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<p>FACULDADE ANHAGUERA</p><p>SUPERIOR TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA</p><p>GUSTAVO HENRIQUE SOUSA SANTIAGO</p><p>RA: 3777198101</p><p>CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR</p><p>VALPARAISO (GO)</p><p>2024</p><p>GUSTAVO HENRIQUE SOUSA SANTIAGO</p><p>CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR</p><p>Trabalho apresentado a Faculdade Anhanguera como requisito para conclusão do Curso Superior Tecnologia Em Radiologia.</p><p>Orientador: Prof. Junior</p><p>VALPARAISO (GO)</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................04</p><p>DESENVOLVIMENTO...............................................................................................................</p><p>SISTEMA TEGUMENTAR ........................................................................................................05</p><p>EPIDERME ..................................................................................................................................05</p><p>DERME ........................................................................................................................................06</p><p>PÊLOS E UNHAS .......................................................................................................................06</p><p>GLÂNDULAS DA PELE ............................................................................................................07</p><p>TECIDO CARTILAGINOSO .....................................................................................................07</p><p>CARTILAGEM HIALINA ..........................................................................................................07</p><p>MATRIZ EXTRACELULAR......................................................................................................08</p><p>CONDROBLASTOS E CONDRÓCITOS...................................................................................08</p><p>PERICÔNDRIO ...........................................................................................................................09</p><p>HISTOGÊNESE ..........................................................................................................................10</p><p>CRESCIMENTO DA CARTILAGEM .......................................................................................10</p><p>CARTILAGEM ELÁSTICA .......................................................................................................11</p><p>CART. FIBROSA OU FIBROCARTILAGEM ..........................................................................11</p><p>DISCOS INTERVERTEBRAIS ..................................................................................................12</p><p>HÉRNIA DE DISCO ...................................................................................................................12</p><p>SISTEMA LOCOMOTOR I .......................................................................................................13</p><p>OSSIFICAÇÃO ...........................................................................................................................14</p><p>OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA .................................................................................14</p><p>OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL ............................................................................................15</p><p>SISTEMA LOCOMOTOR II ......................................................................................................16</p><p>TECIDO MUSCULAR ................................................................................................................17</p><p>FUNÇÕES DO TECIDO MUSCULAR ......................................................................................17</p><p>NOMECLATURA DO TECIDO MUSCULAR ..........................................................................18</p><p>MÚSCULOS DO CORPO HUMANO ........................................................................................19</p><p>TIPOS DE MÚSCULOS .............................................................................................................19</p><p>PRINCIPAIS MÚSCULOS DO CORPO HUMANO .................................................................21</p><p>MÚSCULOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO ...........................................................................22</p><p>MÚSCULOS DO TÓRAX E DO ABDÔMEN ...........................................................................22</p><p>MÚSCULOS DOS MEMBROS SUPERIORES .........................................................................22</p><p>MÚSCULOS DOS MEMBROS INFERIORES ..........................................................................23</p><p>SISTEMA REPRODUTOR FEMININO ....................................................................................23</p><p>DESENVOLVIMENTO DOS OVÁRIOS ..................................................................................24</p><p>OOCITOGÊNESE .......................................................................................................................25</p><p>O QUE OCORRE NA PUBERDADE?........................................................................................26</p><p>HISTOLOGIA DOS OVÁRIOS ..................................................................................................26</p><p>OVÁRIOS E SUAS FUNÇÕES ..................................................................................................27</p><p>O QUE É O FOLÍCULO OVARIANO?......................................................................................27</p><p>HISTOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO.....................................................28</p><p>HISTOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO ................................................29</p><p>TESTÍCULOS ..............................................................................................................................29</p><p>TÚBULOS SEMINÍFEROS ........................................................................................................29</p><p>DUCTOS ......................................................................................................................................30</p><p>EPIDIDIMO .................................................................................................................................32</p><p>CONCLUSÃO .............................................................................................................................34</p><p>Introdução</p><p>O sistema tegumentar é o maior órgão do corpo humano, abrangendo a pele, cabelos, unhas e várias glândulas, como as sudoríparas e sebáceas. A pele é uma barreira vital que protege o organismo contra agentes externos, como bactérias, vírus e radiação ultravioleta. Além disso, desempenha um papel essencial na regulação da temperatura corporal, através da transpiração e da vasodilatação ou vasoconstrição dos vasos sanguíneos cutâneos. Sua rica rede de receptores sensoriais permite a percepção de sensações táteis, térmicas e dolorosas, contribuindo para a interação com o ambiente. A pele também desempenha funções de síntese e secreção de substâncias importantes, como o suor e o sebo, que auxiliam na manutenção da integridade cutânea e na lubrificação dos pelos e da pele.</p><p>O sistema locomotor é uma intrincada rede formada pela interação entre o sistema muscular, responsável pela geração de movimento, e o sistema esquelético, que fornece suporte estrutural e proteção aos órgãos internos. Os músculos esqueléticos, acionados pelo sistema nervoso, permitem uma ampla gama de movimentos, desde simples gestos até atividades complexas. Já o esqueleto humano, composto por ossos, cartilagens e articulações, não apenas confere forma ao corpo, mas também desempenha um papel fundamental na locomoção, postura e proteção de órgãos vitais. O estudo da anatomia e fisiologia do sistema locomotor é fundamental para entender a biomecânica do movimento humano e para prevenir e tratar lesões musculoesqueléticas, como distensões musculares, fraturas e degeneração articular.</p><p>O sistema reprodutor,</p><p>ou sistema genital, é responsável pela perpetuação da espécie e pela produção de gametas, células sexuais especializadas, nos órgãos reprodutivos masculinos e femininos. Além disso, desempenha um papel crucial na regulação hormonal, que influencia não apenas a função reprodutiva, mas também o desenvolvimento e o comportamento humano. O estudo da anatomia e fisiologia do sistema reprodutor é essencial para compreender os processos de fertilização, gestação e parto, bem como para diagnosticar e tratar condições médicas relacionadas à reprodução, como infertilidade, doenças sexualmente transmissíveis e distúrbios hormonais.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>SISTEMA TEGUMENTAR</p><p>O sistema tegumentar é composto por pele e anexos (pelos, unhas, glândulas sudoríparas, sebáceas e mamárias). A pele é formada por epiderme e derme, suas porções epitelial (originária do ectoderma) e conjuntiva (originária do mesoderma), respectivamente. Dependendo da espessura da epiderme, a pele é classificada em fina ou espessa, sendo esta última encontrada na planta do pé, na palma da mão e em algumas articulações.</p><p>A pele fina é encontrada no restante do corpo. Abaixo e em continuidade com a derme encontra-se a hipoderme ou tecido celular subcutâneo, um tecido conjuntivo frouxo que pode conter panículo adiposo (muito adipócitos). No entanto, a hipoderme não faz parte da pele, apenas a une com os órgãos subjacentes. A pele é um dos maiores órgãos do corpo e tem diversas funções: proteção contra desidratação, atrito e raios UV; sensorial (através de, por exemplo, corpúsculos de Vater-Pacini); termo regulação; excreção; formação de vitamina D3; e imunidade. A derme une-se à epiderme através de suas projeções irregulares denominadas papilas dérmicas, as quais se encaixam nas cristas epidérmicas. Isso permite uma grande coesão entre essas camadas.</p><p>EPIDERME</p><p>Constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, sendo suas células mais abundantes os queratinócitos. Apresenta quatro ou cinco camadas, denominadas estratos, estando na seguinte ordem partindo da derme para a superfície: basal, espinhosa, granulosa, lúcida (apenas na pele espessa) e córnea. O estrato basal possui células prismáticas ou cuboides, basófilas, repousadas sobre a membrana basal. É rica em células-tronco e, por isso, também chamada de germinativa. Apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável, junto com a camada espinhosa, pela renovação da epiderme.</p><p>As células da camada basal contêm filamentos intermediários de queratina, que aumentam de número em direção à superfície. Os melanócitos são encontrados nesta camada e na junção da derme e epiderme. As células da camada basal contêm filamentos intermediários de queratina, que aumentam de número em direção à superfície. Os melanócitos são encontrados nesta camada e na junção da derme e epiderme.</p><p>A camada espinhosa possui células cuboides ou ligeiramente achatadas, com núcleo central e citoplasma com tonofilamentos (queratina) e curtas expansões que dão à célula um aspecto espinhoso.</p><p>A camada granulosa tem de 3 a 5 fileiras de células poligonais achatadas, de núcleo central e citoplasma com grânulos basófilos.</p><p>O estrato lúcido, evidente apenas na pele espessa, é formado por uma camada delgada de células achatadas, eosinófilas e translúcidas, sem núcleo e organelas.</p><p>A camada córnea é constituída por células achatadas, mortas, sem núcleo e com citoplasma cheio de queratina. Na pele fina pode estar faltando, ainda, a camada granulosa, além de ter uma camada córnea bem reduzida.</p><p>DERME</p><p>Formada por duas camadas: derme papilar (tecido conjuntivo frouxo – superficial) e derme reticular (tecido conjuntivo denso – mais profundo). O limite entre essas duas camadas é pouco distinto.</p><p>Ambas possuem muitas fibras elásticas. Além disso, a derme apresenta vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, folículo piloso, glândulas sebáceas e sudoríparas.</p><p>PELOS E UNHAS</p><p>Pelos:</p><p>Os pelos são estruturas delgadas queratinizadas que se desenvolvem a partir de uma invaginação da epiderme, o folículo piloso, que, no pelo de crescimento, apresenta-se com uma dilatação terminal, o bulbo piloso, em cujo centro observa-se uma papila dérmica. As células que recobrem esta papila forma a raiz do pelo, de onde emerge o eixo do pelo. No bulbo observam-se células-tronco- queratinócitos clonogênicos– responsáveis por originar a haste do pelo, novos queratinócitos da epiderme e as glândulas sebáceas, em respostas à sinais morfogenéticos. Há na derme feixes e músculo liso dispostos obliquamente, que se inserem de um lado na bainha conjuntiva do folículo e do outro na camada papilar da derme. A contração desses músculos promove o eriçamento do pelo, recendo o nome de músculo eretor do pelo. A pigmentação deve-se a presença de melanócitos, entre a papila e o epitélio da raiz do pelo.</p><p>Unhas:</p><p>São placas córneas (queratina) que se dispõem na superfície dorsal das falanges terminais dos dedos e artelhos. A superfície da falange que é recoberta pela unha, recebe o nome de leito ungueal. A porção proximal é chamada raiz da unha ou matriz. É na raiz da unha que se observa a sua formação, graças a um processo de proliferação de células epiteliais, que gradualmente se queratinizam, formando uma placa córnea. A camada córnea desse epitélio forma a cutícula da unha. A unha é constituída essencialmente por escamas córneas compactas, fortemente aderidas uma às outras. Elas crescem no sentido distal dos membros, deslizando sobre o leito ungueal, que tem estrutura típica de pele e não participa da formação da unha.</p><p>Glândulas da pele</p><p>São sebáceas e sudoríparas. As glândulas sebáceas – glândula exócrina acinosa simples ramificada holócrina – situam-se na derme e seus ductos geralmente desembocam em um folículo piloso, sendo que em algumas regiões desembocam direto na superfície da pele. Na palma da mão e na planta do pé não há esse tipo de glândula. Já as glândulas sudoríparas – glândula exócrina tubulosa simples enovelada – são encontradas em toda a pele e podem ser merócrinas ou apócrinas.</p><p>Tecido Cartilaginoso</p><p>O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida. Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares, onde absorve choques, e facilita o deslizamento dos ossos na articulação. A cartilagem é essencial para a formação e crescimento do osso longo, na vida intra-uterina e depois do nascimento. Contem células os condrócitos, e abundante material extracelular, que constitui a matriz. As cavidades da matriz ocupada pelos condrócitos são chamadas de lacunas. Uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos, constituindo os grupos isógenos. Esse tecido apresenta ausência de vasos sanguíneos, ausência de vasos linfáticos e ausência de nervos. De acordo com os seus constituíntes o tecido cartilaginoso é dividido em: cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem.</p><p>Cartilagem hialina</p><p>É o tipo mais frequente encontrado no corpo humano. Forma o primeiro esqueleto do embrião, que posteriormente é substituído por um esqueleto ósseo. Entre a diáfise e a epífise dos ossos longos em crescimento observa-se o disco epifisário, de cartilagem hialina, que é responsável pelo crescimento do osso em extensão.</p><p>No adulto, a cartilagem hialina é encontrada na parede das fossas nasais, traquéia e brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos (articulação com grande mobilidade).</p><p>Matriz extracelular</p><p>É formada por fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido hialurônico, proteoglicanas (glicosaminoglicanas associada à um bastão proteico) e glicoproteinas. O alto conteúdo de água de solvatação das moléculas de glicosaminoglicanas atua como um sistema de absorção de choques mecânicos, de grande significado funcional, principalmente nas cartilagens articulares.</p><p>Outro componente importante é a glicoproteína estrutural</p><p>condronectina uma macromolécula com sitio de ligação para condrócitos e fibrilas de colágeno tipo II e glicosaminoglicanas. Assim a condronectina, participa da associação do arcabouço macromolecular da matriz com os condrócitos.</p><p>Condroblastos e Condrócitos</p><p>Na periferia da cartilagem hialina observamos os condroblastos, são células jovens com alto poder de síntese, apresentam forma alongada e sintetizam os elementos da cartilagem. Mais profundamente, encontramos os condrócitos, são arredondados e aparecem em grupos de até oito células, chamados grupos isógenos, porque suas células são originadas de um único condrócito. Os condroblastos são células secretoras de colágeno, principalmente do tipo II,</p><p>e da substância fundamental (proteoglicanas, glicosaminoglicanas e as glicoproteínas de adesão, como a condronectina.</p><p>Os nutrientes trazidos pelo sangue atravessam o pericôndrio, penetram na matriz da cartilagem e vão ate os condrócitos mais profundos. Isto ocorre por difusão através da água de solvatação e o bombeamento promovido pelas forças de compressão e descompressão exercidas sobre a cartilagem. A falta de capilares sanguíneos limita a espessura máxima das cartilagens. O funcionamento dos condrócitos depende de um balanço hormonal adequado.</p><p>Pericôndrio</p><p>Todas as cartilagens hialinas, exceto as cartilagens articulares, são envolvidas por uma camada de tecido conjuntivo, denso na sua maior parte, denominado pericôndrio. Além de ser uma fonte de novos condrócitos para o crescimento, o pericôndrio é responsável pela nutrição, oxigenação e eliminação dos refugos metabólicos da cartilagem, porque nele está localizado vasos sanguíneos e linfáticos, inexistentes no tecido cartilaginoso.</p><p>O pericôndrio é formado por tecido conjuntivo muito rico em fibras colágeno tipo I na parte mais superficial- pericôndrio fibroso, porem gradativamente mais rico em células à medida que se aproxima da cartilagem- pericôndrio celular. As células do pericôndrio são semelhantes aos fibroblastos, porém às situadas mais próximas a cartilagem, podem se multiplicar por mitose caracterizando-se assim, como condroblasto.</p><p>Histogênese (origem embrionária)</p><p>No embrião, os esboços das cartilagens surgem no mesênquima. A primeira modificação observada é o arredondamento das células mesenquimatosas. As células que se formam são o condroblasto em seguida começa a síntese da matriz pelos condroblastos, o que afasta essas células uma das outras. A diferenciação das cartilagens dá-se do centro para a periferia, de modo que as células mais centrais já apresentam as características de condrócitos, enquanto as mais periféricas são condroblastos típicos. O mesênquima superficial vai formar o pericôndrio.</p><p>Crescimento da cartilagem</p><p>O crescimento da cartilagem deve-se a dois processos: O crescimento intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes; e o crescimento aposicional, que se faz a partir das células do pericôndrio. Nos dois casos, os novos condrócitos formados logo produzem fibrilas colágenas e a substância fundamental, de modo que o crescimento real é muito maior do que o produzido pelo aumento do número de células.</p><p>O crescimento intersticial é menos importante e quase só ocorre nas primeiras fases da vida da cartilagem. À medida que a matriz se torna cada vez mais rígida, o crescimento intersticial deixa de ser viável e a cartilagem passa a crescer somente por aposição. Células da parte mais profunda do pericôndrio multiplicam-se e diferenciam-se em condroblastos, que são adicionados à cartilagem. A parte superficial das cartilagens em crescimento mostra transições entre as células do pericôndrio e os condroblastos.</p><p>Cartilagem elástica</p><p>É encontrada na orelha externa e interna, epiglote, cartilagem cuneiforme da laringe. É constituída de fibrilas de colágeno tipo II, de fibras elásticas e de substância fundamental (proteoglicanas, glicosaminoglicanas e glicoproteínas de adesão- condronectina). As principais funções são: sustentação e flexibilidade. A cartilagem elástica apresenta pericôndrio e cresce principalmente por aposição.</p><p>Cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem</p><p>É encontrada nos discos intervertebrais, sínfise púbica, em tendões e ligamentos na inserção de músculos. Essa cartilagem está sempre associada com tecido conjuntivo denso, apresenta acidofilia por conter grande quantidade de fibras colágenas tipo I, e apresenta pouca matriz extracelular. As numerosas fibras de colágeno constituem feixes, que seguem uma orientação aparentemente irregular entre os condrócitos ou um arranjo paralelo ao longo do condrócito em fileiras. Essa orientação é influenciada pelas forças que atuam sobre a fibrocartilagem. Não existe pericôndrio, sua nutrição é feita pelo líquido sinovial. Apresenta a função de sustentação e resistência.</p><p>Discos intervertebrais</p><p>São estruturas fibrocartilaginosas localizadas entre os corpos das vértebras, promovendo união, alinhamento e certa mobilidade as vértebras vizinhas, como também absorve as forças de tração muscular, gravidade e carga, que de outro modo, tenderiam a esmagar uma vértebra contra a outra. Ele é constituído por uma porção periférica, chamada de anel fibroso e formada por fibrocartilagem e uma porção central, o núcleo pulposo formado por células arredondadas, dispersa no líquido composto por ácido hialurônico.</p><p>Hérnia de disco</p><p>Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o seu uso repetitivo inadequado. Surgem a degeneração discal com desidratação discal, o que facilita a formação de deformações discais diversas por comprometimento de sua matriz, envelhecimento celular e formação de substâncias inflamatórias diversas. A mais conhecida, embora menos comum, é a hérnia de disco/hérnia discal, ou seja, parte do seu núcleo sai da posição normal, atravessa uma fissura discal formada, podendo ou não comprimir uma raiz nervosa única em geral ou mais raízes nervosas que atravessam o canal vertebral. O problema é mais frequente nas regiões lombar baixa e cervical baixa, por serem áreas mais expostas ao movimento e são submetidas a maior torque.</p><p>Sistema locomotor I</p><p>O sistema locomotor é responsável pela movimentação do corpo e é</p><p>composto pelos sistemas muscular e esquelético.</p><p>O sistema locomotor é formado pela combinação de dois sistemas, que atuam juntos para garantir uma grande quantidade de movimentos: o sistema muscular e o sistema esquelético. Sem esses sistemas seria impossível nos alimentar, ir para novos ambientes, reproduzir, entre diversas outras funções importantes.</p><p>O sistema muscular é formado por músculos, estruturas compostas por tecidos musculares. A principal característica desses tecidos é a capacidade de contração, que pode ser voluntária ou involuntária dependendo do tipo em questão.</p><p>Existem três tipos de tecido muscular: o estriado esquelético, o estriado cardíaco e o não estriado. Apesar de existirem diferentes tipos de tecidos musculares, apenas um está relacionado com a movimentação do corpo e nossa postura: o tecido muscular esquelético. Os músculos esqueléticos constituem praticamente 40% de todo o peso do nosso corpo, sendo, portanto, a maior parte da musculatura do nosso organismo.</p><p>O tecido muscular esquelético permite que façamos movimentos simples, como mover os olhos, e complexos, como os saltos graciosos, porém difíceis, dos ginastas. O tecido muscular esquelético está ligado aos ossos e só se contrai após estímulos desencadeados por terminações nervosas ligadas a cada fibra muscular. A fibra muscular, também chamada de miócito, é a unidade fundamental do músculo esquelético e é uma estrutura alongada formada por miofibrilas.</p><p>A contração muscular permite que os músculos tracionem os ossos ao qual estão conectados, permitindo assim a movimentação. Essa relação entre os músculos e os ossos podem ser comparados aos sistemas de alavancas e geralmente ocorre em decorrência da contração de um músculo e o relaxamento de outro (antagonismo muscular).</p><p>Ossificação</p><p>O processo de formação dos ossos pode ocorrer dois tipos de processos, o de ossificação intramembranosa e o de ossificação endocondral. A ossificação intramembranosa ocorre no interior de uma membrana conjuntiva, enquanto que a endocondral ocorre a substituição de uma cartilagem hialina preexistente, o molde ou primórdio do futuro osso, pelo tecido ósseo.</p><p>Ossificação Intramembranosa</p><p>A ossificação intramembranosa ocorre no interior de membranas de tecido mesenquimal durante a vida intrauterina e de membranas de tecido conjuntivo na vida pós-natal. Este processo forma os ossos frontal e parietal e de partes do occipital, do temporal e dos maxilares superior e inferior. Contribui também para o crescimento dos ossos curtos e para o aumento em espessura dos ossos longos.Células mesenquimatosas se diferenciam e se transformam em grupos de osteoblastos que sintetizam uma matriz ainda não mineralizada, o osteoide, que logo se mineraliza. Os osteoblastos que acabam sendo totalmente envolvidos pela matriz se tornam osteócitos. Surgem, simultaneamente, vários desses grupos de células no centro de ossificação e ocorre confluência de pontes ou traves de tecido ósseo recém-formadas, mantendo espaços entre si preenchidos por células mesenquimais, células osteoprogenitoras e vasos sanguíneos, o que confere ao osso uma estrutura esponjosa. As células mesenquimatosas presentes nesses espaços dão origem à medula óssea. Os vários centros de ossificação crescem radialmente e acabam por se fundir e substituir a membrana conjuntiva preexistente. A palpação do crânio dos recém-nascidos revela áreas moles – as fontanelas –, nas quais as membranas conjuntivas ainda não foram substituídas por tecido ósseo.</p><p>Ossificação Endocondral</p><p>A ossificação endocondral tem início sobre uma peça de cartilagem hialina que tem formato semelhante ao do osso que se vai formar. Esse tipo de ossificação é o principal responsável pela formação dos ossos curtos e longos e consiste em:</p><p>As células da cartilagem hialina sofrem várias modificações: hipertrofia dos condrócitos; a matriz cartilaginosa situada entre os condrócitos hipertróficos reduz-se a finos tabiques e sofre calcificação; morte dos condrócitos por apoptose.</p><p>As cavidades previamente ocupadas pelos condrócitos são invadidas por capilares sanguíneos e células osteogênicas vindas do tecido conjuntivo adjacente. Essas células se diferenciam em osteoblastos, que depositarão matriz óssea sobre os tabiques de cartilagem calcificada. Os osteócitos derivados dos osteoblastos são envolvidos por matriz óssea; dessa maneira, aparece tecido ósseo onde antes havia tecido cartilaginoso, sem que ocorra transformação deste tecido naquele. Os tabiques de matriz calcificada da cartilagem servem apenas de ponto de apoio para a deposição de tecido ósseo.</p><p>Nos ossos longos, após substituição do tecido cartilaginoso por tecido ósseo, a cartilagem hialina permanece restrita a apenas dois locais: a cartilagem articular, que persistirá por toda a vida e não contribui para a formação de tecido ósseo, e o disco epifisário ou cartilagem de conjugação.</p><p>O disco epifisário é, portanto, um disco de cartilagem hialina situado entre a epífise e a diáfise, que não foi penetrado por tecido ósseo durante a ossificação. Ele será responsável pelo crescimento longitudinal do osso e desaparecerá por ossificação aproximadamente aos 18 a 20 anos de idade, determinando a parada do crescimento longitudinal dos ossos.</p><p>No disco epifisário, distinguem-se cinco zonas de características estruturais e funcionais diferentes, dispostas a partir da face do disco apoiada na epífise:</p><p>· Zona de cartilagem em repouso: na qual existe cartilagem hialina sem qualquer alteração;</p><p>· Zona de cartilagem seriada: na qual os condrócitos dividem-se rapidamente e formam colunas paralelas de células achatadas e empilhadas no sentido longitudinal do osso;</p><p>· Zona de cartilagem hipertrófica: apresenta condrócitos muito volumosos, com depósitos citoplasmáticos de glicogênio e lipídios. A matriz fica reduzida a tabiques delgados situados entre as células hipertróficas. Os condrócitos entram em apoptose;</p><p>· Zona de cartilagem calcificada: zona estreita em que ocorre a mineralização dos delgados tabiques de matriz cartilaginosa. É constituída pelos tabiques e pelos espaços entre eles, ocupados por restos de condrócitos;</p><p>· Zona de ossificação: zona em que é formado tecido ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras originadas do periósteo invadem os espaços deixados pelos condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos, que formam uma camada contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa calcificada, onde os osteoblastos depositam a matriz óssea.</p><p>Sistema locomotor II</p><p>O sistema locomotor é formado pela união de três sistemas: esquelético, muscular e articular. Ele é responsável pela realização dos diversos movimentos do corpo e pela locomoção.</p><p>O sistema locomotor é formado pela união de três sistemas atuando em conjunto: esquelético, muscular e articular. Esse sistema permite que os indivíduos realizem diversos movimentos e possam locomover-se, seja em busca de alimentos, fuga de predadores, entre outros.</p><p>Sistema muscular: O sistema muscular atua nos movimentos por meio do processo de contração muscular, além de unir as peças ósseas, mantendo a postura do esqueleto. Os músculos são formados por feixes que se fixam, em suas extremidades, a um ponto fixo (origem) e a um ponto móvel (inserção), por meio de tendões e aponeuroses. Os músculos podem ser classificados de diversas maneiras, segundo a sua forma (trapézio, piramidais), ação (adutor, abdutor), função (agonista, antagonista, sinergista), entre outros.</p><p>Sistema esquelético: o sistema esquelético é constituído pelos ossos e estruturas relacionadas, como cartilagens e tendões, que, juntos, atuam nos movimentos do corpo. Além do movimento, o sistema esquelético também tem a função de sustentação, proteção, armazenamento de cálcio e fósforo e produção de células sanguíneas.</p><p>O esqueleto pode ser dividido em axial, constituído pelos ossos que formam o eixo principal do corpo (ossos da cabeça, pescoço, tórax e abdome), e apendicular, constituído pelos ossos que formam os membros. Esses dois esqueletos são unidos pelas cinturas escapular (escápula e clavícula) e pélvica (ossos do quadril).</p><p>Sistema articular: o sistema articular é constituído pelas articulações ou junturas, estruturas formadas por tecido conjuntivo presentes nos locais onde os ossos se unem, permitindo essa união e auxiliando nos movimentos. As articulações são classificadas de diversas formas, conforme a sua constituição, movimentação, entre outras.</p><p>Tecido Muscular</p><p>O tecido muscular é um tecido dos animais caracterizado pela sua contratilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP (molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia nas suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.</p><p>O tecido muscular é constituído por células alongadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas em feixes. Essas células são caracterizadas pelo seu formato alongado, uma especialização é a função de contração e distensão das fibras musculares, formada por numerosos filamentos proteicos de actina (miofilamentos finos) e miosina (miofilamentos grossos).</p><p>O grau de contração muscular segue, a princípio, dois fatores: o primeiro relacionado à intensidade do estímulo e o segundo à quantidade de fibras estimuladas. Dessa forma, somente ocorrerá contração quando o estímulo nervoso tiver intensidade suficiente para desencadear em um número significativo de fibras, uma ação de contração mediada por substâncias neurotransmissoras, emitidas nas sinapses neuromusculares (contato neurônio músculo), sinalizando o deslizamento dos miofilamentos finos sobre os grossos.</p><p>Funções</p><p>do tecido muscular</p><p>· Movimento do corpo: depende do funcionamento integrado de ossos, articulações e músculo esquelético;</p><p>· Movimento de substâncias dentro do corpo: sangue, alimentos, etc;</p><p>· Estabilização das posições do corpo e regulação do volume dos órgãos: os músculos do pescoço parcialmente contraídos mantém a cabeça ereta; contrações sustentadas dos músculos lisos impedem o refluxo do conteúdo de um órgão oco;</p><p>· Produção de calor: Quando o músculo esquelético se contrai pra realizar trabalho, um subproduto é o calor.</p><p>Há três tipos de tecidos musculares: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético e tecido muscular estriado cardíaco, sua caracterização histológica é baseada na presença de estriações no citoplasma da célula, quantidade de núcleos e localização do núcleo dentro da célula.</p><p>Nomenclatura do tecido muscular</p><p>O tecido muscular tem nomenclatura celular especial:</p><p>· Fibra : célula muscular.</p><p>· Sarcoplasma: citoplasma.</p><p>· Sarcolema: membrana plasmática.</p><p>· Miofibrilas: fibrilas contráteis (actina e miosina).</p><p>Organização do tecido muscular estriado esquelético</p><p>As fibras musculares estão organizadas em grupos de feixes, sendo o conjunto de feixes envolvidos por tecido conjuntivo denso • Epimísio: É uma membrana de tecido conjuntivo que envolve o músculo.</p><p>• Perimísio: Membrana de tecido conjuntivo que envolve um feixe de fibras. • Endomísio: Membrana de tecido conjuntivo que envolve uma fibra (célula) muscular.</p><p>Músculos do Corpo Humano</p><p>O corpo humano é formado por centenas de músculos que auxiliam nos movimentos, estabilidade do esqueleto e preenchimento do corpo, uma vez que fazem ligação dos ossos com o sistema nervoso.</p><p>Em outras palavras, os músculos são tecidos do corpo humano, responsáveis pela contração e distensão das células que originam os movimentos.</p><p>A partir disso, a propriedade de contração dos músculos (contratilidade) ocorre por meio dos impulsos elétricos emitidos pelo sistema nervoso central através dos nervos, de modo que possibilita a entrada de sódio no músculo, a saída do potássio, a liberação do cálcio e o deslizamento das moléculas proteicas de miosina e actina, realizando, assim, o movimento de contração muscular. A Miologia é a ciência que estuda os músculos.</p><p>Tipos de Músculos</p><p>Dependendo de sua composição, formato, estrutura e função, os músculos do corpo humano são divididos em: Músculo Liso ou Não estriado, Músculo com contração lenta e involuntária, controlado pelo sistema nervoso vegetativo, por exemplo, o músculo dos órgãos internos (estômago, fígado, intestino), pele, vasos sanguíneos, sistema excretor (movimentos peristálticos), dentre outros.</p><p>Músculo Estriado Esquelético são localizados juntos ao esqueleto e conectados através dos tendões, esse tipo de músculo é controlado pelo sistema nervoso central e caracterizado por movimentos fortes e voluntários, por exemplo, os músculos dos membros inferiores e superiores: os braços, as mãos, as pernas e os pés.</p><p>Músculo Estriado Cardíaco: Localizado no coração (miocárdio), esse tipo de músculo é controlado pelo sistema nervoso vegetativo e caracterizado por contrações vigorosas e involuntárias.</p><p>Ademais, dependendo de sua localização os músculos podem ser:</p><p>· Músculos Superficiais: localizados logo abaixo do tecido epitelial, por exemplo, os músculos do rosto e do pescoço.</p><p>· Músculos Profundos: localizados no interior do corpo humano, por exemplo, nos órgãos.</p><p>Principais Músculos do Corpo Humano</p><p>O maior músculo do corpo humano é o da coxa, com comprimento de até meio metro. Por outro lado, o menor músculo é o que está localizado entre as vértebras, medindo cerca de 1 cm.</p><p>O músculo mais forte do corpo humano é o da boca, chamado de "Masseter", responsável pela mastigação, a fala e os movimentos. Por sua vez, o músculo mais fraco são os das pálpebras, responsáveis pelo movimento dos olhos.</p><p>O sistema muscular humano possui cerca de 600 músculos, agrupados em:</p><p>Músculos da Cabeça e do Pescoço</p><p>· Músculo occipitofrontal (crânio)</p><p>· Músculo temporoparietal (crânio)</p><p>· Músculo orbicular do olho (olho)</p><p>· Prócero (nariz)</p><p>· Nasal (nariz)</p><p>· Músculo bucinador (boca)</p><p>· Músculo orbicular da boca (boca)</p><p>· Músculo masseter (mandíbulas)</p><p>· Músculo temporal (mandíbulas)</p><p>· Músculo genioglosso (língua)</p><p>· Músculo estapédio (ouvido)</p><p>· Músculo tensor do tímpano (ouvido)</p><p>· Platisma (cervical)</p><p>· Esternocleidomastóideo (cervical)</p><p>· Músculo longo do colo (vertebral anterior)</p><p>· Músculo escaleno anterior (vertebral lateral)</p><p>· Músculo constritor inferior da faringe (faringe)</p><p>· Cricotireóideo (laringe)</p><p>Músculos do Tórax e do Abdômen</p><p>· Esplênios (dorso)</p><p>· Eretor da espinha (dorso)</p><p>· Intercostais (tórax)</p><p>· Transverso do abdômen</p><p>· Levantador do ânus</p><p>· Esfíncteres do ânus</p><p>Músculos dos Membros Superiores</p><p>· Trapézio (coluna vertebral)</p><p>· Peitoral maior (cavidade toráxica)</p><p>· Peitoral menor (cavidade toráxica)</p><p>· Deltóide (ombro)</p><p>· Coracobraquial (braço anterior)</p><p>· Bíceps braquial (braço anterior)</p><p>· Braquial (braço anterior)</p><p>· Tríceps braquial (braço posterior)</p><p>· Pronador redondo (antebraço)</p><p>· Braquiorradial (antebraço)</p><p>· Tenar (mão)</p><p>· Hipotenar (mão)</p><p>· Lumbricais (mão)</p><p>Músculos dos Membros Inferiores</p><p>· Músculo psoas maior (pelve)</p><p>· Músculos glúteo máximo, glúteo médio e glúteo mínimo (pelve)</p><p>· Músculo piriforme (pelve)</p><p>· Músculo sartório (coxa)</p><p>· Músculo pectíneo (coxa)</p><p>· Músculo bíceps da coxa</p><p>· Músculos fibular longo e fibular curto (coxa)</p><p>· Músculo tríceps sural (coxa)</p><p>· Músculo tibial anterior (perna)</p><p>· Músculo extensor curto dos dedos (pé)</p><p>· Músculo abdutor do hálux (pé)</p><p>· Músculos interósseos plantares (pé)</p><p>Sistema reprodutor feminino</p><p>O sistema reprodutor feminino é constituído pelos órgãos reprodutores internos:</p><p>· Ovários</p><p>· Tubas uterinas</p><p>· Útero</p><p>· Vagina</p><p>· Genitália externa (clitóris, vestíbulo, grandes lábios e pequenos lábios).</p><p>A partir do nascimento, os órgãos reprodutores encontram-se incompletamente desenvolvidos e permanecem em estado de repouso até que os hormônios gonadotróficos, secretados pela glândula hipófise, sinalizem o início da puberdade. Tal período tem como marca inicial a menarca, isto é, a primeira menstruação.</p><p>Depois disso, o sistema reprodutor sofre modificações cíclicas em sua estrutura e em sua atividade funcional, controladas por mecanismos neurohormonais. A menopausa é um período variável durante o qual as modificações cíclicas tornam-se irregulares e acabam cessando. Após a menopausa, há uma lenta involução do sistema reprodutor.</p><p>Desenvolvimento dos ovários</p><p>Os estágios iniciais da oocitogênese ocorrem durante a vida fetal, quando as divisões mitóticas aumentam maciçamente o número de ovogônias (células germinativas primordiais) até próximo ao final do 5º mês fetal. Neste período, cada ovário contém cerca de 5 a 7 milhões de ovogônias. Cerca de 1 milhão delas tornam-se envolvidas por células foliculares e sobrevivem até o nascimento.</p><p>Do milhão de ovogônias que sobrevivem formando folículos primordiais, cerca de 600.000 tornam-se atrésicas durante a primeira década de vida, e na menarca. Uma mulher jovem possui apenas cerca de 300.000 a 400.000 folículos.</p><p>Geralmente, a ovulação ocorre a cada 28 dias durante os próximos 30 a 40 anos, com um ovócito sendo liberado a cada mês, contabilizando um total de cerca de 450 ovócitos liberados durante o período reprodutivo. Os folículos restantes degeneram e morrem.</p><p>Os folículos primordiais, os mais primitivos, formados durante a vida fetal, são constituídos por um ovócito primário, circundado por uma única camada de células foliculares achatadas aderidas umas às outras através de desmossomos. Ao nascimento, esses ovócitos encontram-se parados na fase de diplóteno da prófase da meiose I.</p><p>O ovócito primário é uma célula esférica que apresenta um núcleo grande e excêntrico com um único nucléolo bem evidente. Contém numerosas mitocôndrias, abundantes</p><p>aparelhos de Golgi e retículo endoplasmático rugoso contendo poucos ribossomos.</p><p>A maioria desses folículos se localiza na região cortical, próximo à túnica albugínea. Uma lâmina basal envolve as células foliculares e marca o limite entre o folículo e o estroma conjuntivo adjacente.</p><p>Oocitogênese</p><p>A oocitogênese é um processo que se baseia em uma meiose. Com isso, vamos fazer uma rápida revisão dos conceitos de divisão celular que abrangem esse processo. A meiose é caracterizada por duas divisões reducionais.</p><p>Como os gametas masculino e feminino fundem-se durante a fecundação, é essencial que cada gameta apresente metade dos cromossomos da espécie para garantir que a diplopia da espécie seja reestabelecida. Na primeira meiose, há a produção de duas células-filhas contendo um conjunto haploide completo de cromossomos duplicados, constituídos de duas cromátides-irmãs, o ovócito primário e o primeiro corpúsculo polar.</p><p>Já a segunda meiose, é semelhante à mitose e é caracterizada pela formação de quatro células-filhas, dentre elas o ovócito secundário, com metade do número de cromossomos da célula que as originou.</p><p>O que ocorre na puberdade?</p><p>A partir da puberdade, a cada dia um pequeno grupo de folículos primordiais inicia um processo de crescimento folicular – modificações do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do estroma que envolve cada um desses folículos. Inicialmente, o ovócito aumenta de tamanho e ocorre proliferação das células foliculares achatadas circundantes, que se tornam cuboides. Neste estágio, o folículo passa a ser identificado como folículo primário.</p><p>Dentre a grande população de folículos primordiais, não se sabe como são selecionados os folículos que abandonam seu estado de repouso e entram na fase de crescimento. O crescimento folicular é estimulado pelo FSH secretado pela hipófise.</p><p>Histologia dos ovários</p><p>Sua superfície é coberta por um epitélio pavimentoso ou cúbico simples, o epitélio germinativo, que corresponde a uma modificação do mesotélio do peritônio. Sob o epitélio germinativo, há uma camada de tecido conjuntivo denso não modelado, pouco vascularizado, a túnica albugínea, responsável pela cor esbranquiçada do ovário.</p><p>Abaixo da túnica, há a zona cortical, na qual predominam os folículos ovarianos, e, mais internamente, a zona medular, que contém tecido conjuntivo frouxo fibro elástico com um rico leito vascular. Entre essas zonas não há um limite bem definido.</p><p>Ovários e suas as funções</p><p>Os ovários desempenham duas funções inter-relacionadas: a gametogênese (produção de gametas) e a produção de hormônios. Os principais hormônios secretados pelos ovários são o:</p><p>· Estrogênio</p><p>· Progesterona</p><p>Os ovários apresentam forma de amêndoas e estão ligados ao ligamento largo do útero por meio de uma prega de peritônio conhecido como mesovário, onde encontramos vasos sanguíneos para a nutrição dos ovários.</p><p>Nesse contexto, o polo superior do ovário está fixado à parede pélvica pelo ligamento suspensor do ovário e o polo inferior está fixado ao útero pelo ligamento útero-ovárico (remanescente do cordão fibroso embrionário que fixa a gônada em desenvolvimento ao assoalho da pelve).</p><p>O que é o folículo ovariano?</p><p>O folículo ovariano é o conjunto do ovócito e das células foliculares que o envolvem, também chamadas de células da granulosa. Os folículos localizamse no tecido conjuntivo (estroma) da zona cortical, onde há fibroblastos.</p><p>A região central do ovário, a medula, é constituída por fibroblastos frouxamente situados em uma matriz rica em colágeno contendo fibras elásticas, além de grandes vasos sanguíneos, vasos linfático e fibras nervosas.</p><p>Histologia das tubas uterinas (ou trompas de Falópio)</p><p>As tubas uterinas têm a importante função de capturar o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação, fornecer um ambiente adequado para a fertilização e transportar o embrião fertilizado até o útero.</p><p>A mucosa das tubas uterinas é revestida por um epitélio ciliado que possui células ciliadas e células secretoras. As células ciliadas têm cílios móveis que batem em direção à cavidade uterina. Esses cílios são responsáveis por criar movimento na tuba uterina, o que ajuda a transportar o óvulo e o embrião fertilizado. As células secretoras produzem muco que fornece um ambiente adequado para a sobrevivência dos espermatozoides e do embrião.</p><p>Sob a mucosa, há uma camada muscular (miometrio) na parede das tubas uterinas. Essa camada é composta principalmente por músculo liso. A contração do músculo liso ajuda no transporte do óvulo fertilizado em direção ao útero.</p><p>A camada mais externa da parede das tubas uterinas é conhecida como serosa, que é um tipo de tecido conjuntivo que envolve o órgão. A serosa fornece suporte estrutural e proteção às tubas uterinas.</p><p>O útero é composto por várias camadas de tecido que se adaptam às diferentes fases do ciclo menstrual e à gravidez:</p><p>· Endométrio: a camada mais interna do útero é chamada de endométrio. O endométrio é uma mucosa altamente vascularizada que reveste a cavidade uterina. Durante o ciclo menstrual, essa camada passa por mudanças cíclicas. Se uma gravidez ocorrer, o endométrio é o local onde o embrião se implanta e se desenvolve.</p><p>· Miométrio: a camada média do útero é composta pelo miométrio, que consiste principalmente em músculo liso. O miométrio é responsável pelas contrações uterinas durante o trabalho de parto e também ajuda a empurrar o embrião em direção ao endométrio após a fertilização.</p><p>· Perimétrio: a camada mais externa do útero é chamada de perimétrio, que é uma camada de tecido conjuntivo que envolve o órgão, proporcionando suporte estrutural e proteção.</p><p>Além dessas camadas principais, o endométrio possui várias glândulas mucosas tubulares que secretam muco e nutrientes que são necessários para a sobrevivência do embrião, caso ocorra a fertilização. As glândulas endometriais passam por alterações ao longo do ciclo menstrual, incluindo o espessamento durante a fase secretora do ciclo. Durante a gravidez, o útero sofre expansão significativa para acomodar o crescimento do feto. O miométrio desempenha um papel importante nessas alterações, uma vez que suas contrações ajudam a posicionar o feto para o parto.</p><p>Histologia do Sistema Reprodutor masculino</p><p>Testículos:</p><p>O testículo é um órgão envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo denso modelado, chamada de túnica albugínea, ligada a uma camada vascular chamada de túnica vasculosa que forma a túnica vascular dos testículos. Essa túnica albugínea é espessada e na região posterior dos testículos formam o mediastino testicular, de onde partem septos fibrosos que entram no testículo formando os lóbulos testiculares.</p><p>Cada lóbulo possui túbulos seminíferos (Figura 1) envolvidos por tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos, linfáticos, nervos e células intersticiais, também denominadas células de Leydig, responsáveis pela síntese de testosterona, hormônio extremamente importante para a espermatogênese, processo através do qual os espermatozoides são formados.</p><p>Túbulos Seminíferos</p><p>Os túbulos seminíferos (Figura 2), são túbulos ocos contorcidos circundados por leitos capilares, apresentam epitélio pseudo-estratificado germinativo, também denominado epitélio seminífero, e é o local onde se produz as células reprodutoras masculinas, os espermatozoides, estão distribuídos em alças e sua continuidade formam os túbulos retos que conectam os túbulos seminíferos a canais em formas de rede revestido por um epitélio simples pavimentoso ou cúbico, formando a rede testicular no mediastino do testículo que em continuação formam ductos eferentes.</p><p>O epitélio germinativo é envolvido por uma lamina basal e é uma bainha de tecido conjuntivo, que por sua vez é formado por fibroblastos e uma camada mais interna aderida a lamina basal formada por células mióides, dando contratilidade aos túbulos – somente em animais - que tem características de células</p><p>musculares lisas. Também se encontram as células de Sertolli, que tem como função proteção, nutrir as células espermatogenicas, fagocitar restos de espermátides, estabelecer barreira hematotesticular sendo conectadas por junção de oclusão que evitam que as células produzidas entrem em contato com o sangue e apresentam um formato hematotesticular com duas camadas: espermatogônias – compartimento basal, espermatócitos e espermátides – compartimento adluminal (região interna do túbulo). Além de produzirem ABP, que é uma proteína carreadora de andrógenos, inibina e hormônio antimulleriano.</p><p>Na espermatogênese as espermatogônias, passam por um ciclo mitótico em que as células-filhas não se separam completamente e ao final do processo, formam os espermatócitos primários, que logo após irão originar os espermatócitos secundários e por processo de meiose geram as espermátides (Figura 1).</p><p>As espermátides eliminam parte de seu citoplasma, reorganizam suas organelas e formam um flagelo, processo que culmina com a formação do espermatozóide, esse processo é denominado espermiogênese.</p><p>Ductos</p><p>Há ductos intratesticulares e extratesticulares. Os intratesticulares são os túbulos retos, rede testicular e ducto eferente, localizado entre a rede testicular e o epididimo, os quais conduzem espermatozóides e fluídos. Já os extracelulares transportam os espermatozóide para o pênis, composto por:</p><p>ducto epididimário, deferente e uretra. (Figura 2)</p><p>Os túbulos retos levam para a rede testicular, que são labirintos revestidos por epitélio simples cúbico, os espermatozóides imaturos. Ducto Deferente No ducto deferente, há um revestimento de epitélio pseudo-estratificado cilíndrico com estereocilios, com uma lâmina própria de tecido de sustentação conjuntivo frouxo, camadas de músculo liso. Este órgão tem como função transportar espermatozóides da cauda do epididimo para a uretra.</p><p>Na fígura 3, a luz do órgão a luz do órgão aparece completamente vazia, porém a mucosa não está completamente pregueada. Em outra figura de maior aumento (Figura 4), pode-se perceber melhor as túnicas musculares que não são muito bem diferenciadas. O órgão é revestido externamente por uma túnica adventícia composta por tecido conjuntivo.</p><p>Na figura 5, são evidenciados o epitélio com estereocilos e a lâmina própria.</p><p>Epidídimo</p><p>O epidídimo (Figura 6) apresenta epitélio cilíndrico pseudoestratificado com estereocílios (Figura 7), cuja função é regular a entrada e saída de substancias (Figura 4, Figura 5) Camada Muscular Lâmina Própria Epitélio com Esterocilios Estereocilios para dentro das células.</p><p>Com lamina basal cercada por células musculares lisas e tecido conjuntivo frouxo com células musculares lisas. No epidídimo ocorre a maturação e transporte dos espermatozoides, além de secreção e absorção de substâncias.</p><p>Glândulas Acessórias Vesícula Seminal Estruturas tubulosas, altamente contorcidas que apresentam mucosa pregueada, e forrada com epitélio cúbico ou cilíndrico pseudo-estratificado, tem uma lamina própria rica com fibras elásticas e camada de musculo liso. (Figura 6 Figura 7) Espermatozóides Maduros Células Musculares com Tecido Conjuntivo Epitélio Pseudo Estratificado com Estereocilios São glândulas que secretam substâncias importantes para os espermatozóides como frutose, citrato, prostaglandinas. Esta glândula produz um fluido seminal rico em frutose que constitui 70% do sêmen.</p><p>Próstata É a maior das glândulas anexas, é túbulo alveolar ramificada que são formadas por um tecido cúbico pseudo-estratificado e é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo denso fibroelástico com células musculares lisas. Produz secreção e armazena para ser expelida na hora da ejaculação, regulada por testosterona assim como a vesícula seminal.</p><p>Pênis Revestido por uma pele delgada possui túnica albugínea, três corpos cilíndricos: corpos cavernosos, esponjosos, no interior deste órgão aparecem à uretra.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Concluímos que esta disciplina do estudo da anatomia e fisiologia dos sistemas tegumentar, locomotor e reprodutor do corpo humano, ela abrange a estrutura e função da pele, cabelos, unhas, músculos, ossos, articulações, órgãos reprodutivos e sistemas hormonais relacionados e seu objetivo é compreender como esses sistemas trabalham juntos para manter a homeostase do corpo humano e como eles são afetados por doenças, lesões e envelhecimento, sendo assim, é fundamental esse tipo de estudo, para novas descobertas de patologias e novas descobertas.</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>image3.jpg</p><p>image4.jpg</p><p>image5.jpg</p><p>image50.jpg</p><p>image6.jpg</p><p>image7.jpg</p><p>image8.jpg</p><p>image9.jpg</p><p>image10.jpg</p><p>image11.jpg</p><p>image12.jpg</p><p>image13.jpg</p><p>image14.jpg</p><p>image15.jpg</p><p>image16.jpg</p><p>image17.jpg</p><p>image18.jpg</p><p>image19.jpg</p><p>image20.jpg</p><p>image21.jpg</p><p>image22.jpg</p><p>image23.jpg</p><p>image24.jpg</p><p>image25.jpg</p><p>image1.jpg</p><p>image2.jpg</p>

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