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<p>Autor: Prof. Kleber Robson Ribeiro</p><p>Colaboradores: Prof. Roni Muraoka</p><p>Prof. Mauro Kiehn</p><p>Produção Audiovisual</p><p>em Jornalismo</p><p>Professor conteudista: Kleber Robson Ribeiro</p><p>Pós‑graduado em Comunicação Empresarial e Marketing em 2006 pelo Centro Universitário Campo Limpo</p><p>Paulista (Unifaccamp). Docente na Universidade Paulista (UNIP) desde 2011, com experiência na área do jornalismo,</p><p>produzindo conteúdo disciplinar sobre o tema e desenvolvimento audiovisual para empresas. Tem participação ativa</p><p>em diversos releases, ilustrações e materiais gráficos, como infográficos, mapeamentos, apresentações e composições</p><p>tridimensionais.</p><p>© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou</p><p>quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem</p><p>permissão escrita da Universidade Paulista.</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)</p><p>R484p Ribeiro, Kleber Robson.</p><p>Produção Audiovisual em Jornalismo / Kleber Robson Ribeiro. –</p><p>São Paulo: Editora Sol, 2023.</p><p>88 p., il.</p><p>Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e</p><p>Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517‑9230.</p><p>1. Imagem. 2. Fotografia. 3. Produção. I. Título.</p><p>CDU 070</p><p>U518.25 – 23</p><p>Profa. Sandra Miessa</p><p>Reitora</p><p>Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez</p><p>Vice-Reitora de Graduação</p><p>Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo</p><p>Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa</p><p>Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini</p><p>Vice-Reitora de Administração e Finanças</p><p>Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia</p><p>Vice-Reitor de Extensão</p><p>Prof. Fábio Romeu de Carvalho</p><p>Vice-Reitor de Planejamento</p><p>Profa. Melânia Dalla Torre</p><p>Vice-Reitora das Unidades Universitárias</p><p>Profa. Silvia Gomes Miessa</p><p>Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal</p><p>Profa. Laura Ancona Lee</p><p>Vice-Reitora de Relações Internacionais</p><p>Prof. Marcus Vinícius Mathias</p><p>Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária</p><p>UNIP EaD</p><p>Profa. Elisabete Brihy</p><p>Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto</p><p>Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli</p><p>Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar</p><p>Material Didático</p><p>Comissão editorial:</p><p>Profa. Dra. Christiane Mazur Doi</p><p>Profa. Dra. Ronilda Ribeiro</p><p>Apoio:</p><p>Profa. Cláudia Regina Baptista</p><p>Profa. M. Deise Alcantara Carreiro</p><p>Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes</p><p>Projeto gráfico:</p><p>Prof. Alexandre Ponzetto</p><p>Revisão:</p><p>Caio Ramalho</p><p>Luiza Gomyde</p><p>Sumário</p><p>Produção Audiovisual em Jornalismo</p><p>APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7</p><p>INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7</p><p>Unidade I</p><p>1 PRINCÍPIOS DO TELEJORNALISMO E USO DE IMAGENS ....................................................................9</p><p>2 IMAGEM .............................................................................................................................................................. 16</p><p>2.1 Ilustração vetorial ................................................................................................................................ 17</p><p>2.2 Cores .......................................................................................................................................................... 21</p><p>2.3 Fotografia ................................................................................................................................................ 23</p><p>2.3.1 O que é bitmap? ...................................................................................................................................... 23</p><p>2.3.2 Câmera de celular ................................................................................................................................... 25</p><p>2.3.3 Câmeras compactas ............................................................................................................................... 25</p><p>2.3.4 Câmeras DSLR .......................................................................................................................................... 26</p><p>2.3.5 Câmeras mirrorless ............................................................................................................................... 26</p><p>2.3.6 Regulagem manual ................................................................................................................................ 27</p><p>2.3.7 ISO ................................................................................................................................................................. 28</p><p>2.3.8 Abertura do diafragma ......................................................................................................................... 29</p><p>2.3.9 Velocidade do obturador ..................................................................................................................... 30</p><p>2.3.10 Ilustração e animação 3D ................................................................................................................. 31</p><p>2.3.11 Filmagem .................................................................................................................................................. 32</p><p>2.3.12 Edição e montagem fotográfica .................................................................................................... 33</p><p>3 VÍDEO E SOM ..................................................................................................................................................... 33</p><p>3.1 Vídeo .......................................................................................................................................................... 33</p><p>3.2 Som ............................................................................................................................................................ 34</p><p>4 ILUSTRAÇÕES .................................................................................................................................................... 34</p><p>Unidade II</p><p>5 CRIAÇÃO E EXECUÇÃO DE MATÉRIA OU REPORTAGEM AUDIOVISUAL .................................... 43</p><p>5.1 Planejamento ......................................................................................................................................... 43</p><p>5.2 Equipamentos ........................................................................................................................................ 45</p><p>5.2.1 Blog............................................................................................................................................................... 45</p><p>5.2.2 Documentários de streaming ............................................................................................................ 46</p><p>5.3 Gravações externas e internas ........................................................................................................ 46</p><p>5.4 Segurança ................................................................................................................................................ 46</p><p>6 CAPTAÇÃO E EDIÇÃO DE IMAGENS ......................................................................................................... 47</p><p>6.1 Composição fotográfica .................................................................................................................... 48</p><p>6.1.1 Composição dos terços ......................................................................................................................... 49</p><p>6.1.2 Composição do triângulo de ouro ................................................................................................... 52</p><p>6.1.3 Espiral de Fibonacci ................................................................................................................................ 53</p><p>6.1.4 Composição horizontal ........................................................................................................................</p><p>54</p><p>6.1.5 Composição vertical .............................................................................................................................. 55</p><p>6.1.6 Composição diagonal e perspectiva ................................................................................................ 56</p><p>6.1.7 Composição circular .............................................................................................................................. 57</p><p>6.1.8 Composição radial .................................................................................................................................. 58</p><p>6.1.9 Composição enquadrada ..................................................................................................................... 59</p><p>6.2 Luz .............................................................................................................................................................. 60</p><p>6.2.1 Regulagem técnica................................................................................................................................. 60</p><p>6.2.2 Luz frontal .................................................................................................................................................. 60</p><p>6.2.3 Luz lateral ................................................................................................................................................... 61</p><p>6.2.4 Luz de 3/4 ................................................................................................................................................... 61</p><p>6.2.5 Contraluz .................................................................................................................................................... 62</p><p>6.2.6 Luz zenital .................................................................................................................................................. 62</p><p>6.3 Diferença entre fotografia e filmagem ........................................................................................ 63</p><p>Unidade III</p><p>7 PRÉ‑PRODUÇÃO E PRODUÇÃO ................................................................................................................. 68</p><p>7.1 Cenografia ............................................................................................................................................... 69</p><p>7.2 Equipe técnica ....................................................................................................................................... 69</p><p>7.3 Posicionamento ..................................................................................................................................... 70</p><p>7.3.1 Plano geral ................................................................................................................................................. 71</p><p>7.3.2 Plano médio .............................................................................................................................................. 71</p><p>7.3.3 Plano americano ..................................................................................................................................... 72</p><p>7.3.4 Primeiro plano .......................................................................................................................................... 72</p><p>7.3.5 Close e detalhe ......................................................................................................................................... 73</p><p>7.4 Comportamento ................................................................................................................................... 73</p><p>7.5 Pós‑produção e finalização .............................................................................................................. 73</p><p>7.6 Edição ........................................................................................................................................................ 74</p><p>7.7 Chroma key ............................................................................................................................................. 75</p><p>7.8 Realidade aumentada ......................................................................................................................... 76</p><p>8 ROTEIRO DE TELEJORNAL, DOCUMENTÁRIO E WEBSÉRIE .............................................................. 77</p><p>8.1 Do roteiro à produção ........................................................................................................................ 77</p><p>8.2 Tecnologias para captar e produzir videorreportagens ........................................................ 78</p><p>8.2.1 Teleprompter ............................................................................................................................................. 79</p><p>7</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Quando pensamos em jornalismo, vêm à mente jornalistas como apresentadores das pautas do dia</p><p>a dia em telejornais, mas por trás de toda essa produção audiovisual existe uma estrutura complexa,</p><p>que exige muito planejamento, captação visual e sonora em tomadas externas e internas, além de</p><p>muita edição – tudo desenvolvido em prazos curtos e sem margem para erro. Esses profissionais</p><p>precisam ser dinâmicos para criar um sistema produtivo e eficiente.</p><p>A área também pode ser composta por profissionais adicionais, que não precisam ser obrigatoriamente</p><p>jornalistas de formação, embora esse conhecimento, somado à habilidade técnica e audiovisual, possa</p><p>gerar um profissional completo. Portanto, o jornalismo pode ser explorado de forma exclusiva ou</p><p>complementar, como o elemento principal ou secundário para quem deseja atuar na mídia.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O jornalismo entra no cotidiano das pessoas através do celular, TV e rádio, numa era onde a evolução</p><p>da comunicação e informação aumentou a cobrança por qualidade de produções e detalhamento de</p><p>notícias, imagens, sons e agilidade.</p><p>Para o jornalista atingir esse resultado, ele precisa de diversas técnicas e de multidisciplinaridade.</p><p>Por isso ferramentas como bibliotecas de imagem e conhecimento em direitos autorais podem ajudá‑lo,</p><p>assim como ensinamentos deste livro que detalham diversas ferramentas – na unidade I, por exemplo,</p><p>serão analisadas as diferenças entre as fontes relacionadas de acordo com o uso.</p><p>Outras tecnologias – como o chroma key e a realidade aumentada – serão abordadas na unidade II, e</p><p>o aluno poderá conhecer detalhes sobre como desenvolver elementos virtuais que criam um cenário que</p><p>ajuda o espectador a entrar em uma produção mais imersiva. Na unidade III, por fim, serão estudadas as</p><p>técnicas de teleprompter e de roteirização.</p><p>Apesar de ter o jornalismo como foco, este livro‑texto é um convite para conhecer os elementos</p><p>de uma produção audiovisual como um todo; é, um material para estudantes e profissionais que</p><p>desejam se aprofundar no desenvolvimento audiovisual, em linguagem simples, para despertar seu</p><p>olhar dentro de uma produção e, no futuro, aprimorar sua vivência profissional.</p><p>9</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Unidade I</p><p>1 PRINCÍPIOS DO TELEJORNALISMO E USO DE IMAGENS</p><p>Imagens são muito importantes no jornalismo, pois ilustram a matéria e trazem de forma simplificada</p><p>o conteúdo a transmitir, servindo na maioria dos casos como um complemento do conteúdo verbal</p><p>ou textual.</p><p>A computação gráfica permite simulações virtuais de acidentes e sequestros</p><p>que não foram registrados pelas câmeras. Com desenhos em movimento, o</p><p>telespectador pode visualizar a ação de um novo medicamento no organismo.</p><p>O mesmo recurso pode ainda ilustrar e dar um toque de humor a temas</p><p>leves. Por exemplo, um simpático boneco que, numa reportagem sobre</p><p>o primeiro beijo, demonstra o que acontece com o corpo e com a mente de</p><p>um adolescente naquele momento (BISTANE; BACELLAR, 2005, p. 27).</p><p>O termo audiovisual é amplamente usado na área e, ainda que una a concepção de áudio e vídeo,</p><p>há mídias que utilizam exclusivamente o primeiro – como rádio e podcasts (ainda que este use</p><p>capas</p><p>para divulgação) –, enquanto outras utilizam ambos – documentários, telejornais, canais de streaming</p><p>e diversos portais –, seja no formato de filmagem, animação gráfica bidimensional ou tridimensional.</p><p>Independentemente da mídia utilizada, todas devem ser planejadas na fase de pré‑produção,</p><p>atentando‑se ao tempo de apresentação, resolução da saída (qualidade em quantidade de pixels),</p><p>roteirização, qualidade da captação de áudio e elementos gráficos, a fim de atingir a qualidade desejada</p><p>ao produto em coerência com a saída final necessária.</p><p>A captação de áudio e imagem deve respeitar os direitos autorais, e atualmente os recursos de</p><p>bibliotecas digitais podem facilitar a produção e diminuir o tempo de desenvolvimento de um produto</p><p>audiovisual. Todavia, ainda que certos processos hoje sejam mais simples, novos problemas podem</p><p>surgir, como a não exclusividade desses recursos dado o amplo e imediato acessos a eles em diversas</p><p>partes do mundo.</p><p>10</p><p>Unidade I</p><p>Lembrete</p><p>Com a expansão de bibliotecas de imagens e vídeos, a chance de se ver</p><p>ou recordar itens em aparições repetidas atualmente é bastante reduzido,</p><p>dada a quantidade de conteúdo disponível para uso – mas não podemos</p><p>dizer que é impossível.</p><p>Um bloco de diferentes informações digitais interconectadas é um</p><p>hipertexto, que, ao utilizar nós ou elos associativos (os chamados links),</p><p>consegue moldar a rede hipertextual, permitindo que o leitor decida e</p><p>avance sua leitura do modo que quiser, sem ser obrigado a seguir uma</p><p>ordem linear. Na internet não nos comportamos como se estivéssemos</p><p>lendo um livro, com começo, meio e fim. Saltamos de um lugar para</p><p>outro – seja na mesma página, em páginas diferentes, línguas distintas,</p><p>países distantes etc.</p><p>Desde o final da década de 1980 vivenciamos a popularização da</p><p>palavra multimídia, tecnologia que engloba som, imagem e movimento e</p><p>que ficou muito conhecida pelos CD‑ROMS, capazes de reunir enciclopédias</p><p>inteiras em um único disco óptico. Com a descoberta da rede hipertextual,</p><p>criou‑se a hipermídia […], uma tecnologia que foi beber nas ciências</p><p>cognitivas e na multimídia, proporcionando ao leitor a possibilidade de ler</p><p>um aplicativo na ordem que desejar, já que engloba hipertextos e recursos</p><p>multimídia (FERRARI, 2003, p. 44).</p><p>Assim, ao usarmos imagens de terceiros, devemos respeitar seus direitos autorais, geralmente</p><p>mencionando sua fonte. A seguir, alguns exemplos de direitos de uso:</p><p>• Copyright: normalmente exposto como “todos os direitos reservados”, diz que todos os direitos</p><p>relativos à obra – como reprodução, alteração, distribuição e comercialização – pertencem a seu</p><p>criador ou editor e só podem ser utilizados mediante autorização.</p><p>• Rights managed: mais restrita que o copyright, restringe o uso em prol de determinadas causas,</p><p>além de solicitar a autorização do autor.</p><p>• Royalty-free: apesar do termo free (grátis, em português), é uma licença paga; a pessoa adquire</p><p>a imagem via compra dos direitos para assim poder usá‑la livremente.</p><p>• Copyleft: inverso do copyright, permite o uso livre da obra, podendo ser amplamente copiada,</p><p>reproduzida e utilizada.</p><p>11</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>• Domínio público: no Brasil, depois de 70 anos da morte do criador de uma obra, ela pode ser</p><p>reproduzida e comercializada livremente.</p><p>• Creative commons: os limites de uso da obra são definidos pelo autor, podendo‑se aderir às</p><p>seguintes permissões:</p><p>— Atribuição: utilizar bancos de imagem.</p><p>— Recombo: modificar imagens de terceiros, utilizando efeitos ou alterando suas cores,</p><p>por exemplo.</p><p>— Não comercial: uso livre, exceto para uso comercial.</p><p>As imagens no meio jornalístico, ainda que possam provir de matérias divergentes em lados e opiniões,</p><p>devem refletir a verdade, o que requer uma análise minuciosa da fonte para evitar notícias duvidosas</p><p>ou fake news, pois a constante evolução da pós‑edição dificulta cada vez mais o reconhecimento de</p><p>fraudes em fotos e vídeos.</p><p>A melhor forma de garantir uma fonte legítima é captando recursos diretos, pois assim o profissional</p><p>pode observar a pauta da matéria e gerar o material com base nele. Com fontes diretas, o jornalista sabe</p><p>os limites da edição a que determinado material foi submetido.</p><p>Figura 1 ‑ Representação de fake news</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/10budbi. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>12</p><p>Unidade I</p><p>Elementos visuais podem ser gerados de diversas formas. A seguir, alguns exemplos:</p><p>• Ilustração vetorial: gerada em desenho por meio de programas vetoriais, é utilizada como</p><p>elemento explicativo de publicações impressas ou digitais, complementando o conteúdo textual.</p><p>Figura 2 – Desenho vetorial</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/H0bPJEb. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>• Ilustração à mão: gerada manualmente, por meio digital ou não, tem um estilo mais clássico</p><p>e pode remeter a rascunhos e lembranças, pelo alto contraste do uso de uma ou poucas cores,</p><p>dando uma carga mais dramática.</p><p>Figura 3 – Desenho à mão</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/J0WEDNs. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>13</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>• Fotografia: gerada por câmeras profissionais e amadoras ou celulares, carrega a força e a reprodução</p><p>real de imagens. Seu uso é mais documental.</p><p>Figura 4 – Fotografia</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/M0bA2nk. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>• Ilustração 3D: gerada em software, é ótima para reconstituir ou simular a cena desejada e novas</p><p>descobertas, além de criar apresentações mais imersivas.</p><p>Figura 5 – Ilustração 3D</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/M2YXWXW. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>14</p><p>Unidade I</p><p>• Animação 3D: é análoga à ilustração 3D, porém em formato de vídeo, aliando modernidade a</p><p>elementos animados.</p><p>Figura 6 – Animação 3D</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/c0bDuJD. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>• Filmagem: gerada por filmadoras ou celulares, é um dos grandes recursos do jornalismo, em que</p><p>a interação entre apresentador, repórter e entrevistados ganha vida na apresentação jornalística,</p><p>em gravações de estúdio ou externas.</p><p>Figura 7 – Filmagem</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/F0bK0dl. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>15</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>• Edição e montagem fotográfica: geradas por meio de edição em software, podem servir</p><p>como recurso visual para apresentações em mídias impressas e digitais com o intuito de trazer</p><p>a atenção aos temas abordados.</p><p>Figura 8 – Edição e montagem</p><p>Sobre a qualidade da imagem, é preciso avaliar a mídia a ser publicada e se sua captação</p><p>e desenvolvimento atendem a todos os critérios estabelecidos. No telejornalismo, a saída se dá</p><p>normalmente em vídeo transmitido em TVs que, a depender da marca e do modelo, têm diferentes</p><p>resoluções, permitindo assistir a vídeos em HD, full HD, 4K, 8K, 16K etc. O ideal no jornalismo é produzir</p><p>uma matéria com o máximo possível de qualidade.</p><p>A seguir, um diagrama que compara as resoluções full HD, 4K e 8K em quantidade de pixels.</p><p>8K</p><p>7680 x 4320</p><p>4K</p><p>3840 x 2160</p><p>Full HD</p><p>1920 x 1800</p><p>Figura 9 – Comparação de resoluções</p><p>16</p><p>Unidade I</p><p>Observação</p><p>Uma produção feita com câmera 4K funciona bem em qualquer</p><p>saída, porém um telespectador com uma TV 8K, por exemplo, tende a se</p><p>acostumar com essa qualidade e perceber a diferença em relação ao 4K,</p><p>e assim sucessivamente, à medida que a resolução aumenta.</p><p>A velocidade crescente da internet – como o atual 5G e os futuros 6G e 7G – exige proporcionalmente</p><p>uma maior capacidade dos equipamentos em processamento e memória, impondo a outras etapas</p><p>da produção computadores com SSD, placas de vídeo e memória RAM cada vez mais robustas, pois</p><p>somente assim a pós‑produção conseguirá um bom produto.</p><p>2 IMAGEM</p><p>Ao criar imagens no jornalismo, é preciso pensar nos elementos‑base do briefing:</p><p>• Pauta: qual o assunto a abordar e como elaborá‑lo, além de analisar como esse conteúdo pode</p><p>ser captado e transmitido ao público.</p><p>• Assunto: como transmitir a história sobre o assunto e quais elementos devem ser abordados.</p><p>• Objetivos: pode‑se listar um ou mais. Aqui se aponta o que se espera do</p><p>conteúdo.</p><p>• Personas: representação das pessoas que serão as principais interessadas no assunto, para facilitar</p><p>a compreensão de quem é o consumidor e do que ele precisa.</p><p>• Linguagem: como o assunto deve ser transmitido para facilitar ao máximo o entendimento</p><p>do público.</p><p>• Referências: fontes especializadas que tratem dos assuntos abordados e que podem servir de</p><p>inspiração ou direcionamento do leitor.</p><p>• Concorrentes: indicação de trabalhos na mesma linha para fazer benchmarking ou até mesmo</p><p>evitar seguir a linha estipulada por eles.</p><p>• Guidelines: sugestões de temas para abordar.</p><p>Analisados todos os elementos e a melhor maneira de gerar imagens, inicia‑se o planejamento para a</p><p>posterior elaboração ou captação. Todos os processos podem se dar por contratação direta de profissional,</p><p>terceirização ou por bancos de imagem e de vídeo. Mesmo que se terceirize um serviço, é necessário o</p><p>conhecimento técnico das estruturas visuais para gerenciar o material adquirido.</p><p>17</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>A seguir, falaremos sobre alguns detalhes importantes de cada tipo de imagem.</p><p>2.1 Ilustração vetorial</p><p>Figura 10 – Caneta‑vetor</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/l0bLn23. Aceso em: 15 dez. 2022.</p><p>Uma ilustração pode começar a ser feita de forma analógica ou diretamente em meio digital;</p><p>independentemente do início, na maioria dos casos o fim será o meio digital. Por exemplo: ao desenhar</p><p>com papel e lápis, é preciso atentar‑se a uma boa visibilidade do desenho e desenvolvê‑lo em qualidade</p><p>e tamanho viável para, posteriormente, ser digitalizado em resolução adequada, seja por scanner</p><p>ou fotografia.</p><p>Cabe avaliar as diferentes resoluções de saída para entender as resoluções de entrada nos arquivos</p><p>digitais. Para isso, é preciso compreender uma proporção digital de resolução chamada DPI, sigla inglesa</p><p>para dots per inch (pontos por polegada, em português). Também é comum programas de ilustração</p><p>usarem a sigla PPI, pixels per inch (pixels por polegada).</p><p>Observação</p><p>Polegada é uma medida pouco comum no Brasil; lembremos, portanto,</p><p>que 1 polegada é igual a 2,54 centímetros. A maioria dos cálculos segue</p><p>a medida em polegadas porque os principais programas internacionais</p><p>mantêm essa unidade.</p><p>18</p><p>Unidade I</p><p>Nas telas esses pontos também são chamados de pixels, e nesse caso a proporção de DPI se dá entre</p><p>os pontos digitais contra as polegadas de algo físico – como a tela do monitor, celular ou mesmo a folha</p><p>de um papel. Existem diferentes proporções para cada uso, pois elas variam com a distância entre os</p><p>olhos do observador e a imagem.</p><p>Normalmente a resolução de 300 DPI já é suficiente para ler sem notar os pixels, mas pode gerar</p><p>arquivos muito pesados em saídas para internet ou impressos em grandes formatos – como outdoors –,</p><p>por isso deve‑se considerar um tamanho mínimo viável para cada caso.</p><p>Saiba mais</p><p>Para se informar sobre como obter impressões de alta qualidade</p><p>considerando detalhes importantes, como dimensão, resolução, fonte e</p><p>tamanho da foto, além da prova em PDF, leia o artigo a seguir:</p><p>O DESIGN impresso está embaçado. Canva, 18 set. 2020. Disponível em:</p><p>https://cutt.ly/i2YCWdx. Acesso em: 9 jan. 2023.</p><p>A seguir, algumas sugestões de resolução de acordo com o tamanho da arte a ser observada:</p><p>• Telas em geral (como monitor e celular): 72 DPI.</p><p>72 DPI</p><p>Figura 11 – DPI numa tela de celular</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/b0bL3Bg. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>19</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>72 DPI</p><p>Figura 12 – DPI num monitor</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/q0bZTtR. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>• Impressão em papel (como folhetos, press releases e revistas): 300 DPI.</p><p>• Banners: 100 DPI.</p><p>100 DPI</p><p>Figura 13 – DPI em banners</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/10bZMx0. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>20</p><p>Unidade I</p><p>• Outdoors: 30 DPI.</p><p>30 DPI</p><p>Figura 14 – DPI em outdoor</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/Z0bXLKw. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>Portanto, é necessário pensar qual será a saída dessa ilustração. Uma ilustração para outdoor</p><p>feita primeiro em papel pode ser desenhada numa folha pequena (até porque seria inviável de outra</p><p>maneira), mas com traços bem definidos, em ponta fina, para ser posteriormente digitalizada em</p><p>resolução adequada.</p><p>Alguns exemplos:</p><p>• Um desenho em folha A4, para ser impresso novamente em A4, deve ser escaneado em 300 DPI.</p><p>• Um desenho em A5 (metade de uma A4), para ser impresso em A4, deve ser escaneado em</p><p>600 DPI.</p><p>Ao se escanear e reimprimir uma imagem, um defeito chamado moiré pode surgir (uma espécie de</p><p>onda que aparece por cima da foto). Além disso, existe uma via intermediária entre o analógico e o digital:</p><p>ilustrar analogicamente e redesenhar digitalmente através da sobreposição do desenho original. Como</p><p>os programas têm a opção de transparência, é fácil redesenhar por cima da imagem escaneada e criar</p><p>uma nova em arquivo desenhado digitalmente, normalmente chamado de arquivo vetorial.</p><p>O nome vetorial vem do fato de programas de ilustração utilizarem cálculos em gráficos vetoriais</p><p>para desenhar, e arquivos vetoriais são aqueles em que se pode reeditar esses vetores. Normalmente são</p><p>os arquivos editáveis dos próprios programas ou extensões que os leem, como PDF ou SVG.</p><p>21</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Os pixels de arquivos vetoriais não são calculáveis, pois, como são desenhados nos programas digitais,</p><p>apenas gravam informações vetoriais, como as cores e coordenadas utilizadas. Por isso, podem ser</p><p>impressos ou visualizados em telas sem ter a chamada resolução e se apresentam sem pixels, podendo</p><p>ser utilizados em qualquer tamanho, pois não têm limite de qualidade visual limitada.</p><p>Observação</p><p>A imagem vetorial pode ser um grande trunfo da ilustração se comparada</p><p>a outras opções, como a fotografia, que obrigatoriamente usa pixels.</p><p>Por último, temos a ilustração diretamente digital, que também pode ser confeccionada por</p><p>sobreposições de outras imagens digitais, como fotos, outras ilustrações ou simples conversões</p><p>em traços calculados em inteligência artificial dos programas para agilizar transformações de</p><p>bitmaps em vetores.</p><p>2.2 Cores</p><p>É importante manipular cores para publicar um conteúdo de forma adequada à saída, seja impressa ou</p><p>digital. Elas podem ser divididas em duas saídas diferentes – RGB e CMYK –, que as sintetizam segundo as</p><p>chamadas cores primárias. No caso de uso em tela ou qualquer estrutura de cores com uso de luz, temos</p><p>a composição chamada RGB, devido às cores red, green e blue (em português, vermelho, verde e azul).</p><p>Figura 15 – RGB</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/70bX5yK. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>Essa união é chamada síntese de cor aditiva, e a soma das três resulta no branco.</p><p>22</p><p>Unidade I</p><p>Observação</p><p>É interessante manter o desenvolvimento de imagens e vetores em</p><p>cálculos de cores em RGB em saídas para telas como celulares ou monitores,</p><p>pois evita a adaptação das cores e uma possível alternância de tons.</p><p>O CMYK é usado em material impresso, e sua soma cria o preto. Sua síntese é chamada de subtrativa</p><p>e é muito comum em tintas de impressora e máquinas gráficas. A sigla CMYK significa cyan, magenta,</p><p>yellow e black (em português, ciano, magenta, amarelo e preto).</p><p>Lembrete</p><p>A RBG tem um alcance maior que a síntese subtrativa CMYK, por isso a</p><p>adaptação automática feita por alguns programas pode trocar tons de forma</p><p>inesperada, já que em alguns casos não existe uma cor correspondente, que</p><p>pode ficar no limite e diferir bastante das cores originais.</p><p>Aqui a síntese em sua raiz é composta por CMY (sem o preto) pois, ao ser usado em tintas, seu</p><p>tom se aproxima ao do marrom escuro – por isso em diversas impressões é comum incluir uma tinta</p><p>pura em preto.</p><p>Figura 16 – CMYK</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/70bX5yK. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>23</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Observação</p><p>Alguns exemplos de mistura de cores:</p><p>– Amarelo + ciano = verde;</p><p>– Ciano + magenta = azul;</p><p>– Magenta + amarelo = vermelho.</p><p>Outra forma consagrada de dividir cores é entre quentes e frias:</p><p>• Quentes:</p><p>amarelo, vermelho e magenta.</p><p>• Frias: azul, ciano e verde.</p><p>Funcionando como uma balança de equilíbrio visual, elas são cores opostas mas complementares,</p><p>pois reagem como neutralizantes umas das outras. Esse cálculo também é utilizado ao neutralizar</p><p>matizes quentes e frias nas câmeras, chamadas de balanço de branco, por serem consideradas relativas</p><p>devido à reflexão da luz, muitas vezes com tons mais quentes ou frios de acordo com sua origem e</p><p>temperatura, variando de acordo com a frequência de sua onda eletromagnética.</p><p>Por exemplo: diante de uma luz de LED fria e azulada, nossos olhos compensam a tonalidade em</p><p>excesso até determinado limite, e em alguns casos não conseguimos reparar se o ambiente está azulado</p><p>ou neutro, pois o cérebro entende a compensação que a luz tonalizada de azul ou amarelo causa. A</p><p>câmera fotográfica passa por um processo parecido, compensando a fotografia e adicionando uma</p><p>carga mais amarelada para compensar a luz azulada; assim, quando se tira uma foto, ela se neutraliza</p><p>com esse balanço e não fica azulada nem amarelada pela compensação. Nesse caso, a foto final tem</p><p>um aspecto de luz neutra, mantendo as cores originais dos elementos, sem demonstrar a interferência</p><p>causada pela iluminação. Esse balanço de tonalidades é chamado de balanço de branco.</p><p>2.3 Fotografia</p><p>Vamos entender primeiramente por que a fotografia atua como um bitmap e então conhecer</p><p>algumas técnicas para melhor explorar seus recursos.</p><p>2.3.1 O que é bitmap?</p><p>O próprio nome já nos dá uma dica. Bitmap significa mapa de bits; ou seja, a imagem é composta</p><p>por um mapa contabilizado ponto a ponto até formar a imagem inteira.</p><p>24</p><p>Unidade I</p><p>Figura 17 – Exemplo de bitmap</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/20b3wc8. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>Imagine uma imagem de 400 pixels de largura por 300 de altura, e cada ponto contabilizará a</p><p>cor utilizada (por exemplo: primeiro ponto verde, segundo ponto azul, terceiro ponto verde etc.).</p><p>Assim é composta a imagem em bitmap: gravando informações ponto a ponto. Por isso o tamanho de</p><p>informações geradas – e consequentemente o tamanho do arquivo – é maior, principalmente imagens</p><p>com mais pixels. Na fotografia, como a captação se dá pela sensibilidade que se grava no sensor que</p><p>transita para os pixels, a imagem gerada é um bitmap.</p><p>As extensões de arquivos em bitmap são várias. Alguns exemplos: JPG, PNG, GIF, BMP, TIFF e WebP.</p><p>As extensões PDF e SVG também comportam bitmap como conteúdo que pode se misturar com</p><p>elementos vetoriais, mas cada um continua com as propriedades e qualidades próprias.</p><p>Para gerar uma boa foto, deve‑se pensar em vários aspectos. Primeiramente, sua motivação,</p><p>público e tudo mais que o briefing possa trazer de relevante, além do local do ensaio e o que será</p><p>necessário na captação, assim como profissionais de apoio. Também devemos conhecer os principais</p><p>equipamentos disponíveis para fotografia, sem deixar de pensar nas opções mais simples, como o</p><p>próprio celular.</p><p>A seguir, veremos alguns exemplos de câmeras e seus pontos fortes e fracos.</p><p>25</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>2.3.2 Câmera de celular</p><p>Figura 18 – Celular como ferramenta de trabalho audiovisual</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/b0b47Hp. Acesso em: 15 dez. 2022.</p><p>• Pontos fortes: agilidade para fotografar, e atualmente existem no mercado celulares com bons</p><p>recursos de câmera e memória.</p><p>• Pontos fracos: normalmente não detêm recursos mais sofisticados para efeitos específicos.</p><p>2.3.3 Câmeras compactas</p><p>Figura 19 – Câmera compacta</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/Q2YCZ3t. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>26</p><p>Unidade I</p><p>• Pontos fortes: agilidade intermediária e preço acessível.</p><p>• Pontos fracos: recursos profissionais e capacidade limitada de bateria.</p><p>2.3.4 Câmeras DSLR</p><p>Figura 20 – Câmera DSLR</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/X0QD5s3. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>• Pontos fortes: recursos profissionais, bateria e cartões com maior capacidade.</p><p>• Pontos fracos: são mais caras e mais pesadas.</p><p>2.3.5 Câmeras mirrorless</p><p>Figura 21 – Câmera mirrorless</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/d0QGLE9. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>27</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>• Pontos fortes: recursos profissionais, baterias e cartões com maior capacidade.</p><p>• Ponto fracos: são mais caras e não têm a opção de visor que isola a luz externa.</p><p>Outras questões de qualidade interessantes na fotografia são o tamanho do sensor e a capacidade</p><p>de gravar em megapixel (MP), ou seja, um milhão de pixels. A seguir, um exemplo da relação entre MP e</p><p>o tamanho das imagens em pixels:</p><p>• 36 MP = 7360 × 4912 pixels.</p><p>• 16 MP = 4920 × 3264 pixels.</p><p>Se você multiplicar a quantidade de pixels na largura e na altura, chegará ao valor em MP.</p><p>Mas qual é a real necessidade de câmeras profissionais – como a DSLR e a mirrorless – para a fotografia</p><p>jornalística? Elas contêm recursos como iluminação extra ou lentes mais apropriadas para cada trabalho.</p><p>Além disso, podem ser reguladas manual ou automaticamente, dando maior liberdade para o fotógrafo.</p><p>E por que a regulagem manual abre mais recursos para efeitos? Podemos citar alguns efeitos mais</p><p>fáceis de alcançar manualmente:</p><p>• Velocidade da fotografia: regulando a velocidade do obturador, conseguimos congelar elementos</p><p>velozes, como um carro de corrida e outros.</p><p>• Borrar (ou baixa velocidade): trabalhando com regulagens menores no obturador, conseguimos</p><p>o efeito de borrar elementos, muito usado em fotos de água ou outras substâncias em movimento,</p><p>além de efeitos como panning (manter um objeto em movimento nítido e o fundo borrado) ou</p><p>lightpainting (desenhar com a luz).</p><p>• Alterar a distância focal: ajustando a abertura do diafragma, podemos aumentar ou diminuir a</p><p>distância focal do assunto da foto e destacá‑lo do fundo, fazendo a regulagem com o anel de foco.</p><p>Além dos efeitos, pode‑se chegar também a uma regulagem mais precisa que no modo automático,</p><p>pois muitas vezes a inteligência artificial não compreende o assunto da fotografia. Por isso em algumas</p><p>câmeras e celulares é possível escolhê‑lo no modo automático (retrato, macro, paisagem etc.), e a</p><p>regulagem se restringe a valores confortáveis, evitando erros.</p><p>2.3.6 Regulagem manual</p><p>A regulagem manual de câmeras é interessante, mas requer muita prática. A seguir, confira os</p><p>principais elementos de regulagem da câmera profissional.</p><p>O disco de opções de uma câmera pode variar entre auto (regulagem automática), automática sem</p><p>flash, modos automáticos por temas, totalmente manual (M) e as semiautomáticas:</p><p>28</p><p>Unidade I</p><p>• A (ou Av): regulagem manual somente da abertura do diafragma.</p><p>• S (ou Tv): regulagem manual somente da velocidade do obturador.</p><p>• P: regulagem manual somente do ISO.</p><p>Repare que as opções de regulagem se baseiam em três importantes elementos: diafragma, obturador</p><p>e ISO, responsáveis pelo efeito final da foto e como será a exposição da luz, causadora da queima da</p><p>fotografia. Afinal, o termo fotografia significa escrever com a luz – daí a necessidade de entender o</p><p>quanto a entrada da luz interfere no resultado.</p><p>Câmeras profissionais têm uma métrica de luz chamada fotômetro – uma régua que demonstra se</p><p>a exposição da luz no momento da fotografia está bem regulada.</p><p>Saiba mais</p><p>No artigo a seguir, confira mais detalhes sobre o fotômetro e sobre</p><p>como operar uma câmera manualmente:</p><p>MACEDO, N. Fotometria – como operar a câmera no manual.</p><p>Aprenda Fotografia, 8 maio 2019. Disponível em: https://cutt.ly/P2YBpFG.</p><p>Acesso em: 9 jan. 2023.</p><p>A exposição varia de acordo com a regulagem dos três itens, que podem resultar em maior ou</p><p>menor exposição.</p><p>2.3.7 ISO</p><p>Figura 22 – ISO</p><p>29</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>ISO é o valor que referencia a quanto o sensor está sensível à luz e pode variar de 100 (menor</p><p>sensibilidade e menor granulação na foto) a 6400 ou mais (maior sensibilidade e maior granulação</p><p>na foto) a depender da câmera. Maior sensibilidade significa que a foto pode ser tirada mais</p><p>rapidamente com a regulagem do obturador, pois não precisa de muita luz, ou pode estar</p><p>com uma</p><p>abertura menor do diafragma.</p><p>2.3.8 Abertura do diafragma</p><p>Figura 23 – Diafragma</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/R0QHjCb. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>O diafragma é uma abertura controlável dentro do conjunto de lentes – também chamado de objetiva –</p><p>que determina quanto de luz entra na fotografia, e sua regulagem amplia ou diminui a distância focal; ou</p><p>seja, se tivermos mais elementos na profundidade da foto e desejarmos que a nitidez do foco atinja somente</p><p>o primeiro ou segundo elemento, podemos manter uma abertura maior no diafragma, e ele restringirá a</p><p>profundidade do foco.</p><p>Podemos alternar entre aberturas mais fechadas (maior profundidade de foco) – como a F22 – ou</p><p>aberturas maiores (menor profundidade de foco) – como a F3,5. Uma abertura maior também resulta</p><p>em maior entrada de luz, podendo‑se utilizar também menor sensibilidade no ISO e maior velocidade</p><p>no obturador.</p><p>30</p><p>Unidade I</p><p>2.3.9 Velocidade do obturador</p><p>Figura 24 – Obturador</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/u2Y1D8v. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>Obturador é como uma cortina que abre e fecha na hora de fotografar, podendo causar o efeito de</p><p>congelar ou borrar uma foto, a depender da velocidade utilizada. Podemos regulá‑lo entre valores de uma</p><p>fração de milésimo de segundo a até 10 segundos; ou seja, a foto pode ser tão rápida que pode congelar</p><p>as asas de um beija‑flor ou ser lenta até mostrar o trajeto de luz de um carro.</p><p>Essa regulagem pode interferir no ISO e no diafragma. Por exemplo: se deixarmos uma foto com</p><p>mais tempo de exposição, podemos manter o ISO em menor sensibilidade e com uma abertura menor</p><p>do diafragma. Para bater a conta entre os três elementos, podemos imaginar uma balança, porém</p><p>com três elementos em vez de dois: carregando a regulagem de um, os outros dois ficam mais leves.</p><p>Assim, ao trabalhar manualmente com uma foto, é aconselhável priorizar a regulagem de acordo</p><p>com seu assunto e pensar nos limites de regulagem de acordo com os recursos disponíveis. A seguir, um</p><p>exemplo de como organizar o pensamento sobre a regulagem manual:</p><p>• Foto externa: utilize ISO mais baixo, como 100 ou 200.</p><p>• Elementos na mesma profundidade: utilize abertura maior do diafragma, como F3.5.</p><p>• Elementos em movimento e não uso do tripé: utilize o obturador com velocidade maior,</p><p>como 1/40.</p><p>31</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Lembrete</p><p>A regulagem manual depende da experiência e agilidade do fotógrafo.</p><p>Outros itens importantes:</p><p>• opções de objetiva para fotografar itens mais próximos ou mais distantes;</p><p>• flash para suprir a falta de luz no local da foto;</p><p>• balanço de branco para compensar as cores da foto de acordo com a temperatura de cor da luz</p><p>disponível para a foto.</p><p>2.3.10 Ilustração e animação 3D</p><p>Figura 25 – Exemplo de figura 3D</p><p>Para desenvolver uma ilustração 3D é necessário conhecer os vetores tridimensionais X (eixo</p><p>horizontal), Y (eixo vertical) e Z (eixo da profundidade), e entender que cada vez mais se utilizam recursos</p><p>tridimensionais para elaborar infográficos e desenvolver cenários e ambientações jornalísticas. Muito</p><p>da modelagem 3D parte de sobreposições de desenhos originados em 2D, num processo chamado box</p><p>modeling – nome dado porque é feita por cima da vista frontal, lateral e superior (X, Y e Z), gerando uma</p><p>imagem parecida com uma caixa.</p><p>Com motores gráficos (renderizadores) cada vez mais potentes, as imagens podem se tornar mais</p><p>realistas nos cálculos de luz e sombra, substituindo um cenário real sem a audiência perceber. Assim,</p><p>32</p><p>Unidade I</p><p>mais recursos dinâmicos vêm sendo adicionados, como o chroma key – substituição de elementos</p><p>digitais em cores específicas, como verde‑limão – e a realidade aumentada – que proporciona aos estúdios</p><p>elementos tridimensionais sem necessidade do chroma, apenas com marcações de  espaços  com</p><p>figuras geométricas que servem de referência para entender a profundidade necessária.</p><p>Elementos tridimensionais podem servir como ilustrativos estáticos ou animados, a depender da</p><p>necessidade. De acordo com o conteúdo tratado, a animação se faz necessária, criada normalmente ao</p><p>se determinar a transição entre um ponto inicial e um ponto final.</p><p>Observação</p><p>Modelagem 3D normalmente é criada em sobreposição à referência</p><p>2D e pode originar cenários e elementos para a realidade aumentada ou</p><p>chroma key, fomentando também novas realidades para os estúdios.</p><p>2.3.11 Filmagem</p><p>Figura 26 – Exemplo de filmagem</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/x0QJauc. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>Filmagem como elemento da realidade funciona muito bem no jornalismo, e suas técnicas são muito</p><p>parecidas com as da fotografia, pois as áreas se cruzam – ainda que se diferenciem na importância da</p><p>sonoridade do vídeo e nas transições entre os planos.</p><p>Em sua regulagem, também se fazem presentes o ISO e o diafragma – mantendo a funcionalidade</p><p>quanto ao foco e à granulação –, mas cabe destacar outros elementos importantes, como zoom,</p><p>estabilizadores e foco. Como no vídeo, os elementos e enquadramentos podem se alterar durante a</p><p>33</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>filmagem, portanto sutileza e agilidade do operador de câmera são necessárias, dado que o equipamento</p><p>pode variar principalmente para regular essas funções e o áudio. Por isso é comum repórteres utilizarem</p><p>microfones locais, seja de mão ou lapela, mantendo o dispositivo que capta o áudio próximo à fonte,</p><p>eliminando possíveis ruídos.</p><p>Vale lembrar que a luz contínua também é necessária para manter a iluminação adequada dos</p><p>elementos do vídeo, cuja naturalidade é importante para não desviar a atenção do espectador para</p><p>os elementos de apoio. Por exemplo: ao mapear cenário, luz, apresentador e câmera, normalmente não</p><p>se colocam itens de iluminação onde ficariam aparentes no enquadramento da câmera, tampouco os</p><p>microfones, mantendo o máximo de discrição e escondendo ruídos visuais, como fiações ou qualquer</p><p>elemento cenográfico com acabamentos que não estejam perfeitos.</p><p>A seguir, veremos alguns elementos importantes de pré‑produção, produção e pós‑produção</p><p>numa filmagem.</p><p>2.3.12 Edição e montagem fotográfica</p><p>No jornalismo, a edição é um tema bastante discutido em razão da possível manipulação de fatos.</p><p>Os recursos atuais – cada vez mais sofisticados e imprevisíveis – dificultam auditar o que é verdade</p><p>ou não. As fake news, por exemplo, se alimentam de montagens ou imagens fora do contexto original</p><p>para distorcer ou inventar falas de figuras públicas, criando matérias sensacionalistas para engajar seus</p><p>leitores a determinados fins, num desserviço que pode causar consequências jurídicas, como injúria</p><p>e difamação.</p><p>A montagem utilizada devidamente, porém, serve de apoio profissional, criando ilustrações,</p><p>infogramas e outros elementos complementares a uma matéria; e a edição pode fazer correções</p><p>estéticas e conceituais – enquadramento e iluminação, por exemplo. Para evitar edições tendenciosas,</p><p>o profissional pode se questionar se o trabalho feito está alterando demais o intuito da mensagem</p><p>original. Além disso, um bom trabalho com esses elementos pode dispensar o excesso de edição na</p><p>pós‑produção.</p><p>3 VÍDEO E SOM</p><p>3.1 Vídeo</p><p>O vídeo pode ser desenvolvido de outras maneiras além da filmagem. Pode‑se utilizar, por exemplo,</p><p>recursos como motion graphics (em português, gráficos em movimento) – imagens, textos e vídeos que</p><p>podem criar uma produção animada, normalmente desenvolvida em programas de edição. Para isso, é</p><p>necessário entender os principais conceitos de animação.</p><p>Animações à moda antiga, desenhadas à mão, são feitas pela troca rápida de desenhos que</p><p>formulam o flipbook (desenhos organizados em sequência). Quando uma imagem é substituída, nossa</p><p>retina – responsável por transmitir imagens – sofre um atraso, e a troca de imagens torna‑se imperceptível</p><p>a olho nu. Assim surge a animação, uma sequência de ilustrações que contam uma história.</p><p>34</p><p>Unidade I</p><p>3.2 Som</p><p>Além de ser um complemento muito importante de filmagens e vídeos, o som por si só pode ser o</p><p>elemento principal da comunicação</p><p>jornalística, como o rádio convencional, digital ou plataformas de</p><p>streaming. Como nas filmagens, é necessário captar som próximo da sua origem e, se possível, com uma</p><p>boa isolação acústica. Cada canal deve ser captado e gravado ou transmitido ao vivo com microfones</p><p>diferentes, pois assim pode‑se controlar os volumes individualmente e ajustar a frequência sonora para</p><p>uma melhor qualidade de som.</p><p>4 ILUSTRAÇÕES</p><p>Ilustrações complementam matérias em diversos ambientes, como postagens digitais para blogs ou</p><p>jornais on‑line. Também complementam animações em vídeo, chroma key, realidade aumentada ou</p><p>mesmo motion graphics.</p><p>Existem duas técnicas básicas de ilustração digital: pintura digital – pelo uso de pincéis digitais –</p><p>ou ilustração em caneta. Cada uma pode gerar uma imagem com menos pontos e aparência mais lisa</p><p>(caneta) ou com mais camadas (pintura digital). A seguir, um conjunto de diretrizes para chegar a uma</p><p>boa pintura digital:</p><p>• Utilize os detalhes de cada pincel digital, ou crie pincéis de acordo com a necessidade.</p><p>• Busque referências do objeto a ser ilustrado.</p><p>• Entenda as cores a serem utilizadas e a técnica visual aplicada: se terá contornos visíveis, se</p><p>haverá transparência e interação entre as cores e sobreposições etc.</p><p>• Aplique adequadamente os conceitos de luz e sombra, e saiba como ambas se apresentam, sua</p><p>direção e suavidade.</p><p>• Compreenda elementos de perspectiva e regras de composição.</p><p>Já a caneta, de modo geral, trabalha entre pontos (também chamados de nós) que formam linhas,</p><p>retas ou curvas. Trabalhar com elementos sobrepostos e compor sombras e efeitos de iluminação através</p><p>da transparência pode fazer a diferença na composição.</p><p>35</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Figura 27 – Transparência e mesclagem</p><p>Adaptada de: https://cutt.ly/B0QL3GN. Acesso em: 16 dez. 2022.</p><p>Programas de ilustração normalmente utilizam modos de mesclagem distintos, que trazem</p><p>efeitos variados em elementos sobrepostos. Mas utilize‑os com cuidado se a saída for para mídias</p><p>impressas, pois alguns efeitos são exclusivamente digitais e, quando exportados para impressão,</p><p>podem não funcionar.</p><p>Normalmente os efeitos de mesclagem são:</p><p>• normal</p><p>• dissolver</p><p>• atrás</p><p>• apagar</p><p>• escurecer</p><p>• multiplicação</p><p>• superexposição de cor</p><p>• superexposição linear</p><p>• clarear</p><p>36</p><p>Unidade I</p><p>• tela</p><p>• subexposição de cor</p><p>• subexposição linear (adicionar)</p><p>• sobrepor</p><p>• luz indireta</p><p>• luz direta</p><p>• luz brilhante</p><p>• luz linear</p><p>• luz do pino</p><p>• mistura sólida</p><p>• diferença</p><p>• exclusão</p><p>• subtrair</p><p>• dividir</p><p>• matiz</p><p>• saturação</p><p>• cor</p><p>• luminosidade</p><p>• cor mais clara</p><p>• cor mais escura</p><p>37</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Resumo</p><p>Nesta unidade você pôde aprender várias formas de gerar imagens</p><p>para uso geral, sejam impressas ou digitais, destacando‑se suas diferenças</p><p>em cor: ciano, magenta, amarelo e preto para impressão (sigla CMYK); e</p><p>vermelho, verde e azul para as digitais (sigla RGB). Também foram abordados</p><p>outros elementos importantes, como o desenvolvimento de vídeos e sons,</p><p>que exigem captação e edição. Além das opções de imagens captadas por</p><p>diversos tipos de câmera, também é possível ilustrar – ação que requer</p><p>o recurso bitmap (imagem gerada a partir da contagem de pontos) ou</p><p>algum programa que calcule elementos em gráficos vetoriais, através dos</p><p>eixos bidimensionais X e Y, ou mesmo em desenhos tridimensionais, com</p><p>os eixos X, Y e Z.</p><p>38</p><p>Unidade I</p><p>Exercícios</p><p>Questão 1. Leia o texto a seguir:</p><p>A divulgação de imagem não autorizada é crime?</p><p>O direito de imagem dá à pessoa retratada a possibilidade de remuneração pelo uso de sua imagem,</p><p>e o direito autoral dá ao autor a possibilidade de remuneração pela reprodução, uso, autorização ou</p><p>cessão de sua obra.</p><p>Em geral, os casos mais comuns em que há a alegação de violação do direito de imagem são aqueles</p><p>que envolvem imagens de famosos e de pessoas públicas, que estão mais sujeitos a terem a própria</p><p>imagem usada de forma ofensiva ou para fins lucrativos não autorizados.</p><p>No entanto, qualquer pessoa, seja ela famosa ou não, pode exigir judicialmente a proteção do seu</p><p>direito de imagem, e esse direito é oficialmente reconhecido pelo Código Civil Brasileiro.</p><p>Na Constituição Federal, art. 5º, inciso X, a lei dispõe que “são invioláveis a intimidade, a vida privada,</p><p>a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral</p><p>decorrente de sua violação”.</p><p>Adaptado de: EUGÊNIO, M. Direito de imagem: O que diz a lei? Como resguardar sua loja? D Loja Virtual,</p><p>13 out. 2021. Disponível em: https://cutt.ly/l0xl058. Acesso em: 14 dez. 2022.</p><p>As licenças de direito de imagem são permissões que podem ser contratadas quando da necessidade</p><p>de uso de obras visuais. Entre as licenças mais usuais, temos:</p><p>• rights managed;</p><p>• royalty‑free;</p><p>• creative commons.</p><p>Em relação a essas licenças, avalie as descrições a seguir:</p><p>I – Licença criada por uma organização independente e que apresenta diferentes tipos de permissão,</p><p>para uso comercial ou não comercial.</p><p>II – Licença que, depois de solicitada e adquirida, permite que uma imagem seja aplicada de</p><p>acordo com a sua especificação.</p><p>III – Licença que, após adquirida, permite o uso ilimitado de uma imagem, sem a necessidade de renovação.</p><p>39</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>As descrições I, II e III referem‑se, respectivamente, às licenças</p><p>A) Rights managed, royalty‑free e creative commons.</p><p>B) Royalty‑free, rights managed e creative commons.</p><p>C) Creative commons, rights managed e royalty‑free.</p><p>D) Rights managed, creative commons e royalty‑free.</p><p>E) Creative commons, royalty‑free e rights managed.</p><p>Resposta correta: alternativa C.</p><p>Análise da questão</p><p>Creative commons é uma licença fornecida por entidade sem fins lucrativos e que visa a facilitar o</p><p>acesso às imagens protegidas pelo direito autoral, de modo que o autor é quem estabelece os limites</p><p>das permissões conforme os tipos de licença padronizados disponíveis, com o intuito de beneficiar</p><p>autores e usuários.</p><p>Rights managed é uma licença que, uma vez adquirida, faculta ao seu usuário o uso de determinada</p><p>imagem. No caso de usos adicionais, uma licença adicional deve ser comprada.</p><p>Royalty‑free é uma licença exclusiva que permite à imagem ser utilizada de forma ilimitada, desde</p><p>que preservados os termos da licença.</p><p>Questão 2. Leia o texto e avalie as imagens em seguida.</p><p>Composição fotográfica</p><p>Composição fotográfica é a organização e o enquadramento do assunto dentro da área que</p><p>será fotografada. Podemos compreender, como parte da composição fotográfica, o ponto de vista,</p><p>as linhas, as cores, o equilíbrio desses fatores, o destaque do assunto principal e a disposição dos</p><p>assuntos secundários.</p><p>Para mudar ou melhorar a composição de uma foto, a dica é rearranjar os elementos, trocar</p><p>as posições dos objetos, incluir ou excluir itens, modificar o fundo, recortando‑o, embaçando‑o,</p><p>aproximando‑o ou afastando‑o, tudo isso com o objetivo de encontrar o efeito emocional adequado</p><p>para aquela fotografia.</p><p>Algumas regras ou dicas podem guiar o fotógrafo para uma composição mais equilibrada. Contudo,</p><p>vale lembrar que fotografia é arte e, por isso, exige criatividade, inovação, modificação. Cabe ao fotógrafo</p><p>imprimir sua marca pessoal em suas fotos, bem como não cair na mesmice e inovar sempre.</p><p>40</p><p>Unidade I</p><p>Lembrando que uma boa composição não é sinônimo de uma imagem bonita, mas de um equilíbrio</p><p>entre os elementos, com o objetivo de o leitor fixar sua atenção nos pontos de interesse do assunto.</p><p>Adaptado de: COMPOSIÇÃO fotográfica. Infoescola, 7 mar. 2014. Disponível em:</p><p>https://cutt.ly/r0xc6bi. Acesso em: 14 dez. 2022.</p><p>Figura 28</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/Q0xQDm3. Acesso em: 14 dez. 2022.</p><p>Figura 29</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/50xQ9qf. Acesso em: 14 dez. 2022.</p><p>41</p><p>PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM JORNALISMO</p><p>Figura 30</p><p>Disponível em: https://cutt.ly/J0xWokM. Acesso em: 14 dez. 2022.</p><p>Com base no exposto e no seu conhecimento, avalie as afirmativas.</p><p>I – A figura 28 é</p><p>uma composição fotográfica radial, que transmite a sensação de tranquilidade</p><p>e expansão.</p><p>II – A composição fotográfica da figura 29 é a vertical, cujos elementos transmitem uma sensação</p><p>de altura por meio de uma linha alta e estreita.</p><p>III – A figura 30 é uma composição fotográfica horizontal, que passa a ideia de estabilidade para</p><p>quem a observa.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A) I, apenas.</p><p>B) II, apenas.</p><p>C) I e II, apenas.</p><p>D) II e III, apenas.</p><p>E) I, II e III.</p><p>Resposta correta: alternativa B.</p><p>42</p><p>Unidade I</p><p>Análise das afirmativas</p><p>I – Afirmativa incorreta.</p><p>Justificativa: a figura 28 é um exemplo de composição fotográfica horizontal, que proporciona a</p><p>sensação de estabilidade e tranquilidade. Deve ser observada da esquerda para a direita.</p><p>II – Afirmativa correta.</p><p>Justificativa: a figura 29 é uma composição fotográfica vertical, uma vez que o tema principal pode</p><p>ser observado por uma linha que destaca a sensação de profundidade.</p><p>III – Afirmativa incorreta.</p><p>Justificativa: na figura 30 temos a composição fotográfica radial, cujo elemento central proporciona</p><p>a sensação de expansão e espalhamento, criando uma ideia de movimento.</p>

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