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<p>PROGRAMA DE</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU</p><p>especialização em Práticas Pedagógicas</p><p>M</p><p>Ó</p><p>D</p><p>U</p><p>LO</p><p>I</p><p>MÓDULO I</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO</p><p>PROGRAMA DE</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU</p><p>especialização em Gestão EM SAÚDE</p><p>M</p><p>Ó</p><p>D</p><p>U</p><p>LO</p><p>I</p><p>MÓDULO I</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO</p><p>Planejamento</p><p>Estratégico</p><p>Governamental</p><p>Introdução à</p><p>EAD</p><p>Introdução</p><p>à EAD</p><p>Adriana da Silva Chaves</p><p>Alysson Frederico Gonçalves Santos</p><p>Betânia Maria Araújo Passos</p><p>Daniel Mill</p><p>Maria Alba Guedes Torres</p><p>Maria Ângela Lopes Dumont Macedo</p><p>Maria Aparecida Pereira Queiroz</p><p>Thiago Mendes Borges</p><p>Zilmar Santos Cardoso</p><p>PEDAGOGIA</p><p>Introdução</p><p>à EAD</p><p>Alysson Frederico Gonçalves Santos</p><p>Betânia Maria Araújo Passos</p><p>Maria Ângela Lopes Dumont Macedo</p><p>Maria Aparecida Pereira Queiroz</p><p>IntroduçãoIntrodução</p><p>período</p><p>º1</p><p>Montes Claros/MG - 2013</p><p>Daniel Mill</p><p>Maria Alba Guedes Torres</p><p>Educação a Distância: Um</p><p>Guia para o Estudante</p><p>Virtual</p><p>2013</p><p>Proibida a reprodução total ou parcial.</p><p>Os infratores serão processados na forma da lei.</p><p>EDITORA UNIMONTES</p><p>Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro</p><p>s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG)</p><p>Caixa Postal: 126 - CEP: 39.401-089</p><p>Correio eletrônico: editora@unimontes.br - Telefone: (38) 3229-8214</p><p>Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge - Unimontes</p><p>Ficha Catalográfica:</p><p>Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros</p><p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES</p><p>REITOR</p><p>João dos Reis Canela</p><p>VICE-REITORA</p><p>Maria Ivete Soares de Almeida</p><p>DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES</p><p>Humberto Velloso Reis</p><p>EDITORA UNIMONTES</p><p>Conselho Editorial</p><p>Prof. Silvio Guimarães – Medicina. Unimontes.</p><p>Prof. Hercílio Mertelli – Odontologia. Unimontes.</p><p>Prof. Humberto Guido – Filosofia. UFU.</p><p>Profª Maria Geralda Almeida. UFG</p><p>Prof. Luis Jobim – UERJ.</p><p>Prof. Manuel Sarmento – Minho – Portugal.</p><p>Prof. Fernando Verdú Pascoal. Valencia – Espanha.</p><p>Prof. Antônio Alvimar Souza - Unimontes</p><p>Prof. Fernando Lolas Stepke. – Univ. Chile.</p><p>Prof. José Geraldo de Freitas Drumond – Unimontes.</p><p>Profª Rita de Cássia Silva Dionísio. Letras – Unimontes.</p><p>Profª Maisa Tavares de Souza Leite. Enfermagem – Unimontes.</p><p>Profª Siomara A. Silva – Educação Física. UFOP.</p><p>REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>Carla Roselma Athayde Moraes</p><p>Maria Cristina Ruas de Abreu Maia</p><p>Waneuza Soares Eulálio</p><p>REVISÃO TÉCNICA</p><p>Gisléia de Cássia Oliveira</p><p>Karen Torres C. Lafetá de Almeida</p><p>Viviane Margareth Chaves Pereira Reis</p><p>DESIGN EDITORIAL E CONTROLE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO</p><p>Andréia Santos Dias</p><p>Camilla Maria Silva Rodrigues</p><p>Fernando Guilherme Veloso Queiroz</p><p>Magda Lima de Oliveira</p><p>Sanzio Mendonça Henriiques</p><p>Sônia Maria Oliveira</p><p>Wendell Brito Mineiro</p><p>Zilmar Santos Cardoso</p><p>Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes</p><p>Betânia Maria Araújo Passos</p><p>Diretora do Centro de Ciências Biológicas da Saúde - CCBS/</p><p>Unimontes</p><p>Maria das Mercês Borem Correa Machado</p><p>Diretor do Centro de Ciências Humanas - CCH/Unimontes</p><p>Antônio Wagner Veloso Rocha</p><p>Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA/Unimontes</p><p>Paulo Cesar Mendes Barbosa</p><p>Chefe do Departamento de Comunicação e Letras/Unimontes</p><p>Sandra Ramos de Oliveira</p><p>Chefe do Departamento de Educação/Unimontes</p><p>Andréa Lafetá de Melo Franco</p><p>Chefe do Departamento de Educação Física/Unimontes</p><p>Rogério Othon Teixeira Alves</p><p>Chefe do Departamento de Filosofi a/Unimontes</p><p>Angela Cristina Borges</p><p>Chefe do Departamento de Geociências/Unimontes</p><p>Antônio Maurílio Alencar Feitosa</p><p>Chefe do Departamento de História/Unimontes</p><p>Donizette Lima do Nascimento</p><p>Chefe do Departamento de Política e Ciências Sociais/Unimontes</p><p>Isabel Cristina Barbosa de Brito</p><p>Ministro da Educação</p><p>Aloizio Mercadante Oliva</p><p>Presidente Geral da CAPES</p><p>Jorge Almeida Guimarães</p><p>Diretor de Educação a Distância da CAPES</p><p>João Carlos Teatini de Souza Clímaco</p><p>Governador do Estado de Minas Gerais</p><p>Antônio Augusto Junho Anastasia</p><p>Vice-Governador do Estado de Minas Gerais</p><p>Alberto Pinto Coelho Júnior</p><p>Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior</p><p>Nárcio Rodrigues</p><p>Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes</p><p>João dos Reis Canela</p><p>Vice-Reitora da Universidade Estadual de Montes Claros -</p><p>Unimontes</p><p>Maria Ivete Soares de Almeida</p><p>Pró-Reitor de Ensino/Unimontes</p><p>João Felício Rodrigues Neto</p><p>Diretor do Centro de Educação a Distância/Unimontes</p><p>Jânio Marques Dias</p><p>Coordenadora da UAB/Unimontes</p><p>Maria Ângela Lopes Dumont Macedo</p><p>Autores</p><p>Daniel Mill</p><p>Pedagogo (UFV), Doutor em Educação (UFMG), Pós-Doutor com estudos sobre a Gestão</p><p>Estratégica na Educação a Distância (Universidade Aberta de Portugal) e Professor da</p><p>Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde trabalha como docente e gestor de</p><p>Educação a Distância (EaD). Na UFSCar, é membro do Programa de Pós-Graduação em</p><p>Educação e do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Participa</p><p>como líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação a Distância (UFSCar) e membro</p><p>do Grupo de Pesquisa sobre Trabalho, Tecnologia e Educação (UFMG). Recentemente</p><p>organizou os livros “Educação a distância: desafios contemporâneos” e “Polidocência</p><p>na educação a distância: múltiplos enfoques”. Suas pesquisas e publicações têm como</p><p>foco o tema “Trabalho, Tecnologia e Educação a Distância”, com especial atenção aos</p><p>desdobramentos, numa perspectiva macroscópica, para a Gestão, Linguagens/Cognição e</p><p>Docência na EaD.</p><p>Maria Alba Guedes Torres</p><p>Pedagoga (UFV), especialista em Educação Ambiental (CEPEMG) e mestre em Educação pela</p><p>Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é subcoordenadora do Curso de Pedagogia e</p><p>professora da Universidade do Estado de Minas Gerais (FAE-UEMG), atuando principalmente</p><p>nos seguintes temas: jogos, matemática, alfabetização, fracasso escolar, docente, reforma</p><p>educacional, ações afirmativas, exclusão, racismo e educação e trabalho. É pesquisadora do</p><p>Grupo de Estudos sobre Direito, Economia e Filosofia da PUCMINAS. É membro do colegiado</p><p>do Curso de Pedagogia da UEMG e representante dos professores da FAE no Conselho Curador</p><p>dessa instituição. Foi professora do Ensino Fundamental por mais de duas décadas.</p><p>Sumário</p><p>Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9</p><p>Unidade 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11</p><p>Noções introdutórias sobre a Educação a Distância Contemporânea . . . . . . . . . . . . . . . . .11</p><p>1.1 Introdução: questões de base sobre a Educação a Distância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11</p><p>1.2 Conhecendo um pouco mais a modalidade de Educação a Distância: para além do</p><p>preconceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11</p><p>1.3 Interação e comunicação como centro da postura desejada dos estudantes da</p><p>EaD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15</p><p>1.4 Planejamento e organização pessoal discente para estudos em EaD . . . . . . . . . . . . . .16</p><p>1.5 Considerações finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17</p><p>Unidade 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19</p><p>Letramento digital e sua influência na aprendizagem no âmbito da Educação a</p><p>Distância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19</p><p>2.1 Considerações iniciais: uma introdução sobre letramento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19</p><p>2.2 Sobre letramento digital para a educação a distância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19</p><p>2.3 Uma breve consideração final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26</p><p>Unidade 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27</p><p>Proposta simplificada</p><p>mais tradicionais.</p><p>Por isso, o próprio estudante ou a instituição</p><p>mantenedora dos cursos oferecidos pela mo-</p><p>dalidade de Educação a Distância devem bus-</p><p>car a formação mais aprofundada possível no</p><p>uso das TDIC. Uma formação básica em infor-</p><p>mática desenvolvida com foco nas atividades</p><p>acadêmicas realizadas por estudantes pode</p><p>ser um passo significativo... um primeiro passo,</p><p>mas um importante passo!</p><p>Para participar e realizar adequadamente</p><p>as atividades em cursos de EaD, como esses</p><p>que a Unimontes está oferecendo, o estudan-</p><p>te deverá possuir certos conhecimentos de</p><p>informática e outras tecnologias digitais. Se o</p><p>estudante ainda não domina tais conhecimen-</p><p>tos quando vai começar um curso pela moda-</p><p>lidade de educação a distância, precisa realizar</p><p>formações em busca do letramento digital. Em</p><p>verdade, é necessária uma incessante busca</p><p>pelos saberes técnicos de base para a cons-</p><p>trução de conhecimento em comunidades vir-</p><p>tuais de aprendizagem.</p><p>Geralmente, logo no ato da matrícula, as</p><p>instituições fazem uma sondagem sobre os</p><p>conhecimentos que os estudantes já detêm</p><p>em termos de domínio técnico. Quando os in-</p><p>gressantes não demonstrarem capacidade de</p><p>realizar certas tarefas técnicas voltadas para as</p><p>tecnologias digitais de informação e comu-</p><p>nicação (TDIC), a instituição solicita/exige a</p><p>participação em cursos voltados para o letra-</p><p>mento digital (oferecidos pela própria institui-</p><p>ção) e realizados no polo de apoio presencial</p><p>em que se matriculou. Sugere-se fortemente,</p><p>também, que cada estudante busque por con-</p><p>ta própria o domínio dos dispositivos tecnoló-</p><p>gicos mais recentes do campo da informação</p><p>e conhecimento. Além dos conhecimentos</p><p>básicos de telemática (informática + telecomu-</p><p>nicações), vale entender, mesmo que superfi-</p><p>cialmente, o funcionamento de equipamentos</p><p>comuns no dia a dia dos estudantes: computa-</p><p>dor, dispositivos móveis (notebook, tablet, tele-</p><p>fone, sistemas de satélite, televisivo, radiofôni-</p><p>co, internet, redes sociais, softwares etc.).</p><p>A proposta de formação digital pode ser</p><p>composta por pequenos minicursos com foco</p><p>em habilidades/conhecimentos que as disci-</p><p>28</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>plinas dos cursos da Unimontes irão exigir do</p><p>estudante. A partir da sugestão de minicursos</p><p>descritos abaixo, o estudante poderá analisar</p><p>e autoavaliar se já domina ou não tais saberes.</p><p>Nesse sentido, é facultativo ao aluno a partici-</p><p>pação nos cursos oferecidos pela instituição,</p><p>desde que ele já detenha conhecimentos avan-</p><p>çados em telemática. Como cuidado para esti-</p><p>mular o bom andamento dos cursos, sugere-se</p><p>que a instituição exija do aluno que fizer a op-</p><p>ção de não frequentar o curso um documen-</p><p>to comprobatório dessa desnecessidade. No</p><p>caso da Unimontes, a proposição de assinatura</p><p>(pelo estudante) de um Termo de Compromis-</p><p>so com a instituição, declarando estar ciente</p><p>da necessidade do letramento digital (domínio</p><p>das TDIC) como condição de participação dos</p><p>cursos em EaD. Assinando o documento, o es-</p><p>tudante declara estar apto, tecnicamente, a dar</p><p>andamento às atividades, mesmo sem partici-</p><p>par da formação digital no polo de apoio pre-</p><p>sencial, parceiro da instituição.</p><p>3.2 Blocos de conhecimentos para</p><p>letramento básico: uma proposta</p><p>em minicursos</p><p>Os conhecimentos considerados básicos (e mínimos) para participação em cursos de EaD são</p><p>condizentes com a proposta de formação a seguir, incluindo noções sobre o funcionamento do</p><p>computador e seus periféricos, edição de textos, uso da internet, navegação no ambiente virtual</p><p>de aprendizagem, preparação de apresentações multimídia, edição de imagens e de planilhas ele-</p><p>trônicas etc. É verdade que essa proposta pode mudar de acordo com as condições de vida dos</p><p>estudantes, com o modelo pedagógico de EaD da instituição, com o tipo de atividade etc. Impor-</p><p>ta aqui o destaque de que algum conhecimento em telemática é essencial a qualquer modelo de</p><p>educação a distancia, sendo essencial conhecimento aprofundado em TDIC, quando a EaD for do</p><p>tipo virtual. Se o curso se dá no ciberespaço, em ambiente virtual de aprendizagem, no contexto da</p><p>cibercultura, o domínio das tecnologias digitais é condição para o sucesso da formação.</p><p>Enfim, no caso de uma formação básica para o letramento digital, os módulos temáticos tra-</p><p>balhados com os alunos devem ser, minimamente, esses que se seguem:</p><p>a. Apresentação do computador/informática: embora esse módulo possa parecer supérfluo,</p><p>ainda temos muitas pessoas que procuram pela modalidade de educação a distância por falta</p><p>de oportunidades de realizar cursos presenciais. Especialmente em cidades menores do inte-</p><p>rior brasileiro, ainda há muitos cidadãos que desconhecem os componentes básicos de infor-</p><p>mática. Assim, trabalha-se com os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Hardware:o computador dispõe de dispositivos de entrada e saída de dados para processar</p><p>informações e visualizar os resultados. É apresentada a CPU como elemento fundamental do</p><p>computador, pois executa as instruções dadas pelos softwares e mostra também os outros pe-</p><p>riféricos: monitor, teclado, mouse, unidade de disco flexível, disco flexível, CD-ROM, CD, DVD,</p><p>impressora, alto-falantes etc.</p><p>•	 Software: conjunto de instruções (programas) e informações que controlam o funcionamen-</p><p>to do computador. Programas usados para escrever textos, jogar, fazer planilhas de cálculos,</p><p>criar imagens, navegar na internet etc.</p><p>•	 Memórias principais e secundárias para armazenamento e transporte de informações (HD,</p><p>CD, DVD, pen-drive, disquete etc.).</p><p>•	 Outros.</p><p>b. Trabalho com arquivos e pastas: uma das dificuldades mais recorrentes entre os alunos</p><p>de EaD com pouco conhecimento em informática é a organização pessoal para os estudos</p><p>virtuais e para localizar certas informações no computador. Orientações de como traba-</p><p>lhar com arquivos e pastas tornam-se essenciais para auxiliar os estudantes na organiza-</p><p>ção das informações pessoais no computador, especialmente em máquinas de uso cole-</p><p>tivo, como é o caso de computadores dos polos de apoio presencial. Assim, trabalha-se</p><p>com os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Apresentação da área de trabalho do Windows Explorer ou softwares similares.</p><p>29</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>•	 Criação de uma pasta pessoal e de subpastas, por categorias, para armazenar os documen-</p><p>tos por temas, facilitando a sua organização durante a realização das atividades no curso.</p><p>•	 Outros.</p><p>c. A internet como ambiente de estudos e como recurso de pesquisa e comunicação: o</p><p>domínio das funcionalidades da internet está entre os conhecimentos mais utilizados por</p><p>estudantes, especialmente os da EaD. Considerando que os Ambientes Virtuais de Apren-</p><p>dizagem (AVA) representam uma das diversas possibilidades pedagógicas da internet, é</p><p>essencial aos estudantes saber explorar os recursos do AVA ou da internet como um todo,</p><p>a exemplo da exploração das fontes de informações científicas e do uso de possibilidades</p><p>tecnológicas baseadas na internet. Assim, é essencial que os estudantes tenham a capaci-</p><p>dade técnica de navegar nos hipertextos, digitar mensagens com rapidez, enviar e rece-</p><p>ber e-mails etc. Dessa forma, trabalha-se com os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Explorar páginas da web (navegar pelas páginas da Unimontes e outros endereços de</p><p>cunho acadêmico, como o MEC, Scielo, Capes, Seed etc.).</p><p>•	 Compreender a linguagem hipertextual e seus componentes: páginas, links etc.</p><p>•	 Analisar diferentes tipos e propostas de websites.</p><p>•	 Pesquisar por palavras-chave (pelo Google e similares).</p><p>•	 Acessar, avaliar e qualificar informações na internet.</p><p>•	 Localizar e registrar bases de dados com textos científicos (relacionadas ao curso).</p><p>•	 Usar ferramentas de comunicação instantânea, como o Skype e similares.</p><p>•	 Navegar no ambiente virtual de aprendizagem do curso em que está matriculado.</p><p>•	 Analisar noções de segurança, senhas, vírus etc.</p><p>•	 Outros.</p><p>d. Criação e uso de e-mail como recurso de comunicação: assim como o uso da internet</p><p>em geral, o uso de e-mail</p><p>é especialmente importante para estudantes de EaD. Assim, tra-</p><p>balha-se com os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Criação de contas de e-mail (Gmail ou Yahoo, por exemplo).</p><p>•	 Gerenciar uma conta de e-mail (criação de pastas para organização de mensagens, criação</p><p>de mensagens para envio, recebimento e resposta de mensagens, exclusão e lixeira etc.).</p><p>•	 Explorar as funções de envio para um ou mais destinatários.</p><p>•	 Noções sobre formatação de fontes e cores do texto.</p><p>•	 Explorar o envio de anexos (para que serve e como fazer).</p><p>•	 Avaliar tipos de mensagens, observando credibilidade de falsos remetentes.</p><p>•	 Outros.</p><p>e. Editor de textos: um dos conhecimentos mais utilizados por estudantes, especialmente</p><p>os da EaD, são os recursos de edição de texto para elaboração de trabalhos acadêmicos.</p><p>Como a comunicação na EaD se baseia no uso intenso da escrita e da internet, é impor-</p><p>tante que os estudantes tenham habilidades avançadas na elaboração de textos digitais –</p><p>tanto no sentido de gerar um arquivo de texto quanto da sua formatação, edição (recorta e</p><p>cola, por exemplo), noções de inserção de imagens, tabelas e similares. Do mesmo modo, é</p><p>essencial que os estudantes tenham a capacidade técnica de digitar textos com velocidade</p><p>e qualidade, pois isso será exigido em quase todos os cursos virtuais. Assim, trabalha-se</p><p>com os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Criar, editar, salvar e nomear um documento, orientando sobre o local de armazenamento</p><p>nas pastas pessoais.</p><p>•	 Explorar os recursos básicos do editor de texto para edição de um documento, buscando</p><p>compreender os componentes da tela de edição: botões mais utilizados da barra de ferra-</p><p>mentas, barra de rolagem, barra de status e régua, por exemplo.</p><p>•	 Configurar esteticamente e formalmente uma página, com atenção para fontes, margens,</p><p>cores, destaques em negrito ou itálico, inserção de tabelas, figuras etc.</p><p>•	 Usar o revisor de texto (verificação ortográfica automática ou dicionário de sinônimos) e ou-</p><p>tros recursos de apoio acadêmico.</p><p>•	 Converter documentos em outros formatos possíveis, como RTF, PDF, ODF, DOC etc., com</p><p>vistas à facilitação de trabalhos virtuais.</p><p>•	 Explorar a multiplicidade de editores de textos existentes, sejam eles gratuitos ou proprietá-</p><p>rios.</p><p>•	 Outros.</p><p>30</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>f. Editor de planilhas eletrônicas e gráficos: em alguns cursos e disciplinas, os gráficos e</p><p>planilhas eletrônicas são muito utilizados entre professores e alunos. De modo geral e do</p><p>ponto de vista pedagógico, o domínio de editores de gráficos é menos importante do que</p><p>o domínio de editores de textos ou de imagens. Entretanto, são conhecimentos impor-</p><p>tantes e úteis em várias situações de ensino-aprendizagem. Por isso, vale a pena explorar</p><p>esse tipo de editor, buscando:</p><p>•	 Criar, editar, salvar e nomear um documento, orientando sobre o local de armazenamento</p><p>nas pastas pessoais.</p><p>•	 Explorar os recursos básicos do editor de planilhas e gráficos na criação de um documento,</p><p>procurando compreender os componentes da tela de edição: botões mais utilizados da bar-</p><p>ra de ferramentas, barra de rolagem, barra de status e régua, planos cartesianos e colunas-</p><p>linhas, por exemplo.</p><p>•	 Configurar esteticamente e formalmente uma página, com atenção a fontes, cores, desta-</p><p>ques em negrito ou itálico, operações básicas etc.</p><p>•	 Elaborar planilhas funcionais, com operações matemáticas básicas e com a geração de gráfi-</p><p>cos em vários modelos e tipos.</p><p>•	 Converter documentos em outros formatos possíveis (por exemplo, PDF).</p><p>•	 Explorar a multiplicidade de editores de gráficos existentes, sejam eles gratuitos ou proprie-</p><p>tários.</p><p>•	 Outros.</p><p>g. Editor de imagens e desenhos: é importante que os estudantes tenham conhecimentos</p><p>de edição de imagens para uso nas atividades de EaD. Especialmente em alguns cursos</p><p>mais voltados para artes ou informática, a ilustração de atividades ou a criação de mapas</p><p>conceituais, por exemplo, são muito exploradas por professores. Assim, trabalha-se com</p><p>os seguintes aspectos técnicos:</p><p>•	 Explorar os recursos básicos do editor de imagens, buscando compreender os componentes</p><p>da tela de edição: botões mais utilizados da barra de ferramentas, barra de rolagem, barra</p><p>de status e régua, por exemplo.</p><p>•	 Criar, editar, salvar e nomear um documento, orientando sobre o local de armazenamento</p><p>nas pastas pessoais.</p><p>•	 Fazer desenho livre usando os diferentes recursos de editores de imagens.</p><p>•	 Baixar, abrir e editar fotos e imagens da internet (incluindo funções simples, como botão di-</p><p>reito do mouse).</p><p>•	 Abrir, alterar e salvar uma imagem qualquer (uma foto pessoal para o perfil do Moodle, por</p><p>exemplo), explorando as opções de formatos possíveis e locais de salvamento, de modo que</p><p>os arquivos possam ser encontrados rapidamente e sem complicações.</p><p>•	 Imprimir imagens em cores ou preto e branco.</p><p>•	 Inserir imagens num documento de texto ou apresentação multimídia enquanto se está</p><p>editando.</p><p>•	 Explorar a multiplicidade de editores de imagem existentes, sejam eles gratuitos ou proprie-</p><p>tários.</p><p>•	 Outros.</p><p>h. Editor de apresentações multimídia: assim como as planilhas eletrônicas, imagens</p><p>e textos, as apresentações multimídia constituem ferramenta muito útil para o ensino</p><p>-aprendizagem acadêmico. Assim, é importante que os estudantes dominem a elaboração</p><p>de boas apresentações multimídia:</p><p>•	 Criar, editar, salvar e nomear uma apresentação, orientando sobre o local de armazenamen-</p><p>to nas pastas pessoais.</p><p>•	 Explorar os recursos básicos do editor de apresentações multimídia na criação de um docu-</p><p>mento, buscando compreender os componentes da tela de edição: botões mais utilizados</p><p>da barra de ferramentas, barra de rolagem, barra de status e régua, aplicação de máscaras e</p><p>estilos personalizados, por exemplo.</p><p>•	 Configurar estética e formalmente um slide ou apresentação, com atenção para fontes, co-</p><p>res, destaques em negrito ou itálico, operações de animação, aplicação de modelos pré-con-</p><p>figurados etc.</p><p>•	 Converter documentos em outros formatos possíveis (por exemplo, PDF).</p><p>•	 Explorar a multiplicidade de editores de apresentações existentes, sejam eles gratuitos ou</p><p>proprietários.</p><p>•	 Outros.</p><p>31</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>3.3 Considerações finais</p><p>Num plano ideal, essa é uma proposta de</p><p>formação para o letramento digital com ex-</p><p>pectativas de desenvolvimento de habilidades</p><p>mínimas necessárias à adequada realização de</p><p>cursos pela EaD e ao aumento do rendimento</p><p>acadêmico em cursos virtuais. Seria bom que</p><p>outras competências técnicas fossem adquiri-</p><p>das pelos estudantes logo no começo do seu</p><p>curso. Certamente, ao longo do curso, esses sa-</p><p>beres serão desenvolvidos espontaneamente,</p><p>com a simples convivência com outros usuá-</p><p>rios e com tecnologias diárias. Alguns cursos</p><p>exigirão conhecimentos mais específicos em</p><p>determinados softwares (como editores de lin-</p><p>guagens de programação, gerenciadores de</p><p>bases de dados, gravadores de mídias etc.),</p><p>mas isso dependerá da instituição em que o</p><p>estudante fará o curso e dos professores de</p><p>cada disciplina.</p><p>Num plano mais genérico, a proposta</p><p>supracitada contempla as necessidades míni-</p><p>mas para a realização de um bom curso pela</p><p>modalidade de EaD (acreditamos que sejam</p><p>suficientes para o letramento digital ou, ao</p><p>menos, para a alfabetização digital). Todavia,</p><p>ressalta-se, novamente, que o letramento é</p><p>um processo, resultante da incorporação de</p><p>determinados saberes, associados ao conví-</p><p>vio cotidiano com outros sujeitos e grupos.</p><p>Ou seja, o letramento é um processo cultu-</p><p>ral e singular. A realização de uma formação</p><p>por meio de um curso técnico, por si só, não</p><p>torna o estudante efetiva e necessariamente</p><p>letrado digitalmente. Por outro lado, a falta</p><p>desses cursos ou dos conhecimentos que de-</p><p>les resultam limita ou dificulta o letramento</p><p>digital.</p><p>Se você, estudante de EaD, ainda não do-</p><p>mina minimamente tais saberes, recomenda-</p><p>mos fortemente que os busque: conhecimen-</p><p>tos não ocupam espaço e ainda podem ser</p><p>muito benéficos para sua formação integral.</p><p>33</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>Referências</p><p>BELLONI, M.L. Educação a Distância. 3.ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.</p><p>BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacio-</p><p>nal. Brasília: D.O.U. n° 24 de 23.12.96, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/</p><p>leis/L9394.htm</p><p>CASTELLS, M. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio</p><p>de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.</p><p>DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. 6. ed. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC/Unesco,</p><p>2001.</p><p>KERCKHOVE, D. A pele da cultura: uma investigação sobre a nova realidade eletrônica. Lisboa:</p><p>Relógio D’Água Editores, 1997.</p><p>KLEIMAN, A. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, A.</p><p>(Org.). Os significados do letramento. São Paulo: Mercado de Letras, 1995.</p><p>LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de</p><p>Janeiro: Editora 34, 1993.</p><p>LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.</p><p>LIMA, V.S.; OLIVEIRA, M.R. A importância da comunidade virtual de aprendizagem para o aluno</p><p>da EaD. In: OTSUKA, J.L.; MILL, D.; OLIVEIRA, M.R. (org.). Educação a Distância: formação do estu-</p><p>dante virtual. São Carlos: EdUFSCar, 2013.</p><p>MILL, D. Docência virtual: uma visão crítica. Campinas: Papirus. 2012</p><p>MILL, D. Educação a Distância contemporânea: noções introdutórias. In: OTSUKA, J.L.; MILL, D.;</p><p>OLIVEIRA, M.R. (org.). Educação a Distância: formação do estudante virtual. São Carlos: EdUFS-</p><p>Car, 2013a.</p><p>MILL, D. Letramento digital na Educação a Distância: noções introdutórias. In: OTSUKA, J.L.; MILL,</p><p>D.; OLIVEIRA, M.R. (org.). Educação a Distância: formação do estudante virtual. São Carlos: EdU-</p><p>FSCar, 2013b.</p><p>MILL, D. Mudanças de mentalidade sobre educação e tecnologia: inovações e possibilidades tec-</p><p>nopedagógicas. In: MILL, D. (org.). Escritos sobre educação: desafios e possibilidades para ensi-</p><p>nar e aprender com as tecnologias emergentes. São Paulo: Paulus, 2013c.</p><p>MILL, D.; BATISTA, V. L. Estratégias de organização dos estudos na educação virtual pela visão dos</p><p>estudantes. In: MILL, D.; MACIEL, C. (Orgs.). Educação a Distância: elementos para pensar o ensi-</p><p>no-aprendizagem contemporâneo. Cuiabá: EdUFMT, 2013.</p><p>MILL, D.; JORGE, G. Sociedades grafocêntricas digitais e educação: sobre letramento, cognição e</p><p>processos de inclusão na contemporaneidade. In: MILL, D. (Org.). Escritos sobre educação: de-</p><p>safios e possibilidades para ensinar e aprender com as tecnologias emergentes. São Paulo: Pau-</p><p>lus, 2013.</p><p>MOORE, M. G.; KEARSLEY, G. Educação a distância: uma visão integrada. São Paulo: Thompson,</p><p>2008.</p><p>OLIVEIRA, M.R.; LIMA, V.S. O estudante da EaD: seu papel e sua organização para o estudo. In: OT-</p><p>SUKA, J.L.; MILL, D.; OLIVEIRA, M.R. (org.). Educação a Distância: formação do estudante virtual.</p><p>São Carlos: EdUFSCar, 2013.</p><p>34</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>ONRUBIA, J.; COLOMINA, R.; ENGEL, A. Os ambientes virtuais de aprendizagem baseados no trabalho</p><p>em grupo e na aprendizagem colaborativa. In: COLL, C.; MONEREO, C. Psicologia da educação</p><p>virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Tradução de</p><p>Naila Freitas. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 208-225.</p><p>SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.</p><p>TFOUNI, L. V. Letramento e alfabetização. São Paulo: Cortez, 2002.</p><p>AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM:</p><p>MATERIAL DE APOIO TÉCNICO PARA O ESTUDANTE</p><p>1ª edição</p><p>Montes Claros</p><p>Instituto Federal do Norte de Minas Gerais</p><p>2017</p><p>AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM:</p><p>MATERIAL DE APOIO TÉCNICO PARA O ESTUDANTE</p><p>Montes Claros-MG 2017</p><p>Diretor de Educação a Distância</p><p>Antônio Carlos Soares Martins</p><p>Coordenadora de Ensino</p><p>Ramony Maria da Silva Reis Oliveira</p><p>Coordenador de Administração e</p><p>Planejamento</p><p>Alessandro Fonseca Câmara</p><p>Equipe de Tecnologia da Informação do Centro de Referência em Educação a Distância - CEAD do</p><p>Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG</p><p>Editoração Eletrônica</p><p>Antonio Cristian Pereira Barbosa</p><p>SUMÁRIO</p><p>Ambiente Virtual de Aprendizagem - Moodle 7</p><p>Dados de Acesso 8</p><p>Mudar a Senha 9</p><p>Navegação no Ambiente Virtual de Aprendizagem 9</p><p>Modificando o Perfil do Usuário 13</p><p>Acessando as Disciplinas do Curso 15</p><p>Blocos da Lateral Esquerda 17</p><p>Blocos da Lateral Direita 21</p><p>Acessando os Materiais de Estudo 22</p><p>Acessando e Realizando Atividades da Disciplina 23</p><p>Considerações Finais 33</p><p>Referências 34</p><p>7</p><p>Ambiente Virtual de Aprendizagem - Moodle</p><p>Moodle é um pacote de software para a produção de cursos e web sites em</p><p>internet. É um projeto de desenvolvimento contínuo concebido para apoiar a</p><p>Filosofia do Moodle, dentro de um quadro construcionista social de educa-</p><p>ção. A palavra Moodle é originalmente um acrônimo para Modular Object-</p><p>O-riented Dynamic Learning Environment (Ambiente de Aprendizagem</p><p>Dinâ-mico Modular Orientado a Objeto), útil principalmente para</p><p>programadores e profissionais da educação. É também um verbo que</p><p>descreve o processo de se passar por algo tranquilamente, fazendo as coisas</p><p>quando surgir oportunida-de, uma divertida atividade manual que pode nos</p><p>levar a ter insights criativos. Como tal, aplica-se tanto ao modo como o</p><p>Moodle foi desenvolvido, quanto ao modo como um estudante ou professor</p><p>pode abordar o estudo ou o ensino em um curso on-line.</p><p>Quem usa Moodle é um Moodler (Moodleiro.https://docs.moodle.org/all/</p><p>pt_br/Sobre_o_Moodle.)</p><p>Acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem do CEAD/IFNMG</p><p>Para realizar o acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem do Instituto</p><p>Fe-deral do Norte de Minas Gerais é necessário que o estudante tenha um</p><p>na-vegador atualizado em seu computador (Internet Explorer, Mozilla</p><p>Firefox, Google Chrome, etc.).</p><p>Em seu navegador ,o estudante deverá digitar o endereço http//:virtual.ifnmg.</p><p>edu.br como na imagem abaixo:</p><p>Figura - 1 Acesso a plataforma</p><p>8</p><p>Para acessar a plataforma é necessário que o estudante esteja devidamente</p><p>matriculado em um curso e seu cadastro tenha sido realizado pela adminis-</p><p>tração do sistema, através da solicitação da coordenação do curso em</p><p>questão. Para realizar o acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem será</p><p>necessário uma verificação de usuário, na qual será solicitado um nome de</p><p>usuário e uma senha. Como mostrado a figura a seguir:</p><p>Figura 2 - Realizando acesso</p><p>Dados de Acesso</p><p>Os dados de acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem são encaminhados</p><p>aos estudantes pela coordenação de curso após a confirmação do cadastro.</p><p>9</p><p>Mudar a Senha</p><p>Ao realizar o primeiro acesso, o estudante será redirecionado a página de</p><p>mudança de senha. Nesta página, o mesmo deverá informar,</p><p>obrigatoriamente, a senha atual, a senha nova e repetir a senha nova para</p><p>continuar a sua navegação no ambiente virtual, conforme mostra a figura</p><p>abaixo:</p><p>Figura 3 - Mudar a senha</p><p>Navegação no Ambiente Virtual de Aprendizagem</p><p>Ao realizar o acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem o estudante</p><p>visu-aliza, primeiramente, o Painel, que nada mais é que uma página inicial</p><p>privada do usuário. Nesta página, o usuário pode realizar sua navegação de</p><p>forma per-sonalizada, pois o mesmo tem permissão para personalizá-la de</p><p>acordo com suas necessidades. Para isso, basta clicar em Personalizar esta</p><p>página, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>10</p><p>Figura 4 - Página inicial do usuário</p><p>A interface do Ambiente Virtual de Aprendizagem é dividida basicamente</p><p>em três partes, blocos laterais à esquerda, bloco central e blocos laterais à</p><p>direita. Na imagem a seguir é ilustrada a página inicial do usuário) Painel</p><p>(com exata-mente essa divisão:</p><p>Figura – 5 Divisão da interface</p><p>Agora vamos falar um pouco dos blocos mais importantes disponíveis na</p><p>pá-gina inicial do estudante, esses irão auxiliá-lo em sua navegação pelo</p><p>Ambiente Virtual de Aprendizagem.</p><p>Ao lado esquerdo, está localizado o bloco Navegação, onde contém os links</p><p>das categorias,</p><p>subcategorias e salas virtuais do curso em que o estudante</p><p>está matriculado ,conforme mostra a figura a seguir:</p><p>11</p><p>Figura 6 – Bloco Navegação</p><p>O link destacado na figura acima, (ETEC-ACS-MOD1-AVA, 2015), por</p><p>exemplo, refere-se a sala virtual da disciplina“ Ambiente Virtual de</p><p>Aprendizagem e Informática Básica ”do Curso Técnico em Agente</p><p>Comunitário de Saúde.</p><p>No bloco central (Visão geral dos cursos), também são listadas as</p><p>disciplinas nas quais o educando está cadastrado, assim como informações</p><p>referentes as atividades disponíveis nessas disciplinas ,como mostrado na</p><p>figura abaixo:</p><p>Figura – 7 Bloco Central</p><p>A direita estão localizados dois blocos laterais importantes que são :Usuários</p><p>Online e Calendário.</p><p>O bloco lateral Usuários Online exibe uma lista com os usuários que</p><p>acessa-ram o ambiente virtual nos últimos 5 minutos, conforme mostrado na</p><p>figura abaixo:</p><p>12</p><p>Figura 8 – Bloco Usuários Online</p><p>Já o bloco lateral, Calendário, mostra os próximos eventos referentes às</p><p>disciplinas que estão sendo cursadas pelo estudante, conforme mostra a</p><p>figura abaixo:</p><p>Figura 9 – Bloco Calendário</p><p>13</p><p>Modificando o Perfil do Usuário</p><p>No canto superior direito da página do Ambiente Virtual de Aprendizagem</p><p>aparece o nome do usuário que está acessando o ambiente. Ao clicar em seu</p><p>nome do aluno terá acesso a diversos atalhos como, perfil, notas, mensagens</p><p>recebidas de outros usuários, preferências e sair, conforme mostra a figura</p><p>abaixo:</p><p>Figura – 10 Perfil</p><p>Clicando na opção Perfil, o estudante poderá modificar o seu perfil de</p><p>usuário, conforme desejar. Para isso, basta acessar o link Modificar perfil,</p><p>como mostra a figura a seguir:</p><p>Figura – 11 Modificar perfil</p><p>14</p><p>A seguir apresentamos uma imagem ilustrando o formulário dos dados do</p><p>usuário, para alterar essas informações, basta substituir os dados desejados e</p><p>clicar no botão atualizar perfil para que os dados sejam gravados no sistema.</p><p>Porém, algumas informações como Nome e Sobrenome não podem ser</p><p>alteradas.</p><p>Figura – 12 Modificando o perfil</p><p>Neste mesmo formulário existem dois campos importantes que deverão ser</p><p>preenchidos pelo cursista, são eles: Descrição e Imagem. No campo descri-</p><p>ção o estudante deverá inserir um texto breve que descreva o seu perfil pes-</p><p>soal. Já no campo Imagem, o mesmo deverá inserir uma imagem atualizada</p><p>de seu rosto. Essas informações são importantíssimas para a identificação do</p><p>estudante no Ambiente Virtual de Aprendizagem de seu curso. Veja figura a</p><p>seguir:</p><p>Figura – 13 Descrição e Imagem do Perfil</p><p>15</p><p>Para inserir uma imagem no perfil, basta clicar sobre o ícone Adicionar do</p><p>campo Nova imagem e selecionar a figura salva nos documentos do compu-</p><p>tador pessoal, conforme mostrado na figura abaixo:</p><p>Figura 14 – Inserindo Imagem do Perfil</p><p>Acessando as Disciplinas do Curso</p><p>Para acessar a sala da disciplina, basta clicar no nome da sala disponível</p><p>em Meus cursos que fica situado no Bloco lateral Navegação.</p><p>Figura – 15 Acesso às disciplinas</p><p>16</p><p>Ao acessar o ambiente virtual desejado, observe que, assim como a página</p><p>inicial do usuário, esse ambiente também possui vários blocos nas laterais.</p><p>Veja a figura que se segue:</p><p>Figura 16 - Blocos laterais da disciplina</p><p>Na sala de aula virtual existe também a coluna central, a qual é divida em</p><p>tópicos. É exatamente nesse espaço que se concentram os recursos e ativida-</p><p>des disponibilizados para os alunos nas disciplinas, conforme mostra a</p><p>figura a seguir:</p><p>Figura 17 - Coluna central da disciplina</p><p>17</p><p>Blocos da Lateral Esquerda</p><p>Em relação aos blocos da lateral esquerda, nas salas das disciplinas, encon-</p><p>tra-se também o bloco Navegação. Por meio do link Participantes é</p><p>possível ter acesso a lista de participantes da disciplina acessada. Veja</p><p>figura a seguir:</p><p>Figura 18 - Lista de participantes da disciplina</p><p>Clicando em Participantes o estudante será redirecionado para uma página</p><p>com a lista de participantes da disciplina.</p><p>Na parte superior da página estarão disponíveis as seguintes opções:</p><p>Meus Cursos: Mostra em quais cursos o usuário está inscrito no Ambiente</p><p>Virtual de Aprendizagem.</p><p>Lista de Usuários: Muda o meio de visualização dos participantes, clicando</p><p>nessa opção e selecionando Detalhes do usuário é possível ver mais detalhes</p><p>dos usuários.</p><p>18</p><p>Papel Atual: Muda o meio de visualizar os participantes da sala, clicando</p><p>nessa caixa e selecionando estudante é possível visualizar somente os estu-</p><p>dantes da sala, sem tutores e sem professores por exemplo. Veja figura</p><p>abaixo:</p><p>Figura 19 - Lista de participantes da disciplina</p><p>Através dessa janela, na qual estão listados os participantes, é possível</p><p>enviar mensagens para os usuários dessa sala. É possível enviar uma</p><p>mensagem só, para todos os participantes da sala, ou selecionar um deles e</p><p>enviar uma mensagem. Para realizar essa tarefa, simplesmente desça a barra</p><p>de rolagem do seu navegador, terá a opção Selecionar tudo, clique nela e vá</p><p>à caixa que está escrito Com usuários selecionados e escolha a opção</p><p>Enviar uma mensagem. Veja a seguir:</p><p>19</p><p>Figura 20 - Enviar mensagens</p><p>É possível também enviar uma mensagem para um usuário específico clican-</p><p>do no nome. Ao clicar no nome do usuário escolhido abrirá uma página com</p><p>o perfil dele, procure o botão Mensagem e clique. Veja figura a seguir:</p><p>Figura 21 - Perfil do estudante</p><p>20</p><p>Após isso abrirá uma janela, na qual onde será digitada a mensagem que o</p><p>e tudante queira enviar. Através dessa janela aberta é possível visualizar a</p><p>lista de contatos, clicando no link Ver conversa e também adicionar esse</p><p>usuário à essa lista de contatos, para isso, basta clicar em Acrescentar</p><p>contato. Para enviar a mensagem, apenas digite no campo da mensagem o</p><p>texto que deseja enviar e clique em Enviar mensagem. Pronto, seu recado</p><p>foi enviado ao outro participante. Veja figura a seguir:</p><p>Figura 22 - Enviando Mensagem</p><p>Voltando a sala virtual teremos o Bloco Lateral Administração, esse bloco</p><p>apresenta uma opção importante para o aluno, que é o item Notas, conforme</p><p>mo tra a figura a seguir:</p><p>Figura 23 - Notas</p><p>21</p><p>Essa opção permite ao estudante visualizar suas notas na disciplina em ques-</p><p>tão, e , as notas finais das demais disciplinas cursadas. Para isso, basta que o</p><p>cursista selecione a opção desejada na janela do quadro de notas. Veja</p><p>figura abaixo:</p><p>Figura - 24 Relatório de Notas</p><p>Blocos da Lateral Direita</p><p>Ao acessar a sala da disciplina o educando encontrará na lateral direita os</p><p>seguintes blocos:</p><p>Pesquisar nos Fóruns: É possível fazer uma pesquisa nas mensagens dos</p><p>fóruns, exemplo: Caso você procurer por "meio ambiente", ele mostrará em</p><p>fóruns do Ambiente Virtual, mensagens que contenham as palavras“ meio</p><p>ambiente.”</p><p>Últimas Notícias: Serve para publicações de avisos pelos professores/</p><p>tutores. Neste Fórum, apenas o professor/tutor pode postar mensagens, não</p><p>sendo permitido aos estudantes criar novos tópicos ou responder às</p><p>mensagens.</p><p>Próximos eventos: Serve para visualizar os eventos próximos referentes a</p><p>disciplina acessada.</p><p>Veja figura que se segue:</p><p>22</p><p>Figura 25 - Blocos da Lateral Direita</p><p>Acessando os Materiais de Estudo</p><p>Para iniciar seus estudos o estudante deverá, primeiramente, acessar os ma-</p><p>teriais disponibilizados na sala de sua disciplina. Para isso, o mesmo deverá</p><p>localizar tais materiais disponíveis nos respectivos tópicos das salas virtuais</p><p>e clicar em seus links. Normalmente os materiais são disponibilizados no</p><p>formato de PDFs e Vídeos. Veja figura que se segue:</p><p>23</p><p>Figura 26 - Acessando Materiais de Estudo</p><p>Acessando e Realizando Atividades da Disciplina</p><p>Para acessar e realizar as atividades de sua disciplina o cursista deverá,</p><p>primeiramente, localizar a atividade em questão que, normalmente são</p><p>disponibilizadas nos tópicos da sala virtual de acordo com a semana</p><p>corrente. Localizando a atividade em questão, para acessá-la, basta que o</p><p>aluno clique em seu link, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura 27 - Acessando Atividades</p><p>24</p><p>Caso a atividade a ser realizada seja um</p><p>fórum, o educando deverá, para par-</p><p>ticipar das discussões no fórum em questão após acessá-lo ,clicar no título</p><p>do tópico de discussão criado pelo professor/tutor, ler as mensagens e em</p><p>seguida clicar em responder. Veja exemplos nas figuras a seguir:</p><p>Figura 28 - Tópico de discussão do fórum</p><p>Figura 29 - Responder</p><p>Clicando em responder, o estudante será redirecionado para o editor de texto</p><p>do fórum. Esse editor funciona como um editor de texto comum, como por</p><p>exemplo o Word do Pacote Office da Microsoft. Nesse editor, o usuário</p><p>pode redigir sua mensagem de participação no fórum e formatá-la conforme</p><p>desejar. O editor de texto do fórum possui diversas ferramentas de</p><p>formatação e essas ferramentas são mostradas ao clicar no ícone Ocultar</p><p>barra de ferramentas, veja figura a seguir:</p><p>25</p><p>Figura 30 - Editor de Texto do Fórum</p><p>Após redigir a mensagem basta clicar no botão Enviar mensagem ao</p><p>fórum, para que sua participação seja efetuada, conforme mostra a figura a</p><p>seguir:</p><p>Figura 31 - Enviar mensagem ao fórum</p><p>Agora, se a atividade a ser realizada pelo estudante for uma tarefa de envio</p><p>de arquivo ,como mostra a figura a seguir:</p><p>26</p><p>Figura 31 - Tarefa de envio de arquivo</p><p>O mesmo deverá clicar no link da tarefa em questão para acessá-la, ler as</p><p>orientações da atividade a ser realizada e, após realizar a sua atividade</p><p>gerando um documento do tipo DOC, EXCEL, PPT, PDF etc, enviá-lo na</p><p>ferramenta da Tarefa, clicando no botão Adicionar tarefa. Veja figura a</p><p>seguir:</p><p>Figura - 32 Adicionar tarefa</p><p>27</p><p>Ao clicar no botão Adicionar tarefa, o estudante será redirecionado para a</p><p>página de envio, onde o mesmo deverá selecionar o arquivo salvo em seu</p><p>computador correspondente a atividade realizada e enviá-lo por meio da fer-</p><p>ramenta tarefa, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura - 33 Enviando tarefa</p><p>Para que o envio seja realizado, basta que o estudante clique no ícone</p><p>Adicionar, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura 34 - Adicionar arquivo</p><p>28</p><p>Após clicar em Adicionar, na nova janela que será aberta, o cursista deverá</p><p>selecionar o arquivo a ser adicionado, clicando em Enviar um arquivo e,</p><p>em seguida, clicando em Browser, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura - 35 Enviar um arquivo</p><p>Feito isso, será aberta a seguir uma janela para que o estudante escolha o</p><p>arquivo salvo em seu computador. Dessa forma, o mesmo deverá selecionar</p><p>esse arquivo e clicar em Abrir para que o documento seja carregado. Veja a</p><p>figura a seguir:</p><p>Figura - 36 Selecionar arquivo</p><p>29</p><p>Após selecionar o arquivo, basta clicar em Enviar este arquivo para que o</p><p>mesmo seja anexado ao campo de envio de arquivo da ferramenta tarefa.</p><p>Veja figura a seguir:</p><p>Figura 37 - Enviar este arquivo</p><p>Clicando em Enviar este arquivo e anexando-o a tarefa, para concluir o en-</p><p>vio da atividade, basta clicar em Salvar mudanças, conforme mostra a</p><p>figura a seguir:</p><p>Figura - 38 Salvar mudanças</p><p>É importante observar que o tamanho máximo para os novos arquivos é de</p><p>8 MB, se esse limite for ultrapassado, o arquivo não será enviado.</p><p>Outra atividade bastante comum entre os cursos a distância é a Avaliação</p><p>On-line, nesses casos, o estudante deve acessar a ferramenta clicando em</p><p>seu link, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>30</p><p>Figura 39 - Avaliação Online</p><p>Após acessar a avaliação online, o estudante deverá clicar em Tentar</p><p>respon-der o questionário agora para iniciar a realização de sua</p><p>avaliação ,conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura - 40 Tentar responder o questionário agora</p><p>Clicando em Tentar responder o questionário agora, será mostrada para o</p><p>estudante uma pequena janela de aviso informando que a Avaliação Online</p><p>tem limite de tempo para ser realizad. Dessa forma, o cursista deve atentar-</p><p>se para esse tempo, pois uma vez esgotado o tempo, a avaliação será</p><p>encerrada</p><p>31</p><p>independentemente de sua conclusão. Porém, de qualquer forma, as</p><p>questões respondidas pelo aluno até o momento do encerramento serão</p><p>consideradas para a avaliação. Enfim, para continuar a realização da</p><p>atividade, o educando deve clicar em Iniciar tentativa. Veja figura a seguir:</p><p>Figura 41 - Iniciar tentativa</p><p>Após clicar em Iniciar tentativa, serão mostradas para o estudante as ques-</p><p>tões da avaliação online, onde o mesmo deverá selecionar as respostas</p><p>corretas e prosseguir clicando em Próximo. Neste momento, o aluno deve</p><p>observar que no canto esquerdo será exibido um cronômetro do tempo</p><p>restante para a realização da avaliação. Veja figura a seguir:</p><p>Figura - 42 Navegação do questionário</p><p>Ao finalizar as questões, será mostrada para o estudante uma nova janela com</p><p>o resumo de suas tentativas, onde o mesmo deverá revisar suas respostas, se</p><p>ainda houver tempo, ou finalizar a avaliação, clicando em Enviar tudo e</p><p>terminar. Veja figura a seguir:</p><p>32</p><p>Figura - 43 Enviar tudo e terminar</p><p>Após clicar em Enviar tudo e terminar será aberta uma pequena janela de</p><p>aviso informando que uma vez enviada, não será possível alterar as</p><p>respostas para a avaliação em questão. Nessa janela, o estudante deverá</p><p>clicar em Enviar tudo e terminar para confirmar a finalização de sua</p><p>avaliação online. Veja figura a seguir:</p><p>Figura 44 - Confirmação de envio</p><p>Após confirmado o envio, será mostrado para o estudante uma nova janela</p><p>com o resumo das suas tentativas anteriores e posteriormente a data de en-</p><p>cerramento da avaliação. Será mostrada nesse mesmo local a nota obtida</p><p>pelo aluno na atividade em questão .Veja figura a seguir:</p><p>33</p><p>Figura 45 - Resumo das tentativas</p><p>Enfim, finalizada a avaliação e visualizando o resumo das tentativas, para que</p><p>o estudante retorne a sala da disciplina, basta que o mesmo clique em Voltar</p><p>ao curso, conforme mostra a figura a seguir:</p><p>Figura - 46 Voltar ao curso</p><p>Considerações Finais</p><p>Esse material foi elaborado com intuito de auxiliar os estudantes com relação</p><p>a dúvidas técnicas que podem surgir durante seus primeiros contatos com o</p><p>Ambiente Virtual de Aprendizagem do Centro de Referência em Formação</p><p>e Educação a Distância - CEAD do Instituto Federal do Norte de Minas</p><p>Gerais - IFNMG, na realização de seus estudos referentes aos cursos</p><p>ofertados pela referida instituição de ensino na modalidade de Educação a</p><p>Distância.</p><p>34</p><p>Referências</p><p>SOBRE o Moodle .Disponível em :<https://docs.moodle.org/all/pt_br/So-</p><p>bre_o_Moodle>. Acesso em: 16 jan. 2017.</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO</p><p>Página 1</p><p>Página 1</p><p>de formação para o letramento digital: saberes técnicos de base</p><p>para a construção do conhecimento na EaD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27</p><p>3.1 Introdução: sobre a proposta de letramento digital na EaD da Unimontes. . . . . . . . .27</p><p>3.2 Blocos de conhecimentos para letramento básico: uma proposta em minicursos . .28</p><p>3.3 Considerações finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .31</p><p>Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33</p><p>9</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>Apresentação</p><p>Olá acadêmicas e acadêmicos,</p><p>No início de um curso de Educação a Distância (EaD), é imprescindível que os envolvidos</p><p>conheçam bem as particularidades de um curso pela EaD e da modalidade como um todo. Nesse</p><p>sentido, perguntamo-nos:</p><p>•	 Será que todos os estudantes sabem o que é Educação a Distância?</p><p>•	 Você já pensou sobre o que é essa modalidade de EaD?</p><p>•	 Quais são as principais características da modalidade de EaD?</p><p>•	 Você já percebeu que nos últimos anos fala-se muito em EaD e que mais gente procura pela</p><p>EaD atualmente?</p><p>•	 A que se deve o súbito crescimento da EaD e pela melhoria da sua imagem?</p><p>•	 Você é letrado digitalmente?</p><p>•	 O que um estudante precisa saber, em termos de tecnologias, para realizar um bom curso</p><p>de EaD?</p><p>Esta e outras tantas perguntas sobre a EaD são básicas e elementares, principalmente para</p><p>quem estuda nesta modalidade. Esse entendimento mais geral da EaD estará em pauta nas pró-</p><p>ximas páginas deste texto. Organizamos essa discussão em três unidades, sendo a primeira de-</p><p>dicada a questões de base sobre EaD e sobre como o estudante deve se organizar para estudar</p><p>pela modalidade de EaD. A segunda voltada para o processo de letramento digital dos estudan-</p><p>tes, que é um assunto de suma importância quando a instituição oferece cursos com apoio da</p><p>internet ou outras tecnologias digitais. Ao final, na terceira unidade, apresentamos uma proposta</p><p>de formação simplificada para letramento digital de estudantes da Educação a Distância.</p><p>Como dissemos anteriormente, aqueles que estão começando seus estudos pela EaD preci-</p><p>sam compreender melhor a modalidade em suas particularidades. Ao longo deste módulo, pro-</p><p>moveremos uma discussão partindo da contextualização do cenário favorável à modalidade de</p><p>EaD, destacando a importância do perfil dos estudantes para realizar um bom curso nesta moda-</p><p>lidade.</p><p>Enfim, esperamos promover reflexões sobre o assunto e desejamos bons estudos a todas e</p><p>todos.</p><p>A tod@s, boa leitura e boas reflexões!!!</p><p>Os autores!</p><p>11</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>UNIDADE 1</p><p>Noções introdutórias sobre</p><p>a Educação a Distância</p><p>Contemporânea</p><p>Daniel Mill</p><p>Maria Alba Guedes Torres</p><p>1.1 Introdução: questões de base</p><p>sobre a Educação a Distância</p><p>O objetivo desta primeira unidade é esti-</p><p>mular reflexões essenciais à compreensão das</p><p>principais características da modalidade de</p><p>Educação a Distância (EaD), para que o estu-</p><p>dante tenha clara a configuração do curso que</p><p>vai realizar. Para quem está começando seus</p><p>estudos pela modalidade de educação a dis-</p><p>tância, é importante compreender alguns pro-</p><p>cedimentos adotados pela universidade for-</p><p>madora e também as principais características</p><p>da proposta pedagógica do curso de Educa-</p><p>ção a Distância da instituição que o mantém.</p><p>Nesta unidade, o estudante encontrará</p><p>noções básicas quanto à concepção e carac-</p><p>terização da EaD, ressaltando e discutindo as</p><p>seguintes questões:</p><p>•	 O que é a Educação a Distância (EaD)?</p><p>Qual é a expressão mais adequada: ensi-</p><p>no a distância ou educação a distância</p><p>•	 Quais são as principais características da</p><p>modalidade de EaD?</p><p>•	 Por que mais gente procura pela EaD</p><p>atualmente? O que mudou no cenário na-</p><p>cional em benefício da EaD?</p><p>•	 A que se deve o súbito crescimento da</p><p>EaD? Por que se tem falado tanto em EaD</p><p>nos últimos anos?</p><p>1.2 Conhecendo um pouco</p><p>mais a modalidade de Educação</p><p>a Distância: para além do</p><p>preconceito</p><p>A Educação a Distância, também reconhe-</p><p>cida pela sigla EaD, tem experimentado uma</p><p>grande expansão ultimamente e recebeu mui-</p><p>ta atenção de entusiastas, investidores e polí-</p><p>ticos interessados em atender à demanda por</p><p>cursos de nível superior no Brasil (MILL, 2013a).</p><p>Essa modalidade educacional passou por pro-</p><p>fundas transformações desde a publicação da</p><p>atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Na-</p><p>cional (LDB 9.394/96), que reconheceu, oficial-</p><p>mente, a EaD como modalidade ao incorporar</p><p>o texto do seu artigo 80. A expansão pela qual</p><p>a EaD passou nos últimos anos e o interesse</p><p>que tem recebido mudaram o entendimento</p><p>que tínhamos de aprender e ensinar. A pers-</p><p>pectiva do perfil desejado para estudantes e</p><p>12</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>professores sofreu grandes mudanças. Enten-</p><p>demos como essencial que o estudante conhe-</p><p>ça a estrutura e funcionamento da EaD e a pro-</p><p>posta pedagógica do curso que desenvolve.</p><p>Para isso, é importante compreender al-</p><p>guns procedimentos adotados pela universi-</p><p>dade mantenedora do curso que o estudante</p><p>desenvolve pela EaD. É também necessário</p><p>que o estudante saiba como funciona a pro-</p><p>posta pedagógica do curso que vai realizar</p><p>por essa modalidade. A seguir, apresentamos</p><p>algumas noções introdutórias com relação à</p><p>educação a distância. No intuito de estimular</p><p>os estudantes na reflexão sobre as principais</p><p>características da EaD, os tópicos tratarão da</p><p>sua concepção e caracterização, da sua histó-</p><p>ria e dos preconceitos que sofre, da sua expan-</p><p>são e do panorama nacional no campo da EaD.</p><p>1.2.1 Concepção e caracterização da EaD como educação a</p><p>distância e não como ensino a distância</p><p>O que é EaD? Ela é considerada uma for-</p><p>ma alternativa e complementar para a forma-</p><p>ção do cidadão (brasileiro e do mundo) e tem</p><p>se mostrado bastante rica em potenciais peda-</p><p>gógicos e de democratização do conhecimen-</p><p>to. Trata-se de uma modalidade que apresenta</p><p>como característica essencial a proposta de</p><p>ensinar e aprender sem que professores e alu-</p><p>nos precisem estar no mesmo local ao mesmo</p><p>tempo.</p><p>Hoje, de modo geral, a EaD caracteriza-se,</p><p>fundamentalmente, pela separação física (es-</p><p>paço-temporal) entre aluno e professor, bem</p><p>como pela intensificação do uso de Tecnolo-</p><p>gias de Informação e Comunicação (especial-</p><p>mente as tecnologias digitais) como mediado-</p><p>ras da relação ensino-aprendizagem. Para que</p><p>isso ocorra, são utilizadas diferentes tecnolo-</p><p>gias e ferramentas, como programas computa-</p><p>cionais, livros, CD-ROM e recursos da internet,</p><p>disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendi-</p><p>zagem (AVA) – que podem ser simultâneas</p><p>(como web- conferências, salas de bate-papo,</p><p>Skype e MSN) ou não simultâneas (a exemplo</p><p>de fóruns, ferramentas para a edição de textos</p><p>web e e-mails). Em suma, a educação a distân-</p><p>cia é uma modalidade educacional que faz uso</p><p>das tecnologias telemáticas (baseadas nas te-</p><p>lecomunicações e na informática).</p><p>Conforme Moore e Kearsley (2008), a ter-</p><p>minologia/definição da educação a distância</p><p>subentende também técnicas especiais.</p><p>Educação a distância é o aprendizado planejado que ocorre, normalmente,</p><p>em um lugar diferente do local do ensino, exigindo técnicas especiais de cria-</p><p>ção do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e</p><p>disposições organizacionais e administrativas especiais (MOORE e KEARSLEY,</p><p>2008, p.2).</p><p>Na modalidade de EaD, os papéis de</p><p>educando e de educador diferem dos papéis</p><p>da modalidade presencial. O estudante deve</p><p>aprender a organizar sua agenda e seus horá-</p><p>rios e locais de estudos. Em geral, pela natu-</p><p>reza da sua participação na EaD, fica mais evi-</p><p>dente a atuação do acadêmico como sujeito</p><p>ativo no processo de construção do conheci-</p><p>mento. Ele precisa aprender a interagir, a cola-</p><p>borar e a ser autônomo. O educador, por sua</p><p>vez, necessita compreender as implicações do</p><p>redimensionamento espaço-temporal</p><p>para a</p><p>sua prática pedagógica nesse novo paradigma</p><p>de ensino e de aprendizagem, que exige uma</p><p>pedagogia própria em quase todos os aspec-</p><p>tos da relação docente-conhecimento-aluno</p><p>(MILL, 2013a). Tanto para alunos quanto para</p><p>docentes, o trabalho em equipe é fundamen-</p><p>tal para que os objetivos educacionais sejam</p><p>atingidos. Observa-se que, em virtude da na-</p><p>tureza da sua participação efetiva na constru-</p><p>ção do conhecimento, tanto os educadores</p><p>(professores e tutores) quanto o educando são</p><p>parceiros nesse processo, e a percepção de co-</p><p>laboração entre os pares e envolvidos ganha</p><p>destaque.</p><p>O entendimento que se tem da sigla EaD</p><p>pode influenciar o processo de implantação</p><p>e oferta de cursos a distância nas instituições,</p><p>pois educação, ensino e aprendizagem não</p><p>são sinônimos. Todavia, como indicamos em</p><p>Mill (2012), geralmente a sigla EaD tem sido</p><p>tomada, indistintamente, como representação</p><p>dos termos educação a distância, ensino a dis-</p><p>tância ou ainda como aprendizagem a distân-</p><p>cia (e-learning), tanto na literatura sobre EaD,</p><p>na prática cotidiana dos educadores de EaD,</p><p>quanto entre os pesquisadores dessa área do</p><p>conhecimento. Assim, é importante detalhar-</p><p>mos um pouco mais a noção de EaD como</p><p>“educação”, e não somente como “ensino”.</p><p>O entendimento da sigla EaD como edu-</p><p>cação a distância é muito importante (MILL,</p><p>2012). Por um lado, a visão de EaD pode estar</p><p>13</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>mais apoiada numa visão tradicional e ser to-</p><p>mada como ensino a distância, na qual o foco</p><p>está na emissão de conteúdos e no professor.</p><p>Nesse caso, o centro do processo está no ensi-</p><p>no e no professor, e “desvalorizam-se” a apren-</p><p>dizagem e o estudante (mesmo que involun-</p><p>tariamente). Por outro lado, o termo EaD pode</p><p>ser entendido também como educação a</p><p>distância: agrega-se a ele uma visão de maior</p><p>interatividade e interação entre educador e</p><p>educandos, destacando-se o processo de en-</p><p>sino-aprendizagem, o estudante e a constru-</p><p>ção compartilhada do conhecimento, possível</p><p>pelas interações dialógicas entre os diferentes</p><p>participantes desse processo. Portanto, pode-</p><p>mos dizer que o emprego do termo ensino a</p><p>distância desresponsabiliza-se pela aprendi-</p><p>zagem do aluno ou, no mínimo, desvaloriza</p><p>o processo de ensino-aprendizagem. Além</p><p>disso, a terminologia educação a distância é</p><p>mais adequada por considerar o aluno como</p><p>centro do processo: é claro que há docentes</p><p>(professores e tutores) e tecnologias com-</p><p>pondo o processo de ensino-aprendizagem e</p><p>apoiando o estudante, mas importa, antes, se</p><p>o educando está aprendendo. Obviamente, a</p><p>docência compartilhada (professores, tutores,</p><p>coordenação, etc.) é indispensável para auxi-</p><p>liar na aprendizagem do educando e, por isso,</p><p>é inadequado o uso do termo aprendizagem</p><p>a distância (ou e-learning), em que o educan-</p><p>do é, muitas vezes, visto como autodidata ou</p><p>capaz de aprender somente com o apoio de</p><p>materiais didáticos e sem a mediação dos do-</p><p>centes (professores ou tutores). Dessa forma,</p><p>como argumentam Moore eKearsley (2008), o</p><p>mais conveniente é adotar o termo EaD como</p><p>educação a distância, enfatizando seus quatro</p><p>aspectos constitutivos:</p><p>•	 O estudo da EaD é um estudo de aprendi-</p><p>zado e ensino.</p><p>•	 O estudo da EaD é um estudo de apren-</p><p>dizado que é planejado, e não acidental.</p><p>•	 O estudo da EaD é um estudo de aprendi-</p><p>zado que,normalmente, está em um lugar</p><p>diferente do local de ensino.</p><p>•	 O estudo da EaD é um estudo de comu-</p><p>nicação por meio de diversas tecnologias.</p><p>A EaD não é uma modalidade educacio-</p><p>nal muito recente e somente nos últimos anos</p><p>é que a educação a distância ganhou a atenção</p><p>e a credibilidade merecidas, especialmente no</p><p>Brasil. Várias experiências significativas de EaD</p><p>foram desenvolvidas ao longo do século XX,</p><p>e há autores que demonstram indícios de que</p><p>outras possam ter ocorrido antes disso. Em ou-</p><p>tras palavras, podem ser listadas várias expe-</p><p>riências relevantes de EaD no Brasil e em outros</p><p>países. Todavia, com todas as controvérsias que</p><p>caracterizam a história da EaD, é consenso en-</p><p>tre os autores da área que,somente nas últimas</p><p>duas décadas, a modalidade superou o precon-</p><p>ceito que carregou ao longo da sua existência.</p><p>A paulatina dissolução do preconceito</p><p>contra a modalidade deve-se, especialmente,</p><p>aos avanços da telemática (convergência de te-</p><p>lecomunicações com tecnologias informáticas)</p><p>e ao surgimento da internet, que proporciona-</p><p>ram boas condições de desenvolvimento de</p><p>experiências mais ricas de EaD. Mais recente-</p><p>mente, entretanto, essas interações entre pro-</p><p>fessores e estudantes na EaD têm sido, muitas</p><p>vezes, mais intensas e efetivas do que na edu-</p><p>cação presencial.</p><p>1.2.2 Importância e expansão da educação a distância nos últimos</p><p>anos</p><p>Resumidamente, podemos dizer que, mais</p><p>recentemente, o cenário brasileiro tornou-se</p><p>bem mais favorável à modalidade de educação</p><p>a distância. Várias iniciativas foram tomadas na</p><p>última década, intencionalmente ou não, e isso</p><p>desencadeou um conjunto de ações em prol</p><p>da modalidade: políticas públicas de formação</p><p>pela modalidade, evolução da legislação a par-</p><p>tir da EaD na Lei de Diretrizes e Bases da Educa-</p><p>ção Nacional (LDB 9.394-96), maior preocupa-</p><p>ção com a superação da cultura/mentalidade</p><p>de EaD como educação de segunda categoria,</p><p>iniciativas de EaD mais robustas e mais bem es-</p><p>truturadas etc. Enfim, vários foram os aconteci-</p><p>mentos que contribuíram para a construção de</p><p>um cenário favorável à EaD.</p><p>Um fato que estimulou a expansão da</p><p>EaD foi o aumento da demanda por ensino</p><p>superior. Especialmente do ponto de vista so-</p><p>cial, o panorama que pode ser traçado sobre</p><p>acesso/demanda no ensino superior brasilei-</p><p>ro não é muito animador, embora seja cres-</p><p>cente o número de vagas ofertadas nos últi-</p><p>mos anos por instituições de ensino superior,</p><p>inclusive nas instituições públicas. Entretanto,</p><p>esse crescimento é residual e insignificante se</p><p>comparado com a progressão do número de</p><p>candidatos a essas vagas. Já é elevada e cres-</p><p>ce a cada ano a quantidade de candidatos às</p><p>vagas disponíveis nas universidades públi-</p><p>cas do Brasil. Essa demanda “tende a crescer</p><p>ainda mais significativamente em virtude da</p><p>14</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>expansão do ensino secundário” (BELLONI,</p><p>2003, p. 5).</p><p>Há crescente demanda por vagas no ensi-</p><p>no superior, nos últimos anos, o que represen-</p><p>ta, por si só, uma grande pressão sobre o po-</p><p>der público, no sentido de aumentar o número</p><p>de vagas para atender à demanda pelo ensino</p><p>superior. Tal demanda social traz como pano</p><p>de fundo a justificativa da democratização da</p><p>educação e do conhecimento, o que constitui</p><p>um dos principais fundamentos da educação</p><p>a distância. É nesse cenário que a EaD emerge</p><p>como alternativa para a carência de vagas no</p><p>ensino superior e, repentinamente, passa por</p><p>um crescimento vertiginoso.</p><p>Dados estatísticos surpreendentes com</p><p>relação à modalidade indicam que a EaD pas-</p><p>sou por uma súbita e visível expansão nesses</p><p>últimos anos. Essa evolução e expansão po-</p><p>dem ser percebidas no Anuário Estatístico de</p><p>EaD do Brasil ou do ponto de vista legal e de</p><p>regulamentação educacional. Até 1996, quan-</p><p>do da promulgação da LDB 9.394/96, atual Lei</p><p>de Diretrizes e Bases da Educação Nacional</p><p>(BRASIL, 1996), a educação a distância nunca</p><p>tinha figurado numa lei educacional brasilei-</p><p>ra. O artigo 80 da LDB e seus desdobramen-</p><p>tos legais foram de extrema importância para</p><p>regulamentar a modalidade de EaD no Brasil</p><p>recente, quando essa modalidade passou por</p><p>um crescimento vultoso. Os avanços na legis-</p><p>lação e regulamentação brasileira para a EaD</p><p>e a criação de programas de formação supe-</p><p>rior do porte da Universidade Aberta do Brasil</p><p>(UAB) também demonstram o interesse gover-</p><p>namental pela modalidade (haja vista a inser-</p><p>ção do artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional, LDB 9.394/96).</p><p>BOX 1</p><p>Sobre a Universidade Aberta do Brasil (UAB)</p><p>A criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) representa um indicativo desse cenário:</p><p>em 2005, o Governo Federal brasileiro deu início à implementação do Sistema Universidade</p><p>Aberta do Brasil (UAB). Trata-se de uma grande parceria pública nos três níveis governamen-</p><p>tais (federal, estadual e municipal), contando com a participação das instituições de ensino</p><p>superior (IES), públicas e demais organizações interessadas. O Ministério da Educação (MEC)</p><p>criou a UAB, no âmbito do Fórum das Estatais pela Educação, para a articulação e integração</p><p>de um sistema nacional de educação superior a distância, em caráter experimental, visando a</p><p>sistematizar as ações, programas, projetos e atividades pertencentes às políticas públicas vol-</p><p>tadas para a ampliação e interiorização da oferta de ensino superior gratuito e de qualidade</p><p>no Brasil.</p><p>Atualmente, essa parceria conta com mais de 100 IES e, aproximadamente, 800 polos de</p><p>apoio presencial municipais ou estaduais já implementados. São números bastante significati-</p><p>vos, que fazem da UAB uma experiência de EaD singular e importante na história da educação</p><p>brasileira. Com o programa da UAB, amplia-se, significativamente, a oferta de vagas à popu-</p><p>lação e permite-se o acesso ao ensino público e gratuito, estimulando a discussão sobre os</p><p>processos de garantia de qualidade na EaD.</p><p>A Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes - é uma das muitas IES parceiras</p><p>do programa de formação superior da UAB. De acordo com informações do Sistema UAB, o</p><p>objetivo é expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior pública</p><p>no país, ampliar o seu acesso e estimular a criação de centros de formação permanente por</p><p>meio de polos de apoio presencial. O Sistema Universidade Aberta do Brasil foi criado pelo</p><p>MEC em 2005, com foco nas políticas e na gestão da educação superior, sob cinco eixos fun-</p><p>damentais:</p><p>•	 a expansão pública da educação superior, considerando os processos de democratização</p><p>e acesso;</p><p>•	 o aperfeiçoamento dos processos de gestão das instituições de ensino superior, possibi-</p><p>litando sua expansão em consonância com as propostas educacionais dos estados e mu-</p><p>nicípios;</p><p>•	 a avaliação da educação superior a distância, tendo por base os processos de flexibiliza-</p><p>ção e regulação em implementação pelo MEC;</p><p>•	 as contribuições para a investigação em educação superior a distância no país; e</p><p>•	 o financiamento dos processos de implantação, execução e formação de recursos huma-</p><p>nos em educação superior a distância.</p><p>Fonte: BRASIL. Portal Universidade Aberta do Brasil. UAB. Ministério da Educação.Disponível em: www.uab.capes.gov.</p><p>br. Acesso em: 10 de ago. 2013.</p><p>15</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>Numa ampla articulação entre institui-</p><p>ções públicas de ensino superior (IES), os</p><p>estados/municípios e o MEC-Capes, a UAB</p><p>constitui-se numa proposta com grandes pro-</p><p>porções e bastante ousada. Com a instalação</p><p>de cursos de graduação numa universidade</p><p>parceira da UAB, a instituição aumenta o seu</p><p>papel no processo de democratização do</p><p>acesso ao ensino superior público, gratuito e</p><p>de qualidade. Para a Unimontes, a UAB repre-</p><p>senta, de fato, uma proposta inovadora, apre-</p><p>sentando desafios a todos os envolvidos no</p><p>processo de implantação da EaD na institui-</p><p>ção. Para a comunidade, ela representa novas</p><p>possibilidades de formação e de participação</p><p>no sistema público e gratuito de ensino brasi-</p><p>leiro. Enfim, a UAB vem sendo uma experiên-</p><p>cia de EaD, que representa muito para todos</p><p>os envolvidos, no sentido de romper barreiras</p><p>físicas, de possibilitar novas relações de ensi-</p><p>no-aprendizagem – inclusive mudando a con-</p><p>cepção de ensinar e de aprender.</p><p>Tanto para o educando quanto para o</p><p>educador, percebemos mudanças de papéis</p><p>no âmbito da EaD. Como argumentam Mill</p><p>e Batista (2013), seja na EaD ou na educação</p><p>presencial, o estudante deve aprender a orga-</p><p>nizar seus horários de estudo, sua agenda, e,</p><p>por isso, fica mais evidente sua atuação como</p><p>sujeito ativo no processo de construção do co-</p><p>nhecimento – o aluno precisa aprender a inte-</p><p>ragir, a colaborar e a ser autônomo.</p><p>Do lado docente, o educador precisa</p><p>compreender, especialmente, as implicações</p><p>do redimensionamento espaço-temporal para</p><p>a sua prática pedagógica, pois se trata de um</p><p>novo paradigma de ensino e de aprendiza-</p><p>gem. Trata-se de uma proposta pedagógica</p><p>permeada por uma pedagogia distinta. A edu-</p><p>cação a distância exige uma pedagogia pró-</p><p>pria em quase todos os aspectos da relação</p><p>docente-conhecimento-aluno-aluno-docen-</p><p>te-docente-conhecimento. Os estudos na EaD</p><p>exigem também nova postura dos estudantes,</p><p>especialmente em relação ao planejamento</p><p>dos estudos e organização dos lugares e horá-</p><p>rios para realizar as atividades do curso.</p><p>1.3 Interação e comunicação</p><p>como centro da postura desejada</p><p>dos estudantes da EaD</p><p>Considerando que a aprendizagem na</p><p>educação on-line é baseada na qualidade das</p><p>interações e comunicações que, efetivamente,</p><p>ocorrem no ambiente virtual, Oliveira e Lima</p><p>(2013) destacam alguns aspectos que devem</p><p>ser levados em conta:</p><p>•	 A simples participação em um curso on-li-</p><p>ne ou o acesso à sala virtual não garante</p><p>a interação necessária ao aprendizado</p><p>efetivo. Interagir ativamente é contribuir</p><p>com algo substancial para a discussão ou</p><p>atividade, é agir de forma intencional e</p><p>diretiva, buscando corresponder ao que é</p><p>esperado naquele momento.</p><p>•	 De um modo geral, as interações na EaD</p><p>podem ser divididas em assíncronas</p><p>(os participantes não estão logados ao</p><p>mesmo tempo) e síncronas (os partici-</p><p>pantes estão logados ao mesmo tem-</p><p>po). Entretanto, a participação síncrona,</p><p>como aquelas que acontecem via chat</p><p>ou web conferência, exige uma sincronia</p><p>temporal, que é muito difícil conseguir,</p><p>principalmente referindo-se aos aspectos</p><p>tecnológicos e de conciliação dos horários</p><p>pessoais de cada estudante. Portanto, as</p><p>interações assíncronas, nas quais a maio-</p><p>ria dos cursos ou programas se baseia, são</p><p>as mais usuais. Elas ocorrem em diferentes</p><p>ferramentas e com objetivos variados, mas</p><p>o ritmo de acesso e participação deve ser</p><p>definido pelo moderador, que pode ser</p><p>tanto o tutor quanto o professor.</p><p>•	 Contrariamente ao modelo tradicional de</p><p>educação, a maioria dos modelos adota-</p><p>dos para EaD assume novas experiências</p><p>educacionais, em que o professor não é</p><p>mais o detentor de todo o conhecimento.</p><p>Normalmente, a construção do conheci-</p><p>mento e dos significados em uma sala de</p><p>aula virtual ocorre por meio da participa-</p><p>ção ativa de todos os estudantes, tutores</p><p>e professores. Destacamos, assim, que o</p><p>estudante na modalidade a distância pre-</p><p>cisa ser flexível e estar aberto a novas ex-</p><p>periências e ideias.</p><p>•	 É importante que o estudante de EaD</p><p>compreenda que a aprendizagem on-line</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>O Sistema Universidade</p><p>Aberta do Brasil (UAB)</p><p>foi criado no âmbito</p><p>da SEED (Secretaria de</p><p>Educação a Distância</p><p>do MEC) e, em 2009,</p><p>incorporado pela Capes</p><p>(Coordenação de Aper-</p><p>feiçoamento de Pessoal</p><p>de Nível Superior). O</p><p>financiamento das</p><p>atividades da UAB é</p><p>feito pelo FNDE (Fundo</p><p>Nacional de Desenvol-</p><p>vimento da Educação),</p><p>sob o gerenciamento</p><p>da Capes.</p><p>16</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>não ocorre somente pela interação com</p><p>o professor ou com os tutores, mas nas</p><p>interações estabelecidas com os colegas</p><p>e com o material didático disponível na</p><p>comunidade de aprendizagem. O que se</p><p>espera dele, portanto, é que desenvolva a</p><p>postura de aprender ao longo da vida, sa-</p><p>bendo onde e como buscar informações</p><p>e construir conhecimentos, a partir da</p><p>compreensão dos conceitos envolvidos,</p><p>procedimentos necessários e atitudes de-</p><p>sejadas.</p><p>•	 A presença em um curso on-line é perce-</p><p>bida pelas interações e acessos no am-</p><p>biente virtual, por isso, as interações e</p><p>comunicações são muito valorizadas. As</p><p>mensagens iniciais de apresentação e re-</p><p>conhecimento do estudante com seu gru-</p><p>po e equipe de professores e tutores co-</p><p>laboram para um ambiente de confiança,</p><p>essencial para a participação virtual. Ou</p><p>seja, estar presente na EaD significa parti-</p><p>cipar do processo.</p><p>•	 A presença em fóruns, tarefas, wikis e de-</p><p>mais atividades assíncronas dependerá</p><p>da leitura cuidadosa das mensagens já</p><p>postadas, do contexto, do que se espera</p><p>do estudante e, sobretudo, dos objetivos</p><p>da atividade. Assim, o estudante deverá</p><p>participar contribuindo com sua expe-</p><p>riência anterior, opiniões, interpretações e</p><p>pensamentos pessoais perante o grupo. É</p><p>de suma importância a manifestação cla-</p><p>ra e educada de opiniões, respeitando-se</p><p>sempre as diferenças, que são muito co-</p><p>muns (e ricas) nos grupos de trabalho.</p><p>Esses aspectos são essenciais para a cons-</p><p>trução da comunidade de aprendizagem e</p><p>para a melhor adaptação dos sujeitos envolvi-</p><p>dos em ambientes virtuais de aprendizagem.</p><p>Nesse sentido, merece destaque o papel do</p><p>estudante e a importância da atitude colabo-</p><p>rativa e cooperativa, que deve ser estimulada</p><p>durante a aprendizagem a distância. A partici-</p><p>pação em atividades coletivas é um dos aspec-</p><p>tos mais importantes a serem explorados na</p><p>educação virtual. Seja em atividades coletivas</p><p>ou individuais, os estudantes devem cuidar</p><p>permanentemente do planejamento dos estu-</p><p>dos e da organização pessoal, como organizar</p><p>o onde, o quando e o como vai estudar. Essa é</p><p>uma das virtudes da EaD e, também, um dos</p><p>pontos mais críticos ao estudante, pois deve</p><p>ser extremamente disciplinado e organizado</p><p>pra organizar os estudos no seu contexto de</p><p>trabalho, convívio familiar/social, lazer etc. Na</p><p>próxima seção, detalhamos um pouco mais</p><p>esse aspecto.</p><p>1.4 Planejamento e organização</p><p>pessoal discente para estudos em</p><p>EaD</p><p>A modalidade de EaD exige dos estudan-</p><p>tes uma disciplina pessoal muito maior do que</p><p>a necessária na educação presencial. Por isso, a</p><p>organização pessoal é imprescindível para estu-</p><p>dar em EaD. Cada estudante possui um contex-</p><p>to particular e diferenciado, dispondo de mais</p><p>ou menos tempo para a realização das ativida-</p><p>des propostas no curso. Assim, planejar seus es-</p><p>tudos e seguir uma agenda pessoal são condi-</p><p>ções necessárias para que se tenha sucesso nos</p><p>estudos em EaD (OLIVEIRA e LIMA, 2013).</p><p>•	 Organização do tempo e espaço pessoal</p><p>para estudo: é essencial que o estudan-</p><p>te da EaD administre bem o seu tempo</p><p>(horários de estudo) e espaço (lugares de</p><p>estudo) para se dedicar ao curso, estabe-</p><p>lecendo uma agenda de atividades com-</p><p>patível com o tempo disponível. Estudos</p><p>indicam que, quanto mais distribuído for</p><p>o tempo de atividades ao longo da sema-</p><p>na, com dedicação, participação, leituras</p><p>e tarefas de forma planejada, melhor será</p><p>o aproveitamento do tempo disponível</p><p>pelos estudantes.</p><p>•	 Organização da agenda de atividades, es-</p><p>tabelecendo prioridades: é necessário es-</p><p>tabelecer metas e objetivos, que podem</p><p>ser compartilhados com colegas, tutores</p><p>e professores, o que auxilia o estudan-</p><p>te a verificar se suas opções são mais ou</p><p>menos pertinentes. O estudante deve es-</p><p>tabelecer as suas prioridades e observar</p><p>os prazos das atividades a cumprir, bem</p><p>como as orientações específicas. Uma dica</p><p>é conferir a importância/urgência das ati-</p><p>vidades com o grupo de colegas, tutores e</p><p>professores, sempre que necessário.</p><p>•	 Organização do material de estudo e do</p><p>17</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>calendário das atividades: é muito impor-</p><p>tante que o estudante organize seus ma-</p><p>teriais de estudo (livros didáticos, mapa</p><p>de atividades, textos etc.) para não perder</p><p>prazos e atividades por falta do material</p><p>no momento adequado ou por não ob-</p><p>servância ao calendário, cronograma de</p><p>atividades e às orientações do curso. Não</p><p>deixar acumular atividades de uma sema-</p><p>na para outra ajudará o estudante a não</p><p>se sobrecarregar. O preferível é entrar no</p><p>ambiente virtual um pouco todos os dias,</p><p>pois tentar fazer tudo em um único dia</p><p>pode ser cansativo e improdutivo.</p><p>•	 Disciplina pessoal e comprometimento:</p><p>essa é a chave para a finalização de qual-</p><p>quer curso em EaD. Manter-se estimulado</p><p>a compatibilizar sua agenda de estudos</p><p>com seus compromissos profissionais, fa-</p><p>miliares e momentos de lazer e descanso</p><p>possibilita dedicar-se ao curso com mais</p><p>prazer (MILL e BATISTA, 2013). Para isso,</p><p>é necessária uma disciplina pessoal que</p><p>consiste em um processo de autoconheci-</p><p>mento e desenvolvimento da autonomia.</p><p>Enfim, esperamos ter oferecido ao estu-</p><p>dante argumentos e informações suficientes</p><p>para uma melhor compreensão das questões</p><p>apresentadas no começo desta unidade temá-</p><p>tica. Afinal, é nesse contexto que os cursos da</p><p>Unimontes estão inseridos, na busca por for-</p><p>mação democrática e de qualidade.</p><p>1.5 Considerações finais</p><p>A Educação a Distância (EaD) tem experi-</p><p>mentado uma grande expansão ultimamente</p><p>e recebeu muita atenção de entusiastas, inves-</p><p>tidores e políticos interessados em atender à</p><p>demanda por cursos de nível superior no Brasil.</p><p>Essa modalidade educacional passou por pro-</p><p>fundas transformações desde a publicação da</p><p>atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Na-</p><p>cional (LDB 9.394/96), que reconheceu, oficial-</p><p>mente, a EaD como modalidade ao incorporar o</p><p>texto do seu artigo 80. A expansão pela qual a</p><p>EaD passou nos últimos anos e o interesse que</p><p>tem recebido mudaram o entendimento que</p><p>tínhamos de aprender e ensinar. A perspectiva</p><p>do perfil desejado para estudantes e professo-</p><p>res sofreu grandes mudanças. Por isso, é essen-</p><p>cial que o estudante conheça a estrutura e fun-</p><p>cionamento da EaD e a proposta pedagógica</p><p>do curso que desenvolve.</p><p>Os espaços e tempos de ensinar e de</p><p>aprender foram os principais responsáveis</p><p>pelas mudanças no ensino-aprendizado da</p><p>educação a distância. O redimensionamento</p><p>dos espaços da escola ou universidade (tais</p><p>como salas de aula, biblioteca, laboratórios</p><p>etc.) e dos tempos de discussão pedagógica</p><p>(tais como tempo da aula, horário de intervalo,</p><p>momento do laboratório ou do intervalo etc.)</p><p>mudou a noção que educadores e educandos</p><p>tinham de lugar e horário de construção do co-</p><p>nhecimento. A expansão da EaD, realizada por</p><p>meios virtuais, trouxe consigo novas formas de</p><p>construir o conhecimento. Por isso, é impor-</p><p>tante que o estudante dessa modalidade com-</p><p>preenda bem as suas características. Esse é o</p><p>objetivo desta unidade temática.</p><p>19</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>UNIDADE 2</p><p>Letramento digital e sua influência</p><p>na aprendizagem no âmbito da</p><p>Educação a Distância</p><p>Daniel Mill</p><p>2.1 Considerações iniciais: uma</p><p>introdução sobre letramento</p><p>Você já ouviu falar na expressão letra-</p><p>mento digital? Você é ou conhece alguém</p><p>letrado digitalmente? Já parou para pensar</p><p>o que é letramento digital? Apesar de a ex-</p><p>pressão letramento ter sido recorrentemente</p><p>utilizada nos últimos anos, nem todo mundo</p><p>sabe claramente o que significa letramento</p><p>ou o letramento digital. Quando sabem a de-</p><p>finição do termo, não o relacionam à constru-</p><p>ção do saber ou à democratização do conhe-</p><p>cimento.</p><p>Especialmente para quem está começan-</p><p>do seus estudos pela modalidade de Educação</p><p>a Distância (EaD), é importante compreender</p><p>como seu desempenho acadêmico será me-</p><p>lhor a partir do domínio de conhecimentos</p><p>técnicos que facilitam o acesso a informações</p><p>e possibilitam a comunicação síncrona e as-</p><p>síncrona. Esses conhecimentos são exigidos</p><p>em praticamente todas as instituições mante-</p><p>nedoras de cursos de EaD, o que foi impulsio-</p><p>nado pela emergência das tecnologias digitais</p><p>de informação e comunicação (TDIC).</p><p>Partindo da importância que o domínio</p><p>das TDIC tem para os estudantes contempo-</p><p>râneos, especialmente aqueles da educação a</p><p>distância virtual, este texto objetiva apresen-</p><p>tar algumas relações entre o domínio que um</p><p>estudante tem de determinadas tecnologias,</p><p>sua capacidade de raciocínio e seu desempe-</p><p>nho acadêmico. Dessa forma, esta unidade</p><p>pretende trazer ao estudante algumas noções</p><p>introdutórias sobre o letramento digital e sua</p><p>relação com a construção do conhecimento.</p><p>2.2 Sobre letramento digital para a</p><p>Educação a Distância</p><p>Para entender o significado de letramen-</p><p>to digital e perceber sua importância para o</p><p>bom desenvolvimento</p><p>dos estudos na EaD, al-</p><p>gumas outras questões secundárias são apre-</p><p>sentadas aos interessados no assunto:</p><p>•	 Qual a relação entre letramento digital e a</p><p>construção do conhecimento?</p><p>•	 O uso de tecnologias digitais pode in-</p><p>fluenciar a comunicação e o raciocínio do</p><p>estudante?</p><p>•	 O nível de letramento digital é igualmen-</p><p>te importante para alunos de educação</p><p>presencial e da e educação a distância?</p><p>•	 Qual a relação entre a EaD e as TDIC?</p><p>•	 Quais conhecimentos básicos em tecno-</p><p>logias podem constituir os primeiros pas-</p><p>sos para o letramento digital?</p><p>Com base nesses questionamentos, apre-</p><p>sentamos, a seguir, algumas reflexões sobre</p><p>linguagens, aprendizagens e tecnologias pos-</p><p>síveis e desejáveis em cursos de educação a</p><p>distância baseados na internet. São apresenta-</p><p>20</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>dos argumentos introdutórios e reflexões ini-</p><p>ciais sobre a temática, no desejo de despertar</p><p>nos estudantes a importância da compreen-</p><p>são de conhecimentos técnicos (como a leitu-</p><p>ra, a escrita, a digitação ou a navegação na in-</p><p>ternet) para o seu desempenho nos cursos de</p><p>EaD. Conforme Mill (2013b), tudo isso é ainda</p><p>mais relevante no contexto da cibercultura e</p><p>do intenso desenvolvimento das tecnologias</p><p>digitais, também identificadas como TDIC.</p><p>Para desenvolver essa discussão, apresen-</p><p>tamos e analisamos a seguir:</p><p>•	 alguns desafios que educadores e estu-</p><p>dantes precisam enfrentar para promover</p><p>a democratização do conhecimento por</p><p>meio do letramento digital;</p><p>•	 a relação entre educação a distância e as</p><p>tecnologias digitais;</p><p>•	 a relação entre o letramento digital, a</p><p>cognição/inteligência humana e a cons-</p><p>trução do conhecimento; e</p><p>•	 uma proposta simplificada de conheci-</p><p>mentos mínimos que um estudante de</p><p>EaD virtual precisa dominar para ter de-</p><p>sempenho satisfatório no curso.</p><p>2.2.1 Desafios do letramento digital para o campo educacional:</p><p>sobre inclusão e democratização do conhecimento</p><p>Sendo a escola a nossa principal agência</p><p>de letramento, parece claro que ela seja tam-</p><p>bém uma instância de busca de conscientiza-</p><p>ção das necessidades específicas do letramento</p><p>tecnológico (digital). Nesse contexto que vem</p><p>se configurando nos últimos anos, a educação,</p><p>de um modo geral, e a escola, mais especifica-</p><p>mente, estão sendo convidadas a repensar suas</p><p>propostas curriculares. Práticas pedagógicas</p><p>diferenciadas estão sendo exigidas dos educa-</p><p>dores da sociedade contemporânea. É nesse</p><p>sentido que a educação a distância tem sido</p><p>estimulada e está cada vez mais se expandindo.</p><p>A associação entre as áreas educacional</p><p>e tecnológica tornou-se o centro dos esforços</p><p>pedagógicos para formação do cidadão, inclusi-</p><p>ve em cursos de nível superior. Podemos dizer</p><p>que isso é algo bom, mas serve como alerta. Se-</p><p>gundo Mill (2013c), é preciso cuidado nessa ar-</p><p>ticulação entre Educação e Tecnologia porque,</p><p>muitas vezes, as inovações tecnológicas são</p><p>confundidas com inovações pedagógicas. De</p><p>todo modo, tanto as práticas cotidianas quanto</p><p>as políticas de educação têm sido repensadas a</p><p>partir das novas relações com o saber que estão</p><p>sendo gestadas na sociedade contemporânea.</p><p>Se há um consenso acerca das consequências sociais do maior acesso à infor-</p><p>mação é que a educação e o aprendizado permanente tornam-se recursos</p><p>essenciais para o bom desempenho no trabalho e o desenvolvimento pessoal</p><p>(CASTELLS, 2003, p. 211).</p><p>Trabalhar com a internet ou desenvolver</p><p>capacidade de aprendizado numa sociedade</p><p>baseada nela exige um novo tipo de educa-</p><p>ção. Como a maior parte da informação está</p><p>disponível, destaca-se a habilidade de decidir</p><p>o que procurar, como obter isso, como proces-</p><p>sar e utilizar as informações encontradas para</p><p>a tarefa específica que provocou sua busca –</p><p>esse é o cerne dos quatro pilares da educação</p><p>para o século XXI, estabelecidos pela equipe</p><p>de Jacques Delors (2001).</p><p>As habilidades peculiares ao letramen-</p><p>to tradicional já não parecem suficientes para</p><p>que as pessoas usufruam adequadamente do</p><p>mundo atual. Fazer amplo uso das mídias di-</p><p>gitais em favor próprio exige um letramento</p><p>digital, o que implica o desenvolvimento de</p><p>estruturas cognitivas bastante complexas. Do</p><p>ponto de vista da inclusão, carecemos da po-</p><p>pularização das condições de acesso e intera-</p><p>ção com as tecnologias digitais de informação</p><p>e comunicação; carecemos de amplas estraté-</p><p>gias governamentais de inclusão digital, que</p><p>incorporem a necessidade de letrar digital-</p><p>mente a população quando da elaboração de</p><p>políticas públicas de educação; carecemos de</p><p>propostas pedagógicas que privilegiem e pos-</p><p>sibilitem o letramento digital. Nesse contexto,</p><p>estabelecem-se as experiências de educação</p><p>a distância que utilizam ambientes virtuais de</p><p>aprendizagem e outras tecnologias digitais.</p><p>Em tempos de cibercultura, será neces-</p><p>sária uma mudança de mentalidade por parte</p><p>dos educadores, educandos e de todos os en-</p><p>volvidos nos processos de ensino-aprendiza-</p><p>gem, incluindo gestores. Os estudantes, nesse</p><p>contexto, tomam parte da própria formação,</p><p>como corresponsáveis e membros de uma co-</p><p>munidade de aprendizagem. O letramento di-</p><p>gital de cada estudante é, dessa forma, essen-</p><p>cial para o sucesso nos estudos na EaD virtual.</p><p>A relação entre letramento digital e a</p><p>educação a distância pode ser resumida no</p><p>desafio estabelecido por Mill e Jorge (2013):</p><p>21</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>Como cerne desse desafio, desejamos a articulação do poder libertador da</p><p>escrita para o uso de faculdades mentais ao exercício de operações mais abs-</p><p>tratas superiores (KLEIMAN, 1995, p. 31) com o potencial amplificador das tec-</p><p>nologias intelectuais do ciberespaço no desenvolvimento das funções cogniti-</p><p>vas humanas (LÉVY, 1999, p. 157). Desejamos, como prêmio pela superação do</p><p>desafio, o favorecimento, A TODOS, das novas formas de acessoà informação e</p><p>dos novos estilos de raciocínio e de conhecimento. Desejamos a popularização</p><p>da capacidade metacognitiva peculiar ao letramento digital. Desejamos que</p><p>todos experimentem modos diferentes de agir, perceber, pensar, sentir, incor-</p><p>porados pela maneira de interagir com as tecnologias de informação e comu-</p><p>nicação e por certo modo de usar a língua (MILL e JORGE, 2013, p. 20).</p><p>Enfim, observamos que há benefícios</p><p>diretos e indiretos do uso de tecnologias di-</p><p>gitais de informação e comunicação por es-</p><p>tudantes da educação a distância. Além dos</p><p>benefícios práticos ou da obrigação de domí-</p><p>nio de conhecimentos da telemática – funda-</p><p>mentais para a participação efetiva numa co-</p><p>munidade de aprendizagem como em cursos</p><p>pela EaD –, há benefícios cognitivos indiretos,</p><p>como a promoção de modalidades de pensa-</p><p>mento superiores.</p><p>Do ponto de vista objetivo, a necessidade</p><p>de uso de tecnologias digitais em cursos virtuais</p><p>equivale à necessidade de uso, na educação</p><p>presencial, da tecnologia do livro ou da escrita,</p><p>com suas linguagens. Na educação a distância</p><p>virtual, mudam-se as tecnologias e as conse-</p><p>quências: sejam elas benefícios ou malefícios.</p><p>2.2.2 Sobre educação baseada na internet: outras tecnologias, outras</p><p>linguagens, outras aprendizagens</p><p>A concepção de Educação a Distância</p><p>(EaD) atual está demonstrando uma paulati-</p><p>na superação dos preconceitos e da má fama</p><p>que sofreu ao longo da sua história. Grande</p><p>parte dos preconceitos contra a EaD tem suas</p><p>raízes no desconhecimento da modalidade,</p><p>em questões de rigor e credibilidade das ava-</p><p>liações e nas dificuldades comunicacionais</p><p>entre educador e estudante. Ultimamente, a</p><p>modalidade de EaD tem sido mais divulgada,</p><p>e instituições mais tradicionais e sérias (como</p><p>as universidades federais e estaduais) têm se</p><p>envolvido com ela. Por conseguinte, os profis-</p><p>sionais mais críticos estão tomando conheci-</p><p>mento dos processos pedagógicos da EaD e,</p><p>aos poucos, estão cedendo à riqueza das suas</p><p>possibilidades formativas. O envolvimento do</p><p>poder público com a EaD também estimulou o</p><p>maior conhecimento da modalidade e a redu-</p><p>ção do preconceito. Dessa forma, o desconhe-</p><p>cimento dessa modalidade</p><p>tem deixado de ser</p><p>propulsor dos preconceitos contra ela.</p><p>Em relação ao segundo motivador históri-</p><p>co do preconceito contra a EaD, a desconfian-</p><p>ça do rigor e credibilidade dos processos ava-</p><p>liativos, podemos dizer que é amenizado pela</p><p>regulamentação dessa modalidade, que exige</p><p>peso maior para as avaliações presenciais, rea-</p><p>lizadas sob vigilância de um fiscal credenciado</p><p>pela instituição formadora. Pela legislação do</p><p>Ministério da Educação (MEC), entendemos</p><p>que mais de 50% do valor das notas devem</p><p>ser atribuídas a avaliações presenciais. Embora</p><p>isso pareça um entrave para a EaD ou mesmo</p><p>uma distorção dos seus princípios básicos (fle-</p><p>xibilidade e democratização do conhecimen-</p><p>to), a exigência do MEC de avaliações presen-</p><p>ciais tem ajudado na redução do preconceito</p><p>contra a modalidade. Assim, entendemos que,</p><p>sendo uma regulamentação provisória ou que</p><p>pode ser alterada, a legislação atual está aju-</p><p>dando a melhorar a qualidade da educação a</p><p>distância.</p><p>Por fim, o terceiro motivador do histórico</p><p>preconceito contra a EaD: a dificuldade comu-</p><p>nicacional entre sujeitos envolvidos no proces-</p><p>so de ensino-aprendizagem, especialmente</p><p>educador e estudantes. Esse aspecto tem re-</p><p>lação com a discussão do letramento digital</p><p>de estudantes de educação a distância. O pro-</p><p>blema de comunicação entre os envolvidos na</p><p>EaD quase desapareceu com os avanços das</p><p>tecnologias digitais de informação e comu-</p><p>nicação (TDIC), com especial destaque para a</p><p>internet. Tecnologias de base informática e te-</p><p>lecomunicacionais foram sendo adaptadas aos</p><p>processos educativos da EaD, de modo a ame-</p><p>nizar o desprezo por essa modalidade, fruto da</p><p>falta de comunicação entre docente-estudan-</p><p>tes ou da falta de estratégias de convivência. Os</p><p>ambientes virtuais de aprendizagem, com suas</p><p>múltiplas ferramentas, os diversos recursos</p><p>comunicacionais ligados à internet e o uso de</p><p>multimídias na educação a distância trouxeram</p><p>consigo um cenário propício ao desenvolvi-</p><p>mento dessa modalidade. Assim, podemos di-</p><p>zer que, atualmente, as dificuldades comunica-</p><p>cionais entre educador e educando não mais</p><p>22</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>compõem os motivadores para preconceitos</p><p>contra a EaD.</p><p>Entretanto, essa mesma solução encontra-</p><p>da para problemas comunicacionais, a internet,</p><p>também representa um desafio aos educado-</p><p>res e estudantes. Para usufruir dos benefícios</p><p>tecnológicos e para participar da educação a</p><p>distância virtual, é necessário que os envolvidos</p><p>tenham bom domínio das tecnologias digitais</p><p>de informação e comunicação, isto é, é neces-</p><p>sário que sejam letrados digitalmente. Se a</p><p>educação on-line pressupõe o uso de artefatos</p><p>tecnológicos de base comunicacional digital,</p><p>como a internet, é importante que o educando,</p><p>em especial, saiba fazer uso adequado de tec-</p><p>nologias diversificadas, com outras linguagens</p><p>que possibilitam outras aprendizagens, distin-</p><p>tas do modelo tradicional de educação presen-</p><p>cial. Enfim, é essencial ao estudante de educa-</p><p>ção a distância o domínio de conhecimentos e</p><p>linguagens típicos de tecnologias digitais; é ne-</p><p>cessário que sejam digitalmente letrados.</p><p>Hoje, de forma geral, a EaD caracteriza-se</p><p>fundamentalmente pela separação física (es-</p><p>paço-temporal) entre aluno e professor, bem</p><p>como pela intensificação do uso de tecnolo-</p><p>gias digitais de informação e comunicação</p><p>(TDIC) como mediadoras da relação ensino</p><p>-aprendizagem. Trata-se de uma modalidade</p><p>que apresenta como característica essencial a</p><p>proposta de ensinar e aprender sem que pro-</p><p>fessores e alunos precisem estar no mesmo</p><p>local ao mesmo tempo, na qual as relações</p><p>são estabelecidas por meio de tecnologias te-</p><p>lemáticas (baseadas nas telecomunicações e</p><p>na informática). Nesse processo, são utilizadas</p><p>diferentes tecnologias e ferramentas, como</p><p>programas computacionais, livros físicos ou</p><p>digitais, CD-ROM e recursos da internet, dis-</p><p>poníveis no Ambiente Virtual de Aprendi-</p><p>zagem (AVA). Podem ser tecnologias de uso</p><p>simultâneo (como web conferências, salas de</p><p>bate-papo e Skype) ou não simultâneo (como</p><p>fóruns, ferramentas para edição de textos web e</p><p>e-mails). Em suma, a educação a distância é uma</p><p>modalidade educacional que faz uso das tecno-</p><p>logias telemáticas.</p><p>Observamos que, nesse cenário de en-</p><p>sino-aprendizagem pela EaD, os papéis de</p><p>educando e de educador diferem dos papéis</p><p>da modalidade presencial. No centro do novo</p><p>perfil de educador e educando, na EaD, estão</p><p>os conhecimentos telemáticos e o letramento</p><p>digital. Isso está na própria definição termino-</p><p>lógica de EaD, apresentada por Moore e Kears-</p><p>ley (2008, p.2): “a EaD exige técnicas especiais</p><p>de comunicação por meio de várias tecnolo-</p><p>gias e disposições organizacionais e adminis-</p><p>trativas especiais”.</p><p>Direta ou indiretamente, o uso de tecno-</p><p>logias digitais de informação e comunicação</p><p>traz outras mudanças cognitivas para os estu-</p><p>dantes da EaD. Como observam Mill e Jorge</p><p>(2013), numa sociedade grafocêntrica digital,</p><p>como a que vivemos atualmente, a cognição</p><p>e as modalidades de pensamento de um gru-</p><p>po social estão diretamente relacionadas às</p><p>tecnologias que usam e, por consequência,</p><p>ao nível de letramento digital dos membros</p><p>desse grupo. A seguir, essa discussão entre</p><p>desenvolvimento cognitivo e modalidades de</p><p>pensamento, na relação com tecnologias tra-</p><p>dicionais ou digitais, está desenvolvida com</p><p>foco no letramento digital para a EaD.</p><p>2.2.3 Letramento e modalidades de pensamento: entre cognição,</p><p>aprendizagem e tecnologias</p><p>A discussão sobre letramento digital re-</p><p>monta à análise da transição das sociedades</p><p>ágrafas para as sociedades grafocêntricas. A</p><p>transição da primeira para a segunda é marca-</p><p>da pelo surgimento da escrita (SOARES, 1999,</p><p>2002; TFOUNI, 2002; KLEIMAN, 1995). Até o ad-</p><p>vento da escrita, o conhecimento produzido</p><p>por uma sociedade era marcado pela oralida-</p><p>de, uma vez que sua cultura era transmitida e</p><p>perpetuada através da língua falada.</p><p>A essas sociedades marcadas pela ora-</p><p>lidade, em que não há o advento da escrita,</p><p>chamamos de “ágrafas” (MILL e JORGE, 2013).</p><p>Nas sociedades “ágrafas”, a palavra se cons-</p><p>tituía como principal canal de acesso à infor-</p><p>mação, característica esta pertencente às so-</p><p>ciedades orais primárias, em que a cultura se</p><p>organiza a partir das lembranças dos indiví-</p><p>duos. Esses autores afirmam que a utilização</p><p>da escrita passou a viabilizar outra forma de</p><p>comunicação entre as pessoas e possibilitou</p><p>que o acúmulo e a transmissão de conheci-</p><p>mentos não estivessem mais atrelados à me-</p><p>mória ou à língua falada. A essas sociedades</p><p>que têm a escrita no centro da sua organiza-</p><p>ção chamamos de “grafocêntricas”. A inven-</p><p>ção da escrita, enfim, marcou a transição das</p><p>sociedades ágrafas para as grafocêntricas.</p><p>Todavia, o surgimento da escrita não marcou</p><p>apenas essa transição e a consequente trans-</p><p>formação dessas sociedades. Decorrem daí</p><p>algumas implicações cognitivas que mere-</p><p>23</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>cem ser conhecidas por educadores e estu-</p><p>dantes.</p><p>Com a expansão do desenvolvimento</p><p>tecnológico das últimas décadas, as socieda-</p><p>des grafocêntricas passaram a se organizar</p><p>também em função dos benefícios que as</p><p>tecnologias, principalmente as digitais, pu-</p><p>deram oferecer. Com a invenção da internet,</p><p>por exemplo, surgiram outras possibilidades</p><p>de comunicação, e, com isso, as fronteiras</p><p>territoriais ficaram menos palpáveis e o espa-</p><p>ço e o tempo foram reconfigurados – o que</p><p>pode se converter em mais benefícios para a</p><p>já beneficiada sociedade grafocêntrica. Para-</p><p>doxalmente, para usufruir desses benefícios</p><p>tecnológicos contemporâneos, é necessário</p><p>que tenhamos certos conhecimentos a prio-</p><p>ri, inclusive e especialmente o domínio da</p><p>escrita. Assim, a lógica que se estabelece é</p><p>a de proporcionalidade entre o grau de co-</p><p>nhecimento dos indivíduos e as condições</p><p>de participação da sociedade. Dominar mais</p><p>conhecimentos implica melhores condições</p><p>de participação ativa na sociedade ou numa</p><p>comunidade específica, como é o caso das</p><p>comunidades</p><p>de aprendizagem da EaD.</p><p>A invenção das tecnologias telemáticas</p><p>marcou, assim, a transição das sociedades</p><p>grafocêntricas, baseadas especificamente na</p><p>escrita, para sociedades que, embora grafo-</p><p>cêntricas, são fortemente permeadas por tec-</p><p>nologias de base informática e telecomunica-</p><p>cional: as sociedades grafocêntricas digitais.</p><p>Dessa transição, decorrem também muitas</p><p>implicações cognitivas. Grande parte da atual</p><p>sociedade brasileira citadina caracteriza-se</p><p>como grafocêntrica de base digital.</p><p>Do ponto de vista educacional, o que</p><p>torna essa questão mais complexa é que as</p><p>sociedades grafocêntricas tradicionais e as</p><p>grafocêntricas digitais não se distinguem</p><p>entre si numa relação espaço-tempo – elas</p><p>coexistem, no mesmo espaço e no mesmo</p><p>tempo histórico. A tradicional sociedade gra-</p><p>focêntrica foi incorporada pela grafocêntrica</p><p>digital, de modo que as duas sociedades en-</p><p>contram-se paralelamente “acessíveis” aos</p><p>indivíduos. Estes ora transitam em uma, ora</p><p>em outra, ou em ambas, no mesmo espaço</p><p>e tempo. O problema é que, nas sociedades</p><p>grafocêntricas digitais, temos indivíduos que,</p><p>por razões diversas, não estão inseridos nas</p><p>práticas sociais e culturais que implicam o</p><p>uso das tecnologias digitais. Dessa forma, é</p><p>possível agrupar os membros de uma socie-</p><p>dade contemporânea em, pelo menos, três</p><p>situações distintas:</p><p>a. Os indivíduos que não sabem ler e es-</p><p>crever e que, portanto, se encontram</p><p>excluídos da maioria das práticas de lei-</p><p>tura e de escrita típicas das sociedades</p><p>grafocêntricas digitais. Quando muito,</p><p>esses indivíduos estabelecem relação de</p><p>extrema dependência do outro para par-</p><p>ticiparem de tais práticas.</p><p>b. Os indivíduos que dominam a escrita,</p><p>mas não participam ativamente das prá-</p><p>ticas sociais e culturais que demandam</p><p>o conhecimento das tecnologias digitais</p><p>justamente porque, na maioria das ve-</p><p>zes, não sabem utilizar essas tecnologias.</p><p>Embora incluídos nos grupos culturais</p><p>mais tipicamente letrados, esses indiví-</p><p>duos encontram-se, paradoxalmente,</p><p>excluídos da maioria das práticas que</p><p>implicam o uso de tecnologias digitais.</p><p>De certa forma, há “exclusão dentro da</p><p>inclusão”: incluídos por serem letrados,</p><p>mas excluídos por não dominarem a te-</p><p>lemática. É a exclusão dos incluídos.</p><p>c. Os indivíduos que sabem ler e escrever</p><p>e, ainda, possuem condições adequadas</p><p>de inserção nas práticas que exigem o</p><p>uso da escrita – inclusive naquelas de-</p><p>mandadas pelas tecnologias digitais.</p><p>No cerne dessas três situações, está o</p><p>domínio que temos ou não da escrita, o que</p><p>está atrelado ao nosso funcionamento cog-</p><p>nitivo. Por isso, a emergência das sociedades</p><p>grafocêntricas digitais nos induz à reflexão</p><p>sobre as formas de organização do pensa-</p><p>mento humano na sociedade atual. Que im-</p><p>plicações cognitivas as recentes transforma-</p><p>ções tecnológicas trouxeram aos indivíduos?</p><p>Para Kerckhove (1997), a evolução da in-</p><p>teligência humana acompanha a evolução</p><p>não apenas da linguagem, mas ainda das</p><p>tecnologias que suportam e processam a lin-</p><p>guagem. A primeira dessas tecnologias é a</p><p>escrita. Conforme Lévy (1993), a escrita, como</p><p>tecnologia intelectual humana, assim como</p><p>outras, provoca transformações internas no</p><p>homem. Uma dessas transformações é exata-</p><p>mente o seu modo de funcionamento cogni-</p><p>tivo. Mentes e máquinas estão em constante</p><p>interação entre si, uma modificando a outra.</p><p>Como [as tecnologias] mudam relações no tecido social, [elas] reestruturam ou</p><p>modificam também aspectos psicológicos, especialmente aqueles que depen-</p><p>dem da interação entre a linguagem e o organismo humano ou entre a mente</p><p>e a máquina (KERCKHOVE, 1997, p. 275).</p><p>24</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>As possibilidades de desenvolvimento</p><p>cognitivo às quais os sujeitos estariam expos-</p><p>tos têm relação direta com as oportunidades</p><p>que a sociedade oferece a esses sujeitos. As-</p><p>sim, essas oportunidades são desiguais, pois</p><p>se relacionam às condições de acesso que os</p><p>indivíduos têm a essas tecnologias. Ao anali-</p><p>sar os significativos componentes sociais da</p><p>inteligência humana, Pierre Lévy cunha o ter-</p><p>mo “ecologia cognitiva” e questiona a relação</p><p>entre o pensamento individual, as instituições</p><p>sociais e as técnicas de comunicação:</p><p>A inteligência ou a cognição são o resultado de redes complexas onde intera-</p><p>gem um grande número de atores humanos, biológicos e técnicos. Não sou</p><p>‘eu’ que sou inteligente, mas ‘eu’ com o grupo humano do qual sou membro,</p><p>com minha língua, com toda uma herança de métodos e tecnologias intelec-</p><p>tuais (dentre as quais, o uso da escrita) (LÉVY, 1993, p. 135).</p><p>Sendo as relações sociais (inclusive na edu-</p><p>cação a distância) travadas a partir da comuni-</p><p>cação que, por sua vez, passa pela linguagem,</p><p>podemos dizer que a inteligência humana e seu</p><p>processo de evolução estabelecem vínculos</p><p>diretos e intrínsecos com as mudanças nos có-</p><p>digos de linguagem e suas tecnologias. A inte-</p><p>ligência humana evolui acompanhando as evo-</p><p>luções da linguagem e de suas tecnologias de</p><p>suporte e processamento (KERCKHOVE, 1997).</p><p>2.2.4 Cibercultura como contexto de formação ou sobre colaboração</p><p>e interatividade como motor da aprendizagem</p><p>A construção e manutenção de comuni-</p><p>dades de aprendizagem, associadas aos pro-</p><p>cessos de interação colaborativos e cooperati-</p><p>vos representam importante marco de sucesso</p><p>de um sistema de Educação a Distância. Toda-</p><p>via, os educandos (e também educadores) não</p><p>devem confundir práticas cooperativas com</p><p>práticas colaborativas. As práticas cooperati-</p><p>vas pressupõem processos de divisão de tra-</p><p>balho, nos quais os participantes concordam</p><p>em ajudar uns aos outros em atividades dirigi-</p><p>das com o propósito de atingir as metas indi-</p><p>viduais de cada pessoa (ONRUBIA et al., 2010).</p><p>As práticas cooperativas são comuns na</p><p>educação tradicional. Por exemplo, todo es-</p><p>tudante já deve ter vivenciado experiências</p><p>desse tipo quando realizou trabalho em grupo</p><p>na escola: se organizou com seus colegas para</p><p>a realização de uma atividade grupal, em que</p><p>cada integrante cumpriu uma etapa particular</p><p>da proposta durante o seu desenvolvimento,</p><p>para a composição do trabalho final.</p><p>Por outro lado, quando a atividade do</p><p>grupo prevê uma revisão conjunta dos traba-</p><p>lhos parciais de cada participante para a com-</p><p>posição de uma produção coletiva, com uma</p><p>meta comum, ocorre a prática colaborativa. A</p><p>colaboração pressupõe linguagem e significa-</p><p>dos comuns no que diz respeito à tarefa, além</p><p>de uma meta comum para o conjunto dos par-</p><p>ticipantes. Na prática colaborativa, todos refle-</p><p>tem juntos sobre um tema e produzem, no co-</p><p>letivo, por meio das contribuições, discussões,</p><p>revisões de cada um dos pares, sem uma divi-</p><p>são parcial de tarefas. Mais do que juntar os re-</p><p>sultados parciais de cada integrante do grupo</p><p>(trabalho cooperativo), o processo de colabo-</p><p>ração supõe coordenação e sincronização, re-</p><p>sultante do esforço permanente de comparti-</p><p>lhar determinadas atividades.</p><p>Para Oliveira e Lima (2013), é importante</p><p>que os estudantes de cursos a distância este-</p><p>jam atentos a alguns aspectos para a organiza-</p><p>ção dos trabalhos com o grupo, seja em práti-</p><p>cas cooperativas ou colaborativas:</p><p>•	 O prazo final para o cumprimento da</p><p>atividade coletiva: com essa informa-</p><p>ção, o grupo poderá definir as metas de</p><p>cada integrante e seus tempos parciais</p><p>para o cumprimento da atividade, antes</p><p>da finalização dos trabalhos com o grupo.</p><p>•	 A distribuição interna das tarefas en-</p><p>tre os participantes: geralmente, uma</p><p>atividade proposta para a realização em</p><p>grupo apresenta uma estrutura para pro-</p><p>dução coletiva, composta de recursos téc-</p><p>nicos que viabilizam o trabalho em grupo</p><p>e por orientações para organização dos</p><p>participantes durante a realização da ati-</p><p>vidade. É importante que o grupo com-</p><p>preenda a proposta da atividade e se or-</p><p>ganize internamente para a sua execução,</p><p>seguindo as diretrizes apresentadas no</p><p>material de apoio.</p><p>•	 A definição do grupo de trabalho: algu-</p><p>mas disciplinas já apresentam uma distri-</p><p>buição dos grupos de trabalho. Em outras</p><p>disciplinas, são</p><p>os alunos que definem</p><p>seus grupos. É importante que os estu-</p><p>dantes procurem conhecer quem são os</p><p>colegas para formar ou interagir no seu</p><p>grupo, informando-se sobre alguns as-</p><p>25</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>pectos da dedicação dos colegas ao cur-</p><p>so, como: quais os dias da semana e ho-</p><p>rários de maior dedicação de cada um e</p><p>quais suas possibilidades de horários para</p><p>comunicações síncronas on-line. Esse con-</p><p>tato inicial irá facilitar o desenvolvimento</p><p>dos trabalhos no grupo, de modo que os</p><p>participantes dimensionem seus tempos</p><p>e possibilidades para o cumprimento das</p><p>atividades coletivas.</p><p>Essas práticas, quando realizadas de for-</p><p>ma colaborativa, podem compor as estraté-</p><p>gias de comunicação de uma comunidade</p><p>virtual de aprendizagem. Elas representam um</p><p>modo simples e eficiente de melhoria no de-</p><p>sempenho dos estudantes. Como afirma Lima</p><p>e Oliveira (2013), a prática colaborativa implica</p><p>partilhar e trocar opiniões, associar, estabele-</p><p>cer relações, rejeitar e conflitar ideias baseadas</p><p>em fatos, dados ou situações.</p><p>A interatividade e colaboração, no âmbito</p><p>da EaD, são potencializadas pelas TDIC. Essas</p><p>tecnologias digitais tornam possível ao estu-</p><p>dante a definição dos próprios caminhos de</p><p>aprendizagem, com base nos seus desejos e</p><p>necessidades.</p><p>2.2.5 Colaboração na EaD: a netiqueta na comunicação pessoal e</p><p>como respeito ao outro</p><p>Na participação em comunidades virtuais</p><p>de aprendizagem, emergem aspectos da for-</p><p>mação dos participantes com relação às ques-</p><p>tões morais e éticas no processo de autoria</p><p>pessoal ou coletiva. Nesse sentido, é essencial</p><p>que todos os participantes da comunidade</p><p>virtual conheçam as regras de netiqueta; isto</p><p>é, é importante que todos sigam as regras de</p><p>conduta nas interações e discussões virtuais.</p><p>Atendendo aos princípios da netiqueta, os</p><p>participantes valorizam o letramento digital</p><p>associado à capacidade de ler, interpretar e</p><p>respeitar as crenças morais e éticas abraçadas</p><p>por um grupo em particular, a fim de aplicá-las</p><p>de forma responsável.</p><p>É importante estabelecer bons hábitos na</p><p>comunicação pessoal com os demais partici-</p><p>pantes do curso, garantindo que os objetivos</p><p>da comunicação sejam alcançados. Lima e Oli-</p><p>veira (2013) nos dão algumas dicas de condu-</p><p>ta (netiqueta na comunicação pessoal) para</p><p>comunidades de aprendizagem no âmbito da</p><p>Educação a Distância virtual:</p><p>a. Tenha cuidado com a linguagem ao es-</p><p>crever uma mensagem. Lembre-se que,</p><p>após enviada a mensagem, você não terá</p><p>mais a oportunidade de corrigir algo ou</p><p>voltar atrás. Recomenda-se a releitura (re-</p><p>petidas vezes) do texto para evitar erros</p><p>ortográficos e gramaticais, ou mesmo de</p><p>compreensão dos objetivos desejados.</p><p>b. Sempre responda uma mensagem rece-</p><p>bida para não dificultar o andamento dos</p><p>processos de ensino-aprendizagem. Evite,</p><p>assim, acumular mensagens e atrasos nas</p><p>respostas ou desenvolvimento das ativi-</p><p>dades.</p><p>c. Demonstre cortesia nas comunicações,</p><p>evitando usar palavras ríspidas, palavrões</p><p>e frases provocativas.</p><p>d. Atente-se ao campo assunto das mensa-</p><p>gens para representar adequadamente</p><p>o conteúdo da mensagem. A descrição</p><p>do assunto da mensagem de modo cla-</p><p>ro, preciso e objetivo aumenta as chances</p><p>de resposta do interlocutor. Além disso,</p><p>mensagens sem assunto ou descrição ina-</p><p>dequada, podem ser confundidas com ví-</p><p>rus de internet.</p><p>e. É preciso cuidado com a formatação das</p><p>mensagens, lembrando que:</p><p>•	 o uso de cores deve ser feito com mode-</p><p>ração e somente para destaques especiais;</p><p>•	 o mesmo serve para o tamanho das letras;</p><p>•	 escrever mensagens com LETRAS MAIÚS-</p><p>CULAS pode parecer ao leitor que você</p><p>está GRITANDO. Além disso, se usar o ne-</p><p>grito, A SITUAÇÃO PODE FICAR MUITO DE-</p><p>LICADA com relação ao entendimento do</p><p>leitor; e</p><p>•	 o uso excessivo de “emoticons” polui a</p><p>mensagem, ao invés de tornar a leitura</p><p>agradável.</p><p>f. Ter netiqueta no fórum: o fórum de dis-</p><p>cussão é um dos ambientes coletivos de</p><p>socialização mais usados na Educação a</p><p>Distância. Para garantir o diálogo e a co-</p><p>laboração no desenvolvimento de um</p><p>tema, seja no fórum ou em outra conver-</p><p>sa cotidiana com um grupo de pessoas,</p><p>começamos com uma saudação (por</p><p>exemplo: Olá, pessoal...) e procuramos sa-</p><p>ber qual o assunto e como contribuir com</p><p>novas informações.</p><p>Use o fórum para discutir e não simples-</p><p>mente para responder, ignorando quem escre-</p><p>veu anteriormente. Se há mensagens, leia-as</p><p>antes de postar a sua. Conforme Lima e Olivei-</p><p>ra (2013), para interagir colaborativamente no</p><p>fórum, é necessário que o participante:</p><p>26</p><p>UAB/Unimontes - 1º Período</p><p>•	 leia as mensagens dos colegas;</p><p>•	 a seguir, contribua com novas informações</p><p>e questionamentos;</p><p>•	 retorne ao fórum e leia as novas postagens</p><p>dos participantes;</p><p>•	 a seguir, contribua com novas informações</p><p>e questionamentos;</p><p>•	 assine seu nome ao final de cada mensa-</p><p>gem; e</p><p>•	 sempre revise a mensagem antes de en-</p><p>viar, evitando erros ortográficos, gramati-</p><p>cais e/ou de digitação.</p><p>Observem que são dicas simples e de fácil</p><p>assimilação nas relações interpessoais em co-</p><p>munidades virtuais de aprendizagem. Estudos</p><p>e pesquisas demonstram que esses cuidados</p><p>com a netiqueta em cursos pela modalidade</p><p>de EaD representam uma rica contribuição à</p><p>aprendizagem do grupo e de cada participan-</p><p>te da comunidade. Participe e aprenda, respei-</p><p>tando o outro!</p><p>2.3 Uma breve consideração final</p><p>Especialmente para quem está come-</p><p>çando seus estudos pela modalidade de edu-</p><p>cação a distância, é importante compreender</p><p>como seu desempenho acadêmico será me-</p><p>lhorado pelo domínio efetivo de conhecimen-</p><p>tos técnicos que facilitam o acesso a informa-</p><p>ções e possibilitam a comunicação síncrona e</p><p>assíncrona. Por isso, as instituições mantene-</p><p>doras de cursos de EaD estimulam tais compe-</p><p>tências/saberes.</p><p>Nesse sentido, esta unidade temática</p><p>buscou apresentar noções introdutórias so-</p><p>bre o letramento digital e sua relação com os</p><p>estudos na educação a distância, com o ob-</p><p>jetivo de deixar claro ao estudante da EaD</p><p>a importância do domínio de determinadas</p><p>tecnologias, para o desenvolvimento da sua</p><p>capacidade de raciocínio e do seu desempe-</p><p>nho acadêmico. Apesar de frequentemente</p><p>utilizada, a expressão letramento digital nem</p><p>sempre tem seu significado plenamente com-</p><p>preendido. Além disso, saber definir as expres-</p><p>sões letramento ou letramento digital não sig-</p><p>nifica entender a sua relação com a melhoria</p><p>da construção do conhecimento ou com a de-</p><p>mocratização do conhecimento.</p><p>Mesmo não aprofundando na discussão</p><p>da temática, o texto apresenta uma análise da</p><p>relação entre educação a distância e as tec-</p><p>nologias digitais e examina as inter-relações</p><p>entre o letramento digital, a cognição/inte-</p><p>ligência humana e a construção do conheci-</p><p>mento. A discussão é apresentada a partir dos</p><p>desafios postos aos educadores e estudantes</p><p>que acreditam na democratização do conhe-</p><p>cimento por meio do letramento digital ou de</p><p>tecnologias digitais de informação e comu-</p><p>nicação. Por fim, como sugestão, o texto traz</p><p>uma proposta simplificada de conhecimentos</p><p>mínimos que um estudante de EaD virtual pre-</p><p>cisa dominar para ter desempenho satisfatório</p><p>no curso.</p><p>Como sugestão, apresentamos a seguir</p><p>uma proposta (simplificada) para formação</p><p>de conhecimentos mínimos necessários para</p><p>o bom desenvolvimento de cursos a distância.</p><p>27</p><p>Pedagogia - Educação a Distância: Um Guia para o Estudante Virtual</p><p>UNIDADE 3</p><p>Proposta simplificada de</p><p>formação para o letramento</p><p>digital: saberes técnicos de</p><p>base para a construção do</p><p>conhecimento na EaD</p><p>Daniel Mill</p><p>Maria Alba Gudes Torres</p><p>3.1 Introdução: sobre a proposta</p><p>de letramento digital na EaD da</p><p>Unimontes</p><p>No sentido de buscar maior letramento</p><p>digital, como tratado nas unidades anteriores,</p><p>ganham destaque os conhecimentos que os es-</p><p>tudantes da Educação a Distância devem bus-</p><p>car em relação às tecnologias digitais. Afinal, as</p><p>modalidades de pensamento possíveis com as</p><p>tecnologias digitais são distintas daquelas via-</p><p>bilizadas pelas tecnologias</p>

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