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Processos biotecnológicos Conteudo com resposta exercicio

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<p>Processos biotecnológicos</p><p>Apresentação</p><p>Os processos biotecnológicos já ocorrem há milhares de anos, por meio da observação de diversos</p><p>fenômenos causados devido à presença de organismos vivos, como bactérias, algas, fungos, entre</p><p>outros. De forma mais específica, os processos fermentativos para a obtenção de vinho, cerveja,</p><p>iogurte e derivados lácteos levaram a ciência à descoberta da penicilina, por exemplo. Portanto, os</p><p>processos biotecnológicos vêm evoluindo com o passar do tempo, de forma a proporcionar novos</p><p>produtos e tecnologias para melhorar a qualidade de vida suprir as necessidades de consumo</p><p>existentes.</p><p>Em várias áreas de estudo, como biologia, saúde, química, agricultura e meio ambiente, o emprego</p><p>da biotecnologia tem inovado com o aparecimento das tecnologias "bio", como: biocatálise e</p><p>engenharia metabólica, processos enzimáticos, biopolímeros e bioplásticos, biopesticidas e</p><p>biofertilizantes, biocombustíveis, processos biotecnológicos de reciclagem e tratamento, processos</p><p>biomitigatórios de recuperação de solos e água, alimentos transgênicos, entre outros.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar os processos biotecnológicos. Além disso, vai</p><p>conferir alguns tipos de reatores empregados nesses processos, bem como suas aplicações.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Definir processos biotecnológicos.•</p><p>Reconhecer processamento e reatores utilizados em processos biotecnológicos.•</p><p>Exemplificar processos biotecnológicos, conceituando sua cinética, equipamentos e operação.•</p><p>Desafio</p><p>O desenvolvimento da biotecnologia proporcionou o surgimento dos organismos geneticamente</p><p>modificados (OGMs), possibilitando o estudo de novos produtos, sobretudo na área da saúde, e a</p><p>evolução do entendimento da engenharia genética. No entanto, outras áreas de aplicação podem</p><p>usufruir dos benefícios dos OGMs Por exemplo, os OGMs podem ser utilizados para o tratamento</p><p>de águas residuais contaminadas com metais pesados, medicamentos ou outras substâncias tóxicas,</p><p>em que os tratamentos de efluentes tradicionais não são suficientes. Nesse sentido, considere a</p><p>situação a seguir.</p><p>Utilizando a equação cinética do modelo de Monod, responda as questões a seguir.</p><p>a) À qual conclusão você chegou após realizar os cálculos para as cepas em termos de velocidade</p><p>de degradação e redução da concentração paras as cepas X e Y?</p><p>b) Qual cepa (ou combinação de cepas) deverá ser utilizada? Comprove a sua dedução</p><p>apresentando os cálculos desenvolvidos.</p><p>Infográfico</p><p>Muito do desenvolvimento biotecnológico é focado no estudo das enzimas, devido ao fato de elas</p><p>poderem ser empregadas como catalisadores biológicos em muitas reações biológicas e químicas. O</p><p>uso de enzimas promove ganhos de alta velocidade de conversão em produtos e menor utilização</p><p>de catalisadores químicos, muitas vezes tóxicos e caros.</p><p>Em virtude de serem proteínas especializadas com aplicações catalíticas, faz-se necessário</p><p>conhecer um pouco sobre as enzimas e a sua atuação na cinética das reações envolvidas. A</p><p>presença das enzimas já é frequente nas indústrias de alimento, têxtil, papel e celulose,</p><p>farmacêutica e biotecnológica.</p><p>Neste Infográfico, confira alguns conceitos de enzimas e suas aplicações.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/148e4c63-bf34-48c8-8cf4-da2d7c3b7631/1b82c83b-f614-4de5-a46c-3517c22c8df2.jpg</p><p>Conteúdo do livro</p><p>A biotecnologia é importante para o desenvolvimento de produtos não só para as áreas de saúde e</p><p>biologia, mas também para as áreas de meio ambiente, alimentos e agricultura, cosméticos e</p><p>químicos. Em suma, a biotecnologia pode ser útil para atividades que possibilitem a utilização de</p><p>organismos vivos, como bactérias, vírus, fungos e microalgas, além de para a engenharia genética,</p><p>com o objetivo de melhorar as nossas vidas.</p><p>No capítulo Processos biotecnológicos, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai</p><p>estudar os processos biotecnológicos. Além disso, vai conhecer os principais tipos de reatores</p><p>biológicos que podem ser utilizados em processos biotecnológicos.</p><p>Boa leitura.</p><p>ENGENHARIA</p><p>BIOQUÍMICA</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>> Definir processos biotecnológicos.</p><p>> Reconhecer processamento e reatores utilizados em processos biotecno-</p><p>lógicos.</p><p>> Exemplificar processos biotecnológicos, conceituando sua cinética, equi-</p><p>pamentos e operação.</p><p>Introdução</p><p>Desde os tempos mais remotos, a biotecnologia está presente contribuindo para a</p><p>evolução humana e o desenvolvimento da sociedade. Hoje em dia, a biotecnologia</p><p>articula-se com diversas áreas, mas a primeira impressão que ainda vem à mente</p><p>é a associação com a saúde e a biologia. De todo modo, o emprego de organismos</p><p>vivos na produção de bens é mais amplo do que se pode imaginar, abrangendo</p><p>ramos da engenharia, química, meio ambiente, etc.</p><p>Um processo biotecnológico não envolve somente a obtenção do produto</p><p>em si, mas também uma interligação de equipamentos, especialmente reatores</p><p>biológicos, matérias-primas e propriedades a serem adquiridas. É preciso, portanto,</p><p>estudar os mais diversos processos biotecnológicos, identificando oportunidades</p><p>de desenvolvimento dos métodos atuais e a pesquisa de novos produtos para</p><p>a criação de insumos que melhorem a qualidade de vida e o desenvolvimento</p><p>humano em todas as áreas.</p><p>Processos</p><p>biotecnológicos</p><p>Elton Simomukay</p><p>Neste capítulo, você estudará a importância da biotecnologia em diversas</p><p>áreas e sua enorme potencialidade de aplicações, e ainda conhecerá os principais</p><p>reatores usados em processos biotecnológicos.</p><p>Conceitos básicos</p><p>Fazendo uma rápida seleção de fatos marcantes na história da biotecnolo-</p><p>gia, chegamos incialmente à descoberta por civilizações antes de Cristo da</p><p>fermentação do trigo por fungos simples do tipo Saccharomyces cerevisiae</p><p>e da fermentação do leite por bactérias do tipo Lactobacillus. Avançando</p><p>no tempo, em 1855 uma bactéria conhecida como Escherichia coli (E. coli) foi</p><p>descoberta e tornou-se muito importante para a pesquisa biotecnológica.</p><p>No mesmo período, Louis Pasteur comprovou que as leveduras são organismos</p><p>vivos. Mais tarde, em 1928, Alexander Fleming desenvolveu a penicilina, um</p><p>importante antibiótico originado dos fungos Penicillum e Aspegillum.</p><p>Em 1944, seria comprovado por Oswald Avery, Colin MacLeod e Maclyn</p><p>McCarty que o DNA possui informações genéticas. Na década de 1970, a enzima</p><p>Hind III foi descoberta, tornando-se a primeira enzima de restrição capaz de</p><p>auxiliar no estudo do DNA. Em 1982, a insulina modificada por bactérias do</p><p>tipo E. coli foi o primeiro medicamento desse tipo aprovado por um órgão de</p><p>saúde, o FDA norte-americano. Em 1997, foi realizada a primeira clonagem,</p><p>celebrizando a ovelha Dolly, e em 2001 uma sequência do genoma humano</p><p>foi divulgada.</p><p>Com essa breve linha do tempo, podemos verificar a importância da bio-</p><p>tecnologia na área da saúde e da biologia. Com a expansão dos conhecimentos</p><p>nessa área, hoje em dia as pesquisas de aplicações de organismos vivos</p><p>envolvem o desenvolvimento de novos alimentos, lavouras agrícolas mais</p><p>resistentes, insumos químicos produzidos por enzimas e micro-organismos,</p><p>remediação de solos e águas contaminadas e inúmeras outras aplicações.</p><p>Consequentemente, a biotecnologia é fundamental para nossa evolução</p><p>e para a melhoria da nossa qualidade de vida, com a criação de produtos,</p><p>serviços e tecnologias que nos permitem aproveitar melhor o mundo ao</p><p>nosso redor.</p><p>Mas o que é biotecnologia?</p><p>Para responder essa pergunta, podemos verificar algumas das definições mais</p><p>conhecidas. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento</p><p>Econômico (OECD, 2005), os processos biotecnológicos aplicam ciência e tec-</p><p>Processos biotecnológicos2</p><p>nologia aos organismos vivos com a finalidade de produzir conhecimentos,</p><p>bens ou serviços. Já segundo Gusmão, Silva e Medeiros et</p><p>al. (2017, p. 136),</p><p>com a realização da Convenção Sobre Diversidade Biológica, no ano de 1992, a</p><p>biotecnologia passou a ser definida como “[...] qualquer aplicação tecnológica</p><p>que usa sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados para criar ou</p><p>modificar produtos e processos para usos específicos [...]”. Essa definição foi</p><p>aceita e adotada por 168 países e também aprovada pela Organização das Nações</p><p>Unidas para a Agricultura e Alimentação e a Organização Mundial de Saúde.</p><p>Desse modo, podemos concluir que a biotecnologia é uma área multidis-</p><p>ciplinar com aplicação da ciência em ramos como meio ambiente, genética,</p><p>alimentos, saúde, química, agricultura, entre outros.</p><p>Divisões da biotecnologia</p><p>Historicamente, a biotecnologia está presente desde os tempos remotos na</p><p>forma de processos fermentativos, até evoluir para a descoberta de vacinas</p><p>e culminar nos tempos atuais com a engenharia genética. Para dar conta de</p><p>organizar as diversas áreas de atuação da biotecnologia, foi proposta uma</p><p>classificação chamada de arco-íris da biotecnologia, desenvolvida por Kafarski</p><p>(2012), que é resumida a seguir.</p><p>Biotecnologia vermelha: dedicada à medicina e saúde humana. Como exem-</p><p>plos, temos pesquisas de vacinas, anticorpos, antibióticos, remédios e o uso</p><p>da engenharia genética no tratamento de doenças. Deniz, García-Vaquero</p><p>e Imamoglu (2017) relatam o uso de microalgas para o desenvolvimento de</p><p>medicamentos com propriedades antioxidante, anti-inflamatória, antitumoral,</p><p>anticâncer, antimicrobiana, antiviral e antialérgica. Já Elsayed, Kanwugu e</p><p>Ivantsova (2019) aponta tendências da biotecnologia vermelha em buscar</p><p>o tratamento de doenças como câncer, HIV, diabetes, doenças cardíacas e</p><p>doenças hereditárias em nível genético.</p><p>Biotecnologia branca: um dos ramos mais conhecidos e mais amplos, por estar</p><p>relacionado à atividade industrial e à aplicação de microrganismos na fabri-</p><p>cação de substâncias. Além dos processos fermentativos tradicionais, como</p><p>a produção de cerveja, vinho e vinagre, temos como destaque tecnológico,</p><p>segundo Gavrilescu (2011), o bioprocessamento de biomassa para produção</p><p>de produtos químicos industriais, a bioconversão de amido em açúcares</p><p>para a produção de bioetanol, biopolímeros com a função de espessantes,</p><p>agentes gelificantes e lubrificantes, biopolímeros biodegradáveis, processos</p><p>enzimáticos, etc.</p><p>Processos biotecnológicos 3</p><p>Biotecnologia verde: está ligada à agricultura e ao desenvolvimento de bio-</p><p>fertilizantes, biopesticidas e mudanças genéticas nas plantações. Segundo</p><p>Wenzel (2006), o melhoramento genético por meio de plantas transgênicas</p><p>para cultivo de soja, milho, algodão e colza proporciona uma tolerância maior</p><p>à aplicação dos herbicidas e ao ataque de insetos, com maior rendimento da</p><p>produção agrícola. Segundo Vargas et al. (2018), as técnicas biotecnológicas</p><p>mais empregadas na biotecnologia verde são a cultura de tecidos, a fixação</p><p>biológica de nitrogênio, o controle biológico de pragas e a modificação ge-</p><p>nética do DNA de plantas.</p><p>Biotecnologia azul: conforme Prabha et al. (2019), a biotecnologia azul inves-</p><p>tiga o ambiente marinho e seus recursos inexplorados, que podem fornecer</p><p>novos alimentos, produtos farmacêuticos e combustíveis. O autor usa o termo</p><p>biorrefinarias marinhas para descrever futuras instalações para a produção</p><p>desses novos produtos. Autores como De La Calle (2017) concordam com o</p><p>potencial do ambiente marinho, que apresenta diversas bactérias e outros</p><p>microrganismos ainda desconhecidos, que podem ter alto potencial de novos</p><p>desenvolvimentos, com destaque para o isolamento da trabectedina de</p><p>Ecteinascidia turbinata para a criação de um medicamento antitumoral para</p><p>tratamento de câncer de ovário, que já foi aprovado por órgãos de saúde.</p><p>Biotecnologia amarela: tem como objetivo a melhoria nutricional dos alimen-</p><p>tos, utilizando basicamente as mesmas técnicas da biotecnologia verde. Zhu</p><p>et al. (2018) citam o exemplo do desenvolvimento de um milho com alto teor</p><p>de carotenoides, substâncias antioxidantes que são muito importantes para</p><p>a saúde e nutrição humanas e também para os animais.</p><p>Biotecnologia cinza: aplica a biotecnologia para a biorremediação de ambien-</p><p>tes aquáticos e terrestres contaminados, bem como para proteger a flora e a</p><p>fauna dos efeitos da poluição. Aplicações mais tradicionais incluem o uso de</p><p>reatores aeróbicos e anaeróbicos no tratamento de efluentes industriais e</p><p>esgoto. Outros exemplos mais modernos incluem a pesquisa de Maestre, Solé</p><p>e Singh (2017) sobre a possibilidade de usar bactérias para restaurar terras</p><p>áridas degradadas e assim recuperar a fertilidade desses solos.</p><p>Biotecnologia dourada: está ligada, por exemplo, ao uso de ouro pela ciência</p><p>da computação para o sequenciamento de peptídeos. Outra aplicação dessa</p><p>biotecnologia está ligada à nanotecnologia. Barabadi (2017) cita o potencial</p><p>da biossíntese de nanopartículas usando biomoléculas naturais, bactérias,</p><p>leveduras, fungos, plantas, algas, organismos fotossintéticos e organismos</p><p>Processos biotecnológicos4</p><p>marinhos para a fabricação de medicamentos e outros produtos químicos.</p><p>Cita também a possibilidade de catálise por enzimas no interior das células</p><p>ou na superfície celular usando nanopartículas.</p><p>Biotecnologia marrom: pesquisa formas de auxiliar o manejo de terras áridas</p><p>e desertos com a criação de sementes melhoradas geneticamente capazes de</p><p>fertilizar esse tipo de ambiente. As técnicas mais empregadas são cultura de</p><p>tecidos vegetais, engenharia genética e marcadores moleculares. Gairola et</p><p>al. (2018) cita que a biotecnologia marrom pode melhorar a eficiência agrícola,</p><p>o meio ambiente e a saúde em terras áridas desérticas.</p><p>Biotecnologia violeta: envolve a bioética e questões jurídicas relacionadas à</p><p>biotecnologia, como a proteção de patentes e invenções. Marcos e Gonçalves</p><p>(2018), por exemplo, mencionam a criação da Lei da Biodiversidade (Lei nº</p><p>13.123/2015) para combater a biopirataria e impedir que a fauna e a flora</p><p>nacionais sofram patenteamento de empresas e países estrangeiros. Além</p><p>disso, temos a Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005), que regulamenta e</p><p>fiscaliza as pesquisas biotecnológicas e a utilização de organismos geneti-</p><p>camente modificados.</p><p>Biotecnologia negra: relaciona-se com o desenvolvimento de armas bioló-</p><p>gicas, por exemplo.</p><p>Reatores em processos biotecnológicos</p><p>Os biorreatores têm a função de realizar a operação unitária de conversão dos</p><p>reagentes em produtos, utilizando-se de organismos vivos como bactérias,</p><p>enzimas, vírus, leveduras e microalgas. Os biorreatores devem ser projetados</p><p>de tal forma que não interfiram nas reações biológicas e/ou bioquímicas, de</p><p>modo que as condições de temperatura, pH, oxigenação, mistura e concen-</p><p>tração sejam mantidas de acordo com os parâmetros estabelecidos.</p><p>De modo geral, podemos classificar os reatores biológicos de diversas</p><p>formas, seja quanto ao seu uso, meio ou aplicação. Inicialmente, vamos</p><p>classificá-los em dois grupos principais em fase aquosa. O grupo I relaciona-</p><p>-se aos sistemas em que os organismos biológicos estão em suspensão ou</p><p>livres, e incluem os biorreatores de tanque agitado (STR), de tanque agitado</p><p>contínuo (CSTR) air-lift, coluna de bolha e plug-flow (Figura 1). Um exemplo</p><p>bem conhecido de sistemas em suspensão são os reatores biológicos para</p><p>o tratamento de efluentes.</p><p>Processos biotecnológicos 5</p><p>Figura 1. Reatores do grupo I.</p><p>Fonte: Adaptada de magnetix/Shutterstock.com.</p><p>STR CSTR Biorreator plug-flow</p><p>Já no grupo II estão os biorreatores de membrana, de leito compactado</p><p>ou fixo e de leito fluidizado, que são usados, entre outros fins, para reações</p><p>catalisadas enzimáticas imobilizadas.</p><p>Reatores do grupo I</p><p>Biorreatores STR e CSRT</p><p>O funcionamento de reatores STR e CSRT é igual aos reatores químicos em</p><p>batelada STR, em que um impulsor localizado na parte interna do reator deve</p><p>proporcionar a agitação e a mistura adequadas dos componentes introdu-</p><p>zidos pela rotação do eixo que movimenta</p><p>o impelidor. Em alguns modelos,</p><p>é possível instalar um aspersor de ar comprimido para oxigenar o meio, se</p><p>necessário.</p><p>Segundo Zhong (2011), esse tipo de reator apresenta como vantagens a</p><p>mistura adequada dos componentes, a boa transferência de oxigênio no meio</p><p>reacional, uma ampla gama de geometria dos impulsores, que pode seu usada</p><p>para as mais diversas aplicações, e a flexibilidade de escala, adequando-se</p><p>a pequenas ou grandes produções. As desvantagens principais citadas pelo</p><p>autor são o alto consumo de energia e o cisalhamento elevado provocado em</p><p>células animais e vegetais, o que exige ainda estudos para otimizar o processo</p><p>para resolver essas questões. Nesse sentido, os impulsores em forma de</p><p>âncora são preferidos em relação aos impulsores do tipo pá ou hélice, que</p><p>são mais agressivos. Um exemplo de produto biotecnológico fabricado nesse</p><p>tipo reator é a vacina contra a febre aftosa, entre outras.</p><p>Processos biotecnológicos6</p><p>O reator CSRT difere do STR por trabalhar em regime contínuo. Uma</p><p>aplicação de bons resultados do reator CSRT foi executada por Han et al.</p><p>(2012), que com ele produziram biocombustíveis de etanol e hidrogênio pela</p><p>fermentação de melaço.</p><p>Biorreatores air-lift</p><p>Os biorreatores air-lift (Figura 2), como o próprio nome indica, utilizam injeção</p><p>de ar comprimido para provocar de forma pneumática a aeração necessária</p><p>para os microrganismos aeróbicos também promover agitação e mistura.</p><p>O reator possui um tubo interno pelo qual o ar comprimido, ao ser alimentado,</p><p>promove o surgimento de um fluxo ascendente de líquido com as partículas</p><p>suspensas que estavam dentro do tubo interno. O uso de ar comprimido diminui</p><p>o problema de cisalhamento causado por impulsores. Além disso, a presença</p><p>do fluxo ascendente promove uma boa transferência de calor e massa.</p><p>Figura 2. Reator air-lift.</p><p>Fonte: Adaptada de Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017).</p><p>Uma derivação desse sistema é o air-lift em dois estágios, em que dois</p><p>reatores são colocados em série, com o primeiro em temperatura mais baixa</p><p>que o segundo. Esse sistema é necessário para aplicações que exigem uma</p><p>variação de estágios térmicos durante a reação.</p><p>Processos biotecnológicos 7</p><p>Biorreatores coluna de bolha</p><p>Em biorreatores coluna de bolha, como visto na Figura 3, o ar é injetado pela</p><p>parte inferior do reator e, em contato com uma mistura líquida ou sólido-</p><p>-líquida, ocorre o borbulhamento da mistura, proporcionando uma alta</p><p>transferência de massa e calor.</p><p>Figura 3. Reator coluna de bolha.</p><p>Fonte: Adaptada de Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017).</p><p>Conforme Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017), assim como os bior-</p><p>reatores air-lift, os biorreatores coluna de bolha podem ser empregados</p><p>em processos aeróbicos de fermentação, cultivo de colônias de bactérias,</p><p>fungos e leveduras, hidrólise enzimática, entre outras aplicações envolvendo</p><p>bioprocessos.</p><p>Kantarci, Borak e Ulgen (2005) citam algumas aplicações importantes que</p><p>foram obtidas nesse tipo de reator, especialmente em biocatálises, como a</p><p>obtenção de ácido acético Acetobacter aceti e o emprego da Saccharomyces</p><p>cerevisiae para produzir bioálcool a partir do extrato de beterraba.</p><p>Biorreatores plug-flow</p><p>Segundo Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017), biorreatores plug-flow</p><p>consistem em um tubo no qual a reação ocorre em seu interior e o produto</p><p>final sai pela extremidade do tubo. Os mesmos autores indicam esse tipo de</p><p>reator para aplicação em tratamento de resíduos e efluentes, processo que não</p><p>exige produtos muito homogêneos, apenas a degradação da matéria orgânica.</p><p>Processos biotecnológicos8</p><p>Reatores do grupo II</p><p>Biorreatores de leito fluidizado</p><p>Os biorreatores de leito fluidizado seguem basicamente o mesmo princípio do</p><p>biorreator de bolhas. São usados principalmente em sistemas com biocatálise,</p><p>em que os biocatalisadores adquirem o estado de fluidização e, em contato</p><p>com a alimentação dos reagentes, provocam a formação dos produtos que</p><p>são removidos do reator, conforme ilustrado na Figura 4.</p><p>Figura 4. Biorreatores de leito fluidizado.</p><p>Fonte: Adaptada de Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017).</p><p>Biorreatores de leito compactado ou fixo</p><p>Consistem na formação de um leito fixo compactado de biocatalisadores</p><p>(Figura 5), pelo qual o material líquido irá fluir continuamente de forma as-</p><p>cendente ou descendente até a formação dos produtos que serão removidos</p><p>do reator.</p><p>Processos biotecnológicos 9</p><p>Figura 5. Biorreator de leito compactado ou fixo.</p><p>Fonte: Adaptada de Tonso, Badino Junior e Schmidell (2017).</p><p>Biorreatores de membrana</p><p>Segundo Yoon (2016), os biorreatores de membrana (MBRs) são formados por</p><p>um reator biológico com a presença de uma membrana de ultra e/ou micro-</p><p>filtração. Esse tipo de reator é muito pesquisado para uso em tratamento de</p><p>efluentes, mas existem diversos relatos de outras aplicações, como o uso de</p><p>reatores com biocatalisadores imobilizados, como enzimas, microrganismos</p><p>e células para produzir e separar produtos farmacêuticos.</p><p>Existem três sistemas principais para esse tipo de biorreator (YOON,</p><p>2016): biorreator de membrana imersa, em que a membrana de filtração está</p><p>dentro do biorreator; o biorreator de membrana de fluxo cruzado, em que</p><p>a membrana está separada do biorreator, realizando então uma operação</p><p>posterior; e o biorreator de membrana híbrida, que é igual ao sistema de</p><p>membrana imersa, mas com tubulações internas de direcionamento para a</p><p>membrana para evitar entupimentos.</p><p>Biorreatores em fase não aquosa</p><p>São utilizados para a fermentação em estado sólido, que, conforme Grajales</p><p>Agudelo (2014), ocorre sobre um meio sólido que serve como suporte ou fonte</p><p>de nutrientes para os microrganismos promoverem uma fermentação ou</p><p>reação. Os tipos mais comuns são os reatores com bandejas, tambor rotativo,</p><p>leito fixo e leito fluidizado gás–sólido.</p><p>Processos biotecnológicos10</p><p>Os reatores de leito fixo e móvel seguem o mesmo princípio da fase aquosa,</p><p>com a diferença do uso de um gás inerte ou ar juntamente com o sólido,</p><p>proporcionando uma melhor circulação do gás e, consequentemente, um</p><p>aumento da transferência de calor. Já os biorreatores de bandejas e tambor</p><p>rotativo consistem no material sólido sofrendo a circulação de ar ou gás em</p><p>seu interior.</p><p>Conforme Bertucci-Neto et al. (2009), a fermentação sólida é antiga e</p><p>remonta à fermentação de arroz por Aspergillus oryzae para produzir koji</p><p>por sistema de bandejas. Atualmente, vem sendo muito estudada para a</p><p>fermentação de resíduos sólidos.</p><p>O processo biotecnológico da produção da penicilina envolve o uso</p><p>de biorreatores de agitação em fase aquosa, mas é possível recorrer</p><p>à fermentação em estado sólido também (Figura 6).</p><p>Figura 6. Biorreator para produção de penicilina.</p><p>Fonte: Cergios/Shutterstock.com.</p><p>Processos biotecnológicos 11</p><p>Cepas de Penicillium chrysogenum são adicionadas com os nutrientes con-</p><p>tendo carbono e nitrogênio e outros sais minerais, submetidos a constante</p><p>agitação e aeração com ar esterilizado para evitar contaminações. É necessário</p><p>controlar a temperatura e o pH, que deve ficar entre 6,4 e 6,8 para máxima</p><p>conversão. Com esse sistema, chega-se a 40–50 gramas de penicilina por litro</p><p>de cultura, com um rendimento de recuperação de 90%, isso graças ao desen-</p><p>volvimento biotecnológico das cepas dos fungos bem diferente de quando a</p><p>penicilina foi descoberta por Fleming, em que os rendimentos eram baixos. Após</p><p>alguns dias, ocorre a transformação na penicilina pelos fungos. Então o liquido</p><p>é filtrado, concentrado, precipitado e purificado para depois ser misturado</p><p>com veículos inertes e prensado na forma de comprimidos ou na forma liquida</p><p>e injetável (PEREIRA; OLIVEIRA, 2016).</p><p>Cinética das fermentações</p><p>Segundo Silva et al. (2016), os modelos cinéticos das fermentações servem</p><p>para prever e analisar o crescimento dos microrganismos, a quantidade dos</p><p>produtos e o consumo de substrato, devendo-se partir de um modelo mais</p><p>simples e então ajustá-lo de acordo com as características de cada processo.</p><p>A elaboração de um modelo cinético ajuda a controlar o processo e a garantir</p><p>a qualidade do produto final.</p><p>Tipos de modelos cinéticos para processos de</p><p>fermentação</p><p>Os modelos cinéticos, segundo Silva (2018), podem ser classificados como:</p><p>� não estruturados e não segregados — considerando os organismos</p><p>como solutos;</p><p>� estruturados e não segregados — organismos são considerados indi-</p><p>vidualmente e com composição homogênea em relação a um conjunto</p><p>de múltiplos componentes;</p><p>� não estruturados e segregados — organismos individuais distintos são</p><p>caracterizados por um único componente;</p><p>� estruturados e segregados — organismos distintos e caracterizados</p><p>por múltiplos componentes.</p><p>Os modelos cinéticos mais simples para estudar incialmente as fermenta-</p><p>ções em biorreatores são os chamados não estruturados, que consideram que</p><p>a população de microrganismos é homogênea tanto em termos metabólicos</p><p>Processos biotecnológicos12</p><p>quanto estruturais. Conforme González-Figueredo, Flores-Estrella e Rojas-</p><p>-Rejón (2019), os modelos cinéticos não estruturados são fundamentados em</p><p>observações semiempíricas usadas para representar o crescimento celular.</p><p>O modelo de Monod é um dos mais utilizados nessa categoria, e descreve</p><p>a relação proporcional da taxa de crescimento específica e as baixas concen-</p><p>trações de substrato. A equação de Monod é mostrada a seguir:</p><p>µ =</p><p>µmax ∙ [ ]</p><p>+ [Ks ]</p><p>onde:</p><p>� μ é a taxa de crescimento específica;</p><p>� μmax é a taxa de crescimento específica máxima, em h–1;</p><p>� [S] é a concentração de substrato, em g/L;</p><p>� Ks é a constante de saturação, em g/L.</p><p>Nesse modelo, temos que o crescimento da biomassa será limitado pela</p><p>quantidade de nutriente presente, ou seja, à medida que forem são consumi-</p><p>dos, a taxa de crescimento específica tenderá a diminuir até zerar. A constante</p><p>ks do modelo equivale à concentração do nutriente limitante [S], em que a</p><p>taxa de crescimento será igual à metade da taxa de crescimento máxima μmax.</p><p>Segundo Bai, Anderson e Moo-Young (2008), a equação de Monod não</p><p>pode ser aplicada quando ocorre a presença de inibidores ou contaminantes</p><p>no meio reacional.</p><p>O modelo de Monod é o mais aplicado para a criação de outros</p><p>modelos que corrigem certos parâmetros que ocorrem durante as</p><p>reações. Para efeito da ação de inibição do substrato, o modelo de Andrews é</p><p>o mais conhecido. Já pela inibição do produto, temos o modelo de Aiba–Shoda–</p><p>Nagatani. Para a inibição celular, usa-se o modelo de Lee–Pollard–Coulman.</p><p>Existem casos de combinação de vários fatores, e para esses casos temos os</p><p>modelos de inibição mista: modelo de Andrews–Levenspiel, modelo de Levens-</p><p>piel–Lee–Pollard–Coulman, modelo de Andrews–Lee–Pollard–Coulman e modelo</p><p>de Andrews–Lee–Pollard–Coulman–Levenspiel.</p><p>Para cada aplicação, é preciso verificar como aplicar o melhor modelo para</p><p>obter os melhores resultados teóricos e experimentais.</p><p>Processos biotecnológicos 13</p><p>Modelos cinéticos para processos de enzimáticos</p><p>Muitos processos biotecnológicos em reatores envolvem a ação de enzimas.</p><p>O modelo cinético mais conhecido para processos enzimáticos é a equação de</p><p>Michaelis–Menten (LODEIRO, 2016). Nesse modelo, temos a seguinte equação:</p><p>=</p><p>max ∙ [ ]</p><p>+ [ ]</p><p>Km</p><p>Observe que essa equação se assemelha à equação de Monod, pois a</p><p>constante de Michaelis–Menten (Km) é igual concentração de substrato [S]</p><p>para a qual a velocidade da reação (v) é metade da velocidade máxima (vmax).</p><p>Conforme Lodeiro (2016), a ação enzimática também é afetada pela pre-</p><p>sença dos inibidores. A equação deduzida para essa situação é a chamada</p><p>equação cinética de Michaelis–Menten para inibidores competitivos:</p><p>=</p><p>max ∙ [ ]</p><p>((1 + [ ])/ ) ∙ [ ]}</p><p>Km Ki</p><p>Observa que, com a inserção da concentração do inibidor [I], a velocidade</p><p>v será menor que a velocidade da reação não inibida. Essa equação é válida</p><p>para inibidores competitivos, ou seja, aquelas substâncias capazes de com-</p><p>petir pelos centros ativos das enzimas.</p><p>Para situações em que o inibidor não é competitivo, ou seja, não se liga</p><p>ao centro ativo da enzima, mas mesmo assim impede a formação do produto,</p><p>temos a chamada equação cinética de Michaelis–Menten para inibidores não</p><p>competitivos:</p><p>=</p><p>max</p><p>1 + [ ]/ /</p><p>+ [ ]</p><p>Km</p><p>Ki</p><p>Nesse caso, a velocidade também será menor que a velocidade de não</p><p>inibidores.</p><p>Processos biotecnológicos14</p><p>Muitos desses modelos são importantes no projeto de biorreatores.</p><p>Como sugestão de consulta, destacamos as obras Fundamentos</p><p>do projeto do biorreator (MCDUFFIE, 2013) e Projeto de sistemas biorreato-</p><p>res (ASENJO, 1994).</p><p>Referências</p><p>BAI, F. W.; ANDERSON, W. A.; MOO-YOUNG, M. Ethanol fermentation technologies from</p><p>sugar and starch feedstock. Biotechnology Advances, Oxford, v. 26, n. 1, p. 89–105, 2008.</p><p>BARABADI, H. Nanobiotechnology: a promising scope of gold biotechnology. Cellular</p><p>and Molecular Biology, Paris, v. 63, n. 12, p. 3–4, 2017.</p><p>BERTUCCI-NETO, V. et al. Automação de reatores de fermentação sólida para produção</p><p>de enzimas. São Carlos: Embrapa Instrumentação Agropecuária, 2009. (Embrapa Ins-</p><p>trumentação Agropecuária Documentos, 48).</p><p>DE LA CALLE, F. Marine microbiome as source of natural products. Microbial Biotech-</p><p>nology, Hoboken, v. 10, n. 6, p. 1293–1296, 2017.</p><p>DENIZ, I.; GARCÍA-VAQUERO, M.; IMAMOGLU, E. Trends in red biotechnology: microalgae for</p><p>pharmaceutical applications. In: MUÑOZ, R.; GONZALEZ-FERNANDEZ, C. (ed.). Microalgae-</p><p>-based biofuels and bioproducts: from feedstock cultivation to end-products. Sawston:</p><p>Woodhead Publishing, 2017. p. 429–460.</p><p>ELSAYED, I. G.; KANWUGU, O. N.; IVANTSOVA, M. N. Red biotechnology: a healthy world.</p><p>In: VOLKOVICH, V. A. (ed.). Physics, technologies and innovation (PTI-2019): proceedings</p><p>of the VI International Young Researchers’ Conference. Ekaterinburg: AIP Publishing,</p><p>2019. p. 020211.</p><p>GAIROLA, S. et al. Strengthening desert plant biotechnology research in the United</p><p>Arab Emirates: a viewpoint. Physiology and Molecular Biology of Plants, New Delhi, v.</p><p>24, n. 4, p. 521–533, 2018.</p><p>GAVRILESCU, M. 2.66: sustainability. In: MOO-YOUNG, M. Comprehensive biotechnology.</p><p>2nd ed. Cambridge: Academic Press, 2011. p. 905–923.</p><p>GRAJALES AGUDELO, L. M. Desenvolvimento de um biorreator rotativo para produção</p><p>de enzimas celulolíticas por fermentação em estado sólido. 2014. Tese (Doutorado em</p><p>Engenharia e Ciência de Alimentos) — Instituto de Biociências, Letras e Ciências Extas,</p><p>Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, 2014.</p><p>GONZÁLEZ-FIGUEREDO, C.; FLORES-ESTRELLA, R. A.; ROJAS-REJÓN, O. A. Fermentation:</p><p>metabolism, kinetic models, and bioprocessing. In: SHIOMI, N. (ed.). Current topics in</p><p>biochemical engineering. London: IntechOpen, 2019. p. 1–17.</p><p>GUSMÃO, A. O. M.; SILVA, A. R.; MEDEIROS, M. O. A biotecnologia e os avanços da socie-</p><p>dade. Biodiversidade, Cuiabá, v. 16, n. 1, p. 135–154, 2017.</p><p>HAN, W. et al. Biological fermentative hydrogen and ethanol production using conti-</p><p>nuous stirred tank reactor. International Journal of Hydrogen Energy, [s. l.], v. 37, n. 1,</p><p>p. 843–847, 2012.</p><p>KAFARSKI, P. Rainbow code of biotechnology. Chemik, [s. l.], v. 66, n. 8, p. 811–816, 2012.</p><p>Processos biotecnológicos 15</p><p>KANTARCI, N.; BORAK, F.; ULGEN, K. O. Bubble column reactors. Process Biochemistry,</p><p>[s. l.], v. 40, n. 7, p. 2263–2283, 2005.</p><p>LODEIRO, A. Fundamentos de cinética enzimática. In: LODEIRO, A. Catálisis enzimática.</p><p>Buenos Aires: Editorial de la Universidad Nacional de La Plata, 2016.</p><p>MAESTRE, F. T.; SOLÉ, R.; SINGH, B. K. Microbial biotechnology as a tool to restore</p><p>degraded drylands. Microbial Biotechnology, Hoboken, v. 10, n. 5, p. 1250–1253, 2017.</p><p>MARCOS, L. J. M.; GONÇALVES, T. F. Patentes e biopirataria; comentários à legislação,</p><p>com destaques à biotecnologia. UNESC em Revista, Colatina, v. 2, n. 1, p. 51–64, 2018.</p><p>OECD. A framework for biotechnology statistics. Paris: OECD, 2005.</p><p>PEREIRA, E. L.; OLIVEIRA, A. F. A. A produção de antibióticos por processos fermentativos</p><p>aeróbios. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Betim,</p><p>v. 14, n. 2, p. 1058–1078, 2016.</p><p>PRABHA, S. P. et al. Blue biotechnology: a vision for future marine biorefineries. In:</p><p>KUMAR, R. P. et al. (ed.). Refining biomass residues for sustainable energy and biopro-</p><p>ducts. Cambridge: Academic Press, 2019. p. 463–480.</p><p>SILVA, A. C. B. Modelagem e otimização da produção de biossurfactante utilizando</p><p>melaço de soja. 2018. Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) — Universidade</p><p>Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018.</p><p>SILVA, C. L. et al. Modelagem e estimação de parâmetros do processo de produção</p><p>de etanol em reator batelada por Saccharomyces cerevisiae. Scientia Plena, [s. l.], v.</p><p>12, n. 5, p. 1–14, 2016.</p><p>TONSO, A.; BADINO JUNIOR, A. C.; SCHMIDELL, W. Tipos de biorreatores e formas de</p><p>operação. In: SCHMIDELL, W. (org.). Engenharia bioquímica. São Paulo: Blucher, 2017.</p><p>p. 109–124. (Biotecnologia Industrial, v. 2).</p><p>VARGAS, B. D et al. Biotecnologia e alimentos geneticamente modificados: uma revisão.</p><p>Revista Contexto & Saúde, Ijuí, v. 18, n. 35, p. 19–26, 2018.</p><p>WENZEL, G. Molecular plant breeding: achievements in green biotechnology and future</p><p>perspectives. Applied Microbiology and Biotechnology, Berlin, v. 70, n. 6, p. 642–650, 2006.</p><p>YOON, S. H. Membrane bioreactor processes: principles and applications. Boca Raton:</p><p>CRC Press, 2016.</p><p>ZHONG, J. J. Bioreactor engineering. In: MOO-YOUNG, M. Comprehensive biotechnology.</p><p>2nd ed. [S. l.]: Pergamon, 2011.</p><p>ZHU, C. et al. High-carotenoid maize: development of plant biotechnology prototypes</p><p>for human and animal health and nutrition. Phytochemistry Reviews, [s. l.], v. 17, n. 2,</p><p>p. 195–209, 2018.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>ALTERTHUM, F. (org.). Biotecnologia industrial: fundamentos. São Paulo: Blucher, 2020.</p><p>v. 1.</p><p>AQUARONE, E. et al. (coord.). Biotecnologia na produção de alimentos. São Paulo:</p><p>Blucher, 2001. (Biotecnologia industrial, v. 4).</p><p>ASENJO, J. A. Bioreactor system design. Boca Raton: CRC Press, 1994.</p><p>Processos biotecnológicos16</p><p>BARCELOS, M. C. S. et al. The colors of biotechnology: general overview and develo-</p><p>pments of white, green and blue areas. FEMS Microbiology Letters, Oxford, v. 365, n.</p><p>21, p. 1–11, 2018.</p><p>LIMA, U. A. (org.). Processos fermentados e enzimáticos. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2019.</p><p>(Biotecnologia Industrial, v. 3).</p><p>MCDUFFIE, N. G. Bioreactor design fundamentals. Burlington: Butterworth-Heinemann,</p><p>2013.</p><p>SCHMIDELL, W. (org.). Engenharia bioquímica. São Paulo: Blucher, 2017. (Biotecnologia</p><p>Industrial, v. 2).</p><p>TORRES, A. C. et al. Glossário de biotecnologia. Brasília: Embrapa Hortaliças, 1999.</p><p>(Embrapa Hortalicas. Circular Tecnica, 19).</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos</p><p>testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da</p><p>publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas</p><p>páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores</p><p>declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou</p><p>integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>Processos biotecnológicos 17</p><p>Dica do professor</p><p>A biotecnologia permitiu o avanço na área ambiental com a criação de inúmeros produtos para a</p><p>mitigação de danos ambientais ao solo, ao ar e à água. Muitos equipamentos foram desenvolvidos</p><p>com o uso de organismos vivos para o tratamento ambiental.</p><p>Um exemplo disso são os reatores biológicos aeróbios e anaeróbios, que já estão altamente</p><p>difundidos nas estações de tratamento de água e esgoto, seja de empresas de abastecimento de</p><p>água ou de indústrias. Os reatores anaeróbios têm melhor aplicação em indústrias com alto valor de</p><p>demanda bioquímica de oxigênio (DBO), e vários modelos estão disponíveis.</p><p>Nesta Dica do Professor, confira o processo anaeróbio da digestão de efluentes com o uso de</p><p>reatores biológicos destinados para esse fim.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/539970e9b1bfab8df3479779ae36abb0</p><p>Exercícios</p><p>1) Em um biorreator anaeróbio utilizado para o tratamento de efluentes com alta carga</p><p>orgânica em uma indústria, ocorre a geração de lodo à medida que os microrganismos</p><p>começam a degradar o material orgânico presente no efluente. Para dimensionar esse</p><p>processo, é comum utilizar o cálculo de coeficiente de rendimento, chamado de (Y), que</p><p>possibilita o cálculo da produção de lodo gerada. O coeficiente Y é calculado como a razão</p><p>da quantidade de biomassa produzida por unidade de substrato consumido. Ensaios em</p><p>laboratório demonstraram que os microrganismos empregados nesse biorreator são capazes</p><p>de produzir 30mg/L de lodo na digestão dos poluentes existentes no efluente, com</p><p>concentração de 95mg/L.</p><p>Com base nisso, calcule o coeficiente de rendimento desse processo e avalie o resultado de</p><p>Y, que, segundo Shuller (1992), se situa entre 0,1 e 0,35mg de lodo/mg de substrato para</p><p>processos anaeróbios.</p><p>A) O valor de Y é 3,1mg de lodo/mg de substrato; portanto, o biorreator deve ser</p><p>redimensionado para entregar o resultado de eficiência esperado.</p><p>B) O valor de Y é 65mg de lodo/mg de substrato; portanto, o biorreator deve ser</p><p>redimensionado para entregar o resultado de eficiência esperado.</p><p>C) O valor de Y é 0,31mg de lodo/mg de substrato; portanto, o biorreator consegue entregar o</p><p>resultado de eficiência esperado.</p><p>D) O valor de Y é 125mg de lodo/mg de substrato; portanto, o biorreator deve ser</p><p>redimensionado para entregar o resultado de eficiência esperado.</p><p>E) O valor de Y é 0,15mg de lodo/mg de substrato; portanto, o biorreator consegue entregar o</p><p>resultado de eficiência esperado.</p><p>2) A biolixiviação consiste na extração de metais de minérios por meio do ataque direto</p><p>enzimático de microrganismos ou, de forma indireta, por meio da geração de compostos</p><p>pelos microrganismos como ácidos para separar o metal de interesse. Essa aplicação</p><p>biotecnológica já é conhecida e proporciona ganhos de custo, produtividade e ambientais.</p><p>Considerando que a biolixiviação é realizada por bactérias, assinale a alternativa que se</p><p>enquadra nesses requisitos.</p><p>A) T. thiooxidans, T. ferrooxidans e Ferrobacillus terrooxidans.</p><p>CACM ACER</p><p>Realce</p><p>CACM ACER</p><p>Realce</p><p>B) Nitrogenase, tripsina e arginase.</p><p>C) Aspergillus oryzae, Agaricus blazei e Pestalotiopsis microspora.</p><p>D) Crypthecodinium, Chlorella e Spirulina.</p><p>E) Tritrichomonas musculis, Aspidisca costata e Vorticella alba.</p><p>3) As chamadas enzimas de restrição são proteínas que têm a capacidade de reconhecer uma</p><p>sequência de nucleotídeos e realizar o corte específico no local desejado do DNA. Portanto,</p><p>elas são uma ferramenta importante para a engenharia genética.</p><p>Qual das sequências a seguir é mais adequada para que ocorra o corte por uma enzima de</p><p>restrição?</p><p>A) TGCCCC.</p><p>B) TGCGCA.</p><p>C) TGGGCA.</p><p>D) TGCTGC.</p><p>E) TGCCGT.</p><p>4) Os biorreatores que necessitam de fermentação com microrganismos aeróbios utilizam</p><p>compressores de ar esterilizado ou oxigênio também esterilizado, que passam por filtros</p><p>adequados, a fim de evitar contaminações.</p><p>Considerando um biorreator em que, para o balanço de massa, a taxa do oxigênio medido</p><p>por um sensor na entrada é igual à taxa do oxigênio medido na saída, cuja taxa de acúmulo é</p><p>zero, pode-se afirmar que:</p><p>A) o oxigênio dissolvido no sistema aumenta e depois diminui.</p><p>B) o oxigênio dissolvido no sistema diminui e depois aumenta.</p><p>C) o oxigênio dissolvido diminui.</p><p>D) o oxigênio dissolvido aumenta.</p><p>E) o oxigênio dissolvido permanece constante.</p><p>CACM ACER</p><p>Realce</p><p>CACM ACER</p><p>Realce</p><p>5) O crescimento dos microrganismos em um biorreator segue quatro etapas principais: inicial,</p><p>chamada de fase lag, sem crescimento celular; exponencial, com grande</p><p>crescimento; estacionária; e morte. Considerando que na fase exponencial há a maior parte</p><p>do crescimento, em um biorreator em batelada, foram carregados 50 gramas de</p><p>microrganismos diluídos em 100 litros. Sabe-se que a taxa de crescimento dos</p><p>microrganismos é de 0,15/h e que a fase lag medida experimentalmente</p><p>é de 45 minutos.</p><p>Após cinco horas de fase de crescimento, qual será a concentração dos microrganismos</p><p>presentes?</p><p>Dado: equação para o cálculo da fase exponencial de crescimento:</p><p>X = Xo.eμt</p><p>onde X é a concentração de microrganismos em g/L; Xo é a concentração inicial em g/L; t é o tempo em horas;</p><p>e μ é a taxa de crescimento em h-1.</p><p>A) 0,560g/L.</p><p>B) 1,058g/L.</p><p>C) 0,946g/L.</p><p>D) 1,184g/L.</p><p>E) 0,473g/L.</p><p>CACM ACER</p><p>Realce</p><p>Na prática</p><p>Em indústrias envolvidas em bioprocessos, a utilização dos biorreatores é fundamental, pois eles</p><p>exercem um papel principal na obtenção do produto desejado. Os biorreatores de agitação tipo</p><p>STR são os mais utilizados nas indústrias. No entanto, se as especificações adequadas de</p><p>temperatura, pH, quantidade de oxigênio e mistura não forem seguidas, alguns problemas podem</p><p>surgir durante a operação. Portanto, o monitoramento do processo faz-se fundamental para que se</p><p>obtenha o produto adequado.</p><p>Neste Na Prática, confira recomendações sobre como proceder para acompanhar variáveis de</p><p>processos importantes em biorreatores para a produção de culturas de microrganismos.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/adb11b5f-5fa0-4fd9-b867-b6631201cef4/8ec07547-6d4a-4007-9179-38e688292435.jpg</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja a seguir as sugestões do professor:</p><p>A biotecnologia e os avanços da sociedade</p><p>No artigo a seguir, confira as aplicações da biotecnologia no contexto atual da sociedade.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Potencialidade do reator biológico de leito móvel: revisão</p><p>bibliográfica</p><p>Os reatores de leito fluidizado têm alcançado a área da biotecnologia em inúmeras aplicações. Para</p><p>saber mais sobre os reatores biológicos de leito móvel, acesse o artigo a seguir.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Avaliação do desenvolvimento de biofilme em meio de suporte</p><p>esponjoso em reator biológico de leito móvel (MBBR) no</p><p>tratamento de efluente de indústria de celulose</p><p>Acesse a dissertação a seguir para conferir uma pesquisa sobre o uso de reatores biológicos no</p><p>tratamento de efluentes com alta teor de material orgânico, como na indústria de papel.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/biodiversidade/article/view/4979/3357</p><p>http://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2018/IX-014.pdf</p><p>https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/4878/1/biofilmeesponjosoindustriacelulose.pdf</p><p>Contribuição para o aprimoramento de projeto, construção e</p><p>operação de reatores UASB aplicados ao tratamento de esgoto</p><p>sanitário – Parte 1: Tópicos de interesse</p><p>Nesta série de artigos sequenciais, confira a apresentação de um reator muito aplicado no Brasil na</p><p>área de tratamento de esgotos com o uso de microrganismos anaeróbios: o reator UASB.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_214_n_1756.pdf</p>

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