Prévia do material em texto
<p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>SEXO SEGURO</p><p>- Preservativo</p><p>- Vacinação (HAV, HBV e HPV): HPV não consegue fazer pelo</p><p>posto de Saúde quando > 14 anos</p><p>- Conhecer status sorológico para HIV da parceira</p><p>- Teste regular para HIV e outras IST</p><p>- Colpocitologia oncótica</p><p>- Anticoncepção</p><p>HPV</p><p>• Vacinação:</p><p>- 9 a 14 anos: meninas</p><p>- 11 a 14 anos: meninos</p><p>- HIV, transplantados e pacientes oncóticos</p><p>(imunocomprometidos): 9 a 26 anos (nesse grupo específico,</p><p>são necessárias as 3 doses: 0, 2 e 6 meses)</p><p>- Tipos 6, 11, 16 e 18</p><p>- Verrugas anogenitais: Indicações de biópsia</p><p>• Tratamento:</p><p> ATA (80% A 90%), podofilina (10% a 25%),</p><p>eletrocauterização, exérese cirúrgica ou crioterapia</p><p> Imiquimode ou podofilotoxina: tratamento</p><p>ambulatorial. Mais prolongado.</p><p>SÍFILIS</p><p>• Treponema pallidum</p><p>• Maioria assintomática</p><p>• Lesões raras ou inexistentes a partir do segundo ano.</p><p>O cancro duro passa despercebido muitas vezes.</p><p>• Estágio e risco de transmissão. Quanto mais recente a</p><p>doença, maior o risco de transmissão.</p><p>ESTÁGIOS</p><p>Recente (primária, secundária</p><p>e latente recente): até 1 ano de</p><p>evolução. Na primária</p><p>geralmente abre com cancro</p><p>duro indolor, mas pode ser</p><p>imperceptível e passa</p><p>despercebido. Depois fica</p><p>difícil de saber há quanto tempo a pessoa está contaminada.</p><p>Tardia (latente tardia e terciária): mais de 1 ano de evolução</p><p>ou não sabe há quanto tempo aquele paciente foi</p><p>contaminado.</p><p>PRIMÁRIA</p><p>✓ Incubação: 10 a 90 dias</p><p>✓ Úlcera geralmente única e indolor, com borda bem</p><p>definida e regular, base endurecida e fundo limpo.</p><p>Cancro duro.</p><p>✓ Às vezes, não chega a ser úlcera, pode ser uma lesão</p><p>semelhante à pápula.</p><p>✓ Linfadenopatia regional.</p><p>SECUNDÁRIA</p><p>✓ Erupção macular eritematosa pouco visível (roséola)</p><p>Toda erupção cutânea</p><p>sem causa determinada</p><p>deve ser investigada</p><p>com testes para sífilis!</p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>✓ Progressão para lesões papulosas e condiloma plano</p><p>anogenital</p><p>✓ Alopecia em clareira e madarose</p><p>LATENTE:</p><p>✓ Assintomática</p><p>TERCIÁRIA:</p><p>✓ Gomas sifilíticas</p><p>✓ Sistema nervoso e cardiovascular</p><p>DIAGNÓSTICO DA SÍFILIS</p><p>Exame direto:</p><p>✓ Pesquisa em campo escuro → só dá certo se tiver com</p><p>a lesão primária, o cancro duro.</p><p>Sorológico:</p><p>✓ Teste treponêmico + teste não treponêmico positivos</p><p>= diagnóstico.</p><p>✓ O não-treponêmico mais usado é o VDRL.</p><p>✓ Treponêmico + e VDRL + = diagnóstico</p><p>✓ Se treponêmico + e VDRL negativo, pede novo exame</p><p>treponêmico (ou FTA-Abs ou teste rápido). Se esse 3º for</p><p>positivo: sífilis ou cicatriz. Se negativo: descarta.</p><p>✓ VDRL positivo e com</p><p>Treponêmico negativo</p><p>também pede outro</p><p>treponêmico. Se + = sífilis</p><p>ou cicatriz, se negativo =</p><p>descarta.</p><p>✓ Se o primeiro teste já veio</p><p>negativo, não segue com o</p><p>2º exame, só se o primeiro</p><p>for positivo, então solicita o</p><p>segundo. Se o segundo foi</p><p>com resultado divergente,</p><p>solicita um terceiro.</p><p>TRATAMENTO</p><p>Recente:</p><p>- Benzilpenicilina benzatina – controle trimestral por 1 ano</p><p>Tardia</p><p>- Benzilpenicilina benzatina – controle trimestreal por 1 anos</p><p>Neurossífilis</p><p>- Benzilpenicilina cristalina por 14 dias</p><p>- Ceftriaxona (14 dias)</p><p>- LCR semestral até normalização</p><p>CONTROLE DE CURA</p><p>- VDRL não reagente</p><p>- Queda em 2 diluições em até 6 meses: recente</p><p>- Queda em 2 diluições em até 12 meses: tardia</p><p>HERPES GENITAL</p><p> HSV-1: lesões periorais</p><p> HSV-2: lesões genitais</p><p> Incubação: 6 dias</p><p> Lesões eritemato-papulosas: vesículas dolorosas de</p><p>conteúdo citrino.</p><p> Recorrência: clínica menos intenso e sintomas</p><p>prodrômicos. Inclusive, os pacientes que têm os sintomas</p><p>prodrômicos já são orientados iniciar o tratamento assim</p><p>que sentirem.</p><p></p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>TRATAMENTO</p><p> Aciclovir 400mg 8/8horas (7 dias)</p><p> Aciclovir 200mg 5x/dia (7dias)</p><p> Recorrente (6 ou mais episódios/ano): aciclovir (6</p><p>meses a 2 anos). É importante fazer a profilaxia nesses</p><p>pacientes recorrentes.</p><p>CANCROIDE</p><p>➔ Haemophilus ducreyi (bactéria).</p><p>➔ Lesão dolorosa e múltipla com borda irregular, fundo</p><p>necrótico e odor fétido. CANCRO MOLE.</p><p>➔ Acometimento linfonodal (bubão)</p><p> Fistulização por orifício único</p><p> Drenagem ou excisão dos linfonodos acometidos.</p><p>Coleta de exsudato da base da lesão: coloração de Gram.</p><p>Lesão que se arrasta por algumas semanas.</p><p>TRATAMENTO:</p><p>Azitromicina 1 g DU.</p><p>LINFOGRANULOMA VENÉREO</p><p>Esse nome vem de obstrução linfática, então tem um</p><p>acometimento linfático importante. E história é mais avançada,</p><p>isto é, insidiosa.</p><p>•Chlamydia trachomatis</p><p>•Pápula, pústula ou exculceração indolor</p><p>•Linfadenopatia inguinal e/ou femoral</p><p>•Inoculação → disseminação linfática regional → sequelas</p><p> Supuração e fistulização por orifícios múltiplos</p><p> Elefantíase genital</p><p>TRATAMENTO:</p><p>1ª opção: Doxicilina (21 dias), 100mg a cada 12 horas.</p><p>DONOVANOSE</p><p>Klebsiella granulomatis</p><p>Ulceração com bordos planos ou hipertróficos (destacados).</p><p>Úlcera que sangra fácil</p><p>Fundo granuloso, de aspecto vermelho vivo e sangramento</p><p>fácil</p><p>Evolução lenta e progressiva</p><p>Lesões múltimas e em espelho</p><p>Lesões em espelho: aparecem de um lado e do outro</p><p>TRATAMENTO</p><p>1ª opção: azitromicina 1g/semana (3 semanas ou até a</p><p>cicatrização).</p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>CERVICITE</p><p>Não é propriamente uma IST, mas é causada pela Chlamydia</p><p>trachomatis e Neisseria gonorrhoeae que são transmitidas</p><p>por via sexual.</p><p>Quadro clínico:</p><p>✓ Maioria sintomática</p><p>✓ Dor à manipulação do colo, muco cervical amarelado</p><p>e friabilidade cervical. Tratamento Empírico.</p><p>✓ Metrorragia ou sangramento pós-coito, dispareunia,</p><p>disúria, polaciúria e dor pélvica crônica</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>✓ Detecção de material</p><p>genético por biologia</p><p>molecular: preferível</p><p>✓ Cultura em meio seletivo</p><p>(Thayer-Martim</p><p>modificado):gonorreia</p><p>sintomática</p><p>TRATAMENTO</p><p> Gonorreia: Ceftriaxona 500mg + Azitromicina 1g</p><p> Clamídia: Azitromicina 1g DU ou Doxiciclina (7 dias)</p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>VULVOVAGINITES</p><p>CANDIDÍASE</p><p>Candida Albicans : agente mais comum</p><p>CVV recorrente: 4 ou mais episódios sintomáticos ao ano</p><p>CVV complicada:</p><p> CVV recorrente</p><p> Sintomas intensos</p><p> Agente etiológico não albicans</p><p> Comorbidades (diabetes, imunocomprometidas) ou</p><p>gestação</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Queixas mais comuns: coceira vaginal, irritação na vagina, no</p><p>exame vê escoriações na vulva (porque coçou muito) além do</p><p>corrimento que exterioriza pela vulva. Corrimento branco,</p><p>grumoso, aderido ao colo e às paredes vaginais, colo</p><p>avermelhado.</p><p>Colhe o material e coloca na lâmina. Exame a fresco (SF 0,9%</p><p>ou KOH a 10%): visualização de hifas e/ou esporos</p><p>Suspeita clínica + exame a fresco negativa = faz cultura vaginal</p><p>específica em meios de Sabouraud.</p><p>TRATAMENTO</p><p>Não precisa tratar o parceiro sexual</p><p>✓ 1ª opção: Miconazol 2% (7 dias)</p><p>✓ 2ª opção: Fluconazol 150 mg DU</p><p>✓ Para aliviar o prurido: corticoide de baixa potência</p><p>tópico ou anti-histamínico.</p><p>CVV complicada ou recorrente:</p><p>✓ Indução: Fluconazol 150 mg (dias 1, 4 e 7) ou</p><p>Miconazol 14 dias. (Agudo)</p><p>✓ Manutenção: Fluconazol 150 mg semanal (6 meses)</p><p>ou Miconazol 2x/semana (6 meses)</p><p>VAGINOSA BACTERIANA</p><p>Ela não é IST, mas aumenta o risco de IST</p><p>Acontece devido a perda de lactobacilos e crescimento de</p><p>bacilos e cocos Gram-negativos anaeróbicos. O pH vaginal</p><p>geralmente é ácido devido aos lactobacilos, quando perde os</p><p>lactobacilos, favorece o aumento do pH, alcalinizando o meio.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Corrimento perolado bolhoso. Principalmente por causa desse</p><p>gram negativos.</p><p>Liberação de aminas voláteis (putrescina e cadaverina). Avalia</p><p>com o teste com KOH+.</p><p>Alcalinização do Ph e piora após coito e menstruação. pH</p><p>pode ser medido por fitas específicas.</p><p>Padrão-ouro: coloração por Gram do fluido vaginal. Presença</p><p>de Clue Cell – achado característico da vaginose bacteriana.</p><p>TRATAMENTO</p><p>Não precisa tratar parceiro</p><p>1ª opção: METRONIDAZOL 500 mg 12/12 horas por 7 dias.</p><p>TRICOMONÍASE</p><p>Trichomonas vaginalis</p><p>Aumenta o risco de infecções de IST</p><p>Se ela se está hoje com a doença, então porque ela se</p><p>contaminou há pouco tempo.</p><p>Deve tratar o parceiro</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Corrimento amarelo-esverdeado (ou acinzentado), bolhoso e</p><p>espumoso com odor fétido.</p><p>Pode ter prurido eventual.</p><p>Casos intensos: sinusorragia, dispareunia e disúria</p><p>Aspecto de morango ou framboesa (Schiller “trigroide”)</p><p>Aumento de Ph e predomínio de variada flora: vaginose</p><p>bacteriana associada.</p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>Exame a fresco (SF0,9%): parasita ao microscópico.</p><p>Coloração por método de Gram.</p><p>Cultura para casos difíceis: Diamond.</p><p>TRATAMENTO</p><p>Se desconfia de Vaginose ou Tricomoníase, então melhor</p><p>tratar logo os dois. Dá uma semana de fluconazol.</p><p>Se for só a tricomoníase, basta o fluconazol em dose única.</p><p>✓ Metronidazol 2g DU</p><p>✓ Metronidazol 500mg 12/12 horas (7 dias)</p><p>CONSIDERAÇÕES</p><p>Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae</p><p>Ascensão de microrganismos do TGI espontânea ou devida à</p><p>manipulação. (tanto é que quando vai colocar um DIU, precisa</p><p>avaliar qualquer tipo de infecção).</p><p>Endométrio, tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas</p><p>contíguas.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>✓ Condições socioeconômicas desfavoráveis : tem a ver com</p><p>o acesso da paciente a saúde</p><p>✓ Parcerias múltiplas, sexarca precoce e novas parcerias.</p><p>✓ Tampões e duchas vaginais.</p><p>✓ Vaginites e vaginoses recorrentes</p><p>✓ DIU.</p><p>AVALIAÇÃO CLÍNICA</p><p>✓ Dor abdominal baixa e/ou dor pélvica → investiga</p><p>✓ Sinais vitais (febre, ver se tem taquicardia, taquipneia)</p><p>✓ Exame abdominal (pode ser uma apendicite)</p><p>✓ Exame especular (ver se sai pus pelo colo uterino)</p><p>✓ Toque bimanual: mobilização do colo e palpação dos</p><p>anexos.</p><p>DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL</p><p>✓ Gravidez ectópica</p><p>✓ Apendicite aguda</p><p>✓ ITU e litíase ureteral</p><p>✓ Torção de tumor cístico de ovário ou de mioma uterino</p><p>✓ Rotura de cisto ovariano</p><p>✓ Diverticulite</p><p>AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR</p><p>✓ Hemograma completo</p><p>✓ VHS e PCR</p><p>✓ Exame bacterioscópico para vaginose bacteriana</p><p>✓ Cultura de material de endocérvice com antibiograma</p><p>✓ Rastreamento de infecção por clamídia e gonococo</p><p>✓ EAS e urocultura</p><p>✓ Hemocultura</p><p>✓ Teste de gravidez</p><p>✓ USG TV e pélvica.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Precisa ter:</p><p>TRATAMENTO</p><p>✓ Complicações tardias: infertilidade, gravidez ectópica e dor</p><p>pélvica crônica</p><p>✓ Flora multibacteriana</p><p>✓ Abstinência sexual até cura</p><p>✓ Parceria sexual (2 meses): Ceftriaxona 500 mg IM +</p><p>Azitromicina 1g VO</p><p>✓ E se ela teve outros parceiros nos últimos 2 meses é o correto</p><p>a paciente avisá-lo para orientar ele a avaliar e se tratar</p><p>também.</p><p>3 critérios maiores + 1 critério menor</p><p>OU</p><p>1 critério elaborado</p><p>GINECO TRANSCRIÇÃO AMANDA NAMMUR</p><p>TRATAMENTO HOSPITALAR</p><p>✓ Em caso de abscesso tubo-ovariano</p><p>✓ Gravidez</p><p>✓ Ausência de resposta clínica após 72h de tratamento</p><p>✓ Intolerância a antibióticos orais</p><p>✓ Dificuldade para seguimento ambulatorial</p><p>✓ Estado geral grave, com náuseas, vômitos e febre</p><p>✓ Dificuldade na exclusão de emergência cirúrgica</p>