Prévia do material em texto
<p>23</p><p>17</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA</p><p>INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS</p><p>BACHARELADO EM DIREITO</p><p>GRAZYELY RODRIGUES SIQUEIRA</p><p>HÁGATHA VITÓRIA FERNANDES DE OLIVEIRA</p><p>KAIQUE NAHAN DE SOUZA CRUZ LIMA</p><p>MARIA LUIZA BARBOSA DE OLIVEIRA</p><p>VIVIAN MAIA SOUZA</p><p>O DIREITO COMO UM FATO SOCIAL: UM PAPER ACADÊMICO REFERENTE À OBRA DO AUTOR JOSÉ FLORENTINO DUARTE.</p><p>Boa Vista/RR</p><p>2024</p><p>GRAZYELY RODRIGUES SIQUEIRA</p><p>HÁGATHA VITÓRIA FERNANDES DE OLIVEIRA</p><p>KAIQUE NAHAN DE SOUZA CRUZ LIMA</p><p>MARIA LUIZA BARBOSA DE OLIVEIRA</p><p>VIVIAN MAIA SOUZA</p><p>O DIREITO COMO UM FATO SOCIAL: UM PAPER REFERENTE À OBRA DO AUTOR JOSÉ FLORENTINO DUARTE.</p><p>Paper acadêmico apresentado a Turma XL de Bacharelado de Direito da Universidade Federal de Roraima, Câmpus Paricarana, como parte dos requisitos para obtenção de pontos na discipina de Introdução ao Estudo do Direito.</p><p>Orientador: Prof. Dr/Ms. Mauro Campello</p><p>Boa Vista/RR</p><p>2024</p><p>RESUMO</p><p>SIQUEIRA, Grazyely; OLIVEIRA, Hágatha; NAHAN, Kaique; OLIVEIRA; Maria Luiza; SOUZA, Vivian. O direito como um fato social: um paper acadêmico referente à obra do autor José Florentino Duarte. 2024. 15f. Paper Acadêmico – Bacharelado em Direito – Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, 2024.</p><p>Trata-se de um estudo acadêmico sobre a obra desse grande escritor, José Florentino Duarte, onde o autor tenta sintetizar ideias de outros grandes pensadores e trazer a sua própria análise da evolução a gênese social para o público em uma visão mais contemporânea do conteúdo, tentando levar ao leitor uma ideia mais ampla sobre os fatos sociais e como eles estão intrinsecamente ligados ao surgimento do mundo jurídico, e para onde ruma essa forte relação.</p><p>Palavras-chave: Fatos Sociais. Direitos. Consciência Coletiva. Sociedade. Evolução.</p><p>ABSTRACT</p><p>SIQUEIRA, Grazyely; OLIVEIRA, Hágatha; NAHAN, Kaique; OLIVEIRA, Maria Luiza; SOUZA, Vivian. O direito como um fato social: um paper acadêmico referente à obra do autor José Florentino Duarte. 2024. 15f. Paper Acadêmico – Bacharelado em Direito – Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, 2024.</p><p>This is an academic study on the work of this great writer, José Florentino Duarte, where the author tries to synthesize ideas from other great thinkers and bring his own analysis of evolution and social genesis to the public in a more contemporary view of the content, trying to give the reader a broader idea about social facts and how they are intrinsically linked to the emergence of the legal world, and where this strong relationship is heading.</p><p>Keywords: Social Facts. Rights. Collective Consciousness. Society. Evolution.</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO 8</p><p>2 DESENVOLVIMENTO 9</p><p>2.1 Uma análise sobre os Fatos Sociais 9</p><p>2.2 Conceituando o Direito 11</p><p>2.3 Surgimento do Direito na sociedade 12</p><p>2.4 Para onde o Direito está rumando 13</p><p>3 CONCLUSÃO 15</p><p>REFERÊNCIAS 16</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Neste estudo, o grupo faz uma análise completa da obra “Direito como um fato Social”, de 1982, do autor José Florentino Duarte, para isso, abordaremos questões como: “o que é um fato social?” e “qual o conceito de direito, qual sua origem e para onde está rumando nos dias atuais?”, perguntas chaves para o entendimento do nosso objeto de estudo, que é essa obra clássica. O objetivo do estudo é mostrar a visão social que os integrantes do grupo tiveram ao fazer a leitura deste livro de suma importância para a formação acadêmica para o estudante de direito. Vale lembrar obra é escrita na década de 80, que foi um período de grandes mudanças políticas e sociais no contexto nacional, o regime militar que prevalecia a época estava em decadência, dando lugar pouco tempo depois ao regime democrático de direito, estabelecido juntamente com a Constituição Federal de 1988, vigente até os dias atuais, porém o autor também é influenciado por vários autores da epóca da revolução francesa, todos esses movimentos colaboraram para elaboração da obra em análise.</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p><p>O objetivo principal dessa obra tão importante é mostrar como funciona a gênese social do Direito, e com o intuito de levar um conteúdo de qualidade ao leitor o autor consultou o trabalho de alguns sociólogos que se destacaram pelos grandes ensinamentos deixado ao mundo científico, e com</p><p>2.1 Uma análise sobre os Fatos Sociais</p><p>Entende-se como Fato Social para Durkheim a partir da análise de Duarte (1982, p.17), através do Método Sociológico, o conjunto dos fatos que são modos de agir, pensar e sentir, essencialmente, tipos de conduta e de pensamento. Sendo esta coletânea de atos e raciocínios caracterizados e animados por três poderes: A exterioridade quanto ao indivíduo, força coercitiva e a generalidade (apesar de, para Durkheim, a generalidade não bastar para compor o caráter do fato social). Ademais, os fatos sociais apresentam em sua natureza dois tipos de dualidade distintos, sendo um referente a ideia e a sua atuação na sociedade, enquanto a outra se trata de uma “classificação” dos tipos de fatos sociais (que em sumo são os distintos graus de consolidação de um fato social na sociedade).</p><p>Elucida que os fatos sociais podem possuir dois tipos de faces, sendo ou de ordem fisiológica ou de ordem morfológica. Assim, clarificando o seu conceito, entendesse como fisiológico, aquele que se manifesta mais próximo ao indivíduo “físico”, o mundo real, pois, de acordo com a explicação de Duarte, se trata das “maneiras de fazer”, frutos de coação direta, onde se enquadra o próprio Direito e as organizações definidas (as normas jurídicas, regras morais, dogmas religiosos,etc.). Em contraponto, a de ordem morfológica, palavra originada do grego, que fragmentada o termo “morphe” significa (morfo = forma) e “logia” (logos = estudo), isto é, o estudo da forma, estrutura, formação e classificação, logo, a parte morfológica dos fatos sociais se relaciona às “maneiras de ser” da sociedade em geral, influenciada pela coação indireta da formação da sociedade e do social humano.</p><p>Entretanto, se insiste que não existe divisão no campo dos fatos sociais, sendo estes definidos apenas como “as crenças, as tendências e as práticas dos grupos sociais tomadas coletivamente” (Durkheim apud Duarte 1982, p.18), existindo apenas níveis de cristalização, em outras palavras, o quão forte e enraizado o fato está na sociedade.</p><p>Outra das dualidades na natureza dos fatos sociais é a baseada na lacuna existente entre a ideia e seus efeitos/repercussões nos indivíduos. Esta diferença faz com que exista uma distinção notória quanto a teoria e a prática, e como citado, os fatos sociais “constituem uma realidade sui generis muito distinta dos fatos individuais que se manifestam” (Durkheim apud Duarte 1982, p. 19). Fazendo assim, muito daquilo proposto inicialmente por um fato social, acabar por ser perdido em meio a sua repetição, como, por exemplo, ocorre no jogo popularmente chamado de “telefone sem fio”, onde uma ideia acaba por se perder conforme é repassada de um indivíduo para outro.</p><p>Os fatos sociais são coletivos, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade. Porém, essa generalidade dos fatos sociais não deve ser tomada como princípio primordial e único, pois para ser um fato social, como dito por Duarte (1982, p. 18), não é suficiente que o pensamento seja comum a todas as consciências particulares ou que o movimento seja repetido por todos os indivíduos, pois é exterior aos indivíduos e um comportamento estabelecido pela sociedade.</p><p>No que se refere a exterioridade quanto ao indivíduo é dito que: “(...) não têm a sua origem em nenhuma consciência particular. Chegam a cada um de nós do exterior e são suscetíveis de nos arrastar, mesmo contra a vontade” (Durkheim apud Duarte 1982, p. 18). O que, em outras palavras, elucida que os fatos sociais existem antes mesmo do indivíduo sequer nascer, e é independente das ações individuais dele. Juntamente a isso, a força coercitiva se faz presente, que é referida como uma “pressão” que “manifesta-se a partir do momento em que eu tentar lutar contra</p><p>ela” (Durkheim apud Duarte 1982, p. 18), como um poder de coação externa, que apenas se mostra presente quando o indivíduo tentar agir diferente daquilo que é imposto pelos fatos sociais vigentes, sendo este negado pela sociedade e sendo alvo de sanções.</p><p>Em relação às consequências de se negar os fatos sociais dominantes, o autor ressalta as ideias de Durkheim no que se refere à criminologia, que para Duarte (1982, p. 22) “Durkheim exibe o crime como fenômeno sociológico normal, necessário e útil, um fator de saúde pública, parte integrante de qualquer sociedade sã”; Nesse contexto, o crime só seria algo considerado ilegal e/ou de mau carater quado este não condiz com os fatos sociais, de cunho juridico, referentes ao período histórico onde são exercidos, como por exemplo, o casamento e relações com consanguíneos e com menores de idade, que por muito tempo, além de “normais” e aceitas tanto socialmente (incesto começou a ser considerado inadequado moralmente a poucas décadas atrás) quanto judicialmente (o casamento infantil so foi proibido em 2018 no Brasil), eram por muitos estimulada. Os fatos sociais evoluem conforme a sociedade evolui.</p><p>2.2 Conceituando o Direito</p><p>Tal conceito, para o autor, não deve ser definido, mas sim aberto a várias designações, como ele mesmo destaca: “ esse assunto não admite círculos e sim espaços abertos, amplos e irredutíveis” (apud DUARTE 1982, p.13). Para tanto, com o fito de desenvolver o ensaio, ele se baseia em alguns renomados pensadores que criaram seus conceitos próprios do que seria o Direito.</p><p>Nesse contexto, inicia sua exposição explicando como se formou a noção de normas e regras da sociedade (composto siv) a partir do conceito de “energia viva”. A ideia é que as atitudes individuais são na verdade, construções coletivas que se deram a partir das interações sociais que derivam da necessidade de se protegerem e lutarem e que foram tão repetidas que acabaram se solidificando naquele grupo formando um comportamento que funcionou na eficácia social de harmonizar aquele povo e que se torna mais complexo de acordo com o grau de evolução de uma sociedade. Ele enfatiza, ainda, que a composição bio-psíquica dos indivíduos contribui para o estabelecimento de uma conduta idêntica entre as pessoas de modo que, após estabelecida essa conduta quem viola esses padrões é alvo da repulsa coletiva.</p><p>Já para Icilio Vanni, (apud DUARTE 1982, p. 28), outro estudioso que influência a obra, o composto siv é denominado processo de combinação que é a característica do fenômeno social que combina sentimentos, ideias e desejos de um indivíduo com outrem e se influenciam um sobre o outro produzindo um produto novo: a consciência social. Essa consciência coletiva por sua vez, é a formadora do Direito, que segundo o autor “se plasma no processo de combinação e se transmite como obra coletiva e secular de toda sociedade e que não há comunidade humana em que esse processo não haja traçado os rumos à conduta das pessoas nas várias escalas da vida sócio-econômico-política” (VANNI,1922, p. 187/194, 195).</p><p>Ademais, ele ainda destaca que é necessário haver consonância e adesão entre o poder que regula e as consciências individuais, a fim de evitar a violência da consciência social. Em resumo, enquanto a consciência social, para Vanni, cria a idealidade que gera o Direito, para Jerusalem, apresenta-se como elemento essencial do espírito coletivo e que por isso não precisa da energia coercitiva extra, o Estado, pois ela é independente e suficiente por si mesma (apud DUARTE 1982, p. 30). Dessa maneira a teoria jurista atual aceita a afirmação de que o Direito é anterior ao Estado.</p><p>Destarte, para finalizar o ensaio, ele recorre a outro cientista, Eugen Ehrlich, para fundamentar ainda mais o excerto anterior. Este defende que “ a história do Direito ensina que tanto a legislação como a administração da justiça não pertencem, desde o princípio, ao Estado, pois é anterior a ele” (ERLICH, 1929). E então admite a existência de um fenômeno Jurídico que associa a Sociologia do Direito à teoria científica do Direito. Ehrlich, também, despreza a divisão do Direito em público e privado, além da existência do Direito individual, pois para ele todo o Direito deriva de um fato social, principalmente, dos fenômenos econômicos. Outro conceito destacado do professor é o de Direito Vivo que está diretamente relacionado com os documentos modernos (EHRLICH, 1929.) e com a observação da vida, ações, mudanças e outras formas, sejam elas jurídicas ou não e conclui que o valor desse tipo de conhecimento é a base da ordem jurídica da sociedade humana.</p><p>2.3 Surgimento do Direito na sociedade</p><p>No mundo paleolítico, o homem não tinha como primazia a socialização, mas sim, a sobrevivência. Segundo Duarte (1982), tal cenário foi transformado através da evolução da comunidade paleolítica para a neolítica, por meio da busca pela especialização social do trabalho, além disso, esta sociedade passou a ter sob sua incumbência um maior controle sobre a natureza. Isso resultou no desenvolvimento das primeiras instituições sociais.</p><p>Para Duarte, a instituição social é “um conjunto de crenças e atividades grupais, organizado de maneira mais ou menos permanente com vistas na consecução de algum objetivo do grupo”. (apud RADCLIFFE-BROWN, 1965, p.157). Esta, tem como exemplos principais: a família, a religião e o Estado (instituições presentes na sociedade de maneira integral desde os tempos neolíticos) que foram grandes atuantes no processo de formação dos laços sociais entre os indivíduos e a formação da cultura, e assim, através de: regras, tradições e dos seus meios punitivos que surgiu o direito vivo.</p><p>O direito vivo é costume (DUARTE, 1982). Ele foi usado pelas sociedades para a aplicação de alguma punição contra aqueles que iam contra a ordem social, dado a falta de autoridades públicas coercitivas (DUARTE, 1982). Concluindo que o direito está presente nos hábitos dos indivíduos desde o mundo antigo, o autor, consequentemente, apresenta uma resposta de oposição ao entendimento do jus-sociólogo Georges Gurvitch que na sua obra “Sociologia del Derecho” defende que as instituições jurídicas não surgem nas sociedades simples. Assim, o autor conclui que o hábito foi o primeiro grande postulado jurídico seguido pela humanidade. Através dos hábitos formam-se os costumes, que tinham uma função normativa e coercitiva, que mantinham a ordem social. Dessarte, foi através direito vivo, a comunidade social pode desenvolver as primeiras noções de normas jurídicas.</p><p>Além disso, os conceitos de Estado e nação são explorados pelo autor com base nas ideias de Alfred Reginald Radcliffe-Brown. Para ele, o Estado tem como principal característica a Soberania, que pode ser expressa através do poder da criação e aplicação de leis para preservar a ordem na sociedade. Contudo, o conceito de nação está intimamente ligado aos princípios morais e a cultura do povo. É o sentimento de pertencimento a um povo que prevalece que pode ser expresso através de atitudes costumeiras como uso da mesma língua e crença. O termo “nação” não apresenta como aspecto a soberania (RADCLIFFE-BROWN apud DUARTE 1982, p. 40).</p><p>Vale ressaltar a grande influência que as atividades econômicas tiveram na consolidação do costume como verdade jurídica durante o desenvolvimento da sociedade. O autor afirma que para manter a ordem social era preciso proteger tais serviços, caso existisse algum ato ilícito contra eles, o causador deveria ser punido diretamente (DUARTE, 1982). Conforme a evolução da sociedade, outras normas de conduta foram sendo criadas e o sistema jurídico se transformando em uma organização mais complexa com base nos fatores econômicos, políticos e sociais para o mantimento da convivência social.</p><p>2.4 Para onde o Direito está rumando</p><p>No quarto capítulo, o último do livro, o autor José Florentino Duarte, explora como tema principal os exemplos de como o Direito evolui no decorrer dos fatos sociais que aconteceram no período da Idade Moderna, explorando e analisando esses</p><p>exemplos em conjunto com os acontecimentos dessa época, nos períodos da Revolução industrial, o desenvolvimento capitalista e dentre outros. Assim, Florentino afirma no decorrer da leitura do livro a importância dessa evolução e como ela se relaciona com as sociedades complexas que surgem durante o desenvolvimento capitalista.</p><p>Para o autor: “O Direito...terá de arrecadar para o jurídico o que de maior importância circule no sistema social em geral.” (DUARTE, 1982, p.47), ou seja, os comportamentos dos indivíduos na sociedade os levam a buscarem o controle social ocasionado pelas normas. Nisso, um exemplo que José cita como fato social antigo, que contribui até os dias atuais, pois recebeu um tratamento legal ao virar um fato jurídico, é a usucapião criado em Roma, que surgiu de um fato social da época.</p><p>Além disso, Duarte (1982) afirma que mesmo os fatos sociais podendo ser retratados nas normas, nem sempre serão reconhecidos nela, pois para ele isso pode advir pelo fato de nem todo fato social ser aproveitado pela legislação e o Direito vivo não ser levado a sério, ao ponto de não ter o reconhecimento para ir para a legislação, como ocorreu com a classe operária que surgiu na Revolução industrial. Contudo, é no desenvolvimento capitalista que Duarte (1982) nota que ergue-se uma sociedade capitalista, complexa e estruturada, e é nela que os fatos sociais começam a gerar os interesses gerais necessários para virarem jurídicas, pois o autor assegura que sociedades complexas como a que surge pedem normas mais desenvolvidas, marcando a passagem do Direito Vivo para o Direito Legislado.</p><p>Duarte (1982), também confirma que o Estado passa a ser importante, pois intervém em alguns interesses gerais, já que essas mudanças sociais chegam a um momento de que precisam dessa interferência para que se mantenha uma convivência harmoniosa da população por meio do trabalho do Estado com as normas. Mesmo ocorrendo todo esse desenvolvimento, o escritor expõe que se verifica que grupos fortes podem influenciar o Estado, e através dele colocam os seus privilégios acima do coletivo.</p><p>Diante das opiniões e os pensamentos de José Florentino perceptíveis no decorrer da leitura do capitulo 4, florentino deduz que o Direito manifesta-se em vários contextos da sociedade e evoluindo juntamente com os pensamentos dela , sendo que os fatos sociais são os elementos necessários que contribuem para esse andamento junto com direito, isto é, a dinamicidade do direito, que é o fato de não ser estático e sim estar em constante movimento, assim como as pessoa são, dinâmicas e não estáticas. Por isso, a origem do Direito social é interligada aos indivíduos, pois a cada momento a população precisa de regras e normas que regularizem a convivência social deles para que a harmonia reine entre os cidadãos.</p><p>3 CONCLUSÃO</p><p>Com esta obra de José Florentino Duarte, após profunda leitura, o grupo conclui que o autor quis mostrar que a sociedade é um sistema orgânico, em constante transformação e desenvolvimento, ele considera a força social como uma parte essencial para o acontecimento desses fenômenos sociais, e que o Direito evolui juntamente com os costumes que são gerados pelos hábitos, e que após determinado tempo esses hábitos viram costumes, e foram classificados como “fatos sociais”, e que após interesse de determinados grupos com maior influência por esses fatos, os consolidam em fatos jurídicos, que são guiados pelas relações firmadas pelos diferentes grupos e instituições que regem a sociedade, sejam elas sociais, políticas, econômicas, culturais, e até mesmo religiosa, que se manifestam conforme o contexto e período histórico de cada civilização, obedecendo, além disso, a economia, a cultura e as atividades desenvolvidas das sociedades. É importante ressaltar que, segundo o autor, esses fatos sociais existem bem antes da criação do próprio Estado, onde este organizou esses costumes em fatos jurídicos, denominando “leis”, que são usadas até os dias atuais para estruturar a sociedade, trazer harmonia às relações sociais através da resolução de conflito, estabelecer segurança na ordem econômica, garantir os direitos individuais e coletivos, além de trazer solidez no desenvolvimento das sociedades.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.</p><p>15</p><p>DUARTE, José Florentino. Direito como um fato social. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1982.</p><p>image1.png</p>