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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. O primeiro aspecto que me chamou a atenção foi a relação entre a degradação ambiental no entorno da escola e os problemas de saúde apresentados pelas crianças. A presença de um curso d’água poluído, terrenos com resíduos acumulados e relatos de insetos e roedores evidencia condições sanitárias preocupantes, que podem favorecer a transmissão de doenças. A contaminação da água e do solo por material fecal, por exemplo, pode contribuir para a disseminação de parasitos intestinais, enquanto o contato com superfícies contaminadas pode aumentar o risco de determinadas infecções de pele. Já os problemas respiratórios precisam ser analisados considerando fatores como qualidade do ar, ventilação e circulação de agentes infecciosos. Escolhi esse aspecto porque, conforme discutem Baruffi e Pisa (2022), a saúde infantil deve ser compreendida em sua relação com as condições ambientais e sociais em que a criança está inserida. Nesse sentido, considero fundamental que a escola ultrapasse a orientação individual sobre higiene e reconheça o saneamento básico como uma questão de saúde coletiva. A primeira providência deve ser comunicar a situação aos órgãos responsáveis pela saúde e pelo saneamento, solicitar uma avaliação das condições ambientais e impedir o acesso das crianças às áreas contaminadas. Essa intervenção é necessária porque a educação para a saúde não pode ser dissociada da garantia de um ambiente seguro. O segundo aspecto que considerei relevante foi a maneira como o ensino de Ciências está sendo desenvolvido na instituição, principalmente pela predominância de atividades prontas, colagens e orientações moralizantes, sem oportunidades para as crianças investigarem situações presentes em seu cotidiano. O que mais me chamou a atenção foi perceber que a escola está inserida em um contexto com diversos problemas ambientais que poderiam favorecer aprendizagens significativas, mas essas situações não são aproveitadas pedagogicamente. No livro da disciplina, Baruffi e Pisa (2022) discutem a importância de superar práticas centradas na transmissão de informações, valorizando a investigação, a observação e a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento. Na Educação Infantil, essa perspectiva precisa respeitar as características do desenvolvimento das crianças, utilizando brincadeiras, experiências sensoriais, levantamento de hipóteses e exploração de materiais seguros. Uma possibilidade seria desenvolver o projeto investigativo "Nossa escola, nosso ambiente", partindo de perguntas como "Para onde vai a água da chuva?" e "O que acontece quando o lixo fica acumulado?". As crianças poderiam observar fotografias do entorno, comparar imagens de ambientes preservados e degradados, investigar o escoamento da água em maquetes e registrar suas descobertas por desenhos e relatos. Essa proposta se relaciona à BNCC, especialmente ao campo de experiências "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações", pois permite explorar fenômenos naturais, estabelecer relações e desenvolver atitudes investigativas. Escolhi esse aspecto porque compreendo que ensinar Ciências não significa apresentar respostas prontas, mas criar condições para que a criança observe, questione, experimente e construa explicações progressivamente mais fundamentadas. O terceiro aspecto que me chamou a atenção foi a insegurança das professoras para trabalhar Ciências Naturais e saúde infantil, associada à ausência de formação continuada e à falta de integração entre escola, famílias e comunidade. Considero esse problema especialmente importante porque a transformação das práticas pedagógicas depende de professores que compreendam os fundamentos científicos dos conteúdos e saibam transformá-los em experiências adequadas à infância. Baruffi e Pisa (2022) destacam a relevância da formação docente e da reflexão sobre a prática para a construção de um ensino de Ciências mais significativo. Nesse contexto, proponho encontros formativos mensais, nos quais as professoras possam estudar conceitos relacionados à saúde ambiental, transmissão de doenças, saneamento básico e metodologias investigativas, além de planejar coletivamente sequências didáticas. Uma atividade seria investigar a importância da lavagem das mãos utilizando tinta lavável para representar, de maneira simbólica, a sujeira que pode permanecer entre os dedos, seguida da prática correta de higienização com água e sabonete. A professora explicaria que os microrganismos não são necessariamente visíveis e que a tinta funciona apenas como recurso de representação, não como demonstração de contaminação real. Paralelamente, a escola poderia organizar rodas de conversa com as famílias e estabelecer parcerias com a Unidade Básica de Saúde para orientar ações preventivas. Escolhi esse aspecto porque entendo que a educação ambiental precisa fazer parte do planejamento permanente da instituição, e não ficar restrita a datas comemorativas. A articulação entre formação docente, investigação científica e participação comunitária permite desenvolver nas crianças atitudes de autocuidado e responsabilidade ambiental, sem transferir a elas a obrigação de resolver problemas estruturais que dependem de políticas públicas. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. 1. Ensino de Ciências por investigação: Segundo Baruffi e Pisa (2022), o ensino investigativo valoriza a participação ativa da criança na construção do conhecimento, por meio de perguntas, observações e experiências.No caso apresentado, permite transformar os problemas ambientais do entorno escolar em situações de aprendizagem, estimulando a curiosidade e a elaboração de explicações sobre os fenômenos naturais. 2. Alfabetização científica: Consiste no desenvolvimento progressivo da capacidade de compreender fenômenos naturais e relacionar conhecimentos científicos às situações cotidianas. Na Educação Infantil, manifesta-se por meio da curiosidade, da observação e da formulação de hipóteses, ajudando as crianças a compreender relações entre água, resíduos, higiene e saúde. 3. Educação ambiental crítica: Fundamentada na compreensão das relações entre sociedade, natureza e qualidade de vida, ultrapassa orientações comportamentais isoladas. No desafio, permite discutir a poluição e o descarte inadequado de resíduos como problemas coletivos, relacionando atitudes individuais, responsabilidade social e necessidade de políticas públicas de saneamento. 4. Saúde infantil e determinantes socioambientais: A saúde das crianças é influenciada por condições ambientais, sanitárias e sociais, além de fatores individuais. Conforme abordam Baruffi e Pisa (2022), compreender essas relações é importante para a prevenção de enfermidades. No caso, a poluição e a precariedade sanitária representam fatores de risco que exigem intervenções educativas e ações de proteção coletiva. 5. Saneamento básico e prevenção de doenças: O saneamento compreende serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais. Sua precariedade pode favorecer a exposição a agentes patogênicos e a proliferação de vetores. Esse conceito ajuda a explicar os riscos ambientais identificados e a necessidade de articulação entre escola, famílias e serviços públicos. 6. Metodologias ativas de aprendizagem: São abordagens pedagógicas que valorizam o protagonismo infantil, a experimentação e a resolução de situações-problema, com mediação docente. Baruffi e Pisa (2022) discutem sua contribuição para a aprendizagem significativa. No caso, podem ser aplicadas em investigações com materiais seguros, construção de maquetes e comparação de ambientes preservados e degradados. 7. Aprendizagem significativa e contextualização: Na perspectiva de David Ausubel, a aprendizagem torna-se significativa quando novos conhecimentos se relacionam aos saberes prévios do estudante. No desafio, partir das experiências das crianças com o ambiente onde vivem favorece a compreensão de conceitos científicos, evitando atividades descontextualizadas e baseadas apenas na memorização. 8. Mediação pedagógica e interação social: Na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, a aprendizagem é favorecida pelas interações sociais e pela mediação de sujeitos mais experientes. Na Educação Infantil, a professora organiza situações investigativas, acolhe hipóteses e amplia as explicações das crianças, respeitando suas possibilidades de desenvolvimento e estimulando a construção coletiva do conhecimento. 9. Campos de experiências da BNCC: A BNCC (BRASIL, 2018) organiza o currículo da Educação Infantil em cinco campos de experiências, articulados aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento. O campo "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações" fundamenta atividades de observação, comparação e investigação de fenômenos naturais, enquanto "O eu, o outro e o nós" favorece atitudes de cuidado e convivência. 10. Educação em saúde e práticas de higiene: A educação em saúde envolve a construção de conhecimentos e hábitos que contribuem para a prevenção de doenças e a promoção do bem- estar. No caso, atividades práticas de lavagem das mãos, cuidados com alimentos e higiene dos espaços devem ser acompanhadas de explicações científicas acessíveis, permitindo compreender os motivos dessas práticas. 11. Formação continuada e prática docente reflexiva: Baruffi e Pisa (2022) destacam a importância da formação docente para superar práticas tradicionais e aperfeiçoar o ensino de Ciências. No contexto apresentado, a formação continuada permite às professoras aprofundar conhecimentos sobre saúde ambiental, planejar investigações adequadas à infância e avaliar criticamente suas estratégias pedagógicas. 12. Interdisciplinaridade e integração curricular: A interdisciplinaridade articula conhecimentos de diferentes áreas para compreender situações complexas, evitando a fragmentação dos conteúdos. No desafio, possibilita integrar Ciências Naturais, linguagem oral, expressão artística, relações matemáticas e formação para a cidadania em um projeto permanente sobre ambiente e saúde. 13. Ludicidade e aprendizagem pela experiência: As brincadeiras e as interações constituem eixos estruturantes das práticas pedagógicas na Educação Infantil, conforme a BNCC. Por meio de jogos, histórias, experiências sensoriais e observações orientadas, as crianças podem investigar questões ambientais e desenvolver atitudes de autocuidado sem perder as características próprias da infância. 14. Relação entre escola, família e comunidade: A promoção da saúde infantil e a educação ambiental exigem ações compartilhadas entre instituição escolar, famílias e serviços públicos. No caso, essa articulação favorece a identificação de riscos, a construção de práticas preventivas e a reivindicação de melhorias sanitárias, reconhecendo que a escola educa, mas não substitui as responsabilidades do poder público. 15. Problematização e construção do pensamento científico: A problematização consiste em partir de situações reais que despertam questionamentos e exigem investigação. No desafio, perguntas como "Por que alguns lugares apresentam mais insetos?" e "O que acontece com a água quando recebe resíduos?" permitem desenvolver observação, comparação, levantamento de hipóteses e comunicação de descobertas, com segurança e mediação docente. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 1. Saúde infantil e determinantes socioambientais O aumento das infecções de pele, verminoses e problemas respiratórios entre as crianças demonstra a necessidade de analisar a saúde infantil considerando as condições ambientais e sanitárias do território. Baruffi e Pisa (2022) abordam a importância de compreender as influências do meio sobre a saúde dos educandos. No caso, a água poluída, o acúmulo de resíduos e a presença de roedores representam fatores de risco, embora a origem das doenças precise ser investigada pelos profissionais de saúde. Como solução, proponho que a escola registre os problemas identificados, oriente as famílias e solicite apoio da Unidade Básica de Saúde (UBS) e da Vigilância Sanitária e Ambiental. Essa articulação permite desenvolver ações preventivas fundamentadas em conhecimentos científicos, sem atribuir exclusivamente às famílias a responsabilidade pelos problemas de saúde. 2. Saneamento básico e prevenção de doenças A presença de resíduos em terrenos baldios e a poluição do curso d'água evidenciam possíveis deficiências no manejo de resíduos sólidos, no esgotamento sanitário e na conservação ambiental. A ausência de condições sanitárias adequadas pode favorecer a contaminação do solo e da água por microrganismos e parasitos, aumentando os riscos de doenças relacionadas ao ambiente. A solução prioritária é solicitar uma avaliação dos riscos, restringir o acessoàs áreas contaminadas e encaminhar formalmente aos órgãos municipais responsáveis as demandas de limpeza, fiscalização e saneamento. Paralelamente, a escola deve verificar suas condições internas de higiene, abastecimento de água e descarte de resíduos. Essas medidas são fundamentais porque a prevenção de doenças exige tanto mudanças de comportamento quanto intervenções estruturais. 3. Ensino de Ciências por investigação O predomínio de colagens e atividades prontas demonstra que as crianças estão recebendo informações sem oportunidades suficientes para observar, questionar e construir explicações. Baruffi e Pisa (2022) defendem a importância de práticas investigativas que favoreçam a participação dos estudantes na construção do conhecimento científico. Para modificar essa realidade, proponho o projeto "Pequenos investigadores: cuidando da nossa escola", desenvolvido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano infantil. As crianças poderão observar fotografias do entorno, identificar diferenças entre ambientes preservados e degradados, levantar hipóteses e realizar experiências com materiais seguros. A professora atuará como mediadora, incentivando a curiosidade e ajudando a relacionar as descobertas aos cuidados com a saúde e o ambiente. 4. Alfabetização científica na Educação Infantil A ausência de explicações científicas nas atividades de higiene e educação ambiental dificulta a construção de conhecimentos sobre fenômenos presentes na vida das crianças. A alfabetização científica, conforme a perspectiva trabalhada por Baruffi e Pisa (2022), envolve desenvolver progressivamente a capacidade de observar, interpretar e compreender situações cotidianas. Uma atividade possível seria investigar por que precisamos lavar as mãos, utilizando tinta lavável para representar simbolicamente a sujeira e demonstrar a importância de higienizar todas as regiões das mãos. Durante a experiência, a professora explicaria que existem microrganismos invisíveis a olho nu e que alguns podem causar doenças. Dessa maneira, as crianças compreenderiam a finalidade da higiene, em vez de apenas repetir uma orientação. 5. Educação ambiental crítica A realização de atividades ambientais somente em datas comemorativas revela uma abordagem fragmentada, que não permite compreender as relações entre sociedade, natureza e saúde. A educação ambiental crítica contribui para superar discursos moralizantes, como simplesmente dizer que não se deve jogar lixo no chão, reconhecendo que a degradação ambiental também envolve condições sociais, infraestrutura e responsabilidade do poder público. Como proposta, desenvolveria uma investigação sobre o destino dos resíduos produzidos na escola, utilizando recipientes identificados, imagens e histórias infantis. As crianças poderiam participar da organização dos materiais recicláveis limpos e produzir cartazes coletivos. A intenção seria desenvolver atitudes de cuidado sem responsabilizá-las por problemas estruturais que exigem políticas públicas. 6. Metodologias ativas e aprendizagem significativa As atividades repetitivas descritas no caso demonstram pouca valorização dos conhecimentos prévios e das experiências das crianças. A teoria da aprendizagem significativa de Ausubel ajuda a compreender que novos conhecimentos são melhor assimilados quando estabelecem relações com aquilo que o estudante já conhece. Associada às metodologias ativas discutidas por Baruffi e Pisa (2022), essa perspectiva fundamenta experiências que envolvem participação e investigação. Proponho iniciar as atividades com rodas de conversa sobre o que as crianças observam no caminho até a escola. A partir de suas falas, seriam construídas maquetes com materiais reutilizáveis limpos, representando ruas, casas, rios e espaços verdes. As crianças poderiam simular o percurso da água da chuva e observar como resíduos podem dificultar seu escoamento. Assim, conceitos científicos seriam construídos a partir de situações próximas à realidade infantil. 7. Mediação pedagógica e desenvolvimento infantil A insegurança das professoras e a ausência de atividades investigativas demonstram a necessidade de compreender melhor o papel da mediação pedagógica. Na perspectiva histórico- cultural de Vygotsky, as interações sociais e a intervenção intencional do professor favorecem o desenvolvimento de conhecimentos e capacidades. No caso, a professora deve partir das perguntas das crianças, estimular comparações e ampliar suas explicações, sem antecipar todas as respostas. Durante uma investigação sobre a água, por exemplo, poderia apresentar recipientes transparentes com água limpa e outros com água misturada a terra, perguntando quais diferenças podem ser observadas. Seria importante esclarecer que a aparência da água não comprova sua potabilidade, pois contaminantes podem ser invisíveis. Essa abordagem desenvolve a observação e a argumentação infantil, respeitando as possibilidades de cada faixa etária. 8. BNCC e integração dos campos de experiências A falta de continuidade das atividades ambientais demonstra a necessidade de organizar propostas vinculadas ao currículo da Educação Infantil. A BNCC (BRASIL, 2018) estabelece as interações e brincadeiras como eixos estruturantes e reconhece os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. O campo "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações" permite desenvolver investigações sobre fenômenos naturais e mudanças ambientais, enquanto "O eu, o outro e o nós" favorece a construção de atitudes de cuidado coletivo. Para aplicar esses princípios, proponho uma sequência de atividades que envolva observação de imagens, levantamento de hipóteses, experimentações, desenhos e socialização das descobertas. Para as crianças de 4 e 5 anos, o objetivo EI03ET03, relacionado à identificação e seleção de fontes de informações para responder a questões sobre a natureza, pode orientar parte dessas experiências. Para as de 3 anos, as propostas deverão ser adaptadas aos objetivos correspondentes às crianças bem pequenas. 9. Educação em saúde e construção de hábitos de higiene A ocorrência de doenças entre as crianças exige que as práticas de higiene sejam trabalhadas de maneira contínua e com intencionalidade pedagógica. Baruffi e Pisa (2022) destacam a importância da escola na promoção da saúde infantil. Nesse sentido, a lavagem das mãos deve ser incorporada à rotina antes das refeições, após o uso do banheiro e sempre que necessário, acompanhada de explicações adequadas à idade. Também proponho histórias ilustradas, brincadeiras e demonstrações sobre cuidados com os alimentos, consumo de água potável e limpeza dos espaços. O objetivo é desenvolver a autonomia progressiva das crianças, compreendendo que os hábitos individuais contribuem para a prevenção, mas não substituem o saneamento e a assistência à saúde. 10. Formação continuada e prática docente reflexiva A dificuldade das professoras para relacionar Ciências, ambiente e saúde está associada à insuficiência de oportunidades formativas. Baruffi e Pisa (2022) discutem a formação inicial e continuada como elemento importante para a renovação das práticas pedagógicas. Como solução, proponho encontros mensais de formação, organizados pela coordenação pedagógica, para estudar conceitos científicos, discutir situações reais e elaborar sequências didáticas investigativas. As professoras também poderão compartilhar registros das atividades e analisar como as crianças formularam perguntas, levantaram hipóteses e construíram explicações. Essa prática reflexiva possibilita aperfeiçoar o planejamento e superar a dependência de atividades prontas. 11. Interdisciplinaridade e contextualização curricular A fragmentação dos conteúdos ambientais impede que as crianças compreendam as relações entre diferentes aspectos de sua realidade. A interdisciplinaridadepermite integrar conhecimentos científicos, linguagem oral, expressão artística e noções matemáticas em experiências contextualizadas. No projeto proposto, as crianças poderão contar e classificar materiais reutilizáveis limpos, produzir desenhos sobre ambientes saudáveis, ouvir histórias relacionadas à natureza e participar de conversas sobre os cuidados com a escola. Essas atividades não devem ser realizadas isoladamente, mas articuladas a uma investigação comum. Dessa forma, o ensino de Ciências passa a integrar o cotidiano escolar e contribui para uma aprendizagem mais ampla e significativa. 12. Ludicidade, observação e experiências seguras A decisão das professoras de evitar os espaços externos demonstra uma preocupação legítima com a segurança, mas a restrição generalizada das experiências ambientais pode limitar oportunidades de exploração. A BNCC reconhece as brincadeiras e interações como fundamentais ao desenvolvimento infantil. Portanto, a solução não consiste em expor as crianças a ambientes contaminados, mas identificar espaços seguros e organizar experiências supervisionadas. A escola poderá criar um pequeno espaço de investigação com plantas cultivadas em solo limpo, recipientes para observação da água e materiais naturais previamente selecionados. As crianças poderão acompanhar o crescimento das plantas, comparar folhas e observar mudanças ao longo do tempo. Assim, a segurança será preservada sem eliminar o contato pedagógico com a natureza. 13. Relação entre escola, família e comunidade Os problemas identificados ultrapassam os limites físicos da instituição e não podem ser resolvidos exclusivamente pelas professoras. A promoção da saúde infantil depende da articulação entre educação, saúde, saneamento e participação comunitária. Proponho reuniões com as famílias para compartilhar informações sobre prevenção de doenças, identificar preocupações relacionadas ao ambiente e construir encaminhamentos coletivos. A escola também poderá solicitar ações educativas da UBS e apoio dos órgãos municipais responsáveis pela limpeza urbana e pelo saneamento. Essa parceria fortalece a função social da instituição e demonstra que a educação ambiental envolve participação cidadã e defesa do direito a condições adequadas de vida. 14. Problematização e desenvolvimento do pensamento científico A ausência de questionamentos nas atividades escolares revela uma prática centrada na transmissão de respostas prontas. O ensino por investigação, abordado por Baruffi e Pisa (2022), permite utilizar situações-problema para estimular observações, hipóteses e explicações. Uma possibilidade seria apresentar duas maquetes, uma com sistema de drenagem desobstruído e outra com obstáculos simulando resíduos, perguntando às crianças o que poderá acontecer quando chover. Após ouvirem as hipóteses, elas acompanhariam a simulação realizada pela professora e comparariam os resultados. A experiência permitiria compreender, de maneira inicial, a relação entre descarte inadequado de resíduos e dificuldades de escoamento da água, valorizando o raciocínio e a participação infantil. 15. Planejamento pedagógico, avaliação formativa e continuidade das ações A realização de atividades ambientais apenas em datas específicas demonstra a ausência de planejamento sistemático. A BNCC orienta a organização de experiências que promovam aprendizagens e desenvolvimento de forma contínua, respeitando as características da infância. Como solução, proponho inserir o projeto de educação ambiental e saúde no planejamento institucional, com atividades semanais e acompanhamento pedagógico. A avaliação ocorrerá por meio de registros de observação, fotografias autorizadas, desenhos e relatos das crianças, considerando sua participação, curiosidade, capacidade de estabelecer relações e autonomia nos cuidados cotidianos. Esses registros permitirão reorganizar as propostas conforme as necessidades observadas, sem utilizar provas ou exigir explicações científicas incompatíveis com a faixa etária. 16. Ação prioritária para a resolução imediata do caso Considerando a gravidade da situação, entendo que a primeira medida da escola deve ser implementar um plano de proteção à saúde infantil articulado à investigação das condições sanitárias do entorno. A direção deverá identificar e restringir áreas de risco, verificar as condições de higiene, água potável e manejo de resíduos dentro da instituição, comunicar os problemas aos órgãos municipais competentes e solicitar acompanhamento da UBS e da Vigilância em Saúde. Também será necessário orientar as famílias sobre os encaminhamentos para avaliação das crianças que apresentem sintomas, respeitando a confidencialidade das informações de saúde. Simultaneamente, a equipe pedagógica deverá iniciar um projeto permanente de Ciências Naturais e educação ambiental, com formação docente, atividades investigativas e participação comunitária. Essa proposta responde às duas dimensões centrais do desafio: a necessidade imediata de proteger as crianças e a transformação das práticas pedagógicas. Compreendo que a escola não consegue solucionar sozinha a poluição e a precariedade do saneamento, mas tem responsabilidade na identificação dos riscos, na mobilização dos serviços públicos e na construção de conhecimentos que favoreçam a saúde, a consciência ambiental e a formação cidadã desde a infância. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: Meu texto não passou de 6000 caracteres. Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. Conectei teoria + situação. Apresentei soluções plausíveis. Incluí referências. Mostrei que aprendi algo. Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. A análise mostrou que a degradação ambiental ameaça a saúde infantil e exige repensar o ensino de Ciências. Aprendi que a solução exige duas ações articuladas: proteger imediatamente as crianças e desenvolver experiências investigativas permanentes. Baruffi e Pisa (2022) mostram a importância de observar, perguntar e comparar, explicando os motivos dos cuidados em vez de apenas exigir hábitos. A instituiçãoatende crianças de 3 a 5 anos em uma região de expansão urbana, próxima a um curso d’água poluído e a terrenos com resíduos. Há relatos de roedores e insetos, odores, verminoses, infecções de pele e faltas por doenças respiratórias. Ao mesmo tempo, as professoras evitam os espaços externos, utilizam colagens e orientações como “não jogue lixo” e abordam o ambiente somente em datas comemorativas. A escassa formação continuada dificulta integrar esses temas. Três conceitos explicam o caso: determinantes socioambientais da saúde, alfabetização científica e educação ambiental crítica. Baruffi e Pisa (2022) relacionam saúde infantil, ambiente e educação. Água ou solo contaminados por fezes podem favorecer parasitoses; resíduos e locais com abrigo ou alimento podem atrair animais transmissores de doenças. Não se pode atribuir as infecções de pele e respiratórias à poluição sem investigação: ventilação e transmissão entre pessoas também importam. A alfabetização científica supera a repetição de regras ao envolver perguntas, hipóteses e evidências. Já a educação ambiental crítica permite reconhecer que a limpeza individual não substitui coleta de resíduos, esgotamento sanitário e políticas públicas. A realidade local pode ser investigada sem exposição ao risco. Minha primeira recomendação é instituir imediatamente um plano de proteção: mapear e isolar áreas inseguras, conferir água potável, banheiros, limpeza e acondicionamento do lixo, registrar episódios de adoecimento com sigilo e orientar as famílias a buscar atendimento quando necessário. A direção deve acionar a UBS, a Vigilância em Saúde e os setores municipais de saneamento e limpeza, solicitando inspeção e providências documentadas. A equipe acompanhará os encaminhamentos e as condições de frequência, sem realizar diagnósticos. A escola previne exposições e mobiliza a rede, mas não substitui os serviços de saneamento. Na dimensão pedagógica, proponho o projeto contínuo “Pequenos investigadores do ambiente”, integrado à rotina semanal. Primeiro, uma roda de conversa levantará o que as crianças percebem sobre água, lixo e higiene; depois, fotos do entorno feitas por adultos e observações apenas em áreas seguras estimularão perguntas e hipóteses. Em maquetes com materiais limpos, as crianças preverão o caminho da água da chuva, observarão uma simulação de escoamento com e sem obstáculos, compararão resultados e os comunicarão em desenhos e falas. Na higiene das mãos, tinta lavável representará simbolicamente a sujeira, seguida da lavagem com água e sabonete e da explicação de que microrganismos podem ser invisíveis. Brincadeiras, cultivo em solo seguro e classificação de resíduos limpos ampliarão as investigações, sem manipular água poluída ou lixo real. A BNCC (BRASIL, 2018) sustenta os direitos de brincar, explorar e participar e o campo “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”; para 4 e 5 anos, o objetivo EI03ET03 orienta a busca de informações sobre a natureza, enquanto as atividades com crianças de 3 anos exigem mediação e objetivos próprios da faixa etária. A formação mensal apoiará o planejamento docente. Registros de falas, hipóteses, desenhos e hábitos de higiene permitirão avaliação formativa e replanejamento. Famílias e UBS participarão de conversas, e a gestão acompanhará as solicitações aos órgãos públicos. Aprendi que proteger não é impedir a exploração da natureza, mas organizar experiências seguras. Também compreendi que a professora não precisa antecipar respostas: sua mediação ajuda as crianças a observar diferenças, confrontar previsões e construir explicações possíveis para a idade. O ensino de Ciências ganha sentido quando parte do cotidiano sem transformar a criança em responsável por resolver a poluição do bairro. Concluo que o desafio não se resolve com uma campanha pontual. É necessário unir proteção sanitária, participação comunitária, formação docente e currículo investigativo. O êxito pedagógico poderá ser observado na qualidade das perguntas e explicações das crianças, na autonomia progressiva nos cuidados e na continuidade das experiências; já a melhoria ambiental dependerá também da atuação dos órgãos competentes. Isso reforçou minha compreensão da função social da escola. Referências BARUFFI, Mônica Maria; PISA, Rosane Cristina Coelho. Metodologia e conteúdos básicos de ciências naturais e saúde infantil. 2. ed. Indaial: UNIASSELVI, 2022. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Ao estudar o caso, percebi que inicialmente pensava a educação ambiental sobretudo como ensino de bons hábitos. O livro e a BNCC levaram-me a relacionar investigação, saúde coletiva e direitos das crianças. Avancei ao distinguir fatores de risco de causas comprovadas e ao planejar atividades que unem curiosidade, segurança e avaliação. Ainda preciso aprofundar meus conhecimentos sobre saneamento e estratégias de mediação, mas consigo justificar melhor minhas escolhas pedagógicas.