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<p>GUYTON & HALL PERGUNTAS & RESPOSTAS EM FISIOLOGIA SAUNDERS HALL ELSEVIER TRADUÇÃO DA EDIÇÃO</p><p>Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia</p><p>Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia Edição John E. Hall, PhD Arthur C. Guyton Professor and Chair Associate Vice Chancellor for Research Department of Physiology and Biophysics University of Mississippi Medical Center Jackson, Mississippi SAUNDERS ELSEVIER</p><p>2012 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders um selo editorial Elsevier Inc. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02 1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352 4544-8 Copyright 2011, 2006 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc. All rights reserved. This edition of Guyton & Hall Physiology Review 2nd edition by John E. Hall is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-1-4160-5452-8 Capa Folio Design Editoração Eletrônica Rosane Guedes Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 andar 20050-006 - Centro - Rio de Janeiro RJ Rua Quintana, n° 753 8° andar 04569-011 Brooklin São Paulo SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 sac@elsevier.com.br Preencha a ficha de cadastro no final deste livro e receba gratuitamente informações sobre os lançamentos e promoções da Elsevier. Consulte também nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br NOTA conhecimento médico está em permanente mudança. Os cuidados normais de segurança devem ser seguidos, mas, como as novas pesquisas e a experiência clínica ampliam nosso conhecimento, alterações no tratamento e terapia à base de fármacos podem ser necessárias ou apropriadas. Os leitores são aconselhados a checar informações mais atuais dos produtos, fornecidas pelos fabricantes de cada fármaco a ser administrado, para verificar a dose recomendada, método e a duração da administração e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base na experiência e contando com o conhecimento do paciente, determinar as dosagens e o melhor tratamento para cada um individualmente. Nem o editor nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventual dano ou perda a pessoas ou a propriedade originada por esta publicação. Editor CIP-BRASIL. SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE RJ G998p Guyton, Arthur C., 1919-2003 Perguntas e respostas em fisiologia / Guyton e Hall ; Raimundo Rodrigues Santos... et al.]. 2.ed. Rio de Janeiro Elsevier, 2012. AUTORIZADA 272p. : il. 28 cm Tradução de: Guyton e Hall physiology review 2/E ISBN 978-85-352-4544-8 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIREITOS 1. Fisiologia humana. 2. Fisiopatologia. I. Hall, John E. (John Edward), 1946-. II. Título. DIREITO 11-4056. CDD: 612 CDU: 612 04.07</p><p>Revisão Científica e Tradução Revisão Científica Alex Christian Manhães (Unidades 6, 10, 11) Professor Adjunto do Departamento de Ciências Fisiológicas do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, do Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Graduação em Medicina (UERJ), Mestrado em Biofísica (UFRJ) e Doutorado em Biologia Anderson Ribeiro Carvalho (Unidades 7, 8, 15) Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) Doutor em Fisiopatologia Claudio Filgueiras (Unidades 2, 5) Professor Adjunto do Departamento de Ciências Fisiológicas do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, do Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Doutor em Biologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro Mabel Carneiro Fraga (Unidades 3, 4) Fisioterapeuta com Mestrado em Fisiopatologia Clínica e Experimental (UERJ), Doutorado em Ciências (UERJ) e Pós-doutorado em Fisiologia (UERJ). Patricia Lisboa (Unidades 12 a 14) Professora Adjunta do Departamento de Ciências Fisiológicas do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, do Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Graduação em Ciências Biológicas (UERJ), Mestrado em Ciências (UFRJ) e Doutorado em Ciências (UFRJ) Yael de Abreu Villaça (Unidades 1, 9) Professora do Departamento de Ciências Fisiológicas do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, do Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Graduação em Ciências Biológicas (UERJ), Mestrado em Biologia e Doutorado em Biologia Pós-doutorado em Toxicologia do Desenvolvimento Equipe de Tradução Adriana Nascimento (Unidades 1, 3, 6) Doutora em Biologia Humana e Experimental pela UERJ Mestre em Morfologia pela UERJ Claudia Coana (Unidade 4) Bacharel em Letras (Tradução), Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO), São Paulo Edianez Chimello (Unidades 5, 8) Tradutora, São Paulo V</p><p>Tradução Maria Inês Corrêa Nascimento (Unidade 7) Bacharel em Letras (Tradução Bilíngue), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Rio de Janeiro Raimundo Rodrigues Santos (Unidades 2, 12 a 15) Médico Especialista em Neurologia e Neurocirurgia Mestre em Medicina, Universidade do Estado do Rio de Janeiro Sílvia Spada (Caderno zero) Especialização em Tradução, Universidade de São Paulo (USP) Bacharel em Letras, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP Vilma Ribeiro de Souza Varga (Unidades 9 a 11) Graduada em Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, São Paulo Residência Médica em Neurologia Clínica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo</p><p>Colaboradores Thomas H. Adair, PhD Robert L. Hester, PhD Professor of Physiology and Biophysics Professor of Physiology and Biophysics University of Mississippi Medical Center University of Mississippi Medical Center Jackson, Mississippi Jackson, Mississippi Unidades II, XII e XIII Unidades VI, VII e VIII David J. Dzielak, PhD Thomas E. Lohmeier, PhD Professor of Surgery Professor of Physiology and Biophysics Professor of Health Sciences University of Mississippi Medical Center Associate Professor of Physiology and Biophysics Jackson, Mississippi University of Mississippi Medical Center Unidade XIV Jackson, Mississippi Unidades IX, Xe XI R. Davis Manning, PhD Professor of Physiology and Biophysics Joey P. Granger, PhD University of Mississippi Medical Center Billy Guyton Professor of Physiology and Biophysics Jackson, Mississippi and Medicine Unidades III, IVe XV Dean of the School of Graduate Studies University of Mississippi Medical Center David B. Young, PhD Jackson, Mississippi Professor Emeritus of Physiology and Biophysics Unidade IV University of Mississippi Medical Center Jackson, Mississippi John E. Hall, PhD Unidade XIV Arthur C. Guyton Professor and Chair Associate Vice Chancellor for Research Department of Physiology and Biophysics University of Mississippi Medical Center Jackson, Mississippi Unidades I, Ve XIII vii</p><p>Apresentação A autoavaliação é um importante componente da apren- perguntas para as quais a resposta correta é a opção er- dizagem eficaz, especialmente quando se estuda um assun- rada dentre as opções apresentadas. to tão complexo quanto fisiologia médica. A obra Guyton Guyton & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia não & Hall Perguntas e Respostas em Fisiologia foi idealizada deve ser usado como um substituto para as informações para oferecer uma revisão abrangente da fisiologia hu- abrangentes contidas no Guyton & Hall Tratado de Fisio- mana através de questões de múltipla escolha e explica- logia Médica. Ele se destina a ser, principalmente, um ções das respostas. Os estudantes de medicina que se recurso para que você avalie seu conhecimento de fisiolo- preparam para o exame de residência vão considerar este gia e fortaleça sua capacidade de aplicar e integrar esse livro bastante útil, já que as perguntas proporcionam uma conhecimento. revisão acurada e abrangente do tema. Tentamos tornar essa revisão o mais precisa possível, e As perguntas e respostas são baseadas no Guyton & esperamos que ela seja um valioso instrumento para o Hall Tratado de Fisiologia Médica, edição (TFM 12). estudo da fisiologia. Nós o convidamos a nos enviar suas O livro traz mais de 1.000 perguntas e respostas, e cada críticas, sugestões e informações. resposta faz menção ao Guyton & Hall Tratado de Fisio- Sou grato a cada um dos colaboradores por seu cuida- logia Médica, edição, para possibilitar uma compreen- doso trabalho neste livro. Quero ainda expressar meu são mais completa do tópico e a autoavaliação dos seus agradecimento a William Schmitt, Rebecca Gruliow, conhecimentos sobre o assunto. São utilizadas figuras e Christine Abshire, e aos demais funcionários da Elsevier gráficos para reforçar os conceitos básicos. Algumas per- pela excelência editorial e de produção. Estou especial- guntas incorporam informações de vários capítulos do mente em débito com o falecido Dr. Arthur C. Guyton, Guyton & Hall Tratado de Fisiologia Médica para testar autor das oito primeiras edições do Guyton e Hall Tratado sua capacidade de aplicar e integrar os princípios neces- de Fisiologia Médica, cuja primeira edição foi publicada sários ao domínio da fisiologia humana. há quase 50 anos. Tive o privilégio de trabalhar com ele na Uma maneira eficaz de utilizar o livro é reservar, em nona e décima edições e tentei, nas duas últimas, continuar média, 1 minuto para cada pergunta de uma determinada sua prática de apresentar de maneira acurada os com- unidade. Indique sua resposta para cada pergunta e depois plexos princípios da fisiologia em linguagem acessível, a utilize o tempo que for necessário na verificação de suas fim de facilitar a compreensão por parte dos estudantes. respostas e na leitura cuidadosa das explicações apresen- tadas. Leia o material adicional contido no Guyton & Hall John E. Hall, PhD Tratado de Fisiologia Médica, especialmente no caso das Jackson, Mississipi ix</p><p>Sumário UNIDADE I A Célula e Fisiologia Geral 1 Respostas 3 UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 5 Respostas 15 UNIDADE III Coração 23 Respostas 33 UNIDADE IV A Circulação 41 Respostas 57 UNIDADE V Os Fluidos Corporais e os Rins 71 Respostas 87 UNIDADE VI Células Sanguíneas, Imunidade e Coagulação Sanguínea 101 Respostas 107 UNIDADE VII Respiração 113 Respostas 129 UNIDADE VIII Fisiologia da Aviação, do Espaço e do Mergulho em Alto Mar 139 Respostas 141 UNIDADE IX Sistema Nervoso: A. Princípios Gerais e Fisiologia Sensorial 143 Respostas 149 UNIDADE X Sistema Nervoso: B. Os Sentidos Especiais 155 Respostas 163 xi</p><p>Sumário UNIDADE XI Sistema Nervoso: C. Neurofisiologia Motora e Integrativa 171 Respostas 183 UNIDADE XII Fisiologia Gastrointestinal 191 Respostas 201 UNIDADE XIII Regulação do Metabolismo e da Temperatura 211 Respostas 217 UNIDADE XIV Endocrinologia e Reprodução 221 Respostas 237 UNIDADE XV Fisiologia do Esporte 249 Respostas 251 xii</p><p>UNIDADE A Célula e Fisiologia Geral 1. O termo "glicocálice" se refere à(s) 5. Os RNAs micro (RNAmi) A) cadeias de carboidratos carregadas negativamente A) são formados no citoplasma e reprimem a tradução que se projetam para o citosol a partir de glicolipí- ou promovem a degradação do RNAm antes que ele dios e glicoproteínas integrais possa ser traduzido B) camada de carboidratos carregada negativamente B) são formados no núcleo e em seguida processados na superfície externa da célula no citoplasma pela enzima dicer C) camada de ânions alinhada na superfície citosólica C) são fragmentos de RNA fita dupla curtos (21 a 23 da membrana plasmática nucleotídios) que regulam a expressão gênica D) grandes reservas de glicogênio encontradas nos D) reprimem a transcrição gênica músculos "rápidos" E) um mecanismo de adesão célula-célula Perguntas 6 a 8 2. O RNA mensageiro (RNAm) A) Nucléolo B) Núcleo A) carrega o código genético para o citoplasma C) Retículo endoplasmático agranular B) carrega os aminoácidos ativados para os ribos- D) Retículo endoplasmático granular somos E) Aparelho de Golgi C) é uma molécula de RNA de fita simples com 21 a 23 F) Endossomos nucleotídios que pode regular a transcrição gênica G) Peroxissomos D) forma os ribossomos H) Lisossomos 3. Qual das seguintes afirmações é verdadeira para ambos I) Citosol pinocitose e fagocitose? J) Citoesqueleto K) Glicocálice A) Envolvem o recrutamento de filamentos de actina L) Microtúbulos B) Ocorrem de forma espontânea e não seletiva C) As vesículas endocitóticas se fusionam com os ri- Para cada um dos cenários descritos a seguir, identifique o bossomos que liberam hidrolases no interior das local subcelular, listado anteriormente, mais provável para vesículas a proteína deficiente ou mutante. D) São somente observadas nos macrófagos e neutró- 6. Estudos realizados em um menino de 5 anos de idade filos mostraram um acúmulo de ésteres de colesterol e trigli- E) Não necessitam de ATP cerídios em seu fígado, baço e intestinos e calcificação 4. Na comparação de dois tipos de células da mesma pes- de ambas as glândulas suprarrenais. Estudos adicionais soa, a variação nas proteínas expressas por cada tipo de indicaram que a causa é uma deficiência na atividade da célula reflete lipase ácida A. A) diferenças no DNA contido no núcleo de cada cé- 7. A clivagem anormal dos resíduos de manose durante o lula processamento pós-traducional de glicoproteínas re- B) diferenças no número de genes específicos em seus sulta no desenvolvimento de uma doença autoimune genomas semelhante ao lúpus em camundongos. A clivagem C) expressão e repressão célula-específica de genes anormal é decorrente de uma mutação da enzima pecíficos a-manosidase II. D) diferenças no número de cromossomos em cada célula E) a idade das células 1</p><p>UNIDADE I A Célula e Fisiologia Geral 8. A observação de que a clivagem anormal dos resíduos 15. Qual dos seguintes eventos não ocorre durante o pro- de manose derivados de glicoproteínas provoca uma cesso de mitose? doença autoimune em camundongos, sustenta o papel A) Condensação dos cromossomos desta estrutura na resposta imunológica normal. B) Replicação do genoma C) Fragmentação do envoltório nuclear Perguntas 9 a 11 D) Alinhamento das cromátides ao longo da placa A) Nucléolo equatorial B) Núcleo E) Separação das cromátides em dois conjuntos de 46 C) Retículo endoplasmático agranular cromossomos "filhos" D) Retículo endoplasmático granular 16. Qual das seguintes características de uma membrana E) Aparelho de Golgi biológica é mais influenciada pelo seu conteúdo de F) Endossomos colesterol? G) Peroxissomos H) Lisossomos A) Espessura I) Citosol B) Permeabilidade J) Citoesqueleto C) Fluidez K) Glicocálice D) Glicosilação L) Microtúbulos E) Hidrofobicidade Faça a correspondência entre cada uma das etapas listadas 17. aspecto de qual das seguintes estruturas distingue as a seguir, envolvidas na síntese e no empacotamento de uma células eucarióticas das unidades de vida inferiores? proteína secretada, e sua localização celular mencionada A) DNA anteriormente. B) RNA 9. Início da tradução C) Membranas D) Proteína 10. Condensação e empacotamento de proteína E) Núcleo 11. Transcrição gênica 18. Suponha que um excesso de sangue é transfundido em um paciente cujos barorreceptores arteriais não são 12. "Redundância" ou "degeneração" do código genético funcionais e a pressão arterial aumenta de 100 para 150 ocorre durante qual das seguintes etapas da síntese de mmHg. Em seguida, suponha que o mesmo volume de proteína? sangue é infundido no mesmo paciente sob condições A) Replicação do DNA onde seus barorreceptores arteriais funcionam nor- B) Transcrição malmente e a pressão arterial aumenta de 100 para 125 C) Modificação pós-transcricional mmHg. Qual é o "ganho" de feedback aproximado dos D) Tradução barorreceptores arteriais neste paciente quando eles E) Glicosilação de proteína funcionam normalmente? A) -1,0 13. Qual das seguintes opções não desempenha papel di- B) -2,0 reto no processo de transcrição? C) 0,0 A) Helicase D) +1,0 B) RNA polimerase E) +2,0 C) Sequência da cadeia terminal D) Moleculas de RNA "ativadas" E) Sequência promotora 14. Qual das seguintes proteínas é mais provavelmente produto de um proto-oncogene? A) Receptor de um fator de crescimento B) Proteína do citoesqueleto C) Canal de Na+ D) Ca++-ATPase E) Cadeia leve da miosina 2</p><p>RESPOSTAS 1. B) O "glicocálice" da célula é a cobertura frouxa de car- 6. H) As lipases ácidas, junto com outras hidrolases ácidas, boidrato carregado negativamente na superfície externa estão localizadas nos lisossomos. A fusão das vesículas da membrana celular. Os carboidratos da membrana endocitótica e autolítica com os lisossomos inicia o pro- geralmente ocorrem em combinação com proteínas ou cesso intracelular que permite as células digerirem os lipídios na forma de glicoproteínas ou glicolipídios, e a restos celulares e as partículas ingeridas do meio extrace- parte "glico" destas moléculas quase sempre se projeta lular, incluindo bactérias. No ambiente acídico normal para o exterior da célula. do lisossomo, as lipases ácidas usam hidrogênio para TFM12 14 converter os lipídios em ácidos graxos e glicerol. Outras lipases ácidas incluem uma variedade de nucleases, pro- 2. A) As moléculas de RNAm são fitas simples e longas de teases e enzimas hidrolisantes de polissacarídios. RNA, suspensas no citoplasma e constituídas de várias TFM12 15 centenas a vários milhares de nucleotídios do RNA em fitas não pareadas. RNAm carrega o código genético 7. E) As proteínas de membrana são glicosiladas durante a para citoplasma para controlar o tipo de proteína for- sua síntese no lúmen do retículo endoplasmático granu- mada. O RNA transportador (RNAt) transporta os lar. Entretanto, a das modificações pós-tradu- aminoácidos ativados para os ribossomos. RNA ri- cionais das cadeias de oligossacarídios, ocorre durante o bossomal, junto com aproximadamente 75 proteínas transporte da proteína através das camadas da matriz diferentes, forma os ribossomos. Os RNAs micro são do aparelho de Golgi, onde as enzimas, como a moléculas de RNA de fita simples de 21 a 23 nucleotí- a-manosidase II, estão localizadas. dios que regulam a transcrição e a tradução gênica. TFM12 15 TFM12 31 8. K) As cadeias de oligossacarídios que são adicionadas às 3. A) Ambos, pinocitose e fagocitose, envolvem o movi- glicoproteínas na face luminal do retículo endoplasmá- mento da membrana plasmática. A pinocitose envolve a tico granular, sendo em seguida modificadas durante invaginação da membrana celular enquanto a fagocitose seu transporte através do aparelho de Golgi, são fixadas envolve a evaginação. Ambos os eventos necessitam do à superfície extracelular da célula. Essa camada de recrutamento de actina e de outros elementos do cito- carboidratos carregada negativamente é coletivamente esqueleto. A fagocitose não é espontânea, mas seletiva, chamada de glicocálice, que participa das interações sendo ativada por interações específicas receptor-li- célula-célula, célula-ligante e da resposta imunológica. gante. TFM12 14; veja também Capítulo 34 TFM12 19 9. I) início da tradução, seja de uma proteína citosólica, 4. C) A variação nas proteínas expressas em cada célula uma proteína ligada à membrana ou de uma proteína reflete a expressão e a repressão específica da célula de secretada, ocorre no citosol, envolvendo um conjunto genes específicos. Cada célula contém mesmo DNA comum de ribossomos. Somente após o aparecimento no núcleo e o mesmo número de genes. Assim, a dife- do N-terminal do polipeptídio ele é identificado como renciação resulta não das diferenças nos genes, mas da uma proteína destinada a secreção. Nesse ponto, os ri- repressão e/ou ativação seletiva de diferentes promoto- bossomos se fixam à superfície citosólica do retículo res gênicos. endoplasmático granular. A tradução continua, e o novo TFM12 39-40 polipeptídio é expulso da matriz do retículo endoplas- mático. 5. A) Os RNAs micro (RNAmi) são formados no cito- TFM12 32-33 plasma a partir de pré-RNAmi, sendo processados pela enzima dicer que finalmente monta o complexo de in- 10. E) As proteínas secretadas são condensadas, classifica- dução do silenciamento de RNA (RISC, RNA-induced das e empacotadas em vesículas secretoras nas partes silencing complex), que, então, gera o RNAmi. RNAmi terminais do aparelho de Golgi, também conhecidas regula a expressão gênica por ligar-se à região comple- como rede trans-Golgi. É neste local que as proteínas mentar do RNA e reprimir a tradução ou promover a destinadas a secreção são separadas das destinadas aos degradação do RNAm antes que ele possa ser traduzido compartimentos intracelulares ou às membranas celu- pelo ribossomo. lares. TFM12 32-33 TFM12 15 3</p><p>UNIDADE I A Célula e Fisiologia Geral 11. B) Todos os eventos da transcrição ocorrem no nú- 15. B) A replicação do DNA ocorre durante a fase S do cleo, independente da destinação final da proteína ciclo celular e precede a mitose. A condensação dos produzida. A molécula de RNA mensageiro resultante cromossomos ocorre durante a prófase da mitose. A é transportada através dos poros nucleares na mem- fragmentação do envoltório nuclear ocorre durante a brana nuclear e traduzida no citosol ou no lúmen do pró-metáfase da mitose. As cromátides se alinham na retículo endoplasmático granular. placa equatorial durante a metáfase e se separam em TFM12 31 dois conjuntos completos de cromossomos-filhos du- rante a anáfase. 12. D) Durante a replicação e a transcrição, a nova molé- TFM12 37 cula de ácido nucleico é um complemento exato da molécula de DNA-mãe. Isso é resultado do emparelha- 16. C) O conteúdo de colesterol de uma membrana deter- mento previsível, específico e um-para-um das bases. mina a densidade de empacotamento dos fosfolipídios. Entretanto, durante o processo de tradução, cada ami- Quanto maior o conteúdo de colesterol, maior a flui- noácido no novo polipeptídeo é codificado por um dez da membrana e maior a mobilidade lateral dos códon, uma série de três nucleotídios consecutivos. componentes da membrana, incluindo as proteínas e Enquanto cada códon codifica um aminoácido especí- as próprias de fosfolipídios. Em menor grau, fico, a maioria dos aminoácidos pode ser codificada o conteúdo de colesterol também afeta a "fuga" da por vários códons. A acontece porque 60 membrana para as moléculas solúveis em água. códons codificam apenas 20 aminoácidos. TFM12 13 TFM12 31 17. E) Os ácidos nucleicos e as proteínas, juntos, consti- 13. A) A helicase é uma das muitas proteínas envolvidas tuem a unidade replicável fundamental da vida, exem- no processo de replicação do DNA. Ela não desempe- plificados pelo vírus. As membranas e até mesmo as nha um papel na transcrição. A RNA polimerase se organelas aparecem nas células procarióticas, mas so- liga à sequência promotora e facilita a adição de molé- mente as células eucarióticas possuem um núcleo. culas de RNA "ativadas" para crescimento da molé- TFM12 17-18 cula de RNA até a polimerase atingir a sequência da cadeia terminal na molécula de DNA molde. 18. A) O ganho de feedback do sistema de controle é cal- TFM12 30-31 culado como a quantidade de correção dividida pelo erro restante do sistema. Neste exemplo, a pressão ar- 14. A) Um oncogene é um gene ativado de forma anormal terial aumentou de 100 para 150 mmHg quando os ou por sofrer uma mutação tal que o seu produto pro- barorreceptores não estavam Quando voca o crescimento celular descontrolado. Um proto- funcionavam, a pressão aumentou somente 25 mmHg. oncogene é simplesmente a versão "normal" de um Portanto, o sistema de feedback provocou uma "corre- oncogene. Por definição, os proto-oncogenes são divi- ção" de -25 mmHg, de 150 para 125 mmHg. O au- didos em várias famílias de proteínas, todas as que mento restante na pressão de +25 mm é chamado de participam do controle do crescimento celular. Estas "erro". Neste exemplo a correção é, portanto, -25 famílias incluem, mas não estão limitadas a, fatores de mmHg e o erro restante é +25 mmHg. Assim, ganho crescimento e seus receptores, proteínas quinases, fa- de feedback dos barorreceptores nesta pessoa é -1, tores de transcrição e proteínas que regulam a prolife- indicando um sistema de controle de feedback nega- ração celular. tivo. TFM12 40-41 TFM12 7-8 4</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 1. Qual das seguintes opções descreve melhor as altera- 3. Qual é o potencial de equilíbrio para o através da ções no volume da célula que ocorrerão quando eritró- membrana plasmática desta célula? citos (previamente equilibrados em uma solução de A) 0 milivolt NaCl com 280 são colocados em uma solu- B) 122 milivolts ção de NaCl com 140 milimoles, contendo 20 milimoles C) 122 milivolts de ureia, uma molécula relativamente grande, porém D) 61 milivolts permeável? E) 61 milivolts A) As células encolhem incialmente, em seguida in- cham com o tempo e sofrem lise 4. Qual é potencial de equilíbrio para K+ através da B) As células encolhem transitoriamente e retornam ao membrana plasmática desta célula? seu volume original com o tempo A) 0 milivolt C) As células incham e sofrem lise B) 122 milivolts D) As células incham transitoriamente e retornam ao C) 122 milivolts seu volume original com o tempo D) 61 milivolts E) Não ocorrerão alterações no volume das células E) 61 milivolts 2. Qual é a osmolaridade calculada de uma solução con- 5. Se potencial de membrana desta célula for -80 mili- tendo 12 milimoles de NaCl. 4 milimoles de KCI e 2 volts, a força motriz será maior para qual íon? milimoles de CaCl2 (em mOsm/L)? A) Ca++ A) 16 B) B) 26 C) K+ C) 29 D) Na+ D) 32 E) 38 6. Se esta célula fosse permeável apenas ao K+, qual seria o F) 42 efeito da redução da concentração extracelular de K+ de 14 para 1.4 milimols? Perguntas 3 a 6 A) Despolarização de 10 milivolts B) Hiperpolarização de 10 milivolts Intracelular (mM) Extracelular (mM) C) Despolarização de 122 milivolts 140 K+ D) Hiperpolarização de 122 milivolts E) Despolarização de 61 milivolts 10 100 F) Hiperpolarização de 61 milivolts 110 10-4 Ca+ 2 A tabela mostra as concentrações de quatro íons através da membrana plasmática de uma célula modelo. Consulte esta tabela ao responder as quatro perguntas seguintes. 5</p><p>UNIDADE If Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 7. O diagrama mostra a relação comprimento-tensão para 10. Uma contração isolada do músculo esquelético será um sarcômero único. (Dados de Gordon AM, Huxley mais, provavelmente, terminada por qual das seguintes AF, Julian FJ: diagrama comprimento-tensão das fi- ações? bras musculares estriadas isoladas de um vertebrado. A) Fechamento do receptor pós-sináptico nicotínico Physiol 171:28P, 1964.). Por que o desenvolvimento da da acetilcolina tensão é máxima entre os pontos B e C? B) Remoção da acetilcolina da junção neuromuscular B C C) Remoção do Ca++ do terminal do neurônio motor 100 D) Remoção do Ca++ sarcoplasmático E) Retorno do receptor diidropiridínico à sua confor- A mação quando em repouso 11. Qual das afirmativas seguintes sobre a contração do 50 músculo liso é correta? A) Independe de Ca++ B) Não necessita de um potencial de ação C) de mais energia em comparação com o D 0 músculo esquelético 0 1 2 3 4 D) Duração mais curta, comparada com o músculo Comprimento do sarcômero (micrômetros) esquelético A) Os filamentos de actina estão se sobrepondo 12. Qual das seguintes opções melhor descreve um atri- B) Os filamentos de miosina estão se sobrepondo buto do músculo liso visceral não compartilhado pelo C) O filamento de miosina está no seu menor compri- músculo esquelético? mento A) A contração é dependente de ATP D) Os discos Z do sarcômero fazem contato com as B) Contrai em resposta ao estiramento extremidades do filamento de miosina C) Não contém filamentos de actina E) Há uma sobreposição ótima entre os filamentos de D) Alta taxa de ciclos de ponte cruzada actina e de miosina E) Baixa força máxima da contração F) Há uma sobreposição mínima entre os filamentos de actina e de miosina 13. O potencial de repouso de uma fibra nervosa mielini- zada é primariamente dependente do gradiente de 8. A difusão simples e a difusão facilitada compartilham concentração de qual dos seguintes íons? qual característica? A) Ca++ A) Podem ser bloqueadas por inibidores específicos B) B) Não necessitam de trifosfato de adenosina (ATP) C) C) Precisam de uma proteína de transporte D) K+ D) Cinética de saturação E) Na+ E) Transporte de soluto contra um gradiente de con- centração 14. A calmodulina está mais intimamente relacionada, tanto estrutural quanto funcionalmente, com qual das 9. O acoplamento excitação-contração no músculo esque- seguintes proteínas? lético envolve todos os eventos seguintes EXCETO um. A) Actina-G Qual? B) Cadeia leve da miosina A) Hidrólise de ATP C) Tropomiosina B) Ligação de Ca++ à calmodulina D) Troponina C C) Alteração na conformação do receptor nico 15. Qual das seguintes opções é uma consequência da D) Despolarização do túbulo transverso (túbulo T) da mielinização nas grandes fibras nervosas? membrana A) Diminuição da velocidade dos impulsos nervosos E) Aumento na condutância do Na* no sarcolema B) Geração dos potenciais de ação apenas nos nódu- los de Ranvier C) Aumento das necessidades de energia para manter os gradientes D) Aumento da capacitância da membrana E) Aumento da difusão não seletiva de íons através da membrana do axônio 6</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 16. Durante uma demonstração para estudantes de medi- 20. A visão de um corte transversal de uma fibra muscular cina, um neurologista usa a estimulação cortical mag- esquelética através da zona H revelaria a presença de? nética para desencadear disparos do nervo ulnar em A) Actina e titina um voluntário. Com uma estimulação de amplitude B) Actina, porém não miosina relativamente baixa, potenciais de ação são registrados C) Actina, miosina e titina apenas nas fibras musculares do dedo indicador. À D) Miosina e actina medida que a amplitude do estímulo é aumentada, E) Miosina, porém não actina potenciais de ação são registrados nas fibras muscula- res tanto do indicador quanto do músculo Qual 21. A contração tetânica de uma fibra muscular esquelé- é o princípio fundamental subjacente a esta resposta tica resulta de um aumento acumulativo na concentra- dependente da amplitude? ção intracelular de? A) Grandes neurônios motores que inervam grandes A) ATP unidades motoras precisam de maiores estímulos B) Ca++ despolarizantes C) K+ B) recrutamento de múltiplas unidades motoras D) Na+ precisa de maior estímulo despolarizante E) Troponina C) músculo é inervado por mais neurônios motores 22. A hipertermia maligna é um distúrbio genético poten- D) As unidades motoras do biceps são menores que cialmente fatal, caracterizado por uma responsividade aquelas dos músculos dos dedos exagerada aos anestésicos inalatórios, resultando em E) Os músculos dos dedos são inervados apenas pelo temperatura corporal elevada, rigidez do músculo es- nervo ulnar quelético e acidose lática. Qual das seguintes altera- ções moleculares poderia responder por estas manifes- 17. As similaridades entre o músculo liso e o cardíaco in- tações clínicas? cluem qual das seguintes opções? A) Diminuição da sensibilidade à voltagem do recep- A) Capacidade de contrair na ausência de um poten- tor diidropiridínico cial de ação B) Aumento da atividade da Ca++-ATPase do retículo B) Dependência de Ca++ para contração sarcoplasmático C) Presença de uma rede de túbulos T C) Abertura prolongada do canal do receptor rianodí- D) Papel da miosina cinase na contração muscular nico E) Arranjo estriado dos filamentos de actina e mio D) Redução na densidade dos canais de Na+ depen- sina dentes de voltagem na membrana do túbulo T 18. Em um músculo normal, saudável, o que ocorre como 23. levantamento de peso pode resultar em um aumento resultado da propagação do potencial de ação para a exagerado na massa do músculo esquelético. Tal au- membrana do terminal de um neurônio motor? mento é primariamente atribuído a qual das seguintes A) Abertura dos canais de Ca++ dependentes de volta- opções? gem na membrana pré-sináptica A) Fusão dos sarcômeros entre miofibrilas adjacentes B) A despolarização da membrana do túbulo T ocorre B) Hipertrofia das fibras musculares individuais em seguida C) Aumento no suprimento sanguíneo no músculo C) Sempre resulta em contração muscular esquelético D) Aumento na concentração intracelular de Ca++ no D) Aumento no número de neurônios motores terminal do neurônio motor E) Aumento no número de junções neuromusculares E) Todas as opções anteriores estão corretas 24. Qual dos seguintes mecanismos de transporte não tem 19. Qual das seguintes opções diminui de comprimento a taxa limitada por uma intrínseca? durante a contração de uma fibra muscular esquelé- A) Difusão facilitada por proteínas carreadoras tica? B) Transporte ativo primário por proteínas carreadoras A) A banda A do sarcômero C) Cotransporte secundário B) A banda I do sarcômero D) Contratransporte secundário C) Os filamentos espessos E) Difusão simples através de canais proteicos D) Os filamentos finos E) Os discos Z do sarcômero 7</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 25. Presumindo a dissociação completa de todos os solu- 28. início retardado e a duração prolongada da contra- tos, qual das seguintes soluções seria hiperosmótica ção do músculo liso, bem como a maior força gerada em relação à solução com 1 milimol de NaCl? por ele, comparados ao músculo esquelético, são con- A) 1 milimol de CaCl2 sequências de qual das seguintes opções? B) 1 milimol de glicose A) Maior quantidade de filamentos de miosina pre- C) 1 milomol de KCI sentes no músculo liso D) 1 milimol de sacarose B) Maior necessidade energética do músculo liso E) 1,5 milimol de glicose C) Arranjo físico dos filamentos de actina e miosina D) Taxa de ciclagem mais lenta das pontes cruzadas Perguntas 26 e 27 de miosina do músculo liso E) Captação mais lenta de íons Ca++ depois da con- tração 20 D 29. Um fármaco em fase de experimentação está sendo 0 testado como tratamento terapêutico potencial para a 20 asma. Os estudos pré-clínicos mostraram que este fár- C maco induz o relaxamento muscular em cultura e cé- E lulas musculares lisas da traqueia porcina de das com acetilcolina. Qual dos seguintes mecanismos B -60 A de ação é o mais provável indutor desse efeito? F 80 A) Afinidade diminuída da troponina C pelo Ca++ B) Diminuição da permabilidade da membrana plas- 100 mática ao K+ 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 C) Aumento da permeabildade da membrana plasmá- Tempo (ms) tica ao Na+ O diagrama mostra a alteração no potencial de membrana D) Inibição da Ca++-ATPase do retículo sarcoplas- durante um potencial de ação em um axônio de lula gi- mático gante. Consulte-o quando responder às duas perguntas E) Estimulação da adenilato ciclase seguintes. Perguntas 30 e 31 26. Qual das seguintes ações é primariamente responsável pela alteração no potencial de membrana entre os pon- tos B e D? Despolarização A B A) Inibição da Na+, K+-ATPase B) Movimento do K+ para dentro da célula C) Movimento do K+ para fora da célula D) Movimento do Na+ para dentro da célula E) Movimento do Na+ para fora da célula 27. Qual das seguintes ações é primariamente responsável pela alteração no potencial de membrana entre os pon- tos D e E? 0 40 80 120 160 200 A) Inibição da K+-ATPase Tempo (ms) B) Movimento do K+ para dentro da célula O diagrama ilustra as contrações isométricas isoladas ca- C) Movimento do K+ para fora da célula racterísticas de dois músculos esqueléticos, A e B, em res- D) Movimento do Na+ para dentro da célula posta a um estímulo despolarizante. Consulte-o quando E) Movimento do Na+ para fora da célula responder às próximas duas perguntas. 30. Qual das seguintes opções melhor descreve o músculo B, quando comparado ao A? A) Adaptado para contração rápida B) Composto por fibras musculares maiores C) Menos mitocôndrias D) Inervado por fibras nervosas menores E) Suprimento sanguíneo menos extenso 8</p><p>UNIDADE II Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 31. retardo entre o fim da despolarização transitória da de 37°C, qual das seguintes expressões melhor des- membrana muscular e início da contração muscular creve a distribuição resultante dos íons entre as observado tanto no músculo A quanto no B reflete o duas câmaras? tempo necessário para que ocorra qual evento? A) Liberação do ADP da cabeça da miosina A B A B B) Síntese de ATP C) Acúmulo de Ca++ no sarcoplasma Na Na+ Na+ D) Polimerização da actina-G em E) Término de um ciclo de ponte cruzada pela cabeça da miosina 0 0 60 60 60 60 Perguntas 32 a 34 Uma mulher de 55 anos de idade visita seu médico por A) causa de visão dupla, queda palpebral, dificuldade de masti- B) gação e deglutição e fraqueza geral nos membros. Todos C) [Na]A = estes sintomas pioram com o exercício e ocorrem mais fre- D) = 10[Na]A quentemente no final do dia. O médico suspeita de miaste- E) = nia grave e pede um teste de Tensilon. O teste é positivo. 32. O aumento da força muscular observado durante o Perguntas 36 a 38 teste de Tensilon é causado pelo aumento de? A) Quantidade de acetilcolina (ACh) liberada pelos nervos motores A B) Níveis de ACh nas placas terminais musculares C) Número de receptores da ACh nas placas motoras B dos músculos D) Síntese de noradrenalina C 33. Qual é a base mais provável para os sintomas descritos nesta paciente? A) Reposta autoimune B) Toxicidade botulínica 0 D E F C) Depleção dos canais de Ca++ dependentes de volta- Comprimento gem em certos neurônios motores O diagrama ilustra a relação isométrica comprimento- D) Desenvolvimento de macrounidades motoras após a recuperação da poliomielite tensão em um músculo esquelético intacto representativo. E) Exercício exagerado Quando responder às perguntas seguintes, use as letras no diagrama para identificar cada um. 34. Qual dos seguintes fármacos provavelmente aliviaria 36. A chamada contração "ativa" ou dependente de tensão. os sintomas dessa paciente? A) Atropina 37. O comprimento do músculo no qual a tensão ativa é B) Antissoro da toxina botulínica máxima. C) Curare D) Halotano 38. A contribuição dos elementos musculares não contrá- E) Neostigmina teis para a tensão total 35. Os diagramas mostram recipientes rígidos compostos 39. A contração do músculo liso é terminada por qual das por duas câmaras aquosas, A e B, cada uma contendo seguintes opções? uma solução de Na+ e separada por uma membrana A) Desfosforilação da miosina cinase permeável ao Na+ O painel à esquerda representa a B) Desfosforilação da cadeia leve da miosina distribuição dos íos Na+ em repouso, na ausência de C) Efluxo de íons Ca++ através da membrana plasmá- qualquer potencial elétrico. Neste cenário, a concen- tica tração de íons Na+ na câmara A é igual à concentra- D) Inibição da miosina fosfatase ção de íons Na+ na câmara B = O painel E) Captação de íons Ca++ pelo retículo sarcoplas- à direita ilustra efeito da aplicação de um potencial mático de +60 milivolts através da membrana (câmara B em relação à câmara A). Presumindo uma temperatura 9</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo Perguntas 40 a 42 Relacione cada uma das descrições com um dos pontos do Um homem de 56 anos de idade procura um neurologista potencial de ação do nervo mostrado nesse diagrama. por causa de fraqueza nas pernas que melhora com o cor- rer do dia ou com exercício. Os registros elétricos extrace- 43. Ponto no qual potencial de membrana (Vm) está mais lulares de uma única fibra muscular esquelética revelam próximo do potencial de equilíbrio do Na+ potenciais em miniatura da placa motora normais. A esti- mulação elétrica de baixa frequência do neurônio motor, 44. Ponto no qual a força motriz do Na+ é a maior. entretanto, desencadeia uma despolarização anormalmente 45. Ponto no qual a razão entre a permeabilidade ao K+ e a pequena das fibras musculares. A amplitude da despolari- permeabilidade ao Na+ é a maior. zação aumenta depois do exercício. 46. O ATP é usado diretamente para cada um dos seguin- 40. Baseado nestes achados, qual das seguintes opções é a tes processos EXCETO um. Qual? causa mais provável da fraqueza nas pernas deste pa- ciente? A) Acúmulo de Ca++ pelo retículo sarcoplasmático B) Transporte de glicose para as células musculares A) Deficiência de acetilcolinesterase C) Transporte de H+ das células parietais para lú- B) Bloqueio dos receptores pós-sinápticos da acetil- men do estômago colina D) Transporte de K+ do líquido extracelular para in- C) Comprometimento pré-sináptico do influxo de tracelular Ca++ sensível à voltagem E) Transporte de Na+ do líquido intracelular para o D) Inibição da recaptação de Ca++ para o retículo sar- extracelular coplasmático E) Síntese reduzida de acetilcolina 47. No experimento ilustrado no diagrama A, volumes iguais das soluções X, Y e Z são colocados nos compar- 41. Um diagnóstico preliminar é confirmado pela presença timentos dos dois vasos em forma de U mostrados. Os de qual das seguintes opções? dois compartimentos de cada vaso são separados por A) Anticorpos contra o receptor da acetilcolina membranas semipermeáveis (i. e., impermeáveis aos B) Anticorpos contra canal de Ca++ dependente de íons e às grandes moléculas polares). O diagrama B voltagem ilustra a distribuição do líquido através da membrana C) Mutação no gene que codifica o receptor de riano- no equilíbrio. Presumindo a dissociação completa, dina identifique cada uma das soluções mostradas. D) Relativamente poucas vesículas no terminal pré- sináptico Diagrama Diagrama E) Acetilcolina residual na junção neuromuscular A B 42. mecanismo molecular subjacente a estes sintomas é mais similar a qual das seguintes opções? Y Y Z Y Z A) Acetilcolina B) Toxina botulínica C) Curare Membranas D) Neostigmina semipermeáveis E) Tetrodotoxina Solução X Solução Y Solução Z Perguntas 43 a 45 A) 1 M de CaCl2 1 M de NaCl M de glicose B) 1 M de glicose 1 M de NaCl 1 M de CaCl2 20 D C) 1 M de NaCl 2 M de glicose 3 M de CaCl2 D) 2 M de NaCl M de NaCl Água pura 0 E) Água pura 1 M de CaCl2 2 M de glicose 20 C 48. A força produzida por uma fibra muscular esquelética 40 E isolada pode ser aumentada por qual das seguintes de opções? B -60 A A) Diminuição da concentração extracelular de K+ F B) Aumento da amplitude do estímulo despolarizante -80 C) Aumento da frequência da estimulação da fibra -100 D) Aumento do número de canais de Na+ dependen- 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 tes de voltagem no sarcolema Tempo (ms) E) Aumento da permeabilidade do sarcolema ao K+ 10</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo Perguntas 49 e 50 51. O traçado A representa um potencial de ação típico registrado em condições controladas em uma célula nervosa normal em resposta a um estímulo despolari- A zante. Qual das seguintes perturbações explicaria a conversão da resposta mostrada no traçado A para o potencial de ação mostrado no traçado B? B A) Bloqueios dos canais de Na+ dependentes de vol- tagem B) Bloqueios dos canais de K+ dependentes de vol- Taxa tagem C) Bloqueio dos canais de "vazamento" de Na-K D) Substituição dos canais de K+ dependentes de vol- Concentração da molécula transportada tagem por canais de Ca++ "lentos" E) Substituição dos canais de Na+ dependentes de 49. A curva A descreve melhor a cinética de qual dos se- voltagem por canais de Ca++ "lentos" guintes eventos? A) Movimento do através da membrana plasmá 52. Qual das seguintes perturbações responderia pela falha tica do mesmo estímulo em desencadear um potencial de B) Movimento do através de uma bicamada lipí- ação no traçado C? dica A) Bloqueios dos canais de Na+ dependentes de vol- C) Fluxo de Na+ através de um canal receptor nicotí- tagem nico de acetilcolina aberto B) Bloqueios dos canais de K+ dependentes de vol- D) Transporte de K+ para uma célula muscular tagem E) Movimento de Ca++ dependente de voltagem para C) Bloqueio dos canais de "vazamento" de Na-K o terminal de um neurônio motor D) Substituição dos canais de K+ dependentes de vol- tagem por canais de Ca++ "lentos" 50. A linha B descreve melhor a cinética de qual dos se- E) Substituição dos canais de Na+ dependentes de guintes eventos? voltagem por canais de Ca++ "lentos" A) Transporte de glicose dependente de Na+ para uma célula epitelial B) Transporte de Ca++ para o retículo sarcoplasmático de uma célula muscular lisa C) Transporte de K+ para uma célula muscular D) Transporte de para fora de uma célula ner- vosa E) Transporte de através de uma bicamada lipídica artificial Perguntas 51 e 52 20 A B C 0 -20 -40 de 60 -80 100 Tempo (ms) 11</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 53. Uma jogadora de futebol de 17 anos de idade sofreu A fratura da tíbia esquerda. Depois da perna ficar imobi- lizada por 8 semanas, ela se surpreendeu verificando B que músculo esquerdo estava com uma circunferência significativamente menor que an- tes da fratura. Qual é a explicação mais provável? C A) Diminuição do número de fibras musculares no gastrocnêmio esquerdo B) Diminuição do fluxo sanguíneo para músculo causada por uma constrição pela imobilização C) Redução temporária na síntese proteica de actina e miosina 0 1 2 3 4 Tempo (ms) D) Aumento na atividade glicolítica no músculo afe- tado Traçado A Traçado B Traçado C E) Denervação progressiva A) Pk Vm 54. O músculo liso que exibe contração rítmica na ausên- B) PK:PNa Vm PK cia de estímulos externos também mostra necessaria- C) Vm PK mente qual das seguintes opções? D) Vm PK A) Canais de Ca++ dependentes de voltagem "lentos" E) Vm PK B) Atividade da onda de marca-passo intrínseca 61. Se a concentração intracelular de uma substância per- C) Concentração citosólica de em repouso mais meável à membrana dobrar de 10 para 20 milimoles e elevada a concentração extracelular permanecer em 5 milimo- D) Potencial de membrana hiperpolarizado les, a velocidade de difusão desta substância através da E) Potenciais de ação com "platôs" membrana plasmática será afetada por um fator de qual valor? Perguntas 55 a 59 A) 2 A) Difusão simples B) 3 B) Difusão facilitada C) 4 C) Transporte ativo primário D) 5 D) Cotransporte E) 6 E) Contratransporte Relacione cada processo descrito a seguir com o tipo cor- 62. Qual dos seguintes pares de soluções aquosas exercerá reto de transporte listado anteriormente (cada resposta pressões osmóticas iguais através de uma membrana pode ser usada mais de uma vez). celular normal, uma vez que as condições homeostáti- cas tenham sido estabelecidas? 55. Transporte dos íons Na+ do citosol para o líquido ex- Solução A Solução B tracelular sensível à ouabaína. A) Albumina a 10% IgG a 10% 56. Captação de glicose pelo músculo esquelético. B) NaCl a 100 mmol/L CaCl2 a 100 mOsm/L C) Glicose a 300 mOsm/L Ureia a 300 mOsm/L 57. Transporte de Ca++ do citosol para o líquido extracelu- D) Glicerol a 300 mOsm/L NaCl a 300 mOsm/L lar dependente de Na+ E) Glicerol a 300 mOsm/L Ureia a 300 mOsm/L 58. Transporte de glicose do lúmen intestinal para uma célula epitelial intestinal. 59. Movimento dos íons Na+ para uma célula nervosa du- rante a fase de despolarização rápida de um potencial de ação. 60. Os traçados A, B e C no diagrama resumem as altera- ções no potencial de membrana (Vm) e nas permeabi- lidades da membrana subjacentes (P) que ocorrem em uma célula nervosa durante um potencial de ação. Es- colha a combinação de indicadores que identifique precisamente cada um dos traçados. 12</p><p>UNIDADE II Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 63. Um menino de 12 anos de idade apresenta uma histó- 66. O diagrama mostra a relação para as ria de 4 meses de diminuição da visão e diplopia. Ele contrações isotônicas do músculo esquelético. As dife- também sente cansaço no final do dia. Não há outros renças nas três curvas resultam de diferenças em qual sintomas. No exame, o paciente apresenta ptose do das seguintes opções? olho esquerdo que melhora depois de um período de sono. exame clínico é normal, nos demais aspectos. Não há evidências de fraqueza em outro músculo. Exa- mes adicionais indicam a presença de anticorpos antia- cetilcolina no plasma, com um teste de função tireoi- diana normal e TC do crânio e da órbita normais. Qual V1 é o diagnóstico inicial? A) Astrocitoma B) Doença de Graves C) Tireoidite de Hashimoto D) Miastenia grave juvenil E) Esclerose múltipla V3 64. diagrama comprimento-tensão mostrado aqui foi obtido de um músculo esquelético com números iguais de fibras vermelhas e brancas. Estímulos tetânicos su- 0 pramáximos foram usados para iniciar uma contração 0 Força isométrica em cada comprimento muscular O comprimento em repouso era de 20 cm. Qual é a A) Frequência da contração muscular quantidade máxima de tensão ativa que o músculo é B) Hipertrofia capaz de gerar com uma pré-carga de 100 gramas? C) Massa muscular D) Atividade da ATPase da miosina 200 E) Recrutamento de unidades motoras X 67. Uma mulher de 24 anos é admitida na emergência de 150 um hospital universitário depois de um acidente auto- mobilístico no qual lacerações graves no punho es- Z querdo seccionaram um tendão muscular importante. 100 As extremidades seccionadas foram superpostas 6 cm para facilitar a sutura e a religação. Qual das seguintes opções deveria ser esperada depois de 6 semanas em 50 comparação com o músculo antes da lesão? Presuma Y que a série de crescimento dos sarcômeros não pôde se completar em 6 semanas. 0 0 10 20 30 40 Tensão passiva Tensão ativa máxima Comprimento (cm) A) diminui diminui B) diminui aumenta A) 145 a 155 gramas C) aumenta aumenta B) 25 a 35 gramas D) aumenta diminui C) 55 a 65 gramas E) não se altera não se altera D) 95 a 105 gramas E) Não pode ser determinada 65. Sabe-se que a sensibilidade do aparelho contrátil do músculo liso ao cálcio aumenta no estado homeostá- tico em condições Esse aumento na sensibili- dade ao cálcio pode ser atribuído à diminuição dos níveis de qual das seguintes substâncias? A) Actina B) Trifosfato de adenosina (ATP) C) Complexo cálcio-calmodulina D) Calmodulina E) Fosfatase da cadeia leve de miosina (MLCP) 13</p><p>RESPOSTAS 1. B) Uma solução de 140 milimoles de NaCl tem uma 6. F) Se uma membrana é permeável a apenas um Vm osmolaridade de 280 que é isosmótica em é igual ao potencial de equilíbrio para aquele relação à osmolaridade intracelular "normal". Se os eri- Nessa célula, = 61 milivolts. Se a concentração trócitos fossem colocados apenas em NaCl a 140 mili- extracelular de K+ for reduzida 10 vezes, 61 X log moles, não haveria alteração no volume celular porque (1,4/140) = 122 milivolts, uma hiperpolarização de as osmolaridades intracelular e extracelular são iguais. 61 milivolts. A presença de 20 milimoles de ureia, entretanto, au- TFM12 58 menta a osmolaridade da solução e a torna hipertônica em relação à solução intracelular. A água irá inicial- 7. E) desenvolvimento da tensão em um sarcômero mente se movimentar para fora da célula, porém, como único é diretamente proporcional ao número de a membrana plasmática é permeável à ureia, esta se pontes cruzadas de miosina ativas ligadas aos fila- difundirá para a célula e se equilibrará através da mem- mentos de actina. A sobreposição dos filamentos de brana plasmática. Como resultado, a água entrará nova- miosina e de actina é ótima em comprimentos de mente na célula que retornará ao seu volume original. sarcômero de cerca de 2,0 a 2,5 micrômetros, o que TFM12 52 permite o contato máximo entre as cabeças de mio- sina e os filamentos de actina. Em comprimentos 2. E) Uma solução com 1 milimole tem uma osmolari- menores que 2,0 micrômetros, os filamentos de ac- dade de 1 miliosmol quando a molécula do soluto não tina sobressaem na banda H, onde não existem cabe- se dissocia. Entretanto, tanto o NaCl quanto o KCI se ças de miosina. Com comprimentos maiores que 2,5 dissociam em duas moléculas e o CaCl2 se dissocia em micrômetros, os filamentos de actina são puxados na três Portanto, 12 milimoles de têm direção das extremidades dos filamentos de miosina, uma osmolaridade de 24 4 milimoles de novamente reduzindo o número de possíveis pontes têm uma osmolaridade de 8 e 2 mili- cruzadas. moles de CaCl2 têm uma osmolaridade de 6 milios- TFM12 77 móis, que somadas totalizam 38 TFM12 52 8. B) Em contraste com os transportes ativos primário e secundário, nem a difusão facilitada nem a difusão 3. E) O potencial de equilíbrio para o cloreto um simples precisam de energia adicional, portanto, po- ânion monovalente, pode ser calculado usando-se a dem trabalhar na ausência de ATP. Apenas a difusão equação de Nernst: (em milivolts) = 61 log facilitada mostra a cinética de saturação, envolvendo Co), onde é a concentração intracelular e é a con- uma proteína carreadora. Por definição, nem a difusão centração extracelular. Neste caso, 61 log (11/110) = 61 milivolts. simples nem a facilitada podem mover moléculas de TFM12 concentrações baixas para altas. O conceito de inibi- dores específicos não é aplicável à difusão simples que 4. E) O potencial de equilíbrio para o potássio um ocorre através de uma bimembrana lipídica sem a cátion monovalente, pode ser calculado usando-se a ajuda de proteína. equação de Nernst: (em milivolts) 61 X log TFM12 46 Co). Aqui, log (140/14) 61 milivolts. TFM12 58 9. B) O acoplamento excitação-contração no músculo esquelético começa com uma despolarização 5. A) Quantitativamente, a força motriz de qualquer íon ria da membrana da fibra muscular (sarcolema). Esta é a diferença em milivolts entre o potencial de mem- despolarização dispara a abertura tudo ou nada dos brana (Vm) e o potencial de equilíbrio para aquele íon canais de Na+ dependentes de voltagem e um poten- Nesta célula, 61 milivolts, 61 mi- cial de ação que se propaga profundamente na fibra livolts, = +61 milivolts e = 525 milivolts. Por- muscular através da rede de túbulos T. Na tú- tanto, é ion com o potencial de equilíbrio mais bulos T-retículo sarcoplasmático, a despolarização do distante de Vm. Isso significa que Ca++ teria a maior túbulo T causa uma alteração na conformação do re- tendência para cruzar a membrana através de um ca- ceptor diidropiridínico e subsequentemente do recep- nal aberto (nesse exemplo em particular). tor rianodínico no retículo sarcoplasmático. A última, TFM12 58 causa liberação de Ca++ no sarcoplasma bem como a 15</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo ligação do Ca++ com a troponina C (não com a calmo- miosina. Esta interação ativa a cinase da cadeia leve da dulina) no filamento de actina. miosina, resultando na fosforilação das cadeias leves TFM12 88 da miosina e, finalmente, na contração muscular. No músculo esquelético, o sinal de ativação do Ca++ é re- 10. D) A contração do músculo esquelético é rigidamente cebido pela proteína troponina C. Assim como a cal- regulada pela concentração de Ca++ no sarcoplasma. modulina, cada molécula de troponina C se liga a Enquanto Ca++ sarcoplasmático for suficientemente quatro íons A ligação resulta em uma mudança alto, nenhum dos eventos restantes remoção da ace- na conformação da proteína troponina C que desloca tilcolina da junção neuromuscular, remoção do Ca++ a de tropomiosina e expõe os locais ativos no do terminal pré-sináptico, fechamento do canal do filamento de actina. receptor da acetilcolina e retorno do receptor diidropi- TFM12 93 ridínico à sua conformação de repouso teria qual- quer efeito no estado contrátil do músculo. 15. B) A mielinização dos axônios das grandes fibras ner- TFM12 88 vosas tem várias consequências. Fornece isolamento para a membrana do axônio, diminuindo a capacitân- 11. B) Ao contrário do músculo esquelético, o músculo cia da membrana e diminuindo o "vazamento" de íons liso pode ser estimulado para contrair sem a geração através da membrana celular. Os potenciais de ação de um potencial de ação. Por exemplo, o músculo axônios mielinizados ocorrem apenas em intervalos liso pode contrair em resposta a qualquer estímulo periódicos na bainha de mielina, chamados de nódulos que aumente a concentração citosólica de Isto de Ranvier. Os canais de Na+ dependentes de voltagem inclui as aberturas do canal de Ca++, a despolariza- estão concentrados nestes nódulos. Este arranjo tanto ção subliminar e uma variedade de fatores teciduais aumenta a velocidade dos impulsos nervosos ao longo e hormônios circulantes que estimulam a liberação do axônio quanto minimiza o número de cargas que dos estoques intracelulares de A contração do cruzam a membrana durante um impulso, diminuindo, músculo liso usa menos energia e dura mais tempo assim, a energia que a Na+, K+-APTase precisa para comparada com a do músculo esquelético. A contra- restabelecer os gradientes de concentração relativa ção do músculo liso é fortemente dependente de para Na+ e o TFM12 67 TFM12 16. A) As fibras musculares envolvidas no controle motor 12. B) Uma importante característica do músculo liso vis- fino são geralmente inervadas por pequenos neurônios ceral é sua capacidade de contrair em resposta ao esti- motores com unidades motoras relativamente peque- ramento. O estiramento resulta na despolarização e nas, incluindo aquelas que inervam fibras isoladas. potencialmente na geração de potenciais de ação. Es- Estes neurônios disparam em resposta a um menor ses potenciais de ação, acoplados aos potenciais de ondas lentas normais, estimulam as contrações rítmi- estímulo despolarizante comparado com os neurônios motores com unidades motoras maiores. Como resul- cas. Assim como músculo esquelético, a contração tado, durante as contrações fracas, o aumento da con- do músculo liso é dependente tanto da actina quanto do ATP. Entretanto, o ciclo de pontes cruzadas no tração muscular pode ocorrer em pequenos passos, músculo liso é consideravelmente mais lento que no permitindo o controle motor fino. Esse conceito é cha- músculo esquelético, o que permite uma força máxima mado de princípio do tamanho. TFM12 80 de contração maior. TFM12 93 17. B) O denominador comum mais forte entre as con- 13. D) O potencial de repouso de qualquer célula é depen- trações musculares lisa, esquelética e cardíaca é a sua dente dos gradientes de concentração dos íons a que dependência compartilhada do Ca++ para o início da ela é permeável e das suas permeabilidades relativas contração. Os músculos cardíaco e esquelético mos- (equação de Goldman). Na fibra nervosa mielinizada, tram várias características não compartilhadas com o como na maioria das células, a membrana em repouso músculo liso. Por exemplo, as proteínas contráteis é predominantemente permeável ao potencial nos músculos cardíaco e esquelético são organizadas de membrana negativo observado na maioria das célu- em sarcômeros discretos. Ambos os tipos musculares las (incluindo as células nervosas) é decorrente prima- também possuem algo que lembra um sistema de riamente da concentração intracelular de K+ relativa- túbulos T e são dependentes da geração de potenciais mente alta e da alta permeabilidade ao K+ de ação para sua contração. O músculo liso, ao con- TFM12 58 trário, é relativamente menos organizado, sendo uni- camente regulado pela fosforilação da cadeia leve da 14. D) No músculo liso, a ligação de quatro Ca++ à miosina, podendo contrair in vivo na ausência de proteína calmodulina permite a interação do com- potenciais de ação. plexo com a cinase da cadeia leve da TFM12 16</p><p>UNIDADE II Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 18. E) A junção neuromuscular é equipada com um cha- nas contráteis e em aumento na massa muscular. Esse mado fator de segurança que assegura que cada im- aumento na massa, ou hipertrofia, é observado no ní- pulso nervoso que trafegue até terminal de um neu- vel das fibras musculares individuais. rônio motor resulte em um potencial de ação no TFM12 81 sarcolema. Dado que uma contração normal no mús- culo saudável também é assegurada. A sensibilidade à 24. E) A difusão facilitada e os transportes ativos primá- voltagem dos canais de Ca++ na membrana pré-sináp- rio e secundário envolvem proteínas transportadoras tica e a alta concentração do Ca++ extracelular assegu- ou carreadores que têm que passar por uma alteração ram um influxo de Ca++ suficiente para estimular a na conformação que limita a velocidade. A veloci- fusão de vesículas sinápticas à membrana pré-sináptica dade da difusão simples é linear com a concentração e a liberação de aceticolina. A superabundância da do soluto. acetilcolina liberada garante uma despolarização da TFM12 46 membrana pós-sináptica e o disparo de um potencial de ação. 25. A) O termo "hiperosmótico" se refere a uma solução que tenha uma osmolaridade maior em relação a outra TFM12 solução. A osmolaridade da solução com 1 milimole de 19. B) Os comprimentos físicos dos filamentos de actina e é de 2 mOsm/L. A osmolaridade de uma solução miosina não se alteram durante a contração. Assim, a com 1 milimole de glicose ou de sacarose é de 1 banda A, que é composta por filamentos de miosina mOsm/L. A osmolaridade de uma solução com 1,5 também não se altera. A distância entre os discos Z milimole de glicose é de 1,5 mOsm/L. Essas soluções diminui, mas os próprios discos não se alteram. Ape- são todas "hiposmóticas" em relação à solução com 1 nas a banda I diminui de comprimento à medida que o milimole de NaCl. A osmolaridade de uma solução músculo contrai. com 1 milimole de é de 2 mOsm/L. Ela é "isosmó- TFM12 74 tica" em relação à solução com 1 milimole de NaCl. Apenas a solução com 1 milimole de com uma 20. E) A zona H é a região no centro do sarcômero com- osmolaridade de 3 mOsm/L, é hiperosmótica em rela- posta pelas bandas mais leves de cada lado, incluindo ção a solução com 1 milimole de NaCl. a linha M. Nessa região, os filamentos de miosina estão TFM12 52 centralizados na linha M, e não há superposição de fi- lamentos de actina. Portanto, um corte transversal 26. D) No ponto B neste potencial de ação, a Vm alcançou nessa região revelaria apenas miosina. o potencial limiar e desencadeou a abertura dos canais TFM12 72 de Na+ dependentes de voltagem. O influxo de resultante é responsável pela fase de despolarização 21. B) A contração muscular é dependente de uma eleva- rápida e autoperpetuante do potencial de ação. ção na concentração intracelular de À medida TFM12 63 que a frequência da contração aumenta, início de uma contração subsequente pode ocorrer antes que a 27. C) A fase de despolarização rápida é terminada no contração prévia tenha terminado. Como resultado, a ponto D pela inativação dos canais de Na+ dependen- amplitude das contrações individuais são somadas. tes de voltagem e pela abertura dos canais de K+ de- Com frequências de contração muito altas, o músculo pendentes de voltagem. A última, resulta no efluxo de mostra uma contração tetânica. Nessas condições, o K+ do citosol para o líquido extracelular e repolariza- Ca++ intracelular se acumula e dá suporte à contração ção da membrana celular. máxima sustentada. TFM12 63 TFM12 80 28. D) A velocidade mais lenta de ciclagem das pontes 22. C) Enquanto o canal do receptor rianodínico do retí- cruzadas no músculo liso significa que uma maior culo sarcoplasmático permanece aberto, o Ca++ conti- porcentagem de pontes cruzadas possíveis está ativa nua a inundar o sarcoplasma e a estimular a contração. em qualquer momento. Quanto mais pontes cruzadas Esta contração prolongada resulta em produção de ativas existirem, maior a força gerada. Embora a velo- calor, rigidez muscular e acidose lática. Em contraste, cidade de ciclagem relativamente lenta signifique que fatores que inibam a liberação de Ca++ ou estimulem a a cabeça da miosina leva mais tempo para se ligar ao captação de Ca++ para retículo sarcoplasmático ou filamento de actina, significa também que a cabeça da que evitem a despolarização da membrana do túbulo miosina se mantém aderida por mais tempo, prolon- T ou a transdução da despolarização em liberação de gando a contração muscular. Por causa da velocidade Ca++, favorecem o relaxamento muscular. mais lenta de ciclagem das pontes cruzadas, músculo TFM12 88 liso, de fato, necessita de menos energia para manter uma contração quando comparado com músculo 23. B) A contração máxima prolongada ou repetida re- esquelético. sulta em aumento concomitante na síntese de TFM12 92 17</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo 29. E) O estímulo da adenilato ciclase ou da guanilato ci- não poderiam ser revertidos pela inibição da acetilco- clase induz o relaxamento do músculo liso. Os nucleo- linesterase. Embora as unidades macromotoras forma- tídios cíclicos produzidos por estas enzimas estimulam das durante a reinervação em seguida à poliomielite as cinases dependentes de AMPc e de GMPc, respec- comprometam o controle motor fino do paciente, elas tivamente. Estas cinases fosforilam, entre outras coi- não afetam a força muscular. sas, as enzimas que removem o Ca++ do citosol, ini- TFM12 86 bindo a contração. Ao contrário, tanto uma diminuição na permeabilidade ao K+ quanto um aumento na per- 34. E) A neostigmina é um inibidor da meabilidade ao Na+ resultam em despolarização da A administração deste fármaco aumentaria a quanti- membrana e contração. Da mesma forma, a inibição dade de acetilcolina (ACh) presente na sinapse e a sua da Ca++-ATPase do retículo sarcoplasmático, uma das capacidade para despolarizar suficientemente a mem- enzimas ativadas pelas cinases cíclicas dependentes de brana pós-sináptica e disparar um potencial de ação. O nucleotídios, favoreceria a contração muscular. O antissoro para a toxina botulínica é efetivo apenas con- músculo liso não expressa a troponina. tra a toxicidade botulínica. O curare bloqueia o recep- TFM12 97 tor nicotínico da ACh e causa fraqueza muscular. A atropina é um antagonista do receptor muscarínico da 30. D) O músculo B é caracteristicamente um músculo ACh e o halotano é um gás anestésico. Nem a atropina de contração lenta (Tipo 1), composto predominan- nem o halotano tem qualquer efeito na junção neuro- temente por fibras musculares de contração lenta. muscular. Estas fibras são de menor tamanho e inervadas por TFM12 86 fibras nervosas menores. Elas têm, tipicamente, um suprimento sanguíneo mais extenso, maior número 35. D) Quando uma carga elétrica positiva de 60 milivolts de mitocôndrias e grandes quantidades de mioglo- é aplicada na câmara B, os íons Na+ com carga positiva bina, que sustentam os altos níveis de fosforilação são repelidos da câmara B para a câmara A até que a oxidativa. força difusional do gradiente de concentração seja su- TFM12 79 ficiente para se contrapor à força eletromotiva. Usando a equação de Nernst, uma força eletromotiva de 60 31. C) A contração muscular é desencadeada por um au- milivolts seria compensada por um gradiente de con- mento na concentração de Ca++ sarcoplasmático. O centração de 10 vezes de Na+ Assim, no novo estado retardo entre o término do pulso de despolarização e de equilíbrio, a [Na]A seria 10 vezes a o início da contração muscular, reflete o tempo neces- TFM12 58 sário para o pulso de despolarização ser traduzido em um aumento na concentração sarcoplasmática de Ca++. 36. B) Neste diagrama a tensão "ativa" ou dependente de Este processo envolve uma alteração na conformação contração é a diferença entre a tensão total (traçado A) do receptor sensível à voltagem ou diidropiridínico, e a tensão passiva com a contribuição dos elementos localizado na membrana do túbulo T; a alteração sub- não contráteis (traçado C). A relação comprimento- sequente na conformação do receptor rianodínico no tensão no músculo intacto se assemelha a relação bifá- retículo sarcoplasmático; e a liberação de Ca++ do retí- sica observada nos sarcômeros individuais, refletindo culo sarcoplasmático. as mesmas interações físicas entre os filamentos de TFM12 88 actina e miosina. TFM12 77 32. B) A miastenia grave é uma doença autoimune na qual anticorpos lesam os receptores nicotínicos de acetilco- 37. E) A tensão "ativa" é máxima nos comprimentos fisio- lina pós-sinápticos. Esta lesão impede disparo de um lógicos normais do Neste ponto há uma su- potencial de ação na membrana pós-sináptica. O Ten- perposição ótima entre os filamentos de actina e mio- silon é um inibidor prontamente reversível da acetilco- sina para apoiar a formação máxima de pontes cruzadas linesterase que aumenta os níveis de acetilcolina na e o desenvolvimento da tensão. junção neuromuscular, elevando assim a força da con- TFM12 77 tração muscular. TFM12 86 38. C) traçado C representa a contribuição dos elemen- tos não contráteis na tensão passiva, incluindo a fáscia, 33. A) A miastenia grave é uma doença autoimune carac- os tendões e os ligamentos. Esta tensão passiva res- terizada pela presença de anticorpos contra os recep- ponde por uma porção cada vez maior da tensão total tores de acetilcolina no plasma. O esforço exagerado registrada no músculo intacto à medida que ele é es- pode causar a fadiga da junção, e tanto uma diminui- tendido para além de seu comprimento normal. ção na densidade dos canais de Ca++ dependentes de TFM12 77 voltagem na membrana pré-sináptica quanto a toxici- dade botulínica podem causar fraqueza muscular. En- 39. B) A contração do músculo liso é regulada pelo Ca++ e tretanto, estes efeitos são pré-sinápticos e, portanto, pela fosforilação da cadeia leve da miosina. Quando a 18</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo concentração citosólica de Ca++ diminui depois do (aproximadamente 60 milivolts), a Vm está mais dis- início da contração, a miosina cinase se torna inativa. tante do no ponto E, ou quando a célula está mais Entretanto, a formação de pontes cruzadas continua, hiperpolarizada (ver pág. 10). mesmo na ausência de Ca++, até que as cadeias leves de TFM12 63 miosina estejam desfosforiladas através da ação da fosfatase da cadeia leve da miosina. 45. F) Geralmente, a Vm está mais próxima do potencial TFM12 94 de equilíbrio do íon mais permeável. Nas células ner- vosas, em repouso. Como resultado, a Vm está 40. C) Os potenciais em miniatura normais da placa mo- relativamente próxima do Durante o pós-potencial tora indicam síntese e armazenamento suficiente de ou a fase de hiperpolarização do potencial de ação, a ACh bem como a presença e função normal dos canais relação entre a a é ainda maior do que em re- dos receptores de ACh. A explicação mais provável pouso. Isto é decorrente da abertura residual dos ca- para os sintomas deste paciente é deficiência pré-si- nais de K+ dependentes de voltagem e da inativação náptica neste caso, um comprometimento dos ca- dos canais de Na+ dependentes de voltagem. A nais de Ca++ dependentes de voltagem responsáveis é maior no ponto F, ponto no qual a Vm chega mais pelo aumento no Ca++ citosólico que dispara a libera- perto do ção de ACh na sinapse. O aumento da despolarização TFM12 pós-sináptica observado depois do exercício é indica- tivo de um acúmulo de Ca++ no terminal pré-sináptico 46. B) acúmulo de Ca++ pelo retículo sarcoplasmático, depois de os múltiplos potenciais de ação terem alcan- transporte de Na+ para dentro e de K+ para fora da çado o terminal célula bem como transporte de H+ das células parietais TFM12 85 ocorrem através de mecanismos de transporte ativo primário, envolvendo enzimas ATPases. Neste caso, 41. B) A inibição dos canais de Ca++ dependentes de vol- apenas transporte de glicose, que ocorre através da tagem pré-sinápticos é mais consistente com a pre- difusão facilitada no músculo, não utiliza ATP direta- sença de anticorpos contra este canal. Anticorpos mente. contra o receptor de ACh, uma mutação no receptor TFM12 50 e ACh residual na junção são indicativos de defeitos pós-sinápticos. Embora seja um defeito 47. B) A redistribuição do volume de líquido mostrada no pré-sináptico, uma deficiência das vesículas de ACh é diagrama B reflete a difusão líquida da água, ou os- improvável neste cenário, dados os potenciais em mi- mose, decorrente das diferenças nas osmolaridades niatura da placa motora registrados na membrana das soluções de cada lado da membrana pós-sináptica. vel. A osmose ocorre das soluções com maior concen- TFM12 83 tração de água para as de menor concentração de água ou da menor osmolaridade para a maior osmolaridade. 42. B) A toxina botulínica inibe a contração muscular pré- No diagrama B, a osmose ocorreu de X para Y e de Y sinapticamente, diminuindo a quantidade de ACh libe- para Z. Portanto, a osmolaridade da solução Z é maior rada na junção neuromuscular. Ao contrário, o curare que a da solução Y, e a osmolaridade da solução Y é age pós-sinapticamente, bloqueando os receptores ni- maior que a da solução X. cotínicos de ACh e impedindo a excitação da mem- TFM12 51 brana da célula muscular. A tetrodotoxina bloqueia os canais de Na+ dependentes de voltagem, impactando 48. C) O aumento da concentração sarcoplasmática de tanto o início quanto a propagação dos potenciais de Ca++ pode elevar a geração de força em uma fibra mus- ação no neurônio motor. Tanto a ACh quanto a cular única. Isso pode ser obtido aumetando a frequên- tigmina estimulam a contração muscular. cia de estimulação da fibra. Nem o aumento da ampli- TFM12 85 tude da despolarização a membraba pós-sináptica da junção neuromuscular, nem o aumento do número de 43. D) Durante um potencial de ação em uma célula ner- canais de Na+ dependentes de voltagem provavelmente vosa, a Vm se aproxima do durante a fase de despo- afetam a liberação de Ca++ do retículo sarcoplasmático. larização rápida, quando a permeabilidade da mem- Ao contrário, tanto uma diminuição na concentração brana ao Na+ aumenta em relação à sua extracelular de K+ quanto um aumento na permeabili- permeabilidade ao K+ Em uma célula "típica", o dade da membrana do músculo ao K+ diminuiriam a está próximo de 60 milivolts. A Vm mais próxima excitabilidade da célula muscular. do no ponto D (ver pág. 10). Neste ponto, a relação TFM12 80 da com a é a maior. TFM12 49. D) O traçado A reflete a cinética de um processo que é limitado por uma intrínseca. Das opções ofere- 44. F) A força de tração do Na+ é maior no ponto onde a cidas, apenas o transporte de K+, que ocorre através da Vm é mais distante do Se o for muito positivo atividade da Na+, K+-ATPase, é resultado de um 19</p><p>UNIDADE Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo evento de transporte O movimento de e de para dentro da célula. Este é um exemplo clássico de através de uma membrana biológica e o movimento transporte ativo primário. de Ca++ e de Na+ através dos canais são exem- 53 plos de difusão simples. TFM12 49 56. B) A glicose é transportada para as células musculares esqueléticas através da difusão facilitada dependente 50. E) O traçado B é indicativo de um processo não limi- de insulina. tado por uma Vmáx intrínseca. Isto exclui o transporte TFM12 50; ver também o Capítulo 78 ativo e a difusão facilitada. Portanto, das opções ofere- cidas, apenas a taxa de transporte de através de 57. E) A atividade da Na+, K+-ATPase mantém a concen- uma bicamada lipídica artificial por difusão simples tração de K+ relativamente alta no interior da célula e seria refletida com precisão pelo traçado B. a concentração de Na+ relativamente alta no líquido TFM12 49 extracelular. Este grande gradiente de concentração de Na+ através da membrana plasmática em conjunto 51. E) Os chamados canais de Ca++ lentos têm uma velo- com a carga líquida negativa no interior da célula, tra- cidade de inativação mais lenta, prolongando, assim, ciona continuamente os ions Na+ do líquido extracelu- tempo durante qual eles estão abertos. Isto, por sua lar para o citosol. Esta energia é usada para transportar vez, retarda a fase de despolarização do potencial de outras como o Ca++, contra seus gradientes ação, criando um "platô" antes do canal se inativar. de concentração. Como ATP é necessário para manter TFM12 63; ver também o Capítulo 9 gradiente de Na+ que traciona este contratransporte, este tipo de transporte é chamado de transporte ativo 52. A) Na ausência de hiperpolarização, a incapacidade de secundário. um estímulo excitatório de outra natureza iniciar um TFM12 52 potencial de ação é mais provavelmente resultado de um bloqueio dos canais dependentes de voltagem res- 58. D) De modo semelhante ao contratransporte Na+-Ca++, ponsáveis pela geração da despolarização tudo ou a forte tendência do Na+ para se mover através da nada. Nas células nervosas, estes são os canais de Na+ membrana plasmática para o citosol pode ser aprovei- dependentes de voltagem. tada pelas proteínas transportadoras e usada para co- TFM12 62 transportar moléculas, contra seus gradientes de con- centração, para o citosol. Um exemplo deste tipo de 53. C) O músculo esquelético se remodela continuamente cotransporte secundário é transporte da glicose para em resposta ao seu nível de uso. Quando um músculo as células epiteliais intestinais. fica inativo por um período extenso, a velocidade da TFM12 52 síntese de proteínas contráteis nas fibras musculares individuais diminui, resultando em uma redução geral 59. A) Durante a fase de despolarização rápida de um po- da massa muscular. Esta redução reversível da massa tencial de ação nervoso, os canais de Na+ dependentes muscular é chamada de atrofia. de voltagem se abrem e permitem influxo de íons TFM12 81 Na+ para o citosol. O transporte através dos canais da membrana é um exemplo de difusão simples. 54. B) Para que um músculo contraia espontanea e ritma- TFM12 46; ver também Capítulo 5 damente tem que haver um "marca-passo" rítmico in- trínseco. O músculo liso intestinal, por exemplo, mos- 60. E) O traçado A mostra a forma característica de um tra um potencial de ondas lentas rítmico que despolariza potencial de ação, incluindo a despolarização rápida e repolariza transitoriamente a membrana muscular. seguida por uma repolarização rápida que temporaria- Esta onda lenta não estimula a própria contração, po- mente ultrapassa o potencial de repouso. O traçado B rém se a amplitude for suficiente, ela pode disparar um ilusta melhor a alteração na que ocorre durante um ou mais potenciais de ação que resultam em influxo de potencial de ação. O aumento rápido na é paralelo Ca++ e contração. Embora eles sejam típicos do mús- à fase de despolarização rápida do potencial de ação. O culo liso, nem os canais de Ca++ dependentes de volta- traçado C ilustra melhor início lento do aumento na gem "lentos" nem os potenciais de ação com "platô" PK que reflete a abertura dos canais de K+ dependentes desempenham um papel necessário na contração rít- de voltagem. mica. Uma alta concentração citosólica de Ca++ em TFM12 63 repouso apoiaria uma contração sustentada e a hiper- polarização favoreceria relaxamento. 61. B) A difusão líquida de uma substância através de uma TFM12 membrana permeável é proporcional à diferença de concentração da substância em cada lado da mem- 55. C) A ouabaína inibe a Esta enzima brana. Inicialmente, a diferença de concentração é de dependente de ATP transporta três íons de Na+ para 5 milimoles (10 milimoles 5 milimoles). Quando a fora da célula para cada dois íons de K+ que transporta concentração intracelular dobra para 20 milimoles, a 20</p><p>UNIDADE II Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo diferença de concentração passa para 15 milimoles (20 estudante tem primeiro que encontrar onde 100 gra- milimoles 5 milimoles). A diferença de concentração mas fazem interseção com a curva de pré-carga (curva triplicou; assim, a velocidade da difusão também au- de tensão passiva) e então descer para a curva de ten- mentaria por um fator de 3. são ativa. Pode-se ver que a pré-carga de 100 gramas TFM12 50 está associada a uma tensão total de um pouco mais de 150 gramas e a uma tensão ativa de um pouco mais de 62. E) glicerol e a ureia são moléculas permeáveis, o que 50 gramas. Observe que a tensão ativa é igual à tensão significa que ambas se difundem através da membrana total menos a tensão passiva, como discutido anterior- celular até que as concentrações intracelular e extrace- mente. Desenhar estas três curvas de uma maneira lular sejam idênticas. Assim, durante as condições de matematicamente correta não é uma tarefa fácil. O equilíbrio estacionário, a osmolaridade intracelular e a estudante deve então reconhecer que a tensão ativa extracelular são de 600 mOsm/L (300 mOsm/L da pode não ser igual à tensão total menos a tensão pas- ureia e 300 mOsm/L do glicerol). A opção A não é siva em todos os pontos do diagrama mostrado aqui, correta porque a albumina é uma molécula menor bem como nos diagramas USMLE. comparada com a IgG, exercendo, assim, um maior TFM12 77 efeito osmótico. Opção B: uma solução de 100 mmO/L de NaCl tem uma osmolaridade de 200 mOsm/L por- 65. E) O músculo liso é único em sua capacidade de gerar que o Na e o Cl se dissociam. Assim, a osmolaridade vários graus de tensão com uma concentração cons- da solução A será duas vezes maior que a da solução B. tante de cálcio intracelular. Esta alteração na sensibili- Opções C e D: ambas as soluções têm osmolaridades dade ao cálcio do músculo liso pode ser atribuída às iguais; entretanto, tanto a ureia quanto o glicerol são diferenças na atividade da MLCP. O músculo liso se moléculas permeáveis (enquanto a glicose e o NaCl contrai quando a cadeia leve da miosina é fosforilada não são), o que significa que a ureia e o glicerol se di- pelas ações da cinase da cadeia leve da miosina fundirão para a célula e efetivamente cancelarão seus (MLCK). A MLCP é uma fosfatase que pode desfosfo- efeitos osmóticos através da membrana celular. rilar a cadeia leve da miosina, tornando-a inativa e as- TFM12 52 sim atenuando a contração muscular. Opção A: tanto a actina quanto a miosina são componentes importan- 63. D) A miastenia grave é uma doença autoimune ad- tes do aparelho contrátil do músculo liso muito seme- quirida que causa fadiga muscular e fraqueza. A do- lhante ao dos músculos esquelético e cardíaco, porém ença está associada a (causada por) anticorpos IgG estes não desempenham um papel na sensibilidade ao contra os receptores da acetilcolina nas membranas Opção B: o ATP é necessário para a contração pós-sinápticas nas junções neuromusculares. prin- do músculo liso. Deve-se esperar que níveis reduzidos cipal sintoma é a fraqueza muscular, que piora com a de ATP diminuam a capacidade do músculo liso de atividade. Os pacientes frequentemente sentem-se contrair, mesmo em face de altos níveis de cálcio. Op- bem pela manhã, porém ficam mais fracos à medida ção C: o complexo cálcio-calmodulina se liga com a que o dia passa. A fraqueza muscular usualmente MLCK, o que leva à fosforilação da cadeia leve da mio- causa sintomas de visão dupla (diplopia) e queda das sina. Uma diminuição no complexo cálcio-calmodu- pálpebras (ptose). A presença de anticorpos antiace- lina deveria atenuar a contração do músculo liso. Op- tilcolina no plasma é específica para miastenia grave ção D: novamente, a ligação dos íons de cálcio à e exclui as outras opções para resposta. Adicional- calmodulina é um passo inicial na ativação do aparelho mente, a TC normal do cérebro e a da órbita excluem contrátil do músculo liso. especificamente a possibilidade de um astrocitoma TFM12 93 94 (opção A), isto é, tumores cerebrais, que poderiam comprimir os nervos cranianos. visão ocorre 66. D) O diagrama mostra que a velocidade máxima de comumente na doença de Graves (opção B); entre- encurtamento ocorre quando não há pós-carga tanto, o exame da tireoide foi normal (o que também no músculo (força = 0). O aumento da pós-carga di- afasta a tireoidite de Hashimoto, opção C). A escle- minui a velocidade de encurtamento até que um rose múltipla (opção E) está comumente associada ponto é alcançado onde não ocorre encurtamento com fraqueza espástica das pernas, porém, nova- (contração isométrica) e a velocidade de contração é 0 mente, a presença de anticorpos antiacetilcolina é (onde a curva faz interseção com o eixo X). A veloci- específica para miastenia grave. dade máxima de encurtamento é ditada pela atividade TFM12 86 da ATPase do músculo, aumentando a altos níveis quando a atividade da ATPase é elevada. Opção A: o 64. C) diagrama mostra a relação entre a pré-carga ou aumento progressivo da frequência de contração do tensão passiva (curva Z), a tensão total (curva X) e a músculo eleverá a carga que o músculo poderá le- tensão ativa (curva Y). A tensão ativa não pode ser vantar dentro dos limites do músculo, porém não medida diretamente: ela é a diferença entre a tensão afetará a velocidade de contração. Opções B, C e E: a total e a tensão passiva. Para responder esta questão, hipertrofia muscular, aumentando a massa muscular e 21</p><p>UNIDADE II Fisiologia da Membrana, do Nervo e do Músculo recrutando unidades motoras adicionais, aumentará a o comprimento do músculo além do comprimento carga máxima que um músculo pode levantar, porém ideal, o que por sua vez leva à diminuição na tensão estes efeitos não afetarão a velocidade máxima de ativa máxima que pode ser gerada pelo músculo. A contração. razão pela qual a tensão ativa diminui é que a interdi- TFM12 77 gitação dos filamentos de actina e miosina diminui quando o músculo é estendido; a interdigitação de um 67. D) O estiramento do músculo para facilitar a recone- músculo é normalmente ótima no seu comprimento xão dos tendões leva a um aumento na tensão passiva de repouso. ou na pré-carga. Este aumento na tensão passiva eleva TFM12 77 22</p><p>UNIDADE III O Coração Perguntas 1 a 4 3. Quando a terceira bulha cardíaca ocorre na relação vo- Uma mulher de 60 anos de idade tem uma frequência car- lume-pressão do díaca de repouso em 70 bpm, a pressão arterial é 130/85 A) No ponto D mmHg, e a temperatura corporal é normal. Seu gráfico vo- B) Entre o ponto A e o ponto B lume pressão do ventrículo esquerdo é mostrado abaixo. C) Entre ponto B e o ponto C D) Entre o ponto C e ponto D 200 E) Entre o ponto D e ponto A 4. Qual é a sua fração de ejeção do A) 33% 150 B) 50% C) 60% D) 67% D E) 80% 100 C 5. Em que fase do potencial de ação do músculo do ventrí- culo a permeabilidade do potássio é maior? A) 0 50 B) 1 C) 2 A B D) 3 E) 4 0 50 100 150 200 Volume do esquerdo (mL) 6. Em um adulto em repouso, qual é o valor característico da fração de ejeção do ventrículo? 1. Qual é o seu débito cardíaco em mililitros/min? A) 20% A) 2.000 B) 30% B) 3.000 C) 40% C) D) 60% D) 6.000 E) 80% E) 7.000 7. Um homem de 30 anos de idade apresenta uma fração 2. Quando a segunda bulha cardíaca ocorre na relação de de 0,25 e um volume sistólico final de 150 mL. volume-pressão do Qual é o seu volume diastólico final? A) No ponto D A) 50 mL B) Entre o ponto A e o ponto B B) 100 mL C) Entre o ponto B e o ponto C) 125 mL D) Entre o ponto C e o ponto D D) 200 mL E) Entre ponto D e o ponto A E) 250 mL 23</p><p>UNIDADE III Coração 8. Qual das seguintes afirmações sobre o músculo cardí- 14. Um atleta bem condicionado de 25 anos de idade pesa 80 aco é mais exata? kg. Durante estimulação simpática intensa, qual é o nível A) Os túbulos T do músculo cardíaco podem armaze- de platô da sua curva de função do débito cardíaco? nar muito menos cálcio do que os túbulos T do A) 3 L/min músculo esquelético B) 5 L/min B) A força e a contração do músculo cardíaco depen- C) 10 L/min dem da quantidade de cálcio ao redor dos miócitos D) 13 L/min cardíacos E) 25 L/min C) No músculo cardíaco o início do potencial de ação provoca uma abertura imediata dos canais lentos 15. Qual dos seguintes eventos está associado à primeira de cálcio bulha cardíaca? D) A repolarização do músculo cardíaco é provocada A) Fechamento da valva aórtica pela abertura dos canais de sódio B) Período de enchimento rápido dos ventrículos du- E) Os mucopolissacarídios dentro dos túbulos T se rante a diástole ligam aos íons cloreto C) Início da diástole D) Abertura das valvas A-V 9. ECG de um homem de 60 anos de idade mostra um E) Fechamento das valvas A-V intervalo R-R de 0,55 S. Qual das seguintes opções ex- plica melhor sua condição? 16. Qual das seguintes condições no nó A-V causaria di- A) Ele apresenta febre minuição na frequência cardíaca? B) Ele apresenta frequência cardíaca normal A) Aumento da permeabilidade de sódio C) Ele apresenta excesso de estimulação parassimpá- B) Diminuição dos níveis de acetilcolina tica do nó S-A C) Aumento dos níveis de norepinefrina D) Ele é um atleta praticante em repouso D) Aumento da permeabilidade de potássio E) Ele apresenta hiperpolarização do nó S-A E) Aumento da permeabilidade de cálcio 10. Qual das seguintes opções é a causa provável para o 17. A estimulação simpática do coração coração entrar em contração espástica? A) Libera acetilcolina nas terminações simpáticas A) Aumento da temperatura corporal B) Diminui a frequência de descarga do nó sinoatrial B) Aumento da atividade simpática C) Diminui a excitabilidade do coração C) Diminuição de íons potássio no líquido extracelular D) Libera norepinefrina nas terminações simpáticas D) Excesso de íons potássio no líquido extracelular E) Diminui a contratibilidade cardíaca E) Excesso de cálcio no líquido extracelular 18. Qual é o retardo total normal do impulso cardíaco no 11. Qual dos eventos a seguir ocorre no final do período nó A-V e no feixe A-V? de ejeção do A) 0,22 S A) Fechamento das valvas A-V B) 0,18 B) Abertura da valva aórtica C) 0,16 C) A valva aórtica permanece aberta D) 0,13 D) Abertura das valvas A-V E) 0,09 S E) Fechamento da valva pulmonar 19. Qual das seguintes opções explica melhor como a esti- 12. Qual das seguintes fases do ciclo cardíaco ocorre mulação simpática afeta o coração? diatamente após o início da onda QRS? A) Diminui a permeabilidade do nó S-A ao sódio A) Relaxamento isovolumétrico B) Diminui a permeabilidade do nó A-V ao sódio B) Ejeção do ventrículo C) Aumenta a permeabilidade do nó S-A ao potássio C) Sístole do átrio D) Há aumento na taxa de tendência de prolongamento D) Diástase do potencial de repouso da membrana do nó S-A E) Contração isovolumétrica E) Diminui a permeabilidade do músculo cardíaco ao cálcio 13. Qual das seguintes condições resultará em um coração dilatado e flácido? 20. Qual das seguintes estruturas terá a resposta mais A) Excesso de íons cálcio no sangue lenta de condução do potencial de ação cardíaco? B) Excesso de potássio no sangue A) Músculo atrial C) Excesso de íons sódio no sangue B) Via internodal anterior D) Aumento da estimulação simpática C) Fibras do feixe A-V E) Aumento da concentração de norepinefrina no D) Ramos subendocárdicos sangue E) Músculo ventricular 24</p><p>UNIDADE III Coração 21. Se o nó S-A descarrega em 0,00 S, quando o potencial 27. Se os ramos subendocárdicos do ventrículo tornarem-se de ação normalmente chegará à superfície do epicár- o marca-passo do coração, qual a frequência cardíaca dio na base do ventrículo esquerdo? esperada? A) 0,22 S A) 30/min B) 0,18 S B) 50/min C) 0,16 S C) 65/min D) 0,12 S D) 75/min E) 0,09 S E) 85/min 22. Se o nó S-A descarrega em 0,00 S, quando o potencial 28. Qual é o retardo total normal do impulso cardíaco no de ação normalmente chegará ao feixe A-V nó A-V e no sistema de feixes A-V? atrioventricular)? A) 0,03 S A) 0,22 S B) 0,06 S B) 0,18 S C) 0,09 S C) 0,16 S D) 0,13 S D) 0,12 S E) 0,17 S E) 0,09 S 29. Qual é o potencial de repouso da membrana das fibras 23. Qual das seguintes condições no nó S-A causará dimi- do nó sinoatrial? nuição da frequência cardíaca? A) -100 mV A) Aumento dos níveis de norepinefrina B) -90 mV B) Aumento da permeabilidade do sódio C) -80 mV C) Aumento da permeabilidade do cálcio D) -55 mV D) Aumento da permeabilidade do potássio E) E) Diminuição dos níveis de acetilcolina 30. Se os ramos subendocárdicos, localizados na região 24. Qual das seguintes opções é causada pela acetilcolina? distal da junção A-V, tornarem-se o marca-passo do A) Hiperpolarização do nó S-A coração, qual é a frequência cardíaca esperada? B) Despolarização do nó A-V A) 30/min C) Diminuição da permeabilidade do nó S-A aos íons B) 50/min potássio C) 60/min D) Aumento da frequência cardíaca D) 70/min E) Aumento da permeabilidade do músculo cardíaco E) 80/min aos íons cálcio 31. A estimulação simpática do coração normalmente 25. Qual é o potencial de membrana (limiar) no qual o nó provoca qual das seguintes condições? S-A descarrega? A) Liberação de acetilcolina nas terminações simpá- A) -40 mV ticas B) -55 mV B) Diminuição da frequência cardíaca C) -65 mV C) Diminuição da velocidade de condução do impulso D) -85 mV cardíaco E) -105 mV D) Diminuição da força de contração dos átrios E) Aumento da força de contração dos ventrículos 26. Qual das seguintes condições no nó A-V provocará uma diminuição na frequência cardíaca? 32. Durante o registro da derivação I em um ECG, o braço A) Aumento da permeabilidade do sódio direito é o eletrodo negativo, e o eletrodo positivo é o(a) B) Diminuição dos níveis de acetilcolina A) braço esquerdo C) Aumento dos níveis de norepinefrina B) perna esquerda D) Aumento da permeabilidade do potássio C) perna direita E) Aumento da permeabilidade do cálcio D) braço esquerdo + perna esquerda E) braço direito + perna esquerda 25</p><p>UNIDADE III O Coração 33. Durante o registro da derivação aVL em um ECG, o 34. Um homem de 70 anos de idade apresentou o ECG eletrodo positivo é o(a) abaixo durante seu exame físico anual. Qual é seu A) braço esquerdo intervalo Q-T? B) perna esquerda A) 0,12 S C) perna direita B) 0,16 S D) braço esquerdo + perna esquerda C) 0,22 S E) braço direito + perna esquerda D) 0,30 S E) 0,40 S 35. Qual é a frequência cardíaca no ECG abaixo? Átrios Ventrículos Intervalo RR +1,0 +0,5 Segmento S-T 0 Intervalo P-R 0,16 S Intervalo -0,5 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 Tempo (segundos) A) 64 39. Um homem de 65 anos de idade teve um ECG regis- B) 70 trado em uma sala de emergência após um acidente de C) 88 bicicleta. Pesava 80 kg e apresentava pressão arterial na D) 94 aorta de 160/90 mmHg. A voltagem do QRS era 0,5 E) 104 mV em derivação I e 1,5 mV em derivação III. Qual é a voltagem do QRS em derivação II? 36. Qual é o intervalo Q-T normal? A) 0,5 mV A) 0,03 S B) 1,0 mV B) 0,13 S C) 1,5 mV C) 0,16 S D) 2,0 mV D) 0,20 S E) 2,5 mV E) 0,35 S 40. Uma onda de despolarização do ventrículo quando 37. Durante o registro da derivação II em um ECG, o ele- viaja -90° no plano frontal provocará um grande des- trodo positivo é o(a) vio negativo em qual derivação? A) braço esquerdo A) aVR B) perna esquerda B) aVL C) perna direita C) Derivação II D) braço esquerdo + perna esquerda D) Derivação III E) braço direito + perna esquerda E) aVF 38. Durante o registro da derivação III em um ECG, o eletrodo negativo é o(a) A) braço esquerdo B) perna esquerda C) perna direita D) braço esquerdo + perna esquerda E) braço direito + perna esquerda 26</p><p>UNIDADE Coração Perguntas 41 a 43 Perguntas 46 e 47 Uma mulher de 60 anos de idade teve o ECG apresentado Homem de 62 anos de idade, fumante há vários anos, e abaixo registrado em uma sala de emergência após um pesando 113 kg. Ele teve o seguinte ECG registrado em seu acidente de automóvel. Pesava 70 kg e apresentava pressão hospital local. arterial na aorta de 140/80 mmHg. III 41. Qual é o eixo elétrico médio calculado a partir das I, II e III mostradas no seu ECG? A) -90° 46. Qual das seguintes opções é o eixo elétrico médio cal- B) -50° culado a partir das derivações-padrão I, II e III mostra- C) -12° das no seu ECG? D) +100° A) -110° E) +170° B) -20° C) +90° 42. Qual é a frequência cardíaca usando a derivação I para D) +105° o cálculo? E) +180° A) 70 B) 88 47. Qual das seguintes opções é o diagnóstico provável? C) 100 A) Hipertrofia do ventrículo esquerdo D) 112 B) Bloqueio do ramo esquerdo do feixe E) 148 C) Estenose da valva tricúspide D) Bloqueio do ramo direito do feixe 43. Qual é o seu diagnóstico provável? E) Hipertrofia do ventrículo direito A) Estenose da valva mitral B) Bloqueio do ramo esquerdo 48. Uma mulher de 60 anos de idade perdeu em parte a C) Estenose da valva pulmonar capacidade de realizar as tarefas domésticas normais e D) Bloqueio do ramo direito não está se sentindo bem. Um ECG mostra um com- E) Hipertrofia do esquerdo plexo QRS com uma largura de 0,20 a onda T está invertida na derivação I e a onda R tem um desvio ne- 44. Qual das seguintes conduções geralmente resultará no gativo acentuado na derivação III. Qual das seguintes desvio do eixo para a direita em um ECG? opções é o diagnóstico provável? A) Hipertensão sistêmica A) Hipertrofia do ventrículo direito B) Estenose da valva aórtica B) Bloqueio do ramo esquerdo do feixe C) Regurgitação da valva aórtica C) Estenose da valva pulmonar D) Excesso de gordura abdominal D) Bloqueio do ramo direito do feixe E) Hipertensão pulmonar E) Hipertrofia do ventrículo esquerdo 45. Uma onda de despolarização do quando viaja 60° no plano frontal provocará um acentuado desvio positivo em qual das seguintes derivações? A) aVR B) aVL C) Derivação I D) Derivação II E) 27</p><p>UNIDADE III Coração 49. Uma mulher de 70 anos de idade procurou assistência 51. Qual das seguintes opções é mais provável no "ponto na emergência de um hospital porque estava sentindo J" do ECG de um paciente com lesão no músculo dor no peito. Baseado no traçado do ECG abaixo, qual cardíaco? das seguintes opções é o diagnóstico provável? A) Todo o coração está despolarizado B) Todo o coração está despolarizado, exceto no mús- culo cardíaco lesionado C) Cerca de metade do coração está despolarizada D) Todo o coração está repolarizado E) Todo o coração está repolarizado, exceto no mús- culo cardíaco lesionado 52. Um homem de 50 anos de idade é um funcionário novo na ABC Software. ECG mostrado aqui foi re- gistrado durante um exame físico de rotina. Qual das seguintes opções é o seu diagnóstico provável? III II III A) Hipertensão sistêmica crônica B) Hipertensão pulmonar crônica C) Bloqueio cardíaco de segundo grau D) Taquicardia paroxística A) Infarto agudo da parede anterior no ventrículo es- E) Estenose da valva tricúspide querdo do coração 53. Um homem de 55 anos de idade teve o seu ECG ava- B) Infarto agudo da parede anterior no di- liado em um exame físico anual, e seu desvio efetivo reito do coração (onda R menos onda Q ou S) na derivação I do mem- C) Infarto agudo da parede posterior no ventrículo bro-padrão é -1,2 mV. A derivação II do membro-pa- esquerdo do coração drão teve um desvio líquido de +1,2 mV. Qual é o eixo D) Infarto agudo na parede posterior no ventrículo elétrico médio do seu QRS? direito do coração E) Hipertrofia do ventrículo direito A) -30° B) +30° 50. Um homem de 30 anos de idade teve o seu ECG ava- C) +60° liado no consultório do seu médico, mas os seus regis- D) +120° tros foram perdidos. técnico do ECG se lembra que E) -120° o desvio do QRS foi acentuado e positivo na derivação aVF e 0 na derivação I. Qual é eixo elétrico médio no 54. Um paciente de 65 anos de idade com sopro cardíaco teve um eixo QRS médio (vetor QPS médio) de 120°, e plano frontal? o complexo QRS dura 0,18 S. Qual das seguintes op- A) 90° ções é o diagnóstico provável? B) 60° A) Estenose da valva aórtica C) 0° D) -60° B) Regurgitação da valva aórtica E) -90° C) Estenose da valva pulmonar D) Bloqueio do ramo direito do feixe E) Bloqueio do ramo esquerdo do feixe 28</p><p>UNIDADE III Coração 55. Uma mulher de 60 anos de idade cansa-se facilmente. 59. Movimentos circulares no podem levar à Seu ECG mostra um complexo QRS que é positivo na fibrilação ventricular. Qual das seguintes condições no derivação aVF e negativo na derivação I do membro- músculo ventricular aumentará a tendência para os padrão. Qual das seguintes opções é causa provável movimentos circulares? desta condição? A) Diminuição do período refratário A) Hipertensão sistêmica crônica B) Baixa da concentração de potássio extracelular B) Hipertensão pulmonar C) Aumento do período refratário C) Estenose da valva aórtica D) Menor via de condução (volume do ventrículo di- D) Regurgitação da valva aórtica minuído) E) Aumento nos impulsos parassimpáticos para o co- 56. Uma mulher de 60 anos de idade chegou na emergên- ração cia de um hospital queixando-se de dor no peito. Base- ado no traçado do ECG mostrado aqui, qual das se- 60. Um homem de 75 anos de idade vai a emergência de guintes opções é o diagnóstico mais provável? um hospital e desmaia. Cinco minutos depois ele está Um ECG mostra 75 ondas P por minuto e 35 ondas QRS por minuto com largura QRS normal. Qual das seguintes opções é o diagnóstico provável? A) Bloqueio A-V de primeiro grau B) Síndrome de Stokes-Adams C) Taquicardia paroxística atrial II III D) Alternância elétrica A) Infarto agudo da parede anterior na base do co- E) Contrações atriais prematuras ração B) Infarto agudo da parede anterior no ápice do co- 61. Um homem de 60 anos de idade pesando 100 kg teve seguinte ECG, o qual mostra a II. ração C) Infarto agudo da parede posterior na base do co- Qual é o seu diagnóstico? ração D) Infarto agudo da parede posterior no ápice do P ração E) Hipertrofia do ventrículo direito 57. Homem de 50 anos de idade com pressão arterial de A) Ritmo nodal A-V 140/85 e peso de 90 kg. Ele relata que não se sente bem, B) Bloqueio cardíaco A-V de primeiro grau seu ECG não tem ondas P, apresenta frequência cardí- C) Bloqueio cardíaco A-V de segundo grau aca de 46 e complexo QRS ocorre regularmente. D) Bloqueio cardíaco A-V de terceiro grau Qual é a sua condição provável? E) Flutter atrial (taquicardia atrial) A) Bloqueio cardíaco de primeiro grau 62. Uma mulher de 35 anos de idade teve sensações estra- B) Bloqueio cardíaco de segundo grau nhas no peito após fumar um cigarro. Seu ECG é mos- C) Bloqueio cardíaco de terceiro grau trado aqui. Qual das seguintes opções é diagnóstico D) Bloqueio cardíaco sinoatrial provável? E) Bradicardia sinoatrial 58. Um homem de 80 anos de idade realiza um ECG no consultório do seu médico, é diagnosticada fibrilação atrial. Qual das afirmações abaixo é a condição prová- vel em alguém com fibrilação atrial? A) Fibrilação ventricular normal acompanhada de fi- brilação atrial III B) Ondas P do ECG são fortes C) Frequência de contração ventricular é irregular e rápida D) Onda "a" atrial é normal A) Contração prematura com origem no átrio E) Átrios têm volume menor que normal B) Contração prematura com origem alta no nó A-V C) Contração prematura com origem baixa no nó A-V D) Contração prematura com origem no ápice do ven- trículo E) Contração prematura com origem na base do ven- trículo 29</p><p>UNIDADE III Coração Perguntas 63 e 64 A) Síndrome de Stokes-Adams Um homem de 55 anos de idade teve seguinte registro do B) Fibrilação atrial ECG no consultório do seu médico durante um exame fí- C) Taquicardia nodal A-V sico de rotina. D) Taquicardia paroxística atrial E) Taquicardia paroxística ventricular 68. Um homem de 65 anos de idade teve o ECG mostrado abaixo registrado em seu exame físico anual. Qual das seguintes opções é o diagnóstico provável? 63. Qual é o seu diagnóstico? Queda do batimento A) ECG normal B) Flutter atrial (taquicardia atrial) C) Marca-passo juncional A-V superior D) Marca-passo juncional A-V médio E) Marca-passo juncional A-V inferior 64. Qual é a sua frequência cardíaca ventricular em bpm? A) Taquicardia paroxística atrial A) 37,5 B) Bloqueio A-V de primeiro grau B) 60 C) Bloqueio A-V de segundo grau C) 75 D) Bloqueio A-V de terceiro grau D) 100 E) Flutter atrial (traquicardia atrial) E) 120 69. Qual das seguintes opções diminui o risco de fibrilação 65. Uma mulher de 60 anos de idade foi diagnosticada ventricular? com fibrilação atrial. Qual das seguintes afirmações A) Coração dilatado descreve melhor a sua condição? B) Período refratário ventricular aumentado A) Frequência de contração ventricular de 140 bpm C) Velocidade de condução elétrica diminuída B) Ondas P do ECG aumentadas D) Exposição do coração a corrente alternada de 60 C) Contrações ventriculares ocorrem em intervalos ciclos regulares E) Administração de epinefrina D) Ondas QRS são mais pronunciadas que o normal E) Átrios são menores que normal 70. Qual das seguintes opções ocorre após o coração ser estimulado com uma corrente alternada de 60 ciclos? 66. Qual das seguintes opções é mais característica da fi- A) A velocidade de condução através do músculo car- brilação atrial? díaco diminui A) Ocorre com menor frequência em pacientes com B) período refratário ventricular fica mais longo alargamento atrial C) Diminui a tendência para os movimentos circu- B) A frequência cardíaca ventricular é cerca de 40 lares bpm D) Diminui a tendência para a fibrilação ventricular C) Eficiência do bombeamento ventricular diminuída 20 a 30% 71. Qual das seguintes afirmações descreve melhor um D) batimento ventricular é regular paciente com contração prematura atrial? E) A onda P atrial é facilmente observada A) pulso da artéria radial imediatamente após a contração prematura estará fraco 67. Uma mulher de 65 anos de idade que teve um infarto B) volume sistólico imediatamente após a contra- do miocárdio 10 dias atrás retorna ao consultório do ção prematura estará aumentado médico da família e relata que sua frequência de pulso C) A onda P nunca é observada pode estar rápida. Baseado no ECG abaixo, qual das D) A probabilidade destas contrações prematuras seguintes opções é o diagnóstico provável? ocorrerem é menor em pessoas com uma grande ingestão de cafeína E) Faz com que o intervalo QRS seja prolongado 30</p><p>UNIDADE III Coração Perguntas 72 e 73 77. Uma mulher de 60 anos de idade vai ao médico para o Um paciente do sexo masculino teve um infarto do mio- seu exame físico anual. O médico pede um ECG, mos- cárdio aos 55 anos de idade. Ele agora tem 63 anos de trado abaixo. Qual das seguintes opções é o provável idade. A derivação I do membro-padrão é mostrada aqui. diagnóstico? 72. Qual é a sua frequência cardíaca? A) Bloqueio A-V de primeiro grau A) 40 bpm B) Bloqueio A-V de segundo grau B) 50 bpm C) Bloqueio A-V de terceiro grau C) 75 bpm D) Taquicardia paroxística atrial D) 100 bpm E) Fibrilação atrial E) 150 bpm Perguntas 78 e 79 73. Qual é o seu diagnóstico atual? Um homem de 80 anos de idade foi ao médico de família A) Taquicardia sinoatrial para o seu check-up anual, e o seu ECG traçado é mostrado B) Bloqueio cardíaco de primeiro grau aqui. C) Bloqueio cardíaco de segundo grau D) Depressão do segmento ST E) Bloqueio cardíaco de terceiro grau P P P P P 74. Um homem de 55 anos de idade foi diagnosticado com síndrome de Stokes-Adams. Dois minutos após a sín- drome começar a causar o bloqueio ativo do impulso 78. Qual é a sua frequência cardíaca? cardíaco, qual das seguintes opções é o marca-passo do A) 105 coração? B) 95 A) Nó sinoatrial C) 85 B) Nó A-V D) 75 C) Ramos subendocárdicos E) 40 D) Septo cardíaco E) Átrio esquerdo 79. Qual das seguintes opções é o diagnóstico provável? A) Bloqueio do ramo esquerdo do feixe 75. Se a origem do estímulo que provoca a taquicardia B) Bloqueio A-V de primeiro grau paroxística atrial é próxima ao nó A-V, qual das C) Bloqueio A-V de segundo grau ções abaixo sobre a onda P na derivação I do membro- D) Alternância elétrica padrão é mais exata? E) Bloqueio A-V completo A) A onda P se originará no nó sinoatrial B) Ela será vertical C) Ela será invertida D) A onda P estará ausente 76. Um homem de 45 anos de idade teve o ECG abaixo registrado em seu exame físico anual. Qual das seguin- tes opções é o diagnóstico provável? A) Taquicardia paroxística atrial B) Bloqueio A-V de primeiro grau C) Bloqueio A-V de segundo grau D) Taquicardia paroxística ventricular E) Flutter atrial (taquicardia atrial) 31</p><p>RESPOSTAS 1. E) Este paciente tem uma frequência cardíaca de 70 contração do músculo cardíaco, e a sua força de contra- bpm, e você pode determinar o débito cardíaco utili- ção depende da concentração de cálcio ao redor dos zando a seguinte fórmula: débito cardíaco = frequência miócitos cardíacos. No início do potencial de ação, os cardíaca volume sistólico. volume sistólico pode ser canais rápidos de sódio se abrem primeiro, seguidos dos determinado a partir da figura, que é 100 mL, a dife- canais lentos de cálcio. rença de volume muda durante segmento C-D. Usando TFM12 102-103 essas informações você pode determinar que o débito cardíaco é 7.000 mL/min. 9. A) A frequência cardíaca é determinada pela fórmula TFM12 109 60/intervalo R-R, e a frequência cardíaca deste paciente é 109 bpm. Esta é uma frequência cardíaca acelerada, 2. A) Durante a as valvas aórtica e pulmonar se que ocorreria durante a febre. Um atleta treinado tem abrem e o sangue flui nas artérias aorta e pulmonar. A uma frequência cardíaca baixa. O excesso de estimula- é entre C e D, assim as valvas aórtica e pulmonar ção parassimpática e a hiperpolarização do nó S-A di- se abrem em C e em seguida fecham em D. fecha- minuem a frequência cardíaca. mento destas valvas provoca a segunda bulha cardíaca. TFM12 112 TFM12 105 10. E) O coração entra em contração espástica após um 3. B) período de enchimento ventricular fica entre os grande aumento na concentração de íons cálcio ao re- pontos A e B. A vibração das paredes ventriculares faz dor das miofibrilas cardíacas, e isto ocorre se a concen- este som depois que a quantidade suficiente de sangue tração de cálcio no líquido extracelular aumentar tenha entrado nas câmaras ventriculares. muito. Uma concentração excessiva de potássio no TFM12 105 quido extracelular faz com que o coração se torne dila- tado por causa do potencial de repouso da membrana 4. D) A fração de ejeção é o volume sistólico/volume dias- mais positivo das fibras musculares cardíacas. tólico final. O volume sistólico é 100 mL, e o volume sistó- TFM12 112 lico final no ponto D é 150 mL. Isto lhe dá uma fração de ejeção de 0,667 ou 66,7% em termos percentuais 11. E) No final da ejeção ventricular, ambas a valva aórtica TFM12 109 e a valva pulmonar se fecham. Isto é seguido pelo pe- de relaxamento isovolumétrico. 5. D) Durante a fase 3 do potencial de ação muscular do TFM12 108 a permeabilidade do músculo do ventrículo ao potássio aumenta muito, que provoca um potencial 12. E) Imediatamente após a onda QRS, os ventrículos de membrana mais negativo. começam a se contrair e a primeira fase que ocorre é a TFM12 102 contração isovolumétrica. Isto acontece antes da fase 6. D) A fração de ejeção típica é 60%, e valores menores de aumentando a pressão ventricular o sufi- são indicativos de um coração enfraquecido. ciente para abrir mecanicamente as valvas aórtica e TFM12 109 pulmonar. TFM12 108 7. D) O volume diastólico final é sempre maior que vo- lume sistólico final. A multiplicação da fração de ejeção 13. B) excesso de íons potássio no sangue e no líquido pelo volume diastólico final lhe dá o volume sistólico, extracelular faz o coração se tornar dilatado e flácido, que é de 50 mL nessa pergunta. Portanto, o volume bem como lentificado. Este efeito é importante devido diastólico final é 50 mL maior do que o volume sistólico ao potencial de repouso da membrana mais positivo nas final e seu valor é 200 mL. fibras musculares cardíacas. Como o potencial de mem- TFM12 109 brana torna-se mais positivo, a intensidade do potencial de ação diminui, o que faz a contração do coração se 8. B) O músculo cardíaco armazena muito mais cálcio em tornar progressivamente mais fraca. O excesso de íons seu sistema tubular e é muito mais dependente de cálcio cálcio no sangue e a estimulação simpática bem como o extracelular do que o músculo esquelético. Uma abun- aumento da concentração de norepinefrina no sangue, dância de cálcio é mantida pelos fazem coração se contrair vigorosamente. dentro dos túbulos T. Este cálcio é necessário para a TFM12 112 33</p><p>UNIDADE III Coração 14. E) O nível de platô normal da curva de função do dé- causando grande resistência à condução dos íons exci- bito cardíaco é 13 L/min. Este nível diminui em qual- tatórios de uma célula para a próxima célula. quer tipo de insuficiência cardíaca e aumenta marca- TFM12 117 damente durante a estimulação simpática. TFM12 111 21. A) Após nó S-A descarregar, potencial de ação viaja através do átrio, através do sistema de feixes A-V e fi- 15. E) Como visto no Capítulo 9, do TFM12, por defi- nalmente para o septo ventricular e por todo o ventrí- nição, a primeira bulha cardíaca ocorre logo após a culo. O último local que impulso chega é na superfí- pressão ventricular exceder a pressão atrial, provo- cie epicárdica na base do ventrículo esquerdo, que cando o fechamento mecânico das valvas A-V. A se- necessita de um tempo de trânsito de 0,22 S. gunda bulha cardíaca ocorre quando as valvas aórtica TFM12 118 e pulmonar se fecham. TFM12 105 22. D) O potencial de ação chega ao feixe A-V em 0,12 S, ao nó A-V em 0,03 S e tem um retardo de 0,09 S no nó 16. D) O aumento da permeabilidade de potássio provoca A-V, o que resulta em um tempo de chegada no fasci- hiperpolarização do nó A-V, diminuindo a frequência culo atrioventricular de 0,12 S. cardíaca. O aumento da permeabilidade de sódio real- TFM12 118 mente despolarizaria parcialmente o nó A-V, e um aumento nos níveis de norepinefrina aumenta a fre- 23. D) O aumento na permeabilidade de sódio e cálcio no quência cardíaca. nó S-A resulta em elevação da frequência cardíaca. TFM12 102 Aumento na permeabilidade de potássio provoca hi- perpolarização do nó S-A, o que causa a redução da 17. D) O aumento da estimulação simpática do coração frequência cardíaca. eleva a frequência cardíaca, as contratibilidades atrial e TFM12 120 ventricular bem como a liberação de norepinefrina nas 24. A) A acetilcolina não despolariza nó A-V nem au- terminações nervosas simpáticas ventriculares. Isto menta a permeabilidade do músculo cardíaco aos íons não libera acetilcolina, provoca uma elevação na per- cálcio, mas provoca a hiperpolarização do nó S-A e do meabilidade de sódio no nó A-V, que aumenta a ve- nó A-V através do aumento da permeabilidade aos locidade de variação do potencial de membrana em íons potássio. Isto resulta em uma diminuição da fre- direção ao limiar de autoexcitação, portanto aumen- quência cardíaca. tando a frequência cardíaca. TFM12 120 TFM12 111 e 120 25. A) potencial normal de repouso da membrana do nó 18. D) impulso do nó S-A viaja rapidamente através das -55 mV. Com o vazamento de sódio na mem- vias internodais e chega ao nó A-V em 0,03 S, no feixe brana uma tendência de aumento do potencial de A-V em 0,12 S e no septo ventricular em 0,16 S. O re- membrana ocorre até ele atingir -40 mV. Este é o li- tardo total é, portanto, 0,13 S. miar que inicia potencial de ação no nó S-A. TFM12 118 TFM12 116 19. D) Durante a estimulação simpática, a permeabilidade 26. D) Um aumento na permeabilidade de potássio pro- dos nós S-A e A-V aumenta. Também, a permeabili- voca diminuição no potencial de membrana do nó dade do músculo cardíaco ao cálcio aumenta, resul- A-V. Portanto, será extremamente hiperpolarizado, tando em elevação da força de contração. Além disso, tornando muito mais difícil para o potencial de mem- existe uma tendência de aumento do potencial de re- brana alcançar o seu limiar para a condução. Isto re- pouso da membrana do nó S-A. aumento da perme- sulta em uma diminuição na frequência cardíaca. O abilidade do nó S-A ao potássio não ocorre durante a aumento na permeabilidade de sódio e cálcio e dos estimulação simpática. níveis de norepinefrina elevam o potencial de mem- TFM12 120 brana, provocando uma tendência de aumentar a fre- quência cardíaca. 20. C) Os músculos atrial e ventricular têm uma taxa de TFM12 120 condução relativamente rápida do potencial de ação cardíaco, e a via internodal anterior também tem uma 27. A) Se há insuficiência na condução do impulso do nó condução bastante rápida do impulso. Entretanto, as S-A para o nó A-V ou se o nó S-A para de disparar, o miofibrilas do feixe A-V têm uma taxa de condução nó A-V assumirá como o marcapasso do coração. A lenta porque seu tamanho é consideravelmente menor atividade rítmica na frequência intrínseca do nó A-V é do que dos músculos atrial e ventricular normais. 40 a 60 vezes por minuto. Se os ramos subendocárdi- Também sua condução lenta é parcialmente provocada assumem como marca-passo, a frequência cardí- pelo número reduzido de junções comunicantes entre aca estará entre 15 e 40 bpm. as células musculares sucessivas na via de TFM12 119 34</p><p>UNIDADE III Coração 28. D) O impulso vindo do nó S-A para o nó A-V chega 36. E) A contração dos dura quase que do iní- em 0,03 S. Então, há um retardo total de 0,13 S no nó cio da onda Q e continua até o fim da onda T. Este in- A-V e no sistema de feixes, permitindo que o impulso tervalo é chamado de intervalo Q-T e normalmente chegue ao septo ventricular em 0,16 S. dura cerca de 0,35 S. TFM12 118 TFM12 123 29. D) potencial de repouso da membrana das fibras do 37. B) Por convenção, a perna esquerda é o eletrodo posi- nó sinoatrial é -55 mV, e está em contraste com -85 tivo para a derivação II de um ECG. a -90 mV do potencial de membrana do músculo car- TFM12 125 díaco. Outra diferença principal entre as fibras do nó sinoatrial e as fibras do músculo do ventrículo é que as 38. A) Por convenção, braço esquerdo é o eletrodo nega- fibras sinoatriais apresentam autoexcitação a partir da tivo para a derivação III de um ECG. TFM12 125 entrada de íons sódio. TFM12 116 39. D) A lei de Einthoven estabelece que a voltagem na derivação I mais a voltagem na derivação III é igual à 30. A) Se os ramos subendocárdicos fossem marca- voltagem na derivação II, que neste caso é 2,0 mV. passo do coração, a frequência cardíaca iria variar en- TFM12 125 tre 15 e 40 bpm. Ao contrário, a frequência de descarga das fibras do nó A-V é 40 a 60 vezes por minuto, e das 40. E) Como pode ser observado na Figura 12-3 (TMP12), fibras do nó sinoatrial é 70 a 80 vezes por minuto. Se a parte positiva da derivação aVF possui um eixo de 90° nó sinoatrial é bloqueado por alguma razão, o nó A-V e a parte negativa desta derivação possui um eixo de assumirá como o marca-passo; e se o nó A-V é bloque- -90°. Observe que a diferença entre as terminações ado, os ramos subendocárdicos assumirão como o positiva e negativa deste vetor é 180°. marca-passo do coração. TFM12 130 TFM12 119 31. E) A estimulação simpática do coração normalmente provoca aumento da frequência cardíaca, aumento da taxa de condução do impulso cardíaco e aumento da força de contração nos átrios e nos ventrículos. Entre- tanto, ela não causa a liberação de acetilcolina nas terminações simpáticas porque elas contêm norepine- frina. A estimulação parassimpática provoca a libera- III ção de acetilcolina. O disparo do sistema nervoso simpático aumenta a permeabilidade das fibras muscu- lares cardíacas do nó S-A e do nó A-V ao sódio e ao cálcio. TFM12 120 32. A) Por convenção, o braço esquerdo é o eletrodo posi- tivo para a derivação I de um ECG. TFM12 125 33. A) Por convenção, o braço esquerdo é eletrodo posi- tivo para a derivação aVL de um ECG. TFM12 126 41. B) O eixo elétrico médio pode ser determinado tando a voltagem resultante do QRS para as derivações 34. E) A contração dos ventrículos dura quase do início I, II e III. O resultado é mostrado anteriormente e tem da onda Q e continua até o fim da onda T. Este inter- um valor valo é chamado de intervalo Q-T e normalmente dura TFM12 134 cerca de 0,35 S. Nesse exemplo em particular, o inter- valo Q-T é um pouco maior do que a média, igual a 42. B) A frequência cardíaca pode ser calculada dividindo 0,40 S. intervalo R-R a 60, que é 0,68 S. Isto resulta em uma TFM12 123 frequência cardíaca de 88 bpm. TFM12 123 35. B) A frequência cardíaca pode ser calculada dividindo 60 pelo intervalo R-R, 0,86 S. Isso resulta em uma fre- 43. B) Observe na Figura 12-14 (TMP12), que há um QRS quência cardíaca de 70 bpm. com uma largura maior que 0,12 S. Isto indica um blo- TFM12 121, 123 queio do ramo do feixe. Há também um desvio do eixo 35</p><p>UNIDADE III Coração esquerdo, que é consistente com um bloqueio do ramo um bloqueio da Todos estes fatores indicam esquerdo do feixe. que esta paciente possui bloqueio do ramo esquerdo TFM12 136 do feixe. TFM12 136 44. E) A hipertensão sistêmica resulta em um desvio do eixo para a esquerda por causa do aumento do culo esquerdo. A estenose e a regurgitação da valva aórtica também resultam em um ventrículo esquerdo grande e um desvio do eixo para a esquerda. excesso de gordura abdominal, por causa da pressão mecânica da gordura, provoca uma rotação do coração para a esquerda, resultando em um deslocamento para a es- querda do eixo elétrico médio. A hipertensão pulmo- nar provoca aumento do lado direito do coração e, portanto, causa o desvio do eixo para a direita. III TFM12 136 45. D) A derivação II possui um vetor positivo no ângulo de A terminação positiva da derivação II está em -120°. TFM12 130 49. A) Essa paciente tem um infarto anterior agudo no esquerdo do coração. Isto pode ser deter- minado traçando as correntes de lesão a partir das diferentes derivações. As derivações dos membros são III utilizadas para determinar se o infarto é proveniente do lado esquerdo ou direito do coração e se são prove- 46. D) Observe que a derivação III tem o vetor mais forte, nientes da base ou do ápice do coração. As derivações portanto, o eixo elétrico médio estará mais perto dessa do peito são utilizadas para determinar se é um infarto derivação do que das derivações I ou II. ângulo da anterior ou posterior. Quando nós analisamos as cor- derivação III é 120°, e o vetor resultante (eixo elétrico rentes de lesão, um potencial negativo, provocado pela médio) está próximo daquela derivação e tem valor de corrente de lesão, ocorre na derivação I e um poten- +105°. cial positivo, provocado pela corrente de lesão, ocorre TFM12 134 na derivação III. Isto é determinado subtraindo o ponto J do segmento TP. A terminação negativa do 47. D) O diagnóstico é o bloqueio do ramo direito do feixe. vetor resultante originário na área isquêmica é, por- Isso pode ser determinado por um deslocamento para tanto, o lado esquerdo do coração. Na derivação a a direita no eixo elétrico médio, assim como pelo com- derivação do peito, o eletrodo está em uma área de plexo QRS muito prolongado. Na hipertrofia ventricu- potencial muito negativo, o que ocorre em pacientes lar direita, o complexo QRS é apenas moderadamente com lesão anterior. prolongado. TFM12 140 TFM12 137 50. A) Visto que o desvio neste ECG é 0 na derivação I, o 48. D) A paciente possui um desvio do eixo para a es- eixo tem que ser a partir desta derivação. Portanto, querda por causa do grande desvio negativo da onda R eixo elétrico médio tem que ser +90° ou Uma na derivação III. Também, sua onda T está invertida na vez que a derivação aVF tem desvio positivo, o eixo derivação I, o que significa que ela está na direção elétrico médio deve estar em oposta do complexo QRS. Isto é característico do blo- TFM12 134 queio do ramo do feixe. Também, o complexo QRS possui uma largura de 0,20 um complexo QRS muito 51. A) No ponto J o coração inteiro está despolarizado em prolongado. Um complexo QRS que possui uma lar- um paciente com um músculo cardíaco lesionado ou gura maior do que 0,12 S é normalmente causado por um paciente com um músculo cardíaco normal. A área 36</p><p>UNIDADE Coração do coração que está danificada não será repolarizada, 56. D) Observe na figura a seguir que a corrente de lesão mas permanece despolarizada sempre. está plotada no gráfico Isto não é a plotagem das TFM12 139 voltagens QRS, mas das voltagens das correntes de le- são. Elas estão plotadas para as derivações II e III, sendo ambas negativas, e o vetor resultante é quase vertical. A terminação negativa do vetor aponta para onde a cor- rente de lesão teve origem, que é no ápice do coração. A elevação do segmento TP acima do ponto indica uma lesão posterior. Portanto, o ECG é consistente com um infarto posterior agudo no ápice do coração. III III III 52. A) Observe que o complexo QRS tem um desvio posi- tivo na derivação I e um desvio negativo na derivação III, o que indica que há um desvio do eixo para a es- querda. Isto ocorre durante a hipertensão sistêmica crônica. A hipertensão pulmonar aumenta a massa ventricular no lado direito do coração, o que dá um desvio do eixo para direita. III TFM12 135 TFM12 140 53. D) A onda QRS plotada na derivação I foi -1,2 mV e na 57. D) Quando um paciente não tem ondas P e apresenta derivação II foi assim, o valor absoluto dos frequência cardíaca baixa, é provável que o impulso desvios foi o mesmo. Portanto, o eixo elétrico médio proveniente do nó sinoatrial esteja totalmente bloque- tem que estar exatamente na metade das duas ado antes de entrar no músculo atrial. Isto é chamado ções, que é a metade entre o eixo da derivação II de de bloqueio sinoatrial. Os ventrículos assumem um e o eixo negativo da derivação I de 180°, resultando em novo ritmo geralmente iniciado no nó A-V neste mo- um valor de mento, o que resulta em uma frequência cardíaca de 40 TFM12 134 a 60 bpm. Ao contrário, durante a bradicardia sinoa- trial ainda se tem ondas P associadas com cada com- 54. D) Um eixo QRS de 120° indica um deslocamento para plexo QRS. No bloqueio cardíaco de primeiro, segundo a direita. Uma vez que o complexo QRS é 0,18 S indica e terceiro graus, se tem ondas P em cada um desses um bloqueio da condução. Portanto, este ECG, que se instantes, embora algumas não estejam associadas ao encaixa com estas características, é um bloqueio do complexo QRS. ramo direito do feixe. TFM12 144 TFM12 137 58. C) A fibrilação atrial tem uma frequência cardíaca 55. B) O ECG dessa paciente tem um desvio positivo em pida e irregular. As ondas P estão ausentes ou são aVF e um desvio negativo na derivação I do membro- muito fracas. Os átrios exibem movimentos circulares, padrão. Portanto, o eixo elétrico médio está entre 90° e o volume atrial é frequentemente aumentado, provo- e 180°, o qual está em um deslocamento para a direita cando fibrilação atrial. no eixo elétrico médio do ECG. A hipertensão sistê- TFM12 151-152 mica, a estenose da valva aórtica e a regurgitação da valva aórtica provocam hipertrofia do es- 59. A) Os movimentos circulares ocorrem no músculo querdo e consequentemente um deslocamento para a ventricular particularmente se você tiver um coração esquerda no eixo elétrico médio. A hipertensão pul- dilatado ou uma diminuição na velocidade de condu- monar provoca um deslocamento para a direita no ção. aumento do potássio extracelular e da estimula- eixo, sendo, portanto, caracterizada por esse ECG. ção mas não da estimulação parassimpática, TFM12 136 elevam a tendência dos movimentos circulares. Um 37</p><p>UNIDADE III Coração longo período refratário tende a evitar os movimentos cada QRS. Observe a frequência cardíaca rápida, a qual circulares do coração, porque quando os impulsos via- é característica do flutter atrial, e os intervalos R-R ir- jam ao redor do coração e entram em contato com a regulares. área do músculo ventricular, que tem um período re- TFM12 152 fratário longo, o potencial de ação para neste ponto. TFM12 150 64. E) A frequência ventricular média é 120 bpm neste ECG, típico de flutter atrial. Mais uma vez, observe 60. B) Um início repentino do bloqueio A-V, que vai e que a frequência cardíaca é irregular devido à incapa- vem, é chamado de síndrome de Stokes-Adams. O cidade dos impulsos de passar rapidamente através do paciente retratado aqui tem cerca de 75 ondas P/min, nó A-V por causa do seu período refratário. o que significa que os átrios estão contraindo normal- TFM12 123 mente. Mas bloqueio A-V que ocorre permite que somente 35 ondas QRS ocorram a cada minuto. 65. A) A fibrilação atrial tem uma frequência cardíaca rá- TFM12 145 pida e irregular. As ondas P estão ausentes ou são muito fracas. Os átrios apresentam movimentos circu- 61. D) Por definição, o bloqueio cardíaco A-V de primeiro lares, e frequentemente estão muito alargados, provo- grau ocorre quando o intervalo P-R excede um valor de cando fibrilação atrial. 0,20 mas sem queda nas ondas QRS. Na figura a seguir, TFM12 151-152 o intervalo P-R é cerca de 0,30 S, o que é consideravel- mente prolongado. Entretanto, não há queda das ondas 66. C) A fibrilação atrial ocorre frequentemente com pa- QRS. Durante o bloqueio A-V de segundo grau ou o cientes que apresentam alargamento atrial. Isso causa bloqueio A-V de terceiro grau, as ondas QRS caem. uma tendência maior para a ocorrência dos movimen- tos circulares. O batimento ventricular é irregular porque os impulsos chegam rapidamente ao nó A-V; entretanto, muitas vezes nó A-V está no período re- fratário. Portanto, o nó A-V não passará um segundo impulso até aproximadamente 0,35 decorridos após um impulso anterior. Também há um intervalo variá- vel quando os impulsos atriais chegam ao nó A-V. Isso resulta em uma pulsação bastante irregular, mas muito rápida com uma frequência de 125 a 150 bpm. TFM12 151-152 67. E) O termo paroxística significa que a frequência car- díaca torna-se rápida em paroxismo, com estes paro- xismos começando de forma abrupta e perdurando por alguns segundos, poucos minutos, poucas horas ou muito mais tempo. Então o paroxismo geralmente termina repentinamente do mesmo modo que come- çou e o marca-passo retorna para o nó S-A. meca- nismo pelo qual se acredita que isto ocorre é através de III uma via de feedback de movimentos circulares reen- TFM12 144 trantes que cria uma área de autoexcitação repetida no local. ECG mostra a taquicardia ventricular paroxís- 62. E) Observe que as contrações prematuras ventricula- tica. A origem no ventrículo pode ser determinada por res (CPVs) têm ondas QRS largas e altas no ECG. O causa das mudanças no complexo QRS que tem alta eixo elétrico médio da contração prematura pode ser voltagem e aparece muito diferente dos complexos determinado traçando estes amplos complexos QRS QRS de comportamento normal. Isso é muito caracte- nas derivações do A CPV tem ori- rístico de um ventrículo com locais irritáveis. gem na terminação negativa do eixo elétrico médio TFM12 149 resultante, que está na base do Observe que a QRS da CPV é mais ampla e muito mais alta que as 68. C) Observe nesse ECG que uma onda P precede cada ondas QRS normais nesse ECG. um dos quatro primeiros complexos QRS. Em seguida TFM12 147 observamos uma onda P, mas uma onda QRS caída. Isso é característico do bloqueio A-V de segundo grau. 63. B) Esse paciente tem flutter atrial caracterizado por TFM12 145 várias ondas P para cada complexo QRS. No ECG, você observa algumas áreas que têm duas ondas P para 69. B) Um coração dilatado eleva o risco de ocorrência de cada QRS e outras áreas que têm três ondas P para fibrilação ventricular por causa de um aumento na 38</p><p>UNIDADE III Coração possibilidade de movimentos circulares. Também, se a 74. B) Durante um ataque da síndrome de Stokes-Adams velocidade de condução diminui, levará mais tempo bloqueio A-V total começa de repente, e sua duração para o impulso propagar-se ao redor do coração, o que pode variar de uns poucos segundos até várias semanas. diminui o risco de fibrilação ventricular. A exposição O novo marca-passo do coração é distal ao ponto de do coração à corrente alternada de 60 ciclos ou a admi- bloqueio, mas é geralmente o nó A-V ou feixe A-V. nistração de epinefrina aumentam a irritabilidade do TFM12 143 coração. Se o período refratário foi longo, a possibili- dade das vias do tipo reentrantes diminui, porque 75. C) Durante a taquicardia paroxística atrial impulso é quando impulso trafega ao redor do coração, os ven- iniciado por um foco ectópico em algum lugar nos trículos permanecem em um período refratário. átrios. Se ponto de iniciação foi próximo ao nó A-V TFM12 149 a onda P trafega para trás em direção ao nó S-A e então para frente em direção aos ao mesmo 70. A) O risco de ocorrência de fibrilação ventricular tempo. Portanto, a onda P será invertida. aumenta em um coração exposto a uma corrente al- TFM12 146 ternada de 60 ciclos. Ocorre um período refratário ventricular encurtado e uma condução diminuída A) Esse ECG tem características de taquicardia paro- através do músculo cardíaco, o que aumenta a proba- xística atrial. Isso significa que a taquicardia pode vir e bilidade de vias de reentrância. Portanto, quando o ir em tempos aleatórios. A forma básica do complexo QRS e a sua magnitude são claramente inalteradas em estímulo elétrico propaga-se ao redor do coração e relação aos complexos QRS normais, que elimina a alcança o músculo ventricular que foi mais uma vez possibilidade de taquicardia paroxística ventricular. inicialmente estimulado, risco de fibrilação ventri- Esse ECG não é característico de flutter atrial, visto que cular aumenta se este músculo tiver um curto pe- existe somente uma onda P para cada complexo QRS. refratário. TFM12 148 TFM12 150 77. E) Os bloqueios cardíacos de primeiro, segundo e ter- 71. A) A pulsação imediatamente após uma contração ceiro graus, assim como a taquicardia paroxística atrial, prematura atrial enfraquece porque o período todos têm as ondas P no ECG. Entretanto, as ondas P lico é muito curto nessa condição. Portanto, o tempo não são geralmente evidentes durante a fibrilação de enchimento ventricular é muito curto, e assim o atrial, e a frequência cardíaca é irregular. Portanto, este volume sistólico diminui. A onda P é geralmente visível ECG é característico de fibrilação atrial. nessa arritmia, exceto quando ela coincide com o com- TFM12 151-152 plexo QRS. A probabilidade destas contrações prema- turas aumenta nas pessoas com irritação tóxica do 78. E) A frequência cardíaca desse paciente é 40 bpm, o coração e com áreas localizadas de isquemia. que pode ser determinado dividindo intervalo R-R TFM12 146 por 60. Isso é característico de algum tipo de bloqueio A-V. 72. E) A frequência cardíaca pode ser determinada divi- TFM12 123 dindo intervalo R-R por 60, o que lhe dá um valor de 150 bpm. Isso é taquicardia, definida como uma fre- 79. E) Esse ECG é característico do bloqueio A-V com- quência cardíaca maior do que 100 bpm. pleto, que também é chamado de bloqueio A-V de TFM12 123 terceiro grau. As ondas P parecem estar totalmente dissociadas dos complexos QRS, visto que, às vezes, 73. A) A relação entre as ondas P e os complexos QRS existem três ondas P e, às vezes, duas ondas P entre os parece normal e não há falta de batimentos. Portanto, complexos QRS. O bloqueio A-V de primeiro grau esse paciente tem ritmo sinoatrial, e não há bloqueio provoca um alongamento do intervalo P-R, e o blo- cardíaco. Também não existe depressão do segmento queio A-V de segundo grau apresenta os intervalos P-R ST neste paciente. Uma vez que nós temos as ondas P, longos e queda dos batimentos. Entretanto, isso não QRS e T normais, essa condição é taquicardia sinoa- parece estar ocorrendo nesse ECG, uma vez que não trial. há relação entre as ondas QRS e as ondas P. TFM12 143 TFM12 145 39</p><p>UNIDADE IV A Circulação 1. Uma mulher saudável de 28 anos de idade está em posi- 3. Uma mulher de 60 anos de idade tem sentido tontura há ção supina e se levanta. Qual dos seguintes conjuntos de seis meses quando se levanta da cama de manhã e alterações cardiovasculares tem maior probabilidade de quando fica em pé. A pressão arterial média é de 130/90 ocorrer? mmHg na posição deitada e 95/60 mmHg na posição sentada. Qual dos seguintes conjuntos de alterações fi- Frequência Fluxo sanguíneo Resistência siológicas é esperado em resposta à mudança da posição cardíaca renal periférica total supina para a posição ereta? A) Atividade dos nervos Atividade da Atividade B) renina plasmática simpática C) D) A) E) B) F) C) G) D) H) E) F) 2. Um estudante de medicina do sexo masculino, saudável G) e com 25 anos de idade faz um teste de esforço físico em H) uma academia de ginástica. Qual dos seguintes conjun- tos de alterações fisiológicas tem maior probabilidade 4. Qual dos seguintes conjuntos de alterações fisiológicas é de ocorrer nos músculos esqueléticos desse rapaz du- esperado em resposta ao aumento do natriuré- rante o exercício físico? tico atrial? Resistência Concentração de Condutância Excreção de arteriolar adenosina vascular Angiotensina II Aldosterona sódio A) A) B) B) C) C) D) D) E) E) F) F) G) G) H) H) 41</p><p>UNIDADE IV A Circulação 5. Estão listadas abaixo as pressões hidrostática e oncótica 8. Uma mulher de 35 anos visitou o médico da família para de um leito microvascular: ser examinada. Ela apresentou pressão arterial de 160/75 Pressão coloidosmótica do plasma = 25 mmHg mmHg e frequência cardíaca de 74 bpm. Exames adicio- Pressão hidrostática capilar = 25 mmHg nais solicitados por um cardiologista revelaram que a Pressão hidrostática venosa = 5 mmHg paciente tem regurgitação aórtica moderada. Qual dos Pressão arterial = 80 mmHg seguintes conjuntos de alterações se espera encontrar Pressão hidrostática do líquido intersticial = -5 mmHg nessa paciente? Pressão coloidosmótica do interstício = 10 mmHg Coeficiente de filtração capilar = 10 mL/min/mmHg Pressão de pulso Pressão sistólica Volume sistólico Qual é a velocidade do movimento efetivo de líquido A) através da parede capilar? B) A) 25 mL/min C) B) 50 mL/min D) C) 100 mL/min E) D) 150 mL/min F) E) 200 mL/min G) H) 6. Estão listadas abaixo as pressões hidrostática e oncótica e a taxa de filtração através da parede de um capilar 9. Um homem de 65 anos de idade com história de insufi- muscular: ciência cardíaca congestiva há 5 anos está sendo tratado Pressão hidrostática capilar = 25 mmHg com um inibidor da enzima conversora da angiotensina Pressão coloidosmótica do plasma = 25 mmHg (ECA). Qual dos seguintes conjuntos de alterações se Pressão coloidosmótica do interstício = 10 mmHg espera que ocorra em resposta ao tratamento farmaco- Pressão hidrostática do interstício = -5 mmHg lógico com um inibidor da ECA? Taxa de filtração capilar 150 mL/min Qual é valor do coeficiente de filtração capilar? Resistência A) 0 Pressão arterial Angiotensina II periférica total B) 5 A) C) 10 B) D) 15 C) E) 20 D) E) 7. A administração de um fármaco reduz o diâmetro das F) do leito vascular muscular de um animal de G) laboratório. Qual dos seguintes conjuntos de altera- H) ções fisiológicas é esperado em resposta à redução do diâmetro? 10. Estímulos cognitivos como a leitura, a resolução de problemas e a conversação aumentam significativa- Condutância mente fluxo sanguíneo cerebral. Qual das alternati- vascular Filtração capilar Fluxo sanguíneo vas, que exibem alterações nas concentrações de subs- A) tâncias presentes no tecido cerebral, traz a explicação B) mais provável para o aumento do fluxo sanguíneo ce- C) rebral? D) E) Dióxido de carbono pH Adenosina F) A) G) B) H) C) T D) E) F) G) H) 42</p><p>UNIDADE IV A Circulação 11. Um homem de 55 anos de idade com história de saúde 14. Qual dos seguintes eventos é provocado pelo aumento normal consulta seu médico para um check-up. O exa- da tensão de cisalhamento em um vaso sanguíneo? me físico revelou que sua pressão arterial é de 170/98 A) Diminuição da produção de endotelina mmHg. Exames complementares indicaram hiper- B) Diminuição da produção de monofosfato cíclico de tensão renovascular como resultado de estenose no guanosina rim esquerdo. Qual dos seguintes conjuntos de acha- C) Aumento da liberação de óxido nítrico dos é esperado nesse homem com hipertensão reno- D) Aumento da produção de renina vascular? E) Diminuição da produção de prostaciclina Concentração de 15. Um homem de 72 anos de idade submeteu-se a uma Resistência Atividade da aldosterona no cirurgia para a retirada de um tumor abdominal. Os periférica total renina do plasma plasma exames histopatológicos revelaram que a massa tumo- ral continha grande número de vasos sanguíneos. Qual A) dos fatores abaixo se constitui, quando em quantidade B) C) aumentada, no estímulo mais provável para o cresci- mento de vasos em um tumor sólido? D) E) A) Hormônio do crescimento F) B) Concentração de glicose no plasma G) C) Fator de crescimento angiostatina H) D) Concentração de oxigênio nos tecidos E) Fator de crescimento do endotélio vascular 12. Histamina é infundida na artéria braquial. Qual dos 16. Em um leito vascular muscular, o diâmetro de uma seguintes conjuntos de alterações microcirculatórias se espera observar no braço que recebeu a infusão? pré-capilar está aumentado. De qual dos se- guintes fatores se espera que ocorra diminuição? Pressão A) Taxa de filtração capilar Permeabilidade hidrostática Taxa de filtração B) Condutância vascular do capilar à água capilar capilar C) Fluxo sanguíneo capilar D) Pressão hidrostática capilar A) E) Resistência arteriolar B) C) 17. Sob condições controladas, o fluxo em um vaso san- D) guíneo é de 100 mL/min e o gradiente de pressão é 50 E) mmHg. Qual seria o fluxo aproximado nesse vaso se F) seu diâmetro aumentasse em 50% e gradiente de G) pressão fosse mantido em 100 mmHg? H) A) 100 mL/min B) 150 mL/min 13. Bradicinina é infundida na artéria braquial de um ra- C) 300 mL/min paz de 22 anos de idade. Qual dos seguintes conjuntos D) 500 mL/min de alterações microcirculatórias se espera observar no E) 700 mL/min braço que recebeu a infusão? 18. Uma mulher de 24 anos de idade deu à luz uma me- Pressão Pressão nina de 2,95 kg. A recém-nascida recebeu o diagnós- hidrostática hidrostática tico de ducto arterial patente. Qual dos seguintes con- capilar intersticial Fluxo de linfa juntos de alterações se espera observar nesse bebê? A) B) Pressão de pulso Volume sistólico Pressão sistólica C) A) D) B) E) C) F) D) G) E) H) F) G) H) 43</p>