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<p>LEITURA E COMPREENSÃO DE</p><p>TEXTOS NÃO LITERÁRIOS</p><p>AULA 2</p><p>Prof.ª Thaisa Machado</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Olá, acadêmicos! Pensando na continuidade dos nossos estudos sobre a</p><p>leitura e a compreensão de textos não literários, concluímos que é preciso que</p><p>entendamos o que é ler e como essa prática é desenvolvida em nosso país.</p><p>No primeiro tema, discutiremos sobre as metodologias da leitura, como</p><p>alguém aprende a ler e o que significa saber ler. Veremos importantes reflexões</p><p>acerca dessa prática e como ela é entendida dentro e fora da realidade escolar.</p><p>É muito comum pedir às pessoas para que leiam em voz alta, porém a escrita</p><p>está voltada para os olhos e não para os ouvidos. Então, até que ponto essa</p><p>prática é eficiente para realização da leitura? Conheceremos, no segundo tema,</p><p>as diferentes formas de ler e analisaremos seus pontos positivos e negativos.</p><p>No terceiro tema, refletirmos sobre leitores e não leitores e apontaremos</p><p>as dificuldades daqueles que não têm hábito ou contato com a leitura – um</p><p>momento importante para quem se preocupa em ter um país com um número</p><p>maior de leitores e, por consequência, de pensantes ativos na sociedade.</p><p>A relação entre texto e leitor será assunto do quarto tema. Apontaremos</p><p>como ela funciona e qual é a importância do leitor para o texto, já que durante</p><p>muito tempo tinha-se a ideia de que a relação autor-texto era a mais importante.</p><p>Encerraremos com a retomada histórica para entender as mudanças que a</p><p>Revolução Industrial provocou nos indivíduos em relação à língua escrita, pois</p><p>até então as pessoas do meio rural priorizavam a comunicação oral.</p><p>Para que você acompanhe nossa aula de maneira clara, segue a divisão</p><p>dos conteúdos selecionados: 1) Como se aprende a ler?; 2) De que maneira se</p><p>lê?; 3) Nossos leitores; 4) O leitor e o texto; 5) Um assunto comunitário.</p><p>TEMA 1 – COMO SE APRENDE A LER?</p><p>Para entender melhor a realidade da leitura no Brasil, vamos fazer um</p><p>pequeno levantamento histórico. Até 1970, saber ler era confundido, de forma</p><p>praticamente unânime, com decodificar um texto, ou seja, com a capacidade de</p><p>atribuir um significado ao escrito; saber ler era o mesmo que saber decifrar.</p><p>Mudanças na maneira do ensino da leitura eram necessárias, porém</p><p>decidiu-se apenas aperfeiçoar o método, o que foi uma péssima escolha, uma</p><p>vez que decifrar e ler são de naturezas completamente diferentes.</p><p>Depois que o leitor decifra os signos, ele tenta entender do que se trata.</p><p>A conversão das palavras e grupos de palavras em elementos de</p><p>significação supõe um importante esforço de abstração. (...) O leitor,</p><p>totalmente preocupado em chegar ao fim, concentra-se então no</p><p>encadeamento dos fatos: a atividade cognitiva serve-lhe para progredir</p><p>rapidamente na intriga. (Jouve, 2002, p. 18)</p><p>Nos anos seguintes, muitas pesquisas sobre a leitura foram realizadas por</p><p>grupos que não mantinham relação com a escola, como fisiologistas, psicólogos</p><p>e editores. Afinal, a leitura interessa a todos e não exclusivamente ao âmbito</p><p>escolar, mas os dias atuais pouca coisa mudou em relação à metodologia.</p><p>Assim como ver e ouvir são ações diferentes, ler também é diferente de</p><p>passar os olhos por um texto escrito e ser capaz de realizar a versão oral dele.</p><p>Ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, significa que</p><p>certas respostas podem ser encontradas na escrita, significa poder ter</p><p>acesso a essa escrita, significa construir uma resposta que integra</p><p>parte das novas informações ao que já se é. (Foucambert, 1994, p. 5)</p><p>Independente do gênero ou tipo textual, seja uma receita ou um jornal,</p><p>sempre haverá provocação para questionamentos, exploração do texto e</p><p>respostas diferentes, pois o ato de ler é o meio de interrogar a escrita.</p><p>Para que o indivíduo consiga controlar a leitura é necessário que ele seja</p><p>capaz de obter respostar para seus questionamentos iniciais, assim como</p><p>discutir estratégias de exploração e prever o caminho a ser percorrido, isto é,</p><p>conseguir prever aonde o texto o levará. Quando falamos em previsão ou</p><p>levantamento de hipóteses do que encontrará no texto, queremos dizer que o</p><p>leitor é capaz de antecipar e simplificar o conteúdo do que está escrito.</p><p>Para Eco (1983), a antecipação é o elemento que resulta no tópico, que é</p><p>justamente a hipótese dependente da iniciativa do leitor. A simplificação é a</p><p>necessidade que o leitor sente de entender o texto, o que lhe permitirá continuar</p><p>a leitura, ou seja, para ler ele precisa saber onde está indo, por isso há uma</p><p>tendência em uma constante simplificação. Quando o leitor não consegue</p><p>realizar essa previsão por falta de conhecimento, fará uma interpretação</p><p>simbólica, em outras palavras, recorrerá ao seu conhecimento prévio, a leituras</p><p>anteriores que lhe auxiliem a entender o que está sendo lido naquele momento.</p><p>TEMA 2 – DE MANEIRA SE LÊ?</p><p>O desenvolvimento do cognitivo se opera pela inferência do sentido de</p><p>certos elementos de uma situação fortemente envolvente. Podemos afirmar que,</p><p>com base nas situações nas quais o indivíduo interage, cria-se um sistema</p><p>provisório que lhe permite antecipar índices pertinentes para a classificação. Ao</p><p>realizar essas inferências comete-se erros que serão ajustados com o passar do</p><p>tempo; da mesma forma ocorre o processo da leitura. A dinâmica da leitura é a</p><p>seguinte: primeiro o leitor faz o levantamento das hipóteses, depois o próprio</p><p>texto validará ou invalidará suas antecipações e, por fim, o leitor reformulará o</p><p>que havia estabelecido anteriormente, o que chamamos de retroação. O</p><p>processo cognitivo é um eterno vaivém.</p><p>Como sabemos, ler é diferente de encontrar o oral no texto escrito. Afinal,</p><p>a escrita é a linguagem que se dirige aos olhos, “funciona e evolui para a</p><p>comodidade dessa comunicação visual. A correspondência aproximativa com o</p><p>oral (...) não afeta os processos de leitura” (Foucambert, 1994, p. 7).</p><p>Mas sendo a leitura voltada para os olhos, a memorização do visual não</p><p>seria mais eficaz que a leitura em voz alta? Provavelmente, sim. No entanto,</p><p>essa não é a escolha que se faz. Cabe aqui um questionamento: será que lemos</p><p>em voz alta ou oralizamos? Vamos entender a diferença entre essas ações.</p><p>Segundo Foucambert (1994, p. 8),</p><p>a oralização é a atividade que permite constituir uma cadeia oral a partir</p><p>do escrito. Na pedagogia da leitura, essa oralização supostamente</p><p>permite atribuir sentido ao que ainda não tem. É fácil mostrar que isso</p><p>é muito improvável. Três palavras, como “retém, balbuciam, quociente”</p><p>só podem ser oralizadas depois de reconhecidas e compreendidas.</p><p>A leitura em voz alta é a tradução daquilo que está escrito, por isso não</p><p>se lê em voz alta, oraliza-se. A leitura em voz alta é uma espécie de tradução,</p><p>não deixando de ser uma interpretação; entre a boca e os olhos está o</p><p>significado. Há sempre uma respiração que não estava no texto, eventuais trocas</p><p>de palavras, tropeços. Ler em voz alta é muito mais difícil do que a leitura em si.</p><p>A leitura é a atribuição de significado ao que está escrito, sendo que “20%</p><p>de informações visuais, provenientes do texto; 80% de informações que provêm</p><p>do leitor; e o resto é informação sonora” (Foucambert, 1994, p. 8).</p><p>TEMA 3 – NOSSOS LEITORES</p><p>Imagina-se que apenas 30% da população seja leitora e os outros 70%</p><p>seja composto de analfabetos e daqueles que apenas sabem decifrar um texto,</p><p>a maioria com muito esforço porque o não leitor não consegue compreender o</p><p>texto imediatamente, é preciso recorrer à oralidade. Essa transformação, ao</p><p>contrário do que parece, é um trabalho difícil e requer tempo. Assim, fica muito</p><p>complicado, podemos dizer impossível, o acesso a uma obra de 200 páginas. O</p><p>não leitor se sente mais confortável diante de textos curtos, como bilhetes ou e-</p><p>mails, por exemplo. Um leitor lê um livro de 200 páginas em pouco tempo, já o</p><p>não leitor levaria cinco</p><p>vezes mais tempo, o que não lhe dará prazer algum.</p><p>Além das já citadas dificuldades, levantar hipóteses diante de um texto</p><p>também não é tarefa fácil para o não leitor, ou seja, mais um agravante para</p><p>atingir a compreensão. O conhecimento prévio facilita o processo da leitura e</p><p>uma das principais formas para adquirir conhecimento é ler.</p><p>(...) para ler um verbete de uma enciclopédia ou um texto de um livro-</p><p>documentário, como se utiliza um índice, um sumário, como localizar</p><p>rapidamente as páginas procuradas, como, nessas páginas, chegar</p><p>rapidamente aos títulos dos verbetes, aos parágrafos e linhas...Isto é,</p><p>ou se conhecem os meios de obter rapidamente a informação desejada</p><p>– o que supõe dispor previamente de outras informações -, ou a leitura</p><p>será um trabalho lento, e será mais interessante perguntar a alguém</p><p>que saiba do assunto. (Foucambert, 2014, p.15)</p><p>O acesso à leitura é um desafio democrático. Sabemos que há uma</p><p>divisão de tarefas entre os leitores, cuja tendência é ler sempre mais, e serão</p><p>nomeados como intelectuais; os não leitores na mesma medida tendem a ler</p><p>cada vez menos, justamente por sua falta de hábito.</p><p>Para conseguir escrever, é preciso ter um amplo conhecimento sobre</p><p>aquilo a que se propõe escrever, por isso é tão importante o trabalho de</p><p>formação e informação, pois textos são escritos por quem sabe ler. para aqueles</p><p>que sabem ler. Vale ressaltar que se aprende a ler em qualquer idade (a escola</p><p>é apenas um momento de formação) e essa aprendizagem é contínua. Alguns,</p><p>por motivos sociais, continuarão lendo e progredindo em suas leituras, outros</p><p>abandonarão qualquer processo de leitura.</p><p>TEMA 4 – O LEITOR E O TEXTO</p><p>A crítica do imaginário tem como concepção que a racionalização do texto</p><p>surge como resultado da utilização da psicanálise, da identificação com o</p><p>devaneio criativo e com o criador, “um apego à noção de consciência criadora,</p><p>de experiência viva entre leitor e escritor” (Rallo, 2005, p. 2).</p><p>Um texto, para atingir sua completude, precisa da participação do leitor,</p><p>ainda que um texto universal jamais está acabado pela multiplicidade de leituras</p><p>possíveis. Essa ideia é de Eco (1983, p. 171-172), que diz que “não somente é</p><p>impossível estabelecer um mundo alternativo completo, mas é também</p><p>impossível descrever o mundo real como completo”.</p><p>Retratar o mundo real como todas suas características é impossível,</p><p>assim como também é impossível criar um mundo totalmente diferente do</p><p>universo real. Ainda que o texto seja do gênero fantasia, por exemplo, as</p><p>criaturas mantêm alguma característica dos seres do mundo real. Se tal criação</p><p>fosse possível, o leitor não seria capaz de assimilar, afinal perderia o referencial.</p><p>O mundo ficcional não é a cópia exata do mundo real, porém não existe como</p><p>ser algo inteiramente novo. Vale ressaltar que a criação do ficcional refere-se</p><p>não apenas ao espaço, mas também aos indivíduos e sua relação com os outros</p><p>elementos do mundo, que é infinita.</p><p>O conhecimento prévio do leitor definirá o texto, e sabendo que cada</p><p>indivíduo é único, há infinitas leituras possíveis. Segundo Jouve (2002, p. 63),</p><p>esquematicamente, pode-se dizer que o leitor é levado a completar o</p><p>texto em quatro esferas essenciais: a verossimilhança, a sequência</p><p>das ações, a lógica simbólica e a significação geral da obra. (...) Como</p><p>os personagens, o espaço e a situação não podem ser descritos</p><p>inteiramente, o leitor completará a narrativa na sua imaginação</p><p>segundo aquilo que lhe parecer verossímil.</p><p>Quando acontece a relação entre o leitor e o texto, há o que chamamos</p><p>de correlato da consciência, em outras palavras, há a transferência do texto para</p><p>a consciência do leitor. O texto só será bem-sucedido se conseguir atingir no</p><p>leitor a ativação da capacidade de apreensão e de processamentos. Vejamos o</p><p>que diz Iser (1999, p. 9) sobre isso.</p><p>Referindo-se a normas e valores, como por exemplo o comportamento</p><p>social de seus possíveis leitores, o texto estimula os atos que originam</p><p>sua compreensão. Se o texto se completa quando o seu sentido é</p><p>constituído pelo leitor, ele indica o que deve ser produzido; em</p><p>consequência, ele próprio não pode ser o resultado.</p><p>TEMA 5 – UM ASSUNTO COMUNITÁRIO</p><p>O título deste tema, um assunto comunitário, justifica-se pelo fato de a</p><p>leitura fazer parte da realidade social, aliás, não existe acontecimento que possa</p><p>ser compreendido em sua totalidade isoladamente da realidade social,</p><p>considerada em sua extensão e duração. Assim, a relação entre os indivíduos e</p><p>o texto escrito não fogem à regra, ou seja, para entendermos a complexidade</p><p>dessa questão não podemos pensar somente no contexto escolar.</p><p>O mundo sofreu grandes e importantes mudanças no século XIX com a</p><p>Revolução Industrial, e esse é o ponto do qual partiremos. Com o advento das</p><p>cidades, as populações rurais se transferiram para elas. O problema é a perda</p><p>da infraestrutura comunitária própria do campo, a organização da vida, coletiva</p><p>ou individual, e a educação dos filhos, sem contar que foram lançados a</p><p>situações precárias.</p><p>As cidades são a grande novidade do século XIX. O espetáculo da</p><p>multidão nas ruas, a concentração da população num mesmo espaço,</p><p>a moradia precária e superhabitada, a faina obsessiva das fábricas e o</p><p>movimento alucinante de pessoas e mercadorias preparam a</p><p>civilização que está por vir. (Pechman, 1994, p. 3)</p><p>Outro autor que constata os mesmos acontecimentos é Hobsbawn (1996,</p><p>p. 295), em A era do capital, ao relatar que “quem diz cidade de meados do</p><p>século XIX diz ‘superpovoamento’ e ‘cortiço’ e, quanto mais rápido a cidade</p><p>crescesse, pior era em superpopulação”.</p><p>Como resultado do processo de industrialização, as cidades receberam</p><p>um grande número de pessoas e o crescimento físico e populacional das cidades</p><p>fez com que os citadinos fossem obrigados a conviver com a diversidade étnica,</p><p>religiosa, linguística, cultural, resultando na perda de sua própria identidade.</p><p>Outra questão foi em relação à mão de obra. O operário precisava buscar</p><p>informações em outro lugar que não a transmissão oral da qual era acostumado</p><p>o trabalhador rural. “O mundo industrial, por sua vez, precisará de trabalhadores</p><p>e cidadãos capazes de obter informação em textos de que estes não são</p><p>autores. Essa era a função da escola” (Foucambert, 1994, p. 107). A bem da</p><p>verdade, as pessoas estavam acostumadas à comunicação oral, a pequenos</p><p>textos, anotações e não a saber ler para descobrir.</p><p>Houve um grande conflito entre a clase operária e a burguesia porque os</p><p>operários não queriam que a educação de suas crianças ficasse nas mãos da</p><p>burguesia. Em A era do capital, Hobsbawn (1996, p. 295) fala que “para os</p><p>planejadores de cidades, os pobres eram uma ameaça pública, suas</p><p>concentrações potencialmente capazes de se desenvolver em distúrbios</p><p>deveriam ser cortadas por avenidas e bulevares (...)”.</p><p>Podemos concluir que a multidão despertava medo, não somente por se</p><p>tratar de uma multidão, mas, sim, por ser formada na sua grande maioria por</p><p>pobres. Somente após um sangramento da classe operária a burguesia industrial</p><p>conseguiu impor seu projeto de escola e o mundo ocidental soube aproveitar o</p><p>caráter alfabético da língua escrita. “Tornava-se assim possível aperfeiçoar a</p><p>ferramenta de produção transmitindo aos trabalhadores o meio de ‘se virarem’</p><p>com a escrita” (Foucambert, 1994, p. 107).</p><p>NA PRÁTICA</p><p>1) Com base em nossas discussões nesta aula, comente com suas palavras</p><p>a relação entre o leitor e o texto.</p><p>2) O nascimento das cidades, resultado da Revolução Industrial, contribui</p><p>em que sentido para o progresso da leitura?</p><p>3) Quais são estratégias de leitura realizadas pelo leitor?</p><p>FINALIZANDO</p><p>Em nossa segunda aula, discutimos o processo da leitura, como se</p><p>aprende a ler, o que é exatamente ler e os mecanismos que o leitor exerce no</p><p>ato da leitura. Vimos também diferentes tipos de leitura, como a</p><p>leitura em voz</p><p>alta e conhecemos um pouco mais sobre leitores e não leitores, além de levantar</p><p>dificuldades daqueles que não têm (ou têm pouco) contato com o texto escrito.</p><p>Abordamos a relação entre leitor e texto trazendo à luz a importância</p><p>desse encontro, já que, atualmente, sabe-se que um texto atinge sua completude</p><p>ao ser recebido pelo leitor, e não ao ser escrito por seu autor. Conhecemos</p><p>estratégias que o leitor realiza ao receber o texto, como o levantamento de</p><p>hipóteses que serão comprovadas durante a leitura. O texto é quem valida ou</p><p>não essas hipóteses, o que leva o leitor a fazer constantes retornos durante a</p><p>leitura.</p><p>Fizemos uma retomada histórica ao século XIX para entender melhor</p><p>como se deu, naquela época, a relação entre leitor e texto. Para nosso melhor</p><p>entendimento foi necessária uma abordagem sobre o nascimento das cidades e</p><p>o surgimento das multidões, formadas em parte por cidadãos provenientes do</p><p>campo, cuja leitura era pouca ou quase inexistente.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ECO, U. Leitura do texto literário. Lector in fabula: a cooperação interpretativa</p><p>nos textos literários. Tradução: BRITO, M. Lisboa: Editorial Proença, 1983.</p><p>FOUCAMBERT, J. A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.</p><p>HOBSBAWM, E. J. A era do capital 1848 – 1875. Tradução: NETO, L. C. Rio</p><p>de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p><p>ISER, W. O ato da leitura. Uma teoria do efeito estético. São Paulo: Ed. 34,</p><p>1999.</p><p>JOUVE, V. A leitura. São Paulo: Ed. Unesp, 2002.</p><p>PECHMAN, R. M. (org.). Olhares sobre a cidade. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994.</p><p>RALLO, É. R. Métodos de crítica literária. Tradução: BENEDETTI, I. C. São</p><p>Paulo: Martins Fontes, 2005.</p>

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