Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>15</p><p>FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS APLICADAS DO ARAGUAIA – FACISA</p><p>COODENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS</p><p>BRUNO HENRIQUE</p><p>DYERLEY MARCIANO MELO</p><p>MARCELO SOARES GUIDA</p><p>PROJETO INTERDISCIPLINAR I</p><p>Barra do Garças – MT</p><p>Novembro, 2012.</p><p>BRUNO HENRIQUE</p><p>DYERLEY MARCIANO MELO</p><p>MARCELO SOARES GUIDA</p><p>PROJETO INTERDISCIPLINAR I</p><p>Trabalho elaborado para fins de avaliação</p><p>Parcial, na disciplina de Projeto Interdisciplinar</p><p>I, do curso de Ciências Contábeis, sob orienta-</p><p>ção da Professora Marlene Firmino Dourado.</p><p>Barra do Garças – MT</p><p>Novembro, 2012.</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO........................................................................................................................03</p><p>1. A RESPONSABILIDADE SOCIAL E CIVIL DO CONTABILISTA ...............................04</p><p>2. RESPONSABILIDADES SOCIAIS DAS EMPRESAS......................................................04</p><p>3. EMPREENDEDOR E O PLANO DE NEGÓCIO...............................................................05</p><p>4. A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE PARA AS EMPRESAS...............................06</p><p>5. AS FORMAS DE CONSTITUIÇÃO (LIMITADA, INDIVIDUAL, MEI E EIRELI)........07</p><p>5.1 LIMITADA.........................................................................................................................07</p><p>5.2 EMPRESARIO INDIVIDUAL...........................................................................................07</p><p>5.3 MEI – MICRO EMPREENDENDOR INDIVIDUAL...................................................... 08</p><p>5.4 EIRELI................................................................................................................................08</p><p>6. O QUE É PRECISO PARA CONSTITUIR UMA EMPRESA...........................................08</p><p>6.1 ROTEIRO BÁSICO PARA CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS.....................................08</p><p>7. OS DIREITOS E DEVERES DO EMPRESÁRIO...............................................................09</p><p>7.1 DIREITOS DO EMPRESÁRIO.........................................................................................09</p><p>7.2 DEVERES DO EMPRESÁRIO..........................................................................................09</p><p>8. A CONTABILIDADE NOS TEMPOS MODERNOS......................................................,..10</p><p>9. OS DIREITOS E DEVERES DO CONTADOR..................................................................11</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................................13</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................14</p><p>ANEXOS..................................................................................................................................15</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Este projeto demonstra o processo de constituição de uma empresa, os tipos de constituição e o passo a passo. Atualmente, as sociedades ou são empresárias, devendo ter seus atos constitutivos arquivados no Registro Público de Empresas Mercantis (Junta Comercial), ou simples (não empresárias), devendo o seu contrato social ser inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas (Cartórios de Títulos e Documentos).</p><p>Diante de um mercado competitivo, onde o preço tem suma importância e o controle de custos é primordial, portanto a Contabilidade Gerencial é de suma importância para obtenção de informações necessárias para tomada de decisão do gestor.</p><p>1. A RESPONSABILIDADE SOCIAL E CIVIL DO CONTABILISTA</p><p>A profissão contábil está relacionada ao desenvolvimento socioeconômico da humanidade. Com o desenvolvimento tecnológico e econômico acentuado surge à necessidade de um auxilio de um contabilista. Assim, uma nova visão da sociedade, pois a complexidade das relações sociais e econômicas torna o mundo dos negócios mais competitivo e exige dos contabilistas a mesma evolução.</p><p>O código civil atribui de forma legal, as responsabilidades dos contadores, para atender as necessidades do contexto sócio econômico, pois ele precisa suprir as necessidades de seus clientes, mantendo-se atualizado e acompanhando as mudanças do ambiente, aplicando as ferramentas adequadas em cada situação.</p><p>A responsabilidade profissional também está inserida no âmbito legal, e em particular para os contabilistas, no que se diz respeito às questões que envolvem crimes tributários e lesões patrimoniais provocadas por erros técnicos ou fraudes em documentos contábeis. O código civil define que são eles os responsáveis pelos atos relativos à escrituração contábil e fiscal praticados, também respondem solidariamente quanto praticarem atos que causarem danos a terceiros.</p><p>Diante do exposto, a recomendação a todos os profissionais de contabilidade é que sigam fielmente ao código de ética profissional, aos princípios fundamentais de contabilidade, as normas brasileiras de contabilidade e a legislação comercial, fiscal e societária, a fim de evitar futuros transtornos e problemas de responsabilidade à profissão, relacionados a erros técnicos cometidos por culpa ou dolo.</p><p>2. RESPONSABILIDADES SOCIAIS DAS EMPRESAS</p><p>Com o mercado globalizado, as empresas estão inseridas em um ambiente de incertezas e de muitas pressões das partes interessadas, que exigem cada vez mais um desempenho que promova a eficiência e eficácia, que tenham suas operações limpas e ações transparentes e socialmente responsáveis. As empresas modernas tem se adequado as mudanças do meio social, buscando desenvolver um novo comportamento voltado para a responsabilidade Social de Empresas. Essa tendência é consequência de uma conscientização maior dos consumidores e consequentemente procura de produtos e práticas que gerem melhoria para o meio ambiente e a comunidade. Deve haver um desenvolvimento estratégico competitivo através de soluções socialmente corretas, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis.</p><p>Para Cherques (2003), do ponto de vista ético, não há limites de responsabilidade para os danos sociais que uma empresa possa causar. A ideia de limite de responsabilidade vem do direito civil e do comercial. Os proprietários de empresas de responsabilidade limitada só respondem pelo seu patrimônio social. Mas esta é uma figura econômica e jurídica. Moralmente não há limite para nossa responsabilidade.</p><p>Para Oliveira (2005), não existe uma lista rígida de ações que uma empresa deve fazer para ser socialmente responsável, ou seja, não existe uma definição consensual. Responsabilidade social envolve uma gestão empresarial mais transparente e ética e inserção de preocupações sociais e ambientais nas decisões e resultados das empresas.</p><p>O compromisso que uma empresa deve ter para com a sociedade, por meio de atos e atitudes que reflita positivamente, é agir coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade.</p><p>3. EMPREENDEDOR E O PLANO DE NEGÓCIO</p><p>É considerado empreendedor o empresário capaz de assumir riscos, aproveitar oportunidades, que conhece do ramo de atividade que exerce que seja capaz de tomar decisões e que tenha visão de mercado.</p><p>Além de possuir todas estas características é preciso planejar, para isso entra em ação uma peça fundamental na vida do empreendedor, esta ferramenta é que dará o norte nas ideias e reduzira os riscos do empreendimento, esta ferramenta se chama PLANO DE NEGÓCIO. O qual deverá ser elaborado antes de qualquer atividade comercial, industrial ou serviços.</p><p>É através dele que você terá certeza se seu negócio é viável ou não, é um estudo completo do ambiente que deseja instalar, futuros</p><p>clientes, fornecedores, marketing... Só depois deste estudo é que o empreendedor estará apto a seguir em frente com seu sonho.</p><p>O Plano de Negócio deve conter algumas informações indispensáveis para sua elaboração, como:</p><p>– dados do empreendedor;</p><p>– breve currículo;</p><p>– atribuição dos sócios;</p><p>– dados do empreendimento;</p><p>– missão da empresa;</p><p>– fonte de recurso;</p><p>– analise de mercado;</p><p>– estudo dos clientes;</p><p>- publico alvo</p><p>- área de abrangência</p><p>- estudo dos concorrentes</p><p>- qualidade</p><p>- preço</p><p>-prazo de pagamento</p><p>-forma de comercialização</p><p>-estudo dos fornecedores</p><p>-quantos são os fornecedores</p><p>-quais são os fornecedores</p><p>-condições de pagamento</p><p>-localização dos fornecedores</p><p>-plano de marketing</p><p>-descrição dos principais produtos</p><p>-estratégias promocionais</p><p>-estrutura de comercialização</p><p>-localização do negocio</p><p>-processos operacionais (como será feito as principais atividades do negócio)</p><p>-investimento inicial.</p><p>4. A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE PARA AS EMPRESAS</p><p>A contabilidade é uma ciência social que estuda e pratica as funções de controle e de registro relativas aos atos e fatos da administração e da economia. Mais especificamente, trata-se do estudo e do controle do patrimônio das entidades. Isso é feito através das demonstrações dos resultados dos registros contábeis.</p><p>O objetivo da contabilidade é fornecer informações econômicas para vários usuários tais, como: investidores, fornecedores, bancos, governo, sindicatos, funcionários. Permitindo que os usuários tenham um conhecimento exato da situação financeira da entidade, para que possam ter tomadas de decisões.</p><p>As demonstrações contábeis geradas pela contabilidade são de extrema importância para os seus usuários como:</p><p>· Balanço Patrimonial;</p><p>· Demonstração do Resultado do Exercício;</p><p>· Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados;</p><p>· Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos.</p><p>No Brasil, principalmente nas médias e pequenas empresas, há um vício dos administradores não se preocuparem com a contabilidade. Essa atitude gera crime fiscal, indisponibilidade dos bens dos sócios e administradores, pesadas multas, tributos, falência, etc. Muitas são as formas em que as empresas, seus sócios e administradores podem ser condenados por leis comerciais, civis e penais pelo fato de não manter em ordem sua contabilidade.</p><p>Este cenário está mudando, com o avanço tecnológico implantado pelo governo para gerenciar, agilizar e garantir uma maior fiscalização sobre as empresas o empresário vem se preocupando diariamente com a contabilidade e com suas obrigações perante o fisco. Com isso a responsabilidade do contador vem aumentando também, tendo que auxiliar e orientar seus clientes para garantir a qualidade dos dados informados ao fisco.</p><p>5. AS FORMAS DE CONSTITUIÇÃO (LIMITADA, INDIVIDUAL, MEI E EIRELI)</p><p>Basicamente, Sociedade Limitada é aquela que reúne dois empresários ou mais para a exploração de uma ou mais atividades econômicas.</p><p>5.1 LIMITADA</p><p>Sociedade Limitada é a aquela formada por dois ou mais sócios que se responsabilizam solidariamente de forma limitada ao valor de suas cotas pela integralização do capital social, ou seja, a responsabilidade de cada sócio é limitada a quantia de cotas que ele possui.</p><p>5.2 EMPRESARIO INDIVIDUAL</p><p>O empresário individual nada mais é do que aquele que exerce em nome próprio, atividade empresarial. Trata-se de uma empresa que é titulada apenas por uma só pessoa física, que integraliza bens próprios a exploração do seu negocio. Um empresário em nome individual atua sem separação jurídica entre seus bens pessoais e seus negócio, ou seja, não vigora o principio de separação de patrimônio.</p><p>5.3 MEI – MICRO EMPREENDENDOR INDIVIDUAL</p><p>Para que possa se enquadrar como micro empreendedor individual o empresário não pode ultrapassar faturamento maior que 60 mil reais/ano, ou equivalente ao período do exercício, deve conter somente um funcionário com carteira assinada ganhando um salário mínimo ou salário compatível com o da categoria.</p><p>É importante ressaltar que o microempreendedor individual não pode participar como sócio em qualquer outro tipo de sociedade.</p><p>5.4 EIRELI</p><p>Iniciou-se com a publicação da Lei 12.441/2011 a fim de autorizar a criação das empresas individuais de responsabilidade limitada de responsabilidade limitada. Este novo tipo societário permitirá ao empresário, titular da totalidade do capital social devidamente integralizado, constituir uma pessoa jurídica sem a participação de outro sócio, eliminando desta forma a figura do laranja, sócio com pequena participação o qual geralmente faz parte da sociedade apenas para atender a legislação.</p><p>O maior atrativo para se constituir uma EIRELI ao invés de ser um empresário individual é a incomunicabilidade entre patrimônio social e o pessoal de quem constitui a empresa, este patrimônio só será comprometido casa haja dividas trabalhista ou débitos previdenciários.</p><p>6. O QUE É PRECISO PARA CONSTITUIR UMA EMPRESA</p><p>6.1 ROTEIRO BÁSICO PARA CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS</p><p>1º - Faz-se a pesquisa na JUCEMAT (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso), em relação ao Nome Empresarial;</p><p>2º- Elabora-se o Contrato Social que deverá ser três vias, todas deverão ser visitadas pelos sócios e assinados na última folha juntamente com duas testemunhas, devendo conter também a assinatura de um advogado.</p><p>3º - Registra-se este Contrato Social na JUCEMAT (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso);</p><p>4º- Solicita-se o CNPJ da empresa através de programa específico que deverá ser baixado do site da Receita Federal do Brasil, onde constarão todas as informações da empresa e dos sócios, gerando assim um documento chamado DBE – Documento Básico de Entrada, que deverá ser protocolado na RFB juntamente com cópia autenticada do Contrato Social e dos documentos pessoais dos sócios;</p><p>5º- A solicitação do Alvará de Licença é feita através de um documento chamado BCE – Boletim de Cadastro Econômico, preenchido e encaminhado à Prefeitura Municipal, juntamente com cópia dos documentos dos sócios, do Contrato Social devidamente autenticada, bem como cópia do IPTU do imóvel ou cópia do Contrato de Aluguel caso seja imóvel alugado e o Cartão de CNPJ.</p><p>6º- Solicita-se a Inscrição Estadual por meio do Site da Secretaria do Estado de Mato Grosso (SEFAZ) com a utilização de senha exclusiva de Contador gerando com isso um documento chamado FAC – Ficha de Alteração Cadastral, onde estarão contidos todos os dados da Empresa e dos Sócios, protocola-se este documento na SEFAZ juntamente com cópias autenticadas dos documentos pessoais dos sócios, Contrato Social, Cartão de CNPJ e Alvará de Licença e paga-se uma taxa de 1 UPF, arquivando a guia juntamente com o resto da documentação e aguarda a Homologação da Inscrição Estadual .</p><p>7. OS DIREITOS E DEVERES DO EMPRESÁRIO</p><p>Conforme Maria Helena Diniz (2009, p. 36) e nos termos do art. 966 do Código Civil, o empresário é a pessoa natural ou jurídica que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção e circulação de bens ou serviços, por meio de um estabelecimento. Assim, a pessoa natural ou física é aquela que emprega o seu dinheiro e organiza a empresa individualmente (empresário individual), enquanto a jurídica nasce da união de esforços de seus integrantes, é a própria pessoa jurídica e não seus sócios (sociedade empresária).</p><p>7.1 DIREITOS DO EMPRESÁRIO</p><p>· Matricular-se no Registro do Comércio (Juntas Comerciais dos Estados);</p><p>· Comprar e vender livremente mercadorias do seu comércio, desde que este não esteja proibido ou controlado pelo poder público;</p><p>· Fazer parte dos sindicatos, na forma da lei;</p><p>· Participar de concorrência pública;</p><p>· Exercer o voto ativo e passivo para vogal da Junta Comercial;</p><p>· Não estar sujeito a prisão com presos de crimes comuns, mas sim em lugar reservado;</p><p>· Requerer sua própria falência ou de seu devedor;</p><p>· Propor concordata preventiva.</p><p>7.2 DEVERES DO EMPRESÁRIO</p><p>· Registrar sua firma ou razão social no Registro do Comércio (Juntas Comerciais dos Estados);</p><p>· Registrar suas operações por meio de uma ordem uniforme de contabilidade</p><p>e escrituração, tendo os livros necessários para esse fim;</p><p>· Conservar em boa guarda toda a documentação relativa à escrituração, correspondência e demais papéis pertencentes ao giro do sua empresa, enquanto não caducarem;</p><p>· Realizar anualmente o Balanço Patrimonial que deverá ser datado e assinado por Contabilista e o Empresário.</p><p>· Além disso, é importante ressaltar que as obrigações gerais do empresário são de natureza formal, contudo a sua inobservância gera sérias consequências, inclusive penais. Sendo assim, a empresa irregular é submetida às várias consequências, tais como: responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obrigações contraídas pela sociedade, se não for providenciado o registro do respectivo ato constitutivo na Junta Comercial; dificuldade de contrair empréstimos; e impossibilidade de requerer a recuperação judicial, dentre outras possibilidades.</p><p>8. A CONTABILIDADE NOS TEMPOS MODERNOS</p><p>Vamos aproveitar para entender a Contabilidade em nossos dias atuais. A antiga profissão de guarda-livros já foi superada e agora se supera o conceito de Contador como responsável pelos registros dos atos e fatos administrativos, transformados em fatos contábeis e lançados por meio de partidas dobradas em um complexo contexto de débitos e créditos, pouco entendido por muitos gestores empresariais.</p><p>A Contabilidade contrasta hoje com um complexo informacional em que é a gestora responsável pelos controles organizacionais, seja em pequenas, médias ou grandes entidades, com ou sem finalidade de lucro. O computador e seus softwares contábeis, financeiros e administrativos, avançados ERPs e dispositivos integrados, registram os acontecimentos e geram os relatórios. O gerenciamento destes sistemas, a análise das informações e a gestão das ações e procedimentos a serem realizados contém uma amplitude informacional que o Contador compreende muito bem. Seja na função de controle, de Gerente Financeiro ou Administrativo, ou em qualquer outro staff, o profissional da Contabilidade está cada vez mais preparado para atuar executivamente no processo. Foram-se os tempos de débitos e créditos infinitos, de registros infindáveis e de planilhas exaustivos para se obter uma informação acurada e precisa. As fontes de dados estão cada vez mais ágeis e o contexto econômico é outro. Hoje, o profissional contábil está demandando um maior número de horas para analisar as situações empresariais e sua inter-relação com as demais áreas provoca uma verdadeira cognição com todo o sistema organizacional. O crescimento do valor informacional e a velocidade de transmissão destas informações altera substancialmente o processo de análise dos resultados corporativos e do posicionamento das entidades no mercado.</p><p>A Contabilidade tornou-se, nos últimos anos, a real bússola para a navegação empresarial, em qualquer sentido. As ferramentas gerenciais estão cada vez trazendo maior realidade nas informações geradas. Novas metodologias surgem e outras alteram seu formato e identificação trazendo novos e importantes resultados. O valor do capital intelectual e os balanços sociais estão cada vez mais presentes nos relatórios anuais de grandes empresas e na internet. A evolução da profissão acontece a cada dia e traz uma confiança ainda maior nos parâmetros administrativos das organizações.</p><p>9. OS DIREITOS E DEVERES DO CONTADOR</p><p>Conforme o art. 2º do Código de Ética Profissional do Contabilista – CEPC são deveres do contabilista:</p><p>· Exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade, observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais;</p><p>· Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade;</p><p>· Zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo;</p><p>· Comunicar, desde logo, ao cliente ou empregador, em documento reservado, eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho, estendendo-se a obrigação a sócios e executores;</p><p>· Inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião sobre qualquer caso;</p><p>· Renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador, a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência, zelando, contudo, para que os interesses daquelas pessoas não sejam prejudicados e evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia;</p><p>· Se substituído em suas funções, informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento deste, a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas;</p><p>· Manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o exercício da profissão;</p><p>· Ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja propugnando por remuneração condigna, seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Este projeto foi um precioso instrumento para ampliarmos nossos conhecimentos a cerca da contabilidade, especialmente no que concerne a esta como uma ferramenta indispensável para a gestão empresarial e a relação mútua que deve haver entre o contador e o administrador. O empresário tem que tomar decisões, assumir responsabilidades pela sua contribuição. Sua eficácia é a nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna produtiva e socialmente viável.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. São Paulo: Atlas, 1983.</p><p>CHERQUES, Hermano Roberto Thiry; Responsabilidade moral e identidade empresarial. Janeiro; Revista de Administração Contemporânea – RAC , vol. 7, edição especial, 2003.</p><p>SILVA, José pereira da. Análise Financeira das Empresas. 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2005.</p><p>ANEXOS</p><p>RESTAURANTE E SANDUICHERIA PAGANADA E CIA LTDA</p><p>CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE LIMITADA.</p><p>Bruno Henrique Cardoso dos Santos, brasileiro, solteiro, empresário, natural de Barra do Garças, nascido em 30/07/1992, filho de Zelmar Pereira dos Santos e de Silvia Cardoso da Silva, portador da Cédula de Identidade nº 22604910 SSP/MT e CPF: 048.900.071-13, residente e domiciliado á Rua Tertuliano Sales, nº 113 , Santo Antônio, Barra do Garças MT.</p><p>Dyerley Marciano Melo, brasileiro, solteiro, empresário, natural de Barra do Garças, nascido em 20/03/1982, filho de Valmir Lima de Sousa e Ozana Marciano de Melo, portador da Cédula de identidade nº 4849447 DGPC-GO e CPF: 014.928.781-03, residente e domiciliado à rua Araguaia, nº 110, Vila Ceará em Aragarças GO.</p><p>Marcelo Soares Guida, brasileiro, casado (Separação parcial de bens), empresário, natural de São Félix do Araguaia-MT, nascido em 20/04/1979, filho de Jose Tavares Guida e Olindina Soares Guida, portador da Cédula de Identidade nº 3802559 DGPC/GO e CPF: 690.349.821-49, residente e domiciliado á Rua Germano Bezerra, QD. B LT. 03, Monte Sinai, Barra do Garças MT.</p><p>Resolvem de comum acordo e na melhor forma de direito, constituir uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada, de natureza civil, que regerá pelas condições seguintes:</p><p>I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE, PRAZO DE DURAÇÃO E OBJETO SOCIAL</p><p>Cláusula Primeira: Sob a denominação social de B D M e CIA LTDA. fica constituída a presente sociedade civil por quotas de responsabilidade limitada, a qual será regida pelo presente contrato social e pela legislação que lhe for aplicável;</p><p>Cláusula Segunda: A sede da sociedade será à Av. Ministro João Alberto, 512, Centro, CEP: 78.600-000 Barra do Garças MT, podendo abrir filiais em outras localidades, desde que, por via de alteração contratual, sejam estas identificadas e atendendo normas da profissão regulamentadora;</p><p>Cláusula</p><p>Terceira: O início das atividades dar-se-á com a assinatura do presente contrato e o seu registro no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídica, e terá prazo de duração indeterminado;</p><p>Cláusula Quarta: A sociedade tem por objeto as seguintes atividades:</p><p>1 – A atividade principal será no ramo Alimentício.</p><p>II - DO CAPITAL SOCIAL - DA RESPONSABILIDADE - DA DIVISÃO E DA CIRCULAÇÃO DAS QUOTAS DO CAPITAL SOCIAL.</p><p>Cláusula Quinta: O Capital Social é de R$ 60.000,00 (Sessenta mil e reais) divido em 60.000 (Sessenta mil).</p><p>Quotas do valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma, totalmente subscritas e integralizadas em moeda corrente do país e distribuídas entre os sócios, a saber:</p><p>Sócio</p><p>Nº de quotas</p><p>Valor R$</p><p>Bruno Henrique Cardoso dos Santos</p><p>20.000</p><p>20.000,00</p><p>Dyerley Marciano Melo</p><p>20.000</p><p>20.000,00</p><p>Marcelo Soares Guida</p><p>20.000</p><p>20.000,00</p><p>Totais</p><p>60.000</p><p>60.000,00</p><p>Parágrafo Único: Nos termos do artigo 2º "in fine" do Decreto Federal nº 3.708 de 10 de janeiro de 1919, a responsabilidade dos sócios é limitada à totalidade do Capital Social.</p><p>Cláusula Sexta: As quotas do Capital Social são indivisíveis em relação à sociedade a qual não reconhecerá mais que um titular para cada quota. Cada quota dará direito a um voto nas deliberações sociais;</p><p>Cláusula Sétima: As quotas do Capital Social, assim como os direitos sobre as mesmas, não poderão ser transferidas, vendidas, alienadas, entregues em dação de pagamento ou cedidas a qualquer título, sem que as mesmas sejam oferecidas aos demais sócios, que em condições de igualdade, terão sempre o direito de preferência.</p><p>Parágrafo Primeiro: Se algum sócio pretender transferir, vender, alienar e ceder, mesmo em dação de pagamento suas quotas, deverá dar ciência de tal fato aos demais sócios, comunicando estes por escrito para que, no prazo de 30 (trinta) dias da comunicação, os mesmos possam exercer os direitos de preferência.</p><p>Parágrafo Segundo: Se o alienante for o sócio Técnico em Contabilidade, o sócio Contador ou o sócio Economista e as quotas forem alienadas a terceiros ou mesmo a outro sócio, cuja condição profissional não for idêntica, o Contrato Social será alterado para cumprimento das restrições quanto ao artigo 25 do Decreto Lei 9295/46 e para modificação do objetivo social e da responsabilidade técnica.</p><p>Parágrafo Terceiro: O não exercício por parte dos demais sócios, quanto ao direito de preferência no prazo fixado no parágrafo primeiro, permitirá que o sócio alienante efetue a transferência das quotas oferecidas, observando-se, contudo, que o adquirente terá que ser obrigatoriamente contabilista ou, se profissional liberal, que a sua profissão seja considerada afim pelo CFC e registrado junto ao respectivo órgão de sua categoria profissional.</p><p>III - DA ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE.</p><p>Cláusula Oitava: A sociedade será administrada por todos os sócios, na qualidade de sócios-gerentes, que, assinando em conjunto de dois (ou isoladamente, como os sócios preferirem), terão os mais amplos poderes necessários à direção dos negócios sociais, podendo representar a sociedade ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente, perante terceiros e praticar todos e quaisquer atos necessários à consecução dos objetivos ou à defesa dos interesses e direitos da sociedade.</p><p>Parágrafo Primeiro: Sempre que ocorrer a alienação ou oneração de bens imóveis, será necessária a assinatura de todos os sócios.</p><p>Parágrafo Segundo: A sociedade poderá constituir procuradores com poderes especiais, devendo estes poderes ter prazo de validade determinado e específico, exceto os relativos às procurações "ad judicia", respeitadas as restrições do parágrafo único da cláusula décima primeira.</p><p>Cláusula Nona: Todas as deliberações sociais serão sempre tomadas pelos sócios, que representem a maioria do Capital Social, podendo o contrato ser reformado, no tocante à administração, por consenso dos quotistas.</p><p>Cláusula Décima: Os sócios entre si fixarão o valor da retirada mensal, assim como, a forma de distribuição dos resultados.</p><p>IV - DA RESPONSABILIDADE TÉCNICA DA SOCIEDADE</p><p>Cláusula Décima primeira: A responsabilidade técnica pela execução dos serviços profissionais prestados pela sociedade, de acordo com os objetivos sociais, estará assim distribuída entre os sócios:</p><p>a) Sócio - Bruno Henrique Cardoso dos Santos, Nire: 123456 MT, responderá pelos serviços administrativos;</p><p>b) Sócio - Dyerley Marciano Melo, Nire: 654321 MT, responderá pelos serviços comerciais;</p><p>c) Sócio - Marcelo Soares Guida - Empresário, Nire: 654321 MT, responderá pelos serviços financeiros;</p><p>Parágrafo Único: A sociedade não poderá outorgar responsabilidades técnicas a terceiros, inclusive da mesma categoria dos sócios, visto que as mesmas são indelegáveis.</p><p>V - DO EXERCÍCIO SOCIAL</p><p>Cláusula Décima segunda: O exercício social coincidirá com o ano calendário, sendo que no dia 31 de dezembro de cada ano, serão levantadas as demonstrações contábeis que deverão ser transcritas no livro diário da sociedade.</p><p>Parágrafo Único: A sociedade poderá levantar demonstrações contábeis em qualquer mês do exercício calendário e em função desses resultados, distribuir lucros aos seus sócios.</p><p>VI - DO FALECIMENTO E DA DECLARAÇÃO DE INTERDIÇÃO DO SÓCIO</p><p>Cláusula Décima terceira: A sociedade não se dissolverá pelo falecimento ou interdição de um dos sócios, mas continuará com os sócios remanescentes, sendo que o meeiro e os herdeiros do sócio falecido, ou o representante do sócio que for declarado interdito somente poderão ingressar na sociedade, desde que atendam os requisitos estipulados pelo parágrafo 3º da cláusula 7º;</p><p>Parágrafo Primeiro: Em tendo ocorrido o falecimento do sócio, o inventariante, enquanto no curso do inventário, não terá poderes de gerência, a menos que seja da mesma categoria profissional do falecido.</p><p>Parágrafo Segundo: Em ocorrendo a interdição, o curador não terá poderes de gerência, a menos que venha a ser da mesma categoria profissional do interdito.</p><p>VII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS</p><p>Cláusula Décima quarta: Para a solução de qualquer divergência originária do presente, fica eleito o Foro da Cidade de Barra do Garças MT com renúncia expressa de qualquer outro por mais privilegiado que seja. E, por assim acharem justos e contratados, os sócios assinam o presente contrato social em 03 (três) vias de igual teor, na presença de duas testemunhas abaixo identificadas.</p><p>Barra do Garças MT, 26 de Setembro 2012.</p><p>______________________________</p><p>Bruno Henrique Cardoso dos Santos</p><p>______________________________</p><p>Dyerley Marciano Melo</p><p>______________________________</p><p>Marcelo Soares Guida</p><p>Testemunhas:</p><p>_______________________________</p><p>Maria Cerqueira</p><p>RG: 3805229/DGPC-GO</p><p>CPF: 690.341.829-49</p><p>_______________________________</p><p>Sérgio Santos</p><p>RG: 5522656/SSP-MT</p><p>CPF: 349.821.771-39</p>

Mais conteúdos dessa disciplina