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<p>Módulo Controle da Incidência Tributária</p><p>IBET – INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS</p><p>SEMINÁRIO IV - IMUNIDADE E NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO</p><p>Bauru</p><p>2024</p><p>Questões</p><p>1.	Explique o que é imunidade e estabeleça suas diferenças em relação à isenção, não incidência e incidência tributária. O conceito de imunidade tributária pode ser aplicável às taxas, às contribuições e às contribuições de melhoria?</p><p>A imunidade tributária é uma limitação constitucional ao poder de tributar, que exclui certos fatos ou pessoas do campo de incidência tributária. Diferente de outras normas, a imunidade está expressa diretamente na Constituição.</p><p>Diferenças:</p><p>· Imunidade: Exclusão constitucional de certas situações do poder de tributar.</p><p>· Isenção: Dispensa o pagamento de tributo por meio de lei infraconstitucional, mas a situação continua sendo tributável em tese.</p><p>· Não incidência: Ocorre quando o fato gerador não é previsto na norma tributária.</p><p>· Incidência: Acontece quando o fato gerador ocorre e a norma autoriza a cobrança do tributo.</p><p>Quanto à aplicação da imunidade às taxas, contribuições e contribuições de melhoria, a regra geral é que a imunidade tributária abrange principalmente impostos, como definido no art. 150, VI da CF. No entanto, não se aplica diretamente a taxas e contribuições, que estão vinculadas a contraprestações específicas (como serviços públicos). Há exceções para contribuições previdenciárias de entidades beneficentes, reconhecidas em algumas decisões judiciais.</p><p>2.	As imunidades são cláusulas pétreas na Constituição Federal? Uma Emenda Constitucional pode revogar alguma das imunidades dispostas na Carta Magna? Uma Emenda Constitucional pode instituir novas imunidades na Carta Magna? As normas constitucionais que veiculam imunidades são autoaplicáveis ou dependem de regulamentação infraconstitucional?</p><p>Algumas imunidades são cláusulas pétreas, como a imunidade recíproca entre entes federados (art. 150, VI, "a"). Elas estão protegidas pelo art. 60, §4º da CF, que impede a alteração de direitos e garantias fundamentais. Assim, uma emenda constitucional não pode revogar essas imunidades, pois isso comprometeria o pacto federativo e direitos fundamentais.</p><p>Por outro lado, é possível instituir novas imunidades por meio de emenda constitucional, desde que isso não interfira nas cláusulas pétreas. As normas de imunidade são, em regra, autoaplicáveis, ou seja, não necessitam de regulamentação infraconstitucional para produzir efeitos. A regulamentação pode ser necessária apenas para definir procedimentos ou critérios técnicos, mas a norma imunizadora já é eficaz por si.</p><p>3.	Na sua opinião, são imunes:</p><p>Justifique suas respostas.</p><p>(a) quanto ao ISS: cessão de espaço em cemitério para sepultamentos (Vide anexo</p><p>Cemitérios particulares: Não imunes ao ISS, pois constituem atividade econômica. A cessão de espaço para sepultamento é vista como prestação de serviço​.</p><p>Estacionamento por entidades religiosas: Pode ser imune ao ISS se vinculado diretamente às atividades religiosas, como o estacionamento de veículos durante cerimônias. Se for uma atividade autônoma, sem ligação direta ao culto, não há imunidade.</p><p>(b) quanto ao IPTU: o imóvel para reuniões da maçonaria (Vide anexo III); e os cemitérios particulares (Vide anexo IV);</p><p>Imóveis da maçonaria: Não imunes, pois a maçonaria não se caracteriza como templo religioso protegido pela imunidade do art. 150, VI, "b"​.</p><p>Cemitérios particulares: Não são imunes ao IPTU, pois são considerados atividades econômicas, não ligadas diretamente a cultos religiosos​.</p><p>(c) quanto ao ITR: as áreas de reserva indígena demarcadas quando o imóvel já era</p><p>Áreas de reserva indígena demarcadas: Imunes ao ITR, uma vez demarcadas, conforme o art. 231 da CF, que protege o usufruto exclusivo dos povos indígenas​.</p><p>Renda auferida pelos indígenas: Em regra, não tributável quando oriunda da exploração das terras indígenas, uma vez que o usufruto é protegido constitucionalmente​.</p><p>(d) quanto aos serviços prestados por empresas públicas no regime de concorrência (Vide anexos VII e VIII);</p><p>Não imunes, já que atuam em regime de mercado e competem com empresas privadas​.</p><p>(e) quanto aos serviços “públicos” prestados por sociedades de economia mista (Vide anexos IX, X e XI);</p><p>Não imunes se atuarem em regime de concorrência, ainda que prestem serviços de interesse público​.</p><p>(f) quanto aos serviços “públicos” prestados por sociedades de economia mista cujas ações são negociadas na bolsa de valores (Vide anexo XII).</p><p>Não imunes, pois a negociação de ações na bolsa reforça seu caráter concorrencial, afastando a imunidade​.</p><p>4.	Como deve ser interpretado o disposto no art. 150, VI, “d” da CF: “livro, jornais e periódicos e o papel destinado a sua impressão”? Pode-se dizer que livros e periódicos eletrônicos (“e-books”), bem como o material utilizado para comportá-los (“e-book readers”) são imunes com fundamento neste dispositivo? E os Tablets? (Vide anexos XIII, XIV, XV, XVI e XVII)</p><p>O art. 150, VI, "d" da CF visa proteger a circulação de conhecimento e a disseminação de cultura, isentando da tributação livros, jornais e periódicos. A jurisprudência recente estende essa imunidade aos livros e periódicos eletrônicos (e-books), pois o foco é proteger o conteúdo, independentemente do formato.</p><p>· E-books: Estão protegidos pela imunidade.</p><p>· E-book readers: Não são imunes, pois são dispositivos eletrônicos que, apesar de vinculados à leitura, não se enquadram diretamente como "livros"​.</p><p>· Tablets: Também não são imunes, pois têm múltiplas funções além da leitura​</p><p>5.	No caso da imunidade para as instituições de assistência social sem fins lucrativos, o cumprimento do art. 14 do CTN é suficiente para garantir sua aplicação ou ainda é necessária a comprovação do caráter assistencial e filantrópico previsto no art. 203 da CF/88? É possível que lei ordinária garanta sua aplicação? (Vide anexo XVIII).</p><p>O cumprimento do art. 14 do CTN é necessário, mas não suficiente. Para garantir a imunidade, a entidade precisa comprovar que suas atividades têm caráter assistencial e filantrópico, como estabelecido no art. 203 da CF/88. A imunidade é uma garantia constitucional, e não pode ser ampliada por lei ordinária, que serve apenas para regulamentar procedimentos​.</p><p>6.	Explicar as diferenças entre as correntes dicotômica e tricotômica na aplicação das normas gerais de direito tributário. Precisar o sentido da expressão “normas gerais de direito tributário”, diferenciando lei complementar nacional e lei complementar federal.</p><p>· Corrente dicotômica: Divide as normas tributárias em material (conteúdo do tributo) e formal (procedimentos administrativos e de arrecadação).</p><p>· Corrente tricotômica: Adiciona uma terceira categoria, incluindo normas processuais, que regulam o contencioso tributário​.</p><p>As normas gerais de direito tributário são aquelas que estabelecem diretrizes nacionais sobre tributos, limitando a atuação dos entes federativos. A lei complementar nacional é aquela que tem aplicação em todo o país, regulando as normas gerais. Já a lei complementar federal aplica-se apenas aos tributos de competência da União​.</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpg</p>

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