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<p>Um Apólogo</p><p>Machado de Assis</p><p>Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:</p><p>— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?</p><p>— Deixe-me, senhora.</p><p>— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.</p><p>— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.</p><p>— Mas você é orgulhosa.</p><p>— Decerto que sou.</p><p>— Mas por quê?</p><p>— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?</p><p>— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?</p><p>— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...</p><p>— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...</p><p>— Também os batedores vão adiante do imperador.</p><p>— Você é imperador?</p><p>— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...</p><p>Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:</p><p>— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...</p><p>A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.</p><p>Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:</p><p>— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.</p><p>Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:</p><p>— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.</p><p>Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:</p><p>— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!</p><p>Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.</p><p>1- Marque a alternativa correta:</p><p>a. Um apólogo é uma narrativa alegórica para ocultar uma verdade, em que falam animais ou seres inanimados.</p><p>b. Um apólogo traz uma moral e os personagens todos animais</p><p>c. Um apólogo é um texto longo que representa uma história engraçada</p><p>d. Um apólogo geralmente é uma narrativa breve que traz uma moral ou ensinamento.</p><p>e. Todas as assertivas estão corretas.</p><p>2. Esse texto pode ser considerado:</p><p>a. Uma fábula</p><p>b. Uma parábola</p><p>c. Um apólogo</p><p>d. uma crônica</p><p>e. Uma resenha.</p><p>Leia o texto a seguir:</p><p>Eu sei, mas não devia - por Marina Colasanti (Crônica poética)</p><p>Fevereiro 16, 2019 postado por Raphael Martins</p><p>Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.</p><p>A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.</p><p>A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.</p><p>A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.</p><p>A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.</p><p>A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.</p><p>A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.</p><p>A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.</p><p>A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.</p><p>A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.</p><p>Disponível em: https://viversempressa.com/2020/01/12/eu-sei-mas-nao-devia/ Acesso em 12/05/2020</p><p>Disponível em: https://www.relatosdeumgarotodeoutroplaneta.com/2019/02/eu-sei-mas-nao-devia-por-marina.html Acesso em: 25, mai. 2020.</p><p>3 - São características da crônica:</p><p>a) Publicada em jornal ou revista, destina-se à leitura diária ou semanal, pois trata de acontecimentos</p><p>cotidianos.</p><p>b) Nunca está vinculada aos meios de comunicação como: televisão, jornais, revistas etc.</p><p>c) O cronista ao elaborar a sua crônica, preocupa-se, principalmente, em narrar os fatos exatamente como eles são.</p><p>d) O cronista eficiente é aquele que narra situações banais sob uma ótica popular e sem nenhuma criatividade.</p><p>4– “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia”. A ideia de nos acostumarmos pode ser muito perigosa.</p><p>De acordo com essa afirmativa, assinale a frase que não causa perigo às pessoas:</p><p>a) Esquecer o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.</p><p>b) Pagar mais do que as coisas valem.</p><p>c) À lenta morte dos rios.</p><p>d) Acordar tranquilo e com disposição.</p><p>5 – “Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.” Os estudos indicam que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é plástico. Essas contaminações provocam a morte de uma grande quantidade de peixes.</p><p>Qual a alternativa que melhor explica sobre a mortalidade desses animais:</p><p>a) Aumento dos degelos em regiões brasileiras.</p><p>b) Há uma diminuição na quantidade de oxigênio.</p><p>c) Os lixos aumentam a qualidade de vida aquática.</p><p>d) Os plásticos não são nocivos aos animais aquáticos.</p><p>6 –” A tomar o café correndo porque está atrasado.” A palavra correndo pode ser substituída por vários termos.</p><p>Qual a frase em que a palavra correndo tem sentido literal, isto é, do verbo correr no gerúndio:</p><p>a) Senti um arrepio correndo pelo corpo.</p><p>b) O policial estava correndo os olhos no ambiente.</p><p>c) Sua vida ia correndo em ordem.</p><p>d) O atleta estava correndo pela estrada.</p><p>ANEDOTA: LOROTAS DE PESCADOR (Velha anedotinha)</p><p>Tatiana Belinky</p><p>João e José dois velhos amigos que gostavam de pescar, comparavam suas proezas esportivas, como sempre um procurando superar o outro.</p><p>— Outro dia eu pesquei um bagre — disse João —, e nem queira saber, era o maior bagre que olhos mortais já viram. Pesava pelo menos duzentos quilos.</p><p>— Isso não é nada - respondeu José. — Outro dia eu estava pescando, e adivinhe o que veio pendurado no meu anzol? Uma lâmpada de navio, com uma data gravada nela: A.D. 1392l .Imagine só: cem anos antes da descoberta da América por Cristóvão Colombo.</p><p>E não é só isso: dentro da lâmpada havia uma luz, e ela ainda estava acesa!</p><p>João olhou para a cara de José e ficou calado por um momento. Mas logo sorriu e disse:</p><p>— Olhe aqui, José, vamos entrar num acordo. Eu abato 198 quilos do meu bagre. E você apaga a luz da sua lâmpada, está bem?</p><p>BELINKY, Tatiana. Mentiras... e mentiras. São Paulo: Companhia das letrinhas, 200</p><p>7. No trecho “... e ela ainda estava acesa!”, a exclamação sugere</p><p>(A) coragem. (B) emoção (C) respeito. (D) valorização.</p><p>Leia o texto e responda às questões a seguir.</p><p>O MISTÉRIO</p><p>Cheguei em casa depois de um longo dia no trabalho, estava cansado, apenas passei pela sala e fui para o banheiro. Tirei a roupa e liguei o chuveiro, mas mesmo assim podia ouvir aquelas batidas no vidro. Você sabe, você não estranha batidas no vidro da sua casa, mas quando se mora no terceiro andar, você começa a achar estranho sim.</p><p>Quando saio do banho elas cessaram.</p><p>Acordo e olho no relógio, são 3h14 da manhã, e aquelas mesmas batidas ecoam pelo apartamento, não sei de onde elas vêm. Volto a dormir.</p><p>Chego em casa às 23h00 de sexta, só quero ir para minha cama, a happy hour com os amigos foi ótima.</p><p>Saio do chuveiro e vou para a cama, ligo a TV, o que dá certa claridade para o quarto todo. As batidas começam.</p><p>Cansado de tudo aquilo, dou um pulo da cama e saio em direção a todas as janelas do apartamento. Não acho nada.</p><p>Volto para a cama, me deito e percebo que elas param. Elas voltam.</p><p>Foi só nesse momento que percebi que as batidas vinham do lugar que eu não olhei: o espelho.</p><p>Fonte:https://fanfiction.com.br/historia/510931/Pequenos_contos_de_Terror/capitulo/1/ (Acesso por Tudo Sala de Aula em: 26/12/2023)</p><p>8. Qual é a principal finalidade do texto?</p><p>a) Entreter o leitor com uma narrativa misteriosa.</p><p>b) Instruir sobre como lidar com barulhos noturnos.</p><p>c) Apresentar a rotina diária do protagonista do texto.</p><p>d) Argumentar um ponto de vista sobre um evento.</p><p>9. Com base na perspectiva adotada na narrativa, identifique o tipo de narrador empregado.</p><p>a) Narrador personagem – pois o protagonista da história é quem narra os eventos.</p><p>b) Narrador observador – pois um observador externo relata os acontecimentos sem participar da trama.</p><p>c) Narrador onisciente – já que o narrador possui conhecimento total das emoções dos personagens.</p><p>d) Narrador observador – pois a narrativa é restrita ao ponto de vista de um personagem específico.</p><p>10. Assinale a opção em que a palavra destacada não está adequadamente associada ao sentido estabelecido.</p><p>a) “Cheguei em casa depois de um longo dia...” (Tempo)</p><p>b) “... estava cansado, apenas passei pela sala...” (Exclusividade)</p><p>c) “Saio do chuveiro e vou para a cama...” (Adição)</p><p>d) “... passei pela sala e fui para o banheiro.” (Finalidade)</p><p>Leia o texto informativo abaixo que fala sobre o gênero horóscopo para resolver às questões 11 -12:</p><p>O horóscopo</p><p>O horóscopo é uma tradição que crê na relação entre os corpos celestes e a data de nascimento das pessoas? Independente de acreditar-se ou não nessa possível relação, o fato é que o horóscopo, enquanto um gênero textual do cotidiano, faz-se presente em nossa cultura e pode exercer grande influência na vida de algumas pessoas. Todos os dias lemos os mais diferentes textos. O horóscopo é um texto injuntivo e que tem como principal finalidade apresentar a previsão dos astros para cada signo.</p><p>11. Sendo o texto, o horóscopo continua sendo um gênero muito lido pelas pessoas e que pode ser encontrado em</p><p>a) cartazes, embalagens, revistas e receitas. b) embalagens, cartazes, anúncios e revistas.</p><p>c) cardápios, e-mails, cartazes e outdoors. d) jornais, revistas, sites e programas de rádio.</p><p>12. Como você descobriu pela leitura do texto, o horóscopo é um texto injuntivo e tem como finalidade principal apresentar as previsões dos astros para cada signo. O gênero abaixo muito semelhante ao horóscopo na sua finalidade é</p><p>a) a bula de remédio. b) a receita culinária. c) o manual de instrução. d) a previsão do tempo.</p><p>Sagitário (22/11 a 21/12)</p><p>Previsão do dia</p><p>23/11/2020</p><p>Você anda cheia de boas ideias, acredite nelas. No amor, não tenha pressa em tomar decisões, o momento pede calma, reflexão e ponderação. Nas amizades, não dê muita atenção aquelas pessoas que só sabem fazer críticas, o mais importante no momento é ser feliz. Deixe fluir sua criatividade e não censure demais suas ideias.</p><p>13. Uma única palavra indica que a previsão ao lado é para uma pessoa do sexo feminino. Esta palavra é</p><p>a) "Você" b) "calma" c) "tenha" d) "cheia"</p><p>14. Os gêneros horóscopo e autoajuda são parecidos porque</p><p>a) o horóscopo e a literatura de autoajuda são textos para pessoas inseguras e indecisas .</p><p>b) o horóscopo e a literatura de autoajuda servem para enganar pessoas que estão se sentindo desorientadas.</p><p>c) o horóscopo e a literatura de autoajuda possuem um papel de aconselhar, de apontar caminhos.</p><p>d) o horóscopo e a literatura de autoajuda são procurados por pessoas supersticiosas e depressivas.</p><p>15. No trecho: "... Deixe fluir sua criatividade e não censure demais suas ideias.", a palavra em destaque estabelece ideia de</p><p>a) oposição. b) alternância. c) adição. d) intensidade.</p><p>Leia ou cante a música abaixo e responda às questões 16 – 29.</p><p>MINHA VIDA</p><p>Canção de Lulu Santos</p><p>Quando eu era pequeno</p><p>Eu achava a vida chata</p><p>Como não devia ser</p><p>Os garotos da escola</p><p>Só a fim de jogar bola</p><p>E eu queria ir tocar guitarra na TV</p><p>Aí veio a adolescência</p><p>E pintou a diferença</p><p>Foi difícil de esquecer</p><p>A garota mais bonita</p><p>Também era a mais rica</p><p>Me fazia de escravo do seu bel-prazer</p><p>Quando eu sair de casa</p><p>Minha mãe me disse</p><p>Baby, você vai se</p><p>arrepender</p><p>Pois o mundo lá fora</p><p>Num segundo te devora</p><p>Dito e feito</p><p>Mas eu não dei o braço a torcer</p><p>Hoje eu vendo sonhos</p><p>Ilusões de romance</p><p>Te toco, minha vida</p><p>Por um troco qualquer</p><p>É o que chamam de destino</p><p>Eu não vou lutar com isso</p><p>Que seja assim enquanto é</p><p>Fonte: https://www.letras.mus.br/</p><p>16. A música "Minha Vida" de Lulu Santos é uma reflexão sobre a vida do cantor desde a infância até a vida adulta. A letra dessa música descreve</p><p>a) seus desejos por coisas banais e pouco valorizadas pela maioria das pessoas.</p><p>b) suas experiências, bem como suas perspectivas em relação ao mundo e ao futuro.</p><p>c) suas relações amorosas não correspondidas, bem como sua vivência de amargura.</p><p>d) seus encantos amorosos e sua situação familiar repleta de desventuras.</p><p>17. A música é uma manifestação cultural de um povo, em determinada época ou região. Ela é considerada um veículo comunicativo para expressar sentimentos. Assim sendo, observando a letra dessa música, qual expressão abaixo melhor representa o tema exposto por ela?</p><p>a) A busca pela felicidade e realização pessoal.</p><p>b) A importância dos relacionamentos amorosos.</p><p>c) A necessidade de autodescoberta e aceitação.</p><p>d) A importância de se conhecer e de se amar como você é.</p><p>18. Lulu Santos é um dos maiores nomes da música brasileira desde a década de 80. Na composição “Minha Vida”, observando os elementos textuais empregados, é possível concluir que o texto tem um caráter</p><p>a) argumentativo. b) descritivo. c) narrativo. d) injuntivo.</p><p>19. No desfecho da história da música apresentada pelo autor, o eu lírico</p><p>a) relembra acontecimentos da infância. b) se casa com o amor da adolescência.</p><p>c) realiza seu sonho de criança. d) se torna um vendedor.</p><p>20. A letra da música de Lulu Santos apresenta uma oposição de ideias nos versos “Dito e feito / mas eu não dei o braço a torcer”. A relação de causa e consequência que justifica essa oposição de ideias é:</p><p>a) Ao sair de casa, o eu lírico passaria por dificuldades.</p><p>b) Ao sair de casa, o eu lírico teria uma vida tranquila.</p><p>c) Ao sair de casa, o eu lírico realizaria seu sonho.</p><p>d) Ao sair de casa, o eu lírico descobriria sua vocação.</p><p>21. Sobre a primeira estrofe, assinale a alternativa FALSA.</p><p>a) O eu lírico descreve como era sua vida quando criança.</p><p>b) O eu lírico achava tudo sem graça, e se sentia diferente dos outros meninos.</p><p>c) Percebe-se que o eu lírico tinha interesses diferentes das pessoas ao seu redor.</p><p>d) O eu lírico preferia tocar guitarra e sonhava em apresentar um programa na televisão.</p><p>22. Na segunda estrofe, o eu lírico revela que se apaixonou pela garota mais bonita e rica, que o tratava como um escravo ao seu bel-prazer. A expressão destacada significa que a garota agia</p><p>a) como ela queria. b) com autoritarismo. c) com ternura. d) sem piedade.</p><p>23. Qual das opções abaixo apresenta a palavra grifada que está corretamente indicada por seu sentido nos parênteses?</p><p>a) “A garota mais bonita” (Adição) b) “Quando eu era pequeno” (Conformidade)</p><p>c) “Pois o mundo lá fora” (Consequência) d) “Que seja assim enquanto é” (Tempo)</p><p>24. A mãe do eu lírico o advertiu sobre o mundo lá fora e o perigo que ele poderia enfrentar. Entretanto, ele não desistiu de encarar esses desafios. Segundo a música, o que motivou o eu lírico a encarar os perigos da vida apresentados por sua mãe?</p><p>a) A realização de um sonho antigo e pessoal. b) A busca por alguém que o amasse de verdade.</p><p>c) O desejo de encarar qualquer situação na vida. d) A vontade de obter uma vida financeira melhor.</p><p>25. O verso da música abaixo que revela uma opinião é:</p><p>a) “Por um troco qualquer” b) “Eu não vou lutar com isso”</p><p>c) “A garota mais bonita” d) “E pintou a diferença”</p><p>26. Nos versos: “Baby, você vai se arrepender” e “Te toco, minha vida”, os empregos dessas vírgulas servem para indicar</p><p>a) um pedido. b) um chamamento. c) uma dúvida. d) uma certeza.</p><p>27. Em: “Num segundo te devora”, o pronome destacado se refere</p><p>a) ao Baby. b) ao mundo. c) aos sonhos. d) à mãe.</p><p>28. Indique a alternativa onde o pronome oblíquo no verso não está corretamente empregado de acordo com a norma culta.</p><p>a) “Minha mãe me disse” b) “Te toco, minha vida”</p><p>c) “Baby, você vai se arrepender” d) “Num segundo te devora”</p><p>29. Qual estrofe reflete a vida atual do eu lírico?</p><p>a) Primeira estrofe. b) Segunda estrofe.</p><p>c) Terceira estrofe. d) Quarta estrofe.</p><p>PELO FIM DAS GAMBIARRAS</p><p>Fazer gambiarras já virou até meme nas redes sociais. Um fiozinho puxado aqui, uma extensãozinha ali, uma emenda meio ao Deus dará e pronto! Alguém metido a MacGyver consegue criar um ar-condicionado improvisado usando um ventilador e uma caixa cheia de gelo. Esse tipo de aparato é um prato cheio para os usuários da web, que costumam decretar: “agora o brasileiro vai ser estudado pela Nasa!”.</p><p>Mas, na prática, a melhor coisa a fazer é rir dessas invencionices e no mesmo instante esquecer que elas existem. Porque são justamente esses improvisos feitos dentro de casa que podem comprometer parte ou até a totalidade do sistema elétrico e hidráulico da residência. Em outras palavras, uma gambiarra feita para economizar alguns trocados pode se transformar num prejuízo de milhares de reais.</p><p>O pior é que algumas delas são praticadas com muito mais frequência do que se imagina. Ou vai dizer que você não tem nenhuma tomada em casa com um ou mais ‘T’s conectados? Quem faz isso costuma desconhecer o risco de sobrecarga que a união de equipamentos num mesmo terminal elétrico pode provocar.</p><p>Outro hábito bastante comum é o de deixar fios e extensões simplesmente soltos, formando aqueles emaranhados geralmente atrás do móvel da TV e do computador. Um pequeno desgaste em um dos cabos, em contato com outro, pode ser suficiente para queimar os equipamentos ou até mesmo provocar um incêndio.</p><p>Atire a primeira pedra quem também nunca usou um aparelho com o fio esticado, quase no limite do necessário. Os aventureiros que se arriscam a fazer isso provavelmente não sabem que o mau contato pode “fritar” a ponta da tomada, levando, assim, igualmente a um risco de incêndio. Como se pode ver, as gambiarras estão presentes em quase todas as casas. E é aí que mora o maior problema.</p><p>Todas essas situações mostram o quanto nos expomos diariamente a situações perigosas, dentro das nossas próprias casas. São medidas que podem colocar em risco não apenas nossos bens, mas, principalmente, a estrutura do imóvel e nossas próprias vidas.</p><p>O mais adequado é fugir sempre dos improvisos e recorrer a soluções seguras, que obedeçam às normas de segurança. Além disso, é essencial dispor de um projeto bem elaborado para a rede elétrica, que leve em conta as características do imóvel e a sua funcionalidade. Quem pode oferecer isso é um engenheiro especializado, que considera diversos fatores para tornar os pontos bem distribuídos, sem afetar outros sistemas que também passam por trás da parede. Essas escolhas interferem diretamente na qualidade da residência, assegurando também mais segurança aos moradores.</p><p>Precisamos também desmitificar a ideia de que gambiarra é algo genuíno do brasileiro, e que o tal jeitinho, se é que existe, não funciona na construção civil. Quanto maior o nível de exigência da obra, que deve ser de excelência, menor será o risco de problemas no futuro. E isso, definitivamente, não tem preço.</p><p>Publicado em 18/01/2023 às 06:00.</p><p>João Borges - Engenheiro eletricista, gestor de projetos e sócio da Projelet</p><p>Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/</p><p>Acesso por Tudo Sala de Aula em 08/03/2023</p><p>O autor do texto</p><p>“Pelo fim das gambiarras” é João Borges, um engenheiro eletricista. Ele também já foi repórter e comentarista de economia da Globo News. Observando essas características do autor, é possível concluir</p><p>a) que sua formação em engenharia elétrica não possibilita autoridade no assunto, já que qualquer pessoa poderia escrever esse texto.</p><p>b) que a sua formação permite oferecer autoridade no assunto, com isso, seus eleitores ficam menos resistentes para ler seu artigo.</p><p>c) que a credibilidade das informações é garantida apenas pelo site Hoje em Dia, assim, o autor do texto fica livre de possíveis críticas.</p><p>d) que um bom texto não depende da autoridade do autor sobre o assunto, já que os leitores não observam isso, e sim, se o texto está coerente.</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image1.png</p>