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<p>INTRODUÇÃO</p><p>Como país com parte de seu território coberto por �orestas e fruto da preocupação ambiental com o</p><p>desenvolvimento sustentável, o Brasil tem políticas rígidas de exploração de seus recursos naturais. Assim,</p><p>para que as atividades mercantis implementem algum negócio, é necessário que elas se submetam a um</p><p>complexo processo administrativo: o licenciamento ambiental. Nesse contexto, esta aula, de forma</p><p>introdutória e sucinta, irá explicar de forma objetiva e clara os principais conceitos envolvidos no</p><p>licenciamento ambiental; no cenário nacional, será explorado de que forma o país compreende e aplica os</p><p>conceitos de licenciamento ambiental; e serão discutidas e apresentadas as legislações ambientais mais</p><p>atenuantes que versam sobre o tema.</p><p>Aula 1</p><p>INTRODUÇÃO AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Como país com parte de seu território coberto por �orestas e fruto da preocupação ambiental com o</p><p>desenvolvimento sustentável, o Brasil tem políticas rígidas de exploração de seus recursos naturais.</p><p>LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p> Aula 1 - Introdução ao licenciamento ambiental</p><p> Aula 2 - Etapas do Licenciamento Ambiental</p><p> Aula 3 - Estudo em processos de licenciamento ambiental</p><p> Aula 4 - Licenciamento ambiental e AIA</p><p> Aula 5 - Revisão da unidade</p><p> Referências</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 1/25</p><p>INTRODUÇÃO AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Antes de aprofundar um conceito mais técnico do licenciamento ambiental, é válido fazer uma re�exão a</p><p>partir de uma simples analogia a respeito de licenciamento. Segundo a legislação de trânsito brasileira, para</p><p>que possam circular, os veículos automotores precisam ser licenciados junto aos órgãos de trânsito estaduais.</p><p>Esse é um procedimento administrativo realizado quando da aquisição do veículo e envolve vistorias,</p><p>emplacamento, etc.</p><p>O simples emplacamento e obtenção do documento não encerra as obrigações do proprietário, pois ele</p><p>precisará pagar taxas e impostos, realizar vistorias periódicas, além de manter o veículo em bom estado de</p><p>conservação. Da mesma forma, não poderá fazer alterações consideráveis na cor predominante, no motor ou</p><p>em outras especi�cações sem prévia autorização do DETRAN. Também será necessário informar aos órgãos</p><p>competentes a transferência de proprietário, ocorrência de sinistros, etc.</p><p>A partir desse exemplo, é possível extrair pontos de contato com o licenciamento ambiental. Tanto em um</p><p>caso como em outro, surge a clara noção de controle. Partindo do pressuposto que não houvesse o</p><p>licenciamento de veículos, por exemplo, os veículos poderiam circular, entrar e sair do país livremente; seriam</p><p>modi�cados para melhorar seu desempenho sem preocupação com a maximização da emissão de poluentes,</p><p>por exemplo. O licenciamento, nesse contexto, atua como um instrumento de controle, promovendo a</p><p>segurança, o bem-estar e a proteção ambiental no entorno.</p><p>Para evitar os problemas citados anteriormente, o Estado brasileiro exerce, através de legislação especí�ca, as</p><p>atividades de controle, �scalização e supervisão do trânsito e de um dos seus principais elementos: os</p><p>veículos automotores. Da mesma forma, o Estado precisa exercer controle sobre atividades que possam</p><p>causar degradação do meio ambiente. E o instrumento maior da Política Nacional de Meio Ambiente é</p><p>justamente o licenciamento ambiental (BRASIL, 1981).</p><p>Nesse escopo, o licenciamento ambiental pode ser compreendido como um procedimento através do qual o</p><p>poder público, representado por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a operação de</p><p>atividades ou empreendimentos que utilizam recursos naturais ou que sejam efetivas ou potencialmente</p><p>poluidores. Em termos legais, o entendimento é expresso pela Resolução do Conselho Nacional do Meio</p><p>Ambiente – CONAMA nº 237 (CONAMA, 1997):</p><p>Aqui cabe fazer mais uma comparação: da mesma forma que a bicicleta é dispensada do licenciamento de</p><p>veículos por ser de propulsão humana, portanto, não-poluente, e representar menos impactos ao trânsito</p><p>como um todo, algumas atividades serão dispensadas do licenciamento ambiental por causarem impactos</p><p>menos relevantes (BARSANO; BARBOSA, 2014).</p><p>procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a</p><p>localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades</p><p>utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou</p><p>daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando</p><p>as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 2/25</p><p>LICENCIAMENTO AMBIENTAL NO BRASIL</p><p>Apesar de pequenos avanços, o grande marco legal brasileiro, no que tange à pauta ambiental, se deu em</p><p>1981, com a criação da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA. Até 1981, a política ambiental era tratada</p><p>de forma periférica. Cada estado e município tinha autonomia para de�nir suas diretrizes políticas em relação</p><p>ao meio ambiente de forma independente, embora, na prática, poucos realmente demonstrassem interesse</p><p>pela temática. A partir da PNMA, começou a ocorrer a integração e harmonização dessas políticas, tendo</p><p>como norte os objetivos e as diretrizes estabelecidas pela União na referida lei. Para promover uma gestão</p><p>participativa sobre a temática ambiental, a PNMA também criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente -</p><p>SISNAMA, que reúne órgãos e instituições ambientais da União, dos estados, dos municípios e do Distrito</p><p>Federal, e tem como objetivo primordial colocar em prática os princípios e normas impostas pela constituição,</p><p>conforme ilustra a Figura 1.</p><p>A cabeça da estrutura desse sistema é o Conselho de Governo, o órgão máximo de assessoramento da</p><p>Presidência da República para a formulação das diretrizes e políticas ambientais nacionais. Abaixo dele vem o</p><p>CONAMA, que assessora o governo nacional e delibera sobre normas e padrões adequados à proteção do</p><p>meio ambiente. Em seguida, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), que planeja, coordena, �scaliza e controla</p><p>a política e as diretrizes estabelecidas para o meio ambiente. Vinculado ao MMA está o Instituto Brasileiro do</p><p>Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da</p><p>Biodiversidade (ICMBio), que formula, coordena e promove a PNMA. Finalmente, na base da estrutura, estão</p><p>os órgãos municipais e estaduais responsáveis que atuam dentro de seus territórios (CURI, 2012).</p><p>Figura 1 | Organograma do SISNAMA</p><p>Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Em outras palavras, a política brasileira estabeleceu o licenciamento ambiental como instrumento</p><p>administrativo pelo qual o órgão de administração ambiental competente autoriza e estabelece as condições,</p><p>restrições e as medidas de controle ambiental que devem ser obedecidas pelo empresário, pessoa física ou</p><p>jurídica, para localizar, instalar, expandir e operar um empreendimento ou atividades que possam causar</p><p>degradação ambiental. Ou seja, qualquer construção, instalação, ampliação, funcionamento de</p><p>estabelecimentos e atividades que utilizem recursos ambientais efetivos ou potencialmente poluidores ou</p><p>capazes de causar degradação ambiental, deve ter licenciamento prévio pelo órgão público competente.</p><p>A �nalidade do licenciamento é garantir a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental</p><p>propícia à vida, visando assegurar o desenvolvimento socioeconômico, a segurança nacional e a proteção da</p><p>dignidade da vida humana. Nesse contexto, a Resolução também trouxe, em seu Anexo I, a lista de atividades</p><p>passíveis de licenciamento ambiental no âmbito federal, incluindo: extração e tratamento de minerais;</p><p>Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>NERI, A. C.; SÁNCHEZ, L. E. A e�cácia das medidas de recuperação ambiental implantadas em minas de calcário</p><p>para cimento. Revista Escola de Minas [online]. 2010, v. 63, n. 2, p. 371-378, 2010. Disponível em:</p><p>https://doi.org/10.1590/S0370-44672010000200023 Acesso em: 25 jan. 2023.</p><p>RINCÃO, V. P.; TRIGUEIRO, R. de M. Avaliação do impacto ambiental e licenciamento. Londrina: Editora e</p><p>Distribuidora Educacional S.A., 2018.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: O�cina de Textos, 2008.</p><p>Aula 4</p><p>BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Instrução Normativa nº 184, de 17 de julho de 2008.  Estabelece, no</p><p>âmbito desta Autarquia, os procedimentos para o licenciamento ambiental federal. Publicado no Diário O�cial</p><p>da União. 2008, 5517. Brasília, 2008.</p><p>BRASIL. Cartilha de Licenciamento Ambiental. Brasília: Tribunal de Contas da União, Secretaria de</p><p>Fiscalização de Obras e Patrimônio da União, Brasília, 2004.</p><p>CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 01, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre</p><p>critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Publicada no DOU, de 17 de</p><p>fevereiro de 1986, Seção 1, páginas 2548-2549. Brasília, 1986.</p><p>CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe</p><p>sobre conceitos, sujeição, e procedimento para obtenção de Licenciamento Ambiental. Publicada no DOU, de</p><p>19 de dezembro de 1997, Seção 1, páginas 2428-2435. Brasília, 1997.</p><p>CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: O�cina de Textos, 2008.</p><p>Aula 5</p><p>CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe</p><p>sobre conceitos, sujeição, e procedimento para obtenção de Licenciamento Ambiental. Publicada no DOU, de</p><p>19 de dezembro de 1997, Seção 1, páginas 2428-2435. Brasília, 1997.</p><p>CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: O�cina de Textos, 2008.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 25/25</p><p>https://storyset.com/</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>https://doi.org/10.1590/S0370-44672010000200023</p><p>indústria de produtos minerais não metálicos; indústria metalúrgica; indústria de material elétrico, eletrônico</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 3/25</p><p>e comunicações; indústria de couros e peles; indústria química; indústria de produtos de matéria plástica;</p><p>indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos; indústria de produtos alimentares e bebidas;</p><p>obras civis, dentre outros (CONAMA, 1997).</p><p>O LICENCIAMENTO AMBIENTAL NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA</p><p>Embora o licenciamento ambiental seja previsto desde a Política Nacional de Meio Ambiente (BRASIL, 1981), a</p><p>sua aplicação como instrumento de política ambiental foi sendo aprimorada ao longo do tempo, ao passo que</p><p>foi introduzido na legislação ambiental de estados e municípios.</p><p>Como nem todas as atividades estão sujeitas ao licenciamento ambiental, a forma textual através da qual essa</p><p>obrigatoriedade é tratada na legislação gerou certa controvérsia. Algumas redações trazem a expressão</p><p>“atividades”, enquanto outras falam em “estabelecimentos”, e assim por diante (BRASIL, 1981; CONAMA, 1997).</p><p>Cabe à legislação ambiental do local onde está implantado o empreendimento ou onde se desenvolve a</p><p>atividade estabelecer quais delas estão sujeitas ao licenciamento ambiental. A Resolução CONAMA nº 237/97</p><p>trouxe em seu Anexo I essas atividades a título de exempli�cação e, como as deliberações do referido</p><p>Conselho têm alcance em todo o território nacional, tornou-se a referência para as legislações ambientais</p><p>estaduais e municipais que vieram em seguida. A listagem contempla:</p><p>Extração e tratamento de minerais.</p><p>Indústria de produtos minerais não metálicos.</p><p>Indústria metalúrgica.</p><p>Indústria mecânica.</p><p>Indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações.</p><p>Indústria de material de transporte.</p><p>Indústria de madeira.</p><p>Indústria de papel e celulose.</p><p>Indústria de borracha.</p><p>Indústria de couros e peles.</p><p>Indústria química.</p><p>Indústria de produtos de matéria plástica.</p><p>Indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos.</p><p>Indústria de produtos alimentares e bebidas.</p><p>Indústria de fumo.</p><p>Indústrias diversas.</p><p>Obras civis e serviços de utilidade.</p><p>Transporte, terminais e depósitos.</p><p>Atividades diversas.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 4/25</p><p>Imprimir</p><p>Atividades agropecuárias.</p><p>Uso de recursos naturais.</p><p>Por vezes, há também o entendimento que os órgãos ambientais não podem dispensar de licenciamento</p><p>ambiental os itens incluídos no Anexo I da Resolução nº 237, não havendo, portanto, margem para</p><p>discricionariedade administrativa (SANCHEZ, 2008).</p><p>Convém destacar que é perfeitamente possível que um órgão ambiental exija licenciamento ambiental para</p><p>atividades não listadas, desde que sejam enquadradas na condição de utilizadores de recursos ambientais ou</p><p>sejam efetivas ou potencialmente poluidoras, como prevê o caput do Art. 10 da Política Nacional de Meio</p><p>Ambiente (CURI, 2012).</p><p>A Resolução CONAMA nº 237, em seu Art. 2º inciso § 2º, traz a seguinte redação (CONAMA, 1997):</p><p>Esse item abre a possibilidade para que os órgãos ambientais, além de criarem suas próprias listas de</p><p>atividades sujeitas ao licenciamento ambiental, possam ainda implementar modulações de acordo com as</p><p>especi�cidades dos empreendimentos ou atividades. São exemplos dessas modulações: a diferenciação no</p><p>valor das taxas de licenciamento ambiental para indústrias do mesmo ramo, mas de portes diferentes; a</p><p>possibilidade de se obter licenças simpli�cadas para empreendimento de pequeno porte e/ou baixo potencial</p><p>poluidor.</p><p>VIDEO RESUMO</p><p>O Brasil adota uma estrutura sistemática para determinar e mitigar o impacto potencial de qualquer novo</p><p>desenvolvimento no meio ambiente. Em geral, os projetos de desenvolvimento que utilizam recursos naturais</p><p>e/ou degradam o meio ambiente devem passar por um processo de avaliação completo, por meio de</p><p>licenciamento ambiental. Neste vídeo, vamos compreender o conceito de licenciamento ambiental,</p><p>considerando outro exemplo simples e também abordaremos o entendimento legal de licenciamento. Além</p><p>disso, veremos que a aplicabilidade do licenciamento também pode variar, de acordo com o</p><p>empreendimento.</p><p> Saiba mais</p><p>O papel dos governos locais, antes vistos como mero prestadores de serviços, vem evoluindo, pós-</p><p>Constituição de 1988, para o de agentes do desenvolvimento local. Neste artigo, de título O sistema</p><p>municipal de meio ambiente no Brasil: avanços e desa�os, os autores buscam  caracterizar e</p><p>contextualizar o Sistema Municipal de Meio Ambiente – SISMUMA no Brasil, discutindo o seu papel</p><p>estratégico na governança para a sustentabilidade municipal.</p><p>Caberá ao órgão ambiental competente de�nir os critérios de exigibilidade, o</p><p>detalhamento e a complementação do Anexo 1, levando em consideração as</p><p>especi�cidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento</p><p>ou atividade.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 5/25</p><p>https://www.scielo.br/j/sausoc/a/HkvXK6Yzg39hD6pwYWmkY7G/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/sausoc/a/HkvXK6Yzg39hD6pwYWmkY7G/?lang=pt</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Pela legislação brasileira, a instalação de empreendimento ou atividade potencialmente nociva ao meio</p><p>ambiente deve passar por licenciamento ambiental prévio. As legislações nacionais relativas ao licenciamento</p><p>ambiental são de responsabilidade dos governos municipal, estadual e federal, cabendo a cada ente</p><p>federativo regular o uso dos recursos naturais em seus limites territoriais. A obtenção da licença ambiental é</p><p>um procedimento obrigatório para empresas cujas operações possam causar danos ao meio ambiente do</p><p>país. Nesse contexto, nesta aula, serão discutidas as competências do licenciamento ambiental, as fases de</p><p>licenciamento ambiental e as modalidades de licenciamento. Bons estudos!</p><p>COMPETÊNCIA DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>No âmbito da organização do Estado, a competência é uma modalidade de poder relevante (CARVALHO</p><p>FILHO, 2014), que confere autoridade aos órgãos ou entidades estatais para o desempenho das suas funções.</p><p>Assim, a competência pode ser compreendida como a capacidade jurídica de agir em uma dada esfera</p><p>administrativa relevante (CARVALHO FILHO, 2014). Em outras palavras, é a atribuição facultada a um órgão,</p><p>entidade ou agente do Poder Público para tomar decisões, sendo repartição de competências entre União,</p><p>Estados, Distrito Federal e Municípios o cerne do Estado federal brasileiro (RINCÃO; TRIGUEIRO, 2018).</p><p>O princípio que rege a repartição de competências entre os entes federativos é a predominância do interesse,</p><p>com a seguinte correlação:</p><p>UNIÃO – matérias de interesse predominantemente nacional.</p><p>ESTADOS – matérias de interesse predominantemente regional.</p><p>MUNICÍPIOS – matérias de interesse predominantemente local.</p><p>DISTRITO FEDERAL – matérias de interesse predominantemente regional/local.</p><p>A competência administrativa pode ser exclusiva ou comum. A competência comum é uma das marcas da</p><p>política ambiental: ela é atribuída a todos os entes federativos, conforme estabelece a Constituição Federal</p><p>(BRASIL, 1988). É nessa competência que se encaixa o licenciamento ambiental.</p><p>Após anos de insegurança jurídica, veio a Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Segundo esse</p><p>diploma, são objetivos dos entes federativos no exercício da competência administrativa comum (BRASIL,</p><p>2011):</p><p>Aula 2</p><p>ETAPAS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Pela legislação brasileira, a instalação de empreendimento ou atividade potencialmente nociva ao meio</p><p>ambiente</p><p>deve passar por licenciamento ambiental prévio.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 6/25</p><p>De acordo com a referida Resolução, cabe à União o licenciamento ambiental de atividades e/ou</p><p>empreendimentos (BRASIL, 2011):</p><p>a. Localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe.</p><p>b. Localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica</p><p>exclusiva.</p><p>c. Localizados ou desenvolvidos em terras indígenas.</p><p>d. Localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pela União, exceto em Áreas de</p><p>Proteção Ambiental (APAs).</p><p>e. Localizados ou desenvolvidos em 2 (dois) ou mais estados.</p><p>f. De caráter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental.</p><p>g. Destinados a pesquisar, lavrar, produzir, bene�ciar, transportar, armazenar e dispor material radioativo,</p><p>em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear.</p><p>h. Que atendam tipologia estabelecida por ato do Poder Executivo, a partir de proposição da Comissão</p><p>Tripartite Nacional.</p><p>De acordo com o Art. 9 da Lei Complementar nº 140:</p><p>Mesmo após a publicação da Lei Complementar nº 140 (BRASIL, 2011), os Estados continuaram com esse</p><p>protagonismo, de modo que tudo aquilo que não for de competência da União nem dos Municípios será</p><p>automaticamente de competência do Estado.</p><p>I - proteger, defender e conservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado,</p><p>promovendo gestão descentralizada, democrática e e�ciente; II - garantir o equilíbrio do</p><p>desenvolvimento socioeconômico com a proteção do meio ambiente, observando a</p><p>dignidade da pessoa humana, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades</p><p>sociais e regionais; III - harmonizar as políticas e ações administrativas para evitar a</p><p>sobreposição de atuação entre os entes federativos, de forma a evitar con�itos de</p><p>atribuições e garantir uma atuação administrativa e�ciente; IV - garantir a uniformidade da</p><p>política ambiental para todo o País, respeitadas as peculiaridades regionais e locais.</p><p>XIV - observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei</p><p>Complementar, promover o licenciamento ambiental das atividades ou empreendimentos:</p><p>a) que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local, conforme tipologia</p><p>de�nida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, considerados os</p><p>critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade; ou b) localizados em</p><p>unidades de conservação.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 7/25</p><p>ETAPAS DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>As licenças ambientais são estabelecidas pelo Decreto nº 99.274 (BRASIL, 1990), em seu artigo 19, e detalhadas</p><p>na Resolução CONAMA nº 237 (CONAMA, 1997). São denominadas: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação</p><p>(LI) e Licença de Operação (LO).</p><p>Para obter a LP de um empreendimento, o empreendedor deve procurar o órgão ambiental competente</p><p>ainda na fase preliminar de planejamento do projeto. Inicialmente, o órgão ambiental de�nirá, com a</p><p>participação do empreendedor, os documentos, projetos e estudos ambientais necessários para dar início ao</p><p>processo de licenciamento (BARSANO; BARBOSA, 2014).</p><p>Em seguida, o empreendedor contratará a elaboração dos estudos ambientais, que deverão contemplar todos</p><p>os requisitos determinados pelo órgão licenciador na primeira reunião. Concluída a análise, o órgão</p><p>licenciador emitirá parecer técnico conclusivo e estabelecerá as medidas mitigadoras que deverão ser</p><p>consideradas na implantação do projeto. O cumprimento dessas medidas é condição para obtenção da</p><p>segunda licença (LI). Sobre a LP, é importante ressaltar que (CURI, 2012):</p><p>Somente será concedida nos casos em que o empreendimento tenha viabilidade ambiental, veri�cada</p><p>pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA).</p><p>Uma vez emitida, a LP aprova a localização e desenho do empreendimento, estabelecendo os requisitos</p><p>básicos e condições a serem atendidas nas próximas fases de sua implantação.</p><p>O prazo de validade poderá ser prorrogado até o máximo de cinco anos, caso tenha sofrido atrasos, a</p><p>pedido do titular da licença; e</p><p>Não autoriza o início de quaisquer obras destinadas à implantação do empreendimento.</p><p>A solicitação da LI deve ser dirigida ao mesmo órgão ambiental que emitiu a LP. Ao solicitar a licença de</p><p>instalação, o empreendedor deverá: veri�car o cumprimento das condições estabelecidas na licença anterior;</p><p>apresentar os planos, programas e projetos ambientais, cronogramas detalhados e sua implementação; e</p><p>fornecer um detalhamento das partes da engenharia de projetos que se relacionam a questões ambientais.</p><p>Os planos, programas e projetos ambientais serão analisados pelo órgão ambiental responsável e, se</p><p>necessário, por órgãos ambientais de outras esferas de governo (SÁNCHEZ, 2008). Após essa análise, é</p><p>elaborado parecer pericial com posicionamento favorável ou contrário à concessão da licença de instalação. A</p><p>LI (CONAMA, 1997):</p><p>Autoriza a instalação/construção do empreendimento de acordo com as especi�cações contidas nos</p><p>programas e projetos aprovados pela licença anterior.</p><p>Aprova a pré-operação, visando a obtenção de dados e elementos de desempenho necessários para</p><p>subsidiar a concessão da LO.</p><p>O prazo de validade poderá ser prorrogado até o máximo de seis anos, desde que comprovada a</p><p>manutenção do projeto original e das condições ambientais existentes à época de sua concessão.</p><p>Não autoriza o início das atividades.</p><p>Finalmente, para a obtenção da LO, o empreendedor deverá comprovar ao mesmo órgão ambiental que</p><p>concedeu a licença anterior que:  implementou todos os programas ambientais que deveriam ter sido</p><p>executados durante a vigência da LI; implementou o cronograma físico e �nanceiro do projeto de</p><p>compensação ambiental; e cumpriu todas as condições estabelecidas na concessão da LI. A LO autoriza a</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 8/25</p><p>operação do empreendimento, após veri�cação do efetivo cumprimento das licenças anteriores, com base em</p><p>laudos de vistoria, relatórios pré-operação, relatórios de auditoria ambiental, dados de monitoramento ou</p><p>qualquer meio técnico de veri�cação do porte e e�ciência das medidas de controle e mitigação ambiental</p><p>implementada. O prazo de validade dessa licença é de, no mínimo, quatro anos e, no máximo, dez anos</p><p>(CONAMA, 1997).</p><p>MODALIDADES DE LICENCIAMENTO</p><p>Muito embora tenhamos visto que o procedimento padrão do licenciamento ambiental é a obtenção das</p><p>licenças separadamente, conforme a fase da implantação do projeto, a Resolução CONAMA nº 237 (CONAMA,</p><p>1997) abre a possibilidade de licenças diferentes em função da característica do empreendimento, obra,</p><p>serviço, etc. No Art. 12, o texto faz a seguinte menção (CONAMA, 1997):</p><p>Assim, a legislação ambiental do ente federativo de�nirá os padrões e as modalidades de licenciamento que</p><p>possam ser executados pelos empreendimentos. Ainda que cada Unidade Federativa possua tal autonomia</p><p>estabelecida por Lei e, por consequência, gere modalidades distintas, é comum se deparar com as seguintes</p><p>nomenclaturas entre eles:</p><p>Licenciamento Trifásico e/ou Concomitante: modalidade de licenciamento onde, conforme a legislação</p><p>regional, se faz possível a obtenção de mais de uma licença de forma simultânea, isto é, Licença Prévia +</p><p>Licença de Instalação, ou Licença de Instalação + Licença de Operação.</p><p>Licenciamento Ambiental Corretivo: essa modalidade é prevista, em suma, para ocasiões nas quais a</p><p>atividade e/ou empreendimento já se encontram em fase de operação, mas</p><p>não possui licença ambiental</p><p>para tal.</p><p>Licenciamento Ambiental Simpli�cado: modalidade de licenciamento comumente empregada nos</p><p>Estados para atividade ou obra caracterizada como de pequeno porte e/ou que possuam baixo potencial</p><p>poluidor/degradador.</p><p>Os empreendimentos que serão obrigados a obter licença ambiental serão elencados na legislação ambiental</p><p>local, seguindo a lista de referência presente no Anexo I da Resolução nº 237 (CONAMA, 1997) – o que signi�ca</p><p>que atividades que não façam parte dessa listagem não precisam de licença ambiental. Entretanto, em certas</p><p>ocasiões, o empreendedor necessita de um documento que ateste que sua atividade é dispensada do</p><p>licenciamento ambiental, para poder apresentá-lo em processos licitatórios, obtenção de crédito, etc. O órgão</p><p>ambiental poderá, então, emitir um outro documento, comumente denominado Declaração de Dispensa de</p><p>Licenciamento Ambiental.</p><p>Cabe ressaltar ainda que a instalação, construção, reforma ou operação em qualquer parte do território</p><p>nacional de atividades, obras ou serviços potencialmente poluidores sem licença ou autorização dos órgãos</p><p>ambientais competentes, incorre na pena de prisão e/ou multa na Lei Brasileira de Crimes Ambientais</p><p>Art. 12 - O órgão ambiental competente de�nirá, se necessário, procedimentos especí�cos</p><p>para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da</p><p>atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento</p><p>com as etapas de planejamento, implantação e operação.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=413942… 9/25</p><p>(BRASIL, 1998).</p><p>Existe a possibilidade de que, no licenciamento, haja ação suplementar ou subsidiária dos entes federativos.</p><p>Ou seja, na ação supletiva, quando um ente federativo, como um Município, tiver competência para licenciar,</p><p>mas não possuir órgão ambiental, o Estado do qual �zer parte o substituirá. Já na atividade subsidiária, o ente</p><p>federativo solicita outro auxílio para licenciar, seja no aspecto econômico, administrativo ou técnico.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>O processo de licenciamento ambiental no Brasil é descentralizado. Isso signi�ca que, segundo aspectos</p><p>variados, como o tipo de atividade envolvida, tamanho da infraestrutura, localização, tipo de operação,</p><p>extensão dos impactos ambientais, entre outros, o próprio processo, a �scalização e concessão das licenças</p><p>poderão ser realizadas por um órgão governamental municipal, estadual ou federal. Neste vídeo, discutiremos</p><p>um pouco mais a fundo a respeito das competências de licenciamento ambiental, as fases que envolvem esse</p><p>processo e as modalidades de licenças comuns existentes no país.</p><p> Saiba mais</p><p>Neste artigo, de título O sistema municipal de meio ambiente no Brasil: avanços e desa�os, os autores</p><p>analisaram as práticas de transparência, informatização e comunicação social nos sites dos Órgãos</p><p>Públicos Estaduais responsáveis pelo licenciamento ambiental em suas jurisdições. A metodologia</p><p>baseou-se na análise de conteúdo dos sites de todos os 26 estados e do Distrito Federal, a partir de um</p><p>checklist de 28 boas práticas. Foram encontrados diversos níveis de implementação de cada boa prática</p><p>analisada. O estudo também mostrou que os sites variam muito em termos de adoção de boas práticas,</p><p>sugerindo, assim, a existência de diferenças signi�cativas na capacidade institucional entre as agências</p><p>estaduais.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Os documentos ambientais têm o objetivo geral de estruturar os impactos ambientais decorrentes de</p><p>determinada atividade e/ou empreendimento, bem como estabelecer os meios de controle, amenização e</p><p>mitigação desses impactos. No Brasil, esses documentos são conhecidos como estudos, planos e programas</p><p>ambientais, cada qual com sua �nalidade, aplicação e utilização especí�ca, conforme as características do</p><p>projeto e/ou empreendimento. Nesse contexto, nesta unidade, serão discutidas as diferenças entre os</p><p>Aula 3</p><p>ESTUDO EM PROCESSOS DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Os documentos ambientais têm o objetivo geral de estruturar os impactos ambientais decorrentes de</p><p>determinada atividade e/ou empreendimento, bem como estabelecer os meios de controle, amenização</p><p>e mitigação desses impactos.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 10/25</p><p>https://www.scielo.br/j/sausoc/a/HkvXK6Yzg39hD6pwYWmkY7G/abstract/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/sausoc/a/HkvXK6Yzg39hD6pwYWmkY7G/abstract/?lang=pt</p><p>estudos, planos e programas ambientais e qual a aplicabilidade e relação com o processo de licenciamento</p><p>ambiental. Também serão apresentados exemplos de documentos agrupados em cada uma dessas</p><p>modalidades.</p><p>ESTUDO, PLANOS E PROGRAMAS AMBIENTAIS</p><p>Estudos, planos e programas ambientais são comumente citados como o mesmo tipo de documento e com a</p><p>mesma �nalidade. Porém, torna-se fundamental distingui-los quanto ao momento em que podem ser</p><p>solicitados, bem como a função básica diante da proteção dos recursos naturais.</p><p>Um estudo ambiental é um documento de orientação para medir e atingir a conformidade com os requisitos</p><p>de proteção e mitigação ambiental de um projeto, que normalmente são requisitos para</p><p>autorizações/aprovações de projetos. Os documentos contidos no estudo ambiental podem ser apresentados</p><p>no estágio de planejamento e aprovação do projeto para informar às agências reguladoras que o proponente</p><p>concordou em seguir estratégias de gerenciamento para evitar e mitigar os impactos ambientais durante as</p><p>obras do projeto (SÁNCHEZ, 2012). De forma geral, o estudo ambiental é requisitado pelo órgão ambiental</p><p>como uma etapa necessária à obtenção da Licença Prévia (LP).</p><p>Dentro desta categoria, estão:</p><p>Estudo de Impacto Ambiental (EIA).</p><p>Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).</p><p>Relatório Ambiental Simpli�cado.</p><p>Estudo Ambiental Preliminar.</p><p>Relatório Ambiental Preliminar.</p><p>etc.</p><p>Para a elaboração do estudo, é comum que o órgão ambiental emita um Termo de Referência (TR), que servirá</p><p>como roteiro básico para nortear o trabalho a ser executado (SÁNCHEZ, 2012).</p><p>Por outro lado, os programas ou planos ambientais consistem em documentos que trazem um conjunto de</p><p>medidas a serem adotadas visando a minimização e/ou mitigação dos impactos ambientais relacionados a</p><p>atividade/empreendimento (SÁNCHEZ, 2012). Em suma, os programas ou planos ambientais consistem em um</p><p>conjunto de diretrizes destinado a: garantir que os proponentes assumam a responsabilidade primária pela</p><p>implementação dos compromissos ambientais; formar uma base para decisões estatutárias sobre o</p><p>prosseguimento ou não de uma proposta; determinar a base para o gerenciamento e monitoramento</p><p>ambiental contínuo, caso o desenvolvimento prossiga (BARSANO; BARBOSA, 2014). A execução do programa é</p><p>a aplicação prática do que foi planejado previamente. Geralmente, tal execução é realizada de forma</p><p>concomitante à atividade licenciada, podendo ser posterior, de acordo com a situação.</p><p>Nesse contexto, são considerados programas/planos ambientais:</p><p>Plano Básico Ambiental (PBA).</p><p>Plano de Controle Ambiental (PCA).</p><p>Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS).</p><p>Plano de Monitoramento Ambiental.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 11/25</p><p>Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).</p><p>Programa de Compensação Ambiental.</p><p>Programa de Educação Ambiental (PEA).</p><p>Com base na constatação da avaliação de impacto, os planos e programas são elaborados para minimizar os</p><p>impactos adversos e enumerar várias etapas a serem tomadas para a melhoria do ambiente (BORTOLOTI,</p><p>2015). Os</p><p>planos e programas auxiliam na formulação, implementação e monitoramento de parâmetros</p><p>ambientais durante o comissionamento do projeto. Consiste em ferramentas que visam garantir um ambiente</p><p>seguro e limpo. Um projeto pode ter identi�cado medidas de mitigação adequadas, mas, sem um plano de</p><p>manejo para executá-lo, os resultados desejados podem não ser obtidos. O plano de gestão prevê a</p><p>implementação adequada de medidas de mitigação para reduzir os impactos adversos decorrentes das</p><p>atividades do projeto (CURI, 2012).</p><p>ESTUDO E RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA/RIMA)</p><p>O instrumento previsto no Brasil para licenciamento de empreendimentos que possam ter impacto ambiental,</p><p>desde 1986, por decisão do CONAMA, é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que precede o Relatório de</p><p>Impacto Ambiental (RIMA) (CONAMA, 1986).</p><p>Tendo como ponto de partida um diagnóstico socioeconômico e ambiental, o EIA/RIMA faz um prognóstico</p><p>das consequências do trabalho e sugere medidas para minimizar os impactos negativos e maximizar os</p><p>positivos.</p><p>O EIA e o RIMA são documentos complementares, razão pela qual são sempre mencionados em conjunto.</p><p>Enquanto o EIA é um conjunto de laudos técnicos destinados a instruir o processo de licenciamento, o RIMA é</p><p>o documento que reproduz as conclusões do EIA, porém, em linguagem acessível e fácil. O objetivo da RIMA é</p><p>informar o público comum, com um linguajar simples e acessível à sociedade.</p><p>Em síntese, o documento mais importante em todo o processo que envolve a Avaliação de Impacto Ambiental</p><p>é o EIA. Sobre essa base serão tomadas as principais decisões sobre a viabilidade ambiental de um projeto, a</p><p>necessidade de medidas mitigadoras ou compensatórias, o tipo e o alcance dessas medidas. Como o processo</p><p>de EIA é aberto ao público, pode ser usado como ponto de partida para negociações entre o empreendedor, o</p><p>governo e outras partes interessadas (SÁNCHEZ, 2008).</p><p>Nessa perspectiva, o EIA deve ser contemplado considerando uma sequência de etapas lógicas e</p><p>interconectadas, em que os resultados obtidos em uma fase interferem diretamente na fase subsequente.</p><p>Dentro desse plano de trabalho, propõe-se o desenvolvimento das atividades em uma cadeia ou sequência</p><p>lógica ou orgânica, considerando as cumulatividades e sinergia existentes entre os processos (SÁNCHEZ,</p><p>2008).</p><p>Resumidamente, é necessário que o EIA apresente no seu escopo (CONAMA, 1986):</p><p>Todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, considerando, dentro desse item, a</p><p>possibilidade de não execução do projeto.</p><p>A identi�cação e a avaliação dos impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da</p><p>atividade.</p><p>Os limites espaciais quanto às áreas direta ou indiretamente afetadas pelos impactos, denominadas</p><p>áreas de in�uência do projeto.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 12/25</p><p>Os planos e programas governamentais, propostos e em implantação, na área de in�uência do projeto e</p><p>sua compatibilidade.</p><p>A Figura 1 sintetiza o escopo contemplado pelo EIA.</p><p>Figura 1 | Fluxograma do EIA</p><p>Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Um EIA de boa qualidade requer estudos robustos para estabelecer uma base para decisões �rmadas em</p><p>evidências (RINCÃO; TRIGUEIRO, 2018). É necessário de�nir claramente a pegada do empreendimento,</p><p>identi�cando quais áreas provavelmente serão impactadas pelo projeto (SÁNCHEZ, 2008).</p><p>O objetivo do EIA é garantir que os tomadores de decisão considerem os impactos ambientais ao decidir se</p><p>devem ou não prosseguir com qualquer projeto que possa alterar o ambiente natural de um local – como a</p><p>construção de uma fábrica, estrada ou barragem, por exemplo. Em alguns casos, o documento pode levar à</p><p>rejeição total de um projeto ou proposta, mas seu objetivo principal é mitigar os impactos ambientais</p><p>enquanto permite o desenvolvimento econômico. Apesar de, em alguns casos, o EIA estar em condições de</p><p>identi�car os principais impactos ambientais potenciais, na prática, não é incomum que sua in�uência na</p><p>tomada de decisão seja limitada (SÁNCHEZ, 2008).</p><p>PROGRAMAS E PLANOS AMBIENTAIS</p><p>Os impactos ambientais diagnosticados durante a etapa de planejamento, instalação e operação de uma</p><p>atividade e/ou empreendimento devem ser  mitigados ao longo desse período (SÁNCHEZ, 2008). As medidas</p><p>de mitigação fornecem um sistema para reduzir, evitar ou compensar as potenciais consequências ambientais</p><p>adversas das atividades de desenvolvimento. Seu objetivo é maximizar os benefícios do projeto e minimizar os</p><p>impactos indesejáveis (SÁNCHEZ, 2008). Tais medidas de mitigação podem assumir a forma de medidas</p><p>preventivas, corretivas ou compensatórias.</p><p>No Brasil, as diretrizes estabelecidas para as medidas de mitigação são comumente apresentadas em forma</p><p>de Planos e Programas Ambientais. Esses documentos, especí�cos para cada tipo de impacto, fornecem uma</p><p>estrutura que apresenta, dentre outros pontos, os impactos avaliados, as medidas de controle e mitigação,</p><p>plano de execução e, ainda, o cronograma de implementação (CURI, 2012).</p><p>Dentro das legislações vigentes sobre essa pauta, há inúmeros documentos que apresentam a �nalidade</p><p>descrita no parágrafo anterior. Dentre os mais conhecidos, destaca-se (SÁNCHEZ, 2008; CURI, 2012):</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 13/25</p><p>Plano de Controle Ambiental – PCA: exigido pela Resolução CONAMA nº 009/90 (CONAMA, 1990), o PCA é</p><p>um documento que estabelece e propõe medidas mitigadoras para os impactos ambientais identi�cados</p><p>na etapa de planejamento e instalação do empreendimento. Costuma ser solicitado após a emissão da</p><p>Licença Prévia (LP) do empreendimento. O PCA deve ser claro e conciso, expondo de maneira objetiva</p><p>quais medidas mitigadoras deverão ser adotadas para os impactos ambientais anteriormente</p><p>identi�cados.</p><p>Programa de Educação Ambiental – PEA: amparado pela Política Nacional de Educação Ambiental</p><p>(BRASIL, 1999), o PEA constitui uma prática educativa entre o empreendimento e a comunidade direta ou</p><p>indiretamente afetada, com intuito de sensibilizá-los em relação a práticas sustentáveis, o uso de</p><p>recursos naturais e, ainda, sobre suas atividades operacionais e os impactos ambientais dela</p><p>decorrentes.</p><p>Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS: seguindo as diretrizes estabelecidas pela Política</p><p>Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, 2010), o PGRS é empregado pelos empreendimentos com o</p><p>objetivo de avaliar as práticas existentes de gerenciamento de resíduos sólidos, avaliar as opções e</p><p>alternativas disponíveis para o futuro gerenciamento de resíduos sólidos e, ainda, estabelecer as etapas</p><p>de implementação necessárias. Mais do que uma necessidade legal, o PGRS é uma importante</p><p>ferramenta de gestão de recursos econômicos e ambientais.</p><p>Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD: estabelecido desde a década de 1980, por meio do</p><p>Decreto nº 97.632 (BRASIL, 1989), o PRAD consiste em um documento onde se estabelecem as diretrizes,</p><p>metodologias, materiais e todo detalhamento necessário para restaurar e/ou recuperar uma</p><p>determinada área degradada por uma atividade/empreendimento. Toda formulação do PRAD deve ser</p><p>elaborada conforme as diretrizes estabelecidas pela Instrução Normativa nº 11/2014, do Instituto Chico</p><p>Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio, 2014).</p><p>O conteúdo dos Programas e Planos Ambientais e o leque de possibilidades a serem implementadas para</p><p>fazer mitigar os impactos ambientais estão diretamente ligados ao porte do projeto e à sensibilidade da área</p><p>direta e indiretamente afetada. Os planos e programas ambientais, portanto, devem fornecer aos tomadores</p><p>de decisão e à população todos os dados analíticos necessários, garantindo</p><p>que as partes envolvidas tenham</p><p>pleno conhecimento e acesso ao conteúdo, à forma de abordagem e da implementação do que está sendo</p><p>proposto.</p><p>VIDEO RESUMO</p><p>O Brasil adota uma estrutura sistemática para determinar e mitigar o impacto potencial de qualquer novo</p><p>desenvolvimento no meio ambiente. Em geral, os projetos de desenvolvimento devem passar por um</p><p>processo de avaliação completo, que aborda o impacto potencial e a propulsão de medidas compensatórias e</p><p>mitigadoras, por meio de estudos ambientais. Todo esse processo é norteado por documentos exigidos pelos</p><p>órgãos ambientais competentes que podem ser agrupados como estudos e planos/programas ambientais.</p><p>Neste vídeo, discutiremos um pouco mais a fundo a diferença entre estudos e planos/programas ambientais,</p><p>dando exemplos de cada um deles e, ainda, em que fase do processo de licenciamento, comumente, eles são</p><p>exigidos.</p><p> Saiba mais</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 14/25</p><p>Neste artigo, de título A e�cácia das medidas de recuperação ambiental implantadas em minas de</p><p>calcário para cimento, os autores analisaram a e�cácia das medidas de recuperação ambiental</p><p>implantadas em nove minas de calcário. Utilizou-se o procedimento desenvolvido por Sánchez (2008),</p><p>que envolve: (i) realização de inspeções técnicas, apoiadas por um roteiro fundamentado nas boas</p><p>práticas internacionais e nacionais relacionadas à recuperação ambiental em minas, (ii) classi�cação das</p><p>evidências encontradas (prática totalmente aplicada ou adaptada satisfatoriamente, parcialmente</p><p>aplicada, não aplicada ou não se aplica), e (iii) cálculo de índices de conformidade.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O processo de licenciamento ambiental considera aspectos legais e regulamentares, bem como as normas</p><p>técnicas aplicáveis a cada caso. Somado a isso, também consiste em um processo descentralizado: isso</p><p>signi�ca que, segundo aspectos variados, como o tipo de atividade envolvida, tamanho da infraestrutura,</p><p>localização, tipo de operação, extensão dos impactos ambientais, entre outros, o próprio processo, a</p><p>�scalização e concessão das licenças serão realizados por um órgão governamental municipal, estadual ou</p><p>federal. Nesta aula, serão discutidas isoladamente cada uma das etapas que compõem o licenciamento</p><p>ambiental brasileiro, bem como os trâmites, processos e documentos que podem vir a ser solicitados em cada</p><p>uma das fases do licenciamento.</p><p>LICENÇA PRÉVIA</p><p>De acordo com a Resolução CONAMA nº 237 (CONAMA, 1997), a apresentação do processo de licenciamento</p><p>ambiental inicia-se com um registo online no qual, além de outros requisitos, o responsável pelo processo</p><p>deve informar a localização geográ�ca, coordenadas da operação e preencher os formulários a submeter.</p><p>Depois de receber con�rmação da submissão, inicia-se o Licenciamento Prévio (LP).</p><p>Um dos primeiros requisitos é a elaboração de um Termo de Referência (TR), uma proposta de diretrizes para</p><p>a elaboração de estudos ambientais, como o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental</p><p>(EIA/RIMA) (SÁNCHEZ, 2012) O TR deve ser apresentado ao órgão governamental – no caso de processos de</p><p>licenciamento federal, essa incumbência é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais</p><p>Renováveis (IBAMA). Nesse ponto, a TR é discutida/analisada pelo órgão ambiental, bem como pelos demais</p><p>órgãos governamentais, cujo envolvimento se faça necessário. Nessa fase, podem ser sugeridas alterações e,</p><p>caso o TR seja aprovado, o proponente deverá publicar em jornais e outros meios de comunicação o início do</p><p>processo ambiental e os estudos da atividade, de acordo com a Lei (BRASIL, 1981).</p><p>Aula 4</p><p>LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AIA</p><p>O processo de licenciamento ambiental considera aspectos legais e regulamentares, bem como as</p><p>normas técnicas aplicáveis a cada caso.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 15/25</p><p>https://www.scielo.br/j/rem/a/9TP5bv9PCh7Rf8K4jXmKH4q/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rem/a/9TP5bv9PCh7Rf8K4jXmKH4q/?lang=pt</p><p>A Licença Prévia poderá ter uma validade de, no máximo, cinco anos e deve ser solicitada ao órgão ambiental</p><p>competente quando se planeja a implantação, modi�cação ou ampliação de um empreendimento, indústria</p><p>ou qualquer outra atividade potencialmente poluidora (BRASIL, 2008). Essa licença não autoriza a instalação</p><p>do projeto, mas avalia a viabilidade ambiental do projeto e, caso o pedido esteja de acordo com a legislação e</p><p>exigências ambientais, autoriza sua localização e concepção tecnológica. A primeira etapa é a submissão dos</p><p>estudos ambientais - como, por exemplo, o EIA/RIMA.</p><p>O EIA é um relatório técnico/cientí�co, enquanto o RIMA é um documento de consulta pública com o objetivo</p><p>de levar o tema à comunidade local por meio de informações simples e linguagem objetiva (CONAMA, 1986).</p><p>Os resultados e conclusões de ambos os relatórios devem estar disponíveis para a população de forma</p><p>impressa e digitalizada, bem como enviada às demais repartições públicas envolvidas, relacionadas no</p><p>Quadro 1. Além disso, é marcada uma data para apresentar o estudo ambiental e o projeto da atividade</p><p>proposto à comunidade em audiência pública situada nas proximidades da área afetada, com a presença de</p><p>parcela signi�cativa da população local, organizações não-governamentais e demais interessados, inclusive a</p><p>mídia, estudantes e empreendedores (CONAMA, 1986). Todas as reclamações, reservas e questões levantadas</p><p>na reunião devem ser respondidas em um prazo de�nido e devem ser novamente apresentadas à população</p><p>(SÁNCHEZ, 2012).</p><p>Quadro 1 | Exemplo de agências governamentais envolvidas no processo federal de licenciamento ambiental no Brasil</p><p>Abreviação Órgão Descrição</p><p>ANA Agência Nacional das Águas</p><p>Determinação e concessão de autorização para</p><p>uso de água de acordo com a superfície de</p><p>distribuição e mediar seus múltiplos usos.</p><p>FUNAI Fundação Nacional dos Índios</p><p>Análise e avaliação de impactos causados pela</p><p>atividade em terras pertencentes aos</p><p>nativos/comunidades indígenas.</p><p>IPHAN</p><p>Instituto do Patrimônio Histórico e</p><p>Artístico Nacional</p><p>Análise e avaliação da existência de</p><p>bens/pertences protegidos, identi�cados na área</p><p>de in�uência direta da atividade.</p><p>ICMBio</p><p>Instituto Chico Mendes de</p><p>Conservação da Biodiversidade</p><p>Análise e procedimentos para solicitações e</p><p>concessão de Autorização para Licenciamento</p><p>Ambiental em áreas protegidas.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Após análise e deliberação dos órgãos consultados, cabe ao órgão ambiental a deliberação sobre a emissão</p><p>ou não da LP.</p><p>LICENÇA DE INSTALAÇÃO</p><p>Passada a fase da Licença Prévia, temos a �gura da Licença de Instalação (LI). A etapa de LI visa autorizar o</p><p>início da instalação de determinada atividade. Tal condição é obtida desde que o proponente atenda a todas</p><p>as condições pré-estabelecidas e aprovadas anteriormente pelo órgão ambiental (CONAMA, 1986). Na fase da</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 16/25</p><p>Licença de Instalação, o projeto executivo é analisado. Ele traz mais detalhes que o projeto básico (utilizado</p><p>para aprovar a LP).</p><p>Cabe, entretanto, compreender uma diferença básica (SÁNCHEZ, 2012):</p><p>Projeto Básico: reúne os elementos que de�nem a obra, o serviço ou o complexo de obras e serviços que</p><p>fazem parte do empreendimento. O objetivo é de�nir com precisão as características básicas do</p><p>empreendimento e o desempenho almejado na obra para que seja possível estimar o custo e o prazo de</p><p>execução. É uma fase caracterizada por estudos preliminares, anteprojeto,</p><p>estudos de viabilidade técnica</p><p>e econômica, além da avaliação do impacto ambiental.</p><p>Projeto Executivo: etapa posterior que consiste no conjunto dos elementos necessários e su�cientes para</p><p>a execução completa da obra ou do serviço, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas</p><p>(ABNT). Os componentes da obra, como materiais descritivos, cálculos estruturais, desenhos,</p><p>especi�cações técnicas e executivas, cronograma e planilhas de orçamento, são reunidos no projeto</p><p>executivo. A partir do Projeto Executivo podem ser feitas de�nições mais factíveis sobre a</p><p>compatibilização da instalação com as normas ambientais.</p><p>No caso da Licença de Instalação, muitas vezes, planos e programas especí�cos são solicitados durante a</p><p>tramitação do processo através da emissão de Termos de Exigência ou Termos de Referência.</p><p>Ao �nal da tramitação da LI, e se o pedido for deferido, a licença será expedida com uma validade de, no</p><p>máximo, seis anos, nos quais órgão ambiental terá:</p><p>Autorizado o empreendedor a iniciar as obras.</p><p>Dado aceite as previstas nas etapas anteriores seus detalhamentos e respectivos cronogramas de</p><p>implementação.</p><p>Veri�cado o atendimento das condicionantes determinadas na licença prévia.</p><p>Estabelecidos todos os parâmetros de controle, com vistas a garantir que a fase de implantação do</p><p>empreendimento obedecerá aos padrões de qualidade ambiental estabelecidos em lei ou regulamentos.</p><p>Fixadas as condicionantes da licença de instalação (medidas mitigadoras e/ou compensatórias).</p><p>É comum que, no documento em que consta a Licença de Instalação, haja um grupo com informações gerais e</p><p>outro com informações especí�cas. Nas condições gerais, constam informações mais básicas que,</p><p>provavelmente, constam em todas as licenças emitidas pelo órgão, independentemente do tipo de</p><p>empreendimento. São instruções sobre: publicação em periódico; obrigatoriedade de a�xação de placa na</p><p>obra; instruções sobre a eventual necessidade de renovação da licença etc. Já nas condições especí�cas, os</p><p>responsáveis pela emissão da LI estabeleceram as questões particulares do empreendimento que deverão ser</p><p>observadas, tais como a execução dos programas que constam do PBA - Plano Básico Ambiental e seus</p><p>respectivos relatórios de execução; apresentação de um Termo de Responsabilidade Técnica etc. (CURI, 2012).</p><p>LICENÇA DE OPERAÇÃO</p><p>A Licença de Operação deve ser solicitada antes de iniciar a atividade proposta, pois dá permissão para iniciar</p><p>a execução diária da atividade proposta (CONAMA, 1986).</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 17/25</p><p>A Licença de Operação é, portanto, o ato conclusivo pelo qual o órgão licenciador autoriza o início das</p><p>atividades, após a veri�cação do correto cumprimento dos dispostos na LP e LI através dos mecanismos de</p><p>controle e monitoramento. Na prática, depois de obtida a Licença de Instalação e concluída a obra, o</p><p>empreendedor dará entrada no pedido de Licença de Operação junto ao órgão ambiental para que possa</p><p>iniciar a atividade cuja viabilidade ambiental foi atestada na Licença Prévia.</p><p>Em ordem de obter a LO, exige-se uma série de relatórios, descrevendo a mitigação ambiental e suas</p><p>medidas, incluindo aquelas que não foram mencionadas ou não foram detalhadas com precisão durante o</p><p>processo de Licença de Instalação. Visitas de inspeção podem ocorrer nessa fase (SÁNCHEZ, 2012).</p><p>Essa Licença de Funcionamento somente será concedida após a vistoria de todos os detalhes envolvidos com</p><p>a atividade proposta e seu projeto. Nessa fase, será veri�cado se todos os requisitos exigidos pelo órgão</p><p>ambiental competente e outros órgãos legais ambientais durante a Licença de Instalação, e também nas</p><p>licenças anteriores, foram atendidos e como serão as medidas de mitigação projetadas.</p><p>Segundo a Cartilha de Licenciamento Ambiental (BRASIL, 2004), a licença de operação, cuja validade máxima é</p><p>de dez anos, possui três características básicas:</p><p>1. é concedida após a veri�cação, pelo órgão ambiental, do efetivo cumprimento das condicionantes</p><p>estabelecidas nas licenças anteriores (prévia e de instalação);</p><p>2. contém as medidas de controle ambiental (padrões ambientais) que servirão de limite para o</p><p>funcionamento do empreendimento ou atividade;</p><p>3. especi�ca as condicionantes determinadas para a operação do empreendimento, cujo cumprimento é</p><p>obrigatório, sob pena de suspensão ou cancelamento da operação. (BRASIL, 2004)</p><p>Essa licença é válida por um período de quatro a dez anos. Isso signi�ca que os responsáveis pela própria</p><p>atividade têm entre quatro e dez anos para cursar, do berço ao túmulo, todas as etapas dos processos para</p><p>atender à legislação ambiental e seus requisitos (CURI, 2012).</p><p>Há, porém, questões importantes que precisam ser abordadas ao tratarmos dos detalhes da Licença de</p><p>Operação. As controvérsias mais comuns dizem respeito a pendências relacionadas aos licenciamentos</p><p>anteriores e que podem inviabilizar a entrada em operação do empreendimento, ainda que esteja com suas</p><p>obras �nalizadas (SÁNCHEZ, 2012). Na fase de LP, o empreendedor precisará apresentar os projetos</p><p>preliminares e os estudos de impactos ambientais solicitados. Para a próxima fase, �carão condicionantes e</p><p>observações a serem analisadas durante a tramitação do pedido de Licença de Instalação, tais como a</p><p>apresentação de planos e programas que deverão ser implementados durante as obras. Para a fase da</p><p>Licença de Operação, restará a comprovação do �el cumprimento de todas as exigências das licenças</p><p>anteriores, em um trabalho de “comparação” entre o que foi acertado durante os licenciamentos anteriores e</p><p>o que de fato foi realizado (além da de�nição de padrões de qualidade ambiental que deverão ser seguidos na</p><p>operação). Daí resulta a ocorrência das controvérsias das quais tratamos anteriormente: condicionantes que</p><p>não foram cumpridas; impactos ambientais que não haviam sido previstos; irregularidades durante a</p><p>instalação do empreendimento; entre outras situações (SÁNCHEZ, 2012).</p><p>VIDEO RESUMO</p><p>O Brasil possui um sistema promissor de avaliação de atividades potencialmente perigosas nas quais os</p><p>aspectos ambientais, civis e econômicos são analisados como um todo e os benefícios são discutido</p><p>juntamente com os danos causados ao meio ambiente. Neste vídeo, discutiremos um pouco mais a fundo as</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 18/25</p><p>etapas que envolvem o processo de licenciamento ambiental brasileiro, compreendendo os conceitos e</p><p>aplicação de Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação.</p><p> Saiba mais</p><p>A perspectiva de uma avaliação multidisciplinar, que considere os impactos da modi�cação do meio</p><p>ambiente sobre a saúde da população, durante a implantação de projetos de desenvolvimento</p><p>potencialmente poluidores, é incipiente no Brasil. Considerando o cenário de grandes empreendimentos</p><p>no país, ampliar o olhar sobre a relação saúde-ambiente a partir dos processos sociais e econômicos de</p><p>desenvolvimento, visando projetos ecologicamente sustentáveis, é uma estratégia fundamental. O artigo</p><p>Licenciamento ambiental de grandes empreendimentos: conexão possível entre saúde e meio ambiente,</p><p>explora o debate sobre as relações entre o modelo de desenvolvimento vigente, os riscos, o ambiente e a</p><p>saúde e discute a importância da participação do setor da saúde nos processos de licenciamento</p><p>ambiental, instrumento da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA).</p><p>AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL E SUA INTERFACE COM O LICENCIAMENTO AMBIENTAL</p><p>Basicamente, o processo de Licenciamento Ambiental no Brasil deve obedecer a quatro etapas: 1)</p><p>Apresentação do processo; 2) Licença Prévia; 3) Licença de Instalação e 4) Licença de</p><p>Operação (CONAMA,</p><p>1997).</p><p>O processo de (1) e (2) descritos no parágrafo anterior são de�nidos por meio de estudos que envolvem a</p><p>Avaliação dos Impactos Ambientais. No Brasil, os principais documentos utilizados para essa �nalidade são o</p><p>Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).</p><p>A complexidade de um relatório de EIA é revelada pelos tópicos obrigatórios a serem avaliados (SÁNCHEZ,</p><p>2008):</p><p>Diagnóstico Ambiental da área anterior à instalação do empreendimento planejado para a atividade,</p><p>caracterizando aspectos físicos, bióticos, civis e econômicos: solo, subsolo, água, ar, clima, recursos</p><p>minerais, topogra�a, tipos de solo e aptidão, ciclo hidrológico, fauna, �ora, sítios arqueológicos, históricos</p><p>e culturais, etc.</p><p>Análise de Impactos Ambientais do próprio projeto e opções alternativas: identi�cação e interpretação da</p><p>magnitude de prováveis impactos, descrevendo-os como positivos ou negativos, diretos ou indiretos,</p><p>imediatos ou em a médio/longo prazo temporário ou permanente.</p><p>Aula 5</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 19/25</p><p>https://www.scielo.br/j/csc/a/LZ9bv6ngyrMWyLYTJTFQM9H/?lang=pt</p><p>De�nição e elaboração de medidas de mitigação de impactos negativos: incluem equipamentos de</p><p>controle e sistemas de tratamento de resíduos e e�uentes, avaliando a e�ciência de cada um.</p><p>Esquemas de Monitoramento e Supervisão: deve de�nir um programa de monitoramento e supervisão</p><p>dos impactos positivos e negativos, indicando fatores, aspectos e parâmetros estabelecidos.</p><p>O RIMA re�ete as conclusões obtidas no EIA. Deve ser elaborado de forma clara, linguagem de fácil</p><p>compreensão, com �guras, imagens e outros recursos visuais e, no mínimo, deve abordar os seguintes pontos</p><p>(SÁNCHEZ, 2008):</p><p>Objetivos e justi�cação do projeto/atividade, sua relação e compatibilidade com as realidades locais e</p><p>políticas governamentais.</p><p>Descrição do projeto/atividade e suas alternativas tecnológicas/localização destacando o detalhamento</p><p>de cada categoria nas etapas de construção e operação: matéria-prima, mão de obra, recursos</p><p>energéticos, processos/técnicas operacionais, possíveis e�uentes, emissões, resíduos, desperdício de</p><p>energia, ofertas de empregos diretos e indiretos.</p><p>Resultados, de forma resumida, dos estudos de diagnóstico ambiental da área in�uenciada.</p><p>Descrição dos prováveis impactos ambientais decorrentes da instalação e operação da atividade,</p><p>considerando todos os aspectos do projeto.</p><p>Caracterização da qualidade ambiental da área de in�uência.</p><p>Descrição dos efeitos esperados causados pelas medidas propostas para mitigar os impactos negativos,</p><p>citando também aqueles que não podem ser evitados e seus efeitos.</p><p>Programa e esquemas de monitoramento e supervisão dos impactos.</p><p>Recomendações sobre a alternativa mais favorável, conclusão e comentários.</p><p>Cabe ressaltar que a Elaboração do EIA/RIMA, uma vez solicitada, não representa garantia quanto à liberação</p><p>da Licença Prévia e/ou qualquer outra licença necessária para a concepção, instalação e operação de</p><p>atividades e/ou empreendimento.</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>A obtenção da licença ambiental é um procedimento obrigatório para empresas cujas operações possam</p><p>causar danos ao meio ambiente do país. Pela legislação brasileira, a instalação de empreendimento ou</p><p>atividade potencialmente nociva ao meio deve passar por licenciamento ambiental prévio. As legislações</p><p>nacionais relativas ao licenciamento ambiental são de responsabilidade dos governos municipal, estadual e</p><p>federal. Neste vídeo, você conhecerá as etapas do licenciamento, os órgãos responsáveis e as etapas de</p><p>licenciamento ambiental existentes no Brasil.</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>Pela legislação brasileira, a instalação de empreendimento ou atividade potencialmente nociva ao meio</p><p>ambiente deve passar por licenciamento ambiental prévio. As legislações nacionais relativas ao licenciamento</p><p>ambiental são de responsabilidade dos governos municipal, estadual e federal.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 20/25</p><p>Essa obrigação é compartilhada pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e pelo IBAMA (Instituto Brasileiro</p><p>do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), como partes integrantes do SISNAMA (Nacional do Meio</p><p>Ambiente). A competência para licenciar no Brasil é comum entre os entes federados. No geral, a divisão</p><p>dessa competência depende da abrangência dos impactos ambientais, por exemplo: empreendimentos que</p><p>causam degradação ambiental local são de responsabilidade do órgão ambiental municipal; se o impacto for</p><p>além dos limites da cidade, a responsabilidade é do Estado; e se ultrapassar os limites do Estado, a</p><p>responsabilidade é do Governo Federal. Atualmente, não há legislação federal que regule o licenciamento</p><p>ambiental no Brasil. O tema é regulamentado por leis estaduais e municipais e resoluções do Conselho</p><p>Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)</p><p>Normalmente, o processo de avaliação é feito pelo órgão ambiental estadual que estudará os impactos que o</p><p>empreendimento causará ou poderá causar ao meio ambiente, como seu potencial ou capacidade de gerar</p><p>líquidos poluentes (esgotos e águas residuais), resíduos sólidos, emissões atmosféricas, ruídos e os riscos</p><p>potenciais de sua operação, como explosões e incêndios.</p><p>A licença ambiental cria as condições legais para que a atividade ou projeto funcione, causando o menor</p><p>impacto possível ao meio ambiente. Portanto, qualquer alteração deve passar por licenciamento operacional</p><p>com a solicitação de alvará prévio. Para obter informações sobre como tirar a licença de operação, o</p><p>empreendedor deve consultar o órgão ambiental do estado onde o projeto será implantado.</p><p>Existem três tipos de licenças ambientais no Brasil. Cada uma delas corresponde a uma etapa especí�ca do</p><p>processo para obtenção do licenciamento ambiental completo.</p><p>A este respeito, considere que você trabalha em uma empresa que presta serviços de licenciamento</p><p>ambiental. Após contato, um cliente solicitou que lhe fosse explicado qual a necessidade do processo de</p><p>licenciamento ambiental, e quais etapas ele deveria cumprir, para que, de fato, pudesse estabelecer sua</p><p>atividade.</p><p>Diante do exposto, exempli�que ao menos duas condições a que um empreendedor deverá se ater para que</p><p>ele possa obter a Licença Prévia, a Licença de Instalação e a Licença de Operação para estabelecer o seu</p><p>empreendimento.</p><p>RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO</p><p>Para obter a LP de um empreendimento, o empreendedor deve procurar o órgão ambiental competente</p><p>ainda na fase preliminar de planejamento do projeto. Inicialmente, o órgão ambiental de�nirá, com a</p><p>participação do empreendedor, os documentos, projetos e estudos ambientais necessários para dar início ao</p><p>processo de licenciamento. Em seguida, o empreendedor contratará a elaboração dos estudos ambientais,</p><p>que deverão contemplar todos os requisitos determinados pelo órgão licenciador na primeira reunião.</p><p>Concluída a análise, o órgão licenciador emitirá parecer técnico conclusivo e estabelecerá as medidas</p><p>mitigadoras que deverão ser consideradas na implantação do projeto</p><p>A solicitação da LI deve ser dirigida ao mesmo órgão ambiental que emitiu a LP. Ao solicitar a licença de</p><p>instalação, o empreendedor deverá:</p><p>Veri�car o cumprimento das condições estabelecidas na licença anterior.</p><p>Apresentar os planos, programas e projetos ambientais, cronogramas detalhados e sua implementação.</p><p>Fornecer um detalhamento das partes da engenharia de projetos que se relacionam a questões</p><p>ambientais.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394…</p><p>21/25</p><p>Os planos, programas e projetos ambientais serão analisados pelo órgão ambiental responsável e, se</p><p>necessário, por órgãos ambientais de outras esferas do governo. Após essa análise, é elaborado parecer</p><p>pericial com posicionamento favorável ou contrário à concessão da licença de instalação. Após o exame, o</p><p>empresário efetua o pagamento do valor cobrado pela licença para retirá-la.</p><p>Por �m, ao requerer a LO, o empreendedor deverá comprovar ao mesmo órgão ambiental que concedeu a</p><p>licença anterior:</p><p>Implementação de todos os programas ambientais que deveriam ter sido executados durante a vigência</p><p>da LI.</p><p>Implementação do cronograma físico e �nanceiro do projeto de compensação ambiental.</p><p>Cumprimento de todas as condições estabelecidas na concessão da LI.</p><p>Com base em documentos, projetos e estudos solicitados pelo empreendedor, em pareceres de outros órgãos</p><p>ambientais eventualmente consultados e em vistoria técnica no local do empreendimento, o órgão elabora</p><p>parecer técnico sobre a possibilidade de concessão de licença de operação. Conquistada a licença de</p><p>operação, o empreendedor é obrigado a implementar as medidas de controle ambiental e demais</p><p>condicionantes estabelecidas, sob pena de ter a LO suspensa ou cancelada pelo órgão concedente no caso de</p><p>não cumprimento.</p><p>RESUMO VISUAL</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 22/25</p><p>Aula 1</p><p>ÁVILA, R. D.; MALHEIROS, T, F. O sistema municipal de meio ambiente no Brasil: avanços e desa�os. Saúde e</p><p>Sociedade [online]. v. 21, supl. 3, p. 33-47, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-</p><p>12902012000700004  Acesso em: 24 jan. 2023.</p><p>BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Gestão ambiental. São Paulo: Érica, 2014.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus �ns e</p><p>mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, 1981. Disponível em:</p><p>www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm  Acesso em: 12 nov. 2022.</p><p>CONAMA. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe sobre conceitos, sujeição, e procedimento</p><p>para obtenção de Licenciamento Ambiental, e dá outras providências. Brasília, 1997. Disponível em:</p><p>https://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/CONAMA%20237_191297.pdf Acesso em: 11 dez. 2022.</p><p>CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.</p><p>RINCÃO, V. P.; TRIGUEIRO, R. de M. Avaliação do impacto ambiental e licenciamento. Londrina: Editora e</p><p>Distribuidora Educacional S.A., 2018.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: O�cina de Textos, 2008.</p><p>Aula 2</p><p>BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Gestão ambiental. São Paulo: Érica, 2014.</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, 1988.</p><p>BRASIL. Lei Complementar Nº 140, de 08 de dezembro de 2011. Fixa normas para a cooperação entre a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da</p><p>competência comum. Diário O�cial da União, Brasília, DF, 09/12/2011.</p><p>BRASIL. Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas</p><p>derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Brasília, 1998.</p><p>Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm  Acesso em: 24 jan. 2023.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus �ns e</p><p>mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, 1981. Disponível em:</p><p>www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm  Acesso em: 12 nov. 2022.</p><p>CARVALHO FILHO, J. dos S. Manual de Direito Administrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 23/25</p><p>https://doi.org/10.1590/S0104-12902012000700004</p><p>https://doi.org/10.1590/S0104-12902012000700004</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm</p><p>https://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/CONAMA%20237_191297.pdf</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202402/WHITE_LABEL/AVALIACAO_DE_IMPACTOS_AMBIENTAIS/LIVRO/U4/www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm</p><p>CONAMA. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe sobre conceitos, sujeição, e procedimento</p><p>para obtenção de Licenciamento Ambiental, e dá outras providências. Brasília, 1997. Disponível em:</p><p>https://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/CONAMA%20237_191297.pdf  Acesso em: 11 dez. 2022.</p><p>CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.</p><p>FONSECA, A.; RESENDE, L. Boas práticas de transparência, informatização e comunicação social no</p><p>licenciamento ambiental brasileiro: uma análise comparada dos websites dos órgãos licenciadores estaduais.</p><p>Engenharia Sanitaria e Ambiental [online]. v. 21, n. 2, p. 295-306, 2016. Disponível em:</p><p>https://doi.org/10.1590/S1413-41522016146591  Acesso em: 24 jan. 2023.</p><p>RINCÃO, V. P.; TRIGUEIRO, R. de M. Avaliação do impacto ambiental e licenciamento. Londrina: Editora e</p><p>Distribuidora Educacional S.A., 2018.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. 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Estabelecer procedimentos para elaboração, análise, aprovação e acompanhamento da</p><p>execução de Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Perturbada - PRAD, para �ns de cumprimento da</p><p>legislação ambiental. Publicado no DOU, de  12 de dezembro de 2014, Seção 01, página 126. Brasília, 2014.</p><p>26/08/2024, 10:16 wlldd_241_u4_Uni_Int_Ava_Amb</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=JEFERSONFURSEL%40HOTMAIL.COM&usuarioNome=JEFERSON+DOS+SANTOS+FURSEL&disciplinaDescricao=&atividadeId=41394… 24/25</p><p>https://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/CONAMA%20237_191297.pdf</p><p>https://doi.org/10.1590/S1413-41522016146591</p>

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