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<p>Resumo do texto As línguas de sinais</p><p>Os surdos sofreram por séculos por não possuírem reconhecimento em sua linguagem, a</p><p>língua de sinais. Esse modo de linguagem não era aceito pela sociedade, obrigando os surdos</p><p>a se isolarem ou buscar auxílio em mosteiros, asilos e escolas de modelo internato. Mesmo</p><p>sendo excluídos essa linguagem não deixou de existir, visto que conforme eram obrigados a</p><p>se isolar, acabavam se encontrando e assim reforçando seu modo de comunicação. A</p><p>linguagem de sinais era vista como algo exótico, obsceno e extremamente agressivo, pois os</p><p>surdos expunham muito o corpo ao sinalizar. Mesmo com tanta proibição e perseguição essa</p><p>linguagem não se extinguiu como muitas outras ela continuou sendo usada em sigilo e se</p><p>fortalecendo. O preconceito era tamanho que seu modo de comunicar foi comparado ao de</p><p>chipanzés, pois o que tornava um indivíduo humano, segundo a sociedade da época, era a</p><p>linguagem. As línguas de sinais têm gramática própria e se apresentam estruturadas em todos</p><p>os níveis, como as línguas orais: fonológico, morfológico, sintático e semântico. Podemos</p><p>encontrar, nas línguas de sinais, outras características próprias da linguagem humana em</p><p>geral: a produtividade (ou criatividade), a flexibilidade (diz respeito à possibilidade de</p><p>combinar elementos de forma ilimitada para formar novos elementos), a descontinuidade</p><p>( que podem ser vistas através de diferenças mínimas como um fonema) e a arbitrariedade</p><p>(podemos encontrar, nas línguas de sinais, outras características próprias da linguagem</p><p>humana em geral: a produtividade (ou criatividade), a flexibilidade, a descontinuidade e a</p><p>arbitrariedade).</p>