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<p>Índices de liquidez</p><p>Os indicadores de liquidez evidenciam a situação financeira de uma empresa frente</p><p>aos compromissos financeiros assumidos. Em sentido amplo, a liquidez é relacionada com as</p><p>disponibilidades mais os direitos e bens realizáveis no curto prazo. Para a referida análise,</p><p>Matarazzo (2010) apresenta os seguintes índices: Liquidez Corrente, Liquidez Seca e</p><p>Liquidez Geral. Assaf Neto (2015) acrescenta também o Índice de Liquidez Imediata. No</p><p>Quadro 18 são apresentados os indicadores, suas fórmulas e as indicações de cada um deles.</p><p>Quadro 18: Fórmula e interpretação dos índices de liquidez</p><p>Fonte: Adaptado de MARTINS; DINIZ; MIRANDA, 2020a</p><p>Por dividir um valor monetário por outro valor monetário, a liquidez não possui uma</p><p>unidade de medida. São índices geralmente considerados do tipo “quanto maior, melhor”.</p><p>No entanto alguns autores alertam que, em alguns casos, um alto índice de liquidez pode</p><p>significar má gestão financeira, como a manutenção desnecessária de disponibilidades,</p><p>excesso de estoques, prazos longos de contas a receber, etc.</p><p>Não há um padrão aconselhável para liquidez. Em setores com sazonalidade pode ser</p><p>interessante manter uma liquidez mais alta. Dependendo do setor uma liquidez elevada pode</p><p>ser sinal de ineficiência. Um supermercado eficiente busca girar rápido seus estoques, vendar</p><p>à vista e conseguir o maior prazo possível dos seus fornecedores. Ou seja, o ativo de curto</p><p>prazo pode ser reduzido (baixos valores a receber e estoques) e os passivos de curto prazo</p><p>elevados (alto volume de fornecedores).</p><p>Vamos colocar na prática esses conhecimentos aplicando as fórmulas dos Índices de</p><p>Liquidez nas demonstrações da Cia X. Em seguida precisamos interpretar o que estes</p><p>números significam e entender as limitações destes indicadores.</p><p>Aplicação dos índices de liquidez na Cia X</p><p>Fonte: Adaptado de MARTINS; DINIZ; MIRANDA, 2020a</p><p>A liquidez imediata mostra a situação financeira frente a seus compromissos</p><p>financeiros no curtíssimo prazo. É um quociente geralmente baixo pois recursos em caixa</p><p>podem comprometer a rentabilidade do negócio. O Índice de Liquidez Seca mede a</p><p>capacidade de pagamento das dívidas de curto prazo, sem considerar os estoques e as</p><p>despesas antecipadas. É um índice mais adequado para as empresas que operam com estoques</p><p>de difícil realização financeira, geralmente em função do alto valor. Para estabelecer um</p><p>índice ideal de Liquidez Corrente, é necessário avaliar o ciclo operacional da empresa, como</p><p>veremos daqui a pouco. De uma forma geral, quanto maior for o ciclo operacional, maior será</p><p>a necessidade de índice de Liquidez Corrente mais um alto. E por último o Índice de Liquidez</p><p>geral é considerado a capacidade de pagamento no curto e longo prazo.</p><p>As críticas aos indicadores de liquidez são várias, mas servem para trazer clareza dos</p><p>limites de cada um dos indicadores. A seguir são apresentados alguns exemplos:</p><p>• Diferenças temporais: os prazos de entrada de dinheiro no Ativo e saída de dinheiro</p><p>do Passivo Circulantes são diferentes. Os passivos como fornecedores e salários a pagar,</p><p>vencem no curtíssimo prazo, enquanto empréstimos podem vencer no final do período. Mas</p><p>todos recebem o mesmo tratamento na hora de calcular o indicador. Contas a receber se</p><p>realizam em média durante o primeiro quadrimestre do ano, mas para os estoques se</p><p>transformem em caixa é necessário um prazo para a produção, para os produtos serem</p><p>vendidos, e o prazo de pagamento dos clientes. Não esquecendo que ainda há risco de perda,</p><p>roubo, deterioração e obsolescência dos estoques. Se for tudo bem, se nada disso ocorrer</p><p>perceba que existe a dessincronização de prazos entre Ativos e Passivos. Se essa falta de</p><p>sincronia prazos circulantes afeta a análise, segundo Martins (2005) o Índice de Liquidez</p><p>Geral, é um indicador que não têm muito sentido por que não apresenta qualquer relação de</p><p>temporalidade entre os elementos do numerador e do denominador. Com informações sobre</p><p>os prazos é possível retrabalhar-se o indicador com ponderações relativas a esses prazos.</p><p>• Sazonalidade: algumas empresas e ramos oscilam muito seus resultados e prazos ao</p><p>longo do ano. Logo indicadores calculados apenas em 31 de dezembro podem não retratar a</p><p>realidade da empresa. Por exemplo empresas do ramo agrícola ou especializadas em produtos</p><p>natalinos.</p><p>• Operações com Sociedades de Propósito Especial (SPE) ou outras entidades do</p><p>mesmo grupo econômico: são sociedades criadas para um fim específico, como a compra de</p><p>um Ativo da empresa e seu aluguel de volta em seguida. Isso embeleza o balanço da</p><p>vendedora, que passa a mostrar uma liquidez bem maior. Se o ativo transferido tinha</p><p>empréstimo a ele vinculado, diminui-se também o Passivo da vendedora, pois o empréstimo</p><p>também é transferido juntamente com o Ativo.</p><p>A tendência sempre deve ser considerada pela evolução dos indicadores ao longo do</p><p>tempo. Pois se duas empresas apresentam Índice de Liquidez Corrente de 1,5, significa que a</p><p>situação financeira de ambas é igual? E se a primeira tiver um histórico de 2,5; 2,0; 1,6 e</p><p>agora 1,5, e a segunda: 0,5; 1,0; 1,3 e agora 1,5. Logo, 1,5 é classificado como bom ou ruim?</p><p>A direção correta do olhar é: está melhorando ou piorando?</p><p>Claramente quanto maior o índice de liquidez melhor do ponto de vista da capacidade</p><p>de liquidação de obrigações. Só que índices de liquidez altos podem refletir recursos ociosos</p><p>no Ativo Circulante, que podem reduzir a rentabilidade! Índices baixos normalmente</p><p>preocupam. Mas o que são índices baixos ou altos? Tudo depende das práticas do ramo ou</p><p>segmento econômico dessa empresa.</p>

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