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<p>Resumos Direito Civil VI - Considerações Gerais Direito das</p><p>Sucessões</p><p>Direito Civil (Universidade do Estado da Bahia)</p><p>Scan to open on Studocu</p><p>Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university</p><p>Resumos Direito Civil VI - Considerações Gerais Direito das</p><p>Sucessões</p><p>Direito Civil (Universidade do Estado da Bahia)</p><p>Scan to open on Studocu</p><p>Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university</p><p>Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|14875995</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-do-estado-da-bahia/direito-civil/resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes/9064226?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-do-estado-da-bahia/direito-civil/4449972?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-do-estado-da-bahia/direito-civil/resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes/9064226?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-do-estado-da-bahia/direito-civil/4449972?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>RESUMOS DE DIREITO CIVIL VI</p><p>DIREITO DAS SUCESSÕES</p><p>1. Considerações Gerais do Direito das Sucessões. Conceito. Fontes. Natureza</p><p>Jurídica. Evolução do Direito Sucessório. Constitucionalismo Sucessório.</p><p>PONTO 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS DO DIREITO DAS SUCESSÕES</p><p>1. Conceito</p><p>Direito das Sucessões é a parte especial do Direito Civil que regula a transferência do</p><p>patrimônio do morto aos seus sucessores (herdeiros/legatários), como prescrito na lei</p><p>ou no testamento. Sucessão significa substituir uma pessoa por outra, que vai</p><p>assumir suas obrigações e adquirir seus direitos.</p><p>Evidentemente, o Direito das Sucessões diz respeito à sucessão post mortem, no</p><p>sentido restrito, no entanto, reconhecendo como sucessores de uma pessoa falecida</p><p>(de cujus) os herdeiros e/ou legatários.</p><p>No sentido amplo, o adquirente de uma fazenda ou de um estabelecimento empresarial</p><p>pode ser denominado sucessor, mas não há incidência da regulação sucessória (strico</p><p>senso).</p><p>2. Fontes</p><p>São fontes materiais ou fontes reais a morte (do autor da herança) e as situações</p><p>subjetivas dos sucessores (vínculo conjugal, parentesco e afinidade), não obstante a</p><p>possibilidade da sucessão contemplar pessoas fora da vocação hereditária (legatário em</p><p>testamento).</p><p>Quanto às fontes formais são as normas jurídicas do Direito, que dão efeitos às fontes</p><p>materiais (acontecimentos):</p><p> Diretas: Também chamadas de imediatas, primárias ou principais, devem ser</p><p>consideradas em primeiro lugar, observando-se a hierarquia das normas (escritas).</p><p>São as leis específicas do Direito das Sucessões: Código Civil,</p><p>contextualizando o Livro V (Sucessões – Arts. 1.784 a 2.027) à parte geral, aos</p><p>direitos obrigacionais, aos direitos reais, ao direito de família (Arts. 1511 a 1.527);</p><p>Constituição Federal (Art. 5º, XXX, e Arts. 226 e 227); Código Processo Civil</p><p>(Arts. 932 a 1038).</p><p> Indiretas: Em caso de omissão ou lacuna das normas sucessórias, serão</p><p>utilizadas sucessivamente, as chamadas fontes indiretas (mediatas, secundárias</p><p>ou acessórias) na seguinte ordem: (I) analogia (leis de outras áreas); (II)</p><p>costumes; (III) princípios gerais do direito (igualdade, liberdade, direito</p><p>adquirido, etc); (IV) equidade (senso de justiça).</p><p>3. Natureza Jurídica</p><p>O Direito Sucessório se impõe como um complemento natural da geração entre os</p><p>sujeitos naturais interligado ao Direito de Família, considerando que os sucessores, de</p><p>Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|14875995</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes</p><p>regra, são parentes do autor da herança (de cujus), podendo a sucessão favorecer</p><p>pessoas sem qualquer parentesco através da sucessão testamentária (legatários).</p><p>O Direito das Sucessões é multidisciplinar, pois contempla ao mesmo tempo interesses</p><p>da família do falecido e interesses econômicos. Isso significa que pode envolver várias</p><p>áreas do Direito (civil, empresarial, trabalhista, previdenciário, tributário, etc), além de</p><p>outras ciências, tais como Economia, Contabilidade e Administração de Empresas.</p><p>Inicialmente tido como Direito Natural e relacionado à religiosidade, o Direito das</p><p>Sucessões passou a ter a proteção estatal ante a sua repercussão na ordem</p><p>econômica, justificando a crescente publicização.</p><p>No entanto, não é pacífico se a sucessão é um direito natural ou positivo.</p><p>Os jusnaturalistas defendem como um Direito Natural Geracional (transgeracional),</p><p>decorrendo de uma cadeia ininterrupta que une as gerações, a continuidade dos</p><p>descendentes, justificando a transmissão sucessória em decorrência dos laços e dos</p><p>vínculos familiares.</p><p>Os juspositivistas, especialmente influenciados pela escola de Montesquieu e</p><p>Rousseau, consideram a sucessão hereditária como criação do Direito Positivo</p><p>(Contrato Social), passível de revogação pelas convenções sociais.</p><p>No Brasil, o legislador constituinte consagrou a sucessão hereditária como direitos e</p><p>garantias fundamentais (CF, art. 5.°, XXX: "é garantido o direito de heranca"), não</p><p>podendo haver extinção inclusive por meio de Emenda Constitucional (cláusula pétrea).</p><p>O fato do Direito das Sucessões causar impactos econômicos, não quer dizer que</p><p>contempla apenas direitos dos ricos, pois a sucessão diz respeito ao patrimônio (ativo</p><p>e passivo), sendo que o herdeiro/legatário somente assumirá as dívidas dentro das forças</p><p>da herança (espólio). Um crédito trabalhista, por exemplo, tem natureza patrimonial,</p><p>embora decorrente de um vínculo pessoal entre o empregador e o empregado (falecido).</p><p>É bom que se diga que o herdeiro não é representante do morto.</p><p>A sucessão é aberta imediatamente com a morte do autor da herança, formando o</p><p>Espólio (conjunto de bens, direitos e obrigações), sendo que a Massa Patrimonial passa</p><p>a ser administrada pelo Inventariante, sob condomínio dos herdeiros.</p><p>O brocardo jurídico mors omnia solvit (a morte acaba com tudo) pondo fim aos vínculos</p><p>(casamento, união estável, relação de emprego, exercício cargo público, punibilidade,</p><p>etc.) não é aplicável ao Direito das Sucessões, pois é com a morte que tudo começa,</p><p>considerando que o patrimônio do morto subsiste e sofrerá continuidade.</p><p>.</p><p>4. Evolução</p><p>Em tempos remotos não se falava em sucessão, pois a propriedade pertencia a</p><p>grupos ou núcleos sociais (propriedade coletiva), não havendo qualquer alteração</p><p>patrimonial com a morte de um membro da comunidade.</p><p>A partir da criação da propriedade privada, passando o sujeito a ser titular do</p><p>patrimônio, não mais a coletividade, dá-se a origem à sucessão.</p><p>Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|14875995</p><p>Nas antigas civilizações, a sucessão teve seu fundamento exclusivamente</p>religioso, para garantia da subsistencia do culto aos antepassados e para continuidade da religião das pessoas falecidas. Posteriormente, a sucessão também foi absorvida pelo Estado, em razão de interesses políticos, econômicos e sociais. Não obstante os fundamentos de ordem religiosa, biológica ou antropológica, a sucessão causa mortis encontra oposição acirrada de alguns doutrinadores. Os socialistas argumentam que a propriedade privada principalmente sobre os bens de produção, promove injustiças e desigualdades entre os homens, concentrando riquezas nas mãos de poucos, sendo mais grave ainda a sucessão post mortem, pois gera acomodação dos potenciais herdeiros, prejudicando o desenvolvimento produtivo e econômico da sociedade. Prevalece, no entanto, a visão liberal de que a sucessão é necessária à ordem econômica, pois se não fosse admitida a transmissão do patrimônio aos herdeiros o individuo não teria motivação em aumentar e/ou conservar a sua riqueza, provavelmente esbanjando o patrimônio, prejudicaando a ordem econômica (desemprego, improdutividade, dimunição dos tributos e comprometimento das finanças públicas, etc). Ademais, a lei seria burlada atraves de doações ou negócios onerosos simulados, na tentativa de transmitir seu patrimonio a seus herdeiros. Vale ressaltar que nos países socialistas, existe sucessão restrita a certos bens – desde que essenciais à sobrevivência da família do falecido (direito real sobre a residência da família, bens pessoais, benefícios previdenciários, etc). Do mesmo modo, nos países capitalistas a sucessão não é absoluta, pois a tributação sobre a herança é muito elevada, a exemplo da Inglaterra e França (até 60%), Alemanha, Japão e Suíça (até 50%). No Brasil, o imposto sobre herança (ITCMD-Imposto de Transmissão sobre Causa Mortis e Doações) é o mais baixo do mundo, oscilando entre 4 a 8%. No Direito Romano primitivo o herdeiro era mais um continuador do falecido que o sucessor dos bens deixados pelo mesmo, pois a finalidade da sucessão não era a transmissão do patrimonio do falecido, mas sim assegurar a continuidade do grupo familiar para responder pelos compromissos deixados pelo falecido, principalmente os relacionados à ordem religiosa. Geralmente, no Direito Romano, a sucessão causa mortis se dava por força de testamento ou inexistindo testamento, pela ordem de vocação hereditrária, assumindo o continuador (sucessor) a manter os rituais religiosos do de cujus. Assim, a aquisição da propriedade fora do culto religioso era excepcional. Por essa razão, o testamento sempre foi muito importante em Roma e nos demais povos antigos. A morte sem sucessão traria a infelicidade aos mortos e extinguiria o lar, segundo acreditavam. Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com) lOMoARcPSD|14875995 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes A sucessão, em Roma, somente se operava através do filho varão, pois a filha não continuaria o culto, pois com seu casamento renunciaria a religião de sua família para assumir a do marido. A filha, quando herdava, assumia a herança provisoriamente (usufruto), até o advento de seu casamento, transferindo o patrimônio herdado para o seu marido. Não podemos afirmar que no Direito Romano, a sucessão se dava meramente no interesse religioso, pois também contemplava interesses dos credores do defunto, que podiam cobrar os seus créditos ao herdeiro do falecido. Na ausência de herdeiro, os credores podiam apossar-se dos bens da pessoa falecida, vendendo-os em sua totalidade. Posteriormente, foi concebida a herança universal – destinada a todos os herdeiros de uma mesma classe (não mais apenas ao varão), limitando-se a sucessão das dívidas deixadas pelo falecido às forças da herança, ou seja, os credores não podem exigir dos herdeiros o pagamento de importâncias superiores ao patrimônio bruto deixado pelo falecido. Na sucessão singular (testamentária), os legatários somente assumem dívidas no limite dos bens testados. 5. Constitucionalismo Sucessório O direito sucessório brasileiro iniciou em 1754 (há 265 anos), no Brasil-Colônia (normas portuguesas), beneficiando descententes, ascendentes e colatareis (até 10º grau). O cônjuge somente teria direito à herança na hipóstese de inexistência de colaterais até o 10º grau. Com a Lei 1834/1907 o cônjuge sobrevivente passou para a terceira classe, depois dos descendentes e dos ascendentes. Os colatareis foram transferidos para a quarta classe (até o 6º grau). Seguindo o modelo patrimonialista, o Código Civil de 1916 cuidou da sucessão mais estrita para designar o modo de aquisição (sob o angulo do sucessor) de propriedade imobiliária (falecimento do então proprietário), dexiando de considerar situações jurídicas existenciais, como possibilidade de reconhecimento de filhos em testamento, transmissao de direitos autorais, dentre outras possibilidades. Além do mais, dispensava tratamento distinto entre filhos legítimos e filhos ilegítimos. O Decreto-lei 9.461/1946 alterou a ordem vocacional da classe dos colaterais do sexto para o quarto grau. Posteriormente, a Lei 4.121/1962 instituiu o direito real de habitação para o cônjuge sobrevivente. A Constituição de 1988 inovou ao estabelecer diretrizes para o Direito Civil, especialmente o Direito de Família e o Direito das Sucessões. O direito de herança passou à condição de garantia constitucional (Art. 5°, inciso XXX)., do Titulo II, concernente aos direitos e garantias fundamentais. Com esta garantia, elimina-se a possibilidade da sucessao mortis causa ser suprimida do nosso ordenamento jurídico através de Emenda Constitucional, afastando a Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com) lOMoARcPSD|14875995 apropriação pelo Estado dos bens do individuo após a sua morte, em razão do disposto no Art. 60, § 4°, inciso IV da Carta Magna (cláusula pétrea). Ademais, a Constituição Federal dispõe que a Família é a base da sociedade (Art. 226), gozando da proteção do Estado. Estabeleceu o pluralismo familiar, deixando a família matrimonial e patriarcal de ser o único modelo legítimo de entidade familiar. A Constituição reconhece que, além do casamento, existem outros espécies de família: união estável (Art. 226, § 3º), família monoparental – formada por qualquer dos pais e seus descendentes (Art. 226, §). E o faz a título exemplificativo, tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu em 2011 a união homoafetiva com entidade familiar (Adin 4277). Isso motvou o Conselho Nacional de Justiça regulamentar o casamento igualitário (entre pessoas do mesmo sexo). Também estabeleceu igualdade de direitos entre o homem e a mulher na sociedade conjugal - no sentido amplo contempla a união estável e a sociedade homoafetiva (Art. 226, § 5º). Do mesmo modo, determina que os filhos terão direitos idênticos, pouco importando se havidos ou não na relação de casamento, bem, como por adoção (Art. 227, § 7º). O Código Civil de 2002, passou a reconhecer o pluralismo familiar, a igualdade entre os cônjuges, direito de herança aos colaterais de até grau (não havendo descendentes, ascendentes e/ou cônjuge sobrevivente), direito real de habitação ao cônjuge, mas discriminou o companheiro em relação ao cônjuge na sucessão (Art. 1.790), tendo o STF deliberado pela inconstitucionalidsade do dispositivo (RE 878.694). Downloaded by Jorge Lutif (lutifjr@gmail.com) lOMoARcPSD|14875995 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-direito-civil-vi-consideracoes-gerais-direito-das-sucessoes