Prévia do material em texto
<p>1</p><p>MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL</p><p>Estudante: João Vitor silva Simonato</p><p>Disciplina: Sociedade Limitada</p><p>Turma: 1</p><p>1. Parecer</p><p>Elabore aqui o seu parecer.</p><p>I. Introdução</p><p>Nos termos do Art. 1052 do Código Civil, a sociedade limitada pode ser constituída por uma ou mais pessoas,</p><p>podendo inclusive incluir menores de idade, desde que devidamente representados por um maior, conforme dispõe</p><p>o Art. 974 do CPC. O presente parecer tem por objetivo analisar a constituição de uma sociedade limitada composta</p><p>por quatro pessoas jurídicas e três pessoas físicas, uma delas menor de idade, considerando as disposições legais</p><p>pertinentes ao capital social, nome empresarial, forma de administração, regime tributário e cláusulas essenciais</p><p>no contrato social.</p><p>II. Capital Social</p><p>Conforme o Art. 1.055 do Código Civil, o capital social da sociedade limitada deve ser dividido em quotas,</p><p>podendo estas serem de valores iguais ou desiguais, conforme estipulado no contrato social. No caso em análise,</p><p>o capital social será integralizado da seguinte forma:</p><p>• Quatro pessoas jurídicas imediatamente em dinheiro no valor de R$ 800.000,00.</p><p>• Uma pessoa natural menor de 15 anos de idade em 10 prestações no total de R$ 200.000,00.</p><p>• Duas pessoas naturais maiores de idade, cada uma em 10 prestações no total de R$ 400.000,00.</p><p>III. Nome Empresarial</p><p>De acordo com o Art. 1.158 do Código Civil, o nome empresarial deve ser escolhido conforme as regras</p><p>estabelecidas, devendo designar o objeto da sociedade e ser registrado na Junta Comercial. A utilização do CNPJ</p><p>como nome empresarial não é permitida.</p><p>IV. Regência Supletiva e Tributação</p><p>Considerando a composição societária e a forma de integralização do capital social, sugere-se a regência supletiva</p><p>pelas normas da sociedade simples, conforme Art. 1.053 do Código Civil, devido à sua flexibilidade e menor</p><p>burocracia. Contudo, caso haja consenso entre os sócios, poderá ser adotada a regência supletiva pelas normas da</p><p>2</p><p>sociedade anônima, conforme Art. 1.054, garantindo maior formalidade e segurança jurídica. A opção pelo</p><p>Simples Nacional não está disponível, dada a participação de pessoas jurídicas no quadro societário.</p><p>V. Administração da Sociedade</p><p>Conforme o Art. 1.061 do Código Civil, a administração da sociedade limitada poderá ser exercida por uma ou</p><p>mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. Caso a pessoa designada não seja sócia, sua</p><p>nomeação requer unanimidade dos sócios enquanto o capital não estiver integralizado, e dois terços após a</p><p>integralização. É recomendável incluir cláusula específica no contrato social permitindo a contratação de</p><p>administrador profissional externo, conforme prática usual.</p><p>VI. Disposições sobre Falecimento de Sócios</p><p>Para regular a situação em caso de falecimento de sócio, sugere-se a inclusão de cláusulas no contrato social</p><p>conforme previsto nos Arts. 1.028, 1.031 e 1.032 do Código Civil. Estas cláusulas preveem a possibilidade de</p><p>liquidação da quota, salvo disposição contratual em contrário, e estabelecem os procedimentos para apuração dos</p><p>haveres, garantindo assim clareza e segurança jurídica aos sócios remanescentes e aos herdeiros.</p><p>VII. Governança Corporativa e Sustentabilidade</p><p>Considerando a preocupação do grupo com a governança e sustentabilidade, recomenda-se a inclusão de cláusulas</p><p>específicas no contrato social conforme Art. 997 do Código Civil, abordando a governança corporativa e o</p><p>desenvolvimento de políticas internas de ESG (Environmental, Social and Governance). Essas práticas assegurarão</p><p>que a sociedade adote uma postura responsável e esteja em conformidade com as exigências legais e expectativas</p><p>de responsabilidade corporativa.</p><p>VIII. Compliance e Integridade</p><p>Para mitigar riscos legais e reputacionais, é aconselhável incluir cláusulas específicas no contrato social e</p><p>desenvolver políticas internas de compliance e integridade, conforme as diretrizes da Lei Anticorrupção (Lei nº</p><p>12.846/2013) e do Decreto nº 8.420/2015. Estas medidas garantirão que a sociedade limite adote uma postura</p><p>proativa em relação à conformidade legal e ética, protegendo seus interesses e sua reputação no mercado.</p><p>IX. Conclusão</p><p>Diante do exposto, conclui-se que a constituição da sociedade limitada conforme descrita atende às disposições</p><p>legais vigentes, desde que observadas as recomendações e cláusulas sugeridas neste parecer. A inclusão de</p><p>cláusulas específicas no contrato social, a escolha adequada do regime de tributação e a adoção de práticas de</p><p>governança, sustentabilidade, compliance e integridade são essenciais para assegurar o funcionamento regular e a</p><p>segurança jurídica da sociedade.</p><p>Este parecer é baseado nas informações fornecidas e na legislação vigente até a presente data.</p><p>João Simonato.</p><p>23 de junho de 2024</p><p>3</p><p>*Referências bibliográficas</p><p>BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002.</p>