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<p>ortodontia</p><p>ODONTO.RESUMOSLARI</p><p>Larissa Eulália 2020.1</p><p>1</p><p>AULA 1 DESENVOLVIMENTO DA DENTIÇÃO E DA OCLUSÃO 13.02.2020</p><p>O Homem é difiodonte e, portanto, tem 2 dentições (decídua e permanente) e 3 dentaduras</p><p>(decídua, mista e permanente).</p><p>ODONTOGÊNESE</p><p>Arcos braquiais</p><p>1. Maxila, mandíbula e mm mastigatórios</p><p>2. Mm faciais e nervo facial</p><p>3. Corpo do hioide e n glossofaríngeo</p><p>4. Mm elevadores do palato</p><p>5. Desaparece</p><p>6. Mm intrínsecos da laringe e n laríngeo recorrente</p><p>Origem embrionária dos Decíduos</p><p>Entre 7ª e 10ª SVIU</p><p>Epitélio oral + ectomesenquima subjacente = banda epitelial</p><p>8ª SVIU formação do germe dentário pela lamina dentaria que proliferou</p><p>15ª SVIU processo de dentinogenese</p><p>Até 4º mês de VIU formato dos arcos dentários</p><p>Fases</p><p>- botão: invaginação do Epit. O e condensação do Ectom.</p><p>- capuz: proliferação epit., órgão do E</p><p>- campanula: folículo dente., degenaraçao lamina dentária</p><p>- coroa: amelog. E dentinog.</p><p>- raiz: B.H, restos epit. De malassez, periodonto</p><p>DENTIÇÃO DECÍDUA</p><p>Características da dentição nos 6 primeiros meses de vida:</p><p>crescimento vertical do processo alveolar (ganho de altura no terço inf da face);</p><p>germes envolvidos pela cripta óssea;</p><p>processo alveolar com a irrupção.</p><p>Início da D.D</p><p>Incisivos sup e inferiores decíduos irrompem são guiados pela musculatura peribucal e</p><p>língua – guia incisal. *primeiros indícios de mastigação.</p><p>Língua tem posição de repouso modificada</p><p>Ganho de DV da face</p><p>Funções musculares modificadas</p><p>Primeiro dente são os I.C.I aos 6m. aos 2 a e meio a decídua já está completa e em</p><p>função. Aos 3 anos processo completo de rizogenese.</p><p>3 a 5 anos período de repouso aparente</p><p>Lamina</p><p>dentaria Lamina</p><p>vestibular</p><p>Larissa Eulália 2020.1</p><p>2</p><p>Cronologia e sequencia de irrupção do D.D</p><p>Fatores que interferem na irrupção</p><p>Nutrição, nascimento prematuro, amamentação, condição sistêmica, nível socioeconômico e gênero.</p><p>A suplementação nutricional durante a gravidez influencia na cronologia de erupção.</p><p>Características normais da D.D.</p><p>Dentes implantados verticalmente</p><p>Sem curva de Spee ou de Wilson</p><p>Mordida de topo, suave protrusão, suave mordida aberta anterior e sobremordida exagerada.</p><p>Relação terminal dos 2º Molares Decíduos</p><p>Plano terminal reto: a distal DO 2ºMSd e 2º MId estão no mesmo plano vertical. OBS.: Classe I ou II</p><p>Plano terminal com degrau Mesial para mandíbula: a DISTAL o 2ºMId está anterior ou mesial à DISTAL</p><p>do 2º MSd. OBS.: Classe III.</p><p>Plano terminal com degrau Distal para mandíbula: a DISTAL do 2ºMSd oclui mesialmente à DISTAL do</p><p>2ºMId. OBS.: sempre evolui para uma Classe II.</p><p>Má oclusões da D.D</p><p>Mordida aberta anterior (por hábitos de sucção ou perda precoce, autocorrige.)</p><p>Mordida cruzada post. Uni ou bilateral (por ausência ou diminuição da amamentação,</p><p>necessário correção com aparelhos.)</p><p>Mordida cruzada ant.</p><p>Perdas precoces</p><p>Larissa Eulália 2020.1</p><p>3</p><p>DENTADURA MISTA</p><p>Fase de transição que dura 7anos.</p><p>Divindade em três períodos: 1º e 2º período transitório que é irrupção ativa e período intratransitório</p><p>que é o de calmaria clínica, mas intensa atividade irruptiva intra-ósssea.</p><p>1º PERIODO TRANSITÓRIO</p><p>Irrupção do 1ºMI perm e Incisivos perm.</p><p>PERÍODO INTRATRANSITÓRIO</p><p>Incisivos e molares permanentes, caninos e molares decíduos presentes.</p><p>Grandes mudanças intraósseas</p><p>Posição vestíbulo-lingual satisfatória do I.S pelos lábios e vestibularizaçao dos I.I pela</p><p>língua.</p><p>2º PERÍODO TRANSITÓRIO</p><p>Irrupção do 2 M perm e do C e PM perm</p><p>Diferença na sequência de irrupção, mais adiantada em meninas.</p><p>Maxila → 6 2 1 4 5 3 7 Mandíbula→ 6 2 1 3 4 5 7</p><p>DENTIÇAO PERMANENTE</p><p>Termina aos 12 anos com a irrupção dos 2º M perm. (depois de todos antes dele).</p><p>Fatores que podem interferir na irrupção</p><p>Sequencia</p><p>Espaço disponível (Nance)</p><p>Perdas prematuras</p><p>Relação dos 1º Molares perm.</p><p>Alterações nos arcos durante o desenvolvimento da oclusão</p><p>Como o molar permanente obtém espaço para irromper?</p><p>Crescimento mandibular (reabs. Na parede anterior do ramo ascedente e aposição na</p><p>posterior).</p><p>E os incisivos permanentes?</p><p>Inclinação vestibular; crescimento durante a troca; espaços primatas e diastemas</p><p>fisiológicos anteriores, inclinação distal que gera pequenos diastemas anteriores. – fase do</p><p>patinho feio</p><p>Como o C e PM permanente obtém espaço para irromper?</p><p>Espaço Livre de Nance (diferença entre a soma da distância M-D do canino decíduo até o 2º</p><p>M decíduo e a distância M-D do canino perm. até o 2ºPM perm.; esta é de ≅ 1 �� de cada</p><p>lado na maxila e de ≅ 1,7 � 2 �� na mandíbula.</p><p>Larissa Eulália 2020.1</p><p>4</p><p>DISTÂNCIA INTERCANINOS</p><p>Até a dentição Perm: max 4mm e mand 3mm. Importante para melhor acomodar os</p><p>incisivos permanentes.</p><p>DISTANCIA INTERPRÉ-MOLARES</p><p>Não tem grandes acontecimentos</p><p>DISTANCIA INTER-MOLARES</p><p>Até a dentição Perm.: max é 3mm e mand 2mm. Tem um aumento quando os molares</p><p>irrompem e crescimento em largura dos maxilares.</p><p>COMPRIMENTO DO ARCO</p><p>Medido da linha média a uma linha tangente à distal dos 2º M decíduos ou 2PM.</p><p>I.C.S irrompem vestibularizados 2 a 3mm.</p><p>i.I. ficam lingualizados.</p><p>Se movem labialmente e o arco inf. encurta em 3mm por conta da diminuição do</p><p>perímetro.</p><p>PERÍMETRO DO ARCO</p><p>Da mesial do 1ºM perm direito à mesial do 1ºM perm esquerdo.</p><p>O inferior diminui em 5mm por conta do deslocamento mesial tardio dos molares,</p><p>componente anterior de fora, desgastes interproximais e I.I. lingualizados.</p><p>OCLUSAO NORMAL</p><p> Presença de todos os permanentes</p><p> Sem diastemas ou apinhamentos</p><p> Relação normal de molares e caninos</p><p> Sobrressaliencias e sobremordidas normais</p><p>APINHAMENTOS</p><p>Primário → desalinhamento dos anteriores no primeiro período tardio</p><p>Secundário → na região de caninos e pré molares no período tardio da dentadura mista</p><p>Terciário → na região de incisivos, aparece tardiamente, na dentadura perm. Madura.</p><p>REFERENCIAS: JANSON, G et al. Introdução à ortodontia. São Paulo: Artes Médicas, 2013. Serie</p><p>Abeno</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>1</p><p>Aula 3 ETIOLOGIA DAS MÁS OCLUSOES</p><p>É importante conhecer a etiologia para definir o diagnóstico e o plano de</p><p>tratamento.</p><p>Lembrar que:</p><p>- a mandíbula dos bebes é retruída ao nascimento;</p><p>- o potencial genético que permite voltar;</p><p>- complicações|consequências de alterações do complexo dento-</p><p>esquelético-muscular-facial.</p><p>CAUSAS ESPECÍFICAS DAS MÁS OCLUSÕES</p><p> Distúrbios no Desenvolvimento Embrionário</p><p> Distúrbios no Crescimento Esquelético</p><p> Disfunção Muscular</p><p> Acromegalia e Hipertrofia Hemimandibular</p><p> Distúrbios no Desenvolvimento Dentário</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS MÁS OCLUSÕES</p><p>1. Fatores genéticos</p><p>2. Fatores ambientais</p><p>Algumas são predominantemente genéticas ao passo que alguns sofrem</p><p>influência do ambiente.</p><p>Quanto maior a influência ambiental em relação à genética, maior a</p><p>possibilidade de prevenção.</p><p>Lembrando que maxila, mandíbula e dente só sofre COMBINAÇAO DE GENE.</p><p>O crescimento não é alterado, apenas REDIRECIONADO.</p><p>GENÉTICOS</p><p>Os genes definem o tamanho e a forma dos dentes, e tamanho relativo dos ossos</p><p>faciais.</p><p>As irregularidades genéticas não podem ser prevenidas, mas podem ser atenuadas</p><p>com intervenção ortodôntica, ortopédica ou cirúrgica dependendo da localização,</p><p>extensão e da gravidade da má oclusão.</p><p>OBS.: Estágio de Nola 5 em diante não necessita de mantenedor de espaço.</p><p># IRREGULARIDADES DENTO-FACIAIS</p><p>1. Tipo facial</p><p>1- Braquifacial → largura facial predominante, arco quadrado, rescimento horizontal</p><p>maior do que vertical. A principal má oclusão associada é a sobremordida exagerada</p><p>(mand. proeminente).</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>2</p><p>2- Dolicofacial → altura facial predominante, mordida aberta e cruzada posterior</p><p>devido à arcada estreita e longa (sem mandíbula marcada). Crescimento vertical maior</p><p>do que horizontal.</p><p>3- Mesofacial →crescimento proporcional entre</p><p>os diâmetros vertical e horizontal.</p><p>2. Padrão esquelético facial</p><p>Padrão I → crescimento equilibrado do esqueleto, com um perfil reto e um selamento</p><p>labial passivo (paciente não faz força para fechar a boca).</p><p>Padrão II → perfil convexo, com o lábio superior projetado (“bicudo”) e o inferior</p><p>evertido (virado para baixo). Esses pacientes geralmente tem queixa de “dentes muito</p><p>pra frente” e/ou “pouco queixo”.</p><p>Padrão III → perfil côncavo, e frequentemente apresentam mordida cruzada anterior</p><p>(dentes de baixo a frente dos superiores, conforme a imagem acima) ou em topo</p><p>(incisivos inferiores ocluindo topo a topo com os superiores).</p><p>A forma se estabelece precocemente e seu diagnostico é possivel desde a</p><p>dentiçao decídua.</p><p>3. Discrepancia entre dente e osso</p><p>O tamanho dental é determinado por uma combinaçao genetica, assim como os</p><p>maxilares.</p><p>4. Anomalias dentárias</p><p>Numero</p><p>Supranumerários: quando há um estimulo maior durante a fase incial da odontogenese.</p><p>Prevalencia na maxila; dentes de forma conica; causam diastemas; impactaçao; alteração no</p><p>trajeto de erupção; indução na formação de cistos; separação das raízes de dentes</p><p>vizinhos; reabsorção das raízes de dentes vizinho.</p><p>Ausencia: normalmente é bilateral, podendo ser parcial ou total e em qualquer dentiçao.</p><p>Ausencia congenita: Conseqüências: retenção prolongada dos dentes decíduos (vai</p><p>causar um hipodesenvolvimento do alvéolo no sentido vertical); espaços residuais; migrações</p><p>dentárias; desarmonia oclusal.</p><p>Tamanho</p><p>Macro e microdontia, caracterezidas em 3 grupos:</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>3</p><p>Localizada (um dente só, geralmente conóides)</p><p>Generalizada (arcada completa) – pode ser relacionada a um dente ser muito grande ou</p><p>muito pequeno; ou em comparaçao com um dente em realaçao ao tamanho da arcada.</p><p>*se os dentes de fato forem grandes para uma arcada normal teremos entao uma macrodontia</p><p>generalizada verdadeira.</p><p>Relativa (Ex.: paciente c gigantismo, mas dentes no tamanho normal e uma arcada</p><p>enorme). A causa não é no dente e sim na arcada.</p><p>Forma</p><p>Geminação: tentativa de divisão do germe dentário na incisal ou oclusal. Consequências:</p><p>prejudica a estética, aumento do comprimento M-D do arco, difícil movimentação ortodôntica.</p><p>Fusão: tentativa de união do germe dentário. Observamos na região coronária. As</p><p>conseqüências são as mesmas da geminação.</p><p>Concrescencia: é uma fusão acontecendo só na região de cemento.</p><p>Dilaceração: pode ser prevista, o trauma induz a dilaceração e quando tem certamente vai</p><p>ter uma dificuldade na movimentação ou uma impossibilidade de movimentação ortodôntica.</p><p>Causa: trauma ou infecção(atento a infecção óssea dessa região). Ex.:paciente jovem</p><p>traumatizou o germe do permanente; tem que ficar atento a ele pois pode desenvolver em</p><p>dilaceração.</p><p>Dentes conóides: vemos com muita freqüência. Alteração mais vista nos incisivos</p><p>laterais (maior incidência). Conseqüências: diminuição do comprimento do arco, diastemas,</p><p>problemas estéticos. Para tratar podemos fazer restauração. Conseguimos visualizar nos</p><p>pacientes assim que os incisivos erupcionam.</p><p>Taurodontia: dente com bifurcação radicular mais apicalmente. Sua movimentação é mais</p><p>difícil. A causa é a falta de invaginação da bainha epitelial de Hertwig, causa esse aumento do</p><p>processo apical, ele passa a ser mais superior ou inferior à furca.</p><p># RETENÇAO PROLONGADA DO DECÍDUO</p><p>Causa: falta de sicronia entre rizólise e rizogenese; rigidez do periodonto; anquilose do</p><p>decíduo ou ausencia do permanente.</p><p># IRRUPÇAO TARDIA DO PERMAMENTE</p><p>Causa: presença de um supran. ou raiz de um decíduo; barreira de tecido fibroso ou</p><p>óssea; pode ter dilaceraçao radicular e perda do dente, em especial um anterior</p><p>superior.</p><p># VIAS DE IRRUPÇAO NORMAL</p><p>CS falta de espaço ficam retidos ou irrompem por Vestibular. 2MI fica impactado ou</p><p>OBS.: mandibula não dijunta poque a sutura intermandibular fusiona, faz expansao</p><p>dento alveolar.</p><p>5. Infraoculsao em molares decíduos</p><p>Pode ser encontrada em dentes com anquilose dento-alveolar, e podecausar</p><p>prejuízos ao desenvolvimento da oclusão.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>4</p><p>6. Anomalias cranio-faciais</p><p>Disostose cleidocraniana: defeito congênito. Hipoplasia de clavícula; retrusão maxilar</p><p>e protrusão mandibular (normalmente é um paciente classe III); retenção prolongada</p><p>de dentes decíduos; gengiva fibrosa; erupção tardia dos dentes permanentes (muitas</p><p>vezes tornam-se inclusos); dentes supranumerários; hipoplasia cementária.</p><p>Displasia ectodérmica: hipotricose (pouco cabelo, hipo hidrataçao).</p><p>Fissuras palatinas: congenita e que resulta na falta de coalescencia dos segmentos</p><p>que formam o lábio e o palato.</p><p>Hipotireoidismo: deficiencia dos hormonios T3 e T4. Mordida aberta, retardo na</p><p>erupçao, hipoplasias.</p><p>Sífilis congenita: Se adquirida durante a gestação pode dar problema no feto, e leva a</p><p>mor te de muitos bebês. Características da sífilis congênita: maxila curta e palato</p><p>profundo; nariz em sela; molares em amora; incisivos em forma de barril; em casos mais</p><p>graves temos a tríade de Hutchinson em q o paciente vai apresentar hipoplasia de</p><p>incisivos e molares, surdez, queratite intersticial (pele seca e com mtelasticidade).</p><p>AMBIENTAIS</p><p>1. Acidentes e traumatismos: descoloração do E; hipoplasia; irrupção ectópica.</p><p>2. Perda precoce dos decíduos: diminuição do perímetro do arco. OBS.: quando</p><p>a perda é unilateral, tem desvio na linha média.</p><p>3. Perda dos permanentes</p><p>4. Hábitos bucais (deglutição normal e deglutição atípica)</p><p>5. Interposição lingual</p><p>6. Restauração inadequada</p><p>7. Cárie</p><p>8. Deficiência nutricional</p><p>9. Dentes desvitalizados</p><p>UNIESP Larissa Eulália 2020.1</p><p>1</p><p>ORTODONTIA: Biomecânica do movimento dentário</p><p>A movimentação ortodôntica é resultado da resposta biológica do L.P. e Osso Alveolar</p><p>frente ao estimulo provocado pelas forças aplicadas ao dente por meio de aparelhos</p><p>ortodônticos.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS</p><p>Fisiológico: são os movimentos naturais (erupção, deslocamento mesial ou</p><p>distal para manter a posição funcional) e que acontece por reabsorção do</p><p>osso coronal e aposição do apical.</p><p>Induzido: movimento por meio de aparelhos ortodônticos que aplicam força (a</p><p>resposta tecidual é mais rápida e a reação tecidual, mais intensa).</p><p>A movimentação ortodôntica só é conseguida graças à elasticidade do osso, que</p><p>permite deslocar horizontalmente o dente.</p><p>TIPOS DE MOVIMENTO ORTODÔNTICO</p><p>Inclinação: força aplicada para movimentar no sentido vestíbulo-lingual,</p><p>alterando longo eixo, fulcro (centro de rotação) na raiz.</p><p>Angulação: força aplicada para movimentar no sentido mesio-distal.</p><p>Translação: movimento do dente como um todo, coroa e raiz se desloca no</p><p>mesmo sentido, mas sem alterar o longo eixo.</p><p>Rotação: força aplicada para movimentar o dento ao longo do seu próprio</p><p>eixo. *complexo</p><p>Extrusão: força aplicada para movimentar o dente no sentido oclusal.</p><p>TODA FORÇA APLICADA NO L.P É TRANSMITIDA PARA O O. ALVEOLAR.</p><p>AÇÃO DAS FIBRAS PERIODONTAIS + PRESSÃO HIDRÁULICA DO LÍQUIDO INTERSTICIAL,</p><p>DEVOLVEM AO DENTE, COM A REMOÇÃO DA CAUSA, SUA POSIÇÃO NORMAL.</p><p>UNIESP Larissa Eulália 2020.1</p><p>2</p><p>Intrusão: força aplicada para movimentar o dente no sentido apical. * muito</p><p>complexo, de difícil controle e risco muito alto de pulpite ou necrose pulpar</p><p>Torque: ou movimento da raiz, com fulcro (centro de rotação) na coroa do</p><p>dente, é realizado quando ao Rx observa que a raiz está ocupando o lugar</p><p>errado e precisa ser direcionado</p><p>COMO OCORRE O MOVIMENTO DENTÁRIO?</p><p>Fatores mecânicos ou biológicos → força aplicada → reação do periodonto → movimento</p><p>Que depende de: células periodontais, estímulo mecânico, alteração tecidual +</p><p>mediador químico e remodelação óssea.</p><p>TEMPO E AS REAÇÕES</p><p>1 segundo: pequeno desvio de posição normal (deflexão) do processo</p><p>alveolar.</p><p>1 a 2 segundos: compressão do L.P e movimento dentário</p><p>3 a 5 segundos: compressão parcial dos vasos sanguíneos no lado de pressão e</p><p>dilatação no lado de tensão</p><p>Minutos: alteração do fluxo sanguíneo e da oxigenação no L.P</p><p>Horas: alterações metabólicas no L.P</p><p>2 dias: remodelação óssea</p><p>TIPOS DE FORÇA</p><p>Tensionais: forças que tendem a puxar os corpos, alongando-os (+)</p><p>Compressivas: forças que tendem a comprimir os corpos, achatando-os (-)</p><p>Ótima: 20 a 26 gramas/cm², aquela que proporciona uma movimentação</p><p>rápida, sem desconforto e sem perda óssea ou reabsorção radicular.</p><p>IMPORTANTE: Lado da força gera estiramento</p><p>das fibras (tensão → neoformação) e no lado</p><p>oposto gera compressão das fibras (pressão</p><p>→ reabsorção).</p><p>UNIESP Larissa Eulália 2020.1</p><p>3</p><p>MAGNITUDE DA FORÇA</p><p>Suave: comprime suavemente os vasos sanguíneos do L.P, mas não interrompe</p><p>o fluxo. A força é mais suave que a pressão interna dos capilares. No lado da</p><p>pressão há hipóxia e então há reabsorção direta.</p><p>Intensa: força que supera a pressão interna dos capilares gerando</p><p>colabamento dos vasos pela pressão e anóxia do L.P e consequente necroso e</p><p>então os clastos realizam reabsorção indireta ou a distância.</p><p>O início da movimentação dentária acontece de forma abrupta após uma semana</p><p>de aplicação da força.</p><p>RITMO DE APLICAÇÃO DA FORÇA</p><p>Contínua: surge no momento da instalação do aparelho e persiste por dias,</p><p>mantendo-se com a mesma magnitude. É o que acontece nos aparelhos fixos.</p><p>Ex.: autoligado.</p><p>Contínua dissipante: a magnitude decai ao longo do período de atividade. Ex.:</p><p>convencional.</p><p>Intermitente: durante a ativação há momentos de ausência total da</p><p>magnitude e tem outros com presença de força. Nesse caso, as lesões são</p><p>menores já que o periodonto tem longos períodos de recuperação. É o que</p><p>acontece com os removíveis. Ex.: extrabucal noturno, ortopédicos.</p><p>INTERVALO DA APLICAÇÃO DA FORÇA</p><p>A ativação dos aparelhos deve ser de 21 a 30 dias.</p><p>REABSORÇÃO RADICULAR</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>1</p><p>Aula 5 Classificação de Angle e Lischer</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE</p><p>→ Relação dos primeiros Molares Superiores com os Molares Inferiores</p><p>→ Pode refletir um alteração do crescimento ósseo</p><p>CLASSE I DE ANGLE (NEUTROCLUSAO)</p><p> Encaixe ideal</p><p> Cúspide MV do 1MS oclui no sulco MV do 1MI.</p><p>Obs.: pode ainda assim ter má oclusões.</p><p>CLASSE I I DE ANGLE (DISTOCLUSAO)</p><p> Cúspide MV do 1MS oclui mesialmente ao sulco MV do 1MI.</p><p> Molares inferiores distalizados em relação aos superiores</p><p> Divisões:</p><p>1ª divisão 2ª divisão</p><p>Incisvos Vestibularizados - projetado Verticalizados</p><p>Arco superior Estreito e longo Menos estreitos</p><p>Lábios Flácidos e hipotônicos Normais e hipertônicos</p><p>Perfil Característico convexo</p><p>(reto)</p><p>Levemente convexo</p><p>(harmonioso)</p><p>Respiração Bucal Nasal</p><p>Overjet grande Overjet pequeno</p><p> Subdivisões (o lado que está a alteração):</p><p>Lado direito e esquerdo → só classe II com divisões</p><p>Lado direito classe I e lado esquerdo classe II → subdivisão esquerda</p><p>Lado direito Classe II e lado esquerdo classe I → subdivisão direita</p><p>Por que o MI está à frente do MS?</p><p>Porque os Incisivos inf. Tem distância MD</p><p>menor que os superiores, todo o arco inf.</p><p>Tende a ir p frente.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>2</p><p>CLASSE I I I DE ANGLE (MESIOCLUSAO)</p><p> Cúspide MV do 1MS oclui distalmente ao sulco MV do 1MI.</p><p> Perfil côncavo com projeção de lábio inferior</p><p> Molares inferiores muito mesializados em relação aos superiores</p><p> Incisivos em relação de topo (overjet negativo ou em topo)</p><p> Subdivisões</p><p>CLASSIFICAÇAO DE LISCHER</p><p>→ Situação individual do dente</p><p>→ Prefixo que indica a posição e sufixo versão.</p><p>VESTIBULOVERSÃO</p><p> Dente inclinado para a região do vestíbulo oral.</p><p>LINGUOVERSÃO</p><p> Dente inclinado para a região lingual.</p><p>MESIOVERSÃO</p><p> Dente inclinado para mesial em relação à linha média.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>3</p><p>DISTOVERSÃO</p><p> Dente inclinado para distal (afastado) rem relação à linha média.</p><p>INFRAVERSÃO</p><p> Dente abaixo da linha média.</p><p>SUPRAVERSÃO</p><p> Dente acima da linha média.</p><p>AXIVERSÃO</p><p> Alteração da inclinação do longo eixo dental.</p><p>GIROVERSÃO OU TORCIVERSÃO</p><p> Rotação do dente em torno do seu longo eixo.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>4</p><p>TRANSVERSÃO</p><p> Troca de posição dos dentes no arco com outro dente.</p><p>PEVERSÃO</p><p> Dente impactado</p><p>REFERENCIAS</p><p>VELLINI, F. Ortodontia: Diagnóstico e planejamento clínico, 7ª ed. São Paulo 2008.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>1</p><p>AULA 3 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO CRÂNIO FACIAL 20.02.2020</p><p>Crescimento → a partir da divisão celular gerando aumento de tamanho.</p><p>Desenvolvimento → sequência de acontecimentos biológicos. Estes, sofrem</p><p>herança genética e fatores ambientais.</p><p>O osso tem origem a partir de uma cartilagem ou tecido conjuntivo.</p><p>Intramembranosa → áreas de tensão. Crânio, mandíbula e esfenoide.</p><p>Endocondral → áreas de compressão. Articulações móveis e em algumas</p><p>partes da base do crânio.</p><p>Todo crescimento ósseo é um ciclo de deposição e reabsorção. Sempre que a</p><p>deposição é maior, o osso aumenta e desloca-se.</p><p>TEORIAS</p><p>Teoria da matriz funcional de Moss (1962)</p><p>O crescimento ósseo é consequência da matriz funcional (tecidos associados,</p><p>volumes). A função estimula o crescimento ósseo. O osso só resce pq outro</p><p>órgão cresce.</p><p>Teoria de Van Limborg</p><p>O crescimento é orientado por fatores genéticos, epigenicos (olhos, cérebro,</p><p>cavidades) e ambientais (força musculas e pressão).</p><p>Teoria Sutural de Sicher (1947)</p><p>“O crescimento facial depende das suturas e do periósteo como centros</p><p>primários de crescimento.” A proliferação do tecido conjuntivo fator</p><p>responsável pelo deslocamento das partes envolvidas em direções opostas.</p><p>Todos os ossos do complexo nasomaxilar são intramaembranosos, exceto o</p><p>septo.</p><p>PERIODO PRÉ NATAL</p><p>Embriogenese</p><p>Formação da face</p><p>• Processo frontal → fossetas nasais</p><p>• Processo maxilar → maxila, arco zigomático e porção escamosa do temporal</p><p>• Processo mandibular → lábio inferior</p><p>• Processo nasal lateral → asa do nariz</p><p>• Processo fronto-nasal</p><p>• Processo nasal medial → lábio superior, porção media do nariz, palato primário.</p><p>O palato primário é formado pela fusão do processo nasal medial, o palato secundário,</p><p>pela fusão das cristas palatinas do processo maxilar pela 8ª semana.</p><p>Obs.: Uma fenda é gerada quando não há fusão do processo nasal com o</p><p>maxilar.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>2</p><p>OSSIFICAÇÃO</p><p>Cartilagonosa: controlada geneticamente.</p><p>Intramembranosa: o musculo é aderido fortemente, com um estimulo faz o osso se</p><p>desenvolver. (Predominantemente craniofacial)</p><p>MECANISMO DE CRESCIMENTO</p><p>Remodelação: aposição (superfície em direção ao crescimento) e reabsorção</p><p>(superfície oposta)</p><p>Deslizamento: movimento gradual da área óssea que está em crescimento através da</p><p>remodelação.</p><p>Deslocamento: movimento de todo o osso como uma unidade à medida que ele remodela.</p><p>Princípio em V de Enlow</p><p>Muitos ossos faciais têm uma configuração em V. A Aposição (+) ocorre na superfície</p><p>interna, e a reabsorção (-) na externa. À medida que o V se movimenta, ele aumenta</p><p>de tamanho. IMPORTANTE</p><p>A Síndrome de Pierre Robin ou Sequência de</p><p>Pierre Robin, é uma doença rara que se</p><p>caracteriza por anomalias faciais como</p><p>mandíbula diminuída, queda da língua para a</p><p>garganta, obstrução das vias pulmonares e</p><p>fenda no palato. É congênita. Durante a</p><p>formação da cavidade cardíaca, a cabeça é</p><p>jogada para trás, a língua abaixa e a mandíbula</p><p>cresce, mas nesse caso isso não ocorre.</p><p>Primário: conforme o osso cresce, se desloca</p><p>no sentido oposto, afastando-se do vizinho</p><p>(por força de expansão dos tecidos moles que</p><p>o recobrem). Iniciador do crescimento; tem</p><p>força para separar o osso e não se adapta.</p><p>Ex.: septo nasal, cartilagens e sincondroses.</p><p>Secundário: se dá pelo crescimento de outros</p><p>ossos relacionados a ele. Ajusta-se ao</p><p>crescimento e não tem força para separar</p><p>osso. Adapta-se. Ex.: suturas e côndilos.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>3</p><p>CRESCIMENTO DO CRANIO</p><p>À medida que o cérebro aumenta, os ossos que recobrem crescem em altura, largura</p><p>e profundidade auxiliado pelas suturas e alongamento das sincondrose além da</p><p>remodelação.</p><p>• Na Síndrome de Crouzon as suturas se fundem precocemente.</p><p>• Na Plagiocefalia há crescimento assimétrico da cabeça.</p><p>A base do crânio é endocondral, tem crescimento anteroposterior e efeito direto na</p><p>parte media da mandíbula.</p><p>CRESCIMENTO DA MAXILA</p><p>• Exclusivamente intramembranosa.</p><p>• Região do túber é a de maior crescimento promovendo alongamento do arco</p><p>na porção posterior.</p><p>• Crescimento para cima (SUP) e para trás (POST) e deslocamento para frente</p><p>(ANT) e para baixo (INF). A ilusão Para Sempre.</p><p>• O processo alveolar adapta-se.</p><p>• Sutura palatina mediana participa do alargamento do palato e do arco</p><p>alveolar.</p><p>• O rebordo sofre reabsorção externamente e aposição internamente.</p><p>•</p><p>CRESCIMENTO DA MANDÍBULA</p><p>• Cartilaginosa nos côndilos e intramembranosa no corpo e nos ramos.</p><p>• O côndilo é o maior centro de crescimento.</p><p>• Ramo e corpo sofre reabsorção na parede anterior e aposição na parede</p><p>posterior.</p><p>• Crescimento para cima (SUP) e para trás (POST) e deslocamento para frente</p><p>(ANT) e para baixo (INF). A ilusão Para Sempre.</p><p>Larissa Eulália</p><p>UNIESP | 2020.1</p><p>4</p><p>•</p><p>ARCOS DENTÁRIOS</p><p>1</p><p>ANÁLISE DE MOYERS 11/09/2020</p><p>Primeiro precisamos relembrar alguns conceitos:</p><p>Perímetro, largura e comprimento dos arcos.</p><p>PERÍMETRO do arco é a distância medida de</p><p>mesial à mesial do 1º Molar Permanente</p><p>COMPRIMENTO do arco é a distância medida da</p><p>linha média à uma linha imaginaria traçada de</p><p>mesial à mesial dos 1º Molares Permanentes.</p><p>LARGURA do arco é a distância de um dente ao</p><p>seu antagonista no hemiarco vizinho.</p><p>LEGENDA</p><p>Vermelho distancia intercanina</p><p>Verde distancia interpré-molares</p><p>Azul distancia intermolares</p><p>Duas dentições (decídua e permanente) e três</p><p>dentaduras (decídua, mista e permanente).</p><p>A melhor fase para Análise de Moyers é durante</p><p>a dentadura mista → fase de transição, muitos</p><p>eventos biológicos.</p><p>CARACTERÍSTICAS DAS DENTADURAS</p><p>DECÍDUA</p><p>Apinhamentos</p><p>Maior crescimento transversal (largura) se dá aos</p><p>6 anos na sutura palatina e na sincondrose</p><p>mandibular.</p><p>Comprimento e perímetro do arco são estáveis;</p><p>Pequenos decréscimos entre 4 e 6 anos</p><p>(diastemas posteriores se fecham)</p><p>MISTA</p><p>Arco volta a crescer transversalmente (largura).</p><p>Moorrees, 1950 diz:</p><p>Arco superior</p><p> Largura intercanina aumenta 5mm dos 5</p><p>aos 13 anos.</p><p> Largura intermolar aumenta 4mm dos 5</p><p>aos 18 anos.</p><p>Arco inferior</p><p> Largura intermolar aumenta 2mm dos 5</p><p>aos 18 anos.</p><p>Divide-se em três períodos:</p><p> Primeiro período transitório</p><p> Período intertransitório</p><p> Segundo período transitório</p><p>Primeiro período transitório → troca dos incisivos</p><p>decíduos pelos incisivos permanentes.</p><p> Aumento no perímetro e no comprimento</p><p>dos arcos dentário</p><p> Dura 2 anos</p><p> Início: 6 anos</p><p> Final: irrupção do ILS</p><p> Ao final, presença dos 4 molares e 4</p><p>incisivos permanentes</p><p> Caninos ainda não sofrem rizólise</p><p>Período intertransitório</p><p> Calmaria clínica</p><p> Caninos intraósseos sofrendo rizólise</p><p>2</p><p>Segundo período transitório → caninos e os</p><p>molares decíduos são trocados pelos caninos</p><p>permanentes e pré-molares</p><p> Comprimento e perímetro do arco</p><p>dentário diminuem</p><p> Esfoliação dos caninos</p><p> Sequência de irrupção</p><p>Mx Md</p><p>1º 1 M 1 M</p><p>2º IC IC</p><p>3º IL IL</p><p>4º 1PM C</p><p>5º 2PM 1PM</p><p>6º C 2PM</p><p>7º 2M 2M</p><p>PERMANENTE</p><p>Crescimento transversal (largura) estável;</p><p>Redução pequena, porém, constante, no</p><p>perímetro dos arcos dentários.</p><p>APINHAMENTOS</p><p>Apinhamento → rotações e deslocamentos</p><p>dentários; desequilíbrio entre as dimensões do</p><p>arco e o volume dos dentes.</p><p>Primário: em dentes anteriores no 1º período</p><p>transitório</p><p>Secundário: em caninos e pré-molares no</p><p>período tardio da dentadura mista</p><p>Terciário: em incisivos já na dentadura</p><p>permanente.</p><p>ESPAÇO LIVRE DE NANCE (LEEWAY SPACE)</p><p>Diferença do tamanho MESIO-DISTAL dos caninos,</p><p>primeiros e segundos molares decíduos em</p><p>comparação com o tamanho MESIO-DISTAL dos</p><p>caninos, primeiros e segundo pré-molares</p><p>permanentes.</p><p> Incisivos e caninos permanentes são</p><p>maiores que incisivos e caninos decíduos.</p><p> Pré-molares são menores que molares</p><p>decíduos.</p><p>Maxila: 0,9 mm Mandíbula: 1,7 mm</p><p>ANÁLISE DOS MODELOS</p><p>A análise de Moyers serve para avaliar a</p><p>quantidade de espaço disponível para os dentes</p><p>permanentes; ou ajustes oclusais.</p><p>Predição do tamanho de caninos e pré-molares</p><p>a partir dos incisivos inferiores;</p><p>Temos uma tabela para os dentes superiores</p><p>e outra para os dentes inferiores, mas nas</p><p>duas usamos o somatório dos incisivos</p><p>inferiores como referência.</p><p>Quantidade de ESPAÇO PRESENTE (EP):</p><p>osso basal</p><p>Quantidade de ESPAÇO</p><p>NECESSÁRIO/REQUERIDO (ER): dente</p><p>Manter, recuperar ou perder espaço.</p><p>3</p><p>Aparelhos mantenedores: placa labioativa, arco</p><p>lingual de Nance, botão de Nance, barra</p><p>transpalatina.</p><p>Aparelhos recuperadores: arco extrabucal,</p><p>distalizadores intrabucal.</p><p>DISCREPÂNCIA DO ARCO</p><p>Diferença entre o perímetro do arco dentário</p><p>(Espaço Presente) e a soma dos diâmetros</p><p>meio-distais dos dentes (Espaço Requerido) de</p><p>um mesmo arco.</p><p>AVALIA OS TAMANHOS DENTARIOS E SUAS</p><p>RELAÇOES COM AS BASES OSSEAS</p><p>DM = EP – ER</p><p>Como definir EP:</p><p>1. da mesial do primeiro molar permanente</p><p>a distal do incisivo lateral;</p><p>2. da distal do incisivo lateral a mesial do</p><p>incisivo central;</p><p>3. da mesial do incisivo central a distal do</p><p>incisivo lateral;</p><p>4. da distal do incisivo lateral a mesial do</p><p>primeiro molar permanente.</p><p>Como definir o ER: somatório do maior diâmetro</p><p>mesio-distal de cada dente</p><p>Conforme vai medindo vai transferindo a medida</p><p>para um papel e depois mede com a régua:</p><p>Passo a passo da análise de Moyers</p><p>1. Determinar o somatório dos diâmetros</p><p>M-D dos incisivos inferiores</p><p>2. A partir dessa soma, utilizar a tabela</p><p>para predizer o valor de caninos e pré-</p><p>molares (usar probabilidade de 75%);</p><p>3. Determinar ER → multiplicar o valor</p><p>encontrado na tabela por 2 e somar</p><p>aos incisivos inferiores. E usamos a</p><p>fórmula: ER= soma M-D inc.inf.+ (valor</p><p>tabela X 2)</p><p>4. Determinar EP → EP = EPa (ant) + EPp</p><p>(post)</p><p>5. Cálculo da discrepância de modelo</p><p>DM = EP - E</p><p>Iniciar sempre pelo arco inferior.</p><p>OBS: Para o arco superior, seguimos a</p><p>mesma sequência de etapas, porém, devemos</p><p>fazer a predição dos caninos e pré-molares a</p><p>partir da soma dos Incisivos inferiores (ver na</p><p>tabela para dentes superiores em 75%), e no</p><p>momento do cálculo final, devemos medir os</p><p>diâmetros dos incisivos superiores!!!</p><p>Com isso se identifica:</p><p>DM POSITIVA → EP>ER → sobra de espaço ósseo</p><p>para a erupção dos dentes permanentes.</p><p>DM NULA EP=ER → tamanho ósseo suficiente.</p><p>Atento! Pois o perímetro do arco diminui quando</p><p>da troca dos decíduos pelos permanentes.</p><p>DM NEGATIVA → EP<ER → falta de espaço</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>1</p><p>1</p><p>Unidade 2/aula1:</p><p>BANDAS ORTODÔNTICAS</p><p>O que são?</p><p>São anéis metálicos cimentados ao redor de</p><p>molares, servem como meio de transmissão de</p><p>forças. Neles podem ser soldados tubos ou</p><p>acessórios (bráquetes, botões, disjuntores e</p><p>acoplados, aparelhos ortopédicos e expansores).</p><p>Tubo</p><p>Botões</p><p>Braquetes</p><p>Tubos</p><p>Soldas</p><p>Obs.: o tubo lingual não tem como ser colado ao</p><p>dente porque nele serão usados aparelhos que</p><p>transmitem a força para o dente e aí ele sozinho não</p><p>possui resistência para isso.</p><p>Atualmente se utiliza bandas?</p><p>Não tanto porque hoje temos excelentes</p><p>materiais adesivos que permitem a colagem do</p><p>braquete direto</p><p>ao molar pois resistem às cargas</p><p>mastigatórias.</p><p>SEQUÊNCIA DE BANDAGEM</p><p>1. Separação dos dentes</p><p>2. Seleção da banda</p><p>3. Acabamento</p><p>4. Soldagem dos tubos</p><p>5. Remoção dos pontos de soldas</p><p>6. Cimentação</p><p>PASSO A PASSO</p><p>1. SEPARAÇÃO DOS DENTES</p><p>Para remover os contatos e criar um espaço para</p><p>adaptação da banda.</p><p>Escolher o menos dolorido para o paciente.</p><p>IMEDIATOS MEDIATOS</p><p> Separador de</p><p>Ivory</p><p> Separador de</p><p>Ferrer</p><p> Fios de algodão 2 a 4</p><p>dias</p><p> Fios de latão 0,6mm 6 a</p><p>10 dias</p><p> Fios de aço 0,5mm 4 a</p><p>6 dias</p><p> Anéis elásticos 2 a 4</p><p>dias</p><p>E agora, qual o melhor?</p><p>Os anéis elásticos causam menos desconfortos,</p><p>além disso, são radiopacos e de fácil instalação.</p><p>2. SELEÇÃO DA BANDA</p><p>São de dois tipos; pré-fabricada e fita.</p><p>BANDAS EM FORMA DE FITAS</p><p>a. vantagens:</p><p> melhor adaptação (individualizada).</p><p>b. desvantagens:</p><p> maior dificuldade na adaptação</p><p> maior tempo de trabalho</p><p> maior desconforto para o paciente</p><p> maior n.º de instrumentos envolvidos.</p><p>BANDAS PRÉ-FABRICADAS</p><p>a. vantagens:</p><p> menor dificuldade de adaptação</p><p> menor tempo de trabalho</p><p> menor desconforto para o paciente</p><p> arsenal menor.</p><p>b. desvantagem:</p><p> maior custo.</p><p>Identificação</p><p>L: esquerda U: superior</p><p>R: direita L: inferior</p><p>ap. fixos</p><p>ap.</p><p>ortopédicos</p><p>Por ex: 36UR é indicada</p><p>para dentes superiores</p><p>do lado direito de</p><p>tamanho 36.</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>2</p><p>2</p><p>TÉCNICA PARA CONFECÇÃO DE BANDAS PRÉ</p><p>FABRICADAS</p><p>1. Cortar a lâmina correta, em</p><p>aproximadamente 8 cm.</p><p>2. Soldar as extremidades.</p><p>3. Preparar encaixe para o alicate 157.</p><p>4. Dar um ponto de solda.</p><p>5. Contornear com o alicate De La Rosa.</p><p>6. Adaptar a banda com alicate 157 e com</p><p>brunidor cauda de peixe.</p><p>7. Alívio das bordas cervicais.</p><p>8. Contornear o reforço com alicate 139.</p><p>9. Dar um ponto de solda no reforço e</p><p>depois cortá-lo do rolo da lâmina.</p><p>10. Completar a soldagem do reforço apenas</p><p>de um lado e levar a banda ao dente</p><p>com alicate 157 para ajustar o reforço.</p><p>11. Cortar a extremidade excedente da</p><p>lâmina.</p><p>12. Soldar a outra extremidade do reforço.</p><p>13. Cortar a última sobra da banda.</p><p>14. Rebater o retalho remanescente com</p><p>solda.</p><p>15. Acabamento com pedras montadas e</p><p>borrachas abrasivas.</p><p>POSICIONAMENTO DA BANDA</p><p>Terço médio das coroas, com as bordas oclusais</p><p>das bandas paralelas às bordas oclusais dos</p><p>dentes, 0,5mm abaixo das cristas marginais (nas</p><p>proximais).</p><p>ACABAMENTO E POLIMENTO DA BANDA</p><p>Com brocas do kit de prótese realizar bisel nas</p><p>cervicais.</p><p>CIMENTAÇÃO</p><p>Material utilizado: CIV FOTOATIVADO</p><p>1. Profilaxia com pasta de pedra-pomes e</p><p>água com taça de borracha em motor</p><p>de baixa rotação, lavagem e secagem</p><p>2. Isolamento relativo da área</p><p>3. Manipulação do cimento</p><p>4. Colocação da banda no dente,</p><p>pressionando-se em direção cervical,</p><p>inicialmente com calcador e</p><p>posteriormente com mordedor de banda</p><p>até a posição adequada</p><p>5. Remoção dos excessos de cimento</p><p>6. Fotoativação do cimento</p><p>Alguns aparelhos precisam de</p><p>“moldagem de transferência”;</p><p>Adaptação da banda ao dente, realiza</p><p>moldagem com alginato, remove a banda do</p><p>dente e coloca no modelo fixando-a com fio de</p><p>aço e depois vaza o modelo com gesso.</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>1</p><p>1</p><p>AULA 5 MANTENEDORES E</p><p>RECUPERADORES DE ESPAÇO</p><p>Sequência harmônica:</p><p>A perda precoce dos dentes decíduos causa</p><p>desequilíbrio estrutural e fonético.</p><p>As maiores causas de perdas precoces são:</p><p> Cárie;</p><p> Impossibilidade de restauração</p><p>adequada;</p><p> Complicações pulpares/processos</p><p>patológicos;</p><p> Traumas;</p><p> Agenesias;</p><p> Malformações dentárias.</p><p>As consequências da perda dentária são:</p><p> Perda de espaço/perímetro;</p><p> Migração do dente vizinho em direção ao</p><p>espaço criado;</p><p> Extrusão dos antagonistas;</p><p> Perda da DV;</p><p> Desvio de linha média;</p><p> Interferência no desenvolvimento da</p><p>correta oclusão.</p><p>PERDA DOS INCISIVOS</p><p>- pequena chance de perda de espaço;</p><p>- arco tipo II de Baume (comprometimento do</p><p>espaço requerido para os permanentes);</p><p>- desvio da linha média</p><p>PERDA DOS CANINOS</p><p>- diminuição do perímetro do arco;</p><p>- distalização dos incisivos</p><p>- inclinação dos incisivos inferiores para lingual</p><p>- desvio de linha média → força do lábio</p><p>PERDA DOS MOLARES DECÍDUOS</p><p>- determinam primeira levantada da DV;</p><p>- perda da relação oclusal e diminuição do</p><p>perímetro;</p><p>- sobremordida</p><p>- infraoclusão do permamente</p><p>* 2º M dec. é guia para irrupção do 1ºM perm.</p><p>PERDA DE ESPAÇO X SEM PERDA DE ESPAÇO</p><p>MANTENEDORES DE ESPAÇO</p><p>Ainda não teve perda de espaço</p><p>Objetivo: preservar o espaço</p><p>Classificação</p><p>Removíveis: semelhantes à PPR. Grampos de</p><p>retenção em áreas não sujeitas ao crescimento.</p><p>- funcional</p><p>- semifuncional</p><p>- não funcional</p><p>Fixos: cimentados ou colados. Não necessitam de</p><p>colaboração do paciente para o uso.</p><p>- banda-alça</p><p>- arco lingual de Nance</p><p>- botão lingual de Nance</p><p>- barra transpalatina</p><p>Avaliação radiográfica</p><p> Identificar idade dentaria (perda</p><p>prematura ou não)</p><p> Permanente com menos de 2/3 da raiz /</p><p>estágio 6 → perda precoce</p><p> Quantidade de osso acima do</p><p>permanente maior que 1mm → perda</p><p>precoce</p><p>Esfoliação do decíduo → irrupção do permanente</p><p>→ desenvolvimento da oclusão</p><p>Recuperador</p><p>Análise de</p><p>Moyers</p><p>Mantenedor</p><p>Estágio de</p><p>Nolla</p><p>Início dos movimentos eruptivos</p><p>Perfuração da crista alveolar</p><p>Perfuração da mucosa</p><p>gengival</p><p>gengival</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>2</p><p>2</p><p>Se o decíduo for perdido ANTES do permanente</p><p>do estágio 6 é bem provável que tenha atraso na</p><p>irrupção do permanente. / usar mantenedor</p><p>Se o decíduo for perdido APÓS o estágio 6 terá</p><p>um adiantamento na irrupção do permanente. /</p><p>não fazer nada</p><p>O planejamento usando o Estágio de Nolla é</p><p>para dentes decíduos, se a criança está na</p><p>dentadura mista faz-se uso da Análise de Moyers.</p><p>Na análise de Moyers usamos DM = EP – ER</p><p>onde,</p><p>EP > ER → é tempo que o permanente vai</p><p>demorar p/ chegar</p><p>EP < ER → precisa usar recuperador</p><p>Sequência cronológica na dentição mista</p><p>Mx: 1M I.C I.L 1PM 2PM C 2M</p><p>Md: 1M I.C I.L C 1PM 2PM 2M</p><p>1º PERÍODO TRANSITÓRIO</p><p>Incisivos e 1º Molar permanentes</p><p>Como acomodar Incisivos permanentes?</p><p>Espaço primata, arco de Baume tipo I,</p><p>vestibularização/inclinação, crescimento ósseo</p><p>(aumento da distância intercanina)</p><p>2º PERÍODO TRANSITÓRIO</p><p>Caninos, 2º Molar e Pré molares permanentes</p><p>* fase importante pois é quando se fecha o plano</p><p>de tratamento.</p><p>E.L.N lembrar que o arco inferior tem 1,7 e o arco</p><p>superior tem 0,9mm.</p><p>O E.L.N corrige apinhamentos porque os Pm são</p><p>menores que os molares decíduos, portanto, há</p><p>ajuste da oclusão.</p><p>MANTENEDORES E SEUS USOS</p><p>Banda alça → arco superior ou inferior, perdas</p><p>unitárias, posteriores.</p><p>Arco lingual de Nance → arco inferior, perdas</p><p>múltiplas e bilaterais, segmentos posteriores e</p><p>médios.</p><p>Botão de Nance → arco superior; perdas múltiplas</p><p>e bilaterais; segmentos posteriores, médios e</p><p>anteriores.</p><p>Barra transpalatina → arco superior; correção das</p><p>rotações de Molares; perdas múltiplas e bilaterais;</p><p>segmentos posteriores, médios e anteriores.</p><p>Fixo, não funcional</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>3</p><p>3</p><p>RECUPERADORES DE ESPAÇO</p><p>Já teve perda de espaço com a perda precoce,</p><p>mesialização de dentes e a Análise de Moyers</p><p>negativa.</p><p>Objetivo: recuperar espaço perdido</p><p>Tipos:</p><p>Placa removível com expansor lateral → arco</p><p>superior ou inferior, perdas unitárias/bilaterais,</p><p>segmentos posteriores</p><p>Placa removível com mola helicoidal → arco</p><p>superior ou inferior, perdas unitárias/bilaterais,</p><p>segmentos posteriores.</p><p>Placa removível com sela fendida → arco</p><p>superior ou inferior, perdas unitárias/bilaterais,</p><p>segmentos posteriores.</p><p>Pendex → arco superior; perdas</p><p>unitárias/bilaterais; distalização</p><p>de molares (por</p><p>hemiaro); segmentos posteriores.</p><p>Pêndulo → ausência de parafusos</p><p>Aparelho extra oral → arco superior; perdas</p><p>unitárias/múltiplas/bilaterais; distalização de</p><p>molares (simétrico ou assimétrico)</p><p>Placa lábio ativa (PLA) → arco inferior; perdas</p><p>unitárias/múltiplas/bilaterais; segmentos</p><p>posteriores</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>4</p><p>4</p><p>*pode servir como mantenedor:</p><p>Gerou aumento no comprimento;</p><p>Proclinação de incisivos;</p><p>Distalização e inclinação para distal de molares</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>1</p><p>1</p><p>AMAMENTAÇÃO E HÁBITOS DE SUCÇÃO</p><p>Gradiente de crescimento céfalo-caudal</p><p>"Na fase de VIU, as estruturas próximas ao</p><p>cérebro se desenvolvem mais rápido. ”</p><p>Por isso que os bebês nascem com a</p><p>mandíbula retruída.</p><p>AMAMENTAÇÃO</p><p>A sucção é a primeira atividade muscular</p><p>coordenada da criança, por isso que tudo que</p><p>entra em contato com os seus lábios provoca</p><p>nele estímulo de sucção.</p><p>O ato de amamentar serve para o</p><p>desenvolvimento orofacial da criança.</p><p>Ao simultaneamente ordenhar o leite, deglutir e</p><p>respirar, o bebê realiza movimentos que</p><p>estimulam o crescimento harmonioso das</p><p>estruturas orais e faciais (Moyers, 1993).</p><p>Ao nascer, o bebê tem a mandíbula muito</p><p>pequena, que irá alcançar um tamanho</p><p>equilibrado em relação à maxila ao ter seu</p><p>crescimento estimulado pela sucção do peito.</p><p>Maxilares melhor desenvolvidos → oclusão mais</p><p>alinhada.</p><p>Músculos firmes → ajuda na fala.</p><p>Durante a amamentação → respiração nasal.</p><p>Amamentar fortalece e tonifica língua, lábios e</p><p>bochecha.</p><p>Quando a criança é aleitada por mamadeiras, o</p><p>fluxo de leite é bem maior que a amamentação</p><p>natural, portanto a criança se satisfaz</p><p>nutricionalmente em menor tempo e com menor</p><p>esforço. O prazer emocional com relação ao</p><p>impulso da sucção não é atingido, e a criança</p><p>procura por isso substitutos como dedo, chupeta</p><p>e objetos para satisfazer-se</p><p>HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO-NUTRITIVA</p><p>CONSEQUÊNCIAS</p><p>Alteração na posição da língua</p><p>Atresia maxilar</p><p>Mordida cruzada posterior</p><p>Mordida aberta anterior ou</p><p>sobremordida*</p><p>Vestibularização de incisivos sup</p><p>Lingualização de incisivos inf</p><p>Estimulo de crescimento da Mx para</p><p>anterior</p><p>Rotação da Md no sentido horário</p><p>(distalização)</p><p>Falta de crescimento vertical da Mx na</p><p>região anterior</p><p>Crescimento alveolar posterior para baixo</p><p>Aumento da força do bucinador</p><p>Língua baixa</p><p>Projeção da língua para deglutição</p><p>Lábio superior hipotônico</p><p>Lábio inferior hipertônico</p><p>TRATAMENTO</p><p> Remoção do hábito</p><p> Grade lingual (fixa)</p><p> Aparelho ortopédico funcional</p><p> Pistas diretas</p><p> Ortodontia</p><p> Terapia miofuncional</p><p> Fono → após corrigir a forma</p><p> Encaminhamento para psicólogo →</p><p>quando não conseguir remover o habito</p><p>Como corrigir mordida aberta?</p><p>Removendo o obstáculo para permitir</p><p>desenvolvimento vertical normal.</p><p>Como corrigir mordida cruzada?</p><p>Com expansor</p><p>Problemas gerados aos bebês em função do uso</p><p>de chupetas e mamadeiras destacam-se:</p><p> Prejuízo no desenvolvimento da face e</p><p>cavidade oral da criança.</p><p> Prejuízo à respiração (respiração pela</p><p>boca) e alterações da fala.</p><p> Disfunções da língua (deglutição).</p><p> Alterações no posicionamento dos</p><p>dentes.</p><p> "Cáries de mamadeira" devido ao</p><p>acréscimo de açúcar ao leite e/ou</p><p>colocação de açúcar ou mel na</p><p>chupeta.</p><p> Otites.</p><p>Associados à mamadeira, vem o uso da chupeta e o habito</p><p>de chupar o dedo e roer as unhas, afetando o</p><p>posicionamento dos dentes e trazendo também</p><p>consequências danosas à fala e à respiração.</p><p>Larissa Eulália 2020.2</p><p>2</p><p>2</p><p>POSTURA ANTERIOR DA LÍNGUA E</p><p>INTERPOSIÇÃO LINGUAL</p><p>A língua repousa no palato com a ponta na</p><p>papila incisiva.</p><p>DEGLUTIÇÃO INFANTIL ≠ DEGLUTIÇÃO</p><p>MADURA</p><p>Antes da formação dos dentes o bebê deglute</p><p>com língua entre os rodetes gengivais.</p><p>Até os 4 anos a criança deglute com os maxilares</p><p>separados.</p><p>Deglutição normal</p><p> Lábios em contato passivo selando a</p><p>entrada da cavidade</p><p> Ponta da língua na papila incisiva (atrás</p><p>dos incisivos superiores)</p><p> Mandíbula estabilizada</p><p> Palato mole veda a nasofaringe</p><p> Dentes em leve oclusão</p><p> SEM contratura de músculos da mimica</p><p>facial</p><p>Mecanismo</p><p>Durante a deglutição, selamento é feito pelo</p><p>forte contato do lábio inferior interposto entre</p><p>incisivos inferiores e superiores</p><p>Causas</p><p>Discrepância óssea</p><p>Vestibularização dos incisivos superiores</p><p>CONSEQUÊNCIAS DA DEGLUTIÇÃO ATÍPICA</p><p>Incisivos inferiores lingualizados e</p><p>superiores vestibularizados</p><p>Orvejet aumentado</p><p>Perda de contato dos incisivos</p><p>Sobremordida (extrusão)</p><p>Lábio superior hipotônico</p><p>Lábio inferior hipertônico</p><p>Causas da respiração bucal</p><p>Na cavidade nasal:</p><p>Hipertrofia de cornetos</p><p>Desvio de septo</p><p>Rinites alérgicas frequentes</p><p>Na bucofaringe:</p><p>Hipertrofia de tonsilas palatinas</p><p>Na nasofaringe:</p><p>Hipertrofia das tonsilas faríngeas</p><p>Características faciais</p><p> Aspecto cansado</p><p> Lábios entreabertos</p><p> Nariz achatado</p><p> Base nasal estreita</p><p> Lábio sup hipotônico e retraído</p><p> Lábio inferior evertido e seco</p><p> Bucinador distendido (alongado)</p><p>Consequências da respiração bucal</p><p> Dificuldade de concentração</p><p> Dificuldade de interação com outras</p><p>crianças em algumas brincadeiras</p><p> Dificuldade de alimentação</p><p> Alteração postural</p><p> Aumento da altura facial</p><p>Exercícios miofuncionais</p><p>Dia: medalha</p><p>Noite: mentoneira</p><p>TRATAMENTO</p><p>- PLA</p><p>- APARELHO ORTOPÉDICO FUNCIONAL</p><p>- TERAPIA MIOFUNCIONAL</p><p>- FONO</p><p>6 meses</p>