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<p>EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS</p><p>PARA PROBLEMAS DE</p><p>EQUILÍBRIO (PARTE 2)</p><p>Profa. Fátima Reys</p><p>Disciplina: CINESIOTERAPIA</p><p>ORGANIZAÇÃO SENSORIAL PARA O</p><p>CONTROLE DO EQUILÍBRIO</p><p>• Os impulsos vestibulares, visuais e somatossensoriais</p><p>normalmente são combinados de forma imperceptível</p><p>para produzir nosso senso de orientação e movimento.</p><p>(KISNER E COLBY, Cap. 8, 2016)</p><p>A informação</p><p>sensorial que</p><p>chega é</p><p>integrada e</p><p>processada no</p><p>cerebelo,</p><p>gânglios da</p><p>base e área</p><p>motora</p><p>suplementar.</p><p>ORGANIZAÇÃO SENSORIAL PARA O</p><p>CONTROLE DO EQUILÍBRIO</p><p>• A informação somatossensorial tem um tempo de</p><p>processamento menor para as respostas rápidas, seguida</p><p>pelos impulsos visuais e vestibulares.</p><p>• Quando os impulsos sensoriais são diminuídos devido ao</p><p>seu sistema ser impreciso (condições ambientais) ou pela</p><p>presença de alguma lesão, poderá levar a uma diminuição</p><p>na velocidade de processamento de informações (SNC).</p><p>O SNC precisa combinar os impulsos</p><p>sensoriais dos outros sistemas</p><p>ORGANIZAÇÃO</p><p>SENSORIAL</p><p>TIPO DE CONTROLE DO EQUILÍBRIO</p><p>As tarefas funcionais requerem tipos diferentes de controle do equilíbrio:</p><p>1. Controle Estático – para manter uma posição antigravitacional</p><p>estável enquanto se está em repouso.</p><p>P. exemplo: Sentado ou em bipedestação.</p><p>2. Controle Dinâmico – para estabilizar o corpo quando a superfície</p><p>de apoio está em movimento ou quando o corpo está se</p><p>movimentando em superfície estável.</p><p>P. exemplo: Transferências de sentada para em pé.</p><p>3. Reações Posturais Automáticas – manter o equilíbrio em</p><p>respostas a perturbações externas inesperadas.</p><p>P. exemplo: quando se viaja em pé dentro de um ônibus</p><p>que subitamente freia.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>• Para manter o equilíbrio, o corpo precisa ajustar</p><p>continuamente sua posição no espaço, de modo que o CM da</p><p>pessoa fique em cima da BA ou para trazer o CM de volta para</p><p>a posição após uma perturbação.</p><p>ESTRATÉGIAS DE MOVIMENTO PRIMÁRIAS</p><p>1. ESTRATÉGIA DE TORNOZELO,</p><p>2. ESTRATÉGIA DE QUADRIL,</p><p>3. ESTRATÉGIA DO PASSO.</p><p>São utilizadas por adultos saudáveis para recuperar o equilíbrio</p><p>em resposta a perturbações súbitas na superfície de apoio.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE TORNOZELO</p><p>(Plano ânteroposterior)</p><p>• Apoio tranquilo e pequenas perturbações – os tornozelos</p><p>agem para restaurar o CM da pessoa para uma posição</p><p>estável.</p><p>A ativação dos músculos ocorre de</p><p>distal para proximal</p><p>1) Gastrocnêmio - ativado cerca</p><p>de 90 a 100ms,</p><p>2) Ísquiostibiais – de 20 a 30ms,</p><p>3) Paraespinhais.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE TORNOZELO</p><p>(Plano ânteroposterior)</p><p>1) Gastrocnêmio - ativado cerca de 90 a 100ms,</p><p>2) Ísquiostibiais – de 20 a 30ms,</p><p>3) Paraespinhais.</p><p>EM RESPOSTA A INSTABILIDADE POSTERIOR:</p><p>Ativação dos músculos:</p><p>1) Tibial Anterior,</p><p>2) Quadríceps,</p><p>3) Abdominais.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE TORNOZELO</p><p>(Plano lateral)</p><p>• Para perturbações médio-laterais - envolve transferir o peso</p><p>do corpo lateralmente de uma perna para outra.</p><p>• Os quadris são os pontos chaves do controle da estratégia</p><p>de transferência de peso.</p><p>• O CM se movimenta por meio da ativação dos músculos</p><p>adutores e abdutores do quadril, com alguma contribuição</p><p>dos inversores e eversores.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE TORNOZELO</p><p>(Estratégia de Suspensão)</p><p>• Observada durante as tarefas de</p><p>equilíbrio quando uma pessoa abaixa</p><p>rapidamente - o CM do seu corpo</p><p>flexiona os joelhos.</p><p>• Associa flexão dos quadris e</p><p>tornozelos.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE QUADRIL</p><p>• Para perturbações externas rápidas e/ou ambas ou</p><p>para movimentos executados com o CG perto dos</p><p>limites de estabilidade.</p><p>• Usa a flexão ou extensão rápida do quadril para mover</p><p>o CM dentro da BA.</p><p>• A medida que o tronco rapidamente roda em uma</p><p>direção, são geradas forças horizontais (de</p><p>cisalhamento) contra a superfície de apoio na direção</p><p>oposta, movendo o CM na direção oposta à do tronco.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DE QUADRIL</p><p>• A medida que o tronco rapidamente roda em uma direção, são geradas</p><p>forças horizontais (de cisalhamento) contra a superfície de apoio na</p><p>direção oposta, movendo o CM na direção oposta à do tronco.</p><p>A pessoa balança para frente quando a</p><p>superfície de apoio se move para trás</p><p>A pessoa balança para trás quando a</p><p>superfície de apoio se move para</p><p>frente.</p><p>ESTRATÉGIAS MOTORAS PARA CONTROLE</p><p>DO EQUILÍBRIO</p><p>ESTRATÉGIA DO PASSO</p><p>• Se uma força intensa desloca o CM além dos</p><p>limites de estabilidade, um passo para frente</p><p>ou para trás é usado para alargar a BA e</p><p>recuperar o controle de equilíbrio.</p><p>• P. exemplo: o passo descoordenado que ocorre após um</p><p>tropeção sobre uma superfície irregular.</p><p>• Mas se a instabilidade for acima do possível para</p><p>os ajustes necessários haverá risco de queda.</p><p>COMPROMETIMENTO DO EQUILÍBRIO</p><p>Comprometimento dos impulsos sensoriais:</p><p>• Déficits proprioceptivos – após lesões ou patologias de MMII e</p><p>tronco.</p><p>• P. exemplo: entorse de tornozelo recorrente, lesão de LCA ,</p><p>doença articular degenerativa e dor lombar.</p><p>• Déficits somassensoriais – polineuropatia periférica – tendem a</p><p>depender mais de uma estratégia do quadril.</p><p>• Déficits visuais – diminuição ou perda da acuidade visual, na</p><p>sensibilidade ao contraste, no campo periférico...</p><p>• Déficits vestibulares – infeções virais, TCE, envelhecimento</p><p>(vertigem = sensação de estar girando)...</p><p>COMPROMETIMENTO DO EQUILÍBRIO</p><p>Comprometimento dos impulsos sensoriais:</p><p>• Déficits proprioceptivos – após lesões ou patologias de MMII e</p><p>tronco.</p><p>• P. exemplo: entorse de tornozelo recorrente, lesão de LCA ,</p><p>doença articular degenerativa e dor lombar.</p><p>• Déficits somassensoriais – polineuropatia periférica – tendem a</p><p>depender mais de uma estratégia do quadril.</p><p>• Déficits visuais – diminuição ou perda da acuidade visual, na</p><p>sensibilidade ao contraste, no campo periférico...</p><p>• Déficits vestibulares – infeções virais, TCE, envelhecimento</p><p>(vertigem = sensação de estar girando)...</p><p>FATORES DE RISCO PARA QUEDAS MAIS</p><p>COMUM ENTRE IDOSOS</p><p>• Fraqueza muscular,</p><p>• História de quedas,</p><p>• Déficit na marcha,</p><p>• Déficit de equilíbrio,</p><p>• Uso de dispositivo auxiliar,</p><p>• Déficit visual,</p><p>• Artrite,</p><p>• Comprometimento das atividades diárias,</p><p>• Depressão,</p><p>• Comprometimento Cognitivo,</p><p>• Idade acima de 80 anos.</p><p>MEDIDAS PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE</p><p>QUEDAS</p><p>• TESTE DE EQUILÍBRIO DE BERG</p><p>• ESCALA DE TINETTI</p><p>• TESTE TIME UP-AND-GO</p><p>• TESTE DE LEVANTAR E SENTAR (TSL) – 5 vezes</p><p>TESTE DE EQUILÍBRIO DE BERG</p><p>FONTE: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=O_KwLYl_TEc</p><p>TESTE DE EQUILÍBRIO DE BERG</p><p>ESCALA DE TINETTI</p><p>ESCALA DE TINETTI</p><p>F</p><p>R</p><p>E</p><p>IT</p><p>A</p><p>S</p><p>, E</p><p>.V</p><p>.; P</p><p>y, L</p><p>.; C</p><p>a</p><p>n</p><p>ç</p><p>a</p><p>d</p><p>o</p><p>, F</p><p>.A</p><p>.X</p><p>.; D</p><p>o</p><p>ll, J</p><p>.; G</p><p>o</p><p>rz</p><p>o</p><p>n</p><p>i,</p><p>M</p><p>.L</p><p>. T</p><p>ra</p><p>ta</p><p>d</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>G</p><p>e</p><p>ria</p><p>tria</p><p>e</p><p>G</p><p>e</p><p>ro</p><p>n</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>. G</p><p>u</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>b</p><p>a</p><p>ra</p><p>K</p><p>o</p><p>o</p><p>g</p><p>a</p><p>n</p><p>, 3</p><p>ª e</p><p>d</p><p>iç</p><p>ã</p><p>o</p><p>, 2</p><p>0</p><p>1</p><p>1</p><p>.</p><p>ESCALA DE TINETTI</p><p>ESCALA DE TINETTI</p><p>ESCALA DE TINETTI</p><p>TESTE GET UP AND GO (TUG)</p><p>O teste é mensurado em segundos, avaliando o tempo gasto por</p><p>um idoso para levantar de uma cadeira, andar uma distância de</p><p>três metros, dar a volta, caminhar em direção a cadeira e sentar</p><p>novamente.</p><p>Teste para avaliar a funcionalidade da Marcha</p><p>(MATHIAS, 1986)</p><p>TESTE GET UP AND GO (TUG)</p><p>RESULTADOS:</p><p>- Menos de 10 segundos: baixo risco de quedas;</p><p>- 10 a 20 segundos: médio risco de quedas;</p><p>- Acima de 20 segundos: alto risco de quedas.</p><p>TESTE DE LEVANTAR E SENTAR (TSL)</p><p>(5 VEZES)</p><p>FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=us5o34HE1zQ</p><p>PREVENÇÃO</p><p>AULA PRÁTICA</p>