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CONSTRUÇÃO DE INDICADORES AULA 1 Profª Dayse Mendes 2 CONVERSA INICIAL Nesta aula você tomará conhecimento sobre a importância dos indicadores para as organizações. Para que isso seja possível, você saberá que, para que as organizações desempenhem suas atividades, é necessário um gestor que possa planejar, organizar, dirigir e controlar todos os processos desenvolvidos na empresa. Dentre essas ações, encontra-se o controle, uma forma de verificar se tudo o que foi planejado está realmente acontecendo e se os objetivos desejados estão sendo alcançados. O acompanhamento dos resultados é fundamental para se verificar se os recursos organizacionais estão sendo utilizados da melhor forma possível. Para fazer esse acompanhamento é necessário que o gestor lance mão de ferramentas que o auxiliem nesse trabalho. Um sistema de indicadores pode ser a melhor forma de realizar esse monitoramento do desempenho organizacional. Então, é importante que você entenda o que são indicadores. Indicadores podem ser entendidos como medidas quantitativas ou qualitativas que demonstram, por meio de algum tipo de comparação, qual o nível de desempenho da organização ou de seus processos. O indicador mostra se os processos são eficientes ou não. Em muitas organizações os indicadores são chamados de KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) e eles podem monitorar os mais diferentes processos numa organização, tais como os financeiros, os de tecnologia de informação, os de produção, de marketing, de recursos humanos, entre outros. Você também terá a oportunidade de compreender porque os indicadores são necessários. Além da medição do desempenho em si, os indicadores apontam a necessidade de alterações nos processos que não tem bom desempenho, promovendo uma cultura de melhoria contínua entre os colaboradores da organização. Os indicadores também reduzem a possibilidade de se repetir erros já cometidos, gerando assim uma série de benefícios para a organização. No entanto, como em qualquer ação a ser implementado em uma organização, é preciso definir quais indicadores se utilizará, para que se possa usá-los no menor tempo e custo possíveis. Para tanto, há uma série de critérios que precisam ser observados. Além disso é importante delimitar uma quantidade adequada de indicadores para que o gestor tenha a oportunidade de acompanhar a todos e agir quando necessário. 3 TEMA 1 – O PROCESSO DE GESTÃO Vivemos em uma sociedade de conexões. De um modo geral as pessoas fazem parte de redes e, atualmente, estão conectadas às mesmas por uma série de tecnologias. Como parte da sociedade, as organizações também se apresentam interligadas, tanto interna como externamente. Fazer com que todas essas redes procedam de maneira adequada e eficaz exige que se tenha um processo de gestão nessas organizações. Vale ressaltar que você pode entender organização como associação de duas ou mais pessoas trabalhando de forma colaborativa, dentro de limites identificáveis, para alcançar um objetivo que tenham em comum. Ou seja, existem vários tipos de organização, dependendo do tipo de objetivo que essa associação de pessoas se propõe a alcançar. Um exemplo são as empresas, cujo objetivo geral é o lucro ao final de um determinado período. Outro exemplo são as ONGs, cujo objetivo é resolver algum problema da sociedade, sem fins lucrativos. A ideia de gestão em si é centenária. Começa durante a Revolução Industrial, quando se percebe a necessidade de controles em relação à nova forma de entregar produtos à sociedade. Até esse momento todas as etapas produtivas pertenciam a uma única pessoa, que identificava e punha em prática as ações necessárias, desde a escolha de um fornecedor até a observação dos requisitos e desejos do consumidor final. Com a entrada em cena da indústria, as ações foram se especializando. Cada pessoa dentro da fábrica tinha uma única tarefa. Se por um lado essa especialização aumentava a produtividade, já que as pessoas sabiam muito bem como fazer sua tarefa, por outro lado se perdia em visão sistêmica, já que o operador especializado só conhecia a sua tarefa e mais nada. Assim, foi necessário trazer para dentro da fábrica alguém que pudesse analisar as tarefas como um todo e agir caso o desenvolvimento dessas tarefas não estivesse conduzindo ao objetivo geral da organização. É o início da carreira do gestor nas fábricas. Engenheiros como Frederick Winslow Taylor e Henri Fayol, por volta do início do século XX, propõe uma série de atividades a esse gestor. Dentre elas, se torna clássica a proposta de Fayol (1989, p. 26) acerca das funções do administrador, descritas pelo autor como: 4 Prever: perscrutar o futuro e traçar o programa de ação. Organizar: constituir o duplo organismo, material e social, da empresa. Comandar: dirigir o pessoal. Coordenar: ligar, unir e harmonizar todos os atos e todos os esforços. Controlar: velar para que tudo corra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Com o tempo, há uma adaptação dessa proposta de Fayol, sobre o que faz um administrador nas empresas, para os conceitos de planejar, organizar, dirigir e controlar, amplamente utilizados até hoje na rotina do gestor. Assim, os processos de gestão são baseados nessas quatro ações. Planeja-se as ações futuras necessárias ao alcance dos objetivos organizacionais; organiza-se, separando os recursos imprescindíveis para a execução das ações planejadas; dirige-se o pessoal para que as ações planejadas sejam realmente colocadas em prática; controla-se o resultado obtido após a execução das ações para verificar se o objetivo foi alcançado. Se foi alcançado, mantém-se o planejado; se não, observa-se o que precisa ser alterado no processo para que se possa obter o que se planejou e se faz as modificações necessárias, reiniciando o processo. Figura 1 – Planejar, organizar, dirigir e controlar Crédito: iOncept/Shutterstock. Dessa forma, é fundamental para o gestor compreender quais são os objetivos a serem alcançados, quais são as decisões a serem tomadas e quais as ações a serem realizadas para o alcance dos objetivos, qual a estrutura 5 disponível para tanto, como se dá a dinâmica entre as pessoas que estão sob sua liderança. Este é o ambiente em que o gestor estará inserido e onde se espera que ele aja para que a organização possa alcançar seus objetivos, sempre de maneira eficaz. Entende-se por eficácia fazer a coisa certa, ou seja, fazer aquilo que é de sua responsabilidade da melhor forma possível. TEMA 2 – O ACOMPANHAMENTO DOS RESULTADOS Inserida no processo de gestão está a ação de controle, por meio do acompanhamento dos resultados organizacionais. Seu desenvolvimento foi de fundamental importância para que as organizações que surgiram ao longo da Revolução Industrial pudessem se tornar cada vez mais eficazes e produtivas, na medida em que se buscava controlar as pessoas e o que elas faziam em suas atividades dentro da empresa, para que realizassem somente o que agregasse valor aos processos organizacionais e alcançassem os resultados desejados. Nesse momento o controle era pensado como a observação do que foi realizado para verificar se aquilo que foi planejado foi efetivamente executado, num claro sentido de fiscalização. Com o passar do tempo o procedimento de controle se amplia e, então, se passa a analisar o processo como um todo, bem como as variáveis que afetam esse processo, para que se possa propor as intervenções necessárias, seja para manter os resultados, seja para melhorar o processo e elevar os resultados, quando necessário. Atualmente, de acordo com Sertek et al. (2012), o controle passa a ser usado como instrumento de feedback, ou seja, de devolutiva em relação as atividades realizadas na empresa. Como objetivo, se busca tera certeza de que os recursos organizacionais não estão sendo desperdiçados, ou seja, que estão sendo utilizados para a consecução dos objetivos da empresa, para o alcance dos resultados, em conformidade com o planejado. Assim, acompanhar os resultados dos processos organizacionais é muito mais do que ter métricas das ações realizadas. É necessário compreender a metodologia de acompanhamento desses resultados, entendendo “como os dados são obtidos, analisados, interpretados, comunicados e qual o impacto deste processo no próprio desempenho organizacional”. Todos esses passos resultam em um sistema de mensuração e avaliação de desempenho, ou seja, “um sistema de indicadores gerenciais que abrange todas as perspectivas relevantes da organização” (Hourneaux Jr.; Cunha, 2013, p. 3). 6 Figura 2 – Acompanhamento dos resultados Crédito: Naum/Shutterstock. É por meio de sistemas de indicadores que é possível para as organizações fazer o monitoramento do progresso, mensurar ou avaliar o desempenho dos processos organizacionais e propor as melhorias necessárias a esses processos, de forma a atingir os objetivos propostos quando do planejamento. Esses sistemas se constituem em conjuntos de indicadores que são elaborados de acordo com as necessidades do acompanhamento de resultados, já que, ao avaliar o desempenho se está comparando o que foi realizado em relação à expectativa de clientes ou ao objetivo do gestor. Ou seja, uma organização pode escolher uma série de indicadores diferentes, conforme o que deseja acompanhar ao longo do tempo. De indicadores estratégicos, que demonstram se a empresa possui e mantém vantagem competitiva, até indicadores operacionais como, por exemplo, tempo de execução de um serviço. Cabe à gestão da empresa analisar quais resultados 7 precisam ser acompanhados com mais frequência e precisão e, a partir dessa análise, definir quais indicadores serão utilizados nesse controle dos processos. TEMA 3 – O QUE SÃO INDICADORES A necessidade de controlar processos e verificar os resultados de desempenho organizacional exige o uso de ferramentas que auxiliem o gestor nessa situação. Dentre essas ferramentas é fundamental que a organização possua um sistema de medição. Peter Drucker, um estudioso dos problemas organizacionais, tem atribuída a si uma frase em que afirma que não é possível gerenciar se não for possível medir. E um bom sistema de medição será composto por indicadores criados pela organização com o objetivo de analisar o seu desempenho. Pode-se conceituar indicador de desempenho como “uma informação quantitativa ou qualitativa que expressa o desempenho de um processo, em termos de eficiência, eficácia ou nível de satisfação e que, em geral, permite acompanhar sua evolução ao longo do tempo e compará-lo com outras organizações” (FNQ, 2014, p. 4). Mas a comparação não precisa ser somente com outras organizações. O indicador pode ter outros balizadores de verificação de desempenho, como o próprio histórico de indicadores do processo que está sendo acompanhado. No caso da comparação com outras organizações, existe uma ferramenta específica para isso, denominada de benchmarking. Ao utilizar de benchmarking a organização está fazendo uma comparação de seus resultados em relação as organizações concorrentes, para incorporar os melhores processos utilizados pelas concorrentes e aperfeiçoar os seus próprios processos. As organizações utilizadas para a comparação são denominadas de benchmark. Os indicadores podem acompanhar processos organizacionais das mais diversas naturezas. Finanças, processos produtivos, recursos humanos, marketing, tecnologia de informação, entre outros, todos esses processos podem e devem ser monitorados por um ou vários indicadores, dependendo da importância de cada um desses processos para a continuidade da organização, originando assim categorias distintas de indicadores para cada organização. Importante observar que os indicadores também são conhecidos como KPIs (key performance indicators) e muitas organizações utilizam essa nomenclatura. 8 Figura 3 – Key Performance Indicator Crédito: Buffaloboy/Shutterstock. Um bom indicador tem característica principal a possibilidade de permitir análises comparativas em relação a situações distintas: quando se pretende observar o passado, por meio de série histórica, seja para confrontar com o momento atual, seja para prospectar situações futuras (um bom exemplo é a projeção de demanda, de acordo com vendas realizadas no passado); quando o indicador assume um papel de referencial de desempenho, incluindo nessa caso a comparação com organizações benchmark; quando se transforma em compromisso assumido, ou seja, se estabelece o indicador como uma meta de desempenho desejada, a ser alcançada num futuro definido pela gestão da organização (FNQ, 2014). Assim, independentemente de ser qualitativo ou quantitativo, o indicador deve servir para todas essas possíveis comparações. Um indicador quantitativo é aquele que usa dados e informações manipuladas matematicamente e, portanto, se apresenta em formato de número. Já indicadores qualitativos estarão voltados àquelas situações em que números não são adequados para se fazer a comparação. Normalmente estarão relacionados a características de qualidade que expressam se algo é bom ou ruim, positivo ou negativo, melhor ou pior. TEMA 4 – PORQUE INDICADORES SÃO NECESSÁRIOS Como já sabemos, as organizações precisam acompanhar o desempenho de seus processos, controlando e monitorando todas as atividades desenvolvidas na organização para o alcance dos resultados e objetivos desejados. Para que esse acompanhamento seja eficaz, há a necessidade de desenvolver um sistema de indicadores. A existência de um bom sistema de 9 indicadores de desempenho em uma organização permite uma análise muito mais profunda e abrangente sobre a efetividade da gestão e de seus resultados do que a simples constatação de que uma ação está indo bem porque o conhecimento empírico do gestor diz assim. Anteriormente os gestores costumavam verificar se o desempenho da organização estava adequado por meio de relatórios financeiros. No entanto, com o passar do tempo, foi possível perceber que somente esse tipo de controle não era adequado, “uma vez que relatórios financeiros mostram os números de algo que já aconteceu e, assim sendo, poderia ser tarde para se tomar uma providência” e que as organizações são dinâmicas, é necessário acompanhamento constante do que acontece dentro e fora das empresas (Izidoro, 2015, p. 15). Além disso, a medição sistemática, estruturada e balanceada dos resultados por meio de indicadores de desempenho permite às organizações fazerem as intervenções necessárias com base em informações pertinentes e confiáveis, à medida que ocorrem as variações entre o planejado e o realizado. (FNQ, 2014, p. 3). Pessanha et al. (2017, p. 3) contribuem com esse pensamento ao comentar que a o monitoramento dos resultados organizacionais “contribui para clarificar expectativas, promover consistência, fornecer sinais de risco, permitir precisões e objetivar previsões, promover motivação e melhorar as soluções dos problemas, a tomada de decisões, os alinhamentos e a execução de metas, melhorar a responsabilidade e aumentar a objetividade”. Figura 4 – Cultura de melhoria contínua Crédito: Leowolfert/Shutterstock. 10 Ao possibilitar a comparação de uma forma clara e visual, o sistema de indicadores permite uma análise facilitada e auxilia as organizações em sua busca de melhor desempenho, pois promove uma cultura de avaliação e melhoria. Tal cultura é construída quando todos os colaboradores entendem como trabalhar com esse sistema, se acostumando com as verificações periódicas e os ajustes nos procedimentos. Ou seja, é possívelafirmar que toda e qualquer organização, não importa seu tamanho, sua área de atuação, seu ciclo de vida, precisa ter algum tipo de forma de medir seu desempenho por meio de indicadores. Izidoro (2015) ressalta, ainda, que os indicadores reduzem ou eliminam a possibilidade de repetição de erros ocorridos anteriormente pois facilitam a descoberta de desvios que possam estar gerando esses erros nos processos monitorados. Essas descobertas são fundamentais para que decisões sejam tomadas a fim de eliminar esses problemas. Mesmo porque, conforme Francischini e Francischini (2017), adotar indicadores significa adotar um plano de ação, que combate causas, resolve problemas e gera benefícios para a organização, mas esses benefícios devem superar os custos de implementação de um sistema de indicadores. TEMA 5 – DEFINIÇÃO DE INDICADORES Para que o sistema de indicadores a ser usado pelo gestor possa ser efetivo e trazer os benefícios esperados é necessário estabelecer como esses indicadores serão definidos. Conforme Izidoro (2015, p. 16), sua definição é realizada pelas pessoas que se encontram no topo da hierarquia organizacional, já que são essas pessoas que decidem como as “informações serão coletadas, como será realizado o monitoramento, as auditorias, a comunicação e a orientação de planos de ações para que os objetivos” sejam alcançados. Como é o nível estratégico quem detém as informações quanto ao desempenho desejado, é esse nível que determina os tipos de indicadores necessários à organização. Conforme Takashina e Flores (1995), é importante que os indicadores a serem utilizados na organização sejam gerados de forma criteriosa. Isso se deve à necessidade de ter as informações determinadas pelos indicadores disponíveis no momento certo e com o menor custo possível. Zadinello et al. (2007, p. 2), 11 interpretando a proposta de Takashina e Flores, propõe que sejam utilizados os seguintes critérios para a geração de indicadores: a) seletividade ou importância – o indicador deve ter a capacidade de captar uma característica-chave do produto, do serviço ou do processo; b) simplicidade e clareza – o indicador deve ser de fácil compreensão e aplicação em diversos níveis da organização, numa linguagem acessível; c) abrangência – o indicador deve ser suficientemente representativo, inclusive em termos estatísticos, do produto ou do processo a que se refere; d) rastreabilidade e acessibilidade – o indicador deve permitir o registro e a adequada manutenção e disponibilidade dos dados, resultados e memórias de cálculo, incluindo os responsáveis envolvidos. É essencial a pesquisa dos fatores que afetam o indicador; e) comparabilidade – o indicador deve ser fácil de comparar com referenciais apropriados, tais como o melhor concorrente, a média do ramo e o referencial de excelência; f) estabilidade e rapidez de disponibilidade – o indicador deve ser perene (duradouro) e gerado com base em procedimentos padronizados, incorporados às atividades do processador. Permite fazer uma previsão do resultado, quando o processo está sob controle; g) baixo custo de obtenção - o indicador deve ser gerado a baixo custo, utilizando unidades adimensionais ou dimensionais simples, tais como, percentagem, unidades de tempo etc. Figura 5 – Definição de indicadores Crédito: Ribkhan/Shutterstock. Além de todos esses fatores, Francischini e Francischini (2017, p. 7) alertam que o gestor deve ter poucos bons indicadores para monitorar, já que quanto menos indicadores o gestor tiver de acompanhar mais assertiva será sua 12 ação. “Isso significa que os indicadores de desempenho devem ser priorizados [...] devem ser selecionados os mais importantes para a gestão” dos processos que precisam ser acompanhados. Isso, segundo os autores, dá um melhor entendimento da tradução de KPI, que seria Indicador-Chave de Desempenho, ou seja, aquele indicador que é realmente importante para o monitoramento planejado. Figura 6 – Etapas de definição de indicadores Objetivo proposto pelo gestor Variáveis ou atributos mais importantes que mostram como o objetivo do gestor deve ser mantido Conjunto de métricas que traduzem e esclarecem os critérios relevantes de interpretação Fonte: Francischini e Francischini, 2017, p. 8. Francischini e Francischini (2017) apontam, conforme a Figura 6, que há uma sequência correta para a definição dos indicadores. Deve-se começar pela definição dos objetivos que a organização pretende atingir e quais são os efeitos esperados ao se alcançar esse objetivo. Só depois se elabora um indicador para medir esse efeito. Somente com a interpretação correta acerca do efeito desejado é que será possível definir o indicador adequado, capaz de mensurá-lo. FINALIZANDO Nesta aula você pode observar que as organizações só conseguem colocar suas atividades em prática se houver planejamento, organização, direção e controle, realizados por um ou mais gestores. Assim a organização estará apta a suprir as necessidades da sociedade que se propôs atender. Você aprendeu que a ação de controle auxilia o gestor na verificação do alcance dos objetivos e no acompanhamento do desempenho organizacional. Essa Objetivo do gestor Critérios relevantes KPIs 13 verificação se torna mais eficaz caso o gestor utilize de ferramentas de monitoramento desse desempenho. Assim você descobriu que essas ferramentas de monitoramento são colocadas em prática ao se elaborar um sistema de indicadores de desempenho. Nesse momento, você teve acesso ao conceito de indicadores, que podem ser entendidos como medidas quantitativas ou qualitativas que demonstram, por meio de algum tipo de comparação, qual o nível de desempenho da organização ou de seus processos. Soube também que os indicadores podem ser denominados de KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) e que eles podem monitorar os mais diferentes processos numa organização, tais como os financeiros, os de tecnologia de informação, os de produção, de marketing, de recursos humanos, entre outros. Você ainda compreendeu a necessidade de se usar indicadores nas organizações, já que, além da medição do desempenho em si, os indicadores apontam a necessidade de alterações nos processos que não tem bom desempenho, promovendo uma cultura de melhoria contínua, e também reduzem a possibilidade de se repetir erros já cometidos, gerando assim uma série de benefícios para a organização. Finalmente, você aprendeu que há uma série de critérios que precisam ser observados para definir de forma adequada quais indicadores serão utilizados, visando minimizar os custos de gestão desses indicadores ao mesmo tempo em que se maximiza o seu acompanhamento e uso. 14 REFERÊNCIAS FAYOL, H. Administração industrial e geral. 10. ed. São Paulo: Atlas, 1989 FNQ. Sistema de indicadores. São Paulo: Fundação Nacional da Qualidade, 2014. FRANCISCHINI, A. S. N.; FRANCISCHINI, P. G. Indicadores de desempenho: dos objetivos à ação – métodos para elaborar KPIs e obter resultados. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017. HOURNEAUX JUNIOR, F.; CUNHA, J. A. C. da. Sistemas de Mensuração e Avaliação de Desempenho Organizacional: Diferentes Usos nas Empresas Industriais do Estado de São Paulo. In: Anais do VI Encontro de Estudos em Estratégia, 2013. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/admin/pdf/3Es451.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2021. IZIDORO, C. (Org.). Avaliação de desempenho de empresas. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. PESSANHA, T. L. et al. Estruturação da gestão de desempenho organizacional de uma empresa do terceiro setor. In: Anais do VI SINGEP, São Paulo, 2017. Disponível em: <http://www.singep.org.br/6singep/resultado/24.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2021. SERTEK, P. et al. Administração e planejamento estratégico. Curitiba: Intersaberes, 2012.ZADINELLO, V. D. et al. Metodologia para a definição de indicadores de gestão da qualidade: um estudo de caso aplicado na produção de ovos para a incubação. In: Anais do XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, Foz do Iguaçu, 2007. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2007_tr580439_9204.pdf>. Acesso em: 30 jul. 2021.