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<p>AULA 5</p><p>GESTÃO ESTRATÉGICA DE</p><p>CUSTOS PARA TOMADA DE</p><p>DECISÃO</p><p>Prof. Giovani Antonio Bordini</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Nesta etapa, serão apresentados os atributos operacionais da gestão</p><p>estratégica de custos. Depois disso, estudaremos a identificação dos custos, a</p><p>apropriação e apuração dos custos de um produto ou serviço prestado, a</p><p>formação do preço de venda, os indicadores de atividades e a gestão</p><p>orçamentária.</p><p>Uma das metodologias para formar o preço de vendas de um produto, por</p><p>exemplo, se baseia em seu custo, daí a importância dessa apuração. Além dos</p><p>temas mencionados, será trabalhado o orçamento dos elementos aplicados na</p><p>apuração dos custos, como mão de obra, matéria-prima, entre outros. Será</p><p>desenvolvida também uma análise dos indicadores de atividades que auxiliam a</p><p>empresa a definir melhor seu ciclo operacional e financeiro.</p><p>Assim, em suma, serão abordados os seguintes assuntos:</p><p>• Preço de venda</p><p>• Markup</p><p>• Controle orçamentário</p><p>• Indicadores de atividades</p><p>• Prática 5: como realizar o cálculo do preço de venda utilizando o markup</p><p>Ao final desta etapa, você deverá ser capaz de: formar o preço de venda</p><p>de um produto ou serviço identificando a melhor metodologia; bem como elaborar</p><p>o orçamento de compras de matéria-prima, dos custos com a mão de obra direta</p><p>e dos custos indiretos de fabricação; calcular os indicadores de atividades; e</p><p>aplicar o markup como atividade prática.</p><p>Desejamos a todos(as) um excelente estudo e um ótimo aprendizado!</p><p>TEMA 1 – PREÇO DE VENDA</p><p>O preço de venda de um produto representa o valor final que o consumidor</p><p>paga por um produto ou serviço. É o valor que se espera receber, por um produto</p><p>ou serviço, capaz de cobrir todos os custos e despesas e proporcionar lucro. No</p><p>mercado consumidor o preço é considerado um fator decisivo na escolha de um</p><p>produto e na decisão de compra. Assim, a formação adequada do preço de venda</p><p>poderá levar a empresa ao sucesso de vendas.</p><p>3</p><p>Saiba mais</p><p>• Lucro representa o resultado positivo do confronto da receita com as</p><p>despesas e os custos, indicado por: receita > custos + despesas.</p><p>O objetivo central da formação de preços é a criação de valor para o</p><p>acionista, considerando também a qualidade do produto, em relação às</p><p>necessidades do consumidor; e tendo como objetivo a expansão em vendas e o</p><p>crescimento de mercado, evitando a competição e garantindo a sobrevivência da</p><p>empresa, por exemplo.</p><p>Algumas empresas têm um questionamento na hora de determinar o preço</p><p>de venda de seus produtos: que preço praticar? Para responder essa pergunta é</p><p>importante definir se o produto é um produto entrante no mercado ou um produto</p><p>consolidado, que necessite de ajustes no preço.</p><p>Crédito: Piscine26/Shutterstock.</p><p>O preço de venda pode ser formado com a composição de variáveis</p><p>qualitativas ou quantitativas que podem ser externas e internas ao negócio, por</p><p>exemplo, os custos (internos) e os concorrentes (externos), entre outras. Dentre</p><p>as variáveis apresentadas, o preço de venda pode ser formado considerando</p><p>formas ou modelos de precificação: preço baseado na competição ou</p><p>concorrência, preço de mercado, preço de valor, preço baseado no valor</p><p>proporcionado pelo produto, no cliente ou nos custos do produto ou serviço.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/Piscine</p><p>4</p><p>• Preço baseado na concorrência: a ideia é que nos mercados onde</p><p>houver várias empresas oferecendo produtos semelhantes, o preço</p><p>tenderá a ser menor do que seria se não houvesse competidores. Bruni e</p><p>Famá (2019) orientam que, para utilizar esse modelo, é importante analisar</p><p>as características existentes no mercado, além do preço dos concorrentes,</p><p>volume de vendas, prazos, condições de entrega, qualidade, aspectos</p><p>promocionais. Nesse modelo, quem vender com preço acima do praticado</p><p>pelos concorrentes terá dificuldades com a venda do produto.</p><p>• Preço baseado no mercado: atenta-se aos preços cobrados pelos</p><p>concorrentes, com menor atenção aos próprios custos ou à demanda. Isso</p><p>acontece quando os custos são de difícil mensuração. Conforme Bruni e</p><p>Famá (2019), nesse caso faz-se necessário testar o preço em relação às</p><p>condições do mercado, considerando-se as relações custo-volume-lucro,</p><p>além de aspectos econômicos e financeiros.</p><p>• Preço de valor: preços baixos são fixados para uma oferta de alta</p><p>qualidade. Exemplo de preço de valor é a adoção de preço constantemente</p><p>baixo, como encontrado em varejistas (supermercados), o que não dá</p><p>margem para concessão de descontos temporários.</p><p>• Preço baseado no valor proporcionado pelo produto: é o preço</p><p>baseado na qualidade intrínseca que um produto possui em relação ao do</p><p>concorrente. São os valores agregados que proporcionam a prática de um</p><p>preço maior. Observa-se que não é só um produto ou serviço que está</p><p>sendo vendido, mas sim o produto e mais uma quantidade de atributos</p><p>maiores do que os do concorrente. Um exemplo disso seria a marca que</p><p>gera confiança ao cliente independentemente do preço praticado por ela.</p><p>• Preço baseado no cliente: o cliente é um fator importante, para algumas</p><p>empresas, na formação do preço de venda. Os clientes são agentes ativos</p><p>no estabelecimento ou alteração do preço de um produto ou serviço.</p><p>Avalia-se assim o custo-benefício de um produto, ou seja, qualidade versus</p><p>valor pago, por exemplo. E muitas empresas, ao focar o cliente para</p><p>estabelecer preço de venda, focam também em sua classificação de</p><p>acordo com o poder aquisitivo, ou seja, renda familiar ou individual. Nesse</p><p>modelo, a empresa geralmente desenvolve um conceito de produto para</p><p>um mercado-alvo específico, com qualidade e preços planejados.</p><p>5</p><p>• Preço baseado nos custos: a empresa que gerencia e apura o custo do</p><p>seu produto e serviço pode formar seu preço de venda com base nesse</p><p>aspecto. Segundo Bernardi (2017), o conhecimento dos próprios custos e</p><p>despesas, além do método de formação de preços, auxilia o entendimento</p><p>dos custos da concorrência e da estratégia competitiva, ficando a empresa</p><p>mais bem aparelhada para desenvolver sua própria estratégia de preços e</p><p>política mercadológica, tornando-se assim muito mais competitiva. Para</p><p>basear o preço de vendas nos custos, é importante estabelecer os custos</p><p>totais de produção, acrescidos das despesas de vendas, de administração</p><p>e da margem de lucro desejada (Bruni; Famá, 2019). O markup é uma</p><p>metodologia de precificação baseada nos custos, adicionando despesas,</p><p>impostos e margem de lucratividade.</p><p>TEMA 2 – MARKUP</p><p>O markup representa uma metodologia de precificação de produtos e</p><p>serviços em que se adicionam ao custo impostos, margem de lucro desejada e</p><p>despesas. O objetivo dessa metodologia é formar o preço de venda para cobrir</p><p>todos os custos, despesas fixas, despesas variáveis de vendas, impostos tanto</p><p>sobre as vendas como também sobre a lucratividade, para que, de forma residual,</p><p>se demonstre o lucro que foi desejado.</p><p>Conforme apresentado por Sardinha (2013), o markup consiste</p><p>basicamente em somar-se ao custo unitário do produto uma margem fixa para</p><p>obter-se o preço de venda, considerando-se que essa margem é uma marcação</p><p>que eleva o valor atribuído ao produto, capaz de cobrir suas despesas e gerar,</p><p>ainda, um lucro satisfatório. Na utilização do markup é possível definir os impostos</p><p>sobre a venda e as despesas variáveis de venda como proporção ou percentuais</p><p>previamente definidos. O mesmo acontece com a lucratividade desejada. Em</p><p>relação às despesas fixas, essas poderão ser somadas ao custo, na determinação</p><p>do preço.</p><p>6</p><p>Crédito: iQoncept/Shutterstock.</p><p>Para melhor compreendermos a metodologia do markup, descrevemos e</p><p>conceituamos agora os elementos que o compõem:</p><p>a. Custos: representam recursos aplicados na produção de um bem ou na</p><p>prestação de um serviço. Em relação ao volume de produção,</p><p>poderão ser</p><p>classificados em fixos ou variáveis.</p><p>b. Despesas: retratam os recursos aplicados com o objetivo de obter receita</p><p>ou faturamento. Em relação ao volume de vendas, poderão ser</p><p>classificadas em fixas ou variáveis.</p><p>c. Impostos sobre venda ou faturamento: representam os impostos que</p><p>são calculados quando um produto ou um serviço são vendidos. São</p><p>exemplos disso o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de</p><p>Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e</p><p>Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, o Programa de Integração Social</p><p>– PIS, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins</p><p>e o Imposto sobre Serviços – ISS (exclusivo na prestação de serviços).</p><p>https://www.shutterstock.com/g/iqoncept</p><p>7</p><p>Sobre o faturamento, para empresas industriais, há o Imposto sobre</p><p>Produtos Industrializados – IPI. Outro imposto sobre o faturamento é o</p><p>Simples Nacional, que representa um regime tributário cuja alíquota de</p><p>enquadramento corresponde a todos os impostos descritos anteriormente.</p><p>A alíquota do Simples Nacional é definida com base nas últimas 12 receitas</p><p>acumuladas conforme o enquadramento da atividade (indústria, comércio</p><p>ou serviços).</p><p>d. Imposto sobre o lucro: com base na legislação tributária brasileira, os</p><p>impostos sobre o lucro são representados pelo Imposto de Renda da</p><p>Pessoa Jurídica – IRPJ, com alíquota de 15%, e pela Contribuição Social</p><p>sobre o Lucro Líquido – CSLL, com alíquota de 9%.</p><p>Saiba mais</p><p>• Além da alíquota de 15% referente ao IRPJ, caso a empresa tenha um lucro</p><p>tributado acima de R$ 240 mil, em 12 meses, ou de R$ 60 mil, em 3 meses,</p><p>haverá uma cobrança adicional de 10% daquele imposto.</p><p>O cálculo do imposto no preço de venda vai depender de qual regime</p><p>tributário a empresa está enquadrada, se no regime do lucro presumido ou do</p><p>lucro real.</p><p>Lucro presumido é uma presunção, por parte do fisco, do que seria o lucro</p><p>das organizações caso não houvesse a contabilidade. Visa facilitar a apuração da</p><p>base de cálculo, para algumas empresas, para recolhimento dos tributos de</p><p>imposto de renda e contribuição social. Pode optar por apurar o IRPJ pelo lucro</p><p>presumido a pessoa jurídica com receita bruta total, no ano-calendário anterior,</p><p>de até R$ 78 milhões ou de R$ 6,5 milhões e quinhentos mil reais. As alíquotas</p><p>de presunção para definir o lucro para a base de cálculo do IRPJ são definidas de</p><p>acordo com a atividade da empresa:</p><p>• 8% na venda de mercadorias e produtos;</p><p>• 1,6%, na revenda, para consumo de combustível e derivados de petróleo;</p><p>• 16% na prestação de serviços de transporte, exceto de cargas;</p><p>• 8% na prestação de serviços de transporte de cargas;</p><p>• 32% na prestação de demais serviços, exceto serviços hospitalares;</p><p>• 16% na prestação de serviços das pessoas jurídicas com receita bruta</p><p>anual de até R$ 120 mil;</p><p>• 8% na venda de imóveis das empresas com esse objeto social.</p><p>8</p><p>As alíquotas de presunção para definir o lucro para a base de cálculo da</p><p>CSLL são definidas de acordo com a atividade da empresa:</p><p>• 12% da receita bruta mensal;</p><p>• 32% para prestação de serviços em geral, exceto de serviços hospitalares,</p><p>intermediação de negócios, administração, locação ou cessão de bens</p><p>imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza e factoring.</p><p>Lucro real é aquele realmente apurado pela contabilidade, com base na</p><p>completa escrituração contábil fiscal, com a estrita e rigorosa observância das</p><p>normas contábeis vigentes. É o lucro líquido do período apurado na escrituração</p><p>comercial, denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e</p><p>compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Entre outras</p><p>exigências, uma empresa opta pelo lucro real quando sua receita total, no ano-</p><p>calendário anterior, tenha excedido o limite de R$ 78 milhões ou de R$ 6,5</p><p>milhões, multiplicado pelo número de meses do período, quando inferior a 12</p><p>meses.</p><p>Quando a empresa se utiliza do regime do lucro real, a provisão do Imposto</p><p>de Renda e da CSLL pode ser trimestral ou anual:</p><p>• Lucro real trimestral: nessa modalidade, o lucro deve ser determinado em</p><p>períodos de apuração encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de</p><p>setembro e 31 de dezembro, com base no resultado líquido de cada</p><p>trimestre. Cada trimestre será considerado um exercício contábil.</p><p>• Lucro real anual: nessa modalidade, o lucro deve ser determinado no</p><p>período de apuração de 12 meses ou da quantidade de meses caso a</p><p>empresa tenha iniciado suas atividades naquele ano-calendário encerrado</p><p>em 31 de dezembro.</p><p>e. Margem de lucratividade: representa um percentual, estabelecido pela</p><p>empresa, de retorno do investimento aplicado na produção ou na prestação</p><p>de serviços, ou seja, o lucro desejado.</p><p>O markup é calculado observando os regimes tributários com base nas</p><p>equações descritas a seguir:</p><p>a. Regime do Simples Nacional: PV = Custos + Despesas Fixas / 1 -</p><p>(respectivas porcentagens de impostos sobre faturamento + margem de</p><p>lucro + despesas variáveis), em que os impostos sobre o faturamento se</p><p>9</p><p>resumirão ao percentual do Simples em que a empresa esteja enquadrada.</p><p>Todos os percentuais devem ser divididos por 100.</p><p>b. Regime do lucro presumido: PV = custos + despesas fixas / 1 -</p><p>(respectivas porcentagens de impostos sobre faturamento + margem de</p><p>lucro + despesas variáveis + impostos sobre o lucro), em que nos impostos</p><p>sobre o faturamento serão considerados PIS, Cofins, ICMS e ISS e os</p><p>impostos sobre o lucro serão calculados multiplicando-se a alíquota do</p><p>imposto pela alíquota da presunção do lucro, conforme a atividade. Assim,</p><p>veja os exemplos para o IRPJ e para a CSLL:</p><p>• IRPJ = 15% x 8% = 1,2%;</p><p>• IRPJ adicional = 8% x 10% = 0,8%</p><p>• CSLL = 9% x 12% = 1,08%;</p><p>• logo, o percentual do imposto sobre o lucro será de 3,08%.</p><p>c. Regime do lucro real: PV = custos + despesas fixas / 1 - (respectivas</p><p>porcentagens de impostos sobre faturamento + margem de lucro +</p><p>despesas variáveis) + (margem de lucro % / 100-34) - percentual da</p><p>margem de lucro, em que: 100% – 34% = 66% representa o percentual dos</p><p>impostos sobre o lucro; divide-se o lucro pretendido por 0,66, embutindo-</p><p>se assim o imposto de 34% nesse lucro.</p><p>Em relação ao IPI, nos regimes de lucro presumido e real ele deverá ser</p><p>calculado sobre o preço de venda encontrado na aplicação do markup.</p><p>TEMA 3 – CONTROLE ORÇAMENTÁRIO</p><p>O controle orçamentário representa uma projeção, nesse caso em</p><p>específico, dos custos. Essa projeção é realizada analisando-se os cenários</p><p>internos e externos da empresa e definindo-se um possível cenário para um</p><p>próximo período. Após a realização do período orçado, a empresa compara os</p><p>valores projetados com os realizados.</p><p>A seguir, serão apresentados exemplos de controle orçamentário aplicados</p><p>à gestão de custos, para a tomada de decisão.</p><p>3.1 Orçamento de venda</p><p>O orçamento de vendas representa as previsões de vendas para um</p><p>determinado período. Contém as quantidades estimadas para a venda de um</p><p>10</p><p>produto, o preço unitário a ser praticado, os impostos incidentes e o total da receita</p><p>a ser gerada no período projetado. A Tabela 1 apresenta um modelo de orçamento</p><p>de vendas de uma empresa industrial, para o ano de 20X3.</p><p>Tabela 1 – Orçamento de vendas</p><p>Fonte: Lunkes, 2007.</p><p>3.2 Orçamento de produção</p><p>O orçamento de produção é um orçamento operacional que se baseia na</p><p>informação, recebida do departamento de vendas, sobre a quantidade de</p><p>produtos a serem vendidos. Com ele, verifica-se o que há no estoque de produtos</p><p>acabado e considera-se uma quantidade mínima de bens para permanecer no</p><p>estoque e a quantidade que ficará como estoque final e, por fim, se determina a</p><p>quantidade a ser produzida para o ano projetado. A Tabela 2 apresenta um</p><p>modelo de orçamento de produção considerando o saldo dos estoques em</p><p>unidades iniciais e finais.</p><p>Tabela 2 – Orçamento de produção</p><p>Fonte: Lunkes,</p><p>2007.</p><p>O orçamento de matérias-primas faz parte do orçamento de produção. Seu</p><p>objetivo é prever a quantidade necessária e o preço da matéria-prima utilizada na</p><p>11</p><p>produção do produto. A Tabela 3 apresenta o modelo de orçamento da matéria-</p><p>prima necessária para a fabricação do produto.</p><p>Tabela 3 – Orçamento de matéria-prima</p><p>Fonte: Lunkes, 2007.</p><p>Outro orçamento que faz parte do orçamento de produção é o orçamento</p><p>de mão de bra direta, que representa o valor e o tempo necessários de trabalho</p><p>do colaborador da fábrica para produzir a quantidade de bens prevista no</p><p>orçamento de produção. A Tabela 4 apresenta, nesse sentido, um modelo de</p><p>orçamento para a mão de obra direta.</p><p>Tabela 4 – Orçamento de mão de obra direta</p><p>Fonte: Lunkes, 2007.</p><p>O orçamento de custos indiretos de fabricação contempla os custos com</p><p>mão de obra indireta, depreciação, outros materiais, seguros, aluguéis, serviços</p><p>de terceiros, energia elétrica, água, entre outros. A Tabela 5 apresenta o modelo</p><p>de orçamento para os custos indiretos de fabricação.</p><p>12</p><p>Tabela 5 – Orçamento de mão de obra indireta</p><p>Fonte: Lunkes, 2007.</p><p>Ao somar o total de cada tabela, teremos o total do orçamento dos custos</p><p>para um determinado período.</p><p>TEMA 4 – INDICADORES DE ATIVIDADES</p><p>São considerados indicadores de atividades ligados à eficiência da</p><p>operação de uma empresa aqueles que são utilizados para medir:</p><p>a. Quanto tempo os estoques de seus produtos se renovam, expresso na</p><p>equação:</p><p>PMRE = (EST / CMV) x P</p><p>onde: PMRE = prazo médio de rotação dos estoques; EST = estoques; CMV =</p><p>custo da mercadoria ou produto vendido (assim calculado: CMV = EI + C – EF,</p><p>em que: EI = estoque inicial; C = compras; e EF = estoque final); P = período,</p><p>considerado em número de dias (mês = 30 dias; trimestre = 90 dias; semestre =</p><p>180 dias; ano = 360 dias).</p><p>b. Em quanto tempo uma empresa realiza seus recebimentos das vendas,</p><p>expresso por:</p><p>PMRV = (Clientes / Receita Bruta) x P</p><p>onde: PMRV = prazo médio de recebimento das vendas; Clientes = duplicatas a</p><p>receber; Receita Bruta = total das vendas brutas (conforme informado na</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício – DRE); P = período.</p><p>c. Quanto tempo leva para se realizar os pagamentos aos fornecedores,</p><p>expresso por:</p><p>PMPC = (FORN / C) x P</p><p>13</p><p>onde: FORN = fornecedores; C = compras (geralmente, utiliza-se a fórmula C =</p><p>EF + CMV – EI, em que C = compras; EF = estoque final; CMV = custo da</p><p>mercadoria vendida; EI = estoque inicial); P = período.</p><p>Esses indicadores de atividades são utilizados para se determinar o ciclo</p><p>operacional e o ciclo financeiro.</p><p>• Ciclo operacional: compreende o período em que se dá o processo</p><p>operacional, que termina com o recebimento da venda do produto e da</p><p>mercadoria que fazem parte da atividade operacional. É definido pela</p><p>equação: CO = PMRE + PMRV.</p><p>• Ciclo financeiro: compreende o período entre o pagamento de</p><p>fornecedores, de mercadorias, da matéria-prima e o ciclo operacional. É</p><p>definido pela equação: CF = CO – PMPC.</p><p>Veja o seguinte exemplo: uma determinada empresa tem um PMRV de 15</p><p>dias, seus estoques giram em média 10 dias, e ela paga seus fornecedores em</p><p>18 dias. Com base nessas informações, vamos determinar o ciclo operacional e o</p><p>ciclo financeiro da seguinte forma:</p><p>• CO = PMRE + PMRV = 10 + 15 = 25 dias</p><p>• CF = CO – PMPC = 25 – 18 = 7 dias</p><p>Assim, aplicando-se as equações, é possível verificar que a empresa leva</p><p>25 dias desde o início de seu processo operacional até o fim, com o recebimento</p><p>dos clientes. Mas, observe que o ciclo financeiro deu positivo em 7 dias, isso</p><p>significando que a empresa paga seus fornecedores antes do recebimento da</p><p>venda. Logo, os indicadores de atividades orientam a gestão dos custos em</p><p>relação ao período de produção relacionado ao ciclo de operação e ao ciclo de</p><p>pagamento.</p><p>TEMA 5 – PRÁTICA 5: COMO REALIZAR O CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA</p><p>UTILIZANDO O MARKUP</p><p>Em um determinado período, a empresa Alfa apresentou as seguintes</p><p>informações para a utilização do markup na formação do seu preço de venda.</p><p>Considere os três regimes tributários para encontrar o preço de venda.</p><p>• Previsão de produção e venda (unidades): 80.000</p><p>• Custos fixos (R$): 55.000,00</p><p>14</p><p>• Despesas fixas (R$) 26.000,00</p><p>• Custo variável (R$): 15,20</p><p>• Despesas com vendas: 4%</p><p>• Lucratividade desejada: 20%</p><p>• Impostos sobre faturamento (Simples Nacional): 7,5%</p><p>• Impostos sobre faturamento (lucro presumido): 22,65%</p><p>• Impostos sobre faturamento (lucro real): 28,25%</p><p>• Impostos sobre o lucro (lucro presumido): 3,08%</p><p>• Impostos sobre o lucro (lucro real): 34%</p><p>1. Regime tributário simples nacional</p><p>• PV = Custos + Despesas Fixas / 1 - (porcentagens de impostos sobre</p><p>faturamento + margem de lucro + despesas variáveis)</p><p>• PV = (55.000,00 + (80.000 x 15,20) + 26.000,00 / 1 – (0,075 + 0,20 + 0,04)</p><p>• PV = 1.271.000,00 + 26.000,00 / 0,6850 = 1.893.430,66</p><p>• PV = 1.893.430,66 / 80.000 = PV (unitário) = 23,67</p><p>Para comprovar o cálculo realizado, será apresentada uma DRE de</p><p>Simples Nacional.</p><p>• Faturamento: 1.893.430,66</p><p>• (-) Impostos sobre Faturamento: -142.007,30</p><p>• (=) Lucro Bruto: 1.751.423,36</p><p>• (-) Custo: -1.271.000,00</p><p>• (=) Lucro Líquido: 480.423,36</p><p>• Despesas Variáveis: - 75.737,23</p><p>• Despesas Fixas: - 26.000,00</p><p>• Lucro do Período: 378.686,13</p><p>2. Regime tributário do lucro presumido</p><p>• PV = Custos + Despesas Fixas / 1 - (porcentagens de impostos sobre</p><p>faturamento + margem de lucro + despesas variáveis + impostos sobre o</p><p>lucro)</p><p>• PV = (55.000,00 + (80.000 x 15,20) + 26.000,00 / 1 – (0,2265 + 0,20 + 0,04</p><p>+ 0,0308)</p><p>• PV = 1.271.000,00 + 26.000,00 / 0,5027 = 2.580.067,63</p><p>• PV = 2.580.067,63 / 80.000 = PV (unitário) = 32,25</p><p>15</p><p>Assim, na DRE por lucro presumido:</p><p>• Faturamento: 2.580.067,63</p><p>• (-) Impostos sobre Faturamento: -584.385,32</p><p>• (=) Lucro Bruto: 1.995.682,32</p><p>• (-) Custo: -1.271.000,00</p><p>• (=) Lucro Líquido: 724.682,32</p><p>• (-) Despesas Variáveis: -103.202,71</p><p>• (-) Despesas Fixas: -26.000,00</p><p>• Lucro Antes dos Impostos: 595.479,61</p><p>• (-) Impostos sobre Lucro: -79.466,08</p><p>• Lucro do Período: 516.013,53</p><p>3. Regime tributário do lucro real</p><p>• PV = Custos + Despesas Fixas / 1 - ((porcentagens de impostos sobre</p><p>faturamento + despesas variáveis + margem de lucro) + (margem de lucro</p><p>% / 100-34) – porcentagem de margem de lucro))</p><p>• PV = (55.000,00 + (80.000 x 15,20) + 26.000,00 / 1 – ((0,2825 + 0,04 +</p><p>0,20) + ((0,20 / 0,66 (100-34)) – 0,20))</p><p>• PV = 1.271.000,00 + 26.000,00 / 0,3745 = 3.463.564,64</p><p>• PV = 3.463.564,64 / 80.000 = PV (unitário) = 43,29</p><p>Logo, na DRE por lucro real, temos que:</p><p>• Faturamento: 3.463.564,64</p><p>• (-) Impostos sobre Faturamento: -978.457,01</p><p>• (=) Lucro Bruto: 2.485.107,63</p><p>• (-) Custo: -1.271.000,00</p><p>• (=) Lucro Líquido: 1.214.107,63</p><p>• (-) Despesas Variáveis: -138.542,59</p><p>• (-) Despesas Fixas: -26.000,00</p><p>• Lucro Antes dos Impostos: 1.049.565,04</p><p>• (-) Impostos sobre Lucro: -356.852,11</p><p>• Lucro do Período: 692.712,93</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BERNARDI, L. A. Formação de preços: estratégias, custos e resultados. 5. ed.</p><p>São Paulo: Atlas, 2017.</p><p>BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços: com</p><p>aplicações na calculadora HP 12C e Excel. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.</p><p>LUNKES, R. J. Manual do orçamento. São Paulo: Atlas, 2007.</p><p>SARDINHA, J. C. Formação de preço: uma abordagem prática por meio da</p><p>análise custo-volume-lucro. São Paulo: Atlas, 2013.</p>

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