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Tecido Muscular: Estrutura e Função

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HISTOLOGIA BÁSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá! 
 
Neste módulo, você estudará sobre o tecido muscular liso, os 
componentes de sua fibra, a estrutura e as moléculas, além de sua função, 
que é movimentar de maneira involuntária os órgãos internos do corpo, como 
bexiga, intestinos e estômago. Você aprenderá sobre o tecido muscular 
estriado esquelético, sua histologia e componentes. Também conhecerá a 
estrutura molecular, além de saber mais sobre a função de movimentar o 
nosso corpo de forma voluntária. 
Você sabia que o tecido muscular cardíaco é extremamente importante 
em nosso corpo, pois compõe o coração? Ele é um músculo estriado que 
apresenta pequenas diferenças dos demais tecidos estriados encontrados no 
organismo. Com apenas um túbulo T e um retículo sarcoplasmático, o 
músculo cardíaco possui grande quantidade de mitocôndrias para dar suporte 
ao gasto energético da contração contínua. Além disso, o músculo cardíaco 
tem função endócrina, com a liberação de um hormônio que influencia no 
controle da pressão arterial. Aqui, você vai acompanhar a caracterização 
histológica do músculo cardíaco, reconhecer sua estrutura e composição. 
 
Bons estudos! 
 
 
AULA 08 – 
TECIDO MUSCULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesta aula, você vai conferir os contextos conceituais da psicologia entenderá 
como ela alcançou o seu estatuto de cientificidade. Além disso, terá a oportunidade 
de conhecer as três grandes doutrinas da psicologia, behaviorismo, psicanálise e 
Gestalt, e as áreas de atuação do psicólogo. 
▪ Compreender o conceito de psicologia 
▪ Identificar as diferentes áreas de atuação da psicologia 
▪ Conhecer as áreas de atuação do psicólogo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
acompanhar a amplificação a cada ciclo (COX et al, 2012). 
 
 
 
Ao final deste módulo, você deve: 
 
• Caracterizar histologicamente o tecido muscular liso. 
• Nomear os componentes de uma fibra muscular lisa. 
• Reconhecer a estrutura e a composição molecular da contração 
muscular. 
• Caracterizar histologicamente o tecido muscular estriado esquelético. 
• Nomear os componentes de um sarcômero. 
• Identificar histologicamente o tecido muscular cardíaco. 
• Reconhecer a estrutura e composição molecular da contração do 
músculo cardíaco. 
 
 
8 TECIDO MUSCULAR 
A característica básica e principal desse tecido é a capacidade de contração e 
relaxamento, altamente relacionada com a movimentação, a digestão e até mesmo os 
batimentos cardíacos. Entre os tipos de tecido muscular, podemos encontrar tecido 
muscular estriado esquelético, tecido muscular estriado cardíaco e tecido muscular 
liso, como se pode observar na Figura 1. 
 
Figura 01 – Tipos de tecido muscular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://bit.ly/3jn3G1o 
 
Tecido muscular esquelético 
 
O tecido muscular esquelético é um dos três tipos de músculos do corpo com 
a característica de ser voluntário. Cada músculo esquelético é composto por centenas 
a milhares de células alongadas, chamadas de fibras musculares, paralelamente 
dispostas. As células musculares ou fibras musculares podem ser muito longas, como 
o músculo sartório da coxa, em que algumas fibras têm o mesmo comprimento do 
próprio músculo, isto é, 25 a 30 cm (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018). 
Cada fibra muscular possui vários núcleos e é envolvida por uma membrana 
plasmática, chamada de sarcolema. Existem túbulos transversais, os túbulos T, que 
se invaginam a partir da superfície em direção ao centro de cada fibra muscular. Os 
túbulos T permitem que o líquido extracelular penetre profundamente no citoplasma 
 
da fibra muscular. O conjunto das duas cisternas transversais e o túbulo T formam 
uma tríade. Cada sarcômero tem duas tríades (Figuras 2). 
 
Figura 02 - Desenho esquemático mostrando as miofibrilas com as repetições de 
unidades idênticas, os sarcômeros, os quais constituem as unidades contráteis do 
músculo esquelético. 
 
 
Fonte: https://bit.ly/3X3I7RD. 
O citoplasma da fibra muscular é o sarcoplasma. Nele, há mitocôndrias que 
produzem grande quantidade de trifosfato de adenosina (ATP) durante a contração 
muscular. Estendendo-se por todo o sarcoplasma, está o retículo sarcoplasmático, 
uma rede de túbulos envolvidos por membrana, que armazena íons cálcio, 
necessários durante a contração do músculo. No sarcoplasma também existem 
moléculas de mioglobina, um pigmento avermelhado semelhante à hemoglobina do 
sangue, que armazena o oxigênio até que ele seja necessário pela mitocôndria para 
gerar ATP (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018). 
Estendendo-se ao longo de todo o comprimento da fibra muscular, estão 
estruturas cilíndricas chamadas de miofibrilas (Figuras 2). 
Cada miofibrila consiste em dois tipos de filamentos proteicos, os filamentos 
 
delgados e filamentos espessos, que não se estendem por todo o comprimento de 
uma fibra muscular. 
Os filamentos formam compartimentos chamados de sarcômeros, os quais são 
as unidades funcionais básicas das fibras musculares estriadas. 
O miócito ou fibra muscular possui também: 
• Retículo sarcoplasmático; 
• Complexo de Golgi; 
• Inclusões de gordura; 
• Grumos de glicogênio; 
• Citoesqueleto muito desenvolvido. 
Na placa motora ocorre a estimulação para a contração muscular, onde o 
axônio de um neurônio motor irá desencadear o potencial de ação. A acetilcolina é o 
neurotransmissor da junção neuromuscular. O motoneurônio e as fibras musculares 
inervados por ele constituem uma unidade motora. 
O tecido muscular estriado esquelético, o principal tecido capaz de realizar 
contrações de forma voluntária, está ligado a outros tipos de tecidos, como o tecido 
conjuntivo (tecido ósseo). A maior parte de nossos movimentos ocorre de forma 
voluntária, ou seja, de maneira consciente, sendo processada em regiões corticais do 
nosso cérebro. Porém, isso não acontece nos movimentos reflexos, como retirar a 
mão rapidamente quando a encostamos no fogo. Esse tipo de reflexo é caracterizado 
pela velocidade e pelo automatismo, uma vez que gera um arco em âmbito medular, 
não sendo processado no encéfalo (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 03 – Membranas de organização do musculo estriado esquelético. Epimísios 
(setas), Perimísios (asteriscos). 
 
Fonte: Aarestrup (2018 p.138) 
As células musculares estriadas também apresentam mais de um núcleo, o que 
as classifica como multinucleadas. O tecido muscular estriado esquelético é composto 
de fibras musculares, que são as unidades celulares desse tecido. Podemos 
classificar as fibras musculares em dois tipos: fibra muscular de contração rápida e 
fibra muscular de contração lenta (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2018). 
As fibras de contração rápida apresentam diferentes características que as 
tornam únicas, sendo que esse tipo de fibra oferece alta transmissão eletroquímica 
dos potenciais de ação, alta atividade da enzima ATPase, libração e captação rápida 
de cálcio pelo retículo sarcoplasmático, apresenta inervação de neurônios com alto 
limiar de excitabilidade e possui uma taxa maior de renovação das pontes cruzadas. 
As fibras de contração rápida são responsáveis pelas manifestações como 
movimentos rápidos e velozes, força e acentuada hipertrofia (aumento da quantidade 
de proteínas no interior das células). 
Já as fibras de contração lenta apresentam características próprias como: baixa 
atividade da enzima ATPase, baixa capacidade para absorção de cálcio pelos 
retículos sarcoplasmáticos, baixa capacidade glicolítica, inervação de neurônios de 
baixo limiar de excitabilidade. No entanto, em contrapartida, possuem grandes 
 
quantidades de mitocôndrias e são fibras mais resistentes à fadiga, o que as torna 
fibras mais susceptíveis às adaptações causadas pelo treinamento aeróbio (AIRES, 
2012; MCARDLE; KATCH;KATCH, 2016). 
 
Figura 04 - Morfologia das fibras musculares estriadas esqueléticas. Núcleos 
(setas). Corte longitudinal. 
 
Fonte: Aarestrup (2018 p.138). 
 
Além dessas características próprias de cada uma das fibras musculares, é 
importante fazer menção ao tipo de sistema energético utilizado, sendo que as fibras 
de contração rápida têm maior facilidade para o uso do sistema glicolítico (que utiliza 
glicose como fonte de energia), assim como armazenam mais glicogênio e estão mais 
relacionadas ao metabolismo anaeróbio. Ao contrário, as fibras lentas possuem maior 
facilidade para o uso de ácidos graxos como fonte de energia, e estão relacionadas 
ao predomínio do metabolismo aeróbio. 
 
Modificações agudas causadas pelo exercício físico no tecido muscular esquelético. 
 
O início da prática de atividade física implica uma série de adaptações agudas. 
O tecido muscular é especialmente sensibilizado pela ação de alguns hormônios 
liberados durante a prática de atividade física, como cortisol, hormônio do crescimento 
(GH) e catecolaminas (por exemplo: noradrenalina e noraepinefrina). 
 
O cortisol é liberado pelas glândulas suprarrenais, e possui notória atividade 
catabólica, conhecido como o hormônio do estresse. Esse hormônio sofre influência 
da atividade física, sendo que sua liberação é proporcional ao tempo de duração da 
atividade, como demonstrado em corredores de maratona, os quais apresentam 
elevados níveis de cortisol ao final das provas (MCARDLE; KATCH; KATCH, 2016). 
O cortisol agirá sobre o tecido muscular aumentando a proteólise (quebra de 
proteínas) e diminuindo a síntese proteica muscular. O GH é um hormônio produzido 
pela hipófise em resposta a diferentes estímulos, sendo o exercício de alta intensidade 
um poderoso estímulo para sua liberação. O GH promove, no tecido muscular, 
crescimento e remodelamento. Além disso, estimula a produção de somatomedinas, 
ou fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF-1 e IGF-2) por períodos longos 
após o exercício (8 a 30 horas). 
As somatomedinas são conhecidas pela ação anabólica no tecido muscular, 
promovendo a síntese de proteínas. As catecolaminas, hormônios liberados pela 
glândula suprarrenal em resposta a estímulos de estresse, como a prática de atividade 
física, são simpatomiméticos, ou seja, sua ação é semelhante à ação ocasionada pela 
estimulação simpática. No músculo, durante a atividade física, a noraepinefrina 
assume um importante papel, despejada na fenda sináptica, na forma de 
neurotransmissor, sensibilizando o músculo de maneira que aumente sua 
contratilidade, gerando contrações mais vigorosas (MCARDLE; KATCH; KATCH, 
2016). 
 
Adaptações crônicas causadas pela prática regular de atividade física no tecido 
esquelético. 
 
O exercício físico apresenta importante papel para a conversão das fibras 
musculares, atuando em seu remodelamento. Embora se acredite que algumas fibras 
musculares não mudem seu fenótipo, outras fibras musculares, chamadas de híbridas 
(não são puramente fibras rápidas ou lentas), apresentam maior flexibilidade para 
mudanças. Se avaliarmos um atleta de corrida de longa distância, como um 
maratonista, esperamos encontrar nele maior quantidade de fibras com características 
de contração lenta. Já se avaliarmos um atleta de corrida de 100 metros rasos, 
esperamos encontrar nele, fibras com características de contração rápida (MCARDLE; 
KATCH; KATCH, 2016). 
 
Porém, o sucesso esportivo de elite prevê uma otimização natural das fibras 
musculares, ou seja, aqueles que naturalmente apresentam maior quantidade de 
fibras musculares de contração rápida acabarão sendo selecionados em modalidades 
esportivas em que essas características são determinantes. 
Obviamente o tipo de fibra muscular não é o único fator envolvido no sucesso 
esportivo, já que outros fatores, como os processos de treinamento, processos 
bioquímicos de produção de energia e fatores ambientais, possuem grande peso no 
ambiente esportivo (MCARDLE; KATCH; KATCH, 2016). 
Os processos metabólicos são especialmente afetados pela prática regular de 
atividade física. Processos especialmente ligados à produção de energia sofrem 
modificação no sentido de aumentarem a velocidade com a qual a energia será 
disponibilizada para a prática de atividade física. Podemos destacar a melhora 
considerável no tamanho e na quantidade de mitocôndrias, o que favorecerá a 
produção de energia de maneira aeróbia. Destacamos também o aumento das 
enzimas envolvidas no ciclo do ácido cítrico, assim como no número de 
transportadores de glicose (GLUT-4), garantindo maior suprimento de glicose durante 
a atividade física (MCARDLE; KATCH; KATCH, 2016). 
 
Tecido muscular liso 
 
O músculo liso forma a camada muscular do trato digestivo que vai do esôfago, 
estômago e intestino delgado (Figura 5). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 05 – Morfologia tecido muscular liso. 
Fonte: https://bit.ly/3kUdQHq 
Veja por onde a musculatura lisa perpassa: 
• Intestino grosso; 
• Vasos sanguíneos (artérias e veias); 
• Grandes vasos linfáticos; 
• Trato geniturinário (ureteres, bexiga, uretra, útero, tubas uterinas e canais 
deferentes); 
• Vias aéreas inferiores (traqueia e brônquios); 
• Outros órgãos e estruturas ocas e tubulares; 
• Mamilos; 
• Saco escrotal; 
• Músculos pie eretores da pele e da íris no olho. 
Sua estrutura consiste em feixes ou camadas de células fusiformes alongadas, 
composta por células anucleadas. Essas células estão dispostas de maneira especial 
porque a parte fina está em contato com a zona espessa das células vizinhas. Isso é 
observado em uma seção longitudinal sob um microscópio óptico. A organização de 
sua estrutura está intimamente relacionada com a função do tecido muscular liso 
(AARESTRUP, 2018). 
As células musculares lisas medem cerca de 50 a 100 μm de comprimento e 
seu diâmetro é de aproximadamente 5 μm; porém, o comprimento depende do grau 
de contração muscular. Sua ligação ocorre por meio de conexões de comunicação 
que permitem a passagem de pequenas moléculas e íons entre as células e, além 
 
disso, regulam a contração através de fascículos ou envelopes musculares lisos. 
Muitas vezes, mancha tão intensamente quanto o tecido conjuntivo denso. É 
importante notar que ambos parecem uniformes e alongados quando cortados 
longitudinalmente. 
Os feixes musculares são conectados mutualmente por tecido conjuntivo frouxo 
vascularizado. Cada fibra muscular lisa é circundada por uma membrana basal 
consistindo em fibras reticulares e um material amorfo contendo glicoproteínas e 
glicosaminoglicanos. As unidades musculares lisas anatômicas consistem em uma 
extensa rede de fibras reticulares e colágenas. Além disso, as fibras musculares lisas 
incluem os cordões nervosos não mielinizados dos sistemas nervosos simpático e 
parassimpático (AARESTRUP, 2018). 
Apresenta características similares ao tecido muscular estriado cardíaco, já que 
realiza contrações de maneira involuntária, ou seja, sem interferência de nossa 
vontade. Esse tecido auxilia as funções do estômago, do intestino e do útero. Para 
esses tipos de vísceras, é fundamental a participação do tecido muscular, já que os 
diferentes tipos de contração auxiliam nos movimentos peristálticos, como os 
movimentos realizados pelo esôfago para conduzir a comida até o estômago. Esse 
tecido se difere dos outros principalmente pela velocidade de contração, sendo a mais 
lenta dos tecidos musculares. 
 
Tecido muscular cardíaco 
 
O miocárdio é um músculo estriado com um arranjo de fibras contráteis. 
Localizados no coração, são compostos por células com aproximadamente 15 mm de 
diâmetro e 85–100 μm de comprimento, caracterizadas por ramificações alongadas e 
conectadas por junções intercelulares complexas. Ao contrário das células 
musculares esqueléticas, que são multinucleadas, as fibras muscularescardíacas 
contêm apenas um ou dois núcleos localizados centralmente. O músculo cardíaco tem 
linhas transversais semelhantes ao músculo esquelético. Sua função é bombear 
sangue através dos vasos sanguíneos (AARESTRUP, 2018). 
É capaz de realizar contrações involuntárias manifestas em forma de 
batimentos cardíacos, portanto se encontra exclusivamente no coração. Esse tipo de 
tecido tem características tanto do tecido muscular esquelético, como do tecido 
muscular liso, apresentando fibras estriadas de formação mais complexa 
 
(compreendidas por sarcômeros), que são o complexo de proteínas que inclui a actina 
e a miosina. Porém, diferente do músculo estriado esquelético, a ação das fibras 
cardíacas é coordenada de maneira involuntária, por meio de um sistema de 
autoestimulação liderado por estruturas especiais, os nódulos cardíacos (nódulo 
sinoatrial e atrioventricular), conferindo a esse órgão característica semelhante ao 
tecido muscular liso. Pela ação de contração contínua do coração, as paredes desse 
órgão precisam ser fortes; para isso, o músculo cardíaco precisa de células menores, 
ramificadas e intimamente unidas e sincronizadas, as quais apresentam discos 
intercalares para que a estimulação elétrica trafegue entre elas sem bloqueios. 
 
Figura 06 – Tecido muscular cardíaco. 
 
Fonte: https://bit.ly/3Rft7yH 
As fibras cardíacas são circundadas por uma camada de tecido conjuntivo 
contendo uma rica rede de capilares. Uma característica do miocárdio é que as linhas 
transversais são altamente coradas e aparecem em intervalos irregulares ao longo da 
célula. As faixas verticais são muito proeminentes nas fibras miocárdicas e dependem 
do arranjo paralelo das miofibrilas. 
Você sabe por qual motivo isso ocorre? "Como as fibras cardíacas tem mais 
sarcoplasma que as fibras esqueléticas, elas ficam mais separadas umas das outras" 
Nos discos intercalares há três especializações juncionais principais: zônula de 
 
adesão, desmossomos e junções comunicantes (ROSS, 2012). 
• Zônulas de adesão: encontradas nas partes laterais. Servem para ancorar os 
filamentos de actina dos sarcômeros terminais. São a principal especialização 
da membrana da parte transversal do disco. 
• Desmossomos: unem as células musculares cardíacas, impedindo que elas se 
separem durante a atividade contrátil. 
• Junções comunicantes: encontradas nas partes laterais dos discos. 
Responsáveis pela continuidade iônica entre as células musculares adjacentes. 
A passagem de íons entre as cadeias de células musculares permite que os 
sinais de contração ondulam de uma célula para outra. O coração repousa sobre uma 
fina camada de tecido conjuntivo que forma o epicárdio. É revestido externamente por 
um epitélio escamoso simples chamado mesotélio. 
A camada subepicardial de tecido conjuntivo frouxo contém veias, nervos e 
gânglios nervosos e também contém tecido adiposo. O epicárdio que envolve o 
coração corresponde ao folheto visceral do pericárdio. Entre o epicárdio e o folheto 
parietal existe uma quantidade pequena de fluido que facilita os movimentos do 
coração. O esqueleto cardíaco é composto de tecido conjuntivo denso com fibras de 
colágeno grossas orientadas em várias direções, e seus principais componentes são 
segundo Ross (2012): 
• Septo membranoso; 
• Trígono fibroso; 
• Ânulo fibroso 
As válvulas cardíacas também consistem em uma estrutura central de tecido 
conjuntivo denso contendo colágeno e fibras elásticas e revestidas por uma camada 
endotelial. A base da válvula está ligada ao anel fibroso do esqueleto do coração. O 
miocárdio consiste em paredes formadas por três túnicas. O interior também é 
chamado de endocárdio (AARESTRUP, 2018). 
Central (ou miocárdio) e externa ou pericárdio. A parte central do coração é 
fibrosa e chamada de esqueleto fibroso. Essa área serve como base da válvula, pois 
é o local de origem e inserção das células miocárdicas. O endocárdio é composto por 
um endotélio com uma camada subendotelial de tecido conjuntivo frouxo contendo 
fibras colágenas elásticas e algumas células musculares lisas. 
O miocárdio realiza intenso metabolismo aeróbico e, portanto, contém 
 
numerosas mitocôndrias, que ocupam aproximadamente 0% do volume 
citoplasmático. No músculo esquelético, as mitocôndrias ocupam apenas cerca de 2% 
do volume citoplasmático. Os estoques de energia do miocárdio consistem em ácidos 
graxos armazenados na forma de triglicerídeos e uma pequena quantidade de 
glicogênio que fornece glicose quando necessário (AARESTRUP, 2018). 
Os cardiomiócitos podem ter grânulos de lipofuscina encontrados 
principalmente perto das extremidades dos núcleos celulares. A lipofuscina é um 
pigmento amarelo-acastanhado depositado em células não replicantes de vida longa. 
Este corante é usado para determinar a vida útil da célula. Em outras palavras, quanto 
mais lipofuscina presente, mais velha é a célula. Como o músculo cardíaco não se 
regenera, nas lesões ocorridas no coração, por exemplo, nos infartos, as partes 
destruídas são invadidas por fibroblastos que produzem fibras colágenas, formando 
uma cicatriz de tecido conjuntivo denso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
AARESTRUP, B. J. Histologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 
 
JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J.; ABRAHAMSOHN, P. Histologia básica: texto 
e atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 
 
MCARDLE, D.W; KATCH, L.F; KATCH, L. V. Fisiologia do exercício. Energia, 
nutrição e desempenho humano. 8ª. Ed. Rio Janeiro, Guanabara Koogan, 2016. 
 
ROSS, M. H.; PAWLINA, W.; BARNASH, T. A. Atlas de histologia descritiva. Porto 
Alegre: Artmed, 2012.

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