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<p>Modelos andragógicos</p><p>Profa. Marilene Santana dos Santos Garcia, Profa. Jéssica Dos Santos Rocha</p><p>Descrição</p><p>Você vai entender como pesquisadores de várias áreas evidenciaram a</p><p>capacidade de aprendizagem de adultos a partir de metodologias</p><p>adequadas.</p><p>Propósito</p><p>Conhecer as teorias de Knowles, Furter e Feuerstein que incorporam o</p><p>valor das experiências, da autonomia, da maturidade e da finalidade nos</p><p>processos de aprendizagem de adultos é fundamental para a prática</p><p>profissional de docentes.</p><p>Objetivos</p><p>Módulo 1</p><p>O modelo andragógico de Malcolm</p><p>Knowles</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 1/70</p><p>Definir o modelo andragógico de Malcolm Knowles.</p><p>Módulo 2</p><p>A educação permanente para Pierre</p><p>Furter</p><p>Reconhecer os conceitos de Pierre Furter.</p><p>Módulo 3</p><p>A teoria da aprendizagem de</p><p>Feuerstein</p><p>Identificar os conceitos de Reuven Feuerstein.</p><p>Introdução</p><p>Ao longo deste estudo, você irá aprender sobre as principais</p><p>linhas de pensamento que definiram os conhecimentos</p><p>sistematizados em torno da educação de adultos, envolvendo os</p><p>conceitos de andragogia ou educação continuada; para toda a</p><p>vida; melhor idade; aprendizagem permanente; modificabilidade</p><p>cognitiva; entre outros. Apesar das diferenças entre esses</p><p>conceitos, a preocupação com o aprendiz adulto é um ponto em</p><p>comum, assim como dar soluções e fazer com que ele se</p><p>mantenha em ambientes favoráveis para o seu bem-estar,</p><p>desempenhando tarefas e participando de ações educacionais</p><p>para enfrentar suas realidades.</p><p></p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 2/70</p><p>Você compreenderá o modelo andragógico de Malcolm Knowles</p><p>(1913-1997), educador norte-americano reconhecido por sua obra</p><p>com foco na educação de adultos entre as décadas de 1950 e</p><p>1970.</p><p>Você também terá acesso à visão de Pierre Furter sobre a</p><p>aprendizagem de adultos. Esse pesquisador suíço apresentou o</p><p>conceito de educação permanente, incentivado posteriormente</p><p>por outros estudiosos como educação continuada (lifelong</p><p>learning), principalmente a partir das décadas de 1960 e 1970,</p><p>época em que havia um forte movimento em prol de uma visão</p><p>mais crítica, social, econômica e antropológica para diferentes</p><p>áreas da educação, incluindo a de adultos.</p><p>Por fim, você conhecerá as contribuições de base teórico-</p><p>empírica de Reuven Feuerstein (1921-2014), pesquisador e</p><p>psicólogo israelense que se aprofundou nos aspectos da</p><p>cognição humana e ampliou as teorias de Piaget. Pontos de</p><p>destaque de seus estudos são a aprendizagem a partir de fatores</p><p>de flexibilidade das funções da cognição e o conceito de</p><p>modificabilidade cognitiva.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 3/70</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>1 - O modelo andragógico de Malcolm Knowles</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de de�nir o modelo andragógico de</p><p>Malcolm Knowles.</p><p>Ligando os pontos</p><p>A andragogia é entendida como o ato de ensinar para adultos.</p><p>Desenvolvida pelo educador Malcom Knowles, a técnica de educação na</p><p>fase adulta é aplicada em ambientes acadêmicos e de educação formal,</p><p>além de ser usada em outros contextos, como treinamentos, discursos e</p><p>palestras.</p><p>O modelo andragógico reconhece a autonomia, experiência e as</p><p>necessidades específicas dos adultos como aprendizes. Knowles</p><p>identificou algumas características-chave do aprendizado adulto que</p><p>fundamentam seu modelo, incluindo a autodireção, a experiência prévia,</p><p>a prontidão para aprender e a orientação para a resolução de problemas.</p><p>A ideia é um ensino baseado na motivação e no autoconhecimento, com</p><p>independência e autogestão, e conteúdos trabalhados de uma forma</p><p>madura em um papel mais ativo do estudante/ouvinte, por meio de</p><p>situações comuns do cotidiano. Na andragogia, é essencial que o</p><p>professor comece a partir do ponto de compreensão, isto é,</p><p>compreendendo o aluno, sua realidade e seus aspectos individuais.</p><p>Vamos examinar o estudo de caso a seguir para entender esse conceito.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 4/70</p><p>João, um professor universitário de 40 anos de idade, leciona no curso</p><p>de Pedagogia. Atualmente ele está participando de um programa de</p><p>desenvolvimento profissional oferecido pela universidade onde leciona.</p><p>O programa adotou o modelo andragógico de Malcolm Knowles como</p><p>base para orientar suas práticas de ensino e aprendizagem. João</p><p>reconhece a importância de atualizar suas práticas de ensino para</p><p>atender às necessidades dos alunos e, por isso, matriculou-se em um</p><p>curso de aprimoramento pedagógico.</p><p>João é incentivado a refletir sobre sua prática docente e a identificar</p><p>áreas de aprimoramento. Ele tem a liberdade de explorar diferentes</p><p>abordagens de ensino e recursos educacionais que possam enriquecer</p><p>a experiência de aprendizagem de seus alunos. O curso reconhece a</p><p>vasta experiência de João como professor universitário e incentiva-o a</p><p>compartilhar suas experiências com os colegas. Ele é encorajado a</p><p>integrar suas experiências pessoais e profissionais ao planejar e</p><p>implementar atividades de ensino significativas.</p><p>João demonstra um forte compromisso com seu desenvolvimento</p><p>profissional e está aberto a novas ideias e práticas educacionais. Ele</p><p>está disposto a dedicar tempo e esforço para participar ativamente do</p><p>curso e aplicar os conceitos aprendidos em sua prática pedagógica.</p><p>O curso proporciona a João a oportunidade de explorar desafios</p><p>comuns enfrentados no ensino superior e desenvolver estratégias</p><p>eficazes para enfrentá-los. Ele é desafiado a pensar criticamente sobre</p><p>sua abordagem de ensino e a buscar soluções inovadoras para melhorar</p><p>a aprendizagem dos alunos.</p><p>Ao longo do curso, João experimenta uma transformação em sua</p><p>prática docente. Ele incorpora elementos do modelo andragógico em</p><p>suas aulas, promovendo a participação ativa dos alunos, incentivando a</p><p>autonomia e valorizando suas experiências individuais. Como resultado,</p><p>João observa um aumento no engajamento e no desempenho</p><p>acadêmico de seus alunos, criando um ambiente de aprendizagem mais</p><p>dinâmico e colaborativo no contexto do ensino superior.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>Na andragogia, é crucial compreender a finalidade e os motivos que</p><p>impulsionam os estudantes a buscarem educação nessa fase da vida.</p><p>Como o modelo andragógico de Knowles impactou a experiência</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 5/70</p><p>pedagógica do professor João e de seus alunos no curso de</p><p>pedagogia?</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O modelo andragógico destaca a importância da autonomia e</p><p>experiência do aluno adulto no processo de aprendizagem. Reconhece</p><p>que os adultos são autodirigidos e trazem consigo uma riqueza de</p><p>experiências que podem informar e enriquecer o aprendizado.</p><p>Questão 2</p><p>Explique como a autonomia do aluno é promovida no modelo</p><p>andragógico. Dê exemplos práticos de estratégias que um educador</p><p>pode adotar para incentivar a autodireção do aprendiz adulto em um</p><p>ambiente de ensino superior.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>A</p><p>Enfatizando a instrução direta e a autoridade do</p><p>instrutor.</p><p>B</p><p>Focando a dependência do aluno em relação ao</p><p>professor.</p><p>C</p><p>Reconhecendo a autonomia e a experiência do aluno</p><p>adulto.</p><p>D Desconsiderando a experiência prévia do aluno adulto.</p><p>E</p><p>Limitando o papel do aluno na determinação de seus</p><p>objetivos de aprendizagem.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 6/70</p><p>O modelo andragógico enfatiza a autonomia do aluno,</p><p>permitindo</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>Os princípios de Reuven Feuerstein podem ser aplicados de</p><p>forma eficaz no ensino superior, proporcionando uma</p><p>abordagem pedagógica centrada na modificabilidade</p><p>cognitiva. A MCE destaca que a inteligência é modificável,</p><p>desafiando a noção de fixidez cognitiva. No contexto</p><p>universitário, os professores podem implementar práticas</p><p>que estimulem o desenvolvimento cognitivo dos</p><p>estudantes, fornecendo desafios personalizados, além de</p><p>orientação.</p><p>Para Feuerstein, o aprendizado é mais eficaz quando está</p><p>dentro da capacidade atual do aluno, mas o desafia a</p><p>progredir. No ensino superior, isso pode ser alcançado</p><p>através de projetos práticos, discussões estimulantes e</p><p>atividades colaborativas que estejam alinhadas com o nível</p><p>de habilidade dos estudantes, promovendo o crescimento</p><p>intelectual.</p><p>Por exemplo, em uma disciplina de pedagogia, os</p><p>estudantes poderiam participar de atividades práticas que</p><p>os desafiem a aplicar teorias pedagógicas em situações do</p><p>mundo real. Essas atividades, acompanhadas de uma</p><p>orientação ativa por parte dos professores, podem criar um</p><p>ambiente propício para o desenvolvimento cognitivo dos</p><p>estudantes.</p><p>Os benefícios potenciais incluem um aumento na</p><p>autoconfiança dos estudantes, uma visão mais positiva</p><p>sobre a aprendizagem contínua e uma melhor preparação</p><p>para enfrentar os desafios da prática pedagógica. Além</p><p>disso, essa abordagem pode contribuir para a formação de</p><p>profissionais de educação mais reflexivos e adaptáveis.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 52/70</p><p>Questão 3</p><p>Analise a importância da mediação no processo de aprendizagem,</p><p>conforme discutido nos conceitos de Reuven Feuerstein. Explique como</p><p>os mediadores podem influenciar positivamente o desenvolvimento</p><p>cognitivo dos aprendizes em diferentes ambientes educacionais.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>Os mediadores, que podem incluir professores, pais ou</p><p>terapeutas, atuam como facilitadores ativos que guiam e</p><p>estimulam os aprendizes em seu desenvolvimento</p><p>cognitivo, através do fornecimento de estímulos adequados,</p><p>desafios e orientação personalizada. Por exemplo, em um</p><p>ambiente escolar, um professor pode adaptar sua</p><p>abordagem de ensino para atender às necessidades</p><p>individuais de aprendizado dos alunos, fornecendo</p><p>atividades práticas e incentivando a reflexão crítica.</p><p>Além disso, os mediadores podem ajudar os aprendizes a</p><p>desenvolver habilidades socioemocionais importantes,</p><p>como autoestima e resiliência, que são essenciais para o</p><p>sucesso acadêmico e pessoal. Ao fornecer um ambiente de</p><p>apoio e encorajamento, os mediadores podem criar uma</p><p>atmosfera propícia para o crescimento intelectual e</p><p>emocional dos aprendizes.</p><p>Conhecendo Reuven</p><p>Feuerstein</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 53/70</p><p>Neste vídeo, a professora Marilene Garcia apresenta Rueven Feuerstein</p><p>e a importância de seu trabalho para a educação. Não perca!</p><p>Reuven Feuerstein (1921-2014) foi um pesquisador de origem judia,</p><p>nascido na cidade de Botosani, na Romênia. Em sua tenra idade,</p><p>mostrou ser uma criança com personalidade diferente das demais, pois</p><p>aprendia com facilidade. Começou a ler com 3 anos e dominava vários</p><p>idiomas: iídiche, sua língua materna; o hebraico, língua paterna; o</p><p>romeno, língua de sua terra de nascimento. Com isso, desde pequeno,</p><p>auxiliava outras crianças, ensinando-as a ler.</p><p>Feuerstein com um aluno em 1993.</p><p>Feuerstein era reconhecido como um pesquisador, professor e</p><p>psicólogo. Sua obra teve destaque por não se ater aos limites</p><p>previamente impostos por algumas áreas da psicologia sobre pessoas</p><p>com determinada dificuldade para aprender. Feuerstein sempre queria ir</p><p>além deles e fez desse um propósito constante em sua vida.</p><p>Suas pesquisas buscaram meios de quebrar padrões já impostos com</p><p>relação ao aprendizado de crianças portadoras de síndrome de Down,</p><p>superdotadas ou autistas. Ele também pesquisou sobre idosos,</p><p>importando-se com o envelhecimento saudável, com a demência e sua</p><p>forma de tratamento. Muitos pesquisadores atestam que a vida de</p><p>Feuerstein confundiu-se com a sua pesquisa e profissão.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 54/70</p><p>Distinguindo os conceitos de</p><p>Feuerstein</p><p>Gomes (2002) afirma que as contribuições de Feuerstein originaram-se</p><p>das diversas experiências que ele teve ao longo da vida, como o</p><p>Holocausto e os campos de concentração. No início de sua vida</p><p>profissional, o pesquisador trabalhou com crianças judias saídas dos</p><p>campos de concentração e que ainda não conseguiam ler. O próprio fato</p><p>de ter conhecido esses campos de concentração e o enfrentamento de</p><p>uma nova vida pós-guerra, como judeu, fez com que ele tivesse</p><p>interesse nato em pesquisar disparidades na aprendizagem.</p><p>Feuerstein frequentou a Universidade de Genebra, na Suíça, onde foi</p><p>aluno de Jean Piaget (1896-1980) e André Rey (1906-1965) na área de</p><p>psicologia clínica e geral. Também teve contato com pensadores muito</p><p>importantes, como Carl Jung (1875-1961) e Karl Jaspers (1883-1969).</p><p>Em 1970, defendeu o seu doutorado no campo da psicologia do</p><p>desenvolvimento, na Universidade de Sorbonnne, na França.</p><p>Os conceitos de Feuerstein são focados em assuntos relacionados à</p><p>aprendizagem, à inteligência, à cognição, à demência e à alfabetização.</p><p>Enfrentando duras realidades, ele desenvolveu uma forma de alfabetizar</p><p>crianças e questionou os rígidos conceitos que definiam a inteligência</p><p>como algo fixo, sem considerar as diferenças culturais que poderiam</p><p>afetar os resultados de testes de quociente de inteligência.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 55/70</p><p>Feuerstein realizando atividades com um aluno.</p><p>Feuerstein revolucionou a visão sobre inteligência, entendendo-a como</p><p>uma estrutura dinâmica — não estática ou fechada —, que pode ser</p><p>desafiada para ir além de seus limites. Isso porque a ideia de</p><p>inteligência vista de forma estática era dominante nos estudos</p><p>realizados nas décadas de 1950 e 1960. Esse fato não conseguia</p><p>explicar as dificuldades de aprendizagem de pessoas portadoras de</p><p>síndromes, autismo, ou necessidades especiais, ou mesmo aquelas que</p><p>não tinham nenhum tipo de deficiência, mas não conseguiam aprender.</p><p>(Gomes, 2020)</p><p>Segundo Cunha (2017), a mudança de visão proposta por Feuerstein</p><p>orienta, como fundamento básico de suas práticas e teorias, a aplicação</p><p>da ideia de que a inteligência humana pode ser amplificada e</p><p>desenvolvida, independentemente da faixa etária, da condição</p><p>socioeconômica, da condição cognitiva, ou do ambiente em que vive o</p><p>indivíduo.</p><p>Isso fez com que muitas pessoas em todo o mundo pudessem melhorar</p><p>suas formas de aprender, promovendo o alcance de qualidade de vida e</p><p>trazendo uma melhora de condição para aqueles que se sentiam menos</p><p>capazes ou excluídos. Foram incluídos também as pessoas mais velhas,</p><p>que tinham de ultrapassar os limites da falta de memória ou das</p><p>terapias para a demência.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 56/70</p><p>O psicólogo interessou-se em desenvolver técnicas que cuidassem de</p><p>crianças que demonstravam baixo desempenho nos estudos. Feuerstein</p><p>analisou o potencial de mudança positiva dessa condição por meio de</p><p>sua tese pautada no relacionamento mediado.</p><p>Precisamos lembrar que o autor lutava contra a relação estabelecida</p><p>historicamente, marcada pela composição de determinismos, em que as</p><p>situações condicionavam os resultados. O estudo sobre os</p><p>determinismos nos remete ao século XIX, chamado de século da</p><p>ciência. Naquele momento, ao debater sobre os condicionantes,</p><p>surgiram determinismos muito controversos. Entenda alguns deles!</p><p></p><p>Ambiental</p><p>Afirmava que</p><p>os sujeitos nascidos em um ambiente teriam certos tipos</p><p>de comportamento que determinariam sua vida (baseados inclusive no</p><p>darwinismo social).</p><p></p><p>Geográ�co</p><p>Afirmava que as regiões mais quentes faziam com que as pessoas</p><p>fossem mais indolentes e menos comprometidas.</p><p></p><p>Étnico</p><p>Afirmava que os homens negros nasceram para o trabalho físico e os</p><p>homens brancos para o trabalho intelectual.</p><p>Em vez de perceber a conjuntura, essa dinâmica levava à conjuntura</p><p>uma condição de observação da natureza. Ainda que atenuada, a</p><p>permanência dessa ideia marca a concepção da educação de adultos</p><p>como algo inútil, uma vez que iria contra os condicionantes físicos — no</p><p>caso de deficientes e idosos — e ambientais; portanto, o meio já deveria</p><p>ter consolidado a sua condição.</p><p>Contrariando essas ideias, Feuerstein utilizava algumas ferramentas</p><p>desenvolvidas para avaliar a cognição de crianças com síndrome de</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 57/70</p><p>Down, ampliando-se para crianças com outros tipos de dificuldades</p><p>decorrentes de enfartes, demências, autismo e paralisia cerebral.</p><p>As funções cognitivas e a</p><p>aprendizagem</p><p>É atribuído à teoria de Feuerstein o valor da mediação como sua</p><p>essência. Para o autor, a mediação é composta por três elementos: o</p><p>mediador, o mediado e o estímulo para a mediação. Compreenda a</p><p>seguir!</p><p> Mediação</p><p>É similar ao trajeto da educação materna, a maneira</p><p>mais antiga e eficaz de uma pessoa ensinar algo a</p><p>outra, como faz uma mãe. Assim, as mães, os</p><p>professores ou os tutores seriam bons exemplos de</p><p>praticantes dessas formas de mediação. A</p><p>mediação abrange a cognição e a motivação, e esta</p><p>última seria o lado afetivo da cognição.</p><p> Mediador</p><p>É o sujeito que acredita que, pela sua mediação, é</p><p>possível transformar, modificar comportamentos e</p><p>condições. O mediador, segundo Feuerstein (2012),</p><p>é quem faz a seleção de diferentes estímulos para</p><p>manter a atenção, o interesse e a concentração das</p><p>crianças. Portanto, qualquer ato de mediação visa a</p><p>algum tipo de intervenção para aumentar o</p><p>potencial de aprendizagem.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 58/70</p><p>Sobre as funções cognitivas e a aprendizagem, Feuerstein fez as</p><p>seguintes formulações:</p><p>1. Três forças moldam os seres humanos: o ambiente; a biologia</p><p>humana (tanto em termos evolutivos como de desenvolvimento</p><p>individual) e a mediação.</p><p>2. O comportamento humano é determinado por estados temporários,</p><p>ou seja, ele se relaciona aos estados variados da emoção, das</p><p>condições do intelecto e até de atividades já aprendidas. Feuerstein</p><p>afirma que, por isso, a inteligência humana é adaptativa e não fixa.</p><p>3. O cérebro humano é plástico, porque todos os comportamentos</p><p>estão abertos e podem mudar, uma vez que o cérebro gera novas</p><p>estruturas através de fatores internos e externos.</p><p>A teoria de Feuerstein</p><p>aplicada a adultos e idosos</p><p>Embora a teoria de Feuerstein tenha focado crianças, também</p><p>beneficiou estudos voltados aos idosos, principalmente na busca de</p><p>qualidade de vida. Sua teoria se torna importante por valorizar o</p><p>pensamento reflexivo; as capacidades cognitivas que podem ser</p><p>praticadas pelos idosos, com a oferta de testes e de atividades que</p><p>envolvam a resolução de problemas; o resgate da memória; a</p><p>concentração; a atenção; e a autoestima. Assim, seria possível ampliar o</p><p>desempenho dos idosos, melhorando tanto a vida privada quanto a vida</p><p>social (Leon, 1977).</p><p>Desde a década de 1970, diferentes autores da área da cognição têm</p><p>procurado compreender o envelhecimento dentro de um processo de</p><p> Mediado</p><p>É para quem a intervenção do mediador se dirige.</p><p>Trata-se do aprendiz que necessita ampliar suas</p><p>capacidades cognitivas e mostrar que é capaz de ir</p><p>além do estado atual que se conhece dele.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 59/70</p><p>transformação. A neuroplasticidade, evidenciada por Feuerstein (2012),</p><p>tem a ver com a possibilidade de considerar o idoso como uma pessoa</p><p>mais inclinada à adaptação a diversas situações da vida cotidiana,</p><p>fazendo com que alcance um envelhecimento mais bem-sucedido.</p><p>A neuroplasticidade faz com que a</p><p>pessoa se torne mais capacitada a</p><p>se adaptar às diversas e novas</p><p>situações da vida. Quando uma</p><p>pessoa idosa consegue adaptar-se</p><p>confortavelmente a situações</p><p>diferentes de seu cotidiano, isso</p><p>significa que está conquistando um</p><p>envelhecimento bem-sucedido.</p><p>(Feuerstein, 2012)</p><p>Ulasowicz (2016), baseando-se em Feuerstein, discutiu algumas</p><p>capacidades cognitivas de idosos a partir do Programa de</p><p>Enriquecimento Instrumental (PEI). As seguintes funções cognitivas</p><p>foram testadas:</p><p>Resolução de problemas.</p><p>Trabalho com a memória.</p><p>Atenção e concentração.</p><p>Autoestima.</p><p>Para Ulasowicz (2016), entende-se que a educação é um dos meios</p><p>mais interessantes para que os idosos possam vencer os desafios que</p><p>lhes são colocados em função da idade e pela própria sociedade. Por</p><p>meio da educação, eles podem alcançar novos conhecimentos, passar</p><p>por atualizações, conquistar novas oportunidades e alcançar ainda o</p><p>bem-estar físico, mental e funcional.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 60/70</p><p>Os diferenciais do trabalho de</p><p>Feuerstein</p><p>Há alguns princípios e ações que dão grande valor ao trabalho de</p><p>Feuerstein. Entre eles, destacamos oito pontos, confira a seguir!</p><p> Em seu método, Feuerstein concentra-se na</p><p>capacidade de realização e de ultrapassagem dos</p><p>limites das pessoas, em vez de focar-se nas suas</p><p>limitações e dificuldades. Ele valoriza as forças dos</p><p>indivíduos, e não suas fraquezas e vulnerabilidades,</p><p>buscando um ponto de reversão para superar toda</p><p>forma de limitação.</p><p> Feuerstein entendeu que a inteligência é</p><p>modificável, expansível, e que uma condição de</p><p>inteligência não poderia ser imposta ou</p><p>predeterminada para o resto da vida do indivíduo.</p><p>Essa teoria é conhecida como modificabilidade</p><p>cognitiva estrutural (MCE).</p><p> O pesquisador criou a teoria da experiência da</p><p>aprendizagem mediada (MLE).</p><p> Preocupando-se com os professores, Feuerstein</p><p>desenvolveu o Programa de Enriquecimento</p><p>Instrumental (PEI), objetivando orientar sobre o</p><p>formato curricular a ser aplicado aos alunos com</p><p>dificuldades de aprendizagem.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 61/70</p><p>A educação em Feuerstein se remete a um processo em que é preciso</p><p>cuidar, primeiro, da acumulação de quem traz e, em sequência, do uso</p><p>dessa acumulação e da sua transformação, até tornar-se um novo</p><p>conhecimento. Sem a consciência da construção de um novo</p><p>conhecimento, que não parta da ideia da criação de algo inteiramente</p><p> Visando ao enriquecimento das funções cognitivas</p><p>e à construção de um pensamento eficiente,</p><p>Feuerstein desenvolveu 14 instrumentos a partir de</p><p>séries de exercícios aplicados.</p><p> Feuerstein entendeu que as dificuldades de</p><p>aprendizagem poderiam ser corrigidas à medida</p><p>que os estudantes usassem algumas estratégias e</p><p>técnicas necessárias para o exercício do</p><p>pensamento. Dessa forma, poderiam adquirir</p><p>habilidades essenciais, como análise, interpretação</p><p>e conclusão.</p><p> Feuerstein mudou a percepção da avaliação,</p><p>quebrando a hegemonia dos testes padronizados e</p><p>relevando o potencial dos alunos.</p><p> Feuerstein compreendeu e defendeu que a</p><p>mediação de professores, de tutores ou de pessoas</p><p>mais experientes auxiliam no processo de</p><p>modificação da estrutura cognitiva do aprendiz.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 62/70</p><p>novo, mas sim de algo reapropriado, nada na teoria de Feuerstein faria</p><p>sentido.</p><p>O Instituto Feuerstein</p><p>Feuerstein acabou desenvolvendo seu método próprio — conhecido</p><p>como método</p><p>Feuerstein — e fundando o instituto que levou seu nome.</p><p>O instituto está presente em cerca de 26 países, com representação de</p><p>aproximadamente 70 centros de treinamentos autorizados (Authorized</p><p>Training Centers - ATC). O pesquisador disseminou suas ideias em</p><p>contextos industriais, comerciais, militares e governamentais, visando</p><p>ao aperfeiçoamento das capacidades cognitivas dos funcionários e dos</p><p>colaboradores. Mostrou técnicas e métodos, e nunca deixou de</p><p>acreditar na melhoria das pessoas, mesmo daquelas que pareciam ter</p><p>grandes limitações.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 63/70</p><p>Logo do Instituto Feuerstein.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>O conceito de neuroplasticidade foi importante para entender as</p><p>capacidades intelectuais/cognitivas de pessoas com alguma</p><p>síndrome ou deficiência e até mesmo de idosos. Com base nessa</p><p>afirmação, assinale a alternativa que apresenta como a</p><p>neuroplasticidade pode afetar o ser humano.</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>A partir dos estudos de Reuven Feuerstein, entendeu-se a</p><p>neuroplasticidade como uma capacidade importante de adaptação</p><p>do ser humano. Essa constatação foi relevante para os trabalhos</p><p>A</p><p>A neuroplasticidade faz com que a pessoa resista a</p><p>novas situações de aprendizagem.</p><p>B</p><p>A neuroplasticidade faz com que a pessoa aprenda</p><p>somente em determinadas fases.</p><p>C</p><p>A neuroplasticidade ajuda o aprendiz a desenvolver</p><p>capacidades de adaptação.</p><p>D</p><p>A neuroplasticidade ajuda no resgate da memória</p><p>do aprendiz idoso.</p><p>E</p><p>A neuroplasticidade atrapalha a capacidade de</p><p>adaptação do ser humano.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 64/70</p><p>com idosos, no sentido de adaptação a novas situações e a</p><p>desafios da vida para atingir um bom envelhecimento.</p><p>Questão 2</p><p>Os estudos de Feuerstein evidenciam que os idosos podem vencer</p><p>desafios impostos pelo avanço da idade. A partir dessa afirmação,</p><p>indique a alternativa que apresenta o melhor meio de se vencer tais</p><p>desafios ao longo do envelhecimento cognitivo.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>O envelhecimento leva à perda e modificações de estruturas físicas,</p><p>neurais, linguísticas e psicológicas. Quando Feuerstein estuda</p><p>primeiro sobre as deficiências educacionais, percebe que a</p><p>adaptação do método e o conhecimento sobre o sujeito é</p><p>primordial. Aquilo que é fragilidade pode ser compreendido,</p><p>contornado e discutido.</p><p>A</p><p>As dificuldades de envelhecimento cognitivo podem</p><p>ser vencidas pelo jogo de xadrez.</p><p>B</p><p>Os desafios do envelhecimento cognitivo podem ser</p><p>vencidos pela aprendizagem contínua.</p><p>C</p><p>As dificuldades da pessoa idosa podem ser</p><p>enfrentadas com muito exercício de caça-palavras.</p><p>D</p><p>O idoso poderá vencer dificuldades no</p><p>envelhecimento cognitivo à medida que usar</p><p>bastante sua memória.</p><p>E</p><p>Os desafios do envelhecimento cognitivo são</p><p>conclusivos e não há maneiras de enfrentá-los.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 65/70</p><p>Considerações �nais</p><p>Neste material, destacamos as principais contribuições de Malcolm</p><p>Knowles, Pierre Furter e Reuven Feuerstein para a educação de adultos.</p><p>Da obra de Knowles, extraímos o conceito de andragogia, além da</p><p>análise que opunha esse conceito à pedagogia. O autor também norteou</p><p>o trabalho dos profissionais da educação ao descrever metodologias</p><p>relativas à aprendizagem do público adulto.</p><p>A partir de Pierre Furter, explicitamos o conceito de educação</p><p>permanente (EP), que emergiu em um momento de muitas discussões e</p><p>de criação de métodos, pretendendo ir além do limite imposto pela</p><p>carência de opções. O pensamento de Paulo Freire também tem a</p><p>sustentação desse movimento.</p><p>Por fim, apresentamos as contribuições de Reuven Feuerstein, cujo</p><p>trabalho se concentrou nas possibilidades de aprendizagem para além</p><p>dos limites estabelecidos, tanto em crianças quanto em idosos, por</p><p>meio da aprendizagem mediada.</p><p>Todos esses conceitos estão relacionados à possibilidade de uma</p><p>pessoa manter-se ligada a algum sistema educacional, atendendo não</p><p>só às demandas de empregabilidade, mas também às demandas mais</p><p>amplas de formação.</p><p>Podcast</p><p>Ouça agora a professora Marilene Garcia, que explica algumas</p><p>importantes questões sobre a andragogia.</p><p></p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 66/70</p><p>Explore +</p><p>Como vimos, três grandes pesquisadores se sobressaíram ao promover</p><p>a discussão sobre as metodologias e as interações na educação adulta,</p><p>na educação permanente, na andragogia e na educação continuada.</p><p>Para aprofundar esses conhecimentos, sugerimos as seguintes leituras:</p><p>O artigo Andragogia: ressignificando a educação de adultos - anexo</p><p>2, da oficina sobre pressupostos andragógicos de aprendizagem de</p><p>adultos, do governo do Paraná.</p><p>A tese de doutorado de Carla Ulasowicz intitulada Uma avaliação da</p><p>influência do programa de enriquecimento instrumental no</p><p>desempenho cognitivo em idosos e apresentada ao Instituto de</p><p>Psicologia da USP.</p><p>Para conhecer um pouco mais sobre diversidade e inclusão, assista ao</p><p>vídeo Teatro de Libras – A revolução do bichos, do Instituto Tomie</p><p>Ohtake.</p><p>Referências</p><p>AROUCA, L. S. O discurso sobre a educação permanente. Pro-Posições,</p><p>v. 7, n. 2, p. 65-78, 1996.</p><p>ARROYO, M. Conteúdos da humana docência. In: ARROYO, M. Ofício de</p><p>mestre: imagens e autoimagens. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.</p><p>BARROS, R. Revisitando Knowles e Freire: andragogia versus pedagogia,</p><p>ou o dialógico como essência da mediação sociopedagógica. Educação</p><p>e pesquisa, v. 44, 2018.</p><p>CANÁRIO, R. Educação de adultos: um campo e uma problemática.</p><p>Lisboa Portugal: Educa, 2000.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 67/70</p><p>COSTA, E. G. Andragogia: ressignificando a educação de adultos. In:</p><p>PARANÁ. Pressupostos andragógicos de aprendizagem de adultos. [S.l:</p><p>s.n.], 2016.</p><p>CUNHA, J. A. S. Funções cognitivas e aprendizagem: a abordagem de</p><p>Reuven Feuerstein. Estação Científica, n. 18, jul.-dez. 2017.</p><p>FAURE, E. et al. Aprender a ser. 2. ed. Lisboa, Portugal: Livraria Bertrand,</p><p>1977.</p><p>FEUERSTEIN, R. What learning Looks Like: Mediated Learning in Theory</p><p>and Practice, K-6. New York, USA:Teachers College Press, 2012.</p><p>FURTER, P. Educação e vida. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1968.</p><p>FURTER, P. O planejador e a educação permanente. Cadernos de</p><p>pesquisa – Fundação Carlos Chagas, n. 27, 1977.</p><p>FURTER, P.; BUITRON, A. La educación permanente dentro de las</p><p>perspectivas dei desarollo. Educadores, ano XV, n. 94, p. 346–385,</p><p>jul./ago. 1972.</p><p>GOMES, C. M. A. Feuerstein e a construção mediada do conhecimento.</p><p>Porto Alegre: Artmed, 2002.</p><p>GONÇALVES, C. E. S.; VAGULA, E. Modificabilidade cognitiva estrutural</p><p>de Reuven Feuerstein: uma perspectiva educacional voltada para o</p><p>desenvolvimento cognitivo. In: Seminário de pesquisa em educação da</p><p>Região Sul, 9., Caxias do Sul, 2012.</p><p>GREIS, Y. S. S. O elemento utópico no pensamento de Pierre Furter.</p><p>Dissertação (mestrado em educação) – Faculdade de Educação,</p><p>Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1996.</p><p>KACHAR, V. Terceira idade informática: aprender revelando</p><p>potencialidades. São Paulo: Cortez, 2003.</p><p>KNOWLES, M. S. Handbook of adult education in the U.S.A. New York,</p><p>USA: Adult Education Association of the U.S.A, 1960.</p><p>KNOWLES, M. S. The modern practice of adult education: andragogy</p><p>versus pedagogy. New York, USA: Association Press, 1970.</p><p>KNOWLES, M. S. The modern practice of adult education: from</p><p>pedagogy to andragogy. Cambridge, England: Adult Education, 1980.</p><p>KRAJNC, A. Andragogy. In: TITMUS, C. J. (ed.). Lifelong education for</p><p>adults: an International handbook. [S.l.]: Pergamon Press, 1989.</p><p>LEITÃO, V. Um conceito de educação permanente. Curriculum,</p><p>v. 10, n. 3,</p><p>p. 7-23. jun./set. 1971.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 68/70</p><p>LEON, A. Psicopedagogia dos adultos. São Paulo: Edusp, 1977.</p><p>MARTORELL, J. L.; ARROYO, J. LFundamentos de psicologia. Madrid,</p><p>España: Universitária, 2002.</p><p>MORASHÁ. Reuven Feuerstein, além dos limites In: MORASHÁ. Ed. 84,</p><p>jul. 2014.</p><p>NEOTTI, A. Perspectivas da educação permanente. Dissertação</p><p>(mestrado em educação) – Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro,</p><p>1978.</p><p>NÓVOA, A. Educação 2021: para uma história do futuro. Revista</p><p>Iberoamericana de Educación, n. 49, p. 1-18, 2009.</p><p>OLIVEIRA, C. B. F. Aprendizagem do jovem adulto. São Paulo: Senac,</p><p>2019.</p><p>PAIVA, V. P. Educação permanente: II – Educação permanente e</p><p>capitalismo tardio. Revista Síntese, v. 4, n. 11, 1977.</p><p>ULASOWICZ, C. Uma avaliação da influência do programa de</p><p>enriquecimento instrumental no desempenho cognitivo em idosos.</p><p>Tese (doutorado em psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade</p><p>de São Paulo, São Paulo, 2016.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 69/70</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 70/70</p><p>que adultos assumam o controle de seu próprio</p><p>processo de aprendizagem. Para promover essa autonomia,</p><p>os educadores podem adotar estratégias como definir</p><p>metas individuais, facilitar discussões autodirigidas e criar</p><p>oportunidades para a aplicação prática do conhecimento.</p><p>Ao encorajar os alunos a tomar decisões sobre seu</p><p>aprendizado e participar ativamente do processo, o</p><p>educador fortalece a autodireção e a responsabilidade do</p><p>aprendiz adulto. Em geral, eles estão em busca de</p><p>realização, seja no âmbito profissional ou pessoal. Portanto,</p><p>é essencial entender as aspirações e necessidades dos</p><p>alunos, e como os estudos podem impactar positivamente</p><p>suas vidas, abordando questões e conteúdo que tenham</p><p>relevância e aplicabilidade prática no seu dia a dia. A</p><p>motivação dos alunos adultos vai além da mera aquisição</p><p>de conhecimento ou de fatores externos como notas.</p><p>Muitas vezes, a motivação e os objetivos prioritários estão</p><p>relacionados a demandas profissionais, como ascensão na</p><p>carreira, atualizações ou inserção no mercado de trabalho.</p><p>Questão 3</p><p>Discuta como o modelo andragógico se diferencia do modelo</p><p>pedagógico tradicional e como essas diferenças influenciam o processo</p><p>de ensino e aprendizagem em contextos educacionais para adultos.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>O modelo andragógico difere do modelo pedagógico</p><p>tradicional principalmente na ênfase dada à autonomia do</p><p>aluno adulto. Enquanto o modelo pedagógico tradicional é</p><p>mais centrado no professor, com ênfase na instrução direta</p><p>e na autoridade do instrutor, o modelo andragógico</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 7/70</p><p>reconhece que os adultos são autodirigidos, têm</p><p>experiências prévias significativas e estão prontos para</p><p>aprender quando percebem a relevância do conteúdo para</p><p>suas vidas. Essas diferenças influenciam o processo de</p><p>ensino e aprendizagem ao promoverem a participação ativa</p><p>do aluno na definição de seus próprios objetivos de</p><p>aprendizagem, na aplicação de suas experiências à</p><p>aprendizagem e na busca de soluções para problemas do</p><p>mundo real. Isso cria um ambiente de aprendizagem mais</p><p>colaborativo, significativo e centrado no aluno, que é mais</p><p>eficaz para adultos que desejam desenvolvimento</p><p>profissional e pessoal.</p><p>Lifelong learning</p><p>Considerando que a expectativa de vida das pessoas é quase dobrada,</p><p>ocorre uma crise entre o aprendizado tradicional e a base do novo</p><p>aprendizado. O conceito de lifelong learning aborda essa mudança das</p><p>sociedades com relação ao tempo e reforça a ideia de que o adulto tem</p><p>a capacidade de se manter ativo socialmente, aprendendo ao longo da</p><p>vida.</p><p>Isso não significa necessariamente recuperar um tempo que fora</p><p>perdido na infância e na adolescência, em que não teve a oportunidade</p><p>de cumprir seus estudos, corresponde na verdade à esperança da</p><p>aprendizagem de adultos em virtude das possibilidades de expansão</p><p>dessas competências para continuar aprendendo. Nesse contexto, a</p><p>nova tecnologia torna-se uma demanda e não uma escolha.</p><p>A reflexão instaurada aqui se insere em um espaço educacional de</p><p>distinção entre a educação de adultos, a andragogia, e a de crianças, a</p><p>pedagogia. Embora exista atualmente muita discussão em torno dessas</p><p>diferenças, o que deve permanecer é a preocupação de melhorar</p><p>continuamente a educação e os aspectos da aprendizagem para o</p><p>público-alvo.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 8/70</p><p>Modelo ilustrativo de como funciona a pedagogia. A professora está hierarquicamente acima e</p><p>as setas estão de cima para baixo, direcionadas às crianças.</p><p>Modelo ilustrativo de como funciona a andragogia. A professora está no centro e os alunos ao</p><p>redor, com setas contínuas entre todos.</p><p>Mas como a andragogia se destaca no suporte à educação de adultos?</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 9/70</p><p>Para responder a essa pergunta, estudaremos as perspectivas de</p><p>Knowles, Furter e Feuerstein, entendendo seus modelos metodológicos,</p><p>bem como suas discussões epistemológicas, que produzem novos</p><p>sentidos na forma de ensinar o público adulto.</p><p>Conhecendo Malcolm</p><p>Knowles</p><p>O termo andragogia chegou a Malcolm Knowles por meio de um</p><p>educador especializado em educação de adultos chamado Dusan</p><p>Savicevic, que nos anos 1960 frequentou a Universidade de Boston,</p><p>onde ambos estiveram em contato. Há décadas esse tema é direta ou</p><p>indiretamente trabalhado e, atualmente, se reconhece a profundidade e</p><p>notoriedade que Knowles deu ao conceito de andragogia, expandindo-o.</p><p>Malcolm Knowles.</p><p>O termo andragogia é atribuído a Alexander Kapp, pesquisador e</p><p>educador alemão que atuou em época muito anterior à de Knowles, no</p><p>século XIX. Nesse contexto, a palavra andragogia foi usada para</p><p>descrever a filosofia educacional da antiga Grécia pela atuação na</p><p>forma de ensinar atribuída ao mestre Platão.</p><p>Comentário</p><p>Barros (2018) reconhece um ponto de convergência marcante entre</p><p>Knowles e Paulo Freire, o renomado educador brasileiro, que também</p><p>criou métodos de ensino-aprendizagem de adultos, principalmente</p><p>ligados à alfabetização. Esse ponto não está somente relacionado ao</p><p>método de alfabetização, nem ao modelo dialógico, mas à crença na</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 10/70</p><p>capacidade de autonomia que o adulto tem para tomar decisões</p><p>relativas à aprendizagem e para acreditar em seu potencial.</p><p>Nenhuma novidade educacional surge, de fato, sem a identificação de</p><p>uma necessidade no contexto social e, por conseguinte, sem a procura</p><p>por uma solução imediata. No caso da andragogia, no contexto</p><p>histórico-social de Knowles, observou-se uma grande mudança nos</p><p>adultos, principalmente após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-</p><p>1945), quando surgiu a demanda por treinamentos rápidos de</p><p>profissionais, trazendo diferenciais metodológicos e instituindo um</p><p>movimento de formação continuada de adultos.</p><p>Ganhou relevância a chamada educação ao longo da</p><p>vida, que buscava se alinhar com os desafios da</p><p>empregabilidade e da emergência na mudança</p><p>tecnológica. Isso porque o conteúdo que as pessoas</p><p>haviam aprendido no período escolar deveria ser</p><p>atualizado, revisado e ampliado para abranger as</p><p>novas necessidades da sociedade e da produção no</p><p>trabalho.</p><p>O adulto teria que conhecer as novidades, revisar suas capacidades e</p><p>competências, voltar à vida escolar e fazer cursos para acompanhar as</p><p>novas demandas do mundo do trabalho. Mas, segundo Knowles, esse</p><p>estudante seria visto de modo diferente, principalmente por conta da</p><p>sua maturidade e da diferente condição para os estudos.</p><p>O educador e o ensino de</p><p>adultos</p><p>Com a publicação do livro The modern practice of adult education: from</p><p>pedagogy to andragogy, em 1980, Knowles acentua a necessidade de</p><p>atender diferentemente o adulto aprendiz. Ele também traça um</p><p>percurso entre a pedagogia e a andragogia, entendendo a última como a</p><p>arte combinada à ciência para auxiliar os adultos a aprender.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 11/70</p><p>The modern practice of adult education: from pedagogy to andragogy, de Malcolm Knowles.</p><p>Malcolm Knowles introduziu o conceito de andragogia nos cenários</p><p>acadêmico, escolar, profissional e na sociedade americana. Como</p><p>vimos, a andragogia já era um termo conhecido na Europa desde o</p><p>século XIX, mas foi resgatado e ampliado por Knowles a partir dos anos</p><p>1970.</p><p>A sua ideia era contrapor a andragogia ao conceito tradicionalmente</p><p>estabelecido de educação escolar, entendido pela pedagogia. A ideia</p><p>desse autor fundamenta-se, desde o início, em dedicar-se a criar</p><p>condições, ponderações e soluções sobre o bem-estar social do adulto</p><p>quando este retorna ao processo educativo.</p><p>22/09/2024,</p><p>10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 12/70</p><p>Trata-se de defender, para os dias</p><p>atuais, uma mediação preocupada</p><p>fundamentalmente em intervir para</p><p>melhorar, com as pessoas, o seu</p><p>bem-estar social. E, em educação</p><p>para adultos, esta é, na essência, a</p><p>definição do papel do educador.</p><p>(Barros, 2018)</p><p>Knowles (1980), ao fundamentar um caminho próprio para a educação</p><p>de adultos, entendeu que a andragogia deveria ter um olhar especial,</p><p>justamente por se tratar da educação de pessoas experientes que</p><p>haviam finalizado seus estudos há muito tempo na escola obrigatória,</p><p>também categorizada como formal. Assim, o autor preocupava-se com</p><p>a maturidade construída ao longo da vida desses aprendizes, as</p><p>experiências, a consciência sobre suas opções, temas de estudo e</p><p>formas de estudar, a relação de mediação educacional com seus</p><p>professores ou tutores, entre outros aspectos.</p><p>O adulto se autodirige e pode, consequentemente, autogerir seu</p><p>processo de aprendizagem, uma vez que é consciente sobre o ato de</p><p>aprender. Nessa perspectiva, Knowles faz ponderações não só sobre os</p><p>conteúdos e a metodologia de ensino adequados, como também sobre</p><p>as relações de aprendizagem que devem ser estabelecidas entre os</p><p>sujeitos envolvidos, sejam colegas ou professores.</p><p>Mulher estudando em casa com o auxílio de computador e livro.</p><p>Para esse educador, o aprendiz adulto deseja ser reconhecido nessas</p><p>capacidades de aprender com o outro e ser mediado por profissionais</p><p>preparados para tratar seus diferenciais.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 13/70</p><p>Veja a seguir algumas diferenças no modo de compreensão entre</p><p>crianças e adultos para entender melhor as particularidades da</p><p>educação desses grupos.</p><p>Crianças</p><p>Na escola,</p><p>compreendem que</p><p>estão todas em fase de</p><p>aprendizagem. Ainda</p><p>que uma delas se</p><p>destaque, elas se</p><p>complementam e vão</p><p>em busca do</p><p>aprendizado, partindo</p><p>de uma pressuposição</p><p>de proximidade.</p><p>Adultos</p><p>Já experimentaram,</p><p>viveram e, por conta</p><p>disso, veem o retorno à</p><p>escola como um drama,</p><p>diante da possibilidade</p><p>de não saber algo e de</p><p>ser inferiorizado nessa</p><p>disputa social. Por isso,</p><p>o reconhecimento dos</p><p>conteúdos deve partir</p><p>do que ele já aprendeu.</p><p>Para apoiar seu estudo, vamos apresentar uma fábula!</p><p>Um senhor rico e bem-sucedido estava em um barco e perguntou ao</p><p>pescador qual o último livro que ele havia lido. O pescador respondeu</p><p>que não sabia ler e escrever. Ouvindo isso, o senhor rico alegou que o</p><p>pescador havia perdido a metade da sua vida.</p><p>Durante a viagem, o barco teve um problema e afundou. O homem culto</p><p>falou que não sabia nadar e perguntou ao barqueiro o que fazer. A</p><p>resposta que recebeu foi:</p><p>“Nadar. Se você não sabe, perdeu sua vida inteira”.</p><p></p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 14/70</p><p>Barco solitário no meio do mar.</p><p>Essa fábula trágica é, na verdade, uma provocação à hierarquia do</p><p>conhecimento.</p><p>Adultos não devem, em um ambiente de aprendizagem,</p><p>estar diante de uma disputa pelo novo conhecimento.</p><p>Pelo contrário, o conjunto de seus conhecimentos</p><p>pode ser útil para adquirir, de múltiplas formas, o novo</p><p>conhecimento.</p><p>Ao tornar-se continuamente um aprendiz, há também o interesse pelo</p><p>alcance do bem-estar social do adulto. Isso ocorre pois, à medida que é</p><p>incentivado a se manter produtivo, atuante e atualizado no cenário</p><p>profissional, o adulto preserva suas formas de convivência.</p><p>Nos escritos de Knowles, constata-se uma abordagem</p><p>predominantemente fundada na psicologia humanista, que aposta nas</p><p>qualidades da pessoa — do Eu — para valorizar suas experiências em</p><p>uma visão subjetivista, em que sobressaem o respeito à liberdade</p><p>pessoal e o direito de escolha sobre o que se quer continuar estudando</p><p>(Arroyo, 2002).</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 15/70</p><p>Visão de Knowles sobre o</p><p>adulto aprendiz</p><p>Confira a seguir alguns pontos centrais da perspectiva de Knowles</p><p>(1970) no que diz respeito ao adulto aprendiz.</p><p>Habilidade</p><p>Tem uma capacidade para aprender que se mantém ao longo</p><p>de sua vida.</p><p>Controle</p><p>Pode controlar o seu processo de aprendizagem, pois ele é</p><p>interno e abrange as dimensões inerentes à pessoa, por</p><p>exemplo, a intelectual, a emocional e a fisiológica.</p><p>Experiência</p><p>Traz em si uma coleção de experiências, boas e ruins, com</p><p>relação à aprendizagem e pode definir o que lhe é mais</p><p>adequado em termos de metodologias e de assuntos de</p><p>interesse.</p><p>Descoberta</p><p>Mantém ainda um processo de descoberta, de busca do que</p><p>não conhece, mas diferentemente da criança, que está</p><p>descobrindo o mundo, o adulto está selecionando as coisas do</p><p>mundo que lhe interessam.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 16/70</p><p>Você já conheceu um adulto aprendendo a andar de bicicleta? Para</p><p>embasar nosso estudo, traçaremos uma linha de pensamento sobre um</p><p>adulto que, na idade “normal”, não adquiriu essa habilidade. Veja!</p><p>Repare: esse adulto não andou de bicicleta por causa de uma turma</p><p>regular em que era obrigado a fazer isso. Ele precisou se motivar e, em</p><p>seguida, mediar as informações recebidas com seu corpo, seu</p><p>equilíbrio.</p><p>Quem ensina um adulto a andar de bicicleta? Qual a metodologia? Qual</p><p>a mecânica? Pergunte a um colega que dominou essa habilidade</p><p>quando jovem e a resposta possivelmente será: “Repete... viu, é fácil!”.</p><p>Ele não pensa, pois introjetou a operação, mas o adulto que não sabe</p><p>precisa construí-la. Esse aprendizado pode ocorrer com o auxílio de um</p><p>jovem, que ainda guarda em si as dores de uma queda, ou de um</p><p>profissional, que sabe como seu corpo irá mediar esse novo</p><p>conhecimento e achar na experiência as respostas.</p><p> Inicialmente, observa-se a negação: “Eu não</p><p>aprendo mais”. Depois, o desafio: “Poxa, se todos</p><p>conseguem, eu consigo”, motivando-se.</p><p> Então, o aprendizado se inicia com as técnicas</p><p>reajustadas; afinal, ele não vai aprender como uma</p><p>criança. Os movimentos de quem aprende nessa</p><p>fase parecem desengonçados, mas é uma forma de</p><p>usar a musculatura e a experiência para atingir o</p><p>fim.</p><p> Diferentemente de uma criança que executa e</p><p>repete a execução, o adulto media a execução,</p><p>mede a consequência, relaciona as experiências e</p><p>estabelece os processos.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 17/70</p><p>A bicicleta, o passeio, a floresta, a praia: a motivação é o que vai</p><p>transformar a busca do novo conhecimento em algo especial e, por isso,</p><p>vale se expor, trocar e construir.</p><p>Pedagogia e andragogia</p><p>Antes de entrarmos nas questões relacionadas ao modelo de Knowles,</p><p>assista ao vídeo e entenda a diferença entre pedagogia e andragogia</p><p>com a professora Marilene Garcia.</p><p>Knowles, em sua obra The modern practice of adult education: andragogy</p><p>versus pedagogy (1970), defende a andragogia como forma antagônica</p><p>à pedagogia, com o uso literal da palavra versus em seu título. Contudo,</p><p>essa noção foi amenizada em sua obra The modern practice of adult</p><p>education: from pedagogy to andragogy (1980), ao substituir versus por</p><p>“de... para", o que passa uma ideia de continuidade e não de ruptura</p><p>entre as duas ciências (Barros, 2018).</p><p>Essa posição dicotômica é ainda criticada por outros estudiosos, até em</p><p>estudos recentes, como é o caso de Barros (2018).</p><p>A Pedagogia significa, literalmente,</p><p>‘a arte e ciência de ensinar crianças’,</p><p>então a definição de Andragogia</p><p>poderia ser ‘a arte e ciência de</p><p>ajudar os adultos a aprender’.</p><p>(Knowles, 1980, apud Barros, 2018)</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 18/70</p><p>De acordo com Oliveira (2019), a palavra pedagogia tem sua origem no</p><p>grego antigo e é</p><p>formada pelos elementos paid, que significa criança, e</p><p>agogus, que significa indicar ou conduzir a um caminho. Já andragogia,</p><p>também de origem grega, é formada pelos elementos añer e andr, cujo</p><p>significado é adulto, e agogus.</p><p>Veja agora a relação comparativa, a partir de Knowles (1970, 1980),</p><p>entre os modelos pedagógico e andragógico.</p><p>Foco</p><p>Na pedagogia, o foco é o aluno em formação.</p><p>Na andragogia, o foco é o aluno e a retomada de seus</p><p>estudos.</p><p>Papel do professor</p><p>Na pedagogia, há maior dependência do professor, que</p><p>demonstra responsabilidade sobre como o aluno vai ser</p><p>globalmente educado, como vai aprender, de que forma e</p><p>em que momento.</p><p>Na andragogia, o aluno tem a mediação do professor,</p><p>porém este trabalha para facilitar o processo de</p><p>autodirecionamento da aprendizagem, fornecendo</p><p>orientações e respeitando o ritmo e o processo.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 19/70</p><p>Experiência</p><p>Na pedagogia, o aluno é mais inexperiente em dois</p><p>aspectos: o que e como aprender. Contudo, com</p><p>sistemas de autoaprendizagem desencadeados por</p><p>tecnologias mediadoras, esse fundamento está se</p><p>modificando, pelo menos nas classes com acesso à</p><p>tecnologia.</p><p>Na andragogia, a experiência e a maturidade do aluno são</p><p>valorizadas na aprendizagem e direcionam a busca por</p><p>novos conhecimentos. O aluno pode interferir, negociar e</p><p>solicitar personalizações de seu próprio interesse.</p><p>Preparação</p><p>Na pedagogia, o aluno é preparado em diferentes</p><p>estágios de aprendizagem, de acordo com o</p><p>desenvolvimento de sua maturidade, os estilos de</p><p>aprendizagem etc.</p><p>Na andragogia, o aluno já foi preparado em situações</p><p>anteriores de educação formal e agora busca aprender o</p><p>que pode ser aplicado em sua vida real. A finalidade</p><p>torna-se fundamental.</p><p>Formação</p><p>Na pedagogia, a formação escolar desse aluno, para</p><p>atender aos requisitos mínimos educacionais, é de</p><p>responsabilidade da família e da sociedade, que o</p><p>direciona à educação formal.</p><p>Na andragogia, a formação continuada desse aluno</p><p>depende da sua escolha e de outras formas de demanda</p><p>que o impulsionem a fazer novos cursos e a se preparar</p><p>para a vida profissional.</p><p>Currículo</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 20/70</p><p>Na pedagogia, o currículo é pensado para proporcionar</p><p>uma formação mais geral para o aluno, com várias</p><p>matérias.</p><p>Na andragogia, o aluno terá propostas de estudos</p><p>baseadas em currículos mais personalizados, que atinjam</p><p>objetivos mais pontuais.</p><p>Essas questões apresentadas por Knowles objetivavam fortalecer o</p><p>argumento de que o adulto deveria ter um tratamento educacional e</p><p>didático diferenciado.</p><p>Essa distinção, mas sobretudo a</p><p>oposição maniqueísta estabelecida</p><p>entre a Andragogia e a Pedagogia, é</p><p>expressamente reforçada por</p><p>Knowles, ao considerar o modelo</p><p>pedagógico idealista, enquanto o</p><p>modelo andragógico se apresenta</p><p>como ‘um sistema contra-</p><p>hipóteses’, sendo esta a diferença</p><p>fundamental entre ambos.</p><p>(Costa, 2016)</p><p>Em resumo, na andragogia, o professor usaria métodos mais adequados</p><p>ao perfil do estudante e a seus interesses.</p><p>Cinco pressupostos para a</p><p>aprendizagem de adultos de</p><p>Knowles</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 21/70</p><p>Em The modern practice of adult education: from pedagogy to andragogy,</p><p>Malcolm Knowles expõe cinco pressupostos, expandidos</p><p>posteriormente em outros estudos, para a aprendizagem de adultos.</p><p>Conheça-os a seguir!</p><p>Autonomia</p><p>O adulto estudante tem a maturidade e a capacidade de decidir</p><p>sobre o que aprender, como aprender e como se relacionar com o</p><p>seu mediador. Tem a possibilidade de gerenciar qual conteúdo irá</p><p>estudar e gosta que o seu professor ou tutor perceba sua</p><p>autonomia na hora de ensiná-lo.</p><p>Experiência</p><p>O aluno adulto possui experiência de vida e de aprendizagens que</p><p>devem ser consideradas pelo mediador e servem de base para</p><p>desencadear novas aprendizagens, conceitos e experiências.</p><p>Prontidão</p><p>O estudante adulto demonstra uma inclinação especial para</p><p>aprender conteúdos relacionados às situações reais de sua vida,</p><p>evidenciando uma prontidão para a aprendizagem.</p><p>Aplicação</p><p>O aluno adulto normalmente visa aprender algo que tenha</p><p>aplicação imediata em sua vida. Assim, uma possibilidade</p><p>sugerida é trabalhar metodologias orientadas a problemas,</p><p>contextualizadas de acordo com os interesses da classe.</p><p>Motivação</p><p>O estudante adulto comumente é afetado por motivações</p><p>internas, como valores e objetivos pessoais, e por motivações</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 22/70</p><p>externas, relacionadas ao reconhecimento, à premiação, ao</p><p>elogio e à compensação.</p><p>Esses pressupostos estão orientados à psicologia do adulto aprendiz e</p><p>se apoiam em elementos voltados à progressão, bem como à tarefa do</p><p>professor, facilitador ou tutor, para que o aluno se torne cada vez mais</p><p>autônomo e gestor de sua aprendizagem.</p><p>Agora que você viu os pressupostos de Knowles, vamos testar seus</p><p>conhecimentos!</p><p>Atividade discursiva</p><p>Ademir tinha três filhos e trabalhava em uma fábrica consertando</p><p>pequenas coisas. Ganhava pouco e, por isso, resolveu voltar a estudar.</p><p>Cada um de seus colegas tinha uma ideia: uns propunham que ele</p><p>fizesse um curso para aprender a consertar coisas mais difíceis; outro</p><p>defendia que ele cursasse direito para, no futuro, confrontar o patrão;</p><p>outro ainda dizia: “Estudar não adianta nada. Deixa de bobeira!”.</p><p>Ademir voltou a estudar no supletivo à noite. Pensava em terminar o</p><p>ensino médio e ir à faculdade, mas era difícil, pois estava cansado, tinha</p><p>problemas em casa, filhos, esposa, chefe... Perguntava-se: “O que eu</p><p>faço na escola?”.</p><p>Um dia o professor disse: “Vou passar só o básico para vocês”. Ademir</p><p>queria saber mais, gostava de matemática, mas a resposta que recebeu</p><p>foi: “Vocês não vão para a faculdade, não precisam aprender isso”.</p><p>Ademir disse que gostaria de tentar e o professor respondeu: “Você não</p><p>é capaz”.</p><p>Ademir levou a questão até a direção, cujos funcionários andavam lendo</p><p>Knowles.</p><p></p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 23/70</p><p>Sala de aula com professor escrevendo na lousa e alunos, adultos, estudando.</p><p>Agora é a sua vez! Incorpore Knowles e pense na forma correta de agir</p><p>caso a escola quisesse verdadeiramente promover uma oportunidade a</p><p>Ademir.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>Você deve saber que, segundo Knowles, precisamos</p><p>entender que um adulto nos traz vivências e tem</p><p>necessidades educacionais diferentes das crianças. A</p><p>escola precisa debater com os professores sobre o que é</p><p>andragogia e mostrar que o aprendizado do adulto é</p><p>diferente do aprendizado da criança.</p><p>Não adianta criar uma métrica de alcance. Uma vez traçada</p><p>uma meta em conjunto entre o professor e os alunos, eles</p><p>devem desenvolver processos que permitam que tais metas</p><p>sejam atendidas. Logo, valorizar a autonomia e a</p><p>capacidade de aprender, além de dar sentido aos</p><p>conhecimentos, valorizando as experiências e as</p><p>expectativas. Com essa base, direcionar e demonstrar a</p><p>aplicabilidade.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 24/70</p><p>A motivação do adulto em se transformar pela educação,</p><p>associada ao respeito pelos conhecimentos que ele possui,</p><p>é a chave da motivação. Ademir queria uma vida diferente,</p><p>não sabia como, e afinal buscou o caminho da educação. O</p><p>desestímulo poderia ser fatal na sua confiança e motivação,</p><p>o que levaria o processo andragógico ao fracasso.</p><p>Entendendo isso, a professora poderia criar, vincular,</p><p>organizar seu planejamento para que juntos atingissem</p><p>seus objetivos.</p><p>As sete fases do ciclo de</p><p>aprendizagem adulta de</p><p>Knowles</p><p>O fluxo de aprendizagem do adulto</p><p>está estruturado em sete fases, que</p><p>constituem um modelo, ou um referencial, abrangendo tanto os</p><p>diferenciais metodológicos quanto as condições psicológicas e de</p><p>ambiente de aprendizagem que possam amparar o perfil do aluno.</p><p>Acompanhe a seguir cada uma dessas fases!</p><p>Oferecer uma sala de aula organizada, bem equipada e decorada,</p><p>além de um local para expor os trabalhos produzidos, fazendo</p><p>com que os alunos se sintam bem acomodados. Deve-se</p><p>também propiciar um ambiente psicológico de aceitação, trocas</p><p>e respeito. Caso o professor seja mais jovem que seus alunos, é</p><p>necessário aproveitar e conciliar tanto a experiência didática do</p><p>professor quanto a experiência de vida dos aprendizes adultos,</p><p>proporcionando a exposição de opiniões e o debate de ideias.</p><p>Uma dica é memorizar os nomes dos alunos para que eles se</p><p>sintam pertencentes ao grupo.</p><p>Criação de um ambiente favorável à aprendizagem adulta </p><p>Fornecimento de uma estrutura organizacional </p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 25/70</p><p>Explicitar e proporcionar essa estrutura, de modo a possibilitar a</p><p>participação do adulto aprendiz no planejamento da ação</p><p>educacional. Os alunos devem ser convidados envolver-se na</p><p>estrutura da ação educacional, seja comunicando-se com os</p><p>professores e gestores, dando sugestões, relacionando-se com</p><p>os colegas em busca de objetivos comuns, ou trazendo ideias</p><p>novas a partir de suas experiências de vida e trabalho.</p><p>Investigar e diagnosticar as demandas do alunos para</p><p>composição da proposta metodológica. Nesse sentido, é</p><p>importante ter um diálogo com os aprendizes para descobrir</p><p>seus interesses e de que forma gostam de aprender.</p><p>Colocar os objetivos negociados, agregando-os e expandindo-os</p><p>em termos da experiência didática do professor. Ter bem claros</p><p>os prazos, recursos e condições para o alcance desses objetivos</p><p>permite que o fluxo da aprendizagem aconteça.</p><p>Fazer um roteiro das atividades a serem realizadas e seus inter-</p><p>relacionamentos com os recursos, além das formas de</p><p>avaliação. Buscar assuntos atuais e adequados, ter</p><p>transparência ao negociar os objetivos a serem alcançados e as</p><p>formas de avaliar, mostrar as limitações e deixar claras as</p><p>responsabilidades.</p><p>Elaboração e aplicação de um diagnóstico das</p><p>necessidades de aprendizagem </p><p>Estabelecimento dos objetivos de aprendizagem </p><p>Concepção de um plano de aprendizagem </p><p>Garantia da operacionalidade das atividades programadas</p><p>no plano de aprendizagem </p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 26/70</p><p>Buscar e aplicar, em conjunto, os recursos programados para as</p><p>atividades, a fim de que sejam utilizados. Esses recursos podem</p><p>ser físicos (espaços, mesas, livros, cadernos) ou digitais</p><p>(aplicativos, boa conexão com a internet, entre outros).</p><p>Rever todas as fases avançadas e avaliar se estão de acordo</p><p>com o esperado, se algum passo deve ser refeito ou aprimorado,</p><p>e se a aprendizagem atingiu os objetivos firmados.</p><p>Etapas do trabalho do</p><p>andragogo</p><p>Com o trabalho de Knowles, emergem ações que orientam o trabalho do</p><p>andragogo. Krajnc (1989) propõe uma orientação do papel do</p><p>andragogo estruturada em cinco etapas, ampliando as relações</p><p>trabalhadas por Knowles. Conheça cada uma delas agora!</p><p>Reavaliação do diagnóstico sobre a necessidade de</p><p>aprendizagem </p><p> Identi�car as necessidades</p><p>educacionais</p><p>A partir dessas necessidades do aprendiz adulto,</p><p>devem ser estabelecidos os objetivos a fim de</p><p>alcançá-las, abrangendo tanto os aspectos sociais</p><p>quanto os individuais.</p><p> Planejar um programa de ensino</p><p>A l b d t t</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 27/70</p><p>Fica claro o cuidado dos modelos andragógicos com as necessidades</p><p>dos aprendizes adultos, evidenciando seus diferenciais. Os perfis</p><p>psicossociais, as habilidades, as responsabilidades, os modo de</p><p>Ao elaborar esse programa, deve-se ter em conta a</p><p>experiência prévia de aprendizagem dos alunos e</p><p>incluir suas sugestões e opiniões.</p><p> Planejar métodos de ensino</p><p>Nesse planejamento, os métodos devem estar</p><p>adequados à maturidade dos estudantes para não</p><p>os frustrar, caso não consigam utilizá-los ou achem</p><p>que algumas abordagens estão infantilizadas.</p><p> Implementar o programa de</p><p>ensino</p><p>Na execução desse programa, é fundamental criar</p><p>as condições para sua implantação e adaptá-lo,</p><p>caso seja necessário. Além disso, deve-se ter</p><p>flexibilidade e atenção contínua ao que está</p><p>ocorrendo para tomar atitudes em tempo, quando</p><p>algo não for ao encontro dos objetivos iniciais.</p><p> Avaliar</p><p>Nessa etapa, é necessário desenvolver os</p><p>instrumentos avaliativos mais adequados. A</p><p>proximidade didática com o grupo de alunos</p><p>fornecerá informações sobre como fazer isso da</p><p>melhor forma. Após a avaliação, pode-se firmar</p><p>novos rumos para o aprimoramento de ações.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 28/70</p><p>aprender, entre outros aspectos, devem ser considerados pelo</p><p>andragogo no momento de planejar e aplicar seu programa de ensino.</p><p>Knowles, sem dúvida, abriu um espaço necessário, nos anos 1970 e</p><p>1980, para incorporar as preocupações de formação e de orientação</p><p>didática referentes ao aluno adulto. As suas contribuições despertaram</p><p>e disseminaram no contexto educacional a necessidade de se olhar e</p><p>tratar o adulto de uma forma diferente, não necessariamente em função</p><p>do fator idade, mas por conta da exigência do preparo contínuo para</p><p>enfrentar os novos desafios do mundo contemporâneo.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Ao propor um modelo andragógico, as ideias de Knowles tiveram</p><p>ressonância em sua época principalmente por se identificarem com</p><p>alguns contextos emergentes. Indique a alternativa que melhor se</p><p>relaciona a tais contextos.</p><p>A</p><p>Sempre se acreditou que o adulto aprendia como</p><p>uma criança e Knowles mostrou que isso não seria</p><p>de fato verdadeiro.</p><p>B</p><p>O adulto começou a demandar atenção educacional</p><p>para atender a novas necessidades da sociedade e</p><p>do emprego, tendo de ser absorvido em alguma</p><p>forma de educação.</p><p>C</p><p>Os humanistas eram maioria nessa época e</p><p>acreditavam nos métodos da pedagogia.</p><p>D</p><p>Knowles deu importância aos métodos de educação</p><p>para adultos por acreditar que eles eram a extensão</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 29/70</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>As mudanças sociais ocorridas na época de Knowles levaram à</p><p>demanda por educação de adultos, com vistas às necessidades da</p><p>sociedade e do trabalho. Isso justifica a ressonância de Knowles,</p><p>principalmente pelo estudioso reconhecer as carências de sua</p><p>época e alertar para o fato de que o adulto não estava sendo</p><p>atendido devidamente, nem metodologicamente, nem com relação</p><p>aos seus diferenciais de experiência, maturidade e tratamento</p><p>cognitivo no momento da aprendizagem.</p><p>Questão 2</p><p>Barros (2018) identifica algumas divergências e convergências</p><p>entre o pensamento de Knowles e de Paulo Freire. Assinale a</p><p>alternativa que encontra um ponto em comum entre os autores ao</p><p>tratarem da educação de adultos.</p><p>dos métodos aplicados às crianças.</p><p>E</p><p>O adulto sempre foi o foco do processo de ensino-</p><p>aprendizado, tendo como centralidade o mundo do</p><p>trabalho.</p><p>A</p><p>Ambos desenvolvem um método de alfabetização</p><p>para adultos moradores do campo.</p><p>B</p><p>Ambos encontram o mesmo traço de dialogicidade</p><p>para que o adulto possa aprender com seus pares.</p><p>C</p><p>Ambos reconhecem a capacidade de autonomia</p><p>que os adultos têm para aprender.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 30/70</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O reconhecimento da capacidade da autonomia, do resgate da</p><p>experiência</p><p>e do conhecimento de vida são fatos convergentes</p><p>tanto na obra de Knowles como de Paulo Freire.</p><p>2 - A educação permanente para Pierre Furter</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os conceitos de</p><p>Pierre Furter.</p><p>Ligando os pontos</p><p>A andragogia, como campo de estudo da educação de adultos, tem</p><p>ganhado destaque nas últimas décadas devido à sua abordagem</p><p>D</p><p>Ambos convergem no fato de que o adulto deve</p><p>aprender de forma diferente para que atenda às</p><p>demandas da empregabilidade.</p><p>E</p><p>Ambos reconhecem que os adultos não têm a</p><p>capacidade de autonomia para aprender.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 31/70</p><p>centrada no aluno e na promoção da aprendizagem ao longo da vida.</p><p>Um dos pioneiros nesse campo foi Pierre Furter, cujos conceitos e</p><p>abordagens têm influenciado a prática educacional voltada para adultos</p><p>em todo o mundo.</p><p>Pierre Furter enfatizou a importância de reconhecer as características</p><p>únicas dos alunos adultos, como experiências de vida, motivações,</p><p>interesses e necessidades específicas de aprendizagem. Ele defendia</p><p>uma abordagem mais participativa e centrada no aluno, diferenciando-a</p><p>dos métodos tradicionais de ensino.</p><p>Para educadores como Pierre Furter, a andragogia é um conceito amplo</p><p>de educação do ser humano, em qualquer idade. Vamos analisar o</p><p>estudo de caso a seguir e compreender esse conceito.</p><p>Imagine uma empresa de tecnologia que está lançando um novo</p><p>programa de capacitação para seus funcionários mais experientes,</p><p>visando aprimorar suas habilidades técnicas e promover a inovação</p><p>dentro da organização. O objetivo é preparar esses adultos para</p><p>enfrentar os desafios do mercado em constante evolução.</p><p>A equipe responsável pela elaboração do programa de capacitação</p><p>decide adotar os princípios de Pierre Furter para garantir que a</p><p>aprendizagem seja relevante, participativa e centrada no aluno. Eles</p><p>reconhecem que os funcionários adultos trazem uma riqueza de</p><p>experiências e conhecimentos prévios que podem enriquecer o</p><p>processo de aprendizagem.</p><p>O programa é projetado para permitir que os funcionários escolham</p><p>áreas específicas de interesse e necessidade, alinhadas aos objetivos</p><p>estratégicos da empresa. Os funcionários têm a liberdade de definir</p><p>seus próprios objetivos de aprendizagem e traçar um plano</p><p>personalizado para alcançá-los.</p><p>São criadas oportunidades para colaboração e troca de conhecimentos</p><p>entre os participantes. Workshops, grupos de discussão e projetos em</p><p>equipe são incorporados ao programa para promover a aprendizagem</p><p>social e colaborativa, reconhecendo que os adultos aprendem melhor</p><p>quando interagem com seus pares. O programa enfatiza a aplicação</p><p>prática dos conceitos e habilidades aprendidos no contexto do trabalho.</p><p>Os participantes são encorajados a aplicar imediatamente o que</p><p>aprenderam em situações reais, promovendo a transferência de</p><p>conhecimento e habilidades para o ambiente de trabalho.</p><p>Após a implementação do programa de capacitação, a empresa observa</p><p>um aumento significativo na motivação dos funcionários, na</p><p>colaboração entre equipes e na aplicação efetiva das novas habilidades</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 32/70</p><p>no ambiente de trabalho. Os funcionários se sentem mais engajados e</p><p>capacitados para enfrentar os desafios do mercado, contribuindo para o</p><p>crescimento e inovação da organização.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>O case demonstra como após o programa de capacitação a empresa</p><p>observou o aumento da motivação dos funcionários. Na sua visão,</p><p>como os princípios de Pierre Furter foram aplicados no programa de</p><p>capacitação apresentado no estudo de caso?</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>Os princípios de Pierre Furter foram aplicados no programa</p><p>por meio da criação de um ambiente de aprendizagem</p><p>relevante, participativo e centrado no aluno. Ao explorar</p><p>uma aprendizagem centrada no aluno, foi possível articular</p><p>as áreas de interesses dos funcionários, personalizando os</p><p>objetivos de aprendizagem com relação às oportunidades</p><p>nessa empresa. Dessa forma, oportunidades surgiram para</p><p>que os participantes se unissem e compartilhassem seus</p><p>conhecimentos por meio de oficinas, debates em grupo e</p><p>iniciativas conjuntas, com o intuito de promover a</p><p>aprendizagem coletiva e cooperativa. O curso também</p><p>destacou a importância de colocar em prática os conceitos</p><p>e habilidades adquiridos no ambiente profissional,</p><p>motivando os participantes a utilizarem o que aprenderam</p><p>em situações reais, o que facilita a transferência de</p><p>conhecimentos e competências para o contexto de</p><p>trabalho.</p><p>Questão 2</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 33/70</p><p>A andragogia de Pierre Furter defende a personalização do</p><p>aprendizado, permitindo que os adultos participem ativamente na</p><p>definição de seus objetivos. Analise as características do programa de</p><p>capacitação descrito no case e avalie a pertinência:</p><p>I- Estimulou o envolvimento ativo dos funcionários na definição de seus</p><p>objetivos de aprendizagem e a ênfase na aprendizagem individual.</p><p>II- Promoveu a aplicação prática dos conceitos aprendidos no contexto</p><p>do trabalho e o incentivo à troca de conhecimentos entre os</p><p>funcionários.</p><p>III- Aumentou a motivação e o engajamento dos funcionários após a</p><p>implementação.</p><p>Parabéns! A alternativa E está correta.</p><p>O programa de capacitação enfatizou a colaboração entre os</p><p>participantes, a troca de conhecimentos e a aprendizagem social e</p><p>colaborativa. Ao centrar sua articulação nos princípios de Pierre Furter,</p><p>o programa estimulou o envolvimento ativo dos funcionários na</p><p>definição de seus objetivos de aprendizagem, além de enfatizar a</p><p>aprendizagem coletiva. Para tal, o programa promoveu a aplicação</p><p>prática dos conceitos aprendidos no contexto do trabalho e o incentivo</p><p>à troca de conhecimentos entre os funcionários em uma abordagem</p><p>compartilhada de aprendizagem. Como resultado, aumentou a</p><p>motivação e engajamento dos funcionários após a implementação.</p><p>Questão 3</p><p>Como a promoção da aprendizagem social e colaborativa, através de</p><p>workshops, grupos de discussão e projetos em equipe, contribui para o</p><p>A Somente I está correta.</p><p>B Somente II está correta.</p><p>C Somente III está correta.</p><p>D I e II estão corretas.</p><p>E II e III estão corretas.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 34/70</p><p>sucesso do programa de capacitação? Explique como essas estratégias</p><p>podem potencializar a aprendizagem dos funcionários.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>A promoção da aprendizagem social e colaborativa no</p><p>programa de capacitação cria oportunidades para os</p><p>funcionários compartilharem experiências e conhecimentos</p><p>entre si. Isso enriquece o processo de aprendizagem,</p><p>permitindo a troca de ideias e perspectivas. Workshops,</p><p>grupos de discussão e projetos em equipe incentivam a</p><p>interação entre os participantes, estimulando a construção</p><p>coletiva do conhecimento. Essa abordagem ressalta que os</p><p>adultos aprendem melhor quando estão envolvidos em</p><p>interações sociais, contribuindo para um ambiente de</p><p>aprendizagem mais dinâmico e efetivo.</p><p>Conhecendo Pierre Furter</p><p>Agora que já conhecemos a discussão teórico-prática entre andragogia</p><p>e pedagogia instaurada por Knowles, veremos questões relacionadas à</p><p>aprendizagem ao longo da vida, trabalhando o conceito de educação</p><p>permanente (EP). A partir das ideias de Pierre Furter, ampliaremos o</p><p>nosso conhecimento sobre a educação de adultos.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 35/70</p><p>Pierre Furter, em sua vinda ao Brasil.</p><p>As reflexões de Furter acerca da aprendizagem e da educação adulta se</p><p>amparam por argumentos de</p><p>ordem social, de sustentabilidade e de</p><p>sintonia mais aguçada com os diferenciais e as demandas sociais, que</p><p>necessitavam de políticas públicas e ações para intervir no contexto</p><p>histórico-social.</p><p>No final da década de 1960 e em meados da década de 1970, os</p><p>profissionais da educação iniciam um renovado movimento ao se</p><p>considerar com mais firmeza a educação para toda a vida, também</p><p>chamada de educação permanente. Na realidade, começa-se a</p><p>considerar que o processo educativo não teria um ponto-final, seria</p><p>contínuo e se tornaria cada vez mais amplo e indissociável do fluxo da</p><p>vida humana. Seres humanos deveriam ser considerados ativos,</p><p>participantes de um processo social também dinâmico.</p><p>Pouco a pouco, a teoria pedagógica</p><p>foi chegando à compreensão de que</p><p>a ação educativa é um processo tão</p><p>amplo e convergente quanto a</p><p>própria vida humana. Transcende a</p><p>ideia de escola e sistema escolar.</p><p>Não se enquadra na visão estreita</p><p>de que educar é influir</p><p>sistematicamente sobre os</p><p>indivíduos de uma certa idade a fim</p><p>de prepará-los para viver</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 36/70</p><p>adequadamente as fases futuras da</p><p>vida.</p><p>(Leitão, 1971)</p><p>Para Furter (1977), valorizar a educação permanente era uma ideia</p><p>relativamente esperada em função da evolução do mundo, de seus</p><p>novos e incessantes desafios. Assim, a educação seria cada vez mais</p><p>necessária, ao se relacionar com novos meios para que a realidade</p><p>pudesse ser alterada, seja através de políticas públicas, seja mediante</p><p>de projetos de natureza mais inclusiva que incorporem as necessidades</p><p>de um adulto e de um jovem no contexto educacional.</p><p>Isso, na visão do autor, poderia tornar esses aprendizes mais produtivos</p><p>e mais participativos, posicionando-se conscientemente. O objetivo</p><p>seria não representarem um sistema que pudesse até escravizá-los no</p><p>preenchimento de novas demandas sociais, históricas e econômicas.</p><p>Furter e a educação</p><p>permanente (EP)</p><p>O principal conceito de Furter (1977) sobre a educação adulta encontra-</p><p>se na discussão sobre a ideia de educação permanente. Furter foi perito</p><p>da Unesco no Brasil, onde morou durante os anos 1960, tornando-se</p><p>muito próximo de Paulo Freire. Assim, construiu uma sólida discussão</p><p>sobre as necessidades da sociedade de sua época, buscando</p><p>fundamentar políticas públicas e projetos educacionais.</p><p>Segundo Paiva (1977), a partir da publicação de seus livros Educação e</p><p>vida e Educação e reflexão, ambos em 1996, os termos educação</p><p>permanente começaram a ganhar espaço nos meios acadêmicos e</p><p>tornaram-se tema entre os educadores brasileiros, que começavam a se</p><p>deter mais sobre a educação de adultos, bem como sobre seus</p><p>impactos sociais.</p><p>Entretanto, Furter expande a noção de educação, independentemente</p><p>da idade, incluindo o adulto. Isso ocorre em função de um movimento</p><p>muito influente no final dos anos 1960 e no início dos anos 1970 que</p><p>questionava os sistemas formais e informais de educação, bem como a</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 37/70</p><p>educação extra, que implicava grande parte das ações educacionais</p><p>focadas no adulto aprendiz. A base do conceito desse teórico abrange a</p><p>educação na prática, relacionando-a à continuidade da vida após o</p><p>período escolar formal. Nóvoa (2009) aponta que, em 1966, Pierre Furter</p><p>dedicou um capítulo do seu livro Educação e vida a essa problemática,</p><p>ressaltando que a educação permanente não pode se restringir a uma</p><p>visão de educação extraescolar, ser entendida como uma forma de</p><p>educação complementar ou mesmo fechar-se, no âmbito restrito, à</p><p>educação adulta.</p><p>Educação e vida de Pierre Furter.</p><p>Portanto, segundo Furter (1966), a educação permanente não pode ser</p><p>compreendida como um anexo a se acrescentar a um sistema</p><p>educacional já instituído. Para ele, a EP é uma oportunidade para que os</p><p>educadores possam redefinir o que é e como educar. Esse pensamento,</p><p>de fato, extrapola o entendimento do espaço da andragogia e da</p><p>pedagogia, seja em sua oposição ou em sua visão estendida.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 38/70</p><p>Ainda em relação ao livro Educação e vida, Leitão (1971) destaca três</p><p>pontos fundamentais dos conceitos de Furter em torno da educação</p><p>permanente:</p><p>1. Qualquer atividade humana ou aspecto de práxis presta-se a uma</p><p>formação.</p><p>2. A educação é atividade de um sujeito e não um conjunto de</p><p>instituições.</p><p>3. A educação é sumamente ligada à nossa maneira de viver um</p><p>tempo e os tempos; consiste em "aprender como organizar sua</p><p>vida no tempo“.</p><p>Na visão de Furter, a educação permanente é uma forma de orientação e</p><p>de controle do processo de desenvolvimento dos indivíduos em</p><p>sociedade, incluindo todas as fases e faixas etárias.</p><p>Exemplo de expectativa de</p><p>vida</p><p>Assista e este vídeo e entenda, mediante a explicação exemplificada da</p><p>jornalista Barbara Leal, de que forma as novas demandas geradas pela</p><p>sociedade influenciaram a ideia de educação permanente.</p><p>Em resumo, o contexto mundial alterou sua relação com a educação, a</p><p>vida e o trabalho. Sem a educação como um processo contínuo, não há</p><p>como se integrar a esse novo mundo.</p><p></p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 39/70</p><p>Visões e desdobramentos</p><p>sobre educação permanente</p><p>A educação permanente foi considerada, no final dos anos 1960, como</p><p>um movimento radical de oposição à instituição escolar. Contudo, Furter</p><p>(1966) afirma que ela deve ser entendida como uma forma de redefinir</p><p>qualquer educação.</p><p>Segundo Nóvoa (2009), vale salientar o relatório da Unesco, conduzido</p><p>por Edgar Faure, intitulado Apprendre à être (Aprender a ser), publicado</p><p>em 1972. Esse relatório propõe uma educação “a todos os tempos e a</p><p>todas as dimensões da vida”. Nele, inseriu-se também a possibilidade</p><p>de reivindicar uma sociedade desescolarizada, em que a educação</p><p>estivesse livre das estruturas institucionais, mas baseada nas redes</p><p>informais de aprendizagem, ou as chamadas teias de oportunidades.</p><p>Por outro lado, conforme assinala Nóvoa (2009), deveria haver o foco</p><p>em uma educação que não se limitasse a questões de formação</p><p>profissional, mas que desse conta de assuntos próprios da sociedade,</p><p>da cultura e do chamado “aprender a ser”. Contudo, tais proposições</p><p>foram discutidas e, na época, consideradas uma utopia.</p><p>Outras utopias também se relacionam a finalidade em educar, quem</p><p>educar, com qual propósito, com quais meios e como vislumbrar o</p><p>futuro em que a pessoa educada vai habitar, conviver e ser produtiva.</p><p>Para Neotti (1978), “é certo que o futuro é em grande parte imprevisível,</p><p>mas orientado e comprometido pelas escolhas feitas hoje”.</p><p>Mão de estudante segurando lápis e livro.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 40/70</p><p>Para Paiva (1977), reportando-se à época do surgimento desse conceito,</p><p>existe uma realidade que exige a reciclagem e a atualização, buscando,</p><p>nesse sentido, uma reforma nas possibilidades de educar, entre elas a</p><p>educação extraescolar. Ele ainda acrescenta uma nova perspectiva à</p><p>educação permanente, que seria imposta pelo desenvolvimento da</p><p>ciência e da técnica, demandando o aperfeiçoamento constante</p><p>daqueles que não querem ficar para trás, dos que não conseguem</p><p>acompanhar as mudanças decorrentes do impacto das tecnologias. Daí</p><p>constata-se o embrião de uma ideia de inclusão social.</p><p>Veja como Schwarz define a educação permanente!</p><p>Tornar toda pessoa capaz de melhor</p><p>compreender o mundo técnico,</p><p>social e cultural que o rodeia, torná-</p><p>la capaz de se situar no seu meio,</p><p>de o influenciar, compreendendo o</p><p>aspecto da relativa evolução da</p><p>sociedade e a sua própria evolução,</p><p>procurando ser verdadeiramente o</p><p>agende de mudança.</p><p>(Schwartz, 1969, apud Arouca, 1996)</p><p>Entende-se,</p><p>portanto, que o conceito de educação permanente não</p><p>satisfaz apenas as questões do mundo em evolução e suas novas</p><p>demandas, mas deve também se comprometer com a condição do</p><p>indivíduo em sociedade. Esse indivíduo, além de absorver mudanças,</p><p>também deve propor novas maneiras de enfrentar realidades</p><p>desconhecidas até então e se preparar para criar sua própria</p><p>sustentabilidade.</p><p>Confira agora o que seria aprender continuamente, para Neotti.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 41/70</p><p>Um conjunto de instrumentos à disposição</p><p>dos homens, sem distinção de idade, sexo,</p><p>posição social e profissional, a fim de que</p><p>não cessem, caso o desejem, de formarem-se</p><p>e informarem-se, tendo em vista o pleno</p><p>desenvolvimento das próprias capacidades e,</p><p>ao mesmo tempo, a mais eficaz participação</p><p>no progresso da sociedade [...] a educação</p><p>permanente não deve ser entendida no</p><p>sentido de que os homens do nosso tempo</p><p>têm necessidade de serem conduzidos, mas</p><p>no sentido de que eles têm necessidade de</p><p>serem ajudados a atuar e a agir num mundo</p><p>complexo e móvel.</p><p>(Neotti, 1978)</p><p>Assim, constata-se uma discussão profunda sobre o conceito e as</p><p>definições de educação permanente, visando ir além dos sistemas</p><p>correntes de educação daquela época e dar fundamentos às diferentes</p><p>possibilidades de formação que se vislumbravam para o futuro.</p><p>Fases da evolução do conceito</p><p>de educação permanente</p><p>Segundo Neotti (1978), em um simpósio realizado em Caracas, em</p><p>1968, Furter e Buitron apresentaram um documento com as três fases</p><p>da evolução do conceito de educação permanente. Esse documento foi</p><p>posteriormente publicado na revista Educadores, em 1972. Entenda</p><p>melhor!</p><p>Fase 1</p><p>A primeira fase é conhecida como “a educação permanente como</p><p>processo contínuo de desenvolvimento individual”.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 42/70</p><p>Mulher estudando com o apoio de laptop.</p><p>Furter elencou uma série de razões para formatar o conceito de</p><p>educação permanente. Para ele, em todas as sociedades, em</p><p>maior ou menor amplitude, há uma forma de desenvolvimento</p><p>irreversível. Tal fator justificaria a necessidade da educação</p><p>permanente.</p><p>Outro argumento que sustenta o termo provém da demanda da</p><p>educação de adultos, os quais não puderam durante a infância ou</p><p>adolescência frequentar a escola no período esperado, tendo de</p><p>frequentar tardiamente a escola elementar. Há ainda um ponto</p><p>relacionado ao obsoletismo ou à insuficiência de conhecimentos</p><p>já aprendidos, forçando sua reciclagem para que não ocorra</p><p>marginalização desses profissionais.</p><p>Os desenvolvimentos tecnológico e o científico também são</p><p>vistos como uma forte razão para a educação permanente, posto</p><p>que as pessoas precisam ser reeducadas para absorver tais</p><p>conteúdos renovados e se sentirem produtivas.</p><p>Há outras razões que se atrelam à satisfação pessoal, à</p><p>capacidade mental criativa e transformadora de continuamente</p><p>estar aprendendo algo novo que sirva para o trabalho e para a</p><p>vida, bem como entender o indivíduo em um contexto</p><p>socioeconômico e sociopolítico, voltado à sua modernização.</p><p>Fase 2</p><p>A segunda fase é conhecida como “a educação permanente</p><p>como princípio de um sistema de educação no capitalismo</p><p>tardio”.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 43/70</p><p>Homem sorridente com roupa de formatura e capelo segurando o diploma.</p><p>Paiva (1977) afirma que, na década de 1980, surge no meio</p><p>econômico mundial o conceito de capitalismo tardio, que faz</p><p>referência ao período do pós-guerra, pois a ideia de educação</p><p>permanente associa-se à onda de acumulação de bens da</p><p>economia, que se movimenta diferentemente em países</p><p>desenvolvidos e subdesenvolvidos.</p><p>Isso se desdobra para a ampliação da oferta de novos serviços e</p><p>para o aumento de salários, à medida que também aumenta a</p><p>produtividade e o consumo. Nesse contexto, o capitalismo tardio</p><p>inverte valores de preparação de pessoas, além da produção,</p><p>inserindo um valor mais intelectual à oferta de novos serviços.</p><p>“O fato de que, no capitalismo tardio, reduz-se a parcela da forma</p><p>de trabalho empregada na indústria e na agricultura, aumentando</p><p>aquela dedicada aos serviços, tem levado muitos à conclusão de</p><p>que acompanha essa fase do capitalismo tardio uma elevação</p><p>geral da qualificação média da força de trabalho (supondo-se que</p><p>os serviços exijam qualificação mais elevada) e que essa</p><p>qualificação pode ou deve ser suprida por uma educação</p><p>permanente” (Paiva, 1977).</p><p>Fase 3</p><p>A terceira fase é conhecida como “a educação permanente como</p><p>estratégia cultural no processo de desenvolvimento integral”.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 44/70</p><p>Robôs montando carros em uma fábrica.</p><p>Furter abriu espaço para a discussão sobre o desenvolvimento</p><p>individual articulado com o desenvolvimento global.</p><p>Paiva (1977) entende que, mesmo com as resistências</p><p>esperadas, a educação permanente era associada diretamente à</p><p>educação de adultos de um modo generalizado, em que se</p><p>admitia praticamente uma forma de recuperação da educação</p><p>em um tempo simultâneo ao da execução do trabalho. Assim,</p><p>a educação permanente foi tratada com ampliação da ação</p><p>pedagógica, entendida pela autora como uma “forma de redução”</p><p>devido à conquista de uma nova clientela: a adulta.</p><p>“A automação trouxe sérias consequências ao trabalho humano e</p><p>à sua qualificação, à medida que a máquina eleva a produtividade</p><p>do trabalho e o trabalho vivo é substituído por trabalho mecânico;</p><p>a força de trabalho foi sendo crescentemente deslocada da</p><p>produção direta para ser concentrada sobre a manutenção das</p><p>fábricas automáticas, sobre as tarefas de direção e vigilância de</p><p>trabalho necessárias à produção; a obsolescência rápida dos</p><p>produtos (e, portanto, da maquinaria), em consequência da</p><p>inovação tecnológica constante, tornou obrigatória a reciclagem</p><p>periódica da força de trabalho” (Paiva, 1977).</p><p>O problema emergente foi a geração de um parassistema extraescolar,</p><p>em vez da reconstrução do sentido e das práticas do que é educar.</p><p>Com os adultos ainda fora das escolas e necessitando de educação</p><p>atualizada, algumas empresas começaram a assumir grande parte das</p><p>necessidades de formação de seus colaboradores, em seu aspecto</p><p>teórico e prático, fornecendo maquinário e equipamentos. À medida que</p><p>a transformação tecnológica era imediata e crescente, exigiam</p><p>reciclagens e especialização de pessoal, visando mais rapidez nas</p><p>transformações da sistemática do trabalho, como também solicitando</p><p>uma formação mais eficaz.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 45/70</p><p>Nessa época, surgem instituições como o Senac e o Senai, para</p><p>aprimorar a mão de obra atuante em um ambiente escolar voltado à</p><p>técnica, a habilidades mais operacionais, preparando os jovens para a</p><p>automação vindoura. Além disso, de acordo com Kachar (2003),</p><p>propagavam-se programas de integração e de alfabetização de adultos</p><p>em planos de desenvolvimento nacional e de iniciativas privadas nos</p><p>setores da indústria de produção. Posteriormente, tais iniciativas</p><p>abriram caminho para trabalhar a terceira idade e suas potencialidades,</p><p>principalmente voltadas à qualidade de vida.</p><p>Unidade do Senac em Fortaleza.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Arouca (1996) afirma que, entre uma das fortes razões para a</p><p>discussão do conceito de educação permanente (EP), está o fato de</p><p>que ela deve acompanhar o desenvolvimento. Considerando essa</p><p>afirmação, assinale a alternativa que melhor compreende essa</p><p>visão pelo conceito de educação permanente de Furter.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden#</p><p>46/70</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>Uma das alavancas do conceito da educação permanente tem a ver</p><p>como a necessidade de acompanhar o desenvolvimento, provendo</p><p>possibilidades educacionais que acompanhem as transformações</p><p>científicas, políticas e sociais.</p><p>Questão 2</p><p>Segundo Paiva (1977), “a realidade da reciclagem feita pelas</p><p>próprias firmas, e não pelo sistema de educação formal, colocou</p><p>para os educadores a necessidade de organizar ou reformar a</p><p>educação”. A partir dessa afirmação, indique a alternativa que</p><p>A</p><p>A pressão por atualização na indústria afetou a</p><p>educação permanente somente nos países em</p><p>desenvolvimento, como o Brasil.</p><p>B</p><p>Furter veio para o Brasil justamente para auxiliar na</p><p>implantação de políticas de educação permanente</p><p>em escolas particulares.</p><p>C</p><p>O desenvolvimento tecnológico abriu a consciência</p><p>para novas necessidades educativas,</p><p>principalmente em termos de recursos humanos e</p><p>educação de adultos.</p><p>D</p><p>As transformações científicas, políticas e sociais</p><p>não justificaram a necessidade de novos programas</p><p>educacionais de educação permanente.</p><p>E</p><p>O desenvolvimento tecnológico trouxe problemas</p><p>para as necessidades educativas, principalmente em</p><p>termos de recursos materiais.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 47/70</p><p>melhor explica sua relação com o conceito de educação</p><p>permanente nesse contexto.</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>Deve-se reconhecer os impactos na educação a partir do momento</p><p>em que foram incorporadas as reflexões e as discussões sobre a</p><p>educação permanente, posicionando-se e aliando-se com novos</p><p>parceiros, criando diferenciais na sua oferta educacional. Essa é a</p><p>visão de Furter sobre a construção do processo educacional de</p><p>adultos. A construção das fases é o entendimento da forma de lidar</p><p>com a própria educação.</p><p>A</p><p>A educação teve que se reorientar para novos</p><p>propósitos, entre eles, aqueles voltados a</p><p>programas de atualização de crianças.</p><p>B</p><p>A educação permanente foi uma das novas</p><p>abordagens que também abrangeu programas de</p><p>reciclagem no campo da educação formal.</p><p>C</p><p>A educação permanente buscou ofertar cursos de</p><p>reciclagem dentro das empresas, ampliando as</p><p>horas de presença dos funcionários em seus postos</p><p>de trabalho.</p><p>D</p><p>A educação sofreu impactos da sociedade, do</p><p>trabalho e da continuidade da preparação de</p><p>pessoas, tendo que se reorganizar pelo construto da</p><p>educação permanente.</p><p>E</p><p>A educação está na ordem da longa duração, por</p><p>isso sofre pouco impacto das demandas da</p><p>sociedade.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 48/70</p><p>3 - A teoria da aprendizagem de Feuerstein</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car os conceitos de</p><p>Reuven Feuerstein.</p><p>Ligando os pontos</p><p>Reuven Feuerstein foi um renomado psicólogo que revolucionou a forma</p><p>como entendemos o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem.</p><p>Reuven é conhecido por sua abordagem educacional inovadora, a</p><p>Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE), que enfatiza a capacidade</p><p>de mudança e a importância da mediação no processo de aprendizado.</p><p>A MCE de Feuerstein destaca que a inteligência não é fixa, mas sim</p><p>modificável, e que as interações sociais e emocionais desempenham</p><p>um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo. Através da</p><p>mediação, os mediadores, sejam eles professores, pais ou terapeutas,</p><p>exercem um papel ativo ao fornecer estímulos, desafios e orientação</p><p>para facilitar o desenvolvimento cognitivo dos aprendizes. Vamos</p><p>analisar o estudo de caso a seguir e compreender esse conceito.</p><p>Ana, estudante de pedagogia, sempre enfrentou desafios em seu</p><p>percurso acadêmico devido a dificuldades de aprendizado. Sua</p><p>experiência na faculdade a deixou desanimada e duvidando de sua</p><p>capacidade de ter sucesso no ensino superior. Recentemente, Ana se</p><p>inscreveu em um programa educacional inovador que incorpora os</p><p>conceitos de Feuerstein. Inicialmente, ela estava cética em relação à sua</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 49/70</p><p>capacidade de superar as barreiras cognitivas que a impediam de</p><p>alcançar seu potencial máximo.</p><p>O programa, fundamentado na MCE de Feuerstein, enfatizava a ideia de</p><p>que a inteligência é modificável. Os professores, cientes das</p><p>necessidades específicas de Ana, atuaram como mediadores,</p><p>proporcionando desafios personalizados e orientação para auxiliar em</p><p>seu desenvolvimento cognitivo.</p><p>Com o apoio constante dos mediadores e a abordagem centrada na</p><p>modificabilidade cognitiva, Ana começou a notar melhorias em sua</p><p>compreensão dos conceitos pedagógicos e suas habilidades de</p><p>aplicação prática. Os desafios propostos não apenas a estimulavam</p><p>intelectualmente, mas também contribuíam para fortalecer sua</p><p>autoconfiança.</p><p>Ao longo do semestre, Ana não só viu seu desempenho acadêmico</p><p>melhorar, mas também desenvolveu uma mentalidade de crescimento</p><p>em relação à sua própria inteligência. Ela percebeu que o ensino</p><p>superior é uma jornada de aprendizado contínuo e dinâmico, e não uma</p><p>medida fixa de habilidades.</p><p>O caso de Ana ilustra vividamente como os conceitos de Feuerstein</p><p>podem ser aplicados eficazmente no contexto do ensino superior. A</p><p>abordagem andragógica centrada na modificabilidade cognitiva e na</p><p>mediação foi fundamental para desbloquear o potencial de Ana,</p><p>proporcionando-lhe uma experiência de aprendizado transformadora.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>Feuerstein acreditava firmemente na capacidade de transformação</p><p>cognitiva das pessoas, argumentando que a inteligência não é fixa,</p><p>mas sim modificável ao longo da vida. Como os conceitos de Reuven</p><p>Feuerstein influenciam os desafios acadêmicos enfrentados por Ana?</p><p>A</p><p>Ao compreender que inteligência é fixa e imutável</p><p>desde o nascimento, Ana pôde redimensionar seus</p><p>objetivos de aprendizagem.</p><p>B</p><p>Partindo da noção de que aprendizagem é um processo</p><p>passivo que depende apenas do ambiente, Ana focou</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 50/70</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>Reuven Feuerstein acreditava na modificabilidade cognitiva, o que</p><p>significa que a inteligência pode ser modificada e melhorada com</p><p>intervenções educacionais adequadas. No contexto do ensino superior,</p><p>a aplicação desses conceitos pode revolucionar a experiência de</p><p>aprendizado dos estudantes. Ao adotar uma abordagem centrada na</p><p>MCE, os educadores podem criar um ambiente inclusivo que valorize a</p><p>diversidade de habilidades e estilos de aprendizado dos alunos. Isso</p><p>promove não apenas o crescimento intelectual, mas também fortalece</p><p>a autoconfiança e a motivação dos estudantes, preparando-os para</p><p>enfrentar os desafios da vida acadêmica e além.</p><p>Questão 2</p><p>Ana enfrentou alguns desafios em seu percurso acadêmico no ensino</p><p>superior. Explique como os princípios de Reuven Feuerstein,</p><p>especialmente a Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE) podem ser</p><p>aplicados de forma eficaz no contexto do ensino superior. Ofereça</p><p>exemplos práticos e discuta os benefícios potenciais para os</p><p>estudantes.</p><p>construir relações hierárquicas com seus professores.</p><p>C</p><p>Ao perceber que a mediação desempenha um papel</p><p>insignificante no desenvolvimento cognitivo, Ana</p><p>compreendeu que seu percurso acadêmico dependia</p><p>de seu esforço individual.</p><p>D</p><p>Ao compreender que a modificabilidade cognitiva</p><p>implica que a inteligência pode ser melhorada com</p><p>intervenções apropriadas, Ana e seus mediadores</p><p>puderam estimular a diversidade de habilidades e</p><p>estilos de aprendizagem para alcançar seus objetivos.</p><p>E</p><p>Ana percebeu que o ensino superior não é afetado</p><p>pelos conceitos de Reuven Feuerstein.</p><p>22/09/2024, 10:39 Modelos andragógicos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/46607/index.html?brand=wyden# 51/70</p>

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