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<p>Revisão da AP1</p><p>EDUCAÇÃO INFANTIL 1</p><p>Por: Liz Daiana</p><p>A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA INFÂNCIA</p><p>• É provável que você já tenha escutado a frase: “Se sempre houve crianças, nem sempre</p><p>houve infância”. Essas palavras de Ariès (1973) se referem à infância como uma</p><p>construção social e não como uma etapa cronológica da vida.</p><p>• O trabalho de Philippe Ariès faz parte de um movimento de pesquisa chamado Nova</p><p>História que, ao compreender a infância como uma construção social, ampliou as</p><p>possibilidades de se pesquisar sobre as crianças. Nesse ponto específico, “a infância</p><p>como uma construção social”, a maioria dos estudiosos da área concorda com ele.</p><p>• Apesar da contribuição da pesquisa de Ariès, seu trabalho sofre muitas críticas, por</p><p>vários motivos, como por exemplo: pela interpretação que o autor dá à não existência</p><p>do sentimento de infância.</p><p>CONCEPÇÕES DE INFÂNCIA</p><p>• a “infância” não pode ser generalizada a todos os casos;</p><p>• Como diz Corsaro (1997), a criança é um ser social ativo e criativo que produz a sua</p><p>própria cultura enquanto contribui, simultaneamente, para a produção das sociedades</p><p>adultas. Nesse sentido, as crianças são pensadas num período construído socialmente,</p><p>como categoria que é parte da sociedade – assim como a classe social. Resumindo,</p><p>podemos dizer que as infâncias representam o período vivido socialmente, no qual as</p><p>crianças vivem as suas vidas.</p><p>• As “infâncias” representam a diversidade cultural nas quais as crianças se inserem.</p><p>Assim, ser criança não significa necessariamente ter infância.</p><p>ARIÉS, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2. Ed.</p><p>Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Ab2ZFnqu4dg&ab_channel=M%C3%B3</p><p>bileInicia%C3%A7%C3%A3oCient%C3%ADfica</p><p>HISTÓRIA DO ATENDIMENTO À INFÂNCIA NO</p><p>BRASIL</p><p>A primeira forma de atendimento às crianças no Brasil surgiu logo após o seu</p><p>descobrimento com a chegada dos jesuítas. Os jesuítas tinham o objetivo de civilizar os</p><p>índios através do cristianismo, mas encontraram bastante resistência com os índios</p><p>adultos e voltaram-se para as crianças (curumins), que eram afastadas do convívio</p><p>familiar e passavam a viver na CASA DOS MUCHACHOS , local onde aprendiam os hábitos</p><p>da cultura europeia e eram catequizados.</p><p>A CASA DOS MUCHACHOS era o lugar onde os</p><p>indiozinhos eram criados e catequizados pelos</p><p>jesuítas, junto com órfãos portugueses, para</p><p>que tivessem um modelo para aprender os</p><p>modos considerados civilizados com outros da</p><p>mesma faixa etária (FREITAS, 2001, p. 96).</p><p>Nessa época, foi criada a Santa</p><p>Casa de Misericórdia, que cuidava, a</p><p>princípio, dos doentes, mas logo</p><p>começou a receber crianças que eram</p><p>abandonadas em um dispositivo</p><p>denominado “roda”, onde quem recebia</p><p>a criança não conseguia identificar</p><p>quem a estava abandonando. A roda</p><p>dos expostos legitimava o abandono de</p><p>crianças, já que era um local público</p><p>onde se possibilitava que estas fossem</p><p>deixadas. No séc. XVIII muitas crianças</p><p>abandonadas na roda morriam devido à</p><p>falta de condições mínimas de higiene e</p><p>saneamento na Santa Casa. As que</p><p>conseguiam sobreviver eram entregues</p><p>a “criadeiras externas” (mulheres que</p><p>recebiam uma quantia do governo para</p><p>cuidar das crianças) até os nove anos. A</p><p>partir de então eram encaminhadas ao</p><p>trabalho em fazendas ou na Marinha.</p><p>Brasil Independente (1822 até 1889)</p><p>Como uma das consequências da independência do Brasil, temos o inchaço</p><p>das cidades e a queda da qualidade de vida, levando ao aumento da criminalidade.</p><p>Adultos e crianças infratoras eram encaminhadas ao mesmo local. Somente em 1861,</p><p>surgiu o primeiro Instituto de Menores, para onde passaram a ser encaminhadas as</p><p>crianças infratoras.</p><p>O Instituto de Menores tinha o</p><p>objetivo de disciplinar os corpos (uso de</p><p>castigos corporais) para disciplinar a mente.</p><p>Com o passar do tempo eram encaminhadas a</p><p>essa instituição todas as crianças em situação</p><p>de rua, sendo ela infratora ou não. O Estado</p><p>passou a tutelar a criança pobre como se fosse</p><p>criminosa e passou a ensinar-lhe ofícios.</p><p>Brasil República (1889 a 1930)</p><p>O Brasil República herda os problemas sociais do Império. Em relação à</p><p>infância, o Movimento Higienista clamava por uma assistência à infância nos internatos</p><p>devido às altas taxas de mortalidade infantil.</p><p>Em 1919 foi criado o Departamento da Criança no Brasil, cuja</p><p>responsabilidade caberia ao Estado, mas foi mantido na realidade por</p><p>doações, que possuía diferentes tarefas: realizar o histórico sobre a situação</p><p>da proteção a infância no Brasil; fomentar iniciativas de amparo à criança e à</p><p>mulher grávida pobre; publicar boletins; divulgar conhecimentos; promover</p><p>congressos; concorrer para a aplicação das leis de amparo à criança;</p><p>uniformizar as estatísticas brasileiras sobre mortalidade infantil.</p><p>Estado Novo (Era Vargas – 1930 até 1945)</p><p>Como uma tentativa de eliminar uma possível convivência das crianças com a</p><p>marginalidade, foi criado em 1941 o Serviço de Assistência ao Menor (SAM), que era um</p><p>conjunto de normas e regras para instituições públicas e particulares que atendiam</p><p>crianças. Veiculava-se inicialmente que as instituições regidas pelo SAM eram a única</p><p>possibilidade para uma boa educação para a criança pobre, e a população carente</p><p>recebia a orientação para que levassem seus filhos para essas instituições. Mas na</p><p>verdade tornou-se uma fábrica de delinquentes, na medida em que a criança pobre não</p><p>infratora convivia com menores infratores. O que tanto se temia inicialmente, que era</p><p>essa convivência com a marginalidade, acabou acontecendo dentro das próprias</p><p>instituições.</p><p>Ditadura militar (1964-1985)</p><p>Em relação à infância, durante o período da ditadura militar, o Estado</p><p>considerava o menor como “objeto de segurança nacional”. O SAM foi extinto e</p><p>criada a funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor), que tinha objetivos</p><p>de integração da criança na sociedade, ou seja, durante a estada na instituição a</p><p>criança receberia um preparo para estar no convívio social quando retornasse a sua</p><p>família, inclusive com um preparo profissional, mas na verdade só mudaram os</p><p>títulos, o atendimento à criança permaneceu da mesma forma: o assistencialista.</p><p>Depois das pressões vindas de organizações não governamentais (Pastoral do</p><p>Menor, entre outras), em 1989 surge uma legislação para a infância: Estatuto da</p><p>Criança e do Adolescente (ECA). A funabem é extinta e são mais focalizados os direitos</p><p>da criança e do adolescente ao invés dos deveres, na medida em que passam a ser</p><p>vistos como sujeitos de direitos. Hoje é essa legislação que norteia todas as instituições</p><p>que trabalham com crianças, sejam elas infratoras ou não.</p><p>Roberto Carlos Ramos é um pedagogo e contador de histórias</p><p>brasileiro. Sua história de vida inspirou o diretor Luiz Villaça em seu filme O</p><p>Contador de Histórias.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=3-wLV1vyUUc&ab_channel=TVBrasil</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IgOyW6CdDOw&ab_channel=TVBrasil</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=3-wLV1vyUUc&ab_channel=TVBrasil</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IgOyW6CdDOw&ab_channel=TVBrasil</p><p>A HISTÓRIA DA CRECHE NO BRASIL</p><p>A creche no Brasil surge acompanhando as modificações do capitalismo, a</p><p>urbanização em pleno crescimento e a necessidade de aumento da força de trabalho.</p><p>O termo “creche” é de origem francesa e significa manjedoura ou presépio.</p><p>Na Itália, foi utilizado o termo “asilo” que indica um ninho que abriga. No Brasil, além</p><p>do termo creche foi muito utilizada a denominação escola materna. Em todos os nomes</p><p>se reforça a instituição de educação infantil como um lugar da falta familiar (OLIVEIRA,</p><p>2002).</p><p>A creche surgiu na segunda metade do século XIX com a finalidade de</p><p>amparar as classes populares e liberar a mão de obra pobre feminina. As primeiras</p><p>creches atendiam ao apelo do movimento higienista, difundindo os preceitos higiênicos</p><p>entre os menos favorecidos economicamente, e o das mulheres burguesas, na medida</p><p>em que abrigavam os filhos das empregadas domésticas.</p><p>Qual é o papel da creche na atualidade?</p><p>A creche pode, sim, ser um fator importante na</p><p>promoção do desenvolvimento da</p><p>criança desde que</p><p>ela tenha qualidade. Seu papel vai além do cuidado</p><p>físico, como entende-se no Brasil, e deve contemplar</p><p>outros requisitos fundamentais como o</p><p>desenvolvimento da linguagem, social, emocional e</p><p>cognitivo.</p><p>O que é desenvolvimento integral na educação infantil?</p><p>É a única que está vinculada a uma idade própria:</p><p>atende crianças de zero a três anos na creche e de quatro e</p><p>cinco anos na pré-escola. Tem como finalidade</p><p>o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos</p><p>físico, psicológico, intelectual e social, complementando a</p><p>ação da família e da comunidade (LDB, art.29).</p><p>LEGISLAÇÃO E EDUCAÇÃO</p><p>INFANTIL</p><p>LEGISLAÇÃO E EDUCAÇÃO INFANTIL: CONSTITUIÇÃO DE 1988 E LDB</p><p>As transformações socioeconômicas e culturais levaram a um crescimento</p><p>gradativo do atendimento coletivo às crianças pequenas no Brasil e, como</p><p>consequência, surgiu a necessidade de uma legislação mais apropriada a esse tipo de</p><p>atendimento. Após o fim da Ditadura Militar grupos organizados começaram a</p><p>sensibilizar os legisladores sobre as questões relativas aos direitos das crianças, já que</p><p>as Constituições anteriores apenas “assistiam e amparavam” a criança, necessitando</p><p>de uma legislação que direcionasse formas concretas para esse amparo e</p><p>principalmente para a educação.</p><p>A Constituição Federal de 1988, em relação às políticas de atenção à</p><p>infância, inaugurou um novo momento na história da legislação infantil ao</p><p>reconhecer a criança como cidadã. Ao contemplar o direito das crianças</p><p>pequenas à educação estabeleceu, como dever do Estado, a garantia do</p><p>atendimento em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 6 anos. Dessa</p><p>forma, as creches começaram a fazer parte das políticas públicas enquanto</p><p>instituições educativas.</p><p>A Constituição Federal de 1988</p><p>A Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a LDB</p><p>n. 9394/96, diz que as crianças com 4 anos devem ser</p><p>matriculadas na Educação Infantil.</p><p>Com isso, a Educação Infantil passa a fazer parte da</p><p>Educação Básica e, em função disso, terá que se organizar de</p><p>uma outra forma:</p><p>Alteração da LDB</p><p>- Frequência - não era uma exigência, mas agora é . A criança deverá frequentar</p><p>60% do total de horas .</p><p>De modo que a escola de Educação Infantil terá que sistematizar o controle de</p><p>frequência a partir de agora.</p><p>- Calendário escolar – A carga horária mínima de 800 horas e no mínimo 200</p><p>dias letivos, como já ocorre no ensino fundamental e médio.</p><p>- Período – Para turno parcial 4 horas no mínimo e 7 h para período integral.</p><p>Aqui cuidado com os arranjos que algumas escolas fazem de pacotes de número</p><p>menor de horas/dia para crianças a partir de 4 anos.</p><p>-Avaliação - A criança será avaliada, mas a recomendação é a da não retenção. As</p><p>avaliações deverão ocorrer mediante acompanhamento e registro do</p><p>desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o</p><p>acesso ao ensino fundamental.</p><p>Documentação - a Lei n.12.796/2013 solicita a expedição de documentação que</p><p>permita atestar os processos de aprendizagem e desenvolvimento da criança.</p><p>Portanto, as exigências aumentam para a educação infantil e os prontuários dos</p><p>alunos deverão ser melhor sistematizados.</p><p>O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n.</p><p>8.069/1990, ordenamento legal que reitera a criança como sujeito de</p><p>direitos, no artigo 53 referencia a contribuição da educação no</p><p>desenvolvimento pleno da pessoa, na conquista da cidadania e na</p><p>qualificação para o trabalho, destacando, ainda, aspectos fundamentais</p><p>da educação, como política pública, quanto à necessidade de</p><p>igualdade de condições para o acesso à escola pública.</p><p>• O Estatuto da Criança e do Adolescente/ECA, lei n° 8.069/90, é considerado mundialmente uma das leis mais</p><p>avançadas no que concerne a seus princípios e concepções. Nele, a criança passa a ser vista como protagonista,</p><p>cidadã, como pessoa de pouca idade que possui direitos e participa da sociedade.</p><p>Em 1998, o Conselho Nacional de Educação lançou as</p><p>primeiras Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil,</p><p>com a finalidade de “nortear as propostas curriculares e os projetos</p><p>pedagógicos” e estabelecer “paradigmas para a própria concepção</p><p>destes programas” (Parecer CEB nº. 022/98). Seus fundamentos</p><p>norteadores:</p><p>• Princípios Éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e</p><p>do respeito ao bem comum;</p><p>• Princípios Políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da</p><p>criticidade e do respeito à ordem democrática;</p><p>• Princípios Estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade, da</p><p>qualidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.</p><p>Estes princípios estão incluídos em outros documentos</p><p>legais e foram mantidos nas atuais DCNEI.</p><p>Educação Infantil: a Base Nacional Comum</p><p>Curricular (BNCC)</p><p>A EDUCAÇÃO INFANTIL é a primeira etapa da EDUCAÇÃO BÁSICA. Ela atende crianças de zero a</p><p>cinco anos de idade</p><p>O que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)?</p><p>A Base Nacional Comum Curricular é um documento</p><p>que determina os conhecimentos essenciais que todos</p><p>os alunos da Educação Básica devem aprender, ano a</p><p>ano, independentemente do lugar onde moram ou</p><p>estudam. Todos os currículos de todas as redes públicas</p><p>e particulares do país deverão conter esses conteúdos.</p><p>Qual é o objetivo deste documento?</p><p>Como a BNCC define os conhecimentos essenciais para</p><p>toda a Educação Básica e é obrigatória, ela ajuda a</p><p>diminuir as desigualdades de aprendizado: todos os</p><p>alunos terão a mesma oportunidade de aprender o que</p><p>é fundamental.</p>

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