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<p>Elementos da narrativa “Você é único quando pensa diferente.” Pág. 1</p><p>Narração</p><p>Às vezes, flagramo-nos contando ou ouvindo fatos corriqueiros sem graça e irrelevantes, que nem merecem ser</p><p>contados. Em compensação, há dias em que não nos cansamos de contar ou ouvir um certo acontecimento que, de</p><p>tão interessante, jamais será esquecido. Mas isso só acontece quando a história narrada apresenta um fato</p><p>envolvente, que nos impressiona. Muitas vezes, o que mais chama nossa atenção é o próprio assunto do enredo.</p><p>▶Fato corriqueiro: É a narração das situações habituais.</p><p>▶Fato irrelevante: Por ser uma narração de pouca importância, sem intrigas, desequilíbrios, complicações, conflitos e</p><p>emoções - elementos imprescindíveis à narrativa -, esse tipo de história não prende a atenção do leitor ou ouvinte.</p><p>▶Fato envolvente: Ao contrário das narrativas irrelevantes, as envolventes são repletas de imaginação.</p><p>Elas prendem a atenção e despertam a curiosidade do leitor ou ouvinte, que passa a ter um desejo incessante de</p><p>saber cada passo dos acontecimentos, de desvendar e de conhecer os segredos reservados para o desfecho. O</p><p>conjunto desses elementos na narrativa dá mais vida aos acontecimentos que, apresentados numa sequência lógica,</p><p>coerente e interessante dão riqueza ao texto narrativo.</p><p>Enredo</p><p>É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo.</p><p>Introdução</p><p>Na introdução devem conter informações como o tempo, o espaço, o enredo e as personagens.</p><p>Trama</p><p>Nessa fase você vai relatar o fato propriamente dito, acrescentando somente os detalhes relevantes para a boa</p><p>compreensão da narrativa. A montagem desses fatos deve levar a um mistério, que se desvendará no clímax.</p><p>Clímax</p><p>O clímax é o momento chave da narrativa, deve ser um trecho dinâmico e emocionante, onde os fatos se encaixam</p><p>para chegar ao desenlace.</p><p>Desenlace</p><p>O desenlace é a conclusão da narração, onde tudo que ficou pendente durante o desenvolvimento do texto é</p><p>explicado, e o “quebra-cabeça”, que deve ser a história, é montado.</p><p>Personagens</p><p>Em uma história, não há personagem sem função. Cada um tem seu papel, seja ele protagonista, antagonista,</p><p>secundário e/ou coadjuvante (figurante) e é caracterizado pelo seu tipo como personagem redondo ou plano. Os</p><p>personagens também podem ser caracterizados como vítima, vilão ou herói.</p><p>=> Procure, no diagrama de letras, as palavras sublinhadas no texto.</p><p>A E C A L N E S E D V T E M P O S E C U N D Á R I O O</p><p>Ó D R Y J K Q H B Q Ã Y T D H J F R G H Y U Ã</p><p>D T P T C T C C H T R C D E E R H G B H N T Ç</p><p>F W R W O O C V D M O H L S R X D I R E T O W U</p><p>G X O Ã A X T J N F S T Í H V G C S X E G B N D</p><p>O K T K D Ó I F G E T R A M A I T J T K D G C V O</p><p>V T A Ó J T P Ó V N T U R A D L M R Ó T O C D E R</p><p>I W G U U E O O E R J C O X E Z R W C W W W T</p><p>T X O X V X C N E F R S N G H V G C I X I X S X N</p><p>A K N K A K D I G D Ã A I I E D G A J C K G K N K I</p><p>R T I T N T F A G V O H T D S F D W N R O T Ó T E T R</p><p>R W S W T W R D Ó P I M S U C T S C O Z X W L W G W F</p><p>A D T D E P G O L N N F I E I G H V S C D O E A Q U</p><p>N F A Z R Ó Ã H O G D Ã N T E E D G R J F N R N A E</p><p>O C T A F Ç V X C V I H O Y N F D W E R R O F O S S</p><p>C V D I A I C D I Ç R M G U T T S P H R V S Á P</p><p>O X Z R Q N X C S N E F A E E Ó H J A X C X R X A</p><p>F K R T G Ó Z L P G T H T T D E D F K G B Ã E K Ç</p><p>D A R T S U A H F R O N N S O B S E R V A D O R S P S O</p><p>N S R O D A R R A N X N A R T Y O Ã S U L C N O C E S X</p><p>Elementos da narrativa “Você é único quando pensa diferente.” Pág. 2</p><p>Os personagens são seres inventados que atuam em uma narrativa vivendo seus acontecimentos. Nem sempre o</p><p>personagem é uma pessoa. Ele também pode ser uma situação ou um ser abstrato, que age e se comporta como se</p><p>fosse humano. Ele pode estar em cena o tempo todo ou aparecer rapidamente para depois sumir.</p><p>▶Protagonista: é o personagem mais notável no desenrolar da narrativa, no qual o enredo está centralizado. É também</p><p>conhecido como personagem principal e pode ser o agente da narrativa, quando é o responsável pela ação, ou</p><p>paciente, quando sofre a ação. Apresenta características físicas, psicológicas e sociais.</p><p>▶Antagonista: personagem que tem uma participação menor na narrativa, sua importância está em determinado</p><p>momento da história, quando ele se opõe ao personagem principal e gera um conflito. O antagonista apresenta</p><p>características físicas e psicológicas.</p><p>▶Secundário: a importância desse personagem é muito pequena se comparado ao protagonista e ao antagonista, mas</p><p>ele contribui para o enriquecimento e o desenvolvimento da narrativa.</p><p>▶Coadjuvante (figurante): é o personagem que atua como auxiliar dentro da narrativa e sua função é enriquecer o</p><p>enredo. Apesar de não ter muita importância no desenrolar da narrativa, muitas vezes, é por meio dele que</p><p>conseguimos perceber melhor as características do protagonista ou do antagonista.</p><p>▶Tipo: são os traços, as características e as feições criados pelo autor para cada personagem, independentemente de</p><p>sua descrição física.</p><p>Foco narrativo</p><p>O foco narrativo diz respeito à perspectiva por meio da qual o narrador faz esse relato, podendo se apresentar de</p><p>duas formas: 1ª ou 3ª pessoa,</p><p>▶Narrador: É o sujeito que conta a história. Cada personagem narra a história de um jeito diferente, pois cada um tem</p><p>seu ponto de vista.</p><p>▶Narrador-personagem: narrando em 1ª pessoa, ele participa da história, relatando os fatos a partir de sua ótica,</p><p>predominando as impressões pessoais e a visão parcial dos fatos.</p><p>▶Narrador-observador: ele revela ao leitor somente os fatos que consegue observar, relatando-os em 3ª pessoa.</p><p>▶Narrador-onisciente: além de observar, ele sabe e revela tudo sobre o enredo e os personagens, até mesmo seus</p><p>pensamentos mais íntimos, como também detalhes que até mesmo eles não sabem. Em virtude de estar presente em</p><p>toda parte, é também chamado de onipresente, o que lhe permite observar o desenrolar dos acontecimentos em</p><p>qualquer espaço que ocorram. Algumas vezes limita-se a observá-los de forma objetiva, em outras, emite opiniões e</p><p>julgamento de valor acerca do assunto.</p><p>Espaço</p><p>O espaço é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a</p><p>ação e imaginá-la com maior facilidade.</p><p>Tempo</p><p>Uma imagem como um texto narrativo pode determinar a época em que se passa a história de diversas maneiras.</p><p>Isso acontece porque o tempo é a base das informações que a imagem ou a história revelam.</p><p>▶Tempo histórico: é mais amplo e abrange um longo período de organização social econômico, política e cultural de</p><p>determinadas sociedades. Duas sociedades podem viver o mesmo tempo cronológico, porém em tempos históricos</p><p>completamente diferentes.</p><p>▶Tempo cronológico: define a data em que o fato ocorreu, além de mostrar em ordem natural o transcorrer dos fatos</p><p>do enredo.</p><p>▶Tempo psicológico: é o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela memória ou pela</p><p>imaginação do narrador ou personagem, alterando a ordem natural dos fatos.</p><p>Discurso</p><p>▶Discurso direto: o narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o</p><p>que acontece em lugar de simplesmente contar.</p><p>▶Discurso indireto: o narrador interfere na fala da personagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, mas</p><p>conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador.</p><p>▶Discurso indireto livre: é uma combinação dos dois anteriores, confundindo as intervenções do narrador com as dos</p><p>personagens. É uma forma de narrar econômica e dinâmica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo.</p><p>Elementos da narrativa “Você é único quando pensa diferente.” Pág. 3</p><p>Gabarito – Elementos da</p><p>narrativa – Caça-palavras</p><p>Lição Prática – www.licaopratica.com.br</p><p>Narração</p><p>Às vezes, flagramo-nos contando ou ouvindo fatos corriqueiros sem graça e irrelevantes, que nem merecem ser</p><p>contados. Em compensação, há dias em que não nos cansamos de contar ou ouvir um certo acontecimento que, de</p><p>tão interessante, jamais será esquecido. Mas isso só acontece quando a história narrada apresenta um fato</p><p>envolvente, que nos impressiona. Muitas vezes, o que mais chama nossa atenção é o próprio assunto do enredo.</p><p>▶Fato corriqueiro: É a narração das situações habituais.</p><p>▶Fato irrelevante: Por ser uma narração de pouca importância, sem intrigas, desequilíbrios, complicações, conflitos e</p><p>emoções - elementos imprescindíveis à narrativa -, esse tipo de história não prende a atenção do leitor ou ouvinte.</p><p>▶Fato envolvente: Ao contrário das narrativas irrelevantes, as envolventes são repletas de imaginação.</p><p>Elas prendem a atenção e despertam a curiosidade do leitor ou ouvinte, que passa a ter um desejo incessante de</p><p>saber cada passo dos acontecimentos, de desvendar e de conhecer os segredos reservados para o desfecho. O</p><p>conjunto desses elementos na narrativa dá mais vida aos acontecimentos que, apresentados numa sequência lógica,</p><p>coerente e interessante dão riqueza ao texto narrativo.</p><p>Enredo</p><p>É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo.</p><p>Introdução</p><p>Na introdução devem conter informações como o tempo, o espaço, o enredo e as personagens.</p><p>Trama</p><p>Nessa fase você vai relatar o fato propriamente dito, acrescentando somente os detalhes relevantes para a boa</p><p>compreensão da narrativa. A montagem desses fatos deve levar a um mistério, que se desvendará no clímax.</p><p>Clímax</p><p>O clímax é o momento chave da narrativa, deve ser um trecho dinâmico e emocionante, onde os fatos se encaixam</p><p>para chegar ao desenlace.</p><p>Desenlace</p><p>O desenlace é a conclusão da narração, onde tudo que ficou pendente durante o desenvolvimento do texto é</p><p>explicado, e o “quebra-cabeça”, que deve ser a história, é montado.</p><p>Personagens</p><p>=> Procure, no diagrama de letras, as palavras sublinhadas no texto.</p><p>E C A L N E S E D T E M P O S E C U N D Á R I O O</p><p>Ã</p><p>P C C E H Ç</p><p>R O O L R I R E T O U</p><p>O A T S Í V S D</p><p>O T D I E T R A M A I T O</p><p>V A J P N U A L M Ó O R</p><p>I G U O O R C O X E R C T</p><p>T O V C E S N G I I S N</p><p>A N A I D A I I A C G N I</p><p>R I N G O T D S N O Ó E</p><p>R S T Ó I S C O L G</p><p>A T E O L N I I S O A</p><p>N A Ã O D N E R N N E</p><p>O Ç C I O N E O O S</p><p>C A I R G T P R S P</p><p>O R S E A E C R A</p><p>F R P T T E Ç</p><p>A O N O B S E R V A D O R P O</p><p>N R O D A R R A N A O Ã S U L C N O C</p><p>http://www.licaopratica.com.br/</p><p>Elementos da narrativa “Você é único quando pensa diferente.” Pág. 4</p><p>Em uma história, não há personagem sem função. Cada um tem seu papel, seja ele protagonista, antagonista,</p><p>secundário e/ou coadjuvante (figurante) e é caracterizado pelo seu tipo como personagem redondo ou plano. Os</p><p>personagens também podem ser caracterizados como vítima, vilão ou herói.</p><p>Os personagens são seres inventados que atuam em uma narrativa vivendo seus acontecimentos. Nem sempre o</p><p>personagem é uma pessoa. Ele também pode ser uma situação ou um ser abstrato, que age e se comporta como se</p><p>fosse humano. Ele pode estar em cena o tempo todo ou aparecer rapidamente para depois sumir.</p><p>▶Protagonista: é o personagem mais notável no desenrolar da narrativa, no qual o enredo está centralizado. É também</p><p>conhecido como personagem principal e pode ser o agente da narrativa, quando é o responsável pela ação, ou</p><p>paciente, quando sofre a ação. Apresenta características físicas, psicológicas e sociais.</p><p>▶Antagonista: personagem que tem uma participação menor na narrativa, sua importância está em determinado</p><p>momento da história, quando ele se opõe ao personagem principal e gera um conflito. O antagonista apresenta</p><p>características físicas e psicológicas.</p><p>▶Secundário: a importância desse personagem é muito pequena se comparado ao protagonista e ao antagonista, mas</p><p>ele contribui para o enriquecimento e o desenvolvimento da narrativa.</p><p>▶Coadjuvante (figurante): é o personagem que atua como auxiliar dentro da narrativa e sua função é enriquecer o</p><p>enredo. Apesar de não ter muita importância no desenrolar da narrativa, muitas vezes, é por meio dele que</p><p>conseguimos perceber melhor as características do protagonista ou do antagonista.</p><p>▶Tipo: são os traços, as características e as feições criados pelo autor para cada personagem, independentemente de</p><p>sua descrição física.</p><p>Foco narrativo</p><p>O foco narrativo diz respeito à perspectiva por meio da qual o narrador faz esse relato, podendo se apresentar de</p><p>duas formas: 1ª ou 3ª pessoa,</p><p>▶Narrador: É o sujeito que conta a história. Cada personagem narra a história de um jeito diferente, pois cada um tem</p><p>seu ponto de vista.</p><p>▶Narrador-personagem: narrando em 1ª pessoa, ele participa da história, relatando os fatos a partir de sua ótica,</p><p>predominando as impressões pessoais e a visão parcial dos fatos.</p><p>▶Narrador-observador: ele revela ao leitor somente os fatos que consegue observar, relatando-os em 3ª pessoa.</p><p>▶Narrador-onisciente: além de observar, ele sabe e revela tudo sobre o enredo e os personagens, até mesmo seus</p><p>pensamentos mais íntimos, como também detalhes que até mesmo eles não sabem. Em virtude de estar presente em</p><p>toda parte, é também chamado de onipresente, o que lhe permite observar o desenrolar dos acontecimentos em</p><p>qualquer espaço que ocorram. Algumas vezes limita-se a observá-los de forma objetiva, em outras, emite opiniões e</p><p>julgamento de valor acerca do assunto.</p><p>Espaço</p><p>O espaço é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a</p><p>ação e imaginá-la com maior facilidade.</p><p>Tempo</p><p>Uma imagem como um texto narrativo pode determinar a época em que se passa a história de diversas maneiras.</p><p>Isso acontece porque o tempo é a base das informações que a imagem ou a história revelam.</p><p>▶Tempo histórico: é mais amplo e abrange um longo período de organização social econômico, política e cultural de</p><p>determinadas sociedades. Duas sociedades podem viver o mesmo tempo cronológico, porém em tempos históricos</p><p>completamente diferentes.</p><p>▶Tempo cronológico: define a data em que o fato ocorreu, além de mostrar em ordem natural o transcorrer dos fatos</p><p>do enredo.</p><p>▶Tempo psicológico: é o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela memória ou pela</p><p>imaginação do narrador ou personagem, alterando a ordem natural dos fatos.</p><p>Discurso</p><p>▶Discurso direto: o narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o</p><p>que acontece em lugar de simplesmente contar.</p><p>▶Discurso indireto: o narrador interfere na fala da personagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, mas</p><p>conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador.</p><p>▶Discurso indireto livre: é uma combinação dos dois anteriores, confundindo as intervenções do narrador com as dos</p><p>personagens. É uma forma de narrar econômica e dinâmica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo.</p>