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<p>POLÍTICAS EDUCACIONAIS – UNIDADE I</p><p>MÔNICA MARIA BARUFFI</p><p>O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?</p><p>Em muitos momentos as políticas públicas nos passam despercebidas, mas elas encontram-se dentro da história da humanidade. Podemos relatar também forte influência na Grécia Antiga, onde a palavra política tem seu berço, onde filósofos como Aristóteles e Platão foram os precursores desta ciência.</p><p>“Políticas Públicas são ações geradas na esfera do Estado e que têm como objetivo atingir a sociedade como um todo ou partes dela” (SANTOS, 2014, p. 5).</p><p>As políticas públicas terão eficácia a partir do momento que os cidadãos compreenderem como ocorre a criação dessas políticas (ações, programas) nas esferas federais, estaduais e, principalmente, nas que estão bem próximas de cada um de nós, e que estão sendo desenvolvidas – as municipais. Estas ações também ocorrem dentro e fora de nossas residências, e somos nós também responsáveis pela sua aplicabilidade, transparência e eficácia.</p><p>As Políticas Públicas são de “responsabilidade do Estado, com base em organismos políticos e entidades da sociedade civil se estabelece um processo de tomada de decisões que derivam nas normatizações do país, ou seja, nossa Legislação” (MARINHO, 2014, p. 1).</p><p>As políticas públicas retratam não só questões acerca da economia, mas do envolvimento de diversos segmentos, contendo condições e possibilidades de desenvolver mecanismos que auxiliem no crescimento e qualidade de vida da população.</p><p>COMO SE FAZ POLÍTICAS PÚBLICAS?</p><p>DIVERSOS ATORES</p><p>SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA</p><p>REPRESENTANTES ELEITOS PELO POVO</p><p>PREFEITOS, GOVERNADORES E DEMAIS POLÍTICOS.</p><p>A CONSTITUIÇÃO...</p><p>“A Constituição de um Estado Democrático é a cartilha na qual os cidadãos apreendem os fundamentos e a proteção de seus direitos, a disciplina da atuação e dos limites do Poder Estatal e a função social da comunidade” (MACHADO; CUNHA, 2016, p. 23).</p><p>No artigo 206 da Constituição Federal, ressalta-se a garantia do ensino, a qualidade, a igualdade quanto ao acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender, o pluralismo de ideias, gratuidade do ensino público, a gestão e valorização dos profissionais da educação (BRASIL, 1988).</p><p>As universidades gozam de autonomia didático-pedagógica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão aos princípios de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (BRASIL, 1988).</p><p>DEVER DO ESTADO...</p><p>Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:</p><p>I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;</p><p>II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;</p><p>III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;</p><p>IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade;</p><p>V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;</p><p>VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;</p><p>VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde (BRASIL, 1988).</p><p>A LDB/1996</p><p>A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi a Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, foi difícil sua elaboração, pois foi deixada correr de maneira frouxa, sem acompanhamento de perto.</p><p>No ano de 1971 surge a nossa segunda Lei de Diretrizes e Bases, a Lei nº 5.692/71, a qual recebeu o nome oficial de Lei da Reforma do Ensino de 1° e 2º Graus.</p><p>A terceira LDB foi a Lei nº 9.394/1996.</p><p>A LDB é vista como “a maior de todas as políticas públicas regulatórias, pois sua estrutura define as relações, os acordos e os conflitos que podem se desenrolar no âmbito da educação brasileira” (SANTOS, 2012, p. 30).</p><p>Da Educação: Art. 1º “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (BRASIL, 1996).</p><p>Organização da Educação Nacional: este título vai do art. 8º ao art. 20, que trata da organização da educação nacional, apresentando as competências de cada nível da federação, sendo eles: União, Estados, Distrito Federal e municípios. Ressalta-se que neste momento da organização da educação nacional todos os segmentos, União, Estados e Municípios devem buscar um trabalho de colaboração que auxilie na aplicação das políticas públicas.</p><p>Dos Profissionais da Educação: este título IV é composto por seis artigos, art. 61 a 67. Esses artigos buscam definir quem são os profissionais da educação. Também é tratado de sua formação profissional.</p><p>Dos Recursos Financeiros: esse título é formado por nove artigos, os quais vão do art. 68 ao 77, dando ênfase aos recursos destinados à educação.</p><p>A EDUCAÇÃO BRASILEIRA,</p><p>SUA ORGANIZAÇÃO</p><p>E RELAÇÃO</p><p>COM AS</p><p>POLÍTICAS EDUCACIONAIS</p><p>O Plano Nacional de Educação possui um histórico, e passa a ser visto na primeira LDB, Lei nº 4.024/1961 como “instrumento de distribuição de recursos para os diferentes níveis de ensino” (AZANHA, 1998, p. 110).</p><p>• “Os planos que sucederam o de 1962 revelaram-se mais tentativas frustradas do que planos efetivos de educação, uma vez que as coordenadas de ação do setor eram obstaculizadas pela falta de integração entre os diferentes ministérios” (LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 178).</p><p>• Em 1990, início do governo de Fernando Collor, realizou-se a discussão internacional para um plano decenal para os nove países mais populosos do Terceiro Mundo, que são: Tailândia, Brasil, México, Índia, Paquistão, Bangladesh, Egito, Nigéria e Indonésia.</p><p>Possuímos o Plano Nacional de Educação com vigência de 2014 a 2024, com 20 metas a serem desenvolvidas, ampliadas e alcançadas. Neste decênio.</p><p>Plano Nacional de Educação 2014-2024</p><p>Qual o pressuposto do PNE?</p><p>Que os avanços no campo educacional devem redundar do fortalecimento das instituições (escolas, universidades, institutos de ensino profissionalizante, secretarias de educação, entre outras) e de instâncias de participação e controle social.</p><p>Isso se materializa em suas estratégias, que demandam ações provenientes de estados, municípios e da União, atuando de forma conjunta para a consolidação do Sistema Nacional de Educação.</p><p>De outro lado, a execução do Plano requer a integração de suas ações com políticas públicas externas ao campo educacional, sobretudo as da área social e econômica, no que reafirma a intersetorialidade como um dos requisitos de seu sucesso.</p><p>REFLEXÃO...</p><p>Qual a necessidade de estarmos cientes da existência das leis? O que elas nos garantem?</p><p>Como profissionais da educação ou futuros profissionais, o que devo fazer para reconhecer meus direitos e deveres?</p><p>O que você entende por Democracia? Dê exemplos.</p><p>O que não se caracteriza como ato democrático?</p><p>ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO...</p><p>“</p><p>image1.emf</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p>

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