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Aula 4 - Funcional 2026 Emoções

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Aula 4
Compreensão comportamental das 
emoções
Prof Dr Fernando Del Mando Lucchesi
THOMAZ, C.R.C; Episódios Emocionais como interações entre operantes e respondentes. Em:
BORGES, N. B.; CASSAS, F. A. Clínica analítico-comportamental: aspectos teóricos e práticos. Porto
Alegre: ARTMED, 2012
Behaviorista tem Emoções??
As Emoções a partir da visão do Behaviorismo
Capítulo: Episódios Emocionais como interações entre operantes e respondentes
➢Compreensão analítico-comportamental das emoções.
➢Múltiplas funções de estímulos.
➢O cuidado na aplicação de termos subjetivos, tais como ansiedade.
➢Análise do comportamento complexo chamado ansiedade.
Emoções
Muito do senso comum nos diz que a causa do comportamento está dentro de 
nós (sob a pele).
Mais comum ainda é a afirmação de que as emoções são a causa dos 
comportamentos:
"ele brigou por que estava com raiva"
"não consigo falar em público por que fico ansioso"
.
De acordo com o Behaviorismo Radical, a natureza de tudo que acontece dentro 
de nossa pele não difere da natureza de outros comportamentos públicos.
Emoções
A emoção não tem um papel especial diferente de qualquer outra resposta.
Apesar disso, ainda é extremamente importante para a ciência do 
comportamento.
Emoção é um Fenômeno Complexo!
Interação entre Comportamentos Operantes e Comportamentos Respondente.
Emoções
Comportamento Respondente
Estímulo ELICIA a resposta
S -> R
S é o eliciador, e pode ser incondicionado ou condicionado.
Quando há um condicionamento clássico (pavloviano), um estímulo (S) que
antes era neutro, ele passa a ser condicionado.
Lembram disso? Exemplos......?
Emoções
Comportamento Operante
Em um contexto, a resposta tem consequências da alteração do ambiente.
S -> R -> C
Pergunta: Quais são os tipos de consequência? E seus efeitos?
O "S" é o contexto específico em que a resposta vai ocorrer ou não. 
A partir da experiência (histórico de respostas e consequências nesse mesmo ambiente)
este ambiente vai EVOCAR as respostas que foram reforçadas no passado.
Emoção e Análise do Comportamento
Até agora vocês viram de forma didática exemplos de respondentes, 
exemplos de operantes, operações motivadoras, etc...
No entanto, nosso comportamento é mais complexo que a contingência
tríplice (S-R-C) utilizada como nossa ferramenta de análise.
A emoção, em especial, é marcada por esta complexidade.
Vamos ver as funções dos estímulos e a interação entre respostas.
Exemplo: Tomar um sorvete.
Emoção e Análise do Comportamento
Simples como tomar um Sorvete!
S R C
Estímulo Antecedente: Com a experiência, ele 
passa a evocar respostas, sendo chamado de Sd
C o m p o r t a m e n t o O p e r a n t e
Resposta, a ação emitida
Existem várias respostas, uma seguida da 
outra, no nosso dia.... Vamos chamar essa de 
Resposta 1 (R1)
Estímulo Consequência: Pode ser Punição (SP) ou 
Reforçamento (SR), positivo ou negativo....
Emoção e Análise do Comportamento
Simples como tomar um Sorvete!
S R1 SR+
S Reforçador 
positivo
Antecedente
Sd para resposta R1
SR+ para resposta 
anterior (R0)
Antecedente
Sd para resposta R2O p e r a n t e
R
Respondente eliciado
R
Respondente 
eliciado
Pode haver uma
Operação 
Estabelecedora
Emoção e Análise do Comportamento
Simples como tomar um Sorvete!
S R1 SR+
Tomei 
Sorvete!!!
Antecedente
Sorvete na mão!
Sorvete na mão é 
Reforçador para 
comportamento de 
Comprar sorvete 
(R0) 
Sd
Sinal para jogar o 
papel no lixo (R2) e 
lavar as mãos (R3).
R
Água na boca!
R
Dor de 
barriga...
OE Faz meses 
que não tomo 
sorvete!!
Sd
R4
Operante
Banheiro!!
O p e r a n t e
comer
Emoção e Análise do Comportamento
Apesar da forma didática que estudamos o comportamento nos cursos de
psicologia comportamental, temos que entender que esse entrelaçamento de
funções e tipos de resposta é o que acontece a todo momento.
Além disso, algumas respostas e eventos são públicos (comprar o sorvete), mas
outros são privados (dor de barriga).
Para Skinner, portanto, o episódio emocional refere-se a relação entre eventos
ambientais e todas as alterações em conjunto amplo de diferentes classes de
respostas. E portanto, não pode ser reduzido a apenas uma resposta ou operação.
Emoção e Análise do Comportamento
Vamos a outro exemplo:
‘Ao ver seu time perder por conta de um erro do juiz, e ficar xingando o pobre 
juiz, uma pessoa pode se dizer com "raiva".’
Do ponto de vista da analista do comportamento, isso significa que:
1. Operantes com maior probabilidade de serem emitidos (OE)
2. Respondentes eliciados
3. Operação Abolidora de outros comportamentos 
Emoção e Análise do Comportamento
S R C
Sd? X i n g a r o J u i z Estímulo Consequência?
Respondentes Eliciados?
Operação Abolidora para quais 
respostas?
Respondentes Eliciados?
Operação 
Estabelecedora?
Emoção e Análise do Comportamento
1. respostas que produzam dano ao
outro.
2. respostas reflexas, eliciadas pela
punição/extinção característica da
condição da perda do jogo;
3. a efetividade reforçadora de outros
estímulos pode diminuir, e a pessoa
poderá relatar que “precisa ficar
sozinha”.
S (estímulo)
R (reflexo)
Emoção e Análise do Comportamento
Diferentes análises devem ser feitas para diferentes emoções. 
Vamos pensar: Quais as diferenças entre Raiva e Ansiedade?
É importante deixarmos um pouco de lado estes nomes de emoções (medo, 
ansiedade, raiva, nervosismo), pelo menos enquanto tentamos entender eles.
Um mesmo nome pode ser usado sob controle de diferentes contingências. 
Ou seja, diferentes conjuntos de respostas.
E, ao mesmo tempo, respostas fisiológicas iguais estão presentes em 
diferentes episódios emocionais.
Emoção e Análise do Comportamento
Por exemplo: “Raiva” pode ser usado tanto por uma pessoa que não consegue
anotar o conteúdo da aula por não ter uma caneta quanto por outra que, depois de
sofrer todo tipo de punição no trabalho, é agressivo com a esposa e os filhos.
Mas são diferentes em vários sentidos.
Skinner descreve enquanto "emoção total" aquele episódio emocional em que todo
o repertório do organismo é alterado, havendo uma interação entre respostas
operantes e respondentes.
Emoção e Análise do Comportamento
Estes casos, (diferentemente do caso da pessoa que fica com raiva do
passarinho cantando na janela) é que merecem mais atenção clínica.
Diferentemente de casos pontuais de raiva ou casos
pontuais de ficar apreensivo, de forma saudável.
Um transtorno de ansiedade é um exemplo de
episódio emocional que implica todo o repertório
comportamental.
Ansiedade
De acordo com Zamignani e Banaco (2005), devemos entender a ansiedade não
apenas como as respostas fisiológicas: taquicardia, sudorese, alteração na pressão,
etc... Eliciadas por estímulos do ambiente.
Mas também os comportamentos operantes de Fuga e Esquiva de estímulos
aversivos condicionados e incondicionados, bem como a interação entre estas
respostas.
(Fuga e Esquiva -> Reforçamento Negativo, ou seja, qualquer resposta que evite 
algo ruim, será emitido mais e mais vezes no futuro)
Ansiedade
Quando o comportamento de Evitação (Fuga ou Esquiva) pode ser emitido, ele será!
Mas quando não pode, há uma Supressão Condicionada de outras respostas
operantes.
((A Supressão Condicionada foi descoberta em um experimento com ratos, feitas por
Estes e Skinner. Observou-se que, depois de o ratinho aprender a ter medo do som de
um sino [condicionamento pavloviano], ele simplesmente parava de emitir outros
operantes))
Ou seja, uma pessoa com ansiedade, quando sente estas respostas fisiológicas e não
consegue escapar delas, fica praticamente paralisada para outras coisas (outros
comportamentos operantes).
Ansiedade
Este paradigma é importante para destacar a interação entre respondentes e
operantes durante o episódio emocional -> O sino, estímulo condicionado, tanto
elicia respondentes quanto compromete o desempenho operante.
Outra forma de entendermos este fenômeno é que, além de eliciar os
respondentes,este estímulo funcionaria como Operação Abolidora, diminuindo a
força de qualquer reforçador que não seja Fuga ou Esquiva, e aumentando a força
do Aversivo.
Vamos a outro exemplo:
Ansiedade
Joãozinho diz ficar ansioso para falar em público e que
deve apresentar um seminário para passar em uma
matéria.
Ele diz que, com o passar do tempo, fica cada vez mais
ansioso e que iria embora se pudesse.
Relata: Taquicardia, sudorese, respiração ofegante e, na hora do almoço, diz
que não vai comer porque perdeu o apetite. E quando os amigos o encontram,
ele não se diverte e nem aproveita a companhia deles.
Ansiedade
Na hora do seminário ele gagueja, olha para o chão, e treme dos pés à cabeça.
Podemos supor que aqui ocorre: 1) ?? 2) ?? 3) ??
• 1. uma alteração na predisposição para responder – respostas que reduzam ou
evitem contato com público terão maior probabilidade de ocorrer, enquanto
respostas que aproximem das pessoas terão menor probabilidade de ocorrer;
• 2. eliciação de comportamentos respondentes, suar, ofegar e ter taquicardia;
• 3. uma diminuição na efetividade reforçadora de outros estímulos, como
alimento e companhia dos amigos.
Emoção e Análise do Comportamento
S R C
Sd? E s q u i v a d a
A p r e s e n t a ç ã o
Estímulo Consequência?
Respondentes Eliciados?
Operação Abolidora para quais 
respostas?
Respondentes Eliciados?
Operação 
Estabelecedora?
Ansiedade
1. Fuga e Esquiva
2. Respondentes
3. AO de outros operantes
Ansiedade
1. Fuga e Esquiva
2. Respondentes
3. AO de outros operantes
Ansiedade
"Para um analista do comportamento, a ansiedade não seria
aquilo que ocorre dentro da pele do sujeito, mas sim toda a
relação que envolve tanto a situação ’ansiógena’ quanto as
alterações no repertório do sujeito produzidas nesta situação."
Na clínica
• Geralmente, as emoções aparecem como queixa clínica, é um erro considerá-las
apenas do ponto de vista respondente e realizar intervenções que alterem esse
aspecto da emoção. Somos mais complexos que isso.
• Outro erro é intervir apenas com medicamentos pois, apesar de poder alterar o
padrão dos respondentes, não ensinaria operantes de enfrentamento, nem
aumentaria a efetividade de outros estímulos como reforçadores positivos.
• É importante olhar a emoção como um fenômeno comportamental complexo,
avaliando alterações comportamentais envolvidas no episódio emocional e
planejando intervenções clínicas que modifiquem toda a relação do indivíduo
com o ambiente.
• Obrigado

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