Prévia do material em texto
Anatomia Patológica Anatomia Patológica Patologias dos sistemasPatologias dos sistemas Sistema Respiratório Generalidades (Aula: 03/04) O sistema respiratório pode ser dividido estruturalmente de duas formas: Trato respiratório Superior e Trato Respiratório Inferior. ❖ Divisão estrutural do S. Respiratório • Trato Respiratório Superior: DAS Narinas até a laringe. • Trato respiratório Inferior: Traqueias, Brônquios, Bronquíolos e pulmões. ❖ Doenças do Sistema Respiratório Doenças no aparelho respiratório são algumas das maiores causas de mortalidade e morbidade em animais e uma das maiores fontes de perdas econômicas. ❖ Histologia Do trato respiratório • Traqueia até os Bronquíolos: Epitélio Pseudoestratificado Ciliado com Células Caliciformes. O ar inalado não é estéril, pode conter microrganismos potencialmente lesivos ao sistema respiratório, substâncias gasosas ou partículas em suspensão podendo causar lesão. Por isso, os mecanismos de defesa são tão importantes, impedem que agentes infecciosos ou outras partículas cheguem aos pulmões, e, quando isso eventualmente ocorre, os mecanismos de defesa eliminam tais agentes agressores, sua função é proteger o parênquima pulmonar (alvéolos) por meio da remoção de agentes lesivos, além de umedecer e aquecer o ar inspirado, o que ocorre principalmente nas vias respiratórias superiores. Os mecanismos de defesa do trato respiratório incluem: o lençol mucociliar; a microbiota bacteriana saprófita; os macrófagos alveolares; o tecido linfoide broncoassociado; e reflexos protetores (tosse e espirro.). -> O epitélio respiratório vai recobrir da laringe, traqueia até bronquíolo terminal, esse epitélio respiratório é extremamente especializado em produzir um mecanismo de defesa formado por epitélio cilíndrico ou colunar pseudo estratificado ciliado com células caliciformes. O cílio vai fazer batimentos levando o muco produzido por essa célula para fora do organismo (lençol mucociliar), no muco fica agregado patógenos e partículas que entram junto com o ar, o muco é um dos principais mecanismo de defesas do S. respiratório. Depois esse epitélio vai sofrendo uma modificação/Transição, pois precisa se tornar mais fino, o que permite a troca gasosa. ❖ Epitélio de revestimento O epitélio de revestimento do trato respiratório superior é pseudoestratificado ciliado com células secretoras., com exceção das narinas e da laringe, que apresentam epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, A traqueia, os brônquios e os bronquíolos também são revestidos por epitélio pseudoestratificado ciliado com células secretoras, frequentemente chamado de epitélio respiratório. Já os bronquíolos respiratórios, sacos alveolares e alvéolos não têm células ciliadas ou secretoras de muco e são revestidos predominantemente por pneumócitos tipo I (também chamados de pneumócitos membranosos), que são células bastante delgadas, cuja morfologia favorece a troca gasosa entre o ar inspirado e o sangue circulante, processo denominado hematose. Os pneumócitos tipo I são muito suscetíveis a lesões e não têm capacidade de proliferação. Além dos pneumócitos tipo I, também estão presentes no epitélio de revestimento alveolar os pneumócitos tipo II (também chamados de pneumócitos granulares ou secretórios), que são células volumosas, com aspecto cuboide, que secretam surfactante e têm capacidade de proliferação. Durante o processo de reparação de diferentes tipos de lesões, há proliferação dos pneumócitos tipo II, e, posteriormente, durante a fase de resolução das lesões, alguns deles se diferenciam em pneumócitos tipo I, reconstituindo a estrutura normal do revestimento alveolar. Este também conta com um terceiro tipo celular, bem mais escasso, chamado pneumócito tipo III, cuja função não é bem conhecida. • Bronquíolos Respiratórios, sacos alveolares e alvéolos- Epitélio Simples, Basicamente Pneumócito tipo I e II; ▪ Pneumócito tipo I são susceptíveis a lesões e não proliferam; ▪ Pneumócito Tipo II proliferam e posteriormente se diferencia em tipo I. ❖ Divisão Funcional: Vias aéreas e parênquima pulmonar • Vias aéreas Condutora de ar: Das narinas até os Brônquios terminais • Parênquima Pulmonar: Bronquíolos respiratórios, sacos alveolares e alvéolos. ❖ Mecanismos de defesa: • Lençol mucociliar • Flora Bacteriana Saprófita • Macrófagos Alveolares • Tecido Linfoide Broncoassociado (produz Linfócitos T e B. Predominando o B para a produção de IgA, IgG, IgM e IgE) • Reflexos Protetores (tosse e Espirro) ❖ Células de Clara: ❖ Macrófagos Alveolares Pulmonares: Os principais mecanismos de defesa dos alvéolos Pulmonares (sistema de trocas) são: • A fagocitose: Realizada pelos macrófagos alveolares pulmonares células altamente fagocitárias • As moléculas antimicrobianas: Do fluido de revestimento alveolar Após uma fase temporária de adaptação no interior do interstício alveolar, os monócitos sanguíneos reduzem o seu metabolismo glicolítico e aumentam o seu metabolismo oxidativo para funcionar em um ambiente aeróbio ao invés de anaeróbio. Os macrófagos alveolares pulmonares contribuem para as respostas imunes inata e adaptativa dos pulmões ligando-se e fagocitando rapidamente bactérias e quaisquer outras partículas que alcançam o lúmen alveolar. • A fagocitose alveolar desempenha um papel importante como um mecanismo da resposta imune inata contra bactérias inaladas sem a necessidade de uma reação inflamatória. ❖ Cavidade Nasal e Seios Paranasais 1. Anomalias de Desenvolvimento: Palatosquise e Queilosquise • Palatosquise (fenda palatina)- Pode ser de origem genética ou tóxica (medicação, inflamações). A condição pode ser resultante de uma falha de fusão dos processos palatinos laterais Dependendo do tamanho do defeito, que pode envolver apenas o palato mole ou tanto o palato mole quanto o duro, a lesão pode ter correção cirúrgica. • Queilosquise (Fenda labial/ Lábio Leporino - Trata-se de uma falha de fusão do lábio superior ao longo da linha mediana ou do filtro. 1. Alterações Inflamatórias: • Rinite- Processo Inflamatório da mucosa Nasal. ▪ Rinite Serosa ▪ Rinite Hemorrágica ▪ Rinite Catarral ▪ Rinite Catarral Purulenta ▪ Rinite Purulenta ou Supurativa ▪ Rinite Fibrinosa ▪ Rinite Granulomatosa ▪ Rinite Atrópica dos suínos • Fatores Predisponentes: ▪ Químicos: Gases nocivos (amônia e sulfídrico) ▪ Físico: Ventilação pobre ▪ Climáticos: Baixa umidade do ar. ▪ Biológicos: Ação de agentes Patogênicos. ❖ Rinite Hemorrágica: O processo inflamatório está associado à hemorragia, com grande quantidade de sangue compondo o exsudato inflamatório. ❖ Rinite Serosa: A forma mais comum, caracterizada por exsudato translúcido e líquido com número muito reduzido de células inflamatórias e epiteliais. A mucosa nasal geralmente apresenta-se edemaciada e hiperêmica. Essa condição, em geral, causa desconforto respiratório e espirro. ❖ Rinite catarral: O exsudato apresenta aspecto mais viscoso, uma vez que é rico em muco. A hiperemia e o edema na mucosa nasal tendem a ser mais acentuados do que na rinite serosa ❖ Rinite Catarral-Purulenta: Também chamada de mucopurulenta geralmente é uma evolução da rinite catarral. Nesse caso, há maior concentração de leucócitos no exsudato. Essa condição é frequentemente observada em casos de cinomose. ❖ Rinite Purulenta ou Supurativa: Associada ao acúmulo de grande quantidade de neutrófilos e célulasepiteliais de descamação, o que confere aspecto de pus ao exsudato (Figura 1.6). Essa condição geralmente está associada a infecção bacteriana. Podem ocorrer erosão e hiperplasia regenerativa do epitélio ou mesmo extensas áreas de ulceração da mucosa. Comum em equinos acometidos por Streptococcus Equi (Garrotilho). ❖ Rinite Fibrinosa: Também classificada como pseudodiftérica ou pseudomembranosa, é uma reação que ocorre quando a agressão nasal tem processo inflamatório caracterizado pelo exsudação abundante com camada ou placa de fibrina, que também contém células inflamatórias e restos celulares apresenta-se como uma cobertura flexível amarela, castanho-amarelada ou cinzenta, aderida à mucosa ainda íntegra. ❖ Rinite Granulomatosa: Consiste em uma reação na mucosa e submucosa nasais caracterizada pela infiltração de numerosos macrófagos ativados misturados com alguns linfócitos e plasmócitos. A inflamação crônica resulta na formação de nódulos polipóides que, em situações mais graves, são grandes o suficiente para obstruir a cavidade nasal. Doenças que podem causar a Rinite Granulomatosa- rinosporidiose, aspergilose, criptococose, tuberculose bovina, micose sistêmica. ❖ Granuloma: Representação esquemáticas de um granuloma Nasal (imagem B) exibindo a parede externa do granuloma composta de tecido conjuntivo cercando um centro, que sofreu infiltração de linfócitos, plasmócitos e macrófagos. ❖ Rinite Atrópica dos suínos: http://www.faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/iyny9RH3aLAtqYq_2013-5-28-15-21-30.pdf É uma doença infecto-contagiosa do trato respiratório superior, de evolução progressiva e crônica, caracterizada por atrofia dos cornetos nasais, desvio do septo nasal e deformidade do focinho em alguns casos ocorre uma epistaxe (Hemorragia nasal) secundária. A transmissão por contato, através de aerossóis (via aerógena). B. Bronchiseptica e/ou P. multocida se instala na cavidade nasal, produz toxinas dermonecróticas. http://www.faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/iyny9RH3aLAtqYq_2013-5-28-15-21-30.pdf ❖ Consequências da Rinite: ▪ Normalmente são discretas, mas pode ocorrer broncopneumonia devida à aspiração de exsudato, tromboflebite intracranial, abcesso e meningite e sinusite. ❖ Sinusite- Inflamação dos Seios Paranasais. A sinusite ocorre esporadicamente em animais domésticos e, em geral, é combinada à rinite (rinossinusite) ou ocorre como sequela de feridas penetrantes ou sépticas dos ossos nasais, frontais, maxilares ou palatinos; descorna inadequada de gado jovem com exposição do seio frontal; ou infecção dos dentes maxilares em equinos e cães (seio maxilar). Quanto ao tipo de exsudato, a sinusite é classificada como serosa, catarral, fibrinosa (rara), purulenta ou granulomatosa. ▪ Geralmente ocorre em consequência à rinite e é de difícil diagnóstico clínico em animais. ▪ Pode ser causado também por larvas (Oestrus Ovis), Periodontite, descorna e fraturas de ossos do crânio. • Sinusite por Oestrus Ovis: ❖ Consequências Da Sinusite: ▪ Atrofia e metaplasia do epitélio de revestimento dos seios paranasais. ▪ Meningite em casos raros de sinusite purulenta 1. Cavidades Nasal e Seios Paranasais: ❖ Neoplasias: ❖ CCE: Trata-se de neoplasias associadas à exposição de animais pouco pigmentados à luz ultravioleta; seu aparecimento é mais frequente em regiões de grande altitude ou forte incidência solar. ❖ Laringe E traqueia: • Anomalias Do desenvolvimento: ❖ Epiglote Hipoplásica, aprisionamento da epiglote e deslocamento dorsal do palato mole. • Síndromes das vias aéreas dos Braquicefálico; ▪ Problemas que reduzem o desempenho atlético de equinos ▪ A hipoplasia de epiglote também acomete suínos ▪ Esses Distúrbios causam obstrução das vias aéreas, intolerância ao exercício, ruído respiratório e tosse. ❖ Agenesia e Hipoplasia da traqueia: • A Hipoplasia ocorre em cães da raça Bulldog inglês e Boston Terrier ▪ O lúmen traqueal está diminuído em toda a extensão do órgão. ❖ Colapso e estenose da traqueia: Consiste no achatamento dorsoventral da traqueia com dilatação concomitante da membrana traqueal dorsal, que pode prolapsar ventralmente para o lúmen. ❖ Distúrbios Circulatórios: • Hemorragias: ▪ Normalmente ocorrem em forma de petéquias na mucosa. ▪ Anormalidades com em sepse, inflamação e coagulopatias. EX: salmonelose, peste suína clássica ▪ Dispneia e asfixia Ante mortem também podem causar congestão, equimose e petéquias na mucosa. ❖ Edema da Laringe: ▪ Comum na inflamação aguda. ▪ Macroscopicamente a mucosa fica espessada e tumefeita, frequentemente faz protusão dorsalmente da epiglote e tem aparência gelatinosa ▪ Afeta todas as espécies e pode resultar em asfixia. ❖ Distúrbios Inflamatórios: • Faringite, Laringite e Traqueíte: ▪ Podem obstruir o fluxo de ar e ocasionar pneumonia por aspiração ▪ Faringite normalmente ocorre por extensão do trato respiratório e digestório superior. ▪ Em geral, a faringe á afetada por doenças infecciosas dos tratos respiratório e gastrintestinal superiores, enquanto a traqueia pode ser envolvida por extensão a partir dos pulmões e da laringe. ▪ Traqueíte por extensão de laringite e inflamações nos pulmões. ▪ Parasitas e outros agentes patógenos também podem causar inflamações, que podem ser classificadas de acordo com o exsudato, assim como nas rinites. • Traqueíte: • Laringite: ❖ Laringe e Traqueia: • Neoplasias: As neoplasias mais comuns são: ▪ Papilomas ▪ Condromas ▪ Osteocondromas ▪ CCE ▪ Mastocitoma ▪ Linfossarcoma Intratraqueal em gatos ▪ Rabdomiomas em cães. (antigamente conhecidos como oncocitoma Laríngeo) ❖ Distúrbios Pulmonares: • Pulmões- Microscopia: ❖ Divisão Anatômica: Qual a importância de se saber essas diferenças? ▪ Quanto mais tecido conjuntivo, menos ventilação colateral; ▪ Quanto mais bem definido os lobos e principalmente os lóbulos, indica que há mais tecido conjuntivo presente naquele pulmão. ▪ Quanto mais pobre a ventilação colateral, mais favorável a ocorrência de enfisema intersticial; ❖ Anomalias Congênitas: São raras em todas as espécies, sendo mais comum em bovinos e Ovinos. ▪ Pulmões acessórios (massas lobulares distintas de tecido pulmonar incompletamente diferenciado); ▪ Agenesia Pulmonar; ▪ Hipoplasia Pulmonar ▪ Lobulação Anormal ▪ Enfisema Congênitos ▪ Hamartoma Pulmonar ▪ Bronquioectasia congênita ▪ Melanose Congênita • Hamartoma Pulmonar É uma neoformação com elementos epiteliais e mesenquimais de fcrescimento lento e benigno. Normalmente possui forma nodular e tecido cartilaginoso abundante. Na imagem está descrito como aspecto de pipoca. • Melanose Congênita: Observam-se áreas de descoloração (pigmento de melanina) da superfície pleural. Essa pigmentação estende-se para os pulmões e constitui um achado incidental sem qualquer importância clínica ou patológica. É mais comum em raças “black-face” (“cara preta”) de animais, especialmente ovelhas. ❖ Distúrbios Metabólicos: • Calcificação pulmonar ( Calcinose): ▪ Ocorre em Hipercalcemia, podendo estar associada a Hipervitaminose D ou ingestão de plantas tóxicas hipercalcêmicas; ▪ Uremia e Hiperadrenocorticismo em cães; ▪ Necrose pulmonar na maioria das espécies; ▪ Sem muita importância clínica. ▪ Os pulmões calcificados não colapsam quando a cavidade torácica é aberta, e apresentam uma textura “arenosa” ▪ Microscopicamente - as lesões variam da calcificaçãodas membranas basais alveolares à ossificação heterotópica dos pulmões. ❖ Distúrbios Circulatórios Pulmonar: • Edema Pulmonar: Nos pulmões normais, o líquido do espaço vascular passa lenta e continuamente para o tecido intersticial, onde é rapidamente drenado pelos vasos linfáticos pulmonares e pleurais. A limpeza do fluido alveolar através do epitélio alveolar é também um importante mecanismo de remoção de fluido do pulmão. O edema se desenvolve quando a taxa de transudação de fluido dos vasos pulmonares para o interstício ou os alvéolos é superior à da remoção linfática e alveolar. O edema pode ser Fisiologicamente classificado como: ▪ Ocorre quando a deposição de líquido no interstício pulmonar é maior que a capacidade de drenagem do sistema linfático. Pode ser fisiologicamente classificada em: ▪ Cardiogênico (hidrostático e hemodinâmico) ▪ Não cardiogênico (de permeabilidade) ▪ Neurogênico ▪ Macroscopicamente o pulmão encontra-se liso e brilhante, com espuma fluindo de seu parênquima e até traqueia. • Edema Pulmonar: Por que ocorre tanta metástase no pulmão? Por conta da posição e vascularização na circulação, os pulmões acabam servindo como um filtro, aprisionando êmbolos antes que alcancem outros órgãos, em especial o encéfalo. • Durante a inflamação pulmonar, as citocinas liberadas são quimiotáticas para células tumorais. ❖ Bronquite: bronquite se refere à inflamação dos grandes brônquios. Contudo, a distinção clara entre um processo inflamatório puramente brônquico e uma broncopneumonia é difícil. Bronquites podem ser do tipo catarral, mucopurulento, purulento, fibrinopurulento ou fibrinoso. A bronquite pode ser aguda ou crônica, na crônica normalmente acontece a hiperplasia da célula caliciforme, que leva a um aumento da produção de muco, e com isso aumenta a expectoração, que causa a bronquite obstrutiva crônica levando a uma metaplasia escamosa. A bronquite pode ter várias consequências dentre elas podemos destacar as Bronquiectasia, broncopneumonia e broncoestenose. • Bronquiectasia: É a dilatação patológica do lúmen brônquico PERMANENTE com RUPTURA PARCIAL das paredes brônquicas. Ocorre como consequência de uma obstrução ou bronquite crônica. A ruptura se deve a degradação da musculatura lisa e cartilagem, por enzimas proteolítas, liberadas por fagócitos durante a inflamação. Anatomicamente a bronquiectasia pode se apresentar de duas formas: sacular ou cilíndrica ▪ Bronquiectasia sacular- é pouco frequente e caracteriza-se por dilatação de uma pequena porção da parede brônquica ou bronquiolar, resultando em uma formação saculiforme. Geralmente, resulta de inflamação associada à necrose da parede brônquica. ▪ A bronquiectasia cilíndrica, que é a forma mais comum, atinge o brônquio de maneira parcial ou total, resultando em dilatação uniforme de um segmento brônquico e, consequentemente, em um aspecto cilíndrico. Geralmente é consequência de uma broncopneumonia. ▪ Macroscopicamente, a bronquiectasia se manifesta com a presença de nódulos proeminentes nos pulmões (bocelados ou eminências arredondadas) resultantes da distensão dos brônquios com exsudato, o que, por sua vez, resulta em uma atelectasia obstrutiva concomitante do parênquima circujacente. • Bronquiolite: bronquiolite ocorre como extensão de outros processos, em particular de broncopneumonias. As consequências da bronquiolite são mais graves do que aquelas secundárias à inflamação dos grandes brônquios. Frequentemente, ocorre extensão para o parênquima pulmonar, podendo evoluir para broncopneumonia, atelectasia ou enfisema. ▪ O revestimento epitelial bronquiolar é extremamente susceptível a vírus e alérgenos; ▪ Em lesões graves pode haver formação de bronqueolite obliterante ▪ Em lesões crônicas pode haver metaplasia de células caliciforme ▪ Bronquiolite Obliterante: Inflamação crônica na parede bronquiolar resulta na formação de uma massa nodular (centro) de tecido de granulação firmemente aderido à parede das vias aéreas, projetando-se para o lúmen bronquiolar e revestido pelo epitélio brônquico. ▪ Metaplasia de células caliciforme: ❖ Pneumonias: • Classificação Das Pneumonias: • Quanto ao curso: ▪ Pneumonia superaguda ▪ Pneumonia Aguda ▪ Pneumonia Subaguda ▪ Pneumonia Crônica • Local de Início do processo: ▪ Broncopneumonia ▪ Pneumonia Lobar - ▪ Pneumonia Intersticial (pneumonite) - afeta os septos, sua principal via de contaminação é a hematogênica o seu curso geral é crônico. Macroscopicamente se caracteriza por áreas de consolidação difusa por todo o pulmão, principalmente nas porções dorsocaudais. • Distribuição das Lesões : ▪ Pneumonia Focal ▪ Pneumonia Cranioventral ▪ Pneumonia difusa ▪ Pneumonia Lobar • Quanto a textura, distribuição, aparência e exsudação: ▪ Broncopneumonia ▪ Pneumonia intesticial ▪ Pneumonia Embólica ▪ Pneumonia Granulomatosa • Broncopneumonia: Refere-se a um determinado tipo morfológico de pneumonia em que a agressão e o processo inflamatório ocorrem basicamente nos lúmens brônquico, bronquiolar e alveolar. É o tipo mais comum de pneumonia observado em animais domésticos e, com poucas exceções, caracteriza- se macroscopicamente pela consolidação cranioventral dos pulmões. ▪ são causadas, geralmente, por bactérias e micoplasmas, por broncoaspiração de alimento ou conteúdo gástrico, ou por intubação inadequada. ▪ os patógenos causadores das broncopneumonias chegam aos pulmões por meio do ar inspirado (via aerógena), seja a partir de aerossóis infectados, seja a partir da microbiota nasal. ▪ Texturas dos pulmões : Normal (centro da bochecha); Firme (ponta do nariz); Dura (testa) • Diagrama Esquemático dos padrões de pneumonia e Lesões pulmonares: • Alterações Proliferativas: ▪ Atualmente 10 tipos morfologicamente distintos de neoplasias epiteliais malignas do pulmão são reconhecidas pela OMS: ▪ Carcinomas bronquíolos pulmonar ▪ Carcinomas de células escamosas CCE ▪ Adenocarcinomas (papilíferos ,Acinar, sólido ou misto) ▪ Carcinoma Bronquioloalveolar ▪ Carcinoma adenoescamoso ▪ Carcinoma de células pequeas ▪ Carcinoma de células grandes ▪ Tumor neuroendócrino ▪ Blastoma pulonar ▪ Carcinoma combinado. ▪ Além dessas, raramente ocorrem neoplasias epiteliais benignas, como papilomas e adenomas bronquiais: ▪ Neoplasias Primárias Mesenquimais: ▪ Condroma ▪ Condrossarcoma ▪ Fibroma ▪ Fibrossarcoma ▪ Hemangiossarcoma ▪ Metástase de qualquer tumor. Sistema Cardiovascular Generalidades É um órgão muscular que se contrai ritmicamente, impulsionando o sangue de modo contínuo para o sistema vascular sanguíneo. Nos mamíferos é constituído por: ▪ Quatro câmeras – Átrio Direito, átrio esquerdo, Ventrículo direito e Ventrículo Esquerdo. ▪ Quatro válvulas- Atrioventricular Mitral (Bicúspide), Atrioventricular Tricúspide, Semilunares aórtica e semilunares pulmonar. ▪ Três túnicas- Endocárdio (Interna), Miocárdio (Média) e Pericardio (Externa) O coração se localiza no interior da cavidade torácica, na região do mediastino. Um coração saudável se apresenta de forma cônica, a espessura da parede vascular do ventrículo esquerdo, é três vezes maior que a do direito (exceto em recém-nascido- são iguais). Durante exame necrótico, deve-se observar se o coração tem: ▪ Consistência firme muscular ▪ Superfícies externas e internas lisas e brilhantes ▪ Parede vascular do ventrículo esquerdo é cerca de três vezes maior que o direito. Avalia-se também as válvulas, elas devem:▪ Ser lisas e transparentes ▪ Movimentar-se facilmente ao passar o jato d’água por elas ▪ Cuidado com particularidades que podem parecer alterações. Disfunção Cardiovascular: → Disfunção: Insuficiência Cardíaca • Falha do bombeamento ou Falha da bomba: Baixa contratilidade e esvaziamento das câmaras, falha no preenchimento das câmaras. • Obstrução ao fluxo sanguíneo contínuo: Estenose valvar, estreitamento vascular, hipertensão sistêmica e pulmonar. • Fluxo sanguíneo regurgitante: Sobrecarga volêmica da câmara anterior à valva afetada. • Fluxos sanguíneos desviados por defeitos congênitos: Defeitos septais cardíacos, desvios entre os vasos sanguíneos. • Ruptura do coração ou de um vaso importante/vaso maior: Tamponamento cardíaco, hemorragia interna severa. • Distúrbios de condução cardíacos (arritmias): Falha da contração cardíaca sincronizada. → Débito Cardíaco: é a forma de calcular o fluxo sanguíneo (litros por minuto) impulsionado pelo coração a cada batimento. Ele permite descobrir qual é a condição e o desempenho cardíaco de cada paciente. ▪ Mecanismos para a manutenção do débito cardíaco: • Dilatação cardíaca • Hipertrofia do miocárdio/ aumento da frequência cardíaca. • Aumento da resistência Periférica. • Aumento da volemia. • Redistribuição do fluxo sanguíneo aos órgãos com prioridade metabólica. A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica progressiva na qual o bombeamento deficiente diminui a ejeção ventricular e impede o retorno venoso. O coração falha tanto por diminuição do bombeamento cardíaco para a aorta e/ou artéria pulmonar a fim de manter a pressão arterial (insuficiência cardíaca de baixo débito) quanto por incapacidade de V ã o a lt e ra r o d é b it o c a rd ía c o G e ra lm e n t e S e c u n d á ri a à u m a s o b re c a rg a N ã o t e m fo rç a p a ra b o m b e a r o s a n g u e esvaziar adequadamente os reservatórios venosos (insuficiência cardíaca congestiva) Insuficiência cardíaca congestiva- pode ser do lado direito, esquerdo ou bilateral, e pode ocorrer após dilatação e/ou hipertrofia cardíaca. ▪ Insuficiência cardíaca congestiva do lado direito- associada a sinais de congestão na circulação sistêmica (isto é, ascite e edema periférico. ▪ Insuficiência cardíaca congestiva do lado esquerdo- causa sinais de congestão na circulação pulmonar (isto é, edema pulmonar e dispneia). ▪ Insuficiência cardíaca Congestiva Bilateral- Em pequenos animais, a efusão pleural está usualmente associada. Dilatação Cardíaca: Pode ocorrer em estado fisiológico (aumentando a força contrátil) ou em estado patológico (diminuição da força contrátil). A Ocorrência patológica se deve, usualmente, a insuficiência das válvulas semilunares e atrioventriculares. Macroscopicamente encontra-se um coração flácido, globoso, com paredes finas, músculos papilares achatados e diâmetro longitudinal menor ou igual ao transversal. OBS: Existe algumas raças de cães que já é esperado que seu coração seja globoso. Por exemplo o Buldogue, Shih-tzu. Hipertrofia Cardíaca: Aumento de tamanho da fibra muscular sem o aumento do número de fibras, pode ser: Concêntrica e Excêntrica. • Concêntrica: • Macroscopicamente há aumento da espessura da parede ventricular e diminuição da câmara. • Causas: estenose valvular, doenças pulmonares que conferem resistência ao fluxo sanguíneo, persistência do ducto arterioso e tamponamento cardíaco. Hipertrofia cardíaca (tecido fixado). Note que as paredes ventricular direita e esquerda (VE) possuem aproximadamente a mesma espessura, indicando que há hipertrofia ventricular direita. • Excêntrica: • Macroscopicamente- há aumento das câmaras e as paredes podem estar normais ou pouco mais finas. • Causas- Insuficiência das válvulas semilunares ou atrioventriculares e defeito septal. Cardiopatia hipertensiva. Corte transversal de coração com acentuada hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo, em paciente com hipertensão arterial sistémica. A cavidade ventricular esquerda é virtual. ASPECTOS MORFOLÓGICOS. Na fase compensada, há hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo e redução de sua cavidade → Hipertrofias do Miocárdio: Sístole- É a fase de contração do coração, onde o sangue é bombeado para os vasos sanguíneos. Diástole- É a fase de relaxamento, fazendo com que o sangue entre no coração. • Hipertrofia compensatória Pós-infarto- Quando ocorre um infarto local o tecido cardíaco vai ser substituído por tecido fibroso ( não é contrátil) e o restante do coração vai ficar hipertrófico afim de dar conta do bombeamento sanguíneo compensando a falta daquela parte do tecido. • Hipertrofia Microscopicamente- Insuficiência Cardíaca: É uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração de atuar adequadamente como bomba, ou seja, a incapacidade do organismo manter o débito cardíaco pode ocorrer quando o coração não consegue bombear sangue (sistólica) ou encher-se de sangue (diastólica) adequadamente. Os distúrbios cardíacos que dão origem à insuficiência cardíaca podem afetar todo o coração ou apenas uma área. Em muitos casos, é causada por uma combinação de fatores. Alterações que podem levar a insuficiência cardíaca: • Que promovam aumento da pressão em um ou ambos os ventrículos. • Que promovam aumento de volume em um ou ambos os ventrículos. • Que deprimam ou alterem a contratilidade normal das fibras miocárdicas ou levem a perda da musculatura cardíaca. Respostas á insuficiência cardíaca: Intrínsecas e sistêmicas • Respostas Intrínsecas: ▪ Dilatação cardíaca ▪ Hipertrofia Cardíaca • Respostas Sistêmicas: ▪ Aumento dos batimentos cardíacos ▪ Vasoconstrição ▪ Aumento da resistência periférica – evitando que o sangue fique preso ▪ Aumento da volemia ▪ Redistribuição do fluxo sanguíneo. Resposta Sistêmica a Insuficiência Cardiaca: Hipóxia Renal -> Liberação de Renina -> Liberação de aldosterona -> retenção de água e sódio -> Aumento de volume plasmático -> Edema. Hipóxia -> aumento da eritropoiese (liberando eritropoietina-liberada pelos rins) -> Policitemia -> Aumento da viscosidade Sanguínea. ▪ Gigantismo ▪ Nanismo ▪ Condrodistrofia Fetal ▪ Osteocondrose • Ocorre em consequência da produção excessiva de GH pelas células somatotróficas da adeno-hipófise (hiperpituitarismo), quando há tumor funcional da hipófise. • É uma condição muito rara nos animais domésticos, tendo maior ocorrência de gigantismo em animais marinhos. • O excesso do hormônio de crescimento nos animais jovens estimula o crescimento endocondral, intramembranoso e aposicional, resultando no gigantismo. Acromegalia- é uma doença crônica provocada por excesso de produção do hormônio do crescimento (GH) na vida adulta, fase em que as cartilagens de crescimento já estão fechadas (após o desaparecimento das placas epifisárias e suturas) resulta em aumento de volume das extremidades do esqueleto (nariz, mandíbula, mãos e pés). Também associado a tumores na hipófise. ( https://www.scielo.br/j/abem/a/wZRF7zSJmd9W8tr3kZ9wSKB/?lang=pt ) • Ocorre em consequência da Baixa produção de GH. • O nanismo e a acromicria podem ocorrer como decorrência do hipopituitarismo e do hipotireoidismo. Acontece quando a deficiência hormonal se dá antes de cessar o crescimento. • O nanismo primordial, no qual os membros são proporcionais ao comprimento do corpo, não é classificado como uma condrodisplasia e pode ocorrer secundariamente à endocrinopatia subjacente(nanismo pituitário) ou https://www.scielo.br/j/abem/a/wZRF7zSJmd9W8tr3kZ9wSKB/?lang=pt desnutrição, mas também pode ser determinada geneticamente. • Nanismo Pituitário pode ocorrer em casos que a hipófise e outros órgãos endócrinos apresentam-se macro e microscopicamente normais, e apesar do GH ser produzido e secretado normalmente, há perda de responsividade (resposta adequanda) dos órgãos-alvo ao GH. • O anão pituitário ou hipotireóideo é muito pequeno, o pelo de filhote persiste, as orelhas não se levantam e não há desenvolvimento das gônadas. Além disso, a falta do GH e de hormônios tireoidianos faz com que quase não haja atividade osteoblástica nas superfícies ósseas, o que resulta em osteoporose. • No hipopituitarismo e no hipotireoidismo, há parada dos crescimentos endocondral, intramembranoso e aposicional. Sendo assim, os anões hipotireoidianos e hipopituitários são proporcionais e indistintos. Acromicria- ocorre quando há pouca produção de GH e/ou de hormônio tireoidiano durante a fase adulta, ou seja, após cessar o crescimento. Não há relato de acromicria nos animais domésticos. Nanismo condrodistrófico- Também conhecido como acondroplasia ou condrodistrofia fetal, é uma alteração congênita do crescimento endocondral, com maturação anormal das células cartilaginosas. É um anão desproporcional, • Também conhecida como acondroplasia ou nanismo condrodistrófico. Ocorre devido alteração congênita do crescimento endocondral, com maturação anormal das células cartilaginosas. • Gera o Anão desproporcional devido os ossos que crescem pelas suturas apresentam crescimento normal. Sendo assim, ossos dos membros, costelas, vértebras e ossos da base do crânio são menores, e os ossos chatos do crânio crescem normalmente. • Nos animais, a etiopatogenia está associada a defeitos nos genes que controlam a condrogênese. Mas também pode ser fisiológica à depender das características da raça ou por distúrbios. • Em animais recém-nascido normal, o disco intervertebral é composto de anel fibroso e núcleo pulposo, constituído por tecido mesenquinal gelatinoso • Em Animais Adultos, o núcleo pulposo sofre metamorfose fibrosa gradual até que seja totalmente substituído por tecido conjuntivo fibroso. Normal • É a Alteração do crescimento endocondral, com falha de crescimento na diferenciação das células das cartilagens de crescimento (cartilagem articular e placa epifisária), que dificulta a penetração vascular e consequentemente leva necrose e fissuras entre a cartilagem articular e o osso subcondral (osteocondrose dissecante) e/ou entre a placa epifisária e a metáfise (epifisiólise) • Se manifesta após o nascimento ou durante o crescimento. • Na osteocondrose dissecante, fragmentos de cartilagem podem ser encontrados no espaço intra-articular. Além Calcificação de disco intervertebra disso, há retenção de massas de cartilagem necróticas e não erodidas por vasos na epífise e/ou metáfise • Essas alterações resultam em dor, instabilidade articular e artrose. • Em mamíferos e aves, a osteocondrose está correlacionada com a velocidade de crescimento e com a super- alimentação. • Animais que recebem dieta de alta densidade, representada por elevados níveis de proteína, energia, cálcio, fósforo, vitamina D e outros nutrientes, exibem alterações do crescimento endocondral em razão do crescimento mais rápido. • Fatores genéticos, hipotireoidismo, excesso de vitamina D e de zinco, deficiência de cobre, hipercalcitoninismo, fluorose e micotoxinas, entre outros, são apontados como causas da osteocondrose. • Os termos osteocondrite e epifisite não são adequados para denominar osteocondrose, uma vez que a doença não é primariamente inflamatória. ▪ Osteoporose ▪ Raquitismo ▪ Osteomalácia ▪ Osteonecrose ▪ Osteomegalia ▪ Osteopetrose ▪ Osteodistrofia Fibrosa ▪ Osteoesclerose Osteopenia • Quando há redução da massa óssea, mas sem doença clínica (fraturas), o termo osteopenia é mais apropriado; entretanto, assim que as fraturas ocorrem, a doença é chamada de osteoporose. • É a Redução da quantidade de tecido ósseo, condição de perda gradual de massa óssea, comprometendo a resistência dos ossos. • As doenças metabólicas do tecido ósseo caracterizadas por osteopenia compreendem osteoporose, raquitismo ou osteomalacia, osteodistrofia fibrosa e osteonecrose, ou seja, são consideradas doenças osteopênicas. • Essas doenças são generalizadas e advêm de falhas na aposição ou reabsorção ou mineralizações ósseas de origem nutricional, endócrina e/ou tóxica. Pode haver coexistência de mais de uma doença óssea. • A deficiência de cálcio, provoca raquitismo/osteomalacia e osteodistrofia fibrosa generalizada. • É uma doença metabólica generalizada, caracterizada por menor aposição óssea, decorrente de insuficiência ou inatividade osteoblástica. O osso sofre fraturas secundariamente a uma redução na densidade ou massa óssea • É desencadeada por qualquer fator que cause interferência na atividade do osteoblasto, e, subsequentemente, na síntese da matriz orgânica. • Cadelas castradas não chegam a apresentar osteoporose clínica. Cadelas adultas castradas podem apresentar menor velocidade de reparo de fraturas traumáticas. • As espécies animais, com exceção das aves, diminuem a atividade gonadal com a idade, mas nunca cessam a síntese de hormônios sexuais. Em ratos, suínos e primatas, a castração pode acarretar osteoporose. • A deficiência de vitamina C pode causar osteoporose nas espécies que não a sintetizam, como humanos, primatas e cobaias. • A osteoporose pode ser causada por deficiência proteica, tanto primária ou dietética quanto secundária a distúrbios gastrintestinais, como no parasitismo intestinal, má absorção e enterite crônica. Além disso, a deficiência proteica também pode resultar em hipotireoidismo, o que contribui para agravar o quadro, já que a deficiência dos hormônios tireoidianos também causa osteoporose. • A inatividade física (desuso ou imobilização) também é uma causa importante de osteoporose. • As alterações macroscópicas e radiológicas da osteoporose dependem do grau da doença. Pode haver fragilidade óssea seguida de fraturas patológicas, redução da espessura da cortical de ossos longos e vértebras e alargamento do canal medular. • Radiologicamente, há redução da quantidade de osso, mas o pouco osso presente apresenta radiopacidade normal já que não há comprometimento da mineralização óssea. • À microscopia, a osteoporose caracteriza-se por trabéculas finas, fragmentadas e escassas, corticais adelgaçadas e, às vezes, descontínuas e hipotrofia e hipoplasia osteoblástica. O periósteo também se apresenta delgado e hipocelularizado. • Doença metabólica generalizada caracterizada por menor mineralização da matriz óssea. Afetando o tecido ósseo e as cartilagens de crescimento. • O raquitismo ocorre em animais jovens, antes de cessar/terminar o crescimento. • O raquitismo e a osteomalacia estão relacionadas com qualquer fator que reduza o produto Ca++ × HPO4–– ( cálcio e Fosfato). A deficiência de cálcio e/ou fósforo pode baixar o produto a ponto de não possibilitar a mineralização do osteoide. A deficiência de cálcio ou fósforo pode ser primária − deficiência dietética − ou secundária − deficiência de vitamina D na dieta. • No raquitismo, há aumento de volume das epífises ósseas e das junções costocondrais, com acúmulo de cartilagem não erodida e osteoide (rosário raquítico); placa epifisária irregular, comretardo e alteração do crescimento endocondral caracterizada por invasão irregular dos vasos nas cartilagens de crescimento, resultando em arqueamento e redução do comprimento dos ossos; e resistência óssea diminuída, com fraturas espontâneas e perda de radiopacidade. Ostemalacia- ocorre em animais adultos após a cessação do crescimento. Diferentemente do raquitismo, não há alterações do crescimento endocondral, pois, no momento da deficiência mineral, já houve o desaparecimento da placa epifisária. Ocorrem também acúmulo de osteoide nas superfícies de aposição (bandas de osteoide), resistência óssea diminuída, com fraturas espontâneas, e redução da radiopacidade. • É uma doença generalizada caracterizada pela morte do osteócito e subsequente desintegração da matriz óssea • Pode ser provocada pelo excesso de hormônios esteroides (como os corticosteroides, sexoesteroides e vitamina D), excesso de flúor (fluorose) e excesso de cobre. • Sua patogenia pode ser bifásica, se inicia com osteopetrose e termina com osteonecrose (morte dos osteócitos). • Alterações macroscópicas podem não ser observadas a menos que haja fratura patológica. As alterações observados são quase sempre microscópicas, de modo que podem ser encontrados lacunas de osteócitos vazios, esintegração da matriz, osteoclasia, perda óssea e reparo por tecido conjuntivo fibroso. • Ao exame radiológico, Quando há intensa desintegração da matriz óssea, podem suceder fraturas e áreas radioluzentes. • A osteopetrose é a única doença metabólica determinada por osteomegalia. • É uma doença caracterizada por osteomegalia, que indica muito tecido ósseo por unidade de volume do osso como órgão. • É conhecida também como osteoesclerose e pode ser definida como doença metabólica generalizada causada por menor reabsorção óssea ou maior aposição óssea. • A osteopetrose por maior aposição óssea se dá na recuperação do raquitismo ou do hiperparatireoidismo, em que o osteoide formado em quantidades excessivas torna-se mineralizado, o que resulta em osteopetrose transitória. • Excesso de hormônios sexuais também pode acarretar osteopetrose por aumento da taxa de aposição. • Osteopetrose por menor reabsorção é causada por hipercalcitoninismo, hipovitaminose A e excesso de corticosteroides, sexoesteroides, vitamina D, flúor, cobre, chumbo e zinco. • Alguns retrovírus também podem induzir osteopetrose nos animais, por aumento da proliferação osteoblástica (vírus da leucose aviária – ALV, avian leukose virus) ou redução na reabsorção óssea (vírus da leucemia felina – FeLV, feline leukemia virus). • À macroscopia, dependendo da gravidade das lesões, a osteopetrose pode ser caracterizada por aumento da resistência óssea, alargamento das corticais e redução do canal medular, com projeção de tecido ósseo para dentro do canal medular (enostose) • Na histologia da osteopetrose, o tecido ósseo apresenta trabéculas espessas e coalescentes às vezes com formação de ósteons em locais onde o tecido deveria ser do tipo trabecular. • Já o tecido ósseo osteônico apresenta estreitamento dos canais de Havers. • A osteopetrose por aumento da aposição óssea caracteriza-se por trabéculas revestidas por uma ou mais camadas de osteoblastos aumentados de volume. Há também focos de hiperplasia osteoblástica. • A maior parte dos tóxicos que causam osteopetrose pode, em doses maiores, matar o osteócito e causar osteonecrose ou a própria osteopetrose pode provocar osteonecrose, o que se dá pela grande quantidade de osso que se forma. Osteodistrofia fibrosa generalizada • Doença metabólica caracterizada por maior reabsorção óssea. Essa doença é manifestação do hiperparatireoidismo primário ou secundário (renal e nutricional) • Causa lesões esqueléticas que resultam do hiperparatireoidismo primário, hiperparatireoidismo secundário e pseudo-hiperparatireoidismo (também conhecido como hipercalcemia humoral da malignidade). Estes distúrbios são caracterizados por aumento e disseminação da reabsorção osteoclástica do osso e substituição por tecido fibro-ósseo primitivo, o que resulta em uma estrutura óssea enfraquecida. As sequelas incluem claudicação, fraturas patológicas e deformidades • Alteração rara nos animais, causada por tumor funcional das paratireoides (adenoma ou adenocarcinoma) • A doença esquelética é consequência de síntese descontrolada e excessiva de PTH (paratormônio), com consequente hiperparatireoidismo, o que aumenta a reabsorção óssea e resulta em uma perda óssea progressiva e irreversível. • Hiperparatireoidismo primário, há hipercalcemia e hipofosfatemia pela ação do PTH sobre o osso e os rins. • Hiperparatireoidismo secundário mais frequente é induzido por tentativa de reverter a hipocalcemia. Em decorrência da hipocalcemia, há secreção excessiva de PTH, que aumenta a reabsorção óssea. • As alterações ósseas no hiperparatireoidismo são decorrentes da reabsorção excessiva e não é possível, baseando-se somente nas alterações ósseas, determinar que tipo de hiperparatireoidismo está presente. • A doença inicia-se na maxila e na mandíbula no processo alveolar (osso alveolar), em seguida, atinge os outros ossos do crânio, costelas, vértebras e, por fim, os ossos longos. ▪ Osteíte ( periosteíte e Osteomielite) • Osteíte é a inflamação de um osso ou parte dele • Está confinada ao tecido conjuntivo vascular do osso (periósteo, tecido conjuntivo vascular intracortical, cavidade medular). • Conforme sua origem, pode ser classificada em periostite (periósteo) e osteomielite (cavidade medular) Periosteite- ocorre por extensão de processos inflamatórios de tecidos adjacentes (via de infecção = expansão). Lesão bastante frequente nos animais domésticos, muitas vezes súbita e aguda, podendo se tornar crônica. Pode ́ permanecer como alteração local, afetando apenas um determinado osso. • Osteítes não hematogênicas são aquelas secundárias às fraturas expostas, às poliartrites, às sinovites, ao corte de dentes em leitões e aos traumatismos que provocam deslocamento do periósteo. Osteomielite- É o nome que se dá à infecção no osso causada por bactérias, micobactérias ou fungos. • osteíte hematogênica que se inicia na medula óssea, é também comum nos animais, mas sua incidência real é subestimada, já que seus agentes, em geral, provocam septicemia e morte antes que a lesão óssea se torne evidente. • Princípio na medula óssea. • Os animais jovens são os mais afetados e exceções desse fato são as osteítes secundárias às micoses profundas e à infecção por Leishmania infantum (sinonímia Leishmania chagasi), em cães. • Uma das formas mais frequentes de osteomielite é a espondilite (osteíte vertebral), envolvendo um ou dois corpos vertebrais, que tende a ser supurada. As causas mais comuns desse processo são Trueperella (Arcano- bacterium) pyogenes, em bovinos, e Brucella spp., em suínos e cães ▪ Osteossarcoma • Tem origem no osteoblasto, célula-tronco mesenquimal ou até mesmo no osteócito. • Neoplasias malignas e metástese. • Comumente afeta ossos longos ( ex: úmero proximal,rádio distal, ulna, fêmur), mas pode acometer locais como costelas, vértebras, ossos da cabeça e várias outras partes do esqueleto. • São neoplasias comuns em cães e gatos. • Tipicamente ocorrem em cães adultos de raças grandes e gigantes, e surgem mais comumente nas metáfises. Mas também pode acometer raças pequenas. • De crescimento rápido, invasivo, agressivo e doloroso. • Causa Dor, edema local e claudicação. • A metástase também pode ser disseminada, envolvendo tecidos moles, assim como outros ossos.• Podem ser classificados como simples, composto ou pleomorfo. • Simples- (osso formado em uma matriz colagenosa). • Compostos- (tanto osso como cartilagem estão presentes) • Pleomórficos- (anaplásicos, com somente algumas ilhas de osteoide presentes). • Para confirmação precisa de Histopatologico. • Metástases que se disseminam do osteossarcoma causam metástase pulmonar. • Outra forma incomum de osteossarcoma é o tipo de células gigantes, o qual se assemelha ao osteossarcoma osteoblástico não produtivo, exceto por áreas nas quais as células tumorais gigantes predominam. Por isso é importante diferenciá-lo mesmo sendo uma neoplasia rara. ▪ Artrite degenerativa ▪ Osteoartrite degenerativa ▪ Artrose ▪ Osteoartrose ▪ Artropatia • São alterações comuns não inflamatórias que afetam principalmente as articulações dos membros, caracterizado pela degeneração progressiva. • É um processo que afeta primordialmente a cartilagem articular, embora existam evidências de que alterações vasculares ou do colágeno do osso subcondral possam ter importância primária. • As alterações degenerativas da cartilagem se dão com a idade (idosos) e são consideradas fenômenos normais, devido a diminuição da plasticidade tecidual e das lesões repetitivas durante a vida. Porém, se ocorre prematuramente (filhotes e jovens), com progresso rápido e doloroso é um fenômeno patológico. • Em geral, o envelhecimento das cartilagens ocorre paralelamente ao envelhecimento geral do organismo e progride de maneira lenta o suficiente para possibilitar certas adaptações e não provocar doença. • As causas são pouco conhecidas, acredita-se ser por fatores predisponentes que desencadeiam a degeneração fisiológica traumas repetidos, estresses não fisiológicos e deficiência de nutrição da cartilagem. • Nas artroses primárias, a cartilagem apresenta alterações metabólicas, que, apesar de serem generalizadas, manifestam-se em determinadas articulações, por suas características mecânicas particulares • Nas artroses secundárias são consequências de doenças articulares antecedentes. Em ambas, primárias ou secundárias, a extensão e a distribuição das lesões macroscópicas são variáveis; entretanto, as grandes articulações dos membros, sujeitas ao maior desgaste de uso e maior amplitude de movimentos, são as primeiras e mais gravemente afetadas. • Após a articulação sofrer amolecimento e fibrilação a cartilagem apresenta soluções de continuidade em forma de fendas lineares (no sentido em que a articulação se movimenta), erosões e ulcerações. ▪ Artrite – Serofibrinosa, purulenta ▪ Sinovite ▪ Artrite ▪ Tendovaginites • A artrite pode ocorrer em qualquer idade. • Artrite é a inflamação das estruturas intra-articulares, • A artrite pode ser dividida em : infecciosa ou não infecciosa de origem local e unilateral. • sinovite É Quando os microrganismos penetram na articulação • Toda artrite é, primariamente, uma sinovite, que se expande para as outras estruturas articulares, bainhas e tendões. • Pânus- fímbria de tecido de granulação. cresce, expande-se e tende a se aderir à superfície da cartilagem articular. Inicia-se também como sinovite, mas a inflamação progride mais rapidamente e é mais grave do que a serofibrinosa. O exsudato contém grande número de neutrófilos e, nos estádios iniciais, o fluido sinovial é fino e turvo. Com a progressão do processo, a membrana sinovial é ulcerada e o exsudato se transforma em pus. A cartilagem articular sofre degeneração e necrose, por que o pus impede a nutrição normal da cartilagem e a torna suscetível às toxinas contidas no exsudato. Por fendas e erosões da cartilagem, o exsudato alcança o osso subcondral e disseca a cartilagem da epífise, sobrevindo osteomielite. O processo supurativo se expande para a cápsula e tecidos periarticulares, provocando fleimão e tendovaginite (inflamação das bainhas fibrosas dos tendões). O fleimão pode fistular para Pode ocorrer juntas a pele. Os agentes infecciosos mais frequentes nas artrites dos animais domésticos: Streptococcus, Staphylococcus, Escherichia coli, Mycoplasma, salmonella, Retrovirus entre outros. Fleimão- é uma inflamação difusa do tecido celular com acúmulo de pus podendo forma abcessos. • Dividem-se em erosivas e não erosivas; • Artrites Erosivas- Artrite reumatoide, poliartrite dos cães galgos e poliartrite progressiva crônica dos gatos. Caracterizam-se basicamente por sinovite proliferativa e destruição tecidual. • Artrites não erosivas- artrites associadas ao lúpus eritematoso sistêmico e às enteropatias crônicas dos cães. Caracterizam-se por processo serofibrinoso, sem proliferação da membrana sinovial e formação de pânus. Estão associadas à deposição de complexo antígenoanticorpo na membrana sinovial. ▪ Hiperplasia Muscular (musculatura dupla)- bovinos ▪ Estenose Muscular – • Distúrbios genéticos induzem o defeito do desenvolvimento muscular em animais de produção. • Predispõe a distocia. • É uma hiperplasia pois ocorre uma elevação no número de fibras no músculo afetado. • as alterações são mais pronunciadas em coxas, garupa, lombo e paletas. • Alguma hiperplasia pode ser encontrada em animais heterozigotos para a condição • O defeito genético específico dessa condição foi encontrado no gene da miostatina, entretanto outros genes podem estar afetados, visto que a doença manifestada em certas raças é mais acentuada que a manifestada em outras • Condição semelhante de hiperplasia dos músculos pélvicos e torácicos acontece em ovinos e é referida como fenótipo ovino calipígico. A doença é vista apenas em machos heterozigotos e decorre da mutação no cromossomo 18. • É uma doença caracterizada por demasiada gordura depositada nos músculos (por substituição de fibras musculares lesadas por gordura) • Os adipócitos que infiltram o músculo são derivados das células mesenquimais intramusculares. A infiltração por gordura pode ser acompanhada por vários graus de fibrose. • A esteatose do músculo é mais bem considerada como reação de músculo danificado ou desnervado, em vez de verdadeiro defeito do desenvolvimento muscular. • A síndrome conhecida como esteatose muscular em animais de produção não é tipicamente associada à fibrose. • Aparece em animais clinicamente normais e quase sempre é apenas um problema de inspeção de carnes. • Às vezes, a esteatose afeta diversos músculos de um membro, no entanto, com mais frequência, ela afeta apenas um ou muitos músculos de uma mesma região. Raramente afeta toda a extensão de um músculo e a linha divisória entre o músculo normal e a esteatose não é bem definida. ▪ Congestão ▪ Hemorragia ▪ Isquemia “síndrome do comportamento” • Congestão- passiva dos músculos esqueléticos pode se dar pela estase localizada ou generalizada. Exemplo disso é o que acontece em certos músculos de bovinos durante o timpanismo. A distensão do rúmen por gás empurra o sangue para as partes anteriores do cadáver. • Hemorragias- Hemorragias musculares ocorrem associadas às picadas de cobra do gênero Bothrops, às doenças infecciosas, como carbúnculo sintomático, púrpura hemorrágica e língua azul, e aos traumatismos • Isquemia (síndrome comportamento)- acontecem quando há oclusão de um vaso importante, pressão externa sobre um músculo, tumefação de músculo contido em um compartimento não expansível (“síndrome do compartimento”) e alteração degenerativa inflamatória na parede dos vasos intramusculares. Nesse fenômeno, o músculo aumenta de volume e é apertado entre estruturas inelásticas (que não cedem), como fáscias, cartilagens e ossos. Oaumento de volume inicial do músculo pode ser ocasionado por fenômenos inflamatórios ou degenerativos. À medida que o músculo aumenta de volume, ele fica “apertado” pelas estruturas inelásticas. O comprometimento da circulação resultante acarreta miodegeneração. Pode ocorrer por decúbito prolongado em cirurgias também. ▪ Necrose da fibra muscular ▪ Atrofia • Necrose da fibra muscular Normalmente ocorre de modo segmentar afetando um segmento da fibra, e pode levar a uma leve inflamação para retirada de tecido morto até a hialização de grandes áreas. Mais raramente, no entanto, em casos de lesão grave, quando há esmagamento do músculo ou isquemia de grandes áreas musculares, como acontece no tromboembolismo em gatos, podem ocorrer lesões que afetam toda a extensão da fibra. O segmento necrótico torna-se hialinizado (necrose hialina ou de Zenker), isto é, torna-se eosinofílico, amorfo e homogêneo (com perda das estriações). Nesse estádio, os mionúcleos já foram perdidos por necrose, porém as células satélites permanecem. • Atrofia- O termo atrofia é usado para designar tanto a redução do músculo como um todo como o diâmetro da miofibra. Nos estádios iniciais da atrofia, pode ser difícil ou impossível detectar a perda de massa muscular pela observação macroscópica e pode ser necessária a avaliação morfométrica da miofibra. Pode ocorrer por desnervação (fibras tipo 1 e 2), desuso (fibras tipo 2) doenças endócrinas (fibras tipo 2) , desnutrição (fibras tipo 2 e é semelhante à atrofia por desuso.) ou miopatia congênita. O tipo de fibra que está sofrendo atrofia varia dependendo da causa, portanto a tipificação de fibras é, com frequência, necessária para diagnóstico positivo. As fibras tipo 2 são as mais propensas a sofrer atrofia sob várias circunstâncias ▪ Miosites ( bacteriana, parasitária, viral e imunomediada) Lesão muscular só deve ser classificada como miosite quando as células inflamatórias são diretamente responsáveis por iniciar e manter a lesão e quando a inflamação é dirigida às miofibras, e não ao estroma. As miosites podem ser classificadas, pela sua duração, em aguda e crônica; pela extensão, em focal, multifocal, multifocal a coalescente, focalmente extensa ou difusa; pela sua gravidade, em leve, moderada ou acentuada; ou pelo tipo de exsudato. Quanto ao exsudato, as miosites podem ser classificadas como linfocíticas (também denominadas não supurativas); hemorrágicas ou necro- hemorrágicas; eosinofílicas; supurativas ou neutrofílicas; granulomatosas ou piogranulomatosas; e fibrosantes • Miosites bacterianas - não são comuns e podem causar miosites supurativas, fibrosantes, hemorrágicas e granulomatosas. As bactérias mais frequentemente envolvidas: Clostridium e Actinobacillus lignieresii Bactérias piogênicas introduzidas no músculo costumam causar necrose de miofibra e supuração. Ganham acesso ao músculo por feridas na pele e incluem Streptococcus zooepidemicus (equinos), Trueperella (Arcanobacterium) pyogenes (equinos e ovinos) e Cory-nebacterium pseudotuberculosis (caprinos, ovinos e equinos). Em gatos, Pasteurella multocida. • Miosites virais- Poucas miosites virais são reconhecidas em medicina veterinária. Ocasionalmente, os vírus da encefalomielite suína (Picornaviridae, Enterovirus), febre aftosa (Picornaviridae, Aphtovirus), língua azul, (Reoviridae, Orbivirus) e doença de Akabane (Bunyaviridae, vírus de Akabane) causam miosite linfocítica. No entanto, essa miosite, na maioria das vezes, não é significativa nem está entre as lesões principais dessas doenças. • Miosites parasitárias- Cisticercoses são lesões parasitárias do músculo, mas que induzem limitada reação inflamatória. Cisticerco é uma larva. (Cysticercus cellulosae) e bovinos (C. bovis), respectivamente. Esses cisticercos se alojam, de preferência, no coração e nos músculos esqueléticos, nos quais aparecem como pequenos cistos. • Miosites imunomediadas- Ocorrem primariamente em cães e mais raramente em gatos e equinos. Entre as condições imunomediadas com lesões musculares inflamatórias, são reconhecidas púrpura hemorrágica em equinos, condições que se seguem às infecções virais em equinos e gatos, miastenia gravis adquirida em cães e gatos e doenças que afetam exclusivamente cães: polimiosite, miosite mastigatória e miosite dos músculos extraoculares. A vasculite imunomediada que sucede em equinos e resulta em lesão muscular é conhecida como púrpura hemorrágica, que é classicamente associada ao Streptococcus equi subesp. equi e a outras bactérias, como Corynebacterium pseudotuberculosis. Duas formas clínicas de miosite dos músculos mastigatórios são reconhecidas: um estádio agudo, conhecido como miosite eosinofílica, e um estádio crônico, conhecido como miosite atrófica. ▪ Rabdomiomas ▪ Rabdomiossarcomas • Ambas são raras em animais domésticos, porém dentre os dois o rabdomiossarcoma é mais comum. • Neoplasias que se diferenciam em células musculares estriadas são denominadas rabdomiomas (benigno) e rabdomiossarcomas (malignos) • rabdomiomas - Com exceção dos tumores da laringe (local mais comum de ocorrência desses tumores), rabdomiomas são bastante raros em animais domésticos. Não há suficientes relatos que possibilitem agrupar dados para fazer generalizações sobre incidência, idade, raça e sexo, características clínicas, localizações anatômicas e aspectos macroscópicos e histológicos. • Rabdomiossarcoma- Ainda que raro, o rabdomiossarcoma é o tumor de músculo estriado mais frequente em animais. É relatado principalmente no cão, mas ocorre também em outras espécies. Os rabdomiossarcomas são divididos nos tipos embrionário, botrioide, alveolar e pleomórfico. Rabdomiossarcoma embrionário foi a variante encontrada mais frequentemente, Macroscopicamente, esses tumores são massas brancas, marrom-claras, firmes, invasivas, com áreas de necrose e hemorragia. Há dois tipos histológicos: formado por células redondas grandes com citoplasma abundante (rabdomioblastos) e por células pequenas com pouco citoplasma ou formado por células do tipo miotubulares fusiformes em meio a matriz mixomatosa. ▪ Rabdomiossarcoma botrioide- é um neoplasia pouco comum. Trata-se de entidade específica de cães; ocorre particularmente na bexiga, mas é relatado em outras espécies. Esse tumor causa sinais relacionados com o impedimento do fluxo urinário (disúria, estrangúria e hematúria). Osteopatia hipertrófica é associada ao tumor em cães. O rabdomiossarcoma botrioide está, na maioria dos casos, localizado no trígono da bexiga. É considerado variante do rabdomiossarcoma embrionário e, portanto, tem histopatologia semelhante. ▪ rabdomiossarcoma alveolar- Esses tumores são relatados em cães, equinos e em um bovino, com idades que variavam de 1 a 19 anos. O aspecto macroscópico é variável nos diferentes relatos. É descrito como branco, cinza-amarelado, marrom-avermelhado com aspecto de “carne de peixe”. Histologicamente, as células tumorais formam alvéolos, apoiadas em estroma de denso tecido conjuntivo. As células centrais, nessas estruturas alveolares, frequentemente perdem a coesão e se soltam na luz do alvéolo. As células descamadas degeneram e as que ficam presas aos septos são as células viáveis. Existe potencial de metástases. ▪ rabdomiossarcoma pleomórfico- é a forma menos comum em animais. Numerosos relatos que descrevem rabdomiossarcomas “pleomórficos” foram, após escrutínio mais detalhado, considerados como relatos de rabdomiossarcomas embrionários. É difícil desenvolver resumo da apresentação clínica desses tumores em razão de sua raridade.