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<p>Conteudista: Prof.ª Dra. Márcia Pereira Cabral</p><p>Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin</p><p>Objetivos da Unidade:</p><p>Entender o cotidiano e os desafios enfrentados, a partir de perspectivas de</p><p>gestão democrática;</p><p>Compreender a administração empresarial e a participação social.</p><p>˨ Material Teórico</p><p>˨ Material Complementar</p><p>˨ Referências</p><p>Cotidiano, Participação e Gestão Escolar:</p><p>Perspectivas da Gestão Democrática</p><p>Introdução</p><p>Agora que já vimos um panorama da administração e da gestão escolar, seguidos dos conceitos</p><p>fundamentais da Área e dos principais elementos legislativos, iniciamos a segunda metade da</p><p>Disciplina com o olhar voltado para as perspectivas da gestão democrática no cotidiano, na</p><p>participação e na gestão.</p><p>Figura 1 – A participação e a construção coletiva dos</p><p>elementos escolares são princípios da gestão democrática</p><p>1 / 3</p><p>˨ Material Teórico</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Entender a gestão democrática e seus pilares é essencial para considerar os demais aspectos que</p><p>veremos ao longo da Unidade e sua relação com o papel do gestor.</p><p>Faça a leitura dos textos e acesse os Materiais indicados. Eles são muito importantes para a</p><p>compreensão do tema.</p><p>Conceito de Gestão Democrática e o Papel do Gestor</p><p>Como vimos em momentos anteriores de nossos estudos, a Educação passou por muitas</p><p>transformações no Século XX, percorrendo um longo caminho, até ser vista em uma dimensão</p><p>humana, relacionada diretamente a questões sociais e emancipatórias.</p><p>O que se observa mais recentemente, contudo, é uma mudança nesse olhar, de modo que o</p><p>processo democrático na Gestão Pública se expressa na Constituição Federal de 1988, que</p><p>garante o Estado Democrático de Direito e se fundamenta na soberania, na cidadania, na</p><p>dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e do pluralismo</p><p>político.</p><p>Leitura</p><p>Constituição de 88 e a Construção da Escola Democrática</p><p>Leia o texto a seguir para entender melhor a relação entre a democracia</p><p>prevista na constituição e seus impactos na Educação brasileira.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Essa mudança se estende para a Educação, abrangendo a necessidade de considerar os aspectos</p><p>pessoais dos estudantes, dos educadores e de toda a comunidade escolar.</p><p>Essa perspectiva rompe com a lógica mercadológica e com a reprodução dos parâmetros</p><p>industriais e burocratas, desvencilhando-se incisivamente da ideia de que gestão e</p><p>administração seriam a mesma coisa e firmando-se democraticamente como “processos</p><p>complementares, pois estão intimamente ligados a bons procedimentos administrativos”</p><p>(SILVEIRA; COELHO, 2018, p. 44).</p><p>O que se observa, assim, é uma partida rumo a uma práxis verdadeiramente educacional e</p><p>pedagógica decorrente da democratização da Educação e de suas práticas gestoras.</p><p>Pensando nessa tendência para refletir sobre o conceito de gestão democrática, observamos que</p><p>o processo de democratização do ensino envolve a participação popular e o consequente</p><p>empoderamento da Sociedade no espaço público, gerando mudanças dos paradigmas da gestão</p><p>escolar.</p><p>A ideia de uma gestão democrática, descentralizada e abrangente, nasce no contexto das lutas</p><p>vivenciadas nas décadas de 1970 e 1980, quando um olhar para a Escola como ambiente de</p><p>reprodução das relações sociais passou a questionar a estrutura rígida e a atuação dominante de</p><p>certos grupos.</p><p>A democracia do ensino associa-se, em seus primeiros passos, à ideia de autonomia (OLIVEIRA,</p><p>2005, p. 22) e sua intrínseca ideia ligada à capacidade de se responsabilizar por si mesma.</p><p>https://educacaointegral.org.br/reportagens/constituicao-de-88-e-a-construcao-da-escola-democratica/</p><p>Em um olhar mais atual, encontramos as análises de Gadotti (1993, p. 199) nas perspectivas de</p><p>que a autonomia se refere “à criação de novas relações sociais que se opõem às relações</p><p>autoritárias existentes” ou à ideia de autogestão, considerando a ideia de que “uma escola</p><p>autônoma seria aquela que se autogoverna” (GADOTTI, 1993, p. 21).</p><p>Vídeo</p><p>Como a Educação Democrática Forma Alunos e Cidadãos</p><p>A gestão democrática tem um impacto direto na construção de relações</p><p>autônomas e que operem em colaboração para a garantia de direitos</p><p>comuns, de promoção da igualdade e de aprendizagens</p><p>transformadoras.</p><p>O documentário, aborda essa questão a partir da ótica do estudante e</p><p>sua formação. Assista a seguir.</p><p>Fora da Caixa - Como a Educação Democrática Forma Alunos e Ci…</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=vnZq5vcSEVo</p><p>Para Gadotti (1993), a luta pela autonomia e pela gestão participativa nas Escolas depende da</p><p>efetiva construção dos espaços que a Sociedade vier a travar e assumir.</p><p>Assim:</p><p>Pensando especificamente no papel do gestor, vale pensar na ideia de que ele ocupa um local de</p><p>liderança e de mediação das relações.</p><p>Logo, pensando com a perspectiva democrática, seu papel será o de garantir que os ideais de</p><p>participação, construção coletiva e integração, por exemplo, sejam colocados em prática.</p><p>Nas palavras de Dalberio:</p><p>- GADOTTI, 1993, p. 199</p><p>“É uma luta dentro do instituído, contra o instituído, para instituir uma outra</p><p>coisa. Depende de cada escola experimentar o novo e não só pensá-lo, (...). A</p><p>autonomia se refere à criação de novas relações sociais que se opõem às relações</p><p>autoritárias existentes.”</p><p>Note, pela fala da autora, que o paradigma da democracia no ambiente escolar implica</p><p>diretamente as ações concretas dos cargos ocupados, como o de direção.</p><p>A democracia também perpassa a própria postura do gestor, concatenando suas competências</p><p>técnicas com aspectos humanos e interacionais.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>- DALBERIO, 2018, p. 03</p><p>Leitura</p><p>A Gestão Escolar: um Fazer Democrático ou Autoritário?</p><p>O Artigo da Revista Partes, aborda a dualidade entre o autoritarismo e a</p><p>democracia na gestão escolar.</p><p>“O diretor não deve ser autoritário, pois, ao gestor cabe o perfil de ser democrático</p><p>e, portanto, desenvolver condições de favorecer o processo democrático no</p><p>cotidiano da escola. Para possuir todas essas características, o gestor deve dispor</p><p>também de grande arcabouço teórico na área da pedagogia, bem como das</p><p>habilidades técnicas e políticas, que representam recursos fundamentais para se</p><p>garantir uma gestão dentro de uma perspectiva democrática, da qual todos</p><p>participam.”</p><p>https://www.partes.com.br/2018/02/10/a-gestao-escolar-um-fazer-democratico-ou-autoritario/</p><p>Quando pensamos na questão da interação com a comunidade escolar e no papel do gestor</p><p>diante dela, podemos retomar, ainda, o pensamento de Silveira e Coelho:</p><p>Pensando nesse papel, fica evidente a maneira como a democracia deve estar presente não só</p><p>nas decisões e no modelo de trabalho do gestor, mas também em todas as suas ações cotidianas,</p><p>como veremos na seção a seguir.</p><p>O Cotidiano da Gestão Escolar: Perspectivas e</p><p>Possibilidades na Contemporaneidade</p><p>- SILVEIRA; COELHO, 2018, p. 44-5</p><p>“O gestor democrático deve desempenhar uma liderança que lhe possibilite uma</p><p>construção, o comprometimento e a responsabilidade para o sucesso do processo</p><p>educacional. Compete a ele a ação de mediar as relações entre toda a comunidade</p><p>educativa com o objetivo do envolvimento da escola e da família nas decisões</p><p>tomadas na escola, de forma participativa, em que ambas as partes tenham</p><p>sucesso no processo educacional. O gestor é o dirigente de suma importância,</p><p>responsável pela escola, e tem a visão de um todo, articulando, assim, a unificação</p><p>de vários setores existentes no processo educacional.”</p><p>https://www.partes.com.br/2018/02/10/a-gestao-escolar-um-fazer-democratico-ou-autoritario/</p><p>Para refletirmos sobre o papel do gestor democrático em seu cotidiano, precisamos retomar a</p><p>diferenciação entre a democracia e outros modelos.</p><p>Na ótica democrática, a gestão está em um lugar de identificação em relação ao projeto</p><p>pedagógico da Escola quando ele é construído democraticamente, com a participação da</p><p>comunidade escolar.</p><p>Por outro lado, temos um</p> <p>modelo de gestão focado no ponto de vista da autoridade pessoal e no</p><p>poder centralizado, que acontece quando temos o gestor voltado ao cumprimento de metas e</p><p>normas exclusivamente emanadas por autoridades externas à Escola.</p><p>Contudo, não se pode pensar em um modelo sem considerar o outro. Afinal, não se pode</p><p>esquecer que existe realmente uma vinculação entre Escola e os Poderes Públicos, os governos</p><p>locais e as iniciativas privadas.</p><p>Surge, assim, uma preocupação quanto ao papel duplo da gestão educacional que se divide entre</p><p>a participação social e a limitação de suas ações concretas.</p><p>Em tese, essa dualidade não existe, porque a Legislação é esclarecedora quanto aos princípios da</p><p>Educação e os papéis da Escola, em que se prevê o “pleno desenvolvimento do educando, seu</p><p>preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1996).</p><p>Para pensarmos nessa questão em termos mais práticos, vale recorrer a um desdobramento</p><p>conceitual dado por alguns autores, referente ao que se considera gestão “compartilhada” e</p><p>gestão “democrática”, e à diferença que traz em resultados diferentes.</p><p>Olhando para o conceito e o comportamento ligados à gestão compartilhada, temos o gestor que</p><p>procura buscar parceiros para ajudar e socorrer as necessidades mais imediatas da Escola.</p><p>Esse movimento se relaciona a políticas de governos e grupos econômicos que agem tanto por</p><p>vias não democráticas e sem compromisso social quanto por vias de financiamento</p><p>internacional para a Educação, a partir de uma perspectiva que se relaciona à ideia de</p><p>investimento em capital humano, que vimos em momentos anteriores.</p><p>No entanto, esse padrão compartilhado só cabe em estruturas educacionais nas quais as</p><p>influências e as determinações são centralizadas e sem preocupação com interesses coletivos e</p><p>comunitários.</p><p>Nesse caso, os gestores escolares não encontram possibilidades de gerir democraticamente</p><p>suas instituições, vez que não podem extrapolar os limites impostos e permitidos, ou seja, não</p><p>há autonomia de ação administrativa.</p><p>O modelo de participação da gestão compartilhada, segundo Melo (2001, p. 246), tem uma ideia</p><p>de dominação da direção escolar que se sobressai diante da ação política e de empoderamento da</p><p>sociedade.</p><p>Nesse modelo, a direção não precisa se preocupar com a conscientização crítica dos</p><p>participantes, o que faz com que não haja espaço para que a comunidade escolar defina os</p><p>objetivos relevantes e de interesse coletivo ou construa seu Projeto Pedagógico da Escola.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Leitura</p><p>Gestão Compartilhada não é Democrática</p><p>Leia o texto a seguir, do Sindicato dos Professores, para entender</p><p>melhor a questão.</p><p>https://www.sinprodf.org.br/gestao-compartilhada-nao-e-democratica/</p><p>Quando olhamos para o modelo que representa o nosso objeto de estudo da Unidade, o</p><p>democrático, percebemos que ele se diferencia ao encontrar e oferecer espaços para a</p><p>participação da Sociedade na organização e na definição dos objetivos da Escola, dentro do</p><p>interesse coletivo.</p><p>Isso não é tarefa fácil, mas se torna viável se toda a comunidade interage no mesmo sentimento</p><p>de pertencimento e de corresponsabilidade pela qualidade educacional.</p><p>Isso não quer dizer que todos tenham as mesmas aspirações ou os mesmos desejos e</p><p>interesses, pois a diversidade e a pluralidade caminham juntas e dinamicamente alternadas.</p><p>Nesse sentido, o gestor adota um conceito de Educação voltado para o desenvolvimento das</p><p>capacidades criativas, intelectuais e culturais do cidadão estudante e dos membros da</p><p>comunidade que na escola participam.</p><p>Essa visão mais política e cultural se reflete em uma postura ética de função administrativa,</p><p>ligada às necessidades educacionais do ser humano, fora do contexto economicista, de</p><p>formação de capital humano.</p><p>Quando as metas de um Projeto Político Pedagógico são construídas a partir da participação de</p><p>todos, no interior da Escola, corrigem-se metas impostas pelos governos que se apoiam nas</p><p>Políticas Neoliberais.</p><p>A forma democrática de gestão corresponde ao que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>Nacional – Lei 9394/96 indica em seu Artigo 3º ao afirmar que o ensino deverá acontecer de</p><p>acordo com princípios de “gestão democrática do ensino público (...)”, bem como “valorização</p><p>da experiência extraescolar; XI – vinculação entre Educação escolar, o trabalho e as práticas</p><p>sociais” (BRASIL, 1996).</p><p>Dentro desse modelo de gestão democrática, com a inclusão da Sociedade e sua efetiva</p><p>participação, há diversas formas de organização escolar previstas, autorizadas e amparadas por</p><p>Lei, como no caso dos Conselhos Escolares e das Associações de Pais e Mestres.</p><p>A inclusão desses agentes externos são diferenciais de cada proposta de gestão democrática,</p><p>considerando contextos específicos.</p><p>Para sistematizar e alinhar essa participação, a autora Maria Teresa Leitão de Melo (2001, p. 253)</p><p>criou indicadores para pensar em organização escolar no modelo democrático.</p><p>Descrevemos esses indicadores a seguir:</p><p>Esses são alguns elementos que podem fazer a diferença e facilitar a que se atinjam os objetivos</p><p>de uma Educação de qualidade, ministrada em um espaço que oferece à comunidade um lugar de</p><p>Autonomia escolar, que significa a capacidade que a Escola e seus participantes têm</p><p>de construir suas alternativas com base nas reflexões internas, avaliações internas</p><p>e construção do Projeto Político Pedagógico;</p><p>Descentralização de poder, que consiste em distribuição de atribuições e</p><p>responsabilidades entre os participantes do processo de ensino;</p><p>Participação nos Conselhos e Colegiados, feita de forma legal mediante a abertura</p><p>de Editais de convocação social, pública e aberta a todos que queiram e se sintam</p><p>chamados ao trabalho escolar. Essa representatividade deve tanto apoiar os projetos</p><p>de governos quanto avaliá-los quanto ao alinhamento de interesses para a</p><p>coletividade, criando novas alternativas, quando necessário;</p><p>Controle da sociedade sobre a gestão, em modelo de coparticipação nos controles,</p><p>nas metas, nas avaliações, na utilização e na prestação de contas;</p><p>Processo de eleição da gestão para cargos que não são definidos por força dos</p><p>Concursos Públicos;</p><p>Inclusão de projetos e outros segmentos sociais a partir da construção do Projeto</p><p>Pedagógico, que incluirá projetos criados e eleitos como relevantes pela coletividade.</p><p>Outros projetos sociais, criados por pessoas e grupos fora da Escola, podem ser</p><p>incluídos no programa e no currículo da Escola, desde que avaliados e planejados em</p><p>grupo, pelo Colegiado.</p><p>vivência e desenvolvimentos plenos no sentido da conquista da cidadania plena.</p><p>É nesse ambiente que se pode concretizar a Escola como um espaço privilegiado de construção e</p><p>reconstrução de saberes acumulados e de formação do cidadão pleno.</p><p>A Gestão Democrática da Educação e a Participação</p><p>Social</p><p>Como vimos, a participação social ocupa um espaço fundamental na democratização da Escola,</p><p>sendo responsável por materializar a construção das relações político-sociais necessárias para</p><p>o pleno exercício da cidadania.</p><p>A Constituição de 1988 trouxe a possibilidade de os cidadãos participarem de forma direta ou</p><p>indireta na construção de um país democrático, desfrutando dos mesmos direitos e deveres para</p><p>o desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas, promovendo condições de</p><p>inserção para todos.</p><p>Vídeo</p><p>Escola Conta com Participação Ativa da Comunidade</p><p>Veja os impactos da participação social na Educação assistindo ao</p><p>vídeo a seguir, sobre uma escola do Rio Grande do Sul.</p><p>Escola conta com participação ativa da comunidade</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IUqLBgBHuNc</p><p>No tocante à Educação, uma prática democrática e que objetive a construção da cidadania pode</p><p>ser construída na medida em que sejam desenvolvidas a autonomia e a participação de todos em</p><p>um clima e uma estrutura organizacional compatível com a democracia e com vistas à</p><p>emancipação (OLIVEIRA, 2005, p.</p> <p>23).</p><p>Nesse sentido, vale refletir sobre o conceito de autonomia, pensando em sua amplitude, em suas</p><p>relações com o poder de Estado e dos atores nela partícipe, por exemplo.</p><p>Sobre essa reflexão, Motta traz à baila a questão da politização, que pode ser uma consequência</p><p>da participação efetiva da Sociedade nas decisões administrativas e pedagógicas da escola.</p><p>No âmbito da gestão escolar, o autor considera que o poder é:</p><p>“Exercido por um conjunto de administradores profissionais que se estruturam</p><p>hierarquicamente e que, em nome da racionalidade e do conhecimento, planejam,</p><p>organizam, coordenam, comandam e controlam, por uma relação de mando e</p><p>Desse modo, o autor aponta que a participação é a única maneira de superar ou “minimizar o</p><p>aspecto coercitivo da administração” (MOTTA, 1987, p. 90).</p><p>Para ele, “participar não significa assumir um poder, mas participar de um poder, o que desde</p><p>logo exclui qualquer alteração radical na estrutura de poder” (MOTTA, 1987, p. 91).</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>- MOTTA, 1987, p. 90</p><p>Leitura</p><p>Os Estudos Sobre a Cultura da Escola: Forma, Tradições, Comunidade,</p><p>Clima, Participação, Poder</p><p>Entenda melhor a relação do poder e da participação social na</p><p>Educação com a leitura do artigo.</p><p>subordinação, uma determinada sociedade. A isso, inspirado em Max Weber,</p><p>chamamos de dominação.”</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/rqNwn3Y5mT8sWs4vXJTRZFC/?format=html</p><p>O autor considera que a participação requer um conhecimento político prévio, o que nos remete</p><p>à necessidade da própria Educação de criar as bases para esse tipo de iniciativa.</p><p>Nesse sentido, vale destacar novamente que a Constituição de 1988 representa um importante</p><p>marco na história da redemocratização no Brasil e suas Instituições, o que se desdobra para o</p><p>campo da Educação com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996.</p><p>Vídeo</p><p>Gestão Democrática e a Autonomia Escolar em Tempos de Pandemia</p><p>Para entender melhor o conceito de autonomia em suas relações com a</p><p>gestão democrática, assista ao debate.</p><p>#AOVIVO | Debate: Gestão democrática e a autonomia escolar em…</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=E_LBhxyo-9k</p><p>A LDB 96 reabre uma possibilidade de se discutir e alterar as práticas educativas, a ponto de</p><p>poderem dar respostas aos anseios e vocações de um ensino qualificado e democratizante.</p><p>Assim como na Constituição de 1988, a LDB, a partir dos anos 1990, possibilita novas discussões</p><p>quanto à inserção da Sociedade Civil nas engrenagens do aparelho de Estado.</p><p>A participação da comunidade na Instituição escolar, a participação dos professores, alunos e</p><p>pais na gestão e na administração da Escola Pública é uma boa experiência em favor da</p><p>conscientização dessas possibilidades, afinal, ela torna as ações educativas uma realidade na</p><p>construção da democracia.</p><p>Não se pode esquecer, porém, que existem ainda posturas e formas de administração escolar</p><p>que dificultam, quando não impedem, essa possibilidade de participação dos alunos,</p><p>professores e comunidade junto às decisões administrativas.</p><p>Também existem condições e ações variadas que retiram dos gestores a possibilidade de ações</p><p>autônomas.</p><p>Por isso, é preciso sempre garantir que estejam disponíveis as bases para a realização da</p><p>participação social, assim como a efetivação dessa prática.</p><p>Nesse sentido, vale destacar o pensamento de Gadotti sobre as condições de participação:</p><p>“Não basta criar mecanismos de participação popular e de controle social das</p><p>políticas públicas de Educação sem atentar para a necessidade de criar, também,</p><p>simultaneamente as condições de participação. A sociedade civil participa sempre</p><p>que convocada, mas com muita dificuldade. A participação, para ser qualificada,</p><p>precisa ser precedida pelo entendimento – muitas vezes técnico e científico – do</p><p>que se está discutindo: saber ler planilhas de custo, orçamentos etc. Como uma</p><p>Perceba, pela fala do autor, que existe uma série de desafios para a concretização da participação</p><p>social.</p><p>Esse paradigma, ainda que exista em consenso científico e seja garantido por Lei, precisa de</p><p>ações que garantam a sua existência e que acolham a Sociedade no seio escolar, entendendo</p><p>suas possibilidades e necessidades para encontrar as melhores formas de execução possível.</p><p>Na prática, a participação da comunidade pressupõe a realização de certas funções, como a</p><p>organização e o planejamento de seu Projeto Pedagógico, a ser construído a partir de avaliação</p><p>local.</p><p>Assim, como vemos em Motta (1987, p. 94), “a participação constitui tema de estudantes,</p><p>professores, administradores e demais funcionários”.</p><p>Dessa forma, a participação da comunidade e dos professores na construção do Projeto</p><p>Pedagógico passou a “ser uma exigência da gestão escolar” (OLIVEIRA, 2004, p. 1127).</p><p>A participação social na Escola é, portanto, fundamental para o desenvolvimento das</p><p>consciências e das práticas a partir delas para, ao final, conquistarem-se metas de Educação e</p><p>- GADOTTI, 2014, p. 5</p><p>Associação de Moradores de uma comunidade pobre pode participar? É uma</p><p>questão que é frequentemente colocada na gestão democrática com participação</p><p>popular. A questão da gestão democrática precisa ser problematizada. Por isso</p><p>precisamos melhorar as condições de participação. Não se convoca para a</p><p>participação popular em locais inadequados, em horários inadequados, sem</p><p>estrutura, sem preparação e sem organização. A participação popular não pode ser</p><p>alguma coisa episódica, paralela, mas estrutural; ela deve constituir-se numa</p><p>metodologia permanente da política educacional, num modo de governar.”</p><p>ensino de qualidade.</p><p>A participação da comunidade local na avaliação das necessidades, por meio do diálogo com as</p><p>autoridades oficiais e os grupos interessados no interior da Sociedade, é uma das etapas</p><p>essenciais para ampliar e aperfeiçoar o acesso à Educação.</p><p>A busca desse diálogo suscita maior conscientização e capacidade de discernimento.</p><p>Quando as comunidades assumem maior responsabilidade no seu próprio desenvolvimento,</p><p>aprendem a apreciar o papel da Educação e a promover as mudanças necessárias em seu</p><p>contexto social.</p><p>Gestão Democrática versus Administração Empresarial</p><p>Já vimos a Gestão Escolar sob óticas bastante distintas, sendo que muitas delas tinham suas</p><p>bases ancoradas em modelos e práticas ligadas à indústria e à lógica produtiva.</p><p>Contudo, por mais que esses não sejam mais os padrões em voga, é preciso considerar, ainda,</p><p>que vivemos em uma Sociedade capitalista e que conceitos de uma administração empresarial</p><p>constantemente emergem para impactar a Educação brasileira.</p><p>O modelo de gestão e administração empresarial, como vimos, está ancorado em conceitos</p><p>teóricos e práticas de processos em torno de “um modelo burocrático de administração no qual</p><p>a eficiência e a eficácia ocupam a centralidade das questões gerenciais” (BORDIGNON, 2001, p.</p><p>161).</p><p>Esses ideais dificultam, e até impossibilitam, lançar mão de opções específicas da organização</p><p>educacional que lhes sejam mais próprias.</p><p>Ao contrário desse modelo rígido e focado em números produtivos, a ideia do paradigma</p><p>democrático busca formas de trabalho que não engessem os gestores a um modelo burocrático</p><p>ou estrutural-funcionalista.</p><p>Quando o modelo empresarial é seguido, qualquer busca de inovações e mudanças fica por conta</p><p>e risco dos dirigentes escolares e de seu grupo de gestores.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Um modelo empresarial tem o cliente como objetivo. Contudo, no caso da Educação, o usuário</p><p>passa a ser o objeto e, por isso, deve moldar-se aos paradigmas de quem concebe a ação ou</p><p>comanda a Organização.</p><p>Nessa concepção de usuários-clientes, todos devem cumprir metas criadas por agentes</p><p>externos.</p><p>O Diretor de Escola, como dirigente educacional, representa um Corpo de Especialistas em</p><p>Educação responsável pela dinâmica e funcionamento geral de uma unidade específica, em uma</p><p>atuação que depende do trabalho das pessoas que participam direta ou indiretamente dessa</p> <p>Escola.</p><p>Leitura</p><p>Docência e Gestão: Gestão Democrática e Gestão Empresarial</p><p>Participativa</p><p>Entenda mais sobre a questão com a leitura do Artigo a seguir.</p><p>https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/4248</p><p>Em contrapartida, para cumprir metas estabelecidas pelos dirigentes hierarquicamente</p><p>superiores a ele, o gestor corre o risco de ser obrigado a se revestir do autoritarismo imposto</p><p>pelo modelo de administração tradicional empresarial.</p><p>Perceba, assim, que o modelo empresarial causa o estrangulamento da autonomia escolar e da</p><p>qualidade dos serviços prestados à coletividade, já que o Poder Público limita suas funções mais</p><p>universais dentro das pedagógicas e menos nas administrativas.</p><p>Contudo, como já dissemos, vivemos em um meio capitalista e é inevitável que ideais desse</p><p>cerne venham à tona quando pensamos na gestão de questões materiais e financeiras.</p><p>Para não caírem no senso comum, essas atividades são descritas na LDB e descentralizadas</p><p>entre União, estados e municípios.</p><p>As funções descentralizadas da LDB/96 estão vinculadas a dois aspectos: primeiro, à execução e</p><p>à administração dos recursos nas unidades escolares, sob a responsabilidade dos diretores e,</p><p>segundo, à adaptação desses recursos, respeitando-se as necessidades do desenvolvimento dos</p><p>processos educacionais da coletividade em conformidade com o Projeto Político Pedagógico, ou</p><p>seja, práticas de controle excessivo da gestão contrariam a Legislação em prol do seguimento de</p><p>padrões de controles exercidos pelos dirigentes empresariais:</p><p>Dessa forma:</p><p>“Embora não seja possível analisar todas as experiências da gestão da produção, há</p><p>uma característica fundamental, comum a todas (...): tentativa de “harmonizar”</p><p>um grau de autonomia dos trabalhadores, com o desenvolvimento de controles</p><p>mais sutis, que objetivam colocar o trabalho numa posição de “dependência” ou”</p><p>incapacidade” em relação ao capital, (...) revela-se uma notória modificação na</p><p>relação de poder dentro do espaço [...].”</p><p>Nesses moldes, existe uma Escola com limites materiais, sem autonomia, em que o gestor</p><p>delimita seu papel como executor de Leis e Normas.</p><p>A democracia, assim, não se concretiza, e é ainda impactada a participação social: com</p><p>autoritarismo e sem direito ou condições de exercitar autonomia, a própria comunidade fica</p><p>distante da possibilidade de exercer a cidadania na Escola.</p><p>Como vemos, a “falta de autonomia do diretor sintetiza a impotência e a falta de autonomia da</p><p>própria escola” (PARO, 1997, p. 11).</p><p>De onde nascem, porém, esses problemas?</p><p>O problema criado aos dirigentes educacionais está muito ligado à ordem conceitual.</p><p>Existe um arcabouço de conceitos de gestão e administração que recorrem à utilização de</p><p>termos como “eficiência”, “eficácia” e “produtividade”, que impactam as avaliações de</p><p>desempenho dos profissionais da Educação, utilizando bases quantitativas e não qualitativas,</p><p>seguindo inevitavelmente um olhar empresarial.</p><p>Esses conceitos representam verdadeiros dilemas a serem enfrentados pelos gestores públicos</p><p>no que se refere à falta de autonomia de ação e que, portanto, colaboram para dificultar a</p><p>construção de um processo democratizante da Escola Pública e a melhoria do ensino.</p><p>Alternativas Legais para uma Escola Democrática</p><p>Como vimos, a Constituição de 1988 e a LDB de 1996 apresentam caminhos legais para a</p><p>construção de uma gestão democrática que extrapole os muros da Escola para atingir diferentes</p><p>camadas da Sociedade.</p><p>- PAGÈS, 1987, p. 227 apud HELOANI, 1994, p. 99</p><p>Nesta seção, veremos um pouco sobre essas alternativas.</p><p>Uma das possibilidades previstas em Lei são os Conselhos de Escola. Eles aparecem como</p><p>instrumentos legais de caráter decisório, não somente consultivo, de cunho participativo da</p><p>Sociedade Civil.</p><p>Conforme consta no documento Conselhos Escolares: uma Estratégia de Gestão Democrática</p><p>da Educação Pública, elaborado em 2004, pelo Ministério da Educação (MEC), o Conselho deve</p><p>conjugar os interesses da comunidade, pensar em rumos e ações e apoiar o dirigente com esse</p><p>aparato. Como consta no documento:</p><p>Note que não se trata de uma chancela para o pensamento gestor, mas sim o inverso: o conselho</p><p>informa à gestão o que precisa e almeja, sendo esse informe legitimado pelo dirigente.</p><p>O documento do MEC traz, ao menos teórica e legalmente, intenções de democratização que</p><p>podem se materializar na forma de gestão participativa das Instituições educacionais.</p><p>Nesse sentido, inclui-se, ainda, o proposto pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação –</p><p>Consed, no documento intitulado Subsídios para os novos gestores da Educação, de 2010, que</p><p>- BRASIL, 2004, p. 37</p><p>“Os conselhos (...), não falam pelos dirigentes (governo), mas aos dirigentes em</p><p>nome da sociedade. Por isso, para poder falar ao governo (da escola) em nome da</p><p>comunidade (escolar e local), desde os diferentes pontos de vista, a composição</p><p>dos conselhos precisa representar a diversidade, a pluralidade das vozes de sua</p><p>comunidade.”</p><p>apresenta a gestão escolar democrática como condição fundamental para melhorar a qualidade</p><p>da Educação.</p><p>Contudo, é preciso também pensar nas limitações e entraves à atuação dos conselhos.</p><p>O excessivo regramento e o legalismo exacerbado transformam as atividades sociais populares</p><p>em verdadeiras maratonas nas intrincadas e complexas exigências impostas no decurso dos</p><p>processos reivindicatórios, com a única intenção de dificultar ou de fazer desistir deles.</p><p>As Normas e as Leis favoreceram a constituição dos Conselhos de Escola, até o ponto de</p><p>tornarem obrigatória sua implantação nas Escolas Públicas, mas esses Conselhos enfrentam</p><p>dificuldades para sua efetiva atuação, tornando-se limitadas ou inacabadas suas ações</p><p>mobilizadoras e deliberativas.</p><p>Entre as dificuldades encontradas nas Escolas para a efetivação das funções amplas do</p><p>Conselho, destacam-se:</p><p>A própria constituição dos seus membros que, via de regra, fica condicionada ao</p><p>convite da Escola, ou seja, um convite à aproximação do que já está instituído não</p><p>requer muitos esforços, tampouco exigirá muito diálogo;</p><p>Os pais e os alunos, que não se sentem preparados para o exercício da participação</p><p>nas decisões pedagógicas e de planejamento que compõem funções deliberativas do</p><p>Conselho;</p><p>As escolas, que encontram dificuldades em compor o número de membros do</p><p>Conselho que está normatizado estatutariamente;</p><p>O Estatuto do Conselho, que, por ser elaborado pelos sistemas de ensino próprios de</p><p>cada região, deve conter inserções das necessidades e realidades locais, o que</p><p>depende do trabalho de um grupo e pode criar estatutos inacabados ou mal</p><p>formulados;</p><p>A função de presidente do Conselho, que é, naturalmente, do Diretor de Escola, o</p><p>que pode condicionar todas as ações do colegiado aos seus interesses;</p><p>Enfrentar essas dificuldades é fundamental para a Educação brasileira, já que os Conselhos de</p><p>Escola e outras formas de associações e colegiados podem vir a representar os espaços</p><p>necessários para o empoderamento tanto de conceitos, quanto de práticas, mesmo que</p><p>relativizadas, acerca da autonomia e da participação efetiva.</p><p>Driblar esses cenários a fim de garantir que as prerrogativas legais sejam cumpridas é um dos</p><p>primeiros passos rumo ao enfrentamento dos desafios da gestão democrática, que veremos</p><p>mais detalhadamente a seguir.</p><p>Desafios da Gestão Democrática na Contemporaneidade</p><p>Agora que já vimos os principais aspectos da gestão democrática, é hora de refletir sobre os</p><p>principais desafios desse modelo e de olhar para possíveis formas de enfrentamento e de</p><p>promoção da democracia.</p><p>Esses desafios são inúmeros, mas focaremos nossa análise em torno de dois eixos principais: a</p><p>ruptura com modelos ligados à lógica empresarial de gestão e a emergência de um novo</p><p>paradigma de gestão democrática participativa relacionado ao espaço.</p><p>A contenção da autonomia e da participação (no sentido de partilha de poder e</p><p>decisão) (OLIVEIRA, 2005, p. 27), disseminando relativa autonomia no interior das</p><p>Escolas,</p> <p>quase nula em relação ao poder decisório da Sociedade Civil.</p><p>Leitura</p><p>Por que é tão Difícil Democratizar a Gestão da Escola Pública?</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>No que se refere aos desafios ligados ao rompimento com a lógica empresarial, foram criados,</p><p>com base na Constituição Federal de 1988, mecanismos de garantia da participação popular na</p><p>gestão, visando a reduzir a tomada de decisões focada em interesses particulares ou puramente</p><p>econômicos.</p><p>As formas de participação, como vimos, buscam garantir que a Educação seja gerida num</p><p>modelo democrático.</p><p>A LDB de 1996, em seu Artigo 14, definiu gestão democrática da Escola Pública com as seguintes</p><p>condicionantes: participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou</p><p>equivalentes e participação dos profissionais da Educação na elaboração do Projeto Pedagógico</p><p>da Escola.</p><p>No entanto, precisamos considerar que a LDB, como qualquer outra Lei, representa base para a</p><p>criação de valores que devem vir a ser apropriados pela Sociedade, mas não criam cultura, ou</p><p>seja, a questão da gestão democrática em Escolas Públicas vai além de análises puramente legais</p><p>e instituídas.</p><p>Ela deve, contudo, ser o resultado de uma postura de âmbito cultural a ser cultivada nos meios</p><p>educacionais, sobretudo no seio da Sociedade, além dos grupos de gestores – trata-se da</p><p>Instituição de novos paradigmas de gestão.</p><p>Antes de refletir sobre os temas propostos, leia o artigo a seguir e</p><p>conheça outras visões e desafios ligados à temática.</p><p>https://www.scielo.br/j/er/a/YCPpdwGWZshhVyhjwpzHZtp/?format=pdf&lang=pt</p><p>Assim:</p><p>Da mesma forma, cabe à gestão democrática – seja na figura do gestor, seja na inclusão de</p><p>atores que possam questionar certos padrões – considerar ideais e conceitos que não</p><p>necessariamente existiam ou eram de grande destaque no período da promulgação das leis.</p><p>Nesse sentido, destacamos que um novo paradigma de gestão participativa comprometida com</p><p>os interesses coletivos se dá nas novas concepções de apropriação do espaço público,</p><p>considerando o papel do acolhimento e da utilização conjunta de ambientes comuns para a</p><p>criação de comunidades sociais inteiradas de sua coletividade, tornando-se mais participativas e</p><p>engajadas.</p><p>Para Bordignon (2001, p. 169), “o novo paradigma de gestão precisa resgatar o papel e o lugar da</p><p>escola como centro e eixo do processo educativo autônomo”.</p><p>Nesse projeto de democratização via participação social colegiada, os objetivos das Políticas</p><p>Públicas devem estar traçados em função do diálogo entre Estado e Sociedade.</p><p>- BRASIL, 2004, p. 54</p><p>“A efetivação do novo princípio da gestão democrática requer um processo</p><p>instituinte de uma nova cultura de gestão escolar. Gestão que não se confunde</p><p>mais com o gestor, com a centralização nas mãos do diretor, mas que passa a ser</p><p>vista como um projeto coletivo, que institui uma organização colegiada.</p><p>Paradigmas não nascem da lei, nascem das ideias, das concepções mais radicais de</p><p>pensamento e das práticas que arruínam o velho para instituir o novo.”</p><p>A expressão das Políticas Educacionais é, dessa forma, constituída “dos embates travados no</p><p>âmbito do Estado e nos desdobramentos assumidos por ele” (DOURADO, 2003, p. 77).</p><p>Lidar com esse cenário é um dos maiores desafios da gestão escolar. Nesse sentido, reconhecer</p><p>o papel fundamental da direção, na tentativa de redemocratizar a estrutura de uma Escola, já é</p><p>caminhar rumo à democratização ao reconhecer que sua liderança será tanto melhor e mais</p><p>eficiente quanto maior for sua conscientização na busca por um modelo cooperativo e</p><p>abrangente.</p><p>Em Síntese</p><p>Após refletir sobre a gestão democrática, ressalta-se a necessidade de</p><p>repensar o papel dos gestores educacionais a partir da lógica</p><p>participativa e da reconstrução de suas relações com governos,</p><p>representantes e Sociedade Civil, sem deixar de lado a comunidade</p><p>escolar.</p><p>Construir uma Escola dentro do modelo democrático de gestão e</p><p>participação social, socializante na sua essência, configura-se como</p><p>uma frente de batalha e de luta, tanto no sentido das reivindicações</p><p>sociais, na defesa dos interesses da coletividade, quanto no sentido da</p><p>luta pela conscientização dos gestores e dos agentes diversos, no</p><p>interior dessa Escola Pública.</p><p>Posteriormente, veremos sobre a organização e a gestão dos trabalhos</p><p>colegiados e pedagógicos.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Vídeo</p><p>A História e os Caminhos da Gestão Escolar</p><p>Clique no botão para conferir o vídeo indicado.</p><p>ASSISTA</p><p>Leitura</p><p>FAQ – Gestão Escolar</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>2 / 3</p><p>˨ Material Complementar</p><p>http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/8808</p><p>http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/faq/category.php?categoryid=43</p><p>Guia para Gestores Escolares</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Políticas Públicas na Educação Brasileira: Gestão e</p><p>Resultados</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Uma Inter-relação: Políticas Públicas, Gestão Democrático-</p><p>participativa na Escola Pública e Formação da Equipe Escolar</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_para_gestores_escolares_pp_formacao_continuada_escola.pdf</p><p>https://www.atenaeditora.com.br/wp-content/uploads/2017/06/E-book-3Educacao-1.pdf</p><p>http://www.emaberto.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/download/2636/2374</p><p>BORDIGNON, G. Gestão da educação: o município e a escola. In. FERREIRA, N. S. C. A gestão da</p><p>educação: impasses, perspectivas e compromissos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.</p><p>BRASIL. Constituição 1934. Lex: Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de</p><p>1934. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm>.</p><p>Acesso em: 05/03/2022.</p><p>________. Lei de diretrizes e bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996. Disponível em:</p><p><http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn1.pdf>. Acesso em: 05/03/2022.</p><p>________. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Conselhos Escolares: uma</p><p>estratégia de gestão democrática da Educação pública. Brasília, 2004.</p><p>DALBERIO, M. C. B. Gestão democrática e participação na escola pública popular. Revista</p><p>Iberoamericana de Educación. 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