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<p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 1</p><p>Histerossalpingografia</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 2</p><p>Definição e objetivos</p><p>A histerossalpingografia (HSG) é a demonstração radiográfica do trato reprodutivo</p><p>feminino com contraste.</p><p>O procedimento radiográfico mostra melhor a cavidade uterina e a permeabilidade</p><p>(grau de abertura) das tubas uterinas.</p><p>A cavidade uterina é delineada pela injeção de um contraste através da cérvice.</p><p>A forma e o contorno da cavidade uterina são avaliados para detectar qualquer</p><p>processo patológico uterino.</p><p>O agente de contraste preenche a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas</p><p>uterinas pode ser demonstrada à medida que o contraste flui através das tubas e</p><p>para a cavidade peritoneal.</p><p>Indicações clínicas</p><p>Avaliação de infertilidade: Uma das indicações mais comuns para a HSG é a</p><p>avaliação da infertilidade feminina. O procedimento é realizado para diagnosticar</p><p>quaisquer defeitos funcionais ou estruturais.</p><p>Embora a ultra-sonografia seja geralmente a modalidade de escolha, a HSG</p><p>também pode ser realizada quando os sintomas da paciente indicam a presença de</p><p>processos patológicos intra-uterinos. Sangramento uterino anormal, dor pélvica e</p><p>plenitude pélvica são sintomas típicos exibidos pelas pacientes.</p><p>A HSG também é utilizada para diagnosticar massas pélvicas, fístulas, abortamentos</p><p>espontâneos habituais e defeitos congênitos. Também indicada para a avaliação da</p><p>tuba uterina após ligação tubária ou cirurgia reconstrutiva.</p><p>Contra-indicações</p><p>A histerossalpingografia é contra-indicada na gravidez. Para evitar a possibilidade de</p><p>que a paciente possa estar grávida, o exame é realizado tipicamente de 8º a 12ª</p><p>dias após o início da menstruação.</p><p>Outras contra-indicações incluem doença inflamatória pélvica (DIP) aguda e</p><p>sangramento uterino ativo.</p><p>Contraste</p><p>É utilizado um contraste não-iônico em base oleosa lipossolúvel ou hidrossolúvel,</p><p>de acordo com a preferência do médico.</p><p>O mais comumente preferido é o contraste hidrossolúvel. Ele é facilmente absorvido</p><p>pela paciente, não deixa resíduo no trato reprodutivo e fornece visualização</p><p>adequada.</p><p>No entanto, ele causa dor quando injetado na cavidade uterina e pode persistir por</p><p>várias horas após o procedimento.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 3</p><p>Preparo da paciente</p><p>O preparo pode incluir um laxativo suave, supositórios e/ou um Enema de lavagem</p><p>antes do procedimento.</p><p>Além disso, a paciente pode ser orientada a tomar. Um analgésico antes do exame,</p><p>para aliviar um pouco do desconforto associado com as cólicas.</p><p>Para evitar o deslocamento do útero e das tubas uterinas, a paciente deve ser</p><p>orientada a esvaziar a bexiga imediatamente antes do exame.</p><p>O procedimento e possíveis complicações devem ser explicados para a paciente e</p><p>deve ser obtido consentimento informado.</p><p>Em algumas circunstâncias, o médico pode realizar também um exame pélvico</p><p>antes do procedimento radiográfico.</p><p>Posição de litotomia ou Litotômica ( se assemelha a ginecológica)</p><p>Um espéculo é inserido na vagina e o colo uterino é limpo.</p><p>Uma cânula ou cateter é inserido através do colo uterino e o contraste é injetado.</p><p>(logo após o espéculo pode ser retirado).</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 4</p><p>Procedimento:</p><p>O médico Radiologista ou obstetra procede da seguinte forma: Realiza–se assepsia</p><p>dos grandes e pequenos lábios; fixa o espéculo no meato vaginal; coloca – se os</p><p>campos fenestrados no abdome e nas coxas da paciente, deixando visível somente</p><p>o local do exame; com uma pinça contendo gaze, realiza a assepsia no interior do</p><p>útero; Colocar em uma cuba rim esterilizada e o contraste com o soro fisiológico.</p><p>MATERIAL</p><p>Espéculo Vaginal; Cuba rim; Pinça; Material Antisséptico; Soro fisiológico; Campo</p><p>fenestrado; Sonda; Seringa; Histerômetro (aparelho próprio para o exame); Luvas;</p><p>Bandeja; Pinça de Pozi; Pomada Anestésica; Gazes; Agulha 40x12;Contraste.</p><p>O médico pinça o interior do útero e introduz o cateter.</p><p>Enche uma seringa de 20ml de contraste com soro e conecta a seringa na</p><p>extremidade do cateter .À medida que o médico injeta o contraste ,dá as ordens</p><p>para o técnico disparar os raios - x.</p><p>Após o término do exame, recomenda - se que a paciente fique por mais 15minutos</p><p>no setor de radiologia para descartar reação alérgica tardia.</p><p>Rotinas de posicionamento</p><p>Rotinas radiográficas: o posicionamento de rotina para a histerossalpingografia varia</p><p>de acordo com o método de exame.</p><p>Fluoroscopia, radiografia convencional ou uma combinação de ambas podem ser</p><p>utilizadas.</p><p>Fluoroscopia: Tipicamente, uma imagem simples colimada é obtida.</p><p>Durante a injeção do contraste, uma série de imagens colimadas pode ser obtida</p><p>enquanto a cavidade uterina e as tubas uterinas estão sendo preenchidas. Após a</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 5</p><p>injeção do contraste, uma imagem adicional pode ser obtida para documentar o</p><p>extravasamento do contraste para o peritônio.</p><p>A paciente mais comumente permanece na posição de decúbito dorsal durante a</p><p>obtenção de imagens, mas imagens adicionais podem ser obtidas com a paciente</p><p>em uma posição ORT ou OPD para visualizar adequadamente a anatomia</p><p>pertinente.</p><p>Radiografia convencional: Uma imagem piloto em AP pode ser obtida em um filme</p><p>de 24 x 30 cm. O raio central e o filme são centrados em um ponto 5 cm superior à</p><p>sínfise pubiana. Se a fluoroscopia não estiver disponível, a injeção fracionária do</p><p>contraste é implementada com uma radiografia realizada após cada fração, para</p><p>documentar o enchimento da cavidade uterina, as tubas uterinas e o contraste no</p><p>interior do peritônio. Imagens adicionais conforme determinado pelo radiologista</p><p>podem incluir posições OPE ou OPD e a prova de Cotte</p><p>Critérios radiográficos</p><p>O anel pélvico conforme visto em uma incidência AP deve estar centrado dentro do</p><p>campo de colimação.</p><p>A cânula ou o cateter de balão devem ser demonstrados dentro da cérvice.</p><p>A cavidade uterina e as tubas opacificadas são demonstradas centradas no filme.</p><p>O contraste é visto dentro do peritônio se uma ou ambas as tubas estiverem pérvias.</p><p>Densidade apropriada e contraste de pequena escala demonstram a anatomia e o</p><p>meio de contraste.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 6</p><p>AP sem espéculo</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 7</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 8</p><p>Obstrução tubária</p><p>TU de ovário esquerdo</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 9</p><p>Repleção uterina completa (órgão cheio)</p><p>Obstrução Tubária</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 10</p><p>Classificação do útero conforme (Sociedade Americana de Fertilidade)</p><p>Patologias no útero- Prolapso</p><p>http://es.slideshare.net/monjita1988/variedad-de-prolapso-genital</p><p>http://es.slideshare.net/monjita1988/variedad-de-prolapso-genital</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 11</p><p>Sialografia - Exame contrastado das glândulas salivares</p><p>Há três pares de glândulas salivares, a Parótida, Submandibular e sublingual,</p><p>adjacentes ao lado e soalho da boca, que secretam saliva em seus respectivos</p><p>ductos drenando para a boca para lubrificar a mucosa. A saliva contém uma enzima</p><p>digestiva chamada ptilíase.</p><p>Cálculos ou pedras nos ductos podem produzir obstrução é nítido o aumento de</p><p>volume da glândula.</p><p>A presença de alimento na cavidade bucal, bem como sua visão e cheiro, estimulam</p><p>as glândulas salivares a secretar saliva, que é um líquido levemente alcalino, uma</p><p>solução aquosa, de consistência viscosa, que umedece a boca, amolece a comida e</p><p>contribui para realizar a digestão.</p><p>A saliva contém a ptialina ou amilase salivar. Na cavidade bucal, a ptialina atua</p><p>sobre o amido transformando-o em moléculas menos complexas. Três partes de</p><p>glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal; parótida,</p><p>submandibular e sublingual:</p><p>Glândula parótida</p><p>Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da</p><p>face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.</p><p>Glândula submandibular</p><p>É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.</p><p>Glândula sublingual</p><p>É a menor das três; fica abaixo da mucosa do soalho da boca.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 12</p><p>Preparo do paciente:</p><p>Jejum absoluto de 6 horas</p><p>Trazer limão para utilização do exame</p><p>Não fumar e nem mascar chiclete</p><p>Remover prótese dentária ou dentes de ouro</p><p>Indicações Clínicas:</p><p>Sialolitos</p><p>Cistos</p><p>Tumores</p><p>Dilatação dos ductos salivares</p><p>Ausência de secreção</p><p>Divertículos</p><p>Após realizar uma radiografia piloto (radiografia simples da região de interesse), a</p><p>ponta de um cateter fino (21 a 25), ou ainda um tubo de teflon fino e maleável</p><p>(gelco) com paredes delgadas e extremidade afilada, pode ser usado ainda agulhas</p><p>longas de infusão com extremidade achatada , lisa e borboletas, podendo ser</p><p>mantida entre os dentes e mucosa oral, todos os meios deve progredir cerca de 01 a</p><p>03cm através do ducto da glândula a ser examinada, neste caso deve ser</p><p>introduzida no canal (ducto) em questão.</p><p>O catéter deverá progredir cerca de 01 a 03 cm através do ducto da glândula a ser</p><p>examinada: deverá ser introduzido no canal (ducto) parotídeo, para silalografia de</p><p>parótida, deverá ser introduzido no canal (ducto) submandibular para silalografia</p><p>submandibular.</p><p>Posteriormente, injeta-se cerca de 10 a 15 ml de contraste iodado diluído em água</p><p>(65% contraste).</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 13</p><p>Realizando-se incidências radiográficas localizadas da região examinada em</p><p>projeções de:</p><p>Mandíbula oblíqua</p><p>Mandíbula perfil</p><p>Mandíbula frente AP</p><p>Nota: Habitualmente após a injeção do meio de contraste e a realização das</p><p>radiografias o paciente ingere limão (prova de estímulo) e executa-se novamente as</p><p>mesmas incidências.</p><p>Canais a serem estudados: Estenon (parótida), Wharton (submandibular) e Walter</p><p>(sublingual)</p><p>Procedimento antes das imagens:</p><p>Campos estéreis em volta da face do paciente ( região da boca) a enfermagem faz o</p><p>preparo do meios de contraste e agulhas, seringas, gases etc.</p><p>O médico radiologista é faz a introdução do cateter com agulha e injeta o contraste,</p><p>o técnico ou tecnólogo em radiologia realiza as radiografias com uso do fluoroscópia.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 14</p><p>Glandulas submandibular</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 15</p><p>Sialólito – cálculo salivar que é formado em um canal ou em uma glândula salivar.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 16</p><p>DACRIOCISTOGRAFIA – Estudo radiológico contrastado do saco lacrimal e dos</p><p>ductos naso lacrimais.</p><p>Função lavar e lubrificar os olhos.</p><p>O aparelho lacrimal inclui a glândula lacrimal, que secreta as lagrimas e o saco</p><p>lacrimal e ductos lacrimais, através dos quais as lágrimas passam para o nariz.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 17</p><p>A glândula lacrimal fica anteriormente no</p><p>quadrante superior externo da órbita para o</p><p>saco lacrimal pelas duas pequenas aberturas na porção medial das pálpebras, que</p><p>pode ser vistas quando a parte interna da pálpebra é exposta por eversão. Elas</p><p>comunicam-se com o saco lacrimal por fino canalículo lacrimal que corre</p><p>horizontalmente.</p><p>O saco lacrimal drena por meio do ducto naso – lacrimal que corre verticalmente na</p><p>parede nasal lateral da porção medial do antro-maxilar. O comprimento do</p><p>canalículo é de aproximadamente 1cm,o saco lacrimal 1cm e ducto nasal 2cm que</p><p>finalmente termina abaixo da concha nasal inferior bem embaixo do nariz.</p><p>Quando sistema dos ductos lacrimais é bloqueado deixando de funcionar, ele é</p><p>investigado radiograficamente por exame contrastado.</p><p>Materiais Utilizados:</p><p>Chassis 18x24</p><p>Contraste Iodado</p><p>Colírio anestésico</p><p>Fita adesiva</p><p>Cateter específico para ductos lacrimais</p><p>Obs: Inrodução do cateter e aplicação do meios de contraste realizado pelo médico</p><p>radiologista ou oftalmologista.</p><p>Anestesiar o globo ocular a ser examinado com aproximadamente 02 ou 03 gotas;</p><p>Após anestesiar o olho a ser examinado com colírio anestésico, introduz-se</p><p>preferencialmente o cateter no orifício inferior interno da órbita (ducto lacrimal);</p><p>Posteriormente, injeta-se cerca de 3 a 5 ml do meio de contraste hidrossolúvel</p><p>iodado. Em seguida, realiza-se exposições radiográficas localizadas da região</p><p>examinada em projeções:</p><p>Quando o sistema de ductos esta normal o meio de contraste mostra todo seu</p><p>comprimento visto no soalho da cavidade nasal, Quando o ducto está obstruído o</p><p>meio de contraste é retido acima próxima ao local da obstrução.</p><p>Incidências radiológicas:</p><p>Radiografia piloto (verificação da técnica)</p><p>Crânio AP localizada</p><p>Crânio tangencial à 15 graus localizada</p><p>Face utilizando a incidência de Waters (para saco lacrimal)</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 18</p><p>Perfil de face localizada</p><p>Crânio frente AP;</p><p>Perfil de face localizada.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 19</p><p>Patologias</p><p>Obstruções dos os pontos lacrimais, dos canalículos e do saco lacrimal;Trauma,</p><p>principalmente as fraturas naso-orbitárias que resultam em fragmentos ósseos,</p><p>causas freqüentes de inflamação e lacerações da via lacrimal; Dacriolitos que são</p><p>constituídos por debris inflamatórios contaminados com bactérias e fungos, que se</p><p>acumulam dentro do saco lacrimal;Tumores, sendo mais freqüentes os linfomas</p><p>seguidos pelos carcinomas, os quais são raros. A presença de sangue na lágrima é</p><p>o sinal clínico mais sugestivo de carcinomas malignos de saco lacrimal</p><p>DACRIOCISTITE AGUDA</p><p>Dacriocistite aguda com celulite orbitária</p><p>A dacriocistite aguda é a inflamação do saco lacrimal. Quando a inflamação se</p><p>estende para os tecidos adjacentes, pode ocasionar celulite. A recidiva do quadro</p><p>agudo é freqüente. Os organismos responsáveis pela inflamação são comumente ß</p><p>hemolytic streptococcus ou staphylococci.</p><p>Dacriocistite crônica com mucocele</p><p>É a inflamação crônica do saco lacrimal e caracteriza-se principalmente pelo</p><p>lacrimejamento e pelo refluxo de secreção mucosa ou mucopurulenta pelos</p><p>canalículos, quando se faz a compressão do saco lacrimal.</p><p>O saco lacrimal obstruído, habitualmente se dilata com o tempo. Outras causas são</p><p>os traumas, fraturas, lacerações e os dacriolitos.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 20</p><p>Exames com Alterações</p><p>Dacriocistografia é exame simples e muito útil para avaliar dimensões, as</p><p>características das paredes do saco lacrimal e o local da obstrução.</p><p>Dacriocistografia mostrando obstrução do conduto lácrimo-nasal direito.</p><p>dacriocistografia evidenciando dilatação e obstrução do conduto lacrimo-nasal direito</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 21</p><p>Artrografia- O joelho é uma articulação vulnerável que carrega uma grande dose</p><p>de estresse das atividades diárias, como levantar, ajoelhar-se, e de atividades de</p><p>alto impacto como corrida e aeróbica</p><p>ARTROGRAFIA- Exame radiológico das Articulações.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 22</p><p>As articulações incluem as articulações do quadril, do joelho, do tornozelo, do</p><p>ombro, do cotovelo, do punho e a temporomandibular (ATM).</p><p>A artrografia ainda é usada no diagnóstico de lesões complexas, na identificação de</p><p>corpos livres intra-articulares e na lesão da cartilagem articular. O exame requer</p><p>conhecimento da estrutura anatômica da articulação normal e atenção para as</p><p>soluções de continuidade das margens, falhas de enchimento e inibição da</p><p>cartilagem anormal pelo contraste. O extravasamento de contraste para cavidades</p><p>articulares distintas no ombro e no punho permite o diagnóstico da ruptura articular.</p><p>As artrografias do ombro e do joelho são os mais comuns dos procedimentos</p><p>realizados.</p><p>Objetivo:</p><p>A artrografia do joelho é realizada para demonstrar e avaliar a articulação do joelho</p><p>e as estruturas de tecidos moles associados quanto a processos patológicos. As</p><p>estruturas de maior interesse incluem a cápsula articular; os meniscos; e os</p><p>ligamentos colaterais, cruzados e outros ligamentos de menor importância. Essas</p><p>estruturas são visualizadas através da introdução de um contraste dentro da cápsula</p><p>articular, e a documentação é feita com fluoroscopia e ou radiografia convencional</p><p>em telecomandado.</p><p>Joelho.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 23</p><p>Indicações:</p><p>A artrografia do joelho está indicado quando há suspeita de lesões da cápsula</p><p>articular, meniscos ou ligamentos. O joelho é uma articulação sujeita a estresse</p><p>considerável, especialmente durante atividades esportivas. Assim muitos dos</p><p>processos patológicos vistos no joelho são devido a traumas.</p><p>Um exemplo de um processo patológico não traumático que é indicado para</p><p>artrografia é o cisto de Baker, que se comunica com a cápsula articular na região</p><p>poplítea.</p><p>O cisto de Baker, também conhecido como cisto poplíteo, é o acúmulo cístico de</p><p>líquido sinovial (articular) que surge nas bainhas dos tendões e bursas (bolsas de</p><p>tecido) presentes na região posterior do joelho.</p><p>Cisto de Baker</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 24</p><p>Contra indicação:</p><p>Em geral, a artrografia de qualquer articulação está contra indicada quando se sabe</p><p>que o paciente é alérgico a um contraste à base de iodo ou anestésicos locais.</p><p>Antes de realizar o procedimento o paciente deve ser bem orientado quanto ao</p><p>exame e todo procedimento a ser realizado.</p><p>Equipamentos e acessórios:</p><p>Compressas para preparo, compressas de gaze estéril, campo com uma seringa de</p><p>50ml e duas de 10ml, um conector flexível, várias agulhas hipodérmicas (geralmente</p><p>de calibres 18,20,21,25),e uma ampola de 5ml de anestésico local, como xilocaína,</p><p>luvas estéreis e solução anti-séptica, contraste a base iodo.</p><p>Preparar o local a ser realizado o exame com depilação da região, limpeza e</p><p>colocação de campo estéril.</p><p>O médico injeta o anestésico a pele, os tecidos subjacentes e a cápsula articular.</p><p>Com o local preparado, coberto e anestesiado, o médico introduz a agulha de calibre</p><p>de 20, montada em uma seringa de 10ml, através da pele e dos tecidos subjacentes,</p><p>no espaço articular. Líquido articular é aspirado. Se a sua aparência for normal, claro</p><p>e de coloração amarela, ele pode ser desprezado. .Se ele parecer anormal</p><p>(leitoso),deve ser enviado ao laboratório para avaliação.</p><p>Após a aspiração de todo o líquido, o contraste positivo é injetado na articulação</p><p>através de agulha de 20 que foi mantida no local, se o exame for de duplo contraste,</p><p>a seringa de 50ml é usada para injetar o contraste negativo.</p><p>A artrografia com duplo contraste (positivo Iodo e negativo ar) chamado de contraste</p><p>duplo (pneumoartrografia).</p><p>Rotinas de radiografia:</p><p>Uso de fluoroscopia</p><p>e raios-x convencional.chassis 18x24 ou 24x30 dividido,</p><p>radiografias em AP e laterais devem ser realizadas.</p><p>Cada menisco deve ser claramente visualizado em perfis variáveis em cada uma</p><p>das seis áreas expostas do filme. Podem ser necessárias outras exposições para</p><p>demonstrar patologia. O menisco visualizado deve estar no centro do campo</p><p>colimado.</p><p>As radiografias devem ser apropriadamente identificados com M (medial) e L</p><p>(lateral).</p><p>Incidências convencionais na mesa:</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 25</p><p>Além das seriografias, geralmente são incluídas imagens AP e Perfil de rotina de</p><p>todo o joelho.</p><p>As radiografias AP e Perfil devem demonstrar toda a cápsula articular delineada pela</p><p>combinação dos meios de contraste positivos e negativos.</p><p>Filme com ponto fluoroscópico</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 26</p><p>projeção com feixe horizontal</p><p>Exames radiológico de Artérias e Veias</p><p>(Radiologia Intervencionista/ Exames hemodinâmicos)</p><p>A arteriografia ou angiografia é um exame radiológico através do qual se visualiza o interior</p><p>das artérias do organismo, de forma a avaliar qualquer alteração na parede e diagnosticar</p><p>doenças como o aneurisma, aterosclerose e más formações. Este exame exige injetar um</p><p>meio de contraste iodado não iônico para permitir tais visualizações.</p><p>Apesar de ser um bom meio de diagnóstico, tem as suas limitações. Se a obstrução</p><p>(entupimento) da artéria for total, o contraste não passa para além da obstrução, não</p><p>permitindo observar a extensão desta assim como avaliar a parede da artéria a seguir à</p><p>obstrução.</p><p>Os procedimentos angiográficos mais comumente realizados são:</p><p>1- Angiografia cerebral – estudo radiológico dos vasos sanguíneos do cérebro.</p><p>2- Angiografia Torácica- demonstra o contorno e a integridade da vasculatura</p><p>torácica. Aortografia torácica é um estudo angiográfico da aorta ascendente,</p><p>do arco da porção descendente da aorta torácica e dos ramos principais.</p><p>3- Arteriografia pulmonar é um estudo angiográfico dos vasos pulmonares</p><p>usualmente realizado para investigar embolia pulmonar.</p><p>4- Angiocardiografia refere-se especificamente ao estudo radiológico do coração</p><p>e estruturas associadas. Arteriografia coronariana é usualmente realizada ao</p><p>mesmo tempo para visualizar as artérias coronárias.</p><p>5- Cateterismo cardíaco é um termo mais geral usado para descrever a</p><p>colocação do cateter no coração.</p><p>6- Angiografia Abdominal – demonstra o contorno e a integridade da vasculatura</p><p>abdominal, isso significa que a disposição ou o deslocamento dos vasos</p><p>abdominais que estão sendo estudados e possíveis obstruções ou roturas de</p><p>vasos.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 27</p><p>7- Angiografia Periférica- é um exame radiológico da vasculatura periférica após</p><p>a injeção de contraste.</p><p>8- Linfografia – É realizada para visualizar os vasos linfáticos e linfonodos.</p><p>9- Venografia ou flebrografia– estudo das veias onde o m.c é injetado</p><p>diretamente na veia.</p><p>Procedimentos Intervencionistas</p><p>São procedimentos radiológicos que intervêm em um processo de doença, fornecendo um</p><p>desfecho terapêutico relatando simplificadamente, os procedimentos intervencionistas</p><p>usam técnicas angiográficas para o tratamento da doença, além de forneceram algumas</p><p>informações diagnósticas.</p><p>Angioplastia transluminal percutânea e colocação de Stent (PTA) Utiliza um cateter com</p><p>um balão para dilatar um vaso estenosado.</p><p>Um Stent é um dispositivo metálico, similar a uma gaiola , que é colocado na luz do vaso a</p><p>fim de fornecer suporte. Ele pode se auto – expandir ou pode ser expandido por balão.</p><p>Preparação para o exame:</p><p>- Tem que ir acompanhado</p><p>- Jejum de 8 horas para evitar o vómito e poder ser operado de urgência, se necessário.</p><p>- Dizer os medicamentos que toma e levar todos os exames já realizados</p><p>- Pode tomar os medicamentos, exceto anticoagulantes (uma semana antes) porque</p><p>aumentam o risco de sangramento e a metformina (2 dias) porque pode interagir com o</p><p>contraste.</p><p>- Referir as alergias e doenças que sofre porque pode ser necessária uma preparação</p><p>antes do exame para evitar efeitos secundários.</p><p>Realização do exame:</p><p>- Geralmente é dado anestesia no local onde vai ser introduzido o cateter ( na artéria</p><p>femural – virilha). Em crianças a anestesia poderá ser geral mas de curta duração.</p><p>- O exame é realizado por um médico, uma enfermeira e um técnico de Raios-x</p><p>especializado. A sala onde é feito o exame está preparada com todo o material e</p><p>medicação necessária para se realizar o exame com segurança.</p><p>- Depois de deitar o doente é anestesiado o local de inserção e introduzido o cateter até às</p><p>artérias e depois injetado o produto de contraste</p><p>- No final do exame deve ser feita compressão no local onde esteve o cateter para evitar</p><p>sangramento. Pode haver necessidade de dar um ponto no local.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 28</p><p>- A maior parte dos doentes ficam internado para observar se à sangramento ou outras</p><p>complicações no local da punção.</p><p>Materiais para Angiografia</p><p>Riscos do exame:</p><p>- Os mais comuns são as reacções alérgicas ao contraste</p><p>- Grande sangramento no local da punção</p><p>- Reação vaso-vagal caracterizada pela descida da pressão arterial, transpiração e palidez</p><p>- Alterações renais devido à eliminação do contraste</p><p>Aparelho de hemodinâmica com fluoroscopia – Arco cirurgico.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 29</p><p>Angiografia do coração</p><p>1- Tronco da Coronária Esquerda 2- Ramo Descendente Anterior 3- Ramo</p><p>Circunflexo 4- Ramo Diagonal 5-Ramo Marginal</p><p>Imagem de um grande aneurisma cerebral por angiografia cerebral</p><p>Imagem de uma angiografia com fluxo sanguíneo cerebral</p><p>http://www.gabriel.org.br/doacaodeorgaos.html#approach</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 30</p><p>Imagem de uma angiografia sem fluxo sanguíneo cerebral</p><p>ARTERIOGRAFIA DAS ARTÉRIAS DO MEMBRO INFERIOR ESQUERDO (COXA) MOSTRANDO A</p><p>OCLUSÃO DA ARTÉRIA FEMORAL SUPERFICIAL POR PLACAS (REPAREM QUE O CONTRASTE NÃO</p><p>PASSA POR ELA) - A SETA EM AZUL REPRESENTA O SEU TRAJETO HABITUAL.</p><p>http://www.gabriel.org.br/doacaodeorgaos.html#approach1</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 31</p><p>Tratamento de estenose da artéria ilíaca externa esquerda com angioplastia isolada</p><p>com balão.</p><p>Oclusão bilateral das artérias ilíacas comuns tratada com angioplastia</p><p>com implante de stents.</p><p>EXAMES CONTRASTADOS</p><p>Prof. Vera Lucia[Digite texto] Página 32</p><p>Bibliografia:</p><p>http://pt.scribd.com/doc/6667918/Livro-pg-725-a-754</p><p>http://www.tecnologiaradiologica.com/rxcontrastado_pneumoartrografia.htm</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAO8AAG/exames-contratados</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAK_QAL/angiografia-arteriografia</p><p>http://www.conhecersaude.com/exames-medicos/a/3053-arteriografia-</p><p>angiografia.html</p><p>http://pt.scribd.com/doc/6667918/Livro-pg-725-a-754</p><p>http://www.tecnologiaradiologica.com/rxcontrastado_pneumoartrografia.htm</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAO8AAG/exames-contratados</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAK_QAL/angiografia-arteriografia</p><p>http://www.conhecersaude.com/exames-medicos/a/3053-arteriografia-angiografia.html</p><p>http://www.conhecersaude.com/exames-medicos/a/3053-arteriografia-angiografia.html</p>

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