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<p>ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS</p><p>AMBIENTAIS, AUDITORIA E</p><p>FORMAS DE CONTINGÊNCIA</p><p>DE DESASTRES ECOLÓGICO</p><p>AULA 2</p><p>Prof.ª Maurielle Felix da Silva</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Anteriormente, você aprendeu sobre diversos conceitos necessários para</p><p>a compreensão das questões ambientais e que perpassam o dia a dia da</p><p>atuação do profissional biólogo que deseja trabalhar elaborando relatórios</p><p>ambientais para atuar no licenciamento ambiental. Você deve estar se</p><p>perguntando neste momento: “quais são as áreas de atuação do profissional</p><p>biólogo? O que é licenciamento ambiental? Quais seriam os tipos de relatórios</p><p>ambientais? Como elaborar esses relatórios? Quais itens devem ser</p><p>abordados?”.</p><p>Iremos abordar como é exercida a profissão do biólogo e suas</p><p>regulamentações, bem como as normas técnicas e resoluções que regem as</p><p>atividades de elaboração de relatórios técnicos e ambientais.</p><p>Já os relatórios ambientais fazem parte do rol de trabalhos que podem ser</p><p>executados pelos biólogos e para cada demanda específica no âmbito do</p><p>planejamento ambiental; os relatórios devem estar adequados com o escopo do</p><p>trabalho, com enfoque para o licenciamento ambiental e, por esse motivo, vamos</p><p>estudar aqui os diferentes tipos de relatório ambiental para cada situação.</p><p>Vamos juntos nesta jornada pelo conhecimento!</p><p>TEMA 1 – ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL BIÓLOGO</p><p>Crédito: RAWPIXEL.COM/Shutterstock.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/Rawpixel</p><p>3</p><p>O biólogo, para que possa desempenhar legalmente sua profissão, deve</p><p>estar registrado no Conselho Regional de Biologia (CRBIO)1 do estado em que</p><p>irá desenvolver seus trabalhos. Esse registro no conselho de classe o tornará</p><p>um profissional habilitado para o exercício de suas funções.</p><p>A Lei Federal n. 6.684 regulamenta as profissões de biólogo e biomédico.</p><p>Traremos aqui dois fragmentos que dizem respeito à regulamentação da</p><p>profissão do biólogo:</p><p>Art. 1º - O exercício da profissão de Biólogo é privativo dos portadores</p><p>de diploma:</p><p>I - devidamente registrado, de bacharel ou licenciado em curso de</p><p>História Natural, ou de Ciências Biológicas, em todas as suas</p><p>especialidades ou de licenciado em Ciências, com habilitação em</p><p>Biologia, expedido por instituição brasileira oficialmente reconhecida;</p><p>II - expedido por instituições estrangeiras de ensino superior,</p><p>regularizado na forma da lei, cujos cursos forem considerados</p><p>equivalentes aos mencionados no inciso I.</p><p>No que se refere às atribuições profissionais legais do biólogo, a Lei n.</p><p>6.684, art. 2º (Brasil, 1979) traz:</p><p>Art. 2º - Sem prejuízo do exercício das mesmas atividades por outros</p><p>profissionais igualmente habilitados na forma da legislação específica,</p><p>o Biólogo poderá:</p><p>I - formular e elaborar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e</p><p>aplicada, nos vários setores da Biologia ou a ela ligados, bem como os</p><p>que se relacionem à preservação, saneamento e melhoramento do</p><p>meio ambiente, executando direta ou indiretamente as atividades</p><p>resultantes desses trabalhos;</p><p>II - orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria a empresas,</p><p>fundações, sociedades e associações de classe, entidades</p><p>autárquicas, privadas ou do Poder Público, no âmbito de sua</p><p>especialidade;</p><p>III - realizar perícias e emitir e assinar laudos técnicos e pareceres de</p><p>acordo com o currículo efetivamente realizado.</p><p>Vale destacar que, no exercício de qualquer profissão, é necessário que</p><p>o profissional esteja, além de capacitado tecnicamente, de acordo com a</p><p>legislação de exercício da profissão e verifique a necessidade de</p><p>credenciamento nos órgãos competentes nas esferas municipal, estadual e</p><p>federal.</p><p>O site do Conselho Regional de Biologia traz, organizadas por área de</p><p>atuação, as resoluções correspondentes às áreas de Meio Ambiente e</p><p>Biodiversidade, Saúde e Biotecnologia e Produção. Em relação à área de Meio</p><p>Ambiente e Biodiversidade, você poderá consultar pelo link:</p><p><https://cfbio.gov.br/resolucoes-cfbio-meio-ambiente/>.</p><p>1 Disponível em: <https://cfbio.gov.br/>. Acesso em: 12 abr. 2024.</p><p>4</p><p>TEMA 2 – LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Crédito: CHAT KAREN STUDIO/Shutterstock.</p><p>Agora que você já está ciente das exigências legais e atribuições</p><p>profissionais do biólogo, chegou o momento de falarmos sobre os tipos de</p><p>relatórios ambientais que você poderá elaborar no exercício da sua profissão.</p><p>No entanto, antes, é necessário compreender o que é o licenciamento</p><p>ambiental, suas normas, competências, etapas, procedimentos, para, então,</p><p>abordar os tipos de relatórios ambientais.</p><p>Juntos iremos estudar cada um desses itens e, de antemão, nossa</p><p>recomendação para aprofundamento dos estudos é a leitura da obra</p><p>Planejamento Ambiental – Teoria e Prática, de Rozely Ferreira dos Santos</p><p>(2004) e o Portal Nacional do Licenciamento Ambiental (PNLA) do Ministério do</p><p>Meio Ambiente2. Vamos lá?</p><p>2.1 Definição</p><p>Licenciamento ambiental é um procedimento administrativo pelo qual o</p><p>órgão ambiental competente emite licenças ambientais autorizando a</p><p>localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e</p><p>atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou</p><p>potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam</p><p>causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e</p><p>regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.</p><p>2 Disponível em: <https://pnla.mma.gov.br/>. Acesso em: 12 abr. 2024.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/ChatKarenStudio</p><p>5</p><p>Em outras palavras, o licenciamento ambiental é um importante</p><p>instrumento que visa à sustentabilidade, tendo como principal objetivo conciliar</p><p>o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente, sendo que,</p><p>no Brasil, a avaliação de impacto ambiental e o licenciamento de atividades</p><p>efetiva ou potencialmente poluidoras constituem instrumentos para a execução</p><p>da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei n. 6938, editada em 31 de agosto de</p><p>1981).</p><p>Os processos de licenciamento ambiental em nosso país são regidos</p><p>pelos órgãos ambientais estaduais, que dispõem de autonomia para definição</p><p>dos próprios procedimentos e critérios para o licenciamento ambiental,</p><p>embasados em legislações específicas, respeitados os limites estabelecidos por</p><p>instrumentos normativos federais, como prazos de validade e de análise de cada</p><p>tipo de licença.</p><p>TEMA 3 – COMPETÊNCIAS E ÓRGÃOS LICENCIADORES</p><p>Crédito: JO GALVAO/Shutterstock.</p><p>Em relação às competências do licenciamento ambiental, é</p><p>regulamentada a competência comum entre os entes federativos (União,</p><p>estados, Distrito Federal e municípios), e fixadas normas de cooperação entre</p><p>eles, reduzindo as superposições e conflitos de atuação, além de tornar o</p><p>processo de licenciamento ambiental menos oneroso e burocrático, além de</p><p>mais ágil. No entanto, inexistindo órgão ambiental capacitado ou conselho de</p><p>meio ambiente no município, o estado deve desempenhar as ações</p><p>administrativas municipais até a sua criação. Por sua vez, na ausência de órgão</p><p>ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente no estado e no município,</p><p>a União deverá desempenhar as ações administrativas até a sua criação em um</p><p>daqueles entes federativos.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/Jo+Galvao</p><p>6</p><p>Em se tratando da União, o órgão licenciador é o Instituto Brasileiro de</p><p>Meio Ambiente e de Recursos Naturais (Ibama). Para o Distrito Federal, o órgão</p><p>licenciador é Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Para os demais estados da</p><p>federação, consta uma lista com os nomes e os websites no Portal Nacional do</p><p>Licenciamento Ambiental3.</p><p>TEMA 4 – ETAPAS E PROCEDIMENTOS DO LICENCIAMENTO</p><p>Crédito: COSTELLO77/Shutterstock.</p><p>As etapas do licenciamento ambiental são: Licença Prévia (LP), Licença</p><p>de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). No entanto, pode haver variações</p><p>de nomenclatura para uma mesma modalidade de licença de acordo com o</p><p>órgão ambiental licenciador. Por exemplo,</p><p>esperado das medidas mitigadoras previstas</p><p>em relação aos impactos negativos, mencionando aqueles que não</p><p>puderam ser evitados, e o grau de alteração esperado;</p><p>VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;</p><p>VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões</p><p>e comentários de ordem geral).</p><p>5.3 Relatório Ambiental Simplificado (RAS)</p><p>Em situações em que o empreendimento é de pequeno porte, o Relatório</p><p>Ambiental Simplificado (RAS) pode ser exigido no licenciamento ambiental e, em</p><p>geral, expõe a caracterização do empreendimento, o diagnóstico ambiental da</p><p>região onde esse se localizará, os impactos ambientais e respectivas medidas</p><p>de controle.</p><p>5.4 Relatório Ambiental Prévio (RAP)</p><p>O Relatório Ambiental Prévio (RAP) objetiva demonstrar e auxiliar o órgão</p><p>público licenciador na decisão da exigência ou da dispensa de execução do</p><p>EIA/Rima e deve conter em sua elaboração a interação entre os elementos dos</p><p>meios físico, biótico e socioeconômico. Deve contemplar também um diagnóstico</p><p>ambiental sucinto do empreendimento ou serviço, principalmente na área</p><p>correspondente a ADA (área diretamente afetada) e de seu entorno imediato,</p><p>descrevendo os impactos ambientais resultantes da implantação do</p><p>empreendimento, bem como a definição das medidas mitigadoras e</p><p>compensatórias.</p><p>5.4.1 Áreas de influência e medidas mitigadoras e compensatórias</p><p>Essa abordagem tem grande importância, pois trata de termos muito</p><p>comuns tanto em nossos estudos quanto na atividade profissional: as definições</p><p>de área de influência de um empreendimento, medidas mitigadoras e</p><p>compensatórias.</p><p>11</p><p>De acordo com a Resolução Conama n. 001/86, a área de influência de</p><p>um empreendimento abrange a extensão geográfica a ser direta e indiretamente</p><p>afetada pelos impactos gerados nas fases de planejamento, implantação e</p><p>operação. Dessa forma, as áreas de influência do empreendimento foram</p><p>divididas em três níveis, sendo:</p><p>• Área Diretamente Afetada (ADA) – corresponde à área que sofrerá a ação</p><p>direta da operação e ampliação do empreendimento;</p><p>• Área de Influência Direta (AID) – corresponde à área que sofrerá os</p><p>impactos diretos da operação e ampliação do empreendimento;</p><p>• Área de Influência Indireta (AII) – corresponde à área real ou</p><p>potencialmente sujeita aos impactos indiretos da operação e ampliação</p><p>do empreendimento.</p><p>Santos (2004) aborda a questão de maneira exemplificativa sobre os</p><p>estudos de impacto ambiental e das áreas de influência dos empreendimentos,</p><p>informando que os EIAs se referem à análise separada e depois somada de três</p><p>áreas de estudo: Área de Influência Direta (ADA), Indireta (AID) e Regional (AII).</p><p>De forma geral, a área de influência direta refere-se a raios de ação ou área</p><p>homogênea, que engloba o empreendimento em estudo, e a de influência</p><p>indireta, como a bacia hidrográfica. Já a área de influência regional pode ser</p><p>representada das mais diferentes formas; por exemplo, dos limites legais dos</p><p>municípios envolvidos nas faixas de fluxos de comércio exterior.</p><p>Em relação às medidas mitigadoras e compensatórias, podemos</p><p>compreender que (Mata Nativa, 2018):</p><p>• As medidas mitigadoras são aquelas estabelecidas em fase anterior à</p><p>instalação do empreendimento, e objetivam a redução dos efeitos</p><p>oriundos dos impactos ambientais negativos que serão gerados;</p><p>• As medidas compensatórias são aquelas, como o próprio termo define,</p><p>aplicadas para compensar, de alguma maneira os prejuízos e danos</p><p>ambientais efetivos que foram causados pela atividade modificadora do</p><p>empreendimento.</p><p>5.5 Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad)</p><p>O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) integra os</p><p>processos de licenciamento ambiental de atividades que ocasionam</p><p>12</p><p>modificações no meio ambiente. O Prad é exigido quando o empreendimento</p><p>causou degradação ambiental. Esse documento também pode ser considerado</p><p>como um projeto contendo um conjunto de medidas, procedimentos e obras, que</p><p>proporcionarão à área degradada condições de se restabelecer e atingir um novo</p><p>equilíbrio ecológico, normalmente com solo recomposto e apto para futuro</p><p>desenvolvimento de vegetação original.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Crédito: PICKADOOK /Shutterstock.</p><p>Agora, vamos ver na prática e em contexto com a sua realidade os</p><p>principais conceitos aprendidos e que estão relacionados aos relatórios</p><p>ambientais ao licenciamento ambiental. Para isso, sugiro que você pesquise os</p><p>itens a seguir.</p><p>• Acessando o site do Portal Nacional de Licenciamento Ambiental,</p><p>pesquise qual é o órgão ambiental do seu Estado.</p><p>• Agora, acessando o portal do órgão licenciador do seu estado, procure</p><p>pela seção em que consta os documentos relacionados ao licenciamento</p><p>ambiental, ou seja, os estudos de impacto ambiental e demais relatórios</p><p>ambientais estudados. Vale destacar que, como previsto em legislação,</p><p>esses documentos são públicos e você poderá consultar e realizar uma</p><p>breve leitura.</p><p>• Agora retorne ao portal PNLA e procure pelo menu “Procedimentos para</p><p>o licenciamento”. Encontre os procedimentos do seu estado e verifique de</p><p>maneira expedita, simples, se o que você verificou no portal do órgão</p><p>licenciador do seu estado está condizente com o proposto nos</p><p>procedimentos do portal nacional.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/duidook</p><p>13</p><p>FINALIZANDO</p><p>Crédito: ROMAN MOTIZOV/Shutterstock.</p><p>Você chegou até aqui depois de estudar muitos conceitos e definições</p><p>novas e muita legislação também. Parabéns!</p><p>Agora que você já conhece as definições, as competências, os órgãos</p><p>licenciadores, as etapas, os procedimentos e os diferentes tipos de relatórios</p><p>ambientais, temos a certeza de que você já está começando a enxergar as</p><p>possibilidades da sua futura atuação profissional.</p><p>Na sequência de nossos estudos, vamos adentrar mais especificamente</p><p>sobre os temas em estudos ambientais, bem como os diferentes instrumentos</p><p>de planejamento ambiental que o biólogo pode atuar além do licenciamento</p><p>ambiental.</p><p>https://www.shutterstock.com/g/Roman+Motizov</p><p>14</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Lei n. 6.938, de 31.08.1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio</p><p>Ambiente. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm>. Acesso em: 12 abr.</p><p>2024.</p><p>______. Lei n. 6.684 de 03 de Setembro de 1979. Regulamenta as profissões de</p><p>Biólogo e de Biomédico, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de</p><p>Biologia e Biomedicina, e dá outras providências. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6684.htm>. Acesso em:</p><p>12 abr. 2024.</p><p>______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n.001, de 23 de</p><p>janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o</p><p>Relatório de Impacto Ambiental – Rima. Diário Oficial [da] República</p><p>Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 fev. 1986.</p><p>CONAMA. Resolução n. 237 de 1997. Dispõe sobre conceitos, sujeição, e</p><p>procedimento para obtenção de Licenciamento Ambiental, e dá outras</p><p>providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF,</p><p>19 dez. 1997.</p><p>MATA NATIVA. Medidas Mitigadoras e Compensatórias de Impactos</p><p>Ambientais. 22 mar. 2018. Disponível em:</p><p><https://matanativa.com.br/MEDIDAS-MITIGADORAS-E-COMPENSATORIAS-</p><p>DE-IMPACTOS-AMBIENTAIS/>. Acesso em: 12 abr. 2024.</p><p>PNLA. Portal Nacional de Licenciamento Ambiental – Ministério do Meio</p><p>Ambiente e Mudança do Clima. Disponível em: <https://pnla.mma.gov.br/>.</p><p>Acesso em: 12 abr. 2024.</p><p>SANTOS, R. F. dos. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo:</p><p>Oficina de Textos, 2004.</p>esperado das medidas mitigadoras previstas 
em relação aos impactos negativos, mencionando aqueles que não 
puderam ser evitados, e o grau de alteração esperado; 
VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos; 
VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões 
e comentários de ordem geral). 
5.3 Relatório Ambiental Simplificado (RAS) 
Em situações em que o empreendimento é de pequeno porte, o Relatório 
Ambiental Simplificado (RAS) pode ser exigido no licenciamento ambiental e, em 
geral, expõe a caracterização do empreendimento, o diagnóstico ambiental da 
região onde esse se localizará, os impactos ambientais e respectivas medidas 
de controle. 
5.4 Relatório Ambiental Prévio (RAP) 
O Relatório Ambiental Prévio (RAP) objetiva demonstrar e auxiliar o órgão 
público licenciador na decisão da exigência ou da dispensa de execução do 
EIA/Rima e deve conter em sua elaboração a interação entre os elementos dos 
meios físico, biótico e socioeconômico. Deve contemplar também um diagnóstico 
ambiental sucinto do empreendimento ou serviço, principalmente na área 
correspondente a ADA (área diretamente afetada) e de seu entorno imediato, 
descrevendo os impactos ambientais resultantes da implantação do 
empreendimento, bem como a definição das medidas mitigadoras e 
compensatórias. 
5.4.1 Áreas de influência e medidas mitigadoras e compensatórias 
Essa abordagem tem grande importância, pois trata de termos muito 
comuns tanto em nossos estudos quanto na atividade profissional: as definições 
de área de influência de um empreendimento, medidas mitigadoras e 
compensatórias. 
11 
 
 
De acordo com a Resolução Conama n. 001/86, a área de influência de 
um empreendimento abrange a extensão geográfica a ser direta e indiretamente 
afetada pelos impactos gerados nas fases de planejamento, implantação e 
operação. Dessa forma, as áreas de influência do empreendimento foram 
divididas em três níveis, sendo: 
• Área Diretamente Afetada (ADA) – corresponde à área que sofrerá a ação 
direta da operação e ampliação do empreendimento; 
• Área de Influência Direta (AID) – corresponde à área que sofrerá os 
impactos diretos da operação e ampliação do empreendimento; 
• Área de Influência Indireta (AII) – corresponde à área real ou 
potencialmente sujeita aos impactos indiretos da operação e ampliação 
do empreendimento. 
Santos (2004) aborda a questão de maneira exemplificativa sobre os 
estudos de impacto ambiental e das áreas de influência dos empreendimentos, 
informando que os EIAs se referem à análise separada e depois somada de três 
áreas de estudo: Área de Influência Direta (ADA), Indireta (AID) e Regional (AII). 
De forma geral, a área de influência direta refere-se a raios de ação ou área 
homogênea, que engloba o empreendimento em estudo, e a de influência 
indireta, como a bacia hidrográfica. Já a área de influência regional pode ser 
representada das mais diferentes formas; por exemplo, dos limites legais dos 
municípios envolvidos nas faixas de fluxos de comércio exterior. 
Em relação às medidas mitigadoras e compensatórias, podemos 
compreender que (Mata Nativa, 2018): 
• As medidas mitigadoras são aquelas estabelecidas em fase anterior à 
instalação do empreendimento, e objetivam a redução dos efeitos 
oriundos dos impactos ambientais negativos que serão gerados; 
• As medidas compensatórias são aquelas, como o próprio termo define, 
aplicadas para compensar, de alguma maneira os prejuízos e danos 
ambientais efetivos que foram causados pela atividade modificadora do 
empreendimento. 
5.5 Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) 
O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) integra os 
processos de licenciamento ambiental de atividades que ocasionam 
12 
 
 
modificações no meio ambiente. O Prad é exigido quando o empreendimento 
causou degradação ambiental. Esse documento também pode ser considerado 
como um projeto contendo um conjunto de medidas, procedimentos e obras, que 
proporcionarão à área degradada condições de se restabelecer e atingir um novo 
equilíbrio ecológico, normalmente com solo recomposto e apto para futuro 
desenvolvimento de vegetação original. 
NA PRÁTICA 
 
Crédito: PICKADOOK /Shutterstock. 
Agora, vamos ver na prática e em contexto com a sua realidade os 
principais conceitos aprendidos e que estão relacionados aos relatórios 
ambientais ao licenciamento ambiental. Para isso, sugiro que você pesquise os 
itens a seguir. 
• Acessando o site do Portal Nacional de Licenciamento Ambiental, 
pesquise qual é o órgão ambiental do seu Estado. 
• Agora, acessando o portal do órgão licenciador do seu estado, procure 
pela seção em que consta os documentos relacionados ao licenciamento 
ambiental, ou seja, os estudos de impacto ambiental e demais relatórios 
ambientais estudados. Vale destacar que, como previsto em legislação, 
esses documentos são públicos e você poderá consultar e realizar uma 
breve leitura. 
• Agora retorne ao portal PNLA e procure pelo menu “Procedimentos para 
o licenciamento”. Encontre os procedimentos do seu estado e verifique de 
maneira expedita, simples, se o que você verificou no portal do órgão 
licenciador do seu estado está condizente com o proposto nos 
procedimentos do portal nacional. 
https://www.shutterstock.com/g/duidook
13 
 
 
FINALIZANDO 
 
Crédito: ROMAN MOTIZOV/Shutterstock. 
Você chegou até aqui depois de estudar muitos conceitos e definições 
novas e muita legislação também. Parabéns! 
Agora que você já conhece as definições, as competências, os órgãos 
licenciadores, as etapas, os procedimentos e os diferentes tipos de relatórios 
ambientais, temos a certeza de que você já está começando a enxergar as 
possibilidades da sua futura atuação profissional. 
Na sequência de nossos estudos, vamos adentrar mais especificamente 
sobre os temas em estudos ambientais, bem como os diferentes instrumentos 
de planejamento ambiental que o biólogo pode atuar além do licenciamento 
ambiental. 
 
https://www.shutterstock.com/g/Roman+Motizov
14 
 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Lei n. 6.938, de 31.08.1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm>. Acesso em: 12 abr. 
2024. 
______. Lei n. 6.684 de 03 de Setembro de 1979. Regulamenta as profissões de 
Biólogo e de Biomédico, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de 
Biologia e Biomedicina, e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6684.htm>. Acesso em: 
12 abr. 2024. 
______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n.001, de 23 de 
janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o 
Relatório de Impacto Ambiental – Rima. Diário Oficial [da] República 
Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 fev. 1986. 
CONAMA. Resolução n. 237 de 1997. Dispõe sobre conceitos, sujeição, e 
procedimento para obtenção de Licenciamento Ambiental, e dá outras 
providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 
19 dez. 1997. 
MATA NATIVA. Medidas Mitigadoras e Compensatórias de Impactos 
Ambientais. 22 mar. 2018. Disponível em: 
<https://matanativa.com.br/MEDIDAS-MITIGADORAS-E-COMPENSATORIAS-
DE-IMPACTOS-AMBIENTAIS/>. Acesso em: 12 abr. 2024. 
PNLA. Portal Nacional de Licenciamento Ambiental – Ministério do Meio 
Ambiente e Mudança do Clima. Disponível em: <https://pnla.mma.gov.br/>. 
Acesso em: 12 abr. 2024. 
SANTOS, R. F. dos. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: 
Oficina de Textos, 2004.

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