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<p>PROCESSOS</p><p>CONSTRUTIVOS</p><p>André Luís</p><p>Abitante</p><p>Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094</p><p>P963 Processos construtivos / André Luís Abitante ... [et al.] ;</p><p>[revisão técnica: Shanna Trichês Lucchesi]. – Porto</p><p>Alegre : SAGAH, 2017.</p><p>271 p. : il. ; 22,5 cm.</p><p>ISBN 978-85-9502-224-9</p><p>1. Engenharia civil. 2. Processos construtivos.</p><p>CDU 624</p><p>Revisão técnica:</p><p>Shanna Trichês Lucchesi</p><p>Mestre em Engenharia de Produção</p><p>Professora do curso de Engenharia Civil</p><p>Processos construtivos_Impressa.indd 2 06/10/2017 16:28:50</p><p>PROCESSOS</p><p>CONSTRUTIVOS</p><p>Processos construtivos_Impressa.indd 1 06/10/2017 16:28:50</p><p>Sistema Camus</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p> Reconhecer as características e particularidades do sistema Camus.</p><p> Relacionar as instalações, materiais e equipamentos necessários para</p><p>a utilização do sistema Camus.</p><p> Identi� car os tipos de obras ideais para aplicação do sistema Camus.</p><p>Introdução</p><p>Neste capítulo, você vai estudar o sistema de painéis “sanduíche” pioneiro,</p><p>o sistema Camus, desenvolvido na Europa, na década de 1940. Esse tipo</p><p>de sistema pré-fabricado se caracteriza por ter, comumente, duas faces</p><p>afastadas em argamassa armada (ou concreto armado), o que permite</p><p>no seu interior a pré-montagem das instalações elétricas e hidráulicas.</p><p>Esse vazio (núcleo) é preenchido com materiais aderentes e isolantes</p><p>(termicamente), que também conferem mais leveza às peças. Esses pre-</p><p>enchimentos geralmente são feitos com espuma plástica rígida, como</p><p>poliestireno e poliuretano.</p><p>Sistema Camus</p><p>Patenteado na França no ano de 1949 e desenvolvido pela empresa Raymond</p><p>Camus, trata-se de um sistema de pré-fabricados de ciclo fechado, o primeiro e</p><p>maior sistema produzido em fábrica em todo o mundo, conforme Cutler (1970).</p><p>Sua metodologia construtiva consiste na utilização de painéis de concreto,</p><p>aos quais já podem ser incorporadas janelas, instalações elétricas, hidráulicas</p><p>etc. e, em casos mais específicos, até mesmo as louças sanitárias, resultando</p><p>em uma edificação monolítica.</p><p>Baseado em Cutler (1970), pode-se afirmar que, na década de 1970, o</p><p>Camus foi o sistema industrializado mais amplamente utilizado, com um</p><p>volume de negócios anual superior a 100 milhões de Liras Italianas (moeda</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 152 06/10/2017 14:34:50</p><p>forte no pós-guerra devido ao “milagre econômico” italiano), sem levar em</p><p>conta a enorme produção da antiga União Soviética (na época, país fechado</p><p>que não fornecia dados ao mercado estrangeiro).</p><p>Segundo Castelo (2008), apesar de ser chamado de sistema de grandes</p><p>painéis, a fabricação destes tem restrições nas suas dimensões, principalmente</p><p>devido a problemas de transporte, tanto da fábrica para a obra quanto no</p><p>próprio canteiro (durante a instalação). Os painéis, que são, na verdade, as</p><p>paredes da obra, apresentam dimensões que variam entre 2,50 m e 3,20 m de</p><p>altura, sendo o comprimento variável entre 2,50 m e 6,50 m, com espessuras</p><p>finais de 25 cm para as paredes externas e 15 cm para paredes internas, ou</p><p>seja, com todas as camadas, do núcleo às bordas. As placas de teto (ou laje)</p><p>possuem dimensões de 1,50 m × 3,50 m até 1,50 m × 7,00 m e espessura de</p><p>15 cm. Sua utilização pressupõe que a construção da edificação será executada</p><p>com o menor número possível de painéis, os quais são montados e encaixados</p><p>previamente como elementos de fachada (já com as devidas aberturas de vãos),</p><p>lajes ou pavimentos (veja a Fig. 1).</p><p>Cutler (1970) relata que esses grandes painéis eram fabricados em massa,</p><p>e no seu auge, as peças pré-fabricadas compreendiam todas as partes de uma</p><p>habitação, como uma parede interna completa, parede externa completa,</p><p>divisórias e até mesmo as lajes de piso.</p><p>Os sistemas pré-fabricados (pesados) de produção fechada se popularizaram nos</p><p>países cuja economia era ou é mais controlada, como a antiga União Soviética (Rússia).</p><p>Isso se deve ao fato de o uso desses sistemas se justificar no longo prazo e em grande</p><p>escala, resultando, assim, em economia.</p><p>Nos países de economia mais liberal, como a França, é singular, pois o vasto campo</p><p>de aplicação para esse tipo de sistemas de pré-fabricação (destacando-se o sistema</p><p>Camus – Estiot) ocorreu devido à criação de uma legislação específica para a construção</p><p>dos “Grand Ensembles” (grandes conjuntos habitacionais).</p><p>No Reino Unido e nos Estados Unidos, por exemplo, também países de economia</p><p>liberal, a existência de um grande número de pequenas e médias empresas, além de</p><p>um alto nível de qualificação profissional, propicia a pré-fabricação de ciclo aberto</p><p>(CASTELO, 2008).</p><p>153Sistema Camus</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 153 06/10/2017 14:34:50</p><p>Paredes</p><p>Vieira (2008) relata que a constituição dos painéis é feita com placas de espuma</p><p>plástica (em poliestireno) instaladas entre camadas de concreto, geralmente</p><p>moldadas com a face para baixo. Os revestimentos cerâmicos são comumente</p><p>utilizados e podem ser colocados ainda na pré-montagem em folha de papel</p><p>com cola solúvel em água.</p><p>Para paredes externas, segundo Vieira (2008), a placa de espuma é colada</p><p>inicialmente nos moldes; a seguir, é aplicada uma fina camada de argamassa;</p><p>e, em seguida, uma camada de concreto, com 6,5 cm de espessura, armada</p><p>com uma tela. Na sequência, mais uma camada de poliestireno é aplicada,</p><p>com espessura de 3,0 cm. Por fim, encontra-se o concreto com armadura,</p><p>a parte portante da parede, com 14 cm de espessura. Para formar um bloco</p><p>monolítico, as armaduras internas e externas são ligadas entre si. A face su-</p><p>perior (face interna, geralmente) recebe um lixamento mecânico, o que reduz</p><p>a necessidade de acabamento final. A cura desses painéis é feita geralmente</p><p>a quente, usando vapor, estufa ou resistência, e imediatamente depois eles</p><p>são armazenados junto à fábrica, em pátio destinado para tal finalidade.</p><p>Segundo Cutler (1970), a maioria das fábricas curava as peças cobrindo-as</p><p>com uma capa rígida isolante, que era colocada sobre os moldes por meio de</p><p>gruas para, em seguida, acionarem-se bobinas de aquecimento instaladas na</p><p>mesa de produção e dentro dos painéis entre camadas. Esse sistema de cura</p><p>permitia a desmoldagem e o manejo dos painéis entre três e quatro horas</p><p>depois da concretagem.</p><p>Cutler (1970) detalha que os moldes de borda eram reguláveis, propor-</p><p>cionando diversos tamanhos de painéis, limitados ao tamanho das mesas de</p><p>fabricação. Por exemplo, no caso de painéis de paredes externas com revesti-</p><p>mentos texturizados, eles eram moldados de frente para baixo com a textura</p><p>(mosaico) colocada no fundo, sendo depois coberto por uma fina camada de</p><p>argamassa e concreto, seguida do isolamento térmico e da camada interior</p><p>de concreto estruturalmente reforçada.</p><p>As paredes internas são executadas somente em concreto. Quando portantes,</p><p>apresentam espessura de 14 cm; quando sem finalidade estrutural, espessura</p><p>de 7,0 cm — com característica de divisória (VIEIRA, 2008). Nas paredes</p><p>internas, as portas e janelas também são instaladas prévia e diretamente nos</p><p>painéis.</p><p>Por se tratar de um método de origem europeia, onde o isolamento é muito</p><p>importante, Vieira (2008) descreve que este pode ser feito a partir de materiais</p><p>como o poliuretano ou até mesmo lona plástica durante as moldagens dos</p><p>Sistema Camus154</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 154 06/10/2017 14:34:50</p><p>painéis externos da edificação. O isolamento acústico, principalmente entre</p><p>pavimentos, é realizado via colagem de lençol plástico diretamente no piso</p><p>ou pela própria densidade do concreto.</p><p>O sistema Camus, por ser de produção (ciclo) fechada, é pouco flexível. Os sistemas de</p><p>grandes painéis, em geral, requerem maquinário de grande porte, algo nem sempre</p><p>possível no Brasil, país de dimensão continental e que ainda conta com inúmeras regiões</p><p>remotas. O custo do transporte dos painéis e dos</p><p>equipamentos pesados é elevado,</p><p>motivo pelo qual, em regiões distantes dos grandes centros, pode se tornar inviável a</p><p>opção pelo uso do sistema, sendo muito mais econômica a construção convencional.</p><p>Montagem</p><p>Para o controle de montagem das peças, Vieira (2008) recomenda que elas</p><p>sejam acompanhadas de um cartão com uma etiqueta anexada contendo</p><p>informações do tipo: data, tipo da peça, local da construção, sequência da</p><p>colocação por pavimento, lado interno ou externo, parte inferior e superior</p><p>da peça fabricada.</p><p>O transporte das unidades é feito inicialmente por reboque puxado por</p><p>caminhão, e, para instalação na obra, seu içamento é realizado por meio</p><p>de guindaste ou grua, dependendo da altura da edificação (veja a Fig. 1).</p><p>Segundo Vieira (2008), nessa etapa é necessário preocupar-se com a força do</p><p>vento, já que cada painel pesa aproximadamente 7,0 toneladas. É de extrema</p><p>importância o cuidado com o perfeito acoplamento das peças, principalmente</p><p>com as juntas e os apoios, que levam neoprene, bem como com as instalações</p><p>elétricas e hidrossanitárias, que devem ficar alinhadas. O adensamento é</p><p>feito por barras de aço aplicadas nas juntas, que surgirão naturalmente entre</p><p>os elementos estruturais, formando o vínculo de ligação — dando rigidez à</p><p>estrutura. Um pavimento imediatamente superior só pode ser executado após</p><p>a cura do anterior.</p><p>O sistema não apresenta maiores problemas para serem feitas boas juntas</p><p>entre painéis, pois, como são do tamanho de um ambiente (no mínimo), elas</p><p>ocorrem sempre (e somente) nos cantos, onde podem ser escondidas facilmente</p><p>(CUTLER, 1970).</p><p>155Sistema Camus</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 155 06/10/2017 14:34:50</p><p>Figura 1. Aplicação do sistema Camus de grandes painéis na construção de um edifício</p><p>(habitação coletiva), na França.</p><p>Fonte: Castelo (2008, p. 88).</p><p>Estrutura</p><p>Conforme Vieira (2008), o cálculo estrutural dos painéis leva em consideração</p><p>a estrutura já montada e as forças atuantes sempre nas ligações. Os painéis das</p><p>paredes internas com fi ns estruturais, e os pisos estruturais, devem possuir a</p><p>espessura mínima de 14 cm, formando uma estrutura multicelular amarrada</p><p>em todas as direções. Essas paredes internas (com fi ns estruturais) devem se</p><p>apoiar no piso, com a função de amarração, melhorando a estabilidade geral</p><p>do conjunto. Deve ser dada atenção especial às juntas onde ocorram tensões</p><p>de tração: nesses pontos é indispensável o cálculo estrutural para edifícios</p><p>de múltiplos pavimentos. Em construções térreas, o cálculo estrutural é dis-</p><p>pensável, pois as próprias juntas de concretagem proporcionam a estabilidade</p><p>da estrutura.</p><p>Instalações</p><p>Conforme já relatado, as tubulações de água fria, água quente, esgoto primá-</p><p>rio, esgoto secundário, gás, calefação etc. são moldadas nos painéis ainda na</p><p>Sistema Camus156</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 156 06/10/2017 14:34:51</p><p>fábrica. No caso de instalações elétricas, os dutos também são moldados nos</p><p>painéis durante o processo de pré-fabricação, e a fi ação pode ser executada no</p><p>próprio local ou, em casos específi cos, vir pronta da própria fábrica. Alguns</p><p>projetos contemplam, por exemplo, o banheiro completo, já montado na fábrica,</p><p>incluindo as louças sanitárias.</p><p>A indústria da construção civil busca incessantemente sistemas construtivos de exe-</p><p>cução rápida e que atendam aos padrões técnicos reconhecidos, por isso o sistema</p><p>Camus, pioneiro em patentes sobre paredes portantes pré-fabricadas em concreto, é</p><p>fonte de inspiração para muitos sistemas. Conforme o manual “Paredes de concreto:</p><p>– coletânea de ativos” (2008), os sistemas de paredes em concreto pré-fabricadas</p><p>atendem a todas as premissas do mercado atual: é racionalizado e permite a produção</p><p>em larga escala (sem perder a qualidade). A tendência atual é a fabricação de módulos</p><p>de parede, possibilitando que o sistema se adapte a diversos projetos arquitetônicos</p><p>sem necessidade de modificação das formas onde são fabricados os painéis, o que</p><p>é praticamente inviável com uso de paredes inteiras, de tamanho igual ao projeto</p><p>(p. ex., sistema Camus original). No Brasil, esses sistemas modulares vêm se expandindo,</p><p>atendendo principalmente à demanda por habitações populares.</p><p>Figura 2. Construção brasileira com painéis modulares de concreto.</p><p>Fonte: Silva (2011).</p><p>157Sistema Camus</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 157 06/10/2017 14:34:51</p><p>Acabamento</p><p>Neste sistema, as paredes externas suportam muito bem as condições de clima</p><p>adverso, principalmente no item umidade, que é combatida por uma pequena</p><p>declividade deixada na face externa da obra, funcionando como pingadeira</p><p>e evitando, assim, a infi ltração de água (VIEIRA, 2008). A textura das faces</p><p>dos painéis é muito regular, ou seja, os acabamentos fi nais podem ser feitos</p><p>diretamente com pintura ou, conforme a necessidade e/ou desejo, aplicando-se</p><p>materiais cerâmicos, por exemplo. Os telhados também são pré-fabricados com</p><p>implementação de feltros, camadas de lã mineral (de rocha) e forro em madeira.</p><p>Como o sistema não necessita de um período de “secagem”, normalmente</p><p>necessário nos métodos tradicionais de construção, o padrão de acabamento</p><p>desejado pode ser alcançado imediatamente após a montagem, ou seja, segundo</p><p>Cutler (1970), o tempo global de construção pode ser reduzido em até 50%</p><p>(uma vantagem apresentada por todos os sistemas de painéis pesados).</p><p>Vantagens e desvantagens</p><p>Ao adotar esses princípios, Cutler (1970) afi rma que os construtores podem</p><p>adaptar o sistema com êxito para edifícios de um a 23 pavimentos ou mais,</p><p>desde habitações públicas até apartamentos de alto padrão.</p><p>Os problemas com um sistema tal como o de Camus são bastante óbvios.</p><p>Cutler (1970) enumera a limitação na expressão arquitetônica e falta de fle-</p><p>xibilidade, bem como a grande necessidade de investimento de capital em</p><p>uma planta fabril, que, para ser rentável, exige uma produção mínima de 1000</p><p>unidades habitacionais, em média, por ano. Existe ainda um “raio de viagem”,</p><p>uma limitação para transporte dos painéis, que é de aproximadamente 100</p><p>milhas da planta. Por fim, para justificar plenamente o uso do sistema em um</p><p>único projeto, edifício (vertical) ou condomínio (horizontal), é necessário um</p><p>número mínimo de 400 unidades, respectivamente, de apartamentos ou casas.</p><p>Sistema Camus158</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 158 06/10/2017 14:34:51</p><p>1. Referente ao sistema</p><p>Camus podemos afirmar:</p><p>a) Foi o primeiro e maior</p><p>sistema construtivo pré-</p><p>fabricado de ciclo aberto.</p><p>b) Utilizava painéis</p><p>sanduíche “cegos”.</p><p>c) Teve seu auge na década de 70.</p><p>d) Foi utilizado em praticamente</p><p>todos os países europeus, salvo</p><p>a antiga URSS, país fechado</p><p>às tecnologias estrangeiras.</p><p>e) Usava painéis do tipo sanduíche,</p><p>com uma camada de ar interna.</p><p>2. O sistema Camus era chamado</p><p>de sistema de grandes painéis,</p><p>porém, apresentava limitações</p><p>nas dimensões das placas,</p><p>principalmente devido à(ao):</p><p>a) Transporte e manuseio.</p><p>b) Leveza excessiva e fixação.</p><p>c) Escassez de fôrmas</p><p>para fabricação.</p><p>d) Baixa demanda do sistema.</p><p>e) Tipo de obras da época, onde</p><p>os pés-direitos eram baixos.</p><p>3. O sistema Camus inspirou vários</p><p>sistemas de grandes painéis. Nestes</p><p>sistemas deve ser dada atenção</p><p>especial às juntas e aos apoios, sendo</p><p>utilizado nestes locais o material:</p><p>a) Isopor</p><p>b) Argamassa convencional</p><p>c) Graute</p><p>d) Neoprene</p><p>e) Borracha natural</p><p>4. As paredes externas do sistema</p><p>Camus são formadas, de um lado,</p><p>por uma camada de espuma, mais</p><p>uma camada de argamassa e uma</p><p>camada de concreto, armada com</p><p>uma tela. O núcleo é formado,</p><p>por exemplo, por uma camada de</p><p>poliuretano e, por fim, do outro</p><p>lado, por uma camada de concreto</p><p>com armadura, a parte portante</p><p>da parede. Estas camadas devem</p><p>possuir as espessuras mínimas,</p><p>respectivamente, de:</p><p>a) 6,5, 3,0 e 14,0 cm</p><p>b) 6,5, 3,5 e 14,0 cm</p><p>c) 6,0, 3,0 e 14,0 cm</p><p>d) 6,5, 3,0 e 14,5 cm</p><p>e) 7,5, 5,5 e 20,0 cm</p><p>5. As desvantagens no uso de</p><p>sistemas de grandes painéis pré-</p><p>fabricados como o Camus,</p><p>com</p><p>produção em ciclo fechado, são</p><p>bastante óbvias, entre elas:</p><p>a) Flexibilidade arquitetônica.</p><p>b) Baixo investimento</p><p>para produção.</p><p>c) Facilidade de transporte.</p><p>d) Produção mínima muito alta.</p><p>e) Uso exclusivo em</p><p>obras industriais.</p><p>159Sistema Camus</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 159 06/10/2017 14:34:53</p><p>CASTELO, J. L. C. Desenvolvimento de modelo conceptual de sistema construtivo indus-</p><p>trializado leve destinado à realização de edifícios metálicos. 2008. 278 f. Dissertação</p><p>(Mestrado em Construção de Edifícios) – Faculdade de Engenharia da Universidade</p><p>do Porto, Universidade do Porto, Porto, 2008.</p><p>CUTLER, L. S. Industrialization: generic examples, specific solutions -- Camus and</p><p>Sectra. In: INTERNATIONAL SYMPOSIA ON LOW COST HOUSING PROBLEMS RELATED</p><p>TO URBAN RENEWAL AND DEVELOPMENT, 1970, Rolla. Proceedings... Rolla: University</p><p>of Missouri, 1970.</p><p>PAREDES de concreto: coletânea de ativos. In: ENCONTRO NACIONAL DA INDÚSTRIA</p><p>DA CONSTRUÇÃO (ENIC), 2008, São Luís. Anais... São Luís: Associação Brasileira das</p><p>Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC); Associação Brasileira de Cimento</p><p>Portland (ABCP); Instituto Brasileiro de Telas Soldadas (IBTS), 2008.</p><p>SILVA, F. B. Painéis maciços pré-moldados de concreto armado. Téchne, São Paulo,</p><p>ed. 168, mar. 2011. Disponível em: . Acesso em: 03 set. 2017.</p><p>VIEIRA, A. J. T. Sistemas industrializados na construção civil. Florianópolis: Universidade</p><p>do Estado de Santa Catarina – Udesc, 2008. Notações de aula.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>ACKER, A. V. Manual de sistemas de pré-fabricados de concreto: FIP 2002. São Paulo:</p><p>ABCIC, 2003.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA DE CONCRETO. Pré-</p><p>-fabricados de concreto. São Paulo: ABCIC, 2013. Curso básico de construção.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9062:2011. Projeto e</p><p>execução de estruturas de concreto pré-moldado. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.</p><p>Sistema Camus160</p><p>Processos construtivos_U2_C10.indd 160 06/10/2017 14:34:53</p><p>http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/168/</p><p>Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para</p><p>esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual</p><p>da Instituição, você encontra a obra na íntegra.</p><p>Conteúdo:</p><p>Processos construtivos_U2_C10</p><p>Processos construtivos_Impressa</p>