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<p>INTRODUÇÃO À BIOLOGIA CELULAR E DO DESENVOLVIMENTO</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>CONHECENDO A DISCIPLINA</p><p>Prezado aluno, seja bem-vindo à disciplina Introdução à Biologia Celular e do</p><p>Desenvolvimento!</p><p>A biologia celular, conhecida também como citologia, é de grande importância às</p><p>diferentes áreas da saúde, auxiliando no entendimento de como a vida se</p><p>processa, uma vez que todos os seres vivos são formados por células, sendo estas</p><p>consideradas a unidade fundamental da vida. A partir do estudo da estrutura e do</p><p>funcionamento das células, bem como a interação entre elas, é possível</p><p>compreender os processos biológicos básicos que participam da composição e do</p><p>funcionamento dos organismos e entender a origem dos tecidos, órgãos e</p><p>sistemas de um organismo, o que é extremamente importante para</p><p>compreendermos as relações evolutivas dos seres vivos. O estudo das células nos</p><p>permite, ainda, o desenvolvimento de tecnologias, novos tratamentos e</p><p>medicamentos para inúmeras doenças, garantindo melhores perspectivas para a</p><p>nossa saúde.</p><p>Esta disciplina serve como base para a construção de fundamentos utilizados em</p><p>diferentes áreas, como bioquímica, biotecnologia, farmacologia, �siologia, genética,</p><p>dentre outras. Por meio dela, vamos compreender a constituição celular dos</p><p>organismos, identi�car e distinguir as diferenças das células, assim como a</p><p>composição e funções de suas estruturas. Você ainda será capaz de diferenciar as</p><p>fases do ciclo celular, divisão, diferenciação, morte e controle das funções</p><p>celulares, descrever o processo de formação de proteínas, matéria-prima utilizada</p><p>pelo corpo para formar os ossos, músculos e outros órgãos, assim como conhecer</p><p>os conceitos e as classi�cações relacionadas à herança genética, além das etapas</p><p>do desenvolvimento embrionário.</p><p>Veremos que uma célula é capaz de se diferenciar em vários tipos celulares, após</p><p>processos de modi�cações, estabelecendo interdependências entre elas e</p><p>exercendo funções especí�cas em um organismo.</p><p>Este livro está dividido em quatro unidades. Na primeira unidade, estudaremos a</p><p>teoria celular, compreenderemos os dois principais tipos celulares, as semelhanças</p><p>e diferenças entre as células animais e vegetais e os detalhes de suas composições</p><p>e funções. A segunda unidade será voltada para o estudo das organelas</p><p>citoplasmáticas e das alterações celulares, compreendendo as fases do ciclo</p><p>celular. Na terceira unidade, abordaremos uma introdução às bases</p><p>cromossômicas e moleculares da hereditariedade, aprenderemos as Leis de</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:24 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/2</p><p>Mendel e os padrões clássicos e não clássicos de herança gênica. Por �m, na</p><p>unidade 4, conheceremos as etapas do desenvolvimento embrionário desde a</p><p>fecundação até a formação do zigoto, que originará o ser vivo.</p><p>Aproveite esta oportunidade, amplie os seus conhecimentos, consulte todas as</p><p>unidades do livro sempre que necessário e não deixe de acessar os materiais</p><p>indicados, pois este tema é essencial para o entendimento da vida e fundamental</p><p>para as especi�cidades de sua carreira.</p><p>Vamos começar a estudar?</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:24 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/2</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>O FENÔMENO DA VIDA. CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS</p><p>PROCARIONTES E EUCARIONTES</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>CONVITE AO ESTUDO</p><p>Você já parou para pensar do que somos formados? É comum dizermos que todos</p><p>os seres vivos são compostos por células, sendo esta a unidade fundamental da</p><p>vida, mas de onde surgiu este conceito? Será que todas estas células são iguais nos</p><p>diferentes tipos de organismos? Como elas estão organizadas e como se</p><p>comunicam?</p><p>A citologia ou biologia celular é a ciência que estuda as estruturas celulares e suas</p><p>funções permite a compreensão da �siologia celular e seus mecanismos de</p><p>controle interno e a interação com o meio externo no funcionamento celular, seja</p><p>ele humano, animal, vegetal ou mineral. O estudo detalhado desta ciência só foi</p><p>possível a partir de 1590, quando foi inventado o microscópio que permitiu a</p><p>visualização da célula.</p><p>As células em geral possuem estruturas semelhantes em sua composição, no</p><p>entanto, algumas estruturas estão presentes apenas em células especí�cas.</p><p>Existem seres vivos que são compostos por uma única célula e outros como nós,</p><p>por trilhões de células.</p><p>Nesta unidade abordaremos os conteúdos que permitirão a você identi�car e</p><p>distinguir as células animais das células vegetais, assim como a composição e as</p><p>funções da membrana plasmática. Vamos também compreender o complexo</p><p>processo de comunicação entre as células, a sinalização celular. Ao �nal da</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/14</p><p>O QUE É : CITOLOGIA OU BIOLOGIA?</p><p>O QUE É CITOLOGIA OU BIOLOGIA?</p><p>unidade, você saberá explicar a teoria celular, identi�car e diferenciar as células</p><p>eucarióticas e procarióticas, descrever detalhes sobre a membrana plasmática e os</p><p>tipos de sinalizações celulares.</p><p>Na Seção 1.1, estudaremos a teoria celular, o início da microscopia e o estudo dos</p><p>organismos vivos, conhecendo os tipos celulares e as diferenças entre eles. Já na</p><p>Seção 1.2, daremos enfoque para a membrana plasmática, suas características,</p><p>composição e funções. Por �m, na Seção 1.3, conheceremos as classes de</p><p>receptores da membrana plasmática e os tipos de sinalizadores celulares.</p><p>Graças a esta ciência é possível compreender mais sobre nossa composição,</p><p>criarmos medicamentos mais e�cientes e avançarmos nos estudos de tratamentos</p><p>para inúmeras doenças.</p><p>Bons estudos!</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, vamos iniciar a nossa jornada buscando compreender em detalhes as</p><p>células, uma vez que elas fazem parte da estrutura dos organismos, e nós as</p><p>possuímos em grande quantidade em nosso corpo.</p><p>As células, por se tratar de unidades funcionais, têm a responsabilidade de manter</p><p>o adequado funcionamento do organismo. Mas será que todas elas são iguais e</p><p>têm a mesma função? Veremos que diante da grande diversidade existente dos</p><p>seres vivos, as células participam de sua formação de modos distintos, assim como</p><p>há diferentes tipos celulares.</p><p>Muitas das técnicas altamente so�sticadas utilizadas hoje, encontradas na</p><p>biotecnologia e aplicadas à diversas áreas da saúde, envolvem o estudo das</p><p>células. Desde as descobertas signi�cativas na cura de doenças, o desenvolvimento</p><p>de medicamentos e fármacos, alimentos transgênicos, células-tronco usadas em</p><p>diferentes tratamentos, até mesmo no rendimento de atletas as células estão</p><p>envolvidas, você sabia? Um dos fatores do rendimento físico está relacionado à</p><p>quantidade e funcionalidade dos glóbulos vermelhos presentes no corpo, que são</p><p>as células transportadoras de oxigênio para os tecidos do corpo, incluindo os</p><p>músculos.</p><p>Um dos primeiros passos para os futuros pro�ssionais da área da saúde está</p><p>relacionado ao conhecimento sobre as células: como diferenciá-las, quais são suas</p><p>características fundamentais e como é sua estrutura. Esse é o momento inicial</p><p>para compreender o vasto universo dos organismos vivos, por isso da importância</p><p>deste estudo.</p><p>É importante estar ciente que o estudo das células só foi possível após a criação do</p><p>microscópio, instrumento óptico de alto poder de resolução, capaz de ampliar</p><p>imagens de</p><p>depende da atividade em paralelo</p><p>de um transportador ativo primário. A energia armazenada em gradientes,</p><p>proveniente do transporte ativo primário, é utilizada no lugar da energia química</p><p>(molécula de ATP) para ativar as proteínas transportadoras e realizar o transporte.</p><p>Este tipo de transporte ativo secundário ocorre por exemplo nas células do</p><p>intestino delgado, durante a absorção de glicose na superfície da célula exposta à</p><p>luz do intestino (BARRETO et al., 2014).</p><p>Além dos processos de transportes descritos, muitas células são capazes de</p><p>transferir macromoléculas (proteínas, polissacarídeos etc.), além de partículas</p><p>maiores visíveis ao microscópio óptico, como bactérias e outros microrganismos,</p><p>por meio de alterações morfológicas da superfície celular. As alterações</p><p>morfológicas envolvem a formação de vesículas e dobras que englobam o material</p><p>a ser introduzido na célula. Estes processos são conhecidos por endocitose</p><p>(transporte para o interior da célula) e exocitose (transporte para o meio</p><p>extracelular).</p><p>A endocitose envolve o englobamento e transporte de partículas maiores,</p><p>moléculas, solutos, pedaços de tecido, microrganismos, dentre outros. Este</p><p>processo é diferenciado pelo tipo de substância englobada, podendo ser:</p><p>fagocitose (englobamento de partículas sólidas, por pseudópodes) e pinocitose</p><p>(englobamento de partículas líquidas, por meio de invaginações). As partículas</p><p>englobadas sofrem processo de digestão intracelular por auxílio de enzimas</p><p>presentes nos lisossomos. Já o processo de exocitose permite à célula a liberação</p><p>ou excreção de produtos metabólicos provenientes de digestão celular, ou</p><p>compostos sintetizados no interior da célula, em grandes quantidades. O complexo</p><p>de Golgi está envolvido neste processo de liberação de moléculas da célula para o</p><p>meio extracelular.</p><p>Figura 1.10 | Processos de endocitose e exocitose</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/12</p><p>Fonte: adaptado de Wikimedia Commons.</p><p>IMPACTOS DO MAU FUNCIONAMENTO DAS MEMBRANAS CELULARES</p><p>A membrana plasmática desempenha um papel de extrema importância para a</p><p>manutenção da vida, relacionada à sua propriedade de permeabilidade seletiva.</p><p>Quando há qualquer defeito nas membranas celulares que ocorra a perda de</p><p>permeabilidade seletiva, pode ocorrer a entrada ou escape de substâncias. Estas</p><p>alterações ou lesões podem ser causadas pela falta de energia ou por toxinas,</p><p>substâncias químicas, vírus, dentre outros.</p><p>Algumas doenças de origem genética estão relacionadas à membrana,</p><p>representando risco à vida,. O mal de Alzheimer por exemplo, resulta em</p><p>alterações fosfolipídicas no cérebro, que comprometem a membrana celular, visto</p><p>que este componente é essencial ao funcionamento da membrana plasmática.</p><p>Podemos citar ainda a �brose cística, outra doença provocada pela alteração na</p><p>proteína responsável pelo transporte de íons através das membranas celulares.</p><p>Essa doença afeta pulmões, pâncreas e o sistema digestivo.</p><p>Todas as funções desempenhadas pela membrana plasmática como sua</p><p>organização e composição fazem dela uma estrutura complexa e essencial à vida.</p><p>FAÇA VALER A PENA</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/12</p><p>Questão 1</p><p>A menor unidade dos seres vivos com formas e funções de�nidas é a célula. As</p><p>células são compostas por três estruturas fundamentais: a membrana plasmática,</p><p>o citoplasma e o material genético. A respeito da membrana plasmática, analise o</p><p>trecho a seguir:</p><p>A membrana plasmática é composta por uma bicamada __________, funcionando</p><p>como uma barreira __________. Na formação de sua bicamada, os fosfolipídios que</p><p>possuem a região apolar ou __________ �cam voltadas para o interior da célula. A</p><p>membrana é caracterizada pela sua assimetria e __________.</p><p>Assinale a alternativa que completa a sequência das lacunas corretamente:</p><p>a.  de carboidratos; seletiva; hidrofóbica; proteção.</p><p>b.  de lipídios; hidrofóbica; hidrofílica; reconhecimento celular.</p><p>c.  proteica; permeável; hidrofóbica; �uidez.</p><p>d.  fosfolipídica; impermeável; hidrofílica; proteção.</p><p>e.  lipídica; seletiva; hidrofóbica; �uidez.</p><p>Questão 2</p><p>A membrana plasmática tem características que lhe permitem não só proteger as</p><p>células, como delimitar o que entra e sai delas. Para isso conta com uma estrutura</p><p>em bicamada e o auxílio de alguns componentes para desempenhar as suas</p><p>funções.</p><p>Em relação à estrutura da membrana plasmática, assinale a alternativa correta.</p><p>a.  As membranas são compostas por lipídios, proteínas e carboidratos, na mesma proporção.</p><p>b.  A bicamada é formada por fosfolipídios com a região hidrofílica, voltada para o interior da célula.</p><p>c.  O colesterol é um lipídio e está presente tanto em células animais quanto em células vegetais.</p><p>d.  As proteínas são responsáveis pela maioria das funções realizadas pela membrana plasmática.</p><p>e.  Os glicolipídios e glicoproteínas são esteróis presentes na superfície da membrana celular.</p><p>Questão 3</p><p>Um técnico de laboratório estava fazendo alguns testes com células e utilizou dois</p><p>tubos de ensaio. No tubo I, havia uma alta concentração de sal (NaCl) e após algum</p><p>tempo a célula apresentou turgidez; já no tubo II, contendo água, após algum</p><p>tempo a célula se rompeu.</p><p>Com base nas informações do texto, assinale a alternativa correta:</p><p>a.  No tubo II, a solução era hipertônica em relação à célula animal.</p><p>b.  No tubo II, a solução era hipertônica em relação à célula vegetal.</p><p>c.  No tubo I, continha uma célula vegetal e no tubo II, uma célula animal.</p><p>d.  No tubo I, a solução era hipotônica em relação à célula animal.</p><p>e.  No tubo I, a solução era hipertônica e no tubo II, a solução era hipotônica; ambos continham célula</p><p>animal.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/12</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014.</p><p>COSTA, J. B. Z. et al. O uso de membranas biológicas para regeneração óssea</p><p>guiada em implantodontia: uma revisão de literatura. Revista Bahiana de</p><p>Odontologia, Bahia, v. 7, p. 14-21, 2016.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>DIAS, C. C. D. et al. Alteração da membrana plasmática celular relacionada a �brose</p><p>cística. Faculdade Alfredo Nasser. Disponível em: https://bit.ly/2PYNFjL. Acesso em:</p><p>1 out. 2020.</p><p>E-DISCIPLINAS USP. Mecanismos fundamentais de lesão celular. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3f0N9Kt. Acesso em: 1 out. 2020.</p><p>FALCO, A. et al. Doença de Alzheimer: hipóteses etiológicas e perspectivas de</p><p>tratamento. Quím. Nova, São Paulo, v. 39, n. 1, p. 63-80, 2016. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3h4FMo2. Acesso em: 3 out. 2020.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2012.</p><p>KHAN ACADEMY. Estrutura da membrana plasmática. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/33pMxc0. Acesso em: 1 out. 2020.</p><p>MANUAL MSD – Versão para Pro�ssionais da Saúde. Absorção de Fármacos.</p><p>Disponível em: https://msdmnls.co/3tsDrWv. Acesso em: 2 out. 2020.</p><p>OLIVEIRA, E. A. S. Absorção a partir do local de administração: vias de</p><p>administração de drogas; distribuição dos fármacos receptores; antagonismo entre</p><p>fármacos. 2008. Disponível em: https://bit.ly/3basUc4. Acesso em: 1 out. 2020.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. UFRGS, Especializações da</p><p>membrana plasmática. UFRGS. c2020. Disponível em:  https://bit.ly/3uGwCSN.</p><p>Acesso em: 3 out. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/12</p><p>https://bit.ly/2PYNFjL</p><p>https://bit.ly/3f0N9Kt</p><p>https://bit.ly/3h4FMo2</p><p>https://bit.ly/33pMxc0</p><p>https://msdmnls.co/3tsDrWv</p><p>https://bit.ly/3basUc4</p><p>https://bit.ly/3uGwCSN</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>MEMBRANA PLASMÁTICA</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Agora que você já conheceu um pouco mais a respeito das células, sua importância</p><p>aos seres vivos e sua composição, o estudo de um de seus componentes, a</p><p>membrana plasmática, permitiu ter mais clareza do quão complexa é a</p><p>organização das células. São inúmeras proteínas, carboidratos, lipídios, dentre</p><p>outras moléculas, todas com funções especializadas trabalhando em conjunto para</p><p>o funcionamento correto das células, sejam elas eucariontes ou procariontes. Com</p><p>todo este conhecimento, você já está preparado para resolver a situação-problema</p><p>da seção.</p><p>Para realizar os testes nas células utilizando fármacos, Jean e Carlos lhe explicaram</p><p>que os fármacos utilizam os transportes por difusão passiva, por difusão passiva</p><p>facilitada, por transporte ativo e por pinocitose. Qual a diferença entre estes</p><p>transportes? Existem outros transportes feitos pela membrana plasmática?</p><p>Devemos nos lembrar dos dois tipos de transportes que as membranas realizam: o</p><p>transporte passivo (sem gasto de energia) e o transporte ativo (com gasto de</p><p>energia). É importante frisar que o gasto ou não de energia está relacionado com o</p><p>gradiente de concentração em relação aos meios intracelular e extracelular.</p><p>Quando o transporte de substâncias é realizado de um meio mais concentrado</p><p>para um meio menos concentrado, não há gasto de energia porque o �uxo das</p><p>substâncias está a favor do gradiente de concentração. Ao contrário, quando há</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/3</p><p>gasto de energia, as substâncias seguem em direção contrária ao gradiente de</p><p>concentração, se movem do meio menos concentrado para o meio mais</p><p>concentrado.</p><p>Sabemos que a difusão passiva ou simples e a difusão facilitada são exemplos de</p><p>transporte passivo. Quando há difusão simples, as substâncias transportadas são</p><p>solutos pequenos que conseguem atravessar a membrana seguindo o gradiente</p><p>de concentração. Já na difusão facilitada, as substâncias que não possuem</p><p>a�nidade com os lipídios, ou íons que mesmo pequenos não conseguem</p><p>atravessar sozinhos a bicamada lipídica da membrana, recebem o auxílio de</p><p>proteínas carreadoras que as transportam através da membrana. Esta é uma</p><p>característica destas proteínas auxiliares, capazes de reconhecerem as substâncias</p><p>e realizarem esta modi�cação em sua estrutura, sem a necessidade de gasto de</p><p>energia.</p><p>No transporte ativo é necessário o gasto de energia: quando esta é proveniente de</p><p>uma molécula de ATP, caracteriza-se o transporte ativo primário; já quando a</p><p>energia utilizada é proveniente de outro processo, tem-se o transporte ativo</p><p>secundário. A pinocitose é um transporte feito por membranas que englobam</p><p>partículas líquidas e as transportam para o interior das células, por um processo</p><p>chamado de endocitose.</p><p>Existem outros tipos de transportes feitos pela membrana plasmática, como a</p><p>osmose (transporte passivo), a bomba de sódio-potássio (transporte ativo), a</p><p>fagocitose (transporte realizado por membranas), a exocitose (transporte realizado</p><p>por membranas).</p><p>Após responder com clareza estes questionamentos, você já está pronto para</p><p>montar uma apresentação destacando os principais conceitos das células e</p><p>membrana plasmática, de forma que �que clara e objetiva para os seus colegas</p><p>também trainees. Caso seja necessário retome o conteúdo.</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>ATUAÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA</p><p>Imagine você, no laboratório de biologia celular, como estagiário, auxiliando o</p><p>professor de biologia em uma prática laboratorial de transportes de membrana</p><p>plasmática.</p><p>O professor procura trazer em suas aulas conhecimentos do cotidiano dos alunos</p><p>para que eles consigam associar o conteúdo de uma forma mais prática. Foram</p><p>preparados dois experimentos:</p><p>1o experimento: em um copo de água foi adicionado um pouco de iodo.</p><p>Introduziu-se no copo uma espécie de bolsa feita com um pedaço de papel �lme</p><p>(�no e aderente, utilizado para envolver alimentos), uma colher de sopa de amido</p><p>de milho e um pouco de água. Simulando a membrana plasmática, a bolsa de</p><p>papel �lme, contendo amido e água, ao ser imersa na solução do copo (água e</p><p>iodo) e passado algum tempo, adquire coloração violeta. A coloração é por conta</p><p>da cor do iodo dissolvido em água presente no copo.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/3</p><p>2o experimento: duas folhas de alface são colocadas em um prato e em uma das</p><p>folhas foi adicionado grande quantidade de sal e limão, enquanto a outra folha de</p><p>alface permaneceu sem adição de substâncias. Passado algum tempo, a folha de</p><p>alface com adição de sal e limão (simulando uma salada temperada que utilizamos</p><p>em nossas casas) encontrava-se murcha, já a folha sem tempero estava como</p><p>antes, intacta.</p><p>Você �cou encarregado de explicar os dois experimentos aos alunos. Mas o que</p><p>será que aconteceu? Você consegue explicar estes processos imaginando o</p><p>funcionamento das células? Qual transporte celular foi simulado no 1º</p><p>experimento? O mesmo processo ocorreu no 2º experimento?</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Bom, vamos lá. Para você explicar aos alunos os experimentos realizados, você</p><p>precisa se lembrar dos tipos de transportes feitos pela membrana plasmática e</p><p>os seus conceitos.</p><p>No 1º experimento, o processo observado foi o transporte passivo de difusão</p><p>simples, resultante da passagem espontânea das partículas de iodo (soluto) de</p><p>um meio mais concentrado (copo de água com iodo) para o menos</p><p>concentrado (simulador da célula – amido de milho com água envolto por</p><p>plástico �lme). O plástico �lme está simulando a membrana plasmática, e as</p><p>partículas do iodo atravessaram esta membrana no sentido do gradiente de</p><p>concentração, buscando o equilíbrio da concentração dos meios.</p><p>Já no 2º experimento, o transporte celular simulado é o transporte passivo</p><p>conhecido por osmose. A folha de alface temperada com com sal e limão,</p><p>simulando a salada que costumamos comer, �cou com aspecto murcho devido</p><p>ao sal adicionado na superfície da folha, uma vez que no interior das células da</p><p>folha de alface criou-se um meio hipotônico (menor concentração de solutos)</p><p>em relação ao meio extracelular (a folha em contato com o ambiente externo),</p><p>fazendo com que a folha perdesse água para o ambiente externo,</p><p>apresentando o aspecto murcho. Pode-se dizer também que o meio externo</p><p>estava hipertônico (mais concentrado) do que o interior das células da folha de</p><p>alface. Enquanto a folha de alface sem adição de sal e limão permaneceu</p><p>intacta, por estar em um meio isotônico, de equilíbrio.</p><p>Vale lembrar das propriedades da osmose em células vegetais, que têm a</p><p>parede celular que auxilia no processo de desplasmólise, o inverso da</p><p>plasmólise. A folha lavada e imersa em um meio hipotônico (vasilha de água),</p><p>absorve a água e retorna a sua situação inicial.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+…</p><p>3/3</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>SINALIZAÇÕES CELULARES</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, como está? Vamos dar sequência aos nossos estudos?</p><p>Você se recorda da unidade fundamental da vida, a célula, e os seus principais</p><p>componentes? Estudamos um pouco mais afundo a membrana plasmática, a sua</p><p>composição e importância. Estudamos também a bicamada fosfolipídica que</p><p>constitui a membrana plasmática, composta por proteínas inseridas nesta dupla</p><p>camada, que auxiliam em quase todas as atividades celulares. Elas se encarregam</p><p>desde o transporte de substâncias, permitindo a passagem para o interior ou</p><p>exterior das células, até a ancoragem para o citoesqueleto, auxiliando na adesão</p><p>das células adjacentes formadoras de tecidos, além de funcionarem como</p><p>receptores da membrana no processo de sinalização celular, que estudaremos</p><p>nesta seção.</p><p>Mas o que é a sinalização celular? Este complexo processo de comunicação</p><p>existente entre as células é fundamental para o funcionamento dos organismos,</p><p>principalmente dos multicelulares, que precisam emitir sinais de uma célula a</p><p>outra para se comunicar. As células podem detectar o que ocorre ao seu redor por</p><p>meio de sinais advindos de células vizinhas, células mais distantes ou até mesmo</p><p>sinais advindos do meio exterior. A membrana plasmática junto das proteínas</p><p>funcionam como transdutoras de sinais, ou seja, convertem um tipo de sinal ou</p><p>estímulo em outro, que são levadas para outras células através de proteínas e</p><p>enzimas. Desta forma, as células recebem informações a respeito das funções que</p><p>deverão desempenhar, assim sendo, as respostas celulares que deverão resultar</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/12</p><p>em contração, secreção, crescimento, diferenciação, propagação de um impulso</p><p>nervoso, morte celular, dentre inúmeras outras. A compreensão deste complexo</p><p>sistema é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas na área de biologia</p><p>celular, nas interações de fármacos com os receptores especí�cos da membrana,</p><p>ação destes fármacos nas células e desenvolvimento de metodologias terapêuticas</p><p>e de diagnóstico para doenças, como o câncer.</p><p>Nesta seção estudaremos como funciona esta comunicação entre as células, os</p><p>requisitos necessários que envolvem este processo, desde a molécula sinalizadora</p><p>que contém o sinal emitido por uma célula emissora, até a ligação desta molécula</p><p>a um receptor especí�co presente na célula-alvo que irá receber o sinal. Veremos</p><p>que não são todos os sinais que são recebidos por todas as células, a depender do</p><p>tipo de molécula sinalizadora, do tipo de receptor presente na membrana da</p><p>célula, e, ainda, da distância em que os sinais são transmitidos entre as células. As</p><p>sinalizações ocorrem por meio de sinais químicos ou elétricos e podem ser</p><p>classi�cadas em: dependentes de contato, parácrina, sináptica e endócrina, de</p><p>acordo com a proximidade entre as células. Já os receptores presentes na</p><p>membrana celular que captam os sinais podem estar localizados no interior das</p><p>células ou em sua superfície, e cada um deles é classi�cado em subtipos que</p><p>entenderemos no decorrer da seção.</p><p>Para contextualizar os conteúdos desta seção, daremos sequência à situação</p><p>hipotética de sua atuação como trainee no setor de produção, na área de</p><p>pesquisa, desenvolvimento e testes de medicamentos, de uma multinacional</p><p>farmacêutica. Você trabalha com uma equipe de farmacêuticos, biólogos,</p><p>biomédicos, médicos, engenheiros químicos e biotecnólogos. Para tanto, você</p><p>precisará se dedicar muito e estar disposto a aprender com esta nova experiência.</p><p>Você estava acompanhando o trabalho de Jean, um biólogo experiente, para</p><p>aprender um pouco do trabalho feito por ele, e iniciou alguns testes com fármacos,</p><p>com auxílio do farmacêutico Carlos.</p><p>Dando continuidade aos testes para veri�car a ação de fármacos nas células,</p><p>Carlos está trabalhando com um fármaco antitireoidiano que diminui a quantidade</p><p>de hormônio produzido pela tireoide, auxiliando no tratamento de pessoas que</p><p>sofrem com o hipertireoidismo. Este fármaco a base de metimazol age diminuindo</p><p>a quantidade de iodo, consequentemente inibe a elevada taxa de T3 e T4 no</p><p>organismo, controlando a glândula da tireoide. No entanto, alguns pacientes</p><p>podem ter efeitos adversos e devem ser analisados para descrição na bula.</p><p>Considerando essa situação, pensando em auxiliar Carlos nos testes que fará, você</p><p>saberia explicar como as células se comunicam, ou seja, como ocorre sinalização</p><p>celular no caso dos hormônios tireoidianos? Quais são os fatores que devemos</p><p>levar em conta na sinalização celular? Como podemos classi�car a molécula do</p><p>hormônio tireoidiano? E os receptores das células-alvo envolvidas?</p><p>Em princípio parece ser uma situação difícil de se explicar, mas no decorrer desta</p><p>seção serão apresentados os principais conceitos que darão o embasamento</p><p>teórico para chegar às respostas.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/12</p><p>Compreender a importância do processo de comunicação celular é essencial para</p><p>entendermos a complexidade de um organismo vivo e podermos atuar em seus</p><p>diversos mecanismos, não só compreendendo enfermidades como também</p><p>auxiliando em tratamentos.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>Até agora você estudou a composição dos seres vivos, a estrutura das células</p><p>(unidade fundamental da vida) e alguns de seus componentes. Vamos</p><p>compreender agora como as células recebem estímulos e respondem ao seu</p><p>ambiente, a�nal, uma célula precisa ser capaz de identi�car o seu alimento, evitar</p><p>substâncias prejudiciais, se comunicar com outras células, sobreviver, se</p><p>reproduzir ou morrer.</p><p>As sinalizações celulares são essenciais para que as células decodi�quem os sinais</p><p>recebidos do ambiente e de outras células, havendo uma diversidade de sinais que</p><p>estimulam a comunicação intracelular, como estímulos físicos (luz, temperatura),</p><p>hormônios, neurotransmissores, patógenos, dentre outros. A sinalização celular é</p><p>um complexo sistema de comunicação que coordena as atividades e funções</p><p>celulares, seja em células procariontes ou eucariontes. Por meio dos sinais</p><p>recebidos, as células sabem como e quando devem agir, desde a formação de</p><p>tecidos, síntese de anticorpos, multiplicação celular até a coordenação do</p><p>metabolismo e de várias outras atividades celulares.</p><p>SINALIZADORES NAS MEMBRANAS CELULARES</p><p>A base da comunicação celular ocorre com a emissão de um sinal produzido por</p><p>uma célula emissora e liberado no meio extracelular. Este sinal é enviado através</p><p>de moléculas sinalizadoras (ligantes), que podem ser proteínas, peptídeos,</p><p>aminoácidos, nucleotídeos, hormônios, gases e derivados de ácidos graxos. As</p><p>moléculas sinalizadoras “�utuam” no meio extracelular até serem reconhecidas por</p><p>uma proteína receptora localizada na célula-alvo (célula que irá receber o sinal). É</p><p>importante saber que não são todas as células que podem receber todos os sinais:</p><p>a célula só recebe o sinal se tiver uma proteína especí�ca (receptor) para receber</p><p>aquele sinal. As proteínas receptoras estão localizadas na superfície das</p><p>membranas, quando a molécula sinalizadora tem natureza hidrofílica, ou</p><p>localizadas no interior das células, no citoplasma ou núcleo, quando a natureza da</p><p>molécula sinalizadora é hidrofóbica.</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Ligante: molécula sinalizadora que se liga a um sítio especí�co de uma</p><p>proteína ou outra molécula.</p><p>Receptor: proteína localizada na superfície da membrana plasmática ou no</p><p>interior da célula, que se liga à molécula sinalizadora.</p><p>Quando</p><p>o ligante se prende à proteína receptora, a ligação ativa o receptor, que</p><p>por sua vez ativa uma ou mais proteínas sinalizadoras intracelulares e, desta</p><p>forma, a mensagem é retransmitida por uma cadeia de mensageiros químicos</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/12</p><p>dentro da célula, possibilitando a resposta celular, ou seja, o sinal intercelular</p><p>(entre as células) original é convertido em sinal intracelular (dentro das células),</p><p>ocorrendo a transdução do sinal, permitindo que a informação chegue ao alvo</p><p>intracelular apropriado (proteínas efetoras) que acionam a resposta. Cada célula é</p><p>programada para responder a combinações especí�cas de moléculas</p><p>sinalizadoras. A célula passa por mudanças, que permitem, por exemplo, em</p><p>resposta, alterar a atividade de um gene, alterar a indução de uma divisão celular,</p><p>alterar funções do metabolismo, formas e movimentos celulares, entre outras. A</p><p>troca de sinais químicos entre as células regula quase todas as funções celulares, e</p><p>um mesmo sinal pode causar diferentes efeitos dependendo do receptor ao qual</p><p>ele se associa.</p><p>Figura 1.11 | Sinalização intracelular</p><p>Fonte: Alberts et al. (2017, p. 814).</p><p>ASSIMILE</p><p>Para que ocorra a sinalização celular são necessários os seguintes passos:</p><p>•  Célula emissora realiza a síntese e liberação da molécula sinalizadora.</p><p>•  Molécula sinalizadora é transportada até a célula-alvo.</p><p>•  Célula alvo-detecta o sinal através do receptor especí�co (proteína</p><p>receptora). Nesta fase, a molécula sinalizadora altera a conformação do</p><p>receptor, sendo considerada o primeiro mensageiro.</p><p>•  O sinal é transmitido para o interior da célula (proteínas de sinalização</p><p>intracelular), podendo haver um mensageiro secundário que irá</p><p>retransmitir este sinal a outra ou a outras proteínas (proteínas efetoras),</p><p>enzimas etc.</p><p>•  O sinal é recebido e ocorre modi�cação do metabolismo celular e uma</p><p>resposta da célula, podendo esta estar relacionada à função ou ao</p><p>desenvolvimento celular.</p><p>TIPOS DE SINALIZAÇÃO</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/12</p><p>A sinalização celular pode envolver sinais químicos ou elétricos, envolvendo</p><p>sempre a transmissão de um sinal de uma célula emissora para uma célula</p><p>receptora. Mas sabemos que as células nem sempre estão próximas umas às</p><p>outras e nem todas as células trocam sinais da mesma forma, precisamos então</p><p>considerar os diferentes tipos de sinalização que ocorrem, baseados</p><p>principalmente na distância que o sinal percorre no organismo para alcançar a</p><p>célula-alvo. Encontramos quatro categorias de sinalização química nos organismos</p><p>multicelulares, são elas: sinalização dependente de contato, sinalização parácrina,</p><p>sinalização sináptica e sinalização endócrina (ALBERTS et al., 2017).</p><p>•  Sinalização dependente de contato: ocorre em contato direto, quando as</p><p>moléculas sinalizadoras permanecem ligadas à membrana plasmática de uma</p><p>célula e podem interagir com receptores de uma célula adjacente. É importante</p><p>durante o desenvolvimento embrionário e a resposta imune. Em alguns casos, as</p><p>células podem não estar tão próximas umas das outras e as células se comunicam</p><p>estendendo prolongamentos, que formam canais, para fazer o contato com a</p><p>outra célula. Estes canais por onde percorrem íons e substâncias pequenas de uma</p><p>célula à outra, são as junções comunicantes ou gaps (em células animais) e</p><p>plasmodesmos (em células vegetais).</p><p>•  Sinalização parácrina: ocorre em distâncias curtas, quando as moléculas</p><p>sinalizadoras estão muito próximas às células-alvo. Neste caso, as moléculas</p><p>atuam em diferentes células vizinhas. São exemplos os hormônios, tais como as</p><p>citocinas, fatores de crescimento, neurotransmissores, entre outros. Este tipo de</p><p>sinalização pode ser classi�cado também como autócrina, quando a célula</p><p>responde à sinalização através da molécula sinalizadora que ela mesma produziu.</p><p>A célula emissora e a célula-alvo são a mesma célula. Para exempli�car podemos</p><p>citar as células cancerosas, as quais produzem sinais extracelulares que estimulam</p><p>a sobrevivência e proliferação de sua própria célula.</p><p>•  Sinalização sináptica: ocorre em longas distâncias e as moléculas sinalizadoras</p><p>(neurotransmissores) são liberadas por neurônios por meio de sinais elétricos, em</p><p>uma longa �bra (axônio). Quando o impulso alcança a sinapse (junção de duas</p><p>células nervosas, onde ocorre a transmissão de sinal), os neurotransmissores são</p><p>liberados e desencadeiam respostas em células-alvo que estão localizadas em</p><p>outras partes do organismo. Os neurotransmissores, uma vez liberados, podem</p><p>ser degradados ou retomados pela célula emissora, para que a sinapse �que</p><p>preparada para receber o próximo sinal. Estas sinalizações através dos</p><p>neurotransmissores podem ser consideradas também endócrinas (por</p><p>percorrerem longas distâncias) ou parácrinas (por percorrerem curtas distâncias,</p><p>nos casos em que neurônios próximos se comunicam nas sinapses).</p><p>•  Sinalização endócrina: ocorre também em longas distâncias, neste caso as</p><p>moléculas sinalizadoras (hormônios) são secretadas na corrente sanguínea até</p><p>alcançar a célula-alvo. O sistema circulatório, como uma rede de distribuição, se</p><p>encarrega de transportar os hormônios por todo o corpo, permitindo a sua</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/12</p><p>atuação em células-alvo que estejam em qualquer parte do corpo. Nos animais, as</p><p>glândulas endócrinas são as células que liberam um ou mais tipos de hormônios,</p><p>podemos citar a tireoide, o hipotálamo, as gônadas, a pituitária e o pâncreas.</p><p>Figura 1.12 | As categorias de sinalização celular.</p><p>Nota: (A) Sinalização dependente de contato; (B) Sinalização parácrina; (C)</p><p>Sinalização sináptica; (D) Sinalização endócrina.</p><p>Fonte: Alberts et al. (2017, p. 815).</p><p>ASSIMILE</p><p>Nos humanos a hipó�se libera hormônios responsáveis pelo crescimento.</p><p>As plantas, porém, não possuem glândulas endócrinas e, neste caso, as</p><p>moléculas que regulam o seu crescimento e se locomovem pela planta até</p><p>as células mais distantes são os hormônios vegetais.</p><p>As moléculas químicas, sinalizadoras, responsáveis pela atuação em diversos</p><p>locais, são classi�cadas em moléculas hidrossolúveis (moléculas de peso</p><p>molecular considerável, como os aminoácidos, as catecolaminas e peptídeos – são</p><p>os neurotransmissores e os hormônios), podem se difundir pela membrana e</p><p>chegar ao núcleo, transportadas por carreadoras. E moléculas lipossolúveis</p><p>(moléculas de pouco peso molecular, são derivadas do colesterol (esteroides), de</p><p>aminoácidos (tireoides) e compostos gasosos (óxido nítrico – NO e monóxido de</p><p>carbono – CO), que se ligam a receptores intracelulares.</p><p>Diferentes células podem receber um mesmo sinal, utilizarem de um mesmo tipo</p><p>de receptor na membrana e apresentar comportamento de reação distinto entresi.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/12</p><p>O neurotransmissor acetilcolina (molécula sinalizadora) pode induzir</p><p>diferentes respostas dependendo da célula-alvo que atinge, uma vez que</p><p>tipos celulares diferentes são especializados para responder de maneiras</p><p>diferentes aos sinais. Podemos citar a célula muscular cardíaca, em que a</p><p>proteína receptora acoplada à</p><p>proteína G se liga à acetilcolina e os sinais</p><p>interpretados pela célula produzem como resposta a redução da velocidade</p><p>de contração. Já a mesma molécula, ao se ligar a um receptor de uma célula</p><p>da glândula salivar, também acoplado à proteína G, irá produzir uma</p><p>resposta diferente, de secreção. Ainda a mesma molécula de acetilcolina, ao</p><p>ligar-se a um receptor acoplado a um canal iônico de uma célula muscular</p><p>esquelética, produz uma resposta distinta das demais, de contração.</p><p>CLASSE DE RECEPTORES DE MEMBRANAS</p><p>Como vimos, a sinalização celular ocorre quando há uma ligação entre uma</p><p>molécula sinalizadora (ligante) e sua molécula receptora (receptor). Um receptor</p><p>reconhece um ou poucos ligantes especí�cos, e um ligante se liga a apenas um ou</p><p>poucos receptores presentes nas células-alvo. Quando há ligação entre ambos,</p><p>ligante e receptor, o receptor altera a sua forma ou atividade e o sinal é</p><p>transmitido ou são desencadeadas modi�cações adaptativas dentro da célula-alvo.</p><p>Os receptores podem ser classi�cados como intracelulares ou de superfície celular.</p><p>Os receptores intracelulares (proteínas receptoras) são encontrados dentro da</p><p>célula, no citoplasma ou no núcleo. Geralmente se ligam a pequenas moléculas</p><p>hidrofóbicas, transportadas por carreadoras para atravessarem a membrana</p><p>plasmática por difusão. Os hormônios esteroidais (testosterona, estrogênio,</p><p>cortisol), hormônios da tireoide e a vitamina D, presentes no corpo humano são</p><p>exemplos de moléculas hidrofóbicas. Outro exemplo é o óxido nítrico (NO), uma</p><p>pequena molécula que age sobre as células musculares lisas dos vasos sanguíneos,</p><p>provocando vasodilatação local (relaxamento das células musculares locais), com</p><p>isso, o calibre do vaso aumenta, permitindo ao �uxo sanguíneo �uir facilmente.</p><p>Possuem difusão rápida através da membrana por serem gasosos e, rapidamente,</p><p>se espalharem pelas células vizinhas.</p><p>REFLITA</p><p>Você consegue associar o tipo de sinalização que o óxido nítrico (NO), sendo</p><p>a molécula ligante, realiza na célula?</p><p>Os receptores de superfície celular, também conhecidos por receptores de</p><p>membrana plasmática, são as proteínas localizadas na superfície externa da célula.</p><p>As moléculas grandes ou hidrofílicas, que não conseguem atravessar a membrana</p><p>plasmática se ligam a três tipos de receptores: acoplados a canais iônicos,</p><p>acoplados a enzimas e acoplados à proteína G. Todos eles são proteínas</p><p>transmembranas e não entram na célula, a menos que sejam degradados.</p><p>Os receptores acoplados a canais iônicos são canais controlados por um ligante.</p><p>Em resposta à ligação, estes receptores possuem uma região intramembranal com</p><p>um canal hidrofílico no meio dele, permitindo que os íons atravessem a membrana</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/12</p><p>sem precisar se deparar com a camada fosfolipídica. A alteração dos níveis de íons</p><p>dentro da célula pode alterar a atividade de outras moléculas, na produção de uma</p><p>resposta. A sinalização sináptica, que envolve a transmissão rápida de sinais entre</p><p>células eletricamente excitáveis, está envolvida com estes receptores. Os</p><p>neurotransmissores, por exemplo, abrem e fecham o canal iônico formado pela</p><p>proteína a qual eles se ligam. Desta forma, eles conseguem mudar rapidamente a</p><p>permeabilidade iônica da membrana. Os receptores acoplados a enzimas são</p><p>receptores da membrana plasmática que estão associados a uma enzima,</p><p>podendo este receptor ser a enzima que catalisa a reação, ou em outros casos, o</p><p>receptor interage com outra enzima. Um exemplo são os receptores tirosina</p><p>quinases (RTKs), encontrados em humanos e em outras espécies. Moléculas</p><p>sinalizadoras se ligam a dois receptores de tirosina quinase próximos e estes</p><p>receptores vizinhos se juntam trocando fosfatos que se ligam à tirosina um do</p><p>outro. Estes receptores, agora fosforilados, podem transmitir sinais para outras</p><p>células ou se tornam receptivas a uma diversidade de proteínas, que quando se</p><p>ligam a estes receptores podem ativar uma grande variedade de vias de</p><p>sinalização, que levam a uma resposta celular. As proteínas receptoras atravessam</p><p>a membrana uma única vez, têm um sítio de ligação no exterior da célula e um sítio</p><p>catalítico no interior celular. Já os receptores acoplados à proteína G (GPCRs) são</p><p>heterogêneos e se ligam a diversos tipos de ligantes. São receptores associados a</p><p>uma proteína transmembrana multipasso, isso signi�ca que atravessam a</p><p>membrana sete vezes e, ao se ligarem à molécula sinalizadora, ativam outras</p><p>proteínas, alterando a sua conformação e transmitindo o sinal adiante. A</p><p>sinalização celular associada a este tipo de receptor pode se repetir várias vezes</p><p>em resposta à molécula sinalizadora, em um ciclo. Estes receptores atuam</p><p>indiretamente regulando a atividade de uma proteína-alvo ligada à membrana</p><p>plasmática, que pode ser um canal iônico ou uma enzima.</p><p>Estudaremos um pouco mais sobre esta família de proteínas para compreender</p><p>como as proteínas G funcionam e como ocorre a sinalização celular em ciclos.</p><p>PROTEÍNAS G E SEQUÊNCIAS DE SINALIZAÇÕES</p><p>As proteínas G (nucleotídeos de guanosina) fazem parte de uma família com mais</p><p>de 50 tipos descritos. São proteínas com estado inativo, acopladas a receptores no</p><p>meio intracelular com propriedades funcionais e estruturais, que quando ativadas</p><p>podem migrar pelo citosol e ativar enzimas efetoras ou canais iônicos, realizando a</p><p>transdução de sinais (MOURA; VIDAL, 2011). As proteínas G recebem este nome</p><p>porque se combinam com nucleotídeos da guanina GDT (trifosfato de guanosina) e</p><p>GTP (difosfato de guanosina), possuem alto peso molecular e são formadas por</p><p>três polipeptídios distintos, ou subunidades, α (liga e hidrolisa GTP), β e γ</p><p>(responsáveis pelo ancoramento à membrana), formando um complexo transdutor</p><p>de sinais. As proteínas G funcionam como interruptores, quando associadas com</p><p>GTP estão “ligadas” (ativadas) e associadas à GDP estão “desligadas” (desativadas).</p><p>Quando a célula-alvo recebe o primeiro mensageiro (hormônio, neurotransmissor,</p><p>secreção parácrina) e este se liga ao receptor acoplado à proteína G, estes são</p><p>ativados, e a proteína G pode ativar outras proteínas (proteínas G estimulatórias –</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/12</p><p>Gs) ou inibir proteínas (proteínas inibitórias – Gi). As proteínas G estimulatórias</p><p>fazem o efeito cascata de sinalização, quando um receptor recebe o ligante e ativa</p><p>a proteína G, ela por sua vez ativa uma terceira proteína, geralmente uma enzima</p><p>efetora (adenilciclase ou fosfolipase C). Ao serem ativadas pela proteína G por meio</p><p>da sua ação enzimática geram várias reações moleculares de curta duração que</p><p>levam a uma modi�cação no comportamento celular. A enzima ativada gera um</p><p>segundo mensageiro que afetará outros alvos. Alguns exemplos de tipos de</p><p>proteínas G: Gs, Gq, Gi, Gt, Go e Gk.</p><p>A adenilciclase é uma importante enzima que tem papel no processo de</p><p>sequenciamento de sinalizações envolvendo a proteína G. Quando esta enzima é</p><p>ativada pela proteína G, ela hidrolisa uma molécula de ATP, retirando o fosfato</p><p>dela, transformando-a em AMP (adenosina monofosfato) ou AMPc (AMP cíclico). O</p><p>aumento do número de AMPc aumenta consequentemente o número de enzimas</p><p>citoplasmáticas ativadas por ela, reagindo ao pico de concentração. Para que este</p><p>mecanismo funcione bem é necessário controlar a concentração de AMPc,</p><p>somente assim a célula poderá perceber o próximo sinal e há uma enzima</p><p>especí�ca para controlar este processo.</p><p>Quadro 1.1 | Algumas respostas celulares induzidas por hormônios mediadas por AMP cíclico</p><p>Fonte: Alberts et al.</p><p>(2017, p. 835).</p><p>As proteínas G junto de seus receptores transmitem sinais de hormônios e</p><p>neurotransmissores, sendo importantes intermediários para a �siologia do</p><p>organismo, controlando o metabolismo celular, como o sistema cardíaco, funções</p><p>cerebrais e controle hormonal. Quando há alterações na �siologia da proteína G</p><p>muitos distúrbios orgânicos podem ser gerados.</p><p>ASSIMILE</p><p>O tempo que uma célula leva para responder a um sinal extracelular varia</p><p>muito, dependendo das ações que a célula deve fazer para chegar à</p><p>resposta requerida. Algumas moléculas sinalizadoras, como a acetilcolina</p><p>(neurotransmissor), se degradam em um intervalor de milissegundos após</p><p>serem secretadas, isto ocorre porque as proteínas afetadas já se encontram</p><p>no interior da célula-alvo aguardando os sinais. Outras como a secreção das</p><p>glândulas salivares duram em torno de um minuto. Já alguns hormônios</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/12</p><p>podem levar horas ou dias antes de serem degradados, um exemplo é o</p><p>hormônio de crescimento, pois a resposta celular depende de mudanças na</p><p>expressão gênica e produção de novas proteínas.</p><p>A sinalização celular só ocorre com o perfeito funcionamento de cada uma das</p><p>etapas envolvidas, pois qualquer alteração signi�cativa afeta a comunicação entre</p><p>as células e gera uma alteração que afeta diretamente a função que a célula</p><p>deveria executar para desempenhar o seu correto funcionamento.</p><p>FAÇA VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>A sinalização celular é um complexo sistema de comunicação que coordena as</p><p>atividades e funções celulares. Neste contexto, analise o trecho a seguir:</p><p>As células se comunicam, geralmente, utilizando __________, emitidos por uma</p><p>célula __________. Os sinais são __________ secretadas na célula e liberadas no espaço</p><p>extracelular, onde percorrem curtas ou longas distâncias até serem detectadas por</p><p>um __________ presente na superfície ou no interior da célula __________.</p><p>Assinale a alternativa que completa a sequência das lacunas corretamente:</p><p>a.  proteínas; sinalizadora; elétricos; ligante; emissora.</p><p>b.  moléculas sinalizadoras; primária; vesículas; receptor; ligante.</p><p>c.  ligantes; emissora; proteínas; alvo; receptora.</p><p>d.  sinais químicos; emissora; moléculas sinalizadoras; receptor; alvo.</p><p>e.  sinais elétricos; alvo; substâncias; ligante; emissora.</p><p>Questão 2</p><p>A sinalização celular pode ser classi�cada em diferentes categorias, de acordo com</p><p>a distância a ser percorrida por um sinal, dependendo da distância entre as células</p><p>que irão se comunicar.</p><p>De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação</p><p>dos tipos de sinalização celular na Coluna A com suas respectivas características na</p><p>Coluna B.</p><p>Coluna A Coluna B</p><p>I. Sinalização sináptica 1. A molécula sinalizadora permanece ligada à</p><p>membrana plasmática até interagir com o receptor da</p><p>célula próxima.</p><p>II. Sinalização</p><p>parácrina</p><p>2. A molécula sinalizadora é um hormônio, atinge</p><p>células-alvo em locais distantes.</p><p>III. Sinalização</p><p>endócrina</p><p>3. A molécula sinalizadora pode ser um hormônio,</p><p>atinge células-alvo a curtas distâncias.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/12</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014.</p><p>COSTA, J. B. Z. et al. O uso de membranas biológicas para regeneração óssea</p><p>guiada em implantodontia: uma revisão de literatura. Revista Bahiana de</p><p>Odontologia, Bahia, v. 7, p. 14-21, 2016.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>HAUACHE, O. M. Receptores acoplados à proteína G: implicações para a �siologia e</p><p>doenças endócrinas. Arq. Bras. Endocrinol. Metab, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 228-</p><p>239, 2001. Disponível em: https://bit.ly/2RDOI99. Acesso em: 14 out. 2020.</p><p>Coluna A Coluna B</p><p>IV. Sinalização</p><p>dependente de</p><p>contato</p><p>4. A molécula sinalizadora emite sinais elétricos e</p><p>percorre longas distâncias.</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a associação correta entre as colunas.</p><p>a.  I-3; II-1; III-2; IV-4.</p><p>b.  I-4; II-3; III-2; IV-1.</p><p>c.  I-2; II-3; III-1; IV-4.</p><p>d.  I-4; II-2; III-3; IV-1.</p><p>e.  I-1; II-4; III-2; IV-3.</p><p>Questão 3</p><p>Para que ocorra a comunicação celular é necessário que o sinal emitido por uma</p><p>célula seja reconhecido por um receptor especí�co presente na célula que irá</p><p>receber a informação e gerar uma resposta celular. Os receptores podem ser de</p><p>vários tipos e um mesmo receptor pode estar presente em diferentes tipos</p><p>celulares. Eles podem ser divididos em duas categorias: receptores intracelulares e</p><p>receptores de superfície celular.</p><p>Analise as alternativas a seguir em relação aos receptores de membranas e</p><p>assinale a correta.</p><p>a.  Os receptores intracelulares podem estar acoplados a canais iônicos.</p><p>b.  Os receptores da membrana plasmática, que estão associados a uma enzima, são neurotransmissores de</p><p>superfície celular.</p><p>c.  A vitamina D é um exemplo de molécula hidrofóbica que se liga a receptores intracelulares.</p><p>d.  Receptores acoplados à proteína G são caracterizados pelas suas proteínas receptoras atravessarem a</p><p>membrana uma única vez.</p><p>e.  Os receptores intracelulares são caracterizados por se ligarem a moléculas hidrofílicas e os receptores de</p><p>membrana plasmática se ligarem a moléculas hidrofóbicas.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/12</p><p>https://bit.ly/2RDOI99</p><p>KHAN Academy. Introdução à sinalização celular. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3xT746G. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Histologia básica. 11. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2013.</p><p>MANUAL MSD – Versão para Pro�ssionais da Saúde. Hipertireoidismo. Disponível</p><p>em: https://msdmnls.co/3fcO62C. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>MOURA, P. R.; VIDAL, F. A. P. Transdução de sinais: uma revisão sobre proteína G.</p><p>Scientia Medica, Porto Alegre, v. 21, n. 1, p. 31-36, 2011. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3uCvsrb. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>OLIVEIRA, E. S. F. Unidade 8 – Sinalização celular. Eixo Biológico. Esalq – USP.</p><p>Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3o1yUJm. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>PORTAL SÃO FRANCISCO. Miastenia. Disponível em: https://bit.ly/3exXoXG. Acesso</p><p>em: 9 out. 2020.</p><p>TREBIEN, H. A. Medicamentos – benefícios e riscos com ênfase na automedicação.</p><p>Curitiba, 2011. Disponível em: https://bit.ly/33sVlxB. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>SOCIEDADE Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Entendendo a tireoide:</p><p>hipertireoidismo. Disponível em: https://bit.ly/3xZlJ06. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/12</p><p>https://bit.ly/3xT746G</p><p>https://msdmnls.co/3fcO62C</p><p>https://bit.ly/3uCvsrb</p><p>https://bit.ly/3o1yUJm</p><p>https://bit.ly/3exXoXG</p><p>https://bit.ly/33sVlxB</p><p>https://bit.ly/3xZlJ06</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>SINALIZAÇÕES CELULARES</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Relembrando a nossa situação-problema, Carlos está testando um fármaco</p><p>antitideoidiano que diminui a quantidade de hormônio produzido</p><p>pela tireoide,</p><p>para auxiliar no tratamento de hipertireoidismo.</p><p>Com isso, você saberia explicar como as células se comunicam, ou seja, como</p><p>ocorre sinalização celular no caso dos hormônios tireoidianos? Quais são os</p><p>fatores que devemos levar em conta na sinalização celular? Como podemos</p><p>classi�car a molécula do hormônio tireoidiano? E os receptores das células-alvo</p><p>envolvidas?</p><p>Os hormônios tiroidianos são produzidos pela glândula tireoide (localizada no</p><p>pescoço) e levados através do sangue para as demais partes do corpo, regulando o</p><p>metabolismo. Sabemos que o hipertireoidismo é uma condição na qual a glândula</p><p>da tireoide produz em excesso os hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4</p><p>(tiroxina), que podem levar a outros problemas de saúde. A aceleração ou</p><p>irregularidade nos batimentos cardíacos, a insu�ciência cardíaca ou até mesmo</p><p>casos de osteoporose, perda de peso, fraqueza muscular e infertilidade podem ser</p><p>sintomas do hipertireoidismo.</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/3</p><p>De acordo com as características dos tipos de sinalização celular que as células</p><p>utilizam para se comunicar, decorrente principalmente do distanciamento entre</p><p>elas, a sinalização endócrina é a que ocorre no caso dos hormônios tireoidianos e</p><p>outros tipos de hormônios secretados por glândulas endócrinas. Este tipo de</p><p>sinalização é caracterizado por carregar os hormônios através do sistema</p><p>circulatório agindo em células distantes do alvo. Lembrando que devemos levar em</p><p>conta que para a sinalização celular ocorrer é necessário uma célula emissora</p><p>(glândula endócrina – tireoide), a emissão de um sinal ou molécula sinalizadora</p><p>(hormônio tireoidiano), o receptor da membrana especí�co que irá interpretar o</p><p>sinal à célula-alvo, neste caso a célula distante que recebe o sinal e irá produzir</p><p>uma resposta (reação).</p><p>Com isso, podemos classi�car o hormônio tireoidiano como uma molécula</p><p>sinalizadora lipossolúvel, solúvel em gordura, no entanto não solúvel em solventes</p><p>orgânicos e incapaz de atravessar a membrana plasmática da célula-alvo ou</p><p>percorrer a corrente sanguínea sem o auxílio de uma proteína transportadora ou</p><p>carreadora. Os hormônios da tireoide se ligam a receptores intracelulares</p><p>encontrados no núcleo celular, que, ao se ligarem, o receptor muda a sua</p><p>conformação, permitindo que o hormônio entre no núcleo e regule a atividade</p><p>gênica para a qual foi “instruído”.</p><p>Os medicamentos antitireoidianos diminuem a quantidade de hormônio produzido</p><p>pela tireoide, mas como todo medicamento pode causar efeitos adversos quando</p><p>o princípio ativo age em outras células do nosso organismo que não precisam do</p><p>medicamento, podendo promover efeitos colaterais de maior ou menor grau –</p><p>algumas vezes o efeito é sutil que não percebemos. Isto ocorre devido a diferentes</p><p>células utilizarem o mesmo receptor especí�co para a molécula sinalizadora,</p><p>podendo responder a este sinal de maneiras distintas.</p><p>Como vimos, a sinalização celular é extremamente importante para o</p><p>funcionamento do organismo dos seres vivos, este é um dos caminhos que você</p><p>pode chegar para a resolução da situação-problema, no entanto, há outras formas</p><p>de pensar também. Por exemplo, você pode pensar na função da tireoide sendo</p><p>controlada pela hipó�se (pequena glândula localizada na base do cérebro). A</p><p>hipó�se produz o hormônio estimulante da tireoide (TSH) que induz a produção de</p><p>T3 e T4 pela tireoide. Desta forma, se você pensar na molécula de TSH para</p><p>resolver a situação, você se deparará com outro cenário, devendo explicar a</p><p>sinalização por meio de receptores acoplados à proteína G.</p><p>Essa poderia ser uma possibilidade de resolução, com base no que estudamos</p><p>nesta seção, ou seja, você tem plenas condições de indicar uma outra proposta. Vá</p><p>em frente!</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>A DOENÇA DA FRAQUEZA</p><p>Uma jovem estudante de medicina, de 25 anos, integrante da equipe de vôlei da</p><p>faculdade, começou a apresentar sintomas de fraqueza durante as práticas de</p><p>atividade física intensas, que antecediam o campeonato, do qual a sua equipe iria</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/3</p><p>participar. Além da fraqueza muscular, a jovem começou a apresentar falta de ar,</p><p>cansaço excessivo e muitas vezes uma sensação de visão dupla. Preocupada com o</p><p>seu rendimento para o campeonato, a jovem conversou com um de seus</p><p>professores da faculdade, que a encaminhou para realizar alguns exames no</p><p>hospital universitário. Além dos testes laboratoriais, fez uma série de testes</p><p>neuro�siológicos. Em um de seus testes laboratoriais ela obteve resposta positiva a</p><p>uma injeção com medicamentos anticolinesterásicos (que agem nos receptores</p><p>neuromusculares, prevenindo a deterioração das moléculas de acetilcolina,</p><p>consequentemente melhorando à força muscular). A jovem foi detectada com</p><p>miastenia gravis, uma doença neuromuscular autoimune crônica, caracterizada</p><p>por vários graus de fraqueza dos músculos esqueléticos do corpo. Atualmente já</p><p>existem várias terapias que ajudam a reduzir a fraqueza muscular e melhorar a</p><p>condição do paciente. Desta forma, o médico recomendou a jovem iniciar o</p><p>tratamento com um medicamento de neostigmine, geralmente indicado para o</p><p>tratamento desta doença. No entanto, o médico alertou a jovem de possíveis</p><p>sintomas que ela poderia ter com o uso do medicamento, dentre eles a</p><p>hipersecreção brônquica e salivar e bradicardia (diminuição da frequência</p><p>cardíaca). Considerando a situação apresentada, como você poderia relacionar a</p><p>atuação da acetilcolina com essa doença? Lembre-se da importância dos</p><p>sinalizadores celulares e as suas funções especí�cas, incluindo a ação de um</p><p>mesmo sinal em diferentes células.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para resolver esta situação-problema, você precisa se recordar do papel dos</p><p>sinalizadores celulares e como atuam mediante a substâncias que se ligam a</p><p>receptores especí�cos e desempenham uma resposta determinada, a qual</p><p>pode ser diferente em diferentes tipos celulares. A acetilcolina é um</p><p>neurotransmissor, molécula sinalizadora hidrossolúvel, que se liga a</p><p>receptores especí�cos na superfície das células e se comunica através da</p><p>sinalização sináptica. Estes receptores atuam como transdutores de sinal que</p><p>se ligam à molécula sinalizadora e transmitem os sinais extracelulares para o</p><p>interior da célula, alterando o comportamento da célula-alvo que recebe o</p><p>sinal. Sabemos que a acetilcolina pode se ligar a receptores acoplados a canais</p><p>iônicos, atuando em células musculares esqueléticas de forma rápida,</p><p>ocasionando a contração muscular. E se associamos o uso do medicamento</p><p>sugerido pelo médico como forma de controlar a doença, os efeitos colaterais</p><p>que podem ser ocasionados estão relacionados à ação da acetilcolina em</p><p>outros tipos celulares, como as células musculares cardíacas (ocasiona a</p><p>redução da velocidade de contração do coração) e as células das glândulas</p><p>salivares (ocasiona a secreção), que também possuem receptores especí�cos</p><p>para esta molécula sinalizadora. No caso das células musculares cardíacas e</p><p>das glândulas salivares, a acetilcolina utiliza receptores acoplados à proteína G.</p><p>Não esqueça que você pode propor outra forma para resolver tal situação,</p><p>vamos nessa?</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/3</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>CITOSOL, CITOESQUELETO</p><p>E FORMAÇÃO DE PROTEÍNAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>CONVITE AO ESTUDO</p><p>Caro aluno, seja bem-vindo! Vamos dar sequência ao estudo das células, as</p><p>unidades básicas fundamentais à vida. Além de estruturar os organismos vivos,</p><p>elas são responsáveis pelas funcionalidades do nosso corpo. Mas como estas</p><p>estruturas microscópicas são capazes de desempenhar tantas funções? Qual a</p><p>composição delas e como as células se diferenciam umas das outras? Uma vez que</p><p>já conhecemos as diferenças entre as células procariontes e eucariontes, as</p><p>diferenças entre as células animais e vegetais, podemos agora re�etir sobre como</p><p>as milhares de células do nosso corpo se diferenciam e desempenham diferentes</p><p>funções.</p><p>Todas as células são compostas pela membrana plasmática, citoplasma e o</p><p>material genético. Este último pode estar disperso no citoplasma ou protegido</p><p>dentro de um núcleo. Para compreendermos o funcionamento das células,</p><p>precisamos conhecer cada uma de suas estruturas, composição e funcionalidades.</p><p>A membrana plasmática confere principalmente a proteção das estruturas</p><p>presentes no interior da célula, permite o controle e seleção de todas as</p><p>substâncias que entram ou saem das células, além de participar da comunicação</p><p>celular. A membrana precisa de ajuda para fazer todas essas funções. As proteínas</p><p>são de extrema importância para auxiliar as células de todo o nosso organismo e</p><p>auxiliam em diversas funções. Você já se perguntou como elas são formadas?</p><p>Dentro das células eucariontes há um complexo sistema de endomembranas no</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/14</p><p>citoplasma, composto por várias organelas citoplasmáticas, cada qual</p><p>desempenhando determinada função, seja de respiração celular, armazenamento,</p><p>digestão, quebra de moléculas, transporte e até mesmo a síntese de proteínas.</p><p>Abordaremos nesta unidade as funções e a constituição do citosol, o citoesqueleto</p><p>– a base estrutural das células –, e os ribossomos, todas estruturas comuns às</p><p>células, cada uma com suas particularidades. Compreenderemos o sistema de</p><p>endomembranas e as características das principais organelas citoplasmáticas. Você</p><p>será capaz de explicar como ocorre o processo de formação de proteínas e a</p><p>diferenciação das células nos organismos, assim como demonstrar as fases do</p><p>ciclo celular e os mecanismos que a envolvem.</p><p>Na Seção 2.1, daremos ênfase para a estrutura da célula e a sua composição,</p><p>conheceremos o citosol e o citoesqueleto, assim como a importância deles e a</p><p>formação de proteínas. Na Seção 2.2, estudaremos o complexo sistema de</p><p>endomembranas e a funcionalidade das organelas. Para �nalizar, na Seção 2.3,</p><p>analisaremos as fases do ciclo celular e como ocorre a diferenciação das células e a</p><p>morte celular.</p><p>Vamos seguir conhecendo estas pequenas estruturas microscópicas tão</p><p>importantes e compreendermos o verdadeiro sistema que as envolve, o</p><p>funcionamento incorreto ou de�ciente de qualquer um de seus componentes</p><p>podem desencadear inúmeros problemas e doenças.</p><p>Bons estudos!</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, você já parou para pensar nos diversos tipos celulares que compõem o</p><p>nosso corpo? As células têm estruturas e formas diferentes, mas como será que</p><p>elas conseguem manter a sua forma?</p><p>A membrana plasmática delimita as células, separa o meio intracelular do meio</p><p>extracelular e promove proteção. No entanto, se a membrana não é rígida e o</p><p>interior das células é composto pelo citoplasma, constituído por um líquido</p><p>viscoso, como elas se sustentam? Dispersos neste líquido viscoso, conhecido por</p><p>citosol, estão contidos importantes estruturas que compõem as células. O</p><p>citoesqueleto é uma espécie de esqueleto – trata-se de uma estrutura formada por</p><p>uma rede de �lamentos proteicos que conferem não só a sustentação e a forma</p><p>das células, como também é responsável por todos os seus movimentos. Isso</p><p>mesmo, as células podem se locomover, seja por meio da emissão de projeções</p><p>(no caso das amebas), por cílios (como os protozoários) e �agelos (como os</p><p>espermatozoides), até as células �xas (como os neurônios) podem emitir projeções</p><p>para fazer contato com células vizinhas.</p><p>O citoesqueleto é composto por três tipos distintos de �lamentos. Cada um está</p><p>associado a diferentes proteínas que o auxiliam a exercer a sua função. Você se</p><p>lembra que as proteínas são encontradas em quase todas as estruturas celulares e</p><p>são responsáveis por praticamente todas as atividades celulares? Elas são</p><p>formadas pelos ribossomos, que assim como as organelas citoplasmáticas, estão</p><p>localizados no citosol das células.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/14</p><p>Nesta seção estudaremos a composição e as funções do citosol, presente no</p><p>citoplasma das células, local onde são armazenadas as substâncias utilizadas pelas</p><p>células e onde ocorre a produção de várias moléculas usadas na formação de</p><p>estruturas celulares. Conheceremos a importância dos ribossomos – presentes</p><p>tanto em células procariontes como em células eucariontes –, na formação das</p><p>proteínas e compreenderemos como este processo funciona. No decorrer da</p><p>seção, conheceremos a composição do citoesqueleto, também presente no citosol,</p><p>e cada um de seus �lamentos proteicos, distinguindo as diferenças entre eles e as</p><p>funções especí�cas de cada um dentro da célula.</p><p>Vamos lá? Bons estudos!</p><p>Vivemos em um ambiente sujeito a grandes variações de temperatura, pressões</p><p>atmosféricas, qualidade do ar, com alterações de umidade do ar, pressão de O ,</p><p>entre outros extremos. O homem é responsável por um dos mais graves</p><p>problemas ambientais sobre o meio ambiente: a poluição. Ela não só inviabiliza a</p><p>utilização de recursos naturais, mas também provoca inúmeros problemas</p><p>ecológicos, que acabam provocando desequilíbrios que afetam também a saúde</p><p>humana. E devemos nos lembrar que o ambiente intracelular não se altera muito,</p><p>pois sempre busca manter o equilíbrio e a estabilidade, mantendo o seu</p><p>funcionamento. As células têm mecanismos de proteção e regulação que são</p><p>capazes de aquecer o ar frio e umedecer o ar seco que inalamos, manter o �uxo</p><p>sanguíneo constante, manter a quantidade de água e substâncias importantes</p><p>para o metabolismo celular estáveis (carboidratos, lipídios, proteínas etc.), dentro</p><p>das necessidades ideais das células. Pequenas variações são toleradas pelas</p><p>células, sem prejuízo, como pequenas oscilações da quantidade de oxigênio. No</p><p>entanto, em algumas situações de desequilíbrios maiores, as células não</p><p>conseguem manter a sua morfologia e o seu funcionamento íntegros, o que pode</p><p>desencadear inúmeras doenças e lesões celulares reversíveis ou até mesmo</p><p>irreversíveis.</p><p>Diante deste contexto e para trabalhar os temas da seção junto às possíveis</p><p>situações da prática pro�ssional, vamos acompanhar um professor universitário</p><p>durante uma de suas aulas para alunos da área da saúde.</p><p>Durante o debate sobre a importância das células e todas as suas funcionalidades</p><p>no corpo dos organismos, o professor estava explicando os benefícios da prática</p><p>de exercícios físicos para a saúde e a sua relação com as células. Inúmeras</p><p>pesquisas comprovam que a prática de exercícios de baixa e média intensidade</p><p>auxiliam na manutenção do bom funcionamento do sistema imunológico, com o</p><p>aumento da produção das células de defesa (linfócitos) do nosso organismo, por</p><p>exemplo.</p><p>Rapidamente, o professor notou a conversa paralela entre dois alunos a respeito</p><p>de exercícios para hipertro�a e sobre intensidade de treinos. Com o intuito de</p><p>prender</p><p>a atenção desses alunos, o professor resolveu trazer em sua aula o tema</p><p>de hipertro�a relacionando-o ao contexto celular.</p><p>2</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/14</p><p>Você, no lugar deste professor, saberia explicar a seus alunos a estrutura e o</p><p>funcionamento das células para que ocorra a hipertro�a do músculo? Quais</p><p>componentes da célula estão envolvidos nesse processo? A estrutura e a forma de</p><p>todas as células são iguais? Relacione este conteúdo aos �lamentos</p><p>citoplasmáticos.</p><p>Para que você consiga trazer a atenção dos alunos para a aula, introduzindo o</p><p>contexto de hipertro�a, sem fugir do conteúdo da disciplina, o convido a estudar</p><p>esta seção, que irá lhe fornecer os subsídios para resolver esta situação.</p><p>Con�e no processo, vamos juntos nos aprofundando pouco a pouco no conteúdo,</p><p>e no �nal, nossos esforços serão recompensados!</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>Sabemos que as células têm diversas estruturas com funções bem de�nidas e de</p><p>vital importância para o funcionamento do organismo. Em sua composição básica,</p><p>comum a todas as células, há a membrana plasmática, o citoplasma e o material</p><p>genético. Já conhecemos um pouco sobre a estrutura e as funções da membrana</p><p>plasmática, então agora estudaremos o citoplasma.</p><p>O citoplasma, no caso das células eucariontes, é encontrado na parte interna da</p><p>célula, entre a membrana celular e a membrana nuclear. No caso das células</p><p>procariontes, como não há presença de núcleo, o citoplasma ocupa todo o</p><p>conteúdo do interior das células. A maioria das reações celulares ocorre no interior</p><p>das células, no citoplasma. Ele é composto por um �uido viscoso, o citosol, o</p><p>citoesqueleto e as organelas citoplasmáticas. No entanto, esta constituição varia</p><p>conforme o tipo de célula.</p><p>ASSIMILE</p><p>Nos tipos celulares eucariontes, a constituição citoplasmática difere</p><p>conforme o tipo de célula – se animal ou vegetal. As células vegetais têm</p><p>vacúolos grandes, que ocupam grande parte do espaço intracelular,</p><p>enquanto nas células animais, o citoplasma ocupa metade do seu volume.</p><p>CITOSOL: CONSTITUIÇÃO E FUNÇÕES</p><p>O citosol, hialoplasma ou matriz citoplasmática, como é conhecido, é composto por</p><p>água em grande quantidade, por macromoléculas (proteínas e enzimas), lipídios,</p><p>sais minerais e açúcares, e devido a sua consistência viscosa ou gelatinosa forma</p><p>um coloide. É considerada a parte líquida do citoplasma. No citosol estão imersas</p><p>várias estruturas como os ribossomos, organelas citoplasmáticas (lisossomos,</p><p>mitocôndrias, complexo de Golgi, retículo endoplasmático liso e rugoso, dentre</p><p>outras), além das inclusões citoplasmáticas e do citoesqueleto. A consistência do</p><p>hialoplasma depende da região em que está localizado na célula. A região</p><p>denominada ectoplasma (próxima à membrana celular) é mais viscosa, pobre em</p><p>organelas, conhecida como coloide em estado gel. Já a região denominada</p><p>endoplasma (próxima à membrana nuclear) é mais �uida, rica em organelas,</p><p>conhecida como coloide em estado sol (coloides formados pela dispersão de um</p><p>sólido em um líquido ou sólido). Podem ocorrer mudanças de estado coloidal,</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/14</p><p>dependendo do citoesqueleto e de fatores como pH e temperatura, por meio da</p><p>transformação de consistência do estado de gel para o estado de sol e vice-versa –</p><p>esse processo é conhecido como tixotropismo. O pH do citosol é de 7,2 (DE</p><p>ROBERTIS; HIB, 2017). Principalmente na região do endoplasma, encontramos um</p><p>movimento contínuo, uma espécie de corrente citoplasmática, conhecida como</p><p>ciclose. Esta corrente torna-se mais intensa com o aumento da temperatura,</p><p>elevação de luz e disponibilidade de oxigênio.</p><p>Sabe-se que a maior parte das atividades celulares ocorre no citoplasma, mais</p><p>especi�cadamente no citosol, e muitas delas estão associadas às organelas</p><p>citoplasmáticas. No citosol ocorrem também reações químicas relacionadas ao</p><p>metabolismo celular. Algumas atividades como a respiração celular, o</p><p>armazenamento de substâncias em grandes quantidades (glicogênio e gorduras), e</p><p>a síntese de proteínas envolvem os ribossomos. Em geral, o citosol fornece</p><p>substrato para a organização de moléculas enzimáticas que, quando ordenadas</p><p>em sequência, funcionam melhor do que quando distribuídas ao acaso, uma vez</p><p>que dependeriam de colisões esporádicas com outros substratos (JUNQUEIRA;</p><p>CARNEIRO, 2013).</p><p>RIBOSSOMOS E A FORMAÇÃO DE PROTEÍNAS</p><p>Os ribossomos são estruturas ribonucleioproteicas muito complexas encontradas</p><p>em todos os tipos celulares, em células procariontes (bactérias) e em células</p><p>eucariontes, de forma semelhante. Há, porém, diferenças entre elas.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>Os ribossomos dos eucariontes são maiores do que os ribossomos dos</p><p>procariontes. Além do tamanho dos ribossomos, outra diferença notável é a</p><p>composição química dessas estruturas celulares, as quais são compostas</p><p>por proteínas diferentes. Esta última característica tem grande importância</p><p>à medicina, já que alguns medicamentos agem somente em ribossomos de</p><p>células procariontes, não afetando os ribossomos de eucariontes, o que</p><p>permite seu uso em tratamentos de doenças bacterianas, por exemplo.</p><p>Os ribossomos são pequenas estruturas, que medem 20 a 30 nm, compostas de</p><p>RNA ribossômico (rRNA), um tipo de RNA estrutural, e proteínas, responsáveis pela</p><p>síntese de proteínas. Em sua maioria situam-se no citosol, são ligados a</p><p>membranas e podem ser encontrados também nas mitocôndrias e nos</p><p>cloroplastos (estas duas últimas se assemelham aos ribossomos das células</p><p>procariontes). Conforme sua localização, os ribossomos são classi�cados em livres</p><p>ou ligados.</p><p>ASSIMILE</p><p>Ribossomos livres: encontram-se dispersos no citosol da célula e produzem</p><p>proteínas que em sua maioria �carão no próprio citoplasma.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/14</p><p>Ribossomos ligados: estão associados às membranas do núcleo e do</p><p>retículo endoplasmático, produzem proteínas que atuam no interior de</p><p>organelas citoplasmáticas ou que são excretadas da célula.</p><p>Os ribossomos são constituídos por duas subunidades de tamanhos diferentes,</p><p>uma subunidade maior e outra menor. Nas células eucariontes, o rRNA (Ácido</p><p>Ribonucleico Ribossômico), de ambas as subunidades, é sintetizado no nucléolo,</p><p>enquanto no citoplasma, são sintetizadas as proteínas. As proteínas migram para o</p><p>núcleo através de poros nucleares e se juntam ao rRNAs, dando origem as duas</p><p>subunidades que formam o ribossomo. As duas subunidades têm características</p><p>funcionais e estruturais diferentes, são encontradas separadas, sendo deslocadas</p><p>de volta ao citosol, onde irão exercer a sua função de síntese de proteínas. As</p><p>subunidades se unem de forma reversível no início da síntese de molécula</p><p>proteica. Quando a subunidade menor se liga a uma molécula de RNA mensageiro</p><p>(mRNA) forma no citosol um ribossomo funcional capaz de realizar a sua função.</p><p>Após a proteína ser sintetizada, as subunidades voltam a se separar.</p><p>REFLITA</p><p>Você consegue pensar nos ribossomos das células procariontes? Já vimos</p><p>que os ribossomos em células procariontes são menores do que os de</p><p>células eucariontes. Mas eles são encontrados livres ou ligados? Ou de</p><p>ambas as formas, como nas células eucariontes?</p><p>Quando os ribossomos estão presos a uma �ta de mRNA em grupos são</p><p>denominados polirribossomos, presentes em células que têm altas taxas de</p><p>síntese proteica (exemplo: células do pâncreas).</p><p>O mRNA é o responsável por</p><p>conter o código da sequência de aminoácidos que constitui a cadeia polipeptídica</p><p>que deverá ser sintetizada no ribossomo, formando uma proteína. As proteínas</p><p>(constituídas por uma ou mais cadeias polipeptídicas) são sintetizadas pelos</p><p>ribossomos presentes no citosol e apenas uma parte delas permanece no citosol, a</p><p>outra parte das proteínas, após a tradução do RNA, migra para outras regiões,</p><p>como o núcleo, membrana citoplasmática, mitocôndrias, lisossomos, entre outras.</p><p>É importante lembrar que para alcançarem diferentes destinos, as proteínas</p><p>devem ser reconhecidas pelo sinal emitido pela membrana do retículo</p><p>endoplasmático, local em que irão terminar a sua síntese. São espécies de rótulos</p><p>(sequência de aminoácidos) que “endereçam” as proteínas a serem entregues em</p><p>locais especí�cos.</p><p>Os ribossomos completos (Figura 2.1), prontos para realizar a síntese de proteínas,</p><p>têm quatro sítios de ligação, um deles se liga ao RNA mensageiro e os outros três</p><p>aos RNAs transportadores (tRNAs). O tRNA transporta o aminoácido que será</p><p>adicionado à cadeia polipeptídica, e no sítio A o aminoácido se liga à cadeia</p><p>polipeptídica que está sendo formada no sítio P até ser �nalizada e liberada. Este</p><p>processo será estudado posteriormente com mais detalhes.</p><p>Figura 2.1 | Estrutura do ribossomo e formação de proteínas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/14</p><p>Fonte: Wikimedia Commons / Nossedotti (Anderson Brito).</p><p>Quando os ribossomos não são formados corretamente, as proteínas</p><p>consequentemente não são produzidas na célula, o que acaba acarretando</p><p>problemas mais graves, como o caso de muitas doenças genéticas humanas,</p><p>causadas pela falta de determinada proteína em uma célula que atuaria na</p><p>formação do ribossomo ou até mesmo a má formação deste ribossomo que deixa</p><p>de sintetizar proteínas importantes para a vida.</p><p>CITOESQUELETO: FILAMENTOS DE ACTINA, FILAMENTOS</p><p>INTERMEDIÁRIOS</p><p>Você já se perguntou como é possível que as células tenham formatos diferentes?</p><p>E como todos os componentes dela conseguem se sustentar em um citosol �uido?</p><p>Seria a membrana plasmática a responsável por manter o formato da célula?</p><p>Como vimos, o citoesqueleto está localizado no citosol e é uma estrutura composta</p><p>por uma rede complexa de �lamentos proteicos interligados, uma espécie de</p><p>esqueleto presente nas células eucariontes. O citoesqueleto é a estrutura</p><p>responsável por manter a forma e sustentação das células, no entanto também</p><p>está relacionado a vários processos dinâmicos, fornecendo suporte mecânico,</p><p>como a movimentação celular, divisão celular e o transporte de organelas e outras</p><p>estruturas citoplasmáticas. É considerado um processo evolutivo que distingue as</p><p>células eucariontes das células procariontes. Estas últimas, por não terem um</p><p>núcleo de�nido e organelas, apresenta �bras que são semelhantes às �bras que</p><p>formam o citoesqueleto, mas diferem em sua composição.</p><p>O citoesqueleto das células eucariontes é composto por três tipos de �lamentos:</p><p>os micro�lamentos (�lamentos de actina), os �lamentos intermediários e os</p><p>microtúbulos. Além dos �lamentos, o citoesqueleto é composto por um conjunto</p><p>de proteínas acessórias: proteínas reguladoras, responsáveis por regular o</p><p>aparecimento ou desaparecimento, e o alongamento ou encurtamento dos</p><p>�lamentos; proteínas ligadoras, que ligam os �lamentos uns aos outros, ou com</p><p>outros componentes presentes na célula); e as proteínas motoras, que</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/14</p><p>transportam macromoléculas e organelas no citoplasma, e fazem com que haja</p><p>deslizamento de �lamentos paralelos e contíguos em direções opostas, permitindo</p><p>a motilidade.</p><p>O citoesqueleto tem uma estrutura dinâmica, com características de resistência a</p><p>tensões, �exibilidade e estabilidade próprias de cada um de seus �lamentos. Por</p><p>ser formado pela polimerização de proteínas, permite que se decomponham</p><p>(despolimerizar) em uma região da célula e se reestruturar (polimerizar) em outra,</p><p>de forma rápida.</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Polimerização é uma reação química que resulta na formação de</p><p>macromoléculas (moléculas grandes) denominadas polímeros, mediante a</p><p>combinação de moléculas menores, os monômeros.</p><p>Iniciaremos pelos micro�lamentos ou �lamentos de actina, com</p><p>aproximadamente 8 nm de diâmetro, os quais são �lamentos longos e</p><p>considerados os mais �nos, formados por proteínas de actina. São �exíveis,</p><p>costumam se associar a feixes paralelos ou em redes de �lamentos na região</p><p>periférica da célula, no entanto são distribuídos por todo o citoplasma. Os</p><p>micro�lamentos são formados pela proteína actina, denominada actina G</p><p>(globular). Quando há a união de dois ou mais �lamentos da actina G,</p><p>denominamos também de actina F (�lamento). As moléculas menores</p><p>(monômeros) de actina G estão dispersas no citosol e se associam formando</p><p>polímeros dispostos em uma dupla hélice (formato helicoidal). Novos monômeros</p><p>podem ser adicionados ou removidos dos �lamentos de actina em qualquer uma</p><p>das extremidades (Figura 2.2). No entanto, nas extremidades mais (+) novos</p><p>monômeros são polimerizados (alongamento) e despolarizados (encurtamento) no</p><p>�lamento mais rapidamente do que na exterminada menos (-), essa bipolaridade é</p><p>consequente dos monômeros, permitindo assim que o �lamento se adapte</p><p>rapidamente às necessidades da célula. Em geral, a extremidade de maior</p><p>crescimento está voltada em direção a membrana plasmática.</p><p>Figura 2.2 | Formação e organização estrutural do �lamento de actina</p><p>Fonte: De Robertis; Hib (2017, p. 75).</p><p>ATENÇÃO</p><p>Na �bra muscular estriada não ocorre a polimerização e despolimerização,</p><p>neste caso o �lamento de actina é estável e considerado uma exceção</p><p>(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2013).</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/14</p><p>As moléculas de actina G estão associadas a moléculas de ATP em seu interior,</p><p>importantes para a manutenção da estrutura da molécula. Caso contrário, sem o</p><p>ATP, a molécula perde a sua forma característica. Durante o processo de</p><p>polimerização, quando a actina G é incorporada ao �lamento, ela hidrolisa a</p><p>molécula de ATP na qual está associada, formando ADP.</p><p>Os micro�lamentos podem desempenhar uma diversidade de funções,</p><p>dependendo das proteínas acessórias a que se associam, formando estruturas</p><p>diferentes. Estão envolvidos também em alguns processos fundamentais como: a</p><p>movimentação celular (devido a sua propriedade de polimerizar e despolimerizar</p><p>rapidamente, um exemplo é a movimentação dos glóbulos brancos – leucócitos –</p><p>no sistema imunológico), a adesão celular (muito importante para a ligação entre</p><p>as células ou entre a célula e a matriz extracelular), o englobamento de partículas</p><p>(fagocitose), estruturação das microvilosidades (em células epiteliais) e a divisão</p><p>celular (separação de células ao �m da mitose – citocinese). Os micro�lamentos</p><p>também participam da contração muscular, ao se ligarem a uma proteína</p><p>acessória –, no caso, a proteína motora miosina, que interage com a actina e,</p><p>juntas, são responsáveis pela contração do músculo.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>A contração muscular ocorre em consequência do deslizamento dos</p><p>�lamentos de actina (mais �nos) sobre os �lamentos de miosina (mais</p><p>grossos). A disposição dessas proteínas produz ao longo da �bra o padrão</p><p>de faixas do músculo estriado (sarcômeros), com faixas alternadas entre</p><p>claras e escuras, denominadas</p><p>objetos muito pequenos. A microscopia foi fundamental também para</p><p>a formulação da teoria celular, possibilitando o estudo dos microrganismos,</p><p>tornando-se um marco para a ciência. Estudaremos um pouco da história desta</p><p>invenção para conhecermos a trajetória e evolução dos microscópios e a relação</p><p>com o estudo das células e a consequente origem da citologia.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/14</p><p>O QUE UMA CELULAR FAZ?</p><p>A indústria farmacêutica é um dos setores que mais vem recebendo destaque por</p><p>investir em inovação. A busca constante pelo desenvolvimento e pela produção de</p><p>novos medicamentos faz com que ela invista nas atividades de pesquisa e</p><p>desenvolvimento (P&D). Assim para contextualizar as temáticas dessa seção junto</p><p>às possíveis atividades pro�ssionais, veremos o contexto em que uma</p><p>multinacional farmacêutica abriu um processo seletivo de trainee para diversos</p><p>setores.</p><p>Nesta situação-problema, você foi um dos candidatos selecionados para uma das</p><p>vagas de trainee. Você irá atuar no setor de produção, na área de pesquisa,</p><p>desenvolvimento e testes dos medicamentos. Você irá trabalhar com uma equipe</p><p>de farmacêuticos, biólogos, biomédicos, médicos, engenheiros químicos e</p><p>biotecnólogos. Para tanto, você precisará se dedicar muito e estar disposto a</p><p>aprender com esta nova experiência.</p><p>Para auxiliar na contextualização da sua aprendizagem, você foi encaminhado para</p><p>um dos laboratórios da empresa, para acompanhar o trabalho de um biólogo</p><p>experiente e aprender um pouco do trabalho dele.</p><p>O biólogo Jean, para iniciar a condução do seu treinamento, lhe apresentou para a</p><p>equipe, fez algumas perguntas para conhecê-lo e passou algumas atividades. Jean</p><p>questionou qual o seu entendimento em relação à célula, pois vocês trabalhariam</p><p>muito com elas nos próximos dias. O que você poderia responder ao biólogo para</p><p>demonstrar o seu conhecimento relacionado às células?</p><p>Jean lhe mostrou ainda os diferentes microscópios presentes no laboratório, com</p><p>os quais eles trabalham para fazer as análises dos materiais em estudo. Você</p><p>conhece diferentes tipos de microscópio e a vantagem de utilizar cada um deles?</p><p>Sabe a importância deles na história e evolução da ciência?</p><p>Para �nalizar, o biólogo lhe entregou três lâminas para você analisar ao</p><p>microscópio e caracterizá-las. A partir das imagens das lâminas a seguir, quais são</p><p>as características das células observadas por você? Identi�que as principais</p><p>estruturas e tome nota para posteriormente apresentá-las ao Jean.</p><p>Figura 1.1 | Lâmina A</p><p>Fonte: Engelkirk; Duben-Engelkirk (2012, p. 59).</p><p>Figura 1.2 | Lâmina B</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/14</p><p>Fonte: Junqueira; Carneiro (2013, p. 51).</p><p>Figura 1.3 | Lâmina C</p><p>Fonte: Wikimedia Commons.</p><p>A todo instante uma nova descoberta cientí�ca se dá! O estudo das células permite</p><p>ampliar o potencial de pesquisas relacionadas à saúde, além de trazer mais</p><p>evolução para o ramo da ciência e esta é a sua oportunidade de conhecer um</p><p>pouco mais sobre o tema.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>A citologia (do grego kytos: célula, e logos: estudo), atualmente designada biologia</p><p>celular, é a ciência que estuda a célula (unidade funcional de todo o ser vivo) e seu</p><p>comportamento (composição, estruturas e �siologia). O estudo desta ciência só foi</p><p>possível com a invenção dos primeiros equipamentos de visualização</p><p>microscópica, permitindo a observação de estruturas não visíveis a olho nu, como</p><p>células e microrganismos.</p><p>Para auxiliar nosso estudo, faremos um breve histórico com os principais eventos</p><p>ocorridos no ramo da biologia celular desde a invenção do microscópio até a</p><p>descoberta da célula, e a formulação da teoria celular, uma vez que a história da</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/14</p><p>CITOLOGIA CONCEITO</p><p>biologia celular está diretamente ligada ao desenvolvimento tecnológico que</p><p>tornou possível o estudo da célula.</p><p>•  1590: Hans Janssen e Zacharias Janssen, os holandeses fabricantes de óculos,</p><p>criaram lentes capazes de ampliar imagens, permitindo uma visão de detalhes</p><p>impossíveis de serem visualizados a olho nu. Acredita-se terem sido os inventores</p><p>do primeiro microscópio.</p><p>•  1665: Robert Hook, cientista inglês, inventa o microscópio composto (com lente</p><p>ocular e objetiva). A partir de observações realizadas em �nos cortes de cortiça</p><p>(material de origem vegetal), descreveu pequenas cavidades preenchidas por ar,</p><p>no caso as paredes celulares das células mortas do tecido observado por ele,</p><p>nomeando-as “célula” (do latim cella: pequeno compartimento), sendo a</p><p>descoberta de maior divulgação do século XVII.</p><p>•  1673: Anton Van Leeuwenhock, holandês, construiu o seu próprio microscópio</p><p>simples e conseguiu visualizar pela primeira vez células vivas (em material</p><p>biológico humano: sangue, �bras musculares, espermatozoides etc.).</p><p>•  1831: Robert Brown, botânico escocês, descreveu pela primeira vez o núcleo,</p><p>constatando que a maioria das células possuía uma estrutura interna ovoide ou</p><p>esférica.</p><p>•  1838: Mathias Jakob Schleiden, botânico alemão, defende que as plantas e seus</p><p>órgãos eram formados por células e relaciona o núcleo à divisão celular.</p><p>•  1839: Theodor Schwann, �siologista alemão, por meio de estudos com tecidos</p><p>animais, descobre a enzima pepsina, o metabolismo celular e a �siologia de células</p><p>musculares e nervosas.</p><p>TEORIA CELULAR</p><p>Considerado um marco na biologia, a teoria celular foi formulada por meio do</p><p>estudo das propriedades das células. Esse conceito surgiu no século XIX, pelo</p><p>botânico alemão Mathias Jakob Shleiden e o �siologista, também alemão, Theodor</p><p>Schwann, entre os anos de 1838 e 1839, que formularam a hipótese de que todos</p><p>os seres vivos são constituídos por uma ou mais células, e a célula é a unidade</p><p>estrutural da vida, sendo esta a base da teoria celular.</p><p>Mais tarde, em 1855, o médico polonês Rudolf Virchow propôs a ideia de que todas</p><p>as células são provenientes de outra célula pré-existente. Em 1878, Walther</p><p>Flemming estudou o processo de divisão celular e a distribuição dos cromossomos</p><p>no processo que chamou de mitose, conseguindo comprovar como a multiplicação</p><p>das células ocorria.</p><p>Os princípios gerais que fundamentam a teoria celular, são:</p><p>• Todos os seres vivos são formados por uma ou mais células.</p><p>• Toda célula se origina de outra preexistente.</p><p>• A célula é a menor unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/14</p><p>PRINCIPAIS EVENTOS NO RAMO DA BIOLOGIA CELULAR DESDE A INVENÇÃO DO MICROSCOPIO</p><p>Sabe-se que a atividade de um organismo depende da atividade de suas células, e</p><p>todas as reações metabólicas e bioquímicas ocorrem no interior das células. As</p><p>células contêm informações genéticas e hereditárias que são passadas para outras</p><p>células durante o processo de divisão celular.</p><p>Atualmente, a�rma-se que as células são formadas por três partes básicas: a</p><p>membrana, o citoplasma e o núcleo, e possuem basicamente a mesma</p><p>constituição química.</p><p>MICROSCOPIA</p><p>Como vimos anteriormente, o estudo das células não seria possível sem a</p><p>descoberta do microscópio, instrumento essencial para o desenvolvimento da</p><p>citologia, o qual</p><p>banda I (contém apenas �lamentos de</p><p>actina) e banda A (composta por �lamentos de actina e miosina</p><p>sobrepostos), respectivamente. No movimento de contração, o sarcômero é</p><p>encurtado, as moléculas de miosina se aproximam das linhas Z, local onde</p><p>se originam os �lamentos de actina. A contração é desencadeada pela</p><p>liberação de acetilcolina por meio da sinalização sináptica e a interação de</p><p>íons de cálcio (Ca ) com as mio�brilas (células musculares). Com a</p><p>diminuição dos níveis de Ca , o sarcômero volta ao estado de relaxamento,</p><p>em que o músculo se encontra relaxado.</p><p>Dando continuidade à composição do citoesqueleto, falaremos agora dos</p><p>�lamentos intermediários. Estes �lamentos, com cerca de 10 nm de diâmetro,</p><p>são formados por proteínas �brosas, sendo considerados os mais resistentes e os</p><p>mais estáveis em comparação aos micro�lamentos e aos microtúbulos. Ao</p><p>contrário dos �lamentos de actina, eles não são constituídos por monômeros, não</p><p>são capazes de polimerizar e despolarizar rapidamente e suas extremidades são</p><p>equivalentes, o que os torna resistentes. Quando a célula é rompida, em sua</p><p>maioria os �lamentos intermediários permanecem intactos, enquanto os outros</p><p>componentes do citoesqueleto são destruídos. São especializados em suportar</p><p>tensão, conferindo às células resistência mecânica, muito importante para os</p><p>2+</p><p>2+</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/14</p><p>tecidos de modo geral, como as células musculares, cardíacas e a pele, que são</p><p>submetidos à tensão. Desta forma, a sua principal atuação está relacionada à</p><p>função estrutural da célula.</p><p>Os �lamentos intermediários estão presentes no citoplasma de quase todas as</p><p>células eucariontes (ATTIAS; SILVA, 2006), são encontrados em abundância nas</p><p>células que sofrem atrito (como as células da epiderme), que se prendem à</p><p>membrana plasmática em áreas de junções de células (desmossomos), sendo</p><p>frequentes também nos axônios e em células musculares. Está ausente nas células</p><p>que se multiplicam com frequência, como os embriões muito jovens e em células</p><p>do sistema nervoso central que não produzem mielina. Estes �lamentos têm a</p><p>mesma estrutura, são constituídos pela junção de moléculas alongadas,</p><p>constituídas por três cadeias polipeptídicas entrelaçadas em forma de hélice. São</p><p>formados por várias proteínas �brosas diferentes (Tabela 2.1), de acordo com o</p><p>tipo celular, que se unem espontaneamente sem necessidade de energia.</p><p>Quadro 2.1 | Proteínas que constituem os �lamentos intermediários</p><p>Proteína Localização</p><p>Queratina Células epiteliais e de estruturas derivadas delas</p><p>exclusivamente. Ex.: unhas, pelos, cabelo, chifres.</p><p>Vimentina Células originadas do mesênquima embrionário. Ex.:</p><p>�broblastos, macrófagos, células musculares lisas.</p><p>Algumas vezes é produzida apenas transitoriamente</p><p>durante o desenvolvimento embrionário.</p><p>Desmina Células musculares lisas, esqueléticas e do miocárdio.</p><p>Proteína ácida</p><p>�brilar da gila</p><p>Dois tipos de células da gila (constituintes do tecido</p><p>nervoso): astrócitos e células de Schwann.</p><p>Proteína dos</p><p>neuro�lamentos</p><p>Corpo celular e prolongamentos dos neurônios</p><p>(principalmente axônios).</p><p>Lamina Lâmina nuclear, estrutura em grade que reforça</p><p>internamente o envoltório nuclear.</p><p>Fonte: adaptado de Junqueira; Carneiro (2013, p. 127).</p><p>CENTRÍOLOS E MICROTÚBULOS</p><p>Para completar o estudo dos três �lamentos que compõem o citoesqueleto, vamos</p><p>conhecer um pouco sobre os microtúbulos.</p><p>Os microtúbulos são mais rígidos do que os micro�lamentos e têm</p><p>aproximadamente 25 nm de diâmetro, o mais espesso dentre todos os �lamentos</p><p>do citoesqueleto. São formados pela polarização de proteínas globulares, assim</p><p>como os �lamentos de actina. As proteínas tubulinas (alfa e beta), em forma de</p><p>hélice, formam o heterodímero, responsável pela polarização e despolarização das</p><p>subunidades com extremidades mais (+) e menos (-). Estes processos de</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/14</p><p>alongamento e encurtamento dos microtúbulos ocorrem devido ao desequilíbrio</p><p>entre a polarização e despolarização, regulada pela concentração de íons de cálcio</p><p>(Ca ), que atuam de forma mais rápida em polimerizações de curta duração, e as</p><p>proteínas que participam das polimerizações mais duráveis, quando associadas</p><p>aos microtúbulos (MAPS). A adição de heterodímeros ao polímero funciona de</p><p>forma semelhante aos �lamentos de actina, mas ao invés da molécula de ATP, as</p><p>subunidades da tubulina estão associadas ao trifosfato de guanosina (GTP), que</p><p>após ser incorporado ao heterodímero é hidrolisado em difosfato de guanosina</p><p>(GDP) liberando energia, que causa uma instabilidade e permite a separação do</p><p>�lamento. Esta instabilidade faz parte da dinâmica de muitos processos biológicos</p><p>regulados pelos microtúbulos. É importante saber que a quantidade de energia</p><p>liberada a partir da hidrólise de GTP é menor do que a energia liberada a partir da</p><p>hidrólise de ATP, por isso GTP é mais frequente como um sinal.</p><p>REFLITA</p><p>Você se recorda da molécula de GTP, quando está ativa e inativa e em qual</p><p>processo de sinalização ela é utilizada?</p><p>Nas células, existe uma estrutura no citoplasma que desempenha um importante</p><p>papel no processo de divisão celular, o centro organizador (MTOC – microtubule</p><p>organizing center) ou centrossoma, de onde partem todos os microtúbulos,</p><p>geralmente próximos ao núcleo, exceto no processo de divisão celular. Quando a</p><p>célula tem centríolos, eles são encontrados no centrossoma, mas não são todas as</p><p>células que têm centríolos, mas todas as células têm centrossoma. Nas células</p><p>animais e em algumas células vegetais, exceto nas células das plantas superiores,</p><p>há um par de centríolos, além de uma grande diversidade de proteínas. Os</p><p>centríolos são estruturas cilíndricas formadas por microtúbulos que compõem o</p><p>corpo basal dos cílios e �agelos, e auxiliam no processo de divisão celular das</p><p>células animais. Os microtúbulos na divisão celular formam o fuso acromático,</p><p>local onde os cromossomos se prendem e são puxados em direção às</p><p>extremidades da célula em divisão.</p><p>Os microtúbulos irradiam-se em todas as direções, dando preferência no sentido</p><p>para o qual a célula será deslocada. Desta forma, os microtúbulos têm um papel</p><p>importante nos movimentos dos cílios e �agelos, no transporte de partículas no</p><p>interior das células, no deslocamento dos cromossomos no processo de mitose e</p><p>na sustentação e manutenção da forma das células (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2013).</p><p>Nos �lamentos de actina encontramos as proteínas motoras, miosinas, associadas</p><p>aos �lamentos, participando de movimentos celulares como os de contração</p><p>muscular. Nos microtúbulos, encontramos outras proteínas motoras associadas a</p><p>eles, a dineína (relacionada aos movimentos dos cílios e �agelos) e a cinesína</p><p>(envolvida no movimento dos cromossomos e de vesículas e organelas). As</p><p>proteínas motoras associadas aos microtúbulos utilizam a molécula de ATP para se</p><p>movimentar.</p><p>2+</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/14</p><p>O citoesqueleto é de grande importância para as células. Como vimos, ele não é</p><p>importante somente pelo fato de manter a sustentação das células, mas também</p><p>por outras funções como suporte mecânico à célula, movimentação celular,</p><p>formação de cílios e �agelos, formação do fuso mitótico e movimento de organelas</p><p>e vesículas no interior da célula. Qualquer alteração em sua estrutura pode</p><p>prejudicar</p><p>o perfeito funcionamento das células, incluindo o desenvolvimento de</p><p>patologias.</p><p>FAÇA A VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>As células procariontes e as células eucariontes apresentam algumas diferenças</p><p>entre si e a presença do núcleo é uma delas. O citoplasma presente em ambas as</p><p>células também apresenta diferenças. Neste contexto, analise o trecho a seguir:</p><p>Um componente principal do citoplasma tanto em procariontes quanto em</p><p>eucariontes é o __________, de consistência gelatinosa. Nos eucariontes, o</p><p>citoplasma inclui __________, enquanto nos procariontes estas estruturas estão</p><p>ausentes. A composição citoplasmática se dá pelo conjunto de: __________, __________</p><p>e organelas citoplasmáticas, no caso dos eucariontes. Um destes componentes é</p><p>constituído por água, íons, enzimas, moléculas orgânicas, dentre outros</p><p>compostos, responsável por muitas reações químicas celulares, incluindo a síntese</p><p>de __________ através dos ribossomos. (KHAN ACADEMY, 2011.)</p><p>Assinale a alternativa que completa a sequência das lacunas corretamente:</p><p>a. hialoplasma; organelas; ribossomo; citoesqueleto; lipídios.</p><p>b. citoesqueleto; ribossomos; citosol; citoesqueleto; proteínas.</p><p>c. ribossomos; citoesqueleto; citoesqueleto; ribossomos; proteínas.</p><p>d. citosol; organelas; citosol; citoesqueleto; proteínas.</p><p>e. citosol; citoesqueleto; citoesqueleto; citosol; lipídios.</p><p>Questão 2</p><p>Os ribossomos são estruturas encontradas no interior de todas as células, desde</p><p>as células de bactérias até as células de animais mais complexos. Em relação a sua</p><p>constituição e às suas funções, analise as a�rmativas a seguir:</p><p>I. Os ribossomos podem ser livres, encontrados no citosol ou ainda podem estar</p><p>ligados ao retículo endoplasmático e à membrana nuclear.</p><p>II. Os ribossomos em células eucariontes são maiores do que em células</p><p>procariontes.</p><p>III. Os ribossomos são responsáveis pelo processo de síntese lipídica.</p><p>IV. Os ribossomos têm duas subunidades, constituídas por mRNA e proteínas.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta as a�rmativas corretas:</p><p>a. I, apenas.</p><p>b. III, apenas.</p><p>c. I e II, apenas.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/14</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>ATTIAS, M.; SILVA, N. C. Biologia celular I. 3. ed. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj,</p><p>2006. 169 p. 3 v.</p><p>BARBOSA, M. M. Aspectos metabólicos desencadeadores da hipertro�a</p><p>muscular: revisão de literatura. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia</p><p>Ocupacional. Belo Horizonte, 2011. Disponível em: https://bit.ly/3bs8trc. Acesso</p><p>em: 30 out. 2020.</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014. 192</p><p>p.</p><p>COSTA, J. B. Z.a et al. O uso de membranas biológicas para regeneração óssea</p><p>guiada em implantodontia: uma revisão de literatura. Revista Bahiana de</p><p>Odontologia, Bahia, v. 7, p. 14-21, 2016.</p><p>CARVALHO, H. F.; RECCO-PIMENTEL, S.i M. A célula. Barueri: Manole, 2013.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>G37. Acidente com álcool líquido provoca queimadura em várias pessoas em</p><p>Itapecerica. G37, 2018. Disponível em: https://bit.ly/33G9WGd. Acesso em: 29 out.</p><p>2020.</p><p>GUERRA, R. A. T. et al. Ciências Biológicas – Cadernos CB Virtual 1. Biologia e</p><p>�siologia celular – Unidade 9. João Pessoa: Editora Universitária UFPB, 2011.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2R8zEkd. Acesso em: 27 out. 2010.</p><p>d. II e III, apenas.</p><p>e. I, II e IV, apenas.</p><p>Questão 3</p><p>O citoesqueleto é formado por uma rede de �lamentos presentes no citoplasma</p><p>das células, e é altamente dinâmico e responsável por várias funções celulares.</p><p>Cada um de seus �lamentos associado a diferentes proteínas adquire funções</p><p>especí�cas nos organismos (ATTIAS; SILVA, 2006).</p><p>A respeito do citoesqueleto, analise as alternativas a seguir e assinale a correta.</p><p>a. Os três �lamentos que compõem o citoesqueleto são: �lamentos de actina, �lamentos de miosina e os</p><p>microtúbulos.</p><p>b. Os microtúbulos são formados por subunidades proteicas chamadas de queratina, a qual está presente</p><p>nas unhas e no cabelo.</p><p>c. O citoesqueleto determina os movimentos celulares, controla a síntese de proteínas e a capacidade das</p><p>células em adotar uma variedade de formas.</p><p>d. Os �lamentos de actina e miosina compõem a estrutura dos espermatozoides e são responsáveis pela</p><p>sua formação.</p><p>e. O citoesqueleto forma uma rede interna que sustenta o volume citoplasmático e mantém as organelas</p><p>organizadas no citosol.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 13/14</p><p>http://www.eeffto.ufmg.br/eeffto/DATA/defesas/20150714172806.pdf</p><p>https://g37.com.br/c/acidente-com-alcool-liquido-provoca-queimadura-em-varias-pessoas-em-itapecerica/acidente-com-alcool-liquido-provoca-queimadura-em-varias-pessoas-em-itapecerica</p><p>http://portal.virtual.ufpb.br/biologia/novo_site/Biblioteca/Livro_1/1-Biologia_e_Fisiologia_Celular.pdf</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Histologia básica. 11 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2013.</p><p>KHAN ACADEMY. O citoesqueleto. Disponível em: https://bit.ly/3ogJUmd. Acesso</p><p>em: 27 out. 2020.</p><p>PEREIRA, R. M. Efeito de lasers de baixa potência em três diferentes</p><p>comprimentos de onda no processo de cicatrização de queimaduras de 3º</p><p>grau. Mestrado (Engenharia Biomédica), Universidade do Vale do Paraíba, Instituto</p><p>de Pesquisa e Desenvolvimento. São José dos Campos, 2005, 78 p. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3fbM6rc. Acesso em: 30 out. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:28 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 14/14</p><p>https://pt.khanacademy.org/science/biology/structure-of-a-cell/tour-of-organelles/a/the-cytoskeleton</p><p>https://biblioteca.univap.br/dados/000001/00000146.pdf</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>CITOSOL, CITOESQUELETO E FORMAÇÃO DE PROTEÍNAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Agora que já sabemos um pouco mais a respeito da estrutura da célula, o que</p><p>mantém a sua forma e sustento, responsável por diversas funções na célula,</p><p>incluindo a movimentação celular e execução de contrações musculares, vamos</p><p>resolver a situação apresentada.</p><p>Você, no lugar do professor de Biologia Celular, saberia explicar a seus alunos a</p><p>estrutura e o funcionamento das células para que ocorra a hipertro�a do músculo?</p><p>Quais os componentes da célula estão envolvidos? A estrutura e a forma de todas</p><p>as células são iguais? Relacione este conteúdo aos �lamentos citoplasmáticos.</p><p>Primeiramente, para atender essa demanda, você deve se recordar dos conceitos</p><p>aprendidos referentes ao citoesqueleto, os �lamentos que o compõem e a função</p><p>de cada um deles.</p><p>O citoesqueleto, presente no citosol da célula, é responsável por sustentar a forma</p><p>da célula. Trata-se de uma espécie de esqueleto que além da sustentação confere</p><p>os movimentos celulares. Composto por três tipos de �lamentos proteicos</p><p>dispostos em uma espécie de rede, ele se associa a diferentes proteínas,</p><p>dependendo do tipo de �lamento e o tipo da célula, desempenhando funções</p><p>distintas.</p><p>Os micro�lamentos, �lamentos intermediários e microtúbulos que compõem o</p><p>citoesqueleto têm características próprias, formados através da polimerização de</p><p>proteínas, e podem resistir a tensões, serem �exíveis e estáveis. Os �lamentos</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material</p><p>digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/3</p><p>citoplasmáticos que participam de vários fenômenos celulares, mas talvez sejam</p><p>mais conhecidos por participar da contração muscular, são os micro�lamentos, os</p><p>mais �nos e �exíveis, distribuídos por todo o citoplasma de todas as células</p><p>eucariontes. Os micro�lamentos são encontrados principalmente na parte mais</p><p>periférica da célula (córtex celular) e são formados pela proteína actina. Para</p><p>participarem do fenômeno de contração muscular precisam se unir a proteínas</p><p>acessórias, neste caso, a proteína motora miosina. As miosinas são capazes de</p><p>hidrolisar ATP em ADP quando se associam aos �lamentos de actina, promovendo</p><p>o deslizamento de um �lamento sobre o outro. É importante neste momento</p><p>explicar aos alunos que o citoesqueleto está presente em todas as células, mas,</p><p>neste caso, como estamos relacionando-o às células musculares, é necessário</p><p>situar esta estrutura nos músculos esqueléticos e fazê-los compreender o</p><p>mecanismo de contração e relaxamento muscular, envolvendo os sarcômeros. O</p><p>processo de contração envolve ainda liberação de neurotransmissor (acetilcolina)</p><p>por meio da sinalização sináptica, o que envolve a bomba de sódio e potássio na</p><p>membrana plasmática, liberação de íons de Ca  pelo retículo sarcoplasmático e a</p><p>interação com as mio�brilas ou �bras musculares.</p><p>A prática de exercícios físicos estimula a produção de proteínas pelas mio�brilas</p><p>(�bras musculares), tornando-as mais grossas, com repetidas sessões de</p><p>treinamento de força, os músculos aumentam de tamanho, uma vez que os</p><p>estímulos mecânicos associados aos estímulos hormonais e metabólicos resultam</p><p>em hipertro�a muscular.</p><p>Neste caso, é importante enfatizar que a prática de exercícios em alta intensidade</p><p>pode aumentar o estresse oxidativo das células e ao invés de ser bené�co para o</p><p>aumento da imunidade tem efeito contrário.</p><p>Cabe lembrar que baseado nos conhecimentos adquiridos nesta seção, existem</p><p>outros caminhos para a resolução desta situação-problema, esta foi somente uma</p><p>possibilidade apresentada. Busque alternativas, podemos sempre aprimorar.</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>A IMPORTANTE PROTEÍNA DA PELE</p><p>Para introduzir essa situação, considere o texto retirado de uma matéria publicada</p><p>no site G37 em 2018. “Um churrasco em uma residência fez 10 vítimas, todas com</p><p>queimaduras após uma explosão ao utilizarem álcool líquido próximo à</p><p>churrasqueira. As vítimas chegaram ao hospital com queimaduras de primeiro,</p><p>segundo e terceiro grau” (G37, 2018).</p><p>Os acidentes por queimaduras �cam em segundo lugar no mundo, quando</p><p>comparados aos acidentes com fraturas. As queimaduras podem ser classi�cadas</p><p>de acordo com a profundidade e extensão da lesão, quanto maior a extensão e</p><p>maior a profundidade da lesão, maior a gravidade.</p><p>Assim, imagine que você que é membro de uma equipe de consultoria de uma</p><p>empresa que atua com capacitação de pro�ssionais da saúde e estava em uma</p><p>capacitação para pro�ssionais de uma grande clínica médica. Durante o evento</p><p>você foi indagado a respeito do acidente ocorrido e como você avalia a importância</p><p>2+</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/3</p><p>da pele em nosso organismo. Pensando na estrutura do tecido dani�cado pela</p><p>queimadura, as células da epiderme tiveram as suas estruturas alteradas.</p><p>Relacione este fato aos �lamentos proteicos que compõem o citoesqueleto e</p><p>apresente a sua importância para a estrutura das células.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para atender aos questionamentos, o consultor poderia enfatizar que sabemos</p><p>que a pele é um órgão composto por diversos tecidos e tipos celulares</p><p>especializados, que exercem funções fundamentais para a vida, como a</p><p>termorregulação, sensibilidade, proteção contra agressões exógenas, de</p><p>natureza química, física e biológica, contra a perda de água para o exterior,</p><p>dentre outras funções.</p><p>Como estudamos, as células conseguem se sustentar e manter a forma devido</p><p>à presença do citoesqueleto, estrutura presente em todas as células. Os</p><p>�lamentos proteicos que compõem o citoesqueleto são os micro�lamentos,</p><p>microtúbulos e os �lamentos intermediários. Estes últimos são os mais</p><p>abundantes nas células que sofrem estresses mecânicos, por serem os mais</p><p>resistentes, capazes de suportar altos níveis de tensão e deformação, que os</p><p>outros dois �lamentos não suportam, se rompendo facilmente. Desta forma,</p><p>ele está presente nas células musculares, cardíacas e a pele. São formados por</p><p>diferentes proteínas �brosas, que se unem aos �lamentos intermediários</p><p>dependendo do tipo celular.</p><p>A pele, nosso tecido epitelial, é formado por três camadas interdependentes: a</p><p>epiderme, derme e a hipoderme, todas contendo queratinócitos (células</p><p>diferenciadas responsáveis pela produção de queratina). A queratina é uma</p><p>proteína �brosa, que apresenta conformação rígida, elasticidade e</p><p>impermeabilidade à água. Está presente também em nossos pelos e unhas,</p><p>conferindo resistência. Apesar de conferir resistência e proteção à nossa pele,</p><p>os danos causados à célula com as queimaduras dani�cam estas estruturas e</p><p>rapidamente as camadas mais internas da epiderme devem aumentar a</p><p>síntese de queratina para suprir os danos causados pela lesão, repondo as</p><p>proteínas e reerguendo a sua estrutura.</p><p>Mas, vale lembrar que as lesões mais graves muitas vezes são irreversíveis e</p><p>necessitam do auxílio de tratamentos, medicamentos e outros procedimentos</p><p>para se recuperarem.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/3</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS E ORGANELAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, estamos aprofundando cada vez mais o nosso conhecimento neste</p><p>universo das células. Já conhecemos as diferenças entre elas, a função</p><p>fundamental na vida de todos os organismos, a interação de uma célula com a</p><p>outra, o que as mantém estruturadas e os componentes celulares, permitindo uma</p><p>maior compreensão de como o nosso corpo funciona, assim como os outros</p><p>organismos vivos.</p><p>Nesta seção, vamos nos dedicar a compreender o sistema de endomembranas</p><p>presentes nas células eucarióticas, acompanharemos como ocorre o transporte de</p><p>proteínas e lipídios, e a interação entre as organelas deste sistema, como o retículo</p><p>endoplasmático rugoso e liso, a relação deles com o complexo de Golgi, os</p><p>lisossomos, vacúolos e vesículas e até mesmo a relação destas organelas</p><p>membranosas com a membrana plasmática.</p><p>As organelas são estruturas menores que estão presentes dentro das células, cada</p><p>qual desempenhando uma função diferente, mas todas trabalhando em conjunto</p><p>para que a máquina (nosso organismo) funcione.</p><p>Imagine o corpo humano como uma máquina que tem vários órgãos que</p><p>trabalham para mantê-lo funcionando. As organelas funcionam como se fossem</p><p>órgãos das células, são responsáveis pela digestão, respiração, circulação de</p><p>substâncias, dentre outras funções. Lembrando que os organismos vivos são</p><p>compostos por milhares de células, incluindo nossos órgãos. Algumas organelas</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/11</p><p>não compreendem o sistema de</p><p>endomembranas, como as mitocôndrias, muito</p><p>importantes para a manutenção da vida, por serem responsáveis pela produção de</p><p>energia para realização das atividades celulares. Os plastídios que têm função de</p><p>fotossíntese, e são importantes na síntese de aminoácidos e ácidos graxos,</p><p>presentes exclusivamente nas células vegetais. E os peroxissomos, que degradam</p><p>gordura e outras substâncias no interior das células.</p><p>Você já deve ter ouvido falar que algumas células se autodestroem e, muitas vezes,</p><p>cometem a autofagia, ou seja, a destruição ou reciclagem de estruturas e</p><p>organelas que não estão desempenhando corretamente as suas funções, para não</p><p>prejudicar as atividades celulares, que podem, consequentemente, trazer prejuízos</p><p>para o funcionamento de todo o organismo. Estudaremos assim, as</p><p>particularidades das principais organelas e suas funções, vamos lá?</p><p>Vamos retomar ao nosso cenário hipotético criado para a resolução da situação-</p><p>problema geradora de aprendizagem. Por conta de todas as instabilidades</p><p>ambientais às quais estamos expostos – como grandes variações de temperatura,</p><p>pressões atmosféricas, qualidade do ar, alterações de umidade do ar, pressão de</p><p>O , dentre outros extremos – desequilíbrios dos mais diversos são provocados,</p><p>incluindo prejuízos à saúde humana. As células conseguem tolerar pequenas</p><p>variações, sem grandes prejuízos, no entanto, em algumas situações de</p><p>desequilíbrios maiores, elas não conseguem manter a sua morfologia e o seu</p><p>funcionamento íntegros, o que pode desencadear inúmeras patologias e lesões</p><p>celulares reversíveis ou até mesmo irreversíveis.</p><p>Muitas doenças estão sendo frequentemente noti�cadas e um número crescente</p><p>de casos está relacionado à poluição do ar. Acredita-se que a poluição possa</p><p>dani�car todas as células do nosso corpo. O dano é causado pelos poluentes que</p><p>entram na corrente sanguínea e geram uma série de infecções, podendo causar</p><p>doenças pulmonares, cardíacas, demência, problemas no fígado, câncer, dentre</p><p>outros, com a possibilidade de afetar inclusive a fertilidade, o feto durante a</p><p>gestação e aumentar o número de abortos espontâneos.</p><p>Diante deste contexto e para trabalhar os temas da seção, junto às possíveis</p><p>situações da prática pro�ssional, continuaremos acompanhando o nosso professor</p><p>universitário durante as suas aulas para dicentes da área da saúde.</p><p>O professor segue buscando envolver os seus alunos mediante a situações comuns</p><p>com as quais nos deparamos e a relação delas com o universo das células.</p><p>Ao relacionar os possíveis danos ocasionados pela poluição do ar à fertilidade, uma</p><p>aluna o questionou em relação ao tema, expondo a história de um casal que</p><p>procurou auxílio médico, após 12 meses de tentativa e fracasso para engravidar.</p><p>Depois de uma série de exames, o espermograma do homem evidenciou</p><p>teratospermia, ou seja, alterações na morfologia do espermatozoide, mais</p><p>precisamente foi noti�cada a ausência de acrossomos.</p><p>Como você, no lugar do professor, poderia explicar esta noti�cação constatada no</p><p>exame? Qual a importância do acrossomo para o processo de reprodução? Como</p><p>você relacionaria este contexto às organelas celulares para explicar aos alunos a</p><p>2</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/11</p><p>situação?</p><p>Para explicarmos a importância de um determinado produto, precisamos conhecer</p><p>a fundo todas as suas características, sua composição e seu funcionamento, assim</p><p>como os diferenciais que o tornam especí�co, não é mesmo? Só assim</p><p>conseguiremos convencer o nosso cliente. O mesmo ocorre com as células, não</p><p>basta dizermos que elas são importantes, precisamos conhecer a sua estrutura e</p><p>composição, como elas funcionam internamente para compreendermos a</p><p>dimensão de suas funções e a atuação delas nos organismos vivos.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>Dentre os componentes do citoplasma, além dos já estudados citosol e</p><p>citoesqueleto, há também as organelas citoplasmáticas, as quais desempenham</p><p>diversas funções especí�cas. As organelas são estruturas envolvidas ou não por</p><p>membranas. As organelas não membranosas, ou seja, que não têm membranas,</p><p>são encontradas no citosol e não dependem de transportes para realizar sua</p><p>função, o que facilita seu trabalho. São exemplos os ribossomos, estruturas do</p><p>citoesqueleto (�lamentos, microtúbulos e centríolo) e o centrossomo. Já as</p><p>organelas membranosas são compartimentos envolvidos por membranas</p><p>biológicas originadas a partir da invaginação da membrana celular, compostas por</p><p>lipídios, proteínas e hidratos de carbono, muito semelhantes à membrana</p><p>plasmática.</p><p>As organelas, exclusivas às células eucariontes, são capazes de realizar funções</p><p>como captura de alimentos, produção de energia, síntese de moléculas, dentre</p><p>outras. Algumas organelas se unem e formam um sistema de endomembranas,</p><p>distribuído por todo o citoplasma, trabalham em conjunto com o intuito de</p><p>modi�car, empacotar e transportar as proteínas e os lipídios que serão utilizados</p><p>nos processos metabólicos das células. Este sistema apresenta vários</p><p>subcompartimentos que se intercomunicam, enviando e recebendo informações</p><p>através de moléculas (sinalização celular), constituídos pelas organelas: retículo</p><p>endoplasmático, complexo de Golgi, endossomos e lisossomos. Vale lembrar que</p><p>as mitocôndrias e os cloroplastos ou peroxissomos não fazem parte do sistema de</p><p>endomembranas. Veremos a seguir as características e funções de cada uma</p><p>destas organelas.</p><p>Figura 2.3 | Anatomia da célula animal</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/11</p><p>Fonte: adaptada de Shutterstock/VectorMine.</p><p>RETICULO ENDOPLASMÁTICO LISO E RUGOSO</p><p>O retículo endoplasmático (RE) é uma rede contínua de membranas distribuídas</p><p>por todo o citoplasma, ocupando quase a metade deste espaço, que formam uma</p><p>espécie de labirinto. É uma organela encontrada em todas as células eucariontes,</p><p>composta por túbulos e vesículas achatadas, todos interligados, que se comunicam</p><p>com a carioteca. Têm espaços “vazios” em seu interior, chamados de cisternas ou</p><p>lúmen (luz). Esta estrutura é visível apenas no microscópio eletrônico, mas pode</p><p>ser observada a presença dela sem detalhes, em microscópio óptico quando</p><p>coradas. Na superfície externa (face citosólica) da membrana do RE, em alguns</p><p>locais, são encontrados poliribossomos aderidos à membrana, sintetizando</p><p>proteínas que são inseridas nas cisternas. Desta forma, o retículo endoplasmático</p><p>pode ser dividido em duas regiões: rugosa e lisa.</p><p>REFLITA</p><p>Você consegue pensar em como os ribossomos podem se ligar à membrana</p><p>do retículo endoplasmático rugoso? Temos que nos recordar do processo</p><p>de sinalização celular e os componentes necessários para que a sinalização</p><p>ocorra.</p><p>O retículo endoplasmático rugoso (RER) é a região que apresenta grande</p><p>quantidade de ribossomos, ou seja, está presente em maior quantidade nas</p><p>células especializadas em sintetizar proteínas, como as células do pâncreas que</p><p>sintetizam enzimas digestivas ou os �broblastos, os quais sintetizam o colágeno.</p><p>Dentre as principais funções do RER está a síntese de proteínas de membrana e</p><p>proteínas para secreção, mas há outras funções como a degradação de glicogênio,</p><p>síntese de fosfolipídios e montagem de proteínas com longas cadeias</p><p>polipeptídicas. Aprendemos que a formação de todas as proteínas é iniciada no</p><p>citosol pelos ribossomos livres, certo? Grande parte destas proteínas sintetizadas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA…</p><p>4/11</p><p>permanecem no citosol, algumas são destinadas ao núcleo, as mitocôndrias ou</p><p>cloroplastos, também sintetizadas pelos ribossomos livres. No entanto, as</p><p>proteínas que serão utilizadas na membrana plasmática, no próprio retículo</p><p>endoplasmático ou no complexo de Golgi, e as proteínas que serão armazenadas</p><p>no interior das células (como no caso dos lisossomos) ou as proteínas</p><p>armazenadas no interior das células para posterior exportação (no caso do</p><p>pâncreas e algumas glândulas endócrinas) são sintetizadas por ribossomos ligados</p><p>ao RER. Mas a estrutura destes ribossomos é diferente? A resposta é não.</p><p>Conforme estudamos, todos os ribossomos são formados por duas subunidades,</p><p>uma maior e outra menor, esta subunidade menor ao se ligar a um mRNA (RNA</p><p>mensageiro) se torna funcional e pode sintetizar proteínas.</p><p>As proteínas que são sintetizadas com destino ao retículo endoplasmático,</p><p>conforme os aminoácidos vão sendo expostos do ribossomo, chamados de</p><p>sequência sinal, se ligam a uma partícula reconhecedora do sinal (SRP – sinal</p><p>recognition particle). A SRP inibe a síntese de proteínas destinadas ao retículo até o</p><p>momento em que os ribossomos se liguem a um receptor da membrana do RER.</p><p>Quando ocorre a ligação, o SRP do polirribossomo é liberado e a síntese proteica</p><p>continua. Com isso, o que de�nirá se um ribossomo �cará solto no citosol ou</p><p>aderido à membrana do retículo dependerá do tipo de proteína que ele estiver</p><p>sintetizando, se ela possui ou não uma sequência sinal. As proteínas que não irão</p><p>permanecer no retículo endoplasmático rugoso são enviadas até o complexo de</p><p>Golgi pelas vesículas de transporte e túbulos, assim como os fosfolipídios</p><p>produzidos para outras membranas, transportados também em vesículas.</p><p>A outra região do retículo endoplasmático desprovida de ribossomos é conhecida</p><p>como retículo endoplasmático liso (REL). A membrana do REL é contínua à</p><p>membrana do RER, mas as moléculas que constituem estas membranas são</p><p>diferentes. O retículo endoplasmático liso, na maioria das células, se localiza</p><p>próximo à membrana nuclear. Ele participa da síntese de lipídios, presente em</p><p>maior quantidade em células envolvidas no metabolismo de lipídios, como as</p><p>células intersticiais do testículo, tecido muscular, fígado e das glândulas adrenais;</p><p>além de participar da síntese de carboidratos e de hormônios esteroides, do</p><p>processo de desintoxicação (no caso de medicamentos, venenos, substâncias</p><p>químicas e o etanol), reciclagem de organelas envelhecidas pelo processo de</p><p>autofagia, da degradação de glicogênio (produzindo glicose para o metabolismo</p><p>energético – função em comum com o RER) e o armazenamento e controle</p><p>intracelular de íons de cálcio (Ca ). O REL é responsável por controlar a</p><p>concentração de Ca  necessário no processo de ativação da contração muscular</p><p>nas células musculares, recebendo nestes casos o nome de retículo</p><p>sarcoplasmático.</p><p>Há algumas regiões do retículo endoplasmático que têm pouquíssimos</p><p>ribossomos, geralmente são as regiões de transição entre o RER e REL.</p><p>ASSIMILE</p><p>2+</p><p>2+</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/11</p><p>Os termos liso e rugoso são aplicados aos estados transitórios das</p><p>membranas do retículo endoplasmático. Por se tratar de um</p><p>compartimento único e contínuo, as regiões podem se alternar, em</p><p>determinado momento estar lisa e em outro rugosa. Com isso, é</p><p>importante considerarmos que o retículo está rugoso ou liso e não que ele</p><p>é rugoso ou liso (ATTIAS; SILVA, 2010).</p><p>COMPLEXO DE GOLGI</p><p>Vimos que o material que sai do retículo endoplasmático é transportado em</p><p>vesículas até o complexo de Golgi, uma vez que estas duas organelas têm conexão</p><p>entre si. Sendo assim, existe um complexo de Golgi (ou aparelho de Golgi), por</p><p>célula eucariótica, estando ausente em hemácias e espermatozoides, no entanto,</p><p>nos espermatozoides o complexo de Golgi tem participação na formação do</p><p>acrossomo.</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Acrossomo: estrutura que compõe a cabeça do espermatozoide, é formada</p><p>por várias vesículas contendo enzimas digestivas (lisossomos), cuja função é</p><p>perfurar a membrana do óvulo no processo de fecundação.</p><p>Esta organela é composta por vesículas achatadas e empilhadas, como uma</p><p>espécie de pilha de pratos/sacos, conhecidos por cisternas do complexo de Golgi.</p><p>Cada pilha de cisternas recebe o nome de dictiossomo e são encontradas</p><p>geralmente em uma determinada região do citoplasma, principalmente ao lado do</p><p>núcleo e próximo dos centríolos, embora em alguns tipos celulares, como é o caso</p><p>das células nervosas, esta organela forma pequenos grupamentos circundando o</p><p>núcleo, ou como nas células vegetais que estão espalhadas pelo citoplasma. O</p><p>tamanho e a quantidade de cisternas de Golgi dependem do tipo celular.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>As glândulas salivares (secretam enzimas digestivas) e as células do sistema</p><p>imunológico (secretam anticorpos) são células que secretam grande</p><p>quantidade de proteínas e, consequentemente, têm muitas cisternas do</p><p>complexo de Golgi. Em células musculares são encontrados em tamanho</p><p>pequeno, já em células que secretam glicoproteínas são encontrados em</p><p>tamanhos maiores.</p><p>O complexo de Golgi está envolvido na separação, empacotamento e distribuição</p><p>de proteínas e lipídios advindos do RE através das vesículas de transporte, por isso</p><p>também pode ser denominado vesícula transportadora. Essas vesículas são</p><p>constituídas por uma face cis (ou face de entrada), mais convexa, geralmente</p><p>próxima ao núcleo e ao RE, considerada a face receptora, que recebe as vesículas</p><p>transportadoras do retículo endoplasmático. A face oposta é côncava, denominada</p><p>de face trans (ou face de saída), mais distante do núcleo, e está voltada para a</p><p>membrana plasmática. Entre estas duas faces são encontradas as cisternas</p><p>médias. As proteínas produzidas no RE e transferidas para o complexo de Golgi se</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/11</p><p>fundem à membrana da face cis e após serem modi�cadas, formadas e</p><p>organizadas com auxílio de enzimas especí�cas são empacotadas e liberadas pela</p><p>face trans, por meio de vesículas de secreção, após a maturação. Os conteúdos</p><p>despejados pelas vesículas podem se fundir à membrana plasmática, no caso de</p><p>proteínas úteis para ela, ou serem secretados para o meio extracelular. Em outros</p><p>casos, o conteúdo das vesículas pode ser liberado em outras partes da célula onde</p><p>serão utilizados, como nos lisossomos (digestão intracelular) ou nos vacúolos</p><p>(enzimas digestivas). Muitas células do nosso corpo secretam substâncias e até</p><p>elas serem secretadas passam por todo este processo, como a insulina (hormônio)</p><p>secretada pelas células do pâncreas.</p><p>Conhecendo esta organela, podemos elencar sua principal função como a</p><p>distribuição das macromoléculas (proteínas e lipídios) advindas do retículo</p><p>endoplasmático para as vesículas.</p><p>Além de participar da modi�cação das proteínas e lipídios através da glicosilação</p><p>(adição de açúcares) e a síntese de proteoglicanas (adição de grupamentos sulfato</p><p>às proteínas), elas formam os lisossomos.</p><p>As proteínas modi�cadas pelo complexo de Golgi, quando liberadas, podem ser</p><p>incorporadas a um endossomo (pequenas vesículas), retornar para o retículo</p><p>endoplasmático ou, ainda, ser encaminhadas para a membrana plasmática, onde</p><p>serão secretadas.</p><p>LISOSSOMOS</p><p>Os lisossomos são vesículas, também delimitadas por membranas, que contêm</p><p>enzimas hidrolíticas, ou seja, com função de digestão. Estas organelas estão</p><p>presentes em quase todas as células animais, sendo mais abundantes nas</p><p>fagocitárias (macrófagos e leucócitos) e ausentes nas hemácias. Elas têm uma</p><p>variedade de enzimas com capacidade de digerir substâncias que variam de</p><p>acordo com o tipo celular e a função de cada célula, como exemplo podemos citar</p><p>a protease, lipase, fosfatase, desoxirribonuclease, dentre outras, todas com</p><p>atividade máxima em pH 5,0 (ácido). Mas estas enzimas não podem destruir a</p><p>célula? As células já pensaram em tudo, e como mecanismo de defesa a membrana</p><p>dos lisossomos funciona como uma espécie de barreira, que impede as enzimas de</p><p>alcançarem o citosol, e caso acidentalmente isso ocorra, o pH do citosol é</p><p>relativamente neutro impedindo a ação destrutiva das enzimas.</p><p>ASSIMILE</p><p>Para que as enzimas digestivas não destruam a sua própria membrana, os</p><p>lisossomos têm glicoproteínas na face interna, cujo revestimento de</p><p>açúcares protege a membrana da ação enzimática.</p><p>As enzimas hidrolíticas são produzidas no retículo endoplasmático rugoso e</p><p>transportadas para o complexo de Golgi, onde sofrem modi�cações e são</p><p>empacotadas em vesículas, conhecidas por lisossomos primários. Estes lisossomos</p><p>primários ainda não estão participando do processo de digestão intracelular. Como</p><p>uma de suas funções é a digestão de substâncias extracelulares introduzidas na</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/11</p><p>célula por meio da endocitose (fagocitose e pinocitose), quando a membrana dos</p><p>lisossomos primários se funde aos fagossomos ou pinossomos, formando um</p><p>vacúolo digestório, também chamado de lisossomo secundário, inicia a digestão</p><p>intracelular com a ação das enzimas.</p><p>ASSIMILE</p><p>Nas células vegetais não são encontrados lisossomos. Assim, a organela</p><p>que desempenha função semelhante é o vacúolo e, por esse motivo, ele é</p><p>bem maior nestas células. O vacúolo ocupa grande parte do conteúdo</p><p>celular das células vegetais, armazena água e nutrientes e pode fazer a</p><p>quebra de moléculas e componentes celulares, além de atuar no equilíbrio</p><p>do volume de água disponível no interior da célula.</p><p>Quando a célula não absorve todo o material digerido, o que resta compõe um</p><p>corpo residual, que será eliminado do citoplasma posteriormente. Outra função</p><p>destas organelas é realizar o processo de autofagia, ou seja, a digestão de</p><p>estruturas da própria célula. Mas quando isto ocorre? Quando as células têm</p><p>alguma organela ou estrutura dani�cada, com um componente envelhecido e não</p><p>estão mais executando corretamente a sua função, os lisossomos fazem a digestão</p><p>destas partes da célula, em um processo que é comum em células glandulares que</p><p>acumulam secreções em excesso.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>Durante a gravidez por exemplo, há um aumento na produção de leite pós</p><p>parto, aumentando o número de células secretoras nas glândulas</p><p>mamárias. No entanto, quando termina o período de lactação ocorre o</p><p>processo de autofagia, destruindo os restos de secreção e organelas que</p><p>não serão mais utilizados. A autofagia é um tipo de morte celular.</p><p>Os lisossomos podem ainda agir no exterior das células, destruindo substâncias ou</p><p>estruturas extracelulares pela ação de suas enzimas digestivas. Esta ação pode ser</p><p>observada por exemplo durante o crescimento dos ossos, quando as enzimas</p><p>destroem áreas da matriz óssea.</p><p>Algumas células armazenam materiais que serão secretados após a ação</p><p>metabólica, hormonal ou neural que regulam a secreção. Estas moléculas</p><p>secretadas são armazenas em grandes quantidades em vesículas ou grânulos</p><p>secretórios, que contêm enzimas digestivas.</p><p>Podemos concluir que os lisossomos são organelas importantes para a</p><p>manutenção da homeostase da célula, compondo o sistema de endomembranas</p><p>junto do retículo endoplasmático, do complexo de Golgi, das vesículas e dos</p><p>vacúolos, da membrana celular e da carioteca.</p><p>OUTRAS ORGANELAS MEMBRANOSAS</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/11</p><p>As organelas classi�cadas como membranosas que não fazem parte do sistema de</p><p>endomembranas da célula são as mitocôndrias, os cloroplastos e os</p><p>peroxissomos.</p><p>As mitocôndrias são organelas presentes somente em células eucarióticas. Elas</p><p>têm forma de bastonetes e a sua principal função está relacionada ao processo de</p><p>produção de energia para a célula (respiração celular): na presença de oxigênio</p><p>sintetizam ATP, importantes no ciclo de Krebs e na cadeia respiratória. Estas</p><p>organelas estão presentes em maiores quantidades em células que requerem um</p><p>maior gasto energético e junto do REL auxiliam na regulação da concentração de</p><p>íons no citoplasma celular. As mitocôndrias têm duas membranas, uma interna e</p><p>outra externa. A primeira é composta por invaginações, chamadas de cristas</p><p>mitocondriais, direcionadas para o interior da mitocôndria, delimitando o espaço</p><p>interno (matriz mitocondrial). O espaço entre a dupla membrana é conhecido por</p><p>espaço intramembranoso. Além das duas membranas, as mitocôndrias têm</p><p>material genético próprio (DNA mitocondrial), permitindo a sua autoduplicação.</p><p>Os cloroplastos são também organelas citoplasmáticas, do grupo plastídio,</p><p>exclusivos de células vegetais e algas. Eles estão relacionados ao processo de</p><p>fotossíntese, produção de energia para as atividades metabólicas da célula através</p><p>da conversão de energia solar em energia química, no armazenamento de amido e</p><p>na síntese de metabólitos.</p><p>Os peroxissomos são organelas presentes em células eucariontes, tanto de</p><p>animais quanto de plantas, constituem bolsas membranosas e se assemelham aos</p><p>lisossomos. No entanto, não fazem parte do sistema de endomembranas e</p><p>formados por apenas uma membrana e sem material genético próprio. As suas</p><p>enzimas oxidativas permitem aos peroxissomos fazer a função de degradação de</p><p>substâncias, como as gorduras e os aminoácidos no interior das células, através de</p><p>enzimas como a catalase, capaz de decompor o peróxido de oxigênio (água</p><p>oxigenada), elemento muito tóxico para as células. Eles auxiliam também na</p><p>desintoxicação de moléculas (principalmente na corrente sanguínea) e nas plantas</p><p>têm um papel importante no processo de fotorrespiração e na conversão de</p><p>açúcares nas sementes, permitindo o desenvolvimento das plantas.</p><p>Muitas doenças são causadas em decorrência de alterações nas organelas, seja</p><p>devido a modi�cações bioquímicas, como defeitos na síntese de proteínas ou</p><p>degradação de moléculas, ou ainda alterações morfológicas, prejudicando a</p><p>estrutura e, consequentemente, o funcionamento da célula. Com isso, podemos</p><p>perceber que independente de uma organela ser membranosa ou não, todas elas</p><p>têm funções bem especí�cas e são dependentes umas das outras. Assim, situações</p><p>que causem danos a uma organela afetam a célula por completo.</p><p>FAÇA VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>As células eucariontes são compostas por diferentes compartimentos</p><p>intracelulares, as organelas celulares. Cada uma delas desempenha uma função</p><p>especí�ca, que auxiliam no funcionamento das células. Algumas destas organelas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/11</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ATTIAS, M.; SILVA, N. C. Biologia celular I. 3 ed. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj,</p><p>2006. 169 p. 3 v.</p><p>compõem o sistema de endomembranas, que atuam em conjunto, modi�cando,</p><p>empacotando e transportando moléculas, principalmente proteínas e lipídios.</p><p>Assinale a alternativa que contém organelas integrantes do sistema de</p><p>endomembranas.</p><p>a. Vacúolos, lisossomos, complexo de Golgi e ribossomos.</p><p>b. Retículo endoplasmático liso e rugoso, complexo de Golgi e microtúbulos.</p><p>c. Lisossomos, complexo de Golgi,</p><p>vesículas, vacúolos e mitocôndrias.</p><p>d. Complexo de Golgi, retículo endoplasmático, lisossomos e vacúolos.</p><p>e. Retículo endoplasmático rugoso, lisossomos, peroxissomos e complexo de Golgi.</p><p>Questão 2</p><p>No interior das células encontramos o citoplasma, local onde muitas atividades</p><p>celulares ocorrem, principalmente no citosol. Dispersos em seu meio aquoso</p><p>encontramos as organelas celulares, cada uma delas com uma função distinta,</p><p>capazes de digerir substâncias, produzir energia para as atividades celulares, fazer</p><p>sínteses de moléculas, dentre outras funções.</p><p>Neste contexto, em relação às organelas e suas respectivas funções, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a. Os lisossomos são responsáveis pela permeabilidade seletiva das células, além do processo de digestão.</p><p>b. Os cloroplastos presentes em todas as células eucariontes fazem a síntese de proteínas.</p><p>c. As mitocôndrias, cuja função é a de produção de energia para a célula, estão ausentes nos vegetais.</p><p>d. O retículo endoplasmático está relacionado à síntese de proteínas e lipídios, a região lisa contém</p><p>ribossomos.</p><p>e. O complexo de Golgi recebe substâncias do retículo endoplasmático e as direciona para outras regiões do</p><p>corpo.</p><p>Questão 3</p><p>São importantes na manutenção da homeostase celular, podem receber</p><p>substâncias extracelulares através da endocitose e participam do processo de</p><p>autofagia realizado por algumas células. Possui um grande número de enzimas</p><p>que são ativadas em pH ácido e fazem parte do sistema de endomembranas</p><p>(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2013).</p><p>De acordo com o texto, assinale a alternativa que corresponde à organela descrita.</p><p>a. Retículo endoplasmático.</p><p>b. Lisossomo.</p><p>c. Complexo de Golgi.</p><p>d. Mitocôndria.</p><p>e. Peroxissomo.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/11</p><p>ATTIAS, M.; SILVA, N. C. Biologia celular I. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2010.</p><p>130 p. 2 v.</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014. 192</p><p>p.</p><p>CISA. Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Álcool e Sistema Hepático.</p><p>2004. Disponível em: https://bit.ly/3bn3lEQ. Acesso em: 4 nov. 2020.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>DUARTE, D. A.; LIMA, T. F. O.; SÁ, A. L. B. Genoma mitocondrial como fonte de</p><p>doenças genéticas. UNISEP. Ouro Fino – MG. Disponível em: https://bit.ly/3eI0hVT.</p><p>Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2012.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2013.</p><p>KHAN ACADEMY. Sistema de endomembranas. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3bm4mx1. Acesso em: 7 out. 2020.</p><p>PINTO, L. B.; CAPUTO, I. G. C.; PEREIRA, M. M. I. Importância do DNA em</p><p>Investigações Forenses: Análise de DNA Mitocondrial. Brazilian Journal Of</p><p>Forensic Sciences, Medical Law And Bioethics, Ribeirão Preto, SP, v. 1, n. 6, p. 84-</p><p>107, 2016. Disponível em: https://bit.ly/3ycxy35. Acesso em: 9 out. 2020.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. UFRGS. Biologia celular – Atlas</p><p>Virtual. Organelas. Disponível em: https://bit.ly/3tNxfZ6. Acesso em: 3 nov. 2020</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 11/11</p><p>https://cisa.org.br/index.php/pesquisa/artigos-cientificos/artigo/item/62-alcool-e-sistema-hepatico</p><p>https://portal.unisepe.com.br/asmec/wp-content/uploads/sites/10006/2018/10/Art.-009.pdf</p><p>https://pt.khanacademy.org/science/biology/structure-of-a-cell/tour-of-organelles/a/the-endomembrane-system</p><p>http://www.ipebj.com.br/forensicjournal/edicoes?volume=6&numero=1&artigo=237</p><p>https://www.ufrgs.br/biologiacelularatlas/organelas.htm</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS E ORGANELAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Com os conhecimentos aprendidos até aqui, você já é capaz de descrever e</p><p>identi�car as organelas membranosas das não membranosas, as suas funções</p><p>especí�cas e o funcionamento do sistema de endomembranas. Então, já está</p><p>preparado para solucionar a situação-problema apresentada.</p><p>Uma aluna questionou o professor de Biologia Celular sobre fertilidade e expôs a</p><p>história de um casal que procurou auxílio médico, após 12 meses de tentativa de</p><p>engravidar, sem sucesso. Depois de uma série de exames, o espermograma do</p><p>homem evidenciou teratospermia, ou seja, alterações na morfologia do</p><p>espermatozoide, mais precisamente foi noti�cada a ausência de acrossomos.</p><p>Como você, no lugar do professor, pode explicar o que foi constatado no exame?</p><p>Qual a importância do acrossomo para o processo de reprodução? Como você</p><p>relacionaria este contexto às organelas celulares para explicar aos alunos?</p><p>Para responder aos questionamentos, o professor deve considerar que há um</p><p>crescente aumento na procura por clínicas de reprodução humana por casais em</p><p>idade fértil que querem se tornar pais, mas por algum motivo, que deve ser</p><p>investigado, não conseguem. As causas podem ser diversas: disfunções na</p><p>ovulação, alterações no útero, endometriose, produção inadequada de esperma,</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/3</p><p>tabagismo, uso de drogas e medicamentos, obesidade, incompatibilidade genética,</p><p>ação de fatores ambientais, dentre outras possibilidades, que devem ser</p><p>investigadas, pois existe também uma variedade de tratamentos.</p><p>Os espermatozoides são os gametas masculinos, responsáveis pela reprodução</p><p>sexual nos animais, juntamente com os óvulos (gametas femininos). Para</p><p>resolvermos a situação é necessário conhecer a estrutura do espermatozoide, já</p><p>que se trata de uma célula composta pela cabeça, peça intermediária e cauda. A</p><p>cauda, também conhecida como �agelo, é formada por um par de centríolos e</p><p>permite a locomoção do espermatozoide no órgão reprodutor feminino. Na peça</p><p>intermediária (ou colo) há uma grande concentração de mitocôndrias, essenciais</p><p>na produção de energia (ATP) para a movimentação dos �agelos. E, por �m, a</p><p>cabeça é composta pelo núcleo, que abriga o material genético masculino e está</p><p>coberto pelo acrossomo. Este é formado por vesículas contendo muitas enzimas</p><p>digestivas (lisossomos), produzidas pelo complexo de Golgi. A partir das suas</p><p>enzimas, o acrossomo consegue penetrar na membrana do óvulo, permitindo a</p><p>fecundação. A ausência desta estrutura impede a penetração do espermatozoide</p><p>no óvulo, o que causa a infertilidade do homem.</p><p>Com isso, explicamos aqui o envolvimento de várias organelas citoplasmáticas,</p><p>lembrando que elas precisam desempenhar cada uma o seu papel para o correto</p><p>funcionamento da célula, e este é só um caminho dentre outros que você pode</p><p>utilizar para explicar a situação. Vá em frente!</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>OS EFEITOS DO ÁLCOOL</p><p>Imagine a seguinte situação: um jovem, recém-formado, passou a noite rodeado</p><p>de amigos e familiares aproveitando a sua festa de formatura. Ele estava</p><p>consumindo muitas bebidas alcoólicas de forma exagerada durante toda a noite e</p><p>em certo momento da festa começou a apresentar muita confusão mental,</p><p>di�culdades de respiração, vômitos e convulsões. Levado às pressas para o</p><p>hospital mais próximo ao local da festa, o jovem foi diagnosticado em coma</p><p>alcoólico e assistido.</p><p>Dessa forma, imagine que você é um dos pro�ssionais da saúde que fazia parte da</p><p>equipe multipro�ssional que participou</p><p>desse atendimento. Após a estabilização</p><p>da saúde do jovem, esse lhe questionou sobre os efeitos do álcool às células do</p><p>seu organismo. Como você explicaria o papel de uma organela envolvida no</p><p>processo de desintoxicação do organismo? Esses questionamentos podem ocorrer</p><p>em vários contextos da sua futura atuação como pro�ssional da saúde.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para responder aos questionamentos do jovem, você poderia enfatizar que</p><p>após a ingestão grande quantidade de álcool, este foi absorvido pelo estômago</p><p>e através da corrente sanguínea atingiu rapidamente o cérebro e passou a ter</p><p>efeito em outros órgãos do organismo. No cérebro, o álcool age em</p><p>neurotransmissores inibitórios, reduzindo o retardamento �siológico, gerando</p><p>fala enrolada, movimentos lentos e outros. Mas é no fígado que ocorre o</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/3</p><p>metabolismo de substâncias tóxicas advindas da corrente sanguínea. As</p><p>células do fígado têm os peroxissomos, organelas com alta capacidade de</p><p>oxidar substâncias orgânicas, por possuir uma grande quantidade de enzimas</p><p>oxidativas, elas auxiliam na desintoxicação de moléculas a partir da quebra</p><p>destas moléculas, tornando-as substâncias menos nocivas à saúde. Os</p><p>hepatócitos (células do fígado) têm a enzima álcool desidrogenase, que</p><p>converte o álcool em acetaldeído (extremamente tóxico ao nosso organismo).</p><p>Este composto em excesso provoca vários dos sintomas sentidos pelo jovem</p><p>em estado de alcoolismo. O fígado produz ainda outra enzima (aldeído</p><p>desidrogenase), capaz de converter o acetaldeído em acetato (produto atóxico</p><p>ao nosso organismo). O álcool em excesso acaba provocando outros efeitos</p><p>como desidratação e náuseas, pois também atinge os rins e o estômago. No</p><p>estômago ocorre o aumento de secreções intestinais e nos rins a inibição do</p><p>hormônio antidiurético, que auxilia na reabsorção de água pelos rins, evitando</p><p>a eliminação em excesso (estratégia da manutenção da vida dos seres vivos),</p><p>desta forma, o corpo sob efeito do álcool libera água em excesso ao invés de</p><p>reabsorvê-la.</p><p>Outras organelas, como o retículo endoplasmático liso e as mitocôndrias,</p><p>também têm papel importante na desintoxicação do organismo.</p><p>Que tal propor uma outra solução à situação-problema? Conto com você.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/3</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>CICLO CELULAR, DIFERENCIAÇÃO CELULAR E APOPTOSE</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, o quanto nós já aprendemos sobre a unidade fundamental para a</p><p>existência da vida, não é mesmo? Diferenciamos seres unicelulares de seres</p><p>pluricelulares, seres procariontes de seres eucariontes, células animais de células</p><p>vegetais, além de estudarmos a composição e a estrutura destas unidades</p><p>microscópicas que têm diversas funções dependendo do seu tipo celular. Mas,</p><p>independentemente do seu tipo celular, vimos que elas têm características em</p><p>comum, como a membrana plasmática que controla a entrada e saída de</p><p>substâncias da célula e confere proteção; o citoplasma composto pelo</p><p>citoesqueleto, que traz sustentação e manutenção às células, bem como a</p><p>presença de inúmeras organelas, presentes ou ausentes, de acordo com o tipo</p><p>celular; e o material genético, responsável por conter toda a informação e as</p><p>características da célula. Elas se comunicam, certo? E é por meio desta</p><p>comunicação que elas desempenham as suas funções.</p><p>Uma de suas propriedades fundamentais, capaz de diferenciar os seres vivos de</p><p>seres inanimados, é a sua capacidade de se reproduzir. Você já parou para pensar</p><p>que um ser humano é composto por bilhões de células, todas originadas de uma</p><p>única célula, o zigoto? Como ocorre o crescimento celular e como as células se</p><p>multiplicam e se dividem em novas células é um dos temas que abordaremos</p><p>nesta seção.</p><p>Todos os organismos vivos têm um ciclo de vida, que envolve diversas</p><p>transformações para que possa manter a vida: é preciso se desenvolver, crescer,</p><p>se reproduzir e se manter até deixar de existir. O mesmo ocorre com as células,</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/14</p><p>elas têm o ciclo celular e estudaremos em detalhes cada uma de suas fases e os</p><p>processos que as envolvem, compreenderemos o processo de divisão celular</p><p>utilizado para quase todas as necessidades de um organismo, que permite a</p><p>manutenção e renovação de células, produzindo cópias idênticas, a mitose. Ao</p><p>mesmo tempo, pensando em reprodução, estudaremos também a meiose,</p><p>processo presente em organismos que fazem reprodução sexual, como os seres</p><p>humanos. A partir da fecundação, há a formação de um zigoto, que iniciará a</p><p>formação e o desenvolvimento de uma nova vida, conheceremos também um</p><p>pouco do processo de diferenciação celular e como uma célula cujo material</p><p>genético é idêntico a outra pode adquirir funções diferentes. E, claro, assim como</p><p>as células se multiplicam e se diferenciam, para que seja mantida a homeostase ou</p><p>equilíbrio dos organismos, alguns mecanismos são extremamente necessários,</p><p>como a morte celular programada. Talvez lhe pareça estranho pensar em como</p><p>seria uma morte programada, mas saiba que ela é essencial para eliminar células</p><p>dani�cadas ou que deixam de ser úteis ao organismo, ela está diretamente</p><p>relacionada ao surgimento de tumores e outras patologias. As doenças</p><p>autoimunes também são in�uenciadas por este processo.</p><p>Para discutirmos os temas dessa seção, dentro de possíveis situações pro�ssionais,</p><p>continuaremos acompanhando o nosso professor universitário durante as suas</p><p>aulas para discentes da área da saúde, que continua a introduzir os conteúdos</p><p>didáticos associados a situações reais presenciadas pelos seus alunos, buscando</p><p>despertar a curiosidade e o interesse pelos temas discutidos.</p><p>Mais uma vez, o cenário gira em torno das instabilidades ambientais às quais</p><p>estamos expostos e que em determinadas situações geram prejuízos à saúde</p><p>humana. A poluição do ar está associada a um número crescente de doenças</p><p>noti�cadas, como doenças pulmonares, cardíacas, demência, problemas no fígado,</p><p>câncer, fertilidade, dentre outras. Apesar de as células conseguirem tolerar</p><p>pequenas variações sem tantos prejuízos, muitas vezes elas não conseguem</p><p>manter o seu funcionamento íntegro, o que pode desencadear inúmeras</p><p>patologias.</p><p>Dando continuidade ao tema da aula, os alunos estavam debatendo a respeito do</p><p>câncer, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a segunda</p><p>principal causa de morte a nível global. Em 2018, foram calculadas</p><p>aproximadamente 9,8 milhões de mortes pela doença. O câncer de pulmão,</p><p>seguido dos cânceres de mama e colorretal são os mais (OPAS Brasil, 2018).</p><p>A seguinte fala de um aluno foi notada pelo professor: “meu tio tem 57 anos,</p><p>começou a emagrecer muito, sentir dores no ombro, e nos joelhos, e estava tendo</p><p>muitas tosses secas e di�culdade para respirar mesmo quando fazia atividades de</p><p>médio esforço, o que o prejudicou no desempenho de algumas atividades em seu</p><p>trabalho. Ele é construtor civil há anos e fumou desde a sua adolescência, mas</p><p>parou recentemente. Minha tia o levou ao médico e ele foi diagnosticado com</p><p>câncer de pulmão, começará o tratamento com quimioterapia na próxima</p><p>semana”.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA…</p><p>2/14</p><p>Diante deste fato, como o professor poderia relacionar a fala do aluno ao conteúdo</p><p>didático de sua disciplina? Como o câncer está relacionado ao ciclo celular, aos</p><p>processos de mitose e meiose e até mesmo à morte celular e à diferenciação das</p><p>células? Como você, no lugar deste professor, explicaria o assunto a seus alunos?</p><p>Entender a vida, suas etapas e como ela se multiplica é importante. Quando há</p><p>falhas nesse percurso, elas podem ser ajustadas com cuidados especiais. Vamos</p><p>juntos desvendar, então, o ciclo celular?</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>Todas as células têm capacidade de crescer e se reproduzir, e a única forma de</p><p>uma célula se reproduzir é duplicar uma célula já existente. Para as células se</p><p>reproduzirem, elas fazem uma série de eventos organizados de forma cíclica. Há</p><p>um aumento coordenado das substâncias e moléculas em seu interior, incluindo o</p><p>seu material genético, que é duplicado e posteriormente dividido. Este mecanismo</p><p>é conhecido como ciclo celular, ou ciclo de divisão celular, essencial para a</p><p>manutenção e geração de vida, mecanismo pelo qual os seres vivos se</p><p>reproduzem.</p><p>Organismos unicelulares produzem um novo organismo a cada divisão celular,</p><p>como é o caso das bactérias e leveduras. Já os organismos pluricelulares, para</p><p>formarem um indivíduo funcional são necessárias sucessivas sequências de</p><p>divisões celulares, tanto durante o período embrionário quanto durante todo o seu</p><p>desenvolvimento, incluindo a fase adulta. Nos eucariontes, cada divisão celular</p><p>produz milhares de células necessárias para a sobrevivência, pois assim como um</p><p>tecido ou um órgão é formado por inúmeras células, a proliferação celular é</p><p>responsável não só pela reprodução como também pela manutenção do</p><p>organismo. Através da multiplicação celular, é possível repor células que estão</p><p>dani�cadas ou por algum motivo sofreram apoptose (morte celular programada). A</p><p>divisão celular mantém um volume característico e constante das células em nosso</p><p>organismo, regulando o equilíbrio entre a proliferação de células e a sua morte</p><p>programadas. E com o intuito de manter o tamanho das células a cada divisão, elas</p><p>não duplicam somente o material genético, como também podem duplicar</p><p>organelas e macromoléculas, coordenando o crescimento e o volume da massa</p><p>celular, para que as células não �quem menores no decorrer de inúmeras divisões.</p><p>O tempo que dura o processo de divisão celular depende do tipo de célula, do</p><p>tempo que ela necessita para dobrar de tamanho e manter a massa celular, sem</p><p>diminuir o seu tamanho ou aumentar, fator controlado durante o ciclo celular em</p><p>momentos especí�cos. Vamos entender como funciona este processo?</p><p>FASES DO CICLO DE DIVISÃO CELULAR</p><p>O ciclo celular envolve uma série de eventos, desde o crescimento e</p><p>desenvolvimento de uma célula, a formação da célula-mãe por meio da divisão</p><p>(duplicação do material genético – DNA), e posterior reprodução que origina duas</p><p>células-�lhas (cópias geneticamente idênticas à célula original), que ao serem</p><p>formadas podem dar início ao ciclo novamente. O processo é dividido basicamente</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/14</p><p>em duas fases: a interfase (fase em que a célula cresce e faz a cópia do seu DNA), e</p><p>a mitótica (fase em que a célula se divide em duas novas células, contendo DNA).</p><p>Que tal desvendarmos como ocorrem estas fases nas células eucariontes?</p><p>Iniciaremos com a interfase, a fase essencial para que a divisão celular ocorra,</p><p>intermediária entre uma fase mitótica (M) e a próxima. Nesta fase, a célula se</p><p>encontra em crescimento e intensa atividade metabólica e ocorre a duplicação do</p><p>material genético e dos componentes da célula-mãe, sendo considerada a fase</p><p>mais longa da divisão celular, composta por três etapas: G1, S e G2, a abreviatura G</p><p>signi�ca “intervalo” (gap em inglês) e a abreviatura S signi�ca “síntese”. A etapa G1</p><p>é caracterizada como o primeiro intervalo de tempo entre o �nal da mitose (fase</p><p>mitótica – M) até o início da replicação do DNA (fase de síntese – S). É conhecido</p><p>também por período pós-mitótico ou pré-sintético, tem duração variável de acordo</p><p>com o tipo celular e é nesta etapa que a célula copia as organelas e outros</p><p>componentes celulares que serão utilizados nas etapas seguintes, a célula está em</p><p>crescimento celular e com o seu metabolismo celular normal. A etapa S é marcada</p><p>por ser a fase mais longa, na qual ocorre a síntese do DNA (replicação) e a</p><p>duplicação do centrossomo (se lembram dele? A estrutura que organiza os</p><p>microtúbulos e irá ajudar a separar o material genético na fase mitótica). O</p><p>segundo intervalo, etapa G2, é marcado pela síntese de proteínas e dos</p><p>microtúbulos. Neste momento, a célula organiza o seu conteúdo se preparando</p><p>para a fase seguinte, ocorre a duplicação de cromossomos e o reparo de possíveis</p><p>danos no DNA, sendo �nalizada com o início da mitose. Em G2, a célula permanece</p><p>em crescimento.</p><p>É importante saber que durante toda a fase de interfase ocorre síntese de</p><p>proteínas e estruturas celulares são produzidas.</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Cromossomos são estruturas constituídas por uma molécula de DNA</p><p>(material genético) associada a proteínas presentes no núcleo da célula e</p><p>variam de espécie para espécie.</p><p>A fase mitótica (M) compreende a etapa que a célula divide o seu material</p><p>genético (DNA) que foi duplicado, repartindo o seu conteúdo de forma igualitária</p><p>entre duas novas células-�lhas. A fase M é marcada por duas etapas: a mitose (ou</p><p>divisão celular) e citocinese (ou divisão citoplasmática). Durante a mitose, os</p><p>cromossomos copiados são separados pelo fuso mitótico e se dividem para os</p><p>núcleos das células �lhas. Este processo ocorre em quatro etapas que</p><p>estudaremos a seguir: a prófase, metáfase, anáfase e telófase. A citocinese é</p><p>marcada pela divisão do citoplasma da célula em duas novas células, iniciada após</p><p>o término da mitose. É importante saber que esta etapa ocorre de formas distintas</p><p>em células animais e vegetais, a citocinese descrita ocorre em células animais.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/14</p><p>A citocinese em células animais é chamada de citocinese centrípeta (ocorre</p><p>da parte periférica da célula em direção ao centro), com a formação de um</p><p>anel contrátil, formado por �bras do citoesqueleto. Filamentos de actina e</p><p>miosina formam o sulco de clivagem, que divide a célula em duas, por elas</p><p>serem macias e moles. Já nas células vegetais, devido à presença da parede</p><p>celular, elas são mais duras e resistentes e a pressão interna é alta, o</p><p>processo é chamado de citocinese centrífuga (do centro da célula para a</p><p>periferia). Para que as células se dividam é formada uma estrutura (lamela</p><p>média) composta por membrana plasmática e outros componentes da</p><p>parede celular, dividindo a célula ao meio.</p><p>As células- �lhas foram produzidas, mas o que acontece com elas? Vai depender</p><p>muito do tipo de célula, pois alguns tipos celulares se dividem rapidamente, outros</p><p>se dividem de forma lenta ou não se dividem. Isso porque as células do nosso</p><p>corpo podem ser células lábeis (que continuam a se multiplicar durante toda a</p><p>vida), como é o caso das células epiteliais e hematopoiéticas; podem ser células</p><p>estáveis (em geral não se dividem, mas têm a capacidade de se proliferar quando</p><p>estimuladas), no caso as células presentes em glândulas, como o fígado, pâncreas,</p><p>células salivares, endócrinas e outras; e, por �m, há as células permanentes (que</p><p>perdem a capacidade de se dividir), como as células musculares e células do</p><p>sistema nervoso central.</p><p>As células estáveis e permanentes, por exemplo, deixam</p><p>a fase G1 e entram na</p><p>fase G0, considerada uma fase de repouso. Neste momento, as células não estão</p><p>ativas para se dividirem, mas seguem com as atividades metabólicas,</p><p>desempenhando suas funções. As células podem permanecer nesta fase G0 (para</p><p>algumas células este estado é permanente) e em outros casos elas recebem um</p><p>sinal ou estímulo e retornam para a fase G1, de onde seguirão o ciclo da divisão</p><p>celular.</p><p>O ciclo celular tem mecanismos de controle para regular os processos de divisão</p><p>celular e síntese de proteínas, pois você já imaginou se ocorre algum erro no</p><p>processo e ele não pode ser interrompido ou há uma proliferação descontrolada</p><p>de células? Muitos problemas podem ocorrer, prejudicando não só o</p><p>funcionamento do organismo, mas também ocasionando uma série de patologias,</p><p>como a formação de tumores. O controle é feito em pontos de veri�cação ou</p><p>checagem, por moléculas (exemplo: ciclinas) que atuam em pontos de transição</p><p>entre fases do ciclo celular, para que uma fase não inicie antes do término da fase</p><p>anterior, e auxilia na checagem de qualquer anomalia no processo, para que o</p><p>problema seja reparado e o ciclo possa seguir. Caso a célula não possa ser</p><p>reparada, ela é encaminhada para o processo de apoptose, que veremos mais</p><p>adiante. Existem três pontos de checagem: o primeiro é na fase G1 (�nal da fase G1</p><p>para a fase S), o segundo ponto é na fase G2 (transição da fase G2 para a fase M) e</p><p>por �m o terceiro ponto é na fase M, antes do processo de conclusão da mitose e</p><p>início da citocinese. No �nal da fase G1, há o ponto de controle conhecido como</p><p>ponto de restrição (R), que impede a célula de seguir no ciclo caso sejam</p><p>veri�cadas condições insatisfatórias ou desfavoráveis.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/14</p><p>Mesmo com todos os pontos de checagem e correções dos danos às células,</p><p>durante a divisão celular, podem ocorrer alterações que interferem diretamente</p><p>no número ou na estrutura dos cromossomos, ocasionando mutações</p><p>cromossômicas que serão estudas mais adiante.</p><p>ASSIMILE</p><p>A duração do ciclo celular depende muito do tipo de célula, apesar de todas</p><p>elas precisarem crescer e atingir um tamanho que lhes permita manter-se</p><p>constante antes de iniciar a divisão. A maior parte do ciclo, em torno de</p><p>95%, é composto pela interfase, e a sua duração depende de fatores como</p><p>condições �siológicas da célula (idade, disponibilidade de hormônios,</p><p>temperatura, pressão osmótica, dentre outros). Em células de mamíferos, o</p><p>ciclo celular tem duração de aproximadamente 12 horas e em outros casos</p><p>de 24 horas, com crescimento mais lento. Em compensação, um organismo</p><p>unicelular é capaz de formar duas novas células em um intervalo de 1 hora</p><p>e meia, como as leveduras. A fase que apresenta mais variações de tempo é</p><p>a G1, a qual pode durar horas, dias e até mesmo anos. As fases S, G1 e M</p><p>costumam ser mais constantes, no entanto podem variar dependendo da</p><p>espécie ou, ainda, dependendo do estágio de desenvolvimento em que o</p><p>organismo se encontra.</p><p>Figura 2.4 | Fases do ciclo celular</p><p>Fonte: adaptada de Wikimedia Commons / Richard Wheeler (Zephyris).</p><p>MITOSE E MEIOSE. GAMETOGÊNESE</p><p>A fase mitótica (M), como vimos, é o processo da divisão celular, cuja função é</p><p>garantir o crescimento celular e a substituição de células. Desta forma, através da</p><p>multiplicação celular (produção de células idênticas), renova tecidos celulares e</p><p>auxilia em processos de cicatrização, faz o preenchimento do corpo dos</p><p>organismos, além de possibilitar a reprodução de organismos unicelulares. A</p><p>mitose deve assegurar que a célula-mãe reparta o seu material genético de forma</p><p>que cada uma das células-�lhas formadas (duas) receba um par de cromossomos,</p><p>uma vez que qualquer erro nesta divisão pode levar ao mau funcionamento da</p><p>célula, à morte celular ou até mesmo ao desenvolvimento de câncer ou outras</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/14</p><p>patologias. Este processo ocorre em todas as células somáticas (todas as células</p><p>não reprodutivas, que formam tecidos e órgãos). Vamos entender agora como</p><p>ocorre cada uma das quatro etapas deste processo.</p><p>Antes de iniciar a mitose, ainda na interfase, os centrômeros (centrossomos) foram</p><p>duplicados, o DNA já foi copiado e os cromossomos presentes no núcleo se</p><p>encontram conectados a suas cópias, chamadas de cromátides irmãs. É quando</p><p>inicia a primeira etapa da mitose, a prófase. Nesta etapa, são iniciados alguns</p><p>processos, tais como a condensação dos cromossomos, a formação do fuso</p><p>mitótico (composto por centrossomos e microtúbulos – organiza os cromossomos)</p><p>e a fragmentação da carioteca e o desaparecimento do nucléolo (local de formação</p><p>de ribossomos). Na etapa seguinte, a metáfase, os cromossomos atingem o seu</p><p>ponto máximo de condensação e se alinham na placa metafásica (estrutura</p><p>formada na região média da célula) ligados ao centrômero. Neste momento que</p><p>ocorre o ponto de checagem da fase M, para veri�car se todos os cromossomos</p><p>estão ligados à placa metafásica, garantindo que a divisão das cromátides-irmãs</p><p>seja feita corretamente. A anáfase é a próxima etapa, marcada pela separação das</p><p>cromátides-irmãs, que são agora cromossomos independentes, deslocados para as</p><p>extremidades opostas da célula. É importante lembrar que estes cromossomos</p><p>independentes têm genético idêntico ao da célula original (célula-mãe). A célula é</p><p>alongada e neste processo muitas proteínas motoras são acionadas para auxiliar</p><p>na movimentação dos cromossomos e microtúbulos. Por �m, a telófase é a etapa</p><p>em que a célula se prepara para ser dividida, estabelece a sua estrutura normal</p><p>conforme a citocinese inicia a divisão. É marcada pela divisão do fuso mitótico em</p><p>dois, a formação de dois núcleolos e o reaparecimento dos nucléolos e carioteca e</p><p>o início do descondensamento dos cromossomos. Ao �nal desta etapa, a mitose é</p><p>encerrada.</p><p>Figura 2.5 | Etapas da mitose</p><p>Fonte: adaptada de Shutterstock/Akor86.</p><p>Mas será que todas as células se multiplicam por meio do ciclo celular típico que</p><p>acabamos de estudar? A formação de novas células quando envolve organismos</p><p>que se reproduzem sexualmente não apresenta um processo cíclico. Ao contrário,</p><p>ele é feito através da meiose, cujo objetivo é produzir células-�lhas que contenham</p><p>metade dos cromossomos da célula-mãe original. São produzidos gametas (células</p><p>sexuais), que dão origem aos espermatozoides e óvulos, como é o caso dos seres</p><p>humanos, por exemplo. Desta forma, ao contrário da mitose, em que uma célula</p><p>diploide (2n) produz outra célula idêntica também diploide (2n), na meiose, a célula</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/14</p><p>diploide (2n) forma quatro células �lhas haploides (n), com a metade do número de</p><p>cromossomos da célula original, sendo conhecida por divisão reducional. Mas,</p><p>lembre-se que a mitose pode ocorrer tanto em células diploides como em células</p><p>haploides. A divisão meiótica se assemelha à mitose em relação às etapas, no</p><p>entanto ela é um pouco mais complexa, como veremos a seguir. A meiose é</p><p>iniciada logo após a interfase, quando ocorre a duplicação dos cromossomos. Esta</p><p>divisão ocorre por meio de duas fases, a meiose I (fase reducional) e a meiose II</p><p>(fase equacional). Ambas as fases são divididas em quatro etapas: prófase,</p><p>metáfase, anáfase e telófase.</p><p>A prófase I é a primeira das etapas, subdividida em outras cinco etapas</p><p>caracterizadas</p><p>revolucionou o conhecimento cientí�co.</p><p>O objetivo da microscopia é permitir que possamos distinguir detalhes não</p><p>observáveis a olho nu, por meio de imagens ampliadas de um objeto. As células,</p><p>além de minúsculas, são também incolores e transparentes, e a descoberta de</p><p>suas principais características internas está relacionada com a evolução dos</p><p>microscópicos, assim como a derrubada da teoria da geração espontânea e os</p><p>“seres invisíveis” causadores de doenças. O microscópio possibilitou a evolução no</p><p>conhecimento sobre o funcionamento e tratamento de doenças.</p><p>Vamos conhecer um pouco destes instrumentos tão importantes e revolucionários</p><p>para a ciência?</p><p>Os primeiros microscópios eram muito simples, com apenas uma lente,</p><p>restringindo os resultados dos trabalhos realizados. Mais tarde, no �nal do século</p><p>XIX, surgiram os primeiros microscópios binoculares e com um conjunto de lentes</p><p>objetivas que permitiram uma visualização melhor. Trata-se dos microscópios</p><p>ópticos (MO) ou também conhecidos como microscópios de luz. O feixe luminoso</p><p>projetado pelo microscópio, ao atravessar a célula ou material de estudo, penetra</p><p>na lente objetiva (de cristal) e refrata a luz, projetando uma imagem aumentada do</p><p>material de 100 a 1000 vezes.</p><p>Em 1933, Ernst Ruska inventou o microscópio eletrônico, um grande avanço na</p><p>microscopia que o rendeu um Prêmio Nobel de Física. O microscópio eletrônico</p><p>(ME), possui um poder de resolução muito maior e utiliza em sua tecnologia feixes</p><p>de elétrons e lentes eletromagnéticas para observar o objeto, com possibilidade de</p><p>ampliação em até 300 mil vezes, contribuindo para a detecção de estruturas não</p><p>visíveis pelo microscópio óptico.</p><p>Figura 1.4 | Poder de resolução</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/14</p><p>DO QUE SAO FORMADAS AS CELULAS</p><p>Nota: Os tamanhos das células e de seus componentes estão representados em</p><p>uma escala logarítmica, indicando a amplitude de objetos que podem ser</p><p>prontamente resolvidos a olho nu e nos microscópios ópticos e eletrônicos.</p><p>Fonte: Alberts et al. (2017, p. 531).</p><p>É importante sabermos que existem vários tipos de microscópios ópticos (de</p><p>�uorescência, de polarização, ultravioleta etc.) e microscópios eletrônicos (de</p><p>varredura e de transmissão) e cada um deles é utilizado para uma determinada</p><p>�nalidade, sendo possível visualizar diferentes níveis de estruturas, dependendo</p><p>do tamanho, espessura, origem, dentre outras características (Figura 1.4).</p><p>ASSIMILE</p><p>No microscópio eletrônico de transmissão (MET), a imagem é formada</p><p>simultaneamente à passagem do feixe de elétrons através do material. A</p><p>imagem �nal é visualizada em uma tela fosforescente ou placa fotográ�ca,</p><p>uma vez que os feixes de elétrons são imperceptíveis ao olho humano. O</p><p>MET é utilizado no estudo de materiais biológicos, com alto poder de</p><p>de�nição permite estudos de morfologia celular, organelas e interações</p><p>entre as células e outros organismos.</p><p>O microscópio eletrônico de varredura (MEV) é muito semelhante ao MET,</p><p>no entanto, a sua principal característica é que o feixe de elétrons não</p><p>atravessa o material, ele varre a superfície da amostra, fornecendo uma</p><p>imagem tridimensional. O MEV é geralmente utilizado de forma</p><p>complementar ao MET, para estudos de morfologia e taxonomia, e o seu</p><p>poder de resolução é menor do que o MET.</p><p>Desta forma, veri�camos que com o avanço da microscopia foi possível o</p><p>aprofundamento no conhecimento das células, tecidos e órgãos, permitindo</p><p>ampliar e aplicar pesquisas na área da saúde em geral, mas também em outras</p><p>áreas de conhecimento.</p><p>REFLITA</p><p>Com a invenção do microscópio eletrônico, mais evoluído e potente, por</p><p>que os microscópios ópticos não deixaram de ser utilizados? Qual a</p><p>vantagem deles em relação ao microscópio eletrônico?</p><p>ESTUDO DOS ORGANISMOS VIVOS</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/14</p><p>A vida está presente por toda parte e fazemos parte de um grupo de seres vivos</p><p>muito diversi�cado. Apesar de sabermos que todo organismo vivo é formado por</p><p>células e que as células são a unidade fundamental de todos os seres vivos,</p><p>podemos dizer que elas são todas iguais? Todos os organismos vivos possuem as</p><p>mesmas células e em quantidade igual?</p><p>Realmente a célula faz parte da estrutura de um organismo e nós, por exemplo, as</p><p>possuímos em grande quantidade. Nosso corpo é composto por tecidos, órgãos,</p><p>músculos, sangue, os quais são, todos, compostos por células.</p><p>Quando qualquer célula tem o seu papel prejudicado, seja estrutural ou funcional,</p><p>o organismo vivo apresenta alterações que podem inclusive gerar o</p><p>desenvolvimento de patologias.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>Vamos pensar no nosso corpo como um grande quebra-cabeça, e cada uma</p><p>das peças é uma célula. Todos os seres vivos são formados por células.</p><p>Desta forma, quando o quebra-cabeça está montado forma-se uma</p><p>imagem, assim como a união de várias células forma um ser vivo. Quando</p><p>alguém perde uma peça, o quebra-cabeça �ca incompleto e a imagem não</p><p>pode ser formada, ou se uma peça se dani�ca, a imagem completa não</p><p>�cará tão nítida. Ocorre o mesmo com o nosso corpo, quando uma célula</p><p>morre ou é dani�cada, dependendo do papel que ela exerce, pode haver</p><p>alterações e desenvolvimento de patologias, como ocorrem com as células</p><p>cancerígenas por exemplo.</p><p>O corpo humano é formado por milhares de células, e cada uma delas tem funções</p><p>e formatos distintos, no entanto, elas precisam trabalhar em conjunto para que o</p><p>nosso corpo se mantenha estruturado e em ótimo funcionamento. A diferenciação</p><p>celular é o processo na qual as células se especializam para desempenhar funções</p><p>diferentes. Como exemplo, podemos pensar nas milhares de células que se unem</p><p>e formam os tecidos, e estes por sua vez formam os órgãos, que unidos formam os</p><p>sistemas, que juntos fazem parte da composição do nosso corpo.</p><p>Uma vez que a célula é a unidade de todo ser vivo, existem os seres vivos que são</p><p>formados por uma única célula, os unicelulares, como as bactérias, os protozoários</p><p>e alguns tipos de fungos e algas, os quais são considerados os seres mais simples.</p><p>E os seres vivos formandos por muitas células são chamados de pluricelulares ou</p><p>multicelulares, como os animais, as plantas, algumas algas e fungos, todos</p><p>caracterizados por possuírem células diferenciadas capazes de formar tecidos.</p><p>Cada célula possui todas as estruturas responsáveis pela nutrição, produção</p><p>energética, metabolismo e reprodução e, desta forma, cumprem o ciclo vital do ser</p><p>vivo.</p><p>Independentemente do formato da célula, todas são constituídas pela membrana</p><p>plasmática, citoplasma e material genético, o qual pode estar disperso no</p><p>citoplasma (células procariontes) ou em um núcleo delimitado por uma</p><p>membrana nuclear, a carioteca (células eucariontes).</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/14</p><p>Todas as células sao constituídas:</p><p>CÉLULAS PROCARIONTES E EUCARIONTES</p><p>Há apenas dois tipos básicos de células: as procariontes e as eucariontes.</p><p>As células procariontes (pro: primeiro, e cario: núcleo), também chamadas de</p><p>procarióticas, são células bem simples, consideradas primitivas, e quando</p><p>comparadas a outro tipo de célula, são consideradas bem menores. Estas células</p><p>são caracterizadas pela escassez de membranas – em geral, a membrana</p><p>plasmática é a única membrana presente nesse tipo de célula. O seu material</p><p>genético �ca disperso no citoplasma, uma vez que</p><p>pelos seguintes acontecimentos:</p><p>Leptóteno: os cromossomos são condensados em pontos especí�cos,</p><p>denominados de cromômeros.</p><p>Zigóteno: os cromossomos homólogos são emparelhados, denominados de</p><p>sinapse.</p><p>Paquíteno: observação de bivalente ou tétrade (pares de cromossomos</p><p>emparelhados). Pode ocorrer o crossing-over ou permutação (cromossomos</p><p>homólogos trocam partes entre si – importante para a variabilidade genética</p><p>das espécies).</p><p>Diplóteno: início da separação dos cromossomos, com quiasmas (pontos de</p><p>cruzamento de cromátides).</p><p>Diacinese: os cromossomos homólogos se separam, os quiasmas são</p><p>deslocados para as extremidades do bivalente, marcado pelas terminalizações</p><p>dos quiasmas. Ocorre a desintegração temporária da carioteca. Final da</p><p>prófase I.</p><p>A seguinte etapa é a metáfase I, em que os cromossomos alcançam o máximo de</p><p>condensação e se ligam às �bras do fuso, dispostas na célula na região equatorial.</p><p>Logo em seguida, há a anáfase I – os cromossomos homólogos migram para os</p><p>polos da célula, não havendo, no entanto, o rompimento dos centrômeros, os</p><p>cromossomos são deslocados inteiros para os polos, diferenciando o ocorrido na</p><p>mesma etapa na mitose. Para �nalizar a telófase I, os cromossomos são</p><p>descondensados, a carioteca volta a se formar e a célula é dividida em duas</p><p>células-�lhas, cada uma contendo metade dos cromossomos da célula original</p><p>(célula-mãe), por esta razão é conhecida como fase reducional.</p><p>No intervalo de transição entre o �nal da meiose I e o início da meiose II, há um</p><p>intervalo de tempo conhecido como intercinese, marcado pela ausência de</p><p>duplicação do material genético. A meiose II é mais simples e semelhante à mitose,</p><p>composta pelas etapas de prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II, e ao �nal</p><p>ocorre a citocinese II, em que são formadas agora quatro células-�lhas contendo o</p><p>mesmo número de cromossomos da célula-mãe, por isso é conhecida como fase</p><p>equacional.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/14</p><p>A meiose tem grande importância no desenvolvimento da diversidade das espécies</p><p>com a produção de novas combinações genéticas, graças à mistura de</p><p>cromossomos paternos e maternos, que aumentam a variabilidade genética,</p><p>in�uenciando diretamente na seleção natural e na evolução das espécies.</p><p>Relacionada à meiose também temos o processo de gametogênese, processo de</p><p>formação dos gametas masculinos e femininos, essenciais para a reprodução</p><p>sexuada dos organismos. Nos animais, os gametas masculinos são produzidos nos</p><p>testículos (espermatogênese), responsável pela produção dos espermatozoides,</p><p>iniciada na puberdade e que permanece ativa durante toda a vida adulta. Os</p><p>gametas femininos são produzidos nos ovários (ovogênese), responsável pela</p><p>produção dos ovócitos maduros, iniciada antes do nascimento. A produção dos</p><p>ovócitos passa por um período de interrupção (meiose I) e é ativado novamente na</p><p>puberdade, no entanto a produção destes gametas é interrompida com a idade</p><p>avançada da mulher (em torno de 50 anos). Um ponto importante que diferencia a</p><p>espermatogênese da ovogênese é em relação ao número de células produzidas</p><p>após o processo de divisão celular meiose I e meiose II. Na espermatogênese, uma</p><p>célula produz ao �nal quatro novas células (espermatozoides), enquanto na</p><p>ovogênese uma célula produz ao �nal apenas uma célula viável (óvulo), nesta, são</p><p>gerados dois corpúsculos celulares que são desintegrados, um na meiose I e outro</p><p>na meiose II.</p><p>Figura 2.6 | Etapas da meiose</p><p>Fonte: adaptada de Shutterstock/Ody_Stocker.</p><p>DIFERENCIAÇÃO CELULAR</p><p>O processo de diferenciação celular contempla um conjunto de fatores, tanto</p><p>internos à célula quanto externos, como fatores ambientais, que provocam a</p><p>diferenciação ou especialização das células embrionárias a partir da expressão</p><p>gênica. Estas modi�cações são necessárias para que a célula tenha a sua</p><p>morfologia e �siologia de�nidas, tornando-a capaz de realizar determinada função.</p><p>Os fatores intrínsecos são derivados do DNA, no interior da célula, já os fatores</p><p>extrínsecos estão relacionados à sinalização celular entre as células, matriz</p><p>extracelular, incluindo agentes ambientais, tais como medicamentos, vírus, drogas,</p><p>entre outros. Mas por que é necessária esta diferenciação? Um organismo tem a</p><p>sua vida iniciada por apenas uma célula, após a fecundação, e a partir de então</p><p>origina novas células por meio da divisão celular (processo de mitose). Todas estas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/14</p><p>novas células possuem a mesma constituição genética, no entanto para que o</p><p>organismo funcione, cada célula deve exercer uma função diferente. Nesse</p><p>momento, a expressão gênica age na célula precursora até ela se tornar uma</p><p>célula terminalmente diferenciada.</p><p>ASSIMILE</p><p>As células precursoras são as células que têm capacidade de se diferenciar</p><p>em um ou vários tipos celulares, gerando células especializadas pelo</p><p>processo de diferenciação. São conhecidas também por células-mãe ou</p><p>células estaminais, com exemplo podemos citar as células-tronco. Quando</p><p>dizemos que a célula está terminalmente diferenciada, ela já sofreu o</p><p>processo de diferenciação celular.</p><p>As células se tornam diferentes umas das outras devido à síntese de proteínas e ao</p><p>acúmulo destas em suas estruturas. O processo de formação de um organismo</p><p>multicelular é controlado por alguns mecanismos da expressão gênica, são eles: a</p><p>proliferação celular (garante a produção de muitas células); a especialização celular</p><p>(permite que as células exerçam funções diferentes); a interação celular (o</p><p>comportamento entre células vizinhas); o movimento celular (permite a migração</p><p>celular para que se unam, por exemplo, para formação dos tecidos). Isto signi�ca</p><p>que mesmo as células que têm o mesmo material genético (produzidas na mitose)</p><p>poderão fazer funções diferentes com a ação da expressão gênica. Assim, os genes</p><p>podem ser ativados ou inativados de acordo com a função que a célula vai exercer.</p><p>As primeiras diferenciações em células animais, mais especi�cadamente o ser</p><p>humano, ocorrem quando o zigoto é formado, e se encontra no estágio de</p><p>blástula, dando origem a anexos embrionários e tecidos e órgãos do embrião.</p><p>Estas células são classi�cadas neste estágio de células-tronco embrionárias</p><p>pluripotentes, ou seja, têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo</p><p>celular adulto. Conforme o organismo se desenvolve, a especialização das células</p><p>aumenta e surgem os tecidos e órgãos, que ao longo da vida são responsáveis pela</p><p>renovação de células, com capacidade de gerar uma nova célula idêntica de</p><p>mesmo potencial ou uma nova célula diferenciada. Nesse estágio, são classi�cadas</p><p>como células-tronco multipotentes ou adultas e podem se desenvolver nos mais</p><p>diversos tipos celulares conhecidos do corpo humano. Neste estágio também</p><p>encontramos células terminalmente diferenciadas, ou conhecidas também por</p><p>células-tronco unipotentes, como exemplo podemos citar os neurônios, que são</p><p>capazes de dar origem somente a uma linhagem de células diferenciadas.</p><p>Enquanto as células-tronco totipotentes são as células capazes de se diferenciar e</p><p>formar qualquer tecido do corpo, incluindo os tecidos embrionários.</p><p>Uma outra forma de célula-tronco são as células-tronco induzidas. Produzidas em</p><p>laboratório pelo homem, são células cujo código genético é reprogramado e ela</p><p>volta ao estágio de célula-embrionária, com capacidade de autorrenovação e pode</p><p>se diferenciar em qualquer outro tipo celular, extremamente importante no</p><p>combate a algumas doenças. Alguns testes permitem aos pesquisadores</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/14</p><p>compreenderem o organismo humano e apresentar tratamentos por meio da</p><p>terapia celular (método de substituição de células dani�cadas por células novas</p><p>saudáveis, principalmente no combate a doenças).</p><p>APOPTOSE, DESPROGRAMAÇÃO CELULAR</p><p>Durante o processo de diferenciação celular, muitas células são formadas e</p><p>deixarão de ser necessárias, como ocorre por exemplo durante o desenvolvimento</p><p>embrionário em que alguns tecidos provisórios (por exemplo as membranas</p><p>interdigitais no processo de formação dos dedos), células supér�uas (durante a</p><p>neurogênese, muitos neurônios), orifícios, dentre outras que precisam ser</p><p>eliminadas. Mas como as células são eliminadas? Em que momento elas devem ser</p><p>removidas? A morte celular programada, desprogramação celular ou apoptose,</p><p>como também é conhecida, ocorre de forma organizada, com o intuito de remover</p><p>as células que não serão mais úteis para o organismo. Isto pode ocorrer tanto</p><p>durante o desenvolvimento embrionário, como durante a vida, quando são</p><p>identi�cadas células dani�cadas, com modi�cações ou alterações de funções que</p><p>afetem a saúde do organismo, caso sigam vivas. Neste último caso, podemos citar</p><p>as células tumorais ou autorreativas, como os linfócitos que podem reagir contra o</p><p>seu próprio organismo. E como o organismo segue produzindo células, para</p><p>manter o equilíbrio e reaproveitamento de células ou produção de novas células,</p><p>aquelas que já cumpriram sua função devem ser eliminadas. A apoptose é uma</p><p>morte celular �siológica ou programada, ocorre devido a uma série de alterações</p><p>morfológicas muito importantes no desenvolvimento embrionário, na eliminação</p><p>de células infectas ou cancerosas, e de grande importância no desenvolvimento e</p><p>namanutenção do sistema imune.</p><p>REFLITA</p><p>Como podemos explicar a perda da cauda de um girino e o surgimento de</p><p>doenças autoimunes? Duas situações tão adversas poderiam estar</p><p>relacionadas à apoptose?</p><p>Durante o desenvolvimento dos girinos, eles perdem a cauda para resultarem em</p><p>sapo, certo? O desaparecimento da cauda ocorre por apoptose ou</p><p>desprogramação celular, regulada por genes. Assim como quando o nosso</p><p>organismo produz células imunes, capazes de defender nosso organismo contra</p><p>qualquer ataque muitas delas são produzidas a �m de testar a reação em</p><p>componentes do nosso próprio organismo. Quando não são eliminadas</p><p>rapidamente por apoptose por alguma falha, estas células acabam sendo liberadas</p><p>no corpo e podem atacar tecidos, causando doenças autoimunes. Quando nosso</p><p>sistema imune produz uma grande quantidade de células em resposta a um</p><p>patógeno e este é destruído, as células imunes deixam de ser necessárias e</p><p>precisam ser removidas para a manutenção do equilíbrio do sistema imune.</p><p>Você já deve ter ouvido também falar no termo necrose, um outro tipo de morte</p><p>celular. Ao contrário da apoptose, considerada um “suicídio celular”, a necrose é</p><p>considerada uma morte celular acidental, desorganizada, em que as células</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/14</p><p>morrem devido a um dano provocado por substâncias tóxicas, lesões físicas, ou</p><p>outros fatores que dani�cam a célula e, consequentemente, dani�cam o</p><p>funcionamento da sua membrana celular, causando in�amações aos tecidos</p><p>vizinhos ao expelirem seu conteúdo (secretam o conteúdo do citoplasma, com o</p><p>rompimento da membrana) para o meio extracelular.</p><p>Diferentemente da necrose, a apoptose mantém a membrana plasmática sem o</p><p>extravasamento do citoplasma, não causando, assim, in�amações. Além de ter um</p><p>papel muito importante nos processos de crescimento celular desgovernado,</p><p>relacionados a problemas oncológicos, uma vez que a morte celular programada</p><p>age em defesa ao organismo no controle a estas células malignas, caso ela não</p><p>ocorra, haverá um acúmulo maior destas células tumorais tão prejudiciais à saúde.</p><p>FAÇA VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>Os seres vivos apresentam um ciclo de vida que inclui o momento do nascimento</p><p>até reprodução, passando por várias etapas de desenvolvimento. Podemos</p><p>compará-lo ao ciclo celular, ou em outras palavras, ao ciclo de vida das células.</p><p>Neste contexto, analise o trecho a seguir:</p><p>Uma célula para se dividir precisa duplicar o seu __________. O ciclo celular pode ser</p><p>dividido em duas fases: a __________ – a célula cresce e copia o seu material genético</p><p>e a __________ – a célula com dois núcleos divide o seu citoplasma e o DNA, para</p><p>formar duas novas células. Uma destas fases é dividida em outras fases menores,</p><p>marcadas por importantes eventos. Por exemplo, a fase em que ocorre a síntese</p><p>completa de DNA é na fase__________. Já a fase em que as células se dividem</p><p>lentamente ou não se dividem é conhecida por fase __________. (KHAN</p><p>ACADEMY,2011)</p><p>Assinale a alternativa que completa a sequência das lacunas corretamente:</p><p>a. DNA; mitótica; telófase; G1;; S</p><p>b. RNA; interfase; mitótica; G1; G2</p><p>c. DNA; interfase; mitótica; S; G0</p><p>d. crescimento; anáfase; meiótica; G1; G2</p><p>e. Metabolismo; mitótica; meiótica; S; G1</p><p>Questão 2</p><p>Importantes no processo de divisão celular dos organismos, os processos de</p><p>mitose e meiose originam células com objetivos distintos. Alguns organismos,</p><p>como nós, realizam os dois tipos de divisões, visto que cada uma delas tem</p><p>características especí�cas e não são aplicadas a todos os tipos celulares. Neste</p><p>contexto, analise as a�rmativas a seguir:</p><p>I. A meiose ocorre tanto em células haploides como em células diploides.</p><p>II. A mitose ocorre em células somáticas de animais e de vegetais.</p><p>III. O processo de crossing-over ocorre nos dois processos de divisão celular.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/14</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014. 192</p><p>p.</p><p>CARNEIRO, A. P. S.; SANTOS, M. A. M.; MAIA, P. V.; BARRETO, S. M. Câncer de</p><p>pulmão em trabalhadores expostos à sílica. J Pneumol, v – jul-ago de 2002.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3v167Y0. Acesso em: 19 nov. 2020.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>E-DISCIPLINAS USP. Tema 8 – Ciclo Celular e Mitose. USP, c2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3hs2QNy. Acesso em: 15 nov. 2020.</p><p>INCA – Instituto Nacional do Câncer. Exposição no trabalho e no ambiente.</p><p>c2020. Disponível em: https://bit.ly/3w9gqd4. Acesso em: 19 nov. 2020.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.</p><p>KHAN ACADEMY. Câncer e o ciclo celular. c2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3v1qogt. Acesso em: 18 nov. 2020.</p><p>IV. A meiose é importante para a variabilidade genética e a mitose além de</p><p>renovar células nos organismos participa do processo de reprodução sexuada.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta as a�rmativas corretas:</p><p>a. II, apenas.</p><p>b. IV, apenas.</p><p>c. I e II, apenas.</p><p>d. I, III e IV, apenas.</p><p>e. I, II e IV, apenas.</p><p>Questão 3</p><p>Sabemos que o nosso corpo, assim como o de outros organismos vivos</p><p>pluricelulares, é composto por milhares de células, que se diferenciam em sua</p><p>estrutura e em suas funções. A diferenciação celular está relacionada com a</p><p>expressão gênica.</p><p>Com base no texto, analise as alternativas a seguir relacionadas à diferenciação</p><p>celular e assinale a correta.</p><p>a. A célula capaz de se diferenciar em qualquer tipo celular no corpo de um indivíduo é a célula-tronco</p><p>totipotente.</p><p>b. O material genético das células deve ser diferente para que elas possam exercer funções distintas, células</p><p>com DNA idênticos desempenham funções iguais.</p><p>c. A diversidade de tipos celulares em um organismo ocorre devido aos processos de mutação e</p><p>recombinação gênica.</p><p>d. As células-tronco adultas se diferenciam das células-tronco embrionárias por não terem capacidade de</p><p>multiplicação.</p><p>e. Para as células se diferenciarem entre si, elas dependem de fatores intrínsecos, não sendo afetadas por</p><p>fatores extrínsecos.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 13/14</p><p>https://www.scielo.br/pdf/jpneu/v28n4/12968.pdf</p><p>https://edisciplinas.usp.br/mod/book/view.php?id=2433777&chapterid=19686</p><p>https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente</p><p>https://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-molecular-biology/stem-cells-and-cancer/a/cancer</p><p>KHAN ACADEMY. Fases do ciclo celular. c2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3tOUSk4. Acesso em: 17 nov. 2020.</p><p>OPAS Brasil. Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial da</p><p>Saúde. Folha informativa. Câncer. 2018. Disponível em: https://bit.ly/2Rnj2Fb.</p><p>Acesso em: 18 nov. 2020.</p><p>PRADO, B. B F. In�uência dos hábitos de vida no desenvolvimento do câncer.</p><p>Cienc. Cult., São Paulo, v. 66, n. 1, p. 21-24, 2014. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3eLqaEo. Acesso em: 18 nov. 2020.</p><p>REDE Nacional de Terapia Celular. O que são células-tronco? RNTC. c2020.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2SQZg5v. Acesso em: 17 nov. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 14/14</p><p>https://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-molecular-biology/mitosis/a/cell-cycle-phases</p><p>https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5588:folha-informativa-cancer&Itemid=1094</p><p>http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252014000100011&lng=en&nrm=iso</p><p>http://www.rntc.org.br/ceacutelulas-tronco.html#:~:text=S%C3%A3o%20tr%C3%AAs%20os%20principais%20tipos,cientistas%20em%20laborat%C3%B3rio%20em%202007</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>CICLO CELULAR, DIFERENCIAÇÃO CELULAR E APOPTOSE</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Vamos relembrar a nossa situação hipotética, em que um professor de Biologia</p><p>Celular em sala de aula notou a fala de um aluno relacionada aos sintomas que o</p><p>tio apresentou, ex-fumante e construtor civil, o qual foi detectado com câncer de</p><p>pulmão e iniciará o tratamento quimioterápico.</p><p>Diante deste fato, como o professor poderia relacionar a fala do aluno ao conteúdo</p><p>didático de sua disciplina? Como o câncer está relacionado ao ciclo celular, aos</p><p>processos de mitose e meiose e até mesmo à morte celular e a diferenciação das</p><p>células? Como você, no lugar deste professor, explicaria a situação aos seus</p><p>alunos?</p><p>O câncer é uma doença cuja característica principal é o crescimento desordenado</p><p>de células, ou seja, sem controle e com potencial agressivo, que invade tecidos e</p><p>órgãos, podendo se espalhar para diversas regiões do corpo, quando ocorre a</p><p>metástase. É uma doença genética, no entanto não deve ser relacionada</p><p>exclusivamente à hereditariedade (transmitidas por genes advindos de gerações</p><p>anteriores da família), são muitos os fatores relacionados ao aparecimento do</p><p>câncer. Fatores relacionados a poluentes encontrados no ar, água, como resíduos</p><p>industriais, fumaça de cigarro, substâncias que apresentam risco quando há</p><p>exposição direta, como amianto, arsênico e níquel, consumo de alguns tipos de</p><p>alimentos (como o excesso de álcool ou até mesmo alguns produtos</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/4</p><p>industrializados), medicamentos, alguns hábitos como o sedentarismo, problemas</p><p>de obesidade, além de fatores internos, como mutações genéticas, ações de</p><p>hormônios e condições imunológicas.</p><p>O câncer é formado quando a molécula de DNA de uma célula normal é dani�cada</p><p>ou sofre uma mutação, podendo ocorrer em uma célula somática e ser uma</p><p>particularidade daquele indivíduo, ou em menores casos, a mutação pode ocorrer</p><p>em células germinativas, podendo ser transmitidas a gerações seguintes através da</p><p>hereditariedade. Neste caso, é importante saber que o gene do câncer pode ser</p><p>transferido para alguma outra geração, mas este gene poderá expressar-se ou</p><p>não, desenvolvendo o câncer, o que dependerá da atuação de outros fatores. E em</p><p>qual momento ocorre a duplicação do material genético (DNA) nas células? Como</p><p>vimos, durante o ciclo de divisão celular no período de interfase, a célula passa por</p><p>etapas de crescimento e ocorre a síntese do DNA, antes de seguir para a fase</p><p>seguinte, mitótica. Durante a síntese do DNA qualquer mutação ocasionada por</p><p>in�uência de fatores externos ou internos, pode resultar em erros ou danos na</p><p>formação da molécula de DNA sem ser percebidas, mesmo com a atividade dos</p><p>reguladores do ciclo celular que realizam checagens em pontos especí�cos do ciclo</p><p>celular, buscando corrigir falhas para impedir que uma célula dani�cada ou com</p><p>alguma má formação siga seu ciclo. Por se tratar de um processo cíclico e</p><p>dinâmico, a velocidade em que as células cancerosas se multiplicam é muito maior</p><p>do que o tempo de a multiplicação de uma célula normal saudável. Estudos</p><p>veri�caram que a célula cancerosa é capaz de crescer e se multiplicar por artifícios</p><p>próprios, sendo capaz de produzir fatores de crescimento próprios ou ainda, faz</p><p>com que células vizinhas os produzam para poder utilizar.</p><p>Quando uma célula normal durante a divisão celular é identi�cada com algum</p><p>dano ou falha em seu DNA ou estrutura, ela é desligada do ciclo e sofre o processo</p><p>de apoptose, ou morte celular programada. No entanto, grande parte das células</p><p>cancerosas não são submetidas à apoptose, passando para a fase mitótica do ciclo</p><p>celular. Durante a mitose, uma célula dá origem a duas novas células com o</p><p>mesmo material genético, sendo assim, as células cancerosas rapidamente são</p><p>reproduzidas, criando uma concentração grande de células que se dividem</p><p>excessivamente e podem gerar um número maior de mutações. No caso de</p><p>cânceres hereditários, as mutações ocorrem nas células germinativas.</p><p>Há diversos tipos de câncer, câncer de pulmão é só um deles, podendo ainda haver</p><p>variações deste tipo de câncer. Tosse, falta de ar, perda de apetite, fraqueza ou</p><p>cansaço e dor nos ossos são alguns dentre outros sintomas que a pessoa</p><p>portadora da doença pode apresentar. Uma pessoa fumante aumenta o risco de</p><p>adquirir a doença em cerca de 20 vezes mais quando comparada a uma pessoa</p><p>não fumante. Muitos estudos já comprovaram também que a sílica, presente em</p><p>forma de poeira, muitas vezes em ambientes de trabalho (como na construção</p><p>civil, metalurgia, agricultura e nas indústrias de cerâmica) aumenta o risco de</p><p>câncer, podendo aumentar também o risco de doenças autoimunes.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/4</p><p>Esta é uma forma simpli�cada de relacionar o câncer aos conteúdos estudados,</p><p>mas você é capaz de escolher outros caminhos para resolver a situação-problema</p><p>proposta, com riqueza de detalhes, explicando o funcionamento de cada um dos</p><p>mecanismos, incluindo os reguladores</p><p>do ciclo celular relacionados ao</p><p>desenvolvimento do câncer, que inativam ou ativam os genes (expressão gênica),</p><p>como os reguladores positivos (quando superativados tornam-se oncogênicos) e os</p><p>reguladores negativos (que podem ser inativados e são supressores de tumor).</p><p>Poderá relacionar também aos efeitos da quimioterapia (que age também no ciclo</p><p>celular) e do sistema imunológico. Existem diversas possibilidades, que tal tentar?</p><p>Vá em frente!</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>AS CÉLULAS CAPAZES DE SALVAR VIDAS</p><p>Uma menina de 7 anos precisa encontrar urgentemente um doador compatível</p><p>para realizar um transplante de medula óssea. A sua vida está dependendo de</p><p>encontrar esta compatibilidade genética com um doador. A criança já está há um</p><p>ano em tratamento de uma leucemia aguda e depois de análise de mais de 5</p><p>milhões de doadores, todos incompatíveis, a família da menina segue realizando</p><p>campanhas para que mais pessoas se tornem doadoras, na esperança de</p><p>encontrar alguém compatível ou gerar mais possibilidades para outros pacientes</p><p>na mesma situação. Os médicos, no entanto, estão muito esperançosos, pois os</p><p>pais da menina diante de toda esta luta em salvar a vida da �lha, resolveram ter</p><p>um novo bebê, que está a caminho (a mãe está no 8º mês da gravidez),</p><p>aumentando as chances de compatibilidade.</p><p>Diversas campanhas são realizadas anualmente em busca de novos doadores e</p><p>para atualização de cadastro de doadores antigos, pois muitas vidas dependem</p><p>destes transplantes, apesar de as chances de compatibilidade entre pessoas</p><p>desconhecidas ser muito pequena.</p><p>Considerando esse contexto, imagine que você é o pro�ssional da saúde que, em</p><p>algum momento, participou de uma das etapas atendimento à menina em um</p><p>serviço de saúde, bem como teve contato com seus cuidadores, e foi questionado</p><p>pelo pai da garota, já que esse gostava de ler sobre o assunto e lhe questionou</p><p>sobre a importância deste transplante relacionando-o a diferenciação celular. Qual</p><p>a importância das células da medula óssea para o organismo? E por que os</p><p>médicos estão esperançosos com o nascimento do bebê?</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Na situação-problema dessa seção nos deparamos com um pai que</p><p>questionou o pro�ssional de saúde sobre a importância deste transplante</p><p>relacionando-o à diferenciação célula, além de qual seria a importância das</p><p>células da medula óssea para o organismo e, por �m, por que os médicos</p><p>estão esperançosos com o nascimento do bebê na família para uma outra �lha</p><p>que tem leucemia.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/4</p><p>Diante desta situação, para atender aos questionamentos do pai,</p><p>primeiramente você precisa compreender a importância da medula óssea para</p><p>o nosso organismo: ela é responsável pela produção das nossas células</p><p>sanguíneas, tanto as hemácias (glóbulos vermelhos) quanto as plaquetas, além</p><p>das células de defesa do nosso organismo, os conhecidos leucócitos (glóbulos</p><p>brancos). Estas células são renovadas continuamente através do ciclo celular.</p><p>Quando a produção normal destas células sanguíneas é comprometida por</p><p>alguma aplasia ou síndromes de imunode�ciência congênita, o transplante de</p><p>medula óssea se torna necessário para o paciente, pois as células doentes se</p><p>multiplicam rapidamente e há um acúmulo destas células, que substituem as</p><p>células normais saudáveis, comprometendo todo o organismo.</p><p>As células-tronco são células com alto potencial de se renovar e se diferenciar</p><p>em outras células e são utilizadas no tratamento de várias doenças. As células-</p><p>tronco podem ser classi�cadas em diversos tipos, sendo as células-tronco</p><p>hematopoéticas (células-tronco adultas) encontradas na medula óssea,</p><p>relacionadas à produção dos elementos que compõem o sangue. O</p><p>transplante consiste em transferir células, substituindo as células doentes por</p><p>células normais, com o objetivo de reconstrução de uma nova medula óssea</p><p>saudável. Para tanto, é necessário que haja compatibilidade entre o doador e o</p><p>receptor, senão a medula é rejeitada. A compatibilidade é testada em</p><p>laboratórios, decorrente da análise de genes especí�cos, encontrados no</p><p>cromossomo 6. De acordo com as leis da genética, as chances de o doente</p><p>encontrar um doador compatível entre irmãos de mesmo pai e mãe é de 25%</p><p>(muito maior). Com isso, podemos explicar o entusiasmo dos médicos, com o</p><p>nascimento do bebê, as células retiradas do próprio cordão umbilical da</p><p>criança poderão salvar a vida da irmã. Lembrando que estas células também</p><p>são consideradas células-tronco adultas, com uma potencialidade e capacidade</p><p>de ação bem menores do que as células-tronco embrionárias.</p><p>Não esqueça que essa poderia ser uma forma de explicar ao pai, mas você</p><p>poderia trilhar outro caminho.</p><p>Você percebeu como os conceitos básicos da biologia celular podem ser</p><p>importantes na sua futura atuação como pro�ssional da saúde? Espero que</p><p>sim, continue se dedicando aos estudos, pois você irá utilizar estes</p><p>conhecimentos em muitas outras situações da sua vida pro�ssional.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:29 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 4/4</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>DNA, RNA E FORMAÇÃO DE PROTEÍNAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>CONVITE AO ESTUDO</p><p>Caro aluno, seja bem-vindo! Apresentaremos nesta unidade o tema genética, para</p><p>compreendermos alguns conceitos básicos que nos permitem entender diferentes</p><p>eventos que ocorrem nos seres vivos. Por exemplo: para o funcionamento do</p><p>organismo, estudamos que as proteínas são essenciais, mas quem é o responsável</p><p>pela síntese de proteínas ou pela formação de moléculas e tantas outras funções</p><p>que ocorrem nas células? O que faz um organismo ter características semelhantes</p><p>às dos seus descendentes ou como é possível comprovar paternidade através do</p><p>exame de DNA?</p><p>A genética é uma especialidade da biologia que estuda a hereditariedade e a</p><p>transmissão de características entre gerações dos organismos. Esta ciência estuda</p><p>os genes, ou seja, o material genético que contém as informações que determinam</p><p>as características dos organismos.</p><p>Durante a divisão celular, nos processos de mitose e meiose, vimos que o material</p><p>genético é replicado e distribuído às novas células-�lhas geradas e qualquer</p><p>alteração que ocorra durante a replicação do material genético, ou qualquer</p><p>mutação que possa ocorrer de forma induzida ou espontânea, altera o código</p><p>genético do organismo, podendo produzir novas características aos portadores da</p><p>mutação, incluindo inúmeras doenças genéticas, como o câncer, diabetes, anemia</p><p>falciforme e algumas síndromes, síndrome de Down, síndrome de Klinefelter,</p><p>dentre outras. O estudo da genética não só nos permite compreender todos estes</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/12</p><p>fenômenos, como as pesquisas nesta área permitem o avanço constante no</p><p>desenvolvimento de inúmeras tecnologias na prevenção e no tratamento de</p><p>doenças, incluindo a produção de medicamentos.</p><p>Nesta unidade introdutória à genética, abordaremos como classi�car e identi�car o</p><p>processo de formação das proteínas e conheceremos o conjunto de fundamentos</p><p>que nos permite compreender o mecanismo de transmissão do material genético</p><p>de uma geração para a outra. Ao �nal dela, você será capaz de de�nir os conceitos</p><p>de DNA, RNA e cromossomos, explicar como como ocorre a síntese de proteínas e</p><p>as estruturas envolvidas nesse processo. Saberá</p><p>identi�car e diferenciar as leis de</p><p>Mendel e compreender as heranças genéticas, como surgem as doenças genéticas</p><p>e até mesmo como elas podem ser evitadas por meio do aconselhamento</p><p>genético.</p><p>Iniciaremos a Seção 3.1 abordando alguns conceitos básicos de genética,</p><p>importante para compreendermos os processos a serem estudados.</p><p>Caracterizaremos a estrutura do nosso material genético e como ele está</p><p>organizado dentro das células. Na Seção 3.2, serão abordadas as leis de Mendel,</p><p>que explicam os fundamentos da transmissão hereditária através das gerações.</p><p>Finalizaremos com a Seção 3.3, compreendendo as interferências nos mecanismos</p><p>e os erros inatos do metabolismo, que acabam provocando distúrbios de herança</p><p>monogênica e o câncer, além da importância do aconselhamento genético.</p><p>Vamos conhecer um pouco mais sobre o material genético, a sua importância e</p><p>funcionalidade, visto que este componente está presente em todas as células dos</p><p>seres vivos.</p><p>Bons estudos!</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>O corpo humano é composto por trilhões de células, cada uma com uma função</p><p>especí�ca, trabalhando em conjunto para o funcionamento do corpo. As células do</p><p>nosso corpo possuem um conjunto de organelas e estruturas que são capazes de</p><p>cuidar da proteção, da nutrição, da produção de energia e da reprodução do nosso</p><p>corpo, sendo consideradas as unidades fundamentais da vida. Todos os seres vivos</p><p>são compostos por células e todas as células, sejam elas procariontes ou</p><p>eucariontes, têm material genético.</p><p>Caro aluno, você já parou para pensar que durante a divisão celular e a</p><p>reprodução dos seres vivos ocorre a troca de materiais genéticos e que cada célula</p><p>do corpo humano é composta por cerca de 25 mil genes? Os genes são</p><p>considerados a unidade fundamental da hereditariedade. Mas o isso signi�ca? O</p><p>que é um gene? Qual é a diferença entre o cromossomo e o DNA? Não são todos</p><p>materiais genéticos? As respostas para essas perguntas serão dadas ao longo dos</p><p>conteúdos trabalhados nesta seção.</p><p>Estudaremos os conceitos de gene, a estrutura do cromossomo e do DNA,</p><p>identi�caremos as diferenças entre a molécula de DNA e RNA e como está</p><p>organizado o material genético nas células. Aprenderemos como acontece a</p><p>replicação do DNA, processo importante que ocorre durante a divisão celular em</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/12</p><p>que o material genético é dividido de forma igual entre as células-�lhas, podendo</p><p>estas conter o material genético idêntico à célula mãe (mitose) ou apenas metade</p><p>do material genético da célula-mãe (meiose), o que é importante para a</p><p>variabilidade das espécies. Conheceremos o processo completo da formação das</p><p>proteínas, desde a transcrição da molécula de DNA em RNA até a tradução do RNA</p><p>mensageiro pelos ribossomos formando uma proteína. As proteínas são essenciais</p><p>para a manutenção das células, crescimento celular e em suas atividades, como na</p><p>produção de hormônios, enzimas, anticorpos, transporte de substâncias, dentre</p><p>outras.</p><p>Esta seção traz conhecimentos básicos para o estudo da genética, que serão</p><p>essenciais para o entendimento dos próximos temas.</p><p>Hoje, graças aos avanços na área médica, é possível identi�car diferentes tipos de</p><p>alterações na arquitetura do nosso genoma por meio de exames. Ainda assim, de</p><p>acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), das famílias com doenças</p><p>raras no mundo hoje, 80% têm causas genéticas. O desa�o, então, é fazer um</p><p>diagnóstico rápido.</p><p>Existem clínicas especializadas em orientar pacientes e seus familiares sobre os</p><p>riscos de ocorrência de doenças genéticas na família. Essas clínicas são muito</p><p>procuradas por casais que pensam em ter �lhos, mas têm histórico de doenças</p><p>genéticas na família, cânceres, casos de infertilidade ou abortos de repetição e</p><p>sabe haver alta probabilidade de transmitirem algum tipo de patologia ou</p><p>malformação aos �lhos.</p><p>Para auxiliar na contextualização de sua aprendizagem diante dos temas que serão</p><p>abordados nesta seção, junto de uma possibilidade de prática pro�ssional, vamos</p><p>acompanhar a história de um casal, que já tem dois �lhos e pretende ter mais um,</p><p>no entanto, foram encaminhados a buscar auxílio médico por meio do</p><p>aconselhamento genético.</p><p>O casal procurou por uma clínica renomada na cidade, que realiza consultas e</p><p>aconselhamento genético, com pro�ssionais altamente capacitados e habilitados</p><p>para atender pacientes e familiares com histórico de doenças genéticas. Além de</p><p>contar com um laboratório de genômica com recursos tecnológicos de última</p><p>geração, os quais permitem um diagnóstico assertivo.</p><p>A mulher tem 35 anos, olhos verdes e cabelos castanho-claros e lisos,</p><p>aparentemente normal, teve dois �lhos com o seu marido, de 38 anos, que tem</p><p>olhos castanhos e cabelos castanhos e lisos, é daltônico. A primeira �lha do casal,</p><p>com 6 anos, é loira e tem o cabelo encaracolado, os olhos azuis e é aparentemente</p><p>normal. No entanto, o segundo �lho do casal é pessoa com Síndrome de Down,</p><p>tem 3 anos, tem olhos castanhos e cabelos lisos e castanhos. O casal quer ter mais</p><p>um �lho, mas por possuírem histórico de anomalias genéticas na família, resolveu</p><p>investigar as probabilidades de terem uma gestação normal.</p><p>Você trabalha nessa clínica e faz parte de uma equipe composta por médicos</p><p>geneticistas, especialistas em biologia molecular, citogenética e bioinformatas e</p><p>�cou responsável pelo acompanhamento do casal.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/12</p><p>Como você explicaria ao casal a importância de fazer um mapeamento genético de</p><p>ambos para veri�car o cariótipo de cada um deles? E como você pode explicar as</p><p>diferenças existentes no genótipo e fenótipo do casal e de seus �lhos?</p><p>Nós, seres humanos, somos uma mistura dos nossos pais, do meio em que</p><p>nascemos e vivemos, e da nossa cultura. O que nos faz re�etir a respeito da</p><p>hereditariedade da vida, mas qual seria a relação? Vamos compreendê-la juntos.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>Depois de compreendermos a constituição dos organismos vivos formados por</p><p>uma ou milhares de células, como estas estão organizadas, a estrutura e o</p><p>funcionamento delas, chegou a hora de estudarmos o material genético,</p><p>componente de todos os organismos, que contempla a constituição genética do</p><p>indivíduo. Mas o que isso signi�ca? Vimos que as células têm material genético</p><p>(DNA) que transmite características aos seus descendentes. A partir da expressão</p><p>gênica, vimos que além de controlar diversos processos, incluindo o ciclo celular,</p><p>as células são diferenciadas e realizam funções distintas, mas também há</p><p>características perceptíveis aos nossos olhos, como a cor das �ores, dos olhos, dos</p><p>cabelos.</p><p>Para iniciarmos os nossos estudos de genética, precisamos primeiramente</p><p>compreender os conceitos de gene e o de cromossomos, os quais são</p><p>imprescindíveis nesse contexto.</p><p>CONCEITO DE GENE E ESTRUTURA DO CROMOSSOMO</p><p>A�nal o que é um gene? Um gene é um segmento do DNA (ácido</p><p>desoxirribonucleico) que contém a informação necessária para a produção de uma</p><p>proteína especí�ca (código), que poderá ser utilizada em um ou mais tipos de</p><p>células. Você se lembra que para a produção de uma proteína é necessário haver a</p><p>leitura do código de uma molécula de RNA mensageiro (mRNA)? Então, os genes</p><p>são os responsáveis por conter as informações do DNA e fazer a produção de</p><p>síntese de moléculas de RNA. As moléculas de mRNA são direcionadas para o</p><p>citosol da célula e lá se ligam aos ribossomos para fazer a síntese de proteínas.</p><p>Mas não são todos os genes que codi�cam proteínas (polipeptídios ou cadeias de</p><p>aminoácidos), alguns fornecem informações</p><p>para a construção de moléculas de</p><p>RNA, como os RNA transportadores (tRNA) e RNA ribossômico (rRNA).</p><p>Assim como a célula é a unidade fundamental da vida, o gene é considerado a</p><p>unidade fundamental da hereditariedade. Um organismo pluricelular é constituído</p><p>de muitos genes, todas as suas células têm os genes iguais, o que as diferencia,</p><p>como vimos na diferenciação celular, é que os genes podem ser ativados ou</p><p>desativados e, em alguns casos, permanecem ativados o tempo todo, por serem</p><p>fundamentais para realizar as atividades da célula. Os genes estão localizados</p><p>dentro dos cromossomos, em um lugar chamado locus gênico.</p><p>É importante saber que os genes nem sempre se apresentam iguais quando</p><p>determinam uma mesma característica e estas formas alternativas são conhecidas</p><p>por alelos. Desse modo, os alelos podem determinar a mesma característica em</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/12</p><p>um indivíduo de maneiras diferentes, já que um gene pode ter alelos diferentes</p><p>decorrentes de modi�cações ou pequenas mutações ocorridas em algumas partes</p><p>do DNA. Em um indivíduo, a sua constituição genética, formada por um conjunto</p><p>de genes que não podem ser modi�cados naturalmente, é denominada genótipo,</p><p>enquanto as características mensuráveis e visíveis, que podem ser modi�cadas,</p><p>são denominadas fenótipo.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>O genótipo de um indivíduo representa a combinação de dois alelos, um</p><p>proveniente do pai e o outro proveniente da mãe (exemplo: Vv, vv, VV). Já o</p><p>fenótipo é a expressão deste genótipo, determinado pelo gene e pela</p><p>in�uência do meio ambiente (por exemplo: cor dos olhos, cor da pele, cor</p><p>do cabelo).</p><p>Para que cada característica do nosso corpo seja expressa, temos duas cópias de</p><p>um gene (alelos) que podem dominantes (a presença de um único alelo é capaz de</p><p>expressar determinada característica) ou recessivo (a característica somente é</p><p>expressa com os pares de alelos). Veremos com mais detalhes quando estudarmos</p><p>a transmissão e expressão destes genes através das leis de Mendel.</p><p>Durante a divisão celular a todo instante mencionamos os cromossomos, a sua</p><p>movimentação no processo de mitose e meiose, o seu grau máximo de</p><p>condensação e quando se encontra descondensado, mas como podemos explicar</p><p>o que são os cromossomos? E se os genes estão dentro deles, qual é a sua</p><p>estrutura? Os cromossomos são estruturas constituídas por uma molécula de DNA</p><p>associadas a proteínas, formadas por um complexo conhecido por cromatina.</p><p>Quando os �lamentos do DNA e as proteínas estão soltos são as cromatinas e</p><p>quando estas se unem, enroladas ou em forma de “X”, são denominadas</p><p>cromossomos. E um cromossomo é dividido em cromátides (2), assim, cada</p><p>cromátide é um pedaço do cromossomo. Alguns cromossomos são chamados</p><p>ainda de cromossomos homólogos, dispostos em pares, isto signi�ca que durante</p><p>a divisão celular os pares de cromossomos herdados dos pais possuem</p><p>informação genética semelhante.</p><p>Em um cromossomo estão presentes milhares de genes diferentes, que</p><p>determinam diferentes características e a frequência em que elas aparecem.</p><p>Figura 3.1 | Estrutura do cromossomo</p><p>Nota: Cromossomo. (1) Cromatídeo. Cada um dos dois braços idênticos dum cromossoma depois da</p><p>fase S. (2) Centrômero. O ponto de ligação de dois cromatídeos, onde se ligam os microtúbulos. (3)</p><p>Braço curto. (4) Braço longo.</p><p>Fonte: Wikimedia Commons / Magnus Manske.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/12</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Centrômero: região do cromossomo que se encontra mais condensada.</p><p>Nesse local, ocorre a união das cromátides irmãs (cópias dos cromossomos</p><p>duplicados) no fuso mitótico. O centrômero divide o cromossomo em</p><p>braços que podem ser longos ou curtos, conforme a sua posição.</p><p>Os centrômeros podem ser classi�cados em: metacêntrico (o centrômero se</p><p>encontra na posição mediana), submetacêntrico (o centrômero se encontra</p><p>deslocado para um dos braços do cromossomo), acrocêntrico (o centrômero se</p><p>encontra próximo da extremidade) e telocêntrico (o centrômero se encontra muito</p><p>próximo à extremidade, parecendo que o cromossomo possui um braço único</p><p>braço), conforme a Figura 3.2.</p><p>Figura 3.2 | Classi�cação dos centrômeros</p><p>Fonte: Wikimedia Commons / MarceloTeles.</p><p>ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO</p><p>Sabemos que a maioria dos genes está presente dentro dos cromossomos e que</p><p>uma célula humana tem cerca de 25 mil genes (INSTITUTO ONCOGÊNESE, 2015).</p><p>Mas como está organizado este material genético nos organismos? O conjunto de</p><p>genes de um ser vivo é caracterizado pela sequência completa da molécula de</p><p>DNA, denominado genoma. O estudo do genoma permite não só conhecer a</p><p>anatomia molecular de um indivíduo e sua espécie, como também possibilitar o</p><p>estudo e diagnóstico de doenças, síndromes, criação de medicamentos, técnicas</p><p>de terapia gênica, testes genéticos, compreender o processo evolutivo, fornecendo</p><p>diversas respostas ao campo da ciência.</p><p>Os cromossomos de uma espécie têm aspecto e número de cromossomos</p><p>característicos. Nos seres humanos observamos 23 pares de cromossomos (total</p><p>de 46 cromossomos), sendo 22 pares de cromossomos autossomos (não sexuais),</p><p>e um par de cromossomos sexuais ou alossômicos (representados por XX as</p><p>fêmeas e XY os machos). Nas células somáticas humanas, em cada célula,</p><p>podemos observar a presença de 46 cromossomos, dizemos que elas são diploides</p><p>(2n), ou seja, têm dois cromossomos homólogos. Já as células germinativas</p><p>(sexuais), são ditas haploides (n), pois têm apenas um cromossomo, não há</p><p>cromossomos homólogos e são compostas por um total de 23 cromossomos, para</p><p>que após a fecundação seja reestabelecido o número de cromossomos humanos,</p><p>totalizando 46 cromossomos.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/12</p><p>Os cachorros, por exemplo, são compostos por um conjunto de 39 pares de</p><p>cromossomos (total de 78 cromossomos), sendo um par de cromossomos</p><p>sexuais. Esta variação na quantidade de cromossomos é o que determina</p><p>cada espécie. No entanto, durante a divisão celular pode haver problemas</p><p>no cariótipo (conjunto de cromossomos em uma célula), ocasionadas por</p><p>mutações, havendo uma variação maior ou menor no número de</p><p>cromossomos presentes na célula, ocasionando as aneuploidias. Nos</p><p>humanos, são exemplos: a síndrome de Down, a síndrome de Klinefelter, a</p><p>síndrome de Turner, dentre outras.</p><p>O genoma está localizado em maior quantidade nos núcleos das células dos</p><p>organismos eucariontes, mas também aparece nas mitocôndrias e cloroplastos das</p><p>células vegetais. O DNA tem formato linear e aparece em grande número nos</p><p>organismos eucariontes, onde são encontradas também proteínas histonas,</p><p>importantes para a regulação dos genes; nos procariontes, a molécula do DNA é</p><p>única e circular e graças à ausência de núcleo, o DNA está disperso no citoplasma.</p><p>ASSIMILE</p><p>O Projeto Genoma Humano é um projeto internacional, iniciado em 1990,</p><p>cuja duração estimada era de 15 anos. O principal objetivo era realizar a</p><p>identi�cação de todos os genes humanos, por meio do sequenciamento das</p><p>bases nitrogenadas do DNA. O projeto recebeu grandes investimentos</p><p>econômicos, com o intuito de auxiliar nas pesquisas, possibilitando a</p><p>criação de ferramentas para análise dos dados e a disponibilização de um</p><p>banco público de dados para dar suporte às pesquisas médicas,</p><p>farmacológicas e cientí�cas. O projeto contou com a participação</p><p>de</p><p>cientistas de 18 países e foi concluído em 2003. Foi sequenciado 99,9% do</p><p>genoma humano, o 0,1% não sequenciado, foi por limitações tecnológicas,</p><p>uma vez que apresentavam muitas repetições de bases nitrogenadas.</p><p>Vamos entender como funciona a estrutura do DNA? Assim poderemos</p><p>compreender o que são as bases nitrogenadas que não foram sequenciadas no</p><p>Projeto Genoma Humano.</p><p>ESTRUTURA DO DNA</p><p>A estrutura da molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico) e o seu mecanismo</p><p>foram descritos em 1953 por James Watson e Francis Frick e esta é considerada</p><p>uma importante descoberta para a ciência. O modelo proposto por eles considera</p><p>a molécula de DNA em formato de dupla-hélice, constituída por dois �lamentos</p><p>longos (cadeias de polinucleotídicas), enrolados em formato semelhante a um</p><p>espiral. Os dois �lamentos em formato de dupla-hélice se mantêm unidos pelas</p><p>pontes de hidrogênio entre as bases de nucleotídeos. No caso, os nucleotídeos são</p><p>compostos de açúcares, um ou mais grupo fosfato e uma base nitrogenada. No</p><p>DNA, o açúcar dos nucleotídeos é uma desoxirribose ligada a um único grupo</p><p>fosfato. As bases nitrogenadas podem ser: purinas – adenina (A) e guanina (G), ou</p><p>pirimidinas – citosina (C) e timina (T). As bases nitrogenadas estão pareadas de</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/12</p><p>forma complementar e o pareamento entre as bases na molécula de DNA sempre</p><p>será de (A) com (T) e (C) com (G). As duas cadeias de nucleotídeos devem estar em</p><p>posição antiparalela (com as polaridades opostas) ou polaridade inversa. Um</p><p>�lamento de nucleotídeo através de uma ligação covalente liga a extremidade 5´</p><p>com fosfato livre de uma �ta com a extremidade 3` da �ta adjacente, com hidroxila</p><p>livre, denominada ligação açúcar-fosfato com polaridade 5´para 3´. Uma �ta de</p><p>DNA é complementar a outra, desta forma possuem duas �tas com uma sequência</p><p>de nucleotídeos com sequências nucleotídicas complementares.</p><p>Na molécula de DNA, o pareamento das �tas é feito entre as bases purinas e</p><p>pirimidinas. Desta forma, sempre uma adenina será pareada com uma timina e</p><p>sempre uma citocina será pareada com uma guanina.</p><p>ASSIMILE</p><p>Erwin Chaga� fez algumas observações no modelo proposto por Watson e</p><p>Crick, que determinaram as regras de Charga�:</p><p>A quantidade de A e T é sempre igual, assim como a quantidade de C e G.</p><p>Mas a soma das bases A+T não precisa ser necessariamente igual a soma</p><p>das bases C+G, em contrapartida, a soma da quantidade de nucleotídeos</p><p>purínicos é sempre igual à soma da quantidade de nucleotídeos</p><p>pirimidínicos. Entre as espécies, as quantidades de bases variam, mas todos</p><p>os indivíduos de uma mesma espécie têm a mesma quantidade entre as</p><p>bases nitrogenadas.</p><p>Figura 3.3 | Estrutura do DNA</p><p>Fonte: Alberts et al. (2017, p.176).</p><p>O modelo da estrutura do DNA permitiu a compreensão de muitos aspectos em</p><p>relação ao DNA, por exemplo, como esta molécula pode ser copiada e como a</p><p>célula utiliza as informações do material genético para a produção de proteínas,</p><p>conforme veremos a seguir.</p><p>REPLICAÇÃO DO DNA E SÍNTESE DE PROTEÍNAS</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/12</p><p>Todos os organismos vivos têm material genético e durante o seu ciclo celular,</p><p>mais precisamente durante a fase S da interfase, duplicam o seu DNA para dar</p><p>origem a células-�lhas. Vamos entender como este processo funciona nos</p><p>organismos eucariontes?</p><p>Para que o DNA seja replicado é necessário a separação da dupla-hélice formadora</p><p>da molécula de DNA em duas �tas-molde, com auxílio da enzima helicase de DNA,</p><p>formando uma espécie de forquilha. Para que ocorra a síntese de novas �tas, são</p><p>adicionados indicadores conhecidos como primers, que conduzem a síntese da</p><p>�ta. Os nucleotídeos das �tas-moldes precisam ser pareados por nucleotídeos</p><p>complementares livres (que ainda não foram polimerizados), para serem</p><p>incorporados à nova �ta. A polimerização desta nova �ta é catalisada pela enzima</p><p>DNA-polimerase, que polimeriza nucleotídeos utilizando como molde uma �ta</p><p>simples de DNA. Com isso, cada molécula de DNA tem duas �tas que servirão de</p><p>molde para a formação de duas novas moléculas de DNA (compostas por uma �ta</p><p>da célula original e uma nova �ta replicada), que serão destinadas às células-�lhas.</p><p>Este processo é conhecido como replicação semiconservativa. As �tas novas de</p><p>DNA, recém-sintetizadas, reestabelecem as ligações fosfodiéster entre os</p><p>nucleotídeos com o auxílio da enzima DNA-ligase. As novas moléculas de DNA,</p><p>idênticas à célula-mãe são sempre polimerizadas na direção das extremidades 5´</p><p>para a extremidade 3´.</p><p>ASSIMILE</p><p>Os números 5 e 3 determinam respectivamente, o quinto e o terceiro</p><p>átomo de carbono presente na molécula de açúcar que compõe os</p><p>nucleotídeos. Cada nucleotídeo é composto por uma molécula de açúcar</p><p>com cinco carbonos.</p><p>Você deve estar se perguntando como a molécula de DNA está envolvida na</p><p>síntese de proteínas, certo? O DNA não controla diretamente a síntese de</p><p>proteínas, ele utiliza o RNA (ácido ribonucleico) como intermediário. Sendo assim,</p><p>quando uma célula requer uma proteína especí�ca, a molécula de DNA é</p><p>inicialmente copiada sob a forma de RNA, processo conhecido como transcrição.</p><p>Estas cópias de RNA são utilizadas como moldes para a síntese da proteína,</p><p>processo denominado tradução. O �uxo da informação genética nas células segue</p><p>de uma molécula de DNA para uma molécula de RNA e, consequentemente, a</p><p>formação de uma proteína. Este �uxo ocorre em todas as células e é conhecido</p><p>como dogma central da biologia molecular.</p><p>A transcrição ocorre no núcleo das células eucariontes e em alguns casos nas</p><p>mitocôndrias e nos cloroplastos (organelas com capacidade genética, além do</p><p>núcleo). O processo de transcrição ocorre de forma semelhante à replicação do</p><p>DNA, no entanto, o resultado é uma molécula de RNA e a enzima que atua na</p><p>transcrição é a RNA polimerase. O RNA é composto pelas bases nitrogenadas</p><p>adenina, guanina, citosina e uracila (U), esta última é inserida no lugar da timina,</p><p>presente na molécula de DNA. A �ta de RNA é simples e ao ser transcrita, no lugar</p><p>do pareamento das bases A+T, no RNA ocorre o pareamento das bases A+U. A</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/12</p><p>molécula formada será um RNA mensageiro (mRNA), que contém a sequência de</p><p>nucleotídeos que será lida pelos ribossomos e traduzida em uma sequência de</p><p>aminoácidos (proteína).</p><p>REFLITA</p><p>Você se lembra do processo de formação das proteínas que ocorre através</p><p>dos ribossomos? E o papel de cada um dos tipos de RNA? RNA ribossômico,</p><p>RNA transportador e RNA mensageiro?</p><p>A molécula de DNA forma a �ta do mRNA que será traduzida pelo ribossomo e irá</p><p>sintetizar uma proteína. A tradução do mRNA é feita pelo RNA transportador</p><p>(tRNA), que traduz códons (trincas de nucleotídeos) presentes no mRNA em um</p><p>aminoácido. Este processo ocorre no citoplasma e somente é iniciado quando é</p><p>encontrado um códon especí�co, AUG, que dá início a síntese de proteínas.</p><p>Durante a tradução, os códons são lidos da extremidade 5´ para a extremidade 3´</p><p>pelos tRNA. Os RNAs transportadores possuem um anticódon que se liga ao códon</p><p>do mRNA correspondente, através do pareamento de bases. Os tRNA preenchem</p><p>com os seus aminoácidos a cadeia de polipeptídios que vai sendo formada no</p><p>ribossomo, até que a sequência de códons no mRNA seja UAA, UAG ou UGA,</p><p>indicando o �m da tradução e a liberação</p><p>da proteína ou em alguns casos da</p><p>cadeia de polipeptídio que precisa sofrer algumas edições antes de se tornar uma</p><p>proteína ativa.</p><p>Cada códon tem quatro nucleotídeos repetidos, desta forma em 20 aminoácidos</p><p>podemos encontrar 64 possibilidades de códons. O código genético é formado por</p><p>trincas de bases de códons, sendo universal, assim, em todos os organismos vivos</p><p>os mesmos códons determinam os mesmos aminoácidos. É no código genético</p><p>que são encontradas todas as informações para o desenvolvimento e</p><p>funcionamento dos organismos, uma vez que são capazes de passar informações</p><p>genéticas de um indivíduo a outro e fazer a síntese de proteínas, essenciais para a</p><p>vida e o funcionamento das células.</p><p>FAÇA A VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>Os genes são unidades físicas e funcionais da hereditariedade, os quais são os</p><p>responsáveis por levar informações de uma geração para outra.</p><p>Os genes podem ser de�nidos como:</p><p>a.  um trecho do DNA que contém informações para formar uma proteína.</p><p>b.  uma estrutura formada por uma molécula de DNA associada a proteínas.</p><p>c.  uma sequência de RNA contendo informações que são transmitidas entre gerações.</p><p>d.  dois ou três nucleotídeos consecutivos, importantes na síntese de proteínas.</p><p>e.  uma molécula constituída por um açúcar, um grupo fosfato e uma base nitrogenada.</p><p>Questão 2</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/12</p><p>O modelo da molécula de DNA foi proposto em 1953 por Watson e Frick, cuja</p><p>estrutura em formato de dupla hélice foi considerada uma importante descoberta</p><p>para a ciência.</p><p>Neste contexto, analise o trecho a seguir:</p><p>A molécula de DNA consiste em duas cadeias de __________, que formam a dupla</p><p>hélice. As �tas são complementares, unidas por __________, formando pares de</p><p>bases. As bases que têm um duplo anel de átomo de carbono são conhecidas por</p><p>__________ e são compostas pela __________ e guanina. Já as bases que têm um único</p><p>anel simples, são as __________, compostas pela citosina e __________.</p><p>(GARCIA; MACEDO, 2007).</p><p>Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente.</p><p>a.  proteínas / nucleotídeos / purinas / timina / pirimidinas / adenina.</p><p>b.  nucleotídeos / pentoses / pirimidinas / timina / purinas / adenina.</p><p>c.  carboidratos / pontes de hidrogênio / purinas / adenina / pirimidinas / uracila.</p><p>d.  nucleotídeos / pontes de hidrogênio / purinas / adenina / pirimidinas / timina.</p><p>e.  cromossomos / proteínas / pirimidinas / adenina / purinas / timina.</p><p>Questão 3</p><p>A proteína é considerada uma das macromoléculas essenciais para a manutenção</p><p>dos organismos. A síntese de proteínas é um processo no qual são produzidas</p><p>proteínas através das células e, para isso, participam do processo biológico o DNA</p><p>da célula, os três tipos de RNA (ribossômico, mensageiro e transportador), os</p><p>ribossomos e algumas enzimas e aminoácidos.</p><p>Assinale a alternativa correta em relação à síntese de proteínas.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>BARRETO, A. et al. Introdução à biologia celular. Rio de Janeiro: Seses, 2014.</p><p>CECCATTO, V. M. Ciências biológicas – biologia molecular. 2 ed. Fortaleza – CE.</p><p>Ed. UECE. 2015. Disponível em: https://bit.ly/33sT45E. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>a.  O mecanismo de síntese proteica ocorre em todas as células sem gasto de energia.</p><p>b.  Na etapa de transcrição ocorre a produção de uma molécula de RNA a partir de uma molécula de DNA</p><p>utilizada como molde.</p><p>c.  A síntese de proteínas inclui a etapa de transcrição e tradução, as quais ocorrem no núcleo.</p><p>d.  A transcrição pode ocorrer tanto nos ribossomos livres (citoplasma) quanto nos ribossomos ligados</p><p>(retículo endoplasmático).</p><p>e.  O RNA mensageiro tem um anticódon, enquanto o RNA transportador tem um códon para a transcrição</p><p>da proteína.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/12</p><p>https://bit.ly/33sT45E</p><p>FANTAPPIE, M. Epigenética e memória celular. Carbono – Natureza, ciência e arte.</p><p>Revista Carbono, n. 3, 2013. Disponível em: https://bit.ly/2SG4iBN. Acesso em: 5</p><p>mai. 2021.</p><p>FINEGOLD, D. N. Genes e cromossomos. Manual MSD – Versão saúde para a</p><p>família. c202. Disponível em: https://msdmnls.co/3uzCzRn. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>GARCIA, A. B.; MACEDO, J. M. B. Biologia celular. Volume 1 – Módulo 1. Rio de</p><p>Janeiro: Fundação Cecierj, 2007.</p><p>INSTITUTO Oncoguia. Como o teste genético é feito? c202. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3o58cQf. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>INSTITUTO Oncoguia. O que são genes? c2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/2SulcTF. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2012.</p><p>KHAN ACADEMY. Unidade: DNA como material genético. c2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3vVVUw6. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>SIMERS. OMS a�rma que 80% das doenças raras têm origem genética. 2017.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3tuUOG1. Acesso em: 4 dez. 2020.</p><p>USP – Universidade de São Paulo. Projeto Genoma Humano. USP, c2020.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3uzVv29. Acesso em: 3 mai. 2021.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/12</p><p>https://bit.ly/2SG4iBN</p><p>https://msdmnls.co/3uzCzRn</p><p>https://bit.ly/3o58cQf</p><p>https://bit.ly/2SulcTF</p><p>https://bit.ly/3vVVUw6</p><p>https://bit.ly/3tuUOG1</p><p>https://bit.ly/3uzVv29</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>DNA, RNA E FORMAÇÃO DE PROTEÍNAS</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Vamos agora retomar a situação-problema apresentada, pois já estamos munidos</p><p>de todo o conhecimento necessário para resolvê-la.</p><p>O caso do casal que procurou a clínica de aconselhamento genético onde você</p><p>trabalha com o intuito de uma terceira gestação foi descrito da seguinte forma:</p><p>A mulher, de 35 anos, tem olhos verdes e cabelos castanho-claros e lisos,</p><p>aparentemente normal, teve dois �lhos com o seu marido, de 38 anos, que tem</p><p>olhos castanhos e cabelos lisos e castanhos, é daltônico. A primeira �lha do casal,</p><p>com 6 anos, é loira com cabelo encaracolado, dos olhos azuis e aparentemente</p><p>normal. No entanto, o segundo �lho do casal, com 3 anos, tem olhos castanhos e</p><p>cabelos lisos e castanhos, e tem síndrome de Down. O casal quer ter mais um �lho,</p><p>mas, por possuírem histórico de anomalias genéticas na família, resolveu investigar</p><p>as probabilidades de terem uma gestação normal.</p><p>Como você explicaria ao casal a importância em realizar um mapeamento genético</p><p>de ambos para veri�car o cariótipo de cada um deles? E como você pode explicar</p><p>as diferenças existentes no genótipo e fenótipo do casal e dos seus �lhos?</p><p>Primeiramente é importante explicar aos pais que o teste genético pode ser</p><p>realizado através de uma pequena amostra de sangue, é indolor e o resultado</p><p>pode demorar alguns dias. O mapeamento genético é utilizado para auxiliar no</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/3</p><p>diagnóstico precoce de possíveis doenças, além de fornecer evidências de</p><p>características hereditárias, possibilitando descobrir a origem delas em seus</p><p>antepassados. Ao fazer</p><p>o mapa genético, o casal conhecerá as probabilidades de</p><p>possíveis riscos para a prole, visto que o casal já tem casos de alterações genéticas</p><p>registrados. É importante descrever que toda a informação genética de um ser</p><p>vivo, uma pessoa, é armazenada no DNA dela, o qual é transmitido aos seus</p><p>descendentes. Como vimos, este material genético é transmitido durante a divisão</p><p>celular, e nas células animais, é transmitido através da meiose, em que as células-</p><p>�lhas recebem uma parte do material genético da célula original, para quando</p><p>sofrer a fecundação, o zigoto (novo embrião que se desenvolverá) receber uma</p><p>parte do material genético da mãe e uma parte do material genético do pai. Os</p><p>genes são sequências (partes) deste DNA, responsáveis por desenvolver as</p><p>características de um ser vivo, compondo o genoma deste organismo, que varia de</p><p>um para outro. O genoma humano é composto por 23 pares de cromossomos</p><p>autossômicos e um par de cromossomos sexuais. Os cromossomos representam</p><p>uma molécula de DNA associado a proteínas, e o conjunto destes cromossomos</p><p>representa o cariótipo. A partir da análise do cariótipo, contendo a informação</p><p>hereditária contida no DNA, é possível determinar possíveis alterações</p><p>cromossômicas ocasionadas por mutações que poderão ser transmitidas</p><p>geneticamente.</p><p>Em relação ao genótipo e fenótipo dos �lhos do casal, eles são diferentes. As</p><p>características externas, visíveis, determinadas pela aparência do indivíduo, são as</p><p>características fenotípicas e elas estão relacionadas às características genotípicas e</p><p>à interação do meio ambiente. A cor dos olhos e dos cabelos pode ser explicada</p><p>por meio do genótipo, da constituição dos genes herdados dos progenitores, mas</p><p>ao longo do tempo, assim como a cor da pele, podem sofrer alterações. Já o</p><p>genótipo, como representa a constituição genética deles, são os genes que eles</p><p>possuem, não é alterado. O �lho mais novo do casal possui uma alteração genética</p><p>que altera o genoma de um ser humano sem anomalia, esta criança possui 47</p><p>cromossomos, um cromossomo a mais do que o cariótipo de um ser humano dito</p><p>normal com 46 cromossomos.</p><p>Desta forma, conseguimos explicar ao casal a importância do mapeamento</p><p>genético, o que nos possibilita tentar explicar de onde a �lha herdou o olho azul, a</p><p>probabilidade de um próximo �lho nascer daltônico como o pai, dentre outras</p><p>informações. Este é um caminho para resolvermos a situação-problema, mas você</p><p>é capaz de seguir outros caminhos para resolver esta situação. Vamos praticar!</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>TESTE DE PATERNIDADE</p><p>Um laboratório de análises clínicas recebe com frequência exames de</p><p>comprovação de paternidade. São comuns os exames de mulheres que não têm</p><p>certeza em relação à paternidade da criança ou de homens que desejam con�rmar</p><p>sua paternidade e solicitam um teste. Desta vez, o laboratório recebeu uma ordem</p><p>judicial solicitando o teste de paternidade de Francisco, um jovem de 25 anos,</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/3</p><p>criado pela mãe, cujo pai não consta em seu registro, mas a mãe alega ser �lho de</p><p>JB Junior, falecido recentemente. Em busca dos direitos à herança, o teste será</p><p>feito.</p><p>É possível realizar um teste de paternidade mesmo após o suposto pai estar</p><p>morto? Como o DNA pode auxiliar nesta comprovação?</p><p>Como você, técnico em análises clínicas do laboratório, explicaria esta situação?</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para resolver esta situação, você deve se lembrar que as características</p><p>hereditárias são controladas por genes, localizados em cromossomos</p><p>(moléculas de DNA associadas a proteínas), os quais são transmitidos aos</p><p>descendentes, mantendo a continuidade genética das gerações. O padrão de</p><p>uma molécula de DNA de uma pessoa é único (com exceção em gêmeos</p><p>idênticos), formado por combinações do pai e da mãe. O teste de paternidade</p><p>consiste em comprovar por meio do DNA do �lho o grau de parentesco com o</p><p>suposto pai. Como existe um padrão na molécula de DNA, é possível detectar</p><p>as sequências de nucleotídeos que se repetem ao longo das �tas do DNA. Estas</p><p>sequências são chamadas de VNTR (Variable Number of Tandem Repeats), ou</p><p>seja, números variáveis de repetições de sequências. Como o DNA é único em</p><p>cada indivíduo, a con�abilidade do teste é de 99,9% de certeza da suposta</p><p>paternidade, no entanto, o exame apresenta 100% de probabilidade caso a</p><p>paternidade não seja comprovada. Como estudamos, o corpo humano é</p><p>formado por milhares de células, e todas elas têm material genético</p><p>transmitido entre gerações. Desta forma, mesmo o suposto pai estando morto,</p><p>é possível fazer o teste com familiares de primeiro grau, como irmãos ou avós,</p><p>e ainda em casos de mortes recentes, é possível utilizar amostras de �os de</p><p>cabelo em objetos, secreções em lenços, etc. Caso seja solicitado judicialmente,</p><p>pode haver a coleta de material do cadáver exumado.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/3</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>LEIS DE MENDEL</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, depois de aprendermos alguns conceitos básicos relacionados à</p><p>genética, compreendermos a composição do material genético presente em todas</p><p>as células dos organismos vivos e a estrutura da molécula de DNA, chegou a hora</p><p>de conhecermos um pouco a respeito da história da genética, como ela surgiu e os</p><p>experimentos que permitiram tantos avanços à genética moderna.</p><p>Você sabia que muitos pesquisadores mesmo antes da descoberta da molécula do</p><p>DNA já estudavam o cruzamento de plantas e animais buscando explicar como os</p><p>descendentes (�lhos) tinham características semelhantes aos seus progenitores</p><p>(pais)? Foi Mendel, um monge austríaco, que, por meio de vários trabalhos e</p><p>experimentos com ervilhas, propôs importantes bases teóricas para explicar a</p><p>hereditariedade e a transmissão de características. Considerado o pai da genética</p><p>clássica, o pesquisador tem importante papel na genética moderna atual,</p><p>in�uenciando muitas pesquisas posteriores que resultaram em grandes conquistas</p><p>para a área da saúde. A�nal, a partir do conhecimento do processo de</p><p>hereditariedade, as características dos genes, cromossomos, DNA e RNA foi</p><p>possível compreender muitos processos de evolução, auxiliando na compreensão</p><p>do desenvolvimento humano. Por exemplo: você já imaginou como é possível</p><p>identi�car uma doença genética hereditária e prever a sua transmissão para</p><p>futuras gerações? Como entender como é possível um casal de olhos castanhos ter</p><p>um �lho de olhos azuis, como os avós. São inúmeras as contribuições que a</p><p>genética proporciona para o avanço da humanidade, bene�ciando as nossas vidas.</p><p>Hoje já é possível fazer testes de paternidade, desvendar muitos crimes através do</p><p>estudo da genética em materiais biológicos encontrados no local. Certamente,</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/11</p><p>você já deve ter escutado falar de produtos transgênicos ou geneticamente</p><p>modi�cados, os alimentos são modi�cados para que �quem com mais nutrientes</p><p>ou sejam resistentes a pragas, graças ao desenvolvimento da biotecnologia e aos</p><p>conhecimentos da genética.</p><p>Nesta seção, estudaremos um pouco da história da genética e seus impactos na</p><p>saúde, desde a genética clássica até a genética moderna atual. Conheceremos em</p><p>detalhes os experimentos feitos por Gregor Mendel, utilizando</p><p>plantas de ervilhas,</p><p>que culminaram na primeira e segunda lei de Mendel, permitindo o entendimento</p><p>da transmissão das características dos pais para os �lhos.</p><p>Vamos dar sequência à situação-problema criada para auxiliar na contextualização</p><p>de seu aprendizado. Diante do número cada vez mais expressivo de doenças</p><p>genéticas presentes nas famílias, indicado pela Organização Mundial de Saúde</p><p>(OMS), e dos avanços na área da genética médica, possibilitando a realização de</p><p>exames capazes de detectar diferentes tipos de alterações na arquitetura do</p><p>genoma, um casal procurou uma clínica renomada na cidade, especializada em</p><p>consultas e aconselhamento genético.</p><p>A mulher tem 35 anos, olhos verdes e cabelos castanho-claros e lisos,</p><p>aparentemente normal, teve dois �lhos com o seu marido, de 38 anos, que tem</p><p>olhos castanhos e cabelos castanhos e lisos, é daltônico. A primeira �lha do casal,</p><p>com 6 anos, é loira e tem o cabelo encaracolado, os olhos azuis e é aparentemente</p><p>normal. No entanto, o segundo �lho do casal é pessoa com Síndrome de Down,</p><p>tem 3 anos, tem olhos castanhos e cabelos lisos e castanhos. O casal quer ter mais</p><p>um �lho, mas por possuírem histórico de anomalias genéticas na família, resolveu</p><p>investigar as probabilidades de terem uma gestação normal.</p><p>Você trabalha nessa clínica e faz parte de uma equipe composta por médicos</p><p>geneticistas, especialistas em biologia molecular, citogenética e bioinformatas e</p><p>�cou responsável pelo acompanhamento deste casal.</p><p>Após alguns exames e a coleta de informações do histórico familiar do casal, foi</p><p>possível identi�car o genótipo para as cores dos olhos do casal, mulher (genótipo:</p><p>bbGb; fenótipo: olhos verdes) e homem (genótipo: Bbbb; fenótipo: olhos</p><p>castanhos).</p><p>Com base nesta informação, como você pode explicar o fato de o casal ter uma</p><p>�lha de olhos azuis, sendo que nenhum dos pais tem olhos azuis? O outro �lho do</p><p>casal tem olhos castanhos, iguais aos do pai, mas existe a probabilidade de um</p><p>próximo �lho nascer com os olhos verdes iguais aos da mãe? Estes eventos podem</p><p>ser explicados por meio da herança monogênica?</p><p>Cada indivíduo é um ser único, cujas características se assemelham a outros da</p><p>mesma espécie, ao mesmo tempo que os distanciam e diferenciam de outras</p><p>espécies. Compreender o conjunto de processos que asseguram o recebimento e a</p><p>transmissão de informações e características genéticas através da hereditariedade</p><p>contribui para a saúde e o entendimento do ser vivo.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/11</p><p>Antes mesmo da molécula do DNA ser descoberta, muitos pesquisadores já</p><p>buscavam compreender a hereditariedade dos organismos vivos e buscavam</p><p>explicações para a transmissão dos caracteres dos progenitores para a prole. Até a</p><p>descoberta do material genético e como ele era transmitido há uma longa história,</p><p>vamos conhecer um pouco alguns fatos marcantes para a genética?</p><p>1.  HISTÓRIA DA GENÉTICA E SEU IMPACTO NA SAÚDE</p><p>O homem, desde a antiguidade, busca compreender a transmissão das</p><p>características de um indivíduo para outro, repassadas de geração a geração. O</p><p>estudo da hereditariedade, ou seja, o estudo da genética, foi iniciado em 1865 com</p><p>os experimentos e a formulação de leis fundamentais da herança biológica,</p><p>propostas pelo monge austríaco Gregor Mendel, publicadas em 1866. Mendel fez</p><p>cruzamentos entre variedades de ervilhas, com o intuito de entender o motivo pelo</p><p>qual o cruzamento entre híbridos gerava muitas diferenças entre os descendentes.</p><p>Estudaremos estas leis mais adiante, que �caram conhecidas como herança</p><p>mendeliana.</p><p>Mendel foi quem sugeriu pela primeira vez a existência de fatores independentes</p><p>dos genitores serem transmitidos para a prole. No entanto, na época, o trabalho</p><p>de Mendel não foi reconhecido, por falta de conhecimentos e comprovações em</p><p>relação à divisão celular e à estrutura do DNA.</p><p>Mais tarde, foi constatado que o espermatozoide é composto por material nuclear,</p><p>e os cientistas chegaram à conclusão de que o núcleo era o responsável pela</p><p>hereditariedade. Em 1877, os cromossomos puderam ser visualizados dentro do</p><p>núcleo e, somente em 1900, os pesquisadores “redescobriram” os trabalhos de</p><p>Mendel e puderam contribuir para a aceitação de suas ideias. Walter S. Sutton, no</p><p>início do século XX, em 1914, propôs a teoria cromossômica da herança, na qual se</p><p>admitia que os fatores hereditários estavam localizados nos cromossomos. Ainda</p><p>assim, foram anos tentando comprovar esta teoria. Os pesquisadores Hugo de</p><p>Vries, Carl Correns e Erich von Tschermak aplicaram, em 1915, os princípios</p><p>básicos da genética propostos por Mendel em uma variedade de organismos, com</p><p>destaque a mosca (Drosophila melanogaster).</p><p>Thomas Hunt Morgan, em 1926, publicou o livro da Teoria do gene, que indicava a</p><p>herança ser decorrente de unidades transmitidas do genitor para o �lho de modo</p><p>ordenado, no caso, tratava-se dos genes localizados nos cromossomos.</p><p>Todas estas tentativas de explicar os experimentos de Mendel tinham o intuito de</p><p>comprovar cienti�camente as semelhanças entre pais e �lhos. Em 1945, o termo</p><p>biologia molecular foi empregado pela primeira vez por William Astbury, se</p><p>referindo ao estudo das estruturas das macromoléculas biológicas, tanto</p><p>estruturas químicas quanto físicas. E foi em 1953 que o modelo da molécula de</p><p>DNA foi proposto por James Watson e Francis Crick, apresentando o modelo</p><p>tridimensional de dupla hélice do DNA.</p><p>Descoberta a estrutura do DNA, Francis Crick em 1958 postulou o Dogma Central</p><p>da Biologia Molecular, que conceituava o mecanismo de transmissão e a expressão</p><p>da hereditariedade após descoberta a codi�cação do DNA, compreendendo a</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/11</p><p>produção de proteínas através da síntese de RNA pelo DNA e a síntese de</p><p>proteínas pelo RNA.</p><p>Você deve estar se perguntando como estes fatos impactaram a saúde ou qual a</p><p>importância deles, não é mesmo? O desenvolvimento e o avanço da genética</p><p>mudaram muitos aspectos em nossas vidas e na sociedade, em relação à saúde, à</p><p>produção de alimentos e até mesmo a questões jurídicas. Você já deve ter</p><p>escutado a respeito da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado utilizando uma</p><p>célula de um animal adulto, ou ainda de alimentos transgênicos como o tomate</p><p>(Favr Savr), resistente às pragas e aos herbicidas. Com todos estes avanços, a</p><p>genética possibilitou solucionar crimes e fazer testes de paternidade (técnica de</p><p>�ngerprint – impressão digital, especí�cos para cada indivíduo), mapear doenças,</p><p>realizar aconselhamento genético, produzir alimentos transgênicos e clones, a</p><p>partir da técnica do DNA recombinante (quando se isola um trecho do DNA e o</p><p>combina com outro DNA, produzindo cópia deste novo trecho, gerando diferentes</p><p>combinações deste material genético).</p><p>Com todas as contribuições deixadas por Gregor Mendel, muito importantes para</p><p>a pesquisa cientí�ca e todas as descobertas subsequentes aos seus trabalhos,</p><p>Mendel �cou conhecido como o pai da genética. Vamos conhecer um pouco mais</p><p>sobre os trabalhos realizados por Mendel e as suas conclusões que nos trouxeram</p><p>tantos adventos.</p><p>2.  HERANÇA MENDELIANA</p><p>O conjunto de princípios que estão relacionados à transmissão hereditária das</p><p>características de um indivíduo aos seus descendentes é conhecido por herança</p><p>mendeliana, mendelismo ou genética mendeliana, considerada a base da genética</p><p>clássica. A transmissão de características ocorre através da expressão do fenótipo</p><p>de um gene, conhecida também por herança monogênica. Muitos pesquisadores</p><p>fracassaram em seus experimentos</p><p>ela não tem núcleo, e o DNA se</p><p>apresenta na forma de anel e não está associado a proteínas (histonas). A molécula</p><p>de DNA se enrola formando um bloco denso chamado de nucleoide. O citoplasma</p><p>não é compartimentado, por essas células não possuírem citoesqueleto, e sua</p><p>forma é de�nida por uma parede celular, cobertura resistente que serve como</p><p>proteção para a célula (proteção mecânica). Estas células possuem formas simples</p><p>e variadas, como esferas, bastonetes ou hélices e, em alguns casos, podem formar</p><p>colônias.</p><p>Os seres vivos que possuem células procariontes são denominados procariotas:</p><p>são as bactérias (Figura 1.5) e cianobactérias (cianofíceas ou algas azuis). A bactéria</p><p>Escherichia coli é a célula procariota mais estudada, por sua estrutura simpli�cada</p><p>e a sua rápida multiplicação.</p><p>Figura 1.5 | Desenho tridimensional das estruturas de uma bactéria, exemplo de célula procarionte</p><p>Fonte: Junqueira e Carneiro (2012, p. 293).</p><p>A E. coli tem a forma de bastão, é separada pelo meio externo por uma membrana</p><p>plasmática, por fora desta membrana ainda possui uma parede rígida composta de</p><p>proteínas e glicosaminoglicanas, com função protetora. As células procariontes não</p><p>possuem organelas, com exceção dos ribossomos, que podem se ligar a moléculas</p><p>de RNAm (formando os polirribossomos). Também não se dividem por mitose e</p><p>meiose, utilizam um mecanismo bem mais simples, a reprodução assexuada</p><p>binária ou por bipartição. Neste processo de reprodução, a bactéria duplica o seu</p><p>material genético e se divide em duas, ambas as partes terão a mesma quantidade</p><p>de DNA. Em alguns casos, a membrana plasmática sofre invaginações que</p><p>penetram no citoplasma e se enrola, originando estrutura chamadas de</p><p>mesossomos (auxiliam na respiração). Algumas células procariontes autotró�cas</p><p>(realizam fotossíntese) possuem em seu citoplasma membranas paralelas entre si,</p><p>associadas à cloro�la ou a outros pigmentos responsáveis pela captação de</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/14</p><p>Células PROCARIONTES</p><p>-Estrutura simples, pequenas e variados formatos;</p><p>-não possuem núcleo;</p><p>-DNA solto no citoplasma;</p><p>- Seres procariontes sao chamados de procariotas: bacterias e cianobacterias</p><p>-Não possuem organelas com execeção dos ribossomos;</p><p>-Reprodução axessuada (binaria ou bipartição);</p><p>-heterotroficas, dependem de energia externa;</p><p>-Utilizam mecanismos de absorção por respiração celular ou fermentação;</p><p>- podem possuir flagelos (que auxiliam na aderencia as celulas hospedeiras;</p><p>energia luminosa. A maioria, no entanto, são células heterotró�cas, que dependem</p><p>de uma fonte externa de energia, e utilizam mecanismos de absorção de alimentos</p><p>por meio da fermentação ou respiração celular. As células procariontes podem,</p><p>ainda, possuir �agelos (auxiliam na locomoção) e fímbrias ou pili (auxiliam na</p><p>aderência às células hospedeiras).</p><p>Já as células eucariontes (eu: verdade, e cario: núcleo), possuem um núcleo bem</p><p>individualizado e delimitado pelo envoltório nuclear. Em geral, há um núcleo por</p><p>célula, mas algumas células podem ter mais de um núcleo. São células mais</p><p>complexas e maiores do que as células procariontes e estão presentes nos</p><p>protozoários, fungos, algas, plantas e animais.</p><p>As células eucarióticas são caracterizadas pela riqueza de membranas, além da</p><p>membrana plasmática e da membrana nuclear, possuem compartimentos internos</p><p>menores, denominados organelas citoplasmáticas, responsáveis por processos</p><p>metabólicos. O material genético está separado do citoplasma por uma membrana</p><p>dupla chamada de carioteca. Nesta célula, os �lamentos de DNA se ligam a</p><p>proteínas histonas e formam �lamentos chamados de cromatina, por sua vez</p><p>dentro da cromatina são encontrados os nucléolos. As células eucariontes realizam</p><p>um processo de divisão mais complexo, que envolvem os mecanismos de mitose e</p><p>meiose, que serão estudados mais adiante. A variabilidade de formas das células</p><p>eucarióticas é grande e, geralmente, a sua função especí�ca é que a determina.</p><p>Com o sistema de organelas, as células eucariontes aumentaram a sua e�ciência,</p><p>permitindo atingirem tamanhos maiores sem prejuízo de suas funções.</p><p>Agora que já conhecemos as principais diferenças entre as células procariontes e</p><p>eucariontes, como podemos diferenciar a célula animal da célula vegetal, sendo</p><p>que ambas são células eucariontes? A presença ou a ausência de determinadas</p><p>organelas citoplasmáticas é que as diferenciará, vejamos a seguir.</p><p>CÉLULA ANIMAL E CÉLULA VEGETAL</p><p>Muitos componentes celulares são comuns às células animais e às células vegetais,</p><p>mas a distribuição das organelas difere uma célula de outra. O aspecto ou</p><p>distribuição das organelas também pode ser diferente, inclusive dentro de uma</p><p>mesma célula. No entanto, ao analisarmos os componentes de ambas as células, é</p><p>possível notarmos algumas diferenças marcantes. Vamos conhecê-las:</p><p>Figura 1.6 | Esquema representativo de uma célula vegetal e um célula animal, exemplos de células</p><p>eucariontes</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/14</p><p>Células EUCARIONTES</p><p>- Possuem um núcleo ou mais de um;</p><p>- São maiores e complexas e de varios formatos, geralmente o que determina o formato é a sua função;</p><p>- Essas células estão presentes nos protozoários, fungos, algas, plantas e animais;</p><p>-Possuem organelas;</p><p>-Realizam mitose e meiose;</p><p>- Possuem membranas diversas;</p><p>-</p><p>Fonte: adaptado de Shutterstock.</p><p>A célula animal (Figura 1.6) é uma célula eucarionte presente nos animais do</p><p>Reino Animalia e é caracterizada por não ter parede celular, sendo delimitada pela</p><p>membrana plasmática, responsável por delimitar e proteger a célula. A célula</p><p>animal, assim como vimos nas bactérias, possui membrana plasmática, citoplasma</p><p>e ribossomos. O citoplasma é constituído pelo citosol, composto por água,</p><p>proteínas, íons, aminoácidos, enzimas, entre outros. Dispersos no citoplasma,</p><p>diferentemente das bactérias, nestas células encontramos as organelas</p><p>citoplasmáticas. Estas organelas são estruturas intracelulares com funções bem</p><p>de�nidas, responsáveis pelo funcionamento das células: digestão, respiração,</p><p>sintetização e transporte de proteínas, dentre outras. Estudaremos mais adiante</p><p>cada uma delas: ribossomos, vesículas, retículo endoplasmático liso e rugoso,</p><p>aparelho de Golgi, microtúbulos, citoesqueleto, lisossomos (organela exclusiva das</p><p>células animais), centríolos, vacúolos, mitocôndrias e peroxissomos.</p><p>LEMBRE-SE</p><p>Os lisossomos são organelas citoplasmáticas com a função de degradar</p><p>partículas, auxiliando na digestão intracelular de células animais</p><p>eucariontes. As células vegetais como são autótrofas, capazes de produzir o</p><p>seu próprio alimento, possuem os plastídeos, organela exclusiva destas</p><p>células, que auxiliam no processo de fotossíntese, síntese de aminoácidos e</p><p>ácidos graxos, além de armazenamento.</p><p>A célula vegetal (Figura 1.6) também é uma célula eucarionte e é muito</p><p>semelhante à célula animal: tem núcleo, ribossomos, retículo endoplasmático</p><p>rugoso e liso, complexo de Golgi, citoesqueleto, mitocôndrias, dente outros.</p><p>Contudo, por apresentarem diferenças estruturais e metabólicas, elas possuem</p><p>alguns componentes exclusivos. As células vegetais possuem a parede celular,</p><p>responsável pela proteção das células e dos vacúolos, uma vez que os vacúolos das</p><p>células vegetais são muito maiores do que os das células animais e podem ocupar</p><p>quase todo o volume celular. Devido a sua capacidade de produzir o próprio</p><p>alimento, ou seja, por ser autotró�ca, para realizar a fotossíntese as células</p><p>possuem uma organela especí�ca, os plastos (ou plastídeos). Os plastos são</p><p>diferenciados</p><p>realizando cruzamentos com plantas e/ou</p><p>animais e foi Mendel que obteve sucesso em seus trabalhos, uma vez que ele</p><p>procurava compreender as características dos indivíduos, uma por vez, com o</p><p>intuito de compreender o mecanismo e conseguir validar as suas regras na</p><p>característica seguinte, enquanto os demais pesquisadores consideravam todas as</p><p>características de uma única vez. Gregor Mendel escolheu o material que</p><p>apresentava características constantes, as ervilhas (Pinus sativum), para realizar</p><p>seus experimentos e posteriormente tratar os dados. A espécie escolhida é um</p><p>vegetal de cultivo simples, com ciclo de vida curto (possibilita o estudo de diversas</p><p>gerações), são plantas hermafroditas (permitem a autofecundação), têm</p><p>diversidade de características morfológicas fáceis de observar (altura da planta, cor</p><p>das �ores, cor das sementes, textura das sementes).</p><p>Mendel postulou a existência de fatores hereditários (genes) nas células sexuais,</p><p>que durante a formação de gametas deveriam se separar, e após a fecundação, ao</p><p>invés de se fundirem, permaneciam lado a lado, podendo ou não se manifestar.</p><p>Todos os resultados de Mendel foram baseados em análises estatísticas, pois ele</p><p>não tinha o conhecimento sobre genes, tampouco como estes controlavam o</p><p>fenótipo. Suas observações foram realizadas por meio de fatores hipotéticos,</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/11</p><p>representados por símbolos, sem se preocupar ou saber onde estes fatores</p><p>estariam localizados dentro de uma célula. Assim, Mendel foi o primeiro a dizer</p><p>que existiam fatores independentes que eram transferidos para a prole através</p><p>dos genitores.</p><p>3.  PRIMEIRA LEI DE MENDEL</p><p>A primeira lei de Mendel ou lei da segregação dos fatores foi decorrente de um dos</p><p>experimentos mais importantes de Mendel, a partir da análise da hereditariedade</p><p>em cruzamentos de ervilhas. Você deve estar se perguntando em que consistia</p><p>este experimento, certo? Para realizar o cruzamento, Mendel utilizou plantas de</p><p>ervilhas com linhagem de sementes amarelas com plantas de ervilhas com</p><p>linhagens de sementes verdes. Transferiu o pólen de uma planta para a outra, de</p><p>forma a realizar o processo de autopolinização, garantindo linhagens puras – isto</p><p>signi�ca dizer que cada linhagem nunca havia cruzado com outra linhagem de cor</p><p>diferente, e as denominou de geração parental (P).</p><p>Após o cruzamento de ambas as plantas, foi observado que todas as plantas</p><p>nascidas das linhagens puras (sementes verdes e sementes amarelas), possuíam</p><p>sementes amarelas, independente do gênero dos genitores (femininos ou</p><p>masculinos). Mas como isso era possível? Mendel denominou esta geração de</p><p>primeira geração �lial (F1), todas compostas por sementes amarelas. Curioso com</p><p>o fato de nenhuma planta “�lha” ter apresentado sementes verdes, Mendel seguiu</p><p>os seus experimentos.</p><p>Figura 3.4 | Demonstração do cruzamento de plantas de ervilhas realizado por Mendel (1ª lei de</p><p>Mendel)</p><p>Fonte: Shutterstock / Designua.</p><p>O próximo passo foi cruzar as plantas “�lhas”, todas de sementes amarelas, entre</p><p>elas. Você tem ideia do que isso signi�cou? A partir do cruzamento das plantas</p><p>“�lhas” híbridas, denominadas de segunda geração �lial (F2), foi observado que a</p><p>maioria das plantas “�lhas” possuíam sementes amarelas, como esperado, no</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/11</p><p>entanto, algumas plantas voltaram a apresentar sementes verdes, em uma parcela</p><p>menor. Analisando os resultados, na geração F1 foi observado 100% de sementes</p><p>amarelas no cruzamento, já na geração seguinte, F2, foi observado 75% de</p><p>sementes amarelas e 25% de sementes verdes, na proporção de 3:1, isso signi�ca</p><p>dizer que a cada quatro plantas observadas, três apresentavam sementes</p><p>amarelas (característica dominante) e uma apresentava semente verde</p><p>(característica recessiva).</p><p>ASSIMILE</p><p>Alguns dos conceitos de genética importantes para o entendimento dos</p><p>experimentos realizados por Mendel, lembrando que na época estes</p><p>termos não eram utilizados, foram deduzidos posteriormente:</p><p>Alelos: formas alternativas de um gene, ocupam o mesmo loco (ou posição)</p><p>no cromossomo homólogo (cromossomos que têm genes com</p><p>características iguais).</p><p>Genes dominantes: genes que determinam uma característica hereditária</p><p>mesmo quando estão em dose simples, ou seja, sozinhos.</p><p>Genes recessivos: genes que se expressam somente quando estão em</p><p>dose dupla, pois quando acompanhados de um gene dominante eles se</p><p>tornam inativos.</p><p>Homozigoto (puro): quando possui dois alelos iguais em cromossomos</p><p>homólogos.</p><p>Heterozigoto (híbrido): quando possui dois alelos diferentes em</p><p>cromossomos homólogos.</p><p>Mendel realizou os experimentos observando outras características, como a cor</p><p>das �ores, as características da textura das sementes, dentre outras, e para todas</p><p>obteve os mesmos resultados, que culminaram nas seguintes conclusões:</p><p>Uma característica é determinada por um par de fatores hereditários: os</p><p>fatores hoje são conhecidos por genes, e suas versões são os alelos. Por</p><p>exemplo, existem fatores que determinam a cor amarela da semente e outros</p><p>que determinam a cor verde.</p><p>O par de fatores que determina uma característica é herdado da mãe e do pai:</p><p>desta forma o organismo recebe dois alelos, um da mãe e outro do pai, e eles</p><p>serão expressos dependendo da sua dominância ou recessividade.</p><p>Os indivíduos transmitem apenas um fator em cada gameta: desta forma, os</p><p>fatores se separam durante a formação dos gametas, cada gameta possui</p><p>apenas um alelo.</p><p>Com isso, a primeira lei de Mendel �cou conhecida pela segregação dos fatores</p><p>durante a formação dos gametas. Na época, ele não tinha o conhecimento de</p><p>genes e cromossomos, mas por meio dos seus trabalhos foi possível compreender</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/11</p><p>posteriormente que os pares de genes são segregados, e estes estão presentes</p><p>nos cromossomos. Nas células eucariontes esta segregação ocorre durante a etapa</p><p>da meiose da divisão celular.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>Para determinar a proporção genotípica e fenotípica de um cruzamento,</p><p>vamos utilizar o seguinte exemplo:</p><p>Cruzamento entre uma planta de �or púrpura homozigota dominante com</p><p>uma planta de �or branca recessiva. Lembrando que a �or púrpura poderia</p><p>ser homozigota dominante (BB) ou heterozigota dominante (Bb), já a �or</p><p>branca é homozigota recessiva (bb).</p><p>Então: P = Flor púrpura (BB) x Flor branca (bb)</p><p>B B</p><p>b Bb Bb</p><p>b Bb Bb</p><p>Proporção genotípica: Bb = 100%</p><p>Proporção fenotípica: 100% das plantas púrpuras</p><p>F1 = 100% das plantas são de �or púrpura heterozigota dominante (Bb).</p><p>Realizando o cruzamento entre as �ores da geração F1, obteremos:</p><p>B b</p><p>B BB Bb</p><p>b Bb Bb</p><p>Proporção genotípica: BB = ¼ ou 25% | Bb = ½ ou 50% | bb = ¼ ou 25%</p><p>Proporção fenotípica: 75% �ores púrpuras e 25% �ores brancas</p><p>F2 = A proporção é de 3:1, três �ores púrpuras para uma �or branca.</p><p>A primeira lei de Mendel também �cou conhecida por monoibridismo, a herança</p><p>monogênica, ou a herança condicionada a um par de alelos para determinar uma</p><p>característica.</p><p>4.  SEGUNDA LEI DE MENDEL</p><p>Inicialmente, Mendel realizou os seus experimentos com as ervilhas, analisando o</p><p>comportamento somente de uma característica, como ela se comportava através</p><p>das gerações. Não contento, Mendel resolveu analisar duas características ao</p><p>mesmo tempo e observar como elas se comportariam, se cada um dos fatores</p><p>era</p><p>transmitido de forma independente ou não, culminando na segunda lei de Mendel</p><p>ou a lei da segregação independente dos fatores (diibridismo). Vamos</p><p>compreendê-la a seguir.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/11</p><p>Mendel passou a estudar a transmissão de duas características das ervilhas, a cor</p><p>da semente (amarela e verde) e a forma das sementes (lisa ou rugosa). Com base</p><p>em seus experimentos, ele sabia que a cor amarela era dominante em relação à</p><p>cor verde, assim como o formato liso da semente era dominante em relação ao</p><p>formato rugoso. Mendel realizou o cruzamento entre duas linhagens puras com</p><p>características distintas (plantas homozigotas), uma planta com sementes amarelas</p><p>e lisas (determinadas pelo genótipo VVRR) e a outra com sementes verdes e</p><p>rugosas (vvrr).</p><p>REFLITA</p><p>Não podemos esquecer que os alelos são representados por letras</p><p>maiúsculas, quando são dominantes, e por letras minúsculas, quando são</p><p>recessivos. Por convenção, quando vamos analisar mais de um fator, as</p><p>letras correspondem geralmente aos fatores recessivos, mas não é uma</p><p>regra obrigatória. Sendo assim, por que as sementes amarelas e lisas, cujas</p><p>características são dominantes não são representadas pelas letras AALL?</p><p>Na geração F1, Mendel obteve 100% dos indivíduos heterozigotos para ambas as</p><p>características (VvRr), plantas com sementes amarelas e lisas. Na geração seguinte</p><p>(F2), realizado o cruzamento entre duas plantas da geração F1 (diíbridas), os</p><p>resultados obtidos foram plantas com fenótipo semelhantes às plantas “pais”</p><p>(geração parental), e dois novos fenótipos, plantas com sementes amarelas e</p><p>rugosas e plantas com sementes verdes e lisas. A proporção fenotípica observada</p><p>foi de 9:3:3:1 (Figura 3.5), assim, a cada 9 plantas em um total de 16 plantas</p><p>apresentavam sementes amarelas e lisas (56%); três apresentavam sementes</p><p>amarelas e rugosas (por volta de 18%); outras três apresentavam sementes verdes</p><p>e lisas (por volta de 18%); e apenas uma a cada dezesseis, apresentava semente</p><p>verde e rugosa (em torno de 6%). A partir destes resultados, e vários outros testes</p><p>aplicados, Mendel concluiu que os alelos são segregados de maneira independente</p><p>durante a formação do gameta, isto signi�ca dizer que um ou mais fatores</p><p>(características) são distribuídos de maneira independente e se combinam ao</p><p>acaso na formação do gameta. Assim, a reprodução entre indivíduos possibilita a</p><p>combinação gênica a partir da segregação dos gametas, favorecendo a diversidade</p><p>de espécies.</p><p>Figura 3.5 | Demonstração do cruzamento de plantas de ervilha (2ª lei de Mendel) utilizando o quadro</p><p>de Punnett</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/11</p><p>Fonte: Shutterstock / N.Vinoth Narasingam.</p><p>VOCABULÁRIO</p><p>Quadro de Punnett: ferramenta criada pelo geneticista Reginald Crundall</p><p>Punnett, utilizada para descobrir os genótipos esperados para um</p><p>determinado cruzamento. É uma tabela que separa os possíveis gametas de</p><p>um indivíduo e são determinadas as possíveis combinações entre os</p><p>gametas de ambos os indivíduos.</p><p>A segunda lei de Mendel, também conhecida por diibridismo, refere-se à herança</p><p>condicionada por dois pares de alelos diferentes e independentes que determinam</p><p>duas características diferentes em um mesmo indivíduo.</p><p>Gregor Mendel é considerado o pai da genética clássica, podemos dizer que a</p><p>genética clássica é anterior à descoberta do DNA, e as bases teóricas para a</p><p>compreensão da hereditariedade e para a genética moderna são subsidiadas pelas</p><p>leis de Mendel. A partir dos cruzamentos da geração parental é possível prever</p><p>possíveis características esperadas para o nascimento da prole, determinar a</p><p>probabilidade de um determinado genótipo ou fenótipo acontecer nas gerações</p><p>seguintes. Desta forma, nos permite compreender a transmissão de algumas</p><p>doenças genéticas e até mesmo explicar a cor dos olhos ou dos cabelos de uma</p><p>criança.</p><p>FAÇA A VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/11</p><p>Gregor Mendel tem um importante papel na história da genética e foi considerado</p><p>o pai da genética clássica. No entanto, seu trabalho só foi reconhecido após a sua</p><p>morte.</p><p>Em relação à contribuição dos experimentos de Mendel, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>a.  A molécula de DNA é composta por uma estrutura de dupla-hélice.</p><p>b.  As características de um indivíduo são determinadas por fatores hereditários.</p><p>c.  Os genes são herdados da mãe e do pai, em proporções diferentes.</p><p>d.  Os fatores genéticos estão ligados em uma espécie de linkage.</p><p>e.  Homozigotos têm genes de um dos pais e heterozigotos têm genes de ambos os pais.</p><p>Questão 2</p><p>Em um de seus experimentos, Gregor Mendel realizou o cruzamento de plantas de</p><p>ervilhas com sementes amarelas e verdes, considerada a geração parental. Como</p><p>resultado obteve em F1 todas as plantas com sementes amarelas. No entanto, em</p><p>F2, obteve 75% de plantas com sementes amarelas e outros 25% de plantas com</p><p>sementes verdes.</p><p>Diante destas informações, podemos concluir que:</p><p>a.  F1 é composta por indivíduos puros recessivos.</p><p>b.  F2 é composta por indivíduos homozigotos dominantes (75%) e homozigotos recessivos (25%).</p><p>c.  A geração P é composta por indivíduos heterozigotos.</p><p>d.  F1 é composta por indivíduos com um alelo dominante (cor amarela) e um alelo recessivo (cor verde).</p><p>e.  F1 é composta por indivíduos puros dominantes.</p><p>Questão 3</p><p>A lei da segregação independente dos fatores, também conhecida como a 2ª lei de</p><p>Mendel, é de�nida pela distribuição de forma independente de uma ou mais</p><p>características na formação dos gametas. Os gametas, um alelo da mãe e outro</p><p>alelo do pai, se combinam ao acaso para gerar um descendente.</p><p>Diante de um cruzamento entre indivíduos com o seguinte genótipo: LLaa x LLAa,</p><p>cujos genótipos correspondem: LL e Ll (cabelo castanho), ll (cabelo loiro), AA e Aa</p><p>(olhos castanhos), aa (olhos azuis), foram obtidos na geração F1, 50% de indivíduos</p><p>do cabelo castanho e olhos castanhos e 50% de indivíduos do cabelo castanho e</p><p>olhos azuis.</p><p>De acordo com a segunda lei de Mendel, podemos dizer que o indivíduo de</p><p>genótipo LLAa tem os seguintes gametas:</p><p>a.  LL e Aa.</p><p>b.  L, A e a.</p><p>c.  LA e La.</p><p>d.  L, L, A e a.</p><p>e.  LL, LA, La e Aa.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/11</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>ASTRAUSKAS, J. P.; NAGASHIMA, J. C.; SACCO, S.R.; ZAPPA, V. As leis da herança por</p><p>Gregor Johann Mendel, uma revolução genética. Revista cientí�ca eletrônica de</p><p>medicina veterinária, ano VII, n. 13, jul. 2009.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3eB9m2K. Acesso em: 13 dez. 2020.</p><p>BITNER-MATHÉ, B. C.; MATTA, B. P.; MORENO, P. G. Genética básica. Volume 1 –</p><p>Módulo 1. 2 ed. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2010.</p><p>CECCATO, V. M. Ciências biológicas – Biologia molecular. 2 ed. Fortaleza – CE: Ed</p><p>UECE, 2015.</p><p>ERVILHAS, Hereditariedade e o Nascimento da Genética. In: Ciências da natureza e</p><p>suas tecnologias: Biologia. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2016, p. 85-117.</p><p>GARCIA, A. B.; MACEDO, J. M. B. Biologia celular. Volume 1 – Módulo 1. Rio de</p><p>Janeiro: Fundação Cecierj, 2007.</p><p>GRIFFITHS; A.</p><p>J. F.; WESSLER, S. R.; CARROLL, S. B.; DOEBLEY, J. Introdução à</p><p>genética. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.</p><p>KHAN ACADEMY. A lei da segregação. Disponível em: https://bit.ly/3vQ7YPq.</p><p>Acesso em: 14 dez. 2020.</p><p>KHAN ACADEMY. Herança poligênica e efeitos ambientais. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3hhhbfB. Acesso em: 14 dez. 2020.</p><p>MACIEL, G. M.; SILVA, E. C. Herança do formato do fruto em tomateiro do grupo</p><p>cereja. Hortic. Bras., Brasília, v. 26, n. 4, p. 495-498, dez. 2008. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3tzjCNj. Acesso em: 15 dez. 2020.</p><p>SANTOS F. F. B; RIBEIRO A; SIQUEIRA, W.J.; MELO A. M. T. Desempenho agronômico</p><p>de híbridos F1 de tomate de mesa. Horticultura brasileira, n. 29, p. 304-310,</p><p>2011.</p><p>SCHAEFER, G. B.; THOMPSON, J. Genética médica – uma abordagem integrada.</p><p>Porto Alegre: Artmed / Grupo A, 2015.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Unidade 5 – Herança mendeliana e</p><p>suas variações. Departamento de Biologia – Disciplina de Genética Agronomia.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3evFXa9. Acesso em: 13 dez. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 11/11</p><p>https://bit.ly/3eB9m2K</p><p>https://bit.ly/3vQ7YPq</p><p>https://bit.ly/3hhhbfB</p><p>https://bit.ly/3tzjCNj</p><p>https://bit.ly/3evFXa9</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>LEIS DE MENDEL</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Agora que você já tem o conhecimento da herança mendeliana, que de�ne como</p><p>determinada característica é transmitida dos genitores para os seus descendentes,</p><p>podemos resolver a situação-problema apresentada.</p><p>O casal que procurou a clínica de aconselhamento genético, na qual você trabalha</p><p>e �cou responsável pelo acompanhamento: a mulher tem 35 anos, olhos verdes e</p><p>cabelos castanho-claros e lisos, aparentemente normal, e o marido, de 38 anos,</p><p>que tem olhos castanhos e cabelos castanhos e lisos, é daltônico, são pais de duas</p><p>crianças. A primeira �lha do casal, com 6 anos, é loira e tem o cabelo encaracolado,</p><p>os olhos azuis e é aparentemente normal. No entanto, o segundo �lho do casal é</p><p>pessoa com Síndrome de Down, tem 3 anos, tem olhos castanhos e cabelos lisos e</p><p>castanhos. O casal quer ter mais um �lho.</p><p>A partir do genótipo para as cores dos olhos do casal, mulher (genótipo: bbGb;</p><p>fenótipo: olhos verdes) e homem (genótipo: Bbbb; fenótipo: olhos castanhos),</p><p>como você pode explicar o fato de o casal ter uma �lha de olhos azuis, sendo que</p><p>nenhum dos pais tem olhos azuis? O outro �lho do casal tem olhos castanhos,</p><p>iguais aos do pai, mas existe a probabilidade de um próximo �lho nascer com os</p><p>olhos verdes iguais aos da mãe? Estes eventos podem ser explicados por meio da</p><p>herança monogênica?</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/4</p><p>A cor dos olhos, assim como a cor dos cabelos, a altura e a cor da pele, por</p><p>exemplo, são características humanas que por apenas um gene apresentam</p><p>muitas variações e desta forma são controladas por muitos genes, os quais</p><p>dependem da quantidade em que aparecem no genótipo, determinam a</p><p>característica no fenótipo do indivíduo. Os olhos, por exemplo, podem ser pretos,</p><p>castanho-escuros, castanho-claros, verde-claros e escuros, azuis, entre outras</p><p>variações. Quando vários genes interagem para determinar uma única</p><p>característica, havendo uma grande variedade de fenótipos e genótipos para estas</p><p>características, chamamos de herança poligênica. A herança poligênica é uma das</p><p>variações das leis de Mendel, ocorrendo de forma diferente da herança</p><p>monogênica. Muitos autores consideram a cor dos olhos ou a cor da pele como</p><p>uma herança monogênica, considerando duas possibilidades para uma mesma</p><p>característica, por exemplo olhos azuis e olhos castanhos, sem considerar as</p><p>demais variações. Na situação-problema apresentada, porém, como temos três</p><p>cores diferentes, não é possível. Mas para a cor do cabelo e o tipo do cabelo, se</p><p>considerarmos como um único gene que age de forma independente, é possível.</p><p>Por exemplo, se considerarmos a cor do cabelo (alelo dominante para cabelo</p><p>escuro e alelo recessivo para cabelo claro) ou se analisarmos o tipo de cabelo (alelo</p><p>dominante para cabelo liso e alelo recessivo para cabelo crespo), sem</p><p>considerarmos as variáveis das cores do cabelo ou as variáveis para os tipos de</p><p>cabelo.</p><p>A cor dos olhos pode ser determinada pela quantidade de pigmento de melanina</p><p>na íris, e na forma como a luz interage com os pigmentos e outras substâncias nos</p><p>olhos. Em geral, as pessoas que têm mais melanina nos olhos apresentam olhos</p><p>escuros, e as pessoas que apresentam olhos mais claros têm menos melanina no</p><p>olho. São dois os genes principais que determinam a cor dos olhos: o gene Bey2</p><p>(brown eye – olho castanho) ou EYCL3 (eye color – cor do olho), localizado no</p><p>cromossomo 15, possui um alelo para a cor castanho (B) com traço dominante, e</p><p>outro para a cor azul (b) recessivo; e gene Gey (green eye – olho verde) ou EYCL1</p><p>(eye color – cor do olho), localizado no cromossomo 19, com um alelo para a cor</p><p>verde (G) com traço dominante, e outro para a cor azul (b). Neste caso, o alelo B é</p><p>sempre dominante, enquanto o alelo G é dominante em relação ao alelo b, e o</p><p>alelo b sempre será recessivo.</p><p>Portanto, as possíveis combinações entre estes dois genes são as seguintes:</p><p>Genes Cor dos olhos</p><p>BBbb / BBGb / BBGG / Bbbb / BbGb / BbGG Castanho</p><p>bbGG / bbGb Verde</p><p>bbbb Azul</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Desta forma, conseguimos notar que os olhos castanhos são muito mais comuns</p><p>do que as outras cores de olhos.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/4</p><p>O cruzamento entre os genes do casal: mulher (bbGb) x homem (Bbbb) resulta na</p><p>probabilidade de os �lhos nascerem com os seguintes genótipos e fenótipos: BbGb</p><p>e Bbbb (50% para olhos castanhos), bbGb (25% para olhos verdes) e bbbb (25%</p><p>para olhos azuis). Por meio desta análise, é possível explicar o fato de a �lha mais</p><p>velha do casal ter olhos azuis e o �lho mais novo ter olhos castanhos. Caso o casal</p><p>venha a ter outro �lho, existe 25% de chances ou ¼ de probabilidade de a criança</p><p>nascer com olhos verdes iguais aos da mãe.</p><p>Demonstramos aqui apenas uma forma de resolvermos a situação-problema, você</p><p>pode seguir outros caminhos, inclusive você é convidado a explicar a cor dos</p><p>cabelos dos �lhos do casal, utilizando a primeira lei de Mendel, considerando</p><p>cabelo loiro como alelo recessivo e o cabelo castanho alelo dominante, ou ainda</p><p>aplicar a segunda lei de Mendel avaliando as duas características, a cor do cabelo</p><p>(loiro e castanho) e o tipo do cabelo (liso – recessivo, ou encaracolado –</p><p>dominante). Que tal, vamos praticar?</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>MELHORAMENTO GENÉTICO DO TOMATE</p><p>O tomate é a segunda hortaliça mais cultivada no mundo, superada pela batata</p><p>(SANTOS et al., 2011). Cultivado em regiões tropicais e subtropicais, a espécie</p><p>Solanum lycopersicum acaba sendo de difícil cultivo por enfrentar variações no</p><p>clima, pragas e doenças e a necessidade de uma grande quantidade de produtos</p><p>químicos para manter as lavouras. Um jovem pesquisador resolveu estudar</p><p>diversas características desta hortaliça, com o intuito de entender como funciona o</p><p>processo de adaptação destas plantas e poder desenvolver técnicas de</p><p>melhoramento, de forma a tornar os tomates mais produtivos e resistentes às</p><p>variações ambientais e aos predadores naturais.</p><p>O jovem analisou dois</p><p>genótipos selvagens em relação à forma do fruto, uma</p><p>planta com fruto comprido (FC) e outra com fruto redondo (FR). Realizou o</p><p>cruzamento em plantas com estes dois genótipos, repetidas vezes entre si, e</p><p>sempre originaram descendentes com frutos compridos. O jovem resolveu realizar</p><p>novos cruzamentos testes utilizando os descendentes obtidos.</p><p>Para auxiliar o jovem pesquisador, como você poderia explicar os resultados</p><p>esperados para a seguinte geração (F2) nos novos testes, pensando que é um</p><p>cruzamento mendeliano? Indique ao jovem os genótipos das gerações P, F1 e F2, e</p><p>qual a proporção dos fenótipos que ele irá obter, economizando a quantidade de</p><p>testes que precisará fazer para obter o mesmo resultado.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para auxiliar o jovem pesquisador, você precisa se lembrar das leis de Mendel.</p><p>Elas estão relacionadas com os princípios que explicam a transmissão de</p><p>características hereditárias de um organismo a seus descendentes. Neste caso,</p><p>como temos somente uma característica em estudo, e os resultados obtidos a</p><p>partir dos cruzamentos da geração parental pura, 100% de tomates com frutos</p><p>compridos, devemos considerar a primeira lei de Mendel ou lei da segregação</p><p>dos fatores. Podemos considerar o genótipo da geração P (RR – fruto comprido</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/4</p><p>e rr – fruto redondo), ambos homozigotos puros, sendo o alelo que determina</p><p>o fruto comprido dominante em relação ao alelo que determina o fruto</p><p>redondo. A primeira geração (F1), apresentou 100% dos frutos compridos, cujo</p><p>genótipo é um heterozigoto (Rr). A geração seguinte (F2), obtida através do</p><p>cruzamento de dois descendentes de F1, ou seja, Rr x Rr, irá gerar os seguintes</p><p>genótipos: RR e Rr (fruto comprido) e rr (fruto redondo). A proporção é de 3:1,</p><p>a cada quatro tomates, três apresentarão frutos compridos (ou 75%) e um</p><p>apresentará fruto redondo (ou 25%). Esta é uma forma de apresentar os</p><p>resultados, mas você pode explicar de outras formas, uma delas é realizando</p><p>os cruzamentos no quadro de Punnett.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:30 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 4/4</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>PADRÕES CLÁSSICOS E NÃO CLÁSSICOS DE HERANÇA GÊNICA</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Conhecemos um pouco da história da genética, desde a genética clássica até a</p><p>genética moderna, dos experimentos de Mendel que resultaram na primeira lei de</p><p>Mendel (ou lei da segregação dos fatores) e na segunda lei de Mendel (ou lei da</p><p>segregação independente). Vimos também as contribuições que a herança</p><p>mendeliana trouxer para a área da saúde e o entendimento da transmissão de</p><p>muitas características hereditárias, incluindo doenças, através das células. As</p><p>milhares de células das quais somos formados e a habilidade que elas possuem,</p><p>devido à presença do material genético, em transmitir características hereditárias</p><p>de uma geração para a outra, que foi compreendida no século XX também foram</p><p>assuntos estudados até o momento.</p><p>Nesta seção, daremos continuidade ao estudo da herança mendeliana,</p><p>compreendendo os padrões clássicos e não clássicos da herança monogênica, com</p><p>enfoque no comportamento das interações gênicas, como eles atuam em</p><p>determinadas situações e as propriedades biológicas que eles expressam.</p><p>Utilizaremos muitos conceitos básicos da genética que aprendemos, como</p><p>genótipo, fenótipo, cromossomos autossômicos, sexuais, genes dominantes e</p><p>recessivos, além dos recursos dos heredogramas no estudo de diversas doenças e</p><p>as probabilidades de ocorrência.</p><p>O estudo das doenças hereditárias nos permite compreender os erros inatos do</p><p>metabolismo que acabam gerando doenças metabólicas hereditárias (DMH), a</p><p>compreender a genética do câncer, doenças como a �brose cística, a</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/13</p><p>fenilcetonúria, acondroplasia, anemia falciforme, dentre inúmeras outras que</p><p>estudaremos adiante.</p><p>E você já se perguntou alguma vez sobre a importância do sangue? Vamos</p><p>conhecer as suas propriedades, como ele pode salvar vidas, sua utilização em</p><p>transfusões e aprenderemos sobre o sistema sanguíneo ABO humano, os tipos</p><p>sanguíneos e a in�uência do sistema Rh na compatibilidade entre os sangues,</p><p>assim como relacionaremos o tipo sanguíneo com a herança mendeliana</p><p>Com o intuito de orientar casais e famílias, entenderemos como funciona o</p><p>aconselhamento genético, os diversos especialistas que trabalham auxiliando na</p><p>informação e tomada de decisões ao avaliarem o risco de ocorrência ou</p><p>recorrência de doenças genéticas na família, investigando o histórico familiar,</p><p>traçando o fenótipo dos indivíduos, avaliando o genótipo por meio de exames,</p><p>construindo assim árvores genealógicas, em muitos casos representadas por</p><p>heredogramas.</p><p>Para contextualizar a sua aprendizagem e discutirmos os temas desta seção com</p><p>uma possível situação pro�ssional, continuaremos com o cenário de uma clínica</p><p>especializada em aconselhamento genético, da qual você faz parte da equipe</p><p>composta por diversos médicos geneticistas, especialistas em biologia molecular,</p><p>citogenética e bioinformatas.</p><p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os números de doenças</p><p>genéticas presentes nas famílias têm se tornado cada vez mais expressivo e há</p><p>muitos avanços na área da genética médica que possibilitam a realização de</p><p>exames capazes de detectar as probabilidades da ocorrência ou recorrência de</p><p>uma doença hereditária na família.</p><p>O casal que você vem acompanhando deseja ter mais um �lho, mas tem histórico</p><p>de anomalias genéticas na família e, por isso, resolveram investigar as</p><p>probabilidades de terem uma gestação normal.</p><p>A mulher tem 35 anos, olhos verdes e cabelos castanho-claros e lisos,</p><p>aparentemente normal, teve dois �lhos com o seu marido, de 38 anos, que tem</p><p>olhos castanhos e cabelos castanhos e lisos, é daltônico. A primeira �lha do casal,</p><p>com 6 anos, é loira e tem o cabelo encaracolado, os olhos azuis e é aparentemente</p><p>normal. No entanto, o segundo �lho do casal é pessoa com Síndrome de Down,</p><p>tem 3 anos, tem olhos castanhos e cabelos lisos e castanhos.</p><p>Como C.J.N., o homem do casal, é daltônico, serão investigadas as probabilidades</p><p>de os �lhos do casal serem portadores ou afetados pela doença hereditária. Com</p><p>base no histórico familiar, descobriu-se que o avô materno de C.J.N. também era</p><p>daltônico, os avós tiveram três �lhos (um menino e duas meninas, todos</p><p>aparentemente normais). Uma das �lhas é a mãe de C.J.N. que se casou com o pai</p><p>de C.J.N., que também não são daltônicos. C.J.N. nasceu daltônico e sua única irmã</p><p>realizou o teste genético e descobriu ser portadora do gene do daltonismo. A</p><p>mulher de C.J.N. não apresentou o alelo recessivo para o daltonismo em seu</p><p>genótipo. Os dois �lhos de C.J.N. não são daltônicos, no entanto, há probabilidade</p><p>do terceiro �lho, caso seja um menino, herdar do pai o daltonismo.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/13</p><p>Diante desta situação, como você construiria o heredograma deste casal, tomando</p><p>como base o histórico familiar de C.J.N., para demonstrar a probabilidade do</p><p>terceiro �lho do casal ser</p><p>portador ou afetado pelo daltonismo? E como explicar o</p><p>fato dos pais de C.J.N. não serem daltônicos e ele ter nascido com esta doença</p><p>hereditária? No caso da Síndrome de Down, foi constatado que se trata de uma</p><p>doença genética não hereditária, como você explicaria esta ocorrência na família?</p><p>A família pode ser comparada a uma enorme árvore, com diversos galhos, cada um</p><p>crescendo em direções diferentes, mas todos eles têm a mesma raiz e o mesmo</p><p>tronco. Qualquer interferência que estas raízes ou tronco sofram pode ser</p><p>espelhada para todos os demais galhos da árvore. De uma forma metafórica, para</p><p>os geneticistas procuram explicações para compreender a genética de uma família,</p><p>devem buscar a informação na origem dos descendentes, estudar as rami�cações</p><p>dos galhos, ou seja, as gerações anteriores e subsequentes, para compreender</p><p>como os genes de algumas doenças se comportam e podem ser transmitidos para</p><p>as gerações futuras.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>A herança mendeliana é composta por princípios que buscam explicar a</p><p>transmissão hereditária de uma característica para os seus descendentes. Vimos</p><p>que Mendel �cou conhecido como o pai da genética clássica, sendo o precursor de</p><p>várias teorias genéticas. No entanto, estudamos que nem todas as doenças</p><p>genéticas são hereditárias, e que há várias formas distintas de doenças</p><p>hereditárias que seguem os padrões clássicos e os padrões não clássicos da</p><p>herança mendeliana, os quais vamos compreender um pouco mais durante o</p><p>nosso estudo.</p><p>1.  ERROS INATOS DO METABOLISMO</p><p>Os distúrbios genéticos, os quais correspondem, geralmente, a um defeito em uma</p><p>enzima (proteína especí�ca) produzida pelo organismo, podendo gerar a</p><p>interrupção de alguma via metabólica, prejudicando portando a degradação,</p><p>síntese, transporte ou armazenamento de moléculas em nosso organismo, ou de</p><p>qualquer ser vivo, são conhecidos como erros inatos do metabolismo (EIM).</p><p>Quando um alimento não é metabolizado corretamente, para gerar energia, pode</p><p>ocorrer o acúmulo de substâncias intermediárias no organismo que podem causar</p><p>o comprometimento de processos celulares, ou ainda gerar vários problemas de</p><p>saúde para o indivíduo com EIM, como atrasos no desenvolvimento, por exemplo.</p><p>Considerados a causa de doenças metabólicas hereditárias (DMH), os erros inatos</p><p>do metabolismo representam aproximadamente 10% das doenças genéticas</p><p>existentes. As DMH são doenças que podem se manifestar em qualquer idade,</p><p>afetando todo o organismo. Muitas vezes, por possuírem manifestações clínicas</p><p>não especí�cas, e serem mais raras, o diagnóstico é mais difícil. As doenças</p><p>hereditárias do metabolismo são causadas por mutações em um ou vários genes,</p><p>responsáveis por um determinado processo metabólico, a transmissão nestes</p><p>casos pode ser mendeliana ou mitocondrial, geralmente são de herança</p><p>autossômica recessiva.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/13</p><p>Os erros inatos do metabolismo têm várias classi�cações, a de maior aplicação</p><p>clínica adotada é a classi�cação em duas categorias:</p><p>Categoria 1: alterações que afetam apenas um órgão ou um sistema orgânico,</p><p>os sintomas são uniformes e o diagnóstico é um pouco mais fácil. Podemos</p><p>exempli�car com o sistema imunológico, os fatores de coagulação, os túbulos</p><p>renais, eritrócitos, entre outros.</p><p>Categoria 2: engloba grande diversidade, são as doenças cujo defeito</p><p>bioquímico acaba comprometendo uma via metabólica utilizada por diversos</p><p>órgãos (doenças lisossomais) ou restrita a um único órgão (hiperamonemia),</p><p>com manifestações humorais e sistêmicas.</p><p>O tratamento terapêutico para s DMH depende do erro inato do metabolismo que</p><p>gera a doença, o acúmulo da substância que não está sendo sintetizada e o</p><p>desequilíbrio bioquímico causado. O controle geralmente é permanente, por meio</p><p>de dietas, e em alguns casos é necessário transplante de medula óssea ou</p><p>reposição de enzimas, sendo indispensável o aconselhamento familiar para</p><p>conhecer o prognóstico do paciente e veri�car a probabilidade de recorrência da</p><p>doença.</p><p>2.  GENÉTICA DO CÂNCER</p><p>Uma das doenças genômicas com maior causa de mortes no mundo é o câncer,</p><p>ocasionada por uma sucessão de alterações no material genético das células</p><p>normais que, como consequência das transformações sofridas, se tornam</p><p>malignas. A reação carcinogênica pode ser resultado de múltiplas etapas,</p><p>envolvendo diversos genes, podendo estar relacionado a mutações gênicas e</p><p>cromossômicas, com quebras, perdas, duplicações, translocações, com</p><p>instabilidade genômica e mecanismos epigenéticos, em que os principais genes</p><p>envolvidos são os proto-oncogenes, que são supressores de tumor, podendo se</p><p>tornar um oncogene, desenvolvendo um câncer.</p><p>Nossas células estão programadas para se desenvolver, crescer, se diferenciar e</p><p>morrer, recebendo estímulos e sinais internos e externos, e qualquer evento que</p><p>cause o desequilíbrio deste processo, desde os estímulos ao bloqueio da</p><p>multiplicação celular, pode levar ao desenvolvimento de um câncer. O diagnóstico</p><p>dos genes envolvidos no câncer auxilia na compreensão acerca da doença,</p><p>facilitando o tratamento. Os geneticistas têm desenvolvido várias estratégias para</p><p>conter o câncer, e uma delas já estudadas por nós, é a morte celular programada</p><p>ou apoptose. A genética do câncer pode ainda ser hereditária, são afecções</p><p>genéticas que se tornam mais comuns em indivíduos da mesma família. A</p><p>transmissão das neoplasias malignas ocorre de uma geração para a outra</p><p>(transmissão vertical), sendo observado o padrão de herança mendeliano,</p><p>geralmente autossômico dominante, com 50% de transmissão para os</p><p>descendentes em cada gestação, não importando o sexo.</p><p>ASSIMILE</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/13</p><p>Quando falamos em doenças genéticas e doenças hereditárias precisamos</p><p>saber que há diferenças entre estes dois termos. As doenças genéticas</p><p>ocorrem a partir de uma mutação ou erro no material genético, podendo</p><p>surgir pela primeira vez em uma família sem histórico, como é o caso da</p><p>Síndrome de Down. Já as doenças hereditárias, também genéticas,</p><p>apresentam uma tendência de um indivíduo ter a doença, já que pode ser</p><p>herdada através de gerações. Isso não signi�ca, necessariamente, que o</p><p>indivíduo terá a doença, ele pode possuir um gene da doença e não</p><p>apresentar sintomas (portador), como pode possuir o gene e expressar a</p><p>doença (afetado).</p><p>3.  GENÉTICA DOS GRUPOS SANGUÍNEOS ABO</p><p>O sistema ABO, composto pelos diferentes tipos sanguíneos humanos, foi</p><p>descoberto por Karl Landsteiner no século XX. De grande importância para a</p><p>medicina, permitiu compreender os princípios para a transfusão de sangue,</p><p>auxiliando no salvamento de inúmeras vidas. Os tipos sanguíneos humano são</p><p>codi�cados por três alelos múltiplos (IA, IB e i), que podem se combinar de seis</p><p>diferentes tipos, determinando o tipo sanguíneo. Há uma codominância entre os</p><p>alelos IA e IB, isso signi�ca que ambos os alelos se expressam, ao mesmo tempo</p><p>que há dominância destes dois alelos sobre o alelo i. Desta forma, os fenótipos e</p><p>genótipos dos grupos sanguíneos são expressos da seguinte forma, como</p><p>demonstrado no Quadro 3.1:</p><p>Quadro 3.1 | Grupos sanguíneos ABO</p><p>Fenótipo Genótipo Antígeno Anticorpo</p><p>A I I  e I i a Anti-b</p><p>B I I  e I i b Anti-a</p><p>AB I I a e b -</p><p>O ii - Anti-a e Anti-b</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Cada fenótipo de um grupo sanguíneo é caracterizado pela ausência ou presença</p><p>de aglutinogênio (antígeno) e aglutinina (anticorpo), assim, um indivíduo com</p><p>fenótipo A, possui aglutinogênio (proteínas presentes na membrana plasmática</p><p>das hemácias) a, e aglutinina (anticorpo</p><p>presente no plasma) anti-b, o indivíduo</p><p>tipo O, não possui aglutinogênio e possui anticorpo anti-a e anti-b. Com isso, é</p><p>possível testar o sangue antes de realizar uma transfusão, e é o que determina o</p><p>princípio da transfusão de sangue, em que pode ser transferida uma certa</p><p>quantidade total de sangue ou somente alguns de seus componentes, tais como</p><p>plasma, plaquetas, leucócitos, hemácias, etc.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>A A A</p><p>B B B</p><p>A B</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/13</p><p>Indivíduos com sangue tipo A possuem aglutinina anti-B no plasma e</p><p>podem receber sangue do tipo A e do tipo O, não podendo receber sangue</p><p>do tipo B e AB, porque nestes tipos sanguíneos são encontrados</p><p>aglutinogênio B, causando incompatibilidade sanguínea. Nesse caso, as</p><p>hemácias que são recebidas através da doação irão se aglutinar, formando</p><p>aglomerados compactos que impedem a circulação do sangue.</p><p>O tipo sanguíneo considerado receptor universal é o tipo AB, e o doador universal</p><p>é o tipo sanguíneo O. No sangue humano podemos encontrar outros antígenos,</p><p>como o denominado sistema MN, com antígenos M, antígenos N e antígenos MN,</p><p>não havendo dominância entre eles ou restrições quanto à transfusão sanguínea. E</p><p>o sistema Rh, determinado por um par de alelos R (dominante) e r (recessivo), com</p><p>dominância completa. Os indivíduos que não possuem antígeno Rh, são</p><p>consideradas com fator Rh- (negativo), e os indivíduos que possuem hemácias que</p><p>se aglutinam, com antígeno Rh, são considerados com fator Rh+ (positivo). Desta</p><p>forma, o fator Rh também é importante ser considerado nas transfusões</p><p>sanguíneas, uma vez que pode haver incompatibilidade. O tipo O- (negativo) pode</p><p>ser doado para todos os tipos de sangue, no entanto só pode receber do mesmo</p><p>tipo que o seu. Já o tipo AB+ (positivo) pode receber todos os tipos de sangue, mas</p><p>só pode doar para o mesmo tipo que o seu. Veja a distribuição em destaque no</p><p>Quadro 3.2.</p><p>Quadro 3.2 | Compatibilidade sanguínea para doação</p><p>Tipo sanguíneo Pode doar para Pode receber de</p><p>A+ AB+ e A+ A+, A-, O+ e O-</p><p>A- A+, A-, AB+ e AB- A- e O-</p><p>B+ B+ e AB+ B+, B-, O+ e O-</p><p>B- B+, B-, AB+ e AB- B- e O-</p><p>AB+ AB+ Todos</p><p>AB- AB+ e AB- A-, B-, O- e AB-</p><p>O+ A+, B+, O+ e AB+ O+ e O-</p><p>O- Todos O-</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Os efeitos da consanguinidade ou endogamia (cruzamento de indivíduos com certo</p><p>grau de parentesco) são muito altos, quando são estudados padrões de heranças</p><p>de anomalias recessivas, uma vez que casais consanguíneos têm maior</p><p>probabilidade de ter �lhos homozigotos. A endogamia aumenta a semelhança dos</p><p>indivíduos, podendo reduzir a fertilidade, sobrevivência, crescimento e aumentar</p><p>as taxas de transmissão de doenças genéticas e infecções de outras doenças. O</p><p>grau de consanguinidade depende do grau de parentesco do cruzamento,</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/13</p><p>podendo ser ascendente, incluindo pais, avós, bisavós, ou descendentes, incluindo</p><p>�lhos, netos e bisnetos. Ou ainda, transversal, incluindo irmãos, tios, primos,</p><p>dentre outros. Quanto mais próximo o grau de parentesco, maiores são os riscos</p><p>de efeitos negativos.</p><p>4.  PADRÕES CLÁSSICOS E NÃO CLÁSSICOS DE HERANÇA</p><p>MONOGÊNICA</p><p>Os padrões clássicos da herança monogênica, ou seja, herança determinada por</p><p>um único gene, podem ser autossômicas ou ligadas ao cromossomo X, dominantes</p><p>ou recessivas. Seguem a lei da segregação mendeliana, sempre em proporções</p><p>�xas, e são expressos geralmente por heredogramas.</p><p>REFLITA</p><p>Na herança dominante, o alelo normal é recessivo, enquanto o alelo</p><p>mutante é dominante. E na herança recessiva o que deve ocorrer?</p><p>É importante saber que quando uma pessoa é designada como portadora do gene</p><p>ou doença, signi�ca que este indivíduo não tem a doença, ele tem o gene mutado e</p><p>poderá transmiti-lo para os seus descendentes. No entanto, quando dizemos que</p><p>uma pessoa é afetada, ela não só possui a doença, como apresenta sintomas dela.</p><p>No caso da herança autossômica dominante, o fenótipo é notado em todas as</p><p>gerações de uma família e todo indivíduo afetado possui um genitor afetado.</p><p>Dominantes puros são muito raros. O risco de um �lho de um genitor afetado</p><p>herdar o fenótipo e ser afetado é de 50%, independente do sexo de ambos os</p><p>genitores ou dos �lhos, e de 50% do �lho não receber o gene mutado. Os genitores</p><p>com fenótipos normais não transmitem para seus descendentes o fenótipo</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>A acondroplasia (um tipo de nanismo), a polidactilia (alteração quantitativa</p><p>no número de dedos das mãos ou dos pés, gerando um aumento na</p><p>quantidade de dedos), assim como a doença de Huntington (doença</p><p>neurodegenerativa do cérebro, causa perda de coordenação motora,</p><p>demência progressiva e alterações psicológicas), dentre outras, são</p><p>exemplos de distúrbios autossômicos dominantes.</p><p>A herança autossômica recessiva é caracterizada pela anomalia afetar na mesma</p><p>proporção os indivíduos de ambos os sexos. Os genitores, neste caso, raramente</p><p>são afetados, e os genitores de um indivíduo afetado têm 25% de probabilidade de</p><p>gerar outro �lho afetado, 50% de chance de gerar um �lho portador do gene, sem</p><p>ser afetado pela doença, e outros 25% de probabilidade de o �lho não receber</p><p>genes mutados. Um casal afetado gera somente �lhos afetados, já casais</p><p>compostos por um afetado e um não afetado, geralmente geram �lhos não</p><p>afetados. As doenças recessivas são mais surpreendentes para as famílias, pois</p><p>geralmente os pais de um �lho afetado são portadores não afetados e a doença</p><p>muitas vezes não aparece por várias gerações. Algumas doenças conhecidas são o</p><p>albinismo, a anemia falciforme e a �brose cística.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/13</p><p>As heranças monogênicas ligadas ao sexo também podem ser dominantes ou</p><p>recessivas. Como veremos, este padrão de herança é mais complexo, porque tanto</p><p>o sexo dos pais quanto dos �lhos in�uencia na transmissão da doença.</p><p>ASSIMILE</p><p>As mulheres têm dois cromossomos X, e os homens têm um cromossomo X</p><p>e outro Y. Quando um casal tem um �lho, a mulher sempre irá transmitir</p><p>um cromossomo X e o pai poderá transmitir um cromossomo X (gerando</p><p>uma �lha mulher) ou um cromossomo Y (gerando um �lho homem).</p><p>Em geral, como as doenças ligadas ao cromossomo X são transmitidas pelo próprio</p><p>cromossomo X, os homens são afetados e as mulheres são portadoras, no entanto</p><p>não são afetadas. As mulheres portadoras acabam transmitindo a doença para os</p><p>seus �lhos homens. No caso da dominância, quando a mulher é afetada e o</p><p>homem não afetado, os �lhos do casal têm 50% de chance de herdar o fenótipo da</p><p>doença. Já no caso do homem afetado e a mulher não afetada não geram �lhos</p><p>homens afetados, e as �lhas são afetadas. Como exemplo podemos citar o</p><p>raquitismo hipofostatêmico. Na herança recessiva ligada ao sexo, a incidência da</p><p>doença em homens é superior. O cruzamento entre um homem afetado e uma</p><p>mulher não afetada, o homem transmite o cromossomo X afetado para todas as</p><p>suas �lhas mulheres, que serão portadoras. Já os �lhos homens serão todos não</p><p>afetados. Quando ocorre o cruzamento de um casal, em que o homem é não</p><p>afetado e a mulher portadora, a probabilidade é de 50% de chance de os �lhos</p><p>homens serem afetados e as �lhas mulheres serem portadoras. Podemos citar</p><p>como exemplo, a hemo�lia.</p><p>Dentre as heranças ligadas ao sexo, há também a herança restrita ao sexo,</p><p>relacionadas ao cromossomo Y, conhecidas também</p><p>por genes holândricos. Os</p><p>genes holândricos são herdados de pai para �lho, como a hipertricose (doença que</p><p>apresenta pelos longos e grossos na orelha masculina). Há também as heranças</p><p>in�uenciadas pelo sexo, que podem ser expressas em ambos os sexos, no entanto</p><p>elas se comportam de formas diferentes, como a calvície (caracterizada pela perda</p><p>gradual de cabelo), o gene é dominante nos homens e recessivo nas mulheres.</p><p>Os padrões não clássicos da herança mendeliana são considerados variações às</p><p>regras de Mendel, envolvendo a interação de alelos de um único gene. A sequência</p><p>de um gene pode ser alterada de diferentes modos, cada forma produzindo um</p><p>alelo mutante. Algumas destas variações mendelianas já foram citadas, como é o</p><p>caso de codominância, em que dois alelos diferentes podem ser expressos</p><p>simultaneamente quando estão presentes, o conjunto dos dois alelos irá expressar</p><p>o fenótipo do indivíduo, como ocorre no sistema sanguíneo ABO. A dominância</p><p>incompleta é uma outra variável de expressão, quando dois alelos produzem um</p><p>fenótipo intermediário quando ambos estão presentes, desta forma nenhum deles</p><p>determina o fenótipo completamente, como ocorre quando há dominância</p><p>completa. Um exemplo é o que ocorre com a espécie de plantas, conhecida como</p><p>boca-de-leão: há uma planta homozigota que produz �ores vermelhas e outra</p><p>planta homozigota que produz �ores brancas, mas quando a planta é heterozigota,</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/13</p><p>ao invés de um pigmento ser dominante em relação ao outro, ocorre a expressão</p><p>de uma nova coloração, já que há a expressão dos pigmentos bancos e rosas em</p><p>proporções menores, o heterozigoto expressa a cor rosa, caracterizada pela</p><p>dominância incompleta (Figura 3.6). Quando Mendel em seus estudos priorizou</p><p>dois alelos dos genes das ervilhas, observou que muitos genes são determinados</p><p>por alelos múltiplos (ou também conhecido por polialelia), para determinar uma</p><p>característica, como vimos no sistema sanguíneo ABO, em que os três alelos</p><p>múltiplos (I , I  e i) determinam um único gene, assim como o que determina a</p><p>pelagem dos coelhos, em que são observados quatro tipos de genes alelos (C –</p><p>expressa a cor da pelagem marrom ou cinza escuro, do coelho aguti ou selvagem;</p><p>Cch – expressa a cor da pelagem cinza prateada, do coelho chinchila; Ch – expressa</p><p>a cor da pelagem branca com algumas regiões do focinho e patas escuras, do</p><p>coelho himalaia; e, por �m, Ca – expressa a cor da pelagem completamente</p><p>branca, do coelho albino). Mas é importante ressaltar, que neste caso de alelos</p><p>múltiplos há uma dominância entre os alelos, no caso da pelagem, a dominância</p><p>pode ser expressa da seguinte forma: C > Cch > Ch > Ca.</p><p>Figura 3.6 | Dominância incompleta na espécie boca-de-leão</p><p>Nota: Na planta boca-de-leão, o heterozigoto é rosa, intermediário entre os dois homozigotos, o</p><p>vermelho e o branco. O heterozigoto rosa demonstra dominância incompleta.</p><p>Fonte: Gri�ths et al. (2016, p. 194).</p><p>Há variações em que os genes possuem alelos que impedem a sobrevivência do</p><p>indivíduo homozigoto ou heterozigoto, mas como assim impede a sobrevivência?</p><p>Na acondroplasia ou nanismo, que é ocasionada por uma mutação genética, os</p><p>indivíduos apresentam pernas e braços mais curtos em relação ao tronco e a</p><p>cabeça. Para esta doença, quando os genes aparecem em homozigose dominante,</p><p>ocorre a morte do embrião antes mesmo do nascimento, chamado de genes</p><p>letais. Caso o gene expresse apenas um alelo, ocorre o nanismo.</p><p>Quando várias características diferentes são afetadas por um par de alelos (gene),</p><p>diferenciando das interações gênicas em que, em geral, vários genes determinam</p><p>uma única característica, chamamos de pleiotropia. Nos humanos, podemos</p><p>exempli�car a pleiotropia com a doença fenilcetonúria, caracterizada por uma</p><p>falha cromossômica na tradução de uma enzima que auxilia no metabolismo do</p><p>aminoácido fenilalanina no fígado, provocando diminuição na capacidade</p><p>intelectual do indivíduo, diminuição da pigmentação da pele, assim como</p><p>diminuição na quantidade de pelos. A anemia falciforme, que atinge os glóbulos</p><p>vermelhos, provocando uma alteração anatômica e acarretando uma série de</p><p>problemas, também é considerada uma pleiotropia.</p><p>A B</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 9/13</p><p>Outras variações da herança mendeliana são observadas, como a penetrância,</p><p>expressividade, heterogeneidade alélica, e todas elas têm características distintas</p><p>do comportamento dos alelos de um gene. Dentre os padrões clássicos e não</p><p>clássicos da herança mendeliana, é importante aos casais que são portadores,</p><p>afetados ou possuem casos de doenças genéticas na família procurar auxílio</p><p>médico, por meio do aconselhamento genético, para serem orientandos caso</p><p>desejem ter �lhos.</p><p>5.  ACONSELHAMENTO GENÉTICO</p><p>O processo que avalia os riscos, a ocorrência ou recorrência de doenças genéticas</p><p>em uma família é realizado por especialistas em genética clínica por meio do</p><p>aconselhamento genético. O pro�ssional que acompanha a pessoa ou casal que</p><p>pretende ter �lhos solicita vários exames, incluindo testes genéticos e exames de</p><p>cromossomos, com o intuito de veri�car a probabilidade de ocorrência de uma</p><p>doença genética na família, de forma a orientar em possíveis tratamentos ou</p><p>opções para conduzir o problema. É possível veri�car as possibilidades de os pais</p><p>transmitirem alguma malformação ou patologia para o futuro bebê. Além dos</p><p>exames solicitados, é feito um levantamento do histórico familiar, para veri�car a</p><p>herança de uma doença genética e a probabilidade de ela ocorrer. Mas todo</p><p>mundo deve fazer o aconselhamento genético antes de ter um �lho? Não é</p><p>necessário. O aconselhamento genético é indicado em algumas situações como</p><p>por casais consanguíneos, que aumentam o risco de gerar uma criança com algum</p><p>distúrbio genético, ou casais com histórico familiar de doenças genéticas, suspeitas</p><p>de câncer hereditário, em casos de repetidos abortos ou infertilidade. Quando</p><p>algum risco é detectado não signi�ca que o casal não poderá ter �lhos, mas serão</p><p>orientados aos riscos, em alguns casos são indicados tratamentos ou somente</p><p>precauções e, em outros, o teste pode detectar por exemplo doenças para as quais</p><p>ainda não há cura e que poderão ser desenvolvidas somente com uma idade mais</p><p>avançada. Assim, caberá aos pais tomar a difícil decisão, uma vez que o</p><p>aconselhamento genético procura entender as opções perante o risco da doença</p><p>que a família possui, diante dos objetivos familiares e prestar auxílio. É importante</p><p>que os pro�ssionais diferenciem no diagnóstico o que é genético e o que é</p><p>hereditário.</p><p>FAÇA A VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>Sabemos que é necessário compreender alguns conceitos básicos de genética para</p><p>compreendermos a genética mendeliana, consequentemente a herança</p><p>monogênica.</p><p>Neste contexto, leia o trecho a seguir:</p><p>A herança mendeliana ou monogênica é aquela transmitida de um indivíduo para</p><p>os seus descendentes, através de gerações. A característica é transmitida por</p><p>__________. Ela pode ser uma herança __________, quando um alelo sozinho não é</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 10/13</p><p>capaz de manifestar uma determinada característica, ela só pode ser expressa em</p><p>__________. Ou uma herança __________, quando um único alelo é su�ciente para</p><p>determinar o fenótipo.</p><p>Assinale a alternativa que completa as lacunas</p><p>corretamente.</p><p>a. dois genes / dominante / heterozigotos / recessiva.</p><p>b. herança ligada ao sexo / recessiva / cromossomos X / dominante.</p><p>c. um gene / recessiva / homozigose / dominante.</p><p>d. genes autossômicos / ligada ao sexo / cromossomos X / autossômica.</p><p>e. alelos / autossômica / um gene / ligada ao sexo.</p><p>Questão 2</p><p>A herança ligada ao sexo é um tipo de herança monogênica determinada por um</p><p>gene presente na região do cromossomo X não homóloga ao cromossomo Y, por</p><p>isso a proporção das manifestações desta herança não é a mesma entre mulheres</p><p>e homens.</p><p>Com base na herança ligada ao sexo, analise as a�rmativas a seguir:</p><p>I. Para uma �lha ser afetada, ela precisa receber o gene afetado do pai,</p><p>independentemente do gene da mãe.</p><p>II. Todo �lho homem afetado tem um pai também afetado.</p><p>III. Todos os �lhos homens que possuem uma mãe homozigota afetada, são</p><p>afetados.</p><p>IV. O pai e a mãe podem transmitir o alelo afetado.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta as a�rmativas corretas:</p><p>a.  I e III, apenas.</p><p>b.  III e IV, apenas.</p><p>c.  II e III, apenas.</p><p>d.  I, III e IV, apenas.</p><p>e.  I, II, III e IV.</p><p>Questão 3</p><p>Realizar uma transfusão sanguínea requer o conhecimento da tipagem sanguínea</p><p>do doador e do receptor, caso contrário pode haver a incompatibilidade sanguínea</p><p>entre os dois, resultando em graves problemas. A tipagem sanguínea também</p><p>pode auxiliar em casos de testes de paternidade.</p><p>É possível por exemplo uma criança Rh- (negativo) ser �lha de pais Rh+ (positivo)?</p><p>Para que a pergunta seja verdadeira, assinale a alternativa correta correspondente</p><p>ao genótipo dos pais.</p><p>a. RR e Rr.</p><p>b. Rr e rr.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/13</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>AMORIM, A. R. Genética do câncer. Monogra�a. Licenciatura em Ciências</p><p>Biológicas. Faculdade de Ciências da Saúde. Centro Universitário de Brasília –</p><p>UniCEUB. Brasília, 2002. Disponível em: https://bit.ly/3eCaCCW. Acesso em: 2 jan.</p><p>2021.</p><p>BARNI, G. S.; SOUZA, G. M. D. Genética. Londrina: Editora e Distribuidora</p><p>Educacional S.A., 2014.</p><p>BERTOLLO, E. M. G. et al. O processo de aconselhamento genético. Arq. Cienc.</p><p>Saude, v. 20, n. 1, p. 30-6, 2013. Disponível em: https://bit.ly/3eEYgKl. Acesso em: 6</p><p>jan. 2021.</p><p>BORGES-OSÓRIO, M. R.; ROBINSON, W. M. Genética humana. 3 ed. Porto Alegre:</p><p>Artmed, 2013.</p><p>DULAY, A., T. Eritroblastose fetal. Manual MSD – Versão para Pro�ssionais de</p><p>Saúde. 2019. Disponível em: https://msdmnls.co/3vQlT88. Acesso em: 6 jan. 2021.</p><p>GRIFFITHS; A. J. F.; WESSLER, S. R.; CARROLL, S. B.; DOEBLEY, J. Introdução à</p><p>genética. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.</p><p>IPASEAL SAÚDE. Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de</p><p>Alagoas. Você sabe a diferença entre doença hereditária e genética? Mar. 2019.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3y4wxdI. Acesso em: 7 jan. 2021.</p><p>KHAN ACADEMY. Variações das leis de Mendel. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3uNHdek. Acesso em: 6 jan. 2021.</p><p>MUSTACCHI, Z.; PERES, S. Genética bioquímica – Erros inatos do metabolismo.</p><p>Capítulo 8. Disponível em: https://bit.ly/3uwPqDI. Acesso em: 6 jan. 2021.</p><p>MUSTACCHI, Z.; PERES, S. Modelos didáticos clássicos de herança. Capítulo 7.</p><p>c2020. Disponível em: https://bit.ly/3y3sOg6. Acesso em: 6 jan. 2021.</p><p>PINA-NETO, J. M. Aconselhamento genético. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 84,</p><p>n. 4, supl. p. S20-S26, agosto de 2008. Disponível em: https://bit.ly/3uO2sgt. Acesso</p><p>em: 5 jan. 2021.</p><p>PIZZAIA, D.; ZAROS, L. G.; ROSÁRIO, M. F.. Biologia – Variação e herança. UFRN.</p><p>Editora EDUFRN. Natal – RN, 2012. Disponível em: https://bit.ly/3hfXyVx. Acesso em:</p><p>6 jan. 2021.</p><p>RETINA BRASIL. Os três principais padrões de herança. c2021. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3f8i3R9. Acesso em: 3 jan. 2021.</p><p>RODRIGUES et al. Roteiro de aula prática – Extração de DNA Vegetal. UFPR. 2008.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/33u2gqs. Acesso em: 6 jan. 2021.</p><p>c. RR e rr.</p><p>d. Rr e Rr.</p><p>e. RR e RR.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/13</p><p>https://bit.ly/3eCaCCW</p><p>https://bit.ly/3eEYgKl</p><p>https://msdmnls.co/3vQlT88</p><p>https://bit.ly/3y4wxdI</p><p>https://bit.ly/3uNHdek</p><p>https://bit.ly/3uwPqDI</p><p>https://bit.ly/3y3sOg6</p><p>https://bit.ly/3uO2sgt</p><p>https://bit.ly/3hfXyVx</p><p>https://bit.ly/3f8i3R9</p><p>https://bit.ly/33u2gqs</p><p>RODRIGUES, A. B.; OLIVEIRA, P. P. Oncologia para enfermagem. Barueri: Manole,</p><p>2016.</p><p>SANDRI RMCS. Síndromes genéticas: uma introdução para professores. Formação</p><p>continuada. Sec. Ed. Munic. Bauru, 2017. Disponível em: https://bit.ly/33wnT9z.</p><p>Acesso em: 7 jan. 2021.</p><p>SILVEIRA, V. Bases da hereditariedade. E-disciplinas USP. c2021. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3o5YhtJ. Acesso em: 3 jan. 2021.</p><p>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Disciplina de Biologia – LOT 2045. Roteiro da Aula</p><p>Prática – Extração de DNA da banana: isolando DNA na cozinha. Escola de</p><p>Engenharia de Lorena – EEL. c2021. Disponível em: https://bit.ly/3vPn2gi. Acesso</p><p>em: 6 jan. 2021.</p><p>VARGAS, L. R. B. Genética humana. Unidade 2 – A genética das doenças. São</p><p>Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 13/13</p><p>https://bit.ly/33wnT9z</p><p>https://bit.ly/3o5YhtJ</p><p>https://bit.ly/3vPn2gi</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>PADRÕES CLÁSSICOS E NÃO CLÁSSICOS DE HERANÇA GÊNICA</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Com os conhecimentos adquiridos no decorrer da seção já é possível resolvermos</p><p>a situação hipotética apresentada. Vamos relembrá-la? Você, como funcionário de</p><p>uma clínica especializada em aconselhamento genético, está acompanhando um</p><p>casal, que já tem dois �lhos e está planejando ter mais um.</p><p>Como C.J.N., o homem do casal, é daltônico, foram investigadas as probabilidades</p><p>de os �lhos do casal serem portadores ou afetados pela doença hereditária. De</p><p>acordo com o histórico familiar, descobriu que o avô materno de C.J.N. também</p><p>era daltônico. Os avós tiveram três �lhos (um menino e duas meninas, todos</p><p>aparentemente normais). Uma das �lhas é a mãe de C.J.N. que se casou com o pai</p><p>de C.J.N., que também não são daltônicos. C.J.N. nasceu daltônico e sua única irmã</p><p>realizou o teste genético e descobriu ser portadora do gene do daltonismo. A</p><p>mulher de C.J.N. não apresentou o alelo recessivo para o daltonismo em seu</p><p>genótipo.</p><p>Diante desta situação, como você construiria o heredograma deste casal, tomando</p><p>como base o histórico familiar de C.J.N., para demonstrar a probabilidade de o</p><p>terceiro �lho do casal ser portador ou afetado pelo daltonismo? E como explicar o</p><p>fato dos pais de C.J.N. não serem daltônicos e ele ter nascido com esta doença</p><p>hereditária? No caso da síndrome de Down de um dos �lhos do casal, foi</p><p>constatado que se trata de uma doença genética não hereditária, então, como</p><p>você explicaria esta ocorrência?</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/4</p><p>O daltonismo é um distúrbio ou anomalia visual, caracterizado pela di�culdade ou</p><p>alteração na capacidade de o indivíduo distinguir determinadas cores,</p><p>principalmente as cores verde e vermelho. A mutação ocorre em genes</p><p>encontrados na parte homóloga</p><p>do cromossomo X, sendo assim uma condição</p><p>genética hereditária recessiva, é uma herança ligada ao sexo ou ao cromossomo X.</p><p>Cabe lembrar que, para a mulher apresentar o daltonismo ela precisa</p><p>necessariamente possuir dois alelos com mutação em homozigose,</p><p>diferentemente dos homens, que bastam apresentar um alelo recessivo com a</p><p>mutação herdada da mãe, uma vez que eles apresentam somente um</p><p>cromossomo X. Veja o quadro 3.3.</p><p>Quadro 3.3 | O fenótipo e genótipo para o daltonismo</p><p>Indivíduo Genótipo Fenótipo</p><p>♀ X X  ou X X Visão normal</p><p>♀ X X Daltônico</p><p>♂ X Y Visão normal</p><p>♂ X Y Daltônico</p><p>Nota: O alelo dominante é o D, corresponde à visão normal, e o alelo recessivo é o d, correspondente</p><p>ao daltonismo.</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Figura 3.7 | O heredograma</p><p>Fonte: elaborada pela autora.</p><p>A mãe de C.J.N. é portadora do gene para o daltonismo, no entanto ela não é</p><p>afetada. Ela transferiu o alelo recessivo do daltonismo para C.J.N., e ele acabou</p><p>sendo afetado pelo distúrbio. Por se tratar de uma herança ligada ao cromossomo</p><p>X, todas as �lhas mulheres que o casal tiver receberão o alelo recessivo do</p><p>daltonismo, sendo portadoras do distúrbio, podendo transferir esta herança para</p><p>as gerações seguintes. No entanto, como a mulher de C.N.J. não é portadora do</p><p>alelo recessivo para daltonismo, todos os �lhos homens que o casal vier a ter não</p><p>serão afetados pelo distúrbio.</p><p>Já a síndrome de Down, também conhecida como trissomia do 21, é causada pela</p><p>presença de um cromossomo extra no par 21. Esta condição genética pode ocorrer</p><p>com indivíduos 100% saudáveis em qualquer idade, é originada a partir de erros no</p><p>D D D d</p><p>d d</p><p>D</p><p>d</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/4</p><p>processo de divisão celular, são raros os casos em que esta doença é causada por</p><p>uma herança genética do tipo translocação Robertsoniana. Um dos riscos que</p><p>aumentam as chances de uma criança nascer com a síndrome de Down está</p><p>relacionada com a idade materna: a partir dos 35 anos, as chances de alterações</p><p>cromossômicas se tornam maiores, mas atualmente há um aumento de mulheres</p><p>que decidem ter �lhos após os 35 anos e já existem outros exames e</p><p>acompanhamentos para o sucesso da gravidez e o diagnóstico precoce de</p><p>qualquer alteração cromossômica que possa acontecer. Como o casal não foi</p><p>diagnosticado portadores da translocação Robertsoniana, é difícil predizer a</p><p>probabilidade de um futuro �lho do casal ser afetado novamente pela síndrome.</p><p>Para isso, são necessários outros exames e dar continuidade ao acompanhamento</p><p>de especialistas durante a gestação.</p><p>Finalizamos assim mais um desa�o proposto, parabéns! Lembrando que este é</p><p>apenas um exemplo de como você poderia agir diante desta situação.</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>A DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO</p><p>Em um hospital do interior de uma pequena cidade, M.S.A. dá à luz a um bebê. O</p><p>parto foi de risco, mas felizmente o bebê e a mãe não correm risco de vida. É o</p><p>segundo �lho de M.S.A e por falta de informação e acompanhamento médico</p><p>durante a gravidez, o bebê nasceu com icterícia (coloração amarela da pele devido</p><p>a um aumento na concentração de bilirrubina no sangue) e anemia grave (baixo</p><p>conteúdo de hemoglobina, que diminui a capacidade de transporte de oxigênio no</p><p>corpo), o que fará com que os médicos mantenham o bebê em observação por um</p><p>período maior.</p><p>Os funcionários da área da saúde presentes no hospital iniciam uma investigação</p><p>breve relacionada ao histórico da paciente e veri�cam que o bebê nasceu com a</p><p>doença hemolítica do recém-nascido.</p><p>Como você explicaria o ocorrido? Considerando que M.S.A. deu à luz ao segundo</p><p>�lho, qual a relação com a tipagem sanguínea e a incompatibilidade de Rh?</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Para resolver esta situação-problema você deve se recordar que a doença</p><p>hemolítica do recém-nascido ou eritroblastose fetal é caracterizada pela</p><p>incompatibilidade do sangue da mãe com o sangue do feto, ocorrendo a</p><p>degradação ou destruição dos glóbulos vermelhos do feto pelos anticorpos da</p><p>mãe. Esta incompatibilidade ocorre quando a mãe possui tipo sanguíneo Rh</p><p>negativo, ou seja, a hemácia dela não apresenta a proteína conhecida como</p><p>antígeno D; e o bebê possui tipo sanguíneo Rh positivo, com a presença deste</p><p>antígeno. Quando há contato do sangue da mãe com o sangue do bebê, a</p><p>mulher recebe hemácias do bebê, contendo antígenos, passando a produzir</p><p>através do sistema imunológico anticorpos anti-Rh, que irão “defender” a mãe</p><p>da proteína estranha do bebê, considerada como uma espécie de vírus.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/4</p><p>No caso da mãe, não há nenhum problema, pois ela irá criar uma</p><p>sensibilização no corpo dela, ou seja, os anticorpos criados estarão presentes</p><p>para “protegê-la”, e em alguns dias o sangue do feto, ou bebê será</p><p>automaticamente retirado da circulação sanguínea dela. Durante a primeira</p><p>gravidez o bebê, mesmo sendo Rh positivo, não é afetado, mas no momento</p><p>do parto a mãe teve contato com o sangue do bebê e �cou sensibilizada,</p><p>produzindo anticorpos anti-Rh. Por isso, a segunda gestação pode ser de risco</p><p>e o bebê pode desenvolver a eritroblastose fetal, uma vez que a mãe já</p><p>produziu anticorpos anti-Rh, que podem atravessar a placenta, promovendo a</p><p>aglutinação das hemácias do feto.</p><p>Esta doença pode ser evitada e controlada com diagnósticos durante a</p><p>gestação do tipo sanguíneo da mãe, e em algumas situações do pai. Há</p><p>medidas preventivas como a aplicação de injeções de imunoglobulina durante</p><p>ou após a gestação, e quando detectada a tempo, é possível realizar a</p><p>transfusão de sangue para o feto antes do nascimento, ou em alguns casos</p><p>após o nascimento.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 4/4</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>FECUNDAÇÃO, PRIMEIRA E SEGUNDA SEMANAS DO</p><p>DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>CONVITE AO ESTUDO</p><p>Prezado aluno, seja bem-vindo! Estamos chegando em nossa última etapa da</p><p>disciplina Introdução à Biologia Celular e do Desenvolvimento. Até aqui pudemos</p><p>conhecer um pouco da citologia e sua importância, desvendando a estrutura e a</p><p>composição das células, como elas funcionam e o porquê de elas serem a unidade</p><p>fundamental da vida. Estudamos também um pouco sobre a genética, para</p><p>compreendermos como é estrutura do material genético que caracteriza os</p><p>diferentes tipos de organismos, e o mecanismo de transmissão deste material de</p><p>uma geração para a outra. Vimos ainda como ocorre a hereditariedade das</p><p>características e o comportamento da expressão gênica em diferentes situações,</p><p>de forma que seja possível, por meio destes estudos e do desenvolvimento de</p><p>tecnologias, a prevenção e o tratamento de doenças.</p><p>Mas, a�nal, como ocorre o desenvolvimento dos organismos vivos? Nós vimos que</p><p>os seres vivos que se reproduzem de forma sexuada, passam pelos processos de</p><p>divisão celular (mitose e meiose) e a partir da gametogênese e espermatogênese</p><p>são formados os gametas femininos e masculinos, respectivamente. Partiremos</p><p>deste ponto, que será o tema desta unidade, para conhecer um pouco sobre a</p><p>embriologia básica.</p><p>Embriologia se refere ao estudo do processo de desenvolvimento de embriões,</p><p>compreende o processo desde a fecundação (união dos gametas femininos e</p><p>masculinos – zigoto) até a formação dos seres vivos. Acompanha e analisa os</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/12</p><p>estágios do organismo, todas as mudanças que compõem o cenário evolutivo</p><p>embrionário até o momento do parto. Durante o desenvolvimento, é possível</p><p>identi�car possíveis anormalidades ou doenças congênitas, ocasionadas por</p><p>fatores genéticos ou ambientais, que impedem a evolução normal do feto.</p><p>Compreender os eventos da embriologia auxilia na otimização do conhecimento</p><p>das alterações pelas quais o corpo passa, compreendendo as mudanças que são</p><p>geradas ao feto, de modo a diminuir os riscos na gestação. A embriologia</p><p>compreende algumas especialidades, como a embriologia humana (dedicada ao</p><p>estudo de embriões humanos), embriologia comparada (dedicada ao estudo de</p><p>embriões de espécies animais diversi�cadas, de forma comparativa) e a</p><p>embriologia vegetal (dedicada ao desenvolvimento das plantas).</p><p>Nesta unidade, abordaremos as etapas do desenvolvimento embrionário humano,</p><p>conhecendo passo a passo os principais eventos e transformações pelas quais o</p><p>embrião passa, desde a sua origem até a fase do nascimento. Você será capaz de</p><p>identi�car e diferenciar cada uma das etapas, semana a semana do</p><p>desenvolvimento, da primeira à nona semana, incluindo os anexos embrionários e</p><p>a formação da placenta.</p><p>Na Seção 4.1, abordaremos o processo de fecundação e o início dos eventos que</p><p>ocorrem nas duas primeiras semanas do desenvolvimento embrionário. Na</p><p>sequência, a Seção 4.2 abordará o desenvolvimento do embrião da terceira à</p><p>oitava semana, elencando os principais eventos e formação de estruturas e</p><p>folhetos embrionários. Para �nalizarmos, na Seção 4.3, conheceremos as</p><p>transformações da última etapa do desenvolvimento embrionário, da nona</p><p>semana ao nascimento, e algumas estruturas importantes como a placenta e as</p><p>membranas fetais.</p><p>Vamos juntos desvendar este fascinante mundo que origina a vida?</p><p>Bons estudos!</p><p>Para que uma nova vida seja gerada é necessário que uma série de etapas sejam</p><p>percorridas e bem-sucedidas. A fecundação marca o início do desenvolvimento</p><p>embrionário, mas ela só ocorre quando há o encontro de um óvulo maduro e</p><p>saudável com um espermatozoide que consiga penetrar nesse óvulo, seja de</p><p>forma natural, através da relação sexual, seja através de técnicas de reprodução</p><p>assistida, como a fertilização in vitro ou a inseminação arti�cial. São milhões de</p><p>espermatozoides e somente um deles será capaz de dar início a uma nova vida.</p><p>As duas primeiras semanas de desenvolvimento são marcadas por vários eventos</p><p>e alterações das células – nesse estágio, na maioria dos casos, a mulher ainda não</p><p>sabe que está grávida. A embriologia trouxe uma in�nidade de benefícios,</p><p>permitindo a identi�cação de possíveis anomalias que possam ocorrer durante o</p><p>desenvolvimento e doenças genéticas, diminuindo com isso a probabilidade de</p><p>riscos durante a gestação, tanto para a mãe quanto para o feto. Além disso, a</p><p>ciência permitiu que mulheres pudessem engravidar por meio de técnicas</p><p>especializadas, quando a fecundação natural não é possível. As células-tronco</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/12</p><p>embrionárias são de grande interesse da área médica, visto que elas têm grande</p><p>capacidade de se tornar outros tipos celulares, por serem pluripotentes com</p><p>capacidade de se multiplicar.</p><p>Caro aluno, você consegue imaginar a complexidade de eventos que são</p><p>necessários para que a fecundação ocorra? Quantas etapas são necessárias? E o</p><p>que ocorre nas duas primeiras semanas do desenvolvimento embrionário?</p><p>Nesta seção, daremos foco ao desenvolvimento humano, descrevendo os</p><p>principais eventos que ocorrem para que a fecundação seja bem-sucedida e o</p><p>zigoto seja gerado. Todas as transformações pelas quais o zigoto passará durante a</p><p>clivagem, a formação do blastocisto até o início de sua implantação no útero,</p><p>caracterizando a primeira semana do desenvolvimento. Já a segunda semana é</p><p>caracterizada pela implantação completa do blastocisto que irá se desenvolver</p><p>para formar o futuro bebê. Esta fase é marcada ainda pela formação e pelo</p><p>desenvolvimento de algumas estruturas consideradas anexos extraembrionários,</p><p>que irão desempenhar diferentes funções para o desenvolvimento do embrião.</p><p>Caso ocorra algum problema na implantação do blastocisto, quais são as</p><p>consequências? Como evitar a implantação, para que não ocorra uma gravidez?</p><p>A embriologia nada mais é do que o estudo e o acompanhamento de todas as</p><p>etapas do desenvolvimento dos embriões, desde quando ocorre a fecundação até</p><p>a formação de uma nova vida. No entanto, a natureza sozinha às vezes não</p><p>consegue iniciar uma nova vida e graças à tecnologia e às pesquisas, hoje, muitos</p><p>casais, mulheres que desejam ter uma gestação independente, entre outros casos</p><p>– como de indivíduos que desejam ser pais em um futuro, mesmo com a idade</p><p>mais avançada, e optam por congelar os gametas –, podem ser auxiliados pela</p><p>medicina, através da reprodução assistida. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de</p><p>Vigilância Sanitária), a reprodução assistida vem crescendo no Brasil e em 2018</p><p>foram realizados 43.093 ciclos de fertilização in vitro, resultando em um</p><p>crescimento de 18,7% na realização de procedimentos (MINISTÉRIO DA SAÚDE,</p><p>2019).</p><p>Um casal, ambos com mais de 35 anos, apresenta di�culdade para engravidar há</p><p>mais de dois anos de tentativas. Após fazerem uma série de exames, investigarem</p><p>a fertilidade de ambos, foram instruídos a realizar uma fertilização in vitro, para</p><p>alcançar o sonho de ter um bebê. Apesar de ser uma das técnicas de reprodução</p><p>assistida mais e�cazes, ainda assim não é possível garantir que a gravidez</p><p>ocorrerá. Apesar de as chances serem grandes nessa técnica, o sucesso depende</p><p>da implantação do embrião. Imagine que você, como pro�ssional da saúde,</p><p>trabalha para a clínica especializada em reprodução humana utilizando técnicas de</p><p>reprodução assistida, com médicos e especialistas altamente quali�cados. O casal</p><p>procura pela clínica e inicia o procedimento para a FIV (fertilização in vitro). Como</p><p>você explicaria a relação entre a endometriose detectada na mulher e a indicação</p><p>da técnica FIV ao invés da inseminação arti�cial? Em qual caso seria usada a técnica</p><p>de inseminação arti�cial? Realizado o processo de fertilização dos gametas, o</p><p>embrião �ca em incubadora sendo acompanhado por 3 a 5 dias até ser transferido</p><p>para o útero. O que ocorre durante este período com o embrião?</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/12</p><p>Vamos continuar ampliando os nossos conhecimentos e compreender o fenômeno</p><p>que inicia a geração de uma nova vida.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>O desenvolvimento embrionário humano é composto por uma série de eventos</p><p>coordenados para produzir um bebê saudável após semanas de gestação. A</p><p>primeira semana de desenvolvimento embrionário é marcada por muitas</p><p>mudanças físicas e bioquímicas no corpo feminino. A gestação depende de</p><p>acontecimentos prévios, para que o corpo crie um ambiente ideal para que ocorra</p><p>a fecundação e a implantação do zigoto, o futuro feto. Você se lembra da formação</p><p>dos gametas? Ao �nal da espermatogênese, através da meiose, são formados os</p><p>gametas masculinos (espermatozoides), e ao �nal da ovogênese, é formado o</p><p>gameta feminino (óvulo).</p><p>A ovulação no corpo da mulher é marcada pelo seu período fértil, em que um</p><p>ovócito secundário (presente na metáfase da segunda divisão meiótica), também</p><p>chamado de óvulo,</p><p>de acordo com a função que exercem e podem ser classi�cados</p><p>como cromoplastos (possuem pigmentos coloridos, como carotenoides e</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 11/14</p><p>Célula ANIMAL eucarionte</p><p>- Encontradas nos animais do reino animalia;</p><p>-não tem parede celular;</p><p>- apenas delimitada pela membrana plasmatica;</p><p>- possuem membrana plasmatica, citoplasma e ribossomos;</p><p>-Possuem organelas citoplasmaticas que sao extruturas intracelulares com funçoes bem definidas responsaveis pela digestão, respiração e outros.</p><p>-</p><p>Célula VEGETAL eucariontes</p><p>- são parecidas com a célula anaimal;</p><p>- Possuem: núcleo, ribossomos, retículo endoplasmático</p><p>rugoso e liso, complexo de Golgi, citoesqueleto, mitocôndrias, e outros;</p><p>-Possuem componentes exclusivos;</p><p>- Possuem parede celular que é responsável pela proteção dos váculos;</p><p>- Vaculos são maiores, pq tem a capacidade de produzir o próprio alimento;</p><p>- são autotrófica</p><p>- possuem plastos: diversas funcloes sendo classificadas como</p><p>** Cromoplastos: pigmentos coloridos, *** Leucoplastos:armazenam lipidios, amido e proteinas,</p><p>** Cloroplastos: pigmento da clorofila, absorção de liuz e a realização da foto sintese.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>xanto�las), leucoplastos (ausente de pigmentos, armazenam lipídeos, amido e</p><p>proteínas) e cloroplastos (possuem o pigmento da cloro�la, responsável pela</p><p>absorção da luz e realização da fotossíntese). Outra organela presente somente</p><p>em células vegetais é o glioxissomo, semelhante ao peroxissomo, porém</p><p>especializado, o qual é importante na germinação de sementes.</p><p>Estamos chegando ao �m desta seção, mas não podemos deixar de comentar a</p><p>respeito de um grupo biológico extremamente discutido, os vírus. A�nal, eles são</p><p>considerados um organismo vivo?</p><p>Os vírus são estruturas muito pequenas, visíveis somente com a microscopia</p><p>eletrônica. São conhecidos pelas doenças que causam aos seres humanos, animais</p><p>e plantas. Uma das principais características destes organismos que os diferencia</p><p>de outros seres vivos é não possuírem células, ou seja, são acelulares. Mas nós</p><p>acabamos de estudar que todos os seres vivos são formados por células, não é</p><p>mesmo?</p><p>Os vírus são formados por uma molécula de DNA ou RNA (material genético),</p><p>envoltos por uma estrutura conhecida por capsídeo, composta por proteínas. Os</p><p>vírus precisam de uma célula hospedeira viva para replicar o seu material genético,</p><p>porque eles não possuem metabolismo próprio e acabam utilizando todas as</p><p>organelas e enzimas de uma célula para se reproduzir, prejudicando, assim, as</p><p>funcionalidades da célula.</p><p>Estes organismos seriam uma exceção à regra? Há controvérsias em relação à</p><p>classi�cação dos vírus. Segundo as considerações cientí�cas, se analisarmos a</p><p>característica dos seres vivos de se reproduzirem, a capacidade de evoluírem em</p><p>resposta ao ambiente e apresentarem uma variabilidade, os vírus devem, então,</p><p>ser considerados organismos vivos. No entanto, por não possuírem metabolismo</p><p>próprio, muitos cientistas acreditam que deveriam ser considerados somente</p><p>partículas infecciosas, entidades sem vida, ao invés de seres vivos propriamente</p><p>ditos.</p><p>FAÇA VALER A PENA</p><p>Questão 1</p><p>Ao analisarmos o percurso histórico da construção da teoria celular, é possível</p><p>notarmos que as estruturas visíveis ao microscópio óptico não conduziram à noção</p><p>da célula como unidade morfofuncional da vida. Desde a primeira observação da</p><p>célula até a publicação da teoria celular, passaram-se quase dois séculos (SILVA,</p><p>2016).</p><p>Muitos pesquisadores deram a sua contribuição para a formulação da teoria</p><p>celular, mas quem foi o primeiro a observar uma estrutura ao microscópio e</p><p>denominá-la de célula?</p><p>a.  Robert Brown.</p><p>b.  Theodor Schwann e Mathias Schleiden.</p><p>c.  Antonie van Leeuwenhoek.</p><p>d.  Robert Hooke.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 12/14</p><p>VIRUS</p><p>- Não possuem celulas, acelulares;</p><p>- formados por uma moleculada de DNA/RNA envoltos por um estrutura chamada capsideo, composta por proteinas.</p><p>- precisam de uma celula para ser hospedeiro , para se multiplicar</p><p>-não possuem nem um metabolismo proprio</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>COELHO, S. Os curingas do corpo humano. Fiocruz. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3w2oufF. Acesso em: 23 set. 2020.</p><p>e.  Ernst Ruska.</p><p>Questão 2</p><p>A célula é a unidade que constitui os seres vivos, a qual pode existir isoladamente</p><p>ou formar arranjos ordenados. Existem duas classes de células nas quais os</p><p>organismos vivos podem ser classi�cados, são elas: procariontes e eucariontes</p><p>(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2012. p. 376).</p><p>Analise as a�rmativas a seguir e assinale a correta.</p><p>a.  A célula procarionte possui mitocôndrias.</p><p>b.  Os cactos e as cianobactérias são exemplos de seres pluricelulares.</p><p>c.  Os vírus são considerados unicelulares.</p><p>d.  A célula eucarionte é caracterizada pela presença de parede celular.</p><p>e.  As algas fotossintetizantes são células eucariontes.</p><p>Questão 3</p><p>Sabemos que os seres vivos são compostos por uma ou mais células, e as células</p><p>podem ser de diferentes tipos. Observe o quadro a seguir:</p><p>Membrana</p><p>plasmática Ribossomos</p><p>Parede</p><p>celular Mitocôndria Centríolos</p><p>Célula</p><p>A</p><p>+ + + + -</p><p>Célula</p><p>B</p><p>+ + - + +</p><p>Célula</p><p>C</p><p>+ + + - -</p><p>O quadro está assinalado com (+) indicando a presença e (-) a ausência da</p><p>estrutura.</p><p>Com base nos dados apresentados no quadro, identi�que a classi�cação das</p><p>células A, B e C, respectivamente.</p><p>a.  Célula animal; célula vegetal; célula animal.</p><p>b.  Célula animal; célula animal; célula vegetal.</p><p>c.  Célula procarionte; célula animal; célula vegetal.</p><p>d.  Célula vegetal; célula animal; célula procarionte.</p><p>e.  Célula animal; célula vegetal; célula procarionte.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 13/14</p><p>https://bit.ly/3w2oufF</p><p>DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2017.</p><p>ENGELKIRK, P. G.; DUBEN-ENGELKIRK, Janet. Burton, microbiologia para as</p><p>ciências da saúde. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2012.</p><p>JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2013.</p><p>MENEGUETTI, D. U. O.; FACUNDO, V. A. Vírus ser vivo ou não? Eis a questão! Rev.</p><p>Epidemiol. Control. Infect., v. 4, n. 1, 2014. Disponível em: https://bit.ly/3eZVvBZ.</p><p>Acesso em: 5 out. 2020.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE. Coronavírus. Ministério da Saúde, 2020. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3eYUtX7. Acesso em: 23 set. 2020.</p><p>SILVA, E. C.; AIRES, J. A. História da ciência e ensino: panorama histórico da teoria</p><p>celular. V. 14, 2016.</p><p>SIMI, L. D. Biologia celular e molecular. Londrina: Editora e Distribuidora</p><p>Educacional S.A, 2018.</p><p>VIERA, F. S. Introdução à microscopia. Microscopia Eletrônica – Aula 4.</p><p>Universidade Federal de Sergipe / CESAD. São Cristóvão, 2008. Disponível</p><p>em: https://bit.ly/3epG9aP. Acesso em: 22 set. 2020.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGI… 14/14</p><p>https://bit.ly/3eZVvBZ</p><p>https://bit.ly/3eYUtX7</p><p>https://bit.ly/3epG9aP</p><p>FOCO NO MERCADO DE TRABALHO</p><p>é liberado pelo ovário. O óvulo, quando liberado, migra em</p><p>direção ao útero, por meio das contrações da tuba uterina, pois esta célula não</p><p>tem estruturas locomotoras como os espermatozoides. O percurso do óvulo até o</p><p>útero leva em torno de oito dias.</p><p>Quando o óvulo maduro, geralmente ainda na tuba uterina, entra em contato com</p><p>um espermatozoide e este consegue nele penetrar, ocorre a fecundação, o começo</p><p>de uma possível gravidez.</p><p>1. FECUNDAÇÃO</p><p>A fecundação ou fertilização marca o início da primeira semana do</p><p>desenvolvimento humano. O processo ocorre com o encontro do óvulo e do</p><p>espermatozoide, através da relação sexual (quando ocorre de forma natural),</p><p>quando os milhares de espermatozoides lançados por meio da ejaculação dentro</p><p>do corpo da mulher percorrem o útero até a tuba uterina para encontrar o óvulo, e</p><p>apenas um deles irá conseguir penetrar no óvulo (salvo os casos de gêmeos).</p><p>REFLITA</p><p>Para penetrar no óvulo, os espermatozoides contam com a sua estrutura, o</p><p>acrossomo, se lembra dela? Essa estrutura possui enzimas digestivas que</p><p>auxiliam na decomposição da membrana externa do ovócito (zona</p><p>pelúcida) permitindo a penetração no óvulo.s</p><p>A célula haploide do espermatozoide se junta à célula haploide do ovócito,</p><p>formando o zigoto (célula diploide, contendo cromossomos maternos e paternos),</p><p>ou o início da formação de um novo ser, encerrando a fertilização. Todo este</p><p>processo, apesar de rápido, é complexo e envolve várias fases, vamos conhecê-las</p><p>a seguir.</p><p>A primeira fase é marcada pela passagem do espermatozoide através das</p><p>células da corona radiata do oócito ou óvulo. Nesta fase, o óvulo é liberado junto</p><p>de uma camada que o envolve, a corona radiata, que emite sinais químicos</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/12</p><p>responsáveis por atrair os espermatozoides até o óvulo. O primeiro obstáculo do</p><p>espermatozoide é atravessar esta camada, assim, o acrossomo libera enzimas que</p><p>são auxiliadas por enzimas liberadas pela mucosa da tuba uterina e juntamente</p><p>com os movimentos da cauda do espermatozoide provocam a movimentação das</p><p>células da corona, permitindo que o espermatozoide entre em contato com a zona</p><p>pelúcida. É iniciada a segunda fase, a penetração da zona pelúcida. A zona</p><p>pelúcida é uma camada glicoproteica, que protege o óvulo envolvendo a sua parte</p><p>externa, esta camada não contém células. Para penetrar nesta camada, o</p><p>acrossomo libera enzimas como a acrosina, neuraminidase e esterase, e juntas</p><p>estas enzimas causam a lise da zona pelúcida, permitindo a penetração do</p><p>espermatozoide ao alcance do óvulo.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Assim que um espermatozoide penetra na zona pelúcida, ela impossibilita a</p><p>penetração de outros espermatozoides, uma vez que se torna</p><p>impermeável, formando a membrana de fecundação.</p><p>Após a penetração do espermatozoide, ocorre a fusão de membranas, as</p><p>membranas plasmáticas do óvulo e do espermatozoide se unem, e a cabeça e a</p><p>cauda do espermatozoide entram no citoplasma do óvulo. A membrana do</p><p>espermatozoide e as mitocôndrias não entram no óvulo, são destruídas. Com isso,</p><p>ocorre o término da segunda divisão meiótica do ovócito. Nesta etapa, é</p><p>necessário se lembrar do processo de ovogênese, no qual o ovócito ao sofrer a</p><p>segunda divisão da meiose origina um ovócito maduro e um segundo corpo polar.</p><p>Ocorre a descondensação dos cromossomos do núcleo do óvulo e é formado o</p><p>pronúcleo feminino. O pronúcleo masculino é formado na fase seguinte com a</p><p>degeneração da cauda do espermatozoide e o aumento do volume do núcleo. Os</p><p>pronúcleos, durante o crescimento, replicam o material genético (DNA), quando</p><p>ocorre a fusão dos pronúcleos. A última fase da fertilização é marcada pela união</p><p>dos dois pronúcleos, formando uma única estrutura que contém informações dos</p><p>genitores. A nova célula formada é conhecida como zigoto ou célula-ovo, que se</p><p>deslocará até o útero para dar início a nova vida que será desenvolvida.</p><p>É importante lembrar que o zigoto é uma célula totipotente, com capacidade de se</p><p>diferenciar em qualquer tipo de célula, composto por 46 cromossomos (23</p><p>cromossomos do gameta masculino e 23 cromossomos do gameta feminino),</p><p>sendo, portanto, uma célula diploide. Neste instante, ocorre também a</p><p>determinação cromossômica do sexo (XX ou XY).</p><p>ASSIMILE</p><p>Para que a fecundação ocorra é necessário que a mulher esteja no período</p><p>fértil, ou seja, esteja ovulando. Além disso, é necessário que o</p><p>espermatozoide alcance o óvulo e ambos se unam dando origem ao zigoto.</p><p>O óvulo se mantém viável para a fertilização por 24 horas e os</p><p>espermatozoides se mantém viáveis no corpo feminino nas primeiras 48</p><p>horas após a relação.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/12</p><p>2.  CLIVAGEM DO ZIGOTO E FORMAÇÃO DO BLASTOCISTO</p><p>Formado o zigoto, o que ocorre antes de ele chegar ao útero? É iniciado o processo</p><p>de clivagem, ou segmentação, que consiste em múltiplas divisões celulares,</p><p>resultando em células chamadas blastômeros. Aproximadamente 30 horas após a</p><p>fertilização, é iniciada a primeira divisão do zigoto, formando dois blastômeros. A</p><p>zona pelúcida segue envolvendo o zigoto e conforme os blastômeros seguem em</p><p>divisão, a cada divisão têm o seu tamanho reduzido e migram para o útero, local</p><p>onde ocorrererá o processo de implantação que veremos mais adiante. Os</p><p>blastômeros vão se unindo em uma espécie de complexo e quando já foram</p><p>formados de 12 a 32 blastômeros, ainda envolvidos pela zona pelúcida, o concepto</p><p>(embrião) passa a ser chamado de mórula (parecido com uma amora),</p><p>encaminhada para a cavidade uterina, cerca de três a quatro dias após a</p><p>fecundação.</p><p>A zona pelúcida neste estágio começa a ser digerida por enzimas, um �uido é</p><p>secretado pela tuba uterina, formando uma cavidade entre os blastômeros,</p><p>conhecida por blastocele, que separa as células em dois grupos: trofoblasto</p><p>(células mais periféricas – formarão a parte embrionária da placenta) e</p><p>embrioblasto (massa celular interna – dará origem ao embrião). Nesta fase do</p><p>desenvolvimento, o concepto recebe o nome de blastocisto, que aumenta de</p><p>tamanho rapidamente e “�utua” pela cavidade uterina até alcançar o útero. Após</p><p>aproximadamente seis dias da fecundação, o blastocisto é aderido ao epitélio</p><p>endometrial, em um processo implantação também conhecido por nidação. O</p><p>trofoblasto começa a proliferar, diferenciando em duas camadas: o citotrofoblasto</p><p>(cama interna de células) e o sinciciotrofoblasto (camada externa de células).</p><p>No �nal da primeira semana, a implantação do blastocisto na camada do</p><p>endométrio (região póstero-superior do útero) ainda é super�cial, mas já é possível</p><p>a nutrição através dos tecidos maternos. Considerado altamente invasivo, o</p><p>sinciciotrofoblasto se expande rapidamente, atravessa o endométrio, atinge</p><p>glândulas e vasos sanguíneos. Além disso, produz enzimas que possibilitam ao</p><p>blastocisto se implantar no endométrio do útero.</p><p>Figura 4.1 | Esquema da clivagem do zigoto e formação do blastocisto</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:31 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/12</p><p>Nota: A-D representam os estágios da clivagem. E e F representam cortes de blastocistos.</p><p>Fonte: Moore et al. (2016, p. 23).</p><p>Estudamos até aqui a primeira semana do desenvolvimento e, ao �nal desta, o</p><p>blastocisto ainda se encontra parcialmente implantado no endométrio. A</p><p>implantação completa ocorre durante a segunda semana, junto da formação de</p><p>outras estruturas extraembrionárias.</p><p>O FENÔMENO DA VIDA. CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS</p><p>PROCARIONTES E EUCARIONTES</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>SEM MEDO DE ERRAR</p><p>Você como trainee precisa demonstrar os seus conhecimentos a respeito da</p><p>origem das células, as suas principais estruturas para conseguir identi�cá-las e</p><p>saber as diferenças dos tipos de microscópios e quando utilizá-los. Agora você já</p><p>está preparado para resolver a situação-problema com todo o conhecimento</p><p>adquirido até o momento. Vamos lá?</p><p>A célula é a unidade estrutural e funcional dos seres vivos, sendo visível apenas</p><p>com o microscópio. Foi descoberta em 1665, por Robert Hook, quando este</p><p>observou células mortas de cortiça. Em geral, as células são constituídas pela</p><p>membrana plasmática, citoplasma e material genético. Elas se diferenciam tanto</p><p>em sua estrutura quando em sua funcionalidade e podem ser células procariontes</p><p>(mais simples) e células eucariontes (mais complexas).</p><p>A invenção do microscópio permitiu ao homem uma nova visão do mundo e a</p><p>exploração de diversos campos antes desconhecidos, invisíveis a olho nu. Foi</p><p>possível reconhecer as células e suas estruturas graças a este advento. Com o</p><p>avanço desta tecnologia e o conhecimento cientí�co, muitos tratamentos de</p><p>doenças, medicamentos e terapias vêm sendo desenvolvidos, trazendo ótimos</p><p>benefícios à saúde.</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 1/5</p><p>Existem dois modelos de microscópios, os ópticos e os eletrônicos, e dentre eles</p><p>existem vários tipos, cada um com uma determinada �nalidade. Os microscópios</p><p>ópticos, também conhecidos como microscópios de luz, são os mais comuns de</p><p>serem vistos, mais utilizados em instituições de ensino. O microscópio óptico utiliza</p><p>a luz e as lentes de cristal, permitindo um aumento de 10 a 100 vezes, chegando a</p><p>uma ampliação �nal de 1000 vezes de uma imagem. Já os microscópios eletrônicos</p><p>não utilizam a luz e, sim, feixes de elétrons, e ao invés de lentes de cristal utilizam</p><p>lentes eletromagnéticas. São muito mais potentes e podem ampliar uma imagem</p><p>em até 300 mil vezes. No entanto, mesmo sendo muito potentes, eles permitem</p><p>apenas a visualização da superfície da amostra, enquanto os microscópios ópticos</p><p>permitem a visualização direta da amostra, sendo ideais para observar materiais</p><p>vivos.</p><p>Figura 1.1 | Lâmina A</p><p>Fonte: Engelkirk; Duben-Engelkirk (2012, p. 59).</p><p>Figura 1.2 | Lâmina B</p><p>Fonte: Junqueira; Carneiro (2013, p. 51).</p><p>Figura 1.3 | Lâmina C</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 2/5</p><p>Fonte: Wikimedia Commons.</p><p>Na lâmina A, é possível visualizar bactérias. As bactérias são microrganismos</p><p>unicelulares procariontes e podem ter variadas formas, no caso da �gura, estas</p><p>bactérias possuem formato de bacilos. Estes organismos vivos são compostos de</p><p>citoplasma, membrana plasmática e parede celular. O material genético �ca</p><p>disperso no citoplasma.</p><p>A lâmina B representa uma célula animal e pode ser de um organismo pluricelular</p><p>eucarioto. Possui a membrana plasmática, o citoplasma e o núcleo, visíveis na</p><p>imagem. O seu material genético encontra-se dentro do núcleo, delimitado pela</p><p>membrana nuclear, e em seu citoplasma �cam alocadas diversas organelas</p><p>citoplasmáticas não visíveis ao microscópio óptico, com exceção dos vacúolos.</p><p>Por �m, a lâmina C contém células vegetais. É possível dizer que é de um</p><p>organismo pluricelular eucarioto. São notáveis a parede celular, o núcleo e o</p><p>citoplasma destas células. Notamos ainda que o citoplasma ocupa quase toda a</p><p>parte da célula.</p><p>Após todas estas observações, você já está preparado para apresentar todas os</p><p>seus apontamentos para o Jean, demonstrando que você está preparado para as</p><p>próximas etapas do treinamento. Você conseguiu superar o desa�o até aqui,</p><p>parabéns! O caminho proposto foi apenas um exemplo de como você poderia</p><p>responder a situação-problema apresentada.</p><p>AVANÇANDO NA PRÁTICA</p><p>MICROSCOPIA E A SAÚDE</p><p>O laboratório de biologia celular e molecular da universidade na qual você estuda</p><p>recebeu uma demanda de amostras para serem analisadas. Os pesquisadores de</p><p>doutorado e mestrado estão analisando o vírus SARS-CoV-2, para a publicação de</p><p>um trabalho. O vírus causador da doença COVID-19, de importância internacional,</p><p>de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% dos</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 3/5</p><p>pacientes são assintomáticos ou apresentam poucos sintomas da doença,</p><p>enquanto em aproximadamente 20% dos casos, os pacientes requerem</p><p>atendimento hospitalar.</p><p>Os pesquisadores estão buscando compreender um pouco mais a respeito da</p><p>estrutura deste vírus e o seu comportamento. O laboratório recebeu</p><p>equipamentos novos e foi todo estruturado para atender a estas pesquisas, no</p><p>entanto, os estagiários que auxiliavam os pesquisadores estavam ausentes, devido</p><p>a uma viagem da universidade. O professor da disciplina de Biologia Celular</p><p>convocou alguns alunos para ajudar os pesquisadores e a sua missão será tirar</p><p>fotos do vírus no microscópio para serem analisadas posteriormente. No entanto,</p><p>lhe foi solicitado que você tire as fotos de mais de um microscópio.</p><p>Quais microscópios você deve utilizar? Qual a diferença na imagem deles? E você</p><p>consegue se lembrar das características e estruturas dos vírus para poder observá-</p><p>las?</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Primeiramente, você deve se recordar das características dos vírus. São</p><p>organismos acelulares, ou seja, não possuem células, tão pouco possuem</p><p>ribossomos ou outras estruturas que sustentem o seu organismo, não</p><p>realizando, portanto, nenhuma atividade metabólica. Os vírus necessitam de</p><p>outras células para se reproduzir e sobreviver, desta forma são considerados</p><p>parasitas intracelulares obrigatórios. São formados por uma capsula proteica</p><p>(capsídio), que envolve o material genético (ou um DNA ou um RNA, ou em</p><p>alguns casos os dois). Alguns vírus têm ainda um envelope viral (proteção</p><p>lipídica externa) e em seu capsídeo há proteínas ligantes para se ligarem as</p><p>células que serão infectadas. Estes organismos são muito pequenos e não</p><p>podem ser vistos a olho nu ou em microscópio óptico.</p><p>Desta forma, você já sabe que não deverá utilizar o microscópio óptico, pois</p><p>não irá conseguir visualizar o vírus SARS-CoV-2 e registrar as imagens</p><p>solicitadas.</p><p>O outro tipo de microscópio é o microscópio eletrônico, que possui dois</p><p>modelos, o MET (microscópio eletrônico de transmissão) e o MEV (microscópio</p><p>eletrônico de varredura).</p><p>No MET, o material a ser analisado deverá ser cortado em fatias �nas, e ele</p><p>possui um maior poder de resolução do que o MEV. O microscópio de</p><p>transmissão permite uma resolução de 0,002 nm, permitindo a visualização de</p><p>estruturas celulares como as organelas, interação de parasitas com as células e</p><p>informações sobre alterações nas células ocorridas por vírus, bactérias, dentre</p><p>outros. O MEV pode ser considerado complementar à microscopia de</p><p>transmissão, tem a vantagem de fornecer imagens tridimensionais e o material</p><p>a ser analisado não precisa ser cortado (ou seja, podem ser utilizadas amostras</p><p>grossas). O poder de resolução é de 10 nm, utilizado para estudos de</p><p>morfologia e taxonomia, visualizando organismos inteiros, tecidos e órgãos.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+…</p><p>4/5</p><p>Figura 1.7 | Imagens do vírus SARS-CoV-2</p><p>Fonte: adaptado de Instituto Butantan (n.p.).</p><p>Imagem A</p><p>Imagem B</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:22 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA+… 5/5</p><p>NÃO PODE FALTAR</p><p>MEMBRANA PLASMÁTICA</p><p>Renata Morais dos Santos</p><p>PRATICAR PARA APRENDER</p><p>Caro aluno, estudamos até aqui a unidade fundamental da vida, a célula.</p><p>Aprendemos a classi�cá-la e conhecemos um pouco sobre a suas características e</p><p>particularidades. Vocês se lembram dos três componentes básicos de todas as</p><p>células? Todas as células, sejam elas procariontes ou eucariontes, têm em sua</p><p>estrutura a membrana plasmática, o citoplasma e o material genético.</p><p>Nesta seção, iremos aprofundar os nossos estudos em um dos componentes mais</p><p>característicos das células, a membrana plasmática ou membrana celular. Você</p><p>seguramente já ouviu falar em “mosaico �uido”, “permeabilidade seletiva”, “uma</p><p>camada que tem medo da água e outra com a�nidade à água”, dentre outras</p><p>expressões, todas elas fazem referência a algumas das características da</p><p>membrana celular.</p><p>A membrana plasmática é a estrutura que delimita todas as células vivas: ela</p><p>separa o ambiente intracelular do ambiente extracelular, controlando assim tudo o</p><p>que entra e sai da célula, por meio de transportes ativos (com gasto de energia) ou</p><p>passivos (sem gasto de energia). Além de delimitar a célula e protegê-la de agentes</p><p>diversos, a membrana celular participa de processos de reconhecimento celular e</p><p>sinalização celular, participa da comunicação entre as células, dentre outras</p><p>funções particulares de algumas membranas.</p><p>E qual seria então a sua importância na saúde? Algumas doenças são causadas por</p><p>alterações na membrana plasmática e acabam apresentando risco à vidacomo o</p><p>mal de Alzheimer e a �brose cística. Além disso, a absorção de fármacos também</p><p>está relacionada com o funcionamento da membrana celular, dependendo da</p><p>composição, eles conseguem penetrar mais rápido pelas membranas, como no</p><p>Fonte: Shutterstock.</p><p>Deseja ouvir este material?</p><p>Áudio disponível no material digital.</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 1/12</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>o que é a membrana plasmática?</p><p>caso dos fármacos solúveis em lipídios. Desta forma, estudaremos não só a</p><p>composição da membrana plasmática, mas também as suas funções,</p><p>características e como são realizados os transportes de substâncias através da</p><p>membrana, uma vez que esta é seletiva e apenas algumas substâncias podem</p><p>entrar ou sair das células. Além disso, dependendo da concentração de moléculas</p><p>no meio intracelular em relação ao meio extracelular, a membrana faz um</p><p>transporte diferente. Vamos conhecê-los no decorrer desta seção.</p><p>Seguiremos com a situação hipotética em que uma multinacional farmacêutica</p><p>abriu um processo seletivo de trainee em diversos setores e você foi um dos</p><p>candidatos selecionados. Você está atuando no setor de produção, na área de</p><p>pesquisa, desenvolvimento e testes dos medicamentos e trabalha com uma equipe</p><p>de farmacêuticos, biólogos, biomédicos, médicos, engenheiros químicos e</p><p>biotecnólogos. Para executar bem a sua função, você precisa se dedicar muito e</p><p>estar disposto a aprender com esta nova experiência. Você foi encaminhado para</p><p>um dos laboratórios da empresa, para acompanhar o trabalho de um biólogo</p><p>experiente e aprender um pouco do trabalho feito por ele.</p><p>O gestor que está conduzindo o seu treinamento lhe apresentou ao farmacêutico</p><p>Carlos, do mesmo laboratório, e vocês farão alguns testes para veri�car a ação de</p><p>fármacos nas células e como eles atravessam a membrana celular para agirem.</p><p>Eles lhe explicaram que os fármacos podem atravessar a membrana plasmática de</p><p>quatro formas distintas: por difusão passiva, por difusão passiva facilitada, por</p><p>transporte ativo e por pinocitose.</p><p>Qual a diferença entre estes transportes? Existem outros transportes realizados</p><p>pela membrana plasmática? Jean solicitou o seu auxílio para montar uma</p><p>apresentação para os outros trainees que irão conhecer o laboratório. Para a</p><p>apresentação será necessário apresentar uma introdução com as partes principais</p><p>das células comuns a todos os seres vivos, com ênfase na membrana plasmática,</p><p>suas características e funções, para que todos possam compreender a</p><p>demonstração dos testes que vocês farão.</p><p>Como veremos, a membrana plasmática não é apenas uma barreira inerte na</p><p>célula que a delimita: ela tem funções de extrema importância e seu mau</p><p>funcionamento pode afetar algumas de suas funções, gerando problemas sérios</p><p>como o desenvolvimento de doenças, entre outros, os quais podem trazer</p><p>consequências para o ser vivo em questão. Todos esses pontos serão estudados</p><p>nesta seção.</p><p>CONCEITO-CHAVE</p><p>A membrana plasmática ou celular, como também é chamada, é a estrutura que</p><p>delimita a célula, ou seja, separa o meio intracelular do extracelular. Ela está</p><p>presente na superfície de todas as células, sejam elas procariontes ou eucariontes,</p><p>e é responsável por manter a integridade da célula e controlar o tráfego de</p><p>substâncias que entram e saem, formando uma barreira seletiva com uma</p><p>estrutura complexa e organizada. Devido a sua diminuta espessura, com cerca de</p><p>7 a 10 nm, não pode ser visualizada em microscópio óptico, no entanto, a sua</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 2/12</p><p>existência já era conhecida antes da invenção do microscópio eletrônico, por meio</p><p>de técnicas de coloração e contrastes. Um dos primeiros indícios de sua existência</p><p>foi a observação da alteração do volume das células de acordo com a concentração</p><p>de soluções inseridas nestas. Na década de 1950, com a microscopia eletrônica, foi</p><p>possível identi�car as características e composição das membranas plasmáticas,</p><p>concluindo que a estrutura básica das membranas biológicas é semelhante em</p><p>todos os tipos celulares. Vamos conhecer um pouco mais desta membrana a</p><p>seguir.</p><p>COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES</p><p>Todas as membranas plasmáticas são constituídas basicamente por moléculas de</p><p>lipídeos, proteínas e cadeias de carboidratos ligados aos lipídios e às proteínas. A</p><p>proporção destes componentes varia conforme o tipo de célula. Por exemplo: as</p><p>membranas de mielina (recobrem �bras nervosas) possuem 80% de lipídios,</p><p>enquanto as membranas de eritrócitos (glóbulos vermelhos) possuem cerca de</p><p>40% de sua massa composta por lipídios, e o restante distribuídos entre os demais</p><p>constituintes.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Apesar das porcentagens dos componentes da membrana plasmática</p><p>variarem bastante de acordo com o tipo celular considerado, elas, em geral,</p><p>apresentam uma composição lipoproteica predominante.</p><p>O primeiro componente da membrana celular que iremos estudar é o lipídio. Os</p><p>lipídios associados às membranas são moléculas com uma extremidade hidrofílica</p><p>e uma cadeia hidrofóbica. Mas o que isso signi�ca e qual é a sua importância?</p><p>As moléculas que apresentam a região hidrofílica têm a�nidade com a água, sendo</p><p>solúveis em meio aquoso, isto ocorre porque elas são moléculas polares. Já a</p><p>região hidrofóbica destas moléculas tem aversão à água e é insolúvel em meio</p><p>aquoso, porém solúvel em lipídios e considerada apolar. As moléculas que</p><p>apresentam estas características são consideradas an�páticas, ou seja, elas têm</p><p>regiões hidrofílicas e hidrofóbicas.</p><p>Os lipídios mais abundantes da membrana são os fosfolipídios, por conterem</p><p>grupos fosfato e, dentre eles, os mais comuns encontrados nas membranas</p><p>celulares</p><p>são os fosfoglicerídeos, es�ngolipídios, colesterol e glicolipídios.</p><p>ASSIMILE</p><p>O colesterol está presente nas membranas das células animais e não é</p><p>encontrado nas células vegetais, que, ao contrário, contêm outros esteróis.</p><p>A concentração de esteróis determina a �uidez da membrana e quanto</p><p>maior a concentração, menos �uida é a membrana. As células procariontes</p><p>não contêm esteróis, salvo raras exceções (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2012).</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 3/12</p><p>Graças às suas propriedades an�páticas, os fosfolipídios, em meio aquoso,</p><p>formam uma dupla camada ou bicamada, com porções hidrofóbicas voltadas para</p><p>o interior da célula e a as extremidades hidrofílicas voltadas para o meio exterior</p><p>aquoso. Essa característica é essencial para a manutenção da bicamada lipídica,</p><p>estrutura básica universal da membrana plasmática, assim como de outras</p><p>membranas biológicas, que, associadas a proteínas, constituem um mosaico �uido,</p><p>que estudaremos mais adiante.</p><p>As proteínas podem ser consideradas o segundo maior componente das</p><p>membranas plasmáticas, cuja atividade metabólica depende delas. Cada tipo de</p><p>membrana tem proteínas características, responsáveis pelas funções da</p><p>membrana (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2012). Existem dois grandes grupos de</p><p>proteínas, as integrais (ou intrínsecas) e as periféricas (ou extrínsecas), classi�cadas</p><p>de acordo com a facilidade ou não de extraí-las da bicamada lipídica. Elas</p><p>atravessam a bicamada lipídica e auxiliam em quase todas as funções da</p><p>membrana e estão envolvidas no transporte através da membrana e na</p><p>comunicação celular. As proteínas se encontram agrupadas pela membrana de</p><p>acordo com as suas especialidades, uma vez que são as principais responsáveis</p><p>pela atividade da membrana plasmática.</p><p>ASSIMILE</p><p>As proteínas integrais são integradas à membrana, estão �rmemente</p><p>associadas aos lipídios e só podem ser separadas da parte lipídica com o</p><p>auxílio de técnicas, como o uso de detergentes. As proteínas que</p><p>atravessam a membrana de um lado a outro são conhecidas por proteínas</p><p>transmembranas. Enquanto as proteínas extrínsecas não estão associadas</p><p>aos lipídios e podem ser facilmente isoladas com o emprego de soluções</p><p>salinas.</p><p>E, por �m, os outros componentes da membrana celular são os carboidratos</p><p>(oligossacarídeos). Encontrados na superfície externa das células, eles podem estar</p><p>associados às proteínas (glicoproteínas) ou aos lipídios (glicolipídios). Quando</p><p>associados às proteínas, os carboidratos formam marcadores celulares, que</p><p>permitem às células reconhecerem umas às outras.</p><p>EXEMPLIFICANDO</p><p>O nosso sistema imunológico possui células imunitárias (leucócitos) que por</p><p>meio de marcadores celulares conseguem diferenciar as células do nosso</p><p>organismo que não devem ser “atacadas” das células estranhas, que devem</p><p>ser “atacadas”. Ou seja, trata-se de um mecanismo de defesa do nosso</p><p>organismo.</p><p>A região composta por glicoproteínas e glicolipídios é denominada de glicocálice ou</p><p>glicocálix, com importantes funções para a célula, desde proteção contra lesões de</p><p>natureza química e mecânica, capacidade de adsorver água (evitando ligações</p><p>indesejadas entre células), reconhecimento celular e adesão celular (importante</p><p>para criação de tecidos).</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 4/12</p><p>DICA</p><p>O glicocálice das hemácias determina os grupos sanguíneos (A, B, AB ou O).</p><p>O reconhecimento do tipo sanguíneo é extremamente importante para a</p><p>realização de transfusões de sangue e tratamento de algumas doenças.</p><p>Conhecendo a composição básica das membranas plasmáticas, podemos concluir</p><p>que elas estão envolvidas em processos vitais das células: proteção das estruturas</p><p>celulares, permeabilidade seletiva (no controle de entrada e saída de substâncias</p><p>da célula), delimitação do conteúdo intracelular e extracelular (mantém a</p><p>integridade da célula), transporte de substâncias essenciais ao metabolismo celular</p><p>(com o auxílio das proteínas), suporte físico para enzimas que �cam �xadas nela,</p><p>reconhecimento de substâncias e comunicação celular (por meio de receptores</p><p>especí�cos na membrana).</p><p>MEMBRANA PLASMÁTICA E SUAS CARACTERÍSTICAS</p><p>Além da sua propriedade de permeabilidade seletiva, controlando o �uxo de</p><p>substâncias na célula, a membrana plasmática possui outras duas características: a</p><p>sua �uidez e assimetria.</p><p>Para representar a estrutura dinâmica e complexa da membrana plasmática,</p><p>formada por uma bicamada lipídica, constituída de proteínas e carboidratos, foi</p><p>proposto, em 1972, o modelo de mosaico �uido (�gura 1.7), idealizado por Singer e</p><p>Nicholson. O modelo foi assim denominado, porque a membrana plasmática se</p><p>assemelha a um mosaico composto por uma combinação de proteínas e lipídios</p><p>(fosfolipídios).</p><p>Figura 1.8 | Modelo mosaico �uido da membrana plasmática</p><p>Fonte: adaptada de Wikimedia Commons.</p><p>A bicamada da membrana é formada por fosfolipídios, moléculas an�páticas que</p><p>se encontram em constante deslocamento, permitindo a �uidez da membrana. As</p><p>moléculas de proteínas presentes na bicamada da membrana estão dispostas com</p><p>a sua parte hidrofílica em contato com a região aquosa da célula. Algumas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 5/12</p><p>proteínas podem se deslocar lateralmente, comprovando que a membrana é um</p><p>�uido que permite a movimentação das proteínas dentro de uma matriz lipídica</p><p>líquida (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2012).</p><p>A membrana plasmática apresenta uma assimetria entre as duas faces de sua</p><p>membrana, as quais marcam a composição de lipídios e de proteínas. Outro fator</p><p>que corrobora com esta assimetria é a distribuição das moléculas de carboidratos</p><p>(glicolipídios e glicoproteínas), localizadas somente na face da membrana voltada</p><p>para o meio extracelular, conhecida como glicocálix.</p><p>É importante termos o conhecimento de que a membrana plasmática de algumas</p><p>células apresenta especializações de funções. Nestes casos, as regiões da</p><p>membrana sofrem determinadas modi�cações especializando-a para uma</p><p>atividade mais especí�ca, como absorção de substâncias, aderência, locomoção e</p><p>comunicação intracelular. Alguns exemplos mais conhecidos destas</p><p>especializações são:</p><p>•  Microvilosidades: prolongamentos digitiformes, encontradas na superfície de</p><p>células do intestino e rins, aumentam a absorção de nutrientes.</p><p>•  Desmossomos: estruturas formadas pela membrana com a função de manter as</p><p>células unidas umas às outras, aumentando a adesão entre elas. São encontrados</p><p>em vários pontos da superfície da membrana plasmática.</p><p>•  Cílios e �agelos: estruturas citoplasmáticas anexas à membrana plasmática, com</p><p>função, em geral, de locomoção. Os �agelos por exemplo são encontrados em</p><p>espermatozoides, enquanto os cílios estão presentes nas vias respiratórias,</p><p>auxiliando na defesa (retenção de impurezas).</p><p>TRANSPORTES ATRAVÉS DA MEMBRANA</p><p>A membrana plasmática, como vimos, não só separa o meio intracelular do</p><p>extracelular, como também controla a entrada e saída de substâncias da célula,</p><p>formando uma barreira que facilita ou di�culta a passagem de moléculas, por isso</p><p>é denominada de membrana semipermeável ou com permeabilidade seletiva. O</p><p>transporte de substâncias através da membrana pode ocorrer de diferentes</p><p>maneiras, dependendo das características das substâncias e das estruturas</p><p>presentes em cada uma das células.</p><p>Para compreender os diferentes tipos de transportes da membrana</p><p>plasmática,</p><p>precisamos primeiro conhecer as substâncias que passam pelas membranas,</p><p>conhecidas como soluto (íons ou pequenas moléculas que são dissolvidas) e</p><p>solvente (meio líquido, no qual o soluto é dissolvido). E como ocorre o �uxo dessas</p><p>substâncias na membrana? As moléculas seguem um gradiente de concentração,</p><p>isto signi�ca que elas sempre seguem em direção ao local de maior concentração</p><p>para o local de menor concentração, até que a distribuição das moléculas seja</p><p>uniforme, e para manter o equilíbrio, o intercâmbio de substâncias passa a ser</p><p>proporcional. Desta forma, podemos caracterizar o meio intra e extracelular como</p><p>isotônico, quando a concentração de soluto é igual no meio interno e externo da</p><p>célula; hipertônico, quando a concentração de soluto é maior em relação ao</p><p>solvente, no meio; e hipotônico, quando a concentração de soluto é menor em</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 6/12</p><p>relação ao solvente, no meio. Com estas informações já sabemos que o tipo de</p><p>substância e a concentração dela in�uenciam no tipo de transporte que será</p><p>adotado, de forma ativa (com gasto de energia) ou passiva (sem gasto de energia).</p><p>O transporte passivo é caracterizado pela passagem das substâncias através da</p><p>membrana plasmática, seguindo o gradiente de concentração, da região mais</p><p>concentrada para a menos concentrada, podendo ocorrer tanto no interior das</p><p>células como entre as células e o meio externo. Existem três tipos: difusão simples,</p><p>difusão facilitada e osmose. Como podemos diferenciá-los?</p><p>Na difusão simples ou passiva, o soluto é transferido através da membrana</p><p>plasmática do meio mais concentrado para o menos concentrado, podendo entrar</p><p>ou sair da célula de acordo com a disposição destas concentrações nos meios intra</p><p>e extracelulares. Neste caso, o soluto precisa ser pequeno e apolar. A força que</p><p>impulsiona o soluto para dentro ou para fora da célula é a própria agitação térmica</p><p>das moléculas, não havendo gasto de energia (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2012). A</p><p>relação entre a concentração de O2 e CO2 nas células é devida à difusão simples. A</p><p>maioria dos fármacos, por exemplo, por apresentarem moléculas pequenas, é</p><p>capaz de atravessar a membrana placentária por difusão, permitindo à gestante</p><p>transferi-los para o feto, no entanto, a insulina possui moléculas grandes incapazes</p><p>de atravessar a membrana da placenta por meio da difusão.</p><p>Já na difusão facilitada, as moléculas que não conseguem atravessar facilmente a</p><p>membrana precisam do auxílio de algumas proteínas com função transportadora,</p><p>chamadas de proteínas permeases ou carreadoras. Estas proteínas transportam as</p><p>substâncias (moléculas e íons) polares que não conseguem atravessar a parte dos</p><p>fosfolipídios (hidrofóbica) da membrana. Como exemplo, podemos citar a molécula</p><p>de glicose, algumas vitaminas e aminoácidos. As proteínas que auxiliam neste</p><p>transporte são capazes de mudar a sua conformação de forma e reconhecerem a</p><p>substância que deve ser transportada, facilitando o transporte, sem gasto de</p><p>energia, a favor do gradiente de concentração. Este processo ocorre em uma</p><p>velocidade maior do que o processo de difusão simples.</p><p>Por �m, na osmose, a passagem do solvente ocorre de uma região com baixa</p><p>concentração de soluto para uma região mais concentrada. A entrada ou saída do</p><p>solvente na célula depende da quantidade de soluto presente, controlada pela</p><p>pressão osmótica, que atua no equilíbrio destas concentrações. Você deve se</p><p>lembrar de ter ouvido que jogar sal no corpo da lesma, ela derrete, certo? Isso</p><p>ocorre porque a concentração de sal é muito maior no meio externo do que no</p><p>corpo da lesma e, desta forma, a água através do processo de osmose sai do corpo</p><p>da lesma, causando a sua morte.</p><p>Quando estudamos as células do sangue (hemácias) e as inserimos em um meio</p><p>hipotônico, a água passará por osmose para o interior da célula, mais concentrado.</p><p>Assim, a célula acaba inchando por ganhar água e, pode, até mesmo estourar.</p><p>Estas mesmas células inseridas em um meio hipertônico perdem água para o meio</p><p>e acabam murchando, muitas vezes, elas podem inclusive morrer ou ter as suas</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 7/12</p><p>funções afetadas. O ideal é que as células estejam em um meio isotônico, com a</p><p>mesma pressão osmótica nos meios intra e extracelular, permitindo a entrada e</p><p>saída de água da célula com facilidade.</p><p>REFLITA</p><p>A osmose ocorre da mesma forma em células animais e vegetais? A parede</p><p>celular das células vegetais teria alguma in�uência no comportamento da</p><p>célula, já que ela é uma camada de proteção extra?</p><p>Diferentemente das células animais, as células vegetais quando expostas ao meio</p><p>hipotônico ou hipertônico, em virtude da presença de parede celular, impedem a</p><p>entrada ou saída excessiva de água na célula. As células vegetais �cam turgidas,</p><p>mas não chegam a se romper, ou �cam plasmolisadas, quando perdem muita</p><p>água, no entanto, a sua composição interna �ca preservada e ao absorver água,</p><p>elas retornam à sua situação inicial.</p><p>No transporte passivo ocorre a ação dos gradientes de concentração, sem a</p><p>atuação celular ou gasto energético, e sua classi�cação é de transporte físico.</p><p>Como funciona então o transporte ativo? Ao contrário do transporte passivo, as</p><p>substâncias são transportadas para a célula contra o gradiente de concentração,</p><p>do meio de menor concentração (meio hipotônico) para um meio de maior</p><p>concentração (meio hipertônico), sendo necessário o gasto de energia.</p><p>Figura 1.9 | Diferentes mecanismos e estruturas da membrana são utilizados pelos solutos para</p><p>atravessar as membranas da célula</p><p>Fonte: De Robertis e Hib (2017, p. V).</p><p>O transporte ativo pode ser dividido em transporte primário e secundário. Vamos</p><p>entender a diferença entre eles? Em ambos os casos, são utilizadas proteínas</p><p>carreadoras que auxiliam no transporte destas substâncias, que precisam ser</p><p>ativadas por meio de energia. O transporte ativo primário utiliza uma fonte de</p><p>energia química, como o trifosfato de adenosina (ATP) ou outro fosfato rico em</p><p>energia, para ativar as proteínas transportadoras e mover as substâncias através</p><p>da membrana contra o seu gradiente. Um exemplo é a bomba de sódio-potássio,</p><p>que utiliza proteínas transportadoras que capturam os íons de sódio (Na+) de</p><p>dentro do citoplasma da célula e os bombeia para fora delas, enquanto capturam</p><p>os íons de potássio (K+) do meio externo bombeando-os para o interior das</p><p>células. Como as proteínas utilizam energia, proveniente do ATP, este processo de</p><p>transporte é considerado ativo primário. A bomba de Na+/K+ tem a importante</p><p>0</p><p>V</p><p>e</p><p>r</p><p>a</p><p>n</p><p>o</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>e</p><p>s</p><p>09/08/2024, 19:27 lddkls212_int_bio_cel_des</p><p>https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=leticiamazurmaia%40gmail.com&usuarioNome=LETICIA+DE+ARAUJO+MAZUR+MAIA&disciplinaDescricao=INTRODUÇÃO+À+BIOLOGIA… 8/12</p><p>função de manter as concentrações apropriadas destes íons nas células vivas,</p><p>controlando a estabilidade do volume celular e a concentração de água no interior</p><p>da célula, evitando assim que as células inchem a ponto de estourarem. Além</p><p>disso, a bomba de sódio-potássio está diretamente relacionada às funções</p><p>�siológicas dos processos de contração muscular e condução dos impulsos</p><p>nervosos, manutenção de gradientes eletroquímicos na célula e em suas</p><p>organelas.</p><p>Já o transporte ativo secundário (cotransporte) é caracterizado pelo uso de</p><p>energia indireta, por meio do uso de um gradiente eletroquímico gerado pelo</p><p>transporte ativo primário para mover outras substâncias contra os seus</p><p>gradientes. Senso assim, este tipo de transporte</p>

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