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<p>ANATOMIA E FISIOLOGIA PEQUENO PORTE</p><p>Anatomia: Lida com a forma e a estrutura do corpo e suas partes.</p><p>Fisiologia: Lida com as funções do corpo.</p><p>DIVISÕES DA ANATOMIA:</p><p>· Osteologia: Esqueleto, ossos e cartilagens;</p><p>· Sindesmologia: Articulações;</p><p>· Miologia: Músculos;</p><p>· Esplancnologia: Vísceras;</p><p>· Angiologia: Órgãos participantes da circulação sanguínea e linfática;</p><p>· Neurologia: Sistema nervoso.</p><p>Planos anatômicos</p><p>Posição anatômica é definido com o animal estando em estação (4 patas/ 4 pedal).</p><p>Planos são linhas imaginárias que são tangenciar certas regiões do corpo do animal. Linha imaginária, no plano horizontal (-), onde tudo o que estiver acima da linha média é chamada dorsal, e o que estiver abaixo é ventral. Isso facilita a localização de órgãos.</p><p>· Sistema esquelético;</p><p>· Sistema muscular;</p><p>· Sistema cardiovascular;</p><p>· Sistema digestório;</p><p>· Sistema urinário;</p><p>· Sistema reprodutor masculino e feminino;</p><p>· Sistema nervoso;</p><p>· Sistema linfático;</p><p>· Sistema respiratório;</p><p>· Sistema Endócrino.</p><p>SISTEMA ESQUELÉTICO</p><p>É constituído pelos ossos, cartilagens, ligamentos e tendões.</p><p>Osso: Tecido vivo e vital, com uma excelente capacidade de se reparar após injúria (dano)</p><p>O esqueleto é uma arrumação de ossos que sustentam todo o corpo do animal.</p><p>As principais funções dos ossos são:</p><p>· Sustentação: Pois são eles que sustentam todo o corpo;</p><p>· Proteção: Exemplo: O crânio protegendo o cérebro;</p><p>· Alavancagem: Pois os músculos estão inseridos e permitem a locomoção;</p><p>· Armazenamento: De minerais como cálcio e fósforo.</p><p>· Produção de células: Hematopoese (é o processo de produção de células sanguíneas): Ocorre na medula óssea, especificamente na medula vermelha.</p><p>Camada do osso: O osso longo vai ter duas regiões de epífise (que são as extremidades), e o corpo que é chamado de diáfise. As camadas das epífises são compostas por osso esponjoso (é onde fica localizada, principalmente a medula- vermelha ou amarela), osso compacto (é onde geralmente ficam os minerais, é a parte mais rígida do osso), e uma camada externa chamada de periósteo (ajuda na fixação e na inserção de músculos e tendões, reveste todo o osso do animal).</p><p>Tipos de ossos: Variam de acordo com a sua forma.</p><p>· Ossos planos/ achatados: Ossos do crânio, pelve, esterno (centro da caixa toráxica) ...</p><p>· Ossos irregulares: São aqueles que não possuem forma exata. Ex: As vértebras do animal.</p><p>· Osso longo: Fêmur, rádio...</p><p>· Osso curto: São ossos em formado de “cubinhos”.</p><p>Estrutura óssea</p><p>· Esqueleto axial: É o que passa no centro do corpo animal.</p><p>É formado pelos ossos do crânio, coluna vertebral e caixa toráxica. Protege as estruturas fundamentais como o crânio protegendo o cérebro, a coluna vertebral protegendo o sistema nervoso central e a caixa toráxica protegendo o pulmão e o coração.</p><p>· Cães e gatos possuem em torno de 7 vertebras cervicais.</p><p>· Cães e gatos possuem em torno de 13 vertebras torácicas;</p><p>· Cães e gatos possuem em torno de 7 vertebras lombares;</p><p>· Cães e gatos possuem em torno de 3 vertebras sacrais;</p><p>· Vertebras coccígeas ou caudais variam entre cachorro de 20 a 23, e gato de 10 a 23.</p><p>· Esqueleto apendicular: É o que fica na extremidade. Ex: os membros torácicos (as patas da frente do animal) e os membros pélvicos.</p><p>· Apendicular anteriores: Membros torácicos. Ex: Escápula, úmero, rádio, ulna, ossos do carpo, metacarpos, falanges e sesamoides.</p><p>· Apendicular posterior: Membro pélvico. Ex: Osso coxal (ílio, ísquio e púbis), fêmur, tíbia, fíbula, ossos do tarso, metatarsos, falanges e sesamoides.</p><p>· Esqueleto visceral: Formado por ossos situados em vísceras, osso peniano do cão e osso cardíaco bovino e ovino (osso codis).</p><p>Essa é a estrutura óssea do cão e do gato, que não muda a nomenclatura, que também é a mesma que a nossa.</p><p>Entre os cães, existem três classificações de formatura da cabeça:</p><p>· Dolicocéfalos: cabeça mais alongada, em formato de cone. Focinho mais compridos que calota craniana.</p><p>· Mesaticefálicos: É o tipo de cabeça mais clássica entre os cães, tem formato piramidal.</p><p>· Braquicefalizo: Possuem cabeça em formato de cubo. Focinhos mais achatados.</p><p>Em gatos, existem três formas:</p><p>· Redonda;</p><p>· Triangular:</p><p>· Quadrada.</p><p>Partes da cabeça</p><p>· Stop: É a união entre os ossos nasais e frontais.</p><p>· Focinho;</p><p>· Nariz ou tufa: É coberta por pele de textura especial, sempre úmida, caso contrário pode ser sintoma de febre, geralmente preta ou da cor correspondente da raça.</p><p>· Boca;</p><p>· Lábios.</p><p>Principais doenças</p><p>Displasia Coxofemoral</p><p>A má formação da articulação coxofemoral é uma patologia que pode ser principalmente hereditária e tende a afetar os cães de maior porte e que têm um crescimento bem rápido. A displasia causa bastante dor e dificuldade de locomoção. Na maior parte dos casos, este problema é tratado por meio de cirurgias ortopédicas. Os sintomas costumam aparecer entre os 4 e 7 meses de vida do animal. O “andar” do cachorro é afetado, pois ele sente dores ao se movimentar. Como consequência da dor, o cão pode deixar de mexer os membros inferiores e o músculo pode atrofiar. Como a displasia é um problema hereditário, deve-se evitar a reprodução de cães portadores desta doença. Se o animal for de raça, certifique-se a procedência do animal para evitar filhotes que possam desenvolver este problema ortopédico.</p><p>Artrose</p><p>A artrose se desenvolve por conta da degeneração da cartilagem que protege as articulações, que ocasiona a perda de elasticidade, causando limitação de movimento e dores. A doença ortopédica artrose é geralmente adquirida quando o cachorro envelhece, pois, as articulações do animal vão se degenerando com o passar do tempo. Cães obesos também são candidatos à artrose enquanto jovens, pois o excesso de peso interfere no movimento das articulações. Os sintomas comuns a esta patologia são: lentidão para caminhar, dificuldade para sentar-se e levantar, resistência para passear e mudança de humor. Vale lembrar que diagnosticar a artrose em seu estágio inicial é bastante difícil, porém, é a melhor maneira para iniciar um tratamento eficaz.</p><p>Hernia de disco</p><p>A degeneração crônica dos discos da coluna vertebral tende a aparecer em cães entre 3 e 7 anos de idade. Ela pode ser causada pelo desgaste natural da estrutura vertebral como também pode estar relacionada a traumas.</p><p>Esta degeneração exerce pressão entre as vértebras, provocando dores na medula espinhal, causando cada vez mais dor e fazendo com que o cão tenha dificuldades de andar e se mover. Existem alguns casos em que as rupturas dos discos acontecem de repente, causando a paralisia no cão em uma questão de horas. A hérnia de disco é dividida em quatro estágios. Quando diagnosticada nos estágios iniciais, o tratamento pode ser feito com medicamentos e restrição de movimentos. Se o cão não reagir ao tratamento ou estiver em um nível avançado da doença, a cirurgia na coluna é a opção mais viável.</p><p>Luxação de patela</p><p>A patela está localizada na região dos joelhos. Ela é responsável pelos movimentos das articulações desta área em animais. A luxação da patela em um cão pode ocorrer por dois motivos: predisposição genética (que pode afetar principalmente os cães de pequeno porte ou cães que possuem as pernas extremamente curtas em relação ao corpo), ou malformações devido a traumas. A luxação é uma doença ortopédica que causa uma espécie de “travamento” das patas, levando o cachorro a puxar a pata para andar ao invés de apoiá-la no chão. O cão com esta doença sente dores, manca, passa a evitar exercícios físicos e demonstra falta de apetite. Na maioria dos casos, a cirurgia apresenta os melhores resultados para o tratamento. Os resultados têm sido satisfatórios, principalmente em casos em que o problema é diagnosticado precocemente. O pós-operatório envolve repouso e fisioterapia.</p><p>Ruptura de ligamento cruzado cranial</p><p>Também conhecida como a “doença do jogador de futebol”. Trata-se de uma patologia que afeta o joelho do cão. Esta doença compromete a articulação, produzindo instabilidade que pode se transformar em artrose.</p><p>Os cães jovens que têm uma rotina mais ativa podem estar mais predispostos</p><p>a este problema ortopédico. O diagnóstico ocorre por meio de exames físicos, onde o veterinário faz o teste de gaveta cranial e de compressão tibial. Em alguns casos, uma artroscopia pode ser solicitada em caso de estabilidade articular.</p><p>SISTEMA ARTICULAR</p><p>São as junções entre os ossos que permitem o movimento. Existem 3 tipos de articulações:</p><p>· Sinartrose: São as articulações fibrosas que têm como característica serem imóveis pois sua principal função é a de proteção.</p><p>· Anfiartrose: São exemplos de articulações cartilaginosas que permitem pequenos movimentos, são localizadas principalmente entre as vertebras e os 3 ossos que compõem a pelve (principalmente nas fêmeas pois permite o nascimento dos filhotes.</p><p>· Diartrose: São articulações sinoviais, totalmente móveis.</p><p>O sistema articular é formado pelas articulações ou junturas. Essas estruturas podem ser definidas como o local de conexão existente entre dois ou mais ossos. As articulações, garantem, portanto, a união e a movimentação dos ossos, permitindo que nosso esqueleto permaneça estável independentemente da atividade que realizamos.</p><p>→ Classificação das articulações</p><p>As articulações podem ser classificadas utilizando vários critérios. Uma dessas classificações utiliza como critério o material encontrado entre as peças ósseas e separa as articulações em: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais.</p><p>⇒ Fibrosas: apresentam entre as peças que se articulam tecido conjuntivo fibroso. Elas podem ser classificadas em suturas, sindesmoses e gonfoses.</p><p>· -Suturas: Essas articulações são típicas do crânio. Logo após o nascimento, percebe-se uma grande quantidade de tecido conjuntivo fibroso entre os ossos do crânio. Com o desenvolvimento, ocorre a calcificação desse tecido. Essa é uma articulação, portanto, imóvel.</p><p>· Sindesmoses: Nessas articulações, há um pouco de movimento. Pode ser observada na articulação tibiofibular inferior.</p><p>· Gonfoses: Essa articulação é aquela encontrada entre a raiz do dente e o alvéolo. Alguns autores não a consideram uma articulação, uma vez que o dente não faz parte do esqueleto.</p><p>⇒ Cartilaginosas: Nesse caso, o tecido encontrado entre as peças ósseas é o cartilaginoso.</p><p>· Sincondroses: Nessas articulações, as peças ósseas são unidas por cartilagem hialina, e seus movimentos são limitados. Como exemplo desse tipo de articulação, podemos citar aquela presente entre a primeira costela e o osso esterno.</p><p>· Sínfises: Nessas articulações, encontramos cartilagem fibrosa. A mobilidade nessa articulação também é reduzida. As sínfises podem ser observadas nos ossos do quadril, os quais formam a sínfise púbica.</p><p>⇒ Sinoviais: Essas articulações apresentam como principal característica a capacidade de movimentação. Nelas é observada uma cápsula que liga as extremidades dos ossos e delimita a cavidade articular, que é cheia de líquido. Esse líquido é denominado de líquido sinovial e possui uma grande quantidade de ácido hialurônico, o qual ajuda a lubrificar as superfícies da articulação.</p><p>As articulações sinoviais são observadas na união entre ossos longos. A articulação do joelho é um exemplo desse tipo de articulação.</p><p>SISTEMA MUSCULAR</p><p>Composto por músculos. É feito de células que podem encurtar ou contrair. Funções:</p><p>· Estabilidade corporal;</p><p>· Movimento;</p><p>· Aquecimento;</p><p>· Preenchimento;</p><p>· Auxílio no fluxo sanguíneo.</p><p>Há 3 tipos de músculos:</p><p>· Cardíaco: Encontra-se somente no coração. É involuntário, se contrai inconscientemente.</p><p>· Estriado esquelético: É voluntário.</p><p>· Liso: Reveste os órgãos como intestino, estomago. É involuntário.</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>Responsável por fornecer e manter suficiente, contínuo e variável o fluxo sanguíneo aos diversos tecidos do organismo, segundo suas necessidades metabólicas, para desempenho das suas funções, em face das diversas exigências a que o organismo está sujeito. Sua principal função é a distribuição de nutrientes e oxigênio para todo o corpo e recolher o dióxido de carbono para eliminá-lo para o ambiente. É composto por:</p><p>· Sistema vascular sanguíneo: possui 2 vias, uma que leva sangue para o coração e outra que retira.</p><p>· Sistema vascular linfático: só tem 1 via que drena o excesso de líquido das células. Ajuda na imunidade do animal.</p><p>· Gera e mantém pressão interna ao longo do seu circuito;</p><p>· Conduz e distribui continuamente o volume sanguíneo necessário aos tecidos dos organismos;</p><p>· Promove troca de gases.</p><p>· Coração: É o órgão central da circulação, fica na cavidade toráxica, no mediastino médio.</p><p>· Órgão oco e involuntário que se contrai ritmicamente, impulsionando o sangue para todo o corpo. Está localizado dentro do tórax, num espaço chamado de mediastino</p><p>· Sístole: diástole</p><p>· Coronárias</p><p>· INERVASÃO - distribuição de fibras nervosas e de suas ramificações por um organismo ou parte do corpo. Suprimento nervoso ou a condução de impulsos nervosos de um local para outro.</p><p>· INERVAÇÃO INTRÍNSECA - uma inervação intrínseca é uma das principais inervações do sistema nervoso autônomo (SNA) e consiste em um sistema de ramificações de neurônios em forma de malha que governa a função do trato gastrointestinal.</p><p>Anatomia cardíaca</p><p>O coração é envolto por um saco seroso, o pericárdio.</p><p>· Pericárdio: O pericárdio é uma membrana dupla, semelhante a um saco, que envolve e protege o coração e as raízes dos vasos. Mantem o coração levemente preso ao diafragma e permite que ele bombardeie sangue sem causar lesões.</p><p>Possui 4 câmaras: átrio esquerdo, átrio direito, ventrículo esquerdo, ventrículo direito. O lado direito não se comunica com o esquerdo, e vice-versa. No direito há sangue venoso, sangue rico em gás carbônico. No esquerdo há sangue arterial, sangue rico em oxigênio.</p><p>Vasos sanguíneos</p><p>Artérias: são mais espessas que as veias pois tem que aguentar maior pressão para fazer a distribuição de sangue do coração para todos os tecidos.</p><p>· Conjunto de vasos que saem do coração e se ramificam sucessivamente distribuindo sangue arteral para todo o organismo.</p><p>·</p><p>· Mantem a pressão sanguínea aos tecidos</p><p>Veias: nas suas paredes há válvulas que auxiliam o sangue a subir até o coração.</p><p>Capilares: são pequenos vasos que auxiliam a hematose.</p><p>· A hematose pode ser definida como um processo em que há trocas gasosas entre o sistema respiratório e o sangue. A respiração é um mecanismo que permite que nosso corpo consiga retirar energia química dos alimentos e utilizar essa energia nas atividades metabólicas.</p><p>Microcirculação capilar:</p><p>· Troca de substâncias sólidas, líquidas e gasosas.</p><p>SISTEMA DIGESTÓRIO - Digestivo; Gasto entérico.</p><p>Canal que vai da boca até o ânus. Suas funções são:</p><p>-Preensão e mastigação; - Digestão; - Absorção; -Eliminação.</p><p>Cavidade oral: - Boca; -Glândulas salivares (Também tem a função de termorregulação)</p><p>Faringe: Se situa atrás da boca e continua com o esôfago. Dividido em:</p><p>· Nasofaringe: Parte correspondente ao trato respiratório;</p><p>· Orofaringe: Parte correspondente ao trato digestório;</p><p>· Laringofaringe: Parte comum dos tratos.</p><p>Esôfago: Conduz o alimento da faringe ao estômago;</p><p>· Tem início dorsalmente a cartilagem cricóidea;</p><p>· Segue a traqueia ao longo do pescoço;</p><p>· No tórax corre no mediastino.</p><p>Estomago: Sua principal função é a digestão;</p><p>· É o órgão mais dilatado, nele que se inicia a digestão química de praticamente todos os alimentos.</p><p>Intestino delgado: É dividido em duodeno, jejuno e íleo. Sua função é absorver os nutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos).</p><p>Intestino grosso: É dividido em ceco – correspondente ao apêndice -, cólon e reto. Sua função é a absorção da água e dos minerais.</p><p>Fígado: Forma a bile e a armazena na vesícula biliar, para depois mandá-la ao intestino delgado para auxiliar na absorção da gordura.</p><p>Pâncreas: Produz suco pancreático que é enviado ao intestino delgado para auxiliar na absorção das proteínas.</p><p>SISTEMA URINÁRIO</p><p>É a via mais importante no organismo de eliminação de resíduos. Principal via de eliminação de excesso de água do organismo. É formado por 2rins, 2 ureteres (um pra cada rim), 1 bexiga e 1 uretra. O sistema urinário faz a filtração do sangue que passa</p><p>por ele, tendo como resultado disso, a urina, que é armazenada na bexiga para posterior excreção. Faz síntese e degradação de moléculas essenciais para o organismo. Tem função homeostática, regulando o volume plasmático e o equilíbrio hidro lítico; regula a osmolaridade sanguínea; mantém o equilíbrio eletrolítico; regula o equilíbrio ácido-base (regula o ph sanguíneo) e faz a excreção de metabolitos (ex: ureia, ácido úrico, creatinina).</p><p>Rins: Onde a urina é produzida.</p><p>Ureteres: Além de ser uma condução da urina até a vesícula urinária, é um tubo muscular, onde ocorre contrações peristálticas.</p><p>Vesícula urinária: Armazena a urina produzida e, periodicamente, elimina-a do organismo.</p><p>Uretra: É a continuação do colo da bexiga urinária e estende-se pelo canal pélvico. É responsável por levar a urina da vesícula urinária até o ambiente externo.</p><p>Nos machos, nos cães a uretra fica na região abdominal, passando pelo pênis. Já nos gatos é caudal, próximo ao ânus do animal.</p><p>SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO</p><p>Testículo (produz espermatozoides e testosterona. A testosterona também é produzida nas adrenais em machos e fêmeas):</p><p>· Cão: Localizado entre a região inguinal e o ânus.</p><p>· Gato: Localizado na ventral (plano mediano) ao ânus.</p><p>Conformação externa</p><p>· Cão: Rafe (septo); pele pigmentada com pelos finos.</p><p>· Gato: Pelos densos.</p><p>Epidimo é localizado no testículo e faz parte do processo de maturação e do armazenamento de espermatozoide.</p><p>Ductos Deferentes: Conduz os espermatozoides até a prosta.</p><p>· Cão: Ampolas estreitas.</p><p>· Gato: Ampolas ausente.</p><p>Glândulas sexuais anexas (prosta): Produz o líquido seminal.</p><p>Uretra (função reprodutiva e urinária):</p><p>· Parte pélvica (longa);</p><p>· Parte peniana;</p><p>· Membrana uretral.</p><p>Pênis:</p><p>· Raiz, corpo e glande;</p><p>· Glande: parte longa e o bulbo</p><p>· Osso do pênis.</p><p>O pênis do gato é formado por espículas, que são como uma espécie de “espinhos”. São estimuladas pela testosterona e quando ocorre a castração ela tende a involuir.</p><p>Durante o ato sexual, o cão fica preso a fêmea devido ao inchaço do bulbo (presente no corpo do pênis) que ocorre para que a reprodução ocorra, pois, a ejaculação do cão é feita por gotejamento.</p><p>SISTEMA REPRODUTOR FEMININO</p><p>A localização do sistema reprodutor feminino felino e canino é a mesma.</p><p>Ovários: Localizado na parte dorsal da cavidade abdominal, caudal aos rins. Formato de “amêndoas”. Sua principal função é o amadurecimento dos óvulos e reprodução de hormônios sexuais.</p><p>Tubas uterinas e útero: A tuba é comporta por 3 regiões:</p><p>Infundíbulo; Ampola e Istmo.</p><p>Tubas uterinas = fecundação.</p><p>Útero= Abrigação do filhote.</p><p>Vagina: Canal elástico, interposto entre o útero e o vestíbulo.</p><p>Vulva: Genitália externa da fêmea.</p><p>SISTEMA NERVOSO</p><p>É o sistema mais complexo de comunicação e controle no corpo animal.</p><p>· Sistema responsável pela adequação do organismo ao ambiente;</p><p>· Perceber e identificar as condições externas e internas;</p><p>· Assimiliar e elaborar respostas que adaptemo organismo ao meio.</p><p>Suas funções são:</p><p>Sensoriais; Integradoras; Motoras.</p><p>Neurônio: os neurônios são células excitáveis, ou seja, conseguem responder a estímulos com modificações da diferença de potencial elétrico na membrana celular. A modificação desse potencial pode propagar-se pela membrana, fenômeno conhecido como impulso nervoso. É por meio do impulso nervoso que os neurônios conseguem transmitir informações de um neurônio para outro ou, ainda, para as glândulas ou músculos. Assim sendo, o neurônio atua garantindo a recepção e transmissão de informações.</p><p>Bainha de mielina: é um envoltório de tecido gorduroso que envolve as fibras nervosas, agindo como isolante e aumentando a velocidade do impulso nervoso. Essa bainha é formada pelas células de schawann.</p><p>O encéfalo erroneamente chamado de cérebro, é a parte do snc alojada no crânio. Essa parte é formada por bilhões de neurônios e pode ser dividida em cérebro, tálamo, hipotálamo, mesencéfalo, cerebelo, ponte e bulbo.</p><p>A medula espinhal, que se aloja no interior da coluna, é um cordão cilíndrico que possui como função transmitir mensagens vindas do encéfalo para outras partes do corpo e levar os estímulos recebidos até o encéfalo. É da medula que partem os nervos conhecidos como espinhais.</p><p>· Tanto o encéfalo quanto a medula espinal são envolvidos por três membranas chamadas de meninges. Elas são chamadas, dá mais externa para a mais interna, de dura-máter, aracnoide e pia-máter. O papel principal dessas membranas é fornecer proteção ao snc.</p><p>O SNC (Sistema Nervoso Central) está localizado no interior do crânio (encéfalo) e no canal vertebral (medula espinal). Nele podemos perceber duas regiões bem definidas: a substância cinzenta e a substância branca. Na substância cinzenta, encontramos corpos celulares dos neurônios e seus dendritos, enquanto na substância branca é predominante a presença de axônios. Os axônios mielinizados tornam essa região mais clara, por isso a denominação “substância branca”.</p><p>O SNP (Sistema Nervoso Periférico) é formado por 12 pares de nervos cranianos e 31 pares de nervos espinhais. Os nervos cranianos estão ligados ao encéfalo, enquanto os espinhais estão ligados à medula espinal. De acordo com o local da coluna em que o nervo espinhal emerge, ele recebe uma denominação. Existem oito pares de nervos cervicais, doze torácicos, cinco lombares, cinco sacrais e um coccígeo. Os gânglios, que também compõem o snp, são dilatações onde estão localizados os corpos celulares.</p><p>O SNP pode ser dividido em voluntário e autônomo. O snp voluntário é aquele responsável por inervar músculos estriados esqueléticos que não possuem ação involuntária. Já o snp autônomo inerva o músculo liso e o estriado cardíaco, que possuem ação involuntária.</p><p>O SNP autônomo pode ainda ser dividido em simpático e parassimpático. Enquanto o simpático está relacionado, de uma maneira geral, com o estímulo do metabolismo, o parassimpático relaciona-se com uma redução. Um exemplo são os batimentos cardíacos, que são acelerados pelo sistema simpático e desacelerados pelo parassimpático. Observa-se, portanto, que eles possuem ações antagônicas.</p><p>SISTEMA LINFÁTICO - TRABALHO</p><p>O sistema linfático é o principal sistema de defesa do organismo, é um conjunto de órgãos, tecidos, vasos e canais que se distribuem pelo corpo para ajudar a filtrar e remover o excesso de líquidos e impurezas do organismo. Ele é constituído pelos nódulos linfáticos (linfonodos), ou seja, uma rede complexa de vasos, responsável por transportar a linfa dos tecidos para o sistema circulatório.</p><p>O sistema linfático também contribui para a formação das células de defesa do organismo, como os linfócitos, que são responsáveis pela defesa e combate de microrganismos que podem causar doenças. Outro importante papel do sistema linfático está na absorção dos ácidos graxos e no equilíbrio dos fluidos (líquidos) nos tecidos.</p><p>Os linfonodos foram descritos pela primeira vez, no século XVII, pelo zoologista e botânico sueco Olof Rudbeck. Desde então o exame dos linfonodos veio crescendo em importância e hoje é considerado um dos pontos mais importantes do exame físico, especialmente quando se trata de pacientes com febre de origem obscura, perda ponderal ou malignidades.</p><p>Apesar da sua inegável importância, muitos médicos são ineficazes na busca por linfadenopatias. Para evitar isso o examinador deve utilizar técnicas apropriadas de procura por linfonodos.</p><p>COMO FUNCIONA O SISTEMA LINFÁTICO?</p><p>Para desempenhar sua função de eliminar as impurezas do nosso corpo, o sistema linfático trabalha junto com o sistema imunológico.</p><p>O sistema linfático atua em conjunto com diversos órgãos e elementos do organismo. É dessa forma que ele consegue alcançar todas as partes do corpo para filtrar o líquido tissular que nutriu, oxigenou os capilares sanguíneos e saiu levando gás carbônio e excreções.</p><p>A principal função do sistema linfático é coletar e filtrar o excesso de líquido do corpo, através da linfa, e, depois, transferi-lo para o sangue. Outras funções do sistema linfático incluem:</p><p>· Absorver a gordura do intestino e transportar</p><p>para o sangue, contribuindo para produção de linfócitos e desenvolvimento da imunidade;</p><p>· Transportar e remover resíduos e células “com defeito” do organismo.</p><p>O sistema linfático é uma parte importante do sistema imunológico, produzindo e liberando linfócitos e outras células de defesa que combatem bactérias, vírus, parasitas e fungos, ajudando na prevenção de diversos tipos de doenças, como câncer, gripe e resfriado.</p><p>Vasos linfáticos</p><p>Diferente do sangue que é impulsionado pela força do coração, no sistema linfático a linfa se movimenta de forma lenta e com baixa pressão. Ela depende da compressão dos movimentos dos músculos para pressionar o líquido.</p><p>É a partir da contração realizada pelo movimento dos músculos que o fluído é transportado para os vasos linfáticos. Como eles são maiores acabam se acumulam no ducto linfático direito e no ducto torácico, percorrendo assim para o resto do corpo.</p><p>COMPONENTES DO SISTEMA LINFÁTICO</p><p>ANATOMIA DO SISTEMA LINFÁTICO</p><p>O sistema linfático é composto por células, vasos, tecidos e órgãos, que desempenham variadas funções. Os principais componentes desse sistema incluem:</p><p>1. Linfa</p><p>É um líquido transparente que é formado por água, nutrientes e substâncias produzidas pelas células, como hormônios e enzimas, e que percorre através da circulação linfática.</p><p>· Função: a linfa ajuda a drenar o excesso de água e resíduos do organismo, além de transportar os glóbulos brancos para todo o corpo, ajudando a combater infecções.</p><p>2. Vasos linfáticos</p><p>Os capilares são vasos linfáticos pequenos e finos que coletam a linfa, e à medida que percorrem o caminho para levar a linfa para o coração, aumentam de tamanho e formam os vasos linfáticos.</p><p>· Função: os capilares e os vasos linfáticos coletam e levam a linfa para ser filtrada nos linfonodos. Ao final do trajeto e filtração, os vasos linfáticos liberam a linfa, já filtrada, nos dutos torácicos, estrutura que vai do abdômen ao pescoço.</p><p>·</p><p>3. Dutos linfáticos</p><p>São grandes canais linfáticos, conhecidos como duto linfático esquerdo e duto linfático direito, onde os vasos linfáticos esvaziam a linfa, já filtrada. Esses dutos se conectam ao coração, por onde a linfa passa antes de retornar para a corrente sanguínea.</p><p>· Função: o duto torácico coleta e conduz a maior parte da linfa do corpo para o sangue, ajudando a manter o volume de sangue e a pressão arterial normais, além de evitar o acúmulo de líquido, conhecido como edema.</p><p>4. Órgãos linfáticos</p><p>Os órgãos linfáticos são órgãos, distribuídos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, que são estimulados sempre que há uma infecção ou inflamação. Os principais órgãos linfáticos são:</p><p>· Medula óssea: é um tecido macio e esponjoso localizado dentro de ossos longos, como quadril e o esterno, que tem a função de produzir as diversas células sanguíneas, incluindo os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas;</p><p>· Timo: é uma glândula localizada na parte superior do tórax, que tem a função de desenvolver e multiplicar os linfócitos T, células da medula óssea que ajudam a combater microrganismos, especialmente nos primeiros anos de vida;</p><p>· Baço: é o maior órgão linfático, localizado na parte superior esquerda do abdômen, acima do estômago, sendo responsável por produzir os linfócitos, além de filtrar o sangue, eliminando micro-organismos e células envelhecidas;</p><p>· Apêndice: o apêndice contém tecido linfóide que ajuda a combater bactérias antes de chegarem ao intestino. Além disso, acredita-se que o apêndice também armazena bactérias benéficas, ajudando a equilibrar a flora intestinal, após uma infecção.</p><p>Existem ainda as tonsilas, conhecidas também como amígdalas, que são aglomerados de nódulos linfáticos, localizados na boca, além das placas de Peyer, que estão situadas no intestino, e que também são responsáveis por produzir células do sistema imune e auxiliar na proteção contra microrganismos.</p><p>5. Linfonodos</p><p>Os linfonodos são pequenas glândulas encontradas em regiões como axila, virilha e pescoço que são responsáveis por filtrar a linfa, removendo bactérias, vírus e células cancerígenas, além de produzirem e armazenarem linfócitos e outras células do sistema imunológico que combatem os microrganismos presentes na linfa.</p><p>PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA LINFÁTICO</p><p>Algumas situações podem provocar alterações no funcionamento do sistema linfático, resultando em doenças, como:</p><p>1. Filariose</p><p>A filariose, também conhecida como elefantíase, é uma das principais doenças do sistema linfático, sendo causada pelo parasita Wuchereria bancrofti, que é transmitido para as pessoas por meio da picada do mosquito do gênero Culex sp.</p><p>Nessa doença, o parasita atinge os vasos linfáticos e bloqueia o fluxo da linfa, causando inchaço do órgão que teve sua circulação obstruída.</p><p>2. Câncer</p><p>Alguns tipos de câncer podem acontecer nos vasos e órgãos da circulação linfática, como o linfoma, um tipo de câncer onde a multiplicação dos linfócitos é aumentada, comprometendo a circulação linfática e resultando na formação do tumor, podendo levar a sintomas, como mal-estar, coceira e perda de peso.</p><p>Além disso, alguns tipos de câncer também podem bloquear os canais linfáticos, atrapalhando a circulação da linfa.</p><p>3. Alergias</p><p>Alergias são reações do organismo contra substâncias, como poeira, pólen e fumaça de cigarro, podendo causar situações, como rinite alérgica, asma, conjuntivite e dermatite.</p><p>As alergias acontecem quando o organismo aumenta a produção das células de defesa para tentar combater as substâncias, levando a inflamação e sintomas como espirros, corrimento nasal, entupimento do nariz ou dificuldade ao respirar.</p><p>4. Linfonodos aumentados</p><p>Os linfonodos estão aumentados, devido a infecções, como faringite, mononucleose ou infecção por HIV, ou ainda podem estar aumentados devido a uma infecção ou câncer.</p><p>Já a linfadenite é uma inflamação causada por microrganismos nos nódulos ou glândulas linfáticas, que ficam aumentados e moles.</p><p>5. Malformação do sistema linfático</p><p>Malformações do sistema linfático também podem causar alterações na circulação da linfa, podendo acontecer devido a alterações nos vasos ou gânglios linfáticos. Ao prejudicar a circulação da linfa para a corrente sanguínea, essas situações podem causar o linfedema, que é o inchaço gerado pelo acúmulo de linfa e líquido no corpo.</p><p>6. Lesões em órgãos do sistema linfático</p><p>Lesões em órgãos do sistema linfático, como medula óssea, baço e linfonodos, causadas por pancadas ou como consequência de tratamentos com medicamentos, também podem alterar a circulação linfática.</p><p>Mulheres que passam pelo tratamento de câncer de mama com radioterapia ou retirada dos gânglios linfáticos da região da axila, por exemplo, podem apresentar alterações na capacidade de drenagem da linfa.</p><p>7.Linfedema</p><p>Caracterizada pela inflamação e obstrução dos vasos linfáticos, a linfedema leva ao inchaço excessivo dos membros.</p><p>Outras doenças associadas ao sistema linfático são a celulite (acúmulo de gordura), amenizada com o tratamento da drenagem linfática; a íngua (inchaço dos gânglios linfáticos) e alguns tipos de câncer (linfoma), por exemplo o câncer de mama.</p><p>LINFONODOS PALPÁVEIS EM ANIMAIS</p><p>Um dos principais sinais visíveis da presença de doenças como Linfoma - Linfoma ou Linfossarcoma é um tipo comum de câncer diagnosticado na clínica de pequenos animais. Embora apresente risco de vida como todo câncer, o Linfoma tem uma boa resposta ao tratamento e a quimioterapia usada não tem os efeitos colaterais agressivos que encontramos em outros tipos de tumores. - é o aumento dos gânglios (popularmente conhecida como “ínguas”) encontrados em pontos específicos do corpo sendo alguns deles facilmente palpáveis. As vezes observamos o aumento de um único gânglio e em outras vezes observamos o aumento generalizado de todos eles.</p><p>Esses gânglios palpáveis podem ser encontrados no pescoço (submandibulares), pernas (poplíteos) membros anteriores (cervical superficial) axilas (axilares) na virilha (inguinais) e no abdômen e tórax (esses não palpáveis observados somente através do exame de ultrassom e rx).</p><p>EXAME DOS LINFONODOS</p><p>O exame do sistema linfático (vasos linfáticos e linfonodos) é importante por vários motivos, dentre os quais se destacam:</p><p>· Por participar dos processos patológicos que ocorrem nas áreas ou regiões por eles drenadas, as alterações que ocorrem no sistema linfático são capazes de identificar o órgão ou a região que está acometida;</p><p>· Os linfonodos, como os vasos linfáticos, apresentam alterações características em várias doenças infecciosas, tais como leucose bovina, linfadenite caseosa dos caprinos e ovinos, leishmaniose visceral canina, sendo, dessa maneira, um fator fundamental para o estabelecimento do diagnóstico nosológico;</p><p>· A dilatação ou hipertrofia anormal dos linfonodos, que ocorre na maioria dos processos infecciosos e inflamatórios, pode comprometer a função de alguns órgãos vizinhos, agravando ◦ainda mais o quadro geral do animal, tais como: Disfagia e timpanismo → linfonodos mediastinos (por compressão de vago, nos casos de tuberculose e actinobacilose em ◦◦bovinos) Dispneia → linfonodos retro faríngeos (compressão faríngea) Tosse → linfonodos mediastinos (compressão de traqueia e árvore brônquica).</p><p>Pelo exposto, pode-se presumir que os linfonodos raramente são sede de uma patologia primária, visto que se envolvem de maneira secundária nos mais variados processos infecciosos, inflamatórios e neoplásicos.</p><p>O exame do sistema linfático baseia-se em inspeção, palpação e, se necessário, realização de biopsia dos linfonodos. Caso a pelagem seja longa e a pele muito pigmentada, a inspeção torna-se impossível. A palpação é de melhor valia para se detectarem alterações significativas que envolvam direta ou indiretamente o sistema linfático. É necessário avaliar tamanho, consistência, sensibilidade, mobilidade e temperatura de todos os linfonodos examináveis e sempre bilateralmente, para que seja possível determinar se o processo é localizado (uni ou bilateral) ou generalizado.</p><p>Em virtude da dificuldade de o proprietário perceber alterações no sistema linfático dos animais domésticos, raramente esse sistema é o motivo da queixa principal, a não ser que sejam visivelmente extremas (leucose em bovinos, leishmaniose visceral em cães). No entanto, quando possível, devemos perguntar a data em que o aumento de volume foi notado, posto que será possível ter uma ideia da sua evolução (rápida ou lenta). Procuramos destacar o verbo “notar”, porque a ocasião em que o proprietário notou o aumento de volume do linfonodo raramente coincide com o momento no qual ele, de fato, surgiu.</p><p>Localização dos linfonodos</p><p>Os linfonodos são estruturas muitas vezes palpáveis, de modo que fornecem boa orientação sobre o local em que está ocorrendo determinado processo infeccioso ou inflamatório. No entanto, para que sua avaliação também auxilie nos diagnósticos, é preciso conhecer sua localização anatômica conforme já foi apresentado neste trabalho. Os linfonodos possíveis de serem examinados na rotina prática são: (1) mandibulares ou maxilares; (2) retro faríngeos; (3) cervicais superficiais ou pré-escapulares; (4) subilíacos (pré-femorais ou pré-crurais); (5) poplíteos; (6) mamários; e (7) inguinais superficiais ou escrotais.</p><p>Os linfonodos mandibulares, na maioria das espécies, costumam ser dois e estão localizados superficialmente entre as veias faciais e a pele. Nos equinos, estão situados mais profundamente e ventralmente à língua. Os mesmos drenam a metade ventral da cabeça (cavidade nasal, lábios, língua, glândulas salivares); podem ser examinados em cães, gatos, equinos e ruminantes. Muitas vezes, não podem ser sentidos em bovinos adultos e sadios, pois são relativamente pequenos e recobertos por tecido adiposo.</p><p>LINFONODOS EXAMINÁVEIS NA ROTINA CLÍNICA</p><p>· Mandibulares ou maxilares</p><p>· Cervicais superficiais ou pré-escapulares</p><p>· Subilíacos (pré-femorais ou pré-crurais)</p><p>· Poplíteos</p><p>· Mamários</p><p>· Inguinais superficiais ou escrotais</p><p>Os linfonodos retro faríngeos laterais e mediais localizam-se na região cervical, entre o atlas e a parede da faringe; recebem linfa das partes internas da cabeça, incluindo o esôfago proximal, palato e a faringe. Não costumam ser palpados, mas podem ser examinados em equinos, cães, gatos e em ruminantes quando aumentados de volume (reativos).</p><p>Os linfonodos cervicais (pré-escapulares) superficiais são palpáveis na face lateral da porção distal do pescoço e ficam em uma fossa formada pelos músculos trapézio, braquiocefálico e omotransverso. Essa fossa se encontra imediatamente adiante da escápula, um pouco acima da articulação escapulo umeral. Em equinos, repousam abaixo do músculo peitoral cranial profundo, sendo de difícil palpação. Drenam o pavilhão auricular, o pescoço, o ombro, os membros torácicos e o terço proximal do tórax; podem ser examinados com certa facilidade nos ruminantes e cães. Nos animais de grande porte, a sua palpação é facilitada passando-se as pontas dos dedos sobre os mesmos; nos animais de companhia, os linfonodos devem ser seguros com as pontas dos dedos, mantidos em formato de pinça.</p><p>Os linfonodos subilíacos (pré-femorais ou pré-crurais) podem ser palpados no terço inferior do abdome, a meia distância da prega do flanco e da tuberosidade ilíaca. Recebem linfa da região posterior do corpo e do segmento craniolateral da coxa. São mais facilmente examinados em animais ruminantes, mas podem ser palpados em equinos magros e/ou enfermos. Não existem nos animais de companhia.</p><p>Na maioria das vezes, os linfonodos mamários são representados por dois nódulos de cada lado, entre o assoalho ósseo da pelve e a parte caudal do úbere (transição da parede abdominal e parênquima glandular). Drenam o úbere e as partes posteriores das coxas; são palpados nas fêmeas de ruminantes domésticos. Em vacas em lactação, para examinar o linfonodo esquerdo do úbere, deve-se elevar a parte esquerda do úbere, posicionando-se, após contenção adequada do animal, lateralmente ao mesmo, enquanto a mão direita procura localizar e avaliar o linfonodo. É necessário inverter a posição e as mãos para a palpação do linfonodo oposto.</p><p>Os linfonodos inguinais superficiais ou escrotais apresentam-se medial e lateralmente ao corpo do pênis. Servem de centro linfático para os órgãos genitais masculinos externos. Normalmente palpados em cães.</p><p>Os linfonodos poplíteos superficiais, ausentes nos equinos, estão localizados na origem do gastrocnêmico, entre os músculos bíceps femoral e semitendíneo, posteriormente à articulação femorotíbio-patelar; drenam pele, músculos, tendões e articulações dos membros posteriores. É possível palpá-los em cães e gatos.</p><p>Muitos linfonodos, tais como parotídeos, retro faríngeos e axilares, são palpados somente quando estão hipertrofiados, ou seja, quando estão reativos a algum processo inflamatório, infeccioso ou neoplásico nas respectivas regiões de drenagem. Existem, ainda, os linfonodos internos, que podem ser palpados por via retal em grandes animais, que são o ileofemoral (espaço retroperitoneal, cranial e medial ao corpo do íleo) e os linfonodos da bifurcação aórtica (parte caudal do flanco, medial ao íleo). Esses linfonodos raramente são examinados na rotina clínica, mas podem ser avaliados na palpação retal. Existem, ainda, os linfonodos ilíacos que podem ser palpados ocasionalmente em cães com distúrbios pontuais, como nos casos de carcinoma prostático.</p><p>SISTEMA RESPIRATÓRIO</p><p>É o conjunto de órgãos responsáveis por promover a captação (De O2), transporte e utilização do meio externo, promovendo a troca gasosa entre o meio e o organismo. Funciona garantindo a entrada e saída de ar do nosso corpo. O ar inicialmente entra pelas fossas nasais onde é umedecido, aquecido e filtrado. Ele então segue pela faringe, laringe e para a traqueia. A traqueia ramifica-se em dois brônquios dando acessos aos pulmões.</p><p>Hematose Pulmonar: Troca de Gases nos Alvéolos.</p><p>· Fornece O2 e elimina CO2;</p><p>· Defende contra infecções: ex: espirrar o pó;</p><p>· Fonação: comunicação através da saída de ar formando o latido, miado, fala;</p><p>· Olfação;</p><p>Termorregulação: controle de temperatura.</p><p>Porém em raças braquicefálicas quase não se possui essa função que ocorre nas narinas.</p><p>Sistema Venoso</p><p>O sangue venoso proveniente dos tecidos chega ao átrio direito e segue para o ventrículo direito, onde é bombeado para os pulmões. Uma vez oxigenado nos pulmões, o sangue é levado até o átrio esquerdo e, em seguida, ao ventrículo esquerdo, onde é, então, bombeado com plena pressão para os tecidos.</p><p>Estrutura do Sistema Respiratório</p><p>Cavidade nasal > Faringe > Laringe > Traqueia > Brônquios > Bronquíolos > Alvéolos pulmonares</p><p>Faringe: Passagem comum para o ar e a comida;</p><p>Laringe: Órgão da fonação em mamíferos. O som é produzido pela passagem controlada de ar + vibrações das cordas vocais;</p><p>Traqueia: É a 1° via de acesso do ar para os pulmões. Divide-se entre brônquio direito e brônquio esquerdo;</p><p>Parede Traqueal: Formada por anéis cartilaginosos, possui flexibilidade e variação do diâmetro (fluxo de ar);</p><p>Pulmões:</p><p>· Órgão de consistência esponjosa localizado na cavidade toráxica;</p><p>· Principal estrutura do sistema respiratória.</p><p>· Ocupam quase todo espaço do tórax.</p><p>· Apresentam movimento quase livre dentro do tórax devido a pleura (membrana de revestimento);</p><p>· Espaço pleural: possui um líquido que ajuda na lubrificação e movimentação pulmonar.</p><p>Tosse dos canis</p><p>A traqueobronquite infecciosa canina é uma doença do trato respiratório de caráter contagioso, e seu principal sintoma é uma tosse seca e alta que normalmente vem após momentos de excitação ou exercício físico. A bactéria Bordetella Bronchiseptica e o Virus da Parainfluenza canina são os principais causadores da doença, mas nem sempre são os únicos, podendo ser acompanhados de múltiplos agentes e ter outros vírus e bactérias associados.</p><p>Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se tosse seca frequente de início agudo que piora com o exercício. Junto com a tosse pode ser observado mímica de vomito e expectoração de mudo. O estado geral do animal varia pouco mantendo suas condições corporais e de comportamento normais. Geralmente, o cão não apresenta hipertermia, e continua se alimentando.</p><p>O diagnóstico é baseado em uma anamnese minuciosa, principalmente sobre a rotina do animal e dos ambientes que ele costuma frequentar, histórico clínico, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, e muitas vezes através do diagnostico-terapêutico.</p><p>SISTEMA ENDÓCRINO</p><p>O Sistema Endócrino é o conjunto de glândulas responsáveis pela produção dos hormônios que são lançados no sangue e percorrem o corpo até chegar aos órgãos-alvo sobre os quais atuam.</p><p>Junto com o sistema nervoso, o sistema endócrino coordena todas as funções do nosso corpo. O hipotálamo, um grupo de células nervosas localizadas na base do encéfalo, faz a integração entre esses dois sistemas.</p><p>Glândulas do Sistema Endócrino</p><p>As glândulas endócrinas estão localizadas em diferentes partes do corpo: hipófise, tireoide e paratireoides, timo, suprarrenais, pâncreas e as glândulas sexuais.</p><p>Hipófise</p><p>A hipófise está localizada no centro da cabeça, logo abaixo do cérebro. Produz diversos hormônios, entre eles, o hormônio do crescimento.</p><p>É considerada a glândula mestre do nosso corpo, pois estimula o funcionamento de outras glândulas, como a tireoide e as glândulas sexuais.</p><p>O excesso da produção desse hormônio causa o gigantismo (crescimento exagerado) e a falta provoca o nanismo.</p><p>Outro hormônio produzido pela hipófise é o antidiurético (ADH), substância que permite ao corpo economizar água na excreção (formação da urina).</p><p>Tireoide</p><p>A tireoide está localizada no pescoço, produz a tiroxina, hormônio que controla a velocidade do metabolismo celular, na manutenção do peso e do calor corporal, no crescimento e no ritmo cardíaco.</p><p>O hipertireoidismo, funcionamento exagerado da tireoide, acelera todo o metabolismo: o coração bate mais rápido, a temperatura do corpo fica mais alta do que o normal, a pessoa emagrece por gastar mais energia.</p><p>Esse quadro favorece o aparecimento de doenças cardíacas e vasculares, pois o sangue circula com mais pressão. Se não tratada pode provocar o surgimento do bócio (inchaço no pescoço), e também a exoftalmia (olhos saltados).</p><p>O hipotireoidismo é quando a tireoide trabalha menos e produz menos tiroxina. Assim, o metabolismo se torna mais lento, algumas regiões do corpo ficam inchadas, o coração bate mais vagarosamente, o sangue circula mais lentamente, a pessoa gasta menos energia, tende a engordar e as respostas físicas e mentais tornam-se mais lentas e se não tratada pode ocorrer o bócio.</p><p>Paratireoides</p><p>As paratireoides são quatro pequenas glândulas, localizadas atrás da tireoide, que produzem o paratormônio, hormônio que regula a quantidade de cálcio e fósforo no sangue.</p><p>A diminuição desse hormônio reduz a quantidade de cálcio no sangue e faz com que os músculos se contraiam violentamente.</p><p>Esse sintoma é chamado de tetania, pois é semelhante ao que ocorre em pessoas com tétano. Por sua vez, o aumento da produção desse hormônio, transfere parte do cálcio para o sangue, de modo que enfraquece os ossos, tornando-os quebradiços.</p><p>Timo</p><p>O timo está situado entre os pulmões. Produz um hormônio que atua na defesa do organismo do recém-nascido contra infecções.</p><p>Nessa fase, apresenta um volume acentuado, crescendo normalmente até a adolescência, quando começa a atrofiar. Na idade adulta diminui de tamanho, pois tem suas funções reduzidas.</p><p>Suprarrenais</p><p>As glândulas suprarrenais situam-se acima dos rins e produzem a adrenalina, hormônio que prepara o corpo para a ação. Os efeitos da adrenalina no organismo são:</p><p>· Taquicardia: o coração dispara e impulsiona mais sangue para as pernas e braços, aumentando a capacidade de correr ou de se exaltar em situações tensas;</p><p>· Aumento da frequência respiratória e da taxa de glicose no sangue, liberando mais energia para as células;</p><p>· Contração dos vasos sanguíneos da pele, de modo que o organismo envia mais sangue para os músculos esqueléticos e, por isso, ficamos “pálidos de susto” e também “gelados de medo”.</p><p>Pâncreas</p><p>O pâncreas é uma glândula mista pois além de hormônios (insulina e o glucagon) produz também o suco pancreático, que é lançado no intestino delgado e desempenha importante papel na digestão.</p><p>A insulina controla a entrada da glicose nas células (onde será utilizada na liberação de energia) e o armazenamento no fígado, na forma de glicogênio.</p><p>A falta ou a baixa produção de insulina provoca o diabetes, doença caracterizada pelo excesso de glicose no sangue (hiperglicemia).</p><p>O glucagon funciona de maneira oposta à insulina. Quando o organismo fica muitas horas sem se alimentar, a taxa de açúcar no sangue cai muito e a pessoa pode ter hipoglicemia, que gera a sensação de fraqueza, tontura, levando, em muitos caso, ao desmaio.</p><p>Nesse caso o pâncreas produz o glucagon, que age no fígado, estimulando a "quebra" do glicogênio em moléculas de glicose. Por fim, a glicose é enviada para o sangue normalizando a hipoglicemia.</p><p>Glândulas sexuais</p><p>As glândulas sexuais são os ovários e os testículos, que fazem parte do sistema reprodutor feminino e do sistema reprodutor masculino respectivamente.</p><p>Os ovários e os testículos são estimulados por hormônios produzidos pela hipófise. Assim, enquanto os ovários produzem o estrogênio e a progesterona, os testículos produzem diversos hormônios, entre eles a testosterona, responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias masculinas: barba, voz grave, ombros volumosos etc.</p><p>EXERCÍCIOS - Pág 205 – ANATOMIA</p><p>O QUE É FISIOLOGIA?</p><p>R: É o estudo das funções da matéria viva que formam o corpo.</p><p>QUAIS SÃO OS SISTEMAS DO CORPO ESTUDADOS PELA FISIOLOGIA?</p><p>R: Sistema nervoso, muscular, esquelético, digestório, cardiovascular, respiratório, urinário, reprodutor e endócrino.</p><p>QUAIS AS FUNÇÕES DO ESQUELETO?</p><p>R: Proteger os órgãos vitais;</p><p>Sustentar o corpo, dar formato ao corpo;</p><p>Armazenar minerais e íons;</p><p>Realizar hematopoese e locomoção.</p><p>QUAIS AS FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO?</p><p>R: Perceber e identificar as condições ambientais externas e internas para assimilar e elaborar respostas que adaptem os organismos a tais condições.</p><p>COMO SE DIVIDE O SISTEMA NERVOSO?</p><p>R: Em Sistema Nervoso Central, Periférico, Somático e Visceral.</p><p>DESCREVA AS DIFERENÇAS ENTRE ARTÉRIAS E VEIAS:</p><p>R: Enquanto as veias são mais finas e levam sangue rico em oxigênio (O₂) do corpo para o coração, as artérias são mais espessas e saem do coração, levando sangue rico em gás carbônico. (CO₂). para o corpo.</p><p>COMO É A ESTRUTURA DO CORAÇÃO DOS MAMÍFEROS?</p><p>R: Assim como o das aves, apresenta 4 cavidades:</p><p>Átrio Direito;</p><p>Átrio Esquerdo;</p><p>Ventrículo Direito;</p><p>Ventrículo Esquerdo.</p><p>Com essa anatomia do coração, não há mistura entre o sangue rico em gás carbônico e o rico em oxigênio.</p><p>HEMATOSE PULMONAR: O QUE É E ONDE ELA OCORRE?</p><p>R: É a troca gasosa que ocorre nos alvéolos pulmonares.</p><p>QUAIS OS TIPOS DE SISTEMA DIGESTÓRIO?</p><p>R: Monogástricos: Com um único estomago;</p><p>Poli gástricos (ruminantes): Estomago composto, dividido em 4 compartimentos;</p><p>Pós gástricos (fermentadores).</p><p>O QUE É UM ANIMAL DIFIODONTE?</p><p>R: É um animal que possui duas dentições: Decídua e permanente.</p><p>QUAIS OS ÓRGÃOS QUE PRODUZEM AS CÉLULAS REPRODUTORAS NOS MACHOS?</p><p>R: Os testículos.</p><p>QUAIS OS ÓRGÃOS QUE PRODUZEM AS CÉLULAS REPRODUTORAS NAS FÊMEAS?</p><p>R: Os ovários.</p><p>image3.png</p><p>imaged.png</p><p>image6.png</p><p>image9.png</p><p>image1d.png</p><p>image3.jpg</p><p>image1c.png</p><p>image8.png</p><p>image15.png</p><p>image18.png</p><p>image.jpg</p><p>image1e.png</p><p>imagef.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>imagee.png</p><p>image1a.png</p><p>imagec.png</p><p>image17.png</p><p>image5.png</p><p>image1b.png</p><p>image19.png</p><p>image2.png</p><p>image4.png</p><p>image.png</p><p>imageb.png</p><p>image4.jpg</p><p>image7.png</p><p>image20.png</p><p>image16.png</p><p>image1f.png</p><p>image10.png</p><p>image2.jpg</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>imagea.png</p>