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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: 
Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as 
disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. 
Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 
1) Acessar o seu AVA;
2) Clicar na disciplina que será avaliada;
3) Entrar em “Notas e Avaliações”;
4) Clicar em “Responder Avaliação III”. 
Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o 
preenchimento deste template. 
Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. 
ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional
Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) 
você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio 
Profissional. 
ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional
Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) 
professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o 
caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve 
eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para 
a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou 
uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O 
que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três 
aspectos e justificar suas escolhas. 
Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste 
template: o que chamou atenção + por quê. 
O primeiro aspecto que me chamou a atenção foi a relação entre a degradação ambiental no 
entorno da escola e os problemas de saúde apresentados pelas crianças. A presença de um curso 
d’água poluído, terrenos com resíduos acumulados e relatos de insetos e roedores evidencia 
condições sanitárias preocupantes, que podem favorecer a transmissão de doenças. A 
contaminação da água e do solo por material fecal, por exemplo, pode contribuir para a 
disseminação de parasitos intestinais, enquanto o contato com superfícies contaminadas pode 
aumentar o risco de determinadas infecções de pele. Já os problemas respiratórios precisam ser 
analisados considerando fatores como qualidade do ar, ventilação e circulação de agentes 
infecciosos. Escolhi esse aspecto porque, conforme discutem Baruffi e Pisa (2022), a saúde 
infantil deve ser compreendida em sua relação com as condições ambientais e sociais em que a 
criança está inserida. Nesse sentido, considero fundamental que a escola ultrapasse a orientação 
individual sobre higiene e reconheça o saneamento básico como uma questão de saúde coletiva. 
A primeira providência deve ser comunicar a situação aos órgãos responsáveis pela saúde e pelo 
saneamento, solicitar uma avaliação das condições ambientais e impedir o acesso das crianças 
às áreas contaminadas. Essa intervenção é necessária porque a educação para a saúde não pode 
ser dissociada da garantia de um ambiente seguro.
O segundo aspecto que considerei relevante foi a maneira como o ensino de Ciências está sendo 
desenvolvido na instituição, principalmente pela predominância de atividades prontas, colagens 
e orientações moralizantes, sem oportunidades para as crianças investigarem situações presentes 
em seu cotidiano. O que mais me chamou a atenção foi perceber que a escola está inserida em 
um contexto com diversos problemas ambientais que poderiam favorecer aprendizagens 
significativas, mas essas situações não são aproveitadas pedagogicamente. No livro da 
disciplina, Baruffi e Pisa (2022) discutem a importância de superar práticas centradas na 
transmissão de informações, valorizando a investigação, a observação e a participação ativa dos 
estudantes na construção do conhecimento. Na Educação Infantil, essa perspectiva precisa 
respeitar as características do desenvolvimento das crianças, utilizando brincadeiras, 
experiências sensoriais, levantamento de hipóteses e exploração de materiais seguros. Uma 
possibilidade seria desenvolver o projeto investigativo "Nossa escola, nosso ambiente", partindo 
de perguntas como "Para onde vai a água da chuva?" e "O que acontece quando o lixo fica 
acumulado?". As crianças poderiam observar fotografias do entorno, comparar imagens de 
ambientes preservados e degradados, investigar o escoamento da água em maquetes e registrar 
suas descobertas por desenhos e relatos. Essa proposta se relaciona à BNCC, especialmente ao 
campo de experiências "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações", pois permite 
explorar fenômenos naturais, estabelecer relações e desenvolver atitudes investigativas. Escolhi 
esse aspecto porque compreendo que ensinar Ciências não significa apresentar respostas 
prontas, mas criar condições para que a criança observe, questione, experimente e construa 
explicações progressivamente mais fundamentadas.
O terceiro aspecto que me chamou a atenção foi a insegurança das professoras para trabalhar 
Ciências Naturais e saúde infantil, associada à ausência de formação continuada e à falta de 
integração entre escola, famílias e comunidade. Considero esse problema especialmente 
importante porque a transformação das práticas pedagógicas depende de professores que 
compreendam os fundamentos científicos dos conteúdos e saibam transformá-los em 
experiências adequadas à infância. Baruffi e Pisa (2022) destacam a relevância da formação 
docente e da reflexão sobre a prática para a construção de um ensino de Ciências mais 
significativo. Nesse contexto, proponho encontros formativos mensais, nos quais as professoras 
possam estudar conceitos relacionados à saúde ambiental, transmissão de doenças, saneamento 
básico e metodologias investigativas, além de planejar coletivamente sequências didáticas. Uma 
atividade seria investigar a importância da lavagem das mãos utilizando tinta lavável para 
representar, de maneira simbólica, a sujeira que pode permanecer entre os dedos, seguida da 
prática correta de higienização com água e sabonete. A professora explicaria que os 
microrganismos não são necessariamente visíveis e que a tinta funciona apenas como recurso de 
representação, não como demonstração de contaminação real. Paralelamente, a escola poderia 
organizar rodas de conversa com as famílias e estabelecer parcerias com a Unidade Básica de 
Saúde para orientar ações preventivas. Escolhi esse aspecto porque entendo que a educação 
ambiental precisa fazer parte do planejamento permanente da instituição, e não ficar restrita a 
datas comemorativas. A articulação entre formação docente, investigação científica e 
participação comunitária permite desenvolver nas crianças atitudes de autocuidado e 
responsabilidade ambiental, sem transferir a elas a obrigação de resolver problemas estruturais 
que dependem de políticas públicas.
ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos
Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, 
autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu 
livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada 
de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito 
→ definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma 
“maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa.
1. Ensino de Ciências por investigação: Segundo Baruffi e Pisa (2022), o ensino investigativo 
valoriza a participação ativa da criança na construção do conhecimento, por meio de perguntas, 
observações e experiências.No caso apresentado, permite transformar os problemas ambientais 
do entorno escolar em situações de aprendizagem, estimulando a curiosidade e a elaboração de 
explicações sobre os fenômenos naturais.
2. Alfabetização científica: Consiste no desenvolvimento progressivo da capacidade de 
compreender fenômenos naturais e relacionar conhecimentos científicos às situações cotidianas. 
Na Educação Infantil, manifesta-se por meio da curiosidade, da observação e da formulação de 
hipóteses, ajudando as crianças a compreender relações entre água, resíduos, higiene e saúde.
3. Educação ambiental crítica: Fundamentada na compreensão das relações entre sociedade, 
natureza e qualidade de vida, ultrapassa orientações comportamentais isoladas. No desafio, 
permite discutir a poluição e o descarte inadequado de resíduos como problemas coletivos, 
relacionando atitudes individuais, responsabilidade social e necessidade de políticas públicas de 
saneamento.
4. Saúde infantil e determinantes socioambientais: A saúde das crianças é influenciada por 
condições ambientais, sanitárias e sociais, além de fatores individuais. Conforme abordam 
Baruffi e Pisa (2022), compreender essas relações é importante para a prevenção de 
enfermidades. No caso, a poluição e a precariedade sanitária representam fatores de risco que 
exigem intervenções educativas e ações de proteção coletiva.
5. Saneamento básico e prevenção de doenças: O saneamento compreende serviços de 
abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem 
de águas pluviais. Sua precariedade pode favorecer a exposição a agentes patogênicos e a 
proliferação de vetores. Esse conceito ajuda a explicar os riscos ambientais identificados e a 
necessidade de articulação entre escola, famílias e serviços públicos.
6. Metodologias ativas de aprendizagem: São abordagens pedagógicas que valorizam o 
protagonismo infantil, a experimentação e a resolução de situações-problema, com mediação 
docente. Baruffi e Pisa (2022) discutem sua contribuição para a aprendizagem significativa. No 
caso, podem ser aplicadas em investigações com materiais seguros, construção de maquetes e 
comparação de ambientes preservados e degradados.
7. Aprendizagem significativa e contextualização: Na perspectiva de David Ausubel, a 
aprendizagem torna-se significativa quando novos conhecimentos se relacionam aos saberes 
prévios do estudante. No desafio, partir das experiências das crianças com o ambiente onde 
vivem favorece a compreensão de conceitos científicos, evitando atividades descontextualizadas 
e baseadas apenas na memorização.
8. Mediação pedagógica e interação social: Na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, a 
aprendizagem é favorecida pelas interações sociais e pela mediação de sujeitos mais 
experientes. Na Educação Infantil, a professora organiza situações investigativas, acolhe 
hipóteses e amplia as explicações das crianças, respeitando suas possibilidades de 
desenvolvimento e estimulando a construção coletiva do conhecimento.
9. Campos de experiências da BNCC: A BNCC (BRASIL, 2018) organiza o currículo da 
Educação Infantil em cinco campos de experiências, articulados aos direitos de aprendizagem e 
desenvolvimento. O campo "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações" 
fundamenta atividades de observação, comparação e investigação de fenômenos naturais, 
enquanto "O eu, o outro e o nós" favorece atitudes de cuidado e convivência.
10. Educação em saúde e práticas de higiene: A educação em saúde envolve a construção de 
conhecimentos e hábitos que contribuem para a prevenção de doenças e a promoção do bem-
estar. No caso, atividades práticas de lavagem das mãos, cuidados com alimentos e higiene dos 
espaços devem ser acompanhadas de explicações científicas acessíveis, permitindo compreender 
os motivos dessas práticas.
11. Formação continuada e prática docente reflexiva: Baruffi e Pisa (2022) destacam a 
importância da formação docente para superar práticas tradicionais e aperfeiçoar o ensino de 
Ciências. No contexto apresentado, a formação continuada permite às professoras aprofundar 
conhecimentos sobre saúde ambiental, planejar investigações adequadas à infância e avaliar 
criticamente suas estratégias pedagógicas.
12. Interdisciplinaridade e integração curricular: A interdisciplinaridade articula conhecimentos 
de diferentes áreas para compreender situações complexas, evitando a fragmentação dos 
conteúdos. No desafio, possibilita integrar Ciências Naturais, linguagem oral, expressão 
artística, relações matemáticas e formação para a cidadania em um projeto permanente sobre 
ambiente e saúde.
13. Ludicidade e aprendizagem pela experiência: As brincadeiras e as interações constituem 
eixos estruturantes das práticas pedagógicas na Educação Infantil, conforme a BNCC. Por meio 
de jogos, histórias, experiências sensoriais e observações orientadas, as crianças podem 
investigar questões ambientais e desenvolver atitudes de autocuidado sem perder as 
características próprias da infância.
14. Relação entre escola, família e comunidade: A promoção da saúde infantil e a educação 
ambiental exigem ações compartilhadas entre instituição escolar, famílias e serviços públicos. 
No caso, essa articulação favorece a identificação de riscos, a construção de práticas preventivas 
e a reivindicação de melhorias sanitárias, reconhecendo que a escola educa, mas não substitui as 
responsabilidades do poder público.
15. Problematização e construção do pensamento científico: A problematização consiste em 
partir de situações reais que despertam questionamentos e exigem investigação. No desafio, 
perguntas como "Por que alguns lugares apresentam mais insetos?" e "O que acontece com a 
água quando recebe resíduos?" permitem desenvolver observação, comparação, levantamento 
de hipóteses e comunicação de descobertas, com segurança e mediação docente.
ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional 
Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua 
“maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada 
conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você 
fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: 
 Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? 
 O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? 
 Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 
1. Saúde infantil e determinantes socioambientais
O aumento das infecções de pele, verminoses e problemas respiratórios entre as crianças 
demonstra a necessidade de analisar a saúde infantil considerando as condições ambientais e 
sanitárias do território. Baruffi e Pisa (2022) abordam a importância de compreender as 
influências do meio sobre a saúde dos educandos. No caso, a água poluída, o acúmulo de 
resíduos e a presença de roedores representam fatores de risco, embora a origem das doenças 
precise ser investigada pelos profissionais de saúde. Como solução, proponho que a escola 
registre os problemas identificados, oriente as famílias e solicite apoio da Unidade Básica de 
Saúde (UBS) e da Vigilância Sanitária e Ambiental. Essa articulação permite desenvolver ações 
preventivas fundamentadas em conhecimentos científicos, sem atribuir exclusivamente às 
famílias a responsabilidade pelos problemas de saúde.
2. Saneamento básico e prevenção de doenças
A presença de resíduos em terrenos baldios e a poluição do curso d'água evidenciam possíveis 
deficiências no manejo de resíduos sólidos, no esgotamento sanitário e na conservação 
ambiental. A ausência de condições sanitárias adequadas pode favorecer a contaminação do solo 
e da água por microrganismos e parasitos, aumentando os riscos de doenças relacionadas ao 
ambiente. A solução prioritária é solicitar uma avaliação dos riscos, restringir o acessoàs áreas 
contaminadas e encaminhar formalmente aos órgãos municipais responsáveis as demandas de 
limpeza, fiscalização e saneamento. Paralelamente, a escola deve verificar suas condições 
internas de higiene, abastecimento de água e descarte de resíduos. Essas medidas são 
fundamentais porque a prevenção de doenças exige tanto mudanças de comportamento quanto 
intervenções estruturais.
3. Ensino de Ciências por investigação
O predomínio de colagens e atividades prontas demonstra que as crianças estão recebendo 
informações sem oportunidades suficientes para observar, questionar e construir explicações. 
Baruffi e Pisa (2022) defendem a importância de práticas investigativas que favoreçam a 
participação dos estudantes na construção do conhecimento científico. Para modificar essa 
realidade, proponho o projeto "Pequenos investigadores: cuidando da nossa escola", 
desenvolvido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano infantil. As crianças poderão 
observar fotografias do entorno, identificar diferenças entre ambientes preservados e 
degradados, levantar hipóteses e realizar experiências com materiais seguros. A professora 
atuará como mediadora, incentivando a curiosidade e ajudando a relacionar as descobertas aos 
cuidados com a saúde e o ambiente.
4. Alfabetização científica na Educação Infantil
A ausência de explicações científicas nas atividades de higiene e educação ambiental dificulta a 
construção de conhecimentos sobre fenômenos presentes na vida das crianças. A alfabetização 
científica, conforme a perspectiva trabalhada por Baruffi e Pisa (2022), envolve desenvolver 
progressivamente a capacidade de observar, interpretar e compreender situações cotidianas. 
Uma atividade possível seria investigar por que precisamos lavar as mãos, utilizando tinta 
lavável para representar simbolicamente a sujeira e demonstrar a importância de higienizar 
todas as regiões das mãos. Durante a experiência, a professora explicaria que existem 
microrganismos invisíveis a olho nu e que alguns podem causar doenças. Dessa maneira, as 
crianças compreenderiam a finalidade da higiene, em vez de apenas repetir uma orientação.
5. Educação ambiental crítica
A realização de atividades ambientais somente em datas comemorativas revela uma abordagem 
fragmentada, que não permite compreender as relações entre sociedade, natureza e saúde. A 
educação ambiental crítica contribui para superar discursos moralizantes, como simplesmente 
dizer que não se deve jogar lixo no chão, reconhecendo que a degradação ambiental também 
envolve condições sociais, infraestrutura e responsabilidade do poder público. Como proposta, 
desenvolveria uma investigação sobre o destino dos resíduos produzidos na escola, utilizando 
recipientes identificados, imagens e histórias infantis. As crianças poderiam participar da 
organização dos materiais recicláveis limpos e produzir cartazes coletivos. A intenção seria 
desenvolver atitudes de cuidado sem responsabilizá-las por problemas estruturais que exigem 
políticas públicas.
6. Metodologias ativas e aprendizagem significativa
As atividades repetitivas descritas no caso demonstram pouca valorização dos conhecimentos 
prévios e das experiências das crianças. A teoria da aprendizagem significativa de Ausubel 
ajuda a compreender que novos conhecimentos são melhor assimilados quando estabelecem 
relações com aquilo que o estudante já conhece. Associada às metodologias ativas discutidas 
por Baruffi e Pisa (2022), essa perspectiva fundamenta experiências que envolvem participação 
e investigação. Proponho iniciar as atividades com rodas de conversa sobre o que as crianças 
observam no caminho até a escola. A partir de suas falas, seriam construídas maquetes com 
materiais reutilizáveis limpos, representando ruas, casas, rios e espaços verdes. As crianças 
poderiam simular o percurso da água da chuva e observar como resíduos podem dificultar seu 
escoamento. Assim, conceitos científicos seriam construídos a partir de situações próximas à 
realidade infantil.
7. Mediação pedagógica e desenvolvimento infantil
A insegurança das professoras e a ausência de atividades investigativas demonstram a 
necessidade de compreender melhor o papel da mediação pedagógica. Na perspectiva histórico-
cultural de Vygotsky, as interações sociais e a intervenção intencional do professor favorecem o 
desenvolvimento de conhecimentos e capacidades. No caso, a professora deve partir das 
perguntas das crianças, estimular comparações e ampliar suas explicações, sem antecipar todas 
as respostas. Durante uma investigação sobre a água, por exemplo, poderia apresentar 
recipientes transparentes com água limpa e outros com água misturada a terra, perguntando 
quais diferenças podem ser observadas. Seria importante esclarecer que a aparência da água não 
comprova sua potabilidade, pois contaminantes podem ser invisíveis. Essa abordagem 
desenvolve a observação e a argumentação infantil, respeitando as possibilidades de cada faixa 
etária.
8. BNCC e integração dos campos de experiências
A falta de continuidade das atividades ambientais demonstra a necessidade de organizar 
propostas vinculadas ao currículo da Educação Infantil. A BNCC (BRASIL, 2018) estabelece as 
interações e brincadeiras como eixos estruturantes e reconhece os direitos de conviver, brincar, 
participar, explorar, expressar e conhecer-se. O campo "Espaços, tempos, quantidades, relações 
e transformações" permite desenvolver investigações sobre fenômenos naturais e mudanças 
ambientais, enquanto "O eu, o outro e o nós" favorece a construção de atitudes de cuidado 
coletivo. Para aplicar esses princípios, proponho uma sequência de atividades que envolva 
observação de imagens, levantamento de hipóteses, experimentações, desenhos e socialização 
das descobertas. Para as crianças de 4 e 5 anos, o objetivo EI03ET03, relacionado à 
identificação e seleção de fontes de informações para responder a questões sobre a natureza, 
pode orientar parte dessas experiências. Para as de 3 anos, as propostas deverão ser adaptadas 
aos objetivos correspondentes às crianças bem pequenas.
9. Educação em saúde e construção de hábitos de higiene
A ocorrência de doenças entre as crianças exige que as práticas de higiene sejam trabalhadas de 
maneira contínua e com intencionalidade pedagógica. Baruffi e Pisa (2022) destacam a 
importância da escola na promoção da saúde infantil. Nesse sentido, a lavagem das mãos deve 
ser incorporada à rotina antes das refeições, após o uso do banheiro e sempre que necessário, 
acompanhada de explicações adequadas à idade. Também proponho histórias ilustradas, 
brincadeiras e demonstrações sobre cuidados com os alimentos, consumo de água potável e 
limpeza dos espaços. O objetivo é desenvolver a autonomia progressiva das crianças, 
compreendendo que os hábitos individuais contribuem para a prevenção, mas não substituem o 
saneamento e a assistência à saúde.
10. Formação continuada e prática docente reflexiva
A dificuldade das professoras para relacionar Ciências, ambiente e saúde está associada à 
insuficiência de oportunidades formativas. Baruffi e Pisa (2022) discutem a formação inicial e 
continuada como elemento importante para a renovação das práticas pedagógicas. Como 
solução, proponho encontros mensais de formação, organizados pela coordenação pedagógica, 
para estudar conceitos científicos, discutir situações reais e elaborar sequências didáticas 
investigativas. As professoras também poderão compartilhar registros das atividades e analisar 
como as crianças formularam perguntas, levantaram hipóteses e construíram explicações. Essa 
prática reflexiva possibilita aperfeiçoar o planejamento e superar a dependência de atividades 
prontas.
11. Interdisciplinaridade e contextualização curricular
A fragmentação dos conteúdos ambientais impede que as crianças compreendam as relações 
entre diferentes aspectos de sua realidade. A interdisciplinaridadepermite integrar 
conhecimentos científicos, linguagem oral, expressão artística e noções matemáticas em 
experiências contextualizadas. No projeto proposto, as crianças poderão contar e classificar 
materiais reutilizáveis limpos, produzir desenhos sobre ambientes saudáveis, ouvir histórias 
relacionadas à natureza e participar de conversas sobre os cuidados com a escola. Essas 
atividades não devem ser realizadas isoladamente, mas articuladas a uma investigação comum. 
Dessa forma, o ensino de Ciências passa a integrar o cotidiano escolar e contribui para uma 
aprendizagem mais ampla e significativa.
12. Ludicidade, observação e experiências seguras
A decisão das professoras de evitar os espaços externos demonstra uma preocupação legítima 
com a segurança, mas a restrição generalizada das experiências ambientais pode limitar 
oportunidades de exploração. A BNCC reconhece as brincadeiras e interações como 
fundamentais ao desenvolvimento infantil. Portanto, a solução não consiste em expor as 
crianças a ambientes contaminados, mas identificar espaços seguros e organizar experiências 
supervisionadas. A escola poderá criar um pequeno espaço de investigação com plantas 
cultivadas em solo limpo, recipientes para observação da água e materiais naturais previamente 
selecionados. As crianças poderão acompanhar o crescimento das plantas, comparar folhas e 
observar mudanças ao longo do tempo. Assim, a segurança será preservada sem eliminar o 
contato pedagógico com a natureza.
13. Relação entre escola, família e comunidade
Os problemas identificados ultrapassam os limites físicos da instituição e não podem ser 
resolvidos exclusivamente pelas professoras. A promoção da saúde infantil depende da 
articulação entre educação, saúde, saneamento e participação comunitária. Proponho reuniões 
com as famílias para compartilhar informações sobre prevenção de doenças, identificar 
preocupações relacionadas ao ambiente e construir encaminhamentos coletivos. A escola 
também poderá solicitar ações educativas da UBS e apoio dos órgãos municipais responsáveis 
pela limpeza urbana e pelo saneamento. Essa parceria fortalece a função social da instituição e 
demonstra que a educação ambiental envolve participação cidadã e defesa do direito a 
condições adequadas de vida.
14. Problematização e desenvolvimento do pensamento científico
A ausência de questionamentos nas atividades escolares revela uma prática centrada na 
transmissão de respostas prontas. O ensino por investigação, abordado por Baruffi e Pisa 
(2022), permite utilizar situações-problema para estimular observações, hipóteses e explicações. 
Uma possibilidade seria apresentar duas maquetes, uma com sistema de drenagem desobstruído 
e outra com obstáculos simulando resíduos, perguntando às crianças o que poderá acontecer 
quando chover. Após ouvirem as hipóteses, elas acompanhariam a simulação realizada pela 
professora e comparariam os resultados. A experiência permitiria compreender, de maneira 
inicial, a relação entre descarte inadequado de resíduos e dificuldades de escoamento da água, 
valorizando o raciocínio e a participação infantil.
15. Planejamento pedagógico, avaliação formativa e continuidade das ações
A realização de atividades ambientais apenas em datas específicas demonstra a ausência de 
planejamento sistemático. A BNCC orienta a organização de experiências que promovam 
aprendizagens e desenvolvimento de forma contínua, respeitando as características da infância. 
Como solução, proponho inserir o projeto de educação ambiental e saúde no planejamento 
institucional, com atividades semanais e acompanhamento pedagógico. A avaliação ocorrerá por 
meio de registros de observação, fotografias autorizadas, desenhos e relatos das crianças, 
considerando sua participação, curiosidade, capacidade de estabelecer relações e autonomia nos 
cuidados cotidianos. Esses registros permitirão reorganizar as propostas conforme as 
necessidades observadas, sem utilizar provas ou exigir explicações científicas incompatíveis 
com a faixa etária.
16. Ação prioritária para a resolução imediata do caso
Considerando a gravidade da situação, entendo que a primeira medida da escola deve ser 
implementar um plano de proteção à saúde infantil articulado à investigação das condições 
sanitárias do entorno. A direção deverá identificar e restringir áreas de risco, verificar as 
condições de higiene, água potável e manejo de resíduos dentro da instituição, comunicar os 
problemas aos órgãos municipais competentes e solicitar acompanhamento da UBS e da 
Vigilância em Saúde. Também será necessário orientar as famílias sobre os encaminhamentos 
para avaliação das crianças que apresentem sintomas, respeitando a confidencialidade das 
informações de saúde. Simultaneamente, a equipe pedagógica deverá iniciar um projeto 
permanente de Ciências Naturais e educação ambiental, com formação docente, atividades 
investigativas e participação comunitária. Essa proposta responde às duas dimensões centrais do 
desafio: a necessidade imediata de proteger as crianças e a transformação das práticas 
pedagógicas. Compreendo que a escola não consegue solucionar sozinha a poluição e a 
precariedade do saneamento, mas tem responsabilidade na identificação dos riscos, na 
mobilização dos serviços públicos e na construção de conhecimentos que favoreçam a saúde, a 
consciência ambiental e a formação cidadã desde a infância.
A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA 
QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO!
ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. 
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem 
estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este 
será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso 
três na média final desta disciplina. 
Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que 
percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu 
com tudo isso.
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico 
(ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota):
 Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
 Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 
ponto 
 Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam 
a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
 Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria 
apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
 Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – 
vale 2 pontos 
 Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto 
 Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? 
– vale 1 ponto
Checklist rápido antes de entregar:
 Meu texto não passou de 6000 caracteres.
 Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”.
 Conectei teoria + situação.
 Apresentei soluções plausíveis.
 Incluí referências.
 Mostrei que aprendi algo.
 Tenho orgulho do que escrevi.
Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, 
dentro de Notas e Avaliações. 
Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta.
A análise mostrou que a degradação ambiental ameaça a saúde infantil e exige repensar o ensino 
de Ciências. Aprendi que a solução exige duas ações articuladas: proteger imediatamente as 
crianças e desenvolver experiências investigativas permanentes. Baruffi e Pisa (2022) mostram 
a importância de observar, perguntar e comparar, explicando os motivos dos cuidados em vez de 
apenas exigir hábitos.
A instituiçãoatende crianças de 3 a 5 anos em uma região de expansão urbana, próxima a um 
curso d’água poluído e a terrenos com resíduos. Há relatos de roedores e insetos, odores, 
verminoses, infecções de pele e faltas por doenças respiratórias. Ao mesmo tempo, as 
professoras evitam os espaços externos, utilizam colagens e orientações como “não jogue lixo” 
e abordam o ambiente somente em datas comemorativas. A escassa formação continuada 
dificulta integrar esses temas.
Três conceitos explicam o caso: determinantes socioambientais da saúde, alfabetização 
científica e educação ambiental crítica. Baruffi e Pisa (2022) relacionam saúde infantil, 
ambiente e educação. Água ou solo contaminados por fezes podem favorecer parasitoses; 
resíduos e locais com abrigo ou alimento podem atrair animais transmissores de doenças. Não 
se pode atribuir as infecções de pele e respiratórias à poluição sem investigação: ventilação e 
transmissão entre pessoas também importam. A alfabetização científica supera a repetição de 
regras ao envolver perguntas, hipóteses e evidências. Já a educação ambiental crítica permite 
reconhecer que a limpeza individual não substitui coleta de resíduos, esgotamento sanitário e 
políticas públicas. A realidade local pode ser investigada sem exposição ao risco.
Minha primeira recomendação é instituir imediatamente um plano de proteção: mapear e isolar 
áreas inseguras, conferir água potável, banheiros, limpeza e acondicionamento do lixo, registrar 
episódios de adoecimento com sigilo e orientar as famílias a buscar atendimento quando 
necessário. A direção deve acionar a UBS, a Vigilância em Saúde e os setores municipais de 
saneamento e limpeza, solicitando inspeção e providências documentadas. A equipe 
acompanhará os encaminhamentos e as condições de frequência, sem realizar diagnósticos. A 
escola previne exposições e mobiliza a rede, mas não substitui os serviços de saneamento.
Na dimensão pedagógica, proponho o projeto contínuo “Pequenos investigadores do ambiente”, 
integrado à rotina semanal. Primeiro, uma roda de conversa levantará o que as crianças 
percebem sobre água, lixo e higiene; depois, fotos do entorno feitas por adultos e observações 
apenas em áreas seguras estimularão perguntas e hipóteses. Em maquetes com materiais limpos, 
as crianças preverão o caminho da água da chuva, observarão uma simulação de escoamento 
com e sem obstáculos, compararão resultados e os comunicarão em desenhos e falas. Na higiene 
das mãos, tinta lavável representará simbolicamente a sujeira, seguida da lavagem com água e 
sabonete e da explicação de que microrganismos podem ser invisíveis. Brincadeiras, cultivo em 
solo seguro e classificação de resíduos limpos ampliarão as investigações, sem manipular água 
poluída ou lixo real. A BNCC (BRASIL, 2018) sustenta os direitos de brincar, explorar e 
participar e o campo “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”; para 4 e 5 
anos, o objetivo EI03ET03 orienta a busca de informações sobre a natureza, enquanto as 
atividades com crianças de 3 anos exigem mediação e objetivos próprios da faixa etária. A 
formação mensal apoiará o planejamento docente. Registros de falas, hipóteses, desenhos e 
hábitos de higiene permitirão avaliação formativa e replanejamento. Famílias e UBS 
participarão de conversas, e a gestão acompanhará as solicitações aos órgãos públicos.
Aprendi que proteger não é impedir a exploração da natureza, mas organizar experiências 
seguras. Também compreendi que a professora não precisa antecipar respostas: sua mediação 
ajuda as crianças a observar diferenças, confrontar previsões e construir explicações possíveis 
para a idade. O ensino de Ciências ganha sentido quando parte do cotidiano sem transformar a 
criança em responsável por resolver a poluição do bairro.
Concluo que o desafio não se resolve com uma campanha pontual. É necessário unir proteção 
sanitária, participação comunitária, formação docente e currículo investigativo. O êxito 
pedagógico poderá ser observado na qualidade das perguntas e explicações das crianças, na 
autonomia progressiva nos cuidados e na continuidade das experiências; já a melhoria ambiental 
dependerá também da atuação dos órgãos competentes. Isso reforçou minha compreensão da 
função social da escola.
Referências
BARUFFI, Mônica Maria; PISA, Rosane Cristina Coelho. Metodologia e conteúdos básicos de 
ciências naturais e saúde infantil. 2. ed. Indaial: UNIASSELVI, 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
Ao estudar o caso, percebi que inicialmente pensava a educação ambiental sobretudo como 
ensino de bons hábitos. O livro e a BNCC levaram-me a relacionar investigação, saúde coletiva 
e direitos das crianças. Avancei ao distinguir fatores de risco de causas comprovadas e ao 
planejar atividades que unem curiosidade, segurança e avaliação. Ainda preciso aprofundar 
meus conhecimentos sobre saneamento e estratégias de mediação, mas consigo justificar melhor 
minhas escolhas pedagógicas.

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