Prévia do material em texto
<p>COLÉGIO ADVENTISTA PIRAJUÇARA</p><p>JOÃO PEDRO DE MORAES DORES</p><p>9 C</p><p>POP ART E TROPICALISMO</p><p>EMBU DAS ARTES</p><p>2024</p><p>Sumário</p><p>POP ART 3</p><p>CARACTERÍSTICAS DA POP ART 4</p><p>PRINCIPAIS ARTISTAS 5</p><p>POP ART NO BRASIL 6</p><p>TROPICALISMO 9</p><p>CONTEXTO HISTÓRICO DO TROPICALISMO 10</p><p>OBJETIVOS DO TROPICALISMO 10</p><p>PRINCIPAIS ARTISTAS E OBRAS 11</p><p>MUSICAS DO MOVIMENTO TROPICÁLIA 12</p><p>REFERÊNCIAS 13</p><p>POP ART</p><p>Pop Art é um movimento artístico que se caracteriza pela reprodução de temas relacionados ao consumo, publicidade e estilo de vida americano (american way of life).</p><p>O termo em inglês significa "arte popular" e surgiu durante a década de 1950, na Inglaterra. A expressão foi criada pelo crítico Lawrence Alloway durante encontros de um grupo de artistas, o "Grupo Independente". Depois, espalhou-se durante os anos de 1960, atingindo seu auge em Nova York.</p><p>A pop art não deve ser considerada um fenômeno de cultura popular (apesar de estar muito interligada a ela), mas uma interpretação de seus artistas da cultura dita popular e de massas.</p><p>Este fenômeno baseou-se, em grande medida, na estética da cultura de massas, a mesma criticada pela Escola de Frankfurt.</p><p>O movimento influenciou muito o grafismo e os desenhos relacionados à moda.</p><p>Viena, Áustria - 06 de agosto de 2015: Pinturas de Roy Fox Lichtenstein no Mumok Museum Of Modern Arts. Fotografia. Radu Bercan/Shutterstock.com</p><p>CARACTERÍSTICAS DA POP ART</p><p>· Aproximação da arte com a vida cotidiana;</p><p>· Utilização de cores intensas e vibrantes;</p><p>· Reproduções de peças publicitárias;</p><p>· Inspiração na cultura de massa;</p><p>· Uso da serigrafia;</p><p>· Imitação da estética industrial;</p><p>· Reproduções em série do mesmo tema;</p><p>· Uso da imagem de celebridades;</p><p>· Inspiração no universo das histórias em quadrinhos.</p><p>Os artistas dessa corrente trabalhavam com cores vivas, inusitadas e usadas na publicidade. Eles escolhiam as imagens e os símbolos populares como material de criação.</p><p>Esses símbolos eram ironizados para fazer uma crítica ao excesso de consumo da sociedade capitalista. Isso porque o capitalismo é muito incentivado pela publicidade, cinema e etc.</p><p>Entretanto, de certa forma, a pop arte se alimentava e se confundia com essa indústria cultural.</p><p>Apesar de se diferenciarem, os artistas, de modo geral, mantinham as temáticas, os desenhos simplificados e as cores saturadas.</p><p>A Pop Art buscava evidenciar a crise da arte do século XX através de um retorno à arte figurativa. Fazia um bom contraponto ao expressionismo abstrato e à complexidade da arte moderna.</p><p>Ela recusa a separação entre arte e vida. Por isso a arte pop é capaz de se ligar ao seu público a partir de signos e símbolos tirados da cultura de massa e da vida cotidiana.</p><p>Isso ocorreu quando os artistas utilizaram na arte a linguagem do design comercial. Com isso, diminuíram as diferenças que separavam arte erudita da arte popular.</p><p>PRINCIPAIS ARTISTAS</p><p>Andy Warhol (1927-1987): pintor e cineasta norte-americano, é um dos mais conhecidos no pop art. Ele utilizava retratos de ídolos da música e do cinema popular, a exemplo de Marilyn Monroe e Elvis Presley em suas obras por considerar essas pessoas vazias e impessoais, ainda que estivessem em ascensão social. Criticava o consumo em massa com imagens de garrafas de Coca-Cola, automóveis, latas de sopa Campbell, entre outros.</p><p>As telas de Andy Warhol de Marilyn Monroe no Museu de Arte Moderna de Nova York. (Foto: Flickr)</p><p>Robert Rauschenberg (1925-2008): depois de fazer parte do movimento expressionista, esse pintor norte-americano adotou as características do pop art em suas obras, combinando pinturas com embalagens de produtos industrializados. Adotou a técnica da serigrafia em 1962 com aplicação de imagens a telas grandes e pinceladas de tinta.</p><p>Tom Wesselmann (1931-2004): seu interesse pelo desenho começou durante o serviço militar, primeiro com criação de caricaturas que representavam sátiras da rotina militar. Passou a utilizar outros temas enquanto estudava interpretação de fotografia aérea e após cumprir o tempo no exército americano, ingressou no curso de artes e passou a criar tiras em quadrinhos para os jornais da época.</p><p>Roy Lichtenstein (1923-1997): as histórias em quadrinho eram o tema principal de suas obras desse pintor americano, pintadas em óleo e tinta acrílica com o intuito de reproduzir os procedimentos gráficos. Utilizou também a técnica pontilista, além de adotar cores brilhantes e planas.</p><p>Jasper Johns (1930): pintor americano, focava em temas como letras, números, bandeiras e mapas por meio de uma técnica chamada encaustica, que é a diluição de tinta em cera quente. A partir de 1958, passa a colocar objetos reais, como latas e escovas, em suas obras.</p><p>POP ART NO BRASIL</p><p>No Brasil, a Pop Art surgiu em outro contexto histórico. Aqui, estava em curso a ditadura militar e os artistas utilizaram a estética pop para se comunicar com as massas e, assim fazer críticas ao sistema.</p><p>Os principais nomes da pop art brasileira são:</p><p>· Antonio Dias (1944)</p><p>· Rubens Gerchman (1942-2008)</p><p>· Claudio Tozzi (1944)</p><p>O artista contemporâneo Romero Britto utiliza hoje em dia a estética da pop art para produzir suas obras. Entretanto, ele não possui caráter crítico.</p><p>Não há vagas (1965), Rubens Gerchman, é uma crítica social</p><p>ALGUMAS OBRAS</p><p>Marilyn Monroe (1962)</p><p>Milão, Itália - 3 de fevereiro de 2018: Retrato famoso de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol em um selo. Spatuletail/Shutterstock.com</p><p>Sopa Campbell (1962)</p><p>Nova York, Estados Unidos - 24 de fevereiro de 2022: Sopa Campbell de Andy Warhol no 'MOMA- Museum of Modern Art' em Manhattan. Fotografia. Chettarin/Shutterstock.com</p><p>No Carro, Roy Lichtenstein (1963)</p><p>Reproduções De Arte No carro, 1963 por Roy Lichtenstein (Inspirado por) (1923-1997, United States)</p><p>TROPICALISMO</p><p>O Tropicalismo foi um movimento cultural de vanguarda que ocorreu no Brasil no final da década de 60 nas artes, principalmente na música.</p><p>Caracterizado como libertário e revolucionário, o movimento tropicalista (ou Tropicália, como também é chamado) buscava se afastar um pouco do intelectualismo da Bossa Nova. A ideia era aproximar a música brasileira dos aspectos da cultura popular, do samba, do pop, do rock, da psicodelia.</p><p>Essa experiência estética aberta, sincrética e inovadora lançada pelos tropicalistas, mudou não somente a música popular brasileira, mas o panorama da cultura em geral, em busca da modernidade do país.</p><p>Merecem destaques os compositores: Caetano veloso, Gilberto Gil, que lideraram o movimento, além de Nara Leão, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes (Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias), Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Jorge Bem, Maria Bethânia</p><p>Os Mutantes foram um dos principais grupos musicais do Tropicalismo.</p><p>CONTEXTO HISTÓRICO DO TROPICALISMO</p><p>No momento, o Brasil passava por momentos de conflito como o Golpe de 64, a censura, as greves, os movimentos estudantis, que culminaram num regime ditatorial no país.</p><p>Após o declínio da Bossa Nova, surge a MPB. Os artistas "tropicalistas" se reúnem então com objetivos de libertação e mudanças no panorama cultural brasileiro.</p><p>Teve grande influência do movimento concretista na literatura e nas artes plásticas. Na música, além do sincretismo de ritmos, o movimento apostou na presença do som melódico das guitarras em suas canções.</p><p>O início do Tropicalismo deu-se no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1967, com destaque para as apresentações de Caetano, com a música "Alegria, alegria" e de Gilberto Gil com "Domingo no Parque".</p><p>Durante um ano, além de mudanças na música popular, outros elementos culturais foram incorporadas à cultura brasileira como, por exemplo, o estilo das roupas, muito próximas à dos hippies, mas, ao mesmo tempo, com uma psicodelia e mistura de cores e tonalidades.</p><p>O movimento tropicalista termina com a prisão de Gilberto Gil e Caetano Veloso em 1968 pela Ditadura Militar. Em 1969, Caetano partiu para o exílio marcando definitivamente o fim do movimento.</p><p>OBJETIVOS DO TROPICALISMO</p><p>É importante ressaltar que o movimento da Tropicália não possui unidade objetiva.</p><p>Não obstante, uma das principais características que, em grande medida, pode sintetizar esses propósitos consiste em uma tentativa de reinterpretar o Brasil, ou seja: redescobrir o país, seus valores, símbolos nacionais outrora esquecidos, heróis inimagináveis, temas negligenciados. Ao mesmo tempo, havia também uma ideia de atualização, de incorporar elementos que vinham de fora, no teor da dinâmica recente da indústria cultural e, de forma antropofágica, devolver ao exterior uma versão “genuinamente brasileira”.</p><p>Nesse sentido, em 1967 houve, por exemplo, a Manifestação Contra a Guitarra Elétrica, em que integrantes da MPB questionavam o uso desse instrumento entre os artistas da nascente música tropicalista. Como símbolo estrangeiro, o instrumento em certa medida macularia a originalidade da tradição musical brasileira. Contudo, o uso de instrumentos e influências externas dava-se, como mencionado, de forma antropofágica, crítica, colocando em perspectiva a cultura brasileira e seus referenciais no seio do debate sobre a Indústria Cultural, ao mesmo tempo, incorporava-se fortemente as influências da Bossa Nova. Isso delimita, mais uma vez, a influência da Semana de Arte Moderna de 1922 sobre os artistas do movimento.</p><p>O nome do movimento surgiu de uma obra ambiência de Hélio Oiticica que recebeu o título de Tropicália, montada em 1967 em uma exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Tempos depois, Caetano Veloso compôs uma música que recebeu o mesmo nome — outro marco para o movimento.</p><p>Vale ressaltar que grande parte desses artistas, sobretudo da música, veio especialmente da Bahia, e teve como cenário as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, cada uma a seu modo. No Rio, comportaram-se mais as expressões musicais e as artes plásticas, ao passo que, em São Paulo, destacaram-se obras do cinema, da poesia concreta e do teatro.</p><p>PRINCIPAIS ARTISTAS E OBRAS</p><p>Em junho de 1968, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Capinam, Tom Zé, Nara Leão, Gal Costa, Os Mutantes e Rogério Duprat lançam o álbum Tropicália ou Panis et Circencis — uma espécie de manifesto musical do movimento. Nessa obra, as principais referências dão-se como uma mescla entre a música popular brasileira, o rock’n roll, o Concretismo e a cultura pop.</p><p>Gilberto Gil apresentando-se no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, na década de 1960.</p><p>Nas artes plásticas, podemos destacar</p><p>Seja Herói, Seja Marginal e Tropicália (Penetráveis PN2 “Pureza é um mito” e PN3 “Imagético”), de Hélio Oiticica. É importante destacar também o livro manifesto do autor de poesia concreta Augusto de Campos, O balanço da bossa. No teatro, a peça O rei da vela, de José Celso, além de toda sua influência no Grupo Oficina. E no cinema o Tropicalismo também exerceu fortes influências, sobretudo, no cinema Cinema Marginal, com diretores com Rogério Sgarzela, Andrea Tonacci, entre outros.</p><p>MUSICAS DO MOVIMENTO TROPICÁLIA</p><p>Muitas músicas se destacaram no Movimento Tropicalista e ganharam os Festivais de Música de MPB da TV Record:</p><p>· "Tropicália" (1968), de Caetano Veloso</p><p>· "Alegria, Alegria" (1967), de Caetano Veloso</p><p>· "Atrás do Trio Elétrico", de Caetano Veloso</p><p>· "É proibido proibir" (1968), de Caetano Veloso</p><p>· "Domingo no Parque" (1967), de Gilberto Gil</p><p>· "Aquele abraço" (1968), de Gilberto Gil;</p><p>· São Paulo, meu amor" (1968), de Tom Zé</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AIDAR, Laura. Pop Art. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/pop-art/. Acesso em: 9 set. 2024</p><p>EDUCA MAIS BRASIL. Pop Art. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/pop-art. Acesso em: 9 set. 2024.</p><p>Tropicalismo: entenda o que foi este movimento cultural brasileiro. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/tropicalismo/. Acesso em: 9 set. 2024</p><p>QUEIROZ, Túlio. Tropicalismo. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/tropicalismo. Acesso em: 9 set. 2024.</p><p>14</p><p>9</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.png</p><p>image8.jpeg</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p>