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<p>1</p><p>5º MÓDULO – EMERGÊNCIAS CLÍNICAS</p><p>As emergências clínicas são estados graves de saúde que não foram causados</p><p>por nenhum fator externo e são, normalmente, consequências de doenças pré-</p><p>existentes. Nestes casos, os pacientes costumam se apresentar com palidez, perda de</p><p>consciência, respiração difícil, contraturas musculares, entre outros sintomas.</p><p>Alguns exemplos de quadros que levam à situação de emergência clínica são</p><p>desmaios, convulsões, diabetes, infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico</p><p>(AVE), entre outros. Quando um mal súbito é detectado, o mais importante é fazer</p><p>com que o paciente chegue a um centro hospitalar especializado o quanto antes para</p><p>receber atendimento médico e para a realização de exames que possam detectar</p><p>rapidamente qual o tratamento mais indicado para seu quadro.</p><p>Foto: reprodução</p><p>Mas enquanto o socorro não chega, as pessoas que acodem o doente podem</p><p>tomar medidas simples para confortar o paciente. Em casos de desmaios e convulsões,</p><p>o ideal é amparar a pessoa até que ela recobre a consciência, sem pressa com que ela</p><p>volte a ficar em pé. Se as situações se estenderem por muito tempo, o auxílio médico</p><p>se torna imprescindível.</p><p>Em situações de infarto, que podem ser facilmente identificadas pela dor no</p><p>peito refletindo no braço esquerdo, dor epigástrica, pescoço e suor acessível. A melhor</p><p>coisa a fazer é encaminhar o paciente ao serviço médico.</p><p>2</p><p>Fonte: Blog Mastt. Emergência de trauma e clínica, você conhece as diferenças? 2017. Disponível em:</p><p><https://blog.mastt.com.br/emergencia-de-trauma-e-clinica-voce-conhece-as-</p><p>diferencas/#:~:text=As%20emerg%C3%AAncias%20cl%C3%ADnicas%20s%C3%A3o%20estados,contratur</p><p>as%20musculares%2C%20entre%20outros%20sintomas.>. Acesso em 10 Jan. 2018.</p><p>EMERGÊNCIAS CLÍNICAS</p><p>É importante saber reconhecer algumas situações que indicam a necessidade</p><p>do socorrista. Os principais sinais e sintomas são: palidez, perda de consciência ou</p><p>atordoamento, respiração difícil, contraturas musculares, entre outras.</p><p>Vamos abordar as situações mais comuns.</p><p>DESMAIO</p><p>É a perda momentânea da consciência. Pode ocorrer, por exemplo, por falta de</p><p>alimentação, após uma doação de sangue ou quando se presencia alguém sangrando</p><p>ou sofrendo.</p><p>Manifesta-se com palidez, transpiração abundante, perturbação visual e pulso</p><p>fraco.</p><p>Como proceder?</p><p>• Remova a vítima para um ambiente arejado;</p><p>• Desaperte-lhe as roupas, deixando-a confortável;</p><p>• Coloque a vítima deitada de costas, com as pernas elevadas e a cabeça baixa;</p><p>• Se o desmaio durar mais de dois minutos, procure auxílio médico;</p><p>• Mantenha sempre as vias aéreas livres;</p><p>• Não ofereça nada para cheirar, beber ou comer. Caso a vítima volte a si, após</p><p>alguns minutos, tente colocá-la sentada e depois, devagar, ajude-a a ficar em pé,</p><p>sempre amparando-a até ter certeza de que voltou ao normal.</p><p>3</p><p>Não tenha pressa de colocar a vítima de desmaio em pé após a melhora do</p><p>quadro.</p><p>CONVULSÃO OU EPILEPSIA</p><p>As convulsões são contrações incontroláveis dos músculos. Elas duram poucos</p><p>minutos, são contrações fortes, com movimentos desordenados e, em geral,</p><p>acompanhadas de perda de consciência.</p><p>É comum a recuperação dos sentidos, não apresentando maiores problemas,</p><p>até cinco minutos. Se persistir por tempo maior, deve-se pedir ajuda médica.</p><p>Geralmente, durante a convulsão, além da contratura desordenada da</p><p>musculatura, há salivação abundante e, às vezes, eliminação de fezes e urina. A queda</p><p>da vítima é quase sempre desamparada, podendo ocorrer ferimentos.</p><p>Como proceder?</p><p>• Proteja a cabeça da vítima;</p><p>• Afrouxe-lhe as roupas. Deixe-a debater-se livremente;</p><p>• Evite a mordedura da língua, colocando um lenço dobrado entre as arcadas</p><p>dentárias. Nunca coloque algum objeto entre os dentes da vítima. Ela pode quebrá-los.</p><p>Cuidado para não ter seus dedos mordidos com violência;</p><p>• Uma vez sem a convulsão, mantenha a vítima em repouso;</p><p>• Após a convulsão, é comum a sonolência. Deixe-a dormir;</p><p>• Oriente a vítima a procurar um médico.</p><p>Evite comentários sobre o atendimento à vítima de convulsão, durante e após o</p><p>socorro.</p><p>Antes do ataque, a pessoa pode saber que vai ocorrer. É conhecido como</p><p>“aura”. Ela pode sentir cheiro ou gosto estranho, algumas vezes, alucinações visuais ou</p><p>sonoras. A vítima, muitas vezes, anuncia que a crise está para ocorrer.</p><p>Em crianças até 4 anos, a convulsão é provocada, geralmente, pela febre alta.</p><p>Para baixar a febre, dê um banho morno de imersão de mais ou menos 15 minutos de</p><p>duração. Mantenha a criança sem roupas e passe uma esponja ou um pano com água</p><p>4</p><p>morna pelo corpo dela inúmeras vezes. A evaporação faz baixar a febre. Nem por isso,</p><p>deixe de procurar auxílio médico.</p><p>CHOQUE</p><p>O choque que aqui trataremos não é o choque elétrico. O tipo mais comum é o</p><p>choque em decorrência de grande perda de sangue. A pessoa, após um acidente grave,</p><p>apresenta um sangramento externo (visível) ou interno (invisível) e, em decorrência</p><p>disso, entra em estado de choque.</p><p>O reconhecimento da vítima se faz por palidez, transpiração intensa, pulso</p><p>acelerado ou fraco, fraqueza e respiração rápida.</p><p>Como proceder?</p><p>• Deite a vítima no chão e mantenha-a coberta com cobertor ou qualquer outra</p><p>roupa para protegê-la do frio;</p><p>• Chame logo por socorro médico;</p><p>• Ao transportá-la, deixe-a deitada no plano, no assento traseiro do carro, com</p><p>as pernas o mais elevadas possível;</p><p>• Não dê água ou alimento.</p><p>Se você estiver distante do local do socorro médico, faça uma solução de sal e</p><p>água, com ½ colher (de chá) de sal em ½ copo de água, e, no caminho, vá oferecendo</p><p>duas colheres (de sopa) da mistura a cada 15 minutos. Se a vítima for um bebê, dê-lhe</p><p>uma colher de sopa a cada 15 minutos.</p><p>O atendimento ao paciente com choque deve ser rápido e nunca pode</p><p>prescindir do auxílio de um serviço médico.</p><p>URGÊNCIAS DO DIABÉTICO</p><p>O açúcar é nossa fonte de energia. Em nosso sangue, ele é mantido dentro de</p><p>uma faixa normal por um hormônio que vem do pâncreas, a insulina. O diabético tem</p><p>um pâncreas que não produz insulina em quantidade suficiente, e o açúcar se eleva na</p><p>5</p><p>corrente sanguínea. Pela falta da insulina, há uma incapacidade de transformar o</p><p>açúcar em energia.</p><p>A glicose em níveis elevados no sangue pode levar à perda de consciência, que</p><p>é o coma diabético. É caso de tratamento apenas hospitalar.</p><p>As urgências mais comuns nos diabéticos ocorrem principalmente quando há</p><p>baixo nível de glicose no sangue. Eles precisam usar insulina todos os dias e, muitas</p><p>vezes, após a ingestão diária, há queda além do nível desejado.</p><p>Foto: reprodução</p><p>Como reconhecer a queda de glicose no diabético?</p><p>• Alteração da respiração, que se torna mais rápida, com sensação de cansaço;</p><p>• Pulso rápido. Há aceleração do coração;</p><p>• Sensação de fraqueza;</p><p>• Mudança na aparência, com tremor fino e ansiedade;</p><p>• Alteração do nível de consciência.</p><p>Como proceder?</p><p>• Dê imediatamente algo doce para ingerir. Um copo de água com duas</p><p>colheres (de sopa) de açúcar, uma barra de chocolate ou balas são as técnicas</p><p>domésticas mais comuns;</p><p>6</p><p>• Não se preocupe com a quantidade de açúcar que está oferecendo. A falta de</p><p>glicose no sangue pode levar à perda da consciência, pois o açúcar é fundamental para</p><p>o metabolismo do cérebro;</p><p>• Não deixe de procurar ajuda médica em seguida.</p><p>As quedas de glicose em pacientes diabéticos podem acontecer por dosagem</p><p>ainda não ajustada da insulina, como também em pacientes com doses já definidas</p><p>que, em condições de mudança do hábito alimentar, doenças infecciosas, diarréia ou</p><p>vômito, voltam a descompensar. Nesses casos, só o médico pode rever a dosagem e</p><p>tratar a patologia concomitante.</p><p>INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (INFARTO DO CORAÇÃO)</p><p>O infarto é uma lesão do músculo do coração causada pela obstrução de uma</p><p>artéria coronária.</p><p>As coronárias são as responsáveis pela irrigação do músculo</p><p>cardíaco. Quando a artéria entope, o músculo deixa de receber oxigênio, parando de</p><p>funcionar por um tempo. Ocorre “morte” dos tecidos no local atingido e, dependendo</p><p>da extensão afetada, pode levar a pessoa à morte.</p><p>Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostra que,</p><p>anualmente, cerca de 35 mil mortes por infarto seriam evitadas se os pacientes</p><p>tivessem recebido os primeiros socorros.</p><p>Um movimento internacional, lançado pela Associação Americana do Coração,</p><p>criou o conceito de “corrente de sobrevivência”, com a intenção de difundir os</p><p>procedimentos básicos para manter um paciente vivo até que chegue ao hospital. No</p><p>Brasil, o movimento ainda é pequeno.</p><p>A ideia é treinar, além dos profissionais de saúde, bombeiros, policiais e</p><p>funcionários de locais de grande concentração de pessoas, como shopping centers,</p><p>estádios de futebol, etc.</p><p>Como reconhecer o infarto?</p><p>• Dor ou forte pressão no peito;</p><p>• Dor no peito refletindo nos ombros, no braço esquerdo ou nos dois braços,</p><p>no pescoço e maxilar;</p><p>• Suor. Há transpiração excessiva;</p><p>7</p><p>• Palidez;</p><p>• Sensação de morte iminente.</p><p>O paciente manifesta uma ansiedade muito grande e tem a sensação de medo</p><p>e morte;</p><p>• Síncope ou desmaio;</p><p>• Falta de ar;</p><p>• Enjoo e até vômito.</p><p>Como proceder quando alguém ao seu lado apresentar esses sintomas?</p><p>• Chamar imediatamente uma ambulância ou levar a pessoa para um pronto-</p><p>socorro mais próximo. Nesse caso, o melhor médico é o médico perto;</p><p>• Se tiver em mãos, dar dois comprimidos de ácido acetilsalicílico (Aspirina ou</p><p>AAS, por exemplo) para o paciente mastigar. Essa medicação pode desobstruir a</p><p>artéria, ou seja, desmanchar o coágulo que se formou sobre a placa de aterosclerose e,</p><p>portanto, preservar o músculo cardíaco;</p><p>• Enquanto espera a ambulância ou no percurso para o hospital, mantenha a</p><p>pessoa deitada com as costas no chão. Se ela estiver com os olhos fechados, perdeu os</p><p>sentidos e não está respondendo aos estímulos, pode ter sofrido uma parada cardíaca</p><p>e/ou respiratória;</p><p>• Se ocorreu parada cardíaca e/ou respiratória, mantenha-se de joelhos ao lado</p><p>dela e inicie as manobras de reanimação.</p><p>O infarto do coração é também conhecido como ataque cardíaco. A vida do</p><p>paciente depende da precocidade do atendimento.</p><p>ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL - AVC - DERRAME CEREBRAL</p><p>É muito comum as pessoas se confundirem imaginando que o derrame cerebral</p><p>e o infarto sejam a mesma coisa. Você já sabe que o infarto do miocárdio é um evento</p><p>do coração. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença que acontece no</p><p>cérebro.</p><p>8</p><p>O derrame cerebral (AVC) acontece quando o sangue deixa de chegar ao</p><p>cérebro, quando os vasos ficam obstruídos ou, então, quando ocorre a ruptura de um</p><p>deles. No caso de entupimento do vaso, o AVC é chamado de isquêmico. Na ruptura do</p><p>vaso, é o AVC hemorrágico. Este último é sempre mais grave e com mais seqüelas,</p><p>levando também à maior incidência de morte.</p><p>Foto: reprodução</p><p>Como reconhecer o paciente com derrame?</p><p>• Amortecimento com fraqueza da metade direita ou esquerda do corpo,</p><p>inclusive metade do rosto;</p><p>• Alteração da fala, que se torna enrolada, até a incapacidade de falar. As</p><p>alterações da fala são mais comuns quando a paralisia ou as alterações dos</p><p>movimentos ocorrem na metade direita do corpo;</p><p>• Dor de cabeça repentina e forte, sem uma causa aparente;</p><p>• Alteração da visão, podendo chegar até mesmo à cegueira;</p><p>• Dificuldade de andar, com tontura e, muitas vezes, queda ao solo;</p><p>• Boca entortada para um dos lados e baba;</p><p>• Pupilas desiguais;</p><p>• Perda do controle sobre atividade da bexiga e do intestino.</p><p>9</p><p>Como proceder?</p><p>• Não hesite em chamar por ambulância ou socorro médico;</p><p>• Se a vítima estiver consciente, deite-a com a cabeça e os ombros ligeiramente</p><p>erguidos e apoiados;</p><p>• Incline a cabeça para um dos lados. É importante para que possa dar saída à</p><p>salivação e evitar vômito com aspiração;</p><p>• Se a vítima perder a consciência, fique atento para eventual parada cardíaca</p><p>e/ou respiratória;</p><p>• Em caso de parada cardíaca e/ou respiratória, proceda à reanimação.</p><p>Ao atender o paciente com derrame, não lhe ofereça bebida ou alimento.</p><p>Fonte: Manual de Primeiros Socorros do Dr. Paulo Frange.</p><p>PRIMEIROS SOCORROS EM UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR</p><p>Podemos definir parada cardíaca como sendo a interrupção repentina da</p><p>função de bombeamento cardíaco, que pode ser constatada pela falta de batimentos</p><p>do acidentado (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax do acidentado), pulso</p><p>ausente (não se consegue palpar o pulso) e ainda quando houver dilatação das pupilas</p><p>(menina dos olhos), e que, pode ser revertida com intervenção rápida, mas que causa</p><p>morte se não for tratada. Chamamos de parada respiratória o cessamento total da</p><p>respiração, devido à falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue.</p><p>POSICIONAMENTO PARA A RESSUSCITAÇÃO CARDÍO-RESPIRATÓRIA</p><p>Do acidentado: Posicionar o acidentado em superfície plana e firme.</p><p>· Mantê-lo em decúbito dorsal, pois as manobras para permitir a abertura da</p><p>via aérea e as manobras da respiração artificial são mais bem executadas nesta</p><p>posição.</p><p>10</p><p>· A cabeça não deve ficar mais alta que os pés, para não prejudicar o fluxo</p><p>sanguíneo cerebral.</p><p>· Caso o acidentado esteja sobre uma cama ou outra superfície macia ele deve</p><p>ser colocado no chão ou então deve ser colocada uma tábua sob seu tronco.</p><p>· A técnica correta de posicionamento do acidentado deve ser obedecida</p><p>utilizando-se as manobras de rolamento.</p><p>Da pessoa que está socorrendo: Este deve ajoelhar-se ao lado do acidentado,</p><p>de modo que seus ombros fiquem diretamente sobre o esterno do acidentado.</p><p>Duas manobras principais são recomendadas para a desobstrução manual das</p><p>vias aéreas:</p><p>• Manobra dos Dedos Cruzados: Pressionar o dedo indicador contra os dentes</p><p>superiores e polegar – cruzado sobre o indicador – contra os dentes inferiores</p><p>• Manobra de Levantamento da Língua / Mandíbula: Deve ser feita com o</p><p>acidentado relaxado. Introduzir o polegar dentro da boca e garganta do acidentado.</p><p>Com a ponta do polegar, levantar a base da língua. Com os dedos segurar a mandíbula</p><p>ao nível do queixo e trazê-la para frente</p><p>A ventilação artificial é indicada nos casos de as vias aéreas estarem</p><p>permeáveis e na ausência de movimento respiratório. Os músculos de uma pessoa</p><p>inconsciente estão completamente relaxados. A língua retrocederá e obstruirá a</p><p>garganta. Para eliminar esta obstrução, fazer o que foi descrito anteriormente.</p><p>Constatada a permeabilidade das vias aéreas e a ausência de movimento respiratório,</p><p>passar imediatamente à aplicação da respiração boca a boca.</p><p>Foto: reprodução</p><p>11</p><p>RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA</p><p>Universalmente a ventilação artificial sem auxílio de equipamentos provou que</p><p>a respiração boca a boca é a técnica mais eficaz na ressuscitação de vítimas de parada</p><p>cardío-respiratória. Esta manobra é melhor que as técnicas de pressão nas costas ou</p><p>no tórax, ou o levantamento dos braços; na maioria dos casos, essas manobras não</p><p>conseguem ventilar adequadamente os pulmões.</p><p>Para iniciar a respiração boca a boca e promover a ressuscitação cardío-</p><p>respiratória, deve-se obedecer a seguinte sequência:</p><p>• Deitar o acidentado de costas.</p><p>• Desobstruir as vias aéreas.</p><p>• Remover prótese dentária (caso haja).</p><p>• Limpar sangue ou vômito.</p><p>• Pôr uma das mãos sob a nuca do acidentado e a outra mão na testa.</p><p>• Inclinar a cabeça do acidentado para trás ate que o queixo fique em um nível</p><p>superior ao do nariz, de forma que a língua não impeça a passagem de ar, mantendo-a</p><p>nesta posição.</p><p>• Fechar bem as narinas do acidentado, usando os dedos polegar e indicador,</p><p>utilizando a mão que foi colocada anteriormente na testa do acidentado.</p><p>• Inspirar profundamente.</p><p>• Colocar a boca com firmeza sobre a boca do acidentado, vedando-a</p><p>totalmente.</p><p>• Soprar vigorosamente para dentro da boca do acidentado, até notar que seu</p><p>peito está levantando.</p><p>• Fazer leve compressão na região do estômago do acidentado, para que o ar</p><p>seja expelido.</p><p>• Inspirar profundamente outra vez e continuar o procedimento na forma</p><p>descrita, repetindo o movimento tantas vezes quanto necessário (cerca de 15 vezes</p><p>por minuto) até que o acidentado possa receber assistência médica.</p><p>Se a respiração do acidentado não tiver sido restabelecida após as tentativas</p><p>dessa manobra, ela poderá vir a ter parada cardíaca, tornando necessária a aplicação</p><p>de massagem cardíaca externa.</p><p>12</p><p>Massagem Cardíaca Externa ou Compressão Torácica</p><p>É o método efetivo de ressuscitação cardíaca que consiste em aplicações</p><p>rítmicas de pressão sobre o terço inferior do esterno. O aumento generalizado da</p><p>pressão no interior do tórax e a compressão do coração fazem com que o sangue</p><p>circule.</p><p>Mesmo com a aplicação perfeita das técnicas a quantidade de sangue que</p><p>circula está entre 10% a 30% do normal. Para realizar a massagem cardíaca externa</p><p>deve-se posicionar a vítima em decúbito dorsal como já citado anteriormente.</p><p>Posicionar ajoelhado, ao lado do acidentado e num plano superior, de modo que possa</p><p>executar a manobra com os braços em extensão.</p><p>Em seguida apoiar as mãos uma sobre a outra, na metade inferior do esterno,</p><p>evitando fazê-lo sobre o apêndice xifóide, pois isso tornaria a manobra inoperante e</p><p>machucaria as vísceras. Não se deve permitir que o resto da mão se apóie na parede</p><p>torácica. A compressão deve ser feita sobre a metade inferior do esterno, porque essa</p><p>é a parte que está mais próxima do coração.</p><p>Com os braços em hiper-extensão, aproveite o peso do seu próprio corpo para</p><p>aplicar a compressão, tornando-a mais eficaz e menos cansativa do que se utilizada a</p><p>força dos braços. Aplicar pressão suficiente para baixar o esterno de 3,8 a 5</p><p>centímetros para um adulto normal e mantê-lo assim por cerca de meio segundo. O</p><p>ideal é verificar se a compressão efetuada é suficiente para gerar um pulso carotídeo</p><p>palpável. Com isso se obtém uma pressão arterial média e um contorno de onda de</p><p>pulso próximo do normal.</p><p>Em seguida remover subitamente a compressão que, junto com a pressão</p><p>negativa, provoca o retorno de sangue ao coração. Isso sem retirar as mãos do tórax</p><p>da vítima, garantindo assim que não seja perdida a posição correta das mãos. As</p><p>compressões torácicas e a respiração artificial devem ser combinadas para que a</p><p>ressuscitação cardío-respiratória seja eficaz.</p><p>A relação ventilações/compressões varia com a idade do acidentado e com o</p><p>número de pessoas que estão fazendo o atendimento emergencial. A frequência das</p><p>compressões torácicas deve ser mantida em 80 a 100 por minuto. Com a pausa que é</p><p>efetuada para ventilação, a frequência real de compressões cai para 60 por minuto.</p><p>A aplicação da massagem cardíaca externa pode trazer consequências graves,</p><p>muitas vezes fatais. Podemos citar dentre elas, fraturas de costelas e do esterno,</p><p>separação condrocostal, ruptura de vísceras, contusão miocárdica e ruptura</p><p>ventricular. Essas complicações, no entanto, poderão ser evitadas se a massagem for</p><p>13</p><p>realizada com a técnica correta. É, portanto, muito importante que nos preocupemos</p><p>com a correta posição das mãos e a quantidade de força que deve ser aplicada.</p><p>A massagem cardíaca externa deve ser aplicada em combinação com a</p><p>respiração boca a boca. O ideal é conseguir alguém que ajude para que as manobras</p><p>não sofram interrupções devido ao cansaço.</p><p>Fonte ministério da saúde, Fiocruz.</p><p>Fonte: Portal do Cidadão. Secretaria do Estado de Saúde de Alagoas. Parada Cardio-respiratório.</p><p>Disponível em: <http://cidadao.saude.al.gov.br/saude-para-voce/primeiros-socorros/parada-</p><p>cardiorespiratorio/>. Acesso em 05 Jan. 2018.</p>