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<p>Religiões de Matriz</p><p>Africana: Um</p><p>Panorama</p><p>Saberes das religiões de matriz africana</p><p>Prof(a) Maria Gisele de Alencar</p><p>Orientação</p><p>Unidade de Ensino: Saberes das religiões de matriz africana.</p><p>Competência da Unidade de Ensino: Compreender a cosmovisão das</p><p>religiões de matriz africana no que tange a noção de saúde, saúde coletiva, cura,</p><p>tempo e a natureza; do mesmo modo, espera-se que seja apreendido as</p><p>singularidades e particularidades étnicas e culturais do continente africano e as</p><p>suas influências em outros territórios, no bojo da Diáspora.</p><p>Resumo: Analisar o modo como as tradições religiosas experienciam o</p><p>cotidiano, o universo da saúde, da cura a partir de uma visão integral da pessoa.</p><p>Deste modo, desenvolver-se-á os conhecimentos sobre os rituais, sobre as</p><p>divindades e as conexões com a natureza, com tempo e a organização social. Por</p><p>fim, compreenderemos como esses ritos e práticas ocorreram outros territórios</p><p>por meio do sincretismo.</p><p>Palavras-chave: Ritos. Divindades. Saúde. Coletividade. Diáspora. Sincretismo</p><p>Título da teleaula: Saberes das religiões de matriz africana.</p><p>Teleaula nº 4</p><p>Contextualizando</p><p>Entender como, a partir da cosmovisão das religiões de matriz</p><p>africana conceitua-se a noção de saúde, saúde coletiva e cura.</p><p>Compreender a relação entre o sagrado e os rituais de cura.</p><p>Conhecer a relação da natureza com o processo de saúde e</p><p>cura, contextualizando a partir das singularidades étnicas e</p><p>culturais.</p><p>Saber sobre as divindades e os caminhos de cura, assim como</p><p>a relação com os elementos da natureza.</p><p>Analisar a noção do Tempo das tradições das religiões</p><p>africanas.</p><p>Considerar a influências e o sincretismo: Europa e América.</p><p>Conceitos</p><p>Os rituais de curas</p><p>Orientação</p><p>Os rituais</p><p>Os rituais religiosos relacionados à busca de cura têm</p><p>principalmente uma função social com suas próprias</p><p>lógicas simbólicas e culturais, que são instransponíveis ao</p><p>discurso científico da modernidade.</p><p>• aliança: as forças da natureza ao sentido da vida;</p><p>• significado que vai para além do concreto, do literal.</p><p>• a jornada de busca pela cura.</p><p>A cura e a desigualdade</p><p>O acesso à medicina moderna/científica/alopática:</p><p>necessária, porém não contempla as pessoas de modo</p><p>igual.</p><p>• desigualdade é que comanda o acesso à cura de</p><p>doenças pelo método moderno?</p><p>• o acesso restrito.</p><p>• diante da desigualdade de acesso, recorrer ao campo</p><p>do sagrado/religioso, pode ser uma alternativa?</p><p>A cura e integralidade</p><p>Nos rituais religiosos para a cura, os saberes tradicionais</p><p>africanos têm como base duas características:</p><p>• as forças da natureza.</p><p>• a cosmovisão integrativa.</p><p>Todo ritual de cura implica no conhecimento de que a</p><p>vida está intimamente ligada às forças da natureza,</p><p>considerado o espaço de potência das divindades</p><p>A saúde</p><p>A saúde está baseada no conceito de “axé”, a energia da</p><p>vida, que pode estar equilibrada ou desequilibrada.</p><p>• alguns procedimentos rituais são aconselhados como o</p><p>jogo de búzios, o ebó, os banhos, as folhas e raízes</p><p>medicinais, as benzeduras.</p><p>• desequilíbrio físico poder ser resulto do desequilíbrio</p><p>espiritual, assim como, o desequilíbrio espiritual pode</p><p>ter vindo de um desequilíbrio físico.</p><p>O coletivo e a prevenção</p><p>A saúde coletiva demanda o cuidado e a prevenção:</p><p>estratégias muito comuns em várias religiões.</p><p>• atenção básica à saúde aos que são acolhidos;</p><p>• suporte e respeito a diversidade;</p><p>• a sabedoria dos mais velhos;</p><p>• a inclusão daqueles que muitas vezes não possuem</p><p>recursos a medicina clínica/científica: não significa, em</p><p>hipótese alguma, desconsiderar esse conhecimento.</p><p>Conceitos</p><p>A cura, a flora, a</p><p>cultura</p><p>Pré julgar e o ato de cura</p><p>A própria biologia e química modernas confirmaram as</p><p>propriedades de várias plantas utilizada pelos saberes</p><p>religiosos africanos.</p><p>Saberes: a partir do conhecimento empírico, passado de</p><p>geração em geração.</p><p>• Evidentemente existe um interesse econômico nessas</p><p>“descobertas”, mas, mesmo assim, é um sinal de</p><p>comprovação de que muitas terapias utilizadas pela</p><p>sabedoria africana não são supersticiosas.</p><p>O rito e a planta</p><p>Os remédios da flora africana não agem sozinhos, pois</p><p>dependem dos rituais e saberes atrelados - são parte de</p><p>um todo na cosmovisão africana.</p><p>• são envolvidos saberes compartilhados oralmente,</p><p>saberes que se tornaram com o tempo em tradições</p><p>coletivas.</p><p>• quem “prescreve” é um curandeiro, xamã, sacerdote,</p><p>terapeuta e a tradição cultural e, no universo religioso,</p><p>as divindades e entidades.</p><p>A sociedade étnica</p><p>De modo geral, os indivíduos estão em um ambiente de</p><p>pertença, de acolhimento e motivação para alcançar a</p><p>cura de alguma doença, contudo, o modo que se</p><p>operacionaliza os ritos e as práticas, são particulares.</p><p>• O que é comum: estilo de vida inclusivo, utilização dos</p><p>recursos disponíveis na natureza, invariavelmente</p><p>cultivam e criam o que comem e usam códigos sociais</p><p>territoriais.</p><p>As etnias são diferentes, mas compartilham de códigos</p><p>sociais e culturais semelhantes para estabelecer, por</p><p>exemplo: o acesso à água, ao alimento cultivado, ou a</p><p>outros recursos.</p><p>• Códigos que são comandados pela ordem social, que</p><p>podem vir de uma autoridade religiosa, da ação divina</p><p>ou liderança tribal.</p><p>A divindade e a cura</p><p>Nas religiões de matriz africana, conduzidas no Brasil,</p><p>estabelecem a conexão entre vida – saúde – doença –</p><p>cura, a partir dos ritos à divindade Omulu Obaluê.</p><p>• poder de intervenção na vida ao dominar os territórios</p><p>da cura e da enfermidade.</p><p>• Omolú é cultuado desde o período anterior à Idade</p><p>dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo,</p><p>conheceu todas as dores do mundo e superou todas.</p><p>Por isso, Omolú se tornou médico - o médico dos</p><p>pobres.</p><p>Conceitos</p><p>A noção do Tempo</p><p>O tempo e o sagrado</p><p>Toda religião adota o tempo como um componente</p><p>fundamental para estabelecer no seu espaço a invocação</p><p>do transcendente - forma de dar um significado diferente</p><p>para o tempo.</p><p>A festa - exige um preparo, um ritual que antecede o</p><p>encontro e as ações festivas.</p><p>O culto - faz do tempo um momento especial de relação</p><p>do fiel com o “objeto” de sua invocação.</p><p>• torna o tempo sagrado.</p><p>O tempo, o cotidiano e o sagrado</p><p>Não há separação entre a vida cotidiana da vida religiosa,</p><p>tudo faz parte do mesmo mundo, da mesma dimensão, o</p><p>sagrado não se configura em um momento, mas em</p><p>todos os momentos.</p><p>• existe sim um tempo sagrado específico no terreiro</p><p>onde ocorre o culto, mas esse tempo se estende para</p><p>os outros momentos da vida, inclusive nas rotinas.</p><p>• os momentos são sagrados, nada escapa à influência</p><p>das entidades e divindades.</p><p>O tempo e a ancestralidade</p><p>• A importância dos ancestrais para a composição da</p><p>identidade social e cultural.</p><p>• Ao cotidiano: não apenas uma noção de sagrado, mas</p><p>também os antepassados e seus atos, como se</p><p>estivessem constantemente sendo presentificados.</p><p>• Os antepassados fazem parte integrante da atualidade,</p><p>do presente, sejam nos conselhos ou decisões da</p><p>comunidade e do indivíduo.</p><p>• Não se trata, tão somente, de uma “memória”, ainda</p><p>que ela seja importante, mas é a reapropriação da</p><p>memória como se fosse símbolo e roteiro para as</p><p>ações presentes.</p><p>• É tornar o passado revivificado, dentro de um princípio</p><p>muito comum em várias culturas que é o princípio do</p><p>eterno retorno, ou seja, o que ocorreu no passado</p><p>deve acontecer novamente de forma renovada e dar</p><p>início a uma “nova era” ou “momento novo”.</p><p>Resolução da SP</p><p>O Sagrado e a Cura</p><p>Uma pessoa conhecida está passando por um momento</p><p>de doença; foi diagnosticada e sabe o tratamento no qual</p><p>precisa se submeter. Muitos remédios, idas e vindas aos</p><p>médicos, outros exames, etc. Sabe-se que essa pessoa</p><p>está fazendo tudo certo sob o ponto de vista médico,</p><p>mesmo assim todo o estresse está gerando angústia,</p><p>ansiedade.</p><p>• Atentando sobre tudo o que você aprendeu até aqui,</p><p>sobre os saberes das religiões de matriz africana, o</p><p>que essa pessoa poderia fazer de acordo com os</p><p>conselhos desses saberes?</p><p>Dois valores importantes</p><p>sobre a saúde a partir dos saberes</p><p>das religiões de matriz africana: saúde integral e saúde</p><p>coletiva.</p><p>Na saúde integral as religiões de matriz africana não</p><p>incentivam abandonar uma terapia da medicina tradicional,</p><p>mas incentivam agregar o cuidado com a alma, reequilibrando</p><p>a saúde física com a saúde espiritual.</p><p>Na saúde coletiva os saberes das religiões de matriz africana</p><p>encorajam seus adeptos a cuidarem um dos outros, a permitir</p><p>que o ambiente religioso seja acolhedor, aconselhador.</p><p>Estabelece a uma reconexão com o mundo espiritual,</p><p>devolvendo-lhe o sentido de transcendência e existência.</p><p>Interação</p><p>O Tempo</p><p>Considerando seus conhecimentos sobre os rituais religiosos</p><p>relacionados à cura e à saúde coletiva, desenvolva a seguinte</p><p>reflexão:</p><p>Os ritos de cura têm principalmente uma função social, com</p><p>suas próprias lógicas simbólicas e culturais que são</p><p>instransponíveis ao discurso científico da modernidade.</p><p>• Deste modo, realize uma pesquisa sobre os diferentes ritos</p><p>de cura, da conexão sagrado-cura que existem nas religiões</p><p>consideradas monoteístas (deus único) e politeísta (vários</p><p>deuses).</p><p>• Caso não encontrar, descreva a sua experiência intelectual</p><p>nesta proposta de análise.</p><p>Conceitos</p><p>A natureza e o</p><p>sagrado</p><p>O respeito à natureza</p><p>“Sem folha não existe orixá e sem orixá não existe folha”.</p><p>• A natureza apresenta-se como manifestação divina.</p><p>• A conexão com as divindades, a cura para os males</p><p>físicos e espirituais está presente na natureza.</p><p>• As religiões panteístas acreditam que a divindade e a</p><p>natureza se confundem. A divindade é a natureza e a</p><p>natureza é a divindade.</p><p>• A visão de mundo, a mitologia, a mentalidade, a ética, os</p><p>hábitos e todas as ações cotidianas são impensáveis sem</p><p>um vínculo de respeito e dependência da natureza.</p><p>Natureza e as divindades - Os Orixás</p><p>Uma visão mística que estabelece relação entre a</p><p>natureza e os orixás.</p><p>Essas divindades são oriundas dos espaços de</p><p>preservação da natureza como matas, florestas, rios,</p><p>cachoeiras, etc.</p><p>Inclusive, para as religiões de matriz africana é</p><p>importante a utilização de um antigo sistema de</p><p>ordenação da natureza em quatro elementos</p><p>fundamentais: ar, fogo, terra e água.</p><p>EXU - Èșù - “esfera” (aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim) –</p><p>Orixá da comunicação, mensagem (elemento: terra e fogo).</p><p>OGUM – Orixá do ferro e dos metais, das ferramentas e da tecnologia.</p><p>(elemento: terra).</p><p>OXÓSSI – Orixá das matas, da caça, guardião das florestas. (elemento:</p><p>terra).</p><p>OSSAIN – Orixá das folhas, que por meio delas pode realizar curas e</p><p>milagres. (elemento: terra).</p><p>OXUMARÊ - Orixá dos processos, dos ciclos; representa o ciclo da vida, da</p><p>união entre masculino e feminino que a vida é gerada. (elemento: terra, ar).</p><p>OMOLU – Orixá da renovação dos espíritos, senhor dos mortos e regente</p><p>dos cemitérios, “médico dos pobres”. (elemento: terra e fogo do interior da</p><p>terra).</p><p>XANGÔ - Orixá da justiça, dos raios, do trovão e do fogo, a razão.</p><p>(elemento: fogo)</p><p>LOGUN ÉDÉ – Orixá do encontro entre os rios e as florestas, as barrancas,</p><p>beiras de rios, e também o vapor fino sobre as lagoas, que se espalha nos</p><p>dias quentes pelas florestas. (elemento: Terra (floresta) e Água (de rios e</p><p>cachoeiras)</p><p>TEMPO ou IROKO - Orixá das florestas, das árvores, dos espaços abertos.</p><p>Governa o tempo em seus múltiplos aspectos. (elemento: fogo, água, terra e</p><p>ar).</p><p>IBEJI – (gêmeos) Forma-se a partir de duas entidades distintas que</p><p>coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade - masculino e</p><p>feminino, vida e morte, claro e escuro. (elemento ar e terra)</p><p>IANSÃ – Orixá dos ventos, dos raios, conhecida como a rainha dos “rainha</p><p>dos Eguns” (espíritos dos mortos). (elemento: fogo)</p><p>OXUM – Orixá das aguas doces, das cachoeiras. (elemento: água).</p><p>IEMANJÁ – Orixá das águas salgadas. (elemento: água)</p><p>OBÁ – Orixá ligado às águas revoltosas. (elemento: fogo e águas revoltas).</p><p>EWÁ – Orixá da mudança das águas, de seu estado sólido para gasoso ou</p><p>vice-versa, gera as nuvens e chuvas (elemento: aguas das nascentes,</p><p>nuvens.</p><p>NANÃ – Orixá do princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte; é</p><p>a água parada, é barro, é vida, é morte, é a mãe maior, é a luz. (elemento:</p><p>água e terra).</p><p>OXAGUIÃ – Orixá da agricultura e das árvores, do conflito que antecede a</p><p>paz (elemento: o ar e a atmosfera).</p><p>OXALUFAN – Orixá é ar, a essência da vida, o princípio da criação, o vazio, o</p><p>branco, a luz, o espaço onde tudo pode ser criado, a paz, a harmonia, ele é</p><p>a sabedoria que vem após o conflito, o fim e o recomeço (elemento: ar).</p><p>Conceitos</p><p>As religiosidades</p><p>africanas na Europa e</p><p>América do Norte</p><p>O impacto europeu</p><p>A religião predominante na Europa é o Cristianismo, com</p><p>um forte crescimento do ateísmo e do secularismo faz</p><p>algumas décadas.</p><p>A influência das religiosidades africanas na Europa está</p><p>no sincretismo.</p><p>• Foi a mistura de tradições e crenças que permitiu que</p><p>muitas dessas religiosidades se adaptassem e</p><p>sobrevivessem, sendo influenciadas por outras</p><p>religiões e culturas ou influenciando.</p><p>O cristianismo católico romano, principalmente o da</p><p>região ibérica, permitiu a entrada de elementos das</p><p>religiosidades africanas.</p><p>• o poder temporal com o eclesiástico, o poder dos reis</p><p>sobre os padroados, limitando as influências dos</p><p>regulamentos criados pelo Concílio de Trento nos</p><p>cultos e crenças católicas espalhadas por Portugal.</p><p>• catolicismo popular, sempre aberto ao sincretismo.</p><p>• a “vocação” marítima, comercial e exploratória de</p><p>Portugal - tornando o país em um centro de</p><p>entrecruzamentos de culturas e religiões.</p><p>América do Norte</p><p>Assim como no Brasil, as tradições orais da etnia Iorubá</p><p>foram predominantes na formação religiosa e na</p><p>influência sobre a cultura estadunidense.</p><p>• Uma porcentagem bem pequena ainda professa e</p><p>pratica as religiões tradicionais africanas como o</p><p>vodum e a santería.</p><p>• No cristianismo: prezam pela cantoria, dança e</p><p>preferência pelo contato místico com a divindade mais</p><p>do que pelo contato racionalizado.</p><p>• as tradições protestantes assimilaram melhor esses</p><p>elementos criando cultos avivados e a música gospel,</p><p>que possui contornos dos estilos musicais que</p><p>surgiram entre os escravizados.</p><p>• movimento pentecostal (Estados Unidos, início do</p><p>século XX) desenvolvendo uma forma de culto com</p><p>dança, cantos altos e “glossolalia” (glóssa – língua e</p><p>laló – falar). Religiosidade com ênfase nas relações</p><p>místicas com o sagrado e que, historicamente, se</p><p>aproximou na busca de cura de doenças por meio de</p><p>milagres.</p><p>Conceitos</p><p>As religiosidades</p><p>africanas na América do</p><p>Sul e Brasil Colonial</p><p>América do Sul</p><p>São poucas as exceções da presença religiosa africana</p><p>em território sul americano e com certeza o Brasil é a</p><p>principal. Mas, também temos três destaques: Colômbia,</p><p>Suriname e Trinidad e Tobago. Os três países têm</p><p>tradições religiosas africanas que remontam à</p><p>escravização na época das colonizações espanholas,</p><p>holandesas e britânicas.</p><p>Brasil - características</p><p>As religiosidades africanas chegam ao Brasil pelo tráfico</p><p>de negros escravizados.</p><p>A diáspora foi o evento trágico que interrompeu o</p><p>desenvolvimento dessas religiosidades em seus próprios</p><p>territórios, muitas vezes rivais entre si, e arrastou essa</p><p>diversidade para os espaços homogeneizados do trabalho</p><p>forçado.</p><p>• religiosidades se difundiram a partir de uma fusão de</p><p>tradições de religiões africanas, indígenas e o</p><p>cristianismo – sincretismo.</p><p>A este ajustamento, se traduzem manifestações sincréticas,</p><p>que evidenciam a fusão de comportamentos e crenças, dos</p><p>vários grupos de negros emigrados, aqui se insere a primeira</p><p>forma do candomblé. A religião dos negros, sob a</p><p>denominação de candomblé no Rio de Janeiro e em São Paulo,</p><p>de tambor de mina no Maranhão, de Xangô em Pernambuco,</p><p>incluindo a singularidade sincrética dos catimbós, das juremas</p><p>e calundus, permitindo que se delineasse a etnicidade afro</p><p>através da inscrição na tradição cultural e de um processo de</p><p>produção e adaptação da linguagem</p><p>e do conjunto de</p><p>crenças. Os negros fetichistas se integraram na cultura luso-</p><p>brasileira, assimilando e aceitando de forma inconsciente os</p><p>princípios e conceitos cristãos. (MELO, 2010, p. 74).</p><p>As religiões de matriz africana são as representantes da</p><p>sobrevivência e quase foram apagadas em solo brasileiro</p><p>na época colonial.</p><p>O que nos conduz a refletir sobre a importância não só</p><p>dos rituais, que preservam a resistência de identidades</p><p>culturais, mas também das entidades, os orixás, que</p><p>carregam em suas mitologias o sofrimento e a vitória de</p><p>uma espiritualidade muito bem adaptada aos anseios de</p><p>um povo ainda oprimido.</p><p>Resolução da SP</p><p>O sincrético e a</p><p>religiosidade</p><p>Como docente do curso de Teologia, deverá desenvolver</p><p>uma aula sobre o sincretismo religioso, a partir da</p><p>diáspora africana. Como seria o seu planejamento do</p><p>ponto de vista dos conteúdos programáticos?</p><p>• Promover um debate sobre racismo religioso e</p><p>intolerância religiosa.</p><p>• Conceituar a diáspora africana e seus impactos sociais,</p><p>culturais e religiosos.</p><p>• Compreender a cosmovisão africana – ancestralidade,</p><p>relação com a natureza</p><p>• Analisar o sincretismo religiosos como um fenômeno</p><p>cultural e que pode ser compreendido como um</p><p>instrumento de resistência, principalmente no que</p><p>tange às religiões tradicionais africanas.</p><p>• Proporia aos discentes que desenvolvessem pesquisas</p><p>indicando as característica e o como o sincretismo</p><p>religioso (com as religiões de matriz africana)</p><p>ocorreram na América Latina e, especificamente, no</p><p>Brasil.</p><p>Interação</p><p>As expressões</p><p>religiosas: cultura e</p><p>história</p><p>Quando estudamos as religiões e seus fenômenos,</p><p>inevitavelmente precisamos considerar seus contextos</p><p>culturais e sociais para entender as origens e</p><p>desenvolvimentos pelas quais passaram. Considerando</p><p>seus conhecimentos sobre este assunto, refletia:</p><p>• Por que muitas vezes avalia-se as religiões como se</p><p>fossem escolhas pessoais? Será que adotar uma</p><p>religião é realmente uma questão de escolha, sem</p><p>levar em conta as identidades culturais e sociais?</p><p>• O que leva uma pessoa a acreditar que a sua religião é</p><p>universal, como se fosse atemporal?</p><p>Recapitulando</p><p>Conhecemos as singularidades e particularidades</p><p>culturais e étnicas no que tange aos ritos das</p><p>religiosidades tradicionais africanas.</p><p>Compreendemos que os rituais religiosos relacionados à</p><p>busca de cura têm, principalmente, uma função social,</p><p>com suas próprias lógicas simbólicas e culturais.</p><p>Entendemos que a ancestralidade e a natureza são</p><p>elementos fundamentais na cosmovisão tradicional</p><p>africana, e que conduzem as ações individuais e</p><p>coletivas.</p><p>D</p><p>isp</p><p>o</p><p>n</p><p>íve</p><p>l em</p><p>:</p><p>h</p><p>ttp</p><p>s://w</p><p>w</p><p>w</p><p>.isto</p><p>ckp</p><p>h</p><p>o</p><p>to</p><p>.co</p><p>m</p><p>/b</p><p>r/fo</p><p>to</p><p>s/cu</p><p>ltu</p><p>ra-</p><p>african</p><p>a</p><p>. A</p><p>cesso</p><p>1</p><p>0</p><p>m</p><p>aio</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>1</p><p>.</p><p>https://www.istockphoto.com/br/fotos/cultura-africana</p><p>Apreendemos que a visão de mundo, a mitologia, a</p><p>mentalidade, a ética, os hábitos e todas as ações</p><p>cotidianas são impensáveis sem um vínculo de respeito e</p><p>dependência da natureza.</p><p>Percebemos o tempo como um componente fundamental</p><p>para estabelecer a invocação do transcendente; todos os</p><p>momentos são sagrados, relacionados ao mundo</p><p>espiritual e a influência das entidades e divindades.</p><p>Analisamos como as religiões tracionais africanas foram</p><p>operacionalizadas no países da Diáspora.</p>

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