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<p>UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI</p><p>MBA em Finanças Corporativa</p><p>Aluna: Thais Lopes S. de Oliveira</p><p>Professor: Thays de Mello Giaimo</p><p>Disciplina: Compliance Empresarial</p><p>ESTUDO DE CASO – N1</p><p>"A B&S S/A é uma indústria de alimentos que opera no processamento e distribuição de</p><p>carnes bovina, suína, ovina e de frango. Sendo uma das maiores produtoras de proteínas do Brasil,</p><p>essa empresa negocia o seu capital na bolsa de valores desde 2007 e está inserida no novo mercado,</p><p>no mais elevado nível de governança corporativa do Brasil.</p><p>Nos últimos anos, a B&S S/A sofreu com a veiculação de algumas matérias e com seu</p><p>envolvimento em vários escândalos ligados à sua conduta interna e à sua relação com parceiros de</p><p>negócios.</p><p>Como integrante da equipe de Compliance da B&S, auxilie a empresa no desenvolvimento</p><p>de um sistema de compliance mais efetivo. Para isso verifique: quais os riscos inerentes às condutas</p><p>praticadas pela empresa? Quais os mecanismos e controles internos indicados para que a empresa</p><p>possa precaver se quanto a esses riscos? Qual a função da adoção de práticas de governança e o</p><p>compliance em uma organização?</p><p>ESTUDO DE CASO: A importância de Compliance para a credibilidade de uma empresa</p><p>De acordo com Daniel Freitas “Implementar um programa de Compliance é um forte</p><p>mecanismo de combate à corrupção. Nesse caso, os objetivos éticos sobrepõem-se a objetivos</p><p>financeiros e cada membro se compromete com as normas internas de Compliance” (P102),</p><p>ainda sim, apesar dessa afirmação, implementar fortes controles anticorrupção pode sim trazer</p><p>retorno financeiro para a empresa, pois empresas benchmark de mercado em governança e</p><p>Compliance são elegíveis a listar-se na bolsa de valores brasileira a B3 (Brasil, Bolsa e Balcão) na</p><p>categoria Novo Mercado, as favoritas dos investidores pois são corporações que apresentam alto</p><p>índice de confiabilidade e transparência, oferecendo controles internos e externos acima do</p><p>praticado em mercado.</p><p>Destaca-se que se faz fundamental o monitoramento e supervisão e treinamento de todas as</p><p>áreas e hierarquias, para identificar problemas e falhas, de maneira periódica de modo que seja</p><p>possível identificar o desempenho do programa e sugerir adequações para o seu melhor</p><p>funcionamento, devendo ser validado posterior e regularmente por uma auditoria externa. Outro</p><p>ponto à ressaltar, trata-se da independência hierárquica do setor de Compliance, onde está</p><p>diretamente ligada a sua eficiência visto que diversas políticas de controle necessárias que deverão</p><p>ser implantadas podem gerar dissabores a colaboradores e diretores e até conselheiros, sendo um</p><p>setor dependente ou subordinados, perde o seu rendimento, êxito e aplicabilidade.</p><p>De acordo com Marcelo de Aguiar Coimbra e Vanessa Alessi Manzi, um dos maiores riscos</p><p>externos que o Compliance pretende minorar, é a quebra da reputação, que pode levar a uma</p><p>“publicidade negativa”, perda de rendimento, litígios caros, redução da base de clientes e, nos casos</p><p>mais extremos, até a falência”. (2010, p.2). Práticas de governança ajudarão a B&S S/A a</p><p>comprovar e restaurar o seu comprometimento com a ética. O compliance, por sua vez, é a</p><p>mecanismo pelo qual a organização garante que a sua atuação irá seguir as normas do mercado. É</p><p>difícil para uma empresa, principalmente de grande porte como a B&S S/A, progredir sem ter uma</p><p>governança corporativa sólida e bem estruturada. É por meio dessa prática que a organização vai</p><p>melhorar a sua imagem no mercado, adotando a redução de inadimplência, melhorias constantes</p><p>nos seus produtos ou serviços e possibilidade de obtenção de outras fontes de capital. A</p><p>implantação de uma política de Compliance anticorrupção, trará elevados custos para a organização</p><p>empresarial de imediato, porém, evitará possíveis prejuízos ainda maiores, causados pela</p><p>corrupção, como foi citado por Ana Paulo Candeloro, Maria Balbina Martins de Rizzo e Vinicius</p><p>Pinho (2012, p.239). Empresas que aderem esses conceitos são mais transparentes com os</p><p>acionistas, com o mercado e com a gestão interna.</p><p>Sendo assim, o objetivo de investir em compliance, proporciona vantagens como a redução</p><p>de fraudes e não conformidades legais ou fiscais, evita riscos de sanções legais, perdas financeiras</p><p>e de reputação, e pode aumentar a qualidade e desempenho da gestão organizacional, permitindo a</p><p>influência sobre a integridade dos colaboradores, reduzindo assim a incidência de comportamentos</p><p>que representem desvios de condutas.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>CANDELORO, A. P. P.; RIZZO, M. B. M.; PINHO, V. Compliance 360º: riscos, estratégias,</p><p>conflitos e vaidades no mundo corporativo. São Paulo: Trevisan Editora Universitária, 2012.</p><p>COIMBRA, M. A.; MANZI, V. A. (Coord.). Manual de Compliance: Preservando a boa</p><p>governança e a integridade das organizações. São Paulo: Atlas, 2010. Pág. 2.</p><p>FREITAS, D. Compliance e Políticas Anticorrupção. Curitiba: Contentus, 2020. Pág. 102.</p>