrólito Fórmula 
química 
Força do 
eletrólito 
Cor do papel pH Espécies em solução 
Ácido nítrico 
Ácido acético 
Hidróxido de sódio 
Amônia aquosa 
Cloreto de amônio 
Acetato de sódio 
 
4.2. REAÇÕES COM EFEITOS EXTERNOS 
 
REAÇÃO 1: Em um tubo de ensaio colocar 5 gotas da solução de cromato de potássio 0,5M e, em 
seguida, 2 gotas da solução de ácido clorídrico 6M. Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
Adicionar então 4 gotas de hidróxido de sódio 6M. Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
 
REAÇÃO 2: (a) Em um tubo de ensaio colocar 5 gotas da solução de tiocianato de amônio 0,1M e, em 
seguida, 1 gota da solução de cloreto férrico 0,33M. Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
(b) Repetir este procedimento usando uma solução de sulfato ferroso 0,1M ao invés do cloreto férrico. 
Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
 
REAÇÃO 3: Em um tubo de ensaio colocar 3 gotas da solução de permanganato de potássio 0,1M, 1 
gota de ácido sulfúrico 6M e, em seguida, 5 gotas da solução de oxalato de amônio 0,2M. Agitar e 
aquecer. Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
 
REAÇÃO 4: Em um vidro de relógio colocar ¼ de espátula de carbonato de sódio sólido e, em seguida, 
algumas gotas de ácido clorídrico 6M. Observar e explicar o ocorrido, através de reação. 
 
4.3. ANÁLISE SISTEMÁTICA E ENSAIOS DE PRECIPITAÇÃO 
1. Colocar 0,5 mL (10 gotas) da solução amostra, contendo Ag+, Ba2+ e Al3+, em um tubo de ensaio. 
2. Adicionar 3 gotas de ácido clorídrico 6M. Agitar, centrifugar e separar. Observar o precipitado 
1 obtido. Reservar a solução 1. 
3. Adicionar, na solução 1, amônia aquosa 6M até alcalino. Agitar, aquecer em banho-maria por 2 
minutos, centrifugar e separar. Observar o precipitado 2 obtido. Reservar a solução 2. 
4. Na solução 2, adicionar 5 gotas de ácido sulfúrico 6M. Agitar, centrifugar e separar. Observar o 
precipitado 3 obtido. 
Com base nas observações acima, construir um diagrama de blocos, identificando as espécies em 
solução, o tipo e a cor dos precipitados. Explicar o ocorrido, em todas as etapas, através de reações. 
 
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5. ANÁLISE DE CÁTIONS 
 
ANÁLISE SISTEMÁTICA DE CÁTIONS 
 
 
 
Tomar uma alíquota de 
aproxim adamente 1 mL da amostra 
Adicionar 1 gt HCl 6M, agitar, observar, mais 1 gt,, agitar, observar. 
 se houver ppt. 
PPT, se tiver 
Seguir o procedimento descrito no 
roteiro do 1 o Grupo para 
identificar o cátion presente 
Solução 
Adicionar HCl 6M ou NH 3 6 M, gota a gota, até pH , 0 5 
Adicionar 5 gts de Tioacetamida, , se necessário, desprezar qualquer 
resíduo insignificante, somente considerar precipitados definidos 
Soluçâo PPT, se tiver 
Observar a cor. Seguir os esquemas 
do 2 o Grupo, iniciando pelo o de 
precipitação e sub - divisão. Definir 
de qual seção pertence o cátion. 
Identificar o cátion presente. 
Diluir com 1 mL de água 
Adicionar 6 gts de NH 4 Cl 6M 
NH 3 M até alcalino 6 
Tioacetamida 4 gts, , mesmo que 
não veja ppt (cuidado com o Al(OH) 3 ) 
PPT, se tiver, observar a cor. 
Tomar decisões racionais. 
Seguir o procedimento descrito no 
roteiro do 3 o Grupo para 
identificar o cátion presente. 
 
Solução (Transferir para cadinho) 
Adicionar 20 gts de HCl 12M, Evaporar a secura. 
Adicionar 5 gts de HNO 3 M 16 , Evaporar a secura. 
Adicionar 5 gts de HCl 6M, transferir para tubo. 
 se necessário e abandonar qualquer precipitado 
Adicionar 1 gt de NH 4 Cl e NH 3 6 M até alcalino 
Adicionar 5 gts de (NH 4 ) 2 CO 3 , brevemente, se necessário 
) cuidado com o magnésio ( 
Soluçâo PPT, se tiver 
Seguir o procedimento descrito no 
roteiro do 4 o Grupo para 
identificar o cátion presente. 
 
Adicionar NH 3 6 M até alcalino 
Dividir a solução em dois tubos 
Analisar a existência 
do magnésio seguindo 
o roteiro do 5 o Grupo 
Analisar a exis tência do 
sódio ou potássio seguindo 
o roteiro do 5 o Grupo 
 
 
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4º GRUPO – ESQUEMA DEANÁLISE 
Adicionar ác. acético 6M até dissolver o precipitado. 
Adicionar 20 gotas de H2O, amônia 6M até levemente 
Legenda: =5 minutos, =agitar, =gota, =centrifugar, aquecer TEA 
= Trietanolamina 
OBS: O precipitado 3 e as soluções obtidas após a solução 3 e antes do precipitado 6 terão descarte especial. 
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6. ESTUDO DE ÂNIONS 
 
6.1. INTRODUÇÃO 
 
Inúmeros métodos de análise têm sido propostos para a determinação analítica dos ânions mais comuns, 
entretanto, na prática, não existe determinadas misturas de ânions devido as suas incompatibilidades, como, por 
exemplo, a coexistência em uma amostra de ânions com características oxidantes e redutoras. Assim sendo, estes 
íons não são subdivididos em grupos, diferentemente da análise sistemática de cátions, ou seja, não existe uma 
seqüência lógica para separá-los e identificá-los. 
Uma classificação foi proposta por alguns autores, baseada em algumas características semelhantes em 
relação a determinados reagentes, tais como: solubilidade, desprendimento de gases e reações de precipitação ou 
oxiredução em solução. 
 
1. De acordo com as solubilidades 
 
GRUPO I – Grupo do sulfato 
Pertencem a esse grupo os ânions que precipitam com cloreto de bário ou cálcio, em meio neutro ou amoniacal. 
Sulfatos - SO4
2- Arsenitos - AsO3
3- 
Carbonatos - CO3
2- Arseniatos - AsO4
3- 
Sulfitos - SO3
2- Boratos - BO3
3-; BO2
- - B4O7
2- 
Tiosulfatos - S2O3
2- Fluoretos - F- 
Silicatos - SiO3
2- Oxalatos - C2O4
2- 
Cromatos - CrO4
2- Tartaratos - C2H4O6
2- 
Fosfatos - PO4
3- 
 
GRUPO II – Grupo do Cloreto 
Ânions que precipitam com nitrato de prata em solução nítrica. 
 
Cloretos - Cl- Cianetos - CN- Brometos - Br- 
 Tiocianatos - SCN- Iodetos - I- Ferrocianetos - 
Fe(CN)6
4- 
 Sulfetos - S2- Ferricianetos - Fe(CN)6
3- 
 
GRUPO III – Grupo Solúvel 
Ânions que não precipitam com cloreto de bário, cálcio ou nitrato de prata. 
 
 Nitratos - NO3
- Cloratos - ClO3
- 
 Nitritos - NO2
- Acetatos - CH3COO- 
 
2. De acordo com o desprendimento de gases 
 
CLASSE A1 
Ânions que desprendem gases com ácido clorídrico ou sulfúrico diluídos. 
 
 Carbonatos - CO3
2- Sulfitos - SO3
2- Hipocloritos - ClO- 
Bicarbonatos - HCO3
- Tiosulfatos - S2O3
2- Cianetos - CN- 
 Nitritos - NO2
- Sulfetos - S2- Cianatos - CNO- 
 
CLASSE A2 
Ânions que desprendem gases ou vapores ácidos com ácido sulfúrico concentrado. 
 
Fluoretos - F- Nitratos - NO3
- Bicarbonatos - HCO3
- 
Cloretos - Cl- Cloratos - ClO3
- Percloratos – ClO4
- 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
Brometos - Br- Bromatos - BrO3
- Ferrocianetos - Fe(CN)6
4- 
Iodetos - I- Iodatos - IO3
- Ferricianetos - Fe(CN)6
3- 
Tiocianatos - SCN- Acetatos - CH3COO- Tartaratos - C2H4O6
2- 
Citratos – C6H5O7
2- Boratos - BO3
3-; BO2
- - B4O7
2- 
 
3. De acordo com a identificação através de reações em solução 
 
CLASSE B1 
Ânions que precipitam com cloreto de bário, cálcio ou nitrato de prata. 
 
 Sulfatos - SO4
2- Hipofosfitos - H2PO3
- Silicatos - SiO3
2- 
 Persulfatos - S2O8
2- Arseniatos - AsO4
3- Fluorsilicatos - SiF6
2- 
 Fosfatos - PO4
3- Salicilatos - C7H5O3
- Succinatos – C4H4O4
2- 
 Fosfitos - HPO3
2- Benzoatos - C7H5O2
- 
 
CLASSE B2 
Ânions que participam de reações de oxiredução. 
 
 
 Cromatos - CrO4
2- Permanganatos - MnO4
- 
 Dicromatos – Cr2O7
2- Manganatos - MnO4
2- 
 
Observa-se que essa classificação não é muito rígida, pois se encontram alguns ânions pertencentes a 
diferentes classes e/ou grupos, dependendo das condições da reação (ex. SO4
2- - Grupo I e classe B1). 
Na prática, a amostra é analisada através de sete testes prévios, chamados de TESTES DE ELIMINAÇÃO 
(TE), com o objetivo de se eliminar alguns ânions, baseando-se na cor, solubilidade, pH da solução, 
desprendimento de gases e reações específicas, para somente depois confirmar a presença dos prováveis ânions 
presentes, através dos TESTES INDIVIDUAIS DE IDENTIFICAÇÃO (TI). 
A presença de metais deve ser testada com o ENSAIO, descrito posteriormente, porque eles interferem, 
formando precipitados ou dando reações coloridas, nos testes de eliminação; caso o ensaio dê positivo, proceder 
então à eliminação do metal, como descrito na TRANSPOSIÇÃO, descrito mais adiante e, com a solução 
resultante, proceder então à análise dos ânions através dos TE’s e TI’s. 
 
 
6.2. TESTES DE ELIMINAÇÃO (TE) 
 
TE-1 – TESTE PARA ÂNIONS FORTEMENTE BÁSICOS OU ÁCIDOS 
 
O teste baseia-se na hidrólise dos ânions provenientes de ácidos fracos, formação de ácidos livres ou íons 
dissociados, através das seguintes reações: 
 
X-a + aH2O  HaX + aOH- onde X- representa o ânion pesquisado. 
H2SO4  H+ + HSO4
- 
 
Somente um pH alto é significativo (pH ≥ 10 – papel de tornassol verde ou azul) pois, em soluções 
fracamente alcalinas estes ânions podem estar presentes em concentrações muito baixas ou na forma de HS- ou 
HCO3
-. Metais pesados interferem neste teste. 
 
Procedimento: Com o auxílio do bastão de vidro, medir o pH da solução amostra. A solução amostra não deve 
conter metais interferentes e ter sido solubilizada SOMENTE com água. 
 
Ânion Resultado positivo 
HSO4
- ou ácidos livres pH < 2 
SO32-, PO43-, CO32- pH ≥ 10 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
OBS: Este teste também pode ser aplicado para os íons arsenitos (AsO3
3-), arseniatos (AsO4
3-), sulfetos (S2-) e 
boratos B(OH)4
-. 
 
 
TE-2 – TESTE PARA ÁCIDOS VOLÁTEIS OU INSTÁVEIS 
 
Este teste utiliza reações de transferência de prótons e de oxi-redução para conversão do ânion em um gás, 
com exceção do íon CrO4
2- que, em meio ácido fica na forma de Cr2O7
2-. 
Procedimento: Colocar 1 mL da solução amostra em tubo de ensaio e adicionar 1 gota de H2SO4 6 mol.L-1, 
observando atentamente, com o tubo ao nível dos olhos. Misture, sempre observando. Cheirar levemente o gás 
desprendido impelindo com a mão o ar, na direção do seu nariz. Aquecer em banho-maria e ficar observando a 
ocorrência de qualquer reação. 
 
Ânion Resultado positivo 
Cl- → HCl↑ Gás incolor com cheiro picante. 
2I- + 2H+ → I2↑ + H2 Solução marrom com gás violeta. 
Br- → Br2 Gás marrom. 
SO3
2- + 2H+ → SO2↑ + H2O Gás incolor com odor forte. 
2NO2
- + 2H+ + SO4
2-→ 2NO↑ + SO3 + 1/2O2 + 2 H2O → NO2↑ Gás marrom com odor forte e picante. 
NO3
- → NO2↑ Gás marrom com odor forte. 
CO3
2- + 2H+ + SO4
2-→ CO2↑ + SO4
2-
 + H2O Bolhas na solução, gás incolor e inodoro. 
CrO42- → Cr2O72- Solução amarela passando para cor laranja. 
 
OBS: Este teste também pode ser aplicado para os íons sulfetos (S2-), fluoretos (F-) e acetatos (CH3COO-) 
 
 
TE-3 – TESTE PARA SUBSTÂNCIAS FORTEMENTE REDUTORAS 
 
O teste baseia-se no descoramento do íon permanganato em meio ácido, por um íon redutor, através da 
seguinte reação: 
MnO4
- (violeta) + 8 H+ + 5 e- (fornecido pelo redutor) Mn2+ (incolor) + 4 H2O Exemplo: 
10 I- + 2 MnO4
- + 16 H+ + 5 I2 + 2 Mn2+ + 8 H2O 
 
Procedimento: Acidificar 0,5 mL da solução amostra com H2SO4 6 mol.L-1 e adicionar, 1 gota da solução de 
KMnO4 0,02 mol L-1. Agitar, observar se o permanganato descora. Se não descorar após a adição da primeira gota, 
aqueçer por 1 minuto e observar novamente. Repetir o procedimento pela adição de mais 1 gota de permanganato, 
sempre observando se o permanganato descora, após a adição da gota. 
 
Ânion Resultado positivo 
Cl- Descoramento do permanganato 
I- Descoramento do permanganato 
Br- Descoramento do permanganato 
SO32- Descoramento do permanganato 
NO2-Descoramento do permanganato 
C2O42- Descoramento do permanganato, mais rápido à quente. 
 
OBS: Outros ânions tais como S2O3
2-, S2-, CN-, AsO3
3-, [Fe(CN)6]4-, HCO2
- e C4H4O6
2- também dão reação positiva 
para este teste. 
 
 
TE-4 – TESTE PARA SUBSTÂNCIAS FORTEMENTE OXIDANTES 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
O teste baseia-se na reação entre o íon iodeto, em meio ácido, por um íon oxidante, produzindo iodo, o qual 
reage com o amido do meio, formando uma cor azul. Se a solução de amido não for nova, extrai-se o iodo formado 
para a camada orgânica, produzindo assim uma cor violeta na mesma. 
 
2 I- + íon oxidante I2↑ + 2 e- 
 
Exemplo: 6 I- + 2 NO3
- + 8 H+ 3 I2↑ + 2 NO↑ + 4 H2O 
 
Procedimento: Acidificar 0,5 mL da amostra com H2SO4 18 mol.L-1, adicionar 3 gotas da solução de amido 1% 
e 3 gotas da solução de KI 0,1 mol.L-1. Se uma cor azul aparecer em 10 segundos, a presença de substâncias 
oxidantes está confirmada. Continuar o teste adicionando 5 gotas de tetracloreto de carbono. Agitar o tubo. Uma 
coloração violeta na fase orgânica indica teste positivo. 
Ânion Resultado positivo 
NO3- Solução azul ou camada orgânica violeta 
CrO42- Solução azul ou camada orgânica violeta 
 
OBS: (1) Outros ânions tais como OCl-, MnO4
-, AsO4
3-, [Fe(CN)6]3-, ClO3
-, BrO3
- e IO3
- também dão reação 
positiva para este teste. 
 (2) Em concentrações de oxidantes muito elevadas a coloração azul desaparece em função da oxidação do 
iodo a iodato, segundo a reação: 3 I2 + 3 H2O IO3
- + 5 I- + 6 H+ 
 
 
 
TE-5 – TESTE PARA ÂNIONS QUE FORMAM SAIS DE PRATA POUCO SOLÚVEIS 
 
Os halogênios bem como o íon tiocianato (SCN-) formam precipitados pouco solúveis com o íon prata em 
água e em ácido nítrico diluído, segundo as reações: 
Ag+ + X- AgX↓ onde X- representa o ânion pesquisado. 
 
Procedimento: Num tubo de ensaio contendo 0,5 mL da solução amostra, adicionar 1 gota de AgNO3 0,1 mol.L-
1. Se houver formação de precipitado, adicionar mais 5 gotas. Observar a cor do precipitado. Adicionar HNO3 6 
mol.L-1 até a solução se tornar ácida e mais 5 gotas de excesso. Se o precipitado se dissolver, o teste é negativo, 
ou seja, os ânions em questão estão ausentes. Se houver formação de muito precipitado e o volume de precipitado 
diminuir com a adição de HNO3, adicionar mais ácido e observar se o precipitado se dissolve. 
 
 
 
Ânion Resultado positivo 
SCN- e Cl- Precipitado branco. 
Br- Precipitado amarelo pálido. 
I- Precipitado amarelo pálido. 
 
OBS: O íon sulfeto (S2-) também produz um precipitado, preto, insolúvel em ácido nítrico. 
 
 
TE-6 – TESTE PARA ÂNIONS QUE FORMAM SAIS DE CÁLCIO POUCO SOLÚVEIS 
 
Os íons oxalato (C2O4
2-), metafosfato (HPO4
2-) e carbonato (CO3
2-) precipitam com os íons cálcio em meio 
básico, segundo as reações: 
Ca2+ + C2O4
2- CaC2O4↓ 
Ca2+ + HPO4
2- CaHPO4↓ 
Ca2+ + CO3
2- CaCO3↓ 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
Procedimento: Colocar 0,5 mL da solução amostra em tubo de ensaio e adicionar 3 gotas de Ca(NO3)2. Adicionar 
NH3 6 mol L-1 até a solução se tornar alcalina. Verificar se houve formação de precipitado. 
 
Ânion Resultado positivo 
C2O42-, HPO42-, CO32- Precipitado branco. 
 
OBS: (1) O íon fluoreto (F-) precipita com o cálcio, em meio ácido. 
 (2) Em grandes quantidades, o íon SO4
2- pode precipitar mais o CaSO4 obtido é consideravelmente solúvel 
em água. 
 
 
TE-7 – TESTE PARA ÂNIONS QUE FORMAM SAIS DE BÁRIO POUCO SOLÚVEIS 
 
Os íons cromatos (CrO4
2-), sulfitos (SO3
2-) e sulfatos (SO4
2-) precipitam com os íons bário. Os sulfatos e 
sulfitos de bário são pouco solúveis em HCl diluído, enquanto que o cromato de bário é solúvel em ácidos minerais 
diluídos. 
Ba2+ + SO3
2- Ba SO3↓ 
Ba2+ + SO4
2- Ba SO4↓ 
Ba2+ + CrO4
2- Ba CrO4↓ 
2BaCrO4↓ + 2H+
 2Ba2+ + Cr2O7
2- + H2O 
 
Procedimento: Colocar 0,5 mL da solução amostra em tubo de ensaio e adicionar 3 gotas de BaCl2 0,1 mol.L-1. 
Se houver formação de precipitado, centrifugar e rejeitar o sobrenadante. Observar a cor do precipitado. Adicionar 
várias gotas de HCl 6 mol.L-1 ao precipitado e observar. 
 
Ânion Resultado positivo 
SO32- e SO42- Precipitado branco insolúvel em HCl. 
CrO42- Precipitado amarelo solúvel em HCl. 
 
OBS: os íons oxalato, carbonato e metafosfato também precipitam com o Ba2+, mais seus precipitados são solúveis 
em HCl 6 mol L-1. 
 
 
6.3. TABELA DE ELIMINAÇÃO 
 
 
NOMENCLATURA DE PREENCHIMENTO DA TABELA: 
 
P – Ânion presente no teste (somente se coloca P quando o resultado der positivo para um único ânion). 
Recomenda-se confirmar sua presença pelo teste de identificação (TI). 
 
A – Ânion(s) ausente(s) no teste (o teste deu resultado negativo para um ou mais ânions); Nenhum teste posterior 
é necessário, se no sumário sua ausência for confirmada. 
 
? – O teste deu positivo para um determinado grupo de ânions. A presença do ânion precisa ser confirmada pelos 
testes de identificação (TI). 
 
ÍONS NOME TE-1 TE-2 TE-3 TE-4 TE-5 TE-6 TE-7 Sumário Resultado 
Cl- Cloreto 
Br- Brometo 
I- Iodeto 
 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
SO32- Sulfito 
SO42- Sulfato 
NO2- Nitrito 
NO3- Nitrato 
PO43- Fosfato 
CO32- Carbonato 
CrO42- Cromato 
C2O42- Oxalato 
SCN- Tiocianato 
 
 
 
6.4. TESTES DE IDENTIFICAÇÃO 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON CLORETO (Cl-) 
 
2.1.1. Identificação preliminar 
Teste TE-2, formação de gás incolor com cheiro picante. 
Teste TE-3, descoramento do permanganato. 
Teste TE-5, precipitado branco de AgCl, insolúvel em HNO3. 
 
Princípio do método 
Se íons interferentes estiverem ausentes, o cloreto pode ser identificado através de sua precipitação como cloreto 
de prata em meio ácido, o qual previne a formação de sais de prata de ácidos fracos tais como Ag3PO4 ou Ag2CO3 
porque mantém a concentração dos ânions fosfato e carbonato tão baixos quanto possíveis. O cloreto de prata 
precipitado é pouco solúvel em ácido nítrico e solúvel em excesso de amônia. 
Ag+ + Cl- AgCl(s)↓ (branco) 
AgCl(s) + 2 NH3 [Ag(NH3)2]+ + Cl- 
[Ag(NH3)2]+ + Cl- + 2 H+ AgCl(s) ↓ + 2 NH4
+ 
 
Interferências 
(a) Sulfito, tiocianato, brometo e iodeto formam sais de prata que são insolúveis em HNO3 diluído. Tiocianato de 
prata e brometo de prata são parcialmente solúveis em solução de amônia e não diferem suficientemente do 
AgCl para permitir uma distinção. 
(b) Brometo e iodeto devem estar ausentes para que o teste seja conclusivo. 
(c) Traços de cloreto estão geralmente presentes como impurezas ou são introduzidos acidentalmente. Isto deve 
ser diferenciado da grande quantidade presente na amostra. 
 
Procedimento 
Acidificar uma porção de 1 mL da solução amostra com HNO3 6 mol.L-1 e adicionar algumas gotas de AgNO3. 
Se um precipitado branco, em forma de coágulos, se formar, pode ser AgCl. Centrifugar e rejeitar a solução 
sobrenadante. Adicionar NH3 6 mol.L-1 até alcalino, 5 gotas de excesso e observar. Se o precipitado se dissolver, 
acidificar novamente a solução com HNO3 6 mol.L-1 e, se o precipitado branco voltar a se formar, constata-se a 
presença do cloreto. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON BROMETO (Br-) 
 
Identificação preliminar 
Teste TE-2, formação de gás marrom. 
Teste TE-3, descoramento do permanganato. 
Teste TE-5, precipitado branco ou amarelo pálido de AgBr, insolúvel em HNO3.DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
Princípio do método 
O íon brometo é oxidado a bromo livre (Br2) por um agente oxidante forte como o permanganato de potássio em 
solução de ácido nítrico. O bromo livre é mais solúvel em tetracloreto de carbono (CCl4) do que em água e 
apresenta uma cor laranja a marrom-avermelhado no tetracloreto de carbono. 
2 MnO4
- + 10 Br- + 16 H+ 5 Br2↑ + 2 Mn2+ + 8 H2O 
 
Interferências 
(a) Sulfito, tiocianato e brometo também são oxidados. Um excesso do reagente deve ser adicionado para que 
o brometo seja oxidado. 
(b) Iodeto é oxidado pelo permanganato e uma cor violeta aparece na camada orgânica, obscurecendo a cor 
laranja produzida pelo brometo. 
 
Procedimento 
Acidificar uma porção de 1 mL da solução amostra com HNO3 6 mol.L-1e adicionar 4 gotas em excesso. 
Acrescente 2 gotas de tetracloreto de carbono não mais porque a cor laranja é mais intensa num pequeno volume 
e , em seguida adicione, gota a gota, KMnO4 0,02 mol.L-1, agitando após cada adição, até ser obtida uma camada 
orgânica laranja e a solução aquosa permanecer rosa durante pelo menos 1 minuto. A presença de brometo é 
indicada pela camada orgânica inferior laranja. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON IODETO (I-) 
 
Identificação Preliminar 
Teste TE-2, formação de gás violeta. 
Teste TE-3, pelo descoramento do permanganato. 
Teste TE-5, pela formação de iodeto de prata, precipitado amarelo e insolúvel em HNO3. 
 
Princípio 
O íon iodeto é um agente redutor ativo, facilmente oxidado a iodo ou ao íon tri-iodeto pelo ácido nitroso, um 
reagente que não afeta brometo ou cloreto. Iodo molecular, I2, é mais solúvel em tetracloreto de carbono, CCl4, 
do que em água e confere uma cor violeta ao solvente orgânico. 
2 HNO2 + 2 I- + 2 H+ 2 NO + I2↑ + 2 H2O 
 
Interferências 
(a) O íon sulfeto, S2-, também é oxidado pelo ácido nitroso e, é necessário um excesso do reagente se ele 
estiver presente. Sulfeto pode ser removido pela evaporação com ácido acético. Tiocianato também reage com o 
ácido nítrico mais é uma interferência mais branda. 
(b) Cromatos ou dicromatos em solução ácida oxidam o iodeto. Estes íons devem ser separados um dos 
outros, em soluções básica ou neutra, antes de fazer o teste para o iodeto. 
 
Procedimento 
Acidificar algumas gotas de solução amostra com H2SO4 6 mol.L-1. Acrescentar alguns cristais de NaNO2 e 
algumas gotas de CCl4. Agitar vigorosamente para extrair o iodo. A presença de iodo e indicada pela cor violeta 
na camada orgânica. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON SULFITO (SO3
2-) 
 
Identificação Preliminar 
Teste TE-1, pelo pH ≥ 10. 
Teste TE-2, pela evolução de SO2 com forte odor. 
Teste TE-3, pelo descoramento do permanganato. 
Teste TE-7 pela formação de BaSO4, branco como resultado da oxidação do sulfito por HNO3 no TE-6. 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
Princípio 
O íon sulfito, em solução ácida, é um ativo agente redutor e é oxidado a sulfato. Ele reduz o permanganato, 
intensamente púrpura, ao íon Mn2+ que é incolor. 
 
SO3
2- + 2 H+  H2SO4  SO2↑ + H2O 
2 MnO4
- + 5 SO2↑ + 2 H2O 5 SO4
2- + 2 Mn2+ + 4 H+ 
 
Interferências 
(a) Outros agentes redutores tais como S2- ou NO2
- também irão descolorir o permanganato. Diferentemente 
do sulfito, eles não formam sais de bário que são insolúveis em meio neutro ou solução alcalina e podem ser 
removidos através da lavagem do precipitado de sulfito de bário. 
(b) Agentes oxidantes tais como CrO4
2-, NO3
- e NO2
- converterão sulfito a sulfato em meio ácido. Não 
ocorrerá o descoramento do permanganato mais um precipitado de sulfato de bário surgirá. Cromato, 
diferentemente do nitrato ou nitrito, é solúvel em meio neutro ou alcalino. 
 
Procedimento 
Acidificar algumas gotas de solução amostra com HNO3 6 mol.L-1 e acrescentar 10 gotas de água. Adicionar 
algumas gotas de Ba(NO3)2 0,1 mol.L-1. Observar se há formação de um precipitado branco, caso positivo, 
centrifugar e transferir a solução para outro tubo limpo e adicionar 1 gota de KMnO4 0,02 mol.L-1. Agitar, observar 
se o permanganato descora. Adicionar mais 1 gota de permanganato, sempre observando se o permanganato 
descora, após a adição da gota. Se houver a formação do precipitado branco e o descoramento do permanganato, 
sulfito está presente. 
OBS: Se a concentração de cloreto for elevada, o permanganato perderá a cor lentamente mais, se sulfito estiver 
ausente, não haverá a formação do precipitado de sulfato de bário. 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON SULFATO (SO4
2-) 
 
Identificação Preliminar 
Teste TE-l, se a solução for fortemente ácida, HSO4
- pode estar presente. 
Teste TE-7, formação de sulfato de bário branco, insolúvel em HNO3 6 mol.L-1. No entanto, este precipitado pode 
ser proveniente também da oxidação de sulfito a sulfato (2 SO3
2- + O2 2 SO4
2-). 
 
Princípio 
De todos os ânions que formam sais de bário insolúveis, somente o sulfato é pouco básico e somente o BaSO4 
precipitará em soluções fortemente ácidas. Se um precipitado tiver sido obtido no TE-7 e a ausência de sulfito for 
provada, não se necessita de mais nenhum teste adicional para sulfato. 
Ba2+ + SO4
2- BaSO4↓ (branco) 
 
Interferências 
(a) Sulfato pode ser produzido pela oxidação do sulfito em solução ácida pelo NO3
- e CrO4
2-. A presença destes 
agentes oxidantes será indicada pelo TE-4. Os efeitos dos nitritos e nitrato podem ser eliminados pela precipitação 
do BaSO3 em meio neutro ou básico e lavando-se o precipitado antes de se adicionar o ácido. (b) Mesmo que a 
amostra não contenha agente oxidante, uma lenta oxidação do sulfito pelo ar provoca o aparecimento de pequenas 
quantidades de sulfato. 
 
Procedimento 
Recomenda-se fazer o teste para sulfito. Se houver formação de um precipitado branco com a adição do Ba(NO3)2 
e a solução não descorar com o KMnO4, a presença do sulfato está confirmada. O teste a seguir também pode ser 
efetuado: Acidificar algumas gotas de solução amostra com HCl 6 mol.L-1 e adicionar algumas gotas de BaCl2 0,1 
mol.L-1. A formação de um precipitado branco, BaSO4, indica a presença de sulfato. 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON NITRITO (NO2
-) 
 
Identificação Preliminar 
Teste TE-2 pela evolução de NO2, vermelho escuro e odor forte. Teste 
TE-3 pelo descoramento do permanganato. 
 
Princípio 
Em soluções ácidas, nitrito reage com o ácido sulfâmico para dar bolhas de nitrogênio e o íon sulfato: NO2
- 
+ NH2SO3
- N2↑ + H2O + SO4
2- 
 
O sulfato é detectado como BaSO4 insolúvel: Ba2+ + SO4
2- BaSO4↓ (branco) 
 
Interferências 
(a) Carbonato e sulfato interferem; o carbonato por formar bolhas de CO2 em solução ácida e o sulfato por 
precipitar com o bário. Ambos podem ser removidos por precipitação com BaCl2. A evolução do CO2 pode ser 
retardada usando-se soluções diluídas pois o N2, por ser menos solúvel, evolui mais rapidamente do que o CO2. 
(b) Sulfito e sulfeto em meio ácido são oxidados pelo nitrito, portanto, reduzem a sensibilidade do teste. Isto não 
é problema quando ácido sulfâmico é adicionado imediatamente a amostra pois nitrito reage mais rapidamente 
com ele do que com outros íons. 
(c) Ácido sulfâmico em solução hidroliza-se lentamente originando sulfato. Isto pode ser evitado usando-se o 
reagente sólido que e mais estável. 
H2O + HNH2SO3 NH4
+ + H+ + SO4
2- Procedimento 
Adicionar alguns cristais de ácido sulfâmico a solução amostra e golpear a base do tubo de ensaio com o dedo 
indicador. Observar se há liberação vigorosa de bolhas. Após parar o desprendimento de bolhas, adicionar algumas 
gotas de BaCl2 0,1 e observar se há formação de um precipitado branco. A obtençãode um precipitado branco e 
presença de bolhas indica a presença de nitrito. 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON NITRATO (NO3
-) 
 
2.7.1. Identificação preliminar 
Teste TE-2, formação de gás marrom com odor forte. 
Teste TE-4, formação de uma cor azul ou camada orgânica violeta. Se este teste der positivos e os íons nitritos e 
cromatos estiverem ausentes, certamente o íon nitrato estará presente. 
 
Princípio 
Nitrato em meio alcalino é reduzido a amônia por metais ativos. Alumínio ou zinco podem ser usados mais a liga 
de devarda (50% de Cu, 45% de Al, 5% de Zn) dá uma reação mais suave. 
3 NO3
- + 8 Al + 5 OH- + 18 H2O 8 Al(OH)4
- + 3 NH3↑ A amônia 
gasosa pode ser detectada por sua ação em um papel de tornassol umidificado com água. 
NH3↑ + H2O  NH4
+ + OH- 
 
Interferência 
(a) Íons nitrito dão a mesma reação e devem ser removidos com ácido sulfâmico. 
(b) Tiocianato também é reduzido para amônia e deve ser removido como tiocianato de prata em meio ácido. (c) 
Sais de amônia formam amônia em meio básico. O íon amônio é removido por evaporação com NaOH antes 
da adição do agente redutor. 
(d) Nitritos são lentamente oxidados pelo oxigênio do ar a nitrato assim, se os íons nitritos estiverem presentes, 
um teste para nitrato dará sempre positivo. 
 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
Procedimento 
Misturar várias gotas da solução amostra com igual volume de NaOH 6 mol.L-
1. Transferir esta mistura, com uma pipeta, para um tubo de ensaio seco e, com 
cuidado, para não molhar as paredes do tubo com esta mistura. Adicionar um 
pedaço de papel alumínio e empurrar um pedaço de algodão até 1/3 da entrada 
do tubo para aparar eventuais salpicos. Colocar uma tira de papel de tornassol 
dobrada em V e previamente umedecida com água na boca do tubo, aquecer 
ligeiramente em banho-maria para provocar uma reação vigorosa. Retirar do 
banho e deixar o tubo em repouso alguns minutos. Se a parte umedecida do 
papel ficar azul, a presença de nitrato esta confirmada. 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON CROMATO (CrO4
2-) 
 
Identificação preliminar 
No teste TE-2, CrO4
2-, amarelo passando para Cr2O7
2-, laranja. 
No teste TE-4, formação de uma cor azul ou camada orgânica violeta. No 
teste TE-7, precipitado amarelo de BaCrO4, solúvel em HCl-6M. 
 
Princípio 
Os íons cromatos (CrO2
2-) precipitam como BaCrO4, amarelo, em meio fracamente ácido. 
CrO2
2- + Ba2+ BaCrO4↓ (amarelo) 
 
Procedimento 
Acidificar levemente a solução amostra com ácido acético 6 mol L-1 e adicionar algumas gotas de cloreto de bário. 
A formação de um precipitado amarelo indica a presença de cromato. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON FOSFATO (PO4
3-) 
 
Identificação preliminar 
Teste TE-1, solução fortemente básica se PO4
3- estiver presente na amostra mais, note que HPO4
2- é menos 
fortemente básico e H2PO4
- é ácido. 
* No Teste TE-5 haverá uma formação momentânea de nitrato de prata quando a solução é acidificada. O 
Ag3PO4 é solúvel em amônia e HNO3. 
Teste TE-6, precipitado branco de CaHPO4 em meio alcalino. 
 
Princípio 
Quando um excesso de molibdato de amônio é adicionado a uma solução contendo fosfato com HNO3 numa 
concentração de 5 a 10% do volume, precipita o fosfomolibdato de amônio, amarelo. 
HPO4
2- + 3 NH4
+ + 12 MoO4
2- + 23 H+ (NH4)3[P(Mo3O10)4]↓(amarelo) + 12 H2O 
 
Interferências 
(a) O íon arsenato da uma reação similar e também retarda a precipitação do fosfato. Arsênio é removido por 
precipitação como As2S3 em meio de HCl-6M. 
(b) Altas concentrações de cloreto ou sulfato retardam a precipitação. Cloretos são eliminados por evaporação 
com HNO3. 
(c) Agentes redutores destroem o molibdato. Eles também são removidos por evaporação com ácido nítrico. 
 
Procedimento 
Adicionar algumas gotas de HNO3 16 mol.L-1 à solução amostra e aquecer em banho-maria por alguns minutos. 
Retirar do banho e acrescentar algumas gotas de molibdato de amônio. Deixar em repouso por 5 minutos. A 
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formação de um precipitado amarelo brilhante indica a presença de fósforo. Um precipitado branco de MoO3 pode 
se formar se o fosfato estiver ausente ou se a solução for muito aquecida (T 40oC). 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON OXALATO (C2O4
2-) 
 
Identificação preliminar 
Teste TE-3, descoramento do permanganato. 
Teste TE-6, formação de CaC2O4, branco, solúvel em ácido nítrico. 
 
 Princípio 
O oxalato presente na amostra é precipitado como oxalato de cálcio em meio de ácido acético, onde é insolúvel: 
C2O4
2- + Ca2+ CaC2O4↓ (branco esfumaçado) O 
oxalato de cálcio é dissolvido pelo ácido sulfúrico: 
5 H2C2O4 + MnO4
- + 5 H+ 10 CO2↑ + 2 Mn2+ + 8 H2O 
 
O ácido oxálico formado é oxidado pelo permanganato para dióxido de carbono resultando num descoramento do 
permanganato: 
 
Interferências 
Outros ânions redutores tais como SO3
2-, NO2
2- também descoram o permanganato. Eles podem ser eliminados 
pela precipitação do oxalato de cálcio em meio de ácido acético. Os outros ânions que não formam sais de cálcio 
insolúveis, em solução ácida, são facilmente eliminados pela lavagem de precipitado. 
 
Procedimento 
Acidificar ligeiramente a solução amostra com ácido acético 6 mol.L-1 e acrescentar a mesma quantidade de ácido, 
usando para acidificar, em excesso. Adicionar algumas gotas de Ca(NO3)2 0,2 mol.L-1 a solução e deixar em 
repouso por 1 minuto. Centrifugar, lavar o precipitado duas vezes com água quente e acrescentar ao precipitado, 
4 gotas de água e 1 gota de H2SO4 18 mol.L-1. aquecer brevemente em banho-maria para dissolver o precipitado. 
Adicionar 1 gota de KMnO4 0,02 mol.L-1, agitar, observar e adicionar mais 1 gota de permanganato ao precipitado 
dissolvido. A presença de oxalato é indicada pelo descoramento do permanganato. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON TIOCIANATO (SCN-) 
 
Identificação preliminar 
Teste TE-3, complexo vermelho de FeSCN2+ com FeCl3. 
Teste TE-5, precipitado branco de AgSCN, insolúvel em HNO3. 
Princípio 
Em solução ligeiramente ácida, tiocianato reage com Fe3+ formando uma intensa coloração vermelha, devido à 
formação de um complexo não dissociado de tiocianato de ferro (III). 
Fe3+ + 3 SCN- Fe(SCN)3 
Além disso, também se forma uma série de complexos tais como: [Fe(SCN)]2+, [Fe(SCN)2]+, [Fe(SCN)4]-, 
[Fe(SCN)5]2- e [Fe(SCN)6]3-. A composição do produto em solução aquosa depende principalmente das 
quantidades relativas de ferro e de tiocianato presentes. 
 
Interferências 
(a) Iodeto é oxidado pelo FeCl3 para I3
-, vermelho escuro, o qual pode ser confundido com o [Fe(SCN)2]+. 
(b) Fe(III) também oxida o S2-, SO3
2- e NO2
-. E conveniente adicionar um grande excesso de FeCl3. 
(c) Fosfatos, arseniatos, boratos, iodatos, sulfatos, acetatos, oxalatos, citratos, tartaratos, e os ácidos livres 
correspondentes interferem devido à formação de complexos estáveis com o ferro (III). 
(d) Os fluoretos descoram a cor do complexo FeSCN+ devido à formação do complexo FeF6
3- mais estável. 
 
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Procedimento 
Acidificar a solução amostra com HCl 6 mol.L-1 e adicionar algumas gotas da solução de FeCl3. A formação de 
uma cor vermelha intensa indica a presença do tiocianato. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ÍON CARBONATO (CO3
2-) 
 
Identificação preliminar 
Teste TE-1, solução fortemente básica por causa da hidrólise do CO3
2-. 
Teste TE-2, pela evolução do CO2 provocando bolhas, inodoro e incolor. Teste 
TE-6, precipitado branco de CaCO3. 
 
 
Princípio 
O íon carbonato reage com o ácido clorídrico dando efervescência e surgimento a um gás inodoro e incolor, que 
turva a água de cal ou de barita (solução saturadade hidróxido de cálcio ou bário). 
CO3
2- + 2H+ CO2↑ + H2O 
CO2↑ + Ba(OH)2 BaCO3↓ + H2O 
Interferência 
O íon SO3
2- interfere na análise e deve estar ausente, pois também turva a água de barita através das reações: 
SO3
2- + 2H+ → SO2 + H2O 
SO2 + Ba(OH)2 → BaSO3 + H2O 
 
Procedimento 
Observar a figura ao lado. Colocar no tubo de ensaio A, 1 mL da solução 
amostra e no tubo de ensaio B, 1 ml de água de barita. Colocar a mangueira 
conectada ao tubo A dentro do tubo B. Adicionar 5 gotas de HCl 6 mol.L-1 no 
tubo A e IMEDIATAMENTE fechar. Agitar o tubo A e observar o tubo B. O 
aparecimento de uma turvação na solução do tubo B indica a presença de 
carbonato. Caso nada aconteça, aquecer o tubo A e observar novamente o tubo 
B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. ANÁLISE DE SÓLIDOS 
 
AMOSTRA SIMPLES → Constituída de um cátion e um ânion. Ex: NaCl, BaCrO4, KBr, etc. 
 
7.1. OBSERVAÇÃO FÍSICA DA AMOSTRA 
Anotar as características físicas da amostra tais como cor, aspecto dos cristais, amostras higroscópicas, etc. 
 
7.2. TESTE DE SOLUBILIDADE 
*Consultar a tabela de solubilidade 
Testar a solubilidade do sólido usando uma pequena quantidade (mg) da amostra,com aproximadamente 5 mL do 
solvente escolhido, agitando com bastão, na seguinte sequência, para escolher o solvente adequado: 
(a) Água – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
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(b) HCl 6 mol.L-1 – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
(c) HNO3 6 mol.L-1 – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
(d) HCl 12 mol.L-1 – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
(e) HNO3 16 mol.L-1 – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
(f) Água régia (HCl:HNO3 - 3:1) – Se não dissolver à frio, aquecer por alguns minutos, agitando ocasionalmente. 
O primeiro reagente que dissolver a amostra é o seu solvente. Não precisa testar todas as substâncias acima!!! 
 
7.3. PREPARO DA SOLUÇÃO 
- Colocar ¼ de espátula do sólido num tubo de ensaio 
- Se a água for o solvente escolhido, colocar aproximadamente 5 mL, dissolver o sólido com o auxílio de um 
bastão e completar com água até aproximadamente a capacidade do tubo. 
- Se o solvente escolhido for diferente da água (ácido), ir colocando o solvente, gota à gota, e agitando com bastão, 
até todo o sólido ter sido solubilizado. Completar com água até aproximadamente a capacidade do tubo. 
- Lembrar que um solvente diferente de água pode introduzir um novo ânion na amostra. 
ATENÇÃO: Se metais e ânions interferentes estiverem ausentes, preparar a solução e usar diretamente para a 
análise dos cátions e ânions. 
- Se a amostra estiver líquida, colocar aproximadamente 10 gotas em um tubo de ensaio e completar com água até 
aproximadamente a capacidade do tubo. 
 
7.4. PROVAS DIRETAS Teste 
íon amônio 
- Testar a presença do íon amônio conforme o roteiro do 5° grupo de cátions. Se o teste do íon amônio der positivo, 
você já achou o cátion da sua amostra. 
 
Teste do íon carbonato 
- Colocar um pouco da amostra sólida em um vidro de relógio e gotejar HCl 6 mol.L-1. A formação de forte 
efervescência, devido a evolução de um gás INODORO E INCOLOR, indica a presença de CO3
2- e significa que 
você já achou o ânion da sua amostra. 
 
ENSAIO - Teste para verificar a presença de metais interferentes. 
Princípio do método - Os metais são precipitados como hidróxidos ou carbonatos, através da adição de carbonato 
de sódio, segundo as reações: CO3
2- + MA → MCO3↓ + A2- onde: M = metal interferente e A = ânion 
 
CO3
2- + 2H2O → H2CO3 + OH- → M(OH)2↓ + A2- 
 
Procedimento - Tomar aproximadamente 0,5 mL (10 gotas) da solução amostra e adicionar 3 gotas da solução 
de carbonato de sódio 6 mol.L-1 ou preparar na hora o reagente, pela dissolução de um pouco de Na2CO3 em água. 
Aquecer brevemente. Se a solução amostra estiver ácida, colocar carbonato até que a solução fique alcalina. A 
ocorrência de um precipitado, que pode ser carbonato ou hidróxido do metal, confirma a presença de cátion 
interferente e o mesmo deve ser eliminado através do procedimento de TRANSPOSIÇÃO (ver abaixo) para a 
determinação do ÂNION. Caso não ocorra formação de precipitado, o cátion presente deve ser o sódio, potássio 
ou íon amônio. 
ATENÇÃO: Cuidado com os hidróxidos incolores! Centrifugar e separar, mesmo que você não tenha observado 
precipitado. 
 
7.5. DETERMINAÇÃO DO ÂNION 
Ferro, e estanho, bem como outros metais interferem em alguns testes de eliminação e identificação de 
ânions. A presença de metais, testada anteriormente com o ENSAIO, interferem, formando precipitados ou dando 
reações coloridas, nos testes de eliminação; caso o ensaio dê positivo, proceder então a eliminação do metal, como 
descrito na TRANSPOSIÇÃO e, com a solução resultante, proceder então a análise dos ânions através dos TE’s 
e TI’s. 
 
TRANSPOSIÇÃO – Se o ENSAIO - Teste para verificar a presença de metais interferentes deu positivo, o 
procedimento abaixo deve ser feito para eliminar metais presentes na amostra, que podem interferir nos TE e TI. 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
 
Procedimento para eliminação de metais – Se a amostra for sólida, colocar aproximadamente 0,1 g da amostra 
em um cadinho de porcelana e 10 mL de água ou do reagente usado para a solubilização da amostra. Adicionar 
cinco vezes mais (0,5 g) de carbonato de sódio. Atentar que a solução deve estar básica. Agitar com bastão. Se a 
amostra for líquida, colocar aproximadamente 10 mL da solução amostra em cadinho, adicionar 1 espátula de 
carbonato de sódio, agitar com bastão. Se a solução amostra estiver ácida, colocar carbonato até que a solução 
fique alcalina. Em ambos os casos, aquecer até ebulição e deixar por aproximadamente 10 minutos. Repor o 
volume perdido pela adição de água. Transferir para tubos de ensaio, centrifugar, desprezar o precipitado e usar 
sobrenadante para os testes TE e TI. 
OBSERVAÇÕES: 
- Se for feita a transposição, lembrar de preparar solução suficiente para utilizar em todos os testes de eliminação 
e identificação para ânions, TAMBÉM lembrar que o carbonato vai dar sempre positivo nos testes respectivos a 
este ânion, como o TE-1 e TE-2, e que a solução sempre vai efervecer quando acidificada. 
 
7.6. DETERMINAÇÃO DO CÁTION 
Agentes redutores tais como os íons sulfito, sulfeto, nitrito e iodeto podem interferir na determinação de alguns 
cátions, como o Ni e K, entre outros e devem ser eliminados. Proceder como descrito abaixo para eliminação dos 
mesmos, e usar a solução para os testes dos cátions. 
Remoção do SO3
2- e NO2
- 
Colocar 10 mL da solução amostra em cadinho, acidificar com HCl 2 mol.L-1 e ferver por alguns minutos. 
SO3
2-
(aq) + 2H+
(aq) → SO2(g) + H2O(l) 
3NO2-(aq) + 3H+(aq) → 3HNO2(aq) → HNO3(aq) + 2NO(g) + H2O(l) 2NO(g) + O2(g) → 2NO2(g) 
Remoção do I- 
Colocar 10 mL da solução amostra em cadinho e acidificar com HNO3 16 mol.L-1. Evaporar próximo à secura. A 
liberação de uma fumaça violeta e uma cor marrom da solução indicam a remoção do íon iodeto. Repor o volume 
perdido com água destilada, transferir para tubo de ensaio e centrifugar, se necessário. Abandonar o precipitado, 
se houver. 
8H+(aq) + 2NO3-(aq) + 6I-(aq) → 3I2(g) + H2O(l) + 2NO(g) 
 
ATENÇÃO: Se for feita a eliminação do ânion, lembrar de preparar solução suficiente para utilizar na 
identificação do cátion. 
 
OBSERVAÇÕES 
• Caso tenha obtido metal interferente, seguir, rigorosamente, a ordem dos grupos. 
• Observar a cor do precipitado, principalmente na precipitaçãodo segundo e terceiro grupo, pois etapas 
poderão ser omitidas e até mesmo o cátion identificado, somente na etapa inicial de precipitação do grupo. 
Cuidado com os hidróxidos incolores!!!!! 
• Se não foi encontrado metais interferentes, e o íon amônio estiver ausente, o cátion é o Na ou o K. 
• Lembrar que, se o íon amônio está ausente, a evaporação prévia com HNO3 antes da identificação de 
sódio e potássio não precisa ser efetuada. Os dois testes podem ser feitos diretamente com a adição dos 
respectivos agentes precipitantes. 
• Potássio em grande quantidade (>50 mg/mL) também precipita com o acetato de uranilo e magnésio 
assim, deve-se fazer primeiro o teste de identificação para o K; Se o testes der positivo o POTÁSSIO está 
presente. Se o teste para potássio der negativo, fazer o teste do sódio; se der positivo, o SÓDIO está 
presente. 
• Lembrar também que Na e K tem tendência a supersaturar. Não diluir muito a amostra, colocar bastante 
reagente de precipitação, agitar bastante e, se necessário, colocar alguns cristais da própria amostra para 
induzir a precipitação. 
 
 
ANEXOS 
 
1. SUMÁRIO DE SOLUBILIDADE DOS SAIS EM ÁGUA À 25°C 
 
DISCIPLINA: Química Analítica I – DQAFQ-CC-UFC - Profa. Helena Becker 
Regra Exceções 
1. Os nitratos e acetatos são geralmente solúveis 
Não existe exceção comum. O acetato de prata é 
moderadamente insolúvel. 
2. Os compostos dos metais alcalinos e do íon amônio são 
geralmente solúveis. 
Não existe exceção comum. Alguns que são 
moderadamente insolúveis são formados no 5o grupo. 
3. Os fluoretos são geralmente insolúveis. 
Fluoretos dos metais alcalinos, íon amônio, Ag, Al, Sn 
e Hg. 
4. Os cloretos, brometos e iodetos são geralmente solúveis. 
Os haletos de Ag(I), Hg(I), Pb(II), HgI2, BiOCl e 
SbOCl. 
5. Os sulfatos são geralmente solúveis. 
PbSO4, SbSO4, BaSO4, CaSO4 e 
Hg2SO4 são moderadamente insolúveis. 
6. Os carbonatos e os sulfitos são geralmente pouco solúveis. Os de metais alcalinos e do amônio. 
7. Os sulfetos são geralmente pouco solúveis. 
Os de metais alcalinos e do amônio. Os sulfetos dos 
metais alcalinos terrosos e Cr2S3 e Al2S3 são 
decompostos pela água. 
8. Os hidróxidos são geralmente pouco solúveis. 
Os de metais alcalinos. Os hidróxidos de Ba, Ca e Sr são 
moderadamente solúveis. 
 
Ácidos e Bases fortes comuns 
Ácidos fortes 
 
Clorídrico (HCl), Bromídrico (HBr), ìodídrico (HI), Clórico (HClO3), Perclórico (HClO4), Nítrico (HNO3), Sulfúrico 
(H2SO4). 
Bases Fortes 
 
Hidróxidos dos metais do grupo 1A (LiOH, NaOH, KOH, RbOH, CsOH) Hidróxidos 
dos metais mais pesados do grupo 2A (Ca(OH)2), Sr(OH)2), Ba(OH)2)) 
 
2. SUMÁRIO DE ELETRÓLITOS FRACOS E ELETRÓLITOS FORTES 
Regra Exceções 
1. A maioria dos ácidos é eletrólito fraco. 
Os ácidos fortes mais comuns são HCl, HBr, HI, 
HNO3, H2SO4*, HClO3 E HClO4. 
2. A maioria das bases é eletrólito fraco. 
Os hidróxidos básicos fortes são os de Li, Na, K, 
Rb, Cs, Ca, Sr e Ba*. 
3. A maioria dos sais é eletrólito forte. O sal fracamente ionizável mais importante é o HgCl2. 
 * Só a perda do primeiro H+ do H2SO4 ou do primeiro OH- do Ca(OH)2, Sr(OH)2 e Ba(OH)2 é completa. 
 
 
3. RELAÇÃO DE ÂNIONS MAIS COMUNS 
 
Carbonato, CO3
2- Cloreto, Cl- Persulfato, S2O8
2- Perclorato, ClO4
- 
Bicarbonato, HCO3
- Brometo, Br- Silicato, SiO3
2- Oxalato, C2O4
2- ou (COO)2
2- 
Cianato, OCN- Bromato, BrO3
- Ortoborato, BO3
3- Silicofluoreto, [SiF6]2- 
Cianeto, CN- Clorato, ClO3
- Metafosfato, PO3
- Salicilato, C6H4(OH)COO- ou C7H5O3
- 
Cromato, CrO4
2- Sulfato, SO4
2- Ditionito, S2O4
2- Benzoato, C6H5COO- ou C7H5CO2
- 
Dicromato, Cr2O7
2- Arsenito, AsO3
3- Piroborato, B4O7
2- Citrato, C6H5O7
3- 
Hipoclorito, OCl- Arseniato, AsO4
3- Metaborato, BO2
- Acetato, CH3COO- ou OAc- ou C2H3O2
- 
Permanganato, MnO4
- Nitrito, NO2
- Pirofosfato, P2O7
4- Succinato, C4H4O4
2- 
Sulfeto, S2- Nitrato, NO3
- Ortofosfato, PO4
3- Ferrocianeto, [Fe(CN)6]4- 
Sulfito, SO3
2- Iodeto, I- Fosfito, HPO3
2- Ferricianeto, [Fe(CN)6]3- 
Tiocianato, SCN- Iodato, IO3
- Hipofosfito, H2PO2
- Formiato, HCOO- 
Tiosulfato, S2O3
2- Fluoreto, F- Tartarato, C4H4O6
2-

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