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<p>RELEITURAS DE OBRAS DE ARTES: ENSINO E APRENDIZAGEM.</p><p>Bruno Barbosa Roma da Cruz – Segunda Licenciatura em Artes Visuais.</p><p>Justificamos que as releituras de obras de arte têm a função de transformar a maneira que as crianças vivenciam uma realidade desconhecida existente entre o presente e o passado. Nesse contexto, o papel do professor de Arte adquire uma grande importância. A análise das transformações que ocorrem na sociedade constitui a essência dos estudos sobre a arte representada ao longo de século e, por isso, estudar Arte torna os alunos mais capazes de processar o grande volume de informações que recebem e convertê-lo em conhecimento.</p><p>Dessa forma, eles se tornarão mais críticos e terão melhores condições de entender as transformações sociais e como elas afetam nossas vidas. Pensando em auxiliar o professor nessa tarefa, procuramos conceitos fundamentais para o estudo de Arte e a releitura de obras, como temas abordados e trabalhados, que são explorados por meio de atividades, exercendo o papel do professor como mediador. Promover um aprendizado mais significativo para os alunos e instrumentá-los para que adquiram maior autonomia.</p><p>Desse modo, eles estarão mais bem preparados para continuar seu aprendizado ao longo da vida, desenvolvendo-se de modo mais pleno e contribuindo de maneira efetiva na construção de uma sociedade com diversidade cultural.</p><p>Esta pesquisa teve por objetivo principal melhorar a pesquisa e reflexão, para dar as crianças uma visão mais detalhada e simplificada da História da Arte para prática de leitura da obra de arte.</p><p>A arte está presente na vida do homem desde os povos primitivos até os dias atuais, e vem contribuindo para uma melhor espiritualização do homem, que procura cada vez mais assumir-se e conhecer-se para atuar de uma forma mais consciente e livre no mundo.</p><p>O presente estudo pretende contribuir para a formação do profissional da educação auxiliando temas de reflexão que se traduza como melhoria da qualidade do ensino.</p><p>O início do século XX foi um dos períodos de grandes transformações políticas, sociais, tecnológicas e culturais. Na arte européia surgiram às vanguardas artísticas ou arte moderna. No Brasil, mudanças aconteciam em outro ritmo, o país era predominantemente rural, mas também foi um período de aumento da urbanização, industrialização e transformações sociais. As manifestações culturais, no entanto, ainda seguiam fortemente padrões do século XIX, acompanhado os gestos de uma elite econômica conservadora que valorizava e imitava as manifestações tradicionais europeias. A capital do país era o Rio de Janeiro, centro de produção cultural com forte herança dos valores da corte.</p><p>A cidade de São Paulo, comparada com o Rio de Janeiro, era ainda provinciana, mas crescia e se urbanizava num ritmo intenso, com a contribuição dos trabalhadores imigrantes que chegavam. Foi o cenário para as primeiras manifestações de um grupo de artistas, escritores e intelectuais que procuravam modernizar a cultura brasileira.</p><p>Em 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, aconteceu, de 13 a 18 de fevereiro, um evento chamado Semana de Arte Moderna, que se tornou um marco simbólico do Modernismo no Brasil. Com exposições de pinturas e esculturas e apresentações literárias e musicais, a Semana de 22 arrancou muitas vaias do público e provocou críticas negativas na imprensa. Os modernistas conseguiram o que queriam: chocar o público e questionar as estruturas do gosto burguês.</p><p>Os modernistas, baseados nos rompimentos formais da arte européia, pregavam liberdade de expressão, sem as regras rígidas do passado, ao mesmo tempo em que buscavam representar a realidade brasileira.</p><p>Tarsila do Amaral e o manifesto Antropofágico</p><p>Os modernistas tinham preocupações relacionadas à definição de uma cultura genuinamente brasileira, que olhasse para as manifestações locais e populares. Oswald de Andrade, em 1924, dois anos após a Semana de Arte Moderna publicou o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, propondo a criação de uma poesia brasileira que fosse considerada da mesma forma que a estrangeira, que não dependesse de modelos importados e que, assim como o Pau-Brasil no princípio da colonização, pudesse tornar-se produto de exportação.</p><p>Também na arte o modelo era importado: o vínculo com a vanguarda européia determina uma visão que, no caso de Tarsila, apesar da temática cotidiana e regional, é marcada pelo fascínio do europeu pelo exótico e primitivo. O primeiro movimento modernista Brasileiro caracteriza-se pela descoberta das próprias raízes nacionais, aliada a uma nova linguagem artística de inspiração europeia, tendo passado pelo cubismo, expressionismo, surrealismo etc. A fusão dos elementos regionais E internacionais do particular e do universal empresta às obras dos artistas a sua nota Específica: a nostalgia da infância ou juventude manifesta-se de modo bem Diverso nas obras de Tarsila, de Lasar Segall ou de Marc Chagall. (BRILL, 1988, p. 83).</p><p>Em 1928 ele lançou um manifesto, que propôs uma definição da identidade brasileira a partir da assimilação consciente das influências estrangeiras: o Manifesto Antropofágico.</p><p>O Manifesto Antropofágico foi inspirado na obra Abaporu, de Tarsila do Amaral. Oswald, ao ser presenteado com a tela por Tarsila, na época sua esposa, ficou impressionado com aquela estranha e enorme figura nua, sentada numa paisagem sob o sol forte, em posição de reflexão. Ele e o escritor Raul Bopp (1898-1984) acharam que ela lembrava uma figura indígena, antropófaga. Tarsila lembrou-se de seu dicionário tupi-guarani, e a obra, que ainda não tinha nome, foi chamada Abaporu, que quer dizer “homem que come gente”, aba= homem, poru=comer, devorar. A antropofagia, ato de canibalismo humano, comportamento comum entre os índios tupis e tupinambás que freqüentavam a costa brasileira è época da chegada dos portugueses, era uma atividade simbólica e ritual: ao devorar a carne do inimigo, os indígenas acreditavam absorver suas qualidades, ou seja, comer a carne do inimigo dos deixava mais fortes.</p><p>Mesmo que o Abaporu tenha impulsionado Oswald de Andrade a escrever o Manifesto Antropofágico, A Negra já pronuncia toda a poética antropofágica: a proposta de Oswald era recuperar elementos anteriores à colonização, preferencialmente da ordem do matriarcado, e a eles somar o que de interessante havia sido acrescido da herança cultural europeia, nesse caso, a modernidade do estilo. O recurso à inspiração primitivista, aliada à linguagem modernizante, permitiu uma solução artística para esse paradoxo presente em nosso modernismo, que procurava aliar aspectos contraditórios, primitivos e modernos, ao mesmo tempo.</p><p>Operários</p><p>Operários, de 1933, é a obra mais interessante da (breve) fase social de Tarsila e, ao mesmo tempo, encerra cronologicamente o ciclo das grandes contribuições da artista para a criação de um imaginário nacional. Assim como os trabalhadores rurais de Portinari, os operários urbanos de Tarsila são ícones da mão de obra que move o país. As chaminés ao fundo contextualizam as cinquenta e uma cabeças, empilhadas como pirâmide de ex-votos a refletir a diversidade de origens que compõem a sociedade brasileira.</p><p>Embora a artista tenha declarado que retratou conhecidos nessa pintura, além de uma alegoria do progresso, Operários é também um inventário de tipos brasileiros, composto por pessoas de diversas raças e origens, como denunciam as variações nos olhos, cabelos e tons de pele concebidos pela artista.</p><p>É curioso notar o uso frequente de cabeças com aparência de ex-votos para representar “tipos” brasileiros também por outros modernistas. Recurso semelhante é utilizado por Portinari na pintura Mestiça e por Segall em telas como Cabeças de mulata e Menina com lagartixas.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Através da realização desta pesquisa, pude constatar que a obra de arte são produções de autores. Que os seres humanos são dotados de olhos e mãos, que por isso para os humanos o mundo é visível e para ser visto, e que os olhos e as mãos do artista dão a ver o mundo. O artista</p><p>é aquele que recolhe de maneira nova e inusitada aquilo que está na percepção de todos e que, no entanto, ninguém parece perceber. Ao fazê-lo, nos dá o sentimento de quase eternidade da obra, pois ela é a expressão perene da capacidade perceptiva de nosso corpo.</p><p>É importante salientar que o artista busca o mundo em estado nascente, imaginando-o não só tal como seria ao ser visto por nós pela primeira vez, mas também tal como teria sido em si mesmo no momento originário de seu surgimento, antes que nós existíssemos para percebê-lo.</p><p>Ao trabalhar em minha pesquisa, pude perceber que a obra de arte é pensada do ponto de vista de sua conformidade a normas, regras e procedimentos de construção como um fazer regrado e ordenado; por isso os tratados sobre as artes poéticas, escritos desde a Antiguidade até a Modernidade, possuem um caráter prescritivo ou normativo.</p><p>Sendo assim, nesta pesquisa o foco principal se dirigiu a acompanhar as transformações da arte, passando da função religiosa à autonomia da obra de arte como criação e expressão.</p><p>A obra de arte nasce da sensibilidade inspirada do artista na condição de subjetividade criadora e livre, seu valor encontra-se não só na força de sua beleza, mas também na sua originalidade. O artista verdadeiro não aquele que segue regras ou preceitos fixados pela tradição de seu ofício, nem aquele que traduz em palavras, cores, formas, gestos, movimentos, massas, traços algo já existente na natureza ou em sua sociedade, mas aquele que é capaz de uma criação inédita ou original.</p><p>Com tudo finalizo que as artes deixaram de ser pensadas pela crítica de arte exclusivamente do ponto de vista da produção e contemplação desinteressadas da beleza para serem vistas de outras perspectivas, como expressão de emoções e desejos interpretação e crítica da realidade social, atividade inovadora de procedimentos inéditos para a construção de objetos artísticos.</p><p>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</p><p>BRILL, A. Da arte e da Linguagem.1 ed. Perspectiva S.A., São Paulo, 1988</p>

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