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<p>Estratégia e Planejamento; Governo e</p><p>Transformação Digital; Análise e Ciência de Dados.</p><p>Criação de Indicadores</p><p>de Desempenho para a</p><p>Transformação Digital</p><p>Enap, 2023</p><p>Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Diretoria de Desenvolvimento Profissional</p><p>SAIS - Área 2-A - 70610-900 — Brasília, DF</p><p>Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Diretoria de Desenvolvimento Profissional</p><p>Conteudista/s</p><p>Leandro Bahia (conteudista, 2023).</p><p>Sumário</p><p>Módulo 1: Os Indicadores de Desempenho .......................................................... 6</p><p>Unidade 1: O Que são Indicadores de Desempenho? ..........................................6</p><p>1.1 Indicadores de Desempenho ..................................................................................... 6</p><p>Referências ........................................................................................................................11</p><p>Unidade 2: Para que Servem os Indicadores de Desempenho?........................12</p><p>2.1 Propriedades dos Indicadores de Desempenho ................................................... 12</p><p>2.2 Atributos dos Indicadores de Desempenho .......................................................... 15</p><p>2.3 Benefícios do Uso de Indicadores de Desempenho ............................................. 17</p><p>Referências ........................................................................................................................19</p><p>Módulo 2: O Uso de Indicadores de Desempenho no Processo de Transformação</p><p>Digital ...................................................................................................................... 20</p><p>Unidade 1: Utilidade dos Indicadores para o Processo de Transformação</p><p>Digital ...................................................................................................................... 20</p><p>1.1 Benefícios da Medição de Desempenho na Transformação Digital ................... 20</p><p>1.2 Expectativas de Desempenho para a Transformação Digital .............................. 27</p><p>Referências .......................................................................................................................30</p><p>Módulo 3: O Sistema de Medição de Desempenho ............................................31</p><p>Unidade 1: O Conceito de Sistema de Medição de Desempenho .....................31</p><p>1.1 Sistema de Medição de Desempenho .................................................................... 31</p><p>Referências ........................................................................................................................35</p><p>Unidade 2: Atributos e Vantagens de um Sistema de Medição de Desempenho .36</p><p>2.1 Atributos de um Sistema de Medição de Desempenho ...................................... 36</p><p>2.2 Vantagens de um Sistema de Medição de Desempenho .................................... 40</p><p>Referências .......................................................................................................................43</p><p>Módulo 4: Como Construir Indicadores de Desempenho .................................44</p><p>Unidade 1: Passo a Passo para Construir Indicadores de Desempenho .........44</p><p>1.1 Como Estabelecer um Objetivo de Desempenho ................................................. 44</p><p>1.2 Como Identificar Fatores Críticos de Sucesso ........................................................ 48</p><p>4Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>1.3 Como Identificar o Indicador de Esforço e de Resultado ..................................... 50</p><p>1.4 Validação Preliminar dos Indicadores com as Partes Interessadas ................... 54</p><p>1.5 Construção de Fórmulas ...........................................................................................55</p><p>1.6 Estabelecimento de Metas........................................................................................58</p><p>1.7 Definição de Responsáveis .......................................................................................60</p><p>1.8 Definição da Forma de Coleta de Dados ................................................................ 61</p><p>1.9 Validação Final dos Indicadores com as Partes Interessadas ............................. 61</p><p>1.10 Mensuração do Desempenho ................................................................................64</p><p>Referências .......................................................................................................................66</p><p>Unidade 2: Documentação e Dicas Gerais sobre Indicadores de Desempenho ..67</p><p>2.1 Documentação dos Indicadores de Desempenho ............................................... 67</p><p>2.2 Dicas de Ouro na Elaboração de Indicadores de Desempenho ......................... 68</p><p>Referências .......................................................................................................................71</p><p>Unidade 3: Estratégia de Comunicação dos Resultados ...................................72</p><p>3.1. Plano de Comunicação dos Resultados ................................................................. 72</p><p>3.2. Divulgação dos Resultados ......................................................................................75</p><p>Referências ........................................................................................................................78</p><p>Módulo 5: Indicadores de Desempenho e Métricas Ágeis .................................79</p><p>Unidade 1: Métricas Ágeis ..................................................................................... 79</p><p>1.1 Conceitos Básicos sobre Aplicação de Métricas para Medir o Desempenho ... 79</p><p>1.2 Metodologias Ágeis de Gestão .................................................................................81</p><p>1.3 Benefícios das Metodologias Ágeis na Gestão de Desempenho ........................ 83</p><p>1.4 Por que Utilizar Métricas Ágeis? ............................................................................... 86</p><p>Referências ........................................................................................................................89</p><p>Módulo 6: O Uso de Indicadores em Estratégias de Transformação Digital .....90</p><p>Unidade 1: O Planejamento e o Monitoramento da Transformação Digital ....90</p><p>1.1 Panorama da Transformação Digital no Brasil ...................................................... 90</p><p>1.2 Planejamento da Transformação Digital ................................................................ 95</p><p>1.3 A Importância do Monitoramento de Desempenho na Transformação Digital .... 98</p><p>Referências ...................................................................................................................................99</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 5</p><p>Apresentação e Boas-vindas</p><p>Seja bem-vindo(a) ao curso de Criação de Indicadores de Desempenho para a</p><p>Transformação Digital. Antes de iniciar seus estudos, assista ao vídeo a seguir.</p><p>Neste curso você irá reconhecer como elaborar indicadores com o foco na</p><p>transformação digital. Para atingir esse objetivo, está estruturado em seis módulos:</p><p>• No Módulo 1 você verá a apresentação de conceitos básicos relacionados</p><p>a indicadores de desempenho.</p><p>• O Módulo 2 trata do uso de indicadores de desempenho no processo de</p><p>transformação digital, explorando inclusive a origem deste processo no</p><p>setor público.</p><p>• Já o Módulo 3 tem como ponto central o Sistema de Medição de</p><p>Desempenho, seus atributos essenciais e as principais vantagens do uso de</p><p>indicadores de forma sistemática.</p><p>• No Módulo 4 você verá o coração do curso em que será apresentado o</p><p>passo a passo para a Construção de Indicadores de Desempenho.</p><p>• O Módulo 5 explora a temática do uso e das vantagens de indicadores</p><p>de forma ágil.</p><p>• Por fim, o Módulo 6 demonstra como o monitoramento do desempenho</p><p>é fundamental para o processo de transformação digital, apresentando</p><p>um panorama brasileiro e da relevância do seu planejamento e de seu</p><p>monitoramento com o uso de indicadores.</p><p>Esta capacitação trará concepções interessantíssimas sobre a área de indicadores</p><p>de desempenho</p><p>efeito acontecer,</p><p>ou seja, ao longo do caminho.</p><p>Permite mensurar se os objetivos foram</p><p>atingidos e se houve o impacto esperado.</p><p>Permite verificar se os possíveis planos de</p><p>ação, associados aos Fatores Críticos de</p><p>Sucesso, estão sendo executados.</p><p>Ideal para a medição final do atingimento dos</p><p>objetivos ou realização da estratégia.</p><p>Adequado para medir se todos os recursos e</p><p>esforços necessários estão sendo aproveitados</p><p>em planos de ação, projetos e iniciativas.</p><p>Comparativo entre indicadores de resultados e indicadores de esforço.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>52Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Os indicadores de esforço estão relacionados aos recursos necessários para a execução</p><p>dos processos organizacionais e aos esforços empreendidos para o alcance dos</p><p>resultados esperados. Em contrapartida, os indicadores de resultados estão associados</p><p>às consequências das ações, ou seja, apresenta o impacto do resultado planejado.</p><p>Segundo Bahia (2021), no Guia Referencial para Construção e Análise de Indicadores,</p><p>essa é uma classificação importante quando há necessidade de priorizar indicadores,</p><p>assim como ilustrado no esquema a seguir.</p><p>Para entender melhor a figura anterior, é importante classificar os indicadores em</p><p>cada uma dessas etapas do processo de trabalho, conforme indica Bahia (2021).</p><p>Veja a seguir os quatro tipos de indicadores.</p><p>Indicadores de insumo</p><p>Estão relacionados às pessoas e aos recursos materiais e financeiros</p><p>utilizados. São indicadores úteis para dimensionar os recursos necessários</p><p>para a produção (quais e quantos), mas não são capazes de indicar o</p><p>cumprimento de objetivos finais.</p><p>Indicadores de processo</p><p>Quantificam o desempenho de atividades relacionadas à forma de produção</p><p>de bens e serviços. Medem a eficiência de determinado processo de trabalho,</p><p>ou seja, o quanto se consegue produzir com os meios disponibilizados e o</p><p>dispêndio mínimo de recursos e esforços.</p><p>Indicadores de produto</p><p>Demonstram quantitativamente os bens e serviços produzidos como</p><p>resultado da combinação de um conjunto de insumos, mediante</p><p>determinado processo. Apontam a eficácia, ou seja, a capacidade de</p><p>alcançar as metas e objetivos planejados.</p><p>Indicadores de Esforço e de Resultado.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 53</p><p>Indicadores de impacto</p><p>Estão relacionados à capacidade de cumprir os objetivos almejados,</p><p>entregando os produtos com os meios disponibilizados e com o dispêndio</p><p>mínimo de recursos e esforços. Relacionam-se à efetividade.</p><p>A relação de causalidade existente entre os objetivos e estratégias organizacionais, de</p><p>forma instantânea, se refletem nos respectivos indicadores de esforço e de resultado.</p><p>Um indicador de erro na linha de produção de uma fábrica por ser</p><p>considerado um indicador de esforço da satisfação do cliente. Por</p><p>sua vez, a satisfação do cliente pode ser medida em um indicador</p><p>de esforço de vendas (resultado).</p><p>Essa relação de causa e efeito acaba por mostrar se a estratégia usada para aumentar</p><p>as vendas foi adequada ou não. Desta forma, um indicador de resultado de um</p><p>objetivo pode ser um indicador de esforço de outro objetivo.</p><p>É importante que os indicadores sejam especificados por meio de métricas estatísticas,</p><p>comumente formados por porcentagem, média, número bruto, proporção e índice.</p><p>Segundo Bahia (2021), os componentes básicos de um indicador são:</p><p>COMPONENTE DETALHAMENTO</p><p>Medida</p><p>Grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as</p><p>características, resultados e consequências dos produtos, processos</p><p>ou sistemas.</p><p>Fórmula Padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo.</p><p>Índice (número) Valor de um indicador em determinado momento.</p><p>Padrão de comparação Índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de</p><p>padrão de cumprimento.</p><p>Meta Índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão</p><p>de comparação a ser alcançado durante certo período.</p><p>Componentes básicos de um indicador.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>54Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Antes mesmo de iniciar o processo de elaboração dos indicadores, é essencial o</p><p>mapeamento de todas as partes interessadas que, direta ou indiretamente, irão fazer</p><p>uso ou construir com os indicadores. Contudo, apenas o mapeamento não é suficiente.</p><p>É necessário conhecer as expectativas e os interesses relacionados. Essas</p><p>informações irão favorecer na construção e no momento da validação das</p><p>propostas junto às partes interessadas.</p><p>A validação dos indicadores junto aos interessados é fundamental para a obtenção</p><p>de um sistema de medição de desempenho que propicie uma visão global da</p><p>organização e represente o desempenho esperado da mesma.</p><p>Essa fase da validação é realizada em paralelo com os critérios de avaliação do</p><p>indicador. Conforme Bahia (2021):</p><p>• Seletividade ou importância;</p><p>• Simplicidade, clareza, inteligibilidade e comunicabilidade;</p><p>• Representatividade, confiabilidade e sensibilidade;</p><p>• Investigativos;</p><p>• Comparabilidade;</p><p>• Estabilidade.</p><p>Todos esses critérios de avaliação irão subsidiar o processo de tomada de decisões</p><p>para manter, modificar ou excluir os indicadores inicialmente propostos para a</p><p>composição do sistema de medição de desempenho.</p><p>1.4 Validação Preliminar dos Indicadores com as Partes Interessadas</p><p>Assim, ter indicadores de desempenho estruturados de forma</p><p>simples e aderentes às expectativas das partes interessadas é uma</p><p>estratégia essencial para orientar decisões, direcionar os recursos</p><p>com inteligência e reduzir os achismos, assim como engajar e</p><p>sensibilizar a força de trabalho a atuar em prol do que for definido.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 55</p><p>1.5 Construção de Fórmulas</p><p>Todo indicador, para que seja possível sua leitura, necessita de apoio de fórmulas</p><p>para o seu cálculo. Assim, após a definição do conjunto de indicadores que irá compor</p><p>o sistema de medição de desempenho, analisados à luz dos critérios de avaliação</p><p>e também alinhados com as expectativas das partes interessadas, é o momento de</p><p>detalhar como o indicador será calculado, com o estabelecimento de metas.</p><p>Assim, inicialmente, uma boa prática é sempre você evitar o uso de fórmulas de</p><p>alta complexidade, com diversas variáveis ou que não respondam às questões</p><p>necessárias de forma objetiva, direta e assertiva.</p><p>Considere que, na construção da fórmula de um indicador, a simplicidade é um</p><p>atributo essencial. É importante que a fórmula seja de fácil compreensão e não</p><p>envolva dificuldades de cálculo ou de uso, sempre proporcionando a obtenção de</p><p>um resultado, numérico ou simbólico, onde seja possível fazer comparações com</p><p>linha de bases anteriormente identificadas ou com as metas definidas para o futuro.</p><p>Dessa forma, sempre alinhado com o objetivo do processo decisório da organização.</p><p>Toda fórmula possui em sua estrutura uma unidade de medida que confere um</p><p>significado ao resultado final. As unidades de medida podem ser diversas. Contudo,</p><p>sua composição deve seguir uma linha lógica de raciocínio, possibilitando a análise</p><p>do resultado obtido e a comparação com uma série histórica.</p><p>Veja, a seguir as unidades de medida mais comuns que são utilizadas.</p><p>Indicadores Simples</p><p>Tratam de um valor numérico (uma unidade de medida) atribuível a uma</p><p>variável específica. Em geral, indicadores simples são utilizados para medir</p><p>eficácia, ou seja, a quantidade de determinado produto ou serviços entregue,</p><p>não fazendo a relação entre duas ou mais variáveis.</p><p>A fórmula de um indicador descreve o passo a passo de como deve</p><p>ser o cálculo, possibilitando clareza com as dimensões a serem</p><p>avaliadas. A fórmula favorece que o indicador seja: inteligível;</p><p>interpretado de forma uniforme; compatível com o processo de</p><p>coleta de dados; específico quanto à interpretação dos resultados</p><p>alcançados; e assertivo em fornecer subsídios para o processo de</p><p>tomada de decisão da organização.</p><p>56Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Exemplos:</p><p>• Números de alunos matriculados no ensino superior;</p><p>• Número de alunos aprovados no exame nacional de ensino médio;</p><p>• Número de postos de atendimento de saúde primário criados.</p><p>Indicadores Compostos</p><p>Os indicadores compostos refletem a relação entre duas ou mais variáveis.</p><p>A partir das relações entre as variáveis que os constituem e a forma como</p><p>são calculadas, são denominados de maneiras específicas.</p><p>Assim, considerando os conceitos básicos da estatística, destacam-se quatro tipos</p><p>comuns de indicadores compostos para a estruturação de indicadores.</p><p>Proporção ou Coeficiente</p><p>Trata-se da divisão entre duas medidas, sendo o numerador o número de</p><p>casos específicos e o denominador o número total do conjunto. Pode ser</p><p>usada para estimar a probabilidade de um evento, por exemplo:</p><p>Coeficiente de natalidade = número de nascidos / população total;</p><p>Coeficiente de mortalidade = número de óbitos / população total;</p><p>Coeficiente de retenção escolar = número de alunos ingressos / número</p><p>inicial de matrículas realizadas.</p><p>Porcentagem</p><p>Trata-se do indicador composto mais comum. Em geral, a porcentagem é</p><p>obtida a partir do cálculo das proporções, onde multiplica-se o quociente</p><p>obtido por 100.</p><p>As porcentagens e proporções têm por objetivo principal criar comparações</p><p>relativas destacando a participação de determinada parte de uma ou mais</p><p>variáveis no todo.</p><p>Exemplo:</p><p>• Porcentagem de alunos matriculados no 5ª ano de medicina = (nº</p><p>de alunos matriculados no 5º ano de medicina / nº total de alunos</p><p>matriculados em medicina) x 100.</p><p>Razão ou Índice</p><p>Trata-se da relação entre dois números, sendo a divisão entre duas medidas</p><p>de interesse, onde o denominador não inclui o numerador, ou seja, são duas</p><p>medidas separadas e excludentes.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 57</p><p>Exemplos:</p><p>• Densidade demográfica = População / superfície; e</p><p>• Renda per capita = Renda / população.</p><p>Taxa</p><p>Trata-se de coeficientes multiplicados por uma potência de 10 e seus</p><p>múltiplos com a intenção de potencializar a melhor leitura, comunicação e</p><p>compreensão do indicador.</p><p>Exemplos:</p><p>• Taxa de mortalidade = Coeficiente de mortalidade x 1.000;</p><p>• Taxa de natalidade = Coeficiente de natalidade x 1.000; e</p><p>• Taxa de evasão escolar = Coeficiente de evasão escolar x 100.</p><p>A unidade de medida, juntamente com o detalhamento da</p><p>fórmula de cálculo, é essencial para identificar o comportamento</p><p>esperado do indicador, considerando inclusive a polaridade onde</p><p>é preciso interpretar se o resultado do indicador é maior-melhor,</p><p>menor-melhor ou igual-melhor. Assim, a interpretação do</p><p>indicador apresenta se o bom desempenho é alcançado quando</p><p>o resultado do indicador está aumentando, diminuindo ou</p><p>permanecendo o mesmo. Trata-se de uma informação integrante</p><p>que orienta a análise crítica do desempenho do indicador, bem</p><p>como favorece na sua compreensão.</p><p>O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) representa um bom</p><p>desempenho quanto mais próximo de 1, aferindo uma melhor</p><p>qualidade de vida da população da região. Essa interpretação é</p><p>possível a partir da fórmula que constitui o índice, bem como da</p><p>definição da sua polaridade.</p><p>58Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Juntamente à construção da fórmula do indicador, é essencial a identificação da</p><p>fonte de onde os dados a serem aplicados na fórmula serão extraídos. Talvez</p><p>esse seja um dos maiores desafios em todo o processo de elaboração dos</p><p>indicadores diante da infinidade de fontes e bases existentes, principalmente</p><p>quando se refere ao setor público.</p><p>Vale destacar que a identificação da fonte dos dados é um importante direcionador</p><p>para a definição e validação de metas, bem como para a identificação da linha de base.</p><p>Após construir as fórmulas e identificar as fontes dos dados, é o momento de</p><p>definir as metas.</p><p>Você deve considerar que, para um indicador de desempenho, uma meta</p><p>necessariamente é uma expressão numérica que reflete um estado de futuro</p><p>que se pretende alcançar.</p><p>Na estrutura da composição de uma meta é necessário estabelecer a relação entre</p><p>uma finalidade, um valor e um prazo.</p><p>Em geral, a finalidade da meta está detalhada na documentação do indicador, onde</p><p>tal detalhamento expressa um propósito de desempenho para a organização, sendo</p><p>que esse estado de futuro esperado precisa ser vinculado a uma linha do tempo.</p><p>Para tanto, as metas devem ser:</p><p>• Alcançáveis;</p><p>• Desafiadoras;</p><p>• Diretas;</p><p>• Negociáveis;</p><p>1.6 Estabelecimento de Metas</p><p>Obrigatoriamente, no sistema de medição de desempenho,</p><p>os indicadores de desempenho devem ter metas numéricas,</p><p>podendo ter mais de uma meta por indicador. O desafio em</p><p>sua definição é que sejam suficientes para assegurar a efetiva</p><p>implementação do objetivo ou estratégia organizacional.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 59</p><p>• Fundamentadas em séries históricas;</p><p>• Tendências e benchmark; e</p><p>• Factíveis.</p><p>Além do histórico da organização, uma boa prática é buscar referenciais comparativos</p><p>(benchmarks) com outras realidades similares ou com indicadores já conhecidos.</p><p>Nesse sentido, é importante destacar que os objetivos do uso de informações</p><p>comparativas nos indicadores são:</p><p>• Favorecer a compreensão da posição relativa da unidade de análise em</p><p>relação a experiências referenciais existentes;</p><p>• Aprimorar o entendimento de seus desempenhos; e</p><p>• Oferecer subsídios para o preciso estabelecimento de metas e para</p><p>direcionar melhorias e mudanças significativas.</p><p>As informações encontradas em benchmarks podem ser obtidas internamente</p><p>ou externamente à unidade de análise a partir de referenciais como outra</p><p>organização, processo, serviços, produtos ou resultado considerados de notório</p><p>destaque, envolvendo o levantamento de médias setoriais, organizações similares</p><p>na mesma região geográfica ou que fornecem tipos semelhantes de serviços e</p><p>produtos em distintas regiões.</p><p>Ferramenta de identificação de fatores críticos.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Em síntese, o benchmark visa sugerir valores referenciais para comparação</p><p>do desempenho da organização em relação a cada indicador estabelecido.</p><p>60Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Destaca-se que em casos de indicadores muito específicos, como é o caso de</p><p>indicadores concernentes a um contexto singular, em geral, devem ser construídas</p><p>as metas com base, principalmente, em séries históricas de desempenho, e devem</p><p>estar alinhados com os objetivos organizacionais pretendidos.</p><p>Veja a seguir dicas importantes para a definição de metas:</p><p>• Observe os desempenhos mensurados anteriormente;</p><p>• Detalhe o cenário em que se insere o objeto de mensuração;</p><p>• Defina uma linha de base;</p><p>• Tenha como baliza metas que sejam factíveis;</p><p>• Analise se há a disponibilidade dos recursos requeridos para a meta proposta;</p><p>• Tratando-se de um indicador novo (nunca utilizado anteriormente), tenha a</p><p>cautela como boa orientação para não incorrer em definir metas audaciosas.</p><p>1.7 Definição de Responsáveis</p><p>Após a definição das metas, o próximo passo é definir quem será o responsável pela</p><p>coleta de dados, geração e divulgação dos resultados obtidos de cada indicador.</p><p>Assim, sugere-se que, em um contexto organizacional, o responsável pelo indicador</p><p>seja uma unidade e não pessoas específicas.</p><p>Realizada a identificação do responsável pela coleta de dados, geração e divulgação</p><p>dos resultados obtidos de cada indicador, deve-se analisar e definir qual será a</p><p>periodicidade de coleta do indicador.</p><p>Para tanto, é imperativo observar todos os demais instrumentos de planejamento da</p><p>organização, bem como a agenda de encontros estratégicos da organização. Isso para</p><p>que se tenha o indicador disponível no momento em que for necessária a informação.</p><p>Vale destacar que, em alguns casos, o responsável pela apuração</p><p>e pelo desempenho do indicador podem ser os mesmos.</p><p>Nessa situação, é importante realizar</p><p>a análise de capacidade</p><p>operacional para o acúmulo de responsabilidade.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 61</p><p>1.8 Definição da Forma de Coleta de Dados</p><p>A definição da forma como os dados serão coletados é um grande desafio, haja</p><p>vista a quantidade de dados que são produzidos a todo tempo. O processo de</p><p>coleta de dados determinará os requisitos necessários para o levantamento de</p><p>informações sobre os indicadores.</p><p>Trata-se de uma etapa sensível, uma vez que há necessidade de se coletar dados</p><p>que sejam de qualidade e, sobretudo, confiáveis.</p><p>De modo geral, as principais técnicas de coleta de dados são:</p><p>• Tradicionais: uso de formulários, sejam digitais ou não, realização de</p><p>entrevistas e/ou análise e investigação de documentos;</p><p>• Em grupo: reuniões, oficinas, workshops e/ou brainstorm;</p><p>• De prototipação: simulação, desenhos e/ou infográficos.</p><p>No caso de indicadores que estão relacionados em painéis informatizados, e que</p><p>possuam relação com bases de dados digitais variadas, os detentores das respectivas</p><p>bases, bem como os responsáveis pela manutenção dos painéis, precisam ser</p><p>envolvidos no processo de construção dos indicadores.</p><p>Após definida a forma de coleta de dados, o próximo passo é a validação final dos</p><p>indicadores junto às partes interessadas.</p><p>1.9 Validação Final dos Indicadores com as Partes Interessadas</p><p>Após um maior conhecimento e mais consistência da proposta inicial já validada</p><p>pelas partes interessadas, é preciso realizar a última validação antes da</p><p>documentação final dos indicadores.</p><p>Tal validação chancela uma cesta de indicadores relevante e legítima, com a intenção</p><p>de garantir que as expectativas dos tomadores de decisão sejam atendidas.</p><p>Segundo Bahia (2021), alguns critérios podem ser observados e utilizados para</p><p>estabelecimento de pesos (variando entre 1 e 5 para obtenção de uma maior</p><p>sensibilidade) para cada indicador sugerido, segundo seu grau de importância</p><p>no contexto.</p><p>62Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Matriz de validação dos indicadores.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>A fórmula de cálculo para o peso ponderado total dos indicadores é:</p><p>Peso ponderado total = (Peso1 + Peso2 +… + Peso n) / 7.</p><p>Essa fórmula simples oferece a possibilidade de classificar os indicadores,</p><p>classificando-os segundo uma ordem de prioridade.</p><p>Vale ressaltar que a matriz de validação não é a única determinante da seleção de</p><p>indicadores. Outros critérios, sendo eles objetivos ou subjetivos, como experiência,</p><p>opiniões de especialistas etc. podem ser utilizados.</p><p>Segundo Bahia (2021), além dos critérios listados é possível realizar uma validação</p><p>com a aplicação de alguns questionamentos:</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 63</p><p>• Existe um número mínimo de profissionais que podem conduzir os</p><p>trabalhos de medição do desempenho?</p><p>• Encontra-se nas equipes profissionais capacitados e conhecedores na</p><p>temática de Sistema de Medição do Desempenho?</p><p>• Estão identificados todos os elementos e fatores relevantes para a</p><p>implementação dos indicadores e existe interesse da maioria em levar</p><p>adiante o modelo?</p><p>• Possui acesso à informação necessária e ela é suficiente para</p><p>compreender as origens e os fins que se persegue com a implantação da</p><p>mensuração de desempenho?</p><p>• O atual Sistema de Medição de Desempenho avalia os aspectos essenciais</p><p>da organização?</p><p>• Quando há o planejamento estratégico: os objetos de mensuração e, por</p><p>sua vez, os indicadores estão contidos e coerentes com a estratégia?</p><p>• Houve envolvimento do corpo diretivo e gerencial na concepção e validação</p><p>de indicadores?</p><p>• A cesta de indicadores validada possui metas alcançáveis, desafiadoras, diretas,</p><p>negociáveis, fundamentadas em séries históricas, tendência e benchmarks?</p><p>• O sistema de mensuração contém medidas objetivas e subjetivas?</p><p>• A organização possui governança e controle sobre o alcance de metas</p><p>definidas?</p><p>• É visível a existência de pontos alinhados entre o Sistema de Medição de</p><p>Desempenho e a estratégia organizacional?</p><p>• O corpo gerencial, os funcionários em geral e suas respectivas unidades</p><p>são responsabilizados pela precisão de dados coletados e das informações</p><p>disponibilizadas?</p><p>• A sistemática de coleta de dados e informações da cesta de indicadores</p><p>definida e validada é eficiente em relação aos custos e benefícios?</p><p>• Os dados e informações são apresentados graficamente para facilitar a</p><p>identificação de tendências e análises importantes?</p><p>64Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>• Há uma sistemática de incentivos vinculada aos resultados mensurados</p><p>pelo sistema, no qual o mau desempenho gera perdas, punições, desprestígio</p><p>etc. e o bom desempenho gera ganhos, reconhecimento, prestígio etc.?</p><p>• As informações obtidas sobre o desempenho da organização são/serão</p><p>importantes para o processo decisório e a realização de ajustes na estratégia,</p><p>o que promoverá aprendizado e melhoria dos resultados ao longo do tempo?</p><p>• Todos os atores (partes interessadas) do sistema compreendem as métricas</p><p>utilizadas para avaliar o desempenho?</p><p>• O Sistema de Medição do Desempenho propicia, aos atores envolvidos,</p><p>condições de facilmente obter uma visão de todas as áreas de resultados-</p><p>chave relacionadas de forma crítica?</p><p>• A organização é interessada no sistema e em seus resultados disponibilizados?</p><p>• Há continuidade (estabilidade) da cesta de indicadores definida e validada?</p><p>• Os resultados coletados ao longo dos ciclos de mensuração demonstram</p><p>mudança da instituição em função dos esforços de mensuração realizados?</p><p>A resposta ideal de todas as perguntas acima deve ser “sim”. Se algumas respostas</p><p>são negativas, os indicadores deverão ser reavaliados e aprimorados até que</p><p>possuam condições mínimas nos aspectos que refletiram as respostas negativas.</p><p>1.10 Mensuração do Desempenho</p><p>Seguida a execução dos passos básicos para elaborar o indicador e definir</p><p>como será o seu funcionamento, o passo final é medir o que se deseja, ou seja,</p><p>mensurar o desempenho.</p><p>A mensuração do desempenho é uma prática rotineira e ocorre em organizações</p><p>empenhadas com o compromisso de atender a sua finalidade e com seu público-</p><p>alvo (seja interno ou externo).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 65</p><p>Ferramenta de identificação de fatores críticos.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Para essa atividade, o uso de ferramentas de tecnologia da informação, tais como</p><p>banco de dados e painéis visualizadores, tornam o processo mais assertivo.</p><p>Contudo, deve-se levar em consideração que cada indicador tem um propósito e</p><p>uma temporalidade específica, e isso é definido pela natureza do negócio e pelo</p><p>seu uso na organização.</p><p>Para além da temporalidade, seja diário, mensal ou anual, o processo de análise</p><p>depende das pessoas, onde elas podem e devem fazer uso das ferramentas</p><p>tecnológicas como suporte para interpretar ou facilitar o caminho no uso para a</p><p>tomada de decisão.</p><p>A mensuração do desempenho sempre se dá com o início na coleta de dados e,</p><p>em seguida, com o cálculo do indicador de acordo com a fórmula definida.</p><p>Esses dois passos deixam ainda mais clara a importância de os indicadores</p><p>estarem bem documentados.</p><p>Assim, para a existência de uma cultura organizacional focada em</p><p>resultados, é necessário que a organização tenha um processo</p><p>formal, de forma a ter o Sistema de Medição de Desempenho</p><p>monitorado na frequência necessária à tomada de decisão e ao</p><p>consumo e necessidade de divulgação dos dados.</p><p>Você chegou ao final desta unidade de estudo. Caso ainda tenha dúvidas, reveja o</p><p>conteúdo e se aprofunde nos temas propostos. Até a próxima!</p><p>66Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 67</p><p>Unidade 2: Documentação e Dicas Gerais</p><p>sobre Indicadores de Desempenho</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade você será capaz de recordar procedimentos para a documentação</p><p>dos indicadores de desempenho.</p><p>2.1 Documentação dos Indicadores de Desempenho</p><p>Os indicadores são ferramentas essenciais de geração e registro de conhecimento</p><p>e aprendizado. A construção de indicadores de desempenho no setor público exige,</p><p>antes de tudo, um exercício de aprendizagem, pois demanda um conhecimento da</p><p>política pública a que se refere.</p><p>Todavia, indicadores são ferramentas e, por isso, é importante caracterizá-los</p><p>principalmente quanto à sua finalidade e limitações, facilitando a análise de sua</p><p>adequabilidade.</p><p>Uma forma de fazer esta descrição é por meio de uma ficha de documentação,</p><p>ferramenta que permite catalogar diversos tipos de indicadores.</p><p>Segundo Bahia (2021), os principais elementos da documentação dos indicadores são:</p><p>ELEMENTO DETALHAMENTO</p><p>Indicador</p><p>Nomeia o indicador de forma sucinta e clara. Usualmente podem</p><p>ser usados termos como: taxa, índice, percentual, coeficientes,</p><p>dentre outros, a depender do tipo de indicador.</p><p>Descrição Descreve de forma sucinta o objetivo do indicador.</p><p>Meta</p><p>Trata-se do número do indicador que representa o estado futuro de</p><p>desempenho desejado.</p><p>Todos os indicadores de desempenho devem ter metas, podendo ser</p><p>definida mais de uma por indicador. Elas têm como objetivo serem</p><p>suficientes para assegurar a efetiva implementação da estratégia.</p><p>68Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Periodicidade de</p><p>apuração</p><p>Define de quanto em quanto tempo há valor atualizado disponível</p><p>para o indicador (ou para o conjunto de suas variáveis). Deve ter</p><p>como base racional a frequência com que os dados são coletados.</p><p>Prazo máximo para</p><p>apuração</p><p>Define, dentro do período de apuração, o tempo máximo para que o</p><p>indicador seja apurado.</p><p>Responsabilidade pela</p><p>apuração</p><p>Trata-se da unidade organizacional responsável pela apuração</p><p>do indicador.</p><p>Fonte(s) de dados</p><p>Define a fonte de origem dos dados para o cálculo do indicador.</p><p>Os dados podem ser fornecidos por diversas fontes, incluindo</p><p>agências governamentais, instituições acadêmicas, bancos de dados</p><p>governamentais e relatórios e questionários.</p><p>Fórmula de cálculo Descreve a fórmula matemática que representa o modo de calcular</p><p>o indicador, a partir das suas variáveis.</p><p>Como apurar o indicador Detalha o passo a passo da fórmula de cálculo do indicador.</p><p>O que o indicador mostra</p><p>Define precisamente para que propósitos ou fins determinados</p><p>o indicador é utilizado. Ou seja, não se trata de uma repetição da</p><p>descrição, mas sim uma explicação do que se quer alcançar com</p><p>o uso desse indicador.</p><p>O que pode causar um</p><p>resultado aquém da meta</p><p>Detalha o que pode causar um resultado abaixo do esperado em</p><p>relação a meta do indicador.</p><p>Qual o impacto de um</p><p>resultado aquém da meta Descreve qual é o impacto se a meta não for atingida.</p><p>Polaridade</p><p>Definir o sentido desejado de variação do indicador em termos</p><p>do desempenho esperado. É dividido em “quanto maior melhor”,</p><p>“quanto menor melhor” e “não se aplica”.</p><p>Forma de disponibilização</p><p>do indicador</p><p>Descreve a forma de disponibilização do indicador ou dos</p><p>dados necessários para calculá-lo (links de acesso ao indicador,</p><p>comunicação administrativa, publicações, pesquisas, entre outros).</p><p>Série histórica Apresenta o histórico do indicador, com parâmetros de comparação</p><p>ou registros de aprendizado, quando couber.</p><p>Ficha de documentação do indicador.</p><p>Fonte: Bahia (2021). Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>2.2 Dicas de Ouro na Elaboração de Indicadores de Desempenho</p><p>Veja abaixo um resumo das principais dicas para evitar erros na elaboração dos</p><p>indicadores de desempenho.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 69</p><p>Utilidade para os indicadores</p><p>A melhor utilidade do indicador se dá, especialmente, quando embasa o</p><p>processo de tomada de decisão de uma organização. Diante dos custos e/</p><p>ou dos esforços necessários para a gestão de um Sistema de Medição de</p><p>Desempenho, é imperativa a priorização dos indicadores e o seu vínculo na</p><p>camada estratégica da organização, vinculado ao processo de geração de</p><p>ações corretivas ou de evolução da organização.</p><p>Primeiro os objetivos, depois os indicadores</p><p>O contrário disso é um dos erros mais frequentes na elaboração de indicadores.</p><p>O correto é sempre definir com clareza qual o objeto de mensuração ao qual</p><p>o indicador estará vinculado e posteriormente o indicador.</p><p>Nada de excesso na quantidade de indicadores</p><p>Em geral, a mente humana não consegue processar um elevado número de</p><p>variáveis ao mesmo tempo. Assim, “menos acaba sendo mais” no processo</p><p>de construção de indicadores. Quanto menor o número de indicadores,</p><p>mais fácil será a tarefa de gerenciamento por parte dos responsáveis.</p><p>Alinhamento de vocabulário</p><p>“Melhorar a efetividade e a produtividade organizacional” é um dos textos mais</p><p>comuns em objetivos de planejamentos estratégicos. É muito difícil que alguém</p><p>seja contra essa diretriz, mas é igualmente difícil que todos os interlocutores</p><p>tenham o mesmo entendimento do que seja “eficácia” e “eficiência”. Acrescente-</p><p>se a isso termos como “efetividade”, satisfação”, “comprometimento”,</p><p>“conscientização”, etc. Sugere-se que todos os envolvidos na elaboração dos</p><p>indicadores de desempenho passem por uma homogeneização quanto aos</p><p>termos – e sua definição e entendimento – utilizados nas discussões. Isso</p><p>evitará longas discussões improdutivas nas reuniões de trabalho.</p><p>Meta quantificável e mensurável</p><p>Para que seja possível mensurar o atingimento do desempenho,</p><p>obrigatoriamente o indicador precisa ter uma meta numérica que seja</p><p>possível quantificar, acompanhar e comparar em determinando tempo.</p><p>Periodicidade adequada</p><p>A periodicidade de coleta de dados e apresentação dos resultados</p><p>dos indicadores precisam estar alinhadas aos momentos e processos</p><p>decisórios da organização. Se a detecção de possíveis riscos ou problemas</p><p>por meio de indicadores demorar muito, a ação corretiva necessária para</p><p>resolver o problema pode vir a ser implementada tardiamente. Para tanto,</p><p>é extremamente importante o alinhamento da necessidade do uso por</p><p>parte das partes interessadas.</p><p>70Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Como você pode observar, essas dicas precisam ser levadas em conta em sua</p><p>integralidade para garantir indicadores de desempenho que sejam efetivos e</p><p>agreguem valor ao processo de medição do desempenho organizacional.</p><p>Você chegou ao final desta unidade de estudo. Caso ainda tenha dúvidas, reveja o</p><p>conteúdo e se aprofunde nos temas propostos. Até a próxima!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 71</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>Referências</p><p>72Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Unidade 3: Estratégia de Comunicação dos Resultados</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, você será capaz de recordar os procedimentos para a comunicação</p><p>dos resultados do desempenho dos indicadores.</p><p>3.1. Plano de Comunicação dos Resultados</p><p>Após a documentação dos indicadores que compõem o sistema de medição do</p><p>desempenho, é essencial refletir sobre como os resultados dos indicadores, após</p><p>sua mensuração, serão comunicados.</p><p>O processo de divulgação dos resultados dos indicadores retroalimenta o processo</p><p>de construção dos indicadores, fortalecendo os vínculos entre os objetivos da</p><p>organização e a força de trabalho.</p><p>Assim, para a construção da estratégia de comunicação, é preciso um breve</p><p>diagnóstico sobre a cultura organizacional, onde seja possível destacar os valores,</p><p>os costumes e o perfil da força de trabalho e da alta administração.</p><p>Quem deve ter acesso aos resultados, como e onde os dados</p><p>serão divulgados, qual o formato ideal para cada tipo de público</p><p>são algumas</p><p>das questões que a estratégia de comunicação dos</p><p>resultados dos indicadores precisará considerar.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 73</p><p>Comunicação organizacional.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Após esse simples diagnóstico situacional, é importante ousar com inovação e</p><p>criatividade, na intenção de construir um plano de comunicação para que a força de</p><p>trabalho se engaje para atingir os resultados.</p><p>Desta forma, deve-se observar a finalidade e o conteúdo da mensagem a ser</p><p>transmitida após mensuração dos resultados, identificar o público a ser comunicado</p><p>e relacionar a forma como cada público recebe e consome as informações. Ainda,</p><p>definir o meio de divulgação, bem como o momento em que deve ocorrer, a recepção</p><p>da mensagem e o feedback.</p><p>No plano de comunicação, que não precisa ser um documento externo, nem mesmo</p><p>algo tão formal, deve destacar:</p><p>• Responsáveis pela comunicação dos resultados da mensuração;</p><p>• Ações de comunicação necessárias;</p><p>• Canais de comunicação possíveis e disponíveis;</p><p>• Público-alvo da comunicação;</p><p>• Calendário de divulgação.</p><p>74Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Uma boa estratégia de comunicação é determinante para que haja a integração</p><p>da organização e o desdobramento dos resultados em todos os níveis da força de</p><p>trabalho, assim como junto aos atores externos à organização.</p><p>A interação entre as equipes da força de trabalho e o alinhamento de conhecimentos</p><p>cria sinergia e um senso comum de atuação, engajamento e pertencimento. O</p><p>processo de comunicação move as ações, estimulando mudanças e gerando</p><p>consciência e ritmo da organização na busca do melhor desempenho.</p><p>Divulgação de resultados.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Para que se tenha mais êxito na divulgação dos resultados, um mito</p><p>a ser combatido com relação à comunicação e à tomada de decisão é</p><p>que, atualmente, não há tempo para repassar informações e realizar</p><p>considerações. É muito importante o investimento de recursos para se</p><p>estruturar uma comunicação que seja efetiva.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 75</p><p>3.2. Divulgação dos Resultados</p><p>Para realizar a comunicação do desempenho dos indicadores, diversas ferramentas</p><p>podem ser utilizadas. Segundo Bahia (2021), no Guia Referencial para Construção e</p><p>Análise de Indicadores, as mais comuns são:</p><p>• Apresentação organizacional de resultados para os colaboradores;</p><p>• Painel de indicadores com seus respectivos resultados (Central de resultados);</p><p>• Banners com faixas de desempenho (vermelho, amarelo, verde e azul);</p><p>• Reuniões de avaliação de desempenho;</p><p>• Relatórios anuais (físicos e virtuais); e</p><p>• Avaliação externa (prêmios de excelência).</p><p>O passo de comunicar o desempenho organizacional envolve esforço de transmitir o</p><p>máximo de informação no menor tempo, construindo estratégias que sejam assertivas.</p><p>Para isso, são concebidos painéis para a disponibilização de um conjunto relevante e</p><p>necessário de indicadores expostos sob a forma de gráficos e tabelas com sinalizadores</p><p>de modo que as informações sobre o desempenho possam ser repassadas às partes</p><p>interessadas, para serem consumidas e absorvidas nos processos decisórios.</p><p>Painel de indicadores.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>76Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Sendo assim, os principais requisitos críticos de um painel de controle são forma,</p><p>disposição e acesso às informações.</p><p>Um bom painel de controle pode ser elaborado e disponibilizado de múltiplas</p><p>formas: páginas web, banners, monitores, displays, cartazes, eventos, periódicos</p><p>e/ou sistemas informatizados.</p><p>Ao se tratar de modelos de painéis que avaliam o relevante, alguns atributos</p><p>devem ser considerados:</p><p>• seletividade: escolha dos objetos segundo critérios de significância;</p><p>• coerência: alinhamento entre objeto e metodologia;</p><p>• simplicidade: escolha e desenvolvimento de instrumentos segundo</p><p>critérios de funcionalidade;</p><p>• uso e apropriação: aproveitamento da informação no processo gerencial</p><p>e via mecanismos de transparência e confiabilidade: credibilidade das</p><p>informações e explicações geradas;</p><p>• legitimidade: envolvimento dos públicos de interesse; e</p><p>• contestabilidade: confrontação de informações, verificações cruzadas e</p><p>auditoria de dados.</p><p>Para avaliar e julgar a evolução do indicador, e torná-lo útil no processo decisório, é</p><p>preciso ter parâmetros tais como:</p><p>• Observar o indicador ao longo do tempo, identificando sua variação;</p><p>• Identificar a distribuição territorial das ocorrências;</p><p>• Entender as diferenças e particularidades de cada grupo;</p><p>• Comparar com as metas;</p><p>• Confrontar com especificações e expectativas relacionadas.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 77</p><p>Tendo organizado os dados relacionados ao desempenho a ser comunicado, torna-se</p><p>possível realizar análises pertinentes sobre a situação atual e tomar decisões de maneira</p><p>objetiva, assertiva e focada nas reais necessidades e oportunidades existentes.</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>78Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 79</p><p>Módulo</p><p>Indicadores de Desempenho</p><p>e Métricas Ágeis5</p><p>Neste módulo, serão explorados os usos e as vantagens de indicadores de forma ágil.</p><p>Antes de adentrar em métricas ágeis, é necessário que você veja o destaque e o</p><p>diferencial de alguns conceitos importantes.</p><p>Métrica</p><p>É o que se pode chamar de “marcação” de algo. Situacional, único, porém</p><p>contextualizado. É o quanto ou como está uma variável em determinado</p><p>momento ou circunstância. Esse termo é bem empregado quando se quer</p><p>expressar um valor medido.</p><p>Exemplos.:</p><p>• Altura: 2,97 metros;</p><p>• Faturamento: R$ 100 Bilhões.</p><p>Medida</p><p>É determinada pela quantidade de registros de um valor ou desempenho.</p><p>Contexto de acumulação por algum método. Compostas de um valor (um</p><p>número) e uma unidade de medida.</p><p>Unidade 1: Métricas Ágeis</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade você será capaz de reconhecer as oportunidades de aplicação das</p><p>métricas ágeis ao sistema de medição de desempenho.</p><p>1.1 Conceitos Básicos sobre Aplicação de Métricas para Medir o</p><p>Desempenho</p><p>80Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Exemplos:</p><p>• 1000 clientes por dia (média);</p><p>• 500 acessos por segundo.</p><p>Indicador</p><p>Indicador relaciona-se com fator ou variável qualitativa ou quantitativa que</p><p>fornece um meio simples e confiável para expressar realização. Permite a</p><p>verificação de mudança (não necessariamente temporal), podendo ou não</p><p>agregar várias medidas.</p><p>Exemplos:</p><p>• Aumento de 80% de fornecedores desde o último ano;</p><p>• 50 graus de diferença entre SP e RJ;</p><p>• “Muito bom”: Avaliação média de 4,3 em 5 possíveis, na loja Comidas Ltda.</p><p>Como é possível perceber pelas definições, há relação entre elas e, além disso, uma</p><p>é formada pela outra em um grau hierárquico e de complementação.</p><p>Hartmann e Dymond (2006) sugerem uma seleção de algumas das características que</p><p>devem ser consideradas para escolher uma métrica para um processo ou equipe.</p><p>Reforçar princípios ágeis</p><p>Colaboração com o cliente e entrega de valor são princípios fundamentais</p><p>para os métodos ágeis.</p><p>Medir resultados e não saídas</p><p>Ao valorizar a simplicidade, os melhores resultados podem ser aqueles que</p><p>minimizam a quantidade de trabalho realizado. Medir os resultados obtidos</p><p>é mais importante que medir as saídas das atividades em processo.</p><p>Seguir tendências e não números</p><p>Os valores representados por uma métrica são menos importantes que a</p><p>tendência demonstrada. Ao medir a</p><p>velocidade da equipe, por exemplo, é</p><p>melhor se preocupar com sua estabilização do que com o valor absoluto</p><p>que ela representa.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 81</p><p>Responder uma pergunta específica para uma pessoa real</p><p>Toda métrica deve expor informação para um ponto de vista específico. Se</p><p>outra pessoa tem outra pergunta, é melhor usar outra métrica.</p><p>Pertencer a um conjunto pequeno de métricas e diagnósticos</p><p>É impossível medir tudo. Muita informação pode esconder o que realmente</p><p>importa. Minimize o número de métricas e meça o que é mais importante.</p><p>Ser facilmente coletada</p><p>Para métricas de acompanhamento objetivas e quantitativas, o ideal é ter</p><p>uma coleta automatizada.</p><p>Revelar, ao invés de esconder, seu contexto e suas variáveis</p><p>Uma métrica deve deixar claro os fatores que a influenciaram para evitar</p><p>manipulações e facilitar a melhoria do processo.</p><p>Incentivar a comunicação</p><p>Uma métrica isolada de seu contexto perde o sentido. Um bom sinal é</p><p>quando as pessoas comentam o que aprenderam com uma métrica.</p><p>Fornecer feedback frequente e regular</p><p>Para amplificar o aprendizado e acelerar o processo de melhoria, as</p><p>métricas devem ser frequentemente atualizadas e disponibilizadas na Área</p><p>de Trabalho Informativa.</p><p>Poder medir o valor agregado do produto ou processo</p><p>Dependendo de onde estão os problemas, as métricas podem medir</p><p>qualquer coisa suspeita de inibir a eficácia. Considere o público adequado</p><p>para cada métrica e documente seu contexto e suposições para incentivar o</p><p>uso adequado de seu conteúdo.</p><p>Encorajar um alto nível de qualidade</p><p>O nível aceitável de qualidade deve ser definido pelo cliente e não pela</p><p>equipe. Os métodos ágeis exigem sempre um alto nível de qualidade do</p><p>produto a ser entregue.</p><p>1.2 Metodologias Ágeis de Gestão</p><p>As metodologias ágeis podem ser definidas como um agrupamento de práticas e</p><p>ferramentas que têm a intenção de aumentar a qualidade, agilidade e assertividade</p><p>na gestão de projetos. Em contrapartida, a gestão de projetos tradicional tem um</p><p>tempo longo dedicado ao planejamento, com etapas mais rígidas para a execução</p><p>até a conclusão de um projeto.</p><p>82Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Por outro lado, as metodologias ágeis sugerem entregas em diversas fases onde se</p><p>prioriza a geração de entregas mínimas, ainda que inacabadas, com a intenção de</p><p>validar os requisitos das partes interessas. Dessa forma, são mais flexíveis e adaptáveis.</p><p>Dentre os diversos modelos de trabalho propostos pelos métodos ágeis, há uma defesa</p><p>comum que é “erra-se rápido para corrigir rápido”. Assim, evita-se desperdícios de tempo</p><p>e recursos, acelerando as validações de expectativa e resultado junto aos interessados.</p><p>Dentre os frameworks que estruturam as metodologias ágeis, destacam-se:</p><p>Kanban</p><p>Estrutura a gestão a partir de um quadro que agrupa das diversas atividades e</p><p>entregas de um determinado projeto, sendo algo visível a todos os membros de</p><p>uma equipe para que acompanhem as etapas de todo o projeto.</p><p>Scrum</p><p>Estrutura a gestão a partir da divisão da organização de todo o trabalho em ciclos</p><p>temporais curtos (quinzenais ou mensais), comumente chamados de sprints, onde as</p><p>entregas são feitas de forma iterativa e incremental.</p><p>Metodologia Kanban.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>Metodologia Scrum.</p><p>Fonte: artia ([20--]). Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 83</p><p>Lean Agile</p><p>Estrutura a gestão com uma proposta de construção incremental de projetos, com</p><p>entregas menores. Um framework indicado para projetos reduzidos e mais objetivos.</p><p>Metodologia Lean Agile.</p><p>Fonte: 49Educação (2021). Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>1.3 Benefícios das Metodologias Ágeis na Gestão de Desempenho</p><p>São muitos os benefícios das metodologias ágeis para a gestão de desempenho</p><p>das organizações e suas estratégias. Diante de prazos apertados e equipes cada</p><p>vez mais enxutas, as organizações precisam maximizar os resultados do trabalho e</p><p>garantir mais eficiência e produtividade.</p><p>A gestão de desempenho com metodologias ágeis é especialmente importante</p><p>no mundo “Bani” – segundo a sigla em inglês: Frágil, Ansioso, Não-Linear e</p><p>Incompreensível.</p><p>Nesse contexto, a força de trabalho precisa ser cada vez mais adaptável a riscos</p><p>e imprevistos, sem deixar que eles impactem a performance e o planejamento</p><p>da organização.</p><p>Veja a seguir alguns benefícios das metodologias ágeis para a gestão de desempenho</p><p>em uma organização.</p><p>84Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Gestão de riscos e imprevistos</p><p>A recente pandemia do Coronavírus, mostrou aos gestores e profissionais</p><p>que, atualmente, o contexto é volátil e imprevisível. Com isso, no setor</p><p>público, por exemplo, a ação de planejar torna-se ainda mais essencial. O</p><p>planejamento e monitoramento de resultados precisam ser ações alinhadas</p><p>às demandas imediatas da sociedade.</p><p>A força de trabalho deve estar capacitada e atenta para realizar testes</p><p>e implantar mudanças de forma imediata, com impactos que podem</p><p>ser maiores ou menores sobre o planejamento inicial e diante do</p><p>desempenho que se espera.</p><p>Com o uso de metodologias ágeis, a organização pode trabalhar em ciclos</p><p>mais céleres de planejamento e execução, com maior flexibilidade e agilidade</p><p>para alterar rotas diante da necessidade de mudanças nas estratégias. Daí a</p><p>importância do planejamento para que a rota seja redefinida.</p><p>Assim, a força de trabalho consegue aperfeiçoar o tempo de resposta a</p><p>imprevistos e retornos de usuários dos serviços e soluções disponíveis.</p><p>Aprimoramento da assertividade</p><p>Ao permitir que entregas incrementais e inacabadas sejam apresentadas</p><p>em ciclos curtos de trabalho, os métodos ágeis proporcionam que a equipe</p><p>valide constantemente se os caminhos percorridos estão corretos ou não.</p><p>Assim, o impacto é positivo, uma vez que os projetos têm entregas mais</p><p>assertivas, também contribuindo para resultados dos indicadores de</p><p>desempenho com mais precisão, como, por exemplo, tempo de entrega,</p><p>satisfação do cliente e desempenho da forma de trabalho.</p><p>Melhor priorização e divisão de tarefas</p><p>Certamente um dos grandes desafios dos gestores é priorizar dentre</p><p>tantas prioridades. A distribuição das demandas e solução de problemas</p><p>complexos é uma tarefa que requer muito cuidado. Isso pode acontecer por</p><p>problemas de priorização ou divisão de tarefas – o que impacta diretamente</p><p>na gestão de performance.</p><p>Os métodos ágeis permitem maior visibilidade das tarefas da equipe,</p><p>envolvendo-a no planejamento conjunto das atividades e priorização</p><p>das entregas.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 85</p><p>Mais independência e produtividade para a equipe</p><p>Um dos principais ganhos no uso das metodologias ágeis é a possibilidade</p><p>de otimização do tempo das equipes. Pelo fato de trabalharem com ciclos</p><p>curtos e alinhamentos rápidos, o retrabalho é evitado, assim como o excesso</p><p>de longas reuniões e duplicidade de esforços.</p><p>Além disso, os membros da equipe conseguem trabalhar de forma</p><p>integrada, mas com autonomia para realizar suas tarefas. A eliminação de</p><p>burocracias e melhor comunicação interna ajuda a melhorar a velocidade</p><p>das entregas e produtividade geral.</p><p>Maior colaboração entre times</p><p>O uso de metodologias ágeis também pressupõe a colaboração entre equipes</p><p>com perfis variados para se chegar aos objetivos comuns da estratégia.</p><p>Em comparação com os métodos ágeis, o que difere da gestão tradicional,</p><p>onde as equipes trabalham em silos e cada profissional pensa e cuida do seu</p><p>próprio grupo de entregas, é que se pensa em objetivos de forma coletiva.</p><p>Dessa forma, promove-se a comunicação recorrente e otimização de processos</p><p>geral da equipe. Gerentes de equipes multidisciplinares sabem que, quanto</p><p>maior entrosamento e alinhamento de um time, melhor é a performance geral.</p><p>Mais qualidade nas entregas</p><p>Quando as demandas de um time são desafiadoras, pode ser complexo alinhar</p><p>expectativas e focar</p><p>nas entregas que realmente agregam valor ao negócio.</p><p>Um princípio comum entre todas as metodologias ágeis é focar nas entregas</p><p>que gerem maior valor e resultado para o cliente e demais partes interessadas.</p><p>Em vez de enxergar um projeto de forma linear como nas metodologias</p><p>tradicionais, os métodos ágeis alinham o desenvolvimento às necessidades</p><p>da organização e clientes.</p><p>Validações mais rápidas</p><p>Infelizmente, são comuns relatos de perda em produtividade e performance</p><p>por conta da demora ou retrabalho ao validar algo junto a uma parte</p><p>interessada importante. Na gestão de projetos tradicionais, onde se entrega</p><p>um projeto inteiro de uma vez e então é necessário rever todas as entregas</p><p>de uma vez só, esse risco é muito maior.</p><p>Nas metodologias ágeis, faz parte do processo envolver o cliente diversas</p><p>vezes até se chegar ao resultado final. Nos ciclos curtos das metodologias</p><p>ágeis, o cliente consegue acompanhar pequenas entregas, permitindo a</p><p>validação mais rápida do trabalho.</p><p>86Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Em resumo, os métodos ágeis devem ser utilizados como aliados da gestão de</p><p>desempenho de uma organização. Contudo é necessário ajustá-los à necessidade e</p><p>à realidade organizacional.</p><p>A implementação de metodologias ágeis não é algo que acontece da noite para o</p><p>dia, pois exige análise ampliada e mudança na cultura da organização.</p><p>Além disso, recomenda-se definir bem os papéis e responsabilidades e também</p><p>fazer uma documentação detalhada dos processos para que as práticas ágeis</p><p>se mostrem mais eficientes e permitam o atingimento do desempenho previsto</p><p>nas estratégias da organização.</p><p>Observando esses passos e garantindo o alinhamento da aplicação dos métodos</p><p>ágeis com os objetivos estratégicos, a organização tem grandes chances de</p><p>aperfeiçoar a gestão de performance e potencializar a capacidade de atingimento</p><p>dos objetivos definidos em suas estratégias.</p><p>Assim, é recomendável que seja feita a escolha do método que</p><p>mais faça sentido e se alinhe à capacidade operacional e ao</p><p>desempenho da organização. No momento de implementar, é</p><p>importante que todos estejam alinhados e dispostos a utilizá-lo</p><p>da melhor forma possível.</p><p>1.4 Por que Utilizar Métricas Ágeis?</p><p>Para tratar dessa temática veja os dois casos hipotéticos a seguir e reflita sobre eles.</p><p>Imagine a seguinte situação: uma pessoa está sentindo tonturas com certa frequência</p><p>e reluta para ir ao médico.</p><p>Quando finalmente procura a assistência médica, é solicitado que use por um tempo</p><p>um medidor de pressão para ser possível fazer análise dos sinais vitais com o intuito</p><p>de entender o que está acontecendo com o paciente.</p><p>Ao final desse processo de mensuração da pressão, a paciente volta e o médico</p><p>faz uma leitura do que foi registrado. Após a análise dos dados, ele identifica que o</p><p>estresse é a principal causa das tonturas. Assim, receita algumas vitaminas, terapias</p><p>e faz alguns alertas sobre comida e a prática de exercícios.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 87</p><p>Nessa hipotética situação, o profissional de saúde realizou o que se chama de</p><p>“mergulho no problema” para entender o que estava acontecendo. Apenas após</p><p>esse período, foi possível tomar as decisões.</p><p>Agora, veja e imagine outra situação hipotética.</p><p>Imagine um piloto de avião prestes a decolar. Ele possui em seu painel de bordo</p><p>um número elevado de indicadores. Com o auxílio desses indicadores, o piloto sabe</p><p>que vai ter ou não uma tempestade na rota dele. Caso tenha, de forma tempestiva,</p><p>provavelmente consegue atualizar seu plano de voo.</p><p>Agora reflita sobre algumas questões: Comparando as duas situações hipotéticas,</p><p>você consegue encontrar a diferença?</p><p>No caso do médico ele fez o “mergulho no problema” para encontrar as informações</p><p>necessárias para a tomada de decisão. Já o piloto tem todas as informações disponíveis</p><p>em seu painel de bordo antes mesmo do problema acontecer. E, diferente do médico,</p><p>ele consegue realizar o que se pode chamar de “ação ativa”, prevenido a realidade do</p><p>problema, enquanto o médico realiza uma “ação reativa”, pois o problema já existe.</p><p>Fazendo uma analogia ao contexto do setor público, é muito comum, ao se falar no</p><p>desempenho da organização e o atingimento de metas, ignorar que o mergulho vai</p><p>ajudar, por já ser “tarde demais” ou por não se ter a informação disponível a tempo.</p><p>Dessa forma, você acha que tem que medir tudo e estar sempre de olho em tudo?</p><p>Claro que não!</p><p>Quando se trata de métricas ágeis, se está tratando de uma enormidade de</p><p>indicadores. Será que é realmente necessário estar sempre de olho em tudo?</p><p>No caso do piloto, você acredita que ele utiliza e analisa todos os indicadores</p><p>disponíveis no painel de bordo?</p><p>Por óbvio, é humanamente impossível. Concorda?</p><p>Assim, a chave é ter priorizado os indicadores certos e necessários para aquele momento.</p><p>A partir do momento que o piloto sabe que existe a possibilidade de uma</p><p>tempestade em sua rota, basta ele priorizar os indicadores relacionados ao</p><p>controle de clima e tempo.</p><p>88Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Ou seja, ele prioriza a “dor” do momento. O mesmo é necessário</p><p>que seja feito quando se trata de métricas ágeis no contexto</p><p>do desempenho da organização e de suas estratégias. É</p><p>importante priorizar as dores do momento. Por esse motivo, a</p><p>utilização de indicadores é fundamental.</p><p>Por exemplo, se você sabe que tem um problema de comunicação na organização,</p><p>é importante selecionar e priorizar a análise dos indicadores relacionados à</p><p>mensuração do desempenho da comunicação.</p><p>Assim, é possível concluir que é importante medir “tudo”, contudo não se deve</p><p>focar em tudo.</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 89</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>49EDUCAÇÃO. 49Educação, Florianópolis, 2022. Disponível em: https://49educacao.</p><p>com.br/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>ARTIA. Artia, Joinville, 2023. Disponível em: https://artia.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>HARTMANN, D.; DYMOND, R. Appropriate Agile Measurement: Using Metrics and</p><p>Diagnostics to Deliver Business Value. AGILE 2006 (AGILE’06). Anais... Em: AGILE</p><p>2006 (AGILE’06). Minneapolis, MN, USA: IEEE, 2006. Disponível em: http://ieeexplore.</p><p>ieee.org/document/1667571/. Acesso em: 20 jan. 2023</p><p>NA PRÁTICA. Na Prática, 2021. Disponível em: https://www.napratica.org.br/.</p><p>Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>https://49educacao.com.br/</p><p>https://49educacao.com.br/</p><p>https://artia.com/</p><p>http://ieeexplore.ieee.org/document/1667571/</p><p>http://ieeexplore.ieee.org/document/1667571/</p><p>https://www.napratica.org.br/</p><p>90Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Módulo</p><p>O Uso de Indicadores em Estratégias</p><p>de Transformação Digital6</p><p>Neste módulo, será reforçado como o monitoramento do desempenho é fundamental</p><p>para o processo de transformação digital, apresentando um panorama brasileiro da</p><p>relevância do seu planejamento e de seu monitoramento com o uso de indicadores.</p><p>Unidade 1: O Planejamento e o</p><p>Monitoramento da Transformação Digital</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade você será capaz de determinar como o monitoramento do</p><p>desempenho é fundamental para o processo de transformação digital.</p><p>1.1 Panorama da Transformação Digital no Brasil</p><p>O GovTech Maturity Index é um índice aferido pelo Banco Mundial para medir o</p><p>nível da maturidade digital de governos ao redor de todo o mundo. Ele leva em</p><p>consideração 48 indicadores divididos em quatro componentes. Veja a seguir</p><p>(TERRA.COM, 2021):</p><p>Índice de Sistemas Governamentais Centrais:</p><p>“ele agrega indicadores como existência de uma nuvem governamental,</p><p>de órgãos para promover software livre, de uma plataforma de</p><p>interoperabilidade</p><p>e de sistemas para gerenciamento fiscal, controle</p><p>alfandegário e investimento público, entre outros.”</p><p>Índice de Prestação de Serviços Públicos:</p><p>“possui indicadores que avaliam a disponibilidade de sistemas para cidadãos</p><p>e empresas.”</p><p>Índice de Engajamento do Cidadão:</p><p>“avalia a existência de portais de dados abertos e plataformas para contribuir</p><p>nas decisões políticas.”</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 91</p><p>No último relatório divulgado, o Brasil obteve pontuação média de 0,92, e os</p><p>quatro componentes ficaram bem equilibrados, com notas entre 0,91 e 0,93. O</p><p>GovTech Maturity Index vai de 0 a 1, sendo que o Brasil ficou bem acima da média</p><p>global, que é de 0,52. Coreia do Sul, Estônia, França, Dinamarca, Áustria e Reino</p><p>Unido estão acima na lista.</p><p>Logotipo Banco Mundial.</p><p>Fonte: InfoEscola (2017).</p><p>Índice de Habilitadores GovTech:</p><p>“checa se há entidades focadas no assunto, leis e autoridades para proteção</p><p>de dados, programas para capacitação da população e identificação nacional</p><p>única para os cidadãos.”</p><p>Em seu relatório, o Banco Mundial destaca que o Brasil é um líder em sistemas de</p><p>governo e instituições para viabilizar a digitalização. O Comitê de Governança Digital</p><p>é citado como responsável por essa transformação, e a existência de uma estratégia</p><p>de governança de dados, proteção de dados e segurança que vai até 2022 é elogiada.</p><p>Logotipo Organização das Nações Unidas.</p><p>Fonte: LogosMarcas (2022).</p><p>92Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), na pesquisa sobre Governo</p><p>Eletrônico realizada em 2020, o Brasil ocupa a 20º posição, entre 193 países, com</p><p>melhor oferta de serviços públicos digitais. O país ficou em primeiro lugar neste</p><p>quesito na América do Sul e em segundo nas Américas, à frente de países como</p><p>Canadá, Chile e Uruguai e atrás somente dos Estados Unidos.</p><p>Ministério da Economia.</p><p>Fonte: Costa (2021).</p><p>Segundo o Ministério da Economia, no período de 2019 à 2021, o Governo Federal</p><p>atingiu 1.000 serviços públicos digitalizados em menos de dois anos e popularizou o</p><p>acesso on-line da população, facilitando e agilizando a solução de suas demandas. No</p><p>ranking dos serviços mais acessados estão: consultar restituição de imposto de renda;</p><p>sacar o Abono Salarial; consultar CPF; obter a Carteira de Trabalho; emitir Certidão de</p><p>Antecedentes Criminais e realizar inscrição no INSS. Ainda, é disponibilizada lista geral</p><p>com os serviços transformados por ano (2019, 2020 e 2021).</p><p>Governo Eletrônico.</p><p>Fonte: Fadisma (2016).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 93</p><p>Ainda segundo a pesquisa sobre Governo Eletrônico, o Brasil priorizou a transformação</p><p>digital por meio de uma boa estratégia de governo digital, otimizando o acesso a</p><p>informações públicas e criando estruturas que garantam maior inclusão digital e</p><p>cidadania, como as consultas públicas com indivíduos e sociedade civil.</p><p>Estratégia de Governo Digital.</p><p>Fonte: Gov.br (2022).</p><p>A Estratégia de Governo Digital 2020-2022 é ousada, com meta da digitalização de</p><p>100% dos serviços públicos até o final de 2022. A expectativa é de que R$ 38 bilhões</p><p>serão economizados em cinco anos.</p><p>Em 22 de novembro de 2022, foi publicado o Decreto 11.260/23</p><p>estendendo a vigência da EGD 2020/2022 para 2023.</p><p>OCDE.</p><p>Fonte: Observatório Privacidade (2020).</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Decreto/D11260.htm</p><p>94Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Segundo os achados dessa revisão realizada pela OCDE, são seis dimensões do</p><p>governo digital e da mudança de governo eletrônico para o governo digital:</p><p>• Transição da administração centrada no usuário para uma administração</p><p>conduzida pelo usuário;</p><p>• Transformação de um governo reativo em proativo na elaboração de</p><p>políticas públicas e prestação de serviços;</p><p>• Instituição de um governo centrado na informação para um setor público</p><p>orientado por dados;</p><p>• Realização da digitalização de processos existentes ao processo por</p><p>concepção digital (digital by design);</p><p>• Realidade de um governo provedor de serviços para um governo como</p><p>plataforma para cocriação de valor público;</p><p>• Priorização do acesso à informação para abertura de dados como padrão.</p><p>Assim, não é apenas o mero consumo e aplicação de tecnologias para a imersão</p><p>no meio digital como um modo de gerir, prestar serviços e aprimorar o exercício da</p><p>cidadania. É um movimento de levar o “governo eletrônico” para o Governo Digital,</p><p>o qual representa um novo paradigma para os serviços públicos brasileiros.</p><p>Desta forma, o uso da tecnologia da informação nos serviços públicos vem construindo</p><p>uma tendência disruptiva e inovadora em relação ao modelo anterior de governo</p><p>eletrônico, onde a modelagem tecnológica era predominantemente incremental.</p><p>A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) realiza,</p><p>em todo o mundo, um frequente trabalho de comparação entre governos em</p><p>diferentes temáticas.</p><p>Em 2020, foi realizada a revisão do Governo Digital do Brasil com o objetivo de</p><p>auxiliar o governo brasileiro em seus esforços de transição de uma abordagem de</p><p>governo eletrônico (e-government) para um governo digital.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 95</p><p>No Brasil, em 2016 foi instituída a Estratégia de Governança Digital (EGD), que foi</p><p>atualizada em 2020. Propõe a promoção do uso pelo setor público de recursos de</p><p>tecnologia da informação para melhorar a disponibilização de informação, incentivar</p><p>a participação da sociedade no processo de tomada de decisão e aprimorar o nível de</p><p>transparência e efetividade do Governo Federal.</p><p>1.2 Planejamento da Transformação Digital</p><p>Estratégia de Governo Digital.</p><p>Fonte: Gov.br (2022).</p><p>O Decreto nº 10.332, publicado no dia 29 de abril de 2020, institui a Estratégia de</p><p>Governo Digital para o período de 2020 a 2022, no âmbito dos órgãos e das entidades da</p><p>administração pública federal direta, autárquica e fundacional e dá outras providências.</p><p>Em 22 de novembro de 2022, foi publicado o Decreto 11.260/23</p><p>estendendo a vigência da EGD 2020/2022 para 2023.</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Decreto/D11260.htm</p><p>96Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>A existência de um governo 100% digital não se restringe à automação de processos,</p><p>à oferta de serviços públicos on-line, mas sim busca avançar para um modelo de</p><p>governança pública que integre o potencial da tecnologia da informação com os</p><p>processos internos do próprio governo junto aos cidadãos, buscando assim cumprir</p><p>os papeis essenciais do estado de forma mais eficiente, assertiva, com serviços</p><p>públicos mais qualificados e alinhados às necessidades do cidadão.</p><p>A transformação digital é um movimento com diversos desafios e,</p><p>no Brasil, talvez um dos desafios mais relevantes está na realidade</p><p>da desigualdade no acesso ao universo digital. A própria Estratégia</p><p>de Governança Digital (EGD), elaborada pelo Ministério da Economia,</p><p>apresenta dificuldades de inserção, segundo a Organização para a</p><p>Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p><p>Considerando os dados da pesquisa de satisfação cidadã sobre os serviços públicos</p><p>digitais no Brasil, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),</p><p>a satisfação com os serviços digitais privados é muito superior à dos serviços</p><p>públicos, o que aponta para a necessidade de um diagnóstico, pelo governo e</p><p>em conjunto com o cidadão-usuário, de como tornar a prestação de serviços</p><p>públicos digitais mais qualificada.</p><p>A Lei nº 14.129/2021 pode ser vista como importante forma de concretização da</p><p>Estratégia de Governo Digital para o período de 2020 a 2022. A digitalização dos serviços</p><p>públicos e do governo, se desenvolvida em observância aos princípios e objetivos da</p><p>Estratégia de Governo Digital, sem também olvidar daquela parcela da população</p><p>denominada de “excluídos digitais”, tem potencial para qualificar a prestação do serviço</p><p>público,</p><p>possibilitando uma universalização ainda maior e fomentando a interação</p><p>entre a administração pública e o cidadão-usuário de serviços públicos digitais.</p><p>Logotipo Banco Interamericano de Desenvolvimento.</p><p>Fonte: Acate (2022).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 97</p><p>Este núcleo de transformação digital deve contar com profissionais criativos, com</p><p>iniciativa, olhar empreendedor e foco nos resultados. Pessoas que não se deixem parar</p><p>por obstáculos e que tenham perfil para trabalhar nos bastidores, sem necessidade</p><p>de receber os louros pelos resultados conquistados.</p><p>Além disso, as ações necessárias à transformação digital precisam ter os seus custos</p><p>avaliados, bem como as suas formas de atendimento. Essas ações poderão ser</p><p>atendidas com recursos já disponíveis pela organização, com recursos que vão compor</p><p>o seu orçamento futuro, através do estabelecimento de parcerias ou utilização de</p><p>recursos a serem disponibilizados a custo zero por outras fontes.</p><p>Construção de um Time para a Transformação Digital.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Segundo a OCDE, o atual estágio de emprego das tecnologias digitais e seu emprego</p><p>pelos governos no mundo, passa a ser um marco na mudança de paradigma de</p><p>governo eletrônico para governo digital, onde a Tecnologia da Informação e todo o seu</p><p>potencial passa a figurar como elemento central da transformação do setor público.</p><p>Para o avanço da transformação digital, não há como fugir, pois alguém precisa</p><p>estar integralmente voltado para pensar e fazer acontecer a estratégia digital</p><p>na organização. Essa não pode ser uma atribuição lateral de alguém com outras</p><p>tarefas. Assim, o primeiro passo é construir um time – ainda que pequeno – cuja</p><p>única atribuição seja liderar a transformação digital na organização.</p><p>98Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Um dos destaques para o êxito no processo de transformação digital está na existência</p><p>de reuniões de retrospectiva da estratégia, onde são identificados progressos a serem</p><p>realizados para aprimorar a implantação da estratégia.</p><p>Essas reuniões exigem investimento de tempo e atenção, fazendo profunda, sincera</p><p>e verdadeira análise do trabalho e esforço realizado. Tal atitude reflete o princípio</p><p>ágil que defende que, em intervalos regulares, as equipes devem refletir sobre como</p><p>deixar o processo mais efetivo, então, se ajustar e otimizar seu comportamento de</p><p>acordo (BECK et al., 2001).</p><p>Em sua obra, Albino (2017) recomenda que em reuniões de retrospectiva devem ser</p><p>expostas as visualizações das métricas desenvolvidas, com a finalidade de apoiar a</p><p>equipe em exercer a filosofia de melhoria contínua baseada em dados, a partir de</p><p>análises feitas de forma colaborativa. Com isso pode-se tomar decisões para promover</p><p>pequenas alterações no processo que causem menor resistência à mudança, com os</p><p>objetivos de identificar pontos de melhoria no trabalho (inspeção) e de traçar planos</p><p>de ação para executar essas melhorias (adaptação) (ALBINO, 2017).</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>1.3 A Importância do Monitoramento de</p><p>Desempenho na Transformação Digital</p><p>Dessa forma, o Plano de Transformação Digital se torna o documento que consolidará</p><p>todas essas questões. É nele que estará a consolidação de todas as ações para</p><p>cada tema a ser trabalhado na transformação digital com o estabelecimento dos</p><p>responsáveis por cada uma dessas ações, os custos das mesmas, os principais</p><p>entregáveis e as datas relacionadas, os indicadores de monitoramento e avaliação, a</p><p>estrutura de governança estabelecida, referências ao marco legal definido, o plano de</p><p>gestão de riscos e o plano de comunicação.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 99</p><p>ACATE. ACATE, Florianópolis, SC, [2022]. Disponível em: https://www.acate.com.br/.</p><p>Acesso em: 23 jan. 2023.</p><p>ALBINO, R. D. Métricas Ágeis: obtenha melhores resultados em sua equipe. São</p><p>Paulo: Casa do Código, 2017.</p><p>BECK, K. et al. Manifesto for Agile Software Development. [2001]. Disponível em:</p><p>http://agilemanifesto.org/. Acesso em: 20 jan. 2022.</p><p>BRASIL. Gov.br, Brasília, DF, [2022]. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br.</p><p>Acesso em: 23 jan. 2023.</p><p>BRASIL. Decreto nº 10.332, de 29 de abril de 2020. Institui a Estratégia de</p><p>Governo Digital para o período de 2020 a 2022, no âmbito dos órgãos e das</p><p>entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional e dá</p><p>outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10332.htm.</p><p>Acesso em: 23 jan. 2023.</p><p>BRASIL. Lei nº 14.129, de 29 de março de 2021. Dispõe sobre princípios, regras</p><p>e instrumentos para o Governo Digital e para o aumento da eficiência pública e</p><p>altera a Lei nº 7.116, de 29 de agosto de 1983, a Lei nº 12.527, de 18 de novembro</p><p>de 2011 (Lei de Acesso à Informação), a Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, e a Lei</p><p>nº 13.460, de 26 de junho de 2017. Brasília, DF: Presidência da República, [2021].</p><p>Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.129-de-29-de-marco-</p><p>de-2021-311282132. Acesso em: 23 jan. 2023.</p><p>BRASIL. Governo eletrônico: ONU classifica Brasil entre os 20 países com melhor oferta</p><p>de serviços públicos digitais. Casa Civil, Brasília, DF, [2020]. Disponível em: https://</p><p>www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2020/julho/governo-eletronico-onu-</p><p>classifica-brasil-entre-os-20-paises-com-melhor-oferta-de-servicos-publicos-digitais.</p><p>Acesso em: 20 jan., 2023.</p><p>COSTA, Washington. Ministério da Economia. 2021. 1 fotografia. Disponível em:</p><p>https://flic.kr/p/2kMkQ7V. Acesso em: 23 jan. 2023.</p><p>CRISTÓVAM, J. S. DA S.; SAIKALI, L. B.; SOUSA, T. P. DE. Governo digital na</p><p>implementação de serviços públicos para a concretização de direitos sociais</p><p>no Brasil. Seqüência: Estudos Jurídicos e Políticos, v. 43, n. 84, p. 209–242, 19</p><p>jun. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/</p><p>view/2177-7055.2020v43n84p209. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.acate.com.br/</p><p>http://agilemanifesto.org/</p><p>https://www.gov.br/pt-br</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10332.htm</p><p>https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.129-de-29-de-marco-de-2021-311282132</p><p>https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.129-de-29-de-marco-de-2021-311282132</p><p>https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2020/julho/governo-eletronico-onu-classifica-brasil-entre-os-20-paises-com-melhor-oferta-de-servicos-publicos-digitais</p><p>https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2020/julho/governo-eletronico-onu-classifica-brasil-entre-os-20-paises-com-melhor-oferta-de-servicos-publicos-digitais</p><p>https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2020/julho/governo-eletronico-onu-classifica-brasil-entre-os-20-paises-com-melhor-oferta-de-servicos-publicos-digitais</p><p>https://flic.kr/p/2kMkQ7V</p><p>https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/2177-7055.2020v43n84p209</p><p>https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/2177-7055.2020v43n84p209</p><p>100Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Governo Eletrônico Brasileiro: perspectivas e desafios é assunto na próxima aula</p><p>de Direito da Informática. FADISMA, Santa Maria, [2016]. Disponível em: https://</p><p>www.fadisma.com.br/noticia/governo-eletronico-brasileiro-perspectivas-e-</p><p>desafios-e-assunto-na-proxima-aula-de-direito-da-informatica/. Acesso em: 23</p><p>jan. 2023.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>GOMES, R. R. F. Banco Mundial - história, funcionamento, atuação, objetivos -</p><p>Geografia. InfoEscola. [2017]. Disponível em: https://www.infoescola.com/geografia/</p><p>banco-mundial/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>OBSERVATÓRIO DA PRIVACIDADE. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados e o</p><p>possível ingresso do Brasil</p><p>na OCDE. Observatório da Privacidade, [2020]. Disponível</p><p>em: https://www.observatorioprivacidade.com.br/2020/11/04/a-autoridade-nacional-</p><p>de-protecao-de-dados-e-o-possivel-ingresso-do-brasil-na-ocde/. Acesso em: 23 jan.</p><p>2023.</p><p>OCDE. Digital Government Review of Brazil: Towards the Digital Transformation</p><p>of the Public Sector. OECD Digital Government Studies. Paris: OECD Publishing,</p><p>2018. Disponível em: https://www.oecd.org/gov/digital-government-review-of-brazil-</p><p>9789264307636-en.htm. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>LOGOSMARCAS. UN Logo: valor, história, PNG. LogosMarcas, [2022]. Disponível em:</p><p>https://logosmarcas.net/un-logo/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>TERRA.COM. Brasil é 7º no ranking mundial de governo digital e 1º nas Américas.</p><p>Terra, [S. l.], 2021. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/</p><p>brasil-e-7-no-ranking-mundial-de-governo-digital-e-1-nas-americas,b230d8e6b601</p><p>7da7b5c5f4332bd4bf90uwls66m7.html. Acesso em: 22 fev. 2023.</p><p>WORLD BANK GOVTECH. 2022 GovTech Maturity Index Update, [2022]. Disponível em:</p><p>https://www.worldbank.org/en/programs/govtech/2022-gtmi. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>https://www.fadisma.com.br/noticia/governo-eletronico-brasileiro-perspectivas-e-desafios-e-assunto-na-proxima-aula-de-direito-da-informatica/</p><p>https://www.fadisma.com.br/noticia/governo-eletronico-brasileiro-perspectivas-e-desafios-e-assunto-na-proxima-aula-de-direito-da-informatica/</p><p>https://www.fadisma.com.br/noticia/governo-eletronico-brasileiro-perspectivas-e-desafios-e-assunto-na-proxima-aula-de-direito-da-informatica/</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>https://www.infoescola.com/geografia/banco-mundial/</p><p>https://www.infoescola.com/geografia/banco-mundial/</p><p>https://www.observatorioprivacidade.com.br/2020/11/04/a-autoridade-nacional-de-protecao-de-dados-e-o-possivel-ingresso-do-brasil-na-ocde/</p><p>https://www.observatorioprivacidade.com.br/2020/11/04/a-autoridade-nacional-de-protecao-de-dados-e-o-possivel-ingresso-do-brasil-na-ocde/</p><p>https://www.oecd.org/gov/digital-government-review-of-brazil-9789264307636-en.htm</p><p>https://www.oecd.org/gov/digital-government-review-of-brazil-9789264307636-en.htm</p><p>https://logosmarcas.net/un-logo/</p><p>https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/brasil-e-7-no-ranking-mundial-de-governo-digital-e-1-nas-americas,b230d8e6b6017da7b5c5f4332bd4bf90uwls66m7.html</p><p>https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/brasil-e-7-no-ranking-mundial-de-governo-digital-e-1-nas-americas,b230d8e6b6017da7b5c5f4332bd4bf90uwls66m7.html</p><p>https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/brasil-e-7-no-ranking-mundial-de-governo-digital-e-1-nas-americas,b230d8e6b6017da7b5c5f4332bd4bf90uwls66m7.html</p><p>https://www.worldbank.org/en/programs/govtech/2022-gtmi</p><p>Unidade 1: O Que são Indicadores de Desempenho?</p><p>1.1 Indicadores de Desempenho</p><p>Unidade 1: Utilidade dos Indicadores para o Processo de Transformação Digital</p><p>1.1 Benefícios da Medição de Desempenho na Transformação Digital</p><p>Unidade 2: Para que Servem os Indicadores de Desempenho?</p><p>2.1 Propriedades dos Indicadores de Desempenho</p><p>2.2 Atributos dos Indicadores de Desempenho</p><p>2.3 Benefícios do Uso de Indicadores de Desempenho</p><p>Referências</p><p>Referências</p><p>Unidade 1: O Conceito de Sistema de Medição de Desempenho</p><p>1.1 Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Referências</p><p>1.2 Expectativas de Desempenho para a Transformação Digital</p><p>Unidade 1: Passo a Passo para Construir Indicadores de Desempenho</p><p>1.1 Como Estabelecer um Objetivo de Desempenho</p><p>Referências</p><p>Unidade 2: Atributos e Vantagens de um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>2.1 Atributos de um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>2.2 Vantagens de um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Referências</p><p>Unidade 1: Métricas Ágeis</p><p>1.1 Conceitos Básicos sobre Aplicação de Métricas para Medir o Desempenho</p><p>Referências</p><p>Unidade 3: Estratégia de Comunicação dos Resultados</p><p>3.1. Plano de Comunicação dos Resultados</p><p>3.2. Divulgação dos Resultados</p><p>Referências</p><p>Unidade 2: Documentação e Dicas Gerais sobre Indicadores de Desempenho</p><p>2.1 Documentação dos Indicadores de Desempenho</p><p>2.2 Dicas de Ouro na Elaboração de Indicadores de Desempenho</p><p>Referências</p><p>1.2 Como Identificar Fatores Críticos de Sucesso</p><p>1.3 Como Identificar o Indicador de Esforço e de Resultado</p><p>1.4 Validação Preliminar dos Indicadores com as Partes Interessadas</p><p>1.5 Construção de Fórmulas</p><p>1.6 Estabelecimento de Metas</p><p>1.7 Definição de Responsáveis</p><p>1.8 Definição da Forma de Coleta de Dados</p><p>1.9 Validação Final dos Indicadores com as Partes Interessadas</p><p>1.10 Mensuração do Desempenho</p><p>Unidade 1: O Planejamento e o Monitoramento da Transformação Digital</p><p>1.1 Panorama da Transformação Digital no Brasil</p><p>Referências</p><p>1.2 Metodologias Ágeis de Gestão</p><p>1.3 Benefícios das Metodologias Ágeis na Gestão de Desempenho</p><p>1.4 Por que Utilizar Métricas Ágeis?</p><p>Referências</p><p>1.2 Planejamento da Transformação Digital</p><p>1.3 A Importância do Monitoramento de Desempenho na Transformação Digital</p><p>e sua usabilidade na transformação digital.</p><p>Então é hora de começar seus estudos!</p><p>Videoaula: Apresentação do Curso</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo01_video01/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo01_video01/index.html</p><p>6Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Módulo</p><p>Os Indicadores de Desempenho1</p><p>Antes de iniciar seus estudos sobre a temática, é importante que você compreenda</p><p>a definição do que é um indicador de desempenho. Para isso, veja e reflita sobre</p><p>algumas situações cotidianas a seguir:</p><p>Você certamente já passou por uma balança e teve a vontade de subir para</p><p>saber qual o seu peso, certo?</p><p>Neste módulo, serão apresentados conceitos básicos sobre os indicadores de</p><p>desempenho, além da abordagem de suas propriedades, atributos e benefícios</p><p>do seu uso.</p><p>Unidade 1: O Que são Indicadores de Desempenho?</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, você será capaz de reconhecer conceitos básicos sobre</p><p>indicadores de desempenho.</p><p>1.1 Indicadores de Desempenho</p><p>A balança é um instrumento que informa em</p><p>quilogramas a massa corpórea de uma pessoa.</p><p>Balança como instrumento de medição.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 7</p><p>Se a cada semana você fizer essa mesma</p><p>ação de subir na balança para verificar o seu</p><p>peso, você conseguirá saber se houve alguma</p><p>mudança de um período para o outro.</p><p>E aí, entendeu? Nesse contexto, o peso corpóreo é um indicativo que te auxiliará</p><p>nesse processo, indicando que está ou não atingindo seus objetivos.</p><p>A partir dessa realidade, você poderá</p><p>estabelecer um compromisso de fazer uma</p><p>dieta que aumente ou diminua o seu peso.</p><p>E como saberá se o seu</p><p>compromisso está obtendo êxito?</p><p>Saberá a partir do momento que realizar a</p><p>identificação do seu peso, compará-lo com os</p><p>valores anteriormente verificados e relacionar</p><p>com a meta de peso ideal que definir.</p><p>Verificação de peso durante o passar do tempo.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Dieta de diminuição ou aumento de peso.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Comparação de peso.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>8Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Assim, é possível afirmar que indicadores são ferramentas que</p><p>auxiliam na indicação de êxito ou não de um compromisso,</p><p>objetivo, estratégico, meta ou afins, sendo possível visualizar</p><p>tanto o caminho quanto o resultado final.</p><p>E na literatura, qual a melhor definição?</p><p>Na literatura, existem diversos conceitos que guardam certa similaridade entre si.</p><p>Veja a seguir o conceito de indicador segundo Ferreira, Cassiolato e Gonzales (2009):</p><p>O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou</p><p>qualitativa, dotada de significado particular e utilizada</p><p>para organizar e captar as informações relevantes dos</p><p>elementos que compõem o objeto da observação. É</p><p>um recurso metodológico que informa empiricamente</p><p>sobre a evolução do aspecto observado (FERREIRA;</p><p>CASSIOLATO; GONZALES, 2009, p. 24).</p><p>No contexto da gestão pública, Ferreira, Cassiolato e Gonzales (2009) apontam</p><p>que os indicadores são instrumentos que contribuem para identificar e medir</p><p>aspectos relacionados a um determinado fenômeno decorrente da ação ou</p><p>da omissão do Estado. Sua principal finalidade é traduzir, de forma mensurável,</p><p>um aspecto da realidade dada ou construída, de maneira a tornar operacional a</p><p>sua observação e avaliação.</p><p>Além de te permitir verificar se as metas foram alcançadas, os indicadores</p><p>ainda indicam se o emprego dos diversos recursos (tempo, pessoas, orçamento,</p><p>infraestrutura) foi eficaz e quais falhas ocorreram em cada etapa de um projeto,</p><p>por exemplo.</p><p>Desta forma, pode-se destacar algumas utilidades prioritárias para os indicadores</p><p>enquanto instrumentos de gestão:</p><p>• embasam a tomada de decisão, auxiliando na diminuição da imprecisão;</p><p>• servem como referências para a análise crítica de resultados;</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 9</p><p>• são essenciais na mensuração do desempenho a partir de comparativos;</p><p>• colaboram continuamente para o processo de melhoria contínua da gestão</p><p>organizacional desde o nível mais operacional até o mais estratégico.</p><p>Mas, antes de se aprofundar no conceito de indicadores de desempenho, você sabe</p><p>o que é desempenho?</p><p>Conceito de desempenho.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Considerando uma abordagem abrangente, o desempenho pode ser entendido</p><p>como somatório de esforços empreendidos e/ou dedicados na direção de</p><p>resultados a serem alcançados ou conjunto de características ou capacidades de</p><p>comportamento e rendimento de algo.</p><p>De um modo objetivo, o termo poderia ser simplificado com o seguinte esquema:</p><p>Desempenho = esforços + resultados; ou desempenho = esforços resultados.</p><p>10Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>O esquema anterior traduz em resumo que a definição para o</p><p>desempenho é estabelecida pela atuação de uma organização</p><p>na execução de projetos, processos, definição de estratégias etc.</p><p>para se alcançar um resultado.</p><p>Assim, pode-se considerar que indicadores de desempenho são ferramentas</p><p>de apoio à gestão, às quais são necessários processos de monitoramento e</p><p>avaliação do desempenho organizacional, bem como de seus projetos, programas,</p><p>políticas e estratégias, uma vez que permitem acompanhar o alcance das metas e</p><p>compromissos, identificar bons resultados, aprimoramento da qualidade e melhoria</p><p>contínua, correção de problemas e necessidades de mudança.</p><p>De forma geral, os indicadores não são simplesmente números. Eles são atribuições</p><p>de valor a objetivos, acontecimentos ou situações, de acordo com regras, a que</p><p>possam ser aplicados critérios de avaliação, como, por exemplo, eficácia, efetividade</p><p>e eficiência.</p><p>Você chegou ao final desta unidade de estudo. Caso ainda tenha dúvidas, reveja o</p><p>conteúdo e se aprofunde nos temas propostos. Até a próxima!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 11</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>FERREIRA, H.; CASSIOLATO, M.; GONZALEZ, R. Uma experiência de desenvolvimento</p><p>metodológico para avaliação de programas: o modelo lógico do programa</p><p>segundo tempo. Brasília: Ipea, 2009.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO. Secretaria de Planejamento</p><p>e Investimentos Estratégicos. Indicadores de Programas: Guia Metodológico.</p><p>Brasília: Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, 2010.</p><p>MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e</p><p>Governo Digital; Secretaria de Gestão. Guia Técnico de Gestão Estratégica. Brasília:</p><p>Ministério da Economia, 2019.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>12Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Unidade 2: Para que Servem os Indicadores de Desempenho?</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade você será capaz de determinar propriedades, atributos e benefícios</p><p>do uso de indicadores de desempenho.</p><p>2.1 Propriedades dos Indicadores de Desempenho</p><p>Indicadores de desempenho permitem acompanhar se os compromissos</p><p>estabelecidos diante de um objetivo estão sendo alcançados, a partir do</p><p>estabelecimento de uma estrutura ou um sistema capaz de medir o desempenho</p><p>de um contexto.</p><p>Em uma realidade em que se mede sistematicamente o desempenho, há</p><p>possibilidades de se realizar rapidamente intervenções à medida que ocorrem</p><p>flutuações de processo.</p><p>Identificação de necessidades de desenvolvimento de competências em funcionários.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 13</p><p>Imagine uma organização que identifica em sua força de trabalho algumas</p><p>necessidades de desenvolvimento de competências em seus funcionários, visto que</p><p>os resultados não estão satisfatórios.</p><p>Diante dessa realidade, a organização define como estratégia criar um programa de</p><p>capacitação para toda a força de trabalho, em diversas</p><p>temáticas, na expectativa de</p><p>que as pessoas adquiram novos conhecimentos e desenvolvam várias habilidades</p><p>que irão colaborar para a obtenção de resultados organizacionais positivos.</p><p>Durante o processo é preciso acompanhar a quantidade de inscritos, quantas</p><p>capacitações foram ofertadas e concluídas, assim como o nível de satisfação dos</p><p>participantes. Além disso, é importante observar os custos e o tempo investido.</p><p>Após, é importante avaliar se, depois das capacitações, os resultados da organização</p><p>tiveram melhora ou não.</p><p>Avaliação diagnóstica de um programa de capacitação.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>14Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Assim, com base nas informações geradas durante a execução da estratégia,</p><p>consegue-se avaliar, por exemplo, o desempenho da organização e da própria</p><p>estratégia definida, auxiliando no processo de tomada de decisões e execução de</p><p>ações que irão favorecer os melhores resultados.</p><p>Vale destacar a extrema relevância de alinhamento de expectativas entre a proposta</p><p>do indicador com as partes interessadas, que de alguma forma vão contribuir para</p><p>a existência do indicador ou vão fazer uso de seus resultados, de modo a assegurar</p><p>a relevância do indicador proposto.</p><p>Na identificação e seleção de um indicador, é importante considerar um conjunto</p><p>de propriedades para garantir a sua posterior operacionalização:</p><p>• seletividade ou importância: o indicador fornece informações sobre as</p><p>principais variáveis estratégicas e prioridades definidas de ações, produtos</p><p>ou impactos esperados;</p><p>• simplicidade, clareza, inteligibilidade e comunicabilidade: os</p><p>indicadores devem ser simples e compreensíveis, capazes de levar a</p><p>mensagem e o significado. Os nomes e expressões devem ser facilmente</p><p>compreendidos e conhecidos por todos os públicos interessados;</p><p>• representatividade, confiabilidade e sensibilidade: o indicador precisa</p><p>ter a capacidade de demonstrar a mais importante e crítica etapa de um</p><p>processo, projeto etc. Os dados devem ser precisos, capazes de responder</p><p>aos objetivos e coletados na fonte de dados correta e precisam refletir</p><p>tempestivamente os efeitos decorrentes das intervenções;</p><p>• investigativos: os dados devem ser fáceis de analisar, sejam eles para</p><p>registro ou para reter informações e permitir juízos de valor;</p><p>• comparabilidade: os indicadores devem ser facilmente comparáveis com as</p><p>referências internas ou externas, bem como séries históricas de acontecimentos;</p><p>• estabilidade: garantir que os procedimentos gerados de forma sistemática</p><p>e constante não terão muitas alterações e complexidades, uma vez que é</p><p>relevante manter o padrão e permitir a série-histórica do indicador;</p><p>• custo-efetividade: o indicador precisa ser projetado para ser factível e</p><p>economicamente viável. Os benefícios em relação aos custos devem satisfazer</p><p>todos os demais níveis. Nem todas as informações devem ser mensuradas,</p><p>é preciso avaliar os benefícios gerados em detrimento do ônus despendido.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 15</p><p>Assim, pode-se concluir que é com base nas informações transmitidas por</p><p>indicadores que a alta administração de uma organização toma decisões (ou deveria</p><p>tomar). Ainda a partir dos indicadores, organizações adquirem fundamentos para</p><p>reorientar suas iniciativas e ações.</p><p>Organizações aprendem o que gera resultados desejáveis e onde os recursos são mais</p><p>ou menos investidos. Também pelos indicadores é possível identificar e, quem sabe, até</p><p>reconhecer o bom desempenho de unidades, departamentos, setores ou iniciativas.</p><p>Por fim, a alta direção pode, apoiando-se nos indicadores, comunicar suas expectativas.</p><p>2.2 Atributos dos Indicadores de Desempenho</p><p>Em meio à variedade e quantidade de medidas disponíveis, indicadores confiáveis</p><p>e úteis fortalecerão a articulação e a sensibilização dos principais interessados em</p><p>torno das propostas que se pretende implementar. Para esse propósito, o ciclo da</p><p>elaboração de indicadores deve atentar-se à adesão a alguns atributos essenciais</p><p>que caracterizam uma boa medida de desempenho:</p><p>Na videoaula a seguir, você irá conhecer os principais atributos para que seja</p><p>possível elaborar bons indicadores de desempenho.</p><p>Para facilitar seus estudos, veja a seguir um quadro resumo dos principais atributos</p><p>detalhados na videoaula que você acabou de assistir:</p><p>Videoaula: Atributos Essenciais para Elaboração</p><p>de um Indicador de Desempenho</p><p>ATRIBUTOS DETALHAMENTO</p><p>Utilidade Comunicar com clareza a intenção do objetivo e ser útil para o</p><p>processo de tomada de decisão.</p><p>Representatividade Representar com fidelidade e destaque o que se deseja medir.</p><p>Confiabilidade</p><p>metodológica Ter métodos de coleta e processamento seguros e confiáveis.</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo01_video02/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo01_video02/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo01_video02/index.html</p><p>16Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Este rol de atributos não é taxativo apenas ao que foi elencado, porém destaca-se</p><p>neste curso os principais que, se observados, garantirão qualidade e efetividade aos</p><p>indicadores elaborados.</p><p>Segundo James Harrington (1987, p. 43, tradução nossa), autor americano especialista</p><p>em gestão de processos:</p><p>Medir é o primeiro passo que leva ao controle e</p><p>eventualmente à melhoria. Se você não consegue</p><p>medir uma coisa, você não consegue entendê-la.</p><p>Se você não a entende, não a controla. Se não a</p><p>controla, não pode melhorá-la.</p><p>ATRIBUTOS DETALHAMENTO</p><p>Confiabilidade da fonte Ter fonte de dados com precisão e exatidão, assegurando</p><p>responsabilidade e confiança.</p><p>Disponibilidade Ser possível a coleta dos dados para o cálculo com facilidade e rapidez.</p><p>Economicidade Ter uma relação de custo-benefício favorável.</p><p>Simplicidade de</p><p>comunicação Favorecer o fácil entendimento por todas as partes interessadas.</p><p>Estabilidade Ter mínima interferência de variáveis externas ou possíveis</p><p>adversidades.</p><p>Tempestividade Ser possível a sua utilização sempre que necessário.</p><p>Sensibilidade Ter baixos riscos relacionados ao indicador.</p><p>Quadro resumo dos principais atributos para elaboração de um indicador de desempenho.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 17</p><p>Segundo Bahia (2021), no Guia Referencial para Construção e Análise de Indicadores,</p><p>os benefícios mais comuns do uso de indicadores de desempenho são aumento do</p><p>controle e monitoramento da organização, o aprimoramento da comunicação</p><p>da estratégia, engajamento da força de trabalho e melhoria contínua com foco</p><p>no valor público.</p><p>Veja a seguir a descrição de cada um desses benefícios.</p><p>Controle e monitoramento organizacional</p><p>Diante da disponibilidade de dados e informações, a organização tem a</p><p>possibilidade de realizar análises variadas, traçar cenários prospectivos e</p><p>ainda detectar possíveis riscos ou desvios em relação ao que foi planejado.</p><p>Fazendo uma analogia com o planejamento de um voo, o conjunto de</p><p>indicadores pode ser comparado com os instrumentos de voo no cockpit de</p><p>um avião, que fornece informações importantes para a piloto e seus auxiliares</p><p>conduzirem o avião até seu destino com o mínimo de intercorrências,</p><p>garantindo cumprimento de prazos e a segurança de toda a tripulação.</p><p>Refletindo tal comparação ao ambiente institucional, a organização, se não tem</p><p>indicadores e um processo de monitoramento bem estabelecido, aumenta</p><p>suas chances de ter a incerteza conduzindo as decisões dos gestores.</p><p>Comunicação da estratégia</p><p>A literatura tradicionalmente indica que, para o planejamento ser</p><p>implementado é necessário o mapeamento de todos os atores chaves e que</p><p>estes estejam conscientes e alinhados com os objetivos e resultados que se</p><p>espera do desempenho da organização.</p><p>O uso de indicadores atrelados à estratégia, tendo uma meta temporal a ser</p><p>cumprida, ajuda a organização a comunicar o desempenho que se espera</p><p>alcançar, assim</p><p>como o tempo, os recursos necessários e os impactos caso</p><p>não se atinja o proposto.</p><p>Ao apresentar os objetivos estratégicos da organização alinhados e</p><p>traduzidos por indicadores de desempenho, a comunicação tende a ser</p><p>mais clara, assertiva e precisa.</p><p>Em relação aos objetivos estratégicos, vale destacar a importância de tê-los</p><p>estruturados com textos de simples compreensão onde não seja possível</p><p>confundir e ter interpretações diferentes na força de trabalho. Uma boa</p><p>2.3 Benefícios do Uso de Indicadores de Desempenho</p><p>18Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>prática é sempre envolver a área de comunicação da organização, para que</p><p>juntos seja definida uma estratégia de comunicação efetiva que favoreça o</p><p>melhor entendimento para a força de trabalho.</p><p>Engajamento da força de trabalho</p><p>Ter a força de trabalho alinhada à estratégia e aos compromissos definidos</p><p>é sempre um grande desafio. Os indicadores, por apresentarem de forma</p><p>numérica a meta a ser alcançada e ter o tempo que se espera, auxiliam no</p><p>processo de motivação da força de trabalho.</p><p>Quando se fala em motivação, o verbo mover é o primeiro a demonstrar a</p><p>ação a ser feita. Os indicadores com suas metas têm a pretensão de avançar</p><p>do status quo e tirar a força de trabalho da “zona de conforto” fazendo-a se</p><p>desafiar para um horizonte de melhores resultados.</p><p>É fato que nesse processo é natural encontrarmos resistências. Contudo,</p><p>a partir do monitoramento estruturado dos indicadores, destacando os</p><p>reais ganhos de se ter foco na estratégia, é possível movimentar a força de</p><p>trabalho rumo ao caminho desejado.</p><p>Mesmo que no setor público ainda seja um desafio a definição de políticas</p><p>de motivação para os servidores ou da expansão da cultura da meritocracia,</p><p>um sistema de medição de desempenho bem elaborado permite o</p><p>melhor aproveitamento da qualidade técnica dos servidores, apoiado no</p><p>direcionamento e definição de metas individuais.</p><p>Melhoria contínua com foco no valor público</p><p>Somente corrigir processos para atingir metas estabelecidas internamente</p><p>pela organização talvez não seja suficiente. Em um contexto de demandas</p><p>contínuas para o Governo e escassez crescente de recursos, é importante</p><p>investir na melhoria dos processos para se atingir novos padrões de</p><p>satisfação por parte da sociedade. Saber onde aprimorar nos processos</p><p>organizacionais é muito importante para a definição de novas metas.</p><p>Somado a todos os benefícios elencados, os quais não são taxativos, é sempre</p><p>importante destacar que indicadores de desempenho possibilitam que os principais</p><p>compromissos e estratégias da organização sejam acompanhados de maneira</p><p>precisa, com a possibilidade de estabelecimento de planos de ação para cada um</p><p>dos indicadores.</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 19</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>BRASIL. Tribunal de Contas da União. Secretaria de Fiscalização e Avaliação de</p><p>Programas de Governo (Seprog), Técnica de indicadores de desempenho para</p><p>auditorias. Brasília: TCU, 2011.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>HARRINGTON, H. J. The improvement process: how America's leading companies</p><p>improve quality. Nova York: McGraw-Hill, 1987. Disponível em: https://archive.org/</p><p>details/improvementproce0000harr. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>https://archive.org/details/improvementproce0000harr</p><p>https://archive.org/details/improvementproce0000harr</p><p>20Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Módulo</p><p>O Uso de Indicadores de</p><p>Desempenho no Processo de</p><p>Transformação Digital2</p><p>Neste módulo, você verá sobre o uso de indicadores de desempenho no processo</p><p>de transformação digital, explorando inclusive a origem deste processo no setor</p><p>público no Brasil.</p><p>O mundo digital é uma realidade, e essa revolução está transformando a forma com</p><p>que organizações, governos e pessoas estão vivendo, trabalhando e se relacionando.</p><p>Unidade 1: Utilidade dos Indicadores</p><p>para o Processo de Transformação Digital</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade você será capaz de reconhecer a utilidade do uso dos indicadores</p><p>de desempenho no processo de transformação digital.</p><p>1.1 Benefícios da Medição de Desempenho na Transformação Digital</p><p>O mundo digital.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 21</p><p>Mesclando essas expectativas e o avanço tecnológico, o poder público federal tem</p><p>despendido esforços na atualização de seus processos e serviços para atendimento</p><p>ao cidadão de forma online.</p><p>Implantar a transformação digital no governo brasileiro é um dos grandes desafios</p><p>coordenado pelo atual Ministério da Economia em consonância com os padrões</p><p>internacionais mais avançados, em que se estabeleceu estratégias de governança</p><p>e para a transformação digital, criando um ambiente robusto e essencial para</p><p>potencializar e promover a eficiência na prestação de serviços públicos.</p><p>Desde 2017, o governo brasileiro vem conduzindo uma estratégia para transformação</p><p>digital de serviços na esfera federal. Essa estratégia visa facilitar a vida de cidadãos,</p><p>empresas, organizações e outros entes administrativos, disponibilizando serviços</p><p>públicos por canais digitais de qualidade, de forma rápida, eficiente e econômica.</p><p>A transformação digital é um movimento no qual organizações,</p><p>quer sejam públicas ou privadas, têm a possibilidade de fazer</p><p>uso da tecnologia para aprimorar o seu desempenho, elevar o</p><p>alcance e alçar resultados melhores em relação aos produtos,</p><p>soluções e serviços que devem ser ofertados e prestados. Trata-</p><p>se de uma mudança estrutural nas organizações, dando um</p><p>papel essencial para a tecnologia.</p><p>Estratégia de Governo Digital.</p><p>Fonte: Gov.br (2022).</p><p>22Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>O Brasil é um país de extensão continental, múltiplo em cultura, com divisão de</p><p>gestão em três esferas distintas e independentes (federal, estadual e municipal),</p><p>com disponibilidade de recursos e quadro de pessoa diversificado, dentre outras</p><p>características que explicitam a acentuada diferença nos governos subnacionais.</p><p>Assim, diante da complexidade, para o êxito da estratégia de transformação digital</p><p>no governo brasileiro, indicadores de desempenho são ferramentas que permitem</p><p>o conhecimento sobre a situação que se deseja:</p><p>• modificar;</p><p>• estabelecer as prioridades;</p><p>• escolher os beneficiados;</p><p>• identificar os objetivos; e</p><p>• traduzir os objetivos em metas.</p><p>O reconhecimento da situação a partir dos indicadores gera:</p><p>• o acompanhamento com mais efetividade do andamento dos trabalhos;</p><p>• a avaliação de processos;</p><p>• a adoção de redirecionamentos necessários; e</p><p>• a verificação de resultados e os impactos obtidos.</p><p>Desta forma, aumentam as chances de serem tomadas decisões corretas no que</p><p>tange à transformação digital e o uso da tecnologia para modernizar o Estado, e de</p><p>se potencializar o uso dos mais diversos recursos que são escassos e limitados.</p><p>Contudo, vale destacar que indicadores de desempenho apontam, mas não</p><p>resolvem problemas. A resolução de problemas indicados por eles depende da</p><p>atuação dos gestores.</p><p>Segundo Bahia (2021), no Guia Referencial para Construção e Análise de Indicadores, se</p><p>um indicador sobe e desce e ninguém na organização toma alguma providência,</p><p>o melhor a fazer é descartá-lo.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 23</p><p>É de suma importância observar a utilidade do indicador, pois, se</p><p>as informações não são utilizadas e o custo para obter ou mantê-</p><p>las é alto, é necessário rever a manutenção do indicador, visto</p><p>que o benefício para a organização está comprometido.</p><p>Indicadores de</p><p>desempenho precisam contar com a participação das partes</p><p>interessadas que de alguma forma irão fazer uso deles. O empoderamento desses</p><p>atores chave na elaboração dos indicadores com toda a certeza irá contribuir com a</p><p>maior assertividade do indicador.</p><p>De outro modo, indicadores precisam contribuir para o processo de melhoria</p><p>contínua e aproveitamento da capacidade organizacional de todos os insumos e</p><p>recursos disponíveis.</p><p>Transformação digital como solução para a sociedade.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Até o momento, entre as organizações públicas que tiveram êxito ao</p><p>passar pelo processo de transformação digital, destaca-se um ponto</p><p>comum: a adequação a um novo comportamento e processo de oferta</p><p>de serviços e soluções à sociedade.</p><p>24Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Entretanto, mesmo a sociedade sendo a parte mais interessada do resultado do</p><p>processo da transformação digital, ao analisar as estratégias de diversas organizações</p><p>públicas, observa-se a predominância de indicadores focados em mensurar custos,</p><p>prazos de projetos e quantitativos variados, não priorizando exatamente a satisfação</p><p>do usuário do serviço ou solução ofertada pelo governo, que é um dos principais</p><p>olhares do resultado desse processo.</p><p>Na mensuração da transformação digital, é preciso muito mais do que acompanhar</p><p>prazo, custo, logística e similares.</p><p>A seguir, veja uma inspiração de alguns pontos que podem ser observados no</p><p>processo da transformação digital:</p><p>Foco na organização</p><p>• Investimento e efetividade da comunicação interna e externa;</p><p>• ROI dos canais digitais;</p><p>• Nível de influência e contribuição da organização nas prioridades do</p><p>governo;</p><p>• Nível de maturidade digital da organização;</p><p>• Contribuição e envolvimento das unidades organizacionais nas</p><p>iniciativas digitais.</p><p>Foco na gestão de negócios</p><p>• Velocidade no lançamento de novos produtos no mercado;</p><p>• Produtividade (volume ou valor dos produtos vs. tempo e recursos</p><p>investidos);</p><p>• Nível de simplificação administrativa;</p><p>• Nível de digitização dos serviços e soluções;</p><p>• Tempo de oferta de serviços;</p><p>• Tempo de resolução de demandas/problemas.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 25</p><p>Foco no usuário</p><p>• Adesão de novos usuários às políticas e serviços relacionados ao processo</p><p>de transformação digital;</p><p>• Taxa de aquisição de novos clientes;</p><p>• Nível de experiência do usuário aprimorada;</p><p>• Nível de autonomia do usuário no uso dos serviços e soluções;</p><p>• Nível de confiança do usuário no governo.</p><p>Foco na inovação</p><p>• Nível de sucesso das ideias inovadoras;</p><p>• Percentual da receita de novos produtos ou serviços lançados;</p><p>• Novos aplicativos, tecnologias e soluções inovadoras aplicadas;</p><p>• Metodologias inovadoras e adaptação a novas situações ou mercados;</p><p>• Reconhecimento do investimento em inovação.</p><p>Vale destacar que não existe uma fórmula mágica para se obter</p><p>sucesso no processo de transformação digital. Contudo, uma</p><p>estratégia apoiada em um sistema de medição com indicadores</p><p>de desempenho assertivos, como foco na organização, gestão dos</p><p>negócios, usuário e na inovação é imperativo para poder ajudar.</p><p>A jornada da transformação digital pode ser emocionante se a</p><p>organização trilhar um caminho com metas pré-definidas para</p><p>cada um dos indicadores de desempenho que estarão vinculados</p><p>aos objetivos da estratégia.</p><p>26Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Essas metas, necessariamente, devem abranger o foco na organização, na gestão</p><p>dos negócios, no usuário e fornecer uma visão contínua do que está funcionando</p><p>e do que não está.</p><p>Acompanhar a transformação digital na sua organização por meio de indicadores de</p><p>desempenho é uma prática com diversas vantagens:</p><p>• Readaptação: os indicadores de desempenho auxiliam a calibrar e ajustar</p><p>os modelos digitais. Por isso, caso a estratégia não esteja indo como esperado,</p><p>é possível fazer uma readaptação e economizar tempo e orçamento.</p><p>• Otimizar mão de obra: utilizar uma mão de obra extremamente qualificada</p><p>para realizar tarefas muito operacionais se torna insustentável para a</p><p>organização. Isso porque o valor do talento não está alinhado com o valor da</p><p>tarefa que está sendo realizada e ainda há restrição nos quadros de pessoal.</p><p>• Resultados quantificáveis: muitas das vezes, algumas ações dentro das</p><p>organizações são um tiro no escuro pela falta de monitoramento. Com</p><p>indicadores de desempenho, existem resultados quantificáveis e, portanto,</p><p>uma visão muito mais dinâmica da performance institucional.</p><p>• Aumento de eficiência das equipes: quando não há um bom</p><p>acompanhamento, muitas vezes as equipes podem insistir em operações que</p><p>não geram resultado, ou que são muito morosas. Com o acompanhamento</p><p>da transformação digital por meio de indicadores de desempenho, isso</p><p>pode ser facilmente otimizado.</p><p>• Tomadas de decisões mais eficientes: em decorrência da visão mais</p><p>dinâmica que foi citada acima, fornecida pelos indicadores, as decisões serão</p><p>tomadas com muito mais segurança. Por isso, os resultados serão muito mais</p><p>eficientes, melhorando a performance institucional como um todo.</p><p>Assim, fica evidente que o uso de indicadores no processo de transformação digital</p><p>possui diversos benefícios, com destaque à possibilidade de acompanhar de forma</p><p>tempestiva e com maior assertividade o andamento da estratégia de transformação</p><p>digital, identificando de forma ágil possíveis correções de rotas se as expectativas</p><p>não estiverem sendo atendidas.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 27</p><p>1.2 Expectativas de Desempenho para a Transformação Digital</p><p>A realidade da transformação digital no setor público é uma mudança radical na</p><p>estrutura das organizações, a partir da qual a tecnologia passa a ter um papel</p><p>estratégico central, e não apenas uma presença superficial, onde o uso da tecnologia</p><p>propiciará mudar processos, aumentando a produtividade e eficiência.</p><p>No setor público, a transformação digital tem sido uma oportunidade para tornar</p><p>o Estado mais eficiente, melhorar a satisfação do cidadão na prestação de serviços,</p><p>aumentar a competitividade econômica, alcançar novos níveis de engajamento</p><p>e confiança, além de aumentar a produtividade das políticas públicas. Se o setor</p><p>público não seguir o ritmo da transformação digital, suas estruturas se tornarão um</p><p>fator de atraso no desenvolvimento econômico e social do país.</p><p>Assim, em 2017, sob a coordenação do extinto Ministério do Planejamento,</p><p>Desenvolvimento e Gestão, realizou-se a “Pesquisa sobre Serviços Públicos de</p><p>Atendimento da Administração Pública”, também denominada de Censo de</p><p>Serviços Públicos Federais.</p><p>A tecnologia como ponto central da mudança de processos.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>28Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Este trabalho mapeou informações sobre os serviços públicos, tais como:</p><p>• natureza e número de etapas;</p><p>• a quem se destina;</p><p>• quantidade de interações com o usuário;</p><p>• documentos necessários para solicitação;</p><p>• estágio atual de digitalização.</p><p>Esse levantamento serviu para conhecer melhor o Estado brasileiro, montar o</p><p>catálogo do Portal Servicos.gov.br, identificar oportunidades para automação, bem</p><p>como o perfil dos usuários finais dos serviços federais.</p><p>Com base no Censo de Serviços, o extinto Ministério do Planejamento iniciou um</p><p>trabalho de coordenação das ações de transformação digital dos serviços públicos</p><p>junto aos demais órgãos do Poder Executivo Federal.</p><p>Assim, pela autonomia que os entes federados possuem, e considerando a</p><p>necessidade de impulsionar a transformação digital em todo o território nacional</p><p>frente ao desafio da ampla diversidade social existente, entende-se que a atuação</p><p>em rede proporciona pontos positivos como:</p><p>favorecimento da construção de parcerias;</p><p>otimização e potencialização dos recursos;</p><p>promoção da sinergia e colaboração;</p><p>atuação orientada para a ênfase em objetivos comuns;</p><p>fomento à inovação colaborativa</p><p>e à construção coletiva de conhecimento;</p><p>compartilhamento do valor gerado; e</p><p>assimilação coletiva do conhecimento, permitindo o desenvolvimento e</p><p>o aprimoramento da maturidade do Governo no cumprimento do seu</p><p>papel junto à sociedade.</p><p>https://www.gov.br/conecta/catalogo/sistemas/portal-de-servicos</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 29</p><p>Desta forma, foi criada a Rede Gov.BR cujo objetivo é promover uma ação unificada</p><p>entre os responsáveis pela transformação digital de estados e municípios afim de</p><p>integrar as soluções digitais nas diferentes esferas do Estado brasileiro.</p><p>A análise do atual ambiente administrativo e das condições socioeconômicas e</p><p>políticas brasileiras indicam alguns pontos de atenção que precisam ser observados</p><p>com vistas a garantir a evolução do processo de transformação digital nacional.</p><p>Sendo assim, a existência de estratégias, com objetivos claros e ações planejadas,</p><p>fazendo o uso prioritário de indicadores de desempenho, torna-se imperativa para</p><p>que as expectativas de um governo digital se tornem realidade e gerem valor público.</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>A coordenação e governança das ações de transformação digital em um país com</p><p>as dimensões e características diversas como as do Brasil são complexas, exigindo</p><p>capacidade de planejamento, articulação e gestão.</p><p>Quer saber mais sobre esta rede? Clique aqui e acesse sua</p><p>plataforma oficial.</p><p>Análise do ambiente administrativo via meio digital.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>https://www.gov.br/governodigital/pt-br/transformacao-digital/rede-nacional-de-governo-digital</p><p>30Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>BRASIL. Gov.br. Brasília, DF, [2023]. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br.</p><p>Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Secretaria de Governo Digital (SGD). Estratégia de</p><p>Governo Digital. Brasília, 2020.</p><p>MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Censo de Serviços Públicos. Brasília, 2017. Disponível</p><p>em: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento/cidadania-digital/</p><p>censo-de-servicos-publicos-1. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.gov.br/pt-br</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento/cidadania-digital/censo-de-servicos-publicos-1</p><p>https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento/cidadania-digital/censo-de-servicos-publicos-1</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 31</p><p>Módulo</p><p>O Sistema de</p><p>Medição de Desempenho3</p><p>Neste módulo, você verá sobre o Sistema de Medição de Desempenho, seus atributos</p><p>essenciais e as principais vantagens do uso de indicadores de forma sistemática.</p><p>Sistema de Medição de Desempenho (SMD) é um grande agrupador de um</p><p>conjunto de indicadores de desempenho organizacional, onde a relação de causa</p><p>e efeito entre os indicadores e a estratégia à qual o sistema se propõe a medir o</p><p>desempenho é extremamente próxima de modo a ser facilmente observada.</p><p>Importante destacar que a relação de causalidade entre os indicadores é guiada</p><p>por demandas específicas que, necessariamente, estão alinhadas à estratégia ou</p><p>aos objetivos a serem atingidos.</p><p>Na videoaula a seguir, será apresentada com maiores detalhes a conceituação do</p><p>Sistema de Medição de Desempenho.</p><p>Unidade 1: O Conceito de Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, você será capaz de reconhecer o conceito de sistema de</p><p>medição de desempenho.</p><p>1.1 Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Videoaula: Sistema de Medição de Desempenho</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo03_video03/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo03_video03/index.html</p><p>32Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Como visto na videoaula, os indicadores interpretam os objetivos da organização</p><p>e, portanto, medem os efeitos desejados pelos seus gestores. Considerando que</p><p>não há efeito sem causa, um SMD deve conter indicadores de desempenho que</p><p>levem ao foco do problema apontado pelo indicador do efeito. Diagnosticada</p><p>a causa, uma ação corretiva pode ser aplicada e, minimizando ou eliminando a</p><p>causa, o efeito diminui ou desaparece.</p><p>Imagine um gestor ou gestora que tenha compromisso com os resultados da</p><p>sua organização e que compreende a operação dos processos rotineiros de</p><p>trabalho, conhece sobre o setor de recursos humanos, de pessoal, do financeiro,</p><p>do comercial e por aí vai.</p><p>Gestora avaliando a situação de uma organização.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Quando ele(a) precisa tomar uma decisão estratégica, diante do</p><p>conhecimento e das informações que tem sobre o todo, ele(a) é capaz</p><p>de avaliar não apenas a sua necessidade imediata, mas o impacto e as</p><p>consequências que a sua atitude vai gerar para todas as outras áreas na</p><p>organização.</p><p>Ou seja, além de examinar cada setor individualmente, também é fundamental ver</p><p>como se dá a interação entre eles.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 33</p><p>Essa é uma das grandes vantagens da estrutura de sistema em</p><p>uma organização. Permite a compreensão das relações entre os</p><p>ambientes interno e externo, bem como as relações de causa e</p><p>efeito que existem entre os mais diversos processos.</p><p>A depender do tamanho da organização ou da complexidade do seu negócio, os</p><p>tomadores de decisão podem ter uma capacidade limitada de analisar informações.</p><p>Desta forma, o desafio de sintetizar os dados e as informações que devem ser</p><p>analisadas pela camada de decisão da organização torna-se determinante, o que</p><p>inclui os indicadores de desempenho.</p><p>O processo de monitoramento e avaliação de indicadores de forma sistematizada,</p><p>onde acompanha-se um número limitado de indicadores vinculados aos objetivos da</p><p>organização permite maior foco e concentração de olhar e esforço, o que é essencial</p><p>e circunstancial para o negócio.</p><p>A elaboração de um Sistema de Medição de Desempenho não</p><p>é uma empreitada muito complicada, porém o “calcanhar de</p><p>Aquiles” é o sistema para coleta de dados, visto que em geral há</p><p>uma dispersão deles pela organização.</p><p>Se houver inconsistência nos dados ou dificuldades para</p><p>sua manipulação, qualquer cálculo baseado neles estará</p><p>comprometido e, pior, poderá levar a camada estratégica a tomar</p><p>decisões equivocadas.</p><p>O sistema de informações composto pelos dados organizados e</p><p>minimamente processados é geralmente a parte mais onerosa</p><p>e exigente em termos de atenção de um SMD, pois é necessária</p><p>uma infraestrutura tecnológica e constante investimento, a fim</p><p>de garantir a coleta e armazenamento das informações, bem</p><p>como pessoal qualificado para atuar em todo o processo.</p><p>34Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Gaps devem levar a ações corretivas, pois, se o valor atual de um indicador de</p><p>desempenho não atingiu sua meta (ou seja, há um gap, ou lacuna), o gestor deve</p><p>colocar uma ação corretiva no processo produtivo. Caso um determinado indicador</p><p>não induza ações corretivas, qualquer que seja seu valor, isso significa que a</p><p>informação trazida por ele é irrelevante. A melhor decisão é descartá-lo.</p><p>Você chegou ao final desta unidade de estudo. Caso ainda tenha dúvidas, reveja o</p><p>conteúdo e se aprofunde nos temas propostos. Até a próxima!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 35</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>FRANCISCHINI, Andressa S. N.; FRANCISCHINI, Paulino G. Indicadores de</p><p>Desempenho: Dos objetivos à ação. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>36Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Para entender como um Sistema de Medição de Desempenho bem estruturado</p><p>é determinante para a medição do desempenho que se espera da organização,</p><p>imagine que indicadores dependam de pesquisas que ocorrem a cada 10 anos, ou</p><p>de dados que sejam relevantes, mas que não estão organizados e estruturados de</p><p>forma assertiva e confiável.</p><p>Por exemplo, o objetivo de “Reduzir o número de mortes nas rodovias federais”</p><p>soa como um tema de alta relevância, não é mesmo?</p><p>Contudo, há muitos anos, a Política Rodoviária Federal (PRF), responsável pelas</p><p>rodovias federais no território brasileiro, enfrenta grande dificuldade para obter os</p><p>reais números das mortes, visto que não há um sistema informatizado que centralize</p><p>essas informações, somado à grande extensão geográfica do país e ao alto número</p><p>de subnotificações sobre tais mortes.</p><p>Unidade 2: Atributos e Vantagens de</p><p>um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, você será capaz de diferenciar os principais atributos de um</p><p>sistema de medição de desempenho.</p><p>2.1 Atributos de um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Polícia Rodoviária Federal.</p><p>Fonte: SinPRF/PR (2023).</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 37</p><p>Tal realidade, infelizmente, não favorece a composição de um sistema de</p><p>informações que possa subsidiar um indicador relacionado ao número de mortes</p><p>nas rodovias federais.</p><p>É importante observar a dependência de indicadores de fontes externas,</p><p>pesquisas com temporalidade muito elevada ou de fontes de dados que sejam</p><p>questionáveis, onde ninguém sequer saiba, de fato, como os indicadores podem</p><p>ser coletados e monitorados.</p><p>Contudo, esse tipo de “distribuição” acaba por limitar o quanto a estrutura</p><p>organizacional pode contribuir para o desempenho da organização.</p><p>O ideal é que os objetivos estratégicos de uma organização sejam elaborados com</p><p>base nos principais negócios e/ou nas atribuições da organização.</p><p>No momento da elaboração do planejamento estratégico</p><p>organizacional, observa-se uma prática muito comum nas</p><p>organizações, onde o mapa com os objetivos é estruturado com</p><p>base no organograma da instituição. Desta forma, tem-se, no</p><p>mapa estratégico, um objetivo para a unidade de tecnologia da</p><p>informação (TI), outro para a área responsável pela Gestão de</p><p>Pessoas ou de Orçamento e por aí vai.</p><p>Avaliação do mapa estratégico.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>38Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Após a estruturação do mapa, com os objetivos da organização, e da definição</p><p>dos indicadores, deve-se avaliar a capacidade da estrutura organizacional em</p><p>contribuir na execução da estratégia criada. Esse é o caminho ideal.</p><p>Contudo, sabendo que, em regra, cada unidade quer um objetivo estratégico para</p><p>chamar de seu e que minimamente um objetivo precisa ter um indicador associado,</p><p>imagine o desafio que é manter um Sistema de Medição de Desempenho com</p><p>indicadores que não representem apenas parte de suas unidades da estrutura. Ou,</p><p>então, de não haver indicadores relacionados a boa parte das políticas públicas e</p><p>estratégias sob sua responsabilidade.</p><p>Para evitar que isso aconteça e para que não ocorra um desengajamento na</p><p>organização no que se refere a atuar com foco na execução da estratégia, é</p><p>imperativo que um SMD considere alguns atributos que serão chaves:</p><p>• Abrangência: todas as unidades, negócios, temas e atribuições precisam</p><p>ser direta ou indiretamente representados por um ou mais indicadores (o</p><p>que não significa dizer que se está avaliando o trabalho das unidades, ou</p><p>que cada unidade deva ter seu próprio indicador);</p><p>• Balanceamento: a organização deve ser integralmente representada</p><p>pelo sistema de medição, de forma equilibrada.</p><p>Desta forma, considerando que os indicadores funcionam como ferramentas</p><p>que conduzem ao comportamento desejado e que precisam dar aos envolvidos</p><p>o direcionamento necessário para atingir os objetivos relacionados, na videoaula</p><p>a seguir, você irá conhecer outros atributos que são relevantes no Sistema de</p><p>Medição de Desempenho.</p><p>Videoaula: Atribuições do Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Conforme visto no vídeo, além de abrangência e balanceamento, o SMD precisa gerar</p><p>aprendizado, gerar análise crítica, ter clareza, dinamismo, integração, alinhamento,</p><p>promover a participação e garantir o relacionamento causal.</p><p>Indicadores não podem ser escolhidos de forma isolada, onde cada área ou unidade tem</p><p>autonomia para definir os seus. É, igualmente importante, que os indicadores façam a</p><p>diferença na execução de projetos e atividades, e na capacidade de gerar resultados e</p><p>alcançar objetivos decorrentes das práticas de gestão. Se não fizerem diferença, deve-</p><p>se analisar o sistema de medição para aprimorá-lo.</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo03_video04/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo03_video04/index.html</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 39</p><p>Avaliação de resultados.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Com base nas informações geradas a partir do sistema de medição, os</p><p>responsáveis pelo uso dos indicadores podem avaliar o desempenho de</p><p>força de trabalho, das atividades, da execução dos processos e da gestão de</p><p>forma geral, de forma a favorecer a tomada de decisões e execução de ações</p><p>que irão melhorar a atuação da organização ou da estratégia em questão.</p><p>Se a organização em questão estiver alcançando seus propósitos, os indicadores podem</p><p>confirmar que as estratégias estão adequadas e, se a organização não estiver atingindo</p><p>seus objetivos, podem demonstrar que algo precisa ser feito para alcançá-los.</p><p>A medição do desempenho de forma sistematizada permite que a organização</p><p>realize rapidamente intervenções à medida que ocorrem flutuações de processo ou</p><p>mudanças de rotas.</p><p>Então se atente! Indicadores não existem apenas para mostrar</p><p>se as metas estão sendo atingidas. Eles servem para deixar claras</p><p>as prioridades, gerar alinhamento, indicar se são necessários</p><p>ajustes, apoiar a tomada de decisão e para motivar e reconhecer</p><p>o desempenho.</p><p>40Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Assim, conclui-se que é com base nas informações transmitidas por indicadores,</p><p>de forma sistematizada, que os responsáveis pela tomada de decisão se baseiam</p><p>(ou deveriam se basear). Ainda, a partir dos indicadores, organizações adquirem</p><p>fundamentos para redefinir rotas e reorientar suas iniciativas e ações.</p><p>Um dos grandes benefícios do uso de indicadores vinculados à estratégia é a</p><p>possibilidade das organizações aprenderem o que gera resultados desejáveis e</p><p>onde os recursos são mais ou menos investidos.</p><p>2.2 Vantagens de um Sistema de Medição de Desempenho</p><p>Agora, serão tratadas sobre as vantagens de uma organização que possui um olhar</p><p>sistêmico a partir de um Sistema de Medição de Desempenho.</p><p>Segundo Lima (2022), existem algumas vantagens que precisam ser consideradas e</p><p>avaliadas como benéficas.</p><p>Amplo conhecimento</p><p>Um Sistema de Medição de Desempenho equilibrado e representativo</p><p>favorece uma visão ampliada, permitindo conhecer com profundidade</p><p>toda a organização, tanto seus pontos fortes quanto as oportunidades de</p><p>melhoria ou os pontos não aproveitados.</p><p>Aqueles que desenvolvem esse olhar sistêmico acabam conhecendo cada</p><p>unidade, cada serviço e solução, seus processos, bem como tudo o que</p><p>envolve a organização.</p><p>Assim, com as informações bem-estruturadas a partir de rotineiro processo</p><p>de monitoramento, a organização tem o conhecimento e a oportunidade</p><p>de melhorar o seu desempenho e contribuir cada vez mais em rotinas</p><p>essenciais e estratégicas.</p><p>Contribuição ao processo de tomada de decisão</p><p>Os tomadores de decisão que entendem o significado de visão sistêmica</p><p>têm maior possibilidade de desenvolvê-la e, com isso, tomarem decisões de</p><p>forma mais segura e embasada.</p><p>É essencial que gestores e representantes da alta administração, que têm</p><p>cargos com maiores responsabilidades</p><p>e lidam com decisões importantes</p><p>constantemente, que afetam a vida profissional e a cultura organizacional,</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 41</p><p>tenham a consciência da importância do uso de indicadores nos processos</p><p>decisórios, combatendo o achismo e aumentando a precisão.</p><p>Assim sendo, ao se pautarem em uma visão sistêmica, que lhes permite</p><p>ter um olhar amplo e atento sobre tudo o que envolve a organização, eles</p><p>conseguem tomar decisões relevantes de forma mais embasada e consciente,</p><p>considerando dados e evidências relevantes, o que reduz as suposições.</p><p>Correção de falhas e diminuição de imprevistos</p><p>Um olhar panorâmico para toda a organização, por parte da força de</p><p>trabalho e da camada decisória, naturalmente favorece uma visão mais</p><p>clara dos erros, falhas e oportunidades de melhoria. Associado a esse olhar,</p><p>tem-se a possibilidade de se realizar uma gestão de riscos, identificando os</p><p>entraves que impedem a realização das estratégias.</p><p>A estruturação dessas informações permite identificar os possíveis impactos</p><p>caso as metas vinculadas aos indicadores não sejam atingidas, tendo assim</p><p>a oportunidade de corrigir as falhas, para que, dessa maneira, elas não</p><p>prejudiquem a realização dos compromissos definidos.</p><p>Para além, com a visão sistêmica, é possível lidar com assertividade diante</p><p>das surpresas e dos imprevistos que porventura venham a surgir no meio</p><p>do caminho e possam impactar no desempenho organizacional.</p><p>Desenvolvimento da análise crítica</p><p>Com a visão sistêmica, instantaneamente o tomador de decisão desenvolve,</p><p>apurada, sua capacidade analítica, onde a criticidade passa a ser um dos</p><p>grandes benefícios, uma vez que esses dois elementos andam lado a lado.</p><p>Por meio dela, os principais responsáveis pela tomada de decisão nas</p><p>organizações conseguem observar, de forma crítica, seus pontos de melhoria.</p><p>Através disso, desenvolvem e implementam estratégias eficazes, capazes</p><p>de transformar os processos que estavam prejudicando algo e corrigir rotas</p><p>rumo aos objetivos e metas.</p><p>A análise crítica se faz essencial para que, assim, a força de trabalho</p><p>se mantenha sempre vigilante e tenha a oportunidade de melhorar</p><p>continuamente o desempenho da organização.</p><p>42Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Novas oportunidades de atuação</p><p>Por ter uma visão ampliada da forma como a organização atua, assim como</p><p>dos compromissos que precisam ser cumpridos, principalmente no que diz</p><p>respeito aos acertos que ela teve ao longo do tempo, os gestores conseguem</p><p>ter maior clareza sobre os caminhos que devem e podem seguir.</p><p>Dessa maneira, gestores têm, a oportunidade de expandir a atuação.</p><p>Assim, através da visão sistêmica, a gestão consegue ampliar sua atuação</p><p>e inovar constantemente.</p><p>Engajamento e a motivação</p><p>A partir do momento que a força de trabalho desenvolve, de maneira</p><p>sistemática, um olhar sistêmico sobre os negócios e a gestão de desempenho</p><p>com o uso de indicadores com metas a serem cumpridas, essa consegue</p><p>visualizar e entender que faz parte de um todo, de algo maior.</p><p>Sua atuação e envolvimento é de extrema relevância para que toda a</p><p>engrenagem funcione com perfeição e assertividade.</p><p>Diante disso, ou seja, do desenvolvimento desta consciência, a força</p><p>de trabalho passa a compreender o quanto cada um é importante na</p><p>entrega de valor e cumprimento de metas e começam a se engajar e se</p><p>sentir muito mais motivados.</p><p>Que bom que você chegou até aqui! Agora é a hora de você testar seus conhecimentos.</p><p>Para isso, acesse o exercício avaliativo disponível no ambiente virtual. Bons estudos!</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 43</p><p>BAHIA, L. O. Guia referencial para construção e análise de indicadores.</p><p>Brasília: Enap, 2021.</p><p>FREEPIK COMPANY. [Banco de Imagens]. Freepik, Málaga, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>LIMA, F. Visão sistêmica na organização. Otimiza Benefícios, Rio de Janeiro, 9 dez.</p><p>2022. Disponível em: https://otimiza.pro/visao-sistemica-na-organizacao/. Acesso em:</p><p>20 jan. 2023.</p><p>UCHOA, C. E. Elaboração de indicadores de desempenho institucional.</p><p>Brasília: Enap, 2013.</p><p>SILVEIRA-MARTINS, E; MARINHO, S V. Atributos desejáveis em um sistema de medição</p><p>de desempenho organizacional: avaliando o sistema de uma instituição de ensino</p><p>do rio grande do sul. In: SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO, 14., 2011, São Paulo.</p><p>Anais [...]. São Paulo: SemeAd, 2011. [s. p.]. Disponível em: http://sistema.semead.</p><p>com.br/14semead/resultado/trabalhosPDF/26.pdf. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>SINDICATO dos Policiais Rodoviarios Federais do Paraná. SINPRF-PR, Curitiba, PR,</p><p>[2023]. Disponível em: https://sinprfpr.org.br/. Acesso em: 20 jan. 2023.</p><p>Referências</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>https://otimiza.pro/visao-sistemica-na-organizacao</p><p>http://sistema.semead.com.br/14semead/resultado/trabalhosPDF/26.pdf</p><p>http://sistema.semead.com.br/14semead/resultado/trabalhosPDF/26.pdf</p><p>https://sinprfpr.org.br/</p><p>44Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Módulo</p><p>Como Construir Indicadores</p><p>de Desempenho4</p><p>Neste módulo, você conhecerá o passo a passo para a construção de indicadores</p><p>de desempenho, como se deve documentar um indicador e a importância de uma</p><p>estratégia de comunicação para os resultados do desempenho.</p><p>Indicadores de desempenho são ferramentas para auxiliar a medir se uma estratégia</p><p>está no melhor rumo e/ou se o resultado final foi alcançado. Na videoaula a seguir,</p><p>você irá conhecer as principais etapas para a construção de indicadores.</p><p>Como você viu na videoaula, as principais etapas para a construção de indicadores são:</p><p>Unidade 1: Passo a Passo para</p><p>Construir Indicadores de Desempenho</p><p>Objetivo de aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, você será capaz de recordar o passo a passo para o estabelecimento</p><p>de indicadores de desempenho.</p><p>1.1 Como Estabelecer um Objetivo de Desempenho</p><p>Videoaula: Passo a passo para construir Indicadores de Desempenho</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo04_video05/index.html</p><p>https://cdn.evg.gov.br/cursos/801_EVG/video/modulo04_video05/index.html</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 45</p><p>Etapas para a construção de indicadores.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>46Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Prioridade de definição do objetivo.</p><p>Elaboração: CEPED/UFSC (2023).</p><p>Alinhamento de expectativas.</p><p>Elaboração: Freepik (2023).</p><p>É muito comum, ao iniciar o processo de elaboração de indicadores, a preocupação</p><p>com o quantitativo de indicadores ou ainda com as metas que precisarão ser atingidas.</p><p>Contudo, o prioritário é definir o escopo e abrangência da medição do indicador a partir</p><p>da seleção de qual objetivo ou estratégia que terão seu desempenho monitorado.</p><p>Neste momento, é muito importante entender com detalhes qual estratégia, plano</p><p>ou objetivo para que os indicadores serão elaborados. Esse entendimento fará toda</p><p>a diferença para o que o núcleo da medição seja identificado.</p><p>Em geral, um planejamento ao ser elaborado tem uma visão, ainda que reduzida,</p><p>de futuro, com o anseio de promover mudanças na realidade atual. Contudo, para</p><p>avançar, deve-se levantar o máximo de informações e dados sobre a realidade que</p><p>se pretende modificar, de forma a deixar clara a relevância de se atuar sobre ela.</p><p>Este é o momento ideal para resgatar a análise ambiental da organização, com</p><p>destaque às oportunidades identificadas. É o momento de alinhar expectativas e</p><p>visões com todos os atores-chave que de forma direta ou indireta contribuirão para</p><p>atingir o que se pretende medir.</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 47</p><p>No caso dos indicadores voltados para a transformação digital, é importante</p><p>observar a estratégia que a organização possui, assim como o alinhamento à</p><p>Estratégia de Governo Digital vigente.</p><p>Ao se iniciar um processo de elaboração de indicadores com foco em apoiar o</p><p>processo de transformação digital, é extremamente importante a apropriação</p><p>sobre</p><p>o contexto, identificando informações sobre experiências anteriores, bem como</p><p>sobre o perfil das partes interessadas que irão fazer uso dos indicadores ou que, de</p><p>alguma forma, contribuirão em sua existência.</p><p>Neste momento, pesquisas, entrevistas e leituras analíticas são grandes ferramentas</p><p>para auxiliar na contextualização para a construção dos indicadores.</p><p>Significado do objetivo.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>O significado do objetivo que está na estratégia voltada para a transformação</p><p>digital é, em termo simples, quais efeitos esse objetivo tem que produzir. É</p><p>essencial priorizar quais são os efeitos mais importantes para, só então,</p><p>elaborar um indicador que meça o efeito desejado.</p><p>48Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>Um possível objetivo intitulado “aprimorar a comunicação”</p><p>é muito geral e necessita de maior esclarecimento. Para</p><p>esse objetivo, é preciso entender a expectativa em relação à</p><p>compreensão sobre aprimoramento, assim como definir o escopo</p><p>do tipo de comunicação que precisa ser melhorada, dado que há</p><p>diversos públicos em um contexto organizacional. É necessário</p><p>conhecer como está a comunicação atualmente e os motivos que</p><p>levaram a dar um foco estratégico a esse objeto de mensuração.</p><p>Indicadores de desempenho, necessariamente, precisam ser</p><p>mensuráveis e definidos a partir de objetos claros e factíveis.</p><p>Assim, os indicadores serão cada vez mais estratégicos e úteis no</p><p>processo de tomada de decisões, mostrando as prioridades para</p><p>a resolução de problemas, em tempo hábil, por eles apontados.</p><p>O ponto de partida para a construção de indicadores está no entendimento do</p><p>que se deseja medir.</p><p>Definir o que será mensurado constitui a reflexão inicial do processo de criação de</p><p>indicadores de desempenho.</p><p>Novamente, é essencial o alinhamento à Estratégia de Governo Digital vigente e</p><p>aos planos organizacionais que dela derivam, bem como aos possíveis normativos</p><p>relacionados à temática.</p><p>Definido o escopo do objeto de mensuração, faz-se necessária a identificação de todos</p><p>os entraves, premissas e pontos-chave – ou seja, fatores críticos de sucesso, que se</p><p>não observados, gerenciados ou realizados, podem impactar na realização do objeto</p><p>de mensuração. Esse processo é imperativo no início da elaboração dos indicadores.</p><p>Enquanto criança, você pode ter tido a tendência à curiosidade. Quem não passou</p><p>pela fase de observar uma criança perguntando uma sequência de “porquês” após</p><p>algumas respostas, certamente ainda passará. Contudo, se amadurece e se deixa de</p><p>lado esse espírito curioso e inquieto de não se contentar com a primeira resposta.</p><p>1.2 Como Identificar Fatores Críticos de Sucesso</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 49</p><p>Ferramenta de identificação de fatores críticos.</p><p>Fonte: Freepik (2023).</p><p>Dito isso, vale ressaltar que uma ferramenta para a identificação de fatores</p><p>críticos de sucesso é o uso de perguntas investigativas.</p><p>No contexto de criação e aplicação de perguntas investigativas, é importante evitar</p><p>aquelas que podem ser intituladas como “perguntas de confirmação”, onde na</p><p>realidade são afirmações que aparentam ser perguntas e que não aceitam nada</p><p>mais que a concordância. A função delas é unicamente obter validação.</p><p>Isso porque perguntas de confirmação tendem a demonstrar confiança excessiva</p><p>em possibilidades ou intimidam o ouvinte ou leitor a concordar. Assim, uma</p><p>pergunta investigativa força no processo de investigação e identificação de</p><p>incontáveis possibilidades.</p><p>A partir das respostas dessa investigação, surgem então os</p><p>Fatores Críticos de Sucesso (FCS), aqueles que são pontos-</p><p>chave, destaques, premissas e considerações extremamente</p><p>relevantes que, se bem executadas e gerenciadas, influenciarão</p><p>no contexto da organização. Em contrapartida, se negligenciados</p><p>ou escanteados, contribuirão para o impedimento do que se</p><p>pretendia alcançar.</p><p>50Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública</p><p>É importante destacar que os FCS não podem ser confundidos com critérios</p><p>de sucesso. Eles devem e precisam ser encontrados a partir da análise dos</p><p>objetivos a serem alcançados, auxiliando na identificação dos elementos mais</p><p>importantes do sucesso de uma estratégia e, assim, definir prioridades para o</p><p>desenvolvimento dos sistemas de informação.</p><p>Também é importante destacar que um número excessivo de FCS pode mais</p><p>atrapalhar que ajudar. Assim, a identificação de, no máximo, 5 FCS para cada objetivo</p><p>é uma boa prática a ser observada.</p><p>1.3 Como Identificar o Indicador de Esforço e de Resultado</p><p>Segundo o Comitê Temático de Medição do Desempenho da Fundação Nacional da</p><p>Qualidade, os indicadores podem ser divididos em indicadores de esforço e de resultados,</p><p>cabendo ressaltar que também é muito utilizada uma denominação em língua inglesa:</p><p>drivers (indicadores de esforço) e outcomes (indicadores de resultados).</p><p>Indicadores de Esforço</p><p>São aqueles que podem ser geridos pela exigência ou cobrança, já que</p><p>demandam um esforço específico e determinando, capaz de construir e</p><p>influenciar outro indicador maior, muitas vezes o de resultado. Podem ser</p><p>entendidos como indicadores que acompanham a construção enquanto o</p><p>resultado não é atingido, ou seja, o caminho percorrido.</p><p>Eles apresentam detalhamento de como o trabalho é executado através de</p><p>métricas óbvias, objetivas e direcionadas. Contudo, indicadores de esforço,</p><p>para serem mensurados, em geral, demandam informações que muitas</p><p>vezes não constam em base de dados estruturada. Ou seja, o numerador</p><p>e denominador do indicador de esforço necessita de regras específicas de</p><p>contagem e novos instrumentos acessórios para serem coletados.</p><p>Indicadores de Resultado</p><p>É um indicador menos gerenciável e que se origina da expectativa do</p><p>representante da alta administração ou tomador de decisão, apresentando</p><p>se o resultado final foi atingido. Na relação de causalidade, os indicadores</p><p>de esforço acabam por construir os indicadores de resultados. Ambos são</p><p>indispensáveis para medir o desempenho organizacional.</p><p>Por que essa classificação, em indicadores de esforço e de resultado, é</p><p>interessante e merece ser considerada dentre tantas outras?</p><p>Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 51</p><p>Porque, se um objetivo ou estratégia foi mensurado(a) com indicadores de</p><p>resultado e de esforço, caso os resultados pretendidos tenham sido obtidos, é</p><p>possível concluir se foram como decorrência das práticas de gestão utilizadas,</p><p>assim como do esforço empreendido.</p><p>Trata-se de uma forma proativa de monitorar o desempenho, pois não podem ser</p><p>considerados resultados de fato aqueles que não foram alcançados como decorrência</p><p>de práticas de gestão. Um sistema de medição que possui predominantemente</p><p>indicadores de esforço indica falta de objetividade, maior preocupação com os</p><p>meios que com os resultados. Se possui apenas indicadores de resultados, reflete</p><p>falta de conexão e realismo entre a estratégia, os meios e os resultados.</p><p>Considerando o Princípio de Pareto – também conhecido como Princípio 80/20 ou</p><p>Lei 80/20 –, uma das ferramentas mais importantes para guiar os procedimentos</p><p>organizacionais, a qual foi idealizada por Vilfredo Pareto, economista, sociólogo</p><p>e cientista político do século XIX, 80% dos resultados são originários de somente</p><p>20% dos esforços. Esse fenômeno racional, inerente às relações de causa, efeito e</p><p>consequência em geral, está presente em praticamente todos os aspectos da vida</p><p>pessoal e também da rotina organizacional.</p><p>Desta forma, é possível afirmar com precisão que um sistema de medição de</p><p>desempenho necessariamente precisa conter o balanceamento e mescla entre</p><p>indicadores de resultado e de esforço. Veja no quadro a seguir uma comparação</p><p>entre indicadores de resultado e indicadores de esforço.</p><p>INDICADORES DE RESULTADOS INDICADORES DE ESFORÇO</p><p>A mensuração do desempenho se dá após uma</p><p>passagem temporal.</p><p>A verificação do desempenho, bem como da</p><p>causa, é possível antes de o</p>

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