Prévia do material em texto
Edema 1 🔬 Edema Class Patologia Created Reviewed Hiperemia e Congestão Aumento do volume sanguíneo, no interior dos vasos, com diferentes mecanismos de base. Hiperemia processo ativo resultante da dilatação arteriolar e aumento do influxo sanguíneo, locais de inflamação ou no músculo esquelético durante o exercício. Os tecidos hiperêmicos ficam mais avermelhados do que o normal devido ao ingurgitamento dos vasos por sangue oxigenado. Congestão é um processo passivo resultante do comprometimento do efluxo (saída) do sangue venoso de um tecido. Pode ocorrer sistemicamente, como na insuficiência cardíaca, ou localmente, como consequência de uma obstrução venosa isolada. Os tecidos congestos apresentam uma coloração vermelho-azulada anormal (cianose) originada a partir do acúmulo da hemoglobina desoxigenada na área afetada. Na congestão crônica de longa duração, a perfusão tecidual inadequada e a hipóxia persistente podem levar à morte celular parenquimatosa e à fibrose tecidual secundária, e a pressão hidrostática intravascular elevada pode causar edema ou, algumas vezes, ruptura dos capilares, o que causa hemorragias focais. 60% do nosso peso corporal magro é composto de água, desses, 2/3 estão localizados no espaço intersticial e o restante no compartimento extracelular (fluido intersticial), 5% está no plasma Jan 9, 2021 108 PM Edema 2 Edema Aumento de líquido o espaço instersticial Aumento de líquido nas cavidades → hidrotórax, hidropericárdio, hidroperiônio Anasarca: edema grave e generalizado Aumento da permeabilidade vascular (edema inflamatório) Pressão hidrostática vascular e pressão coloidal do plasma → contole do movimento de líquido entre os espaços intravascular e intersticia Saída de líquido da porção arteriolar para interstício: compensada pela absorção venular e drenagem para vasos linfáticos (ducto torácico) O edema subcutâneo pode ser difuso, mas em geral acumula-se preferencialmente nas partes do corpo posicionadas a uma maior distância em relação ao coração, onde as pressões hidrostáticas são maiores → pernas na posição ortostática e no sacro, no decúbito dorsal → relação edema dependente. 💡 Cacifo: compressão digital sobre o tecido subcutâneo edemaciado desloca o fluido intersticial deixando uma depressão no formato da polpa digital. O edema decorrente de disfunção renal ou síndrome nefrótica com frequência se manifesta primeiro nos tecidos conjuntivos frouxos (p. ex., nas pálpebras, causando edema periorbital). No edema pulmonar, em geral, os pulmões apresentam duas a três vezes seu peso normal, e ao corte revela um fluido espumoso, algumas vezes sanguinolento, que consiste em uma mistura de ar, fluido de edema e hemácias extravasadas. O edema cerebral pode ser localizado (p. ex., devido a um abscesso ou tumor) ou generalizado, dependendo da natureza e extensão do processo patológico ou lesão. No edema generalizado, os sulcos tornam-se estreitados, enquanto os giros ficam intumescidos e achatados contra o crânio. → transudato: pobre em proteínas Edema 3 → exsudato: rico em proteínas 💡 A pressão hidrostática aumentada ou a pressão coloidosmótica diminuída causa maior movimento de água para dentro do interstício. Isso, por sua vez, aumenta a pressão hidrostática tissular e, eventualmente, um novo equilíbrio é alcançado. O excesso de fluido do edema é removido pela drenagem linfática e retorna à circulação sanguínea via ducto torácico Categorias de edema Aumento da Pressão Hidrostática Causados principalmente por desordens que comprometem o retorno venoso. Aumentos locais da pressão intravascular causados, por exemplo, por uma trombose venosa profunda nos membros inferiores pode causar edema restrito à porção distal da perna acometida. Aumentos generalizados da Edema 4 pressão venosa, com resultante edema sistêmico, ocorrem mais comumente na insuficiência cardíaca congestiva. O débito cardíaco reduzido conduz a congestão venosa sistêmica e ao aumento da pressão hidrostática capilar. Ao mesmo tempo, a redução do débito cardíaco resulta em hipoperfusão renal, estimulando o eixo renina- angiotensina-aldosterona e induzindo a retenção de sódio e água (hiperaldosteronismo secundário). Em pacientes com função cardíaca normal, essa adaptação aumenta o enchimento e o débito cardíaco, melhorando desse modo a perfusão renal. Entretanto, o coração insuficiente geralmente não é capaz de aumentar seu débito em resposta aos aumentos compensatórios do volume sanguíneo. Em vez disso, segue-se um círculo vicioso de retenção de fluido, aumento da pressão hidrostática venosa e piora do edema. Se o débito cardíaco não for restaurado ou a retenção de água renal reduzida (p. ex., por restrição de sal ou tratamento com diuréticos ou antagonistas da aldosterona) esse feedback positivo continua. Como o hiperaldosteronismo secundário é uma característica comum do edema generalizado, a restrição de sal, os diuréticos e os antagonistas da aldosterona também são medidas valiosas no tratamento do edema generalizado resultante de causas não cardíacas. Redução do retorno venoso Insuficiência cardíaca congestiva Pericardite constritiva Ascite (cirrose hepática) Obstrução ou compressão venosa Trombose Pressão externa (p. ex., massa) Inatividade das extremidades inferiores em posição vertical prolongada Dilatação Arteriolar Calor Desregulação neuro-humoral 2. Redução da Pressão Osmótica do Plasma A redução da concentração de albumina plasmática leva à redução da pressão coloidosmótica sanguínea e à perda de fluido a partir da circulação. Em Edema 5 circunstâncias normais, a albumina é responsável por quase metade da proteína plasmática total. Portanto, condições nas quais a albumina da circulação é perdida ou sintetizada em quantidades inadequadas são as causas mais comuns de pressão osmótica plasmática reduzida. A síndrome nefrótica é a causa mais importante de perda de albumina sanguínea. Nas doenças caracterizadas por síndrome nefrótica, os capilares glomerulares danificados tornam-se anormalmente permeáveis, levando à perda de albumina (e de outras proteínas plasmáticas) na urina e ao desenvolvimento de edema generalizado. Redução da síntese de albumina ocorre no quadro de doença hepática grave (p. ex., cirrose) e desnutrição proteica. Níveis reduzidos de albumina levam, gradualmente, ao edema, volume intravascular reduzido, hipoperfusão renal e hiperaldosteronismo secundário → maior retenção de sal e água pelos rins não só falha em corrigir o déficit de volume plasmático, como também exacerba o edema, pois o defeito primário — proteína sérica reduzida — persiste. Edema 6 Glomerulopatias perdedoras de proteína (síndrome nefrótica) Cirrose hepática (ascite) Desnutrição Gastrenteropatia perdedora de proteína 3. Obstrução Linfática O edema pode ser resultado de obstrução linfática que compromete a reabsorção de fluidos dos espaços intersticiais. A drenagem linfática prejudicada e o consequente linfedema normalmente resultam de uma obstrução localizada causada por uma condição inflamatória ou neoplásica. Por exemplo, a filariose, uma infecção parasitária, pode causar edema acentuado da extremidade inferior e genitália externa (a chamada elefantíase), por produzir fibrose linfática e linfonodal inguinal. A infiltração e a obstrução dos linfáticos superficiais pelo câncer de mama podem causar edema da pele Vias que levam ao desenvolvimento de edema sistêmico devido a insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou pressão osmótica plasmática reduzida. Edema 7 sobrejacente; a aparência característica de pequenas depressões na pele da mama afetada é chamada peau d’orange (pele em casca de laranja). Também pode ocorrer linfedema como complicação da terapia. Um quadro relativamente comum dessa entidade clínica ocorre em mulheres com câncer de mama submetidas a ressecção e/ou irradiação dos linfonodos axilares, que podem se romper e obstruira drenagem linfática, resultando em grave linfedema do braço. Inflamatória Neoplásica Pós-cirúrgica Pós-irradiação 4. Retenção de Sódio A retenção excessiva de sal (e obrigatoriamente a água associada a isso) pode induzir o edema devido ao aumento da pressão hidrostática (por causa da expansão do volume intravascular) e redução da pressão osmótica plasmática. A retenção excessiva de sal e água é observada em diversas doenças que comprometem a função renal, incluindo glomerulonefrite pós- estreptocócica e insuficiência renal aguda Ingestão excessiva de sal com insuficiência renal Reabsorção tubular de sódio aumentada Hipoperfusão renal Secreção aumentada de renina-angiotensina-aldosterona 5. Inflamação Inflamação aguda Inflamação crônica Angiogênese