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<p>01</p><p>Provas Objetivas e Discursivas</p><p>Comentado</p><p>POLÍCIA CIVIL DO CEARÁ</p><p>SIMULADO COMPLETO</p><p>POLÍCIA E NADA MAIS | WWW.CAVEIRA.COM | @PROJETOCAVEIRA</p><p>“Sucesso é o acúmulo</p><p>de pequenos esforços,</p><p>repetidos dia e noite...”</p><p>Robert Collier</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>GABARITO - 1º SIMULADO COMPLETO - PCCE</p><p>1 2 3 4 5 6 7 8 9 10</p><p>D E E C A D B B C A</p><p>11 12 13 14 15 16 17 18 19 20</p><p>B C A E B D C B E D</p><p>21 22 23 24 25 26 27 28 29 30</p><p>E B E E D D C E D A</p><p>31 32 33 34 35 36 37 38 39 40</p><p>B C E E D C B E A A</p><p>41 42 43 44 45 46 47 48 49 50</p><p>C E C B E D B D B C</p><p>51 52 53 54 55 56 57 58 59 60</p><p>C B C A E C A E A E</p><p>61 62 63 64 65 66 67 68 69 70</p><p>A B E A C D B C B E</p><p>71 72 73 74 75 76 77 78 79 80</p><p>E A A B A E D D A E</p><p>81 82 83 84 85 86 87 88 89 90</p><p>C C A B B D E A C D</p><p>91 92 93 94 95 96 97 98 99 100</p><p>C D B E B D B C A E</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>1</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA</p><p>TEMA 01 – PCCE – DIREITO CONSTITUCIONAL</p><p>A Carta Constitucional tem um amplo espectro sobre direitos e garantias fundamentais. Sobre</p><p>os remédios constitucionais, informe, em no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, a resposta aos</p><p>questionamentos abaixo:</p><p>a. Quando é cabível o Mandado de Segurança Coletivo?</p><p>b. Quem são os legitimados para a proposição de Mandado de Segurança Coletivo?</p><p>c. É possível que o sindicato ou associação de servidores ingresse com ação de Mandado de</p><p>Segurança Coletivo em favor de aprovados em concurso público?</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>2</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>TEMA 01 – PCCE – DIREITO CONSTITUCIONAL</p><p>a. Quando é cabível o Mandado de Segurança Coletivo?</p><p>Fala, Caveira! Hoje iniciaremos com o estudo de remédios constitucionais previstos em</p><p>seu último edital, com enfoque especial no Mandado de Segurança Coletivo. “Mas prof., não tem</p><p>escrito MS Coletivo no edital, eu tenho que estudar?”. Sim, recebemos essas perguntas. E sim,</p><p>você tem que estudar. No seu último edital tem escrito Mandado de Segurança, o coletivo é só</p><p>uma espécie do gênero, tudo bem? Então, vá para a prova preparado!</p><p>O mandado de segurança é um instrumento jurídico, cuja finalidade é proteger direito</p><p>líquido e certo, ou seja, provado por documentos, que tenha sido violado por ato ilegal ou abusivo</p><p>de autoridade pública ou de agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder</p><p>Público.</p><p>Considerado um remédio constitucional, está previsto nos incisos LXIX e LXX do artigo 5º</p><p>da Constituição Federal de 1988 e foi regulamentado pela Lei 12.016/09, editada para trazer as</p><p>regras e normas pertinentes ao uso do mandado de segurança individual ou coletivo.</p><p>Segundo o § 3º do artigo 1º da referida lei, o mandado de segurança coletivo pode ser</p><p>utilizado quando o direito violado pertencer a várias pessoas, e qualquer uma delas pode</p><p>requerê-lo.</p><p>Art. 1º. Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito</p><p>líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data,</p><p>sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa</p><p>física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por</p><p>parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as</p><p>funções que exerça. (Vide ADIN 4296)</p><p>§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os</p><p>representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de</p><p>entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas</p><p>ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público,</p><p>somente no que disser respeito a essas atribuições.</p><p>§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão</p><p>comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de</p><p>sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público.</p><p>(Vide ADIN 4296)</p><p>§ 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias</p><p>pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança.</p><p>(grifo nosso).</p><p>b. Quem são os legitimados para a proposição de Mandado de Segurança Coletivo?</p><p>O rol dos legitimados para propor mandado de segurança coletivo é uma disposição da</p><p>Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, em que aduz:</p><p>LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:</p><p>a) partido político com representação no Congresso Nacional;</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>3</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente</p><p>constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos</p><p>interesses de seus membros ou associados;</p><p>O rol pode, também, ser destacado do art. 21 da Lei 12.016/09:</p><p>Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por</p><p>partido político com representação no Congresso Nacional, na</p><p>defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à</p><p>finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe</p><p>ou associação legalmente constituída e em funcionamento há,</p><p>pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos da</p><p>totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma</p><p>dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades,</p><p>dispensada, para tanto, autorização especial. (grifo nosso).</p><p>c. É possível que o sindicato ou associação de servidores ingresse com ação de Mandado</p><p>de Segurança Coletivo em favor de aprovados em concurso público?</p><p>Note, Caveira, que não é possível que o sindicato ou associação de servidores ingresse</p><p>com ação de Mandado de Segurança Coletivo em favor de aprovados em concurso público.</p><p>Trata-se de decisão expelida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em</p><p>maio de 2022. Recente!</p><p>No caso em tela, uma associação de servidores e o sindicato destes mesmos ajuizaram</p><p>mandado de segurança coletivo para estender o prazo de validade de um concurso, depois que</p><p>uma liminar suspendeu por 180 dias as nomeações dos candidatos aprovados.</p><p>O relator do caso asseverou que o sindicato e a associação são constituídos para a defesa</p><p>dos interesses dos servidores do órgão, de forma que, como os candidatos aprovados ainda não</p><p>integram o quadro funcional do órgão, não estão sujeitos à proteção das entidades. Nesse</p><p>sentido:</p><p>PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE</p><p>SEGURANÇA. IMPETRAÇÃO POR ÓRGÃO SINDICAL E POR</p><p>ÓRGÃO ASSOCIATIVO. DEFESA DO INTERESSE DE CANDIDATOS</p><p>APROVADOS. FALTA DE LEGITIMIDADE. 1. O sindicato de</p><p>servidores e a associação de servidores não têm legitimidade para a</p><p>impetração de ação de mandado de segurança coletivo no interesse</p><p>de direitos de candidatos aprovados em concurso público. 2. Recurso</p><p>ordinário em mandado de segurança não provido. (STJ. RECURSO</p><p>EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 66687 - PB (2021/0174813- 2).</p><p>2ª Turma. Relator: MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES.</p><p>Julgado em: 10/05/2022.1</p><p>1 Leia mais sobre o assunto [aqui].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>4</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>EXEMPLO DE REDAÇÃO</p><p>Em primeiro lugar, é cabível o mandado de segurança coletivo para proteger direito líquido</p><p>e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com</p><p>abuso de poder, pessoas físicas ou jurídicas sofrerem violação ou houver justo receio de sofrê-</p><p>la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.</p><p>Com relação às pessoas legitimadas para a proposição de mandado de segurança</p><p>coletivo, é imperioso observar que se trata de dispositivo constitucional, amparado pelo art. 5º</p><p>da Constituição Federal de 1988. Assim, são os legitimados: partido político com representação</p><p>no Congresso Nacional, organização sindical, entidade de classe ou associação (neste último</p><p>caso, desde que legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, um ano).</p><p>Por fim, é imperioso</p><p>CTRL+J: abre a listagem de downloads feitos e em</p><p>andamento.</p><p>CTRL+I: informações sobre a página.</p><p>CTRL+P: imprimir.</p><p>17. A planilha da figura abaixo foi criada no aplicativo</p><p>Calc da suíte LibreOffice 7.1.4.2 (64bits) versão pt-BR.</p><p>Com relação aos dados mostrados nessa planilha,</p><p>assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.</p><p>( ) Se em D11 for inserida a expressão</p><p>=SE(B7<>22;C7;C6), será mostrado nessa célula o</p><p>conteúdo “MUCURIPE”.</p><p>( ) Para mostrar o valor 20 na célula D12, foi inserida a</p><p>expressão =MED(A10:A13), que determina a média</p><p>aritmética entre todos os números nas células A10, A11,</p><p>A12 e A13.</p><p>( ) Para mostrar o valor 28 na célula D13, foi inserida a</p><p>expressão =SOMA(A10;A13), que determina a soma dos</p><p>números exibidos exclusivamente nas células A10 e A13.</p><p>As afirmativas são, respectivamente,</p><p>A) F – V – F.</p><p>B) V – V – F.</p><p>C) V – F – V.</p><p>D) V – F – F.</p><p>E) F – V – V.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Vamos analisar cada uma das alternativas e suas</p><p>funções.</p><p>A função =SE(B7<>22;C7;C6) possui três blocos:</p><p>Condição: O que está em B7 é diferente de 22?</p><p>Resposta se verdadeiro: o que está em C7 → Aeroporto.</p><p>Resposta se falsa a condição: o que está em C6 →</p><p>Mucuripe.</p><p>A função SE nos traz uma situação interessante:</p><p>independente da condição (B7<>22), só podem aparecer</p><p>dois resultados sobre esta, ou Aeroporto (se a condição</p><p>for verdadeira) ou Mucuripe (se a condição for falsa).</p><p>Para finalizar o entendimento dessa função, devemos</p><p>perguntar então para a condição: O que está em B7(22)</p><p>é diferente de 22?</p><p>É falso. Logo, aparecer a resposta na tela como</p><p>Mucuripe.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>10</p><p>A função =MED(A10:A13) trará como resultado a</p><p>mediana dos valores que estão de A10 até A13. Para que</p><p>a mediana traga o valor central, o conjunto de dados deve</p><p>estar ordenado. De A10 até A13 temos os seguintes</p><p>valores (ordenados): 11 17 23 29. Nesse caso, o conjunto</p><p>é par, ou seja, existem 4 números apenas, sendo assim,</p><p>para retirar a mediana, devemos somar os dois</p><p>elementos centrais (40) e dividir por 2. Resultado: 20. O</p><p>resultado matemático, proposto pela questão, está</p><p>correto. O que está errado é o que a função MED fará:</p><p>que determina a média aritmética.</p><p>A função que determina a média aritmética é conhecida</p><p>como MÉDIA.</p><p>A função =SOMA(A10;A13), determina a soma dos</p><p>números exibidos exclusivamente nas células A10 e A13.</p><p>Nesse caso seria a soma de 17 e 11, o que resulta em</p><p>28.</p><p>18. O buscador Google é amplamente utilizado na rede</p><p>mundial de computadores. Alguns comandos podem ser</p><p>reportados a esse buscador para que ele efetue um</p><p>refinamento da busca. Caso a busca tenha que ser feita</p><p>pela expressão composta concurso público e o</p><p>resultado traga somente sites do domínio .gov.br, o</p><p>usuário deverá digitar na caixa de pesquisa do google:</p><p>A) concurso +público +.gov.br.</p><p>B) “concurso público” site:.gov.br.</p><p>C) “concurso público” allsite:.gov.br.</p><p>D) “concurso público” in .gov.br.</p><p>E) “concurso público .gov.br”.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>O Google permite que o usuário utilize algumas</p><p>expressões para fazer uma pesquisa avançada. Dentre</p><p>os recursos de pesquisa, é possível fazer a busca por</p><p>uma expressão composta e assim utilizamos as aspas</p><p>duplas (“concurso público”). Nesse caso, há uma</p><p>restrição exata sobre a busca da expressão concurso</p><p>público e o resultado não trará apenas concurso ou</p><p>apenas público.</p><p>A expressão site: funciona para que o termo buscado</p><p>(“concurso público”) seja restrito à busca naquele site. No</p><p>caso da questão, a busca será feita em todas as</p><p>plataformas que possuem domínio .gov.br.</p><p>19. O ano de 2017 foi marcado por uma onda</p><p>avassaladora de ataques contra órgãos públicos no</p><p>Brasil, em especial a tribunais de justiça. Esse ataque</p><p>consiste na invasão a uma base de dados onde o</p><p>atacante criptografa todos os dados com métodos</p><p>criptográficos extremamente robustos e cobra um</p><p>resgate, geralmente em criptomoeda, por ser uma moeda</p><p>irrastreável. Esse ataque é conhecido como:</p><p>A) Vírus.</p><p>B) Rootkit.</p><p>C) Phishing.</p><p>D) Backdoor.</p><p>E) Ransomware.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Ran$omware. Guarde esse bizu ao lado. Sempre que a</p><p>questão se referir a ataque com uso de criptografia de</p><p>dados e cobrança de resgate, o gabarito é ransomware.</p><p>O ransomware é um tipo de cavalo de Tróia que acessa</p><p>os sistemas a partir de arquivos aparentemente</p><p>inofensivos e, quando executados, criptografam toda a</p><p>base de dados, ficando assim indisponível o serviço.</p><p>Para que os dados sejam decifrados, o atacante envia</p><p>um e-mail ou então substitui o plano de fundo da área de</p><p>trabalho do Windows com uma mensagem de como deve</p><p>proceder para o depósito de criptomoedas e assim o</p><p>atacante decriptografa a base. Caso o usuário tenha</p><p>backup daqueles dados, poderá fazer a operação de</p><p>restauração e recuperar os dados que foram</p><p>criptografados.</p><p>O vírus é um tipo de malware que se hospeda em</p><p>arquivos do sistema. Assim que o arquivo hospedeiro é</p><p>executado, o vírus entra em execução, gerando cópias</p><p>de si mesmo em outros arquivos e executando o que foi</p><p>programado.</p><p>O rootkit é um tipo de malware que apenas “abafa” outros</p><p>malwares que já existem no sistema. A função dele é uma</p><p>só: esconder arquivos maliciosos dos sistemas de</p><p>segurança.</p><p>Phishing é uma técnica utilizada pelos atacantes para</p><p>receptação de dados sigilosos. O atacante cria sites</p><p>falsos que dão a sensação de ser o site de uma</p><p>instituição, geralmente financeira, onde o usuário digitará</p><p>os seus dados e o atacante terá acesso.</p><p>Backdoor ou porta dos fundos é um programa que</p><p>mantém uma vulnerabilidade para que o atacante possa</p><p>retornar àquele sistema, invadido anteriormente pelo</p><p>mesmo.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>11</p><p>20. No contexto da tecnologia da informação e segurança</p><p>de dados, a segurança da informação é garantida pela</p><p>preservação de três aspectos essenciais, de acordo com</p><p>o triângulo da figura abaixo:</p><p>I. P1 – associada à ideia da capacidade de um sistema</p><p>de permitir que alguns usuários acessem determinadas</p><p>informações, ao mesmo tempo em que impede que</p><p>outros, não autorizados, a vejam. Esse princípio é</p><p>respeitado quando apenas as pessoas explicitamente</p><p>autorizadas podem ter acesso à informação.</p><p>II. P2 – associada à ideia de que a informação deve estar</p><p>disponível para todos que precisarem dela para a</p><p>realização dos objetivos empresariais. Esse princípio é</p><p>respeitado quando a informação está acessível, por</p><p>pessoas autorizadas, sempre que necessário.</p><p>III. P3 – associada à ideia de que a informação deve estar</p><p>correta, ser verdadeira e não estar corrompida. Esse</p><p>princípio é respeitado quando a informação acessada</p><p>está completa, sem alterações e, portanto, confiável.</p><p>Nessa situação, P1, P2 e P3 são denominados,</p><p>respectivamente,</p><p>A) integridade, legalidade e privacidade.</p><p>B) disponibilidade, integridade e legalidade.</p><p>C) legalidade, privacidade e confidencialidade.</p><p>D) confidencialidade, disponibilidade e integridade.</p><p>E) privacidade, confidencialidade e disponibilidade.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Sobre os princípios da segurança da informação,</p><p>devemos observar as expressões chave que as questões</p><p>nos trazem. Veja abaixo alguns exemplos dessa questão:</p><p>Confidencialidade: “apenas as pessoas explicitamente</p><p>autorizadas podem ter acesso à informação.” A</p><p>confidencialidade está diretamente ligada à situação de</p><p>acesso à informação. Esse princípio</p><p>pode ser garantido</p><p>para uma ou um grupo de pessoas. Por exemplo, uma</p><p>determinada turma tem acesso a uma prova e outra não.</p><p>Um determinado professor tem acesso a essa prova,</p><p>outro não. A confidencialidade pode ser garantida a partir</p><p>de ferramentas de criptografia.</p><p>Disponibilidade: “a informação está acessível, por</p><p>pessoas autorizadas”. Na maioria das vezes, o princípio</p><p>da disponibilidade está atrelado ao princípio da</p><p>confidencialidade, ou seja, a informação deve estar</p><p>disponível não para todas as pessoas, e sim para aquelas</p><p>que estão autorizadas ao acesso. Uma ferramenta que</p><p>garante o princípio da disponibilidade na informática é o</p><p>backup.</p><p>Integridade: “a informação acessada está completa, sem</p><p>alterações”. O princípio da integridade tem a ver com o</p><p>conteúdo da informação. Se a informação saiu do seu</p><p>transmissor como ABC, deve chegar ao seu receptor</p><p>como ABC.</p><p>CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>Noções de Direito Penal</p><p>21. Toda manhã, ao acordar, Roberto segue</p><p>pontualmente sua rotina. Em casa, toma café com sua</p><p>esposa, Maria. Logo em seguida, a caminho do trabalho,</p><p>para na residência de Olivia, sua amante, para com ela</p><p>tomar outra xícara de café e, após, seguir sua jornada</p><p>diária. Em determinado dia, no entanto, Maria e Olivia</p><p>descobrem a traição de Roberto. Revoltadas,</p><p>acreditando que estavam em relacionamento</p><p>monogâmico, compram veneno para matá-lo. Maria e</p><p>Olivia não possuíam conhecimento da conduta de uma e</p><p>de outra. Na manhã do dia seguinte, Maria adiciona o</p><p>veneno ao café de Roberto. Após ingeri-lo, seguindo sua</p><p>pontual rotina, Roberto parte para a residência de sua</p><p>amante e acaba por beber sua outra xícara de café,</p><p>também envenenada, ora por Olivia. Roberto morre</p><p>algumas horas depois. Realiza-se a perícia e o laudo</p><p>conclui pela existência de duas substâncias no sangue</p><p>da vítima: veneno de rato e talco. Maria e Olivia,</p><p>orgulhosas, confessam fervorosamente ter colocado</p><p>veneno no café do falecido traidor.</p><p>Considerando o caso hipotético narrado, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de</p><p>autoria desconhecida. Maria e Olivia respondem por</p><p>homicídio consumado.</p><p>B) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de</p><p>autoria desconhecida. Maria e Olivia respondem por</p><p>tentativa de homicídio.</p><p>C) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de</p><p>autoria desconhecida. Maria e Olivia não respondem</p><p>penalmente.</p><p>D) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de</p><p>autoria incerta. Maria e Olivia respondem por tentativa de</p><p>homicídio.</p><p>E) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de</p><p>autoria incerta. Maria e Olivia não respondem</p><p>penalmente.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>12</p><p>Caveiras, não se trata de concurso de pessoas, pois o</p><p>enunciado preconiza a falta de liame subjetivo entre</p><p>Maria e Olivia.</p><p>Deste modo, verifica-se que uma das mulheres praticou</p><p>o homicídio (o veneno) e a outra praticou crime</p><p>impossível, por ineficácia absoluta do meio (o talco).</p><p>A perícia, como visto, apurou existirem as duas</p><p>substâncias no corpo da vítima, mas não apontou quem</p><p>colocou o que. Como resolver?</p><p>Neste caso, Caveiras, aplicamos o princípio do in dubio</p><p>pro reo, e diante disso, devemos beneficiar ambas pela</p><p>dúvida. Assim, como uma delas praticou fato atípico</p><p>(crime impossível), essa causa de atipicidade a todos se</p><p>estende, justamente pela impossibilidade em se apurar</p><p>quem colocou efetivamente veneno no café. Do contrário,</p><p>teríamos um agente praticando fato atípico (crime</p><p>impossível) e sendo penalmente punido.</p><p>Por último, a autoria DESCONHECIDA mais se liga ao</p><p>processo penal, quando não há elucidação de possíveis</p><p>autores da conduta criminosa, não sendo desvendados</p><p>quem são os envolvidos na prática delituosa.</p><p>Já na autoria INCERTA, que mais se liga ao direito penal,</p><p>há conhecimento dos envolvidos no crime, mas não se</p><p>pode, com precisão, afirmar quem a ele deu causa.</p><p>22. No que diz respeito à aplicação da lei penal, assinale</p><p>a alternativa incorreta:</p><p>A) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o</p><p>período de sua duração ou cessadas as circunstâncias</p><p>que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante</p><p>sua vigência.</p><p>B) A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei</p><p>brasileira produz na espécie as mesmas consequências,</p><p>pode ser homologada no Brasil para quaisquer fins.</p><p>C) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena</p><p>imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas,</p><p>ou nela é computada, quando idênticas.</p><p>D) As regras gerais do Código Penal aplicam-se aos fatos</p><p>incriminados por lei especial, se esta não dispuser de</p><p>modo diverso.</p><p>E) Considera-se praticado o crime no lugar em que</p><p>ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem</p><p>como onde se produziu ou deveria produzir-se o</p><p>resultado.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) CORRETA, tratando-se do estabelecido pelo art. 3º do</p><p>Código Penal: “a lei excepcional ou temporária, embora</p><p>decorrido o período de sua duração ou cessadas as</p><p>circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato</p><p>praticado durante sua vigência”.</p><p>B) INCORRETA, sendo este o nosso gabarito, Caveiras.</p><p>O art. 9º do Código Penal estabelece o seguinte: “a</p><p>sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira</p><p>produz na espécie as mesmas consequências, pode ser</p><p>homologada no Brasil para: - obrigar o condenado à</p><p>reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis;</p><p>II - sujeitá-lo a medida de segurança”. Dessa forma, não</p><p>se trata de homologação pais quaisquer fins, como</p><p>equivocadamente trazido pela assertiva.</p><p>C) CORRETA, tratando-se do estabelecido pelo art. 8º do</p><p>Código Penal: “a pena cumprida no estrangeiro atenua a</p><p>pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando</p><p>diversas, ou nela é computada, quando idênticas”.</p><p>D) CORRETA, tratando-se do previsto pelo art. 12 do</p><p>Código Penal: “as regras gerais deste Código aplicam-se</p><p>aos fatos incriminados por lei especial, se esta não</p><p>dispuser de modo diverso”.</p><p>E) CORRETA, pois o art. 6º do Código Penal, ao tratar</p><p>do lugar do crime, adotando a teoria da ubiquidade,</p><p>estabelece que “considera-se praticado o crime no lugar</p><p>em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte,</p><p>bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o</p><p>resultado”.</p><p>23. A respeito dos princípios constitucionais penais,</p><p>marque a alternativa correta:</p><p>A) A reserva legal, anterioridade, retroatividade da lei</p><p>penal benéfica, humanidade e in dubio pro reo são</p><p>espécies de princípios constitucionais penais explícitos.</p><p>B) O princípio da responsabilidade pessoal impede que</p><p>os familiares do condenado sofram os efeitos da</p><p>condenação de ressarcimento de dano causado pela</p><p>prática do crime.</p><p>C) O princípio da insignificância deve ser aplicado a</p><p>casos de furto qualificado em que o prejuízo da vítima</p><p>tenha sido mínimo.</p><p>D) A aplicação do princípio da insignificância a</p><p>determinado caso exige que a conduta em questão seja</p><p>informal e materialmente atípica.</p><p>E) O princípio da adequação social significa que uma</p><p>conduta, apesar de se subsumir ao modelo legal, não</p><p>deve ser considerada típica se for socialmente adequada</p><p>ou reconhecida, isto é, se estiver de acordo com a ordem</p><p>social da vida historicamente condicionada.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) ERRADA. O Princípio in dubio pro reo não se encontra</p><p>expressamente previsto na Constituição Federal,</p><p>tratando-se na verdade de um princípio implícito de</p><p>natureza processual penal, como exemplo da disposição</p><p>do art.386 e seguintes do CPP. Os demais princípios</p><p>encontram disposição constitucional expressa: art.5º, II,</p><p>III e XL da CRFB/88</p><p>B) ERRADA. De acordo com o princípio da</p><p>responsabilidade pessoal ou da intranscendência, com</p><p>previsão no artigo 5ª XLV,</p><p>da Constituição Federal, a</p><p>condenação penal não pode transcender à pessoa do</p><p>condenado. Contudo, esse óbice não alcança a</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>13</p><p>obrigação de reparar o dano e a decretação do</p><p>perdimento de bens que, nos termos da lei, podem ser</p><p>estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até</p><p>o limite do valor do patrimônio transferido.</p><p>C) ERRADA. Em regra, não se aplica o princípio da</p><p>insignificância ao furto qualificado, salvo quando</p><p>presentes circunstâncias excepcionais que recomendam</p><p>a medida. A despeito da presença de qualificadora no</p><p>crime de furto possa, à primeira vista, impedir o</p><p>reconhecimento da tipicidade material da conduta, a</p><p>análise conjunta das circunstâncias pode demonstrar a</p><p>ausência de lesividade do fato imputado, recomendando</p><p>a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 5ª Turma.</p><p>HC 553.872-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,</p><p>julgado em 11/02/2020 (Info 665).</p><p>D) ERRADA. Pelo princípio da insignificância, a conduta</p><p>que não lesiona ou que não traz perigo relevante de lesão</p><p>ao bem jurídico tutelado pelo tipo penal, ao não realizar o</p><p>pressuposto material do tipo, não haverá tipicidade</p><p>material. Desta maneira, o princípio da insignificância</p><p>excluí a tipicidade material, não se exigindo a análise da</p><p>tipicidade formal para aplicação.</p><p>E) CORRETA. Nas palavras de Luiz Regis Prado, “A</p><p>teoria da adequação social, concebida por Hans Welzel,</p><p>significa que apesar de uma conduta se subsumir ao</p><p>modelo legal não será considerada típica se for</p><p>socialmente adequada ou reconhecida, isto é, se estiver</p><p>de acordo com a ordem social da vida historicamente</p><p>condicionada.’’</p><p>24. Imagine a seguinte situação hipotética: A partir do</p><p>advento da Lei n° 12.015/2009, Lucas praticou conjunção</p><p>carnal com Maria, sem o consentimento desta. No</p><p>mesmo contexto fático, ainda praticou o delito de</p><p>atentado violento ao pudor contra Maria. Neste caso,</p><p>Lucas deverá responder por:</p><p>A) Concurso material.</p><p>B) Concurso formal próprio.</p><p>C) Concurso formal impróprio.</p><p>D) Continuidade delitiva.</p><p>E) Crime único.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, com o advento da Lei 12.015/2009, houve o</p><p>fenômeno da continuidade típico normativo entre o</p><p>crime de atentado violento ao pudor e o crime de estupro.</p><p>Diante disso, não há o que se falar em concurso de</p><p>crimes, e nem tampouco continuidade delitiva, mas</p><p>crime único pela conduta descrita no art. 213 do CP.</p><p>25. Conforme entendimento do STJ, o uso fraudulento de</p><p>material transparente nas fases “a” e “b” do medidor de</p><p>consumo de energia elétrica que permita a alteração do</p><p>relógio para reduzir a quantidade registrada e consumida</p><p>e induza a erro a companhia de eletricidade, gerando a</p><p>obtenção de vantagem ilícita, configura o crime de:</p><p>A) Modificação não autorizada de sistema de</p><p>informações.</p><p>B) Dano.</p><p>C) Furto.</p><p>D) Estelionato.</p><p>E) Apropriação indébita.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, o entendimento do STJ é que a fraude ou</p><p>alteração no medidor configura o crime de estelionato!</p><p>Atente-se! Aquele que desvia a corrente elétrica antes</p><p>que ela passe pelo registro comete o delito de FURTO</p><p>QUALIFICADO. É o que ocorre, normalmente, naquelas</p><p>hipóteses em que o agente traz a energia para sua casa</p><p>diretamente do poste, fazendo aquilo que popularmente</p><p>é chamado de “gato”. A fiação é puxada, diretamente, do</p><p>poste de energia elétrica para o lugar onde se quer usá-</p><p>la, sem que passe por qualquer medidor.</p><p>Ao contrário, se a ação do agente consiste, como adverte</p><p>Noronha, em modificar o medidor, para acusar um</p><p>resultado menor do que o consumido, há fraude, e o</p><p>crime é ESTELIONATO, subentendido, naturalmente, o</p><p>caso em que o agente está autorizado, por via de</p><p>contrato, a gastar energia elétrica. ‘’Usa ele, então, de</p><p>artifício que induzirá a vítima a erro ou engano, com o</p><p>resultado fictício, do que lhe advém vantagem ilícita.’’</p><p>NORONHA, Edgard Magalhães. Direito Penal, v. 2, p.</p><p>232.</p><p>26. A respeito das causas excludentes de</p><p>antijuridicidade, segundo substrato do conceito analítico</p><p>de crime, assinale a alternativa correta:</p><p>A) Nas causas excludentes de antijuridicidade ou de</p><p>ilicitude, o excesso apenas é punível na modalidade</p><p>dolosa.</p><p>B) O excesso, nos casos de estrito cumprimento de dever</p><p>legal e de exercício regular de direito, é punido tanto se</p><p>for praticado de forma dolosa quanto de forma culposa,</p><p>ainda que o tipo penal não preveja a modalidade culposa,</p><p>no último caso.</p><p>C) Quando o excesso está relacionado à profunda revolta</p><p>de ânimo que acomete o agente, fazendo surgir no sujeito</p><p>agredido um estado de pânico que lhe retira a</p><p>capacidade de atuar racionalmente, tem-se o</p><p>denominado excesso acidental.</p><p>D) Nos casos de estrito cumprimento do dever legal, o</p><p>agente poderá responder pelo excesso quando não</p><p>seguir exatamente os parâmetros fixados pelo dever</p><p>imposto legalmente.</p><p>E) O chamado excesso consciente deriva da má</p><p>apreciação da realidade, sendo que, nesses casos, o</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>14</p><p>sujeito ultrapassa os limites da excludente sem se dar</p><p>conta de seu exagero.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) INCORRETA, já que o art. 23 do Código Penal, ao</p><p>tratar das causas excludentes de ilicitude, estabelece em</p><p>seu parágrafo único que “o agente, em qualquer das</p><p>hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso</p><p>ou culposo”. Não há que se falar, portanto, em punição</p><p>do excesso exclusivamente doloso.</p><p>B) INCORRETA. O art. 23 do Código Penal estabelece o</p><p>seguinte: “Exclusão de ilicitude. Art. 23 - Não há crime</p><p>quando o agente pratica o fato: I - em estado de</p><p>necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito</p><p>cumprimento de dever legal ou no exercício regular de</p><p>direito. Excesso punível. Parágrafo único - O agente, em</p><p>qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo</p><p>excesso doloso ou culposo”. Conforme já visto nos</p><p>comentários à assertiva A, tem-se que o agente que se</p><p>excede na prática de algum ato acobertado por qualquer</p><p>das excludentes de ilicitude responderá tanto pelo</p><p>excesso doloso quanto culposo. Todavia, para que o</p><p>excesso culposo seja punível, necessariamente o tipo</p><p>penal deve prever tal modalidade, já que, nos termos do</p><p>art. 18, inc. II, do Código Penal, “salvo os casos</p><p>expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato</p><p>previsto como crime, senão quando o pratica</p><p>dolosamente”.</p><p>C) INCORRETA, pois quando o excesso está</p><p>relacionado à profunda revolta de ânimo que acomete o</p><p>agente, fazendo surgir no sujeito agredido um estado de</p><p>pânico que lhe retira a capacidade de atuar</p><p>racionalmente, fala-se em excesso exculpante, que não</p><p>é previsto expressamente pelo Código Penal, mas</p><p>admitido pela doutrina enquanto uma causa excludente</p><p>da culpabilidade, por inexibilidade de conduta diversa. O</p><p>excesso acidental, por outro lado, decorre de caso</p><p>fortuito ou força maior. Como exemplo de excesso</p><p>acidental na legítima defesa, tem-se o caso em que o</p><p>agredido injustamente repele seu agressor com apenas</p><p>um soco, vindo o agressor a sofrer um colapso cardíaco</p><p>mortal. Nesse último caso, o agente agredido</p><p>injustamente não responderia pela morte do agressor,</p><p>pois a morte decorreu de um caso fortuito.</p><p>D) CORRETA, este é o nosso gabarito, Caveira! No</p><p>estrito cumprimento do dever legal, o excesso está</p><p>focalizado justamente no “dever legal”. Quando a lei</p><p>impõe um modo para o agente atuar, deve ele seguir</p><p>exatamente os parâmetros fixados; fugindo a eles,</p><p>responderá pelo excesso (NUCCI, Guilherme de Souza.</p><p>Manual de</p><p>Direito Penal. 16. ed. Rio de Janeiro: Forense,</p><p>2020).</p><p>E) INCORRETA, visto que o excesso que deriva da má</p><p>apreciação da realidade, caso no qual o sujeito</p><p>ultrapassa os limites da excludente sem se dar conta de</p><p>seu exagero, denomina-se excesso inconsciente ou</p><p>involuntário. No excesso consciente ou voluntário, por</p><p>outro lado, o agente tem plena consciência de que</p><p>intensifica desnecessariamente sua conduta que era,</p><p>inicialmente, acobertado por alguma excludente de</p><p>ilicitude.</p><p>27. De acordo com o Artigo 129 do Código Penal</p><p>Brasileiro, trata-se de lesão corporal de natureza</p><p>gravíssima:</p><p>A) Aceleração de parto.</p><p>B) Debilidade permanente de membro, sentido ou</p><p>função.</p><p>C) Deformidade permanente.</p><p>D) Perigo de vida.</p><p>E) Vias de fato.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, a questão cobrou a letra da lei do que dispõe o</p><p>artigo 129 do Código Penal e seus parágrafos</p><p>subsequentes.</p><p>Para lembrar dos casos em que a lesão é grave, o</p><p>bizu é memorizar o mnemônico: PEIDA</p><p>PErigo de vida;</p><p>Incapacidade para as ocupações habituais, por mais</p><p>de trinta dias;</p><p>Debilidade permanente de membro, sentido ou</p><p>função;</p><p>Aceleração de parto.</p><p>Sendo assim, a única alternativa que traz a hipótese em</p><p>que não se enquadra nos casos de lesão grave, é a letra</p><p>C, visto que deformidade permamente é lesão</p><p>gravíssima, conforme cobrou o enunciado da questão.</p><p>Ademais, não se pode confundir o crime de lesão</p><p>corporal com os de vias de fato, já que vias de fato não</p><p>chega nem a ser crime, mas sim contravenção penal.</p><p>28. João, vereador, contratou seu primo Paulo para</p><p>exercer o cargo público de assessor na Câmara</p><p>Municipal. Ocorre que ele não trabalhava efetivamente.</p><p>Apenas comparecia ao trabalho para assinar o ponto,</p><p>sem que exercesse suas atribuições do cargo. Era aquilo</p><p>que se chama, na linguagem popular, de “funcionário</p><p>fantasma”. Apesar disso, Paulo recebia remuneração</p><p>todos os meses, situação que perdurou por anos. Ante o</p><p>caso hipotético narrado, e considerando o entendimento</p><p>do Superior Tribunal de Justiça, responda:</p><p>A) João e Paulo praticaram crime de peculato, na</p><p>modalidade peculato-desvio.</p><p>B) João e Paulo praticaram crime de corrupção passiva.</p><p>C) João e Paulo praticaram crime de corrupção ativa.</p><p>D) João e Paulo praticaram crime de concussão.</p><p>E) João e Paulo não praticaram crime.</p><p>Gabarito: E</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>15</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, a questão cobrou um entendimento recente</p><p>do STJ!</p><p>A) INCORRETA. Ambos não praticaram crime de</p><p>peculato, visto que o STJ entendeu que não é típico o ato</p><p>do servidor que se apropria de valores que já lhe</p><p>pertenceriam, em razão do cargo por ele ocupado.</p><p>Assim, a conduta de João poderia ter repercussões</p><p>disciplinares ou mesmo no âmbito da improbidade</p><p>administrativa, mas não se ajusta ao delito de peculato,</p><p>porque seus vencimentos efetivamente lhe pertenciam.</p><p>Se o servidor merecia perceber a remuneração, à luz da</p><p>ausência da contraprestação respectiva, é questão a ser</p><p>discutida na esfera administrativo-sancionadora, mas</p><p>não na instância penal, por falta de tipicidade. Em suma:</p><p>‘’Não é típico o ato do servidor que se apropria de</p><p>valores que já lhe pertenceriam, em razão do cargo</p><p>por ele ocupado. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp</p><p>2.073.825-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em</p><p>16/08/2022 (Info 746).‘’</p><p>B) INCORRETA. A conduta dos agentes não se amolda</p><p>ao tipo penal de corrupção passiva, visto que eles não</p><p>solicitaram ou receberam de um civil vantagem indevida.</p><p>C) INCORRETA. A conduta dos agentes não se amolda</p><p>ao tipo penal de corrupção ativa, visto que eles não eram</p><p>particulares, e nem tampouco ofereceram a um agente</p><p>público vantagem indevida.</p><p>D) INCORRETA. A conduta dos agentes em nada tem a</p><p>ver com a elementar do crime de concussão: ‘’exigir</p><p>vantagem indevida’’.</p><p>E) CORRETA, conforme entendimento do STJ explicado</p><p>na alternativa A.</p><p>29. Parlamentar que se apropria de parte da verba</p><p>salarial de seu assessor comissionado pratica crime de:</p><p>A) Fato atípico.</p><p>B) Condescendência criminosa.</p><p>C) Advocacia administrativa.</p><p>D) Peculato-desvio.</p><p>E) Contrabando.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) INCORRETA, tendo em vista que a conduta</p><p>vulgarmente conhecida como ‘rachadinha’ é crime, para</p><p>o STJ.</p><p>B) INCORRETA, pois não houve indulgência de</p><p>responsabilizar subordinado que cometeu infração.</p><p>C) INCORRETA. Senhores (as), na verdade, o tipo penal</p><p>da advocacia administrativa exige que o agente público</p><p>patrocine, direta ou indiretamente, interesse privado</p><p>perante a administração pública, valendo-se da</p><p>qualidade de funcionário.</p><p>D) CORRETA. Caveiras, no caso de parlamentares que</p><p>se apropriam de parte da remuneração dos servidores</p><p>comissionados de seu gabinete (prática conhecida como</p><p>“rachadinha”), o STJ já decidiu algumas vezes que</p><p>configura peculato: (...) 1. A conduta praticada pela</p><p>recorrente amolda-se ao crime de peculato-desvio,</p><p>tipificado na última parte do art. 312 do Código Penal.</p><p>2. Situação concreta em que parte dos vencimentos de</p><p>funcionários investidos em cargos comissionados no</p><p>gabinete da vereadora, alguns que nem sequer</p><p>trabalhavam de fato, eram para ela repassados e</p><p>posteriormente utilizados no pagamento de outras</p><p>pessoas que também prestavam serviços em sua</p><p>assessoria, porém sem estarem investidas em cargos</p><p>públicos. (...) STJ. 6ª Turma. REsp 1.244.377/PR, Rel.</p><p>Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 03/04/2014.’’</p><p>E) INCORRETA. O crime de contrabando não se amolda</p><p>ao caso hipotético narrado, visto que não houve</p><p>importação ou exportação de mercadoria proibida.</p><p>30. Considerando a legislação aplicável e o entendimento</p><p>dos Tribunais Superiores, assinale a alternativa correta</p><p>acerca dos crimes contra a fé pública.</p><p>A) Pedro, consultando os autos do processo-crime no</p><p>qual figura como réu, ao se deparar com provas</p><p>inequívocas de materialidade e autoria, as retirou do</p><p>processo, logo depois, as destruiu. Pedro, nesse caso,</p><p>responderá pelo crime de supressão de documento.</p><p>B) Ao concluir o curso de Engenharia, Mévio, com animus</p><p>jocandi, inseriu, à caneta, em seu diploma, declaração</p><p>falsa sobre fato juridicamente relevante. Mévio</p><p>responderá por falsidade ideológica.</p><p>C) É típica a conduta de inserir, em currículo Lattes, dado</p><p>que não condiz com a realidade.</p><p>D) A utilização de papel-moeda grosseiramente</p><p>falsificado configura, em tese, o crime de estelionato, de</p><p>competência da Justiça Federal.</p><p>E) Josefina é proprietária de um estabelecimento</p><p>comercial de renome na cidade onde mora. Ao realizar o</p><p>balanço de caixa, percebeu que uma das notas de R$</p><p>100,00 era falsa. Ato contínuo, foi à farmácia e comprou</p><p>alguns produtos com a nota falsa. Nessa situação,</p><p>Josefina responderá pelo crime de moeda falsa, sem a</p><p>possibilidade de aplicação da modalidade privilegiada,</p><p>que exige a culpa como tipo penal subjetivo.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) CORRETA. Caveiras, este é o nosso gabarito, como</p><p>dispõe o art. 305 do Código Penal: ‘’Art. 305 do CP -</p><p>Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de</p><p>outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou</p><p>particular verdadeiro, de que não podia dispor. ‘’</p><p>B) INCORRETA. Mévio não cometeu o delito de</p><p>falsidade ideológica, uma vez que referido tipo penal</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>16</p><p>exige a finalidade específica de “prejudicar direito, criar</p><p>obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente</p><p>relevante”. Como Mévio agiu com mero animus jocandi,</p><p>ou seja, com intenção de “brincar”,</p><p>afasta-se a aplicação</p><p>do delito de falsidade ideológica.</p><p>C) INCORRETA. Informativo 610 do STJ.: Inserir</p><p>informação falsa em currículo Lattes não configura crime</p><p>de falsidade ideológica.</p><p>D) INCORRETA. Súmula 73 STJ: A utilização de papel</p><p>moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o</p><p>crime de estelionato, da competência da Justiça</p><p>Estadual. Caveira, atente-se à diferença: Moeda Falsa –</p><p>Justiça Federal. Moeda grosseiramente falsificada</p><p>(Estelionato) – Justiça Estadual.</p><p>E) INCORRETA. Josefina responderá pelo crime de</p><p>moeda falsa na modalidade privilegiada. Ressalte-se que</p><p>referida causa de diminuição de pena não exige a culpa</p><p>como tipo penal subjetivo</p><p>31. No tocante aos crimes patrimoniais e com relação</p><p>aos entendimentos dos tribunais superiores, assinale a</p><p>alternativa incorreta.</p><p>A) O Superior Tribunal de Justiça consolidou o</p><p>entendimento de que o emprego de empurrão contra a</p><p>vítima, para fins de lhe subtrair bem móvel, configura</p><p>violência física apta à caracterização do crime de roubo.</p><p>B) O crime de extorsão tem sua pena dobrada se a</p><p>violência ou grave ameaça é exercida com o emprego de</p><p>arma de fogo de uso restrito ou proibido.</p><p>C) O Superior Tribunal de Justiça consolidou a adoção</p><p>da teoria da amotio, segundo a qual se considera</p><p>consumado o delito de furto quando, cessada a</p><p>clandestinidade, o agente detenha a posse de fato sobre</p><p>o bem, ainda que seja possível à vítima retomá-lo, por ato</p><p>seu ou de terceiro, em virtude de perseguição imediata.</p><p>D) A difamação de funcionário público com ofensas</p><p>relacionadas a sua vida familiar não admite a exceção da</p><p>verdade.</p><p>E) Há crime de latrocínio, quando o homicídio se</p><p>consuma, ainda que não realize o agente a subtração de</p><p>bens da vítima.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) CORRETA. Caveiras, esta alternativa cobrou o</p><p>entendimento do STJ: ‘’O emprego de empurrão</p><p>contra a vítima para subtração de bem móvel</p><p>configura violência física apta à caracterização do</p><p>crime de roubo. (STJ. AgRg no HC 618.574/SC, Rel.</p><p>Min. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUINTA TURMA, j.</p><p>em 03/08/2021).</p><p>b) INCORRETA. Está errada, e este é nosso gabarito,</p><p>nos termos do artigo 158 do Código Penal: ‘’CP, art. 158 -</p><p>Constranger alguém, mediante violência ou grave</p><p>ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem</p><p>indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se</p><p>faça ou deixar de fazer alguma coisa: Pena – reclusão,</p><p>de 4 a 10 anos, e multa.</p><p>§ 1º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas,</p><p>ou com emprego de arma, aumenta-se a pena de 1/3 até</p><p>1/2.’’.</p><p>c) CORRETA. Conforme o entendimento do STJ,</p><p>Súmula 582: Consuma-se o crime de roubo com a</p><p>inversão da posse do bem mediante emprego de</p><p>violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e</p><p>em seguida à perseguição imediata ao agente e</p><p>recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a</p><p>posse mansa e pacífica ou desvigiada. (STJ. 3ª Seção.</p><p>Aprovada em 14/09/2016, DJe 19/09/2016 - Info 590).</p><p>Existem 4 teorias sobre o momento consumativo do</p><p>crime de roubo:</p><p>1ª) Contrectacio: segundo esta teoria, a consumação se</p><p>dá pelo simples contato entre o agente e a coisa alheia.</p><p>Se tocou, já consumou.</p><p>2ª) Apprehensio(amotio): a consumação ocorre no</p><p>momento em que a coisa subtraída passa para o poder</p><p>do agente, ainda que por breve espaço de tempo, mesmo</p><p>que o sujeito seja logo perseguido pela polícia ou pela</p><p>vítima. Quando se diz que a coisa passou para o poder</p><p>do agente, isso significa que houve a inversão da posse.</p><p>Por isso, ela é também conhecida como teoria da</p><p>inversão da posse. Vale ressaltar que, para esta corrente,</p><p>o crime se consuma mesmo que o agente não fique com</p><p>a posse mansa e pacífica. A coisa é retirada da esfera de</p><p>disponibilidade da vítima (inversão da posse), mas não é</p><p>necessário que saia da esfera de vigilância da vítima (não</p><p>se exige que o agente tenha posse desvigiada do bem).</p><p>3ª) Ablatio: a consumação ocorre quando a coisa, além</p><p>de apreendida, é transportada de um lugar para outro.</p><p>4ª) Ilatio: a consumação só ocorre quando a coisa é</p><p>levada ao local desejado pelo ladrão para tê-la a salvo (a</p><p>coisa é levada para um lugar seguro). Fonte: Buscador</p><p>Dizer o Direito</p><p>O STJ adotou a teoria da apprehensio (amotio), tendo</p><p>editado a Súmula 582.</p><p>Este também é o entendimento do STF:</p><p>Para a consumação do crime de roubo, basta a inversão</p><p>da posse da coisa subtraída, sendo desnecessária que</p><p>ela se dê de forma mansa e pacífica, como argumenta a</p><p>impetrante. (STF, 2ª Turma. HC 100.189/SP, Rel. Min.</p><p>Ellen Gracie, DJe 16/4/2010).</p><p>D) CORRETA. A exceção da verdade é meio processual</p><p>de defesa que permite ao acusado provar o fato atribuído</p><p>à pessoa que se julga ofendida, podendo ser</p><p>apresentada nos processos em que se apuram crimes de</p><p>calúnia e de difamação, quando praticado em detrimento</p><p>de funcionário público no exercício de suas funções.</p><p>O CP somente prevê a exceção da verdade nos casos de</p><p>ofensas relativas ao exercício da função pública (art. 139,</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>17</p><p>parágrafo único). Logo, como as ofensas narradas na</p><p>assertiva estão relacionadas à vida familiar do</p><p>funcionário público, incabível a exceção da verdade.</p><p>e) CORRETA. STF, Súmula 640: Há crime de latrocínio,</p><p>quando o homicídio se consuma, ainda que não se</p><p>realize o agente a subtração de bens da vítima.</p><p>32. Após uma discussão com Bruno, Rubens resolve</p><p>adquirir um revólver para matá-lo. Com animus necandi,</p><p>Rubens vai até a casa em que Bruno reside e, munido do</p><p>revólver, efetua disparos de arma de fogo em sua</p><p>direção. Os disparos atingem Bruno, que morre</p><p>imediatamente. Todavia, em virtude de imprudência, os</p><p>disparos também atingem o filho de Bruno, César, que</p><p>sofre lesões corporais.</p><p>Diante dessa situação hipotética e considerando o</p><p>entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre o</p><p>tema, Rubens deverá responder por:</p><p>A) Homicídio consumado com relação a Bruno e lesão</p><p>corporal culposa com relação a César, em concurso</p><p>formal próprio.</p><p>B) Homicídio consumado com relação a Bruno e lesão</p><p>corporal dolosa com relação a César, em concurso formal</p><p>próprio.</p><p>C) Homicídio doloso consumado com relação a Bruno e</p><p>homicídio doloso tentado com relação a César, em</p><p>concurso formal próprio.</p><p>D) Homicídio doloso consumado com relação a Bruno e</p><p>lesão corporal culposa com relação a César, em</p><p>concurso formal impróprio.</p><p>E) Homicídio doloso consumado com relação a Bruno e</p><p>homicídio doloso tentado com relação a César, em</p><p>concurso formal impróprio.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, esta questão abordou o entendimento do STJ,</p><p>o qual consignou-se que o dolo na prática de homicídio</p><p>se estende ao crime contra segunda vítima atingida por</p><p>erro de pontaria.</p><p>Se alguém comete um homicídio com arma de fogo e,</p><p>além do resultado intencional, atinge outra pessoa por</p><p>erro de pontaria, o segundo crime – mesmo não sendo</p><p>uma consequência pretendida – também deve ser tratado</p><p>como doloso.</p><p>•Com esse entendimento, a Sexta Turma do Superior</p><p>Tribunal de Justiça (STJ) reformou acórdão do Tribunal</p><p>de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) que, ao analisar</p><p>o caso de um homem acusado de matar alguém</p><p>intencionalmente e atingir outra pessoa de forma não</p><p>fatal, desclassificou para lesão corporal culposa a</p><p>conduta relativa ao resultado não pretendido.</p><p>No recurso apresentado ao STJ, o Ministério Público</p><p>sustentou que o TJRS contrariou o Código Penal ao</p><p>desclassificar a imputação relativa ao segundo fato –</p><p>apontado na denúncia e na sentença de pronúncia como</p><p>homicídio qualificado tentado, cuja vítima foi atingida por</p><p>erro no uso dos meios de execução.</p><p>Aberratio ictus</p><p>•Segundo o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro,</p><p>existem duas modalidades de erro na execução,</p><p>de</p><p>acordo com o artigo 73 do Código Penal: aberratio ictus</p><p>com resultado único, unidade simples; e aberratio ictus</p><p>com resultado duplo, unidade complexa.</p><p>O ministro afirmou que, de acordo com os autos, além da</p><p>vítima originalmente visada, outra pessoa foi atingida</p><p>pelos tiros desferidos pelo acusado, incidindo a regra do</p><p>concurso formal de crimes.</p><p>"Nesses casos, o elemento subjetivo da primeira</p><p>conduta, o dolo, projeta-se também à segunda, não</p><p>intencional, ainda que o erro de pontaria decorra de</p><p>negligência, imprudência ou imperícia do agente",</p><p>afirmou.</p><p>33. Analise o seguinte caso hipotético: Vilma foi presa em</p><p>flagrante por tentativa de homicídio contra Alice, sua</p><p>inimiga mortal. De acordo com o Código Penal, nesse</p><p>caso, pune-se a tentativa de homicídio com a pena</p><p>correspondente à do crime consumado, diminuída:</p><p>A) Da metade.</p><p>B) De um sexto.</p><p>C) De um terço.</p><p>D) De um sexto a um terço.</p><p>E) De um a dois terços.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, o instituto da tentativa está previsto no Código</p><p>Penal no artigo 14 inciso II do referido código:</p><p>‘’Art. 14 - Diz-se o crime:</p><p>Tentativa</p><p>II - tentado, quando, iniciada a execução, não se</p><p>consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.</p><p>Pena de tentativa</p><p>Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se</p><p>a tentativa com a pena correspondente ao crime</p><p>consumado, diminuída de um a dois terços.’’</p><p>Este é o tipo de questão que a banca não mede</p><p>conhecimento, mas você precisa acertar esse tipo de</p><p>provocação, que é divisor de águas. Então, pega o bizu:</p><p>Sempre que fala sobre a redução da tentativa, lembro de</p><p>123. São os únicos números que irão utilizar.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>18</p><p>34. Com base na parte especial do Código Penal,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>A) O crime de associação criminosa consuma-se com o</p><p>início da prática dos crimes acordados entre seus</p><p>membros.</p><p>B) O crime de aborto praticado, dolosa e</p><p>conscientemente, contra mulher com gravidez gemelar,</p><p>por meio de única substância abortiva ministrada e</p><p>ingerida em seu café, impõe a configuração de concurso</p><p>material de crimes, conforme normatiza o art. 69, do</p><p>Código Penal, pois houve desígnios autônomos.</p><p>C) O crime de perseguição ou comumente nominado</p><p>“stalking”, descrito no art. 147-A, do Código Penal, é</p><p>crime que exige continuidade delitiva para sua</p><p>consumação.</p><p>D) O crime de estupro de vulnerável é classificado como</p><p>tipo misto cumulativo. Assim, quando o agente praticar as</p><p>condutas correspondentes à “conjunção carnal” e a</p><p>“outro ato libidinoso”, em um mesmo contexto fático e</p><p>contra a mesma vítima, haverá cumulação de penas.</p><p>E) No ambiente de trabalho, um colega chamou João de</p><p>“macumbeiro de merda” em razão de ele ser adepto da</p><p>religião candomblé, de matriz africana. Nesse caso</p><p>hipotético, o colega cometeu o delito de injúria</p><p>discriminatória, sendo esse um crime de ação penal</p><p>pública condicionada à representação do ofendido.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) Errada. Caveiras, o crime de associação criminosa é</p><p>um crime de concurso necessário e com o início da</p><p>prática dos crimes acordados entre seus membros. Em</p><p>tese, o delito de Associação Criminosa consuma-se com</p><p>a adesão voluntária de cada pessoa, e ainda independe</p><p>da pratica de crimes, exigindo,</p><p>todavia, ESTABILIDADE e PERMANÊNCIA de 3 ou</p><p>mais pessoas.</p><p>B) Errada. O crime de aborto praticado, dolosa e</p><p>conscientemente, contra mulher com gravidez gemelar,</p><p>por meio de única substância abortiva ministrada e</p><p>ingerida em seu café, impõe a configuração de concurso</p><p>material de crimes, conforme normatiza o art. 69, do</p><p>Código Penal, pois houve desígnios autônomos. Neste</p><p>caso, como foi mediante apenas UMA CONDUTA,</p><p>segundo a maioria da doutrina, se o agente tem a ciência</p><p>da gravidez de gêmeos, responderá em concurso formal</p><p>IMPRÓPRIO.</p><p>C) Errada. O crime de perseguição ou comumente</p><p>nominado “stalking”, descrito no art. 147-A, do Código</p><p>Penal, é crime que exige continuidade delitiva para sua</p><p>consumação. Conforme a maioria da doutrina, o delito de</p><p>Stalking é crime habitual (devendo ocorrer</p><p>reiteração) e crime formal (desnecessitando ocorrer o</p><p>resultado naturalístico).</p><p>D) Errada. O crime de estupro de vulnerável é</p><p>classificado como tipo misto cumulativo. Assim, quando</p><p>o agente praticar as condutas correspondentes à</p><p>“conjunção carnal” e a “outro ato libidinoso”, em um</p><p>mesmo contexto fático e contra a mesma vítima, haverá</p><p>cumulação de penas. A jurisprudência do STJ e do STF</p><p>consolidaram-se no sentido de que, se os atos forem num</p><p>mesmo contexto, contra a mesma vítima, haverá crime</p><p>único (HC 306.085/SP).</p><p>E) Correta. Galera, cuidem para não confundir injúria</p><p>discriminatória com injúria racial, ok?</p><p>A Lei nº 14.532/2023 inseriu profundas modificações no</p><p>Código Penal, no que se refere ao crime de injúria.</p><p>Atualmente, temos o seguinte:</p><p>Injúria racial (envolve elementos de raça, cor, etnia,</p><p>religião ou procedência nacional):</p><p>Antes estava prevista no art. 140, § 3º, CP, e agora está</p><p>no art. 2º-A, da Lei nº 7.716/89 (Lei de Preconceito</p><p>Racial). Trata-se, agora, de crime de ação penal pública</p><p>incondicionada.</p><p>Injúria discriminatória ou religiosa (envolve elementos</p><p>de religião, pessoa idosa ou com deficiência):</p><p>Permanece prevista no art. 140, § 3º, CP e trata-se de</p><p>crime de ação penal pública condicionada à</p><p>representação do ofendido (art. 145, parágrafo único,</p><p>CP).</p><p>Assim sendo, nota-se que ao injuriar João com</p><p>elementos referentes à sua religião, seu colega de</p><p>trabalho incorreu no tipo especial de injúria denominado</p><p>pela doutrina penalista de injúria discriminatória ou injúria</p><p>religiosa.</p><p>35. Assinale a alternativa correta segundo o Código</p><p>Penal.</p><p>A) No crime de omissão de socorro, a pena é aumentada</p><p>de metade se da omissão resultar lesão corporal de</p><p>natureza grave e, dobrada, se resultar a morte.</p><p>B) Aumenta-se a pena pela metade, se o crime de maus-</p><p>tratos é praticado contra pessoa menor de catorze anos.</p><p>C) É impunível a calúnia contra os mortos.</p><p>D) No crime de difamação, a exceção da verdade</p><p>somente se admite se o ofendido é funcionário público e</p><p>a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.</p><p>E) O querelado que, antes da sentença, retrata-se</p><p>cabalmente da difamação ou da injúria fica isento de</p><p>pena.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) ERRADA. Aqui, cobrou-se o crime de Omissão de</p><p>socorro: ‘’Art. 135 - Deixar de prestar assistência,</p><p>quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança</p><p>abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou</p><p>ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou</p><p>não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>19</p><p>pública: Pena - detenção, de um a seis meses, ou</p><p>multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de metade,</p><p>se da omissão resulta lesão corporal de natureza</p><p>grave, e triplicada, se resulta a morte.’’</p><p>B) ERRADA. Caveira, se liga: ‘’§ 3º - Aumenta-se a</p><p>pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa</p><p>menor de 14 (catorze) anos.’’ Por incrível que pareça,</p><p>este dispositivo não foi alterado pela Lei Henry Borel.</p><p>C) ERRADA. Pune-se a calúnia contra os mortos: ‘’Art.</p><p>138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato</p><p>definido como crime: (...) § 2º - É punível a calúnia</p><p>contra os mortos.’’</p><p>D) CORRETA. Exceção da verdade na</p><p>Difamação: Parágrafo único - A exceção da verdade</p><p>somente se admite se o ofendido é funcionário público e</p><p>a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.</p><p>E) ERRADA.</p><p>Retratação: ‘’Art. 143 - O querelado que,</p><p>antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou</p><p>da difamação, fica isento de pena.’’</p><p>36. Acerca do delito de perseguição (stalking) no Brasil,</p><p>assinale a opção correta.</p><p>A) A situação de perseguição ou stalking não é</p><p>considerada crime pelo direito brasileiro.</p><p>B) Para a existência do crime de perseguição, é</p><p>necessário que o agente restrinja a capacidade de</p><p>locomoção da vítima.</p><p>C) A perseguição era considerada contravenção penal.</p><p>D) No delito de perseguição, o único caso de aumento de</p><p>pena previsto diz respeito à faixa etária ou ao sexo da</p><p>vítima.</p><p>E) O delito de perseguição é um crime de ação penal</p><p>pública incondicionada.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, bizus sobre o crime de perseguição (stalking):</p><p>Crime de perseguição ("stalking"): também</p><p>chamado de "assédio por intrusão"; ofende a liberdade</p><p>pessoal; crime habitual (não cabe tentativa); elemento</p><p>subjetivo: dolo (não existe na forma culposa); revogou o</p><p>art. 65 da Lei de Contravenções (molestamento);</p><p>de ação penal pública condicionada à representação;</p><p>de menor potencial ofensivo; é possível a substituição</p><p>de penas privativas de liberdade por restritivas de</p><p>direitos.</p><p>Causa de aumento de pena: A pena é aumentada de</p><p>metade se o crime é cometido: contra criança,</p><p>adolescente ou idoso; contra mulher por razões da</p><p>condição de sexo feminino; mediante concurso de 2</p><p>ou mais pessoas ou com o emprego de arma.</p><p>Obs.: Tecnicamente, cabe transação penal, suspensão</p><p>condicional do processo, além de ser cabível a</p><p>substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva</p><p>de direitos.</p><p>37. A dignidade sexual é tema que tem sido socialmente</p><p>debatido com maior seriedade nas últimas décadas e que</p><p>merece atenção da sociedade. A discussão em torno do</p><p>assunto tem gerado reação legislativa positiva e atenção</p><p>dos tribunais. Acerca desse tema, considerando os</p><p>dispositivos do Código Penal e a jurisprudência do</p><p>Superior Tribunal de Justiça, assinale a opção correta.</p><p>A) A importunação sexual, que consiste no ato de</p><p>constranger alguém à prática de atos libidinosos, passou</p><p>a ser um tipo penal diferente do estupro por força da Lei</p><p>n.º 13.718/2018.</p><p>B) A exploração sexual constitui elemento normativo do</p><p>crime de casa de prostituição, não bastando a conduta</p><p>consistente na manutenção de casa para fins libidinosos.</p><p>C) Para os crimes praticados contra a dignidade sexual,</p><p>não há previsão de causa de aumento de pena.</p><p>D) Constitui crime de rufianismo a indução à prostituição</p><p>ou a outra forma de exploração sexual.</p><p>E) O crime de estupro, previsto no artigo 215 do Código</p><p>Penal, processa-se mediante representação.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A) ERRADA. Caveiras, a banca misturou os crimes.</p><p>"Constranger alguém à prática de atos libidinosos" trata-</p><p>se do crime de Estupro (art. 213). Importunação</p><p>Sexual é "praticar contra alguém e sem a sua anuência</p><p>ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria</p><p>lascívia ou a de terceiro" (art. 215-A).</p><p>B) CORRETA. Este é o nosso gabarito. Mesmo após as</p><p>alterações legislativas introduzidas pela Lei nº</p><p>12.015/2009, a conduta consistente em manter Casa de</p><p>Prostituição segue sendo crime tipificado no art. 229 do</p><p>Código Penal. Todavia, com a novel legislação, passou-</p><p>se a exigir a “exploração sexual” como elemento</p><p>normativo do tipo, de modo que a conduta consistente em</p><p>manter casa para fins libidinosos, por si só, não mais</p><p>caracteriza crime, sendo necessário, para a configuração</p><p>do delito, que haja exploração sexual, assim entendida</p><p>como a violação à liberdade das pessoas que ali exercem</p><p>a mercancia carnal.</p><p>Não se tratando de estabelecimento voltado</p><p>exclusivamente para a prática de mercancia sexual,</p><p>tampouco havendo notícia de envolvimento de menores</p><p>de idade, nem comprovação de que o réu tirava proveito,</p><p>auferindo lucros da atividade sexual alheia mediante</p><p>ameaça, coerção, violência ou qualquer outra forma de</p><p>violação ou tolhimento à liberdade das pessoas, não há</p><p>que se falar em fato típico a ser punido na seara penal.</p><p>Não se trata do crime do art. 229 do CP (Info 631, STJ)</p><p>C) ERRADA. Na verdade, há causas de aumento de</p><p>pena no art. 234-A.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>20</p><p>D) ERRADA. Caveiras, novamente misturou-se os</p><p>crimes. A "indução à prostituição ou a outra forma de</p><p>exploração sexual" trata-se do crime de Favorecimento</p><p>da prostituição ou outra forma de exploração</p><p>sexual (art. 228). Rufianismo é "tirar proveito da</p><p>prostituição alheia, participando diretamente de seus</p><p>lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por</p><p>quem a exerça" (art. 230).</p><p>E) ERRADA. Ação Penal Pública Incondicionada. ‘’Art.</p><p>225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste</p><p>Título, procede-se mediante ação penal pública</p><p>incondicionada.</p><p>38. Assinale a alternativa que indica a presença de uma</p><p>qualificadora do crime de homicídio.</p><p>A) Crime cometido por razão de relevante valor moral</p><p>B) Crime praticado durante o repouso noturno</p><p>C) Crime praticado contra a mulher por negligência.</p><p>D) Crime praticado sob o domínio de violenta emoção,</p><p>logo em seguida a injusta provocação da vítima</p><p>E) Crime contra criança menor de 14 anos.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A. INCORRETA. Caveiras, o crime cometido por razão</p><p>de relevante valor moral é uma causa de diminuição de</p><p>pena. Art. 121, §1º, CP.</p><p>B. INCORRETA. Crime praticado durante o repouso</p><p>noturno trata-se de uma causa de aumento de pena do</p><p>crime de furto. Art. 155, §1º, CP.</p><p>C. INCORRETA. Só será qualificado o crime praticado</p><p>contra a mulher por razões da condição de sexo</p><p>feminino. Trata-se do feminicídio. Art. 121, VI, CP.</p><p>D. INCORRETA. Crime praticado sob o domínio de</p><p>violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação</p><p>da vítima é uma causa de diminuição de pena. Art. 121,</p><p>§1º, CP.</p><p>E. CORRETA. Esta assertiva cobrou as alterações</p><p>promovidas pela Lei Henry Borel no crime de homicídio,</p><p>o qual será qualificado se for cometido contra criança</p><p>menor de 14 anos.</p><p>39. De acordo com o Código Penal, é correto afirmar que</p><p>aquele que pratica a conduta típica de iludir, no todo ou</p><p>em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela</p><p>entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria,</p><p>pratica o crime de:</p><p>A) Descaminho.</p><p>B) Corrupção ativa.</p><p>C) Desacato.</p><p>D) Desobediência.</p><p>E) Tráfico de influência.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, a situação narrada trata-se do crime de</p><p>Descaminho: ‘’Iludir, no todo ou em parte, o</p><p>pagamento de direito ou imposto devido pela</p><p>entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria:</p><p>Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.</p><p>§ 1º Incorre na mesma pena quem:</p><p>I - pratica navegação de cabotagem, fora dos casos</p><p>permitidos em lei;</p><p>II - pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho;</p><p>III - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de</p><p>qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no</p><p>exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria</p><p>de procedência estrangeira que introduziu</p><p>clandestinamente no País ou importou fraudulentamente</p><p>ou que sabe ser produto de introdução clandestina no</p><p>território nacional ou de importação fraudulenta por parte</p><p>de outrem;</p><p>IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou</p><p>alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial,</p><p>mercadoria de procedência estrangeira,</p><p>desacompanhada de documentação legal ou</p><p>acompanhada de documentos que sabe serem falsos.</p><p>§ 2º Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos</p><p>deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou</p><p>clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o</p><p>exercido em residências.</p><p>§ 3º A pena aplica-se em dobro se o crime de</p><p>descaminho é praticado</p><p>em transporte aéreo, marítimo</p><p>ou fluvial.”</p><p>Classificação do crime:</p><p>Crime comum; doloso; de forma livre; comissivo, ou</p><p>omissivo próprio (uma vez que a ilusão no pagamento</p><p>pode ser total ou parcial); formal; instantâneo, de efeitos</p><p>permanentes; monossubjetivo; unissubsistente ou</p><p>plurissubsistente (dependendo, no caso concreto, da</p><p>possibilidade ou não de fracionamento do iter criminis);</p><p>transeunte (podendo, no entanto, ser considerado como</p><p>não transeunte, se houver possibilidade de realização de</p><p>perícia). Fonte: Curso de Direito Penal - Parte Especial,</p><p>Capítulo 88, 10ª Edição, Rogério Greco.</p><p>40. Lucius, advogado, representando seu cliente</p><p>Maximus, protocola petição inicial de ação de despejo em</p><p>face de Claudius. Ocorre que, em audiência, após</p><p>descobrir que Claudius fora seu amigo de infância – fato</p><p>do qual não se lembrava quando da propositura da ação</p><p>– Lucius renúncia regularmente aos poderes outorgados</p><p>por Maximus, colhe procuração de Claudius e começa a</p><p>defendê-lo na mesma ação. No curso da defesa de</p><p>Claudius, Lucius utiliza-se de fatos que lhe foram</p><p>narrados por Maximus e que não eram do conhecimento</p><p>de Claudius, fatos esses que são essenciais para que a</p><p>ação seja julgada improcedente.</p><p>Nesse caso, é correto afirmar que Lucius praticou:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>21</p><p>A) Crime de tergiversação.</p><p>B) Crime de advocacia administrativa.</p><p>C) Fato atípico à luz do Direito Penal.</p><p>D) Crime de patrocínio infiel.</p><p>E) Crime de exercício ilegal da profissão.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, a situação hipotética narrada se amolda ao tipo</p><p>penal de TERGIVERSAÇÃO.</p><p>Senão vejamos as diferenças entre os crimes de</p><p>Patrocínio infiel x Patrocínio simultâneo ou</p><p>tergiversação: Ambos são crimes contra a</p><p>administração da Justiça.</p><p>O crime de patrocínio infiel é descrito no artigo 355 do</p><p>Código Penal, que descreve como conduta delituosa a</p><p>traição do dever profissional, por advogado que ao</p><p>invés de proteger, prejudica a parte que o contratou.</p><p>O crime de tergiversação, que o código também chama</p><p>de patrocínio simultâneo, está previsto no mesmo</p><p>artigo 355, porém no parágrafo único. Também é uma</p><p>espécie de traição aquela praticada pelo advogado que</p><p>aceita defender, na mesma causa, partes que estejam</p><p>em conflito, faltando com seu dever profissional.</p><p>Assim, incorreu na tergiversação devido ao princípio da</p><p>especialidade.</p><p>Legislação Penal Extravagante</p><p>41. No tocante ao Estatuto do Desarmamento, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) O agente que possuir ou manter sob sua guarda arma</p><p>de fogo, de uso permitido, em desacordo com ordem</p><p>legal, dentro de sua residência estará sujeito à pena de</p><p>reclusão de 1 a 5 anos e multa.</p><p>B) O agente que possuir ou manter sob sua guarda arma</p><p>de fogo, de uso permitido, em desacordo com ordem</p><p>regulamentar, no seu local de trabalho, contanto que seja</p><p>o titular da empresa, estará sujeito à pena de reclusão de</p><p>1 a 5 anos e multa.</p><p>C) Caso o agente deixe de observar as cautelas</p><p>necessárias para impossibilitar que menor de 18 anos se</p><p>apodere de arma de fogo de sua propriedade estará</p><p>sujeito à pena de detenção, de 1 a 2 anos, e multa.</p><p>D) Na hipótese de o agente disparar arma de fogo em</p><p>lugar habitado, em via pública ou na sua direção, desde</p><p>que essa conduta delituosa não tenha como fim a</p><p>realização de outro crime, estará sujeito à pena de</p><p>detenção de 2 a 6 anos, e multa.</p><p>E) O agente que exportar ou importar arma de fogo, sem</p><p>autorização da autoridade competente, estará sujeito à</p><p>pena de detenção, de 6 a 15 anos, e multa.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A alternativa trata sobre o delito de posse irregular de</p><p>arma de fogo de uso permitido, previsto no art. 12, da Lei</p><p>10.826/03, apresentando erro quanto a pena à qual o</p><p>agente se sujeitará, visto que a correta é detenção, de 1</p><p>a 3 anos, e multa.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>O erro, mais uma vez, encontra-se na penalidade, já que</p><p>o certo é detenção, de 1 a 3 anos, e multa, conforme o</p><p>art. 12, da Lei 10.826/03.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>A alternativa traz os termos do art. 13, da Lei 10.826/03.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 13. Deixar de observar as cautelas necessárias para</p><p>impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa</p><p>portadora de deficiência mental se apodere de arma de</p><p>fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua</p><p>propriedade:</p><p>Pena. detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa.”</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>A pena a que estará sujeito o agente perpetrador da</p><p>conduta descrita na alternativa, ou seja, do delito de</p><p>disparo de arma de fogo, será de reclusão, de 2 a 4</p><p>anos, e multa, de acordo com art. 15, da Lei 10.826/03.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>O indivíduo que praticar o delito de tráfico internacional</p><p>de arma de fogo, previsto no art. 18, da Lei 10.826/03,</p><p>estará sujeito à pena de reclusão, de 8 a 16 anos, e</p><p>multa.</p><p>42. No que se refere aos crimes resultantes de</p><p>preconceito de raça ou cor (Lei n.º 7.716/89), assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) A referida lei prevê os crimes de preconceito de raça</p><p>ou de cor, mas não se resguardando de crimes de etnia,</p><p>religião ou procedência nacional.</p><p>B) Constitui efeito automático da condenação a perda do</p><p>cargo ou função pública, para o servidor público que</p><p>venha a praticar crime preceituado nesta lei.</p><p>C) O indivíduo que recusar a hospedagem em hotel de</p><p>pessoa por causa de religião pratica fato atípico.</p><p>D) É efeito não automático da condenação a suspensão</p><p>do funcionamento do estabelecimento particular por</p><p>prazo superior a três meses.</p><p>E) Constitui efeito da condenação, após o trânsito em</p><p>julgado da decisão, a destruição do material apreendido</p><p>devido ao crime de incitação à discriminação racial</p><p>publicados por qualquer natureza.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>22</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Essa lei resguarda além dos crimes de raça ou cor, os</p><p>crimes de etnia, religião ou procedência nacional.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes</p><p>resultantes de discriminação ou preconceito de raça,</p><p>cor, etnia, religião ou procedência nacional.”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Vejamos o que dispõe a Lei n.º7.716/89, a saber:</p><p>“Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo</p><p>ou função pública, para o servidor público, e a suspensão</p><p>do funcionamento do estabelecimento particular por</p><p>prazo não superior a três meses.”</p><p>“Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta</p><p>Lei não são automáticos, devendo ser motivadamente</p><p>declarados na sentença.”</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Vejamos o que dispõe a Lei n.º7.716/89, a saber:</p><p>“Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em</p><p>hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento</p><p>similar.</p><p>Pena: reclusão de três a cinco anos.”</p><p>Logo, trata-se de fato típico, previsto na lei supracitada.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O prazo para os estabelecimentos privados deve ser não</p><p>superior a três meses. Vejamos:</p><p>“Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo</p><p>ou função pública, para o servidor público, e a suspensão</p><p>do funcionamento do estabelecimento particular por</p><p>prazo não superior a três meses.”</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>Segundo prevê a Lei n.º7.716/89, a saber:</p><p>"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou</p><p>preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência</p><p>nacional.</p><p>Pena: reclusão de um a três anos e multa. (...)</p><p>§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é</p><p>cometido por intermédio</p><p>dos meios de comunicação</p><p>social ou publicação de qualquer natureza:</p><p>Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. (...)</p><p>§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da</p><p>condenação, após o trânsito em julgado da decisão,</p><p>a destruição do material apreendido."</p><p>43. Consoante à lei sobre investigação criminal</p><p>conduzida por delegado de polícia (Lei n.º 12.830/13),</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>A) As funções de polícia judiciária não são de natureza</p><p>jurídica.</p><p>B) O Delegado de Polícia não pode requisitar perícias.</p><p>C) O inquérito policial poderá ser, em situações</p><p>específicas, avocado por superior hierárquico.</p><p>D) O ato de remoção de um Delegado de Polícia</p><p>dispensa fundamentação.</p><p>E) O cargo de Delegado de Polícia não é privativo de</p><p>bacharel em Direito.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>As funções de polícia judiciária são de natureza jurídica.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 2º. As funções de polícia judiciária e a apuração de</p><p>infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são</p><p>de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de</p><p>Estado.”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Essa é justamente uma das atribuições do delegado de</p><p>polícia. Vejamos:</p><p>“Art.2º (...)</p><p>§2º Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de</p><p>polícia a requisição de perícia, informações,</p><p>documentos e dados que interessem à apuração dos</p><p>fatos.”</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>Nos termos da literalidade da Lei n.º 12.830/13, que</p><p>assevera:</p><p>“Art. 2º (...)</p><p>§4º: O inquérito policial ou outro procedimento previsto</p><p>em lei em curso somente poderá ser avocado ou</p><p>redistribuído por superior hierárquico, mediante</p><p>despacho fundamentado, por motivo de interesse público</p><p>ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos</p><p>previstos em regulamento da corporação que prejudique</p><p>a eficácia da investigação.”</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Vejamos o que dispõe a Lei n.º 12.830/13, a saber:</p><p>“Art. 2º (...)</p><p>§5º A remoção do delegado de polícia dar-se-á somente</p><p>por ato fundamentado.”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Na verdade, é sim privativo de bacharel em direito,</p><p>vejamos:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>23</p><p>“Art. 3º. O cargo de delegado de polícia é privativo de</p><p>bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o</p><p>mesmo tratamento protocolar que recebem os</p><p>magistrados, os membros da Defensoria Pública e do</p><p>Ministério Público e os advogados.”</p><p>44. Acerca da Lei dos Juizados Especiais Cíveis e</p><p>Criminais (Lei n.º 9.099/95), assinale a alternativa correta</p><p>em que poderá ser feita a citação.</p><p>A) Por correspondência, sem a necessidade de aviso de</p><p>recebimento.</p><p>B) Suprida pelo comparecimento espontâneo em caso de</p><p>falta ou nulidade.</p><p>C) Por meio de entrega ao encarregado da recepção,</p><p>quando se tratar de pessoa jurídica ou firma individual,</p><p>sendo prescindível a sua identificação.</p><p>D) Por oficial de justiça, por opção do magistrado,</p><p>dependendo de mandado ou carta precatória.</p><p>E) Realizada por meio de edital.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Na realidade, a citação se fará por correspondência, com</p><p>aviso de recebimento em mão própria. Vejamos:</p><p>“Art. 18. A citação far-se-á:</p><p>I - por correspondência, com aviso de recebimento em</p><p>mão própria;”</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Nos exatos termos da Lei n.º 9.099/95, que assevera:</p><p>“Art. 18. A citação far-se-á: (...)</p><p>§ 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou</p><p>nulidade da citação.”</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Na realidade é imprescindível sua identificação.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 18. A citação far-se-á: (...)</p><p>II - tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual,</p><p>mediante entrega ao encarregado da recepção, que será</p><p>obrigatoriamente identificado;”</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Não se faz necessário mandado ou carta precatória.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 18. A citação far-se-á: (...)</p><p>III - sendo necessário, por oficial de justiça,</p><p>independentemente de mandado ou carta precatória.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Justamente o contrário, pois não se fará por meio de</p><p>edital. Vejamos:</p><p>“Art. 18. A citação far-se-á: (...)</p><p>§ 2º Não se fará citação por edital.”</p><p>45. Acerca da Lei Maria da Penha, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>A) A autoridade policial deverá sempre acompanhar a</p><p>ofendida até o local do fato ou domicílio familiar a fim de</p><p>possibilitar que ela retire seus objetos.</p><p>B) Quando do interrogatório da mulher em situação de</p><p>violência doméstica e familiar, o procedimento será, em</p><p>regra, registrado por escrito.</p><p>C) Na hipótese de violência doméstica e familiar contra a</p><p>mulher, o atendimento policial e pericial deverá ser</p><p>ininterrupto e prestado por servidor do sexo feminino.</p><p>D) Durante a inquirição da mulher em situação de</p><p>violência doméstica e familiar, será a ela garantida, salvo</p><p>extrema necessidade, o direito de não ter contato direto</p><p>com suspeitos da infração penal.</p><p>E) Em todas as hipóteses de violência doméstica e</p><p>familiar contra a mulher, após o registro da ocorrência, a</p><p>autoridade policial deverá remeter, em até 48 (quarenta</p><p>e oito horas), ao juiz competente o pedido da ofendida</p><p>para concessão de eventuais medidas protetivas de</p><p>urgência a serem adotadas.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Embora o art. 11, inciso IV, da Lei n° 11.340/06, preveja</p><p>o acompanhamento pela autoridade policial da ofendida</p><p>até o local do fato ou seu domicílio para retirada de seus</p><p>pertences, essa ação não será sempre realizada, mas</p><p>sim quando for necessária.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Na inquirição da mulher em situação de violência</p><p>doméstica e familiar, o procedimento será,</p><p>preferencialmente, registrado por meio eletrônico ou</p><p>magnético, com a degravação e a mídia devendo ser</p><p>integradas ao inquérito, nos moldes do art. 10-A, § 2°,</p><p>inciso III, da Lei n° 11.340/06.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Existe, conforme dispõe o art. 10-A, caput, da Lei n°</p><p>11.340/06, uma preferência por servidores do sexo</p><p>feminino na realização do atendimento policial e pericial</p><p>especializado. Contudo, ao contrário do que afirma a</p><p>alternativa, não há obrigatoriedade que se faça apenas</p><p>por agentes do sexo feminino.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O art. 10-A, § 1°, inciso II, da Lei n° 11.340/06, não</p><p>apresenta ressalva quanto à ausência de contato da</p><p>vítima de violência doméstica e familiar com investigados</p><p>ou suspeitos do crime, sendo a legislação categórica ao</p><p>afirmar que em nenhuma hipótese isso ocorrerá.</p><p>Alternativa E – Correta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>24</p><p>Conforme o disposto na Lei n.º 11.340/06, que aduz:</p><p>“Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e</p><p>familiar contra a mulher, feito o registro da</p><p>ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de</p><p>imediato, os seguintes procedimentos, sem prejuízo</p><p>daqueles previstos no Código de Processo Penal: (...)</p><p>III - remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas,</p><p>expediente apartado ao juiz com o pedido da</p><p>ofendida, para a concessão de medidas protetivas de</p><p>urgência;”</p><p>46. No tocante à Lei n.º 8.137/96, que disciplina os crimes</p><p>contra a ordem tributária, econômica e contra as relações</p><p>de consumo, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Constitui crime fazer declaração falsa ou omitir</p><p>declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar</p><p>outra fraude, para eximir-se totalmente do pagamento de</p><p>tributo. A escusa parcial será cobrada e punida apenas</p><p>administrativamente.</p><p>B) Sendo necessária e suficiente para a reprovação da</p><p>infração penal, aplicar-se-á multa entre dez e trezentos e</p><p>sessenta</p><p>e cinco dias.</p><p>C) Os crimes contra a ordem tributária são de ação penal</p><p>privada.</p><p>D) É crime contra a ordem econômica a conduta de criar</p><p>ajuste entre ofertantes, buscando fixar preços</p><p>artificialmente.</p><p>E) Qualquer pessoa poderá provocar a iniciativa do</p><p>Ministério Público nos crimes descritos nesta lei,</p><p>fornecendo-lhes oralmente informações sobre o fato e a</p><p>autoria, bem como indicando o tempo, o lugar, e os</p><p>elementos de convicção.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>O art. 2°, I, da Lei n° 8.137/96, dispõe que constitui crime</p><p>fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas,</p><p>bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se,</p><p>total e também parcialmente de pagamento de tributo.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:</p><p>I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre</p><p>rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para</p><p>eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de</p><p>tributo;”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>A multa que será aplicada aos crimes contra a ordem</p><p>tributária será entre dez e trezentos e sessenta dias-</p><p>multa, conforme prevê o art. 8°, caput, da Lei n°</p><p>8.137/96. Vejamos:</p><p>“Art. 8° Nos crimes definidos nos arts. 1° a 3° (desta lei,</p><p>a pena de multa será fixada entre 10 (dez) e 360</p><p>(trezentos e sessenta) dias-multa, conforme seja</p><p>necessário e suficiente para reprovação e prevenção do</p><p>crime.</p><p>Parágrafo único. O dia-multa será fixado pelo juiz em</p><p>valor não inferior a 14 (quatorze) nem superior a 200</p><p>(duzentos) Bônus do Tesouro Nacional BTN.”</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Os crimes contra a ordem tributária são todos de ação</p><p>penal pública (art. 15, da Lei n° 8.137/96). Vejamos:</p><p>“Art. 15. Os crimes previstos nesta lei são de AÇÃO</p><p>PENAL PÚBLICA, aplicando-se-lhes o disposto no art.</p><p>100 do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940</p><p>- Código Penal.”</p><p>Alternativa D – Correta.</p><p>Conforme o previsto na Lei n.º 8.137/96, que aduz:</p><p>“Art. 4° Constitui crime contra a ordem econômica: (...)</p><p>II - formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre</p><p>ofertantes, visando:</p><p>a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas</p><p>ou produzidas;”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Na realidade, deverá ser por escrito. Vejamos;</p><p>“Art. 16. Qualquer pessoa poderá provocar a iniciativa do</p><p>Ministério Público nos crimes descritos nesta lei,</p><p>fornecendo-lhe por escrito informações sobre o fato e a</p><p>autoria, bem como indicando o tempo, o lugar e os</p><p>elementos de convicção. (...)”</p><p>47. A respeito da Lei n.º 9.613/98, que disciplina a</p><p>lavagem de capitais ou ocultação de bens, direitos e</p><p>valores, assinale a alternativa correta.</p><p>A) A tentativa nos crimes de lavagem não é punida</p><p>conforme o Código Penal, mas pela regra da lei especial.</p><p>B) São efeitos da condenação, além dos previstos no</p><p>Código Penal, a perda, em favor da União, de todos os</p><p>bens, direitos e valores relacionados, direta ou</p><p>indiretamente.</p><p>C) Compete à justiça Estadual processar e julgar os</p><p>crimes de lavagem de capital, mesmo quando a infração</p><p>penal antecedente for de competência da Justiça</p><p>Federal.</p><p>D) Nos crimes de lavagem de dinheiro, às medidas</p><p>assecuratórias, no que toca ao standard de prova para o</p><p>seu deferimento, exige-se indícios veementes de infração</p><p>penal.</p><p>E) Caberá suspensão do processo nos crimes de</p><p>lavagem, na forma do art. 366 do Código de Processo</p><p>Penal.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>25</p><p>Na realidade, a tentativa é punida obedecendo os</p><p>critérios do artigo 14 do Código Penal, e não pela</p><p>regra da lei especial em comento.</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Nos exatos termos da Lei n.º 9.613/98, a saber:</p><p>“Art. 7º São efeitos da condenação, além dos previstos</p><p>no Código Penal:</p><p>I - a perda, em favor da União - e dos Estados, nos casos</p><p>de competência da Justiça Estadual -, de todos os bens,</p><p>direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, à</p><p>prática dos crimes previstos nesta Lei, inclusive aqueles</p><p>utilizados para prestar a fiança, ressalvado o direito do</p><p>lesado ou de terceiro de boa-fé;</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Na verdade, trata-se de uma competência da justiça</p><p>federal, e não da justiça estadual, vejamos:</p><p>“Art.2º (...)</p><p>III - são da competência da Justiça Federal: a) quando</p><p>praticados contra o sistema financeiro e a ordem</p><p>econômico-financeira, ou em detrimento de bens,</p><p>serviços ou interesses da União, ou de suas entidades</p><p>autárquicas ou empresas públicas; b) quando a infração</p><p>penal antecedente for de competência da Justiça</p><p>Federal.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Na realidade, necessita-se de indícios suficientes, e</p><p>não veementes, sendo esses solicitados para a</p><p>decretação do sequestro, previsto no Código de</p><p>Processo Penal, em seu artigo 126. Vejamos:</p><p>“Art. 4. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério</p><p>Público ou mediante representação do delegado de</p><p>polícia, ouvido o Ministério Público em 24 (vinte e quatro)</p><p>horas, havendo indícios suficientes de infração penal,</p><p>poderá decretar medidas assecuratórias de bens, direitos</p><p>ou valores do investigado ou acusado, ou existentes em</p><p>nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento,</p><p>produto ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das</p><p>infrações penais antecedentes.”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Não caberá suspensão do processo nos termos do</p><p>Código Penal, isso foi determinado pela lei em estudo nos</p><p>termos do § 2º “No processo por crime previsto nesta Lei,</p><p>não se aplica o disposto no art. 366 do Decreto-Lei nº</p><p>3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo</p><p>Penal), devendo o acusado que não comparecer nem</p><p>constituir advogado ser citado por edital, prosseguindo o</p><p>feito até o julgamento, com a nomeação de defensor</p><p>dativo.”</p><p>48. No que se refere ao Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Se um crime previsto no Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência for praticado com a utilização de meios de</p><p>comunicação social, a pena será aumentada de metade.</p><p>B) No crime de abandono de pessoa com deficiência em</p><p>casa de saúde, aumenta-se a pena em um terço caso o</p><p>delito seja praticado por curador.</p><p>C) A retenção de cartão magnético para o recebimento</p><p>de pensões de pessoa com deficiência é crime,</p><p>independentemente da intenção do autor.</p><p>D) Se uma pessoa com deficiência sofrer a apropriação</p><p>de sua pensão por meio do seu curador, esse estará</p><p>sujeito à pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa,</p><p>com aumento de um terço da pena.</p><p>E) Incitar uma discriminação a uma pessoa com</p><p>deficiência caracteriza uma hipótese de crime de ameaça</p><p>previsto no Código Penal.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>As causas de aumento de pena apresentadas no</p><p>Estatuto são diversas, mas têm algo em comum: a fração</p><p>de aumento sempre será de um terço. Só com essa</p><p>percepção já seria possível descartar a alternativa.</p><p>Contudo, a utilização de meio de comunicação social não</p><p>gera um aumento de pena, mas qualifica o crime, cuja</p><p>pena é de reclusão de dois a cinco anos, e multa, vide</p><p>art. 88, § 2°, da Lei nº 13.146/2015.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Vários dispositivos relacionados aos crimes previstos no</p><p>estatuto preveem o aumento de um terço da pena para o</p><p>agente causador da infração. Contudo, o crime de</p><p>abandono de pessoa com deficiência em hospitais, casas</p><p>de saúde, entidades de abrigamento ou congêneres,</p><p>prevê uma pena de reclusão de seis meses a três anos,</p><p>e multa, sem incidência do mencionado aumento de pena</p><p>– art. 90, caput, da Lei nº 13.146/2015.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Para que haja a configuração do crime de retenção ou</p><p>utilização de cartão magnético de pessoa com deficiência</p><p>destinado ao recebimento</p><p>mencionar que não é possível que o sindicato ou associação de</p><p>servidores ingresse com ação de Mandado de Segurança Coletivo em favor de aprovados em</p><p>concurso público. Nos moldes de recente decisão do STJ, os candidatos aprovados ainda não</p><p>integram o quadro funcional do órgão, não estando sujeitos, pois, à proteção das entidades.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>1</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA</p><p>TEMA 02 – PCCE – DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>A Lei de Improbidade Administrativa recebeu atualizações através da edição da Lei 14.230/2021.</p><p>Com base nos seus conhecimentos acerca das referidas Leis, redija um texto dissertativo, com</p><p>no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, para responder aos questionamentos abaixo:</p><p>a. Escolha duas das três espécies de Atos de Improbidade Administrativa e descreva-os;</p><p>b. Informe contra quem são cabíveis as penalidades da referida Lei;</p><p>c. Verse sobre as modificações sobre dolo e culpa inseridos na Lei com o novo texto legal.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>2</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>TEMA 02 – COMENTADO – PC-CE – DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>a. Escolha duas das três espécies de Atos de Improbidade Administrativa e descreva-os;</p><p>Ei, Caveira! Tudo certo? A nossa intenção é fazer com que você treine para provas reais,</p><p>é te deixar preparado(a) para todos os cenários. E, em provas reais, é normal que existam</p><p>questões fáceis, médias e difíceis. Não pule questões por achar fácil, treine! Desafie-se, e</p><p>obtenha sucesso na hora da sua prova!</p><p>Em 1992, para impor a repressão aos procedimentos administrativos inadequados, o</p><p>legislador introduziu na positivação jurídica a Lei nº 8.429, regrando o art. 37, § 4º da Constituição</p><p>Federal, acerca das sanções políticas, civis e administrativas aplicáveis aos agentes públicos.</p><p>A improbidade administrativa faz jus a atenção e rigor dos órgãos encarregados da</p><p>aplicação dos princípios constitucionais da Administração Pública. A respeito da matéria,</p><p>preleciona Ferracini1: “Entende-se por ato de improbidade má qualidade, imoralidade, malícia.</p><p>Juridicamente, lega-se ao sentido de desonestidade, má fama, incorreção má conduta, má</p><p>índole, mau caráter”. Outrossim, preleciona Plácido e Silva que “a improbidade revela a qualidade</p><p>do homem que não procede bem, por não ser honesto, que age indignamente, por não ter</p><p>caráter, que não atua com decência, por ser amoral”2.</p><p>Como versado nas linhas acima, a Lei de Improbidade Administrativa (LIA) é um marco</p><p>significativo para o combate da corrupção sistemática entre o Poder Público e as entidades</p><p>privadas. No ano de 2021, foi editada a Nova Lei de Improbidade (Lei 14.230/21), e, em resumo,</p><p>ambos os textos legais contribuem para promover o respeito ao interesse público que os cargos</p><p>demandam, bem como, servem para definir as punições cabíveis a quaisquer atos de</p><p>improbidade administrativa.</p><p>De modo geral, os atos de improbidade administrativa restaram divididos em três gêneros</p><p>distintos. Cada gênero compreende uma seção do Capítulo II da lei; são eles o enriquecimento</p><p>ilícito, o dano ao erário e atentado contra os princípios da administração pública.</p><p>Em primeiro lugar, o enriquecimento ilícito. A lei estabelece que é vedado ao agente</p><p>público enriquecer de forma ilícita por conta do seu cargo público, utilizando a Administração</p><p>Pública como meio para o enriquecimento. O enriquecimento ilícito ocorre por meio da obtenção</p><p>de vantagem patrimonial indevida em razão do cargo e deve, necessariamente, ter ocorrido por</p><p>meio de prática dolosa (modificação da Lei 14.230/21).</p><p>Previsto no Art. 9º, o enriquecimento ilícito tem 12 incisos que descrevem as práticas</p><p>ilícitas. Cumpre dizer que a nova lei de improbidade administrativa alterou a redação de alguns</p><p>desses incisos, para determinar de maneira mais precisa as condutas criminosas.</p><p>Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em</p><p>enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo</p><p>de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato,</p><p>de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta</p><p>Lei, e notadamente: (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer</p><p>outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão,</p><p>percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou</p><p>indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente</p><p>das atribuições do agente público;</p><p>II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição,</p><p>permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços</p><p>pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado;</p><p>1 Você pode ler mais sobre esse assunto [aqui].</p><p>2 Você pode ler mais sobre esse assunto [aqui].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>3</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação,</p><p>permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente</p><p>estatal por preço inferior ao valor de mercado;</p><p>IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade</p><p>ou à disposição de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem</p><p>como o trabalho de servidores, de empregados ou de terceiros contratados por</p><p>essas entidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para</p><p>tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico,</p><p>de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar</p><p>promessa de tal vantagem;</p><p>VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para</p><p>fazer declaração falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas</p><p>ou qualquer outro serviço ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou</p><p>característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades</p><p>referidas no art. 1º desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de</p><p>emprego ou de função pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza,</p><p>decorrentes dos atos descritos no caput deste artigo, cujo valor seja</p><p>desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público,</p><p>assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução;</p><p>(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou</p><p>assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível</p><p>de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições</p><p>do agente público, durante a atividade;</p><p>IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação</p><p>de verba pública de qualquer natureza;</p><p>X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou</p><p>indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja</p><p>obrigado;</p><p>XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou</p><p>valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art.</p><p>1° desta lei;</p><p>XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do</p><p>acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.</p><p>O prejuízo ao erário, por sua vez, visa a punir o agente público que causa prejuízo às</p><p>finanças públicas.</p><p>Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão</p><p>ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e</p><p>comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação,</p><p>malbaratamento ou dilapidação dos bens ou</p><p>de benefícios, proventos,</p><p>pensões ou remuneração ou à realização de operações</p><p>financeiras, o autor deve ter a intenção de obter</p><p>vantagem indevida para si ou para terceiro, conforme</p><p>dispõe o art. 91, caput, da Lei nº 13.146/2015.</p><p>Alternativa D – Correta.</p><p>Trata-se da causa de aumento de pena prevista no art.</p><p>89, parágrafo único, I, da Lei nº 13.146/2015, que</p><p>determina o aumento da pena em um terço ao curador</p><p>que desviar ou se apropriar de bens, proventos, pensão,</p><p>benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento</p><p>de pessoa com deficiência.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>26</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Na verdade, praticar, induzir ou incitar discriminação de</p><p>pessoa em razão de sua deficiência é crime previsto no</p><p>vide art. 88, caput, da Lei nº 13.146/2015.</p><p>49. Consoante às inovações trazidas pelo pacote</p><p>anticrime (Lei nº 13.964/2019), assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>A) O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o agente</p><p>condenado por crime hediondo, quando reincidente</p><p>genérico, poderá receber a progressão de regime quando</p><p>cumprido 50% da pena.</p><p>B) Para o condenado por crime hediondo ou equiparado</p><p>com resultado morte, primário, a progressão ocorrerá</p><p>com o cumprimento de 50% da pena.</p><p>C) Para progressão de regime, o condenado reincidente</p><p>por crime cometido sem violência ou grave ameaça</p><p>cumprirá 30% da pena.</p><p>D) Se o apenado for reincidente em crime hediondo ou</p><p>equiparado com resultado morte, deverá cumprir 60% da</p><p>pena para progredir.</p><p>E) Considera-se hediondo ou equiparado o crime de</p><p>tráfico de drogas privilegiado e a associação para o</p><p>tráfico.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A progressão se dará com 40%: “A progressão de</p><p>regime do reincidente não específico em crime hediondo</p><p>ou equiparado com resultado morte deve observar o que</p><p>previsto no inciso VI, “a”, do art. 112 da LEP” (STJ, 6ª</p><p>Turma, HC 581.315/PR. Info 681);</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>O art. 112, inciso VI, alínea “a”, Lei 7.210/84 prevê: "A</p><p>pena privativa de liberdade será executada em forma</p><p>progressiva com a transferência para regime menos</p><p>rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso</p><p>tiver cumprido ao menos: (...) VI - 50% (cinquenta por</p><p>cento) da pena, se o apenado for: a) condenado pela</p><p>prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado</p><p>morte, se for primário, vedado o livramento condicional</p><p>(...)”.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>A porcentagem correta é de 20% na forma do art. 112,</p><p>inciso II, Lei 7.210/84.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Vejamos o disposto na Lei 7.210/84, art. 112, inciso VIII:</p><p>“A pena privativa de liberdade será executada em forma</p><p>progressiva com a transferência para regime menos</p><p>rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso</p><p>tiver cumprido ao menos: (...) VIII - 70% (setenta por</p><p>cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime</p><p>hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o</p><p>livramento condicional”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Na forma do art. 112, §5º, Lei 7.210/84: não se</p><p>considera hediondo ou equiparado, para os fins deste</p><p>artigo, o crime de tráfico de drogas previsto no § 4º do art.</p><p>33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.</p><p>50. Acerca das Contravenções Penais (Decreto-Lei</p><p>3.688/1941), assinale a alternativa correta.</p><p>A) Fabricar ou importar arma imprópria, sem permissão</p><p>da autoridade, configura contravenção penal referente à</p><p>pessoa.</p><p>B) O agente que portar arma fora da dependência de sua</p><p>casa, sem licença da autoridade, poderá ter a pena</p><p>aumentada até a metade, se responder a processo por</p><p>violência contra a pessoa.</p><p>C) Na exploração de jogo de azar em lugar público ou</p><p>acessível ao público, a pena é aumentada de um terço,</p><p>se existir, entre os empregados, menor de dezoito anos.</p><p>D) A tentativa de importar arma branca própria de ataque,</p><p>sem permissão da autoridade, configura contravenção</p><p>penal referente à pessoa.</p><p>E) A pena é aumentada de um terço, em situações de</p><p>exploração de jogo de azar em lugar público, apenas se</p><p>existir, entre os empregados do local, menor de dezoito</p><p>anos.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A contravenção configurada pela fabricação ou</p><p>importação de armas, disposta no art.18 do Decreto-Lei</p><p>nº 3.688/1941, é válida apenas para armas brancas</p><p>próprias. Apesar do mencionado artigo se referir a armas</p><p>em geral, cabe ressaltar que o porte de armas de fogo</p><p>possui regulamentação específica, portanto, atualmente,</p><p>a Lei de Contravenções Penais continua vigente apenas</p><p>no que se refere às chamadas armas brancas.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>O agente já deve estar condenado em sentença</p><p>irrecorrível para ter sua pena aumentada de 1/3 até a</p><p>metade (art. 19, §1º do Decreto-Lei nº 3.688/1941).</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>Com base no art. 50, §1º do Decreto-Lei nº 3.688/1941,</p><p>situações que estabeleçam ou explorem jogo de azar</p><p>terão pena aumentada em 1/3 quando existirem em seu</p><p>quadro de empregados menores de 18 anos ou quando</p><p>houver participação de menores nos jogos.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Importante ressaltar que não há tentativa em casos de</p><p>contravenção penal, o art. 4º do Decreto-Lei nº</p><p>3.688/1941 veda a configuração de tentativa.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>27</p><p>A pena será aumentada em 1/3 (um terço) caso os</p><p>menores de idade sejam empregados do local ou</p><p>participarem dos jogos de azar (art. 50, §1º do Decreto-</p><p>Lei nº 3.688/1941).</p><p>Noções de Direito Processual Penal</p><p>51. No tocante à Lei de Organização Criminosa (Lei n.º</p><p>12.850/13), assinale a alternativa correta.</p><p>A) A proposta de colaboração não exige procuração com</p><p>poderes específicos.</p><p>B) O acordo de colaboração premiada poderá ser</p><p>recusado pelo juiz, não sendo necessária a sua</p><p>homologação.</p><p>C) O acordo de colaboração premiada é negócio jurídico</p><p>processual e meio de obtenção de prova, que pressupõe</p><p>utilidade e interesse públicos.</p><p>D) Não é possível, na colaboração premiada, que o</p><p>interessado obtenha perdão judicial.</p><p>E) Depois de homologado o acordo, o colaborador não</p><p>poderá ser ouvido pelo membro do Ministério Público ou</p><p>pelo delegado de polícia responsável pelas</p><p>investigações, pois já encerrou a colaboração.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>De acordo com o disposto no art. 3°-C da referida Lei, é</p><p>necessário procuração com poderes específicos.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 3º-C. A proposta de colaboração premiada deve</p><p>estar instruída com procuração do interessado com</p><p>poderes específicos para iniciar o procedimento de</p><p>colaboração e suas tratativas, ou firmada pessoalmente</p><p>pela parte que pretende a colaboração e seu advogado</p><p>ou defensor público.”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>O acordo precisa de homologação do juiz, além disso,</p><p>ele só poderá recusar a homologação da proposta que</p><p>não obedecer aos requisitos legais, conforme o §8°, art.</p><p>4°. Vejamos:</p><p>“Art. 4º (...)</p><p>§ 8º O juiz poderá recusar a homologação da proposta</p><p>que não atender aos requisitos legais, devolvendo-a às</p><p>partes para as adequações necessárias.”</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>Nos termos da literalidade da Lei n.º 12.850/13, que</p><p>assevera:</p><p>“Art. 3º-A. O acordo de colaboração premiada é</p><p>negócio jurídico processual e meio de obtenção de</p><p>prova, que pressupõe utilidade e interesse públicos.”</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O perdão judicial é possível na colaboração premiada</p><p>bem como redução em até 2/3 da pena privativa de</p><p>liberdade ou a substituição por restritiva de direito, mas</p><p>isso depende</p><p>de requerimento das partes, art. 4°.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 4º O juiz poderá, a requerimento das partes,</p><p>conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 (dois</p><p>terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por</p><p>restritiva de direitos daquele que tenha colaborado</p><p>efetiva e voluntariamente com a investigação e com o</p><p>processo criminal, desde que dessa colaboração</p><p>advenha um ou mais dos seguintes resultados: (...)”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Ao contrário do que traz a alternativa, o colaborador</p><p>poderá sim ainda ser ouvido pelo membro do Ministério</p><p>Público, conforme estabelece o art. 4°, §2°. Vejamos:</p><p>“Art. 4º (...)</p><p>§ 2º Considerando a relevância da colaboração prestada,</p><p>o MINISTÉRIO PÚBLICO, a qualquer tempo, e o</p><p>DELEGADO DE POLÍCIA, nos autos do inquérito</p><p>policial, com a manifestação do Ministério Público,</p><p>poderão requerer ou representar ao juiz pela concessão</p><p>de PERDÃO JUDICIAL ao colaborador, ainda que esse</p><p>benefício não tenha sido previsto na proposta inicial,</p><p>aplicando-se, no que couber, o art. 28 do Decreto-Lei nº</p><p>3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo</p><p>Penal)”</p><p>52. No tocante aos princípios da lei processual penal,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>A) A regra no direito processual penal é que a lei</p><p>retroagirá para beneficiar o réu.</p><p>B) A lei processual penal, uma vez inserida no mundo</p><p>jurídico, tem aplicação imediata, atingindo inclusive os</p><p>processos que já estão em curso, pouco importando se</p><p>traz ou não situação gravosa ao imputado.</p><p>C) Normas de caráter meramente processual, em</p><p>conflito, retroagirá a mais benéfica.</p><p>D) A nova lei processual penal aplicar-se-á</p><p>imediatamente, invalidando os atos realizados sob a</p><p>vigência da lei anterior que com ela for incompatível.</p><p>E) A lei processual penal posterior que, de qualquer</p><p>modo, favoreça o agente deverá ser aplicada aos fatos</p><p>anteriores, ainda que decididos por sentença</p><p>condenatória transitada em julgado.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>É exatamente o contrário, a regra da norma processual</p><p>penal é que ela não retroagirá, mesmo que benéfica ao</p><p>réu, conforme o art. 2° do CPP: “a lei processual penal</p><p>aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos</p><p>atos realizados sob a vigência da lei anterior”.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>28</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Realmente, a lei processual penal, uma vez inserida no</p><p>mundo jurídico, tem aplicação imediata, atingindo</p><p>inclusive os processos que já estão em curso, pouco</p><p>importando se traz ou não situação gravosa ao imputado,</p><p>em virtude do princípio do efeito imediato ou da aplicação</p><p>imediata. Destarte, os atos anteriores, em decorrência do</p><p>princípio tempus regict actum, continuam válidos e, com</p><p>o advento de nova lei, os atos futuros realizar-se-ão</p><p>pautados pelos ditames do novo diploma.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Como regra e segundo a legislação processual penal,</p><p>não retroagirá mesmo que benéfica.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>De acordo o art. 2° do CPP: “a lei processual penal</p><p>aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos</p><p>atos realizados sob a vigência da lei anterior”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>As normas de natureza processual penal aplicam-se aos</p><p>processos em andamento, ainda que o fato tenha sido</p><p>cometido antes de sua entrada em vigor e mesmo que</p><p>sua aplicação se dê em prejuízo do agente.</p><p>53. No que se refere aos princípios processuais, bem</p><p>como às fontes e formas de interpretação, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) Entende-se que a finalidade direta do Processo Penal</p><p>é a busca pela paz social e proteção da sociedade.</p><p>B) A fonte material do Processo Penal revela uma</p><p>competência concorrente entre os entes políticos</p><p>federativos.</p><p>C) A analogia visa à integração da lei, sendo certo que as</p><p>regras da sua aplicação no Processo Penal não se</p><p>confundem com as do Direito Penal.</p><p>D) A interpretação científica é a realizada pelo órgão que</p><p>elabora a norma objeto da interpretação.</p><p>E) A interpretação teleológica analisa o contexto no qual</p><p>a lei processual foi elaborada.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A alternativa trouxe a definição de finalidade indireta do</p><p>processo penal. Noutro giro, a finalidade direta (imediata)</p><p>é servir como meio de fazer valer o direito de punir do</p><p>Estado, diante da prática de um ato criminoso. Saiba que</p><p>o Processo Penal Clássico possui esta finalidade, mas</p><p>que deve ser ajustada à busca de um Processo Penal</p><p>justo.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Primeiramente, saiba que a fonte material (substancial,</p><p>de produção) visa a apontar qual ente da federação tem</p><p>competência legislativa para elaborar a norma</p><p>processual penal. E, em nosso ordenamento, compete</p><p>privativamente à União (art. 22, I, CF/88). Todavia,</p><p>poderá ser editada lei complementar para autorizar os</p><p>estados membros a legislarem sobre questões</p><p>específicas da matéria (art. 22, parágrafo único, CF/88).</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>A analogia é forma de integração da lei, com a aplicação</p><p>do dispositivo legal criado para um caso a outro</p><p>semelhante, ao qual não há previsão legal. O CPP (art.</p><p>3º) prevê a sua aplicação no processo penal. E no Direito</p><p>Penal, contrariamente ao Processual, somente aplica-se</p><p>a analogia in bonam partem, sendo vedada a analogia in</p><p>malam partem, em razão do princípio da legalidade.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>A alternativa trouxe a definição de interpretação legítima</p><p>(ou autêntica). Noutro giro, entende-se por interpretação</p><p>doutrinária (ou científica) aquela realizada pelos</p><p>estudiosos do Direito.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Essa é a interpretação histórica. Na interpretação</p><p>teleológica, procura-se entender a finalidade e o alcance</p><p>da norma processual. A lei precisa atender aos fins</p><p>sociais bem como às exigências do bem comum.</p><p>54. A respeito da lei processual penal, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) Aplica-se o princípio do tempus regit actum.</p><p>B) Não será permitida a aplicação imediata.</p><p>C) A lei processual penal não admite interpretação</p><p>extensiva, mas permite aplicação analógica.</p><p>D) O Código de Processo Penal não permite a aplicação</p><p>dos princípios gerais de direito.</p><p>E) O Código de Processo Penal não admitirá aplicação</p><p>analógica.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Realmente se aplica o princípio do tempus regit actum,</p><p>conforme se depreende do Código de Processo Penal, a</p><p>saber:</p><p>“Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo,</p><p>sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a</p><p>vigência da lei anterior”.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Conforme explicado na alternativa anterior, é sim</p><p>permitida a aplicação imediata, vejamos:</p><p>“Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo,</p><p>sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a</p><p>vigência da lei anterior”.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>É permitida sim a interpretação extensiva, vejamos:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>29</p><p>“Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação</p><p>extensiva e aplicação analógica, bem como o</p><p>suplemento dos princípios gerais de direito.”.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Permite-se sim a aplicação dos princípios gerais do</p><p>direito, vejamos:</p><p>“Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação</p><p>extensiva e aplicação analógica, bem como o</p><p>suplemento dos princípios gerais de direito.”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>É permitida a aplicação analógica no direito processual</p><p>penal, vejamos:</p><p>“Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação</p><p>extensiva e</p><p>aplicação analógica, bem como o</p><p>suplemento dos princípios gerais de direito.”.</p><p>55. Consoante os exatos termos do art. 13-A, do Código</p><p>de Processo Penal, o delegado de polícia poderá</p><p>requisitar.</p><p>A) Informações cadastrais da vítima somente de órgãos</p><p>públicos nos casos dos crimes previstos nos arts. 148,</p><p>149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do CP, e</p><p>no art. 239 da ECA.</p><p>B) Informações cadastrais de suspeitos somente de</p><p>empresas privadas nos casos dos crimes previstos nos</p><p>arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159</p><p>do CP, e no art. 239 da ECA.</p><p>C) Dados ou informações cadastrais de terceiros</p><p>familiares ou conhecidos da vítima casos dos delitos</p><p>previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158</p><p>e no art. 159 do CP, e no art. 239 da ECA.</p><p>D) Dados e informações cadastrais da vítima ou de</p><p>suspeitos, de qualquer órgão do poder público, a qual</p><p>será atendida no prazo de 12 horas.</p><p>E) Dados e informações cadastrais da vítima ou de</p><p>suspeitos, de empresas da iniciativa privada, a qual será</p><p>atendida no prazo de 24 horas.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Nos termos do caput do art. 13-A, do CPP, as</p><p>informações ou dados podem ser requisitados de</p><p>quaisquer órgãos do poder público, assim como de</p><p>empresas da iniciativa privada. Vejamos:</p><p>“Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-</p><p>A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do Decreto-Lei no</p><p>2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no</p><p>art. 239 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto</p><p>da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério</p><p>Público ou o delegado de polícia poderá requisitar, de</p><p>quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da</p><p>iniciativa privada, dados e informações cadastrais da</p><p>vítima ou de suspeitos.”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Mais uma vez, o erro da alternativa está relacionado ao</p><p>destinatário da requisição, visto que não é somente</p><p>empresas privadas, mas também os órgãos do poder</p><p>público.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>A letra da lei traz a possibilidade de requisição de dados</p><p>ou informações cadastrais somente de vítima ou os</p><p>suspeitos, consoante caput do art. 13-A, do Código de</p><p>Processo Penal.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>A requisição feita nos termos do art. 13-A, do CPP, será</p><p>atendida no prazo de 24 horas, conforme o parágrafo</p><p>único do mesmo artigo.</p><p>Alternativa E – Correta.</p><p>O cumprimento da requisição de dados ou informações</p><p>cadastrais, pelo órgão público ou empresa pública, se</p><p>dará em 24 horas, conforme o parágrafo único, do art. 13-</p><p>A, do CPP. Vejamos:</p><p>“Art. 13-A. (...)</p><p>Parágrafo único. A requisição, que será atendida no</p><p>prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá.”</p><p>56. Concernente ao inquérito policial, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) A autoridade policial poderá arquivar os autos do</p><p>inquérito policial, desde que este contenha como agente</p><p>delituoso indivíduo com morte comprovada mediante</p><p>certidão de óbito.</p><p>B) Após ordenado o arquivamento dos autos de inquérito</p><p>policial, o magistrado responsável comunicará à vítima,</p><p>ao investigado e à autoridade policial e encaminhará os</p><p>autos para a instância de revisão ministerial.</p><p>C) Tanto a vítima quanto seu representante legal</p><p>poderão, caso não estejam de acordo com o</p><p>arquivamento do inquérito policial, submeter o conteúdo</p><p>à revisão ministerial, contado o prazo de 30 (trinta) dias</p><p>do recebimento da comunicação.</p><p>D) Ocorrendo a não concordância da vítima ou de seu</p><p>representante legal acerca do arquivamento do inquérito</p><p>policial, deverão submeter a matéria a reavaliação em</p><p>instância competente do órgão ministerial, no prazo de 1</p><p>(um) mês do recebimento da comunicação.</p><p>E) Após ordenado o arquivamento dos autos do inquérito</p><p>policial, por falta de fundamentação mínima para</p><p>denúncia, a autoridade policial não poderá proceder</p><p>novas pesquisas a fim de colher novos elementos de</p><p>informação.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>30</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>O art. 17, do CPP, é claro ao afirmar que a autoridade</p><p>policial não poderá ordenar o arquivamento do inquérito</p><p>policial, não abrindo nenhuma exceção em caso de óbito.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Na letra da lei, será o órgão do Ministério Público o</p><p>responsável pela comunicação do arquivamento.</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>A alternativa demonstra o disposto no art. 28, § 1º, do</p><p>CPP, o qual ressalta o prazo de 30 (trinta) dias contados</p><p>do recebimento da comunicação para a vítima ou seu</p><p>representante legal, não conformados com o</p><p>arquivamento dos autos do inquérito policial,</p><p>submeterem o conteúdo à revisão da instância do órgão</p><p>ministerial competente para tal.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O prazo mencionado no art. 28, § 1º, do CPP não é de 1</p><p>(um) mês, mas sim 30 (trinta) dias.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Observando-se o art. 18, do CPP, nota-se que, após a</p><p>ordem de arquivamento dos autos de inquérito policial,</p><p>quando faltar base para a denúncia a ser realizada por</p><p>membro do ministério público, a autoridade policial</p><p>poderá proceder novas pesquisas, não havendo</p><p>impedimento se tiver notícias de outras provas.</p><p>57. A respeito da prisão preventiva, assinale a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>A) No caso de descumprimento de qualquer das</p><p>obrigações impostas, o juiz, de ofício ou mediante</p><p>requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou</p><p>do querelante, poderá substituir a medida, impor outra</p><p>em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão</p><p>preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312</p><p>deste Código.</p><p>B) A decisão que decretar a prisão preventiva deve ser</p><p>motivada e fundamentada em receio de perigo e</p><p>existência concreta de fatos novos ou contemporâneos</p><p>que justifiquem a aplicação da medida adotada.</p><p>C) Não será admitida a decretação da prisão preventiva</p><p>com a finalidade de antecipação de cumprimento de pena</p><p>ou como decorrência imediata de investigação criminal</p><p>ou da apresentação ou recebimento de denúncia.</p><p>D) Não se considera fundamentada qualquer decisão</p><p>judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que</p><p>não enfrentar todos os argumentos deduzidos no</p><p>processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão</p><p>adotada pelo julgador.</p><p>E) O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes,</p><p>revogar a prisão preventiva se, no correr da investigação</p><p>ou do processo, verificar a falta de motivo para que ela</p><p>subsista, bem como novamente decretá-la, se</p><p>sobrevierem razões que a justifiquem.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Não pode ser de ofício, vejamos o disposto no Código de</p><p>Processo Penal:</p><p>“Art. 282 (...)</p><p>§4º No caso de descumprimento de qualquer das</p><p>obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do</p><p>Ministério Público, de seu assistente ou do querelante,</p><p>poderá substituir a medida, impor outra em cumulação,</p><p>ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos</p><p>termos do parágrafo único do art. 312 deste Código.”</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>Nos moldes do Código de Processo Penal, a saber:</p><p>“Art. 312 (...)</p><p>§2º A decisão que decretar a prisão preventiva deve ser</p><p>motivada e fundamentada em receio de perigo e</p><p>existência concreta de fatos novos ou contemporâneos</p><p>que justifiquem a aplicação da medida adotada.”.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>Conforme o disposto no Código de Processo Penal,</p><p>vejamos:</p><p>“Art. 313 (...)</p><p>§2º Não será admitida a decretação da prisão preventiva</p><p>com a finalidade de antecipação de cumprimento de pena</p><p>ou como decorrência imediata de investigação criminal</p><p>ou da apresentação ou recebimento de denúncia”.</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>De acordo o Código de Processo Penal, vejamos:</p><p>“Art. 315 (...)</p><p>§2º Não se considera fundamentada qualquer decisão</p><p>judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:</p><p>(...)</p><p>IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no</p><p>processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão</p><p>adotada pelo julgador (…)”.</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>Assim dispõe a literalidade do Código de Processo Penal,</p><p>que assevera:</p><p>“Art. 316. O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes,</p><p>revogar a prisão preventiva se, no correr da investigação</p><p>ou do processo, verificar a falta de motivo para que ela</p><p>subsista, bem como novamente decretá-la, se</p><p>sobrevierem razões que a justifiquem”.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>31</p><p>58. Acerca do exame de corpo delito e perícias em geral,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) Após cada rompimento de lacre, deve se fazer constar</p><p>na ficha de acompanhamento de vestígio o nome e a</p><p>matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade,</p><p>bem como as informações referentes ao novo lacre</p><p>utilizado e o lacre rompido deverá ser acondicionado no</p><p>interior do novo recipiente.</p><p>B) A cadeia de custódia é um sistema baseado nos</p><p>princípios da mesmidade e da desconfiança.</p><p>C) Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos</p><p>os procedimentos utilizados para manter e documentar a</p><p>história cronológica do vestígio coletado em locais ou em</p><p>vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a</p><p>partir de seu reconhecimento até o descarte.</p><p>D) O início da cadeia de custódia dá-se com a</p><p>preservação do local de crime ou com procedimentos</p><p>policiais ou periciais nos quais seja detectada a</p><p>existência de vestígio.</p><p>E) A etapa do reconhecimento consiste na descrição</p><p>detalhada do vestígio conforme se encontra no local de</p><p>crime ou no corpo de delito, e a sua posição na área de</p><p>exames, podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens</p><p>ou croqui, sendo indispensável a sua descrição no laudo</p><p>pericial produzido pelo perito responsável pelo</p><p>atendimento.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>É o que está disposto no art. 158-D, §§4º e 5º, do CPP:</p><p>“§ 4º Após cada rompimento de lacre, deve se fazer</p><p>constar na ficha de acompanhamento de vestígio o nome</p><p>e a matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade,</p><p>bem como as informações referentes ao novo lacre</p><p>utilizado; § 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado</p><p>no interior do novo recipiente”.</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>Doutrina leciona que a cadeia de custódia visa a</p><p>assegurar a autenticidade e integralidade das provas</p><p>acostadas aos autos, diminuindo erros judiciários. Para</p><p>isso, entende-se que dois são os pilares dessa</p><p>sistemática: (i) o princípio da mesmidade, pelo qual se</p><p>determina que “o mesmo” que foi encontrado no local do</p><p>crime é “o mesmo” que está sendo utilizado para decisão</p><p>judicial, garantindo-se sua integridade e autenticidade; e</p><p>(ii) o princípio da desconfiança, posto que não podem</p><p>existir confianças preestabelecidas no campo da prova</p><p>penal. O juiz não pode depositar confiança especial em</p><p>quaisquer dos sujeitos processuais. Tudo deve ser feito</p><p>com base nas regras do campo probatório.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>Conforme o previsto no Código de Processo Penal, que</p><p>aduz:</p><p>“Art. 158-A Considera-se cadeia de custódia o conjunto</p><p>de todos os procedimentos utilizados para manter e</p><p>documentar a história cronológica do vestígio coletado</p><p>em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua</p><p>posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o</p><p>descarte”.</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>Vejamos o disposto no Código de Processo Penal, a</p><p>saber:</p><p>“Art. 158-A, §1º O início da cadeia de custódia dá-se com</p><p>a preservação do local de crime ou com procedimentos</p><p>policiais ou periciais nos quais seja detectada a</p><p>existência de vestígio”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>A assertiva conceituou a etapa da “fixação” e não do</p><p>“reconhecimento”. Vejamos as duas:</p><p>→ Art. 158-B, I, do CPP: “reconhecimento: ato de</p><p>distinguir um elemento como de potencial interesse para</p><p>a produção da prova pericial”</p><p>→ Art. 158-B, III, do CPP: “fixação: descrição detalhada</p><p>do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no</p><p>corpo de delito, e a sua posição na área de exames,</p><p>podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens ou</p><p>croqui, sendo INDISPENSÁVEL a sua descrição no laudo</p><p>pericial produzido pelo perito responsável pelo</p><p>atendimento”</p><p>59. Concernente à prisão temporária, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) De acordo com a lei 7.960/89, o mandado da prisão</p><p>temporária indicará o período de duração da prisão, bem</p><p>como o dia em que o preso deverá ser libertado.</p><p>B) De acordo com a jurisprudência dos Tribunais</p><p>Superiores, a decretação da prisão temporária deve ser</p><p>adequada à gravidade em abstrato do crime, às</p><p>circunstâncias do fato e às condições pessoais do</p><p>indiciado.</p><p>C) De acordo com a Lei 7.960/89, os crimes de homicídio</p><p>doloso e homicídio culposo admitem a decretação da</p><p>prisão temporária.</p><p>D) De acordo com a lei 7.960/89, o prazo da prisão</p><p>temporária será de 10 (dez) dias, prorrogável por igual</p><p>período em caso de extrema e comprovada necessidade.</p><p>E) De acordo com a lei 7.960/89, na hipótese de</p><p>representação do Ministério Público pela prisão</p><p>temporária, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o delegado de</p><p>polícia.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Nos termos da Lei n.º 7.960/89, que assevera:</p><p>“Art. 2º (...)</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>32</p><p>§4º - A. O mandado de prisão conterá necessariamente</p><p>o período de duração da prisão temporária estabelecido</p><p>no caput deste artigo, bem como o dia em que o preso</p><p>deverá ser libertado. (Incluído pela Lei nº 13.869. de</p><p>2019)”</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Consoante a posição do Supremo Tribunal Federal, a</p><p>decretação da prisão temporária exige a fundamentação</p><p>com base na gravidade em concreto do delito. Nesse</p><p>sentido, temos o novo entendimento acerca da</p><p>decretação da prisão temporária: A decretação de prisão</p><p>temporária somente é cabível quando: (i) for</p><p>imprescindível para as investigações do inquérito policial;</p><p>(ii) houver fundadas razões de autoria ou participação do</p><p>indiciado; (iii) for justificada em fatos novos ou</p><p>contemporâneos; (iv) for adequada à gravidade concreta</p><p>do crime, às circunstâncias do fato e às condições</p><p>pessoais do indiciado; e (v) não for suficiente a imposição</p><p>de medidas cautelares diversas. STF. Plenário. ADI</p><p>3360/DF e ADI 4109/DF, Rel. Min. Carmen Lúcia, redator</p><p>para o acórdão Min. Edson Fachin, julgados em</p><p>11/2/2022 (Info 1043).</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>De acordo com a lei n.º 7.960/89, o delito de homicídio</p><p>doloso admite a decretação prisão temporária (art.1º, III,</p><p>´a`), porém, o delito de homicídio culposo não está</p><p>abrangido pela lei n.º 7.960/89, levando a alternativa a</p><p>ser considera incorreta. Ademais, os crimes hediondos e</p><p>os equiparados a hediondos (lei 8.072/89) admitem a</p><p>decretação da prisão temporária.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Consoante a lei n.º 7.960/89, o prazo da prisão</p><p>temporária será de 5 dias, admitida prorrogação por mais</p><p>5 dias, em caso de extrema e comprovada necessidade.</p><p>Vejamos: Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo</p><p>Juiz, em face da representação da autoridade policial ou</p><p>de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de</p><p>5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de</p><p>extrema e comprovada necessidade.</p><p>Atenção aos delitos hediondo e equiparados a hediondos</p><p>que possuem prazo diferenciado. Vejamos a lei 8.072/90:</p><p>art.2º, § 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei</p><p>no 7.960, de 21 de dezembro de 1989,</p><p>nos crimes</p><p>previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias,</p><p>prorrogável por igual período em caso de extrema e</p><p>comprovada necessidade.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>De acordo com o art.2º, §1º, da lei 7.960/89, diante da</p><p>representação da autoridade policial, o Ministério Público</p><p>será ouvido, contudo, diante da representação do</p><p>parquet, a autoridade policial não será ouvida, por</p><p>ausência de previsão legal. Vejamos: § 1° Na hipótese de</p><p>representação da autoridade policial, o Juiz, antes de</p><p>decidir, ouvirá o Ministério Público.</p><p>60. Acerca das providências que a autoridade policial</p><p>deverá tomar quando do conhecimento da infração penal,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>A) Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal relacionada a crimes contra a liberdade sexual,</p><p>deverá pedir autorização judicial para abertura do</p><p>inquérito policial.</p><p>B) Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal, a autoridade policial deverá apreender os objetos</p><p>que tiverem relação com o fato, mesmo que ainda não</p><p>liberados pelos peritos criminais.</p><p>C) Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal praticada com violência contra a pessoa, a</p><p>autoridade policial deverá requerer autorização judicial</p><p>para que a área seja isolada para a análise dos peritos</p><p>criminais.</p><p>D) Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal, a autoridade policial deverá determinar, se for o</p><p>caso, a reprodução simulada dos fatos, desde que esta</p><p>não contrarie a moralidade ou a ordem pública.</p><p>E) Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal, a autoridade policial deverá dirigir-se ao local e</p><p>providenciar que o estado e a conservação das coisas</p><p>não sejam alterados até a chegada de peritos criminais.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A alternativa não encontra amparo na legislação pátria,</p><p>seja no Código de Processo Penal ou em lei esparsa,</p><p>portanto, trata-se de enunciado considerado incorreto.</p><p>Ademais, destaca-se que os delitos contra a liberdade</p><p>sexual são de ação pública incondicionada, logo, a</p><p>autoridade policial deverá instaurar inquérito de ofício.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Encontra-se incorreta, pois está em desacordo com o</p><p>previsto no Código de Processo Penal, notadamente, o</p><p>art. 6º que versa sobre as providências a serem adotadas</p><p>pela autoridade policial após o conhecimento da infração</p><p>penal. Vejamos a redação legal: art. 6º Logo que tiver</p><p>conhecimento da prática da infração penal, a autoridade</p><p>policial deverá: II - apreender os objetos que tiverem</p><p>relação com o fato, após liberados pelos peritos</p><p>criminais.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Está incorreta, pois o Código de Processo Penal não</p><p>dispõe de redação semelhante à apresentada. Nesse</p><p>sentido, temos que o próprio delegado de polícia tem</p><p>autoridade para isolar a área e requisitar a presença dos</p><p>peritos; trata-se de providência a ser adotada a fim de</p><p>resguardar os vestígios encontrados e não violar a</p><p>denominada cadeia de custódia.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Está em desconformidade com o Código de Processo</p><p>Penal, pois a reprodução simulada dos fatos não é uma</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>33</p><p>das providências a serem tomadas de imediato pela</p><p>autoridade policial quando tem o conhecimento acerca de</p><p>um fato delituoso. A reprodução simulada dos fatos,</p><p>prevista no art. 7º do CPP, não é medida de cujo</p><p>investigado seja obrigado a participar, uma vez que se</p><p>observa o princípio da não autoincriminação (nemo</p><p>tenetur se detegere).</p><p>Alternativa E – Correta.</p><p>A presente providência indicada está disposta no art.6º,</p><p>inciso I, do CPP. Nesse sentido, a redação legal: art. 6º</p><p>Logo que tiver conhecimento da prática da infração</p><p>penal, a autoridade policial deverá: I - dirigir-se ao local,</p><p>providenciando para que não se alterem o estado e</p><p>conservação das coisas, até a chegada dos peritos</p><p>criminais.</p><p>61. Acerca da confissão, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Quando a confissão for utilizada para a formação do</p><p>convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante</p><p>prevista no art. 65, III, d, do Código Penal.</p><p>B) A confissão será indivisível e irretratável, sem prejuízo</p><p>do livre convencimento do juiz, fundado no exame das</p><p>provas em conjunto.</p><p>C) A incidência da atenuante da confissão espontânea no</p><p>crime de tráfico ilícito de entorpecentes não exige o</p><p>reconhecimento da traficância pelo acusado, bastando a</p><p>mera admissão da posse ou propriedade para uso</p><p>próprio.</p><p>D) Quando a infração deixar vestígios, será indispensável</p><p>o exame de corpo de delito, direto ou indireto, podendo</p><p>supri-lo a confissão do acusado.</p><p>E) O silêncio, que não importará em confissão, poderá</p><p>ser interpretado em prejuízo da defesa.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Conforme se observa:</p><p>“Súmula 545 do STJ: Quando a confissão for utilizada</p><p>para a formação do convencimento do julgador, o réu fará</p><p>jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código</p><p>Penal.”.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Vejamos o que dispõe o Código de Processo Penal, a</p><p>seguir:</p><p>“Art. 200 A confissão será divisível e retratável, sem</p><p>prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no</p><p>exame das provas em conjunto”</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Vejamos o que assevera o enunciado de súmula do STJ,</p><p>a saber:</p><p>“Súmula 630: A incidência da atenuante da confissão</p><p>espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes</p><p>exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não</p><p>bastando a mera admissão da posse ou propriedade</p><p>para uso próprio.”.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Vejamos o que prevê o Código de Processo Penal:</p><p>“Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será</p><p>indispensável o exame de corpo de delito, direto ou</p><p>indireto, não podendo supri-lo a confissão do</p><p>acusado”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>O Código de Processo Penal, dispõe que:</p><p>“Art. 186 (...)</p><p>Parágrafo único. O silêncio, que não importará em</p><p>confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo da</p><p>defesa.”.</p><p>62. Acerca da interceptação telefônica prevista na Lei n.º</p><p>9.296/96, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Em qualquer situação, o delatado poderá acessar</p><p>declarações que o incriminem.</p><p>B) É prescindível que as degravações de escutas</p><p>telefônicas sejam feitas por peritos oficiais.</p><p>C) Denúncia anônima pode ensejar, logo no início das</p><p>investigações, a utilização de interceptação telefônica.</p><p>D) É legal a equiparação prática entre a interceptação</p><p>telefônica e o espelhamento feito no aplicativo</p><p>WhatsApp.</p><p>E) Ainda que a defesa técnica não se manifeste contra</p><p>conteúdo de interceptação telefônica feita por Delegado</p><p>considerado suspeito, haverá decretação de nulidade da</p><p>prova obtida.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Na verdade, disse o STJ no Informativo n.º 965 que o</p><p>delatado tem o direito de acesso aos termos de</p><p>colaboração premiada que mencionem seu nome, desde</p><p>que já tenham sido juntados aos autos bem como não</p><p>prejudiquem diligências em andamento.</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Assim disse o STJ (AgRg no AREsp 583598/MG): que é</p><p>desnecessário que as degravações das escutas</p><p>telefônicas sejam feitas por peritos oficiais.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Na verdade, a denúncia anônima, conforme assentado</p><p>pelo STF, não autoriza, de forma isolada, o emprego de</p><p>métodos invasivos de investigação (a exemplo da</p><p>interceptação telefônica) na fase de investigação</p><p>preliminar.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>34</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O STJ entendeu que não é possível aplicar a analogia</p><p>entre o instituto da interceptação telefônica e o</p><p>espelhamento feito pelo aplicativo WhatsApp Web, das</p><p>conversas realizadas no WhatsApp. (STJ. 6ª Turma, Info</p><p>640).</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Afirmou o STJ que, quando determinada interceptação</p><p>telefônica for feita com a participação de Delegado</p><p>“suspeito”, será inviável decretação de nulidade da</p><p>condenação quando a defesa não tenha se</p><p>manifestado em desfavor do conteúdo das conversas</p><p>gravadas (STJ. 5ª Turma. REsp 1.942.942/RO, Info</p><p>704).</p><p>63. Com relação ao exame de corpo de delito e perícias</p><p>em geral, conforme disposto no Código de Processo</p><p>Penal, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2</p><p>(duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso</p><p>superior preferencialmente na área específica, dentre as</p><p>que tiverem habilitação técnica relacionada com a</p><p>natureza do exame.</p><p>B) Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente</p><p>de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a</p><p>formulação de quesitos e indicação de assistente técnico.</p><p>C) O assistente técnico atuará a partir de sua admissão</p><p>pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração</p><p>do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas</p><p>desta decisão.</p><p>D) O exame de corpo de delito poderá ser feito em</p><p>qualquer dia e a qualquer hora.</p><p>E) O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de</p><p>15 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos</p><p>excepcionais, a requerimento dos peritos.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>Nos moldes do art. 159, §1º do CPP: “Na falta de perito</p><p>oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas</p><p>idôneas, portadoras de diploma de curso superior</p><p>preferencialmente na área específica, dentre as que</p><p>tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza</p><p>do exame.”</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>Conforme dispõe o art. 159, §3º do CPP: “Serão</p><p>facultadas ao Ministério Público, ao assistente de</p><p>acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a</p><p>formulação de quesitos e indicação de assistente</p><p>técnico.”</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>De acordo o art. 159, §4º do CPP: “O assistente técnico</p><p>atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a</p><p>conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos</p><p>peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão.”</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>Nos termos do art. 161 do CPP: “O exame de corpo de</p><p>delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora.”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Em discordância ao previsto no art. 160, parágrafo único,</p><p>do CPP: “O laudo pericial será elaborado no prazo</p><p>máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado,</p><p>em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.”</p><p>64. Assinale a alternativa que representa o sistema</p><p>processual penal previsto expressamente no Código de</p><p>Processo Penal.</p><p>A) Acusatório.</p><p>B) Inquisitivo.</p><p>C) Misto.</p><p>D) Acusatório formal.</p><p>E) Francês.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>O sistema processual penal previsto expressamente no</p><p>Código de Processo Penal é o acusatório, vejamos:</p><p>“Art.3º - A. O processo penal terá estrutura acusatória,</p><p>vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a</p><p>substituição da atuação probatória do órgão de</p><p>acusação.”</p><p>Insta salientar que se encontra o supracitado artigo com</p><p>eficácia suspensa, porém vigente.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Não há previsão expressa do sistema inquisitório.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Não há previsão expressa do sistema misto.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Não há previsão expressa do sistema acusatório formal.</p><p>O sistema acusatório formal é a outra denominação do</p><p>sistema misto.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Não há previsão expressa do sistema francês. O sistema</p><p>francês é a outra denominação do sistema misto.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>35</p><p>65. No que se refere aos princípios processuais penais,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>A) Há nulidade relativa quando o acusado, acompanhado</p><p>por advogado em interrogatório, não é advertido sobre o</p><p>direito ao silêncio.</p><p>B) Entende o STJ que a ausência de informação quanto</p><p>ao direito ao silêncio constitui nulidade absoluta, não</p><p>dependendo da comprovação de efetivo prejuízo.</p><p>C) Entende o STF que o princípio da identidade física do</p><p>juiz não é absoluto e não impede a realização do</p><p>interrogatório do réu por meio de carta precatória.</p><p>D) O princípio do contraditório e da ampla defesa é um</p><p>princípio jurídico fundamental, assegurado no artigo 5º,</p><p>inciso LV da CF/88. Neste sentido, o primeiro é o direito</p><p>da parte valer-se de todos os meios disponíveis para</p><p>alcançar o seu direito.</p><p>E) Ocorrerá violação ao princípio do juiz natural quando</p><p>o magistrado competente para conduzir as investigações</p><p>delegar sua competência para decisão sobre as medidas</p><p>cautelares afetas o inquérito.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Vício decorrente da ausência de advertência, em</p><p>interrogatório, do direito de permanecer em silêncio há de</p><p>ser aferido consideradas as circunstâncias do caso</p><p>concreto, não surgindo configurado uma vez</p><p>acompanhado o acusado de advogado, o qual não</p><p>manifestou inconformismo.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que a</p><p>ausência de informação quando ao direito ao silêncio</p><p>constitui nulidade relativa, dependendo da</p><p>comprovação de efetivo prejuízo.</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>Realmente, o princípio da identidade física do juiz não é</p><p>absoluto e não impede a realização do interrogatório do</p><p>réu por meio de carga precatória.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>O contraditório e a ampla defesa são fundamentais no</p><p>processo judicial; não obstante, o contraditório é o</p><p>direito do réu a ser ouvido, proibindo-se que haja decisão</p><p>sem que se tenha ouvido os interessados. Noutro giro, a</p><p>ampla defesa corresponde ao direito da parte de se</p><p>utilizar de todos os meios a seu dispor para alcançar seu</p><p>direito, seja através de provas ou de recursos.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Não subsiste a tese de violação ao princípio do juiz</p><p>natural, quando o magistrado competente para conduzir</p><p>as investigações delega sua competência para decidir</p><p>sobre as medidas cautelares relacionadas ao inquérito.</p><p>Noções de Direito Administrativo</p><p>66. Pela denominada Reforma do Judiciário, com a</p><p>Emenda Constitucional 45/2004, estabeleceu–se que, no</p><p>âmbito judicial e administrativo, seriam a todos</p><p>assegurados a razoável duração do processo e os meios</p><p>que garantam a celeridade de sua tramitação. Nesse</p><p>caso, sob a ótica administrativa, tal determinação</p><p>constitucional está relacionada predominantemente com</p><p>o princípio da:</p><p>A) razoabilidade e a administração pública burocrática.</p><p>B) moralidade e a administração pública gerencial.</p><p>C) autotutela e a administração pública patrimonialista.</p><p>D) eficiência e a administração pública gerencial.</p><p>E) supremacia do interesse público e a administração</p><p>pública burocrática.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Atenção, Caveira! A Administração pública sempre</p><p>buscou pela desburocratização dos serviços públicos,</p><p>não o contrário. Bem como também visa ao atendimento</p><p>do interesse público, não caracterizando cunho</p><p>patrimonialista. Portanto, as alternativas “A”, “C” e “E”</p><p>estão incorretas.</p><p>Assim, a eficiência na prestação dos serviços públicos</p><p>busca desburocratizar a Administração pública, de forma</p><p>que a atuação do servidor seja exercida com razoável</p><p>duração e celeridade, buscando os melhores resultados</p><p>para o interesse público. O princípio da eficiência foi</p><p>integrado ao rol dos princípios explícitos por força da</p><p>Emenda Constitucional 19,</p><p>que historicamente se tornou</p><p>requisito imprescindível para a implantação do modelo de</p><p>“Administração gerencial”.</p><p>Vale destacar que a alternativa “B” está incorreta ao</p><p>mencionar o princípio da moralidade, visto que a</p><p>Constituição trouxe a moralidade administrativa como</p><p>extensão do princípio da legalidade, exigindo do servidor</p><p>público atuação com probidade, honestidade, lealdade,</p><p>boa-fé, ética e decoro.</p><p>67. A prescrição e a decadência administrativas</p><p>conferem destaque aos princípios constitucionais da</p><p>segurança jurídica, implícito com relação à administração</p><p>pública. De igual maneira, são também princípios</p><p>implícitos:</p><p>A) Legalidade, onde a Administração age somente em</p><p>casos previstos na lei, quando esta autoriza ou determina</p><p>sua atuação.</p><p>B) Indisponibilidade do interesse público, onde a</p><p>Administração deve priorizar tanto o interesse da</p><p>coletividade quanto não poderá se dispor disso, sendo</p><p>vedada a inércia quando exigida sua atuação por lei.</p><p>C) Autotutela, sendo uma prerrogativa da Administração</p><p>Direta que exerce um controle finalístico perante as</p><p>atividades desempenhadas pelos entes da</p><p>Administração indireta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>36</p><p>D) Supremacia do interesse público, cuja toda atividade</p><p>administrativa material deve ser prestada</p><p>adequadamente sem sofrer interrupções para garantir o</p><p>bem da coletividade, restando superioridade sob os</p><p>demais princípios norteadores.</p><p>E) Publicidade, sendo abordado sob duas vertentes: a</p><p>exigência de publicação oficial e de transparência,</p><p>figurando como requisito de validade.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Embora não estejam previstos expressamente na</p><p>Constituição vigente, os princípios da indisponibilidade</p><p>do interesse público e da segurança jurídica devem</p><p>orientar a atividade da administração pública, vindo esse</p><p>último a ser previsto expressamente no advento da Lei nº</p><p>9.784/99 que regula o processo administrativo no âmbito</p><p>da administração pública Federal.</p><p>Ei, Caveira! Não existe hierarquia entre princípios, logo,</p><p>não há princípio superior, mesmo que explícito na</p><p>Constituição. Por falar em explícitos, a questão solicita a</p><p>alternativa de princípio implícito, estando incorretas as</p><p>alternativas “A” e “E”. Vale ainda observar que o</p><p>princípio da publicidade é mero pressuposto de eficácia</p><p>(NÃO requisito de validade).</p><p>A alternativa “C” também está incorreta em razão de</p><p>versar sobre a tutela administrativa, não o princípio da</p><p>autotutela, que confere à Administração a capacidade de</p><p>rever seus próprios atos, através dos mecanismos de</p><p>controle interno (não finalístico entre duas pessoas</p><p>jurídicas distintas).</p><p>A alternativa “D”, incorreta, explana sobre o princípio</p><p>implícito da continuidade dos serviços públicos, enquanto</p><p>o princípio da supremacia do interesse público faz com</p><p>que a Administração atue visando à vontade geral em</p><p>detrimento da individual, ou seja, o interesse público deve</p><p>prevalecer sobre o particular, ressalvadas as garantias e</p><p>os direitos fundamentais.</p><p>68. Considerando a temática da organização</p><p>administrativa, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Consoante a doutrina, as fundações públicas de direito</p><p>público têm sua criação autorizada por lei específica</p><p>enquanto as fundações públicas de direito privado são</p><p>criadas por lei específica, não dependendo de registro</p><p>para que sejam instituídas.</p><p>B) O instituto da desconcentração está fundado na tutela</p><p>administrativa e se configura pela distribuição interna de</p><p>competência no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.</p><p>C) As empresas públicas e as sociedades de economia</p><p>mista estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas.</p><p>D) A transferência do controle de empresas subsidiárias</p><p>e controladas por sociedades de economia mista não</p><p>exige a anuência do Poder Legislativo, devendo ser</p><p>operacionalizada mediante processo de licitação pública.</p><p>E) O chefe do Poder Executivo pode criar cargos e</p><p>reestruturar órgãos públicos por meio de decreto.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Todos os órgãos públicos e entes que possuem</p><p>participação financeira da Administração Pública são</p><p>submetidos ao controle externo realizado pelo Tribunal</p><p>de Contas. De acordo com a Constituição Federal:</p><p>“Art. 71: Ao TCU compete julgar as contas</p><p>dos administradores e demais responsáveis por</p><p>dinheiros, bens e valores públicos da administração</p><p>direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades</p><p>instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e</p><p>as contas daqueles que derem causa a perda,</p><p>extravio ou outra irregularidade de que resulte</p><p>prejuízo ao erário. I). As empresas públicas e as</p><p>sociedades de economia mista, integrantes da</p><p>administração indireta, estão sujeitas à fiscalização</p><p>do Tribunal de Contas, não obstante os seus</p><p>servidores estarem sujeitos ao regime celetista”.</p><p>E ainda, segundo o STF:</p><p>“As empresas públicas e as sociedades de</p><p>economia mista, integrantes da administração</p><p>indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de</p><p>Contas, não obstante os seus servidores estarem</p><p>sujeitos ao regime celetista".</p><p>A alternativa “A” inverteu os requisitos legais para</p><p>criação das fundações, sendo exigido que as fundações</p><p>de direito privado tenham registro para serem instituídas.</p><p>Quanto à alternativa “B”, o instituto da desconcentração</p><p>se fundamenta na autotutela, visto que se trata de</p><p>distribuição interna de competências (a tutela</p><p>administrativa fundamenta o instituto da</p><p>descentralização).</p><p>Está incorreta a alternativa “D”, pois, segundo o STF,</p><p>sociedades de economia mista podem criar subsidiárias,</p><p>mas não é possível controle acionário das próprias</p><p>empresas públicas e sociedades de economia mista, pois</p><p>se exige autorização legislativa e licitação.</p><p>Acerca da alternativa “E”, é sabido que compete</p><p>privativamente ao Presidente da República dispor,</p><p>mediante decreto, sobre organização e funcionamento da</p><p>administração federal, porém desde que não implique em</p><p>aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos</p><p>públicos.</p><p>69. Assinale a alternativa que NÃO corresponda a um</p><p>órgão/entidade que pertença à Administração Pública</p><p>Indireta.</p><p>A) Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ.</p><p>B) Secretaria do Tesouro Nacional.</p><p>C) Departamento de Estradas e Rodagens – DER.</p><p>D) Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.</p><p>E) Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos</p><p>Naturais Renováveis – IBAMA.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>37</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Todos os itens mencionam entidades pertencentes à</p><p>Administração Indireta, mais precisamente autarquias</p><p>(DER, ANVISA e IBAMA) e fundação pública (FIOCRUZ).</p><p>Exceto pela alternativa “B”, que cita um órgão integrante</p><p>do Ministério da Fazenda pertencente à União, sendo,</p><p>portanto, ente da Administração Direta.</p><p>70. Acerca do poder de polícia, analise as afirmativas a</p><p>seguir:</p><p>I. Enquanto o abuso de poder se dá por meio de atos</p><p>discricionários, o desvio de poder ocorre apenas em atos</p><p>vinculados.</p><p>II. O poder de polícia pode ser exercido, na forma da lei,</p><p>por diversos órgãos e instituições públicas, como, por</p><p>exemplo, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.</p><p>III. Há situações em que o poder de polícia pode ser</p><p>preventivo ou repressivo, como também vinculado ou</p><p>discricionário.</p><p>Assinale:</p><p>A) se apenas a afirmativa I estiver correta.</p><p>B) se apenas a afirmativa II estiver correta.</p><p>C) se apenas a afirmativa III estiver correta.</p><p>D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Essa é uma questão muito importante para seu estudo,</p><p>Caveira! O abuso de poder é gênero que comporta duas</p><p>espécies de abuso: o excesso de poder (quando</p><p>apresenta vício de competência é sanável) ou desvio de</p><p>poder (desvio de finalidade – insanável), sendo esse</p><p>último ocorrendo em atos vinculados, pois a finalidade</p><p>dos atos administrativos se vincula ao interesse público</p><p>sem margem de escolha. Portanto, o item I está</p><p>incorreto ao afirmar que o abuso de poder se dá em atos</p><p>discricionários, pois a competência é requisito vinculado,</p><p>apenas permitindo em casos excepcionais a delegação</p><p>ou avocação.</p><p>Em sentido estrito, o poder de polícia é executado do</p><p>âmbito administrativo, sendo exercido somente por</p><p>pessoa jurídica de direito público que possui competência</p><p>para regular a matéria de que se trata o ato, como órgãos</p><p>pertencentes ao Poder Legislativo, por exemplo. Por fim,</p><p>o poder de polícia é exemplo de atividade jurídica do</p><p>Estado de forma preventiva (regra) ou repressiva</p><p>(exceção), visando a beneficiar e proteger o interesse</p><p>público, sendo vinculado no poder–dever de agir e</p><p>discricionário na forma de atuação.</p><p>71. Acerca do desempenho de poder hierárquico no</p><p>âmbito da Administração Pública, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA:</p><p>A) A delegação de competência administrativa pode dar–</p><p>se de um órgão administrativo para outro que não lhe seja</p><p>subordinado, em razão de circunstâncias de índole</p><p>técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.</p><p>B) O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela</p><p>autoridade delegante.</p><p>C) O desdobramento do Poder hierárquico pelo qual o</p><p>agente superior detém a prerrogativa para o exercício de</p><p>competência de atribuições originárias de seus</p><p>subalternos denomina–se avocação.</p><p>D) No âmbito administrativo, a prática de insubordinação</p><p>no serviço público configura ofensa ao poder hierárquico.</p><p>E) A decisão de recursos administrativos poderá ser</p><p>objeto de delegação, devendo tal o ato ser publicado em</p><p>meio oficial.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Advém do poder hierárquico as prerrogativas do superior</p><p>hierárquico aos seus subordinados: dar ordens, fiscalizar</p><p>e controlar atos e, ainda, delegar ou avocar</p><p>competências. Importante frisar que a delegação de</p><p>competência ocorre para atribuição de atos para</p><p>subordinados, não cabendo delegação para atos</p><p>normativos, recursos (como equivoca-se a alternativa</p><p>“E”) e de competência exclusiva, ocorrendo em caráter</p><p>facultativo e temporário.</p><p>72. A respeito do controle da Administração Pública,</p><p>assinale a afirmativa INCORRETA.</p><p>A) Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem</p><p>conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade,</p><p>deverão dar imediata ciência ao Ministério Público, sob</p><p>pena de responsabilidade solidária.</p><p>B) Qualquer cidadão, partido político, associação ou</p><p>sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar</p><p>irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de</p><p>Contas da União.</p><p>C) Na esfera federal, compete ao Tribunal de Contas da</p><p>União apreciar, para fins de registro, a legalidade dos</p><p>atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na</p><p>administração direta e indireta, incluídas as fundações</p><p>instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as</p><p>nomeações para cargo de provimento em comissão, bem</p><p>como a das concessões de aposentadorias, reformas e</p><p>pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não</p><p>alterem o fundamento legal do ato concessório.</p><p>D) Assim como o Poder Legislativo, o Poder Judiciário</p><p>também pode apreciar casos de controle externo da</p><p>Administração Pública.</p><p>E) A chamada autotutela tem estreita vinculação com os</p><p>sistemas de controle interno da Administração Pública.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>38</p><p>De acordo com artigo 74 da Constituição Federal, que</p><p>versa sobre o mecanismo de controle interno, a</p><p>comunicação deve ser realizada ao Tribunal de Contas,</p><p>não ao Ministério Público como menciona incorreta a</p><p>alternativa “A”:</p><p>“§ 1º Os responsáveis pelo controle interno,</p><p>ao tomarem conhecimento de qualquer</p><p>irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao</p><p>Tribunal de Contas da União, sob pena de</p><p>responsabilidade solidária”.</p><p>Uma dica, Caveira: as demais alternativas estão corretas,</p><p>logo, elas auxiliam bastante no seu estudo sobre o</p><p>posicionamento e abordagem da banca, fique atento!</p><p>73. Na responsabilidade civil decorrente dos atos</p><p>praticados pela Administração Pública, a chamada</p><p>responsabilidade subsidiária pode ser atribuída apenas:</p><p>A) à pessoa jurídica estatal.</p><p>B) aos agentes públicos diretamente causadores do</p><p>evento danoso.</p><p>C) à vítima, quando a culpa for concorrente.</p><p>D) aos agentes públicos indiretamente causadores do</p><p>evento danoso.</p><p>E) aos órgãos públicos.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A responsabilidade subsidiária caracteriza–se quando do</p><p>dano provocado por pessoa jurídica delegatária</p><p>(primária), mas que por ausência de recursos financeiros</p><p>não consegue indenizar a vítima, restando tal fato para a</p><p>pessoa jurídica estatal se responsabilizar. Trata–se da</p><p>responsabilidade ad causam, onde a Administração</p><p>responde subsidiariamente por dano causado por sua</p><p>delegatária, não seus agentes ou seus órgãos públicosm</p><p>conforme cita incorretamente as alternativas “B”, “D”</p><p>e “E”.</p><p>Quanto à alternativa “C”, também incorreta, ressalta-</p><p>se que a vítima não possui responsabilidade civil</p><p>decorrente dos atos praticados pela Administração</p><p>Pública, ainda que seja concorrente, levando apenas à</p><p>atenuação da reparação do dano.</p><p>74. O município de Quixadá/CE pretende proceder à</p><p>locação de determinado imóvel, cujas características de</p><p>instalações e de localização tornam necessária sua</p><p>escolha, em razão da localização do prédio. Após</p><p>verificação de regularidade na avaliação prévia do bem,</p><p>do seu estado de conservação, dos custos de</p><p>adaptações, conforme a Lei nº 14.133/2021, a licitação</p><p>será:</p><p>A) dispensável, mediante certificação da inexistência de</p><p>imóveis públicos vagos e disponíveis que atendam ao</p><p>objeto, justificativas que demonstrem a singularidade do</p><p>imóvel a ser locado e economicidade do contrato, que</p><p>deve estar de acordo com o preço de mercado.</p><p>B) inexigível, mediante certificação da inexistência de</p><p>imóveis públicos vagos e disponíveis que atendam ao</p><p>objeto, e justificativas que demonstrem a singularidade</p><p>do imóvel a ser locado pela Administração e que</p><p>evidenciem vantagem para ela.</p><p>C) frustrada, em razão da falta de outros imóveis que</p><p>atendam ao objeto do contrato, sendo imprescindíveis</p><p>justificativas que demonstrem a singularidade do imóvel</p><p>a ser locado.</p><p>D) realizada mediante concorrência, em razão da</p><p>natureza da contratação, independentemente do preço</p><p>global do contrato, devendo ser observado o preço de</p><p>mercado e as condições estruturais e funcionais do</p><p>imóvel a ser locado.</p><p>E) realizada mediante convite, independentemente do</p><p>preço global do contrato, devendo ser observado o preço</p><p>de mercado e as condições estruturais e funcionais do</p><p>imóvel a ser locado.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Muita atenção, Caveira! Essa questão traz situação que</p><p>ora figurava como contratação direta como hipótese de</p><p>licitação dispensável na Lei 8.666/93. Porém, com base</p><p>na Lei nº 14.133/2021, a contratação para “aquisição ou</p><p>locação de imóvel cujas características de instalações e</p><p>de localização tornem necessária sua escolha” é</p><p>hipótese de inexigibilidade de licitação conforme o artigo</p><p>74 da referida lei. Ainda de acordo com o artigo 74 da Lei,</p><p>o parágrafo 5º traz as exigências necessárias para tal:</p><p>“§ 5º Nas contratações com fundamento no</p><p>inciso V do caput deste artigo, devem ser observados</p><p>os seguintes requisitos:</p><p>I – avaliação prévia</p><p>do bem, do seu estado de</p><p>conservação, dos custos de adaptações, quando</p><p>imprescindíveis às necessidades de utilização, e do</p><p>prazo de amortização dos investimentos;</p><p>II – certificação da inexistência de imóveis</p><p>públicos vagos e disponíveis que atendam ao objeto;</p><p>III – justificativas que demonstrem a</p><p>singularidade do imóvel a ser comprado ou locado</p><p>pela Administração e que evidenciem vantagem para</p><p>ela.”</p><p>A nova lei de Licitações, a Lei nº 14.133/21, torna a</p><p>licitação dispensável, em ambos os casos, de licitação</p><p>deserta ou fracassada, conforme artigo 75:</p><p>”III – para contratação que mantenha todas as</p><p>condições definidas em edital de licitação realizada</p><p>há menos de 1 (um) ano, quando se verificar que</p><p>naquela licitação:</p><p>a) não surgiram licitantes interessados ou</p><p>não foram apresentadas propostas válidas;</p><p>b) as propostas apresentadas consignaram</p><p>preços manifestamente superiores aos praticados no</p><p>mercado ou incompatíveis com os fixados pelos</p><p>órgãos oficiais competentes”.</p><p>Outra observação importante sobre a Lei 14.133/2021 é</p><p>que as modalidades de convite e tomada de preços serão</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>39</p><p>revogadas e uma nova modalidade foi criada: o diálogo</p><p>competitivo.</p><p>75. Nas licitações públicas, é correto afirmar que o</p><p>sobrepreço:</p><p>A) difere do superfaturamento e deve ser evitado no</p><p>processo licitatório.</p><p>B) beneficia legalmente o contratante.</p><p>C) significa que a Administração Pública fixou um preço</p><p>abaixo do mercado na contratação com o particular.</p><p>D) sempre está relacionado com o valor orçado nas</p><p>concorrências públicas.</p><p>E) beneficia ilegalmente o contratante.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Atenção! Nova Lei de Licitações na área.</p><p>De acordo com a Lei 14.133/21, são diferentes os termos</p><p>sobrepreço e superfaturamento, sendo que ambos</p><p>devem ser evitados pois beneficiam ilegalmente o</p><p>contratado e trazem prejuízos ao contratante. Para tanto,</p><p>o primeiro, conforme solicitado pela questão, refere-se a</p><p>(artigo 6, LVI):</p><p>“preço orçado para licitação ou contratado</p><p>em valor expressivamente superior aos preços</p><p>referenciais de mercado, seja de apenas 1 (um) item,</p><p>se a licitação ou a contratação for por preços</p><p>unitários de serviço, seja do valor global do objeto,</p><p>se a licitação ou a contratação for por tarefa,</p><p>empreitada por preço global ou empreitada integral,</p><p>semi–integrada ou integrada”.</p><p>Para o segundo caso, superfaturamento se caracteriza</p><p>como (Artigo 6, LVII):</p><p>“dano provocado ao patrimônio da</p><p>Administração, caracterizado, entre outras</p><p>situações, por:</p><p>a) medição de quantidades superiores às</p><p>efetivamente executadas ou fornecidas;</p><p>b) deficiência na execução de obras e de</p><p>serviços de engenharia que resulte em diminuição da</p><p>sua qualidade, vida útil ou segurança;</p><p>c) alterações no orçamento de obras e de</p><p>serviços de engenharia que causem desequilíbrio</p><p>econômico-financeiro do contrato em favor do</p><p>contratado;</p><p>d) outras alterações de cláusulas financeiras</p><p>que gerem recebimentos contratuais antecipados,</p><p>distorção do cronograma físico-financeiro,</p><p>prorrogação injustificada do prazo contratual com</p><p>custos adicionais para a Administração ou reajuste</p><p>irregular de preços”.</p><p>76. A condenação por improbidade administrativa</p><p>importará no(a):</p><p>A) cassação dos direitos políticos.</p><p>B) suspensão da função pública.</p><p>C) confisco dos bens.</p><p>D) prisão domiciliar.</p><p>E) ressarcimento ao erário.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Dentre as penalidades previstas na Lei de Improbidade</p><p>Administrativa, consta a suspensão dos direitos políticos</p><p>e/ou perda da função pública, não confundir os termos,</p><p>Caveira!</p><p>Assim prevê a Constituição Federal:</p><p>“Art. 37, § 4º: Os atos de improbidade</p><p>administrativa importarão a suspensão dos direitos</p><p>políticos, a perda da função pública, a</p><p>indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao</p><p>erário, na forma e gradação previstas em lei, sem</p><p>prejuízo da ação penal cabível”.</p><p>Além disso, as penalidades são de cunho civil, político ou</p><p>administrativo, podendo ser aplicadas isolada ou</p><p>cumulativamente. Na referida lei, não há previsão para a</p><p>penalidade de confisco dos bens e sim a possibilidade da</p><p>indisponibilidade dos bens apenas como medida</p><p>cautelar. Também não há previsão de pena de prisão</p><p>domiciliar, havendo apenas uma previsão de penalidade</p><p>de crime passível de detenção:</p><p>“Art. 19. Constitui crime a representação por</p><p>ato de improbidade contra agente público ou terceiro</p><p>beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe</p><p>inocente.</p><p>Pena: detenção de seis a dez meses e multa.</p><p>Parágrafo único. Além da sanção penal, o</p><p>denunciante está sujeito a indenizar o denunciado</p><p>pelos danos materiais, morais ou à imagem que</p><p>houver provocado”.</p><p>77. Considere o seguinte comentário de CARVALHO</p><p>FILHO: “São atos que a Administração está livre para</p><p>expungir do mundo jurídico, fazendo cessar efeitos, em</p><p>decorrência de um critério subjetivo meramente</p><p>administrativo.”. Nesse caso, o autor está se referindo a:</p><p>A) licenças e homologações.</p><p>B) atos enunciativos.</p><p>C) deliberações e provimentos.</p><p>D) atos revogáveis.</p><p>E) fatos administrativos.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Pode–se aludir do comentário de Carvalho Filho que o</p><p>ato citado, capaz de ser desfeito mediante critério</p><p>subjetivo através do mérito (por conveniência ou</p><p>oportunidade), seja ato passível de revogação. Algumas</p><p>espécies de atos citadas nas alternativas “A”, “B”, “C”</p><p>e “E” as tornam incorretas, pois sequer cabem</p><p>revogação, não compatível com a definição do referido</p><p>autor, tais como: homologações, atos enunciativos ou</p><p>fatos administrativos (que, nesse último caso, apenas se</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>40</p><p>manifestam em sentido formal de ato material, sem</p><p>manifestação de vontade da Administração).</p><p>Vale a observação: licenças e homologações são</p><p>exemplos de atos negociais, enquanto deliberações e</p><p>provimentos são espécies de atos normativos, não lhes</p><p>cabendo a definição abordada na questão.</p><p>78. Sobre o tema de atos administrativos, considere as</p><p>seguintes afirmativas:</p><p>I. A Administração deve anular seus próprios atos,</p><p>quando presente vício de legalidade, e pode revogá–los</p><p>por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados</p><p>os direitos adquiridos.</p><p>II. O direito da Administração de anular os atos</p><p>administrativos de que decorram efeitos favoráveis para</p><p>os destinatários prescreve em cinco anos, contados da</p><p>data em que foram praticados, independentemente de</p><p>boa–fé.</p><p>III. A invalidação de atos administrativos de que decorram</p><p>efeitos concretos favoráveis a particulares deve ser</p><p>precedida de regular processo administrativo.</p><p>Assinale:</p><p>A) se apenas a afirmativa I estiver correta.</p><p>B) se apenas a afirmativa II estiver correta.</p><p>C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>D) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Ao comando da questão, o item II está incorreto, pois</p><p>versa a respeito do prazo decadencial para anulação de</p><p>ato ilegal que é, de fato, 5 (cinco) anos. Mas para</p><p>proceder à anulação, resguarda–se os direitos adquiridos</p><p>e a boa–fé, pois, comprovada a má–fé, não haverá prazo</p><p>decadencial para anulação. Conforme artigo 54 da Lei</p><p>9.784/99:</p><p>“O direito da Administração de anular os atos</p><p>administrativos de que decorram efeitos favoráveis</p><p>para os destinatários decai em cinco anos, contados</p><p>da data em que foram praticados, salvo comprovada</p><p>má–fé”.</p><p>O mesmo também ocorre quando o ato</p><p>a ser anulado</p><p>afronta diretamente a Constituição Federal, não se</p><p>aplicando o prazo decadencial de 5 anos.</p><p>Quanto ao item III, correto, o STJ defende que “ao</p><p>Estado é facultada a revogação de atos que repute</p><p>ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já</p><p>decorreram efeitos concretos, seu desfazimento</p><p>deve ser precedido de regular processo</p><p>administrativo”.</p><p>79. Sobre os Atos Administrativos e seus atributos,</p><p>assinale a alternativa correta:</p><p>A) A presunção de legitimidade é um dos princípios que</p><p>rege os atos administrativos.</p><p>B) A imperatividade assegura direito de indenização ao</p><p>poder público e à coletividade.</p><p>C) O motivo é a situação fática ou jurídica cuja ocorrência</p><p>autoriza ou determina a prática do ato.</p><p>D) A exigibilidade é o atributo do ato administrativo por</p><p>meio do qual se impele ao atendimento da obrigação</p><p>imposta após sua confirmação pelo Poder Judiciário.</p><p>E) A competência pode ser delegada ou avocada</p><p>temporária e excepcionalmente se não houver</p><p>impedimento legal.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A Presunção da Legitimidade é um dos atributos dos atos</p><p>administrativos, estando presente em todos eles, em</p><p>razão, também, do Princípio da Legalidade. que exige</p><p>que a Administração atue mediante previsão legal. Tal</p><p>atributo figura como princípio implícito regente da</p><p>Administração, onde supõe–se todo ato administrativo</p><p>ser legal e válido, cabendo ao interessado o ônus da</p><p>prova em contrário (presunção é relativa).</p><p>Ademais, o atributo da imperatividade, presente somente</p><p>em atos resultantes da manifestação do Poder de Polícia,</p><p>refere–se à característica de poder–dever de aplicar</p><p>sanções, não vinculado ao direito de indenização ao</p><p>Poder Público, como aduz incorretamente a alternativa</p><p>“A”.</p><p>O motivo é o requisito de validade do ato (não um</p><p>atributo) quando há um fato e este possui previsão legal,</p><p>é a causa imediata do ato vinculado ou discricionário.</p><p>Bem como a competência, que também é requisito de</p><p>validade presente em atos vinculados, onde a autoridade</p><p>apresenta a competência para a realização do ato.</p><p>Por fim, a alternativa “D”, também está incorreta, pois</p><p>o atributo da autoexecutoriedade se desdobra em</p><p>exigibilidade e executoriedade, sendo o segundo</p><p>executado através de coação direta, onde o particular ou</p><p>administrado que houver descumprido as obrigações</p><p>exigidas é sancionado por tal, sem necessidade de</p><p>autorização do Poder Judiciário.</p><p>80. Jonas foi aprovado em concurso de provas e títulos</p><p>para exercer cargo efetivo de Inspetor na Polícia Civil do</p><p>Estado do Ceará. Para tanto, no Diário Oficial, sua</p><p>nomeação foi publicada e assinada pelo Secretário de</p><p>Segurança Pública em exercício. Assim, é correto afirmar</p><p>que o ato administrativo em questão possui vício de:</p><p>A) forma.</p><p>B) finalidade.</p><p>C) motivo.</p><p>D) objeto.</p><p>E) competência.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>41</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>A nomeação para o cargo requerido de Jonas estava</p><p>pendente de autorização ou homologação pela</p><p>autoridade competente, qual seja o Governador do</p><p>Estado. Ocorre que o Secretário de Segurança, à data do</p><p>ato de homologação, não era competente para editar o</p><p>ato e, caso ocorra, apresentará vício de competência.</p><p>Noções de Direito Constitucional</p><p>81. A respeito das medidas que poderão ser adotadas</p><p>durante o estado de sítio, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) Suspensão da liberdade de reunião e busca e</p><p>apreensão em domicilio.</p><p>B) Obrigação de permanência em localidade</p><p>determinada e busca e apreensão em domicilio.</p><p>C) Restrições aos direitos de reunião e restrições ao</p><p>sigilo de correspondência.</p><p>D) Requisição de bens e suspensão da liberdade de</p><p>reunião.</p><p>E) Intervenção nas empresas de serviços públicos e</p><p>suspensão da liberdade de reunião.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Conforme artigo 139, IV e V da CF, tais medidas são</p><p>possíveis durante o estado de sitio. Vejamos:</p><p>“Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com</p><p>fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra</p><p>as pessoas as seguintes medidas: (...)</p><p>IV - suspensão da liberdade de reunião;</p><p>V - busca e apreensão em domicílio;”</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Nos termos do artigo 139, I e V da CF, as medidas podem</p><p>ser tomadas durante o estado de sítio. Vejamos:</p><p>“Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com</p><p>fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra</p><p>as pessoas as seguintes medidas:</p><p>I - obrigação de permanência em localidade determinada;</p><p>(...)</p><p>V - busca e apreensão em domicílio;”</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Conforme artigo 136, §1°, I “a” e “b” da CF, estas medidas</p><p>estão inseridas no âmbito do estado de defesa.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o</p><p>Conselho da República e o Conselho de Defesa</p><p>Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou</p><p>prontamente restabelecer, em locais restritos e</p><p>determinados, a ordem pública ou a paz social</p><p>ameaçadas por grave e iminente instabilidade</p><p>institucional ou atingidas por calamidades de grandes</p><p>proporções na natureza.</p><p>§ 1º O decreto que instituir o estado de defesa</p><p>determinará o tempo de sua duração, especificará as</p><p>áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites</p><p>da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as</p><p>seguintes:</p><p>I - restrições aos direitos de:</p><p>a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;</p><p>b) sigilo de correspondência;”</p><p>Alternativa D – Correta.</p><p>O artigo 139, VII e IV da CF possibilita tais medidas</p><p>durante o estado de sítio. Vejamos:</p><p>“Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com</p><p>fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra</p><p>as pessoas as seguintes medidas: (...)</p><p>IV - suspensão da liberdade de reunião; (...)</p><p>VII - requisição de bens.”</p><p>Alternativa E – Correta.</p><p>Nos termos do artigo 139, IV e VI da CF tais medidas</p><p>podem ser adotadas no estado de sítio. Vejamos:</p><p>“Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com</p><p>fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra</p><p>as pessoas as seguintes medidas: (...)</p><p>IV - suspensão da liberdade de reunião; (...)</p><p>VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;”</p><p>82. Acerca do processo legislativo, assinale a alternativa</p><p>que não apresenta as características do veto</p><p>presidencial.</p><p>A) O veto presidencial é superável, pois pode ser</p><p>derrubado pelos membros das Casas Legislativas.</p><p>B) O veto presidencial pode ser parcial, abrangendo texto</p><p>integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea.</p><p>C) O veto pode ser tácito ou expresso.</p><p>D) O veto pode estar fundado em inconstitucionalidade</p><p>ou contrariedade com o interesse público</p><p>E) O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de</p><p>trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser</p><p>rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e</p><p>Senadores.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Ainda que o projeto de lei tenha sido vetado pelo</p><p>Presidente, poderá haver a derrubada do veto. Em outros</p><p>termos, em sessão conjunta, por maioria absoluta de</p><p>deputados e senadores, dentro do prazo de 30 dias, o</p><p>veto do Presidente da República ao projeto pode ser</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>42</p><p>superado, nos termos do art. 66, parágrafo 4° da</p><p>Constituição Federal.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>O Presidente da República, quando impõe o veto, não</p><p>está obrigado a vetar todo o projeto de lei. O veto pode</p><p>ser parcial, abrangendo o texto integral de apenas um</p><p>artigo, parágrafo, inciso ou alínea, nos termos</p><p>haveres das entidades</p><p>referidas no art. 1º desta Lei.</p><p>São exemplos de prejuízo ao tesouro público, atos que visem a facilitar que bens públicos</p><p>vão para entes privados; facilitar a venda de bens públicos para entes interessados; realizar</p><p>operações financeiras com capital público sem respeitar as devidas normas; pagar despesas</p><p>com dinheiro público não destinado para tal situação; firmar contratos ou parcerias sem seguir</p><p>as formalidades previstas em lei.</p><p>Previstos no art. 10 da Lei supramencionada, os atos de improbidade administrativa</p><p>diretamente relacionados ao prejuízo ao erário são inúmeros. Ao todo, a lei traz mais de 20</p><p>incisos para dar conta de prever todos os atos.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>4</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>Por fim, os atos que atentam contra os princípios da administração pública são</p><p>rapidamente descritos no Art. 11, já com a nova redação:</p><p>Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os</p><p>princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os</p><p>deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade.</p><p>Os atos específicos previstos nos incisos da lei foram quase que integralmente</p><p>acrescentados ou, ao menos, modificados pela nova lei de improbidade administrativa.</p><p>Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os</p><p>princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os</p><p>deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por</p><p>uma das seguintes condutas</p><p>I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições</p><p>e que deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por</p><p>informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da sociedade e do</p><p>Estado; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua</p><p>imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras</p><p>hipóteses instituídas em lei; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso</p><p>público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção</p><p>de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros; (Redação dada pela</p><p>Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que</p><p>disponha das condições para isso, com vistas a ocultar</p><p>irregularidades; (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da</p><p>respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de</p><p>afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.</p><p>VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação</p><p>de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades</p><p>privadas</p><p>IX - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>X - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por</p><p>afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor</p><p>da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou</p><p>assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou,</p><p>ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em</p><p>qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos</p><p>Municípios, compreendido o ajuste mediante designações</p><p>recíprocas; (Incluído pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>XII - praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato</p><p>de publicidade que contrarie o disposto no § 1º do art. 37 da Constituição</p><p>Federal, de forma a promover inequívoco enaltecimento do agente público e</p><p>personalização de atos, de programas, de obras, de serviços ou de campanhas</p><p>dos órgãos públicos.</p><p>b. Informe contra quem são cabíveis as penalidades da referida Lei;</p><p>A questão, em outras palavras, quer saber quem são os agentes (o sujeito ativo) capazes</p><p>de cometer atos ilícitos sob a égide da Lei de Improbidade Administrativa. Pela redação dada a</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>5</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>partir da nova lei de improbidade administrativa, podem ser enquadrados nesse ato os seguintes</p><p>sujeitos:</p><p>Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o</p><p>agente político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda</p><p>que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição,</p><p>nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de</p><p>investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas</p><p>entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Redação dada pela Lei</p><p>nº 14.230, de 2021)</p><p>Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública,</p><p>sujeita-se às sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa</p><p>física ou jurídica, que celebra com a administração pública</p><p>convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de</p><p>parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo</p><p>equivalente.</p><p>c. Verse sobre as modificações sobre dolo e culpa inseridos na Lei com o novo texto</p><p>legal.</p><p>O elemento subjetivo que deflagrará o elo de encadeamento lógico entre vontade, conduta</p><p>e resultado, com a consequente demonstração do grau de culpabilidade do agente, pode-se</p><p>apresentar somente sob duas únicas formas: o dolo e a culpa.</p><p>Se por um lado todos esses artigos de lei contemplavam a necessidade de dolo na conduta</p><p>do agente, o art. 10, segundo entendimento doutrinário e jurisprudencial, também poderia ser</p><p>caracterizado pelo elemento culpa segundo a antiga redação da lei 8.429/1992.</p><p>A improbidade administrativa é a desonestidade administrativa, razão pela qual se</p><p>apresenta como uma imoralidade qualificada, caracterizada pela existência de dolo, que surge,</p><p>no antigo texto da lei 8.429/1992, como elemento comum a todas as modalidades de improbidade</p><p>previstas em lei, com uma exceção que também admitia a modalidade culposa: o art. 10, em que</p><p>se contemplavam as hipóteses de improbidade que causam danos ao erário.</p><p>Pelas alterações legislativas decorrentes da recente reforma, não mais é assim: só existe,</p><p>presentemente, improbidade administrativa decorrente de ato doloso.</p><p>Com efeito, a lei 14.230/21 extinguiu a modalidade culposa de improbidade administrativa,</p><p>com a retirada da expressão "culposa" do art. 10 da LIA. A atual redação dos arts. 9º, 10 e 11 da</p><p>LIA exige a conduta dolosa do autor do ato de improbidade.</p><p>O §1º do art. 1º da LIA, com novo texto:</p><p>"Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas</p><p>dolosas tipificadas nos arts. 9º, 10 e 11 desta lei, ressalvados tipos</p><p>previstos em leis especiais".</p><p>Somente as ações com dolo é que estão sujeitas ao regime da improbidade, portanto.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>6</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>EXEMPLO DE REDAÇÃO</p><p>A Lei de Improbidade Administrativa traz, em seu bojo, três espécies de atos, quais sejam:</p><p>o enriquecimento ilícito, o dano ao erário e atentado aos princípios da administração pública.</p><p>Incorre na prática de enriquecimento ilícito quem auferir, com dolo, qualquer tipo de vantagem</p><p>patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de</p><p>atividade nas entidades públicas. Outra espécie de ato lesivo são os atos atentatórios contra os</p><p>princípios da administração pública, que consistem na ação ou omissão, dolosa, que viole os</p><p>deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade.</p><p>Os agentes capazes de cometer atos ilícitos sob a égide da Lei de Improbidade</p><p>Administrativa são os agentes públicos ou políticos, os servidores públicos e todo aquele que</p><p>exerce, ainda que transitoriamente ou</p><p>do art. 66,</p><p>parágrafo 2° da Constituição Federal.</p><p>Alternativa C – Correta.</p><p>O veto presidencial ao projeto de lei só pode ser</p><p>expresso. O silêncio do Presidente da República, pelo</p><p>prazo de 15 dias, importará sanção, nos termos do art.</p><p>66, parágrafo 3° da Constituição Federal.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Os motivos do veto presidencial podem ser a</p><p>inconstitucionalidade do projeto de lei ou a sua</p><p>contrariedade com o interesse público, nos termos do art.</p><p>66, parágrafo 1° da Constituição Federal.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>A alternativa está de acordo com a literalidade do art. 66,</p><p>parágrafo 4° da Constituição Federal, ao tratar sobre a</p><p>possibilidade de os Deputados e Senadores derrubarem</p><p>o veto presidencial.</p><p>83. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela em</p><p>que a função descrita pode ser desempenhada por</p><p>brasileiro nato ou naturalizado.</p><p>A) Ministro de Estado da Justiça.</p><p>B) Vice-Presidente da República.</p><p>C) Ministro do Supremo Tribunal Federal.</p><p>D) Ministro de Estado da Defesa.</p><p>E) Presidente da República.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Nos termos do art. 12, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, dentre os Ministros de Estado, apenas o da</p><p>Defesa é privativo de brasileiro nato. A Constituição</p><p>Federal não apresenta essa mesma restrição ao</p><p>ocupante do cargo de Estado de Estado da Justiça.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 12, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, o cargo de Vice-Presidente da República é</p><p>privativo de brasileiro nato.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 12, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, o cargo de Ministro do Supremo Tribunal</p><p>Federal é privativo de brasileiro nato.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 12, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, o cargo de Ministro de Estado da Defesa é</p><p>privativo de brasileiro nato.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 12, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, o cargo de Presidente da República é</p><p>privativo de brasileiro nato.</p><p>84. A respeito do meio ambiente, e as inovações</p><p>legislativas, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Não se consideram cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, desde que tragam retorno financeiro e</p><p>equilíbrio orçamentário ao ente público responsável,</p><p>conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição Federal,</p><p>registradas como bem de natureza imaterial integrante do</p><p>patrimônio cultural brasileiro, devendo ser</p><p>regulamentadas por lei específica que assegure o bem-</p><p>estar dos animais envolvidos.</p><p>B) Não se consideram cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, desde que sejam manifestações</p><p>culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição</p><p>Federal, registradas como bem de natureza imaterial</p><p>integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser</p><p>regulamentadas por lei específica que assegure o bem-</p><p>estar dos animais envolvidos.</p><p>C) Não se consideram cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, ainda que não sejam manifestações</p><p>culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição</p><p>Federal, porém as práticas devem ser regulamentadas</p><p>por lei específica que assegure o bem-estar dos animais</p><p>envolvidos.</p><p>D) Não se consideram cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, desde que sejam manifestações</p><p>culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição</p><p>Federal, registradas como bem de natureza imaterial</p><p>integrante do patrimônio cultural brasileiro, não</p><p>precisando de regulamentação por lei específica que</p><p>assegure o bem-estar dos animais envolvidos.</p><p>E) São consideradas cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, ainda que sejam manifestações</p><p>culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição</p><p>Federal.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A Emenda Constitucional n° 96/2017 exige que a prática</p><p>desportiva que envolva os animais seja manifestação</p><p>cultural e não estritamente de cunho econômico ao ente</p><p>público responsável pela sua promoção.</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>A alternativa está em perfeita conformidade com o art.</p><p>225, parágrafo 7° da Constituição Federal, após a</p><p>redação trazida pela Emenda Constitucional n° 96/2017.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>43</p><p>A Emenda Constitucional n° 96/2017 exige que a prática</p><p>desportiva utilizando animais não será considerada cruel</p><p>caso seja manifestação cultural. O requisito de ser</p><p>manifestação cultural é expresso na Emenda n° 96 e,</p><p>portanto, indispensável.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>A Emenda exige regulamentação por lei específica que</p><p>assegure o bem-estar dos animais envolvidos na prática</p><p>desportiva.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>A Emenda enuncia expressamente que as práticas</p><p>desportivas com animais, que sejam manifestações</p><p>culturais, não são consideradas cruéis.</p><p>85. No tocante ao controle de constitucionalidade,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) A derrogação de ato normativo atacado em Ação</p><p>Direta de Inconstitucionalidade não impede a declaração</p><p>de inconstitucionalidade de ato superveniente com</p><p>conteúdo semelhante.</p><p>B) A controvérsia judicial relevante, requisito</p><p>imprescindível da Ação Direta de Constitucionalidade,</p><p>deve ser demonstrada quantitativa e qualitativamente.</p><p>C) Cabe Ação Direta de Inconstitucionalidade contra</p><p>Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público.</p><p>D) Quando o processo ainda está em curso, a alteração</p><p>do parâmetro constitucional não prejudica o</p><p>conhecimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade.</p><p>E) É possível a cumulação de pedidos típicos de Ação</p><p>Direta de Inconstitucionalidade e Ação Direta de</p><p>Constitucionalidade numa única demanda do controle</p><p>concentrado.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>É o que aduz a jurisprudência do STF, que privilegia a</p><p>proteção da Constituição em detrimento de excessos</p><p>formais. STF. ADI 3.147 ED. Relator Min. Teori Zavascki.</p><p>13.6.2014.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Para análise da controvérsia judicial relevante, importa</p><p>apenas o aspecto qualitativo, não quantitativo. É</p><p>desimportante se a norma é recente ou se poucas</p><p>decisões judiciais a debatem. A relevância está adstrita</p><p>apenas à divergência na jurisprudência. Informativo 786.</p><p>STF. ADI 5316 MC/DF. Relator Min. Luiz Fux. 21.5.2015.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>A Resolução do CNMP consiste em ato normativo de</p><p>caráter geral e abstrato, criado pelo Conselho no</p><p>exercício de sua competência constitucional, ensejando</p><p>controle de constitucionalidade. Informativo 899. STF.</p><p>ADI 4263/DF. Relator Min. Roberto Barroso. 25.4.2018.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>A lei impugnada será julgada conforme o parâmetro</p><p>constitucional anterior. Isso evita que normas</p><p>inconstitucionais voltem a produzir efeitos. Informativo</p><p>907. STF. ADI 145/CE. Relator Min. Dias Toffoli.</p><p>20.6.2018.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>A cumulação objetiva permite que questões relacionadas</p><p>sejam julgadas de forma célere e eficiente, assegurando</p><p>o devido processo legal. Informativo 786. STF. ADI 5316.</p><p>Relator Min. Luiz Fux. 21.5.2015</p><p>86. Dentre as alternativas abaixo, assinale a opção que</p><p>não é um objetivo da Seguridade Social expressamente</p><p>previsto na Constituição Federal de 1988.</p><p>A) Universalidade da cobertura e do atendimento.</p><p>B) Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços</p><p>às populações urbanas e rurais.</p><p>C) Seletividade e distributividade na prestação dos</p><p>benefícios e serviços.</p><p>D) Redutibilidade do valor dos benefícios.</p><p>E) Equidade na forma de participação no custeio.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, incialmente iremos apresentar o texto</p><p>constitucional para posterior análise das alternativas,</p><p>vejamos:</p><p>“Art. 194. A seguridade</p><p>social compreende um conjunto</p><p>integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e</p><p>da sociedade, destinadas a assegurar os direitos</p><p>relativos à saúde, à previdência e à assistência social.</p><p>Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos</p><p>da lei, organizar a seguridade social, com base nos</p><p>seguintes objetivos:</p><p>I - universalidade da cobertura e do atendimento;</p><p>II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços</p><p>às populações urbanas e rurais;</p><p>III - seletividade e distributividade na prestação dos</p><p>benefícios e serviços;</p><p>IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;</p><p>V - equidade na forma de participação no custeio;</p><p>VI - diversidade da base de financiamento, identificando-</p><p>se, em rubricas contábeis específicas para cada área, as</p><p>receitas e as despesas vinculadas a ações de saúde,</p><p>previdência e assistência social, preservado o caráter</p><p>contributivo da previdência social; (Redação dada</p><p>pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)</p><p>VII - caráter democrático e descentralizado da</p><p>administração, mediante gestão quadripartite, com</p><p>participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos</p><p>aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.”</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Esse é um dos objetivos da Seguridade Social</p><p>expressamente previsto no art. 194 da CF/88.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>44</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Esse é um dos objetivos da Seguridade Social</p><p>expressamente previsto no art. 194 da CF/88.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Esse é um dos objetivos da Seguridade Social</p><p>expressamente previsto no art. 194 da CF/88.</p><p>Alternativa D – Correta.</p><p>Nos termos do art. 194, inciso IV, da CF/88, um dos</p><p>objetivos da Seguridade Social é a IRREDUTIBILIDADE</p><p>do valor dos benefícios.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Esse é um dos objetivos da Seguridade Social</p><p>expressamente previsto no art. 194 da CF/88.</p><p>87. A respeito do meio ambiente, assinale a alternativa</p><p>que versa corretamente sobre o tratamento dispensado</p><p>pela Constituição Federal em relação às usinas</p><p>nucleares.</p><p>A) As usinas, ainda que não operem com reator nuclear,</p><p>deverão ter sua localização definida em lei federal, sem</p><p>o que não poderão ser instaladas.</p><p>B) As usinas que operem com reator nuclear deverão ter</p><p>sua localização definida em lei estadual, sem o que não</p><p>poderão ser instaladas.</p><p>C) As usinas que operem com reator nuclear deverão ter</p><p>sua localização definida em lei distrital, sem o que não</p><p>poderão ser instaladas.</p><p>D) As usinas que operem com reator nuclear deverão ter</p><p>sua localização definida em lei municipal, sem o que não</p><p>poderão ser instaladas.</p><p>E) As usinas que operem com reator nuclear deverão ter</p><p>sua localização definida em lei federal, sem o que não</p><p>poderão ser instaladas.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, percebam a sutileza da questão, o que pode</p><p>parecer que são iguais as alternativas; ela muda somente</p><p>o tipo legislativo (se lei estadual, distrital, municipal ou</p><p>federal). Desta feita, vejamos os fundamentos para sua</p><p>resposta.</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>Apenas as usinas que operem com reatores nucleares</p><p>precisam ter sua localização definida por lei federal, nos</p><p>termos do art. 225, parágrafo 6° da Constituição Federal.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 225, parágrafo 6°, o ente federativo</p><p>que deve legislar sobre a localização de usinas que</p><p>operem com reator nuclear é a União, através do</p><p>Congresso Nacional elaborando lei federal.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 225, parágrafo 6°, a lei que trata sobre</p><p>essa matéria não será distrital, mas federal.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Nos termos do art. 225, parágrafo 6°, a localização será</p><p>definida por lei federal e não por lei municipal.</p><p>Alternativa E – Correta.</p><p>Nos termos do art. 225, parágrafo 6°, o ente federativo</p><p>que deve legislar sobre a localização de usinas que</p><p>operem com reator nuclear é a União, através do</p><p>Congresso Nacional elaborando lei federal. Vejamos:</p><p>“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente</p><p>ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo</p><p>e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao</p><p>Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e</p><p>preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (...)</p><p>§ 6º As usinas que operem com reator nuclear</p><p>deverão ter sua localização definida em lei federal,</p><p>sem o que não poderão ser instaladas.”</p><p>88. Consoante ao mandado de segurança, bem como a</p><p>jurisprudência correlata, assinale a alternativa correta.</p><p>A) O mandado de segurança não se presta para atribuir</p><p>efeito suspensivo a recurso criminal interposto pelo</p><p>Ministério Público.</p><p>B) O prazo decadencial para impetrar mandado de</p><p>segurança contra redução do valor de vantagem</p><p>integrante de proventos ou de remuneração de servidor</p><p>público é contado da data em que o prejudicado tomou</p><p>ciência do ato.</p><p>C) Poderá ser concedido mandado de segurança quando</p><p>se tratar de decisão judicial transitada em julgado.</p><p>D) Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau</p><p>caberá agravo.</p><p>E) O ingresso de litisconsorte ativo será admitido após o</p><p>despacho da petição inicial.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Correta.</p><p>Nos termos da Súmula 604-STJ: O mandado de</p><p>segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo a</p><p>recurso criminal interposto pelo Ministério Público.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Na verdade, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o</p><p>prazo decadencial para impetrar mandado de segurança</p><p>contra redução do valor de vantagem integrante de</p><p>proventos ou de remuneração de servidor público</p><p>renova-se mês a mês. A redução, ao contrário da</p><p>supressão de vantagem, configura relação de trato</p><p>sucessivo, pois não equivale à negação do próprio fundo</p><p>de direito. Assim, o prazo decadencial para se impetrar a</p><p>ação mandamental renova-se mês a mês.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Na verdade, não se concederá mandado de segurança</p><p>quando se tratar de decisão judicial transitada em</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>45</p><p>julgado, nos termos do art. 5º, III, da Lei 12.016/09,</p><p>colacionado abaixo:</p><p>“Art. 5º Não se concederá mandado de segurança</p><p>quando se tratar:</p><p>I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito</p><p>suspensivo, independentemente de caução;</p><p>II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito</p><p>suspensivo;</p><p>III - de decisão judicial transitada em julgado.”</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Na realidade, do indeferimento da inicial pelo juiz de</p><p>primeiro grau caberá apelação, nos termos do art. 10,</p><p>§1º, da Lei nº 12.016/09, colacionado abaixo:</p><p>“Art. 10. (...) § 1º Do indeferimento da inicial pelo juiz de</p><p>primeiro grau caberá apelação e, quando a competência</p><p>para o julgamento do mandado de segurança couber</p><p>originariamente a um dos tribunais, do ato do relator</p><p>caberá agravo para o órgão competente do tribunal que</p><p>integre.”</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>Na verdade, o ingresso de litisconsorte ativo não será</p><p>admitido após o despacho da petição inicial, nos termos</p><p>do art. 10, §2º, da Lei nº 12.016/09, colacionado abaixo:</p><p>“Art. 10. (...) § 2º O ingresso de litisconsorte ativo não</p><p>será admitido após o despacho da petição inicial.”</p><p>89. No que se refere às funções essenciais à justiça,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) O Ministério Público poderá requisitar diligências</p><p>investigatórias e a instauração de inquérito policial,</p><p>indicados os fundamentos jurídicos de suas</p><p>manifestações processuais.</p><p>B) O Ministério Público exercerá outras funções que lhe</p><p>forem conferidas, desde que compatíveis com sua</p><p>finalidade,</p><p>sendo-lhe vedada a representação judicial e a</p><p>consultoria jurídica de entidades públicas.</p><p>C) Incumbe ao Ministério Público exercer o controle</p><p>interno da atividade policial por meio de medidas</p><p>administrativas e judiciais.</p><p>D) É função do Ministério Público promover a defesa do</p><p>regime democrático e dos interesses sociais e individuais</p><p>indisponíveis.</p><p>E) Nos procedimentos administrativos de sua</p><p>competência, o membro do Ministério Público poderá</p><p>requisitar informações e documentos para fins de</p><p>instrução.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>É a literalidade do art. 129, VIII da CF. Vejamos:</p><p>“Art. 129. São funções institucionais do Ministério</p><p>Público: (...)</p><p>VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração</p><p>de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos</p><p>de suas manifestações processuais;”</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>Conforme preceitua o art. 129, IX, da CF, o Ministério</p><p>Público poderá exercer outras funções alinhadas à sua</p><p>finalidade, exceto a representação judicial e a consultoria</p><p>jurídica de entidades públicas.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>O Ministério Público não possui a função de controlar</p><p>internamente a atividade policial. Sua atribuição é de</p><p>controle externo. Vejamos:</p><p>“Art. 129. São funções institucionais do Ministério</p><p>Público: (...)</p><p>VII - exercer o controle externo da atividade policial, na</p><p>forma da lei complementar mencionada no artigo</p><p>anterior;”</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>A assertiva está de acordo com o art. 129, III da CF. Cabe</p><p>ao Ministério Público defender os interesses individuais</p><p>indisponíveis. Vejamos:</p><p>“Art. 129. São funções institucionais do Ministério</p><p>Público: (...)</p><p>III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para</p><p>a proteção do patrimônio público e social, do meio</p><p>ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;”</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>Na forma da lei complementar respectiva, caberá ao</p><p>Ministério Público expedir notificações nos</p><p>procedimentos administrativos de sua competência,</p><p>requisitando informações e documentos para instruí-los.</p><p>90. No tocante ao Poder Legislativo, especificamente</p><p>acerca da competência exclusiva do Congresso</p><p>Nacional, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) É da competência exclusiva do Congresso Nacional</p><p>resolver definitivamente sobre tratados internacionais</p><p>que acarretem encargos gravosos ao patrimônio</p><p>nacional.</p><p>B) É da competência exclusiva do Congresso Nacional</p><p>autorizar o Vice-Presidente da República a se ausentar</p><p>do País, por mais de quinze dias.</p><p>C) É da competência exclusiva do Congresso Nacional</p><p>autorizar o Presidente da República a permitir que forças</p><p>estrangeiras transitem pelo território nacional.</p><p>D) É da competência exclusiva do Congresso Nacional</p><p>aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em</p><p>sessão secreta, a escolha dos chefes de missão</p><p>diplomática de caráter permanente.</p><p>E) É da competência exclusiva do Congresso Nacional</p><p>aprovar a intervenção federal.</p><p>Gabarito: D</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>46</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>O art. 49, I, da CF, diz que é de competência exclusiva</p><p>do Congresso Nacional “I - resolver definitivamente sobre</p><p>tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem</p><p>encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio</p><p>nacional;”.</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>Conforme o art. 49, III, da CF, é de competência exclusiva</p><p>do Congresso Nacional “autorizar o Presidente e o Vice-</p><p>Presidente da República a se ausentarem do País,</p><p>quando a ausência exceder a quinze dias”.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>Conforme o art. 49, II, da CF, é de competência exclusiva</p><p>do Congresso Nacional “autorizar o Presidente da</p><p>República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir</p><p>que forças estrangeiras transitem pelo território nacional</p><p>ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os</p><p>casos previstos em lei complementar”.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Trata-se de competência privativa do Senado Federal.</p><p>Vejamos:</p><p>“Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (...)</p><p>IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição</p><p>em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão</p><p>diplomática de caráter permanente;”</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>Conforme o art. 49, II, da CF, é de competência exclusiva</p><p>do Congresso Nacional “aprovar o estado de defesa e a</p><p>intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou</p><p>suspender qualquer uma dessas medidas”.</p><p>91. A respeito do poder constituinte, assinale a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>A) Revisão Constitucional equivale a uma reforma</p><p>periódica e pré-programada da constituição, enquanto</p><p>emenda se trata de alterações pontuais no texto</p><p>constitucional.</p><p>B) O ADCT da CF/88 estabelece limite temporal e limite</p><p>formal ao poder constituinte reformador de revisão.</p><p>C) O poder de revisão constitucional é o poder de</p><p>modificar a constituição de acordo com ela mesma. Para</p><p>a doutrina clássica, se trata de uma espécie de poder</p><p>constituinte originário.</p><p>D) A revisão da Constituição Federal de 1988 foi feita em</p><p>1994, apesar do prazo previsto no ADCT.</p><p>E) A ADCT previu apenas uma revisão, sendo impossível</p><p>a realização de novas emendas revisionais.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>Revisão seria sinônimo de reforma, mas principalmente</p><p>quando periodicamente programada. Já a emenda seria</p><p>apenas a alteração pontual do texto constitucional.</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>O ADCT da CF/88, em seu art. 3º, prevê exatamente um</p><p>limite temporal de 5 anos e um limite formal, que consiste</p><p>na exigência de sessão unicameral e aprovação por</p><p>maioria absoluta das emendas revisionais. Na</p><p>literalidade, o artigo diz que “Art. 3º A revisão</p><p>constitucional será realizada após cinco anos, contados</p><p>da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria</p><p>absoluta dos membros do Congresso Nacional, em</p><p>sessão unicameral”.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>Trata-se de poder constituinte derivado reformador de</p><p>revisão, que é o poder responsável pela alteração e</p><p>ampliação do texto constitucional, que se manifesta</p><p>através das emendas constitucionais, bem como os</p><p>tratados de Direitos Humanos com força de emenda</p><p>constitucional.</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>A revisão da CF/88 foi realizada entre 01/03/1994 e</p><p>acabou em 07/06/1994, com a aprovação de apenas 6</p><p>emendas de revisão.</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>É evidente que não seria possível uma nova reforma</p><p>global da Constituição Federal, uma vez que o ADCT</p><p>estabeleceu apenas uma.</p><p>92. Concernente ao Poder Executivo, assinale a</p><p>alternativa incorreta.</p><p>A) Atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo,</p><p>do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes</p><p>constitucionais das unidades da Federação configura</p><p>crime de responsabilidade do Presidente da República.</p><p>B) Caso o agente seja condenado por crime de</p><p>responsabilidade, ele não receberá sanções penais</p><p>(prisão ou multa), mas sim sanções político-</p><p>administrativas (perda do cargo e inabilitação para o</p><p>exercício de função pública).</p><p>C) Crimes de responsabilidade são infrações político-</p><p>administrativas praticadas por pessoas que ocupam</p><p>determinados cargos públicos, sendo que os crimes de</p><p>responsabilidade estão previstos tanto ao Presidente da</p><p>República, quanto aos Governadores de Estado e aos</p><p>Prefeitos.</p><p>D) Todas as atribuições privativas do Presidente da</p><p>República previstas na Constituição Federal são</p><p>irrenunciáveis e não podem ser delegadas.</p><p>E) O Presidente da República, na vigência de seu</p><p>mandato, não pode ser responsabilizado por atos</p><p>estranhos ao exercício de suas funções.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA</p><p>1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>47</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>De acordo com o artigo 85, são crimes de</p><p>responsabilidade os atos do Presidente da República que</p><p>atentem contra a Constituição Federal e, especialmente,</p><p>contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder</p><p>Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes</p><p>constitucionais das unidades da Federação, conforme</p><p>art. 86 da CF/88.</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>O nome dado a essa sanção é Impeachment. Consiste</p><p>no nome dado ao processo instaurado para apurar se o</p><p>Presidente da República, o Governador, o Prefeito e</p><p>outras autoridades praticaram crime de responsabilidade.</p><p>É como se chama uma das sanções (punições) aplicadas</p><p>ao governante que foi condenado por crime de</p><p>responsabilidade. O Presidente da República que é</p><p>condenado por crime de responsabilidade recebe duas</p><p>sanções: perda do cargo (denominada de impeachment)</p><p>e inabilitação para o exercício de funções públicas por</p><p>oito anos.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>De fato, os crimes de responsabilidade são infrações</p><p>político-administrativas praticadas por pessoas que</p><p>ocupam determinados cargos públicos.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Apesar de existirem atribuições que são privativas ao</p><p>Presidente da República, nada impede a delegação de</p><p>algumas dessas atribuições. Conforme a CF/88 no art.</p><p>84, parágrafo único da CF/88 “O Presidente da República</p><p>poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos</p><p>VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao</p><p>Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da</p><p>União, que observarão os limites traçados nas</p><p>respectivas delegações.”.</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>De acordo com o art. 85 § 4º “O Presidente da República,</p><p>na vigência de seu mandato, não pode ser</p><p>responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas</p><p>funções”.</p><p>93. Acerca do poder constituinte, assinale a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>A) O poder constituinte pode ser classificado em:</p><p>originário, derivado, difuso e supranacional.</p><p>B) O poder constituinte originário caracteriza-se por ser</p><p>inicial, limitado, autônomo e incondicionado.</p><p>C) O poder constituinte originário pode ser subdividido</p><p>em histórico ou revolucionário.</p><p>D) Com o poder constituinte originário ocorre a</p><p>elaboração de uma nova ordem jurídica.</p><p>E) O poder constituinte derivado pode ser subdividido</p><p>em: reformador, decorrente e revisor.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>Essa é a classificação apresentada inclusive pelo grande</p><p>doutrinador Canotilho, que assevera que o poder</p><p>constituinte pode ser classificado em: originário,</p><p>derivado, difuso e supranacional.</p><p>Alternativa B – Incorreta.</p><p>Na verdade, o poder constituinte é ilimitado e não</p><p>limitado, como trazido na alternativa. Então, o poder</p><p>constituinte originário é inicial, ILIMITADO, autônomo e</p><p>incondicionado.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>O poder constituinte originário pode ser subdividido em</p><p>histórico ou revolucionário, de modo que será analisado</p><p>se se trata da primeira constituição do Estado ou de um</p><p>novo ordenamento jurídico.</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>O poder constituinte originário instala uma nova</p><p>constituição, de modo que passa a viger uma nova ordem</p><p>jurídica, em conformidade com os dispositivos</p><p>constitucionais que serão empregados a partir daquele</p><p>momento.</p><p>Alternativa E – correta.</p><p>Canotilho nos traz essa classificação do poder</p><p>constituinte derivado para que possamos distinguir tanto</p><p>o momento e a forma em que esse poder agirá quanto as</p><p>modificações da constituição vigente.</p><p>94. Acerca da família, criança, adolescente, idoso e índio,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da</p><p>lei.</p><p>B) Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal</p><p>são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.</p><p>C) O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio.</p><p>D) Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a</p><p>união estável entre o homem e a mulher como entidade</p><p>familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em</p><p>casamento.</p><p>E) Não se entende como entidade familiar a comunidade</p><p>formada por qualquer dos pais e seus descendentes.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – correta.</p><p>Nos termos do art. 226, parágrafo 2° da Constituição</p><p>Federal, o casamento religioso tem efeito civil, nos</p><p>termos da lei.</p><p>Alternativa B – correta.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>48</p><p>Nos termos do art. 226, parágrafo 5° da Constituição</p><p>Federal os direitos e deveres referentes à sociedade</p><p>conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela</p><p>mulher.</p><p>Alternativa C – correta.</p><p>Nos termos do art. 226, parágrafo 6° da Constituição</p><p>Federal, o casamento civil pode ser dissolvido pelo</p><p>divórcio.</p><p>Alternativa D – correta.</p><p>Nos termos do art. 226, parágrafo 3° da Constituição</p><p>Federal, para efeito da proteção do Estado, é</p><p>reconhecida a união estável entre o homem e a mulher</p><p>como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua</p><p>conversão em casamento.</p><p>Alternativa E – incorreta.</p><p>Nos termos do art. 226, parágrafo 4° da Constituição</p><p>Federal, entende-se, também, como entidade familiar a</p><p>comunidade formada por qualquer dos pais e seus</p><p>descendentes.</p><p>95. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que</p><p>apresenta corretamente uma hipótese em que poderá ser</p><p>proposta determinada emenda à Constituição Federal.</p><p>A) De metade, no mínimo, dos membros da Câmara dos</p><p>Deputados ou do Senado Federal.</p><p>B) Do Presidente da República.</p><p>C) Do Presidente da Câmara dos Deputados.</p><p>D) De mais da metade das Assembleias Legislativas das</p><p>unidades da Federação, manifestando-se, cada uma</p><p>delas, pela maioria absoluta de seus membros.</p><p>E) Do Presidente do Senado Federal.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras,</p><p>Alternativa A – Incorreta.</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 60, exige no mínimo</p><p>1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou do</p><p>Senado Federal. O quórum de metade apresentado pela</p><p>alternativa está errado.</p><p>Alternativa B – Correta.</p><p>Nos termos do art. 60, inciso II, da Constituição Federal,</p><p>ela poderá ser emendada mediante proposta do</p><p>Presidente da República. Sendo assim, a alternativa está</p><p>de acordo com a literalidade do texto constitucional.</p><p>Alternativa C – Incorreta.</p><p>O art. 60 da Constituição Federal não autoriza que o</p><p>Presidente da Câmara dos Deputados apresente</p><p>emenda à Constituição. Para isso é necessário que haja</p><p>proposta de 1/3, no mínimo, dos membros da Câmara ou</p><p>do Senado.</p><p>Alternativa D – Incorreta.</p><p>Havendo mais da metade das Assembleias Legislativas,</p><p>é possível haver proposta de emenda à Constituição,</p><p>desde que cada uma delas se manifeste pela maioria</p><p>relativa de seus membros. A alternativa está em</p><p>desconformidade com o art. 60 da Constituição Federal</p><p>quando usa a expressão “maioria absoluta”.</p><p>Alternativa E – Incorreta.</p><p>O art. 60 da Constituição Federal não autoriza que o</p><p>Presidente do Senado Federal apresente emenda à</p><p>Constituição. Para isso é necessário que haja proposta</p><p>de 1/3, no mínimo, dos membros da Câmara ou do</p><p>Senado.</p><p>Legislação Específica</p><p>96. Com base na Constituição Estadual do Ceará, no</p><p>tocante à segurança pública e à defesa civil, a Polícia</p><p>Militar do Ceará é instituição permanente, orientada com</p><p>base nos princípios da:</p><p>A) Improbidade administrativa, hierarquia e reserva</p><p>legal.</p><p>B) Legalidade, impessoalidade e disciplina.</p><p>C) Taxatividade, hierarquia e disciplina.</p><p>D) Legalidade, da probidade administrativa, da hierarquia</p><p>e da disciplina</p><p>E) Moralidade, publicidade e a probidade administrativa.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, conforme a Constituição Estadual do Ceará, a</p><p>PMCE orienta-se com</p><p>base nos princípios da legalidade,</p><p>probidade administrativa, hierarquia e disciplina.</p><p>Seção III</p><p>Da Polícia Militar</p><p>Art. 187. A Polícia Militar do Ceará é instituição</p><p>permanente, orientada com base nos princípios da</p><p>legalidade, da probidade administrativa, da</p><p>hierarquia e da disciplina, constituindo-se força auxiliar</p><p>e reserva do Exército, subordinada ao Governador do</p><p>Estado, tendo por missão fundamental exercer a polícia</p><p>ostensiva, preservar a ordem pública e garantir os</p><p>poderes constituídos no regular desempenho de suas</p><p>competências, cumprindo as requisições emanadas de</p><p>qualquer destes</p><p>97. De acordo com a Lei nº 9.826, de 14 de maio de 1974</p><p>(Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do</p><p>Ceará), são competentes para dar posse, exceto:</p><p>A) o Governador do Estado, às autoridades que lhe são</p><p>diretamente subordinadas.</p><p>B) o Oficial das Forças Armadas, nos respectivos casos</p><p>estabelecidos em lei.</p><p>C) os Secretários de Estado, aos dirigentes de</p><p>repartições que lhes são diretamente subordinadas.</p><p>D) os dirigentes das Secretarias Administrativas, ou</p><p>unidades de administração geral equivalente, da</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>49</p><p>Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado,</p><p>e do Conselho de Contas dos Municípios, aos seus</p><p>funcionários, se de outra maneira não estabelecerem as</p><p>respectivas leis orgânicas e regimentos internos.</p><p>E) o Diretor-Geral do órgão central do sistema de</p><p>pessoal, aos demais funcionários da Administração</p><p>Direta.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Direto ao ponto, futuro Policial Civil. A referida</p><p>questão tem como base o artigo 21 da Lei nº 9.826, que</p><p>trata do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado</p><p>do Ceará. Com isso, não consta como competente para</p><p>dar posse o Oficial das Forças Armadas.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>Da Posse</p><p>Art. 21 - São competentes para dar posse:</p><p>I - o Governador do Estado, às autoridades que lhe são</p><p>diretamente subordinadas;</p><p>II - os Secretários de Estado, aos dirigentes de</p><p>repartições que lhes são diretamente subordinadas;</p><p>III - os dirigentes das Secretarias Administrativas, ou</p><p>unidades de administração geral equivalente, da</p><p>Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado,</p><p>e do Conselho de Contas dos Municípios, aos seus</p><p>funcionários, se de outra maneira não estabelecerem as</p><p>respectivas leis orgânicas e regimentos internos;</p><p>IV - o Diretor-Geral do órgão central do sistema de</p><p>pessoal, aos demais funcionários da Administração</p><p>Direta;</p><p>V - os dirigentes das Autarquias, aos funcionários</p><p>dessas entidades.</p><p>98. Em relação à Lei nº 12.124 de 06 de julho de 1993,</p><p>que estabelece o Estatuto da Polícia Civil de Carreira do</p><p>Estado do Ceará, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Os cargos pertencentes à Polícia Civil serão</p><p>preenchidos apenas por nomeação.</p><p>B) O concurso para provimento no cargo de Delegado de</p><p>Polícia Civil não contará com a participação da Ordem</p><p>dos advogados do Brasil.</p><p>C) O Delegado Superintendente da Polícia Civil é o chefe</p><p>da Polícia Civil, sendo o cargo privativo de Delegado de</p><p>Polícia de Carreira, de livre escolha e nomeação pelo</p><p>Governador do Estado do Ceará.</p><p>D) O nomeado para cargo da Polícia Civil tomará posse</p><p>dentro do prazo de trinta (15) dias, contados da data da</p><p>publicação do competente ato de provimento no Diário</p><p>Oficial do Estado.</p><p>E) Não é impedimento para empossado em cargo</p><p>integrante da Polícia Civil a não apresentação da</p><p>declaração de bens e valores patrimoniais.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Letra C (CORRETA) - Art. 7º. O Delegado</p><p>Superintendente da Polícia Civil é o chefe da Polícia Civil,</p><p>sendo o cargo privativo de Delegado de Polícia de</p><p>Carreira, de livre escolha e nomeação pelo Governador</p><p>do Estado do Ceará. (Redação dada pela Lei n° 12.815,</p><p>de 17.06.98)</p><p>Letra A (ERRADA) - Art. 9º - Os cargos pertencentes á</p><p>Polícia Civil serão preenchidos por:</p><p>I – Nomeação</p><p>II - Ascensão Funcional</p><p>III – Reintegração</p><p>Letra B (ERRADA) – Art. 10 § 2.º O concurso para</p><p>provimento no cargo de Delegado de Polícia Civil contará</p><p>com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil,</p><p>Seção do Ceará, em suas 1.ª e 4.ª fases, conforme o</p><p>disposto no art. 11 desta Lei.”</p><p>Letra D (ERRADA) - Art. 23 - O nomeado para cargo da</p><p>Polícia Civil tomará posse dentro do prazo de trinta (30)</p><p>dias, contados da data da publicação do competente ato</p><p>de provimento no Diário Oficial do Estado.</p><p>Letra E (ERRADA) - Art. 24 - Somente poderá ser</p><p>empossado em cargo integrante da Polícia Civil quem</p><p>satisfaça os seguintes requisitos: (...)</p><p>IX - apresentar declaração de bens e valores</p><p>patrimoniais.</p><p>99. Com base na Lei nº 12.124 de 06 de julho de 1993,</p><p>que estabelece o Estatuto da Polícia Civil de Carreira do</p><p>Estado do Ceará, assinale a alternativa que completa</p><p>corretamente as lacunas abaixo:</p><p>Aplicar-se-á pena de suspensão nos seguintes casos:</p><p>I - ____________ nas transgressões do primeiro grau ou</p><p>na reincidência de falta já punida com repreensão;</p><p>II - ____________ nas transgressões do segundo grau.</p><p>A) I - até trinta (30) dias, II - de trinta (30) a noventa (90)</p><p>dias.</p><p>B) ) I - até dez (10) dias, II - de dez (10) a trinta (30) dias.</p><p>C) ) I - até trinta (30) dias, II - de trinta (30) a cento e vinte</p><p>(120) dias.</p><p>D) ) I - até quinze (15) dias, II - de quinze (15) a quarenta</p><p>(40) dias.</p><p>E) ) I - até vinte (20) dias, II - de vinte (20) dias a setenta</p><p>(70) dias.</p><p>Gabarito: A</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>50</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveira, trata-se do Capítulo das Sanções</p><p>Disciplinares.</p><p>De acordo com o art. 104 da Lei nº 12.124/93:</p><p>Art. 104 - São sanções disciplinares:</p><p>I - repreensão;</p><p>II - suspensão;</p><p>III - demissão;</p><p>IV - demissão a bem do serviço público;</p><p>V - cassação de aposentadoria ou disponibilidade.</p><p>Portanto, no caso da suspensão, deve-se observar os</p><p>seguintes prazos:</p><p>Art. 106 - Aplicar-se-á pena de suspensão nos seguintes</p><p>casos:</p><p>I - até trinta (30) dias nas transgressões do primeiro grau</p><p>ou na reincidência de falta já punida com repreensão;</p><p>II - de trinta (30) a noventa (90) dias nas transgressões</p><p>do segundo grau.</p><p>100. De acordo com a Lei Complementar nº 98 de 13 de</p><p>junho de 2011 (Controladoria Geral de Disciplina dos</p><p>Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do</p><p>Estado do Ceará), nos processos administrativos</p><p>disciplinares em que a pena seja a de demissão, após</p><p>decididos pelo Controlador-Geral de Disciplina e, antes</p><p>do envio ao Governador do Estado, deverá ser</p><p>encaminhado para:</p><p>A) O Ministro da Justiça.</p><p>B) O Delegado Superintendente da Polícia Civil.</p><p>C) O Secretário de Segurança Pública.</p><p>D) A Corregedoria-Geral da Polícia Civil.</p><p>E) A Procuradoria Geral do Estado.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Direto ao ponto e sem enrolação. De acordo com o art.</p><p>11, § 2º da Lei complementar nº 98, será encaminhado</p><p>para a Procuradoria Geral do Estado, com o fito de</p><p>atestar a regularidade do procedimento.</p><p>Art. 11. Ficam criadas Comissões Civis Permanentes de</p><p>Processos Disciplinares, compostas por 3 (três)</p><p>membros, que serão indicados mediante ato do</p><p>Controlador-Geral de Disciplina, ou a quem por</p><p>delegação couber, dentre Delegados de Polícia ou</p><p>Servidores Públicos Estáveis, sendo:</p><p>I - um presidente;</p><p>II - um secretário;</p><p>III - um membro.</p><p>§ 1º Os relatórios finais dos processos administrativos</p><p>disciplinares serão decididos pelo Controlador-Geral de</p><p>Disciplina, antes do envio para publicação ou, se for o</p><p>caso,</p><p>do envio ao Governador do Estado, para decisão</p><p>que seja de competência legal; podendo este determinar</p><p>quaisquer outras providências que se fizerem</p><p>necessárias à regularidade do processo e decisão.</p><p>§ 2º Nos processos administrativos disciplinares em que</p><p>a pena seja a de demissão, após decididos pelo</p><p>Controlador-Geral de Disciplina e, antes do envio ao</p><p>Governador do Estado, deverá ser encaminhado para a</p><p>Procuradoria Geral do Estado, com o fito de atestar a</p><p>regularidade do procedimento. (Nova redação dada pela</p><p>Lei Complementar n.º 104, de 06.12.11)</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>sem remuneração, por qualquer outra forma de investidura</p><p>ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades públicas trazidas na Lei.</p><p>Por fim, a Lei nº 14.230 de 2021 trouxe modificações pertinentes na Lei de Improbidade</p><p>Administrativa. Determinou, por exemplo, que as condutas da referida lei só serão auferidas se</p><p>praticadas mediante dolo, excluído a possibilidade, observada na versão anterior da Lei, de haver</p><p>a prática de alguma das condutas sob a modalidade culposa.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>1</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA</p><p>TEMA 03 – PCCE – DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL</p><p>Em 2004, o Brasil subscreveu a Convenção de Palermo e seus protocolos adicionais, obrigando-</p><p>se a endurecer medidas pátrias contra o crime organizado. Nesse sentido, entrou em vigor a Lei</p><p>12.850/13. Redija um texto dissertativo, com no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, para</p><p>responder aos seguintes questionamentos:</p><p>a. Nos moldes da referida Lei, qual o conceito de organização criminosa?</p><p>b. Diferencie organização criminosa de associação criminosa;</p><p>c. Cláudio é membro de uma organização criminosa. Com medo de ser detido em uma</p><p>investigação, solicitou que Nilde, uma amiga que não faz parte da organização, queimasse uma</p><p>lista de nomes de pessoas assassinadas, prova importante para a referida investigação que</p><p>desmantelaria a organização criminosa. Nilde assim o fez. No caso, Nilde pode ser autuada por</p><p>algum crime previsto na Lei 12.850/13? Explique.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>2</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>TEMA 03 – PCCE – DIREITO PENAL E PREOCESSUAL PENAL</p><p>a. Nos moldes da referida Lei, qual o conceito de organização criminosa?</p><p>Olá, Caveira! Bem-vindo(a) ao seu primeiro simulado para a PC-CE.</p><p>Primeiro, vamos trabalhar o contexto dessa questão “a”. Com o desenvolvimento da</p><p>sociedade e o aumento da criminalidade organizada foram necessários ajustes da legislação</p><p>brasileira para que se adaptasse a essa nova realidade, afinal as organizações criminosas</p><p>representam uma grave ameaça não apenas à sociedade, mas também ao próprio Estado</p><p>Democrático de Direto. Assim, a Lei 12.850/13 apresentou novos métodos de investigações e</p><p>meios probatórios importantes para os casos que envolvia a criminalidade organizada, já que os</p><p>do Código de Processo Penal não se mostravam satisfatórios.</p><p>A lei 12.850/13 foi criada em substituição à Lei 9.034/1995, e, nos moldes atuais, é a</p><p>principal arma no combate ao crime organizado no Brasil, posto que potencializou tanto o aspecto</p><p>penal quanto o processual. Esclareceu a definição legal de organizações criminosas, ponto,</p><p>antes, amplamente debatido e controverso, além de preencher outras lacunas no ordenamento</p><p>pátrio a esse respeito.</p><p>A atual lei dispôs sobre a investigação criminal, meios de obtenção de prova, infrações</p><p>penais correlatas, penas aplicadas e o procedimento penal a ser seguido. Em seu art.1º, §1º, a</p><p>Lei 12.850/13 incorpora um novo conceito de Organização Criminosa, como perguntado na</p><p>questão, vejamos:</p><p>Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a</p><p>investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais</p><p>correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado.</p><p>§ 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4</p><p>(quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e</p><p>caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente,</p><p>com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de</p><p>qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas</p><p>penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam</p><p>de caráter transnacional. (grifo nosso).</p><p>São, portanto, elementos que definem organização criminosa:</p><p>- Associação de 4 ou mais pessoas;</p><p>- Com estrutura ordenada e divisão de trabalho/tarefas</p><p>- Com o fim de obter vantagem de qualquer natureza com a prática de infrações</p><p>penais (com pena máxima superior a 4 anos ou transnacionais).</p><p>b. Diferencie organização criminosa de associação criminosa;</p><p>Em primazia, vamos colocar o conceito dos dois dispositivos para sua melhor visualização.</p><p>Organização criminosa</p><p>§ 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas</p><p>estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com</p><p>objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática</p><p>de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de</p><p>caráter transnacional.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>3</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>Associação criminosa</p><p>Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer</p><p>crimes: (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013)</p><p>Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.</p><p>Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver</p><p>a participação de criança ou adolescente.</p><p>Em que pese o quantitativo de um número mínimo de pessoas chamar bastante atenção,</p><p>isso não é o elemento principal da resposta. É preciso observar que a Organização Criminosa</p><p>deve possuir estrutura ordenada, ou seja, exige-se um conjunto de pessoas estabelecido de</p><p>maneira organizada, significando alguma forma de hierarquia (superiores e subordinados), não</p><p>sendo concebida uma organização criminosa caso inexista um escalonamento, permitindo</p><p>ascensão no âmbito interno, com chefia e chefiados; é caracterizada pela divisão de tarefas (é a</p><p>partição de trabalho, de modo que cada um possua uma atribuição particular, respondendo pelo</p><p>seu posto), ainda que informalmente, ao passo que o crime de Associação Criminosa dispensa</p><p>a organização, sendo indiferente a posição ocupada por cada associado.1</p><p>Outro ponto de diferença é o quantitativo de pena em abstrato possível de aplicação nos</p><p>diferentes casos. A pena aplicável por promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente</p><p>ou por interposta pessoa, organização criminosa é de reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e</p><p>multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas. Já a</p><p>associação criminosa tem pena prevista de reclusão, de 1 (um a 3 (três) anos.</p><p>c. Cláudio é membro de uma organização criminosa. Com medo de ser detido em uma</p><p>investigação, solicitou que Nilde, uma amiga que não faz parte da organização, queimasse</p><p>uma lista de nomes de pessoas assassinadas, prova importante para a investigação que</p><p>desmantelaria a referida organização criminosa. Nilde assim o fez. No caso, Nilde pode</p><p>ser autuada por algum crime previsto na Lei 12.850/13? Explique.;</p><p>A resposta é sim, Caveira! Nilde pode responder nas penas do art. 2º, § 1º, Lei 12.850/13,</p><p>ainda que não faça parte da organização criminosa.</p><p>Ocorre que o referido parágrafo traz a forma equiparada do crime previsto no art. 2º. Esta</p><p>disposição amplia o rol de pessoas que podem responder nas penas desse artigo, incluindo,</p><p>portanto, o terceiro, não integrante de organização criminosa, mas que atrapalhe ou embarace</p><p>investigação de infração penal que envolva organização criminosa.</p><p>Observe o dispositivo:</p><p>Art. 2º Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por</p><p>interposta pessoa, organização criminosa:</p><p>Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo</p><p>das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.</p><p>§ 1º Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma,</p><p>embaraça a investigação de infração penal que envolva organização</p><p>criminosa.</p><p>1 Leia mais sobre esse assunto aqui [link].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>4</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>EXEMPLO DE REDAÇÃO</p><p>Primeiro, considera-se organização criminosa toda associação, de no mínimo 4 pessoas,</p><p>estruturalmente</p><p>ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com</p><p>objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática</p><p>de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 anos, ou que sejam de caráter</p><p>transnacional.</p><p>Com relação à diferença entre organização criminosa e associação criminosa, temos que,</p><p>em resumo, a organização criminosa, prevista em lei própria, exige a participação de no mínimo</p><p>quatro integrantes, deve ser estruturalmente ordenada e possuir organização de tarefas. Além</p><p>disso, para que se enquadre nesse tipo, os integrantes devem praticar crimes com penas</p><p>máximas superiores a quatro anos ou de caráter transnacional. Por outro lado, a associação</p><p>criminosa, prevista no Código Penal, reclama a participação de no mínimo três pessoas,</p><p>genericamente, para o fim de cometer crimes.</p><p>Por fim, com relação ao caso narrado, é possível afirmar que Nilde responderia pelo</p><p>crime do art. 2º, § 1º, Lei 12.850/13. Afinal, com a sua atitude, ela age na forma equiparada do</p><p>art. 2º, eis que atrapalha a investigação de infração penal que envolve organização criminosa.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>1</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA</p><p>TEMA 04 – PCCE – LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE</p><p>A Lei 9.099/95 dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Com base nos seus</p><p>conhecimentos acerca da referida Lei, redija um texto dissertativo, com no mínimo 10 e no</p><p>máximo 15 linhas, para responder aos questionamentos abaixo:</p><p>a. Verse sobre a competência do Juizado Especial Cível;</p><p>b. Discorra sobre as pessoas não autorizadas a serem autoras no Juizado Especial Cível;</p><p>c. Explique as formas de citação possíveis previstas na Lei.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>2</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>TEMA 04 – PCCE – LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE</p><p>a) Verse sobre a competência do Juizado Especial Cível;</p><p>Olá, Caveira! O edital da prova anterior propôs a cobrança da Lei 9.099/95. Ainda que</p><p>você, por conta dos estudos da carreira, foque na seara penal, é sempre importante verificar o</p><p>que o edital pediu. No caso, foi cobrada a lei inteira, então podem sim cair dispositivos cíveis da</p><p>mencionada Lei, e você precisa estar pronto para essa realidade.</p><p>Em primeiro lugar, vamos entender o que são os Juizados Especiais Cíveis (ah, cumpre</p><p>ressaltar que a Lei destacada fala sobre os juizados estaduais, os federais são regulados por</p><p>uma lei diferente).</p><p>Os Juizados Especiais Cíveis (JEC) são Órgãos do Poder Judiciário, disciplinados pela</p><p>Lei n.º 9.099/95, sendo um importante meio de acesso à justiça, pois permitem que cidadãos</p><p>busquem soluções para seus conflitos cotidianos de forma rápida, eficiente e gratuita. Nos</p><p>juizados especiais sempre se busca uma solução amigável entre os envolvidos no conflito.</p><p>Apenas se não houver acordo, é que o problema passa a ser decidido pelo Juiz.1</p><p>As competências do Juizado Especial Cível são definidas pela própria Lei 9.099/95, e são</p><p>encontradas no art. 3º:</p><p>Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação,</p><p>processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade,</p><p>assim consideradas:</p><p>I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;</p><p>II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;</p><p>III - a ação de despejo para uso próprio;</p><p>IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente</p><p>ao fixado no inciso I deste artigo.</p><p>§ 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:</p><p>I - dos seus julgados;</p><p>II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes</p><p>o salário mínimo, observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei.</p><p>.</p><p>Observe alguns exemplos de ações comuns no JEC:</p><p>• Acidentes de trânsito;</p><p>• Cobranças e execução de cheques nominais a pessoa física, microempresa (ME)</p><p>ou empresa de pequeno porte (EPP).</p><p>• Cobrança e execução de notas promissórias.</p><p>• Cobranças de aluguel (somente o proprietário do imóvel).</p><p>• Cobranças por prestação de serviços.</p><p>• Despejo para uso próprio;</p><p>• Ações possessórias, se o valor do bem não ultrapassar 40 salários-mínimos,</p><p>lembrando que é obrigatório ter advogado nas causas superiores a 20 salários-</p><p>mínimos.</p><p>• Ações propostas por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP),</p><p>desde que estejam entre os casos e valores mencionados acima, sendo</p><p>obrigatória toda a documentação da empresa.2</p><p>1 Leia mais sobre esse assunto aqui [link].</p><p>2 Leia mais sobre esse assunto aqui [link].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>3</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>A causa que exceder a regra dos 40 salários-mínimos, em tese, não será acolhida pelo</p><p>Juizado Especial, pois é a regra geral. Vale destacar que o salário-mínimo será sempre</p><p>atualizado para efeito de cálculo, como dispõe enunciado número 50 do Fórum Nacional dos</p><p>Juizados Especiais (FENAJE): “Para efeito de alçada, em sede de Juizados Especiais, tomar-</p><p>se-á como base o salário-mínimo nacional”.</p><p>Entretanto, existem exceções, como disposto no inciso seguinte do referido artigo da lei</p><p>em análise: “as enumeradas no art. 275, II do antigo Código de Processo Civil, de 1973 (art. 3º,</p><p>II). Em outras palavras, o rol do art. 275, II, do antigo CPC, ainda vigente, prevê causas que</p><p>ultrapassam o valor de quarenta salários-mínimos, pois o critério não é o valor da causa, mas</p><p>sim a baixa complexidade, ou seja, se refere à natureza da causa e não por critério quantitativo.</p><p>As causas enumeradas neste artigo estão previstas no Novo CPC/15, até que lei específica a</p><p>revogue:</p><p>Art. 1.063 (Novo CPC). Até a edição de lei específica, os juizados</p><p>especiais cíveis previstos na lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995,</p><p>continuam competentes para o processamento e julgamento das</p><p>causas previstas no art. 275, inciso II, da lei nº 5.869, de 11 de janeiro</p><p>de 1973.</p><p>Esta interpretação está referendada pelo Enunciado número 58 do Fórum Nacional dos</p><p>Juizados Especiais, que atesta:</p><p>Enunciado 58. As causas cíveis enumeradas no art. 275, II do CPC</p><p>admitem condenação superior a 40 salários-mínimos e sua respectiva</p><p>execução, no próprio Juizado.</p><p>Portanto, pode-se destacar que o procedimento “sumaríssimo”, como previsto na</p><p>Constituição Federal de 1988 (art, 98, I) é perfeitamente cabível, pois a finalidade é propiciar</p><p>maior celeridade à solução de determinadas causas, seja em razão do valor envolvido (art. 3º,</p><p>I), seja em razão da pouca complexidade da matéria (art. 3º, II)3.</p><p>b. Discorra sobre as pessoas não autorizadas a serem autoras no Juizado Especial</p><p>Cível;</p><p>Em primazia, o rol de pessoas não autorizadas a ingressarem com ações no Juizado</p><p>Especial Cível está previsto no art. 8º da Lei 9.099/95 e são: “Não poderão ser partes, no</p><p>processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as pessoas jurídicas de direito público, as</p><p>empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.”.</p><p>Além do referido artigo, também não podem ser parte autora no JEC as empresas privadas</p><p>(pessoas jurídicas) e os cessionários de direito de pessoas jurídicas. Com relação a pessoas</p><p>jurídicas, as únicas autorizadas a serem autoras no JEC são as Microempresas (ME) e as</p><p>Empresas de Pequeno Porte (EPP).</p><p>c. Explique as formas de citação possíveis previstas na Lei.</p><p>A citação, em regra, é realizada pelo correio, com aviso de recebimento em mão própria</p><p>ou mediante entrega da correspondente ao encarregado da recepção, quando a ré for pessoa</p><p>jurídica ou firma individual, conforme determinação do art. 18, I e II, da Lei nº 9.099/95.</p><p>Não alcançada a citação pelo correio será tal ato realizado pelo oficial de justiça,</p><p>independentemente de mandado ou de carta precatória. Assim, não há necessidade de expedir</p><p>carta precatória (art. 18, III),</p><p>o que não há óbice em expedi-la, se necessário e face às distâncias</p><p>3 Leia mais sobre esse assunto aqui [link].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>4</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>entre as Comarcas. É possível a citação por hora certa, eis que não foi vedada. Entretanto, não</p><p>cabe citação por edital (art. 18, § 2º).</p><p>Assim, não realizada a citação pelo correio ou por oficial de justiça, os autos do processo</p><p>serão extintos, por ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e</p><p>regular (art. 51, caput).4</p><p>4 Leia mais sobre esse assunto aqui: [link].</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>5</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>EXEMPLO DE REDAÇÃO</p><p>Em primeiro lugar, cumpre dizer que a regra de competência do Juizado Especial Cível</p><p>(JEC) é de causas de natureza cível que não ultrapassem o valor de 40 salários-mínimos e que</p><p>tenham menor complexidade. O regramento da Lei 9.099/95 aduz que são amparadas pelo JEC</p><p>as causas que não ultrapassem o valor supra aludido (regra geral), que tenham baixa</p><p>complexidade (elencadas no art. 275, II, do antigo Código de Processo Civil), ações de despejo</p><p>para uso próprio e possessórias sobre bens imóveis que respeitem a regra quantitativa. Ademais,</p><p>compete, ainda, a execução de seus julgados e títulos executivos extrajudiciais que respeitem,</p><p>também, a regra quantitativa.</p><p>Ademais, vale ressaltar que estão desautorizadas a propor ação, ainda que nos moldes</p><p>de competência acima estabelecidos, determinadas pessoas físicas e jurídicas. Assim, não</p><p>podem propor ação no JEC, nos moldes da Lei 9.099/95, as empresas privadas (salvo ME e</p><p>EPP), os cessionários de direitos de empresas privadas, o incapaz, o preso, as pessoas jurídicas</p><p>de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.</p><p>Por fim, a citação do JEC ocorrerá, na forma legal, por três tratativas: por</p><p>correspondência com aviso de recebimento em mãos (AR); caso a parte contrária seja uma</p><p>pessoa jurídica ou firma individual, poderá ser deixado com o encarregado da recepção</p><p>identificado; se não houver outra forma, por oficial de justiça.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>1</p><p>CONHECIMENTOS BÁSICOS</p><p>Língua Portuguesa</p><p>1. “No entanto, eu diria que quanto mais podemos</p><p>aprender sobre pequenos planetas - onde eles são</p><p>encontrados, do que são constituídos, se têm</p><p>atmosferas - mais iremos compreender se a Terra é</p><p>única ou não”, comentou à BBC News Brasil a astrônoma</p><p>Johanna Teske, pesquisadora do Instituto Carnegie de</p><p>Washington e uma das autoras do estudo. (linhas 35 a</p><p>40)”</p><p>O trecho entre travessões, em relação ao segmento</p><p>imediatamente anterior, o:</p><p>A) Explica.</p><p>B) Explicita.</p><p>C) Define.</p><p>D) Exemplifica.</p><p>E) Enumera.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveira, o trecho está exemplificando, trazendo</p><p>exemplos sobre esses pequenos planetas.</p><p>Vamos ver sobre as outras letras.</p><p>A) Explica = errado.</p><p>Para explicar, teria que dizer o que são esses pequenos</p><p>planetas, por exemplo. E não há uma explicação.</p><p>B) Explicita = errado.</p><p>Tem que deixar algo claro, deixar explícito. O que não</p><p>ocorre ali.</p><p>C) Define = errado.</p><p>Não há uma definição. Não é definido o que são esses</p><p>pequenos planetas.</p><p>E) Enumera = errado.</p><p>Também não ocorre uma enumeração. Para ser uma</p><p>enumeração, tinha que ter mais coisas sobre.</p><p>Por exemplo.</p><p>Vou falar sobre esses pequenos planetas: lindos,</p><p>gasosos, populosos e quentes.</p><p>Aqui eu fiz uma enumeração, como se fosse uma lista.</p><p>2. “Além das dimensões semelhantes, Barnard b</p><p>também está a uma distância em relação a sua estrela</p><p>que é considerada da mesma faixa daquela que separa</p><p>o Sol da Terra. “O planeta está localizado a uma distância</p><p>de 0,4 unidades astronômicas - 40% da distância Terra-</p><p>Sol - ou 60 milhões de quilômetros de sua estrela”,</p><p>confirma Ribas, (linhas 21 a 26).”.</p><p>A respeito do trecho acima, assinale a</p><p>afirmativa incorreta:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>2</p><p>A) No trecho, há ocorrência de um caso de crase</p><p>facultativa.</p><p>B) Há um erro de concordância nominal em “0,4 unidades</p><p>astronômicas”, que deveria ser “0,4 unidade</p><p>astronômica".</p><p>C) A conjunção coordenativa “ou”, embora classificada</p><p>genericamente como alternativa, tem, no trecho, valor</p><p>semântico de equivalência.</p><p>D) Há seis ocorrências de artigo definido.</p><p>E) A primeira ocorrência de “que” se classifica como</p><p>pronome relativo; a segunda, como conjunção</p><p>subordinativa comparativa.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Vejamos letra por letra.</p><p>A) Correto.</p><p>O trecho é: “uma distância em relação a sua estrela”</p><p>Crase facultativa = ATÉ, SUA, MARIA (nomes próprios</p><p>femininos).</p><p>Não tem o que discutir.</p><p>B) Exato.</p><p>Números abaixo de 2 ficam no singular.</p><p>Ganhei 1,999 milhão. (e não milhões).</p><p>Portanto a assertiva acertou.</p><p>C) “O planeta está localizado a uma distância de 0,4</p><p>unidades astronômicas - 40% da distância Terra-Sol - ou</p><p>60 milhões de quilômetros de sua estrela”</p><p>Exato, aqui há uma equivalência.</p><p>0,4 unidades astronômicas = 60 milhões de quilômetros.</p><p>D) “Além das (de + AS) dimensões semelhantes, Barnard</p><p>b também está a (preposição) uma distância em relação</p><p>a (preposição) sua estrela que é considerada da (de + A)</p><p>mesma faixa daquela que separa o Sol da (de + A) Terra.</p><p>“O planeta está localizado a uma distância de 0,4</p><p>unidades astronômicas - 40% da (DE + A) distância</p><p>Terra-Sol - ou 60 milhões de quilômetros de sua estrela”,</p><p>confirma Ribas”.</p><p>E) Em ambos os casos é pronome relativo.</p><p>"Além das dimensões semelhantes, Barnard b também</p><p>está a uma distância em relação a sua estrela que (A</p><p>QUAL) é considerada da mesma faixa daquela que (A</p><p>QUAL) separa o Sol da Terra."</p><p>Pronome relativo retoma algo que já foi citado. E pode</p><p>ser substituído, como demonstrada ali.</p><p>3. Assinale a alternativa em que o QUE exerça função</p><p>sintática distinta da dos demais.</p><p>A) Que orbita (linhas 4 e 5).</p><p>B) Que é considerada (linha 22).</p><p>C) Que se apoia (linha 47).</p><p>D) Que nela orbita (linha 48 e 49).</p><p>E) Que a gravidade (linha 52).</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Os 4 primeiros são SUJEITOS.</p><p>A) “um planeta QUE orbita a estrela”.</p><p>QUEM orbita a estrela?</p><p>Resposta = PLANETA.</p><p>E o QUE refere-se ao PLANETA.</p><p>B) “sua estrela QUE é considerada”.</p><p>QUEM é considerada?</p><p>Resposta = sua estrela.</p><p>E o QUE é que se refere a SUA ESTRELA, logo o QUE</p><p>é sujeito.</p><p>C) “Trata-se de uma técnica QUE apoia-se”.</p><p>QUEM é que se apoia?</p><p>Resposta = uma técnica.</p><p>E o QUE é o sujeito, pois refere-se à TÉCNICA.</p><p>D) “o planeta QUE nela órbita.”</p><p>QUEM órbita?</p><p>Resposta = o planeta.</p><p>E, novamente, o QUE é o sujeito.</p><p>E) “detectar pequenas oscilações QUE a gravidade do</p><p>planeta induz na órbita da Terra.”</p><p>Vamos lá.</p><p>QUEM detecta pequenas oscilações?</p><p>Resposta = a gravidade do planeta.</p><p>A gravidade do planeta induz O QUÊ?</p><p>Resposta = pequenas oscilações.</p><p>Ou seja, esse QUE é objeto direto e não o sujeito.</p><p>4. A respeito do que se pode inferir da leitura do texto,</p><p>assinale a afirmativa incorreta.</p><p>A) Pelo menos outro exoplaneta já foi descoberto.</p><p>B) O novo planeta, embora seja maior do que a Terra,</p><p>apresenta órbita menor que 2/3 da terrestre.</p><p>C) Embora o novo planeta esteja a uma distância de seu</p><p>sol menor que a da Terra em relação à sua estrela, a</p><p>temperatura em sua superfície é muito baixa.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>3</p><p>D) Pela sua natureza, é impossível haver qualquer forma</p><p>de vida no novo planeta.</p><p>E) Uma conquista científica foi o emprego bem-sucedido</p><p>da técnica da velocidade radial para a descoberta do</p><p>novo planeta.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Letra por letra.</p><p>A) O segundo parágrafo do texto responde: "É o segundo</p><p>exoplaneta - como são chamados os planetas [...]".</p><p>B) Ali pela linha 18, temos a resposta: “[...] deve ter uma</p><p>massa pelo menos 3,2 vezes a da Terra e dá uma volta</p><p>completa em torno de sua estrela a cada 233 dias.”.</p><p>233/365 = 0,64.</p><p>2/3 = 0,67.</p><p>Correto o que a questão pede.</p><p>365 (volta completa da Terra, a órbita).</p><p>C) Aqui, para confirmar, temos duas passagens do texto.</p><p>Linha 23 "O planeta está localizado a uma distância de</p><p>0,4 unidades astronômicas - 40% da distância Terra-Sol</p><p>- ou 60 milhões de quilômetros de sua estrela".</p><p>Linhas 30/31 - "[...] a temperatura média seria de 170</p><p>graus negativos [...]".</p><p>D) A partir da linha 9 “Mas é preciso conter a euforia: é</p><p>praticamente improvável que Barnard b ou GJ 699 b</p><p>reúna condições para a existência de vida."</p><p>Ou seja, improvável não é impossível.</p><p>E) As últimas linhas do penúltimo parágrafo confirmam a</p><p>resposta: "Esta é a primeira vez que um planeta tão</p><p>pequeno e distante de sua estrela quanto este foi</p><p>detectado usando a chamada técnica de velocidade</p><p>radial".</p><p>5. “Mas é preciso conter a euforia.”, o termo sublinhado</p><p>pode ser substituído corretamente, sem prejuízo de</p><p>sentido e erro gramatical, por:</p><p>A) Exaltação.</p><p>B) Júbilo.</p><p>C) Contentamento.</p><p>D) Escora.</p><p>E) Armação.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveira, na questão há 3 sinônimos de EUFORIA.</p><p>Exaltação.</p><p>Júbilo.</p><p>Contentamento.</p><p>Porém, para não ter erro gramatical, apenas</p><p>EXALTAÇÃO se encaixa. Pois a palavra EUFORIA está</p><p>precedida do artigo A.</p><p>A EUFORIA.</p><p>A EXALTAÇÂO.</p><p>A O JÚBILO.</p><p>A O CONTENTAMENTO.</p><p>6. “O planeta está na categoria de superterra, ou seja,</p><p>tem massa maior do que a Terra, mas menor do que os</p><p>gigantes gasosos do Sistema Solar.”</p><p>Os termos destacados são correta e respectivamente:</p><p>A) Artigo – substantivo – pronome – verbo.</p><p>B) Pronome – verbo – substantivo – adjetivo.</p><p>C) Pronome – preposição – substantivo – substantivo.</p><p>D) Artigo – verbo – substantivo – adjetivo.</p><p>E) Pronome – substantivo – verbo – pronome.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Termo por termo.</p><p>O planeta. = ARTIGO. E é artigo definido, pois eu defino</p><p>quem é esse planeta.</p><p>está na categoria = VERBO. Determina uma ação, um</p><p>estado.</p><p>tem massa maior do = SUBSTANTIVO. (Apenas pra dar</p><p>sustância à frase, por assim dizer).</p><p>Gigantes gasosos = ADJETIVO. Pois dá característica</p><p>aos “gigantes” (que se refere aos planetas). Perceba que</p><p>ele varia, em gênero e número, de acordo com o termo a</p><p>que ele se refere (gigantes).</p><p>7. “O planeta está na categoria de superterra, ou seja,</p><p>tem massa maior do que a Terra, mas menor do que os</p><p>gigantes gasosos do Sistema Solar.”</p><p>Todas as assertivas abaixo tiveram uma reescrita livre da</p><p>oração apresentada, porém uma das assertivas alterou o</p><p>sentido original. Assinale-a.</p><p>A) O planeta está na categoria de superterra, ou seja, tem</p><p>massa maior do que a Terra, entretanto, menor do que</p><p>os gigantes gasosos do Sistema Solar.</p><p>B) Apesar de o planeta estar na categoria de superterra,</p><p>ou seja, ter massa maior do que a Terra, ele é menor do</p><p>que os gigantes gasosos do Sistema Solar.</p><p>C) Ele está classificado na categoria de superterra, tendo</p><p>a massa maior do que Terra, porém, menor do que os</p><p>gigantes gasosos do Sistema Solar.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>4</p><p>D) Menor do que os gigantes gasosos do Sistema Solar,</p><p>todavia, o planeta está na categoria de superterra, ou</p><p>seja, tem massa maior do que a Terra.</p><p>E) O planeta é menor do que os gigantes gasosos do</p><p>Sistema Solar, contudo está na categoria de superterra,</p><p>ou seja, tem massa maior do que a Terra.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveira, a ideia principal é a ADVERSIDADE.</p><p>Pela conjunção MAS.</p><p>Ou seja, passa uma quebra de expectativa. E é</p><p>exatamente o que a oração transmite. Vejamos com</p><p>calma.</p><p>É dito que o planeta é uma superterra, mas uma quebra</p><p>de expectativa, adversidade, ele é menor do que os</p><p>outros gigantes.</p><p>A única assertiva que foge disso é a letra B.</p><p>“Apesar de o planeta estar na categoria de superterra,</p><p>ou seja, ter massa maior do que a Terra, ele é menor do</p><p>que os gigantes gasosos do Sistema Solar.”</p><p>O sentido é alterado, pois aqui temos uma</p><p>CONCESSÃO.</p><p>Ou seja, apesar de ser uma adversidade, a ação se</p><p>mantém.</p><p>Vamos diferenciar a CONCESSÃO DE ADVERSIDADE.</p><p>CONCESSÃO.</p><p>A ação continua mesmo com a adversidade.</p><p>Apesar de estar chovendo, vou correr.</p><p>Mesmo que eu não tenha estudado, farei a prova.</p><p>ADVERSIDADE.</p><p>A adversidade impede a ação.</p><p>Eu ia correr, mas choveu.</p><p>Faria a prova, porém não estudei.</p><p>8. Nos itens a seguir, há uma livre reescrita de trechos do</p><p>texto. Julgue-os de maneira que a colocação pronominal</p><p>esteja correta, mesmo que o sentido seja alterado.</p><p>I) Está é a primeira vez que um planeta tão pequeno e</p><p>distante se destaca. Não detectaram-no de maneira</p><p>comum, mas sim utilizado a técnica chamada de</p><p>velocidade radial.</p><p>II) Conforme o descobriram, todas ficaram surpresos,</p><p>pois foi utilizada a técnica chamada de velocidade radial.</p><p>III) Tinha perguntado-me: qual técnica usaram? Descobri</p><p>que descobriram o planeta utilizando a velocidade radial.</p><p>Está (ão) correto (os) o (os) item (ns):</p><p>A) I.</p><p>B) II.</p><p>C) III.</p><p>D) I e II.</p><p>E) II e III.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Direto ao ponto.</p><p>Vamos lá. Item por item.</p><p>● I) Está é a primeira vez que um planeta tão pequeno e</p><p>distante se destaca. Não detectaram-no de maneira</p><p>comum, mas sim utilizado a técnica chamada de</p><p>velocidade radial.</p><p>Caveira, o erro está no trecho em vermelho.</p><p>Perceba que o NÃO é palavra negativa.</p><p>E palavra NEGATIVA atrai pronome para perto de si,</p><p>portanto o correto seria:</p><p>“Não O detectaram de maneira [...]”</p><p>● II) Conforme o descobriram, todas ficaram surpresos,</p><p>pois foi utilizada a técnica chamada de velocidade radial.</p><p>Perfeito, Caveira.</p><p>Para que você saiba também, conjunções subordinadas</p><p>são atrativas de pronome, não podendo ser, por exemplo:</p><p>“Conforme descobriram-no [...]”.</p><p>● III) Tinha perguntado-me qual técnica usaram?</p><p>Descobri que descobriram o planeta utilizando a</p><p>velocidade radial.</p><p>APÓS ADO e IDO nada é metido, portanto o correto é:</p><p>“Tinha ME perguntado [...]”.</p><p>Aquele a mais.</p><p>Se você já sabe, vá pra próxima questão.</p><p>Próclise – antes do verbo. – [...] SE faz.</p><p>Mesóclise – no meio do verbo. – Dir-TE-ei.</p><p>Ênclise – no fim do verbo. – Faça-SE.</p><p>Não se começa frase com pronomes oblíquos átonos.</p><p>(me, se, te, a, o, lhe, nos, vos, as, os, lhes).</p><p>Por exemplo: Se livre dessa coisa.</p><p>O correto é: Livre-se dessa coisa.</p><p>Outro exemplo: Ela chegou cedo, nos livramos dele.</p><p>O correto é: Ela chegou cedo, livramo-nos dele.</p><p>● Próclise:</p><p>Há algumas regras:</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>5</p><p>1) Palavras negativas. (não, nunca,...)</p><p>Não te iluda.</p><p>2) Pronomes relativos (que, quem, ...), indefinidos</p><p>(alguém, ninguém, …) e demonstrativos (este, isso…):</p><p>Isso me faz feliz.</p><p>3) Orações exclamativas.</p><p>Como te faz bem estudar!</p><p>4) EM + pronome + GERÚNDIO.</p><p>EM se tratando de simulados, o Caveira arrasa.</p><p>5) Com a palavra só (sentido de somente, apenas.) e</p><p>conjunções alternativas (ou, seja...seja).</p><p>Só me faça um favor: estude.</p><p>Ou me jogo, ou me atiro.</p><p>6) Conjunções subordinadas.</p><p>Quando me fizer bem, avisar-te-ei.</p><p>Conforme te disse, estude.</p><p>7) Palavras interrogativas quando inicial as frases.</p><p>Quando te darão a resposta?</p><p>Quem te avisou da prova?</p><p>8) Advérbios.</p><p>Agora me faça um favor.</p><p>Às vezes me sinto feliz.</p><p>Somente se não tiver uma pausa. Se tiver uma vírgula,</p><p>por exemplo, a ênclise é obrigatória.</p><p>● Mesóclise.</p><p>Utilizado com verbos do futuro do presente ou do futuro</p><p>do pretérito, a não ser que haja palavras que atraiam a</p><p>próclise:</p><p>Passar-te-ei as respostas da prova. (Futuro do</p><p>presente).</p><p>Passar-te-ia as respostas da prova. (Futuro do pretérito).</p><p>● Ênclise.</p><p>Em palavras que sejam possíveis isso. A única regra</p><p>obrigatória é no início das orações. O restante é</p><p>facultativo.</p><p>1) Início de orações. (Obrigatório).</p><p>Faça-me um favor.</p><p>Para começar, joguem-me a bola.</p><p>2) Verbos no infinitivo. (Facultativo).</p><p>Gostaria de presentear-te com um simulado.</p><p>ATENÇÃO.</p><p>Após ADO e IDO, nada será metido.</p><p>Eu tinha me passado. OK!</p><p>Eu tinha passado-me. ERRADO.</p><p>9. Analise os itens a seguir e depois assinale a alternativa</p><p>que tenha o (os) item (ns) correto (os).</p><p>I. Em “Entretanto, como a Barnard é uma estrela fria e de</p><p>baixa massa", o termo sublinhado é predicativo do</p><p>sujeito.</p><p>II. No trecho "Este planeta é muito frio", o termo</p><p>sublinhado é objeto indireto.</p><p>III. Em "os astrônomos cruzaram dados de 20 anos de</p><p>pesquisas", o trecho sublinhado é objeto direto.</p><p>A) I.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e III.</p><p>D) I e II.</p><p>E) II.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Direto ao ponto.</p><p>Item por item.</p><p>● I) Em “Entretanto, como a Barnard é uma estrela fria e</p><p>de baixa massa", o termo sublinhado é predicativo do</p><p>sujeito.</p><p>Perfeito, Caveira.</p><p>Predicativo do sujeito = característica do sujeito.</p><p>QUEM é uma estrela fria e de baixa massa?</p><p>Resposta = Barnard.</p><p>Barnard = sujeito.</p><p>É = verbo de ligação.</p><p>uma estrela fria e de baixa massa = predicativo do</p><p>sujeito (característica do sujeito).</p><p>Esse predicativo do sujeito é ligado pelo verbo SER.</p><p>● II) No trecho "Este planeta é muito frio", o termo</p><p>sublinhado é objeto indireto.</p><p>Segue a mesma lógica do item I.</p><p>QUEM é muito frio?</p><p>Resposta = Planeta.</p><p>Planeta = sujeito.</p><p>É = verbo de ligação.</p><p>muito frio = predicativo do sujeito (característica do</p><p>sujeito).</p><p>Portanto, item errado.</p><p>● III) Em "os astrônomos cruzaram dados de 20 anos de</p><p>pesquisas", o trecho sublinhado é objeto direto.</p><p>Perfeito.</p><p>QUEM cruzaram dados?</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>6</p><p>Resposta = os astrônomos.</p><p>Perceba que esses DADOS não tem como ser</p><p>características dos astrônomos.</p><p>Os astrônomos CRUZARAM o quê / quem?</p><p>Resposta = DADOS.</p><p>Ou seja, não teve preposição e foi possível responder</p><p>perguntando O QUÊ / QUEM ao verbo é objeto direto.</p><p>Aquele a mais.</p><p>Aqui veremos com mais detalhes sobre objeto direto e</p><p>indireto.</p><p>Verbo Transitivo Direto. (o complemento é direto,</p><p>também chamado de objeto direto).</p><p>Pergunte ao verbo “o quê ou quem”.</p><p>Deu pra responder? VTD.</p><p>Exemplo: Eu amo você.</p><p>Pergunte ao verbo – Eu amo QUEM ou QUÊ?</p><p>Resposta: VOCÊ.</p><p>Verbo Transitivo Indireto. (o complemento é indireto,</p><p>também chamado de objeto indireto).</p><p>(Utiliza as preposições). Colocarás as preposições na</p><p>frente de “o quê” e “quem”.</p><p>A quem, De quem, Com quem, Para quê.</p><p>Exemplo: Eu gosto de você.</p><p>Pergunte ao verbo - Eu gosto DE QUEM?</p><p>Resposta: DE VOCÊ.</p><p>Verbo Transitivo Direto Indireto. (ocorre o</p><p>complemento direto e o indireto).</p><p>Verbo transitivo direto e indireto você pergunta ao verbo</p><p>A PARTE TRANSITIVA DIRETA + A PARTE</p><p>TRANSITIVA INDIRETA.</p><p>Faz a seguinte pergunta: o quê a quem.</p><p>Fiz o bolo para você.</p><p>Fez o quê para quem?</p><p>Fez o quê? – o bolo.</p><p>Para quem? – para você.</p><p>Verbo Intransitivo.</p><p>O verbo não precisa de complemento, a ideia já é</p><p>passada com o verbo.</p><p>Apesar de não precisar de complemento, é comum o</p><p>complemento ser colocado (na verdade, o adjunto</p><p>adverbial).</p><p>Exemplo:</p><p>O simulado caiu.</p><p>Aqui não é necessário um complemento, mas se tiver,</p><p>não há problema.</p><p>O simulado caiu no chão.</p><p>Geralmente você consegue descobrir se o verbo é</p><p>intransitivo ao perguntar: ONDE, QUANDO e COMO.</p><p>Ana e Marcos se casaram.</p><p>Quando? – pergunta de curioso. Verbo intransitivo.</p><p>Marcos foi correr e chegou.</p><p>Chegou como? - pergunta de curioso. Verbo intransitivo.</p><p>O simulado caiu.</p><p>Onde? – pergunta de curioso. Verbo intransitivo.</p><p>Predicativo do sujeito.</p><p>Simples, é a característica do sujeito.</p><p>Essa característica pode ser ligada por um verbo de</p><p>ligação ou um verbo que determina ação.</p><p>Verbos de ligação – determinam a característica do</p><p>sujeito SEM SER uma ação.</p><p>Ela é linda.</p><p>Ela está feliz.</p><p>Ela continua estudiosa.</p><p>Ela permanece alegre.</p><p>Note que os verbos presentes não indicam uma ação, ou</p><p>seja, o sujeito não está fazendo uma ação, os verbos são</p><p>de ligação, ligam a característica do sujeito ao sujeito.</p><p>Os principais verbos de ligação são:</p><p>ser;</p><p>estar;</p><p>parecer;</p><p>ficar;</p><p>tornar-se;</p><p>continuar;</p><p>andar;</p><p>permanecer.</p><p>CUIDADO para não confundir esses verbos com ação.</p><p>Por exemplo.</p><p>Ela está linda X Ela está na cozinha.</p><p>Note que há uma diferença.</p><p>Ela está linda – ocorre uma característica do sujeito.</p><p>Ela está na cozinha – indica uma ação, onde o sujeito</p><p>está.</p><p>Vamos pegar dois exemplos.</p><p>1) Ela continua estudiosa.</p><p>Sujeito? Você já sabe. Pergunte ao verbo.</p><p>Quem continua estudiosa?</p><p>Resposta – ELA.</p><p>Beleza.</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>7</p><p>Estudiosa é característica do sujeito, por isso é</p><p>predicativo do sujeito.</p><p>O verbo continua, no caso, não indica uma ação, mas</p><p>sim uma ligação da característica do sujeito ao sujeito,</p><p>logo é verbo de ligação.</p><p>10. "No entanto, eu diria que quanto [...]". O verbo</p><p>destacado na oração apresentada:</p><p>A) Exprime uma ação futura em relação a outra já</p><p>concluída.</p><p>B) Exprime uma ação na atualidade.</p><p>C) Exprime uma ação concluída.</p><p>D) Exprime uma ação anterior ao presente, mas ainda</p><p>não concluída.</p><p>E) Exprime uma ação que irá se realizar.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveira, a questão perguntou praticamente os tempos</p><p>verbais. Presente, passado e futuro.</p><p>Precisamos saber em qual TEMPO está o DIRIA.</p><p>Diria = futuro do pretérito. Ou seja, a letra A.</p><p>● B) Exprime uma ação na atualidade.</p><p>PRESENTE. E ficaria: “Eu digo”.</p><p>● C) Exprime uma ação concluída.</p><p>PRETÉRITO PERFEITO.</p><p>Ficando: “Eu disse”.</p><p>● D) Exprime uma ação anterior ao presente, mas ainda</p><p>não concluída.</p><p>PRETÈRITO IMPERFEITO.</p><p>Ficaria: “Eu dizia”.</p><p>● E) Exprime uma ação que irá se realizar.</p><p>FUTURO DO PRESENTE.</p><p>Ficaria: “Eu direi”.</p><p>Informática</p><p>11. A Barra de Tarefas do Windows 10 é o local onde</p><p>ficam os programas em execução no sistema, o menu</p><p>iniciar e os programas fixados. Dentre os programas</p><p>fixados, qual o nome daquele que é representado pelo</p><p>ícone abaixo:</p><p>A) Microsoft Passport.</p><p>B) Microsoft Store.</p><p>C) Visão de Tarefas.</p><p>D) Cortana.</p><p>E) Pesquisar.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Uma das novidades do Windows 10 é a possibilidade de</p><p>baixar aplicativos, assim como é feito nas lojas do Google</p><p>e da Apple. Microsoft Store veio para trazer ao usuário</p><p>essa possibilidade.</p><p>Itens fixados na Barra de Tarefas:</p><p>1 – Menu Iniciar</p><p>2 – Pesquisar: efetua pesquisas no computador e</p><p>também na web.</p><p>3 – Cortana: assistente digital que pode ser ativado por</p><p>teclado ou por voz.</p><p>4 – Visão de Tarefas: exibe as janelas que estão em</p><p>execução no momento e permite ao usuário utilizar</p><p>múltiplas áreas de trabalho virtuais.</p><p>5 – Edge: novo navegador da Microsoft. O Internet</p><p>Explorer não foi descontinuado. O Edge também é o leitor</p><p>nativo de PDF nativo do Windows 10.</p><p>6 – Microsoft Store.</p><p>Microsoft Passport utiliza a tecnologia de múltiplos</p><p>fatores de autenticação. Usuário pode, por exemplo,</p><p>utilizar uma senha e o seu smartphone para poder</p><p>acessar o sistema operacional.</p><p>12. Os arquivos, em seus nomes, possuem o que</p><p>chamamos de “extensões”. Qual a função de uma</p><p>extensão de nome em um nome de arquivo?</p><p>A) Determinar a origem do arquivo quanto ao sistema</p><p>operacional em que pode ser executado.</p><p>B) Exibir o sistema operacional ao qual pertence o</p><p>arquivo, por exemplo: .lin, Linux, .win, Windows.</p><p>C) Determinar qual a origem do arquivo quanto a</p><p>aplicação que o criou, o tipo de arquivo que ele é.</p><p>D) Determinar se o arquivo é de texto ou binário.</p><p>E) Exibir qual o tipo equipamento que criou.</p><p>Gabarito: C</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Fala, Caveiras, todo tipo de arquivo possui a sua</p><p>extensão específica. A extensão basicamente vai dizer</p><p>para o sistema operacional qual o programa que vai</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>8</p><p>executar o arquivo. O programa padrão para a execução</p><p>de cada tipo de arquivo pode ser definido</p><p>automaticamente pelo sistema operacional ou de forma</p><p>manual pelo usuário a partir do Painel de controle ou</p><p>ambiente de configurações do Windows 10. A regra é que</p><p>cada arquivo possua a sua extensão e que essa</p><p>extensão não seja diferenciada por sistemas</p><p>operacionais distintos. Exemplo: foto.jpg é um arquivo de</p><p>imagem, tanto no Windows quanto no Linux.</p><p>13. O sistema operacional Linux tem algumas</p><p>características próprias, chanceladas por fundações</p><p>específicas da comunidade de software livre. Uma delas,</p><p>a FSF (Free Software Foundation), talvez a mais</p><p>conhecida, estabelece as 4 liberdades universais do</p><p>software livre, que vai ao encontro das características</p><p>básicas do sistema operacional Linux. São elas,</p><p>EXCETO:</p><p>A) são distribuídos sem custo algum. O Software livre</p><p>também é gratuito.</p><p>B) podem ser utilizados para qualquer fim.</p><p>C) o código-fonte deve estar disponível para que</p><p>qualquer usuário possa baixá-lo e alterá-lo.</p><p>D) pode ser distribuído com ou sem custo.</p><p>E) melhorar o programa e liberar suas versões de modo</p><p>que todos se beneficiem.</p><p>Gabarito: A</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Muito cuidado ao conceituar o software livre, liberdade é</p><p>diferente de gratuidade. O software gratuito é aquele que</p><p>pode ser distribuído sem a necessidade de pagamento</p><p>para o uso. Já o software livre é baseado em 4</p><p>prerrogativas que estão assinaladas nas alternativas B,</p><p>C, D e E.</p><p>O pilar do software livre é que, além do programa pronto,</p><p>o usuário pode baixar o seu código fonte. O código-fonte</p><p>pode ser ilustrado como se fosse a receita de um bolo.</p><p>Imagina o seguinte, você chegou na casa de um amigo e</p><p>lá tinha um bolo muito bom e você pede a receita, o seu</p><p>amigo lhe dá a receita. Nesse momento, você tem acesso</p><p>ao bolo pronto e a forma como esse bolo foi feito. Isso é</p><p>o software livre. Qualquer pessoa que saiba programar</p><p>naquela linguagem de programação pode alterar o</p><p>programa e distribuí-lo.</p><p>O software proprietário, por outro lado, não distribui o</p><p>código-fonte, somente o software pronto. Seria a ideia de</p><p>você chegar em alguma confeitaria, comer uma torta e</p><p>solicitar a receita e a pessoa do balcão lhe dizer que não</p><p>é possível liberar a receita, pois existe uma marca</p><p>registrada, um direito autoral sobre aquela receita. E esse</p><p>código é fechado.</p><p>14. No Libre Office Writer 7, é possível criar arquivos que</p><p>são compatíveis com outras suítes de escritório. A</p><p>extensão padrão dos arquivos do Writer é conhecida</p><p>como:</p><p>A) .odf.</p><p>B) .doc.</p><p>C) .odx.</p><p>D) .pdf.</p><p>E) .odt.</p><p>Gabarito: E</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Caveiras, muito cuidado na situação de extensões de</p><p>arquivos do Libre Office, pois o tipo de arquivo foi</p><p>conhecido como odf (Open Document File), mas não</p><p>existe a extensão com esse acrônimo.</p><p>.doc é uma extensão do Microsoft Word que foi padrão</p><p>até a versão 2003.</p><p>.odx não existe.</p><p>.pdf é uma extensão universalmente conhecida como</p><p>arquivo de texto estático.</p><p>.odt – arquivo Open Document Text. É a extensão padrão</p><p>do Libre Office Writer. Veja abaixo um bizu para os 3</p><p>programas do pacote.</p><p>15. No que diz respeito aos conceitos básicos das redes</p><p>de computadores, o termo topologia diz respeito ao</p><p>layout físico empregado na implementação da rede e à</p><p>forma como são feitas as conexões, havendo diversas</p><p>configurações, sendo uma delas a mais empregada pelas</p><p>características e vantagens que propicia. A figura abaixo</p><p>ilustra o esquema básico dessa topologia:</p><p>Do ponto de vista físico, essa topologia é conhecida por</p><p>A) anel ou cíclica.</p><p>B) estrela ou radial.</p><p>C) distribuída ou descentralizada.</p><p>D) árvore ou hierárquica.</p><p>E) malha ou mesh.</p><p>Gabarito: B</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Existem diversas topologias físicas de redes. Cada</p><p>topologia tem o seu aspecto de ligação das máquinas</p><p>fisicamente por cabo ou equipamentos sem fio. Essas</p><p>diversas topologias existem por situações de avanço</p><p>tecnológico. No passado, não existiam tantos</p><p>equipamentos de rede, então todos os computadores</p><p>eram interligados em um grande cabo e essa topologia</p><p>era conhecida como barramento. Na topologia em</p><p>Barramento, algumas dificuldades foram encontradas,</p><p>293892.18/04/2023</p><p>089.420.824-16.98603</p><p>PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCCE – 2022 – PRÉ-EDITAL</p><p>www.projetocaveira.com.br</p><p>9</p><p>como, por exemplo, a segurança dos dados e também a</p><p>velocidade de tráfego. Mas era o que existia na época.</p><p>Depois disso, surgiu a topologia em anel, onde cada</p><p>computador estava conectado com outro computador ao</p><p>seu lado e os dados circulavam de um computador para</p><p>outro computador, até chegar no seu destino.</p><p>Novamente, a segurança foi colocada em xeque.</p><p>A topologia existente na tecnologia atual é conhecida</p><p>como topologia Estrela. Nesse caso, todos os</p><p>computadores estão interligados a um elemento central</p><p>que pode ser um hub ou um switch. A grande diferença</p><p>entre o hub e o switch está na forma de entrega dos</p><p>pacotes. O hub não conhece as máquinas que estão</p><p>conectadas em suas portas, então a troca de dados é</p><p>feita em Broadcast, ou seja, ele comunica para todas as</p><p>máquinas que um pacote chegou para B, por exemplo, e</p><p>todas as máquinas conectadas no hub recebem a</p><p>requisição que seria somente para B.</p><p>Já o switch conhece quem são as máquinas que estão</p><p>conectadas nele e entrega o pacote de B somente para</p><p>B.</p><p>16. Um policial está navegando em sites da internet por</p><p>meio do browser Firefox Mozilla, em um notebook com</p><p>sistema operacional Windows 10 BR. Nesse ambiente,</p><p>ele realizou dois procedimentos, listados a seguir:</p><p>I. Executou um atalho de teclado para verificar o</p><p>andamento de downloads realizados.</p><p>II. Executou um atalho de teclado para imprimir o</p><p>conteúdo selecionado na página atual e visualizado na</p><p>tela do monitor de vídeo.</p><p>Os atalhos de teclado em I e II são, respectivamente,</p><p>A) Ctrl + D e Ctrl + R.</p><p>B) Ctrl + J e Ctrl + R.</p><p>C) Ctrl + J + Ctrl + I.</p><p>D) Ctrl + J e Ctrl + P.</p><p>E) Ctrl + D e Ctrl + P.</p><p>Gabarito: D</p><p>COMENTÁRIO DO PROFESSOR:</p><p>Sobre as teclas de atalho no Firefox, as principais são?</p><p>CTRL+D: permite adicionar aos favoritos</p><p>CTRL+R: para recarregar a página. O mesmo que</p><p>F5(atualizar).</p>