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<p>Os guias alimentares, em paralelo às pirâmides alimentares, são cada vez mais divulgados orientando a população a incluir alimentos variados, em quantidades e proporções adequadas, sendo que anterior a 2014 orientava o número de porções de cada grupo de alimentos a ser ingerido diariamente (PHILIPPI, 2008). A pirâmide, por sua vez, é uma forma ilustrativa e prática de transmitir as orientações para uma dieta alimentar saudável. Sendo originada através de pesquisas realizadas desde 1893, culminando na primeira Pirâmide Alimentar Brasileira adaptada, elaborada em 1999, pela pesquisadora da USP, professora Sonia Tucunduva Philippi. Discutiremos mais sobre isso no próximo tópico. Nesse sentido, vamos nos direcionar para os próximos itens a serem discutidos, a Nutrição Humana e as diretrizes/pirâmide alimentares que norteiam o consumo alimentar no Brasil e no mundo de forma mais específica. 2 NUTRIÇÃO HUMANA A Nutrição Humana é uma parte da ciência da nutrição, multifacetada e complexa que é útil para mostrar como as substâncias existentes nos alimentam e como nos fornecem a nutrição essencial para a manutenção da vida. Nesse contexto, para compreender a nutrição, é importante que se faça uma abordagem holística, desde a biologia até o contexto social (GIBNEY; VORSTER; KOK, 2005). 2.1 HISTÓRIA DA NUTRIÇÃO Há milhões de anos atrás, a busca por alimentos deu um ponta pé no desenvolvimento dos seres humanos em relação à alimentação. A organização da sociedade, as guerras mundiais, a expansão urbana, a economia, o sistema social, a política, a religião, a ciência, a medicina, o desenvolvimento industrial, tudo influenciou ou foi influenciado pela alimentação (GIBNEY; VORSTER; KOK, 2005). Na segunda metade do século XVIII, a nutrição viveu seu primeiro renascimento, pois foi o momento em que cientistas e médicos perceberam que doenças poderiam acontecer pela falta dos nutrientes que eram fornecidos pelo alimento. E passaram não apenas a rever as doenças instaladas, mas também a se atentar à proteção e restauração dos sistemas, melhorando as respostas do organismo frente a desequilíbrios com a alimentação (GIBNEY; VORSTER; KOK, 2005). 50 anos atrás, na década de 80, é que foi o segundo renascimento da alimentação, e, infelizmente, nesse momento, com a percepção de que os problemas globais de insegurança alimentar e desnutrição não haviam sido vencidos com os conhecimentos prévios. Desvia-se, então, a nutrição apenas do paradigma clínico, voltando o olhar ao paradigma psicossocial (GIBNEY; VORSTER; KOK, 2005). 5</p>